TEREZA CRISTINA PINHO PAES BARRETO

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1 0 UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE FACULDADE DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO DE PERNAMBUCO MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL TEREZA CRISTINA PINHO PAES BARRETO CONHECIMENTO E ATITUDES, COLABORANDO PARA O DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL E SOCIAL DA POPULAÇÃO COM DIABETES MELLITUS, UMA COMUNIDADE DE RECIFE, PERNAMBUCO-BRASIL RECIFE 2012

2 Tereza Cristina Pinho Paes Barreto CONHECIMENTO E ATITUDES, COLABORANDO PARA O DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL E SOCIAL DA POPULAÇÃO COM DIABETES MELLITUS, UMA COMUNIDADE DE RECIFE, PERNAMBUCO-BRASIL Dissertação aprovada pela banca examinadora do curso de Pós-graduação Mestrado Profissional em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável da FCAP/UPE, como requisito para obtenção do grau de Mestre. Orientador: Prof. Dr. Luiz Márcio de Oliveira Assunção RECIFE 2012

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4 CONHECIMENTO E ATITUDES, COLABORANDO PARA O DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL E SOCIAL DA POPULAÇÃO COM DIABETES MELLITUS: UMA COMUNIDADE DE RECIFE, PERNAMBUCO-BRASIL Mestranda: Tereza Cristina Pinho Paes Barreto Orientador: Prof. Dr. Luiz Márcio de Oliveira Assunção. Aprovada em: 30 de agosto de 2012 BANCA EXAMINADORA Membro: Profª. Drª. Andréa Carla Pereira da Silva Faculdade de ciência da Administração-FCAP Universidade de Pernambuco Membro: Prof. Dr. Dário Celestino Sobral Filho Faculdade de Ciências Médica-FCM Universidade de Pernambuco Presidente: Profª. Drª. Niédja Maria Galvão Araújo e Oliveira Faculdade de ciência da Administração-FCAP Universidade de Pernambuco

5 A minha mãe, que mesmo ausente está presente na minha trajetória. A Sérgio, com quem compartilho a vida e os sonhos.

6 AGRADECIMENTOS A Deus. A Sérgio, meu esposo e companheiro, que sempre esteve presente ao meu lado, me incentivando e ajudando nos momentos de dificuldades. A meus filhos e netos pelos momentos de alegria e descontração. À Silvana Nogueira Paes Barreto, que muito contribuiu, em sua sapiência, para a conclusão desse trabalho. Às amigas, Ednalva Maria Bezerra de Lira e Rozângela Amorim Santos, colegas e companheiras nessa trajetória do mestrado. A todos que direta ou indiretamente contribuíram para a elaboração e conclusão desse trabalho. Em especial ao meu orientador, pelos muitos momentos que tirou de se, para dedicá-lo na construção desse trabalho.

7 Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e do aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções. Emmanuel por Chico Xavier

8 RESUMO Introdução: O tratamento do diabetes mellitus exige a adesão do paciente, baseada em medidas positivas, inseridas no desenvolvimento social. Objetivo: Comparar o nível de conhecimento e o ajustamento psicológico ao diabetes mellitus dos usuários da Unidade de Saúde da Família. Método: Estudo prospectivo, transversal, qualitativo, quantitativo, com comparação de grupos, realizado entre junho a agosto de 2011 incluiu 207 usuários da Unidade de Saúde da Família Passarinho Baixo, divididos em três grupos segundo resultado de hemoglobina glicada, analisado pelo padrão da American Diabetes Association. A amostra foi dividida em três grupos conforme os usuários fossem diabéticos tratados na Unidade (grupo A = 53); diabéticos recém-diagnosticados na Unidade (grupo B = 85) e não diabéticos (grupo C = 69). Os instrumentos de coleta incluíram informações sociodemográficas, antropométricas e relacionadas à doença, o questionário de conhecimento sobre diabetes (DKN-A) e de atitudes psicológicas e emocionais face à doença (ATT-19). Bem como de adesão às condutas relacionadas ao desenvolvimento individual e social. As variáveis foram organizadas com o programa SPSS versão 17.0 e analisadas com os testes t-student, Kolmogorov-Smirnov e Qui quadrado, em nível de significância de 0,05. Resultados: Foram diagnosticados 41,06% dos usuários como diabéticos ou pré-diabéticos na triagem. Independente do grupo a que o usuário pertencia, constatou-se escasso conhecimento sobre a doença, bem como adaptação psicológica e emocional negativa, apontando para baixo engajamento do usuário ao tratamento. Conclusões: São necessárias modificações na educação para a saúde voltada para o diabetes, possibilitando formação da consciência social que motivará mudanças comportamentais positivas aos pacientes e à sociedade em geral. Descritores: Diabetes mellitus. Conhecimento, Atitudes e Prática em Saúde. Educação de pacientes com assunto.

