Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: Universidade Anhanguera Brasil

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1 Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde ISSN: Universidade Anhanguera Brasil Marques Lopes, Flavio; Tiago de Araújo, Edna; da Silva, Keila Jacinto; Costa Silva, Mírian; Oliveira da Cruz, Reinan; Sardinha Lisboa, Eduardo Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, vol. 15, núm. 3, 2011, pp Universidade Anhanguera Campo Grande, Brasil Disponível em: Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto

2 Ensaios e Ciência Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde Vol. 15, Nº. 3, Ano 2011 AVALIAÇÃO DA HEMOGLOBINA GLICADA COMO IMPORTANTE MARCADOR DO DIABETES MELLITUS Flavio Marques Lopes Universidade Estadual de Goiás - UEG Edna Tiago de Araújo Faculdade Anhanguera de Anápolis Keila Jacinto da Silva Faculdade Anhanguera de Anápolis Mírian Costa Silva Faculdade Anhanguera de Anápolis RESUMO O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade desta em exercer adequadamente seus efeitos. A classificação do DM está representada como Diabetes tipo 1 e tipo 2, outros tipos e o Diabetes Gestacional. Entre os parâmetros laboratoriais utilizados para nortear as direções terapêuticas podemos citar a medida da glicemia de jejum, teste oral de tolerância a glicose (TOTG), a frutosamina e a hemoglobina glicada, também conhecida como A1c. A hemoglobina glicada constitui um preditor das complicações da moléstia, refletindo os níveis glicêmicos dos últimos três meses, utilizada como uma importante ferramenta de avaliação do controle glicêmico em pacientes portadores de diabetes. O estudo foi baseado em uma pesquisa descritiva e transversal, evidenciando na população estudada, que os níveis de hemoglobina glicada e de glicemia de jejum estavam alterados, demonstrando a necessidade do controle glicêmico. Palavras-Chave: diabetes mellitus; controle glicêmico; parâmetros laboratoriais. Reinan Oliveira da Cruz Faculdade Metropolitana de Anápolis Eduardo Sardinha Lisboa Faculdade Anhanguera de Anápolis Anhanguera Educacional Ltda. ABSTRACT Diabetes Mellitus (DM) is a syndrome of multiple etiology resulting from lack of insulin and / or the inability to adequately perform this effect. The classification of the DM is represented as Type 1 diabetes and type 2, gestational diabetes and other types. Among laboratory parameters used to guide therapeutic directions we can cite the measurement of fasting plasma glucose test, oral glucose-tolerance test (OGTT), the fructosamine and glycated hemoglobin, also known as A1c. Glycated hemoglobin is a predictor of complications of the disease, reflecting glucose levels over the last three months, used as an important tool for assessment of glycemic control in patients with diabetes. The study was based on a descriptive and cross-sectional evidence in this population, levels of glycated hemoglobin and fasting glucose were modified, demonstrating the importance of glycemic control. Keywords: diabetes mellitus; glycemic control; laboratory parameters. Correspondência/Contato Alameda Maria Tereza, 2000 Valinhos, São Paulo CEP Coordenação Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE

