Resumo. Abstract. Retinopatia diabética e gestação ATUALIZAÇÃO. Diabetic retinopathy during pregnancy

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Resumo. Abstract. Retinopatia diabética e gestação ATUALIZAÇÃO. Diabetic retinopathy during pregnancy"

Transcrição

1 Diabetic retinopathy during pregnancy ATUALIZAÇÃO Resumo Abstract A retinopatia diabética (RD) é uma importante morbidade causada pelo diabetes mellitus e está entre as principais causas de perda visual. Os riscos de perda visual e cegueira pela RD são substancialmente reduzidos com a detecção precoce, quando as alterações irreversíveis na retina ainda não estão presentes. A importância dessa complicação e, muitas vezes, a ausência de sintomas no início do quadro impõem a necessidade de investigação preventiva das pacientes de risco. A gestação tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento e progressão da retinopatia e pode causar sérias implicações para a gestante, embora os efeitos podem variar em diferentes pacientes e populações. O mau controle glicêmico, diabetes de longo prazo, gravidade da retinopatia no período antecedendo a gestação, hipertensão e mudanças do fluxo retiniano coexistentes são determinantes que contribuem com o agravamento da RD durante a gestação. Os autores realizam uma revisão sobre o tema, objetivando atualizar o leitor quanto à possibililidade de progressão da retinopatia diabética em gestantes, os fatores de risco que a determinam, sua prevenção e tratamento. Diabetic retinopathy (DR) is an important morbidity caused for diabetes mellitus and its complications are among the main causes of visual loss. The risk of visual loss and blindness for the DR is reduced substantially with the precocious detection, when the irreversible alterations in the retina have not been established yet. The importance of this complication and, many times, the complete absence of symptoms at the beginning of the disease, impose the necessity of preventive inquiry of the risk patients. Pregnancy is a major risk factor for the development and progression of diabetic retinopathy and can have serious implications for the pregnant woman, although the effects may vary in different patients and populations. Important contributory factors include poor glycaemic control, long duration of diabetes, severity of retinopathy at baseline, coexisting hypertension and changes in retinal blood flow. The authors carry through a revision on the issue, aiming to update the reader about the possibility of progression of this pathology in pregnant women, the risk factors that determine it, its prevention and treatment. Patrícia El Beitune 1 Rita de Cássia Santos de Azambuja 2 Simone Geremia 3 Antonio Celso Koehler Ayub 4 Airton Golbert 5 Mila de Moura Behar Pontremoli Salcedo 6 Cesar Pereira Lima 7 Palavras-chave Retinopatia diabética/complicações Retinopatia diabética/prevenção & controle Gravidez Complicações do diabetes Fatores de risco Keywords Diabetic retinopathy/complications Diabetic retinopathy/prevention & control Pregnancy Diabetes complications Risk factors ¹ Professora Adjunta do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (DGO) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Pós-doutora pela London School of Hygiene and Tropical Medicine Londres Inglaterra ² Médica Residente do DGO da Faculdade de Medicina da UFCSPA ³ Médica Residente do Hospital Fêmina do Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre 4 Professor Adjunto do DGO da Faculdade de Medicina da UFCSPA. Diretor da Maternidade Mário Totta da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA) 5 Professor Assistente do Departamento de Medicina Interna, Disciplina de Endocrinologia, Setor de Endocrinologia e Nutrologia da UFCSPA 6 Professora Assistente do DGO da UFCSPA 7 Professor Adjunto e regente da Disciplina de Obstetrícia do DGO da UFCSPA. 99 Femina_Fevereiro.indb 99 8/5/08 9:40:37 AM

2 Introdução A hiperglicemia crônica do diabetes é associada a dano, disfunção e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, coração, sistema nervoso e vasos sanguíneos. 1 Apesar dessa endocrinopatia possuir fatores de risco conhecidos, história natural estabelecida e um período assintomático no qual o diagnóstico e o tratamento podem ser realizados, uma das principais morbidades causadas pelo diabetes mellitus, a retinopatia diabética (RD), está entre as principais causas de perda visual, sendo o principal agente etiológico de cegueira em pessoas em idade produtiva. 2 O risco de perda visual e cegueira pela RD é substancialmente reduzido com a detecção precoce, quando as alterações irreversíveis na retina ainda não estão presentes. A importância dessa complicação e, muitas vezes, a ausência de sintomas no início do quadro impõem a necessidade de investigação preventiva dos pacientes de risco. Os autores realizam uma atualização situando o leitor para os fatores de risco determinantes de progressão da retinopatia diabética em gestantes, expondo as influências da gestação quanto ao prognóstico, perspectivas de prevenção e o manejo preconizado para esses casos. Epidemiologia e fatores de risco Estima-se que a retinopatia diabética proliferativa, a de mais gravidade da escala de evolução da RD, acometa 5 a 10% da população diabética. Diabéticos do tipo 1 caracterizam o grupo de principal risco para o seu desenvolvimento. Cerca de 90% das pessoas com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e 60% daqueles com o diabetes mellitus de tipo 2 (DM2) manifestarão após 20 anos do desenvolvimento do diabetes formas avançadas de retinopatia e ainda assim, do ponto de vista clínico, persistirão assintomáticas. 3 Além de fatores genéticos, o risco de RD aumenta com o tempo da doença, o mau controle glicêmico, a hipertensão e a cirurgia para correção de catarata. Entre outros fatores freqüentemente incluídos, embora com resultados bastante variáveis na literatura, sobressaem-se o tabagismo, a puberdade e a gestação também relacionados ao desenvolvimento precoce das doenças microvasculares, podendo contribuir para a sua progressão. Microalbuminúria, proteinúria, níveis de colesterol e triglicérides séricos elevados também estão freqüentemente associados à retinopatia diabética. 3-5 Fisiopatogenia Quando se estuda a gestação, é importante levar em consideração as mudanças fisiológicas que esta provoca. A patogênese da retinopatia diabética na gravidez é multifatorial. Além das alterações hormonais, metabólicas e imunológicas freqüentemente descritas, estão presentes diferenças cardiovasculares e hematológicas significativas. Essas mudanças incluem aumento do débito cardíaco, redução da resistência vascular, aumento da pressão arterial e aumento da freqüência cardíaca de repouso. O volume sanguíneo pode aumentar aproximadamente 45% em relação a mulheres não-grávidas, podendo afetar a espessura retinal durante a gestação. 6 Tem-se demonstrado que a retinopatia diabética pode piorar durante a gestação e pode regredir no período pós-parto, entretanto, o mecanismo exato da progressão da retinopatia não está totalmente esclarecido. 7,8 Pesquisadores têm mostrado anormalidades nos diâmetros vasculares e no fluxo sanguíneo da retina tanto em estágios iniciais quanto em estágios avançados do DM. Na gestação, há redução no calibre venoso retiniano, que parece ser uma resposta de auto-regulação da retina às mudanças fisiológicas da gestação, incluindo o aumento do débito cardíaco e da freqüência cardíaca. As gestantes diabéticas têm mais alto grau de vasoconstrição; e níveis elevados de pressão arterial também podem ser responsáveis pela redução do calibre dos vasos. Essa vasoconstrição pode exacerbar a isquemia e hipóxia da retina, podendo associar-se à progressão da retinopatia. 6 Como mecanismo de compensação e em conseqüência do estado hiperdinâmico circulatório, desenvolve-se o aumento do fluxo o que, por seu turno, pode induzir dano endotelial em nível capilar. 7 Em linhas gerais, há aumento de alguns fatores de crescimento com poder angiogênico, que levam a incrementos do fluxo sanguíneo na retina. Esses incrementos determinam a progressão da doença. 9 Isso corrobora a idéia de que a hiperperfusão capilar tem papel importante no desenvolvimento da retinopatia diabética durante a gravidez. 5,10 Além das anormalidades de fluxo sanguíneo, pacientes com retinopatia possuem menos capacidade de adaptar o fluxo sanguíneo da retina às mudanças metabólicas da gestação. 6 Outro mecanismo ativado pela hiperglicemia crônica é o sistema renina-angiotensina. Demonstrou-se que os níveis no humor vítreo de angiotensina II estão elevados em pacientes com retinopatia diabética. A angiotensina II promove o aumento da permeabilidade vascular e neovascularização em cooperação com o fator de crescimento endotelial vascular. 11 Deve-se destacar que níveis muito elevados de angiotensina II durante o primeiro 100 Femina_Fevereiro.indb 100