9 ABSTRACT Introduction: The treatment of diabetes mellitus requires patient compliance, based on positive measures, embedded in social development. Objective: To compare the level of knowledge and psychological adjustment to diabetes mellitus by users of Family Health Unit. Methods: A prospective, cross-sectional, qualitative, quantitative study with group comparison was carried out from June to August 2011, and included 207 users of the Family Health Unit Passarinho Baixo, divided into three groups according to results of glycated hemoglobin, analyzed by American Diabetes Association standard, the users were classified as diabetics treated at the Unit (group A = 53), newly diagnosed diabetics at the Unit (group B = 85) or nondiabetic (group C = 69). Data collection instruments included socio demographic, anthropometric and disease-related information, the questionnaire on diabetes knowledge (DKN-A) and psychological and emotional attitudes towards the disease (TA-19), also evaluating adherence to behaviors related to individual and social development. The variables were organized using SPSS version 17.0 and analyzed with the t-student test, Kolmogorov-Smirnov and chi-square, at a significance level of Results: Forty one point zero six percent of users were diagnosed as diabetic or pre-diabetic within screening. Regardless of the group to which user belonged; a scarce knowledge about the disease was identified, as well as a negative emotional and psychological adaptation, pointing to low user's engagement in treatment. Conclusions: Modifications in health education focused on diabetes are needed to enable the formation of social consciousness that will motivate positive behavioral changes to users and to society in general. Descriptors: Diabetes mellitus. Knowledfe, Attitudes and Health Management. Patient Education as Topic.

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição dos 207 entrevistados segundo critérios de classificação do diabetes 51 Tabela 2 Distribuição dos dados sociodemográficos dos 207 entrevistados 53 Tabela 3 Distribuição de médias e desvio-padrão de variáveis consideradas fator de risco para diabetes 54 Tabela 4 Distribuição de médias e desvio-padrão dos domínios do ATT-19, expressos em percentuais da pontuação máxima 55

11 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Classificação dos tipos de diabetes mellitus 25 Quadro 2 Ações metabólicas da insulina nos principais órgãos-alvo 31 Quadro 3 Alterações metabólicas do diabetes descompensado 32

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS a.c. Antes de Cristo ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa ACS _ Agente Comunitário de Saúde ACS Acute Coronary Syndrome ADA American Diabetes Association ATT-19 - Diabetes Atitudes Questionnaire CBO Classificação Brasileira de Ocupação CDC Center for Disease Control and Prevention d.c. depois de Cristo DKN-A - Diabetes Kuawledge Scale Questionnaire DM Diabetes Mellitus HUOC/Procape Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco HIPERDIA - Programa de Hipertensão e Diabetes. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IMC Índice de Massa Corpórea OMS Organização Mundial da Saúde OPAS Organização Pan-Americana de Saúde Ripsa Rede Intergerencial de Informações para a Saúde SBD Sociedade Brasileira de Diabetes SPSS Statistical Package for Social Sciences Unesco United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization USF Unidade de Saúde da Família WHO World Health Organizaton

