Diabetes RECOMENDAÇÕES DE BOLSO DA ESC. Versão 2013

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Diabetes RECOMENDAÇÕES DE BOLSO DA ESC. Versão 2013"

Transcrição

1 PORTUGUESE VERSON Versão 2013 RECOMENDÇÕES DE OLSO D ESC Comissão para as Recomendações Práticas Para melhorar a qualidade da prática clínica e o tratamento dos doentes na Europa EUROPEN SOCETY OF CRDOLOGY 2035, ROUTE DES COLLES LES TEMPLERS - P SOPH NTPOLS CEDEX - FRNCE PHONE: +33 (0) FX: +33 (0) Para mais informações Diabetes RECOMENDÇÕES RELTVS DETES, PRÉ-DETES E DOENÇS CRDOVSCULRES Para mais informações

2 Distribuição no âmbito de Colaboração para a formação científica continuada 2013 The European Society of Cardiology Nenhuma parte das presentes Recomendações pode ser traduzida ou reproduzida sob qualquer forma sem a autorização por escrito da ESC. biénio Patrocínio de: Tradução: sabel Moreira Ribeiro Revisão: Evangelista Rocha, Cândida Fonseca Coordenação: Cândida Fonseca Os Patrocinadores não estiveram envolvidos no conteúdo científico do documento O seu conteúdo foi adaptado das Recomendações da ESC r elativas a diabetes, pre-diabetes e doenças cardiovasculares (Eur Heart J 2013 doi: /eurheartj/eht108). Para aceder ao texto integral tal como foi publicado pela European Society of Cardiology visite o nosso site: Copyright European Society of Cardiology Todos os direitos reservados. O conteúdo destas Recomendações da European Society of Cardiology (ESC) foi publicado unicamente para uso pessoal e educativo. Não está autorizado o seu uso comercial. Nenhuma parte das presentes Recomendações da ESC pode ser traduzida ou reproduzida sob qualquer forma sem a autorização por escrito da ESC. autorização pode ser obtida mediante apresentação de um pedido por escrito dirigido à ESC, Practice Guidelines Department, 2035, route des Colles les Templiers P Sophia ntipolis Cedex França. Renúncia de responsabilidade: s Recomendações da ESC expressam a opinião da ESC e foram elaboradas após cuidadosa consideração da evidência disponível à data da sua redacção. Os profissionais de saúde são encorajados a tê-las em consideração no exercício da sua avaliação clínica. No entanto, as recomendações não se devem sobrepor à responsabilidade individual dos profissionais de saúde de tomarem as decisões ajustadas com base nas circunstâncias individuais dos doentes, de mútuo acordo com cada doente e, se adequado e necessário, com o representante ou cuidador do doente. Cabe igualmente ao profissional de saúde verificar as regras e regulamentos aplicáveis aos medicamentos e dispositivos médicos à data da prescrição do tratamento. Para mais informações

3 Recomendações de olso da ESC ESC Recomendações Guidelines on diabetes, da ESC para pre-diabetes a diabetes, and pré-diabetes cardiovascular e doenças diseases cardiovasculares developed desenvolvidas in collaboration em colaboração with the ESD com a * ESD* Grupo de The Trabalho Task Force para on diabetes, a diabetes, pre-diabetes pré-diabetes and cardiovascular e doenças cardiovasculares diseases of da European Society the of Cardiology European Society (ESC) em of Cardiology colaboração (ESC) com and a working European ssociation for in collaboration with the the European Study of ssociation Diabetes (ESD) for the Study of Diabetes (ESD) Chairperson Presidente ESC da ESC Presidente Chairperson da ESD ESD Lars Rydén Peter J. Grant Cardiology Unit Division of Cardiovascular && Diabetes Department of of Medicine Solna Solna Diabetes Research, University of Leeds Karolinska nstitutet Research, Clarendon University Way, Leeds of LS2 Leeds 9JT, UK Stockholm, Stockolm, Sweden Suécia Clarendon Tel: Way, 343 Leeds 7721 LS2 9JT, UK. Tel: Tel Tel Fax: Fax Fax Fax: utores/membros do Grupo de Trabalho uthors/task Force Members Stefan D. nker (lemanha), Christian erne (Suécia), Francesco Cosentino (tália), Stefan D. nker (Germany), Christian erne (Sweden), Francesco Cosentino (taly), Nicolas Nicolas Danchin (França), Christi Deaton (RU), Javier Escaned (Espanha), Hans-Peter Hammes Danchin (France), (lemanha), Christi Heikki Deaton Huikuri (UK), (Finlândia), Javier Escaned Michel (Spain), Marre Hans-Peter (França), Nikolaus Hammes Marx (Germany), (lemanha), Heikki Huikuri Linda Mellbin (Finland), (Suécia), Michel Marre Jan O stergren (France), Nikolaus (Suécia), Marx Carlo (Germany), Patrono (tália), Linda Mellbin Petar Seferovic (Sweden), (Sérvia), Jan Östergren Miguel (Sweden), Sousa Uva Carlo (Portugal), Patrono (taly), Marja-Riita Petar Taskinen Seferovic (Finlândia), (Serbia), Miguel Michal Sousa Tendera Uva (Portugal), (Polónia) Marja-Riita Jaakko Tuomilehto Taskinen (Finlândia), (Finland), Michal Paul Tendera Valensi (França), (Poland), José Jaakko Luis Tuomilehto Zamorano (Finland), (Espanha). Paul Valensi (France), Jose Luis Zamorano (Spain). Other Outras ESC entidades entities having da ESC participated que participaram in the development no desenvolvimento of this document: deste documento: ssociações: ssociations: cute cute Cardiovascular Cardiovascular Care ssociation Care ssociation (CC), (CC), European ssociation European of ssociation Cardiovascular of Cardiovascular maging (ECV), European maging ssociation (ECV), for European Cardiovascular ssociation Prevention for & Rehabilitation Cardiovascular (ECPR), Prevention European & Rehabilitation ssociation of Percutaneous (ECPR), European Cardiovascular ssociation nterventions of Percutaneous (EPC), European Cardiovascular Heart Rhythm nterventions ssociation (EPC), (EHR), Heart European Failure Heart ssociation Rhythm (HF). ssociation (EHR), Heart Failure ssociation (HF). Grupos Working Groups: de Estudo: Coronary Fisiopatologia Pathophysiology and Coronária Microcirculation, e Microcirculação, Thrombosis, Cardiovascular Trombose, Surgery. Cirurgia Cardiovascular. Councils: Cardiovascular Nursing and llied Professions, Cardiology Practice, Cardiovascular Primary Care, Conselhos: Cardiovascular Enfermagem maging. Cardiovascular e Profissões fins, Prática Cardiológica, Cuidados Primários Cardiovasculares, magiologia Cardiovascular. ESC Staff: Membros da ESC: Veronica Dean, Catherine Despres, Nathalie Cameron - Sophia ntipolis, France Veronica Dean, Catherine Després, Nathalie Cameron Sophia ntipolis, França Um Special agradecimento thanks to Christi especial Deaton, a Christi Paulus Kirchhof, Deaton, Stephan Paulus chenbach, Kirchhof, Juhani Stephan Knuuti chenbach, Juhani for their Knuuti contribution. pela sua colaboração. **daptado dapted from das the Recomendações ESC Guidelines on da diabetes, ESC sobre pre-diabetes diabetes, and cardiovascular pré-diabetes diseases e doenças (Eur Heart cardiovasculares Journal doi: /eurheartj/eht108). (Eur Heart Journal 2013 doi: /eurheart/eht108). 1

4 Índice 1. Preâmbulo... Pag ntrodução... Pag Definição, classificação e rastreio... Pag O continuum cardiovascular... Pag valiação do risco cardiovascular... Pag Prevenção da doença cardiovascular... Pag Estilo de vida... Pag Controlo da glicose... Pag Pressão arterial... Pag Dislipidemia... Pag Função plaquetária... Pag bordagens multifactoriais... Pag Tratamento da doença arterial coronária estável e instável... Pag Tratamento médico optimizado... Pag Revascularização... Pag Tratamento da insuficiência cardíaca... Pag Tratamento de arritmias... Pag Fibrilhação auricular... Pag Morte súbita cardíaca... Pag Tratamento da doença vascular periférica e cerebral... Pag Doença arterial periférica... Pag Doença arterial carotídea... Pag Tratamento da doença microvascular nos olhos e rins... Pag Cuidados centrados no doente... Pag. 38 2