3 trimestre podem aumentar a neovascularização em mulheres 10 diabéticas se já existirem outros fatores predisponentes. Do ponto de vista de interesse na gestação, a progesterona parece induzir a produção intra-ocular de fator de crescimento endotelial, 12 o que favoreceria a neovascularização. Do primeiro ao terceiro trimestre de gestação, há aumento pressórico e diminuição do diâmetro arteriolar retinal em mulheres diabéticas, fato que não é identificado em diabéticas que fumavam antes e durante a gravidez. Depois do nascimento, pressão sanguínea e diâmetro vascular retiniano retornaram aos níveis iniciais, 5, 13 demonstrando que o efeito da gravidez era temporário. Mulheres diabéticas que fumavam antes e durante a gravidez não tiveram constrição arteriolar durante a gravidez e exibiram menor progressão da retinopatia diabética, talvez porque o hábito de fumar estabelecido antes da concepção tenha induzido ao estado crônico de constrição arteriolar, o que protegeu contra efeitos deletérios da hiperperfusão induzida pela hiperglicemia. É incerto se o fumo inibe a resposta vasoconstritiva pela desativação de mecanismos de adaptação fisiológica ou pela ativação desses mecanismos antes do primeiro trimestre de gravidez. 13 Sugere-se, assim, que o fumo tem ações hemodinâmicas em pacientes com diabetes e pode influenciar beneficamente no curso da retinopatia diabética. 5,13 Obviamente, o fumo não deve ser encorajado, mas a implicação do estudo aponta para fármacos vasoativos que possam induzir contração arterial retiniana sem efeitos pressóricos sistêmicos com o intuito de influenciar o curso da retinopatia diabética. Efeitos da gestação para o desenvolvimento de retinopatia O diabetes é uma desordem progressiva mesmo na ausência de gestação e não é fácil determinar se somente a gestação leva à deterioração das complicações. O EURODIAB Prospective Complications Study 14 foi uma coorte ampla em mulheres DM1 mensurando fatores de risco e desfechos. Tanto a duração do diabetes quanto níveis de hemoglobina glicosilada foram significativamente associados à presença de RD. Por outro lado, idade, pressão sistólica e parto não foram associados ao desfecho de interesse. De acordo com esse estudo, a gravidez em mulheres com DM1 não foi um fator de risco para o desenvolvimento precoce de nefropatia, qualquer retinopatia ou neuropatia depois de ajustados fatores de confusão como idade, duração do diabetes e hemoglobina glicosilada, mesmo no seguimento por longo período. Esses dados são concordantes com os resultados obtidos no Diabetes Control and Complications Trial 15, que afirma que o agravamento precoce da retinopatia é, provavelmente, o resultado de melhora brusca no controle glicêmico, não da gestação em si. A pesquisa sugere que mulheres com DM1 não precisam evitar ou restringir o número de gestações. Contudo, na prática clínica, mulheres que tiverem piora na retinopatia durante a gravidez devem ser desaconselhadas a engravidar novamente. 15 O estudo Diabetes Control and Complications Trial 15 observou que a progressão da retinopatia era mais freqüentemente vista no segundo trimestre. Também mostrou que o risco de progressão da retinopatia é mais alto em mulheres com diabetes de longo prazo e retinopatia pré-gestação. Quando considerado individualmente o fator tempo de exposição ao diabetes e o fator retinopatia pregressa, as que engravidaram e que evoluíram com retinopatia proliferativa foram aquelas que já possuíam doença ocular. Isso sugere que a retinopatia pré-gestacional pode ser fator de risco mais importante do que a duração do diabetes. Similarmente ao que já se referiram outros autores, mulheres que engravidaram e não engravidaram durante o Diabetes Control and Complications Trial 15 apresentaram o mesmo nível de retinopatia ao final do estudo, contribuindo para a conclusão de que a gestação não é um fator de risco de progressão de longo prazo de qualquer complicação microvascular. Outro importante aspecto, o efeito do trabalho de parto para a progressão da retinopatia, foi avaliado posteriormente. Demonstrou-se que a duração do diabetes e os altos níveis de hemoglobina glicosilada foram fatores significantes para a progressão da retinopatia proliferativa, enquanto o trabalho de parto não se associou a esse desfecho negativo. 14 Outras considerações que precisam ser valorizadas derivam da importância da manutenção de níveis pressóricos estáveis. A normotensão reduz a taxa de progressão da retinopatia diabética e o risco de hemorragia vítrea. O controle pressórico pode causar diminuição de 13% do risco de cegueira para cada 10 mmhg de redução da pressão sistólica. Demonstrou-se que o controle intensivo da pressão arterial diminuiu o risco de evolução da retinopatia em 47% após nove anos de acompanhamento. 2,16 Mecanismos de perda visual A hiperglicemia ainda é considerada o estímulo inicial para o desenvolvimento da doença ocular. A perda visual devido à retinopatia diabética tem vários mecanismos, como edema macular e má-perfusão capilar prejudicando a visão central, neovascularzação acompanhada de fibrose (quando ocorrem no vítreo pode provo- 101 Femina_Fevereiro.indb 101

4 car o implacável descolamento de retina) e sangramento desses novos vasos, podendo causar hemorragia vítrea. Estima-se que ¼ da retina tenha que estar não perfundida antes dos neovasos da cabeça do nervo óptico (neovasos do disco) se desenvolverem. O distúrbio visual pode se manifestar de várias maneiras: visão central manchada em decorrência do edema macular ou perda súbita de visão, que poderá ou não ser reversível, como conseqüência de sangramento vítreo e/ou descolamento da retina. 3 Diagnóstico A fotografia da retina com dilatação pupilar (usando tropicamida 0,5 1%) é o método mais eficaz para detecção da retinopatia diabética 2, sendo a técnica de documentação validada para a triagem da retinopatia diabética. Duas a quatro fotos de vários ângulos do fundo da retina de ambos os olhos são examinadas. A avaliação inclui a determinação do tipo morfológico do elemento presente (microaneurismas; hemorragias; exsudatos duros e/ou algodonosos; anormalidades vasculares; edema macular exudativo ou isquêmico; rosário venoso; proliferação vascular; tecido fibroso; e outros); a localização e o número aproximado desses elementos. Outros procedimentos como biomicroscopia da retina com lâmpada de fenda e/ou angiografia com fluoresceína devem ser julgados pelo oftalmologista. Metas de controle glicêmico O controle glicêmico deve ser feito com glicemia de jejum e duas horas pós-prandiais semanais, medidas em laboratório.a monitorização domiciliar pode ser realizada três a sete vezes por dia, especialmente nas gestantes que usam insulina. As metas de controle de glicemia capilar no diabetes pré-gestacional são: jejum 80 a 110 mg/dl e duas horas pós-prandiais < 155 mg/dl. Um importante parâmetro utilizado para controle metabólico é a hemoglobina glicosilada, que permite avaliar a glicemia média de um paciente ao longo de dois a três meses antecedentes e, assim, a eficácia do tratamento. 1,2 Orientações O uso de adoçantes artificiais não-calóricos é permitido. Atividades físicas poderão ser mantidas durante a gravidez, porém com intensidade moderada, evitando-se exercícios de alto impacto ou que predisponham à perda de equilíbrio. 17 Hiperglicemia acentuada (glicemias em jejum acima de 250 mg/dl com cetose ou acima de 300 mg/dl sem cetose) representa contra-indicação à prática de atividade física do ponto de vista metabólico. Em situações em que a glicemia está mais baixa, um reforço no lanche pode ser recomendado antes da prática do exercício. Algumas complicações crônicas do diabetes, especialmente retinopatia e nefropatia em graus mais avançados, neuropatia autonômica com doença cardíaca ou hipoglicemias graves freqüentes ou assintomáticas e neuropatia periférica com prejuízo da sensação tátil do pé podem ser contra-indicações à prática de atividade física ou de algumas de suas modalidades. 2,17 Os esquemas de aplicação da insulina são intensificados e ao menos duas doses de insulina de ação intermediária (NPH) devem ser recomendadas (manhã e noite). Nas gestantes que não usam insulina, a dose inicial pode ser calculada em 0,5 U/ kg/dia. O emprego de insulinas de ação rápida (regular) antes das refeições principais é indicado sempre que houver a possibilidade de monitorização domiciliar. 1,2 Na retinopatia diabética proliferativa ou retinopatia não-proliferativa grave, exercício físico vigoroso pode ser contra-indicado, pelo risco de hemorragia vítrea ou descolamento de retina. 1,3 Triagem da retinopatia diabética O ideal é que o tratamento da retinopatia seja instituído antes da sintomatologia se tornar evidente. Para isso, é de suma importância um protocolo de atendimento que garanta avaliação oftalmológica após três a cinco anos de diagnóstico a pacientes com DM1 e no momento do diagnóstico para pacientes com DM2. Em 75% das grávidas manifestou-se progressão da retinopatia, sendo que em 22,5% foi necessário realizar fotocoagulação. 2 Prevenção O controle glicêmico precoce é o maior fator isolado de proteção à visão em pacientes com diabetes, podendo reduzir substancialmente o risco e a progressão da retinopatia. O grau de proteção é diretamente relacionado ao regime de controle glicêmico, de modo que a retinopatia progressiva é incomum em pacientes com hemoglobina glicosilada inferior a sete. Análise epidemiológica do UK Prospective Diabetes Study (1998) evidenciou forte associação entre o risco de complicações microvasculares e a glicemia, exemplificando, para cada queda 102 Femina_Fevereiro.indb 102

