APLICAÇÕES MULTIMÍDIA: DESENVOLVIMENTO, USO E ANÁLISE DE DESEMPENHO.

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1 APLICAÇÕES MULTIMÍDIA: DESENVOLVIMENTO, USO E ANÁLISE DE DESEMPENHO. Rosely dos Anjos Lima (bolsista CNPq - PIBIC, Ézyo Lamarca (bolsista de Pós-Graduação, Prof. Dr. Affonso Henderson Guedes de Oliveira (DEEC/CT-UFPA, Universidade Federal do Pará Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação Laboratório de Controle e Sistemas (UFPA DEEC LACOS). Campus Universitário do Guamá CEP: Belém Pará Tel.: RESUMO 1 Este trabalho apresenta um estudo sobre aplicações de videoconferência, que é uma alternativa para a comunicação interpessoal através das redes de computadores. Ela cria uma nova forma de comunicação interativa que permite que duas ou mais pessoas que estejam em locais diferentes, possam se comunicar utilizando o recurso audiovisual em tempo real. Para prover a videoconferência foram utilizados softwares como CUSeeMe e Microsoft NetMeeting, que além de serem gratuitos oferecem muitos recursos audiovisuais. Além disso é também apresentada a análise de desempenho desta aplicação em uma Rede Ethernet, verificandose os problemas causados devido ao compartilhamento de largura de banda com outras aplicações, como transferência simultânea de dados, voz e vídeo. Para a análise de desempenho utilizaram-se os softwares MRTG para fazer o monitoramento de largura de banda e um Sniffer para fazer a captura dos pacotes que trafegam na rede, podendo desta forma gerenciar os recursos oferecidos pela rede. ABSTRACT The application multimedia used in this work was videoconferencing, which is an alternative for the interpersonal communication through the computers networks. It creates a new form of interactive communication that allows that two or more people than they are in different local, they can communicate using the audiovisual resource in real time. To provide the videoconferencing were used softwares like CUSeeMe and Microsoft NetMeeting, that besides they be free they offer many audiovisual resources. Besides it is also presented the acting analysis of this application in an Ethernet Network, being verified the problems caused due to the sharing of bandwidth with other applications, as simultaneous transfer of data, voice and video. For the acting analysis the softwares MRTG were used to do the monitoring of bandwidth and a Sniffer to do the capture of the packages that traffic in the network, being able of this form manage the resources offered by the network. INTRODUÇÃO Com o avanço da tecnologia de computação e comunicação, sistemas baseados em redes de computadores, conhecidos como sistemas distribuídos, tornaram-se economicamente viáveis com aplicações em diversas áreas, que vão desde aplicações científicas até entretenimento. Revista Científica da UFPA 3, março