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DIABETES NO MUNDO EPIDEMIOLOGIA DO DIABETES MELLITUS HISTÓRIA DO DIABETES MELLITUS CARACTERÍSTICAS DO DIABETES MELLITUS CLASSIFICAÇÃO DO DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus tipo Diabetes tipo Diabetes gestacional FISIOPATOLOGIA DIAGNÓSTICO RASTREAMENTO E PREVENÇÃO COMPLICAÇÕES CRÔNICAS DECORRENTES DO DIABETES 35 3 JUSTIFICATIVA HIPÓTESE OBJETIVOS GERAL ESPECÍFICOS 40 6 MÉTODOS TIPO DE PESQUISA LOCAL DE PESQUISA CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS TÉCNICA DE AMOSTRAGEM EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS VARIÁVEIS PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS ANÁLISE DOS DADOS ASPECTOS ÉTICOS 50 7 RESULTADOS DADOS RELATIVOS AO DIABETES 51

14 7.2 FATORES DE RISCO, CONHECIMENTO E ATITUDES PSICOLÓGICAS RELACIONADAS AO DIABETES MELLITUS 54 8 DISCUSSÃO CONCLUSÕES RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS APÊNDICES ANEXOS... 80

15 14 1 INTRODUÇÃO O diabetes mellitus é um tema atual de discussão na sociedade. Embora muito se tenha publicado, muito se tem para conhecer (BANDEIRA, 2009; CHACRA, 2009; VILAR, 2006), principalmente no que se refere ao desenvolvimento individual e social, já que o controle da doença dele depende. Admitindo que o conhecimento é um dos determinantes do desenvolvimento pessoal e social dos indivíduos, especialmente quando têm diagnóstico de doença crônica não transmissível, como é o diabetes mellitus, dada sua contribuição para o ajustamento psicológico em relação à doença, esta dissertação tem por objetivo comparar o nível de conhecimento e o ajustamento psicológico ao diabetes mellitus dos usuários diabéticos em tratamento, diabéticos recém-diagnosticados e não diabéticos de uma Unidade de Saúde da Família (USF), no Recife, PE. Os objetivos específicos foram: identificar o nível de conhecimento sobre diabetes mellitus dos usuários da USF, avaliado por meio do questionário de conhecimento sobre diabetes (DKN-A); comparar o ajustamento psicológico ao diabetes mellitus, por meio do questionário de atitudes psicológicas e emocionais face à doença (ATT 19), de usuários diabéticos acompanhados na USF com aqueles diagnosticados à época da pesquisa e a não diabéticos e, finalmente, comparar os conhecimentos e atitudes dos sujeitos com as perspectivas do desenvolvimento individual e social. Investigar a temática acerca do diabetes mellitus no contexto atual é de extrema relevância, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que, após 15 anos de doença, 2% dos indivíduos acometidos estarão cegos e 10% terão deficiência visual grave, além de a doença ser um dos principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares, cujas principais manifestações são o acidente vascular cerebral e o infarto agudo do miocárdio. Por esse motivo, o diabetes mellitus é considerado agravo de saúde pública relevante, especialmente ao se considerar que 60% a 80% dos casos podem ser controlados, em nível de atenção básica, se forem detectados precocemente (OMS, 2010).

16 15 Na primeira seção, tratou-se sobre o diabetes mellitus, situando a doença como problema de saúde pública, enfatizando a importância da prevenção e do manejo terapêutico visando à redução de complicações e viabilizando medidas de sustentabilidade. Na segunda seção, foi detalhado o método da pesquisa. Na terceira seção, foram apresentados os resultados da pesquisa incluindo 207 usuários da Unidade de Saúde da Família de Passarinho Baixo, Recife, Pernambuco. literatura. Na quarta seção, esses resultados foram discutidos e comparados com a Na quinta seção, apresentaram-se as conclusões desta pesquisa.