3 66 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus 1. INTRODUÇÃO O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina em exercer adequadamente seus efeitos (GROSS et al., 2002). O DM é uma situação clínica freqüente que acomete grande parte da população mundial. Devido à elevada prevalência, está relacionada a um número grande de comorbidades cujo desenvolvimento e evolução encontram-se intimamente ligados ao controle glicêmico (BEM; KUNDE, 2006). Vários processos bioquímicos e fisiológicos estão envolvidos na manutenção do estado de homeostasia, visando à sobrevivência do indivíduo. No diabético, os níveis de glicose, estão ligados diretamente à intensidade da doença, bem como o seu potencial de complicações, está relacionada à hiperglicemia, visto que a regulação da glicemia depende da ação dos hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans no pâncreas: a insulina e o glucagon, que ajustam a homeostasia da glicose. O glucagon vai estimular a produção de glicose pelo fígado e a insulina bloqueia essa produção (CELONEZE et al., 2006; MANNA, 2007). Caracterizado por um grupo de desordens metabólicas evidenciadas por hiperglicemia, resultante de falhas na secreção de insulina ou em sua função; a classificação do DM está representada em suas formas mais freqüentes como Diabetes tipo 1 e tipo 2, além destes tipos mais comuns, aparecem outros tipos de diabetes que incluem o diabetes gestacional, encontra-se também descritas outras formas de diabetes que incluem defeitos genéticos das células beta, da ação da insulina ou processos patológicos que danificam o pâncreas (GROSS et al., 2002; VOLTARELLI et al., 2009). Denomina-se diabetes mellitus tipo 1, quando o pâncreas não produz insulina ou se produz é em baixas quantidades. Classifica-se o diabetes tipo 2 nos casos de mau funcionamento ou diminuição dos receptores das células. A produção de insulina pode estar normal ou não, mas como os receptores não funcionam bem ou estão em pequena quantidades, a insulina não consegue promover a entrada adequada de glicose para dentro das células, aumentando os níveis de glicose na corrente sanguínea. Considera-se outros tipos de diabetes, dentre eles o diabetes gestacional, que envolve uma combinação de secreção e responsividade de insulina inadequados, assemelhando-se a diabetes tipo 2, ela se desenvolve durante a gestação, tendendo a uma melhora ou desaparecimento após o nascimento da criança (NETTO et al., 2009).

4 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 67 Engloba todas as formas de diabetes em que acontece primeiramente a destruição das células beta-pancreáticas. Na maioria dos casos esta destruição é auto-imune, proveniente de processos genéticos e fatores ambientais (DIB, 2008; DAMIANI, 2000; MANNA, 2007). Sua instalação e evolução ocorre de forma fulminante entre os 10 e 14 anos de idade, havendo diminuição progressiva até os 35 anos, as complicações existentes geralmente são mais graves, tais como cetoacidose diabética, evidenciada por hiperglicemia, acidose metabólica, desidratação e cetose que ocorre na ausência de insulina (BARONE et al., 2007; GROSS et al., 2002). Sabe-se que o DM 1 é a forma mais freqüente entre crianças e adolescentes, nestes pacientes encontram-se mutações no gene da insulina. Hoje, mediante ao aumento da prevalência da obesidade na infância e na adolescência ocorre um aumento no número de jovens com características de Diabetes tipo 2 (DM 2) (DIB, 2008). O tratamento do DM 1 caracteriza-se por insulinoterapia, podendo associar se a uma avaliação nutricional para uma alimentação saudável, mudança no estilo de vida, juntamente com exercícios físicos, pois a resposta glicêmica ao exercício vem sendo considerada como benefício para o controle metabólico destes pacientes (MINELLI et al., 2003; RAMALHO; SOARES, 2008; TRICHES et al., 2009; VOLTARELLI et al., 2009). O diabetes Mellitus tipo 2 ou não insulino dependente, se caracteriza nos distúrbios de ação da secreção da insulina. A maioria dos pacientes apresenta obesidade, a idade varia entre 40 e 60 anos, freqüentemente estão associados à síndrome metabólica que é evidenciada pela resistência à insulina, a dislipidemia e hipertensão arterial (ARAÚJO et al., 2000; MANNA, 2007). Está associado à presença de obesidade e resulta da combinação do defeito secretório da célula beta e na falha na ação periférica da insulina. Em conseqüência destes fatos, existe uma tendência para o aumento da prevalência do DM 2 no mundo. Sabe-se que cerca de 50% dos indivíduos portadores de DM 2 não sabem que possuem a doença, o que auxilia no diagnóstico tardio, contribuindo para alterações micro e macro vasculares (CELONEZE et al., 2006; CRUZ_FILHO et al., 2002). Diferente do DM 1, os fatores que levam ao DM 2 é a resistência à ação da insulina. No inicio da doença, ocorre uma hiperinsulinemia compensatória que pode durar anos em resposta a essa resistência, com o tempo progride-se em massa a lesão de células beta pancreáticas e reduz a secreção de insulina, entre os fatores que levam a este quadro estão a glicopatoxicidade, estresse oxidativo e acúmulo de depósitos amilóides na