5 de um ponto percentual na hemoglobina glicosilada, 35% de redução no risco de complicações microvasculares. 1,16 Todavia, em nenhum dos grandes estudos foi possível estabelecer um valor de hemoglobina glicosilada que assegurasse ausência de risco na evolução para retinopatia diabética. 1 Em pacientes com DM1, o Diabetes Control and Complications Trial 15 relatou que a instituição precoce de terapia insulínica intensiva, com obtenção de controle glicêmico adequado, resultou em redução de 76% no risco de surgimento da retinopatia nos pacientes sem sinais dessa complicação no início do estudo e de 54% nos pacientes que já tinham sinais dessa complicação. A continuação do DCCT a partir de um estudo de observação, o Epidemiology of Diabetes Interventions and Complications, tem enfatizado persistência dos benefícios, minimizando os riscos de progressão da retinopatia quando da obtenção do controle glicêmico adequado e precoce, com diminuição de 75% do risco após quatro anos nos pacientes alocados no grupo de terapia insulínica intensiva. Em pacientes com diabetes tipo 2, o UK Prospective Diabetes Study 16 também destacou a importância da obtenção de controle glicêmico adequado com a terapia intensiva na progressão da retinopatia, com diminuição de 21% do risco após 12 anos de seguimento. A duração do diabetes e os altos níveis de hemoglobina glicosilada foram fatores significantes para 14, 15 a progressão da retinopatia proliferativa. Apesar do otimismo quanto aos benefícios do adequado controle glicêmico demonstrado em longo prazo, no que se refere ao prognóstico da retinopatia não se deve esquecer de que o controle glicêmico abrupto não é recomendável, uma vez que acarreta avanço na retinopatia, mesmo em curto prazo. 2,3,18 Tratamento Uma das principais motivações no screening para a retinopatia diabética é a eficácia já estabelecida da fotocoagulação a laser em prevenir a perda visual. Dois grandes trials, o Diabetic Retinopathy Study (DRS) e o Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (ETDRS) mostram forte evidência dos benefícios terapêuticos na cirurgia de fotocoagulação. A fotocoagulação a laser de argônio é o primeiro tratamento e deve ser instituído precocemente, antes que a doença se torne sintomática. A fotocoagulação focal ou a fotocoagulação pan-retiniana podem reduzir o risco de perda 3 da visão em pacientes com RD. Outros resultados do ETDRS indicam que, se puder ser assegurado seguimento apropriado, cirurgia de fotocoagulação pan-retiniana não é indicada para olhos com leve ou moderada retinopatia não-proliferativa. Quando a gravidade da retinopatia é maior, a cirurgia deve ser considerada e de preferência logo, se o olho tiver atingido estágio proliferativo de alto risco. 1 Pacientes que apresentam edema macular, retinopatia nãoproliferativa moderada ou grave e qualquer retinopatia proliferativa devem ser encaminhados prontamente a um retinólogo, especialista experiente na área, pois, além da fotocoagulação a laser, freqüentemente são necessários métodos terapêuticos adicionais, como agentes antiinflamatórios, antiproliferativos e, em casos mais avançados, a cirurgia vítreo-retiniana para recuperação da perda visual iminente ou já instalada, como na hemorragia vítrea ou descolamento de retina. Toda a atenção para prevenir a hemorragia vítrea e o descolamento de retina se justifica, visto a redução súbita da visão e evolução rápida para cegueira irreversível. Glaucoma, catarata e outros distúrbios oculares podem ocorrer precocemente em pessoas com diabetes e também devem ser avaliados pelo especialista. 1-3 Acompanhamento Para que um paciente seja considerado metabolicamente bem controlado, deve apresentar anualmente pelo menos duas HbA1C dentro da normalidade. Para os que não estão alcançando as metas ou aqueles cuja terapia foi modificada deve-se realizar o exame a cada três meses. Os níveis pressóricos devem ser aferidos em cada consulta de rotina do diabetes, visando pressão <130/80. As mulheres diabéticas que estiverem planejando engravidar devem ser submetidas a exame oftalmológico completo e devem ser orientadas em relação ao risco de aparecimento ou progressão da retinopatia. 3 Gestantes sem retinopatia inicial provavelmente precisem de uma revisão oftalmológica por trimestre, enquanto as com retinopatia deverão fazer a cada quatro a seis semanas até um ano após o parto. 3,8 Essas orientações não se aplicam às mulheres que desenvolvem diabetes gestacional, uma vez que, nesses casos, não existe risco para a retinopatia. 3,19 O UK Prospective Diabetes Study Group 15 e o Diabetes Control and Complications Trial Research Group 16 estabeleceram que o controle glicêmico (principalmente) e o pressórico podem prevenir e retardar a progressão da retinopatia diabética. Fotocoagulação a laser pode prevenir a perda visual em grande proporção de pacientes com grave retinopatia diabética não-proliferativa e em casos de retinopatia diabética proliferativa já instalada com ou sem edema macular, embora, infelizmente, o tratamento não consiga recuperar a visão perdida. 103 Femina_Fevereiro.indb 103