17 16 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 DIABETES NO MUNDO O diabetes mellitus acomete pacientes em todas as faixas etárias, desde crianças até adultos jovens, portanto indivíduos produtivos para o mercado de trabalho ou que, no futuro, participarão desse mercado. Daí decorre que o diagnóstico precoce e o controle da doença compõem o desenvolvimento local sustentável, porque interferem na qualidade de vida dos indivíduos, tal como proposto na Declaração de Adelaide sobre a saúde em todas as políticas (WHO, 2011). A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2010), na Declaração de Adelaide, considerou que a saúde é um conceito muito mais abrangente do que se admitia no passado recente, porque vai muito além dos estilos de vida saudáveis. Passa pelo bem-estar e por ambientes que incentivem a saúde. Depende de ações estatais que contemplem atenção básica, prevenção e educação, portanto o tema é adequado à sustentabilidade. Adicionalmente, o Ministério da Saúde (BRASIL, 2012), em sua declaração para a Reunião Rio +20, ao considerar a relação entre saúde e desenvolvimento sustentável, classificou como prioritárias as políticas de proteção e promoção social, enquanto campo de produção de conhecimento, de práticas e de resultados relacionados com o bem-estar do indivíduo e da coletividade, especialmente no que concerne às doenças crônicas não transmissíveis. Nesse contexto, explicitou como tema de saúde a ser considerado no debate da Rio +20: [...] g) empreender intervenções precoces sobre as condições de doenças crônicas não transmissíveis, tendo em vista sua alta incidência e o envelhecimento populacional de modo a impedir que sejam agravadas, acarretando grave sobrecarga para famílias, Governos e populações. (BRASIL, 2012, p. 4). É na detecção precoce da doença, no acompanhamento dos portadores do diabetes mellitus, na orientação e na busca do ajustamento psicológico do indivíduo à doença, incentivando práticas saudáveis e responsabilidade para com a

18 17 saúde, que o estado contribui para a sustentabilidade (BONITA; BEAGLEHOLE; KJELLSTRÖM, 2006). Alguns aspectos do diabetes mellitus estão relacionados diretamente com a sustentabilidade social no que se refere às políticas sociais. Há no mundo a consciência da necessidade de eliminar a falta de acesso à educação, à saúde e à garantia dos direitos humanos (BONITA; BEAGLEHOLE; KJELLSTRÖM, 2006). Há também grande mobilização de todos os setores e dos veículos de comunicação informando quanto à necessidade de combater desigualdades sociais. É consenso que as tradicionais políticas de assistência às populações têm sido ineficientes, bem como que a sustentabilidade não será alcançada sob a ótica do assistencialismo, porque ele produz pobreza, doença, ignorância, ao invés de combatê-las (CARDOSO, 2004). Os programas sociais devem focalizar os cidadãos como atores sociais, não como um segmento definido por critérios estatísticos, classificados por renda, local de moradia, tipo de doença, porque esses critérios não os empoderam de conhecimento para que adotem comportamentos saudáveis, atitudes positivas e contribua para a sustentabilidade, considerada como problema de solução tipicamente local. As políticas sociais voltadas para a sustentabilidade têm na identificação das formas de estimular a participação dos cidadãos um grande desafio. Aumentar a efetividade de comportamentos participativos que levem à melhor qualidade de vida, reflexão sobre as práticas sociais e capacitação numa perspectiva interdisciplinar ainda é tarefa difícil (DALE et al., 2009). Essa perspectiva deve contemplar conhecimentos, mas também valores e comportamentos gerados pela dinâmica da racionalidade existente local. Assim pensando, tal como uma reta é composta por um conjunto de pontos, a sustentabilidade poderá ser alcançada por um conjunto de atividades locais (CARDOSO, 2004). A partir da reflexão sobre as práticas sociais, observa-se nas últimas décadas que o diabetes mellitus vem acometendo pacientes de faixa etária cada vez mais jovem; aumenta o número de adultos acima do peso corporal ideal; reduz-se a prática de atividades físicas e incentiva-se uma alimentação de baixa qualidade.

