Introdução: Uma breve história do Linux

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Introdução: Uma breve história do Linux"

Transcrição

1 Introdução: Uma breve história do Linux O sistema operacional é o responsável por ativar todos os periféricos e criar o ambiente sobre o qual todos os outros programas rodam. É ele o responsável por reservar processamento suficiente para que o MP3 que você está ouvindo em background continue sendo tocado mesmo quando você precisa abrir outro aplicativo pesado, ou por transferir programas e bibliotecas sem uso para a memória virtual quando a memória principal está quase toda ocupada, por exemplo. Isso faz com que o trabalho do sistema operacional seja uma atividade inglória, já que você só se lembra dele quando alguma coisa dá errado. :) Para tristeza de alguns e alegria de outros, o Windows é o sistema operacional mais usado em desktops, o que faz com que ele seja a plataforma mais familiar para a maioria. Muitas tarefas são complicadas (experimente tentar encontrar drivers para alguma placa-mãe antiga, por exemplo), mas, como muita gente usa e muitos passam pelos mesmos problemas, acaba existindo uma rede de suporte em torno do sistema. O domínio da Microsoft na área de sistemas operacionais começou em 1981, com o lançamento do primeiro PC e da primeira versão do MS-DOS. Embora não tivesse nada de especial com relação a outros sistemas da época, o DOS cresceu em popularidade junto com os PCs, seguido pelas diversas versões do Windows. Apesar disso, a Microsoft é uma página recente na história da informática. Enquanto o MS-DOS ainda dava seus primeiros passos, o Unix já era um sistema maduro, usado na maioria dos computadores de grande porte e em estações de trabalho. A história do Unix começou em 1969, na frente de um computador igual a este: Este é um PDP-7, um "minicomputador" da década de 1960 que possuía apenas 8 kbytes de memória RAM e utilizava fitas magnéticas para o armazenamento de dados. Hoje em dia, qualquer agenda eletrônica ou celular possui muito mais memória e poder de processamento do que ele, mas na época era um equipamento relativamente poderoso, que custava US$ Devido às pesadas limitações da máquina, o sistema operacional deveria ser extremamente enxuto e otimizado, de forma a extrair o máximo de desempenho e consumir o mínimo possível de memória. A combinação da criatividade dos desenvolvedores, a necessidade e as limitações impostas pelo equipamento, resultou em um sistema bastante otimizado e elegante. Muitas das idéias surgidas nessa época continuam sendo usadas até hoje. O Unix evoluiu durante a década de 1970, passando a ser usado em cada vez mais equipamentos e ganhando mais recursos. Quase sempre ele era usado em aplicações "sérias", incluindo instalações militares, bancos e outras áreas onde não existe margem para falhas. Devido a tudo isso, o sistema se tornou muito robusto e estável.

2 Os primeiros sistemas Unix foram desenvolvidos de forma colaborativa, dentro de universidades e centros de pesquisa. Embora naquela época ainda não existisse a Internet como a conhecemos hoje, existia uma grande colaboração entre os desenvolvedores. Isso mudou na década de 1980, quando empresas como a AT&T, Sun e SCO, que detinham os direitos sobre o sistema, passaram a desenvolver versões proprietárias e a concorrerem entre si. A colaboração deixou de acontecer e a plataforma foi fragmentada em versões incompatíveis. Outro fator importante foi a falta de investimento em versões destinadas a micros PCs. Na época, os PCs eram vistos como computadores muito limitados, incapazes de rodar sistemas Unix completos (lembre-se de que estou falando do início da década de 1980, quando ainda eram usados micros XT e 286). Somados, estes dois fatores fizeram com que a plataforma definhasse, deixando o caminho livre para o crescimento da Microsoft e das diferentes versões do Windows. Chegamos, então, ao Linux. Tudo começou em 1991, quando Linus Torvalds começou a trabalhar no desenvolvimento de um sistema Unix para rodar em seu 386. Na época, o único sistema similar era o Minix, um sistema operacional para uso acadêmico, que era bastante limitado. No início, Linus usava o Minix para rodar o editor, compiladores e outras ferramentas de desenvolvimento que utilizava para desenvolver o kernel Linux, mas, a partir de um certo ponto, ele passou a usar o próprio Linux. Ou seja, depois de um breve período de encubação dentro do Minix, o Linux passou a ser desenvolvido dentro do próprio Linux. :) De início, o kernel Linux era um projeto muito pequeno, o hobby de um único programador. Entretanto, ele tinha uma grande vantagem em relação aos sistemas UNIX que o precederam: o simples fato de ser disponibilizado sob a licença GPL. Isso permitiu que outros programadores adotassem o projeto, passando a contribuir com melhorias e correções. Subitamente, toda a demanda acumulada em relação a um sistema Unix para micros PC foi canalizada em torno do Linux, fazendo com que o sistema passasse a crescer em um ritmo cada vez mais acelerado, chegando ao que temos nos dias de hoje. A licença GPL, tão comentada, mas ao mesmo tempo tão mal-compreendida, pode ser resumida em 4 direitos básicos e uma obrigação: 1- Aplicativos disponibilizados sob a GPL podem ser usados por qualquer um e para qualquer fim, sem limitações. Mesmo que eventualmente os criadores mudem de ideia e resolvam passar a distribuir novas versões do programa sob outra licença, as versões que foram distribuídas sob a GPL continuam disponíveis, o que permite que outros desenvolvedores criem uma derivação e continuem o desenvolvimento. Isso traz uma boa dose de segurança para quem usa o aplicativo, já que reduz a chance de ele ser descontinuado e ficar indisponível. Enquanto houver um volume considerável de usuários interessados no aplicativo, é bem provável que o desenvolvimento continue, de uma forma ou de outra. 2- Direito de tirar cópias do programa, distribuí-las ou até mesmo vendê-las a quem tiver interesse. Existe a possibilidade de ganhar algum dinheiro vendendo CDs gravados, por exemplo, mas como todo mundo pode fazer a mesma coisa, é preciso vender por um preço relativamente baixo, cobrando pelo trabalho de gravação e não pelo software em si, que está largamente disponível. Isso faz com que a forma mais eficiente de ganhar dinheiro com os softwares seja prestar suporte e vender serviços de personalização e não com a venda direta, como no caso dos softwares comerciais. Para o cliente, acaba sendo vantajoso, pois o custo de implantação será o gasto com a consultoria e treinamentos, enquanto ao implantar um software comercial qualquer, ele gastaria também com as licenças de uso. 3- Direito de ter acesso ao código fonte do programa, fazer alterações e redistribuí-las. Para um programador este é o principal atrativo, já que permite criar novos projetos usando como base o código fonte de programas já existentes (ao invés de ter sempre que começar do zero), sem falar na grande oportunidade de aprendizado que examinar o código fonte de outros programas propicia. 4- Direito (e ao mesmo tempo a obrigação) de redistribuir as modificações feitas. Este é o ponto onde existem mais mal-entendidos. Se você desenvolve um software por hobby, ou para usá-lo internamente na sua empresa, e não possui interesse em explorá-lo comercialmente, você pode simplesmente divulgar o código fonte para todo mundo, o que é o caminho mais lógico se você pretende atrair outros interessados em ajudá-lo no desenvolvimento. Mas, caso você pretenda receber pelo seu trabalho de desenvolvimento, existem duas opções: a) Você pode distribuir o software livremente para aumentar a base de usuários e ganhar vendendo suporte, treinamentos e personalizações. b) Você só é obrigado a distribuir o código fonte a quem obtém o software, de forma que você pode trabalhar batendo de porta em porta, vendendo o software para alguns clientes específicos e fornecendo o código fonte apenas para eles. Não existe nada de errado com este modelo, mas você perde a possibilidade de ter contribuições de outros desenvolvedores, o que pode ser ruim a longo prazo. Os softwares distribuídos sob a GPL também não "contaminam" softwares comerciais ou de outras licenças no caso de distribuição conjunta. Por exemplo, uma revista pode distribuir alguns softwares GPL no meio de um monte de aplicativos proprietários na mesma edição. Os softwares GPL continuam sendo

3 GPL, com todas regras que vimos acima, enquanto os softwares proprietários continuam sendo fechados. A revista deve incluir o código fonte dos aplicativos GPL (ou pelo menos a informação de como obtê-los via Internet) mas, naturalmente, não precisa fazer o mesmo com os outros aplicativos incluídos no CD. Você pode também usar algum software GPL em conjunto com o seu aplicativo comercial, desenvolvendo um aplicativo qualquer que utiliza o Postgree SQL (um servidor de banco de dados), por exemplo. O Postgree SQL continua sendo GPL e o seu aplicativo continua sendo fechado; qualquer um pode usar e tirar cópias do Postgree SQL, mas você controla a distribuição do seu aplicativo. Uma coisa não interfere com a outra. Ou seja, muito embora alguns vejam a GPL como algum tipo de licença comunista, que diz que todos os programadores devem fazer voto de miséria e passar a trabalhar de graça em nome do bem comum, ela é na verdade apenas uma licença que estimula a colaboração e o reaproveitamento de softwares e componentes, e que vem nos trazendo diversas mudanças positivas. De certa forma, podemos dizer que a GPL é uma licença até bastante capitalista (no bom sentido), pois estimula a concorrência entre projetos e empresas e dificulta a criação de monopólios, que são ruins para o sistema econômico. Voltando à história, embora o kernel seja o componente mais importante do sistema (e também o mais complexo), ele não é o único. Qualquer sistema operacional moderno é a combinação de um enorme conjunto de drivers, bibliotecas, aplicativos e outros componentes. O kernel é apenas uma base sobre a qual todos eles rodam. Além do período de incubação dentro do Minix, o Linux se beneficiou de diversos outros projetos anteriores, tais como o X (responsável pela interface gráfica) e inúmeros utilitários, bibliotecas, linguagens de programação, compiladores e assim por diante. A eles se soma uma grande lista de interfaces e aplicativos que surgiram nos anos seguintes, tais como o GNOME, o KDE, o Firefox e o OpenOffice. Entre as ferramentas usadas desde os primeiros dias, estão o Emacs e o GCC, desenvolvidos pela Free Software Fundation, como parte do projeto GNU. O Emacs é um editor de texto que combina uma grande quantidade de recursos e ferramentas úteis para programadores, enquanto o GCC é o compilador que permite transformar o código escrito nele em arquivos executáveis. Isso deu origem a uma das maiores flame-wars da história da informática, com Richard Stallman passando a exigir o uso do termo "GNU/Linux" (que é pronunciado como "guí-nuu issléchi Linux") para designar o sistema, em vez de simplesmente "Linux", argumentando que o projeto GNU foi iniciado antes e que por isso merece crédito. Este é um caso em que as opiniões se dividem, com alguns dando razão à ele e realmente usando o "guínuu issléchi Linux" (ou "guínû barra Linux", que é a versão aportuguesada), e outros argumentando que os componentes do projeto GNU correspondem a apenas uma pequena parte do sistema e que por isso se fosse para dar o crédito devido a todos os inúmeros componentes que formam uma distribuição atual, seria preciso chamar o sistema de X/Qt/KDE/GTK/GNOME/Mozilla/Firefox/OpenOffice/...longalista.../GNU/Linux. O fato é que, excluindo qualquer discussão filosófica, o nome "Linux" puro e simples é muito mais fácil de pronunciar, o que faz com que o "GNU/Linux" não seja usado fora de alguns círculos específicos. Continuando a história, embora o Linux tenha sido originalmente desenvolvido para ser usado em micros PC (mais especificamente no 386 que Linus Torvalds usava em 1991), a modularidade do sistema, o fato de ele ter sido escrito inteiramente em C e as boas práticas empregadas no desenvolvimento permitiram que ele ganhasse versões (ou ports) para outras plataformas. Hoje em dia, o Linux roda em praticamente todo o tipo de sistemas: de PCs domésticos equipados com chips de 32 ou 64 bits, a equipamentos especializados, usados em maquinário industrial. Existe até mesmo um fork do kernel Linux que é capaz de rodar em processadores 8088 e 286 (o ELKS), como os usados nos primeiros micros PC. Embora estejam obsoletos nos PCs a mais de duas décadas, versões modernizadas desses chips são relativamente populares em sistemas embarcados, concorrendo com chips Z80 e outros processadores de 8 ou 16 bits, que, embora desconhecidos do grande publico, são produzidos e usados em quantidades gigantescas nos mais diversos tipos de dispositivos. É justamente essa versatilidade que faz com que o Linux seja usado em tantas áreas diferentes, de celulares a supercomputadores. Ao ver micros com Linux em exposição nas lojas e em mercados, tenha em mente que esta é apenas a ponta do iceberg. O uso do Linux em micros domésticos, pelo grande público, é uma coisa relativamente recente. Antes de chegar aos desktops, o Linux cresceu entre os desenvolvedores e usuários avançados, dominou os servidores, invadiu o mundo dos dispositivos embarcados (celulares, roteadores, pontos de acesso wireless e até mesmo modems ADSL) e se tornou o sistema dominante no mundo dos supercomputadores. Segundo o (que mantém um rank atualizado dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo), em novembro de 2008 nada menos do que 439 dos 500 supercomputadores mais poderosos rodavam diferentes versões do Linux (http://www.top500.org/stats/list/32/osfam). Dos restantes, 25 rodavam outros sistemas Unix e apenas 5 rodavam Windows, um deles com o HPC Server

4 2008 e quatro com o Windows Computer Cluster Server 2003, duas versões do Windows especialmente otimizadas para a tarefa. Entendendo o Sistema O fato de existirem tantas distribuições Linux e tantas versões diferentes do sistema, permite que o Linux seja usado nas mais diversas áreas, de um PC doméstico a um supercomputador. O grande problema é que com tanta variedade, até mesmo os mais experientes acabam se sentindo perdidos, o que dizer então dos novos usuários. Muitos acabam então se limitando a usar uma única distribuição e a dominar seus recursos na medida do possível, enquanto outros preferem simplesmente continuar no Windows, onde as coisas parecem mais simples. Vamos então a uma introdução (não tão introdutória assim) sobre as distribuições Linux e os diferentes componentes que formam o sistema, para depois nos aprofundarmos nas peculiaridades de cada uma.