6 Planejamento gestacional O atendimento à mulher com diabetes que deseja engravidar precisa ser interdisciplinar. Deve ser implementado o controle do peso e da pressão arterial, a prescrição de ácido fólico e a substituição de drogas contra-indicadas na gestação. A gravidez deve ser planejada para quando o diabetes estiver compensado, o que representa hemoglobina glicosilada normal (ou até 1% acima do valor máximo de referência). 1 O bom controle metabólico tem por objetivo a prevenção de malformações fetais, especialmente cardíacas, do tubo neural e renais, cujo risco está aumentado nas primeiras semanas de gestação se houver hiperglicemia. 2,11 A avaliação e a estabilização das complicações crônicas do diabetes (retinopatia, nefropatia, neuropatias) devem ser feitas antes da concepção, uma vez que elas podem piorar com a gestação e trazer desfechos adversos, especialmente para o feto. Cardiopatia isquêmica, se não tratada, está associada à alta mortalidade. 20 Além de obter-se bom controle glicêmico no período pré-concepcional, é importante verificar se as drogas que estão sendo usadas não trazem prejuízo ao concepto. Entre as drogas bastante usadas no tratamento de pacientes com diabetes, estatinas têm categoria X na gestação e devem ser descontinuadas antes da concepção. 1 Entre os hipoglicemiantes orais, metformina e acarbose são classificados como categoria B e todos os outros hipoglicemiantes como categoria C. Potenciais riscos e benefícios desses agentes na gestação precisam ser bem avaliados, porque até o momento não há dados para afirmar a segurança desses agentes durante a gravidez, sendo recomendada a substituição dessas medicações por insulina no período de planejamento da gravidez ou assim que esta seja diagnosticada. 1 A preferência deve ser por preparações purificadas e, sempre que possível, por insulinas humanas (não há necessidade de troca do tipo de insulina em gestantes que utilizavam insulinas suínas). A experiência clínica com os análogos da insulina glargina, aspart e lispro ainda é pequena, havendo pouca informação sobre potenciais efeitos adversos para o feto, especialmente no início da gravidez. Contudo, a insulina Lispro tem estudos promissores, mostrando que ela melhora o controle glicêmico durante a gestação de diabéticas comparado com insulina regular sem efeito adverso na progressão da retinopatia diabética. 18 Parto e pós-parto Na presença de retinopatia proliferativa persistente há risco potencial de hemorragia vítreo-retinal intraparto. Caso não responda a tratamento com laser, pode ser decidido por cesariana eletiva. 19 No parto programado, a gestante deve permanecer em jejum, a insulina NPH deve ser suspensa e solução de glicose a 5 ou 10% deve ser infundida endovenosamente, com controle horário da glicemia capilar. Se necessário, administrar infusão contínua de insulina endovenosa com baixas doses (uma a duas unidades/hora) ou com insulina regular subcutânea, conforme as glicemias. Quando o parto for de início espontâneo e a insulina diária já tiver sido administrada, recomenda-se a manutenção de um acesso venoso com infusão contínua de solução de glicose, além da monitorização da glicemia capilar a cada hora. Durante o trabalho de parto, a glicemia deve ser mantida em níveis próximos do normal. É fundamental a presença de neonatologista na sala de parto. 2 Nos primeiros dias após o parto, a necessidade de insulina diminui, devendo ser administrado um terço da dose usual prégravídica ou feita suplementação conforme testes de glicemia capilar até a estabilização do quadro metabólico. A partir daí deve-se readaptar a dose de acordo com os controles glicêmicos, adequando dieta e insulina às demandas da lactação. 1,2 Considerações finais Frente aos dados apresentados, mulheres com DM não precisam evitar ou restringir o número de gestações. Contudo, na prática clínica, as que tiverem piora na retinopatia durante a gravidez devem ser desaconselhadas a engravidar novamente. Em suma, atendimento pré-concepcional no diabetes parece reduzir o risco de malformações e o controle glicêmico antecedendo a gestação é a principal atuação para diminuir as complicações micro e macrovasculares do diabetes. Para isso, é fundamental o atendimento interdisciplinar envolvendo numa primeira linha de frente obstetras, diabetólogos e oftalmologistas. O tratamento padrão para todas as diabéticas que planejam engravidar deve incluir o alcance do menor valor de hemoglobina glicosilada (sem causar hipoglicemia), assegurar efetiva contracepção até que se atinja glicemia aceitável e identificar, acompanhar e tratar as complicações de longo prazo do diabetes. Não há consenso sobre a via de parto para diabéticas com retinopatia. Todavia, para a gestante bem controlada por meio de avaliações oftalmológicas periódicas e que não demonstre progressão da retinopatia não há critérios que contra-indiquem o trabalho de parto. Logicamente isso não se aplica se a doença progride, a despeito do tratamento realizado. 104 Femina_Fevereiro.indb 104 8/5/08 9:40:39 AM

7 Leituras suplementares American Diabetes Association. Standards of medical care in Diabetes (Position Statement). Diabetes Care. 2007; 30:S4 41. Sociedade Brasileira de Diabetes. Tratamento e acompanhamento do Diabetes Melittus. 2006: 1(1) [154 screens]. [Cited in 10 dec.2007] Available from: docs/diretrizes.pdf Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Diabetes Melitus. Prevenção e tratamento da retinopatia: projeto diretrizes. 2004: 1(1) [8 screens]. [Cited in 10 dec.2007 Available from br/4 _volume/10-diabetesp.pdf Temple RC, Aldridge VA, Sampson MJ, Greenwood RH, Heyburn PJ, Glenn A. Impact of pregnancy on the progression of diabetic retinopathy in Type 1 diabetes. Diabetes Med. 2001; 18: Loukovaara S, Harju M, Kaaja R, Immonen I. Retinal capillary blood flow in diabetic and non-diabetic women during pregnancy and postpartum period. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2003; 44: Schocket LS, Grunwald JE, Tsang AF, Dupont J. The effect of pregnancy on retinal hemodynamics in diabetic versus nondiabetic mothers. Am J Ophthalmol. 1999;128: Chan WC, Lim LT, Quinn MJ, Knox FA, McCance D, Best RM. Management and outcome of sight-threatening diabetic retinopathy in pregnancy. Eye. 2004; 18: Rahman W, Rahman FZ, Yassin S, Al-Suleiman SA, Rahman J. Progression of retinopathy during pregnancy in type 1 diabetes mellitus. Clin Exp Ophthalmol. 2007; 35: Ciulla TA, Harris A, Latkany P, Piper HC, Arend O, Garzozi H, Martin B. Ocular perfusion abnormalities in diabetes. Acta Ophthalmol Scand. 2002: 80: Funatsu H, Yamashita H. Pathogenesis of Diabetic Retinopathy and the role of Renin-Angiotensin System. Ophthalmic Physiol Opt. 2003; 23: Aiello LP, Cahill MT, Wong JS. Systemic Considerations in the Management of Diabetic Retinopathy. Am J Ophthalmol. 2001; 132: Larsen M, Colmorn LB, Bonnelycke M, Kaaja R, Immonen I, Sander B, Loukovaara S. Retinal Artery and Vein Diameters during Pregnancy in Diabetic Women. Invest Ophthalmol Vis Sci. 2005; 46: Vérier-Mine O, Chaturvedi N, Webb D, Fuller JH. Is pregnancy a risk factor for microvascular complications? The EURODIAB Prospective Complications Study. Diabetes Med. 2005; 22: Diabetes Control and Complications Trial Research Group. Effect of pregnancy on microvascular complications in the diabetes control and complications trial. Diabetes Care. 2000; 23: UK Prospective Diabetes Study Group. Tight blood pressure control and risk of macrovascular and microvascular complications in type 2 diabetes: UKPDS 38. BMJ. 1998; 317: Davies GAL, Wolfe LA, Mottola MF, MacKinnon C. Joint SOGC/ CSEP Clinical Practice Guideline: exercise in pregnancy and the postpartum period. Can J Appl Physiol. 2003; 28: Loukovaara S, Immonen I, Teramo K, Kaaja R. Progression of Retinopathy During Pregnancy in Type 1 Diabetic Women Treated With Insulin Lispro. Diabetes Care 2003; 26: Chatterjee S, Tsaloumas MD, Gee H, Lipkin G, Dunne FP. From minimal background diabetic retinopathy to profuse sight threatening vitreoretinal haemorrhage: management issues in a case of pregestational diabetes and pregnancy. Diabetes Med. 2003; 20: Loukovaara S, Kaaja R, Immonen I. Macular capillary blood flow velocity by blue-field entoptoscopy in diabetic and healthy women during pregnancy and the postpartum period. Graefes Arch Clin Exp Ophthalmol. 2002; 240: American Diabetes Association. Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus (Position Statement). Diabetes Care. 2007b; 30:S42 7. São Paulo - SP 28 a 30 de agosto de 2008 XIII Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia Local: Transamerica Expo Center - São Paulo - SP Realização: SOGESP Tel.: 55(11) Fax: 55(11) Site: 105 Femina_Fevereiro.indb 105 8/5/08 9:40:39 AM