2 Dentre as novas aplicações de sistemas distribuídos destacam-se os sistemas multimídia distribuídos, que são aplicações que processam e transmitem de forma integrada mídias como áudio e vídeo. A utilização de tais tipos de mídias trouxe novos problemas na área de computação e telecomunicações que ainda não estão completamente resolvidos. Esses problemas provêm das características intrínsecas de tais mídias, como transferência e manipulação de grandes quantidades de dados e principalmente requisitos temporais para captura, transmissão e exibição. Justamente por suas características temporais, essas mídias são conhecidas como mídias contínuas, diferentemente de texto e dados, que são denominadas mídias estáticas. Em decorrência da natureza temporal dos sistemas multimídia, a noção de qualidade de serviço tornou-se um conceito-chave em tais sistemas. Qualidade de serviço (QoS) expressa quão satisfatórios estão os serviços oferecidos pelos sistemas e apesar de seu caráter intuitivo, pode-se expressá-la via parâmetros bem definidos, como atraso de transmissão, variação de atraso e percentual de perda de informação. Sendo esses parâmetros conhecidos como parâmetros de qualidade de serviço, que em última análise são os índices que medem o desempenho da aplicação. Em termos de redes de computadores, sistemas multimídia requerem o emprego de redes de alta velocidade e protocolos com reservas de recursos, caso se queira garantir bons níveis de qualidade de serviço da aplicação. Porém, redes de computadores convencionais não implementam protocolos com garantia de qualidade de serviço, caracterizando-se como redes de melhor-esforço. Essas redes são amplamente utilizadas devido a grande vantagem em relação a custo-benefício. Diante disto, o estudo, uso e análise de desenvolvimento de sistemas multimídia sobre redes de computadores de melhor-esforço tornam-se bastante bem vindos, principalmente quando se planeja a utilização de tais sistemas em redes heterogêneas e complexas, como é o caso do ensino à distância e telemedicina. 2 MATERIAIS E MÉTODOS A metodologia do trabalho baseou-se primeiramente no estudo da aplicação multimídia videoconferência: o que é, de que forma se processa, características desejáveis para uma sessão de videoconferência, protocolos utilizados na transferência de mídias (como áudio e vídeo), possíveis plataformas para a implementação (no caso, o Sistema Operacional Linux) e o estudo dos principais problemas enfrentados em videoconferência. Também se analisou a utilização de aplicativos para desenvolvimento de aplicações multimídia, neste trabalho foram utilizados os softwares CUSeeMe e o Microsoft NetMeeting, que são gratuitos e de fácil manipulação. E por fim, foi feita a análise de desempenho destas aplicações multimídia (no caso videoconferência), para fazer esta análise utilizou-se de um programa Sniffer e do MRTG (Multi Router Traffic Grapher). RESULTADOS Revista Científica da UFPA 3, março

3 I - Videoconferência 3 1) Introdução De acordo com [1], a videoconferência é uma forma de comunicação interativa que permite que duas ou mais pessoas que estejam em locais diferentes, possam se encontrar face a face com áudio e comunicação visual em tempo real. Reuniões, cursos, conferências, debates, palestras são conduzidas como se todos os participantes estivessem juntos no mesmo local. Com os recursos da videoconferência, se pode conversar com os participantes e ao mesmo tempo visualizá-los na tela do monitor, trocando informações como se faria pessoalmente. Além disso, é possível compartilhar programas de computador, dialogar através de canais de bate-papo, apresentar slides, vídeos, desenhos e fazer anotações em um quadro-branco compartilhado, tudo com a ajuda de um sistema de conferência multimídia. Nos diversos meios de aplicação, a videoconferência tem trazido inúmeras vantagens, despertando cada vez mais o interesse das pessoas e das empresas em fazer uso desta tecnologia. Ela ajuda a evitar desperdícios e a eliminar despesas com viagens. A pessoa pode se encontrar com outras pessoas em qualquer parte do mundo estando em seu estúdio de videoconferência ou usando seu computador pessoal em sua própria casa. Através da videoconferência é criada uma nova possibilidade para a reunião de pessoas distantes umas das outras, provendo um meio muito mais interessante pela comunicação visual e a interação com os demais participantes, superando desta forma a conferência por , canais de bate-papo, ou telefone. Atualmente pode-se dividir os sistemas de videoconferência em dois tipos que são: - videoconferência baseada em estúdio. - videoconferência em computador. 1.1) Videoconferência baseada em estúdio A videoconferência baseada em estúdio é realizada em salas especialmente preparadas com modernos equipamentos de áudio, vídeo e codecs, para fornecer vídeo e áudio de alta qualidade para reuniões, palestras, cursos, etc. Esta modalidade de videoconferência é composta em sua grande maioria por caros equipamentos de hardware e software proprietários. 1.2) Videoconferência em computador Por outro lado, com o uso de um computador pessoal e um equipamento de hardware e software adequado, pode-se ter um sistema de videoconferência em computador na sua própria casa ou escritório. Em contraste com a videoconferência baseada em estúdio, esta é barata e portanto mais apropriada para o uso individual, ou para pequenos grupos. Uma das principais características deste tipo de videoconferência, é a possibilidade de compartilhar documentos, o que a torna a ferramenta ideal para comunicação, trabalho em grupo e aprendizagem, além de servir também como uma divertida forma de entretenimento. Além disso, uma característica fundamental destes sistemas, é o fato de poder-se encontrar Revista Científica da UFPA 3, março