5 A árvore genealógica das distribuições No começo, instalar o Linux era uma tarefa ingrata. Tudo o que existia era o código-fonte do kernel, que precisava ser compilado (usando o Minix ou outro sistema operacional) e combinado com outros utilitários e bibliotecas (que também precisavam ser compilados, um a um) para que você tivesse um sistema operacional funcional. Isso explica por que nos primeiros meses, após o célebre anúncio feito por Linus Torvalds em agosto de 1991, o Linux tinha apenas algumas dezenas de usuários, a maior parte deles programadores, que em maior ou menor grau participavam do desenvolvimento do sistema. Alguém chegou a uma conclusão óbvia: por que não distribuir versões já compiladas do sistema, que pudessem ser instaladas diretamente? Surgiram então as primeiras distribuições Linux, que rapidamente passaram a ganhar novos adeptos. Hoje em dia existem mais de 500 distribuições Linux, contando apenas as ativas. Apesar disso, 98% delas são personalizações de outras distribuições já existentes, de forma que, se você começar a estudar um pouco sobre a árvore genealógica das distribuições, vai perceber que existem menos de 10 distribuições principais (Debian, Red Hat/Fedora, Mandriva, Ubuntu, Slackware, Gentoo, etc.) das quais todas as outras são derivadas. Por mais diferente que seja a aparência e a escolha de softwares pré-instalados, as distribuições derivadas mantêm muitas das características da distribuição-mãe, de forma que se você consegue aprender a trabalhar com as distribuições principais, passa a não ter grandes problemas ao trabalhar com qualquer uma das distribuições derivadas delas. Esta é a grande proposta deste livro: permitir que você tenha uma visão abrangente do sistema e consiga utilizar qualquer distribuição, migrando de uma para outra sem muita dificuldade. Com isso, você pode ter uma distribuição principal, com a qual tem mais afinidade e onde se sente mais em casa, mas também ter um bom conhecimento sobre as outras, o suficiente para conseguir fazer o que precisa. Vamos lá. :) As primeiras distribuições Linux A primeira distribuição de que se tem notícia é um par de disquetes, chamados simplesmente de "Boot/Root", que foram desenvolvidos no final de 1991 por HJ Lu (que até hoje participa do desenvolvimento do kernel). Eles incluíam apenas o mínimo necessário para inicializar o sistema e rodar algumas ferramentas básicas, em modo texto. Não era exatamente uma "distribuição Linux" no sentido atual, mas foi um ponto de partida.

6 O "Boot/Root" foi sucedido por distribuições como o MCC Interim Linux (lançado em fevereiro de 1992), o SLS Linux (maio de 1992) e o Yggdrasil (novembro de 1992). Cada uma delas segue uma ideia bastante diferente. O MCC era ainda uma distribuição em modo texto, mas que já oferecia um conjunto mais completo de aplicativos e compiladores. O SLS era distribuído na forma de um conjunto de arquivos.zip, que eram usados para gerar os disquetes de instalação a partir do MS/DOS, enquanto o Yggdrasil foi uma espécie de antecessor dos live-cds: você dava boot através de um disquete e o sistema rodava a partir de um CD-ROM, com direito a ambiente gráfico e a opção de instalá-lo no HD usando um script em shell. O sistema era extremamente lento (os PCs da época usavam CD-ROMs 1x ou 2x e tinham apenas 4 ou 8 MB de memória), mas funcionava. A distribuição mais antiga ainda ativa é o Slackware, lançado em julho de O Slackware é uma das distribuições mais espartanas, que tem como objetivo preservar a tradição dos sistemas Unix, provendo um sistema estável, organizado, mas com poucas ferramentas automatizadas, o que te obriga a estudar e ir mais a fundo na estrutura do sistema para conseguir usar. Muita gente usa o Slackware como ferramenta de aprendizado, encarando os problemas e deficiências como um estímulo para aprender. Temos aqui o famoso instalador em modo texto, que é usado por todas as versões do Slackware. Ele é basicamente o mesmo desde as primeiras versões, recebendo apenas algumas pequenas modificações de acordo com as mudanças nos componentes incluídos no sistema: Assim como quase todas as distribuições atuais, o Slackware começou como um "remaster" de uma distribuição anterior (o SLS Linux), incluindo diversas modificações e melhorias. Esta é, justamente, a característica mais marcante do desenvolvimento do sistema. Novas distribuições raramente são criadas do zero; quase sempre é usada uma distribuição já existente como base, o que permite que os desenvolvedores se concentrem em adicionar novos recursos e corrigir problemas, aumentando radicalmente a velocidade de desenvolvimento de novos projetos. A família Red Hat Pouco depois, em novembro de 1994, foi lançado o Red Hat, que foi desenvolvido com o objetivo de facilitar a configuração e tornar o uso do sistema mais transparente, permitindo que ele atingisse um público mais abrangente. Apesar de sua alma comercial, todas as ferramentas desenvolvidas pela equipe do Red Hat tinham seu código aberto, o que possibilitou o surgimento de muitas outras distribuições derivadas dele, incluindo o Mandrake (França), o Conectiva (Brasil) e o SuSE (Alemanha). O Red Hat foi a primeira distribuição a usar um sistema de gerenciamento de pacotes, onde cada programa incluído no sistema é transformado em um pacote compactado, que pode ser instalado através de um único comando. O sistema guarda as informações dos pacotes instalados, permitindo que você possa removê-los completamente depois (sem deixar restos de bibliotecas e chaves de registro, como no Windows). A ideia surgiu da observação dos processos que envolvem a instalação de aplicativos a partir do códigofonte, onde você usa os tradicionais comandos "./configure", "make" e "make install". O primeiro comando analisa o sistema e gera a configuração necessária para fazer a instalação; o segundo faz a compilação propriamente dita, enquanto o terceiro finaliza a instalação, copiando os executáveis, bibliotecas e arquivos de configuração para as pastas correspondentes do sistema. Ao agrupar todos os arquivos em um único pacote compactado e descompactá-lo no diretório raiz do sistema, você tem justamente um sistema rudimentar de pacotes. A partir daí, a ideia foi evoluindo até chegar a ferramentas como o yum e o apt-get e repositórios gigantescos que temos hoje em dia. O uso do gerenciamento de pacotes é uma das diferenças mais visíveis entre o Linux e o Windows: no Windows você clica no executável do programa e é aberto um instalador; no Linux você usa o gerenciador de pacotes para instalar os programas que quer usar. Aqui temos o venerável Red Hat 9, lançado em 2003:

7 A partir de 2003 a Red Hat mudou seu foco, concentrando seus esforços no público empresarial, desenvolvendo o Red Hat Enterprise Linux (RHEL) e vendendo pacotes com o sistema, suporte e atualizações. A consequência mais marcante da decisão foi a descontinuidade do Red Hat Desktop, que era até então a distribuição Linux com o maior número de usuários. A última versão foi o Red Hat 9. A partir daí, passou a ser desenvolvido o Fedora, combinando os esforços de parte da equipe da Red Hat e vários voluntários que, com a maior abertura, passaram a contribuir com melhorias, documentação e suporte comunitário nos fóruns. O Fedora herdou a maior parte dos usuários do Red Hat Desktop, tornando-se rapidamente uma das distribuições mais usadas. Fedora Core 5, rodando o GNOME Em seguida temos o Mandrake, que começou de uma forma modesta, como uma versão modificada do Red Hat, lançada em julho de 1998, cuja principal modificação foi a inclusão do KDE (ainda na versão 1.0). O KDE e o GNOME são os dois ambientes gráficos mais usados no Linux, dividindo a preferência dos usuários e das distribuições. Ambos rodam sobre o X, usando os recursos oferecidos por ele. O X cuida do acesso à placa de vídeo, teclado, mouse e outras funções básicas, enquanto o KDE ou GNOME cuidam da interface que é mostrada a você.

8 Superando todas as expectativas, o Mandrake conquistou rapidamente um grande número de usuários. A partir de um certo ponto, ele passou a ser desenvolvido de forma independente, sempre com o foco na facilidade de uso. Muita gente começou a usar Linux justamente com o Mandrake 10 e o 10.1: Mandrake 10.1: o primeiro contato com o Linux para muitos O Conectiva foi a primeira distribuição Linux nacional e por muito tempo foi uma das mais usadas por aqui, atendendo tanto usuários domésticos, quanto empresas. Em 2005 aconteceu a fusão entre o Mandrake e o Conectiva, que deu origem ao atualmandriva, uma evolução do Mandrake, que passou a ser desenvolvido combinando os esforços das equipes de ambas as distribuições. A história do SuSE é um pouco mais complicada. As primeiras versões foram baseadas no SLS (assim como o Slackware). Em 1995 os scripts e ferramentas foram migrados para o Jurix, que por sua vez era baseado no Slackware. A partir da versão 5.0, lançada em 1998, o SuSE passou a utilizar pacotes RPM, o formato do Red Hat, incorporando a partir daí cada vez mais características e ferramentas derivadas dele. Todas estas ferramentas foram integradas no Yast, um painel de controle central que facilita bastante a administração do sistema. Devido a todas estas mudanças, o SuSE é difícil de catalogar, mas atualmente o sistema possui muito mais semelhanças com o Fedora e com o Mandriva do que com o Slackware; por isso é mais acertado colocá-lo dentro da família Red Hat. Em 2003 a SuSE foi adquirida pela Novell, dando origem ao Novell Desktop (uma solução comercial) e ao OpenSUSE, um projeto comunitário, que usa uma estrutura organizacional inspirada no exemplo do Fedora. Ao contrário do Ubuntu e mesmo do Mandriva, o OpenSUSE tem uma base de usuários relativamente pequena aqui no Brasil. Parte disto se deve ao fato de, no passado, o SuSE ter sido uma distribuição fortemente comercial. O sistema não era disponibilizado para download e mesmo a compra das caixinhas era complicada, já que não existia uma filial nacional. Só com a abertura do sistema depois da compra pela Novel é que o OpenSUSE passou a recuperar o terreno perdido.

9 OpenSUSE, rodando o KDE O Debian Finalmente, temos o Debian, que é provavelmente a maior distribuição Linux não-comercial, tanto em volume de desenvolvedores quanto em número de usuários, diretos e indiretos. O primeiro anúncio público do Debian foi feito em agosto de 1993, mas a primeira versão (chamada Buzz) foi finalizada apenas em A demora se deu devido ao tempo necessário para desenvolver as ferramentas de gerenciamento de pacotes, as ferramentas de atualização do sistema e de manutenção dos repositórios e toda a metodologia de desenvolvimento que continua até hoje. O Debian utiliza um sistema de desenvolvimento contínuo, onde são desenvolvidas simultaneamente 3 versões, chamadas destable (estável), Testing (teste) e Unstable (instável). A versão estável é o release oficial, que tem suporte e atualizações de segurança frequentes, o atual é o Lenny (5.0), lançado em fevereiro de Antes dele vieram o Etch (4.0), lançado em dezembro de 2006, o Sarge (3.1), lançado em junho de 2005 e o Woody (3.0), lançado em julho de Atualmente, novas versões estáveis do Debian são lançadas a cada 18 meses, sendo que a próxima, batizada de Squeeze, está prevista para o final de A versão instável do Debian (chamada Sid) é a mais peculiar. Ela é uma eterna versão de testes, que não é finalizada nunca. Ela serve como um campo de testes para novos programas e novas versões dos pacotes já existentes, permitindo que os problemas sejam detectados e corrigidos. Ao usar o Sid, você tem acesso às versões mais recentes de todos os programas, mas, em compensação, não existe garantia de estabilidade. Um programa que funciona perfeitamente hoje pode deixar de funcionar amanhã e ser novamente corrigido na versão seguinte. Um erro em algum dos pacotes base pode fazer com que o sistema deixe de inicializar depois de atualizado e assim por diante. As versões estáveis do Debian são tão estáveis justamente porque ficam congeladas, recebendo apenas atualizações de segurança e correções de bugs. Diz a teoria que, se você continuar corrigindo bugs em um programa, sem adicionar outros no processo, em um determinado momento você chegará a um programa livre de falhas. O maior problema é que, devido ao longo intervalo entre os lançamentos das versões estáveis, os pacotes acabam ficando defasados em relação a outras distribuições, que utilizam um ciclo de releases mais curto. Para amenizar o inconveniente, existe a opção de usar o Testing, que é uma prévia da próxima versão estável. Como o Testing é uma versão "incompleta", que ainda está em desenvolvimento, normalmente o utilizamos em conjunto com o Unstable, de forma que pacotes que ainda não estejam disponíveis no Testing, possam ser instalados a partir dele. Tipicamente, os pacotes começam no Unstable, onde recebem uma primeira rodada de testes e, depois de algumas semanas, são movidos para o Testing. Periodicamente, os pacotes no Testing são congelados, dando origem a uma nova versão estável. Além destes, existe o Experimental, usado como um laboratório para a inclusão de novos pacotes.