5 1.Preâmbulo Preamble This Esta é is a the segunda second edição iteration das recomendações of the European da Society European of Society Cardiology of Cardiology (ESC) guidelines (ESC) sobre on o the tratamento management da diabetes of diabetes mellitus mellitus (DM), (DM), pré-diabetes pre-diabetes, e doença and cardiovascular (DCV) disease que (CVD), visam designed ajudar os to clínicos assist clinicians e outros and profissionais other health de care saúde workers a tomarem to decisões make evidence-based baseadas na evidência. management s orientações decisions. da ESC The para ESC o recommendations desenvolvimento de for recomendações the development estão of guidelines definidas were nos Quadros followed 1-2. (Tables 1-2). Quadro 1 Classes de recomendações Classes de recomendações Classe Classe Classe a Classe b Definição Existem evidências e/ou consenso geral de que determinado tratamento ou procedimento é benéfico, útil, eficaz. Existem evidências contraditórias e/ou divergência de opiniões sobre a utilidade/eficácia de determinado tratamento ou procedimento. Evidência/opinião maioritariamente a favor da utilidade/eficácia. Utilidade/eficácia pouco comprovada pela evidência/opinião. Terminologia a utilizar É recomendado/ é indicado Deve ser considerado Pode ser considerado Classe Evidência ou consenso geral de que determinado tratamento ou procedimento não é útil/ eficaz e, em certos casos, pode ser prejudicial. Não é recomendado Quadro 2 Níveis de evidência Nível de evidência Nível de evidência nformação recolhida a partir de vários ensaios clínicos aleatorizados ou de meta-análises. nformação recolhida a partir de um único ensaio clínico aleatorizado ou de grandes estudos não aleatorizados. Nível de evidência C Opinião consensual dos especialistas e/ou pequenos estudos, estudos retrospectivos, registos. 3

6 2. ntrodução s estimativas da nternational Diabetes Federation (DF) para 2011 sugerem que 52 milhões de Europeus com idades compreendidas entre os anos têm DM e que este número aumentará para mais de 64 milhões até despesa dos cuidados de saúde em DM na Europa foi aproximadamente de 75 biliões de euros em 2011, estimando-se que aumente para 90 biliões até Um total de 281 milhões de homens e de 317 milhões de mulheres no mundo morreram com DM em 2011, a maioria por DCV. sto encorajou a ESC a desenvolver recomendações em parceria com a ESD, e este texto é um reflexo dessa colaboração. Um algoritmo de investigação e os alvos do tratamento mais relevantes apresentam-se na Figura 1 e no Quadro 3. Figura 1 lgoritmo investigacional delineando os princípios para o diagnóstico e tratamento da doença cardiovascular (DCV) em doentes com diabetes mellitus (DM) com um diagnóstico primário de DM ou um diagnóstico primário de DCV. s investigações recomendadas devem ser consideradas de acordo com as necessidades individuais e a avaliação clínica e não constituem uma recomendação geral a aplicar em todos os doentes. Doença cardiovascular (DCV) e diabetes mellitus (DM) Diagnóstico principal DM ± DCV Diagnóstico principal DCV ± DM DCV desconhecida ECG Ecocardiografia Prova de esforço Registo de Holter DCV conhecida ECG Ecocardiografia Prova de esforço Registo de Holter Se positivo consulta de cardiologia DM desconhecida Hb 1c, GPJ se necessário PTGO Lípidos plasmáticos se EM ou SC procurar um controlo razoável da glicemia DM conhecida Rastreio de microangiopatia Se o controlo glicémico for deficiente consulta de diabetologia Normal Follow-up normal Consulta de cardiologia Tratamento da isquemia Não-invasivo ou invasivo Normal Follow-up Detectada DM ou DTG de novo Consulta de diabetologia GJ = alteração da glicemia em jejum; GPJ = glicose plasmática em jejum; Hb lc = hemoglobina glicosilada 1c ; DTG = diminuição de tolerância à glicose; GP2h = glicemia 2 horas após ingestão de glicose. 4

7 Quadro 3 Resumo dos alvos terapêuticos no controlo de doentes com diabetes mellitus ou diminuição da tolerância à glicose e doença coronária Pressão arterial (mmhg) Em caso de nefropatia Controlo glicémico Hb lc (%) a Perfil lipidíco mmol/l (mg/dl) Colesterol-LDL Estabilização plaquetária Tabagismo ctividade física Peso Hábitos alimentares Consumo de gorduras (% da energia alimentar) Total Saturadas Ácidos gordos monoinsaturados Consumo de fibras < 140/85 Sistólica < 130 Geralmente <7,0 (53 mmol/mol) Numa base individual < 6,5-6,9% (48-52 mmol/mol) Doentes de risco muito elevado < 1,8 mmol/l (< 70 mg/dl) ou redução em pelo menos 50% Doentes de risco elevado < 2,5 mmol/l (< 100 mg/dl) Doentes com DCV e DM S mg/dia Cessação obrigatória; tabagismo passivo nenhum Moderada a vigorosa 150 min/semana Visar a estabilização do peso nos doentes diabéticos com excesso de peso ou obesos com base no equilíbrio calórico e redução de peso nos indivíduos com DTG para prevenir o desenvolvimento de DMT2 < 35% < 10% > 10% > 40 gr/dia (ou 20 gr/1000 Kcal/dia) S = ácido acetilsalicílico; DCV = doença cardiovascular; DM = diabetes mellitus; DMT2 = diabetes mellitus tipo 2; DTG = diminuição de tolerância à glicose; Hb 1c = hemoglobina glicosilada 1c ; LDL = lipoproteína de baixa densidade; a Diabetes Control and Complication Trial standard. 5

8 3. Definição, classificação e rastreio 6 Diagnóstico das anomalias do metabolismo da glicose Recomendações Classe a Nível b Recomenda-se que o diagnóstico de diabetes se baseie na combinação de Hb lc e de GPJ, ou na PTGO em caso de dúvida. Recomenda-se a PTGO para diagnóstico de DTG. Recomenda-se que o rastreio de potencial DMT2 em indivíduos com DCV seja iniciado com Hb lc e GPJ e com uma PTGO adicional se a Hb lc e GPJ forem inconclusivas. Uma atenção especial deve ser considerada para a aplicação de medidas preventivas em mulheres com anomalias do metabolismo da glicose. Recomenda-se que indivíduos com elevado risco de DMT2 tenham aconselhamento sobre o estilo de vida para reduzir o risco de desenvolverem DM. DCV = doença cardiovascular; DM = diabetes mellitus; DMT2 = diabetes mellitus Tipo 2; DTG = diminuição da tolerância à glicose; GPJ = glicose plasmática em jejum; Hb 1c = hemoglobina glicosilada 1c ; PTGO = prova de tolerância à glicose oral. a Classe de recomendação. b Nível de evidência. DM é uma situação definida por níveis elevados de glicemia. classificação da DM baseia-se em recomendações da World Health Organization (WHO) e da merican Diabetes ssociation (D). Foram identificadas quatro categorias etiológicas principais de DM: diabetes tipo 1 (DMT1), tipo 2 (DMT2), «outros tipos específicos» de DM e diabetes gestacional. Critérios clínicos actuais definidos pela WHO e D definição actual de DM baseia-se no nível de glicose em que ocorre a retinopatia, mas complicações macrovasculares, tais como a doença coronária, a doença cerebrovascular e a doença arterial periférica (DP), manifestam se mais cedo e estão muitas vezes presentes quando a DMT2 é diagnosticada usando os critérios glicémicos actuais. Os critérios da WHO baseiam-se na glicemia em jejum (GPJ) e nas concentrações de glicemia 2h (PG2h) após a ingestão da glicose numa PTGO. D incentiva a utilização da Hb 1c e da GPJ, sendo aconselhada uma PTGO apenas se a Hb 1c e/ou a GPJ forem inconclusivas (Quadro 4). O argumento de que a GPJ ou a Hb 1c são preferíveis à PG2h está em primeiro lugar relacionado com a exequibilidade. Hb 1c tem uma a C