5 68 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus Como o DM 2 favorece o aumento da morbidade e mortalidade, alguns autores vêm associando o DM 2 às doenças cardiovasculares, à intolerância à glicose, hipertrigliceridemia, hipertensão, redução do HLD-c, levando a complicações que evoluem para disfunção ou falência de vários órgãos (BEM; KUNDE, 2006; MACLELLAM et al., 2007). Dentre os tipos mais freqüentes de DM, encontra-se o diabetes mellitus gestacional (DMG), conhecido por apresentar algum nível de intolerância a carboidratos resultando em hiperglicemia, com inicio ou diagnóstico durante a gestação (PAC; REIS, 2008). Para obter-se um diagnóstico de DM, visto que a hiperglicemia é adotada como parâmetro para tal, utiliza-se métodos laboratoriais precisos. A conseqüência da hiperglicemia prolongada são lesões orgânicas irreversíveis e com grande risco para a vida devido à sua toxicidade ao organismo (NETTO et al., 2009; OTERO et al., 2006). 2. MÉTODOS DIAGNÓSTICOS O diagnóstico correto e precoce do DM é extremamente importante para o tratamento eficaz e preventivo de complicações (GROSS et al., 2002; NETTO et al., 2009). Entre os parâmetros laboratoriais freqüentemente utilizados para nortear as direções terapêuticas do DM, pode-se citar a dosagem da glicemia de jejum, teste oral de tolerância a glicose (TOTG), a frutosamina e finalmente a hemoglobina glicada (BEM; KUNDE, 2006) Glicemia de Jejum Em indivíduos não diabéticos existe uma homeostase glicêmica, isto é, taxa de glicose dentro dos padrões da normalidade, num individuo portador de DM existe um aumento anormal da glicemia devido as alterações metabólicas presentes nestes casos (COSTA et al., 2003; SCHAAN et al., 2004). A regulação da glicemia resulta da ação de dois hormônios produzidos no pâncreas, o estado normal de jejum caracteriza-se por níveis mais elevados de glucagon e baixos de insulina, mantendo a glicemia entre 70 e 110mg/dl, devido a alimentação, ocorre um aumento fisiológico de glicose, com isso a glicemia se eleva, e com a ação da insulina retorna aos níveis normais, com isso, é correto afirmar que a glicemia de jejum caracteriza-se por níveis de glicose no individuo após um período de jejum de 12 horas (CELONEZE et al., 2006).

6 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 69 Estudos realizados pela American Diabetes Association (ADA) apresentou novas diretrizes para o diagnóstico do DM, pois são revisadas anualmente, recomendando a dosagem de apenas uma glicemia de jejum para o diagnóstico, classificando o limite máximo da glicemia de jejum 99 mg/dl e a alterada (pré-diabetes) definida entre 100 e 125 mg/dl, estes parâmetros laboratoriais são freqüentemente utilizados para nortear as direções terapêuticas do DM (BEM; KUNDE, 2006; COSTA et al., 2003) Teste Oral de Tolerância a Glicose (TOTG) Juntamente com a glicemia de jejum o Teste Oral de Tolerância a Glicose (TOTG) vem sendo adotado como um dos parâmetros utilizados no diagnóstico do DM, tanto para gestantes como para outros indivíduos, o TOTG pode classificar as pessoas em normais, intolerantes a glicose ou em DM (CELONEZE et al., 2006; CORRÊA et al., 2007). Após um período de jejum de 12 horas os indivíduos, serão submetidos a uma sobrecarga oral de glicose, 75g de glicose diluídos em 250 ml de água, após a ingestão, aguarda se um período de repouso de 30 minutos, após este intervalo, serão realizadas, coletas nos tempos de 0, 30, 60, 90, 120 minutos para obtenção das concentrações plasmáticas de glicose e insulina (COSTA et al., 2003). Não há diferença entre o rastreamento e o diagnóstico da DM na gestação ou fora dela ou sequer para crianças, preconiza-se somente a quantidade de glicose ingerida, durante o TOTG, a suplementação é realizada com apenas 50g de glicose para a gestante e para crianças recomenda-se 1,75g/kg de glicose para a realização do teste (AYACH, 2000; AYACH et al., 2005). Estudos realizados pela Associação Americana de Diabetes (ADA), apresentou novas diretrizes para o diagnóstico do DM, pois são revisadas anualmente, recomendando a dosagem de glicemia de jejum para o diagnóstico e o TOTG em algumas circunstâncias, classificando o limite máximo da glicemia de jejum para 99 mg/dl e a alterada (pré-diabetes) definida entre 100 e 125 mg/dl (BEM; KUNDE, 2006) Hemoglobina Glicada Os eritrócitos são células que tem origem na medula óssea, proveniente de uma célula blástica de linhagem, o pró-eritroblásto, é uma célula anucleada e tem vida média em cerca de 120 dias, sua função é o transporte de hemoglobina, sendo responsáveis pela oxigenação tecidual (TEIXEIRA, 2006). Nos eritrócitos existe uma proteína especializada