19 18 Todos esses fatores são risco para diabetes mellitus, o que transforma a doença em prioridade de saúde pública (BANDEIRA, 2009). Ainda nessa perspectiva, deve-se considerar que cada vez mais a população brasileira tende a buscar a vida nas cidades grandes, com crescente degradação das condições habitacionais, educacionais, sociais, econômicas, biológicas e psicológicas. Todos esses fatores são reconhecidos como aumento de risco para infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial e distúrbios metabólicos, os quais potencializam as sequelas do diabetes mellitus (BANDEIRA, 2009; BARBOSA et al., 2009). Além desses aspectos, as condições de vida em cidades desencadeiam aumento considerável do stress, o qual atua como fator de risco para os agravos já mencionados e dificulta a adequação e adesão de pacientes diabéticos às condutas terapêuticas não medicamentosas (ADA, 2011; GROSSI; PASCALI, 2009; XAVIER; BITTAR; ATAÍDE, 2009). Essa situação leva as pessoas à necessidade de cuidados integrais de saúde, que contemplem aspectos culturais, sociais, econômicos, biológicos e psicológicos, porque o contexto psicossocial interfere sobre a busca do diagnóstico, a adesão ao tratamento e, consequentemente, o prognóstico. O paciente diabético necessita de acompanhamento sistemático por uma equipe multiprofissional de saúde, que lhe ofereça ferramentas necessárias ao manejo da doença com vista ao autocuidado, pois as dificuldades de modificação no estilo de vida, tais como alteração dos hábitos alimentares, supressão do fumo, prática de atividade física regular, adesão medicamentosa, somando-se à ansiedade, stress no ambiente de trabalho e falta de apoio sociofamiliar, entre outros, são fatores que interferem na adesão do paciente diabético a um novo estilo de vida (BANDEIRA, 2009; XAVIER; BITTAR; ATAÍDE, 2009). A preocupação em desenvolver essa pesquisa acerca do tema partiu, inicialmente, da necessidade de verificar o nível de conhecimento da doença pelos portadores de diabetes mellitus, cadastrados no programa de HIPERDIA da Unidade de Saúde da Família (USF) da comunidade de Passarinho Baixo, em Recife, PE - Brasil, comparando-os aos usuários não portadores da doença que utilizam outros serviços da mesma unidade, bem como verificar o ajustamento psicológico dos pacientes à doença.

20 19 As reflexões e inquietações profissionais despertadas pelo trabalho na USF da Comunidade de Passarinho Baixo, motivaram a presente pesquisa, que poderá contribuir para a consciência social, porque a avaliação do conhecimento e do ajustamento à doença poderá atuar para empoderamento dos cidadãos da importância da detecção precoce do diabetes e de um comportamento saudável, voltado para a prevenção e o controle da doença. A pesquisa vincula pensamento e ação, considerando que nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver sido, em primeiro lugar, um problema da vida prática (DENCKER, 2000). 2.2 EPIDEMIOLOGIA DO DIABETES MELLITUS O diabetes mellitus (DM) é considerado problema de saúde pública mundial, posto que uma epidemia da doença está em curso. Em 1985, havia 30 milhões de adultos com DM no mundo; esse número aumentou para 135 milhões, em 1995, atingindo 173 milhões, em 2002, com projeção de 300 milhões, em 2030, estimativa esta que deve ser alcançada em 2020, caso não se adotem políticas sociais adequadas (CDC, 2011). Nos Estados Unidos da América, 25,8 milhões de pessoas são diabéticas, correspondendo a 8,3% da população do país. Considerando que, entre 2005 e 2008, 35% dos adultos norte-americanos, com mais de 20 anos de idade, tinham níveis de glicemia de jejum ou de hemoglobina A1c alterados, e aplicando esse percentual à população geral existente em 2010, há estimativa de 79 milhões de prédiabéticos (CDC, 2011). Cerca de dois terços dos diabéticos vivem em países em desenvolvimento, onde a epidemia tem maior intensidade, com crescente proporção de pessoas afetadas em grupos etários mais jovens (GOMES; DIB, 2006). Em 2008, a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), com base em inquérito telefônico da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, informava prevalência de diabetes mellitus de 9,7% em adultos com 35 anos ou mais de idade, variando entre 9% e 10,3%, em nível de confiança de 95%. Na região Nordeste, essa taxa igualava-se a 9,5% (IC95% 8,7 10,3) (BRASIL, 2008).