4 softwares gratuitos na Internet e por ele não exigir gastos com equipamentos especiais (codecs etc.). Para participar de uma sessão de videoconferência basta que o usuário esteja conectado a uma rede e disponha de um computador pessoal equipado com placa de som, microfone, caixas acústicas, câmera de vídeo e um software de videoconferência. Este conjunto de equipamentos e as tecnologias de comunicação oferecem inúmeras novas possibilidades de comunicação para escolas, universidades, bibliotecas, empresas e usuários comuns, além dos outros meios de comunicação convencionais. No entanto, prover videoconferência sobre uma rede de computadores não é uma tarefa das mais fáceis, principalmente para os usuários de redes onde as taxas de transmissão são muito baixas ou heterogêneas. Segundo [2], a videoconferência é a coisa mais difícil que você pode colocar em uma rede. Sabe-se que o tráfego multimídia envolve a transferência de uma grande quantidade de dados em um curto espaço de tempo, muitas vezes esgotando a capacidade de transmissão da rede. Além disso, os dados relativos a áudio e vídeo são sensíveis ao tempo, o que faz da sincronização de tipos diferentes de dados um fator imprescindível para uma boa sessão. A falta de suporte às exigências temporais do tráfego multimídia nos principais sistemas existentes (principalmente a rede TCP/IP da Internet) dá origem a latências e jitters, bastante prejudiciais às aplicações de videoconferência [1]. Uma sessão de videoconferência só poderá substituir uma conferência convencional se for realmente efetiva. A efetividade de uma sessão depende do grau de interatividade e compreensão das mensagens trocadas entre os usuários. Uma sessão deve ser tal que seus usuários passam a comunicar-se do mesmo modo que fariam se estivessem presentes em um mesmo local. Contudo, manter a interatividade da videoconferência a um nível satisfatório é, sem dúvida, o principal desafio dos sistemas atualmente existentes. Como se está interessado em uma comunicação mundial, o ambiente mais propício é a Internet. O alcance da rede é mundial e assim ideal, do ponto de vista da comunicação, pois pode pote 4 ncialmente conectar parceiros localizados geograficamente muito distantes. Entretanto, a Internet é um ambiente hostil à videoconferência quando se passa a analisar a tecnologia empregada e o tipo de tráfego existente nesta rede. O uso de TCP/IP na troca das mensagens não garante um serviço homogêneo, principalmente porque estas tecnologias não implementam efetivamente qualidade de serviço (QoS). Algumas tentativas para solucionar estes problemas foram propostas, mas nenhuma foi efetivamente implantada em âmbito mundial. Assim, existem aplicações de videoconferência que se constituem em uma poderosa ferramenta de comunicação interpessoal. Mas existe também uma infra-estrutura de comunicação mundial inadequada, que apresenta um tráfego heterogêneo que não pode ser eficientemente controlado e sem parâmetros de qualidade de serviço garantidos. Diante desta situação, é necessário fornecer aplicações capazes de lidar com os problemas existentes, e ser capaz de se adaptar ao ambiente onde as sessões são executadas. 4

5 O ambiente em que as sessões de videoconferência são executadas é também uma fonte de informação muito importante. As características do ambiente devem ser conhecidas para que o software possa enviar as informações utilizando-se dos recursos existentes. Se um recurso não está disponível então o software deve se adaptar a esta situação. Por exemplo, uma sessão pode requisitar uma determinada largura de banda, mas se esta não está disponível então a sessão deve operar na largura de banda existente. 2) Formas de Videoconferência Existem várias formas de realizar uma conferência: Conferência Ponto-a-Ponto Conexão um-a-um e Cada um deve rodar o software de videoconferência em seu equipamento. A Figura 1 apresenta uma conexão ponto-a-ponto. Figura 1 Conexão ponto-a-ponto. Conferência Multicast Pode ser de dois tipos: Conferência em grupo: Ilustrada na Figura 2 5. Figura 2 Conferência em grupo. é uma conferência interativa onde todos os usuários que estão conectados podem: enviar e receber informações (áudio e vídeo); proporciona um ambiente colaborativo ; o grupo se conecta a um software servidor (refletor) e o grupo tem um endereço IP ou host name. 5