7 70 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus heme formada por protoporfirina combinada com ferro formando um tetrâmero de polipeptídeos (HOFFBRAND et al., 2008). O termo hemoglobina glicada é definido por um grupo de substâncias formadas a partir da reação entre a hemoglobina A (Hb A) e um açúcar, a parte mais relevante deste conjunto é a fração A1c, onde existe um resíduo de glicose ligado ao grupo terminal (resíduo de valina) de uma ou ambas as cadeias beta da Hb A. A ligação da glicose com a hemoglobina é o produto de uma reação não enzimática, definida como glicação. A membrana da hemácia é altamente permeável á molécula de glicose, permitindo que a hemoglobina presente fique exposta, praticamente, a mesma concentração da glicose plasmática (CAMARGO; GROSS, 2004; NETTO et al., 2009). Os eritrócitos possuem um tempo de vida médio de 120 dias, podendo oferecer na avaliação glicêmica média a dosagem de glicose ligada à hemoglobina, dentro de um período anterior de 90 a 120 dias. (CAMARGO; GROSS, 2004; NETTO et al., 2009). Os valores de referência empregados atualmente para a hemoglobina glicada são de 4% a 6%, níveis acima de 7% vêm comumente sendo associados às complicações do DM. Recomenda-se a manutenção de níveis baixos de hemoglobina glicada para prevenção das complicações que, a longo prazo, se tornam crônicas (NETTO et al., 2009). Há variabilidade entre pacientes diabéticos tipo 1 e 2, e para que haja um melhor controle utiliza-se a hemoglobina glicada como um parâmetro importante para o tratamento proposto aos pacientes (GOMES et al., 2001). As lesões orgânicas provocadas pela hiperglicemia são extremamente tóxicas ao organismo devido à promoção da glicação de proteínas, pela hiperosmolalidade e pelo aumento dos níveis de sorbitol dentro das células. Este mecanismo gera o desenvolvimento de lesões crônicas, necessitando de um rigoroso controle glicêmico feito por meio do monitoramento da hemoglobina glicada, da glicose por via subcutânea, e realização de exercícios físicos, fatores estes que geram uma boa resposta glicêmica, reduzindo as complicações relacionadas ao DM (OLIVEIRA et al., 2005; PUNHALES et al., 2007; RAMALHO; SOARES, 2008). Devido às desvantagens dos métodos atualmente utilizados para o diagnóstico e controle glicêmico, a relação entre a hemoglobina glicada e o DM tem sido um preditor das complicações da doença, seu uso tem sido difundido e validado, decorrente a dois estudos clínicos realizados pelo Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) e o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS). Sua utilização vem tornando-se indispensável na prática clínica, tendo em vista os níveis glicêmicos dos últimos três