21 20 A importância dessas estatísticas reside na alta morbimortalidade do diabetes mellitus com importante perda na qualidade de vida, porque é uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal, amputação de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular. Do ponto de vista econômico, mundialmente, os custos diretos para o atendimento ao portador de diabetes mellitus variam de 2,5% a 15% dos gastos nacionais em saúde, dependendo da prevalência local de diabetes e da complexidade do tratamento disponível (MARINHO et al., 2011). Além dos custos financeiros, o diabetes acarreta outros custos associados à dor, ansiedade, inconveniência e menor qualidade de vida, as quais afetam doentes e suas famílias (BRASIL, 2006; MARINHO et al., 2011). Nos Estados Unidos da América, os custos diretos somavam 116 bilhões de dólares e os indiretos, 58 bilhões de dólares, representados por incapacidade, perdas laborais e morte prematura (CDC, 2011). Considerando as complicações do diabetes mellitus, 68% dos pacientes diabéticos têm risco de morte por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral, risco esse duas a quatro vezes maior do que em pacientes sem diabetes (CDC, 2011). Adicionalmente, 67% dos diabéticos são hipertensos; 28,5% daqueles com 40 anos ou mais de idade têm problemas oculares e 4,4% estão cegos; 44% têm risco de insuficiência renal, necessitando, no futuro, de hemodiálise; 60% a 70% têm formas moderadas a graves de doenças do sistema nervoso, caracterizadas por sensação alterada ou dor em mãos e pés, dificuldade deglutitória, síndrome do túnel do carpo, disfunção erétil ou outros problemas afetando o tecido nervoso; 30% têm risco de amputação de membros inferiores em decorrência da perda de sensibilidade nos pés (CDC, 2011). No Brasil, o diabetes é considerado problema social, pois contribui com 40% das aposentadorias precoces (BRASIL, 2001). A evolução da prevalência e das complicações do diabetes mellitus fez com que a Organização Mundial de Saúde ampliasse o conceito de doença crônica para condição crônica de saúde, categoria em que estão incluídos os problemas de saúde que requerem gerenciamento contínuo por períodos de vários anos ou décadas (OMS, 2003).