9 sensibilidade baixa para predizer a DM e valores <6,5% não excluem DM que pode ser revelada por uma PTGO. Conforme se representa na Figura 2, a GPJ e a GP2h identificam indivíduos diferentes com DM previamente desconhecida e a GP2h constitui um melhor indicador de prognóstico. O diagnóstico de DM deve ser baseado em pelo menos dois valores consecutivos acima do limiar diagnóstico. Hb 1c é uma medida útil do controlo da glicemia em indivíduos e reflecte o valor médio da glicemia durante as 6-8 semanas anteriores (o tempo de vida dos eritrócitos). Para estandardizar as determinações da glicose, são recomendadas medições no sangue venoso. Quadro 4 Comparação dos critérios de diagnóstico da World Health Organization (WHO) (2006) e da merican Diabetes ssociation (D) (2003/2011 e 2012). Diagnóstico/ Medição Diabetes Hb 1c GPJ GP2h DTG GPJ GP2h GJ GPJ GP 2h WHO Pode ser usada Se a medição 6,5% (48 mmol/mol) Recomendada 7,0 mmol/l ( 126 mg/dl) ou 11,1 mmol/l ( 200 mg/dl) < 7,0 mmol/l (< 126 mg/dl) 7,8 - < 11,1 mmol/l ( 140-< 200 mg/dl) 6,1 6,9 mmol/l ( mg/dl) Se medida < 7,8 mmol/l (< 140 mg/dl) D Recomendada 6,5 % (48 mmol/mol) 7,0 mmol/l ( 126 mg/dl) ou 11,1 mmol/l ( 200 mg/dl) < 7,0 mmol/l (< 126 mg/dl) Não necessária Se medida 7,8 11,0 mmol/l ( mg/dl) 5,6 6,9 mmol/l ( mg/dl) - GJ = alteração da glicemia em jejum; GPJ = glicose plasmática em jejum; Hb 1c = hemoglobina glicosilada lc ; DTG = diminuição de tolerância à glicose; GP2h = glicemia 2 horas após sobrecarga de glicose. 7

10 Figura 2 GPJ e GP 2h identificam diferentes indivíduos com DM assintomática e a GP 2 h é o melhor predictor de mortalidade durante 11 anos de follow-up. Mortalidade por todas as causas HR 1,73 (1,5-2,1) Critérios D GPJ N=613 Mortalidade por todas as causas HR: 1,21 (1,0-1,4) Critérios D + WHO FPG + 2h PG n=431 Critérios WHO 2h PG n=473 GP 2h = glicemia plasmática 2 horas pós-carga; D = merican Diabetes ssociation; FR = frequência cardíaca; GPJ = glicose plasmática em jejum; WHO = World Heart ssociation Detecção de indivíduos com elevado risco de DM É necessário separar os indivíduos em três cenários diferentes: (i) a população em geral; (ii) indivíduos com alterações declaradas (i.e. obesos, hipertensos ou antecedentes familiares de DM); e (iii) doentes com DCV. Na população em geral e nos indivíduos com alterações declaradas, a melhor estratégia de rastreio é começar com um score de risco de DM e investigar os indivíduos com um valor elevado usando uma PTGO ou uma combinação da Hb 1c e da GPJ. Nos doentes com DCV não é necessário o score de risco da diabetes, mas está indicada uma PTGO se a Hb 1c e/ou a GPJ forem inconclusivas, visto que nos indivíduos destes grupos a DM pode muitas vezes ser detectada apenas por uma GP2h elevada. Foram desenvolvidos diversos scores de risco para DM. maioria tem um bom desempenho, e não importa qual é aplicado. Na Europa o FNish Diabetes Rsk Score (FNDRSC; Figura 3) é o mais utilizado. Na população em geral, as mulheres têm um risco mais baixo de DCV do que os homens, mas as mulheres com DM têm um risco relativo mais elevado para DCV do que os homens com DM. O motivo para isso ainda é pouco claro. 8

11 Figura 3 FNish Diabetes Risk Score (FNDRSC)] para a avaliação do risco a 10 anos da diabetes tipo 2 em adultos. (Disponível em: Formulário de avaliação de risco da diabetes tipo 2 Faça um círculo na alternativa correta e some os seus pontos. 1. dade 0p. té 45 anos 2p anos 3p anos 4p. Mais de 64 anos 2. Índice da massa corporal 0p. nferior a 25 kg/m 2 1p kg/m 2 3p. Superior a 30 kg/m 2 3. Perímetro da cintura medida abaixo das costelas (geralmente ao nível do umbigo) HOMENS MULHERES 0p. Menos de 94 cm Menos de 80 cm 3p cm cm 4p. Mais de 102 cm Mais de 88 cm 6.Já tomou regularmente medicamentos anti-hipertensores? 0p. Não 2p. Sim 7. lguma vez lhe foi detectada a presença de níveis elevados de glicose no sangue (i.e. num exame médico, durante uma doença, durante a gravidez)? 0p. Não 5p. Sim 8. algum dos seus familiares directos ou outros parentes foi diagnosticada diabetes (tipo 1 ou tipo 2)? 0p. Não 3p. Sim: avós, tia, tio, ou primo direito (mas não os próprios pais, irmão, irmã ou filho) 5 p. Sim: pais, irmão, irmã, ou filho 4. Costuma praticar actividade física pelo menos 30 min diários no trabalho e/ou durante o tempo de lazer (incluindo a actividade diária normal)? 0p. Sim 2p. Não 5. Quantas vezes come vegetais, fruta ou frutos vermelhos? 0p. Todos os dias 1p. Não todos os dias Score total de risco O risco de desenvolver diabetes tipo 2 no período de 10 anos é nferior a 7 aixo: estima-se que 1 em 100 irá desenvolver a doença 7-11 Ligeiramente elevado: estima-se que 1 em 25 irá desenvolver a doença Moderado: estima-se que 1 em 6 irá desenvolver a doença lto: estima-se que 1 em 3 irá desenvolver a doença Superior a 20 Muito alto: estima-se que 1 em 2 irá desenvolver a doença Teste concebido pelo Professor Jaakko Tuomilehto. Departamento de Saúde Pública, Universidade de Helsínquia e pela Dra. Jaana Lindstrôm, MFS, National Public Health nstitute. 9

12 Retardar a evolução para DMT2 Hábitos alimentares não saudáveis e um estilo de vida sedentário têm uma grande importância no desenvolvimento da DMT2. s alterações do estilo de vida, baseadas numa perda de peso moderada e aumento da actividade física, previnem ou retardam a progressão nos indivíduos de alto risco com DTG (Quadro 5). Deste modo, os que estão com elevado risco de DMT2 e os que têm DTG comprovada devem receber aconselhamento sobre o estilo de vida. Quadro 5 Prevenção da DMT2 por intervenção sobre o estilo de vida a evidência Estudo ntervenção Doentes (n) Estudo Da-Qing China Estudo de Prevenção da Diabetes Finlândia Prevenção da Diabetes nos EU Estudo dos Resultados do Programa EU Programa ndiano de Prevenção da Diabetes Índia Ensaio Japonês em homens com DTG Japão Estudo de intervenção sobre o estilo de vida e DTG de Maastricht Holanda Estudo Europeu de Prevenção da Diabetes Newcastle, RU Estudo Zensharen a Japão Dieta Exercício Dieta + exercício Controlo Dieta + actividade física Controlo Dieta + actividade física Metformina Placebo Estilo de vida Metformina Estilo de vida + Metformina Controlo Dieta + exercício Controlo Dieta + actividade física Controlo Dieta + actividade física Controlo Dieta + actividade física Controlo Follow-up (nos) RRR (%) ,2 58 2, , , DTG = diminuição da tolerância à glicose; RRR = redução de risco relativo. a O estudo Zensharen recrutou indivíduos com GJ, enquanto outros estudos recrutaram indivíduos com DTG. 10

13 4. O continuum cardiovascular DMT2 é caracterizada por um estado de resistência à insulina de longa duração, hiperinsulinemia compensatória e níveis variáveis de hiperglicemia, associado ao desenvolvimento de doença macrovascular antes do diagnóstico de DM (ver Figura 4). anomalia glicometabólica inicial é caracterizada por uma diminuição progressiva da sensibilidade à insulina e aumento dos níveis de glicose que permanecem abaixo do limiar de diagnóstico de DMT2, uma alteração conhecida como DTG. o longo de muitos anos este facto promove o desenvolvimento de placas de aterosclerose que, na presença de elevado conteúdo de elementos inflamatórios, se tornam instáveis e susceptíveis de ruptura com a formação de trombo oclusivo. O ateroma dos indivíduos com DM tem mais lípidos, alterações inflamatórias e trombos do que um indivíduo sem DM. Figura 4 Continuum glicémico e doença cardiovascular Diminuição da tolerância à glicose Gravidade da diabetes Diabetes franca Resistência à insulina Produção de glicose hepática nsulina endógena Glicemia pós-prandial Glicemia em jejum Tempo nos a décadas Complicações microvasculares Complicações macrovasculares Diagnóstico típico de diabetes 11

