REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DAS ATRIBUIÇÕES REGIMENTAIS

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1 1 REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DAS ATRIBUIÇÕES REGIMENTAIS Art. 1º - Este Regimento Interno estabelece processos e procedimentos necessários ao funcionamento e administração da COOPERATIVA e se regula pelas disposições legais e decisões tomadas pelos órgãos que a compõem, de acordo com o seu Estatuto. Art. 2º - A Diretoria Executiva poderá utilizar-se dos documentos abaixo, para regular processos e procedimentos: a) Resoluções; b) Normas; c) Instruções. 1º - Esses documentos são do uso exclusivo da COOPERATIVA, sendo vedada sua divulgação externa, exceto se autorizado pelo Conselho de Administração; 2º - Qualquer Cooperado pode ter acesso a este Regimento Interno, bem como a qualquer Resolução, Norma e Instrução e seu correspondente registro de análise ou discussão. Art. 3º - As resoluções são documentos assinados pelo Diretor Presidente, após decisão da Diretoria Executiva, e quando for necessário, do Conselho de Administração, onde são especificadas as ordens da Diretoria em relação à COOPERATIVA. Parágrafo único - São tratados através de Resoluções os seguintes assuntos: a) fixação das despesas de administração dentro do orçamento anual; b) fixação da taxa de administração dos contratos; c) fixação da taxa de contribuição cooperativista a ser paga pelo cooperado; d) contratação de serviço especializado; e) definição de Banco para realizar as operações financeiras da COOPERATIVA; f) julgamento de recursos contra decisões disciplinares; g) admissão, demissão ou exclusão do cooperado; h) aquisição e alienação de bens imóveis e patrimoniais com expressa autorização da Assembléia Geral; i) criação de Comitês, Núcleos, Órgãos Assessores e Grupos Seccionais; j) designação de profissionais que executarão serviços contratados. Art. 4º - As normas são documentos assinados por um Diretor, após análise dos Órgãos da COOPERATIVA envolvidos, e elaborados com o propósito de estabelecer quais os órgãos ou agentes responsáveis pela execução dos serviços, das operações dos contratos, seus prazos para cumprimento, estabelecidos pela Assembléia Geral ou através de Resoluções.

2 2 1 -Todas as Normas deverão ser numeradas em ordem cronológica de aprovação, elaboradas padronizadas e suas revisões serão registradas e aprovadas em documentos próprios. 2 - São especificados através de Normas, entre outros os seguintes assuntos: a) definição das atribuições de cada órgão da COOPERATIVA e seus elementos constitutivos; b) funcionamento de cada órgão da COOPERATIVA e da Assembléia Geral; c) níveis e padrões de Qualidade; d) procedimento para elaboração de Programas, Planos e Orçamento; Art. 5º- As instruções são documentos assinados por um Diretor, que tem o objetivo de detalhar a execução dos serviços definidos nas Normas e serão identificados e arquivados dentro de cada setor da COOPERATIVA. 1 - As Instruções podem ser de: a) Rotina para detalhar os serviços de caráter permanente de cada Órgão; b) Cumprimento para detalhar o serviço de caráter transitório e normalmente perde significado após certa data, período ou cumprimento para o qual foi concebido; 2 - São descritos nas Instruções, entre outros, os seguintes assuntos: a) procedimentos para convocação de Assembléia Geral; b) preenchimento de Ata de Assembléia Geral; c) procedimentos para preparar o Balanço do exercício; d) procedimentos para admissão de Cooperado; e) preenchimento do Livro de Matrícula; f) instruções para acompanhamento e aceitação de serviço contratado; g) demais assuntos que exijam instruções, de acordo com as necessidades. Art. 6º - Todos os membros integrantes da cooperativa cultivarão, entre si e com os clientes, os seguintes valores normatizados pela comissão técnica e de acordo com o Estatuto: a) criatividade no desenvolvimento da inteligência individual e coletiva; b) responsabilidade; c) atendimento honesto; d) cumprimento dos compromissos com pontualidade e qualidade; e) transparência nos procedimentos; f) zelo pelo bem-estar de todos os que operam com a cooperativa. Art. 7º - O cooperado será esclarecido sobre os trabalhos a serem executados através da cooperativa, bem como sobre suas condições e, acatando-os, será orientado a: a) utilizar o modelo de contrato padrão pré-estabelecido pela cooperativa;