Diabetes Mellitus: Prevenção e Tratamento da Retinopatia

Diabetes Mellitus: Prevenção e Tratamento da Retinopatia Diabetes Mellitus: Prevenção e Tratamento da Retinopatia Elaboração Final: 28 de fevereiro de 2004 Participantes: Bosco A, Gonçalves ER Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Conselho

Leia mais

RETINOPATIA DIABÉTICA. Apresentação: Narriane Chaves P. Holanda, E2 Orientador: Francisco Bandeira, MD, PhD, FACE

RETINOPATIA DIABÉTICA. Apresentação: Narriane Chaves P. Holanda, E2 Orientador: Francisco Bandeira, MD, PhD, FACE RETINOPATIA DIABÉTICA Apresentação: Narriane Chaves P. Holanda, E2 Orientador: Francisco Bandeira, MD, PhD, FACE Introdução Retinopatia Diabética (RD): principal causa de cegueira em adultos (países desenvolvidos

Leia mais

Retinopatia Diabética

Retinopatia Diabética Retinopatia Diabética A diabetes mellitus é uma desordem metabólica crónica caracterizada pelo excesso de níveis de glicose no sangue. A causa da hiper glicemia (concentração de glicose igual ou superior

Leia mais

Bruno de Oliveira Fonseca Liga de Diabetes UNIUBE 11/06/2012

Bruno de Oliveira Fonseca Liga de Diabetes UNIUBE 11/06/2012 Bruno de Oliveira Fonseca Liga de Diabetes UNIUBE 11/06/2012 Síndrome caracterizada pela gestação associada à hiperglicemia, devido a um defeito absoluto ou relativo na secreção de insulina ou um defeito

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS DEFINIÇÃO Síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de ação de insulina e/ou da incapacidade

Leia mais

Fundo de Olho e Retinopatia Diabética. Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul

Fundo de Olho e Retinopatia Diabética. Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul Fundo de Olho e Retinopatia Diabética Prof. Cláudia Gallicchio Domingues Universidade de Caxias do Sul Exame de Fundo de Olho Importância - Patologias nervo óptico, coróide e retina Doenças oculares e

Leia mais

O Diagnóstico, seguimento e tratamento de todas estas complicações causam um enorme fardo econômico ao sistema de saúde.

O Diagnóstico, seguimento e tratamento de todas estas complicações causam um enorme fardo econômico ao sistema de saúde. HEMOGLOBINA GLICADA AbA1c A prevalência do diabetes tem atingido, nos últimos anos, níveis de uma verdadeira epidemia mundial. Em 1994, a população mundial de diabéticos era de 110,4 milhões. Para 2010

Leia mais

Avaliação de Retinopatia Diabética em Idosos do Lar São Vicente de Paulo- Sorocaba, SP.

Avaliação de Retinopatia Diabética em Idosos do Lar São Vicente de Paulo- Sorocaba, SP. Avaliação de Retinopatia Diabética em Idosos do Lar São Vicente de Paulo- Sorocaba, SP. Gabriela Preturlan Capitani Anna Paula Romero Mariana Braga Falcão Giovanna Cardia Caserta Marcelo Silva Soares²

Leia mais

TEMA: USO DO RANIBIZUMABE (LUCENTIS ) NA RETINOPATIA DIABÉTICA. Sumário 1. Resumo executivo... 2. 1.1 Recomendação... 2

TEMA: USO DO RANIBIZUMABE (LUCENTIS ) NA RETINOPATIA DIABÉTICA. Sumário 1. Resumo executivo... 2. 1.1 Recomendação... 2 Nota Técnica 94/2013 Data: 15/06/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Solicitante: Dr. José Hélio da Silva 4ª Vara Cível da Comarca de PousoAlegre - MG Processo número:0103076-29.2013 TEMA:

Leia mais

Diabetes na gravidez. 2 Aconselhamento e avaliação pré-gestacional. 1 Introdução CAPÍTULO 20

Diabetes na gravidez. 2 Aconselhamento e avaliação pré-gestacional. 1 Introdução CAPÍTULO 20 CAPÍTULO 20 Diabetes na gravidez 1 Introdução 2 Aconselhamento e avaliação pré-gestacional 3 Atenção geral durante a gravidez 4 Controle do diabetes 5 Atenção obstétrica 6 Atenção no trabalho de parto

Leia mais

Programas de Rastreio. Olho Diabético

Programas de Rastreio. Olho Diabético Programas de Rastreio Olho Diabético Acompanhamento mais de perto e tratamento da retinopatia diabética Closer monitoring and treatment for diabetic retinopathy Informação importante sobre os cuidados

Leia mais

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: Diagnóstico e conduta na Diabetes Gestacional Diabetes Gestacional; Diabetes; Gravidez Profissionais de Saúde Divisão de Saúde

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA /2014

RESPOSTA RÁPIDA /2014 RESPOSTA RÁPIDA /2014 SOLICITANTE Curvelo - Juizado Especial NÚMERO DO PROCESSO DATA 3/3/2014 SOLICITAÇÃO 0209 14001499-1 Solicito de Vossa Senhoria que, no prazo de 48 horas, informe a este juízo,acerca

Leia mais

Como prescrever o exercício no tratamento do DM. Acad. Mariana Amorim Abdo

Como prescrever o exercício no tratamento do DM. Acad. Mariana Amorim Abdo Como prescrever o exercício no tratamento do DM Acad. Mariana Amorim Abdo Importância do Exercício Físico no DM Contribui para a melhora do estado glicêmico, diminuindo os fatores de risco relacionados

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1

IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1 IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1 Ariana Rodrigues Silva CARVALHO 2 Karina Isabel VIVIAN 3 Marister PICCOLI 4 INTRODUÇÃO:

Leia mais

Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus

Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus Atividade Física para Pessoas com Diabetes Mellitus 7 Estratégias para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica Diabete Mellitus Neste capítulo serão abordadas as recomendações essenciais para as pessoas

Leia mais

O descolamento de retina pode começar em uma pequena área, mas, quando não tratado, pode ocorrer descolamento de toda a retina.

O descolamento de retina pode começar em uma pequena área, mas, quando não tratado, pode ocorrer descolamento de toda a retina. PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES DESCOLAMENTO DE RETINA Definição O descolamento de retina é a separação da retina da parte subjacente que a sustenta. A malha de nervos que constitui a parte sensível à luz

Leia mais

Insulinização. http://www.imepen.com/niepen. Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS. Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite

Insulinização. http://www.imepen.com/niepen. Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS. Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite Insulinização http://www.imepen.com/niepen Niepen Programa de Educação Continuada Educação Continuada para APS Dra Carla Lanna Dra Christiane Leite CONTROLE GLICÊMICO NO BRASIL: Mendes AB, et al. Acta

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

O diabetes mellitus associado à gravidez pode ser classificado como: Diabetes gestacional (diagnosticado durante a gravidez).

O diabetes mellitus associado à gravidez pode ser classificado como: Diabetes gestacional (diagnosticado durante a gravidez). 1 DIABETES NA GRAVIDEZ 1 a edição: setembro/2008 Próxima revisão prevista para setembro/2010 O diabetes mellitus é doença metabólica crônica, caracterizada por hiperglicemia. É responsável por índices

Leia mais

TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL

TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL TRABALHO SUBMETIDO AO 4º ENDORIO PRÊMIO INGEBORG LAUN (MÉRITO CIENTÍFICO) Titulo: EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO MODERADO DE CURTA DURAÇÃO NO CONTROLE GLICÊMICO DE MULHERES COM DIABETES GESTACIONAL AVALIADO

Leia mais

DIABETES MELLITUS OBSTETRÍCIA

DIABETES MELLITUS OBSTETRÍCIA DIABETES MELLITUS Rotinas Assistenciais da Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro OBSTETRÍCIA É definido como a intolerância a carboidratos, de gravidade variável, com início ou primeiro

Leia mais

Retinopatia diabética. A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes.