14 5. valiação do risco cardiovascular valiação do risco cardiovascular na diabetes Recomendações Classe a Nível b Os doentes com DM devem ser classificados como de muito alto ou alto risco para DCV dependendo da presença de factores de risco concomitantes e de lesão de órgão alvo. a C Não se recomenda a avaliação do risco para DCV em doentes com DM baseada nos scores de risco desenvolvidos para a população em geral. C É indicado estimar a albuminúria na estratificação de risco dos doentes com DM. O rastreio de isquemia silenciosa do miocárdio deve ser considerado em doentes de alto-risco com DM. b C DCV = doença cardiovascular; DM = diabetes mellitus. a Classe de recomendação. b Nível de evidência. Em doentes com DMT2, a albuminúria é um factor de risco para futuros eventos cardiovasculares, insuficiência cardíaca e mortalidade por todas as causas mesmo após correcção para outros factores de risco. detecção de placas carotídeas pelo índice tornozelo-braço (T), da rigidez arterial pela velocidade da onda de pulso e da neuropatia autonómica cardíaca devem ser considerados marcadores cardiovasculares úteis que aumentam o valor preditivo em diabéticos. isquemia miocárdica silenciosa pode existir e pode ser detectada por prova de esforço, cintigrafia de perfusão do miocárdio ou ecocardiografia de sobrecarga. É um factor de risco em particular quando associado a estenoses coronárias na angiografia. O rastreio pode ser realizado em doentes com um risco particularmente elevado tais como aqueles com doença arterial periférica ou proteinúria. 12

15 6. Prevenção da doença cardiovascular 6.1 Estilo de vida lterações do estilo de vida nos diabéticos Recomendações Classe a Nível b Recomenda-se a cessação tabágica apoiada num aconselhamento estruturado a todos os indivíduos com DM e DTG. Recomenda-se que na prevenção da DMT2 e controlo da DM, o consumo total de gorduras seja < 35%, gorduras saturadas < 10% e ácidos gordos monoinsaturados > 10% do total calórico. Recomenda-se que o consumo de fibras seja > 40 gr/dia (ou 20 gr/1000 Kcal/dia) na prevenção da DMT2 e controlo da DM. Qualquer dieta com consumo energético reduzido pode ser recomendada para diminuir o excesso de peso nos doentes com DM. Não se recomenda o suplemento de vitaminas ou micronutrientes para reduzir o risco de DMT2 ou de DCV na DM. Recomenda-se actividade física moderada a vigorosa de 150 min/ semana para a prevenção e controlo da DMT2 e prevenção da DCV na DM. Recomenda-se o exercício aeróbico e o treino de resistência na prevenção de DMT2 e controlo de DM, mas de preferência quando combinados. DCV = doença cardiovascular; DM = diabetes mellitus; DMT2 = diabetes mellitus tipo 2; DTG = diminuição da tolerância à glicose. a Classe de recomendação. b Nível de evidência. gestão do estilo de vida (incluindo alimentação saudável, actividade física e cessação tabágica) é a pedra angular para a prevenção e tratamento da DMT2, incluindo objectivos individualizados. O controlo de peso ou pelo menos a estabilização em indivíduos com excesso de peso ou moderadamente obesos é um componente central da intervenção sobre o estilo de vida, uma vez que a maioria dos europeus com DMT2 são obesos. Nos indivíduos muito obesos a cirurgia bariátrica provoca perda de peso a longo prazo e reduz a taxa de incidência de DMT2 e de mortalidade. 13

16 s intervenções alimentares são actualmente menos prescritas do que anteriormente e conhecem-se diversos padrões alimentares que podem ser adoptados. Um consumo energético adequado e uma dieta com predomínio de frutas, vegetais, cereais integrais e fontes de proteínas com baixo teor de gordura são mais importantes do que as proporções exactas do total calórico fornecidas pelos macronutrientes principais. O consumo de sal deve ser limitado. Tem sido sugerido que uma dieta rica em proteínas não apresenta qualquer benefício sobre uma dieta rica em hidratos de carbono na DMT2. Recomendações alimentares específicas incluem limitação no consumo de gorduras saturadas e gorduras trans e de álcool, controlo do consumo de hidratos de carbono e aumento do consumo de fibras. Suplementos com antioxidantes, tais como vitaminas E e C e carotenos não são aconselháveis. dieta tipo Mediterrânica é aceitável desde que as fontes de gordura provenham principalmente de óleos monoinsaturados. O consumo moderado de álcool está associado a um risco mais baixo de DCV do que a ausência total de consumo. O consumo de > 4 chávenas de café/dia está associado a um risco mais baixo de DCV nos indivíduos com DMT2, mas o café fervido sem filtro aumenta o colesterol LDL e deve ser evitado. actividade física é importante na prevenção do desenvolvimento de DMT2 em indivíduos com DTG, e no controlo da glicemia e complicações relacionadas com DCV. O exercício físico regular é necessário para um benefício contínuado. O treino aeróbico e de resistência combinados têm um impacto mais favorável na Hb 1c do que o treino aeróbico ou de resistência isolados. actividade física diminui a Hb 1c e é mais eficaz quando combinada com aconselhamento alimentar. O tabagismo aumenta o risco de DMT2, DCV e morte prematura. os diabéticos fumadores deve ser oferecido um programa estruturado de cessação tabágica com apoio farmacológico. Devem ser fornecidas instruções detalhadas de acordo com o princípio dos cinco s (Quadro 6). 14

17 Quadro 6 estratégia dos cinco s para a cessação tabágica -ORDR -CONSELHR -VLR -JUDR -RRNJR Pergunte sistematicamente sobre os hábitos tabágicos em todas as oportunidades. Estimule inequivocamente todos os fumadores para deixarem de fumar. Determine o grau de dependência do indivíduo e a sua disposição para deixar de fumar. corde uma estratégia de cessação tabágica, incluindo a fixação de uma data para parar, aconselhamento comportamental e apoio farmacológico. Organize um calendário para seguimento Controlo da glicose Controlo glicémico na diabetes Recomendações Classe a Nível b Recomenda-se que a diminuição de glicose seja instituída de forma individualizada, tendo em atenção a duração da DM, as comorbilidades e a idade. Recomenda-se um controlo rigoroso da glicose, com o objectivo de atingir valores próximos do normal de Hb lc (< 7,0% ou < 53 mmol/ mol) para diminuir as complicações microvasculares na DMT1 e DMT2. Deve ser considerado um alvo da Hb 1c 7,0% ( 53 mmol/mol) para a prevenção de DCV na DMT1 e DMT2. Recomenda-se um bólus basal de insulina, combinado com a monitorização frequente da glicose, para optimizar o controlo da glicose na DMT1. metformina deve ser considerada como terapêutica de primeira-linha em indivíduos com DMT2 após a avaliação da função renal. a ia C C DCV = doença cardiovascular; DM = diabetes mellitus; DMT1 = diabetes mellitus tipo 1; DMT2 = diabetes mellitus tipo 2; Hb lc = hemoglobina glicosilada lc. a Classe de recomendação; b Nível de evidência. lvos para a glicemia Ensaios clínicos aleatorizados fornecem evidências convincentes de que um controlo glicémico rigoroso, reduz as complicações microvasculares da DM e também exerce 15

18 uma influência favorável, embora menor, na DCV que se torna aparente após muitos anos. No entanto, um controlo intensivo da glicose combinado com um controlo eficaz da pressão arterial e a redução dos lípidos parecem diminuir acentuadamente o tempo para se obter a melhoria da taxa de eventos cardiovasculares. Uma meta- -análise dos desfeixos cardiovasculares sugere que uma redução da Hb lc de ~ 1% está associada a 15% de redução do risco relativo (RRR) de EM não fatal, mas sem benefícios nos VC ou na mortalidade por todas as causas. Contudo, os doentes com DMT2 de curta-duração, Hb lc basal mais baixa na aleatorização e sem história de DCV parecem beneficiar de estratégias mais intensivas na redução da glicose. O controlo intensivo da glicemia deve então ser aplicado de um modo individualizado tendo em conta a idade, duração da DMT2 e a história de DCV. Em geral aceita-se um alvo da Hb lc < 7,0% (< 53 mmol/mol) para reduzir a doença microvascular. evidência para uma Hb lc alvo em relação ao risco macrovascular é menos convincente. O Consenso indica que uma Hb lc 7% deve ser o alvo terapêutico. dealmente, o controlo rigoroso deve ser fomentado desde o início da evolução da anomalia em indivíduos jovens, sem comorbilidades. GPJ deve ser < 6,7 mmol/l (< 120 mg/dl) e pós-prandial < 9-10 mmol/l (< mg/dl) numa base individualizada. Uma terapêutica de redução da glicose com sucesso é assistida por auto-monitorização da glicemia, especialmente em doentes com DM tratada com insulina. Quando a quase normoglicemia é o objectivo, a glicemia pós-prandial necessita de ser tida em conta para além da glicemia em jejum. Podem ser considerados alvos mais rigorosos (i.e. Hb lc 6,0 6,5% ([42-48 mmol/mol]) em doentes seleccionados com duração da doença curta, esperança de vida longa e DCV não significativa, se isto puder ser atingido sem hipoglicemia ou outros efeitos adversos. gentes hipoglicemiantes Os fármacos para o tratamento da hiperglicemia apresentam-se no Quadro 7. Pertencem a um de três grupos: (i) fornecedores de insulina; (ii) sensibilizadores da insulina; (iii) inibidores da absorção de glicose. diminuição expectável da Hb 1c com cada um dos tratamentos orais ou com administração subcutânea de agonistas de GLP-1 em monoterapia é geralmente de cerca de 0,5 1,0%. Uma terapêutica tripla, metformina mais dois de entre pioglitazona, sulfonilureias, incretinomiméticos, meglitinidas, inibidores da absorção da glicose, é geralmente necessária, à medida que a doença progride. Na DMT1, uma terapêutica intensiva de redução da glicemia, utilizando um esquema de administração de insulina em bólus quer por múltiplas injecções ou utilizando um sistema de perfusão contínua é o padrão de ouro. Na DMT2, a metformina é o fármaco de primeira linha especialmente nos doentes com excesso de peso. 16