8 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 71 Os métodos que são certificados para a dosagem de hemoglobina glicada são os de cromatografia líquida de alta eficiência, podendo também ser utilizados métodos que não sejam de cromatografia líquida como imunoensaio turbidimétrico, eletroforese, cromatografia de troca iônica e enzimático. Segundo diversos autores, fazem-se necessários tratamentos especializados, com acompanhamento clínico-laboratorial, promovendo uma melhor confiabilidade nos resultados, promovendo uma melhora na qualidade de vida dos pacientes diabéticos (MARTINS, 2004). É de grande importância que os serviços de saúde e os próprios indivíduos conheçam o papel deste método para um bom controle glicêmico (CAMARGO; GROSS, 2004). Dados de prospecção sobre a forma de tratamento dos pacientes portadores de diabetes permitem afirmar que apenas uma pequena parcela tem acesso a tratamento especializado e /ou dispõe de adequado aparato de acompanhamento clínico. Embora seja amparado pelo Sistema Único de Saúde, que garante oferta de atenção médica universal, o paciente diabético brasileiro ainda não usufrui significativamente do melhor conhecimento disponível sobre esta doença (MARTINS, 2004). Complicações relacionadas à doença têm sido apontadas como responsáveis pela necessidade de elevados custos com cuidados médicos, daí a necessidade de um efetivo controle glicêmico para evitar complicações crônicas do diabetes mellitus. Tendo em vista que a hemoglobina glicada tem sido utilizada como uma importante ferramenta para a avaliação do controle glicêmico nos pacientes diabéticos, o presente estudo justifica-se na avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador para o monitoramento do controle glicêmico (CAMARGO; GROSS, 2004; AGUIAR et al., 2007). 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Tipo de Pesquisa Este é um estudo descritivo, transversal, delineado de acordo com as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisa envolvendo Seres Humanos (Resolução 196/96 e 251/97 do Conselho Nacional de Saúde) com base na coleta de dados no Laboratório Central de Análises Clínicas situado no município de Anápolis-GO. A população do estudo constituise dos pacientes analisados pelo Laboratório Central no período de 2005 a 2009.

9 72 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus 3.2. Local e Sujeitos da Pesquisa Para a realização deste estudo foi realizado um levantamento de dados dos pacientes atendidos no Laboratório Central de Análises Clínicas, situado na cidade de Anápolis, no período de 2005 a Os dados coletados seguiram os seguintes critérios: pacientes de ambos os sexos, portadores ou não de diabetes, com idade acima de 14 anos e abaixo de 85 anos O Método para a Coleta de Dados A coleta de dados foi realizada por meio de informações contidas no banco de dados do Laboratório Central de Análises Clínicas. As seguintes variáveis foram coletadas para o estudo: Sexo. Faixa Etária. Taxas de Glicemia em Jejum. Taxas de Hemoglobina Glicada. As taxas de glicemia de jejum e hemoglobina glicada seguiram as metodologias descritas por pelos kits utilizados, a saber: Hemoglobina Glicada Para o desenvolvimento dos exames laboratoriais, utilizou-se kit comercial, cujo princípio baseava-se em uma resina de troca iônica, carregada negativamente. Tal resina apresenta uma afinidade para a molécula com carga positiva que será eluída posteriormente, utilizando tampão fosfato 36 mmol/l ph 6,7. Glicemia de Jejum O teste de glicemia foi realizado utilizando kits enzimáticos contendo Glicose-oxidase e Peroxidase como ativos biocatalíticos. O produto da reação era medido em espectrofotômetro Bioplus 2000, à 510 nm. Todos os dados laboratoriais, que continham os exames de glicemia e hemoblogina glicada, mantidos no sistema de gerenciamento de pacientes foram utilizados na realização deste trabalho Tratamento e Análise dos Dados Este estudo baseia-se na coleta de dados, retrospectivos, de exames laboratoriais, não oferecendo assim nenhum risco aos pacientes participantes, pois apenas seus dados foram utilizados para o desenvolvimento do estudo em questão. O sigilo da identidade do