Retinopatia diabética. A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes. Retinopatia diabética Introdução A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Reino Unido. A causa principal desta doença é a diabetes. A retinopatia é a lesão dos pequenos vasos

Leia mais

Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue

Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue Paris, 07 de junho, de 2008 Estudo mostra que LANTUS ajudou pacientes com Diabetes Tipo 2 a atingirem a meta recomendada pela ADA para o controle de açúcar no sangue Novos dados apresentados na Annual

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Curso de semiologia em Clínica Médica II

DIABETES MELLITUS. Curso de semiologia em Clínica Médica II DIABETES MELLITUS Curso de semiologia em Clínica Médica II Prof. Luiz Shiguero Matsubara Departamento de Clínica Médica, Faculdade de Medicina de Botucatu, u, UNESP 2008 DIABETES MELLITUS Síndrome clínica

Leia mais

GRAVIDEZ e VISÃO. Manifestações Oculares Durante a Gestação. Cecília Ramos 1, Ilda Maria Poças 1, Maria Ângela Pinto 2

GRAVIDEZ e VISÃO. Manifestações Oculares Durante a Gestação. Cecília Ramos 1, Ilda Maria Poças 1, Maria Ângela Pinto 2 GRAVIDEZ e VISÃO Manifestações Oculares Durante a Gestação Cecília Ramos 1, Ilda Maria Poças 1, Maria Ângela Pinto 2 1 Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa 2 ARS Centro Programa Regional de

Leia mais

TEMA: Uso de Insulina Humalog ou Novorapid (aspart) ou Apidra (glulisina) no tratamento do diabetes mellitus

TEMA: Uso de Insulina Humalog ou Novorapid (aspart) ou Apidra (glulisina) no tratamento do diabetes mellitus NT 140/2014 Solicitante: Dr. Rodrigo Braga Ramos Juiz de Direito de Itamarandiba NUMERAÇÃO: 0325.14.000677-7 Data: 17/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: Uso de Insulina Humalog

Leia mais

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO Diabete é uma síndrome caracterizada por elevação crônica da glicemia de jejum e/ou das pós-prandiais, devido a defeito absoluto ou relativo da produção de insulina, ou

Leia mais

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento Pré diabetes Diagnóstico e Tratamento Zulmira Jorge Assistente Hospitalar Endocrinologia do Hospital Santa Maria Endocrinologista do NEDO e do Hospital Cuf Infante Santo Diabetes Mellitus Diagnóstico PTGO

Leia mais

NT 15/2015 ANTIANGIOGÊNICO (RANIBIZUMABE = LUCENTIS EM MACROANEURISMA DE OLHO ESQUERDO)

NT 15/2015 ANTIANGIOGÊNICO (RANIBIZUMABE = LUCENTIS EM MACROANEURISMA DE OLHO ESQUERDO) 17/04/2015 NT 15/2015 ANTIANGIOGÊNICO (RANIBIZUMABE = LUCENTIS EM MACROANEURISMA DE OLHO ESQUERDO) SOLICITANTE : Juiz Paulo Roberto Maia Ferreira 1ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte NÚMERO DO PROCESSO:

Leia mais

A PESSOA COM DIABETES

A PESSOA COM DIABETES A PESSOA COM DIABETES A diabetes mellitus é uma doença crónica com elevados custos humanos, sociais e económicos, em rápida expansão por todo o mundo. Calcula-se que Portugal terá, na segunda década deste

Leia mais

TEMA: USO DO RANIBIZUMABE (LUCENTIS ) NA RETINOPATIA DIABÉTICA

TEMA: USO DO RANIBIZUMABE (LUCENTIS ) NA RETINOPATIA DIABÉTICA NOTA TÉCNICA 207/2013 Solicitante Juíza MARCILENE DA CONCEIÇÃO MIRANDA Processo número: 166.13.001954-9 (0019549-92.2013.8.13.0166) Data: 29/10/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA:

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

AS MODERNAS INSULINAS

AS MODERNAS INSULINAS AS MODERNAS INSULINAS II Congresso para Diabéticos promovido pela Aliança de Atenção ao Diabetes do Rio de Janeiro - Foto molecular da insulina humana - Izidoro de Hiroki Flumignan - médico endocrinologista

Leia mais

VOCÊ CUIDA DO SEU DIABETES, A GENTE CUIDA DE VOCÊ.

VOCÊ CUIDA DO SEU DIABETES, A GENTE CUIDA DE VOCÊ. Referências bibliográficas: 1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Algoritmo para o tratamento do diabetes tipo 2 atualização 2011. Posicionamento Oficial SBD no. 3. São Paulo: SBD; 2011. 2. Sociedade Brasileira

Leia mais

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP

Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP Protocolo para controle glicêmico em paciente não crítico HCFMUSP OBJETIVOS DE TRATAMENTO: Alvos glicêmicos: -Pré prandial: entre 100 e 140mg/dL -Pós prandial: < 180mg/dL -Evitar hipoglicemia Este protocolo

Leia mais

Workshop de Angiografia Da Teoria à Prática Clínica

Workshop de Angiografia Da Teoria à Prática Clínica Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra Centro de Responsabilidade de Oftalmologia Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem Sociedade Portuguesa de Oftalmologia Workshop

Leia mais

Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?...

Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?... Diabetes mellituséuma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue QUEM DA MAIS?... Nathan et al. (2005) American Diabetes Association, (2005) 12% da população

Leia mais

Tome uma injeção de informação. Diabetes

Tome uma injeção de informação. Diabetes Tome uma injeção de informação. Diabetes DIABETES O diabetes é uma doença crônica, em que o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, ou o organismo não a utiliza da forma adequada. Tipos

Leia mais

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 Sinônimos: Diabetes, hiperglicemia Nomes populares: Açúcar no sangue, aumento de açúcar. O que é? Doença

Leia mais

D I R E T O R I A D E S A Ú D E

D I R E T O R I A D E S A Ú D E Saúde In Forma Junho/2013 Dia 26 de Junho Dia Nacional do Diabetes Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue. A glicose é a principal fonte de

Leia mais

AMBULATÓRIO DE ENDOCRINOLOGIA OBSTÉTRICA ENDOB (DIABETES MELLITUS, TIREOIDEOPATIAS E OUTRAS)

AMBULATÓRIO DE ENDOCRINOLOGIA OBSTÉTRICA ENDOB (DIABETES MELLITUS, TIREOIDEOPATIAS E OUTRAS) AMBULATÓRIO DE ENDOCRINOLOGIA OBSTÉTRICA ENDOB (DIABETES MELLITUS, TIREOIDEOPATIAS E OUTRAS) 1- Hipóteses diagnósticas que devem ser encaminhadas para este ambulatório 1a) Diabetes Mellitus Tipo 1, Tipo

Leia mais

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE

CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE CORRELAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA RENAL E ANEMIA EM PACIENTES NORMOGLICEMICOS E HIPERGLICEMICOS EM UM LABORATÓRIO DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE, CE Janaína Esmeraldo Rocha, Faculdade Leão Sampaio, janainaesmeraldo@gmail.com

Leia mais

Diabetes gestacional e prévia

Diabetes gestacional e prévia 2º Curso Teórico-Prático de Doenças Médicas e Gravidez Diabetes gestacional e prévia Ricardo Rangel Números Nos EUA 1.3% gravidezes DG -88% Tipo 1-7% Tipo 2-5% Índia 17%... Exposição à hiperglicémia. No

Leia mais

NÚMERO: 006/2011 DATA: 27/01/2011 Diagnóstico Sistemático e Tratamento da Retinopatia Diabética