19 Quadro 7 Opções de tratamento farmacológico para a DMT2 Classe fármacológica Efeito Metformina Sulfonilureia Meglitinidas nibidor da alfa- -glucosidase Pioglitazona gonista do receptor do GLP-1 nibidor da DPP-4 nsulina nibidores do SGLT2 Sensibilizador da insulina Secretor de insulina Secretor de insulina nibidor da absorção de glicose Sensibilizador da insulina Secretor de insulina Secretor de insulina Fornecedor de insulina nibidor da absorção renal da glicose no tubo proximal lteração do peso Neutro/ diminuição Hipoglicemia (monoterapia) Não Comentários Efeitos adversos gastrointestinais, acidose lática, deficiência de 12. Contra-indicações: TFGe baixa, hipóxia, desidratação umento Sim lergia Risco de hipoglicemia e aumento de peso umento Sim dministração frequente Risco de hipoglicemia Neutro Não Efeitos adversos gastrointestinais dministração frequente umento Não nsuficiência cardíaca, edema, fracturas, cancro da bexiga (?) Diminuição Não Efeitos adversos gastrointestinais Pancreatite njectável Neutro Não Pancreatite umento Sim njectável Risco de hipoglicemia e aumento de peso Diminuição Não nfecções urinárias GLP-1 = Peptideo glucagon-like1*; PPD = Programa de Prevenção da Diabetes; TFGe = Taxa da filtração glomerular estimada; SLGT2 = co-transportador 2 de glicose e sódio DFGe 17

20 Uma redução intensiva da glicose pode aumentar a incidência de hipoglicemia tanto na DMT1 como na DMT2. hipoglicemia aumenta o risco de arritmia e eventos cardíacos. Deve ser dada atenção para evitar a hipoglicemia enquanto se atingem os alvos da glicemia de forma individualizada Pressão arterial Controlo da pressão arterial na diabetes Recomendações Classe a Nível b Recomenda-se o controlo da pressão arterial em doentes com DM e hipertensão para diminuir o risco de eventos cardiovasculares. Recomenda-se que um doente com hipertensão e DM seja tratado de forma individualizada, com o alvo terapêutico da pressão arterial < 140/85 mmhg. Recomenda-se uma combinação de anti-hipertensivos para atingir o controlo da pressão arterial. Um bloqueador do SR (EC ou R) é recomendado no tratamento da hipertensão em diabéticos, particularmente na presença de proteinúria ou microalbuminúria. administração simultânea de dois bloqueadores do SR deve ser evitada em doentes com DM. R = antagonistas dos receptores da angiotensina; DM = diabetes mellitus; EC = inbidor da enzima de conversão da angiotensina; SR = sistema renina angiotensina aldosterona. a Classe de recomendação; b Nível de evidência. O principal objectivo quando se trata a hipertensão em diabéticos é diminuir a pressão arterial para <140/85 mmhg, o que muitas vezes requer o uso de uma combinação de fármacos anti-hipertensores. Embora seja muito importante atingir um controlo adequado da pressão arterial em diabéticos, os riscos do tratamento intensivo da pressão arterial devem ser considerados cuidadosamente, de um modo individualizado. Nos doentes com hipertensão e nefropatia com proteinúria evidente pode ser considerada uma P ainda mais baixa (P sistólica <130 mmhg). Todos os fármacos anti-hipertensores podem ser utilizados, mas a evidência apoia claramente a inclusão de um inibidor do SR (EC/R) em especial na presença de proteinúria. Uma vez que os diabéticos tendem a ter a pressão arterial elevada durante a noite, a administração de fármacos antihipertensores ao deitar deve ser considerada e idealmente após avaliação do perfil da pressão arterial ambulatória durante 24 horas do doente.

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 Norte 24 de Outubro Quinta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª hora 200

Leia mais

Na diabetes e dislipidemia

Na diabetes e dislipidemia Cuidados de saúde primários e Cardiologia NOCs e Guidelines: com tanta orientação ficamos mesmo orientados? Na diabetes e dislipidemia Davide Severino 4.º ano IFE de Cardiologia Hospital de Santarém EPE

Leia mais

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo

DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM. Paula Bogalho. S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo DIABETES TIPO 2 PREVALÊNCIA DIAGNÓSTICO E ABORDAGEM Paula Bogalho S. Endocrinologia Diabetes e Metabolismo Hosp. Curry Cabral, Lisboa, 20.2.2010 Diabetes Crescimento nos países em desenvolvimento Diabetes

Leia mais

Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio

Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio Prevenção da Angina e do Infarto do Miocárdio A doença arterial coronária (DAC) é a causa mais freqüentes de mortalidade na América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Desde 1980, no entanto,

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes

Sessão Televoter Diabetes 2013 26 de Abril Sexta-feira Sessão Televoter Diabetes António Pedro Machado Francisco Azevedo Simões Pereira Critérios para o diagnóstico de Diabetes A1C 6.5% Gl jj 126 mg/dl ou ou PTGO - Glicémia à 2ª

Leia mais

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC)

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) 1 - Epidemiologia No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortalidade. Calcula-se que existam 900.000

Leia mais

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento

Pré diabetes. Diagnóstico e Tratamento Pré diabetes Diagnóstico e Tratamento Zulmira Jorge Assistente Hospitalar Endocrinologia do Hospital Santa Maria Endocrinologista do NEDO e do Hospital Cuf Infante Santo Diabetes Mellitus Diagnóstico PTGO

Leia mais

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança

Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Congresso do Desporto Desporto, Saúde e Segurança Projecto Mexa-se em Bragança Organização: Pedro Miguel Queirós Pimenta Magalhães E-mail: mexaseembraganca@ipb.pt Web: http://www.mexaseembraganca.ipb.pt

Leia mais

Colesterol 3. Que tipos de colesterol existem? 3. Que factores afectam os níveis de colesterol? 4. Quando está o colesterol demasiado elevado?

Colesterol 3. Que tipos de colesterol existem? 3. Que factores afectam os níveis de colesterol? 4. Quando está o colesterol demasiado elevado? Colesterol Colesterol 3 Que tipos de colesterol existem? 3 Que factores afectam os níveis de colesterol? 4 Quando está o colesterol demasiado elevado? 4 Como reduzir o colesterol e o risco de doença cardiovascular?