10 Knoppix e os live-cds O Debian em si é bastante espartano em termos de ferramentas de configuração e por isso é mais popular em servidores do que em desktops. Entretanto, por oferecer um repositório de pacotes incrivelmente completo, o Debian é usado como base para o desenvolvimento de inúmeras outras distribuições, que combinam os pacotes dos repositórios do Debian com personalizações, scripts e componentes adicionais, de forma a atingirem nichos específicos. Um exemplo de destaque é o Knoppix, cuja versão 3.0 (a primeira a ganhar notoriedade) foi lançada em julho de O Knoppix acabou se tornando um marco dentro da história do Linux por dois motivos. O primeiro é que ele foi a primeira distribuição Linux live-cd realmente utilizável, oferecendo um bom desempenho e um excelente script de autoconfiguração, que detectava o hardware da máquina durante o boot, gerando os arquivos de configuração de forma automática e entregando um sistema funcional no final do processo. Distribuições live-cd anteriores, como o DemoLinux, eram muito mais lentas, limitadas e impráticas de usar. O segundo motivo, e talvez o mais importante, era a possibilidade de remasterizar o CD, gerando uma distribuição personalizada. Graças a isso, o Knoppix deu origem a um enorme número de novas distribuições, como o Kanotix (que deu origem ao atual Sidux), o Morphix (que, devido à sua arquitetura modular, ajudou a criar toda uma nova família de distribuições) e o Kurumin, que desenvolvi de 2003 a Um live-cd é, em poucas palavras, uma versão pré-instalada do sistema, que utiliza um conjunto de truques para rodar diretamente a partir do CD-ROM. Tradicionalmente, qualquer sistema operacional precisa ser instalado no HD antes de ser usado. Você dá boot usando o CD ou DVD de instalação e é aberto um instalador (que, por sua vez, roda sobre algum sistema minimalista), que se encarrega de instalar e configurar o sistema principal. Depois de algum tempo respondendo perguntas e vendo a barra de progresso da cópia dos arquivos, você reinicia o micro e pode finalmente começar a usar o sistema. Isso é válido tanto para o Windows quanto para a maior parte das distribuições Linux. Para quem já se acostumou com a ideia, pode parecer natural rodar o sistema a partir do CD e até mesmo instalar novos programas sem precisar modificar as informações salvas no HD, mas, em 2002, quando o Knoppix começou a ganhar popularidade, a ideia de rodar uma distribuição Linux completa a partir do CD-ROM era considerada exótica. Muitas pessoas só acreditavam depois de desconectar o cabo flat do HD e ver que o sistema realmente dava boot apenas com o CD-ROM. :o Apesar de receberam críticas por parte de alguns puristas, os live-cds cresceram rapidamente em popularidade. O Ubuntu passou a ser um live-cd instalável a partir da versão 6.06, o Mandriva aderiu à ideia com o Mandriva Discovery (que foi sucedido pelo atual Mandriva One) e até mesmo o Fedora ganhou uma versão live-cd, o Fedora Live, sem contar o gigantesco volume de distribuições baseadas neles. Apesar do início tímido, os live-cds dominaram o mundo. A base de tudo é um módulo de kernel chamado SquashFS (nas primeiras versões do Knoppix era usado o cloop, baseado no mesmo princípio), um hack que permite que o sistema rode a partir de um sistema de arquivos compactado, gravado no CD-ROM. Os dados são descompactados "on-the-fly", conforme são necessários. O uso da compressão oferece duas vantagens: permitir que o sistema fique muito menor (colocando até 2 GB de dados em um CD-ROM de 700 MB) e melhorar o desempenho do sistema, aumentando a taxa de transferência efetiva do CD-ROM. A ideia é que um CD-ROM de 52x é capaz de ler a, em média, 5.8 MB/s, pois como o CD gira sempre na mesma velocidade, as informações gravadas nas trilhas da parte externa do CD (mais longas) são lidas a mais ou menos o dobro da velocidade das do centro (que são mais curtas). Um CD-ROM de 52x lê a 7.8 MB/s nas trilhas externas mas a apenas 3.9 MB/s nas internas. Como o CD-ROM é gravado a partir do centro, na maior parte do tempo ele lê os dados a 5 ou 6 MB/s. No entanto, ao ler 5 MB/s de dados compactados a uma razão de 3x, ele estará lendo, na prática, a quase 15 MB/s, um valor muito mais próximo à taxa de transferência oferecida por um HD. Naturalmente, ainda existem outros problemas, como o tempo de busca (que é muito mais alto em um CD-ROM), mas o problema principal é amenizado. Se não fosse o sistema de compressão, os live-cds seriam três vezes maiores e três vezes mais lentos ao rodar a partir do CD, deficiências que os tornariam sistemas muito menos atrativos. Em contrapartida, a compressão faz com que o trabalho do processador passe a ser maior, pois, além de processar os dados referentes aos programas, ele tem que, ao mesmo tempo, descompactar os dados lidos pelo CD-ROM. Por isso, mais do que em distribuições instaladas, o desempenho aumenta de acordo com o poder de processamento da máquina. Voltando ao Knoppix, a primeira etapa do boot é uma tela de boas-vindas, contendo uma linha de opções onde você pode fornecer parâmetros para o boot. Logo depois é carregado o kernel, que por sua vez inicializa o hardware, cria um ramdisk usando uma parte (pequena) da memória RAM, onde são armazenados arquivos de configuração e outros dados que precisam ser alterados durante o uso. Depois disso, entra em ação o hwsetup, o programa de detecção que, junto com um conjunto de outros scripts, se encarrega de detectar a placa de vídeo, som, rede, modem e outros periféricos suportados, exibindo mensagens que ajudam a identificar a configuração da máquina e saber de antemão detalhes

11 como o processador, quantidade de memória RAM e placa de vídeo instalada (imagine o caso de um técnico que instala o sistema em vários micros diferentes, por exemplo): Mensagens de boot no Knoppix, mostrando detalhes sobre a máquina Como comentei, as primeiras distribuições live-cd utilizavam um ramdisk para armazenar arquivos de configuração, o diretório home e outros arquivos do sistema que precisam ser alterados durante sua execução. Entretanto, a maior parte dos arquivos do sistema eram acessados diretamente a partir do CDROM, de forma que você não podia instalar novos programas, nem fazer alterações em componentes do sistema enquanto ele estivesse rodando a partir do CD, devido à limitação óbvia de que o CD-ROM é uma mídia somente-leitura. O solução para esta última barreira veio com o UnionFS, que passou a ser usado em larga escala a partir de O UnionFS funciona de uma forma bastante engenhosa; é uma daquelas idéias aparentemente simples, que resolvem problemas complexos. O UnionFS permite juntar dois (ou mais) diretórios em um, estabelecendo uma hierarquia entre eles. O "Union" vem justamente de "união". Temos então o arquivo compactado do CD em um nível hierárquico mais baixo, montado em modo somente-leitura e um ramdisk, que originalmente está quase vazio, mas que vai armazenando todas as alterações. Os dois são montados em uma única pasta, que contém o conteúdo do arquivo compactado e do ramdisk. Na hora de ler um arquivo, o sistema verifica se existe uma versão mais recente armazenada no ramdisk, caso contrário lê no arquivo principal. Na hora de gravar, as alterações são sempre armazenadas no ramdisk, de forma automática e transparente. No final, você acaba podendo instalar programas via apt-get e fazer qualquer tipo de alteração no sistema, praticamente da mesma forma como faria se ele estivesse instalado. Naturalmente, todas as alterações são salvas na memória RAM, de maneira que, para realmente instalar um volume significativo de novos pacotes ou manipular grandes arquivos, você precisa ter um PC com pelo menos 1 GB de memória RAM. Em micros com pouca RAM você verá uma mensagem de "disco cheio" (quando na verdade o que acabou foi o espaço no ramdisk) ou até mesmo efeitos diversos por falta de memória disponível. O UnionFS (juntamente com o AUFS, que é seu sucessor) é usado por padrão em quase todas as distribuições live-cd atuais, incluindo o Ubuntu Desktop. Isso permite que você teste novos programas (ou até mesmo configure servidores como o Samba e o Squid) com o sistema rodando a partir do CDROM, sem qualquer alteração nos arquivos do HD. Isso permite uma liberdade muito grande para fuçar e brincar com o sistema, já que, em caso de problemas, basta reiniciar o micro e começar de novo. O Ubuntu Também derivado do Debian, o Ubuntu é provavelmente a distribuição Linux mais usada atualmente. Ele é desenvolvido pela Ubuntu Foundation, uma organização sem fins lucrativos, que por sua vez é patrocinada pela Canonical Inc., que ganha dinheiro vendendo suporte, treinamentos e customizações do Ubuntu. Esta combinação de ONG e empresa tem dado muito certo, combinando os esforços de um sem-

12 número de voluntários e um grupo de desenvolvedores bem pagos que trabalham em tempo integral no desenvolvimento do sistema. Ao invés do tradicional 1.0, 2.0, 3.0, etc., o Ubuntu usa um sistema de numeração das versões bastante incomum. Os releases são numerados com base no mês e ano em que são lançados e recebem um codinome. A primeira versão oficial foi o Ubuntu 4.10 (lançado em outubro de 2004), apelidado de "Warty Warthog", seguido pelo 5.04 (lançado em abril de 2005), apelidado de "Hoary Hedgehog" e pelo 5.10 (outubro de 2005), batizado de "Breezy Badger". Os próximos foram o 6.06 (Dapper Drake), 6.10 (Edgy Eft), 7.04 (Feisty Fawn), 7.10 (Gutsy Gibbon), 8.04 (Hardy Heron), o8.10 (Intrepid Ibex) e o 9.04 (Jaunty Jackalope). As versões regulares do Ubuntu recebem atualizações e correções durante um período de 18 meses, de forma que você acaba sendo obrigado a atualizar o sistema a cada três versões. Como uma opção para quem quer mais estabilidade e deseja manter o sistema por mais tempo (sem precisar sair correndo para atualizá-lo a cada 6 meses), existem as versões LTS (long term support), que recebem atualizações por um período de 3 anos (5 anos no caso dos servidores). Elas são as versões recomendáveis para estações de trabalho e para uso em empresas. As versões LTS são montadas dentro de um controle de qualidade mais estrito e passam por um período de testes mais longo, resultando em releases mais estáveis. A primeira versão LTS foi o Ubuntu 6.06 (que receberá atualizações até junho de 2009), seguido pelo 8.04 (atualizações até abril de 2011). Se os planos não mudarem, a próxima versão LTS será o 10.04, planejado para abril de Nas primeiras versões, o Ubuntu era fornecido em duas versões diferentes. O "Live CD" (que rodava diretamente a partir do CD-ROM) e o "Install CD", a versão principal, que era instalada através de um instalador em modo texto, derivado do instalador do Debian Sarge: A partir do 6.10 as duas versões foram unificadas. O sistema passou a ser um Live-CD (chamado de "Desktop Edition"), que pode ser instalado diretamente. O maior problema com o Desktop Edition é que o boot do sistema é demorado e ele fica muito lento em máquinas com menos de 512 MB de RAM. Para quem usa máquinas antigas, ou prefere instalar o sistema diretamente, sem primeiro esperar o carregamento do desktop, está disponível o "Alternate CD", que inclui os mesmos pacotes, mas é instalado através do instalador em modo texto. Apesar de ser distribuído em um único CD, o Ubuntu utiliza um repositório bastante completo. Ao instalar o sistema, você tem um desktop pré-configurado, contendo um conjunto básico de aplicativos, que você pode personalizar instalando pacotes adicionais. Os repositórios do Ubuntu são construídos a partir do repositório unstable do Debian, processo no qual os pacotes recebem correções diversas e são recompilados, gerando o repositório "Universe". O Ubuntu deu origem a diversas distribuições, como o Kubuntu (baseado no KDE), o Xubuntu (baseado no XFCE) e assim por diante, que compartilham o mesmo repositório, mas são baseadas em conjuntos diferentes de pacotes. Está disponível também o "Server Edition", uma versão destinada a servidores, que é baseada no mesmo repositório, mas instala apenas os componentes básicos do sistema, criando uma instalação enxuta, à qual você pode adicionar apenas os serviços e os componentes desejados. Juntando as peças Em resumo, podemos classificar as distribuições Linux em três grandes famílias: as derivadas do Red