6 Cybercast (ou conferência "one-way"): ilustrada na Figura 3. 6 somente o criador da conferência pode enviar vídeo e áudio e demais podem ver e ouvir os dados enviados, mas não os podem enviar informações. Figura 3 Conferência one-way. 3) Protocolos utilizados em videoconferência Para possibilitar a interoperabilidade entre os equipamentos de videoconferência que eram despadronizados, a ITU-T (International Telecommunication Union - Telecommunication), propôs o padrão H.323 [11] e o IETF (Internet Engineering Task Force), o padrão SIP [10]. 3.1) Protocolo H.323 O padrão mais utilizado na transferência de áudio, vídeo e dados através de redes IP, incluindo a Internet, é o H.323. Ele possibilita que as aplicações que obedeçam às suas regras possam interagir entre si, eliminando os problemas de compatibilidade, pois descreve especificamente como comunicações multimídia ocorrerão entre usuários, equipamentos de rede e serviços a redes locais e de longo alcance que não oferecem qualidade de serviço. Ele é o protocolo mais implementado em aplicações comerciais, empresariais e de entretenimento. O principal enfoque do H.323 é uma recomendação do ITU para comunicações multimídia em LAN s que não dão suporte a QoS. Como este tipo de redes domina o mercado empresarial e doméstico atual, o H.323 é um protocolo fundamental na construção de aplicações que fornecem meios de comunicação multimídia [10]. Dentre as várias características e especificações do H.323 citam-se as seguintes: Suportam tanto sessões multiponto como ponto-a-ponto; Pretende ser a solução para serviços multimídias na Internet e nas Intranets; Proporcionar relacionamentos peer-to-peer ou distribuído; Especifica vários serviços suplementares; 6

7 Para se obter QoS a H.323, recomenda o uso do RSVP (RFC Request for Comments 2205 [11]) e A monitoração da QoS pode ser conseguida com a ajuda do RTCP. 3.2) Protocolo SIP O SIP (Session Initiation Protocol) é um protocolo da camada de aplicação de rede desenvolvido pelo grupo de trabalho MMUSIC (Multiparty Multimedia Session Control) do IETF [11]. Inicialmente foi projetado para conferências multicast multimídia com pouca coordenação e controle dos membros, em implementações sobre redes IP. Possui relacionamento peerto-peer ou distribuído, sendo um protocolo de controle da camada de aplicação para criação, modificação e término de sessões com um ou mais participantes. Sua arquitetura SIP é similar a do protocolo HTTP. O SIP foi desenvolvido com as seguintes considerações: escalabilidade uso na Internet; integrações com outras aplicações IP tais como: Web e ; flexibilidade não é um sistema completo para a telefonia na Internet. Não dita uma arquitetura, forma de uso ou cenário de utilização; e interoperabilidade. Ele oferece muitas das características da arquitetura H.323, mas confia em tecnologias específicas das redes IP, como MIME, DNS (Domain Name System), scripts do tipo utilizado na Web, endereçamento do estilo do (URLs). Ao contrário do H.323, o SIP se preocupa apenas com a sinalização não tentando definir qualquer aspecto de comunicação multimídia. 4) Plataformas para implementação A plataforma para implementação deste trabalho foi o Sistema Operacional Linux, devido ser gratuito (pode ser obtido pela Internet), além também do Windows 98. 5) Problemas enfrentados pela videoconferência As limitações de largura de banda por parte da maioria das redes (principalmente a Internet) é um dos principais fatores limitantes da qualidade da videoconferência. Todavia, existem outros fatores que também devem ser considerados, como confiabilidade, atraso(delay), 7 latência, jitter e skew. 5.1) Atraso (Delay) É o tempo decorrido na transmissão de um pacote de informação do transmissor até o receptor. Quanto maior o atraso, mais problemas tem o protocolo de transporte para trabalhar eficientemente. Aplicações multimídia tais como a videoconferência são altamente sensíveis ao atraso, portanto, projetistas destas aplicações devem procurar mecanismos que sejam capazes de preservar a boa qualidade dos dados mesmo na sua presença [8]. 7