Leia mais

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento

11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes. Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento 11º Curso Pós-Graduado NEDO 2010 Endocrinologia Clínica Diabetes Diabetes: avaliação da evolução e do tratamento Zulmira Jorge Serviço Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. H. Santa Maria NEDO - Núcleo

Leia mais

Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012)

Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012) Administração dos riscos cardiovasculares Resumo de diretriz NHG M84 (segunda revisão, janeiro 2012) traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para uso e divulgação sem

Leia mais

Cardiologia Hemodinâmica

Cardiologia Hemodinâmica 1 Concurso Público 2011 Cardiologia Hemodinâmica Questão 1: Homem de 40 anos de idade, brasileiro (RJ), solteiro e comerciante, apresentou dor precordial intensa, acompanhada de palpitações e desencadeada

Leia mais

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Disciplina: Farmacologia Curso: Enfermagem TERAPÊUTICA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA Professora: Ms. Fernanda Cristina Ferrari Controle da Pressão Arterial Sistêmica Controle Neural estimulação dos

Leia mais

A PESSOA COM DIABETES

A PESSOA COM DIABETES A PESSOA COM DIABETES A diabetes mellitus é uma doença crónica com elevados custos humanos, sociais e económicos, em rápida expansão por todo o mundo. Calcula-se que Portugal terá, na segunda década deste

Leia mais

Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt)

Avaliação do Risco Cardiovascular SCORE (Systematic Coronary Risk Evaluation) Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt) Digitally signed by Francisco Henrique Moura George Francisco DN: c=pt, o=ministério da Saúde, ou=direcção-geral da Henrique Saúde, cn=francisco Henrique George Moura George Moura Date: 2015.01.21 12:20:20

Leia mais

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE REDES DE ATENÇÃO A SAÚDE DIRETORIA DE REDES ASSISTÊNCIAIS COORDENADORIA DA REDE DE HIPERTENSÃO E DIABETES ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO

Leia mais

O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS

O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS O PAPEL DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO CARDIACA RAQUEL BOLAS Ericeira, 11 de Fevereiro 2011 DEFINIÇÃO De acordo com a OMS (2003), a Reabilitação Cardíaca é um conjunto De acordo com a OMS (2003), a Reabilitação

Leia mais

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida

Colesterol O que é Isso? Trabalhamos pela vida Colesterol O que é Isso? X O que é o Colesterol? Colesterol é uma gordura encontrada apenas nos animais Importante para a vida: Estrutura do corpo humano (células) Crescimento Reprodução Produção de vit

Leia mais

CORAÇÃO. Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Trabalho Elaborado por: Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro

CORAÇÃO. Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Trabalho Elaborado por: Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro Trabalho Elaborado por: Na Saúde combata...os inimigos silenciosos! Ana Cristina Pinheiro Mário Quintaneiro CORAÇÃO Olá! Eu sou o seu coração, trabalho dia e noite sem parar, sem descanso semanal ou férias.

Leia mais

O HDL é conhecido como o bom colesterol porque remove o excesso de colesterol e traz de volta ao fígado onde será eliminado. O LDL-colesterol é o

O HDL é conhecido como o bom colesterol porque remove o excesso de colesterol e traz de volta ao fígado onde será eliminado. O LDL-colesterol é o DISLIPIDEMIA Introdução Dislipidemias, também chamadas de hiperlipidêmicas, referem-se ao aumento dos lipídios no sangue, principalmente do colesterol e dos triglicerídeos. O colesterol é uma substância

Leia mais

NA DOENÇA CORONÁRIA ESTÁVEL

NA DOENÇA CORONÁRIA ESTÁVEL NOCs vs GUIDELINES: Com tanta orientação ficamos mesmo orientados? Cátia Costa Para escolher é preciso perceber as diferenças... 1) No que consistem e quem as concebe? 2) A quem se dirige? 3) Existem diferenças

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA

SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA Síndrome metabólica: terapêutica fatmacológica 115 SÍNDROME METABÓLICA: TERAPÊUTICA FARMACOLÓGICA M.ª Helena Ramos Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, Hospital Geral de Santo António Porto

Leia mais

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013)

Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) Fibrilação atrial Resumo de diretriz NHG M79 (segunda revisão parcial, agosto 2013) grupo de estudos NHG-fibrilação atrial traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto 2014 autorização para

Leia mais

Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda. Dois Espectros da Mesma Doença

Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda. Dois Espectros da Mesma Doença Insuficiência Cardíaca Aguda e Síndrome Coronária Aguda Dois Espectros da Mesma Doença Carlos Aguiar Reunião Conjunta dos Grupos de Estudo de Insuficiência Cardíaca e Cuidados Intensivos Cardíacos Lisboa,

Leia mais

Conduta no paciente com. isquêmica

Conduta no paciente com. isquêmica Conduta no paciente com cardiopatia isquêmica Lucas Araujo PET - Medicina Primeira causa de morte nos países ricos e vem aumentando sua incidência nos países de média e baixa renda No coração em repouso

Leia mais

DIABETES E SINAIS VITAIS

DIABETES E SINAIS VITAIS AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 DIABETES E SINAIS VITAIS Marcia Nery Equipe Médica de Diabetes Hospital das Clínicas da FMUSP Definição Diabetes mellitus: Doença

Leia mais

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013)

Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Diabetes mellitus tipo 2 Resumo de diretriz NHG M01 (terceira revisão, outubro 2013) Rutten GEHM De Grauw WJC Nijpels G Houweling ST Van de Laar FA Bilo HJ Holleman F Burgers JS Wiersma Tj Janssen PGH

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP

DIABETES MELLITUS. Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS Dra. Luciana N Cosenso Martin Disciplina de Clínica Médica FAMERP DIABETES MELLITUS DEFINIÇÃO Síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de ação de insulina e/ou da incapacidade

Leia mais

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011

NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 NÚMERO: 007/2011 DATA: 31/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS: Diagnóstico e conduta na Diabetes Gestacional Diabetes Gestacional; Diabetes; Gravidez Profissionais de Saúde Divisão de Saúde

Leia mais

IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1

IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1 IDENTIFICANDO AS COMPLICAÇÕES DO DIABETES MELLITUS EM FREQÜENTADORES DE UM CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES (CRE) 1 Ariana Rodrigues Silva CARVALHO 2 Karina Isabel VIVIAN 3 Marister PICCOLI 4 INTRODUÇÃO:

Leia mais

CONSULTA DE CLÍNICA MÉDICA NO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO

CONSULTA DE CLÍNICA MÉDICA NO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil Sub-Secretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Gerência do Programa de Hipertensão CONSULTA DE CLÍNICA MÉDICA NO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO

Leia mais

Iremos apresentar alguns conselhos para o ajudar a prevenir estes factores de risco e portanto a evitar as doenças

Iremos apresentar alguns conselhos para o ajudar a prevenir estes factores de risco e portanto a evitar as doenças FACTORES DE RISCO Factores de risco de doença cardiovascular são condições cuja presença num dado indivíduo aumentam a possibilidade do seu aparecimento. Os mais importantes são o tabaco, a hipertensão

Leia mais

Hipert r en e são ã A rteri r a i l

Hipert r en e são ã A rteri r a i l Hipertensão Arterial O que é a Pressão Arterial? Coração Bombeia sangue Orgãos do corpo O sangue é levado pelas artérias Fornece oxigénio e nutrientes Quando o sangue é bombeado gera uma pressão nas paredes

Leia mais

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 Dislipidemias Raul D. Santos Unidade Clínica de Lípides InCor-HCFMUSP Faculdade de Medicina da USP Metabolismo do colesterol,

Leia mais

Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia

Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia Novas diretrizes para pacientes ambulatoriais HAS e Dislipidemia Dra. Carla Romagnolli JNC 8 Revisão das evidências Ensaios clínicos randomizados controlados; Pacientes hipertensos com > 18 anos de idade;

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus É a doença endócrina mais comum encontrada na clínica; - Caracterizada

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

Dia Mundial da Diabetes - 14 Novembro de 2012 Controle a diabetes antes que a diabetes o controle a si

Dia Mundial da Diabetes - 14 Novembro de 2012 Controle a diabetes antes que a diabetes o controle a si Dia Mundial da Diabetes - 14 Novembro de 2012 Controle a diabetes antes que a diabetes o controle a si A função da insulina é fazer com o que o açúcar entre nas células do nosso corpo, para depois poder

Leia mais

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA

A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA, DIABETES MELLITUS E DOENCA RENAL CRÔNICA CONTEÚDO EXTRAÍDO DA LINHA-GUIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL, DIABETES MELLITUS E DOENÇA RENAL CRÔNICA

Leia mais

Epidemiologia DIABETES MELLITUS

Epidemiologia DIABETES MELLITUS Epidemiologia DIABETES MELLITUS 300 milhões / mundo ( 5,9% população adulta) / Brasil : > 10 milhões Aumento progressivo : Longevidade, Síndrome metabólica Mortalidade anual : 3,8 milhões AVC, IAM... Amputação

Leia mais

O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?