13 Hat, como o Fedora e o Mandriva, as derivadas do Debian, como o Ubuntu e o Kubuntu e as derivadas do Slackware, como o Slax. Apesar das diferenças estéticas, distribuições da mesma família são muito similares na organização dos arquivos, gerenciamento de pacotes, localização dos arquivos de configuração e assim por diante, de forma que é mais fácil para alguém acostumado com o Debian migrar para o Ubuntu, que faz parte da mesma família, do que migrar para o Fedora, por exemplo, que tem raízes completamente diferentes. Você pode ver uma tabela mais completa com as origens de cada distribuição neste link do Distrowatch:http://distrowatch.com/dwres.php?resource=independence Entre as distribuições nacionais, temos o DreamLinux (baseado no Debian), o Big Linux (baseado no Ubuntu) e o GoblinX (baseado no Slackware). Como comentei na introdução, existem mais de 500 distribuições Linux sendo desenvolvidas ativamente. Se incluirmos também as descontinuadas, o número sobe para mais de Basicamente, qualquer pessoa ou empresa com tempo e conhecimentos suficientes pode desenvolver uma distribuição, usando outra já existente como ponto de partida. O enorme volume de distribuições é ao mesmo tempo o principal defeito e o principal atrativo do Linux. Defeito no sentido de que a falta de um sistema "padrão" (como no caso do Windows) gera confusão e retarda a adoção do sistema em muitos nichos; e, atrativo, no sentido de que é justamente o grande número de distribuições e o processo de seleção natural que ocorre entre elas, que faz com que o sistema evolua tão rapidamente e seja capaz de se adaptar a ambientes tão diferentes. Gentoo, BSD e Solaris Você pode estar se perguntando em qual das famílias se encaixa o Gentoo, que é outra distribuição bastante comentada. A resposta é que ele não se encaixa em nenhuma. O Gentoo inaugurou uma nova linhagem, trazendo uma abordagem diferente das demais distribuições para a questão da instalação de programas e da própria instalação do sistema. Tradicionalmente, novos programas são instalados através de pacotes pré-compilados, que são, basicamente, arquivos compactados, contendo os executáveis, bibliotecas e arquivos de configuração usados pelo programa. Estes pacotes são gerenciados pelo apt-get, urpmi, yum ou outro gerenciador de pacotes adotado pela distribuição em uso. Compilar programas a partir dos fontes passa a ser então um último recurso para instalar programas recentes, que ainda não possuem pacotes disponíveis. O Gentoo utiliza o Portage, um gerenciador de pacotes que segue a ideia dos ports do FreeBSD, que é outro sistema Unix, similar ao Linux em diversos aspectos. Os pacotes não contêm binários, mas sim o código-fonte do programa, junto com um arquivo de configuração, contendo parâmetros que são usados na compilação. Você pode ativar as otimizações que quiser, mas o processo de compilação e instalação é automático. Você pode instalar todo o KDE, por exemplo, com um "emerge kde". O Portage baixa os pacotes com os fontes (de forma similar ao apt-get), compila e instala. O ponto positivo desta abordagem é que você pode compilar todo o sistema com otimizações para o processador usado na sua máquina. Isso resulta em ganhos de 2 a 3% na maior parte dos programas, mas pode chegar a 30% em alguns aplicativos específicos. A parte ruim, é que compilar programas grandes demora um bocado, mesmo em máquinas atuais. Instalar um sistema completo, com o X, o KDE e o OpenOffice, demora uma tarde inteira em um Athlon X2 e pode tomar um final de semana em uma máquina mais antiga. Você pode usar o Portage também para atualizar todo sistema, usando os comandos "emerge sync && emerge -u world" de forma similar ao "apt-get upgrade" do Debian. Nas versões atuais do Gentoo, você pode escolher entre diferentes modos de instalação. No stage 1 tudo é compilado a partir dos fontes, incluindo o kernel e as bibliotecas básicas. No stage 2 é instalado um sistema base pré-compilado e apenas os aplicativos são compilados. No stage 3 o sistema inteiro é instalado a partir de pacotes pré-compilados, de forma similar a outras distribuições. A única exceção fica por conta do kernel, que sempre precisa ser compilado localmente, mesmo ao usar o stage 2 ou 3. Entre eles, o stage 1 é naturalmente a instalação mais demorada, mas é onde você pode ativar otimizações para todos os componentes do sistema. Existe um conjunto crescente de distribuições baseadas no Gentoo, como vários live-cds, com games e versões modificadas do sistema, alguns desenvolvidos pela equipe oficial, outros por colaboradores. Uma das primeiras distribuições a utilizar o Gentoo como base foi o Vidalinux, mas entre as derivações atuais a mais popular é o Sabayon (www.sabayonlinux.org). Embora seja uma das distribuições mais difíceis, cuja instalação envolve mais trabalho manual, o Gentoo consegue ser popular entre os usuários avançados, o que acabou por criar uma grande comunidade de colaboradores em torno do projeto. Isto faz com que o Portage ofereça um conjunto muito grande de pacotes, quase tantos quanto no apt-get do Debian, incluindo drivers para placas nvidia e ATI (entre outros drivers proprietários) e exista uma grande quantidade de documentação disponível, com destaque para o Gentoo-Wiki, que inclui inúmeras dicas e receitas que podem ser úteis também em outras distribuições, sobretudo ao tentar configurar algum periférico problemático:

14 Concluindo, além do Linux, existem outros sistemas Unix open-source, entre os quais se destacam o FreeBSD, o OpenBSD, o NetBSD e o OpenSolaris. Embora o kernel e alguns dos utilitários básicos do sistema sejam diferentes, os softwares usados (tais como o KDE, GNOME, OpenOffice e assim por diante) são basicamente os mesmos, o que torna os sistemas muito similares. Temos aqui, por exemplo, um screenshot do OpenSolaris, rodando o GNOME: Parece Linux, mas na verdade é o OpenSolaris Se fosse feito um teste cego com uma instalação do FreeBSD ou do OpenSolaris, configurados com o GNOME e outros softwares, a maioria dos usuários pensaria se tratar de apenas mais uma distribuição Linux. Um bom exemplo é o PC-BSD (http://www.pcbsd.org), uma distribuição do FreeBSD baseada no KDE, que tem como objetivo ser um sistema fácil de usar. Por bizarro que possa parecer, é possível rodar o KDE e outros aplicativos até mesmo sobre o Windows, substituindo a interface e os aplicativos padrão. É o tipo de exercício que não tem muita utilidade prática, já que se a ideia é usar o KDE, é muito mais fácil simplesmente baixar uma distribuição Linux que já venha com ele pré-instalado, como o Mandriva One, mas isso mostra até que ponto vai a criatividade dos desenvolvedores. :) A questão dos aplicativos Por mais importante que seja, o sistema operacional é, na verdade, apenas um palco que serve como base para os atores principais, que são os aplicativos. Embora muito se discuta sobre as diferenças entre o Windows, o Mac OS X e o Linux, e as vantagens de cada um, no final das contas os argumentos mais efetivos a favor ou contra uma determinada plataforma se concentram nos aplicativos para ela. Sem aplicativos, o sistema operacional não passa de um conjunto de drivers e bibliotecas, sem qualquer utilidade. Ninguém usaria o Linux se não existissem bons programas disponíveis para ele. A instalação de novos programas no Linux não é tão complicada quanto pode parecer à primeira vista. Pelo contrário, muitas vezes é até mais simples que no Windows, pois raramente você precisará perder tempo comprando e registrando o programa, retirando banners de propaganda, desativando spywares e coisas do gênero. No Linux, temos uma predominância de aplicativos open-source, enquanto no Windows temos uma predominância de programas proprietários. O fato de um programa ter o código aberto não significa necessariamente que ele seja gratuito, mas a grande maioria é. O único custo relacionado a usar o Gimp, por exemplo, é o "custo" de baixar ou copiar o programa. A princípio, pode parecer lógico que os programas proprietários tenham uma qualidade melhor, já que eles são desenvolvidos por equipes de programadores profissionais, que são pagos para trabalhar em tempo integral no software. Mas, na realidade, não é bem assim.

15 De uma forma geral, programas proprietários tendem a ser melhores em nichos e em áreas especializadas; um exemplo é o AutoCAD, que até hoje não tem um concorrente aberto à altura. Isso acontece porque estes programas de nicho são usados por uma fatia pequena dos usuários (o AutoCAD é usado apenas por engenheiros e assim por diante), que acaba não sendo suficiente para despertar o interesse de um grupo suficientemente grande de desenvolvedores. Por outro lado, para programas de uso geral temos um cenário oposto. A base de usuários é muito grande e por isso os projetos prosperam, muitas vezes superando os aplicativos comerciais em qualidade. Veja o caso do Firefox x Internet Explorer, por exemplo. Outro ponto a favor dos aplicativos abertos é o reaproveitamento de código. Um desenvolvedor pode começar do ponto onde um projeto anterior parou, trabalhando diretamente nos recursos que deseja adicionar, ao invés de ter que começar do zero. No mundo proprietário tudo é mais complicado, envolvendo licenciamento de componentes e assim por diante. A grande oferta de aplicativos abertos acaba sendo uma grande vantagem do Linux, pois as distribuições já vêm com um grande número de programas pré-instalados e você pode instalar outros sem custo. No Windows, as coisas funcionam de maneira bem diferente: o sistema inclui apenas alguns aplicativos básicos e, depois de instalá-lo, você precisa adquirir softwares de terceiros para realizar tarefas mais elaboradas. A chance de a próxima versão do Windows já vir com o Photoshop e o CorelDraw, por exemplo, é muito remota. Isso faz com que muitos usuários (possivelmente a maioria) acabem recorrendo à pirataria, o que acaba gerando outros problemas. Mesmo deixando todo o aspecto legal e moral de lado, baixar e instalar programas piratas também tem seus desafios, já que é necessário procurar um crack, remover vírus e trojans antes de instalar e assim por diante. No caso do Linux, a instalação acaba sendo mais simples, já que você precisa apenas abrir o gerenciador de pacotes e instalar o aplicativo desejado. A grande dificuldade não está na instalação propriamente dita, mas sim na dificuldade em encontrar softwares que substituam os que você utiliza no dia a dia. Conforme você se familiariza com um sistema, você constrói uma base mental de conhecimento, com aplicativos e soluções para problemas. Quando você quer editar imagens você usa o aplicativo X, quando quer baixar um arquivo via bittorrent usa o aplicativo Y, quando tem um problema com o som você faz Z e assim por diante. Quando você resolve mudar para outra plataforma, grande parte dessa biblioteca mental é perdida, pois as dicas não se aplicam mais ao outro sistema. Isso faz com que a mudança acabe sendo muito mais penosa do que uma simples mudança de interface, já que você precisará substituir cada um dos aplicativos que utilizava na outra plataforma e lidar com um conjunto diferente de problemas. Isso não se aplica apenas ao migrar do Windows pra o Linux (ou vice-versa), mas também, embora em menor grau, ao migrar de uma distribuição Linux para outra. Um bom indicativo disso é que, de uma forma geral, os usuários que encontram menos dificuldades em migrar do Windows para o Linux são justamente os mais iniciantes, que usam menos funções do sistema (muitas vezes apenas o navegador e o player de mídia) e que, por isso, não encontram dificuldades em substituí-los. No outro extremo, temos os usuários mais tarimbados, que, por estranho que possa parecer, são justamente os que encontram mais dificuldades, já que, por possuírem uma "biblioteca mental" maior, acabam tendo que encontrar substitutos para um volume muito maior de funções. Nesse processo é importante mudar um pouco a mentalidade, não procurar programas "iguais" aos usados no Windows, mas sim pensar nas tarefas que você deseja realizar e procurar programas que ofereçam um conjunto de recursos o mais próximo possível do que você precisa. O Office pode ser substituído pelo OpenOffice, o Photoshop pelo Gimp, o Corel pelo Inkscape, o IE pelo Firefox, o MSN pelo Pidgin ou pelo Kopete, o Outlook pelo Evolution, o Media Player pelo Totem, VLC, Mplayer ou Kaffeine, o Nero pelo K3B, o itunes pelo Amarok e assim por diante. É importante enfatizar que no mundo Linux também existem aplicativos proprietários e aplicativos comercias. Alguns exemplos são o VMware, o Acrobat Reader, o Cedega, o Skype e jogos como o Quake 4 e Doom 3, que possuem versão Linux. Também é possível rodar alguns aplicativos Windows através do Wine, mas quase sempre com pequenas falhas ou limitações diversas. Outra opção é usar uma máquina virtual, utilizando o VirtualBox ou o VMware para rodar uma cópia completa do Windows, instalando os aplicativos desejados sobre ela. Muito se fala sobre o avanço dos sistemas de virtualização e dos aplicativos web. Dois bons exemplos disso são os webmails, que eliminaram quase que inteiramente o uso de leitores de dedicados, e o assustador crescimento do uso de virtualização em servidores, com destaque para o Cloud Computing (computação em nuvem). Ele nada mais é do que a combinação de duas idéias antigas: o uso de clusters (vários computadores interligados em rede, trabalhando como se fossem apenas um) e o uso de virtualização, para que este "super-servidor" rode várias máquinas virtuais, cada uma funcionando como se fosse um servidor separado. Estes servidores virtuais armazenam as informações e fazem todo o processamento, permitindo que os aplicativos rodem dentro do navegador, como no caso do Gmail e tantos outros webapps. Estas duas tecnologias eventualmente eliminarão o problema das diferenças entre plataformas, já que você poderá rodar qualquer software em qualquer computador, dentro do navegador ou em uma máquina virtual. Entretanto, esta é uma mudança que ainda vai demorar um pouco para ocorrer, de maneira que os aplicativos locais continuam em voga.