10 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 73 paciente também foi mantida, segundo as normas previstas na Resolução 196/96 e 251/97 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados qualitativos foram coletados por meio de pesquisas bibliográficas extraídas de livros e artigos científicos adquiridos pelos bancos de dados: SciELO, Scirus, Science Direct e Scopus, utilizando como palavras-chave os unitermos: Himoglobina glicada, Diabetes, Glicemia de jejum. A análise quantitativa foi baseada nos dados obtidos do Laboratório Central, utilizando o sistema de gerenciamento de pacientes, onde possui o registro dos pacientes desde 2004, para esta análise foi utilizada informações de 2005 a Após coletados, os dados foram tabulados e organizados em planilhas de Microsoft Excell 2010, para demonstração dos resultados por meio de gráficos que relaciona os índices de hemoglobina glicada e a glicemia de jejum, por faixa etária e sexo Aspectos Éticos da Pesquisa O projeto desta pesquisa foi encaminhado ao Comitê de Ética e Pesquisa da Anhanguera Educacional (AESA), visando obter permissão para realizá-lo. Frente à permissão para consecução do estudo via processo 013/2010 IPADE/AESACEP foi realizada a coleta de dados, a tabulação e publicação dos resultados alcançados. 4. RESULTADOS Foram avaliados pelo presente estudo 216 registros laboratoriais, presentes no sistema de gerenciamento de pacientes do Laboratório Central de Análises Clínicas de Anápolis Goiás. A amostragem foi composta por 67 registros de pacientes do sexo masculino e 149 do sexo feminino, com idade entre 14 e 85 anos, destes foram avaliados os níveis de hemoglobina glicada e os de glicemia de jejum. Os resultados encontrados estão descritos abaixo. Na Figura 1, está descrita a distribuição dos níveis de hemoglobina glicada em pacientes do sexo masculino. Os valores apresentados seguem uma distribuição normal, apresentando uma maior frequência entre os valores 7,4 a 9,1%, onde é possível perceber que 37,31% (25) dos pacientes possuem seus níveis de hemoglobina glicada neste intervalo.

11 74 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus Figura 1. Taxa de Hemoglobina Glicada - Pacientes do Sexo Masculino. Na Tabela 1 pode-se avaliar a média dos valores de hemoglobina glicada em relação à idade na população do sexo masculino. De acordo com os dados é possível relatar que pacientes com idade superior aos 50 anos estão entre os que possuem maior taxa de hemoglobina glicada, variando entre 7,5 a 8,5. Tabela 1. Média da Taxa de Hemoglobina Glicada relacionada à idade dos pacientes do Sexo Masculino. Idade Média da Taxa de Hemoglobina , , , , , , , ,3 Fonte: Laboratório Central de Análises Clínicas (2010). Ao analisar os níveis glicêmicos de jejum (Figura 2), da população do sexo masculino, é possível verificar que 20 (29,85%) indivíduos apresentaram valores glicêmicos normais, e 47 (70,15%) apresentaram valores glicêmicos acima dos valores de referência adotada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

12 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 75 Figura 2. Taxa de Glicemia de Jejum - Pacientes do Sexo Masculino. Considerando os valores médios de glicemia de jejum em relação à idade dos indivíduos do sexo masculino pode-se observar que pacientes acima dos 32 anos apresentaram valores glicêmicos acima do recomendado. Resultados apresentados na Tabela 2. Tabela 2. Média da Taxa de Glicemia de jejum relacionada à idade dos pacientes do Sexo Masculino. Idade Média da Taxa de Glicemia de Jejum Fonte: Laboratório Central de Análises Clínicas (2010). Analisando os dados obtidos dos pacientes do sexo feminino, quanto ao nível de hemoglobina glicada (Figura 3), é possível verificar que da população total de 149 pacientes, com idade entre 14 e 85 anos, 109 (73,15%) apresentaram-se com valores de hemoglobina elevados e 26,85% apresentaram níveis considerados normais, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

13 76 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus Figura 3. Taxa de Hemoglobina Glicada - Pacientes do Sexo Feminino. A Figura 4 apresenta a média de hemoglobina glicada em relação à idade dos indivíduos do sexo feminino. Pode-se observar que somente os pacientes com idade entre 50 a 67 apresentaram índices de hemoglobina glicada acima de 8,0%. Figura 4. Média da Taxa de Hemoglobina Glicada relacionada à idade dos pacientes do Sexo Feminino. Na Tabela 3 é possível verificar os índices glicêmicos da população feminina. Verifica-se uma frequência maior de pacientes com taxa de glicemia acima de 100 mg/dl 69,1%, enquanto que 30,9% apresentam valores glicêmicos considerados normais.