NÚMERO: 006/2011 DATA: 27/01/2011 Diagnóstico Sistemático e Tratamento da Retinopatia Diabética ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: NÚMERO: 006/2011 DATA: 27/01/2011 Diagnóstico Sistemático e Tratamento da Retinopatia Diabética Retinopatia Diabética Conselhos Directivos das Administrações Regionais

Leia mais

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA CRITÉRIOS DE INCLUSÃO/EXCLUSÃO NAS SEGUINTES PATOLOGIAS: CATARATA E GLAUCOMA CATARATA CRITÉRIOS DE INCLUSÃO Esta indicada em portadores de opacidade do cristalino que, mesmo com melhor correção óptica,

Leia mais

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO DIABETES E CIRURGIA INTRODUÇÃO 25% dos diabéticos necessitarão de cirurgia em algum momento da sua vida Pacientes diabéticos possuem maiores complicações cardiovasculares Risco aumentado de infecções Controle

Leia mais

Saúde Ocular do Idoso

Saúde Ocular do Idoso Saúde Ocular do Idoso Norma Helen Medina Centro de Oftalmologia Sanitária CVE CCD/SES SP dvoftal@saude.sp.gov.br Classificação de deficiência visual Organização Mundial da Saúde CID 10 Cegueira Acuidade

Leia mais

Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira. Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga

Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira. Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Introdução As doenças endócrinas mais frequentes na gravidez são a diabetes (gestacional

Leia mais

372/2014. Ranibizumabe para Retinopatia diabética

372/2014. Ranibizumabe para Retinopatia diabética 11/07/2014 372/2014 Ranibizumabe para Retinopatia diabética SOLICITANTE : Dr Fabiano Teixeira Perlato Juiz de Direito da Comarca de Carmo do Rio Claro /MG NÚMERO DO PROCESSO: 0026614-73.2014.8.13.0144

Leia mais

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa.

Sedentarismo, tratamento farmacológico e circunferência abdominal no controle glicêmico de diabéticos tipo 2 em Ponta Grossa. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Insulina. Acompanhamento farmacoterapêutico.

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Insulina. Acompanhamento farmacoterapêutico. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014 UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES O Diabetes Mellitus configura-se hoje como uma epidemia mundial, traduzindo-se em grande desafio para os sistemas de saúde de todo o mundo. O envelhecimento

Leia mais

Pesquisa revela que um em cada 11 adultos no mundo tem diabetes

Pesquisa revela que um em cada 11 adultos no mundo tem diabetes Pesquisa revela que um em cada 11 adultos no mundo tem diabetes O Dia Mundial da Saúde é celebrado todo 7 de abril, e neste ano, o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientização

Leia mais

Elevação dos custos do setor saúde

Elevação dos custos do setor saúde Elevação dos custos do setor saúde Envelhecimento da população: Diminuição da taxa de fecundidade Aumento da expectativa de vida Aumento da demanda por serviços de saúde. Transição epidemiológica: Aumento

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA

FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA Maria Beatriz Cardoso Ferreira Departamento de Farmacologia Instituto de Ciências Básicas da Saúde - UFRGS Paciente de 68 anos procura atendimento

Leia mais

TEMA: Anti-VEGF ranimizumabe (Lucentis ) para tratamento da oclusão da veia central da retina

TEMA: Anti-VEGF ranimizumabe (Lucentis ) para tratamento da oclusão da veia central da retina NOTA TÉCNICA 61/2014 Solicitante: Nayara Henriques Número do processo: 0024.14.084.721-1 Data: 02/04/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Réu: Município de Belo Horizonte TEMA: Anti-VEGF

Leia mais

DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM

DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM DIABETES MELLITUS PATRÍCIA DUPIM Introdução É um conjunto de doenças metabólicas que provocam hiperglicemia por deficiência de insulina Essa deficiência pode ser absoluta, por baixa produção, ou relativa

Leia mais

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Projecto Mexa-se em Bragança Organização: Pedro Miguel Queirós Pimenta Magalhães E-mail: mexaseembraganca@ipb.pt Web: http://www.mexaseembraganca.ipb.pt

Leia mais

Departamento de Oftalmologia da A

Departamento de Oftalmologia da A Departamento de Oftalmologia da A CBHPM: 3.03.12.12-4 Página 51 Porte 10C, 1 aux, Porte anestésico 5 50 mil crianças cegas no mundo Se não ttar doença limiar: 50% evolui anatomica e funcionalmente mal

Leia mais

Programa de Reabilitação Metabólica no DM2

Programa de Reabilitação Metabólica no DM2 Programa de Reabilitação Metabólica no DM2 Luíz Antônio de Araújo Presidente do Instituto de Diabetes de Joinville IDJ Diretor do Departamento de Neuroendocrinologia da SBEM Diretor da Comissão de Campanhas

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 300/2014 Antiangiogênicos e fotocoagulação a laser para tratamento de retinopatia diabética

RESPOSTA RÁPIDA 300/2014 Antiangiogênicos e fotocoagulação a laser para tratamento de retinopatia diabética RESPOSTA RÁPIDA 300/2014 Antiangiogênicos e fotocoagulação a laser para tratamento de retinopatia diabética SOLICITANTE DR BRENO REGO PINTO Juizado Especial da Comarca de Monte Santo de Minas/MG NÚMERO

Leia mais

DIABETES MELLITUS NA GESTAÇÃO (DMG) Compilado pela profa. Flora Maria B. da Silva. Glossário

DIABETES MELLITUS NA GESTAÇÃO (DMG) Compilado pela profa. Flora Maria B. da Silva. Glossário 1 DIABETES MELLITUS NA GESTAÇÃO (DMG) Compilado pela profa. Flora Maria B. da Silva Glossário Abortamento: É a expulsão ou extração de um embrião ou feto pesando menos de 500g (aproximadamente 20-22 semanas

Leia mais

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas.

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas. A Diabetes é a sexta causa mais frequente de internação hospitalar e contribui de forma significativa (30% a 50%) para outras causas como cardiopatias isquêmicas, insuficiência cardíacas, AVC e hipertensão.

Leia mais

Diabetes e a relação com as doenças periodontais

Diabetes e a relação com as doenças periodontais Diabetes e a relação com as doenças periodontais Na clínica diária, cirurgiões-dentistas devem estar atentos e orientar pacientes portadores de diabetes sobre a importância da saúde bucal para o controle

Leia mais

RT 05 /2015. Antiangiogênicos na retinopatia diabética

RT 05 /2015. Antiangiogênicos na retinopatia diabética 27/03/2015 RT 05 /2015 Antiangiogênicos na retinopatia diabética SOLICITANTE : Juíza Cláudia Helena Batista, da 3ª Unidade Jurisdicional do Juizado Especial de Belo Horizonte NÚMERO DO PROCESSO: 9018733.24.2015.813.0024

Leia mais

Protocolo de Ações e Condutas Para Acompanhamento das Patologias Obstétricas

Protocolo de Ações e Condutas Para Acompanhamento das Patologias Obstétricas Protocolo de Ações e Condutas Para Acompanhamento das Patologias Obstétricas Descrição do Procedimento Operacional Padrão Quando Na admissão da paciente após detecção da patologia obstétrica. Objetivo

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Aconselhamento. Glicemia.

PALAVRAS-CHAVE Diabetes mellitus. Aconselhamento. Glicemia. ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA 1 A PARTICIPAÇÃO DE ACADÊMICOS DO CURSO DE

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Diabetes é uma doença ocasionada pela total falta de produção de insulina pelo pâncreas ou pela quantidade insuficiente da substância no corpo. A insulina

Leia mais

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO:

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: Diagnóstico e Classificação da Diabetes Mellitus Diabetes ; Diagnóstico Médicos e Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde Departamento

Leia mais

Módulo 7: ROP. O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? realizado? realizado?

Módulo 7: ROP. O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? realizado? realizado? Atenção à saúde do Recém-nascido de Risco Superando pontos críticos Módulo 7: ROP O que é a retinopatia da prematuridade? Qual a população que precisa ser examinada? examinada? ser Q Quando uando o o exame

Leia mais

06/05/2012. Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (?