3 3 b) executar os serviços referentes à profissão ou função para a qual foi designado; c) prestar serviços de acordo com as cláusulas contratuais entre a UNICON e o Contratante, quando for o caso; d) responsabilizar-se pela qualidade dos serviços executados e pela sua segurança, mesmo que haja contrato de seguro por parte da cooperativa e/ou contratante. Parágrafo único - O não cumprimento do disposto neste artigo, ou de qualquer outra disposição contratual pode, a critério exclusivo da Diretoria, implicar no julgamento da conduta do associado perante a comissão técnica. Art. 8º - É vedado ao cooperado: a) utilizar-se do nome da COOPERATIVA ou do contratante em benefício próprio ou de terceiros, para mercantilizar produtos ou serviços não compatíveis com os interesses da mesma; b) levar qualquer cliente a se desinteressar pelos serviços da COOPERATIVA; c) denegrir a imagem da COOPERATIVA ou de quaisquer de seus membros. Art. 9º - Para associar-se à cooperativa o interessado deverá providenciar os seguintes documentos: a) 1 (uma) foto 3 x 4 recente; b) currículum vitae ou atestado de escolaridade; c) cópia da cédula de identidade ou equivalente; d) cópia do CPF; e) cópia de registro profissional (caso possua); f) comprovante de residência. CAPÍTULO II DOS PROJETOS Art. 10º Toda prestação de serviços, pela COOPERATIVA, será elaborado através de uma Ordem de Execução de Projeto; 1º - Toda Ordem de Execução deverá conter obrigatoriamente, no seu Caput, os dados cadastrais do Contratante; 2º - Deverá constar da Ordem de Execução, se possível e necessário, o objetivo, o Plano de Ação e o Cronograma Físico Financeiro do Projeto, bem como o Gestor do Projeto e a equipe envolvida; Art Os contratos efetuados diretamente entre a cooperativa e os contratantes, serão administrados por projetos independentes, cada qual com seu respectivo Gestor. a) a Diretoria é responsável por estabelecer, para cada projeto, o número de cooperados e as qualificações demandadas, o Gestor do Projeto, os equipamentos

4 4 e materiais necessários à sua realização, bem como a remuneração dos envolvidos; b) a distribuição dos trabalhos entre os cooperados se dará pela oportunidade igualitária, respeitando o perfil demandado para o exercício das tarefas ou das atividades; c) o contrato do projeto será firmado entre a cooperativa e a empresa contratante, quando necessário; d) cada cooperado é responsável pelo seu desempenho e produtividade, podendo e devendo buscar orientações junto ao Gestor do Projeto, sempre que julgar necessário; e) a Diretoria poderá designar, dentre seus cooperados, comissões especificas para elaboração de Projetos, Estudos, Trabalhos e Pareceres de interesse geral da COOPERATIVA. 1º - É da competência do Gestor levantar custos e necessidades de equipamentos e materiais para cada projeto; 2º - A Diretoria definirá a taxa de administração por projeto, de acordo com tabela própria vigente, ponto de partida para o estabelecimento da remuneração e o preço final do Projeto; 3º - Antes do início dos trabalhos, o associado participante do Projeto deverá estar ciente das atividades que desenvolverá e do valor que receberá. Art Os valores gerados pela execução dos contratos ou serviços prestados pelo cooperado em nome da Cooperativa, serão recebidos pela mesma e por ela repassados ao cooperado, descontadas as taxas constantes no Estatuto e também os fundos do referido Estatuto e os tributos legais. 1º - Os valores líquidos de direito do cooperado, serão depositados em conta bancária, na Agência de sua preferência, previamente indicada pelo mesmo; 2º - Caso o cooperado prestador dos serviços não tenha conta em banco, os valores serão repassados através de cheque nominal com respectiva cópia, mediante assinatura de recibo pelo cooperado. Art A periodicidade de recebimento por parte dos cooperados será definida pela Diretoria, podendo variar de acordo com o projeto e/ou equipes de trabalho. 1º - Se o cooperado não executar corretamente sua tarefa conforme estabelecido no Projeto, ou trouxer prejuízo de qualquer natureza ao contrato, ele responderá integralmente pelo seu ato; 2º - A Diretoria e/ou Gestor do Projeto, deverá tomar as providências cabíveis, inclusive podendo escalar outros associados, em substituição, para a realização dos trabalhos de que trata o parágrafo anterior, e sustar o pagamento do cooperado que ocasionou o prejuízo.