16 Pacotes e instaladores Chegamos então à questão da instalação de programas, que é outro tema de dúvidas. Para quem está chegando agora, a instalação de aplicativos no linux pode parecer algo incompreensível, uma vez que existem muitos procedimentos diferentes. De acordo com o aplicativo e a distribuição em uso, o procedimento pode ser incrivelmente simples, como abrir um gerenciador de programas e clicar no aplicativo desejado, ou incrivelmente complicado, envolvendo o download de compiladores, edição de arquivos de texto e comandos manuais. Vamos então a uma tentativa de colocar ordem na casa. No começo, existia o código-fonte. Você baixava um pacote.tar.gz, contendo o código-fonte do programa, e a instalação consistia em compilar e instalar os executáveis gerados na sua máquina. Esta forma de instalação faz sentido em se tratando de aplicativos abertos, pois permite que você veja e até mesmo adapte o código-fonte se necessário. Em muitos casos, é possível instalar o programa em outro sistema operacional (a maior parte dos programas do Linux podem ser instalados no BSD, com pequenas adaptações) ou até mesmo em outras plataformas. O problema é que instalar programas a partir dos fontes é demorado e nem sempre simples, já que você precisa ter instalado uma grande quantidade de compiladores e bibliotecas, necessários para compilar os mais diversos programas. Existem incontáveis pequenas bibliotecas e ferramentas de desenvolvimento por aí e não é muito viável tentar manter todas elas instaladas. Compilar significa transformar o código-fonte, escrito pelo programador, nos arquivos binários que são executados pelo sistema. Ao compilar um programa, são gerados vários executáveis, bibliotecas e arquivos de configuração, que são copiados para pastas específicas do sistema. Os executáveis vão para a pasta "/usr/bin", as bibliotecas para a "/usr/lib", os arquivos de configuração para a "/etc" e assim por diante. Alguém chegou, então, a uma conclusão óbvia: ao invés de cada um ter o trabalho de compilar o programa na sua própria máquina, seria mais simples se alguém compilasse e distribuísse um arquivo pronto, com os componentes já compilados, em um formato simples de instalar. Nasceram, então, os pacotes pré-compilados. Os pacotes surgiram a partir de uma ideia muito simples. Você cria um arquivo compactado contendo a mesma estrutura de pastas e arquivos que seria criada ao instalar o programa manualmente. Ao instalar o pacote, os arquivos são descompactados no diretório raiz, fazendo com que todos os arquivos sejam colocados nos diretórios corretos. Ao desinstalar o pacote, os arquivos são removidos, deixando o sistema como estava inicialmente, uma forma rápida e limpa de instalar programas. Existem basicamente três formatos de pacotes diferentes: os pacotes.deb, usados pelas distribuições derivadas do Debian (incluindo o Ubuntu, o Kubuntu e todas as inúmeras distribuições baseadas neles), os pacotes.rpm, usados pelas distribuições derivadas do Red Hat (Fedora, Mandriva e outros) e os pacotes.tgz, usados pelo Slackware e derivados. Não existe nada de fundamentalmente diferente entre os três formatos, e é inclusive possível transformar um pacote.rpm em um pacote.deb, usando utilitários como o alien. Entretanto, devido às diferenças que existem entre uma distribuição e outra, não existe garantia de que um pacote do Fedora funcionará no Debian, por exemplo. O próximo passo foi a criação dos gerenciadores de pacotes, programas que permitem baixar e instalar novos programas de forma automática, verificando as dependências e, caso necessário, baixando outros programas e bibliotecas de que o programa inicial precisa. O primeiro gerenciador que vem à mente é o apt-get, que é usado em um número assustador de distribuições. Para instalar o "pidgin", por exemplo, você precisaria apenas usar o: # apt-get install pidgin Existem ainda gerenciadores gráficos, como o Synaptic, que tornam a tarefa ainda mais amigável. Além do apt-get, outros exemplos de gerenciadores são o urpmi, usado no Mandriva, o yum, usado no Fedora e o zypper, usado no OpenSUSE. Você pode se perguntar por que não fazem como no Windows, onde cada programa tem seu instalador. Na verdade, muitos programas são distribuídos desta forma, como o Java, OpenOffice, Firefox, Thunderbird, VMware e diversos games. Nestes casos, você simplesmente executa o arquivo e o instalador se encarrega do resto da instalação. O inconveniente é que estes pacotes são desenvolvidos para funcionarem em qualquer distribuição, por isso incluem todo tipo de bibliotecas e módulos de que o programa possa precisar, sem reaproveitar os componentes que você já tem instalados. Isso faz com que os pacotes sejam práticos de instalar, mas, em compensação, bem maiores (e mais pesados), assim como muitos dos programas do Windows. Outra dificuldade é que não existe no Linux uma biblioteca gráfica padrão, que esteja disponível em qualquer distribuição. Ao usar um instalador gráfico que utilize a biblioteca Qt (do KDE), por exemplo, usuários do Ubuntu e de outras distribuições onde ela não vem pré-instalada precisarão instalar um conjunto de pacotes adicionais antes de conseguirem abrir o instalador. Se usar um instalador baseado

17 na biblioteca GTK, os usuários de distribuições baseadas no KDE (onde o GTK geralmente não vem préinstalado) é que terão dificuldades, e assim por diante. Devido a isso, aplicativos comerciais como o VMware e também alguns drivers (como os drivers 3D da nvidia) utilizam instaladores em texto puro, de forma a poderem ser instalados sem dificuldades em qualquer distribuição. Naturalmente, existem exceções, como no caso dos jogos que utilizam o instalador gráfico desenvolvido pela Loki, como o Quake 3, Unreal, Medal of Honour e outros. Caso esteja curioso, você pode baixar os instaladores e demos de muitos jogos portados no Estes instaladores quase sempre usam a extensão ".sh" e são fáceis de instalar, já que basta executar o arquivo no terminal para iniciar a instalação. Ao baixar o arquivo, ele sempre virá com a permissão de execução desmarcada, uma medida de segurança para prevenir acidentes com possíveis arquivos infectados com vírus e trojans. Apesar de parecer perda de tempo, esta é uma das medidas que mais contribui para a segurança geral do sistema em um desktop, pois você não corre o risco de executar um arquivo simplesmente por clicar por acidente em um link no navegador ou no leitor de s: precisa realmente salvá-lo no HD, marcar a permissão de execução e finalmente executá-lo. Um vírus que se propagasse via encontraria um terreno muito menos fértil no Linux. Para ativar a permissão de execução, use o comando "chmod +x", como em: # chmod +x mohaa-lnx-1.11-beta3.run Muitos instaladores podem ser executados diretamente com seu login de usuário, desde que você instale o programa em uma pasta dentro do seu diretório home. Outros realmente precisam ser executados como root. Você pode executar o programa diretamente pelo gerenciador de arquivos, clicando sobre ele, ou pelo terminal, usando o "./", como em "./mohaa-lnx-1.11-beta3.run". Em resumo, podemos dizer que existem três formas de instalar programas no Linux: 1- Usar o apt-get ou outro gerenciador para instalar pacotes próprios da distribuição em uso. Esta é a forma mais simples e menos passível de problemas, que você deve usar sempre que possível. 2- Programas com instaladores próprios, destinados a funcionar em várias distribuições. Eles também são simples de instalar, mas não tão simples quanto usar o apt-get. Muitos aplicativos proprietários são distribuídos apenas desta forma, como o VMware. 3- Instalar o programa a partir do código-fonte, o que pode ser necessário no caso de aplicativos pouco comuns, que não estejam disponíveis de outra forma, e também no caso de muitos drivers, onde é necessário gerar um módulo personalizado para o kernel em uso. Entendendo o sistema Os primeiros sistemas Unix foram desenvolvidos na década de 1970, com o objetivo de serem robustos, simples e utilizarem pouca memória, de forma a rodarem com um bom desempenho nos computadores limitados da época. O grande objetivo era reduzir o uso de memória e aproveitar ao máximo os recursos da máquina, e não a facilidade de uso. Na época, o simples fato de ter um sistema operacional, por mais complicado que fosse, já era um enorme avanço sobre os primeiros computadores, onde os programas eram escritos com papel e lápis e depois gravados em cartões perfurados, para só então poderem ser executados. :O

18 O Linux conserva muitas das características dos sistemas Unix originais. Para quem vem do Windows, a organização das pastas, a instalação de novos programas e o uso dos arquivos de configuração parece algo esotérico, mas no fundo as coisas não são tão complicadas assim. Vamos então a um resumo dos componentes que compõem o sistema: O kernel Hoje em dia, quando falamos em "Linux", estamos normalmente nos referindo à plataforma como um todo, incluindo as diferentes distribuições e softwares. Mas, no início, o Linux era apenas o kernel desenvolvido pelo Linus Torvalds. Mesmo hoje em dia, alguns puristas ainda insistem na ideia de que o "Linux" é apenas o kernel e todos os outros componentes são softwares que rodam sobre ele. O principal argumento a favor dessa ideia é que outros sistemas Unix, como o FreeBSD e o OpenSolaris, são baseados em outros kernels (e são por isso considerados sistemas diferentes) mas, apesar disso, rodam o X, KDE, Firefox e outros softwares, assim como no caso das distribuições Linux. De qualquer forma, a ideia de usar o termo Linux para a plataforma como um todo é bem mais simples e natural, por isso adoto esta terminologia no livro. O kernel é a peça fundamental do sistema, responsável por prover a infra-estrutura básica necessária para que os programas funcionem, além de ser o responsável por dar suporte aos mais diferentes periféricos: placas de rede, som e o que mais você tiver espetado no micro. Essa é justamente uma das principais diferenças entre o Windows e as distribuições Linux. No Windows, o sistema inclui um conjunto relativamente pequeno de drivers e você depende dos CDs de instalação e dos drivers disponibilizados pelos fabricantes. No Linux, quase todos os drivers disponíveis são incorporados diretamente no kernel e já vêm pré-instalados nas distribuições. Isso faz com que os periféricos suportados sejam detectados automaticamente. Isso faz com que a importância de usar uma distribuição atual seja muito maior, já que uma distribuição antiga ou desatualizada incluirá não apenas softwares antigos, mas também um conjunto desatualizado de drivers, que farão com que muitos componentes do PC não sejam reconhecidos. Começando do início, se você der uma olhada dentro da pasta "/boot" de qualquer distribuição Linux, vai encontrar o executável do kernel no meio de um pequeno conjunto de arquivos. Ele é o primeiro componente carregado pelo gerenciador de boot durante a inicialização do sistema: Você deve estar se perguntando por que o arquivo se chama "vmlinuz" e não "vmlinux", como seria mais lógico. Na verdade, esta é uma longa história, mas, em resumo, o "z" no nome é usado porque o arquivo do kernel é guardado no HD na forma de um arquivo compactado. Nas primeiras distribuições Linux, todos os drivers e outros componentes eram compilados diretamente nesse arquivo principal, e você podia escolher os componentes a ativar na hora de compilar o kernel. Se você habilitasse tudo, não teria problemas com nenhum dispositivo suportado, tudo iria funcionar facilmente, mas, por outro lado, você teria um kernel gigantesco, que rodaria muito devagar no seu 486 com 8 MB de RAM. Se, por outro lado, você compilasse um kernel enxuto e esquecesse de habilitar o suporte a algum recurso necessário, teria que recompilar tudo de novo para ativá-lo. Como resultado disso, as distribuições passaram a incluir diversas opções de kernel, compiladas com configurações diferentes. Você tinha então que escolher qual usar, de acordo com os componentes do micro.

19 Este problema foi resolvido durante o desenvolvimento do kernel 2.0, através do suporte a módulos. Os módulos são peças independentes que podem ser ativadas ou desativadas com o sistema em uso. Do kernel 2.2 (lançado em 1999) em diante, quase tudo pode ser compilado como módulo, o que tornou as coisas muito mais práticas e abriu as portas para os sistemas de detecção automática de hardware que são usados nas distribuições atuais. Os módulos nada mais são do que arquivos, que são armazenados dentro da pasta "/lib/modules/versão_do_kernel". Veja que os módulos ficam organizados em pastas: a pasta "kernel/drivers/net/" contém drivers para placas de rede, a pasta "kernel/drivers/usb/" agrupa os que dão suporte dispositivos USB, e assim por diante: Na maioria dos casos, os módulos possuem nomes que dão uma ideia do dispositivo a que oferecem suporte. O "8139too.ko" dá suporte às placas de rede com o chipset Realtek 8139, o "sis900.ko" dá suporte às placas SiS 900, enquanto o "e100.ko" ativa as placas Intel E100, por exemplo. Se você fizer uma pesquisa pelo nome de um módulo específico no Google, vai quase sempre chegar à página do projeto ou a alguma página ou manual explicando o que ele faz. Para ativar o suporte a um certo dispositivo, você (ou o utilitário de detecção incluído no sistema) precisa apenas carregar o módulo referente a ele. O resto é feito pelo próprio kernel, que se encarrega de ativar o dispositivo e criar um caminho de acesso para ele. Cada vez mais, o trabalho de detecção e carregamento dos módulos passa a ser feito de maneira automática pelas distribuições, através dos códigos de identificação incluídos nos próprios dispositivos. Uma placa de rede com chipset Realtek, por exemplo, retorna algo como "Ethernet controller: Realtek Semiconductor Co., Ltd. RTL-8139/8139C/8139C+". Com base nesses códigos, o sistema pode descobrir quais periféricos estão instalados e carregar os módulos apropriados, de forma automática. Você pode checar os códigos de identificação dos dispositivos instalados usando os comandos "lspci" e "lsusb". Nos casos em que você precisa carregar um módulo manualmente, é usado o comando "modprobe", seguido do módulo desejado, como em: # modprobe ndiswrapper Para descarregar um módulo, é usado o "modprobe -r", como em: # modprobe -r ndiswrapper Você pode ver uma lista com todos os módulos disponíveis usando o comando "modprobe -l". A lista é muito longa para caber na tela ou mesmo no buffer do terminal, por isso é interessante adicionar um " more", que adiciona quebras de página na exibição. Basta ir pressionando a barra de espaço para avançar: # modprobe -l more Essa longa lista é mais uma curiosidade, mas os mais curiosos podem usá-la para tentar entender mais sobre o suporte a hardware e os componentes do sistema. A lista mostra a estrutura de pastas completa até os módulos, o que ajuda a descobrir para que cada um serve. Ao ver o "/lib/modules/ /kernel/drivers/net/wireless/ipw2200.ko" na lista, por exemplo, você pode presumir que se trata do módulo que dá suporte a placas de rede wireless com chipsets Intel IPW2200.