8 5.2) Latência A latência representa o atraso imposto pelo link de comunicação. Este atraso não é constante, o que faz da latência um atraso médio esperado para a transmissão fim-a-fim dos pacotes. 5.3) Jitter É a variação no trânsito de atraso fim-a-fim (em termos matemáticos é medido como o valor absoluto do primeiro diferencial da seqüência de medidas de atrasos individuais). Do ponto de vista de uma rede de computador, o jitter pode ser entendido como a variação no tempo e na seqüência de entrega das informações (p. ex.: pacotes) (Packet-Delay Variation) devido à variação na latência (atrasos) da rede. A Figura 4 ilustra o efeito do jitter entre a entrega de pacotes na origem e o seu processamento no destino. Observe que o jitter causa não somente uma entrega com periodicidade variável (Packet-Delay Variation) como também a entrega de pacotes fora de ordem. Tempo Pacotes no emissor T1 T2 Pacotes fora de ordem Pacotes no receptor Figura 4 - Efeito do Jitter para as Aplicações. 5.4) Skew Skew é a diferença nos tempos de apresentação de dois objetos relacionados (por exemplo entre um fluxo de áudi 8 o e vídeo). O tempo de amostragem do vídeo nos lábios de um locutor se movendo, possuem uma relação crítica com o áudio resultante. Para medir a diferença entre os tempos de apresentação de objetos que deveriam estar sincronizados, define-se o skew, ilustrado na Figura 5 [1]. 5.5) Confiabilidade A confiabilidade é comumente conhecida como uma propriedade de transmissão do sistema, e neste contexto pode ser considerada como a taxa média de erros do meio. O nível de confiabilidade pode também ser fruto do esquema de comutação da rede, onde sistemas de comutação defeituosos ou ineficientes podem alterar a ordem de transmissão original ou ainda causar a perda de pacotes. Além disso, pacotes errados ou perdidos podem aumentar muito as taxas de retransmissão aumentando o congestionamento (no caso o protocolo TCP). Como a maioria dos sistemas de videoconferência usam UDP, o qual implementa a transmissão de pacotes 8

9 com o mínimo controle, a propagaç 9 ão de erros pode induzir a distorção total do sinal analógico original no receptor Nº de pacotes chegando Skew Figura 5 Skew entre as mídias de áudio e vídeo. A solicitação de QoS da aplicação é denominada tipicamente de SLA (Service Level Agreement) [15]. O SLA deve definir claramente quais requisitos devem ser garantidos para que a(s) aplicação(ões) possa(m) ser executada(s) com qualidade. Um exemplo típico de SLA para uma aplicação de voz sobre IP (VoIP - Voice over IP) com algumas centenas de canais voz simultâneos numa rede IP WAN poderia ser: Vazão 2 Mbps; Atraso 250 mseg Disponibilidade 99,5% Tempo de chegada (t) II - Softwares utilizados A seguir serão descritos os so 10 ftwares utilizados no desenvolvimento deste trabalho. 9