5 5 Art No caso de acidentes materiais que venham causar ônus ao projeto, o valor do dano deverá ser ressarcido pelo cooperado causador do mesmo, em dinheiro ou trabalho, a critério do Gestor do Projeto e com o conhecimento da Diretoria. 1º - A Cooperativa não tem responsabilidade sobre acidentes pessoais ocorridos no ambiente de trabalho ou vinculados ao projeto, que venham a ocorrer com os associados, nem por dias de trabalho perdidos pelo acidentado; 2º - A Cooperativa fará um plano de utilização da verba do FATES, aprovado em Assembléia Geral, para custear possíveis despesas com afastamento por acidente de trabalho, conforme atestado de saúde reconhecido pela Cooperativa. Art O fornecimento de recursos materiais (máquinas, equipamentos etc.) poderá ser custeados pela Cooperativa (se pertinente), Contratante ou Cooperado: a) se for através da COOPERATIVA, o cooperado deverá solicitá-los em tempo hábil a ser determinado pela Diretoria e, ao término de cada trabalho, o mesmo deverá devolvê-los em perfeitas condições e, caso ocorra extravios, danos de qualquer natureza ou impossibilidade de uso, o cooperado terá que arcar com as conseqüências junto à COOPERATIVA; b) se for através da contratante, quando o contrato assim o estabelecer; ao término de cada trabalho, o cooperado deverá devolvê-los em perfeitas condições e, caso ocorra extravios, danos de qualquer natureza ou impossibilidade de uso, o mesmo terá que arcar com as conseqüências junto ao Cliente. 1º - Em qualquer situação, o responsável pelo uso dos recursos materiais é o cooperado, que responde pelos danos ocasionados pelo uso indevido; Art Os cooperados, quando a serviço exclusivo da COOPERATIVA, fora de seu domicílio, poderão ter verba de representação, ajuda de custo, transporte, alimentação, custeio de viagens, etc. com a aprovação prévia da Diretoria e/ou Conselho de Administração, e, sempre que possível, obedecendo o Orçamento Programa. Art. 17 Os membros dos Conselhos Administrativo, Fiscal e da Diretoria Executiva poderão atuar, simultaneamente, como gestores de projetos ou consultores autônomos. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS Art É da competência da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração, a alteração deste Regimento Interno, que só se dará com a presença mínima de 50% (cinqüenta por cento) dos conselheiros e pelo voto da maioria absoluta. Art A Diretoria Executiva poderá definir, ad referendum do Conselho de Administração, qualquer exceção não prevista neste Regimento Interno, desde que não

6 6 conflite com o Código Civil Brasileiro, com a Lei do cooperativismo ou com o Estatuto que rege esta Cooperativa. Art Este Regimento Interno entra em vigor na data de sua promulgação e assinatura. Uberaba-MG, 28 de junho de Heli de Bessa Diretor Presidente da UNICON

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