20 Algumas distribuições oferecem uma opção de carregar módulos adicionais durante a instalação, atendendo justamente aos raros casos onde você precisa de um determinado módulo para ativar a placa SCSI onde está instalado o HD, por exemplo. Os módulos são gerados durante a compilação do kernel. Você não precisa se preocupar com isso se não quiser, pois as distribuições quase sempre incluem versões bem completas do kernel por padrão, mas, de qualquer forma, existe sempre a possibilidade de recompilar o kernel, mexendo nas opções e ativando ou desativando os módulos que quiser. Na prática, a situação mais comum onde você precisa lidar com módulos é quando precisa instalar manualmente algum driver modificado ou proprietário, necessário para ativar algum dispositivo em particular. Infelizmente, isso é ainda relativamente comum ao usar componentes recém lançados, ou em algumas configurações problemáticas, como em alguns notebooks com chipset SiS ou VIA. Diferente dos drivers open-source, que são incluídos diretamente no kernel, os drivers proprietários são distribuídos sob licenças mais restritivas, que impedem sua inclusão direta. Os desenvolvedores do kernel são especialmente cuidadosos com relação ao uso de componentes proprietários, para evitar que o sistema se torne vulnerável a disputas na justiça. Um bom exemplo de como esta atitude cautelosa é importante, é o caso da SCO (http://en.wikipedia.org/wiki/sco_v._ibm), que em 2003 entrou na justiça contra a IBM, alegando que ela havia contribuído com trechos de código de propriedade da SCO no kernel Linux e exigindo reparações. No final, as acusações se provaram falsas e a SCO é que acabou sendo condenada a pagar reparações (acabando por ir à falência), mas o caso foi um alerta muito claro. Em alguns casos, os drivers proprietários são de livre distribuição e (embora não façam parte do kernel) podem ser incluídos diretamente nas distribuições. Em outros, você mesmo precisará baixar e instalar o driver. É aqui que entram os drivers para muitos softmodems, para algumas placas wireless e também os drivers para placas 3D da nvidia e da ATI. A psicologia para lidar com eles é a seguinte: instalar um destes drivers envolve duas tarefas, baixar e instalar o módulo propriamente dito e criar um "dispositivo" (device), um atalho que aponta para o endereço de hardware usado por ele. Para facilitar esta tarefa, geralmente os drivers vêm com algum tipo de instalador, geralmente um script simples de modo texto que cuida disso para você. Os módulos são parte integrante do kernel, por isso os módulos compilados para uso em uma determinada distribuição não funcionam em outra, a menos que, por uma grande coincidência, as duas utilizem exatamente a mesma versão do kernel. Isso é bastante improvável, já que o kernel Linux é atualizado quase que diariamente. Se você usar uma distribuição popular, Mandriva, Fedora, SuSE, etc., é possível que você encontre um driver pré-compilado para download (que pode ser encontrado com a ajuda do bom e velho Google). Neste caso, você só vai precisar instalar um pacote RPM ou executar um arquivo de instalação. Em outras situações, você encontrará apenas um arquivo genérico ainda não compilado, contendo um instalador que se encarrega de compilar um módulo sob medida para o kernel em uso. Como o script de compilação não tem como adivinhar qual distribuição ou kernel você está utilizando, é necessário ter instalado os pacotes "kernel-source" e "kernel-headers", que acompanham qualquer distribuição. No Mandriva, por exemplo, você pode instalá-los usando os comandos: # urpmi kernel-source # urpmi kernel-headers Naturalmente, para conseguir compilar qualquer coisa, você precisará também de um compilador (o gcc), que também acompanha as distribuições. Se você tiver estas três coisas, vai conseguir instalar qualquer driver sem maiores problemas, basta seguir as instruções na página de download ou no arquivo INSTALL ou README dentro do pacote. No Ubuntu, por exemplo, o gcc, juntamente com os utilitários básicos de compilação, podem ser instalados através do pacote "build-essential", que comentei no tópico sobre instalação do VMware Player na introdução. Ele é um meta-pacote (um pacote que, quando instalado, dispara a instalação de vários outros), que se encarrega de instalar um conjunto básico de compiladores e bibliotecas. Entendendo os diretórios O primeiro choque para quem está chegando agora é a estrutura de diretórios do Linux, que não lembra em nada o que temos no Windows. No Windows temos os arquivos do sistema concentrados nas pastas "Windows" e "Arquivos de programas", e você pode criar e organizar suas pastas da forma que quiser. No Linux, é basicamente o contrário. O diretório raiz está tomado pelas pastas do sistema e espera-se que você armazene seus arquivos pessoais dentro da sua pasta no diretório "/home". Naturalmente, é possível ajustar as permissões de uma maneira que você possa salvar arquivos em outros locais, mas isso nem sempre é uma boa ideia. A primeira coisa com que você precisa se habituar, é que no Linux os discos e partições não aparecem necessariamente como unidades diferentes, como o C:\, D:\ e E:\ do Windows. Tudo faz parte de um único diretório, chamado diretório raiz ou simplesmente "/". Dentro deste diretório temos não apenas todos os arquivos e as partições de disco, mas também o CDROM, drive de disquete e outros dispositivos, formando a estrutura que você vê no gerenciador de arquivos:

Para continuar, baixe o linux-vm aqui: http://www.gdhpress.com.br/downloads/linux-vm.zip

Para continuar, baixe o linux-vm aqui: http://www.gdhpress.com.br/downloads/linux-vm.zip Se, assim como a maioria, você possui um único PC ou notebook, uma opção para testar as distribuições Linux sem precisar mexer no particionamento do HD e instalar o sistema em dualboot, é simplesmente

Leia mais

História. Sistema Operacional

História. Sistema Operacional História Linux é o termo geralmente usado para designar qualquer sistema operacional que utilize o núcleo Linux. Foi desenvolvido pelo Finlandês Linus Torvalds, inspirado no sistema Minix. O seu código

Leia mais

Linux pra mim, Linux pra você!

Linux pra mim, Linux pra você! Linux pra mim, Linux pra você! Almir Mendes de Araújo Analista de Sistemas - Certificado LPIC-1 Membro Organizador do PHP-ES Membro ativo do Linux-ES almir@almirmendes.net www.almirmendes.net 2 Objetivos

Leia mais

Universidade Federal de Goiás. Alexandre Ferreira de Melo CERCOMP / UFG

Universidade Federal de Goiás. Alexandre Ferreira de Melo CERCOMP / UFG Universidade Federal de Goiás Ubuntu Desktop Alexandre Ferreira de Melo CERCOMP / UFG Conpeex / 2010 Agenda Introdução Conceitos Categorias de Software História do Linux Arquitetura do Linux Ubuntu Projeto

Leia mais

Laboratório de Redes de Computadores e Sistemas Operacionais

Laboratório de Redes de Computadores e Sistemas Operacionais Laboratório de Redes de Computadores e Sistemas Operacionais Linux: Introdução Fabricio Breve Introdução O que é Linux? Uma versão do UNIX (re-implementação do padrão POSIX) Principais diferenciais: Gratuito

Leia mais

Partição Partição primária: Partição estendida: Discos básicos e dinâmicos

Partição Partição primária: Partição estendida: Discos básicos e dinâmicos Partição Parte de um disco físico que funciona como se fosse um disco fisicamente separado. Depois de criar uma partição, você deve formatá-la e atribuir-lhe uma letra de unidade antes de armazenar dados

Leia mais

Sistema Operacional. História Sistema Operacional 1. QI Escolas e Faculdades Apostila de Linux

Sistema Operacional. História Sistema Operacional 1. QI Escolas e Faculdades Apostila de Linux 4 Capítulo 1 Sistema Operacional É uma coleção de programas que inicializa hardwares, fornece rotinas básicas para controle de dispositivos, mantém a integridade de um sistema. Um sistema operacional de

Leia mais

Sistemas operativos unix

Sistemas operativos unix Sistemas operativos unix Escola Eça de Queirós Trabalho realizado por: Dimas Marques e-mail :dmarques@ecaredes6.net Paulo silva e-mail: psilva@ecaredes6.net Turma :S12 Ano Lectivo : 2009/2010 1-caixa mágica

Leia mais

www.evangelhohoje.blogspot.com www.reginaldorochajr.blogspot.com reginaldorecife@gmail.com

www.evangelhohoje.blogspot.com www.reginaldorochajr.blogspot.com reginaldorecife@gmail.com CAPÍTULO 1 No princípio era o Kernel, e o Kernel estava com o Linux, e o Kernel era o Linux desenvolvido por Linus Torvalds. O KERNEL O Kernel é a peça fundamental do sistema, responsável por criar a infra-estrutura

Leia mais

Introdução a Sistemas Abertos

Introdução a Sistemas Abertos Introdução a Sistemas Abertos Apresentação filipe.raulino@ifrn.edu.br Sistemas Abertos Qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído inclusive com seu código fonte

Leia mais

Introdução ao Sistema Operacional GNU/Linux

Introdução ao Sistema Operacional GNU/Linux Altamir Dias (altamir@emc.ufsc.br), Antonio Carlos Ribeiro Nogueira (nogueira13@gmail.com) Samuel Andrade Segatto (segatto.samuel@gmail.com) Departamento de Engenharia Mecânica Universidade Federal de

Leia mais

Sistema Operacional Unidade 1 Introdução aos Sistemas Operacionais GNU/Linux. QI ESCOLAS E FACULDADES Curso Técnico em Informática

Sistema Operacional Unidade 1 Introdução aos Sistemas Operacionais GNU/Linux. QI ESCOLAS E FACULDADES Curso Técnico em Informática Sistema Operacional Unidade 1 Introdução aos Sistemas Operacionais GNU/Linux Curso Técnico em Informática SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS... 3 Monousuário x Multiusuário...

Leia mais

SOFTWARE LIVRE. Distribuições Live CD. Kernel. Distribuição Linux

SOFTWARE LIVRE. Distribuições Live CD. Kernel. Distribuição Linux SOFTWARE LIVRE A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito. A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito

Leia mais

Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 19:35. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13]

Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 19:35. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13] O que é Linux Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 19:35. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13] por Augusto Campos Este artigo responde a diversas dúvidas comuns de novos usuários,

Leia mais

Informática I. Aula 19. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 19-20/11/06 1

Informática I. Aula 19. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 19-20/11/06 1 Informática I Aula 19 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 19-20/11/06 1 Ementa Histórico dos Computadores Noções de Hardware e Software Microprocessadores Sistemas Numéricos e Representação

Leia mais

AULA 1. Bruno L. Albrecht Felipe A. Chies Lucas F. Zawacki. PET Computação UFRGS

AULA 1. Bruno L. Albrecht Felipe A. Chies Lucas F. Zawacki. PET Computação UFRGS M i n i - C u r s o d e I n t r o d u ç ã o a o G N U / L i n u x AULA 1 Bruno L. Albrecht Felipe A. Chies Lucas F. Zawacki PET Computação UFRGS Março/Abril 2008 O b j e t i v o s d o M i n i - C u r s

Leia mais

Aula 01. Introdução ao Linux

Aula 01. Introdução ao Linux Aula 01 Introdução ao Linux Introdução Objetivos aprender a usar um novo sistema aprender a usar uma nova interface Como no Windows navegar pela internet (e-mails, facebook, etc) criar pastas e arquivos

Leia mais

Curso Técnico de Nível Médio

Curso Técnico de Nível Médio Curso Técnico de Nível Médio Disciplina: Informática Básica 3. Software Prof. Ronaldo Software Formado por um conjunto de instruções (algoritmos) e suas representações para o

Leia mais

INSS. Prof. Rafael Araújo. Informática. software assim licenciado. A esta versão de copyright, dá-se o nome de copyleft.

INSS. Prof. Rafael Araújo. Informática. software assim licenciado. A esta versão de copyright, dá-se o nome de copyleft. SOFTWARE LIVRE Software Livre é todo programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. O software livre tem seu modelo de desenvolvimento baseado

Leia mais

Projecto SDAC 2010. Sistema Operativo Open Source. Curso: Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos

Projecto SDAC 2010. Sistema Operativo Open Source. Curso: Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos Projecto SDAC 2010 Sistema Operativo Open Source Curso: Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos Disciplina: Sistemas Digitais e Arquitectura de Computadores Professores: Catarina Santos/Paulo Guimarães

Leia mais

Objetivos do Curso. Organização do Curso. Apresentação do Curso. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores

Objetivos do Curso. Organização do Curso. Apresentação do Curso. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores 1 Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores Sistemas Operacionais de Redes I - Linux Prof.: Nelson Monnerat Apresentação do Curso 1 Objetivos do Curso Sistema Operacional Unix/Linux;

Leia mais

O que é o GNU/LINUX? O que e o Kernel?

O que é o GNU/LINUX? O que e o Kernel? O que é o GNU/LINUX? Muita gente confunde Linux com sistema operacional. Digamos que parcialmente não esteja errado. O Linux(núcleo, coração do sistema), ele e responsável pelo funcionamento do computador,

Leia mais

Aula 2 Introdução ao Software Livre

Aula 2 Introdução ao Software Livre Aula 2 Introdução ao Software Livre Aprender a manipular o Painel de Controle no Linux e mostrar alguns softwares aplicativos. Ligando e desligando o computador através do sistema operacional Não é aconselhável

Leia mais

1 / 13. O ABC do Software Livre. O que é PcLivre?