10 1) CUSeeMe O CU-SeeMe da White Pine [12], criado por Tim Dorcey e Cornell University [13] é uma aplicação de videoconferência que obedece ao protocolo H.323. Ele oferece uma forma simples de videoconferência onde cada usuário conecta-se a outros usuários em uma sessão de chat précombinada. Permite a transmissão e a recepção de sinais de áudio e vídeo em computadores pessoais, conectados via um protocolo TCP/IP (em geral, na Internet). Uma vez conectado, você pode receber e enviar vídeo e áudio, utilizar o chat para conversar e ainda compartilhar documentos e gráficos em um quadro de comunicações (whiteboard) eletrônico e interativo. Vantagens conecta várias pessoas diferentes de uma vez só permite uso de recursos de áudio, vídeo, chat e compartilhamento de dados. Pode ser usado na internet ou qualquer rede TCP/IP para conferências pessoa-a-pessoa ou em grupos, broadcasts e chats. Uma videoconferência consiste em uma discussão em grupo ou pessoa-a-pessoa na qual os participantes estão em locais diferentes, mas podem ver e ouvir uns aos outros como se estivessem reunidos em um único local. Este sistema permite que as pessoas trabalhem cooperativamente com os colegas distantes e compartilhem informações e material de trabalho. 2) Microsoft NetMeeting O Microsoft NetMeeting [14] é uma ferramenta de comunicação por vídeo e voz pela Internet. Inclui suporte para conferências internacionais, e provê capacidade de compartilhar aplicações e conferências de dados. Com o NetMeeting você pode: compartilhar idéias, informações e aplicações usando áudio e vídeo enviar e receber imagens de vídeo em tempo real, usando equipamentos compatíveis com o Windows enviar áudio e vídeo para um usuário que não possui hardware para transmitir vídeo usar uma videocâmera para instantaneamente visualizar itens garantir que as pessoas o escutem através do ajuste da sensibilidade do microfone alterar o tamanho da janela de vídeo que você está enviando para outro usuário durante uma videoconferência. estabelecer remotamente um compromisso entre velocidade de transmissão de vídeo e qualidade da imagem. 3) MRTG O MRTG (Multi Router Traffic Grapher) é uma ferramenta que utiliza o protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol) para obtenção de informações de tráfego nos mais variados objetos de rede. Apesar de ser uma ferramenta usada basicamente para análise de tráfego, quaisquer dados obtidos através do protocolo SNMP podem ser monitorados por essa 10

11 ferramenta. O MRTG gera páginas no formato HTML com gráficos diários, semanais, mensais e anuais do tráfego nas interfaces gerenciadas. Foi desenvolvido usando linguagens de programação PERL e C, rodando em sistemas operacionais UNIX, Linux e Windows NT, e pode ser obtido gratuitamente através da Internet, no endereço O interpretador PERL pode ser obtido no endereço O SNMP é um padrão Internet para administração de dispositivos conectados em redes TCP/IP. Por isso é capaz de realizar várias tarefas interessantes além de monitorar uso de banda em links WAN. 4) Sniffer Normalmente os dispositivos que possuem o método CSMA/CD ou CSMA/CA (Carrier Sense Medium Access / Collision Detection Collision Avoidance), precisam estar em modo promíscuo no nível de quadro (enlace) para que detecte os quadros que lhe forem destinados. É assim que funciona. Uma placa Ethernet escuta todos os pacotes que trafegam na rede para saber qual pacote que ele vai entregar para as camadas superiores da comunicação (nível de rede). Habilitando o modo promíscuo completo, o computador captura todos os pacotes independentemente de ser ou não destinados a ele, o que o programador deve fazer é remontar a informação para que o que está sendo lido faça algum sentido. Para isso,deve-se conhecer os protocolos, detectando-os quando transportados pelo quadro Ethernet e com base nesses conhecimentos, retirar a informação desejada. O escopo de atuação de um sniffer é limitado. Os que compartilham mídia, só conseguem ler as informações que estão no seu segmento de rede. Se estiver atrás de um switch, roteador ou ponte, ele não vai conseguir ler o que se passa nos outros segmentos de rede, a menos que algum pacote do outro segmento, venha a trafegar no segmento em que está o sniffer. III Aplicação 1) Estrutura Geral A aplicação consistiu em realizar uma simulação de videoconferência conforme ilustrado na Figura 6. Nas estações A e B estão instalados o software NetMeeting versão 3.01 responsável pela videoconferência entre elas e na estação C está instalado um Sniffer que possui a capacidade de capturar os pacotes que se 11 rão enviados durante a sessão de videoconferência. Devido o Sistema Operacional Windows 98 ter sido utilizado para esta aplicação, notou-se uma grande vantagem para o usuário final o uso do software NetMeeting, devido este ser componente da distribuição Win98 em relação ao outro software citado o CU- 12 SeeMe. Revista Científica da UFPA Vol 3, março