22 HISTÓRIA DO DIABETES MELLITUS A longa história do diabetes mellitus é relevante para demonstrar o tempo que a doença é conhecida e, indiretamente, a inoperância das políticas sociais para reduzir sua prevalência. O diabetes mellitus já era conhecido antes da era cristã. No Papiro de Ebers, descoberto no Egito, datado do século XV a.c., já eram descritos sintomas que pareciam corresponder ao diabetes. Na Índia, a medicina vética ainda nos séculos anteriores a Cristo, já identificava e tratava a doença, classificando-a em acometimento de jovens e adultos. Na Arábia, também foram identificados documentos da mesma época, nos quais os sintomas do diabetes mellitus foram descritos (LASKER et al., 2010). No entanto foi Areteu da Capadócia quem, no século II d.c., deu a esta doença o nome de diabetes, que em grego significa sifão, referindo-se ao seu sintoma mais proeminente que é a eliminação exagerada de água pelos rins, expressando que a água entrava e saía do organismo do diabético, sem se fixar nele, característica denominada poliúria, a qual se acompanha de sede exagerada, que leva à ingestão de grandes volumes de água, sintoma denominado polidipsia (UCHA, 2007). Ainda no século II, Galeno, contemporâneo de Areteu, também se referiu ao diabetes, atribuindo-o á incapacidade dos rins em reter água, como deveriam, com base no fato de os diabéticos apresentarem também aumento do volume urinado, sinal denominado poliúria (PIRES; CHACRA, 2008; UCHA, 2007). Entre os séculos III e VI d.c., médicos hindus e chineses relataram o gosto adocicado da urina de pacientes diabéticos, bem como a característica de essa urina atrair formigas (LASKER et al., 2010; PIRES; CHACRA, 2008). Nos séculos posteriores, não se encontram nos escritos médicos referências a essa enfermidade até que, no século XI, Avicena referiu com precisão essa afecção em seu famoso Cânon da Medicina (PIRES; CHACRA, 2008; UCHA, 2007).

23 22 No entanto foi no século XVI d.c. que teve início o período histórico de diagnóstico do diabetes, com Paracelsus descrevendo a presença de cristais brancos de açúcar em urina de paciente diabético dessecada, e com Thomas Willis, em 1679, detalhando magistralmente a sintomatologia do diabetes, caracterizando-o como entidade clínica, pela presença de açúcar na urina, conferindo-lhe sabor adocicado, do que derivou a denominação mellitus, significando sabor de mel (PIRES; CHACRA, 2008; SINGH et al., 2010). Esse período diagnóstico foi marcado por diversas descobertas, dentre as quais a descrição pioneira do comprometimento pancreático de pacientes diabéticos, por Claude Bernard, aventando a hipótese, confirmada posteriormente por Bouchardat, de que o diabetes estava relacionado à insuficiência insulínica; a identificação da presença dos corpos cetônicos (acetona, ácido acetoacético, ácido hidroxi-butírico) em urina de pacientes diabéticos, propiciando o primeiro critério diagnóstico laboratorial para o diabetes mellitus, também denominado diabetes sacárico, por Oskar Minkowski, médico russo, em 1884, e identificação das células beta pancreáticas, responsáveis pela síntese da insulina, por Langerhans, médico alemão, no mesmo ano, do que derivou o epônimo (ALI et al., 2006). Na segunda metade do século XIX, as pesquisas sobre diabetes haviam avançado muito a partir de estudos de anatomia e fisiologia, baseados em achados clínicos. Foi assim que William Prout associou o coma ao diabetes mellitus; Noyes explicou a retinopatia diabética e Kussmaul descreveu o mecanismo fisiológico da cetoacidose diabética. Em 1923, Banting recebeu o prêmio Nobel pelo isolamento da insulina e os primeiros experimentos com uso do hormônio para controle da doença, aumentando consideravelmente o tempo de vida útil dos pacientes diabéticos (PIRES; CHACRA, 2008). Durante todo o século XX, a indústria farmacêutica desenvolveu medicamentos orais para controle do diabetes, numa sequência da busca que se iniciara no século XIX. O século XX foi marcado também pelo início dos estudos do impacto psicológico da doença sobre os pacientes, interferindo na adesão ao tratamento e no aumento da morbimortalidade (BANDEIRA, 2009; SCHMIDT et al., 2011; XAVIER; BITTAR; ATAÍDE, 2009). Na verdade, os estudos sobre impacto psicológico do diabetes na qualidade de vida dos pacientes derivou da reiterada constatação de que as políticas