O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS? O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS? Franklim A. Moura Fernandes http://www.melhorsaude.org Introdução Os triglicerídeos, também chamados de triglicéridos, são as principais gorduras do nosso organismo e compõem

Leia mais

O Paciente Difícil de Tratar com Diabetes e Várias Comorbidades, Parte 3: Controle Glicêmico na Doença Renal Crônica Amena a Moderada

O Paciente Difícil de Tratar com Diabetes e Várias Comorbidades, Parte 3: Controle Glicêmico na Doença Renal Crônica Amena a Moderada Apoiado por um subsídio educacional independente de Boehringer Ingelheim e Lilly Dr. PhD André Scheen: Olá e bem-vindos a este programa educativo da Medscape, O Complexo Paciente com Diabetes e Comorbidades,

Leia mais

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO:

NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: NÚMERO: 002/2011 DATA: 14/01/2011 ASSUNTO: PALAVRAS CHAVE: PARA: CONTACTO: Diagnóstico e Classificação da Diabetes Mellitus Diabetes ; Diagnóstico Médicos e Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde Departamento

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127

DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 DIABETES MELLITUS ( DM ) Autor: Dr. Mauro Antonio Czepielewski www.abcdasaude.com.br/artigo.php?127 Sinônimos: Diabetes, hiperglicemia Nomes populares: Açúcar no sangue, aumento de açúcar. O que é? Doença

Leia mais

Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira. Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga

Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira. Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Endocrinopatias na gravidez perspetiva da Endocrinologia Maria Lopes Pereira Serviço de Endocrinologia Hospital de Braga Introdução As doenças endócrinas mais frequentes na gravidez são a diabetes (gestacional

Leia mais

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014

DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS 18/9/2014 UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES O Diabetes Mellitus configura-se hoje como uma epidemia mundial, traduzindo-se em grande desafio para os sistemas de saúde de todo o mundo. O envelhecimento

Leia mais

Anexo 2. Documento elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com:

Anexo 2. Documento elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com: Anexo 2 Recomendação para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica Documento elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com: Sociedade Brasileira de Cardiologia - Departamento

Leia mais

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS UNIVERSIDADE DE UBERABA LIGA DE DIABETES 2013 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS PALESTRANTES:FERNANDA FERREIRA AMUY LUCIANA SOUZA LIMA 2013/2 CRITÉRIOS PARA ESCOLHA

Leia mais

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira

Sessão Televoter Diabetes. Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira 2010 Sessão Televoter Diabetes Jácome de Castro Rosa Gallego Simões-Pereira Indivíduos com risco elevado para diabetes (Pré-diabetes) Alteração da glicémia em jejum (AGJ): Glicémia em jejum: entre 110

Leia mais

Participar em estudos de investigação científica é contribuir para o conhecimento e melhoria dos serviços de saúde em Portugal

Participar em estudos de investigação científica é contribuir para o conhecimento e melhoria dos serviços de saúde em Portugal FO L H E TO F EC H A D O : FO R M ATO D L ( 2 2 0 x 1 1 0 m m ) FO L H E TO : C A PA Departamento de Epidemiologia Clínica, Medicina Preditiva e Saúde Pública Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Leia mais

Programa Nacional para a Diabetes. Orientações Programáticas

Programa Nacional para a Diabetes. Orientações Programáticas Programa Nacional para a Diabetes Orientações Programáticas 1 - Enquadramento O Programa Nacional de Controlo da Diabetes existe, em Portugal, desde a década de setenta, tendo sido atualizado e revisto

Leia mais

ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA

ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA ENFRENTAMENTO DA OBESIDADE ABORDAGEM TERAPÊUTICA Obesidade 300 mil mortes / ano; 100 bi dólares / ano; O excesso de peso (IMC >25) acomete de 15% a 60% da população de todos os países civilizados. EUA...

Leia mais

Profa. Fernanda Oliveira Magalhães

Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Profa. Fernanda Oliveira Magalhães Conceito Importância - Prevalência Classificação Diagnóstico Tratamento Não farmacológico Farmacológico Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2011 www.diabetes.org.br

Leia mais

MINI BULA CARVEDILOL

MINI BULA CARVEDILOL MINI BULA CARVEDILOL Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999. APRESENTAÇÃO: Comprimido 3,125mg: caixas contendo 15, 30; Comprimido 6,25 mg: caixa contendo 15, 30; Comprimido 12,5 mg: caixa contendo

Leia mais

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas

Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Seminário II. Laboratório de Atenção às Condições Crônicas Modelo de Atenção às Condições Crônicas Seminário II Laboratório de Atenção às Condições Crônicas A Estratificação de Risco na SMS de Curitiba HAS Diabete melito + Laboratório de Inovações na Atenção às

Leia mais

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio Abordagem da reestenosee oclusões crônicas coronárias Renato Sanchez Antonio Estudos iniciais de seguimento clínico de pacientes com angina estável demonstraram que o percentual de mortalidade aumentou

Leia mais

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Tabela 01 - Pacientes com Síndromes Coronarianas Agudas à Internação na Unidade - Principais Características Clinicas - Todos os Pacientes Egressos da

Leia mais

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17

Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Cardiologia - Síndromes Coronarianas Agudas 1 / 17 Tabela 01 - Pacientes com Síndromes Coronarianas Agudas à Internação na Unidade - Principais Características Clinicas - Todos os Pacientes Egressos da

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9

Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Cardiologia - Global Consolidado 1 / 9 Tabela 01 - Principais Antecedentes e Fatores de Risco para Doença Cardiovascular à Internação na Unidade Todos os Pacientes Egressos da Unidade Hipertensão Arterial

Leia mais

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015 Cartilha de Prevenção 1 ANS - nº31763-2 Diabetes Fevereiro/2015 Apresentação Uma das missões da Amafresp é prezar pela qualidade de vida de seus filiados e pela prevenção através da informação, pois esta

Leia mais

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS

RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS 8. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: SAÚDE RISCO PRESUMIDO PARA DOENÇAS CORONARIANAS EM SERVIDORES ESTADUAIS Apresentador 1 SILVA,Claudia Fagundes e Apresentador 2 PLOCHARSKI, Mayara

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO

DIABETES E CIRURGIA ALVOS DO CONTROLE GLICÊMICO PERIOPERATÓRIO DIABETES E CIRURGIA INTRODUÇÃO 25% dos diabéticos necessitarão de cirurgia em algum momento da sua vida Pacientes diabéticos possuem maiores complicações cardiovasculares Risco aumentado de infecções Controle

Leia mais

Terapêutica anticoagulante oral

Terapêutica anticoagulante oral Terapêutica anticoagulante oral Quando iniciar? Quando e como suspender? Quando parar definitivamente? Eugénia Cruz e Sara Morais Serviço de Hematologia Clínica, Hospital de Santo António 1º Encontro Proximidade

Leia mais

As análises clínicas em Cuidados farmacêuticos

As análises clínicas em Cuidados farmacêuticos As análises clínicas em Cuidados farmacêuticos Caso clínico Manuel António, de 44 anos, apresenta o seguinte perfil de resultados laboratoriais, obtido em exame de rotina Glucose Ureia Creatinina Ácido

Leia mais

Saúde e Desporto. Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra. Relação do Desporto com a Saúde

Saúde e Desporto. Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra. Relação do Desporto com a Saúde Saúde e Desporto Manuel Teixeira Veríssimo Hospitais da Universidade de Coimbra Relação do Desporto com a Saúde Dum modo geral aceita-se que o desporto dá saúde Contudo, o desporto também comporta malefícios

Leia mais

24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter

24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter 2013 Norte 24 de Outubro 5ª feira insulinoterapia Curso Prático Televoter António Pedro Machado Simões-Pereira Descoberta da insulina Insulina protamina Insulina lenta Lispro - análogo de acção curta Glulisina

Leia mais

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM)

Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Aula 10: Diabetes Mellitus (DM) Diabetes Mellitus (DM) Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características; Insulina:

Leia mais

O Diabetes Tipo 2 em Pacientes com Doença Renal Crônica: Estratégias e Opções de Tratamento

O Diabetes Tipo 2 em Pacientes com Doença Renal Crônica: Estratégias e Opções de Tratamento Apoiado por um subsídio educacional independente de Boehringer Ingelheim e Lilly Caso 1 Uma mulher de 55 anos de idade recentemente foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 (DMT2). Seu clínico geral

Leia mais

Evitar o acidente vascular cerebral:

Evitar o acidente vascular cerebral: fundação portuguesa de cardiologia Evitar o acidente vascular cerebral: um desejo e uma responsabilidade partilhada nº13 AUTOR: Dr. Pedro Marques da Silva Medicina Interna Evitar o acidente vascular cerebral:

Leia mais

Stents farmacológicos e diabetes

Stents farmacológicos e diabetes Stents farmacológicos e diabetes Constantino González Salgado Hospital Pró Cardíaco Realcath-RealCordis HUPE-UERJ DM analisando o problema O Diabetes Mellitus é doença sistêmica de elevada prevalência

Leia mais

O QUE É a TENSÃO (PRESSÃO) ARTERIAL. RISCOS da HIPERTENSÃO ARTERIAL. CAUSAS da HIPERTENSÃO ARTERIAL HIPERTENSÃO ARTERIAL ESSENCIAL