06/05/2012. Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (? Prof. Dr. Ricardo Duarte Ausência das manifestações clínicas da doença, apesar da suspensão do tratamento Possibilidade de recidiva Remissão cura (?) Etiologia multifatorial 80% diabetes tipo 2 em seres

Leia mais

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece?

Glaucoma. O que é glaucoma? Como acontece? Glaucoma O que é glaucoma? Glaucoma é uma doença crônica do olho (que dura toda a vida), que ocorre quando há elevação da pressão intra-ocular (PIO), que provoca lesões no nervo ótico e, como conseqüência,

Leia mais

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013)

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Rutten GEHM De Grauw WJC Nijpels G Houweling ST Van de Laar FA Bilo HJ Holleman F Burgers JS Wiersma Tj Janssen PGH

Leia mais

CEGUEIRA E CATARATA. Perguntas e respostas

CEGUEIRA E CATARATA. Perguntas e respostas CEGUEIRA E CATARATA Perguntas e respostas Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira 14. O que torna a pessoa cega? Somado aos acidentes e defeitos

Leia mais

CORAÇÃO. Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Trabalho Elaborado por: Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro

CORAÇÃO. Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Trabalho Elaborado por: Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro Trabalho Elaborado por: Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro CORAÇÃO Olá! Eu sou o seu coração, trabalho dia e noite sem parar, sem descanso semanal ou férias.

Leia mais

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA Departamento de Neonatologia. CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA Departamento de Neonatologia. CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA Departamento de Neonatologia CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica Prevenção de Cegueira Infantil causada por Retinopatia

Leia mais

Epidemiologia DIABETES MELLITUS

Epidemiologia DIABETES MELLITUS Epidemiologia DIABETES MELLITUS 300 milhões / mundo ( 5,9% população adulta) / Brasil : > 10 milhões Aumento progressivo : Longevidade, Síndrome metabólica Mortalidade anual : 3,8 milhões AVC, IAM... Amputação

Leia mais

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007.

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007. ALTERAÇÕES RENAIS E.D. teve seu diabetes diagnosticado em 1985, nessa época tinha 45 anos e não deu muita importância para os cuidados que seu médico lhe havia recomendado, sua pressão nesta época era

Leia mais

TEMA: Uso de Insulina Glargina no diabetes mellitus (DM) tipo 1

TEMA: Uso de Insulina Glargina no diabetes mellitus (DM) tipo 1 NT 85/2013 Solicitante: Dra JACQUELINE DE SOUZA TOLEDO E DUTRA Juíza de Direito do 2º JESP Unidade Jurisdicional do Juizado Especial da Comarca de Pouso Alegre Numeração: 0004266-19.2013.8.13.0525 Data:

Leia mais

PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706

PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706 PARECER COREN-SP 62/2013 CT PRCI n 100.960 Tickets nº 280.706 Ementa: Realização do exame de fundo de olho por Enfermeiro. 1. Do fato Enfermeira solicita parecer sobre a competência do Enfermeiro para

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: DIABETES MELLITUS TIPO II E O ANTIDIABÉTICO METFORMINA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

RR 445/2014. Ranibizumabe (Lucentis ) para tratamento da Retinopatia diabética

RR 445/2014. Ranibizumabe (Lucentis ) para tratamento da Retinopatia diabética 03/08/2014 RR 445/2014 Ranibizumabe (Lucentis ) para tratamento da Retinopatia diabética SOLICITANTE : Giovanna Elizabeth Costa de Mello Paiva.. Juiz de Direito da Comarca de Contagem/MG NÚMERO DO PROCESSO:

Leia mais

TENHA MELHOR APARÊNCIA, SINTA-SE MELHOR E VIVA MELHOR. Saúde dos Olhos

TENHA MELHOR APARÊNCIA, SINTA-SE MELHOR E VIVA MELHOR. Saúde dos Olhos TENHA MELHOR APARÊNCIA, SINTA-SE MELHOR E VIVA MELHOR Saúde dos Olhos Pycnogenol para a Saúde dos Olhos O processo natural de envelhecimento afeta a nitidez da visão, e todos sentem uma diminuição na acomodação

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus É a doença endócrina mais comum encontrada na clínica; - Caracterizada

Leia mais

DIABETES E SINAIS VITAIS

DIABETES E SINAIS VITAIS AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 DIABETES E SINAIS VITAIS Marcia Nery Equipe Médica de Diabetes Hospital das Clínicas da FMUSP Definição Diabetes mellitus: Doença

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 87/2014 VITALUX na Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI) forma atrófica

RESPOSTA RÁPIDA 87/2014 VITALUX na Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI) forma atrófica RESPOSTA RÁPIDA 87/2014 VITALUX na Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI) forma atrófica SOLICITANTE Dra. Denise Canêdo Pinto Juíza de Direito da Segunda Vara Cível da Comarca de Ponte Nova

Leia mais

Cartilha. Gravidez Mais Segura

Cartilha. Gravidez Mais Segura Cartilha Gravidez Mais Segura Cuidados, alertas e um universo de segurança durante o período gestacional. Pré-natal: o primeiro passo O pré-natal é uma das formas mais seguras de garantir uma gestação

Leia mais

Diabetes Mellitus: Nefropatia

Diabetes Mellitus: Nefropatia Diabetes Mellitus: Nefropatia Elaboração Final: 30 de setembro de 2004 Participantes: Bathazar APS, Hohl A Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia O Projeto Diretrizes, iniciativa

Leia mais

Exame de fundo de olho. Fundo de olho normal

Exame de fundo de olho. Fundo de olho normal Fundo de olho normal cap. 04 Fundo de olho normal O exame de fundo de olho é o exame da retina, a qual é uma camada localizada na parte posterior do olho, formando a porção que cobre internamente toda

Leia mais

DIABETES E GESTAÇÃO RESIDÊNCIA MÉDICA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. R 2: Ana Helena Bittencourt Alamy

DIABETES E GESTAÇÃO RESIDÊNCIA MÉDICA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. R 2: Ana Helena Bittencourt Alamy DIABETES E GESTAÇÃO RESIDÊNCIA MÉDICA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA R 2: Ana Helena Bittencourt Alamy Diabetes e Gestação O diabetes mellitus é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia.

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ Secretaria de Estado da Saúde SESA Instituto de Saúde do Paraná ISEP Centro de Medicamentos do Paraná - CEMEPAR

ESTADO DO PARANÁ Secretaria de Estado da Saúde SESA Instituto de Saúde do Paraná ISEP Centro de Medicamentos do Paraná - CEMEPAR PROTOCOLO CLÍNICO PARA DISPENSAÇÃO DE ANÁLOGOS DE INSULINAS DE LONGA DURAÇÃO (GLARGINA E LEVEMIR) E DE CURTA DURAÇÃO (ASPART E LISPRO) PARA ATENDIMENTO DO PACIENTE COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 NA REDE

Leia mais

Profa. Dra. Silvia P. S. Kitadai Área Técnica da Saúde Ocular CODEPPS - SMS. Retinopatia da Prematuridade 2006

Profa. Dra. Silvia P. S. Kitadai Área Técnica da Saúde Ocular CODEPPS - SMS. Retinopatia da Prematuridade 2006 Profa. Dra. Silvia P. S. Kitadai Área Técnica da Saúde Ocular CODEPPS - SMS Retinopatia da Prematuridade 2006 BULBO OCULAR Retinopatia da Prematuridade Doença vaso proliferativa multifatorial Uma das

Leia mais

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza

Treinamento de Força e Diabetes. Ms. Sandro de Souza Treinamento de Força e Diabetes Ms. Sandro de Souza Taxa de prevalência de Diabetes Mellitus Período: 2009 Relevância Diagnóstico de DIABETES MELLITUS Diabetes Care. 2007;30:S4 41. Resistência a Insulina

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Cecilia Sartori Zarif Residente em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais da UFV Distúrbio do Pâncreas Endócrino Diabete Melito

Leia mais