24 23 públicas para redução da prevalência da doença não tinham sucesso, apesar das campanhas veiculadas pela mídia de incentivo de estilos saudáveis de vida. O fato levantou o questionamento da necessidade de modificar a forma pela qual as condutas preventivas estavam sendo informadas à população em geral, já que as políticas públicas sociais não ajudavam a melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, mantendo grande parte da população na linha de miséria, dada a iniquidade social (CARDOSO, 2004; BUSS, 2007). Adicionalmente, Oliveira et al. (2011), ao investigarem os sentimentos despertados em usuários de Unidade de Saúde da Família de Ribeirão Preto (São Paulo), identificaram que a imposição da mudança de estilo de vida a partir do diagnóstico é um processo doloroso e complexo. Além de implicar em renúncia e readaptação no viver, requer a reconstrução da identidade do processo saúdedoença, já que o diabetes mellitus é doença silenciosa, ou seja, é diagnosticada sem a manifestação de sintomas que possam ser percebidos pelo paciente, do que decorre este indivíduo não se sentir doente. Daí decorre que a informação sobre diabetes requer uma linguagem e uma argumentação que facilite ao doente vencer a negação da condição de adoecimento, a ponto de considerar todos os procedimentos de autocuidado como seus. Para tanto, o modelo de educação deve considerar os determinantes sociais, psicossociais e culturais, para que o próprio doente construa seu saber sobre saúde, ressignificando suas crenças, seus valores e suas necessidades subjetivas (ALVES, 2005). Para tanto, o profissional de saúde deve conhecer profundamente a doença, para que transmita essa informação da forma mais adequada à condição social e cultural do doente, permitindo que as práticas em saúde sejam sustentáveis, se transfigurem em comportamento e compromisso (ALVES, 2005). 2.4 CARACTERÍSTICAS DO DIABETES MELLITUS O diabetes é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia, da qual decorrem complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode

25 24 resultar de defeitos na secreção ou na ação da insulina, envolvendo processos patogênicos específicos, como a destruição das células beta do pâncreas, sintetizadoras de insulina ou resistência à ação periférica da insulina, por alterações nos receptores do hormônio (BRASIL, 2006). O diabetes mellitus, mais especificamente, compreende um grupo heterogêneo de alterações crônicas do metabolismo de lipídeos, proteínas e carboidratos resultante da ausência ou má absorção da insulina, hormônio produzido pela porção endócrina do pâncreas. O diabetes mellitus tem como característica marcante o aumento da concentração sanguínea da glicose após uma alimentação ou nos períodos de jejum, mas, nas formas mais graves, se acompanha do aumento dos corpos cetônicos e de proteólise (INZUCCHI et al., 2012). A função desse hormônio, secretado pelo pâncreas, é a absorção celular das moléculas de glicose, seja para o metabolismo energético, seja para armazenamento hepático sob forma de glicogênio, na dependência de receptores hormonais da membrana celular. Dessa forma, por redução da síntese, da liberação da insulina na corrente circulatória ou por alteração nos receptores de membrana, a concentração de glicose no sangue mantém-se aumentada, levando a graves complicações vasculares (ADA, 2011). As complicações vasculares são o principal evento deletério da doença, qualquer que seja o tipo de diabetes mellitus, O aumento da concentração de glicose no sangue (hiperglicemia) promove a formação de glicosilação de proteínas no sangue. Essas proteínas atuam como fatores agressores da parede dos vasos sanguíneos, pelo aumento de formação de espécies reativas, que promovem stress oxidativo, determinando reação imunológica do tipo autoimune, com aumento de proteínas pró-inflamatórias (citoquinas), cuja ação é fator de risco para formação de placas de ateroma na parede dos vasos. Essas placas se formam em locais com redução de colágeno, o que favorece eventos tromboembólicos e acidentes vasculares, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (MATHEUS; COBAS; GOMES, 2008). Para que se possa compreender a doença, é necessário classificar os diversos tipos, uma vez que cada tipo tem características próprias da fisiopatologia, do diagnóstico, do tratamento, do prognóstico, da prevenção e dos cuidados de saúde ao longo da doença, bem como exige aconselhamentos distintos aos

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