1 / 13. O ABC do Software Livre. O que é PcLivre? 1 / 13 O ABC do Software Livre O que é PcLivre? O PC Livre é um projeto de iniciativa do PSL-Brasil, coordenado por voluntários e operado por vários parceiros que apoiam a iniciação de novos usuários de

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS ABERTOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

SISTEMAS OPERACIONAIS ABERTOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula 9-1. O KERNEL DO LINUX Nos sistemas GNU/Linux, todas as distribuições baseadas nos sistemas GNU/Linux existentes são compatíveis, graças ao uso de um kernel único desenvolvido por uma equipe de

Leia mais

Curso de Linux Básico com o Linux Educacional

Curso de Linux Básico com o Linux Educacional Curso de Linux Básico com o Felipe Buarque de Queiroz felipe.buarque@gmail.com Unidade Gestora de Tecnologia da Informação - UGTI Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas - FAPEAL Maio de 2009

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES. Professor Carlos Muniz

SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES. Professor Carlos Muniz SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES Arch Bang ArchBang é uma distribuição GNU/Linux simples que fornece a você um leve sistema Arch Linux combinado com o gerenciador de janelas Openbox. Adequado tanto para desktop

Leia mais

Sistemas Operacionais de Arquitetura Aberta

Sistemas Operacionais de Arquitetura Aberta Sistemas Operacionais de Arquitetura Aberta Dailson Fernandes www.dailson.com.br contato@dailson.com.br Facebook: dailson.fernandes Twitter: @dailson_ Habilidades Instalar o sistema operacional; Instalar

Leia mais

Projeto de extensão Linux no Campus

Projeto de extensão Linux no Campus Projeto de extensão Linux no Campus Universidade Federal de Santa Maria Acadêmico do Curso de Sistemas de Informação Evandro Bolzan Contatos: ebolzan@inf.ufsm.br, http://www.inf.ufsm.br/~ebolzan BUG BUG

Leia mais

Curso de Sistemas de Informação Campus Guaíba Cursos de Informática Projeto de Inclusão Digital APOSTILA APOSTILA UBUNTU LINUX

Curso de Sistemas de Informação Campus Guaíba Cursos de Informática Projeto de Inclusão Digital APOSTILA APOSTILA UBUNTU LINUX UBUNTU LINUX Setembro, 2006 Apresentação O UBUNTU é um sistema operacional baseado em Linux, distribuído livremente para uso em desktops, uso corporativo e servidores. Ele é desenvolvido por uma imensa

Leia mais

SISTEMA OPERACIONAL & SOFTWARE LIVRE

SISTEMA OPERACIONAL & SOFTWARE LIVRE Curso Técnico em Redes de Computadores Disciplina de Sistemas Operacionais Livres SISTEMA OPERACIONAL & SOFTWARE LIVRE Professora: Juliana Cristina dos Santos E-mail: professora@julianacristina.com Site:

Leia mais

O que é uma distribuição de Linux

O que é uma distribuição de Linux O que é uma distribuição de Linux Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 20:02. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13] por Augusto Campos Este artigo responde a diversas dúvidas comuns

Leia mais

FAT32 ou NTFS, qual o melhor?

FAT32 ou NTFS, qual o melhor? FAT32 ou NTFS, qual o melhor? Entenda quais as principais diferenças entre eles e qual a melhor escolha O que é um sistema de arquivos? O conceito mais importante sobre este assunto, sem sombra de dúvidas,

Leia mais

Informática Instrumental

Informática Instrumental 1º PERÍODO.: GRADUAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES :. Madson Santos madsonsantos@gmail.com 2 Unidade I Unidade I Software 3 Software o é uma sentença escrita em uma linguagem de computador, para a qual existe

Leia mais

Software Livre. Acesso ao código fonte Alterar o código fonte Redistribuir Utilizar como desejar

Software Livre. Acesso ao código fonte Alterar o código fonte Redistribuir Utilizar como desejar Software Livre Acesso ao código fonte Alterar o código fonte Redistribuir Utilizar como desejar Linux Licença GPL (Licença Pública Geral) Linux Licença GPL (Licença Pública Geral) - A liberdade de executar

Leia mais

16:21:50. Introdução à Informática com Software Livre

16:21:50. Introdução à Informática com Software Livre 16:21:50 Introdução à Informática com Software Livre 1 16:21:50 Hardware & Software 2 16:21:50 Hardware Hardware é a parte física de um computador, é formado pelos componentes eletrônicos, como por exemplo,

Leia mais

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Aula 34 Software livre e código aberto Aula 34 2 Gestão em Sistemas

Leia mais

Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação.

Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação. Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação. 1.Todo software livre deve ser desenvolvido para uso por pessoa física em ambiente com sistema

Leia mais

Soluções em Linux. Linux no Desktop. Ambiente Doméstico e Profissional. Sandro Venezuela sandro@linux2business.com.br

Soluções em Linux. Linux no Desktop. Ambiente Doméstico e Profissional. Sandro Venezuela sandro@linux2business.com.br Linux no Desktop Ambiente Doméstico e Profissional Sandro Venezuela sandro@linux2business.com.br Agenda Introdução Instalação Configuração Gerenciamento de Pacotes Customização do Kernel Introdução ao

Leia mais

A história dos sistemas operacionais

A história dos sistemas operacionais A história dos sistemas operacionais Atualmente, os sistemas operacionais (SO) estão cada vez mais fáceis de usar, possuindo interfaces muito simples e bonitas. Contudo, todas estas funcionalidades não

Leia mais

O que é Linux? para quem nunca usou...

O que é Linux? para quem nunca usou... O que é Linux? para quem nunca usou... GNU/Linux e as distros Não vamos entrar em aspectos tão técnicos. Na prática, Linux é um tipo de sistema operacional para computadores. Se você quiser detalhes e

Leia mais

1 / 6. Cartilha O ABC do Software Livre. O que é PcLivre?

1 / 6. Cartilha O ABC do Software Livre. O que é PcLivre? 1 / 6 Cartilha O ABC do Software Livre O que é PcLivre? O PC Livre é um projeto de iniciativa do PSL-Brasil, coordenado por voluntários e operado por vários parceiros que apoiam a iniciação de novos usuários

Leia mais

OpenSUSE, é uma distribuição do sistema operacional GNU/Linux, desenvolvida pela comunidade opensuse de forma gratuita.

OpenSUSE, é uma distribuição do sistema operacional GNU/Linux, desenvolvida pela comunidade opensuse de forma gratuita. SUSE OpenSUSE, é uma distribuição do sistema operacional GNU/Linux, desenvolvida pela comunidade opensuse de forma gratuita. Após adquirir o SUSE Linux em Janeiro de 2004, a Novell, uma empresa norteamericana

Leia mais

Faculdades Senac Pelotas

Faculdades Senac Pelotas Faculdades Senac Pelotas Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Introdução a informática Alunos Daniel Ferreira, Ícaro T. Vieira, Licurgo Nunes Atividade 4 Tipos de Arquivos Sumário 1 Tipos

Leia mais

Informática Básica: aplicativos de escritório Aula 2 Instrutores: Arisneuza Gonçalves Isail Araújo Danilo Azevedo

Informática Básica: aplicativos de escritório Aula 2 Instrutores: Arisneuza Gonçalves Isail Araújo Danilo Azevedo Informática Básica: aplicativos de escritório Aula 2 Instrutores: Arisneuza Gonçalves Isail Araújo Danilo Azevedo História do Linux 1987 S.O Minix Andrew S. Tanembaum 1960 Multics Unics - Unix S.O Ken

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Tipos de Sistemas Operacionais Com o avanço dos computadores foram surgindo alguns tipos de sistemas operacionais que contribuíram para o desenvolvimento do software. Os tipos de

Leia mais

Instalador e Operador de Sistemas de Telefonia e Comunicação de Dados

Instalador e Operador de Sistemas de Telefonia e Comunicação de Dados Redes Gerência e a Internet de Redes Instalador e Operador de Sistemas de Telefonia e Comunicação de Dados Conceitos Básicos 01 E-mail: euberchaia@yahoo.com.br Site: www.echaia.com Ementa SO GNU / LINUX

Leia mais

Linux Desktop Ubuntu

Linux Desktop Ubuntu Linux Desktop Ubuntu Treinamento CERCOMP & DDRH Projeto Software Legal Prof. Hugo A. D. do Nascimento Diretor do CERCOMP/CIT Maio de 2007 Apoio: PRODIRH, PROEC e CIAR Esta apresentação foi elaborada com

Leia mais

Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma maquina virtual

Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma maquina virtual Maria Augusta Sakis Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma Máquina Virtual Máquinas virtuais são muito úteis no dia-a-dia, permitindo ao usuário rodar outros sistemas operacionais dentro de uma

Leia mais

I N F O R M Á T I C A. Sistemas Operacionais Prof. Dr. Rogério Vargas Campus Itaqui-RS

I N F O R M Á T I C A. Sistemas Operacionais Prof. Dr. Rogério Vargas Campus Itaqui-RS I N F O R M Á T I C A Sistemas Operacionais Campus Itaqui-RS Sistemas Operacionais É o software que gerencia o computador! Entre suas funções temos: inicializa o hardware do computador fornece rotinas

Leia mais

INFORMÁTICA APLICADA AULA 03 CONCEITOS DE SOFTWARE

INFORMÁTICA APLICADA AULA 03 CONCEITOS DE SOFTWARE UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CURSO: Bacharelado em Ciências e Tecnologia INFORMÁTICA APLICADA AULA 03 CONCEITOS DE SOFTWARE Profª Danielle Casillo SUMÁRIO O que é software? Software x Hardware

Leia mais

A historia Linux licença GPL

A historia Linux licença GPL A historia Linux O Linux foi criado como um projeto de um estudante finlandês chamado Linus Torvalds. Naquela época os sistemas operacionais mais populares eram o Unix, que era muito usado em empresas,

Leia mais

Everson Scherrer Borges João Paulo de Brito Gonçalves

Everson Scherrer Borges João Paulo de Brito Gonçalves Everson Scherrer Borges João Paulo de Brito Gonçalves 1 Introdução ao Linux e Instalação do Ubuntu Linux História Em 1973, um pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, reescreveu todo o sistema Unix numa

Leia mais

Fundamentos de Software Livre

Fundamentos de Software Livre Fundamentos de Software Livre 01 de Agosto de 2011 Augusto Vinhaes Agenda 1) Software Conceitos básicos Tipos: Software básico e aplicativos 2) Sistemas Operacionais Conceitos básicos Estrutura Alguns

Leia mais

Introdução à redes de computadores

Introdução à redes de computadores 1/8 Introdução à redes de computadores Faz todo o sentido ligar os computadores em rede. Você não precisa ter uma impressora, um HD de grande capacidade, um gravador de DVDs e conexão via ADSL para cada

Leia mais

Sistema de Arquivos do Windows

Sistema de Arquivos do Windows Registro mestre de inicialização (MBR) A trilha zero do HD, onde ficam guardadas as informações sobre o(s) sistema(s) operacionais instalados. Onde começa o processo de inicialização do Sistema Operacional.

Leia mais

Informática. Aula 03 Sistema Operacional Linux. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos

Informática. Aula 03 Sistema Operacional Linux. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos Prof. Diego Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos Informática Aula 03 Sistema Operacional Linux Objetivos Entender

Leia mais

Sistemas de Informação Processamento de Dados

Sistemas de Informação Processamento de Dados Sistemas de Informação Processamento de Dados Ferramentas e serviços de acesso remoto VNC Virtual Network Computing (ou somente VNC) é um protocolo desenhado para possibilitar interfaces gráficas remotas.