14 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 77 Tabela 3. Taxa de Glicemia de Jejum - Pacientes do Sexo Feminino. Taxa de Glicemia de Jejum Nº de Pacientes TOTAL 149 Fonte: Laboratório Central de Análises Clínicas (2010). Na Figura 6, é possível verificar que os valores de glicemia não apresentam uma distribuição homogênea frente à idade. No entanto é perceptível que em pacientes mais jovens (14 22) o nível da glicemia está dentro da normalidade, bem como pode ser visto no grupo de 32 40, onde a média da glicemia foi de 96 mg/dl. Figura 5. Média da Glicemia de Jejum relacionada à idade do Sexo Feminino. 5. DISCUSSÃO A hemoglobina glicada é considerada o exame laboratorial de rotina, aplicado a todos pacientes diagnosticas com diabetes mellitus, fundamental para documentar o controle

15 78 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus glicêmico dos níveis médios de glicose plasmática nos 2 a 3 meses que antecedem o procedimento laboratorial. Em indivíduos normais os índices de hemoglobina glicada está otimizado entre 1% a 4%, mas na prática estão referenciados em torno de 4% a 6%, valores acima de 7% são associados aos indivíduos diabéticos potencialmente em risco para complicações crônicas, segundo Netto et al. (2009), com o presente estudo ficou evidenciado que a população estudada apresenta um elevado risco para complicações do DM. Segundo Cruz-Filho et al. (2002), a alta prevalência do DM ocorre em todo o mundo e com projeções epidêmicas para os anos futuros, as complicações decorrentes da evolução da doença estão relacionadas ao fato do diagnóstico tardio. As manifestações clínicas são silenciosas e progressivas, o que torna claro o fato de que o diagnóstico precoce é uma ferramenta importante para a prevenção de complicações crônicas. A população analisada pelo Laboratório Central de Anápolis encontra-se com níveis de hemoglobina glicada elevados. O maior índice observado foi em indivíduos do sexo feminino totalizando 69% dos pacientes. Neste estudo verificou-se uma relação entre os valores elevados, tanto de hemoglobina glicada quanto os de glicemia de jejum, com a idade. O trabalho Schaan et al. (2004), relata que a tolerância à glicose vai diminuindo de acordo com o envelhecimento dos indivíduos, o que pode ser observado nos dados apresentados, corroborando com os estudos de hemoglobina glicada, já publicados. De acordo com os relatos de Netto et al.(2009), atualmente a hemoglobina glicada não é adotada como teste para rastreio do DM, e sim para controle glicêmico pois um resultado normal não descarta o DM, mas porém pode se dizer que um índice elevado demonstra um indivíduo diabético, pois o teste proporciona a concentração média de glicose plasmática dos últimos 60 a 90 dias que antecedem a realização do exame laboratorial. O teste em sim é fundamental para a complementação das medições do controle glicêmico, como a glicemia de jejum em plasma ou urina. A correlação observada neste estudo entre os valores elevados de hemoglobina glicada e de glicemia de jejum, tanto em indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino, foi consistente com a literatura, pois as taxas elevadas dos valores glicêmicos levam as complicações crônicas do DM (CAMARGO; GROSS, 2004; NETTO et al., 2009). A dosagem da hemoglobina glicada apresenta altos níveis de exatidão e de reprodutividade, no entanto fatores interferentes podem resultar em valores não compatíveis com o real estado do controle glicêmico do indivíduo, podemos citar como