O QUE É a TENSÃO (PRESSÃO) ARTERIAL. RISCOS da HIPERTENSÃO ARTERIAL. CAUSAS da HIPERTENSÃO ARTERIAL HIPERTENSÃO ARTERIAL ESSENCIAL O QUE É a TENSÃO (PRESSÃO) ARTERIAL RISCOS da HIPERTENSÃO ARTERIAL CAUSAS da HIPERTENSÃO ARTERIAL HIPERTENSÃO ARTERIAL ESSENCIAL HIPERTENSÃO ARTERIAL SECUNDÁRIA DETECÇÃO e CONTROLO da HIPERTENSÃO ARTERIAL

Leia mais

FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA

FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA FARMACOLOGIA APLICADA À ODONTOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA Maria Beatriz Cardoso Ferreira Departamento de Farmacologia Instituto de Ciências Básicas da Saúde - UFRGS Paciente de 68 anos procura atendimento

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres. Professor Dr. Roberto Kalil Filho

A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres. Professor Dr. Roberto Kalil Filho A importância da qualidade de vida Prevenção da doença cardiovascular em mulheres Professor Dr. Roberto Kalil Filho Professor Titular da Disciplina de Cardiologia FMUSP Diretor do Centro de Cardiologia

Leia mais

Coração saudável. Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD

Coração saudável. Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD Coração saudável Dr. Carlos Manoel de Castro Monteiro MD,PhD Qual a importância da doença cardiovascular? Milhões de Mortes* Mortalidade por doenças cardiovasculares em 1990 e 2020 Países desenvolvidos

Leia mais

COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana

COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA Posicionamento Oficial Exercício para Pacientes com Doença Arterial Coronariana RESUMO Posicionamento Oficial do Colégio Americano de Medicina Esportiva: Exercise

Leia mais

Derrame cerebral Resumo de diretriz NHG M103 (dezembro 2013)

Derrame cerebral Resumo de diretriz NHG M103 (dezembro 2013) Derrame cerebral Resumo de diretriz NHG M103 (dezembro 2013) Beusmans GHMI, Van Noortwijk-Bonga HGC, Risseeuw NJ, Tjon-A-Tsien MRS, Verstappen WHJM, Burgers JS, Wiersma Tj, Verburg AFE traduzido do original

Leia mais

AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A AR E A DM TIPO II. Agenda: 1. INTRODUÇÃO 2. OBJECTIVOS 3. METODOLOGIA 4. PLANIFICAÇÃO DO PROJECTO

AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A AR E A DM TIPO II. Agenda: 1. INTRODUÇÃO 2. OBJECTIVOS 3. METODOLOGIA 4. PLANIFICAÇÃO DO PROJECTO AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO ENTRE A ARTRITE REUMATÓIDE E A DIABETES MELLITUS TIPO 2 Análise da Base de Dados de Doenças Reumáticas Norte-Americana National Data Bank for Rheumatic Diseases PROJECTO DE TESE

Leia mais

Estado- Titular da autorização de Nome do medicamento introdução no mercado. Postfach 210805 Ludwigshafen DE 67008 Germany.

Estado- Titular da autorização de Nome do medicamento introdução no mercado. Postfach 210805 Ludwigshafen DE 67008 Germany. Anexo I 3 Substância: Propil-hexedrina Estado- Titular da autorização de Nome do medicamento Membro introdução no mercado Alemanha Knoll AG Postfach 210805 Ludwigshafen DE 67008 Germany Eventin 4 Substância:

Leia mais

Prevenir a Diabetes no Adulto

Prevenir a Diabetes no Adulto Prevenir a Diabetes no Adulto Rui Duarte APDP 2007 Prevenir a Diabetes no Adulto VALE A PENA PREVENIR? PODE SE PREVENIR? COMO PREVENIR? O Peso da Doença l l l l No ano 2025 a diabetes afectará cerca de

Leia mais

Programa Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) Campanha de Prevenção e Controle de Hipertensão e Diabetes

Programa Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) Campanha de Prevenção e Controle de Hipertensão e Diabetes Programa Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) Campanha de Prevenção e Controle de Hipertensão e Diabetes Objetivos: - Desenvolver uma visão biopsicossocial integrada ao ambiente de trabalho, considerando

Leia mais

D I R E T O R I A D E S A Ú D E

D I R E T O R I A D E S A Ú D E Saúde In Forma Junho/2013 Dia 26 de Junho Dia Nacional do Diabetes Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose ou açúcar no sangue. A glicose é a principal fonte de

Leia mais

Sumário. Data: 17/12/2012

Sumário. Data: 17/12/2012 Nota Técnica: 53 /2012 Solicitante: Des. Vanessa Verdolim Hudson Andrade 1ª Câmara Cível TJMG Numeração: 1.0439.12.014415-9/001 Data: 17/12/2012 Medicamento Material X Procedimento Cobertura TEMA: Uso

Leia mais

Retinopatia Diabética

Retinopatia Diabética Retinopatia Diabética A diabetes mellitus é uma desordem metabólica crónica caracterizada pelo excesso de níveis de glicose no sangue. A causa da hiper glicemia (concentração de glicose igual ou superior

Leia mais

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL

2. HIPERTENSÃO ARTERIAL TESTE ERGOMETRICO O teste ergométrico serve para a avaliação ampla do funcionamento cardiovascular, quando submetido a esforço físico gradualmente crescente, em esteira rolante. São observados os sintomas,

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR PRESENCIAL

ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR PRESENCIAL ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR PRESENCIAL Componente Curriculares Educação Física Professores Ministrantes: Kim Raone e Marcus Marins Série/ Ano letivo: 2º ano/ 2014 Data: 26/03/2014 AULA 5.1 Conteúdo: Doenças

Leia mais

Índice. 11 Introdução

Índice. 11 Introdução Índice 11 Introdução 15 CAPÍTULO 1: Perguntas e respostas sobre a diabetes tipo 2 15 O que é a diabetes? 16 O que é a insulina? 16 O que é a resistência à insulina? 17 O que significa ter pré diabetes?

Leia mais

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO

DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO DIABETES E GRAVIDEZ 1. CONCEITO Diabete é uma síndrome caracterizada por elevação crônica da glicemia de jejum e/ou das pós-prandiais, devido a defeito absoluto ou relativo da produção de insulina, ou

Leia mais

I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS

I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS Emergência CT de Medicina I CURSO DE CONDUTAS MÉDICAS NAS INTERCORRÊNCIAS EM PACIENTES INTERNADOS CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA CREMEC/Conselho Regional de Medicina do Ceará Câmara Técnica de Medicina Intensiva

Leia mais

Os resultados desanimadores do EUROASPIRE III - o que estamos a fazer mal na prevenção cardiovascular?

Os resultados desanimadores do EUROASPIRE III - o que estamos a fazer mal na prevenção cardiovascular? Os resultados desanimadores do EUROASPIRE III - o que estamos a fazer mal na prevenção cardiovascular? Evangelista Rocha Professor convidado da Faculdade de Medicina de Lisboa. Regente de Epidemiologia/Epidemiologia

Leia mais

Gorduras, Alimentos de Soja e Saúde do Coração Análise das Evidências

Gorduras, Alimentos de Soja e Saúde do Coração Análise das Evidências Gorduras, Alimentos de Soja e Saúde do Coração Análise das Evidências Documento de posição do Comité Consultivo Científico da ENSA Introdução Há muito que os cientistas reconhecem o papel importante que

Leia mais

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia

Diagnóstico. Exame Laboratorial. Poliúria Polidpsia Polifagia Diabetes Mellitus É concebido por um conjunto de distúrbios metabólicos, caracterizado por hiperglicemia resultando de defeitos na secreção de insulina e/ou na sua atividade Report of Expert Committe on

Leia mais

Anexo II. Conclusões científicas e fundamentos para a alteração dos termos das Autorizações de Introdução no Mercado

Anexo II. Conclusões científicas e fundamentos para a alteração dos termos das Autorizações de Introdução no Mercado Anexo II Conclusões científicas e fundamentos para a alteração dos termos das Autorizações de Introdução no Mercado 5 Conclusões científicas Resumo da avaliação científica de medicamentos contendo cilostazol

Leia mais

Desdobrável de informação ao paciente

Desdobrável de informação ao paciente Desdobrável de informação ao paciente Doença cardíaca coronária Secções para este tópico: Introdução Sintomas Causas Diagnóstico Tratamento Prevenção Hiperligações seleccionadas Introdução Para que funcione,

Leia mais

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007.

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007. ALTERAÇÕES RENAIS E.D. teve seu diabetes diagnosticado em 1985, nessa época tinha 45 anos e não deu muita importância para os cuidados que seu médico lhe havia recomendado, sua pressão nesta época era

Leia mais