Leia mais

FTIN Formação Técnica em Informática. Sistema Operacional Proprietário Windows Prof. Walter Travassos

FTIN Formação Técnica em Informática. Sistema Operacional Proprietário Windows Prof. Walter Travassos FTIN Formação Técnica em Informática Sistema Operacional Proprietário Windows Prof. Walter Travassos Aula 01 SISTEMA OPERACIONAL PROPRIETÁRIO WINDOWS Competências do Módulo Instalação e configuração do

Leia mais

ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS. 10.0.0.0 até 10.255.255.255 172.16.0.0 até 172.31.255.255 192.168.0.0 até 192.168.255.255. Kernel

ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS. 10.0.0.0 até 10.255.255.255 172.16.0.0 até 172.31.255.255 192.168.0.0 até 192.168.255.255. Kernel ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS Foram reservados intervalos de endereços IP para serem utilizados exclusivamente em redes privadas, como é o caso das redes locais e Intranets. Esses endereços não devem ser

Leia mais

Gerenciamento de sistemas GNU/Linux: do computador pessoal à rede corporativa

Gerenciamento de sistemas GNU/Linux: do computador pessoal à rede corporativa Gerenciamento de sistemas GNU/Linux: do computador pessoal à rede corporativa Daniel Weingaertner Departamento de Informática UFPR Centro de Computação Científica e Software Livre C3SL Programa de Extensão

Leia mais

Aula 02 Software e Operações Básicas. Prof. Bruno Gomes bruno.gomes@ifrn.edu.br http://www.profbrunogomes.com.br/

Aula 02 Software e Operações Básicas. Prof. Bruno Gomes bruno.gomes@ifrn.edu.br http://www.profbrunogomes.com.br/ Aula 02 Software e Operações Básicas Prof. Bruno Gomes bruno.gomes@ifrn.edu.br http://www.profbrunogomes.com.br/ Revisando Como um computador funciona: Entrada (Dados) Processamento (Análise dos Dados)

Leia mais

Software de sistema Software aplicativo

Software de sistema Software aplicativo SOFTWARE O que é Software? Software, logicial ou programa de computador é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redireccionamento ou modificação de um dado/informação

Leia mais

O que é software livre

O que é software livre O que é software livre Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 17:12. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13] por Augusto Campos Este artigo responde a diversas dúvidas comuns de novos

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS

SISTEMAS OPERACIONAIS Universidade do Contestado Campus Concórdia Curso de Engenharia Ambiental Prof.: Maico Petry SISTEMAS OPERACIONAIS DISCIPLINA: Informática Aplicada DEFINIÇÃO É um programa de controle do computador. O

Leia mais

Estudo de Caso II: LINUX

Estudo de Caso II: LINUX Estudo de Caso II: LINUX AULA 9 Flávia Maristela (flavia@flaviamaristela.com) ( romildo@romildo.net ) Romildo Martins Na aula de hoje Histórico do Linux Personagens Características Licença Distribuição

Leia mais

Kernel Linux. Trabalho Realizador Por: Tiago Conceição Nº 11903. Representação artística do núcleo Linux

Kernel Linux. Trabalho Realizador Por: Tiago Conceição Nº 11903. Representação artística do núcleo Linux Kernel Linux Representação artística do núcleo Linux Trabalho Realizador Por: Tiago Conceição Nº 11903 Índice Introdução...2 O que é o Kernel...3 Como surgiu...4 Para que serve...5 Versões...6 Versões

Leia mais

Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor

Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor Manual de Resoluções de Problemas de Hardware e do Sistema Operacional Linux nos Computadores do Beija-Flor 1 1. Introdução. O objetivo desta documentação é ajudar o leitor a identificar os problemas físicos,

Leia mais

LINUX. Lapro I Profa. Fernanda Denardin Walker. - Aula 2 - Material adaptado de: Isabel Mansour, Marcia Moraes e Silvia Moraes SISTEMA OPERACIONAL

LINUX. Lapro I Profa. Fernanda Denardin Walker. - Aula 2 - Material adaptado de: Isabel Mansour, Marcia Moraes e Silvia Moraes SISTEMA OPERACIONAL LINUX Lapro I Profa. Fernanda Denardin Walker - Aula 2 - Material adaptado de: Isabel Mansour, Marcia Moraes e Silvia Moraes SISTEMA OPERACIONAL Para que o computador funcione e possibilite a execução

Leia mais

Conceitos Básicos de Informática. Antônio Maurício Medeiros Alves

Conceitos Básicos de Informática. Antônio Maurício Medeiros Alves Conceitos Básicos de Informática Antônio Maurício Medeiros Alves Objetivo do Material Esse material tem como objetivo apresentar alguns conceitos básicos de informática, para que os alunos possam se familiarizar

Leia mais

SUMÁRIO 1. AULA 7 INTRODUÇÃO À REDES PONTO A PONTO = PARTE 1:... 2

SUMÁRIO 1. AULA 7 INTRODUÇÃO À REDES PONTO A PONTO = PARTE 1:... 2 SUMÁRIO 1. AULA 7 INTRODUÇÃO À REDES PONTO A PONTO = PARTE 1:... 2 1.1 Introdução... 2 1.2 Montando Redes Ponto-a-Ponto... 3 1.2.1 Parte lógica... 3 1.2.2 Escolhendo o sistema operacional... 3 1.2.3 Instalação

Leia mais

Operador de Computador. Informática Básica

Operador de Computador. Informática Básica Operador de Computador Informática Básica Instalação de Software e Periféricos Podemos ter diversos tipos de software que nos auxiliam no desenvolvimento das nossas tarefas diárias, seja ela em casa, no

Leia mais

Casal incomum. Linux no Windows em mais do que algumas semanas.

Casal incomum. Linux no Windows em mais do que algumas semanas. Linux sobre Windows ANÁLISE Casal incomum Algumas vezes, ter o Windows e o GNU/Linux em uma configuração dual boot não é o ideal. Veja as vantagens de executar o GNU/Linux dentro do Windows. por Bruce

Leia mais

Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores

Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores Este artigo demonstra como configurar uma rede virtual para ser usada em testes e estudos. Será usado o VirtualBox

Leia mais

SISTEMA OPERACIONAL INFORMÁTICA PRF. Prof.: MARCIO HOLLWEG mhollweg@terra.com.br SISTEMA OPERACIONAL SISTEMA OPERACIONAL SISTEMA OPERACIONAL FUNÇÃO:

SISTEMA OPERACIONAL INFORMÁTICA PRF. Prof.: MARCIO HOLLWEG mhollweg@terra.com.br SISTEMA OPERACIONAL SISTEMA OPERACIONAL SISTEMA OPERACIONAL FUNÇÃO: SISTEMA OPERACIONAL INFORMÁTICA PRF Prof.: MARCIO HOLLWEG mhollweg@terra.com.br FUNÇÃO: GERENCIAR, ADMINISTRAR OS RECURSOS DA MÁQUINA. SISTEMA OPERACIONAL EXEMPLOS MS-DOS WINDOWS 3.1 WINDOWS 95 WINDOWS

Leia mais

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas O conteúdo deste documento tem como objetivos geral introduzir conceitos mínimos sobre sistemas operacionais e máquinas virtuais para posteriormente utilizar

Leia mais

Seu manual do usuário XEROX 6279 http://pt.yourpdfguides.com/dref/5579951

Seu manual do usuário XEROX 6279 http://pt.yourpdfguides.com/dref/5579951 Você pode ler as recomendações contidas no guia do usuário, no guia de técnico ou no guia de instalação para XEROX 6279. Você vai encontrar as respostas a todas suas perguntas sobre a XEROX 6279 no manual

Leia mais

GNU/Linux - Conhecimento e Oportunidades. Agenda Currículo Objetivo GNU/Linux. Free Software e Open Source

GNU/Linux - Conhecimento e Oportunidades. Agenda Currículo Objetivo GNU/Linux. Free Software e Open Source AS2MWPC Agenda Currículo Objetivo GNU/Linux Free Software e Open Source AS2MWPC Agenda (continuação) Estudo de Casos Instituto Dom Bosco AS2MWPC / Projeto Incubadora da FATEC-SP Agregando conhecimento

Leia mais

Revisão Aula 2. 1. O que é um sistema de arquivos?

Revisão Aula 2. 1. O que é um sistema de arquivos? Revisão Aula 2 1. O que é um sistema de arquivos? Revisão Aula 2 1. O que é um sistema de arquivos? Conjunto de estruturas lógicas e rotinas que permitem o S.O. controlar o acesso aos dados contidos no

Leia mais

Fazer um paralelo entre os dois sistemas Apresentar diferenças e semelhanças Apresentar compatibilidades Resolver questões

Fazer um paralelo entre os dois sistemas Apresentar diferenças e semelhanças Apresentar compatibilidades Resolver questões L i n u x X Wi n d o w s 1/29 O B J E T I VO S Fazer um paralelo entre os dois sistemas Apresentar diferenças e semelhanças Apresentar compatibilidades Resolver questões 2/29 L i n u x X Wi n d o w s Licenças

Leia mais

As ferramentas certas para a virtualização eficiente Ferramentas virtuais. Helmuth Castillo - www.sxc.hu. e não gerem trabalho ou preocupações

As ferramentas certas para a virtualização eficiente Ferramentas virtuais. Helmuth Castillo - www.sxc.hu. e não gerem trabalho ou preocupações As ferramentas certas para a virtualização eficiente Ferramentas virtuais CAPA As boas tecnologias já existem. Conheça agora as ferramentas mais adequadas para gerenciar cada solução de virtualização.

Leia mais

Softwares de Sistemas e de Aplicação

Softwares de Sistemas e de Aplicação Fundamentos dos Sistemas de Informação Softwares de Sistemas e de Aplicação Profª. Esp. Milena Resende - milenaresende@fimes.edu.br Visão Geral de Software O que é um software? Qual a função do software?

Leia mais

Kurumin O Linux preferido dos brasileiros

Kurumin O Linux preferido dos brasileiros Kurumin O Linux preferido dos brasileiros Bem vindo à apresentação interativa do sistema operacional Kurumin Linux. O Kurumin Linux é uma distribuição do sistema operacional Linux, desenvolvido pelo analista

Leia mais

Máquinas Virtuais com o VirtualBox

Máquinas Virtuais com o VirtualBox Máquinas Virtuais com o VirtualBox Marcos Elias Picão www.explorando.com.br No exemplo: Windows XP dentro do Windows 7 Você pode compartilhar livremente sem interesses comerciais, desde que não modifique.

Leia mais

2.6-4ª Geração (1980 -?) continuação. O surgimento do PC. Em 1980 a IBM de era uma empresa especializada em mainframes e terminais burros.

2.6-4ª Geração (1980 -?) continuação. O surgimento do PC. Em 1980 a IBM de era uma empresa especializada em mainframes e terminais burros. 2.6-4ª Geração (1980 -?) continuação 2 O surgimento do PC Em 1980 a IBM de era uma empresa especializada em mainframes e terminais burros. Um mainframe é (ou era) um computador de grande porte, dedicado

Leia mais

Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10

Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10 Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10 Copyright 1999-2014 Parallels IP Holdings GmbH and its affiliates. All rights reserved. Parallels IP Holdings GmbH Vordergasse, 59 8200 Schaffhausen Suíça Tel:

Leia mais

Linux Desktop. Tulio Marcus Ribeiro Calixto Técnico em Informática. Centro de Informática de Ribeirão Preto CIRP - USP

Linux Desktop. Tulio Marcus Ribeiro Calixto Técnico em Informática. Centro de Informática de Ribeirão Preto CIRP - USP Tulio Marcus Ribeiro Calixto Técnico em Informática Introdução: Sistema Operacional é um conjunto de softwares (programa de computador) que interage diretamente com o hardware (parte física do computador)

Leia mais

AULA 10 TUTORIAL VIRTUALBOX

AULA 10 TUTORIAL VIRTUALBOX AULA 10 TUTORIAL VIRTUALBOX 1 Sumário Tutorial VirtualBox - Configurações e Utilização... 3 Requisitos Mínimos... 3 Compatibilidade... 3 Download... 3 Instalação do VirtualBox... 4 Criando a Máquina Virtual

Leia mais

Esse documento está licenciado pela licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 3.0.

Esse documento está licenciado pela licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 3.0. Esse documento está licenciado pela licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 3.0. Para saber o que você pode fazer ou não com este arquivo, leia este link

Leia mais

06/06/2013. O que é Software de Sistema? Sistema Operacional (SO) Tipos de Software de Sistema. Fatia de Mercado :: SO Desktop

06/06/2013. O que é Software de Sistema? Sistema Operacional (SO) Tipos de Software de Sistema. Fatia de Mercado :: SO Desktop 2 O que é Software de Sistema? SOFTWARES DE SISTEMA Introdução à Microinformática Softwares base para utilização do computador Podem ter as seguintes funções: Operar e controlar hardware Prover plataforma

Leia mais

Criando um PC virtual

Criando um PC virtual Criando um PC virtual Microsoft Virtual PC Introdução Se você não sabe o que é virtualização de PCs, ou nem tem idéia dos inúmeros benefícios trazidos por essa técnica, recomendo ler esta introdução feita

Leia mais

Labgrad. Usúario: Senha: senha

Labgrad. Usúario: <matricula> Senha: senha Suporte A equipe do Suporte é responsável pela gerência da rede do Departamento de Informática, bem como da manutenção dos servidores da mesma, e também é responsável pela monitoria do LabGrad e do LAR.

Leia mais

Noções de Software. André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com)

Noções de Software. André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Software André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Software; Sistemas Operacionais: Evolução; Conceitos Básicos; Tipos; Exemplos. DEINFO/UFRPE

Leia mais

Escolhendo, obtendo e gravando o Linux: como fazer o download ou comprar

Escolhendo, obtendo e gravando o Linux: como fazer o download ou comprar Escolhendo, obtendo e gravando o Linux: como fazer o download ou comprar Publicado por brain em Sáb, 2005-06-25 16:52. :: Distribuições [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/8] Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13]

Leia mais

FTIN Formação Técnica em Informática Módulo de Administração de Servidores de Rede AULA 03. Prof. Gabriel Silva

FTIN Formação Técnica em Informática Módulo de Administração de Servidores de Rede AULA 03. Prof. Gabriel Silva FTIN Formação Técnica em Informática Módulo de Administração de Servidores de Rede AULA 03 Prof. Gabriel Silva Temas da Aula de Hoje: Servidores Linux. Conceitos Básicos do Linux. Instalando Servidor Linux.

Leia mais

Atualizando do Windows XP para o Windows 7

Atualizando do Windows XP para o Windows 7 Atualizando do Windows XP para o Windows 7 Atualizar o seu PC do Windows XP para o Windows 7 requer uma instalação personalizada, que não preserva seus programas, arquivos ou configurações. Às vezes, ela

Leia mais

Universidade Federal da Fronteira Sul Campus Chapecó Sistema Operacional

Universidade Federal da Fronteira Sul Campus Chapecó Sistema Operacional Universidade Federal da Fronteira Sul Campus Chapecó Sistema Operacional Elaboração: Prof. Éverton Loreto everton@uffs.edu.br 2010 Objetivo Conhecer as características e recursos do Sistema Operacional

Leia mais

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Curso Técnico em Informática SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 CRIAÇÃO DA MÁQUINA VIRTUAL... 3 Mas o que é virtualização?... 3 Instalando o VirtualBox...

Leia mais