12 Figura 6 Estrutura do experimento realizado 2) Dados obtidos no experimento Através do Sniffer foram capturados vários pacotes, permitindo ser observado características existentes em uma aplicação de videoconferência. A Figura 7 mostra os pacotes capturados, onde se observam algumas características: os picos de transferência de pacotes ocorrem quando há movimentos bruscos na imagem capturada, (a Figura 8 ilustra tais movimentos), isso ocorre devido à compactação de vídeo, pois quanto mais variar a imagem menor será a compactação e mais pacotes trafegam na rede. Dependendo do caso a que vai ser destinada a aplicação de vídeo, o grau de mobilidade da cena capturada influi diretamente no parâmetro de QoS a ser utilizado, uma vez que a largura de banda pode não suprir a demanda de pacotes de uma aplicação com alta taxa de variação de quadros. Figura 7 Características dos pacotes capturados. 12

13 Figura 8 Imagem capturada através do software Microsoft NetMeeting, (captura de movimentos bruscos). No momento em que a aplica 13 ção foi realizada, através do MRTG, levantou-se o gráfico do link que liga as duas estações envolvidas na aplicação. Ele é mostrado na Figura 9, pode-se ver que antes da aplicação ser realizada o fluxo máximo obtido era cerca de 28 Kbps (no horário de 8:00 às 18:00h), mas no momento em que a videoconferência é estabelecida percebe-se um pico no fluxo de 65.8 Kbps (aproximadamente no horário de 10:30h). O link oferece largura de banda suficiente para a aplicação. Figura 9 Fluxo de dados no link de uma Rede Ethernet. 13

14 CONCLUSÃO O presente trabalho apresentou a montagem de um ambiente de teste para aplicações distribuídas, analisando em particular, alguns parâmetros de qualidade de serviço de aplicações multimídia de videoconferência. Porém, redes de computadores convencionais não implementam protocolos com garantia de qualidade de serviço, caracterizando-se como redes de melhoresforço, ou seja, a taxa de transmissão dos sinais, fundamental para a manutenção da qualidade da conferência é mantida conforme a disponibilidade de banda passante na rede (que trata da quantidade de informações que podem trafegar através de um canal de comunicação). O compartilhamento da largura de banda com outras aplicações, como nas redes Ethernet, faz com que haja uma sensível perda na qualidade da videoconferência, causando problemas como retardos no som e vídeo tremido. Portanto, a busca por novas alternativas que garantam a qualidade da videoconferência baseada em computador, desperta o interesse em desenvolver novas tecnologias que auxiliem as redes no suporte à transmissão simultânea de dados, voz e vídeo, aproveitando melhor a largura de banda disponível e permitindo a transmissão de taxas variáveis de dados em tempo real, sem prejudicar as demais aplicações. As perspectivas de continuação do trabalho estão baseadas no estudo de aplicações de voz sobre Redes IP com a análise de aspectos de qualidade de serviço. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] C.O.de Moura Filho e M.Oliveira. Videoconferência em Educação à Distância. ETFCE, 1999, pp [2] C.Liu. Multimídia Over IP : RSVP, RTP, RTCP, RTSP. Disponível por WWW em: (maio de 1999). [3] Mara Lucia Fernandes Carneiro Projeto MetroPOA- PROCERGS [4] A. Tanembaum, Computer Network, 3th Edition, Prentice-Hall, [5] D. Corner and R. Droms, Computer Networks and Internet, Hardcover, [6] W. Stallings, ISDN and Broadband ISDN with Frame relay and ATM. 4th Edition, Prentice-Hall, [7] R. Steinmtz and K. Nahrstedt, Multimedia Computing, Communications and Applications, Prentice-Hall, [8] FERGUSON, Paul; HUSTON, Geoff. Quality of service in the Internet: fact, Fiction or Compromise? Disponível por WWW em http: //employees.org/~ferguson/met_qos.htm [9] MAKING THE BEST OF THE BEST-EFFORT SERVICE, Making the best of the Best-Effort Service: An Intern 14 et Phone Example. Disponível por WWW em [10] [11] [12] White Pine, [13] Cornell University, Revista Científica da UFPA Vol 3, março

15 [14] [15] Joberto Martins, "Redes Corporativas MultiServiço - Caracterização das Aplicações e Parâmetros Básicos de Operação",

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