16 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 79 etiologias, hemoglobinopatias, comprometimento da medula óssea por radiação, toxinas fibroses, tumores, deficiência nutricional de ácido fólico, vitaminas B6 e B12, deficiência de ferro, hipertireoidismo, queimaduras graves, intoxicação por chumbo, condições que aumentam o número de glóbulos vermelhos e ou o valor do hematócrito (NETTO et al., 2009). Devido aos fatores que promovem interferências na dosagem da hemoglobina glicada, bem como interferir nos valores da hemoglobina glicada, estes métodos não podem ser utilizado como rastreio para o DM, mas há possibilidade de utilização dele como complemento da glicemia de jejum, tanto para o diagnóstico como para a confirmação do mesmo. Diversos autores relatam a especificidade, porém sem sensibilidade, pois um resultado normal não exclui o DM, e sim demonstra controle. A dosagem da hemoglobina glicada ainda não foi padronizada para teste de rastreio do DM, mas certamente um indivíduo que apresente níveis acima de 10% possivelmente será considerado diabético (NETTO et al., 2009; CRUZ-FILHO et al., 2002; MACLELLAM et al., 2007; LOJUDICE; SOGAYAR, 2008). A maioria da população estudada apresenta níveis de hemoglobina glicada e de glicemia de jejum alteradas, neste estudo não foi possível avaliar estes pacientes como diabéticos ou não, pois existem pacientes com níveis de hemoglobina glicada normais e de jejum com alterações. Mas levando em consideração que níveis altos de hemoglobina glicada demonstram descontrole glicêmico pode afirmar que a maioria da população estudada, 68%, está com níveis de hemolgobina glicada alterados e 32% normais, não podendo, neste caso, excluir o DM. Estes pacientes podem estar em um adequado controle glicêmico (SCHAAN et al., 2004; TRICHES et al., 2009). 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados apresentados por este estudo demonstraram que para os 67 indivíduos do sexo masculino analisados, 58% apresentaram valores alterados. O valor médio de hemoglobina glicada esteve entre 7,4% a 9,1%, valores fora dos padrões aceitáveis. Para os níveis de glicemia de jejum, encontraram-se níveis elevados em 70% da população masculina estudada. Da população do sexo feminino estudada ocorreu um elevado índice de pacientes com alterações, tanto na hemoglobina glicada quanto na glicemia de jejum, evidenciando que 73% delas apresentaram níveis elevados de hemoglobina glicada e que 69% apresentaram glicemia de jejum alterada.

17 80 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus De acordo com os dados analisados, pode-se dizer que os níveis glicêmicos aumentados estão relacionados à idade elevada. O envelhecimento do paciente causa tolerância à glicose diminuída provocando um estado de hiperglicemia, demonstrados pelos resultados obtidos neste estudo. Com os resultados apresentados por este estudo pode-se concluir então que a dosagem de hemoglobina glicada não pode ser utilizada para o diagnóstico, e sim para o controle glicêmico. Objetiva-se com o controle evitar a ocorrência de complicações do DM, priorizando a qualidade de vida dos indivíduos diabéticos, sendo a hiperglicemia prolongada bastante nociva ao organismo. REFERÊNCIAS AGUIAR, Luiz Guilherme K. de; VILLELA, Nivaldo Ribeiro; BOUSKELA, Eliete. A microcirculação no diabetes: Implicações nas complicações crônicas e tratamento da doença. Arq. Brás. Endocrinol. Metab., v.51, n.2, p , ARAÚJO, Leila Maria Batista; BRITTO, Maria M. dos Santos; CRUZ, Thomas R. Porto da. Tratamento do Diabetes Mellitus do tipo 2: Novas opções. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., v. 44, n.6, p , AYACH, Wilson. Comparação entre a Glicemia de Jejum associada aos fatores de risco e o Teste Oral de Tolerância à Glicose simplificado no rastreamento do diabete gestacional. RBGO, v.22, n.5, p.313, AYACH, Wilson; CALDERON, Iracema de Mattos Paranhos; RUDGE, Marilza Vieira Cunha; COSTA, Roberto Antonio Araújo. Associação glicemia de jejum e fatores de risco como teste para rastreamento do diabete gestacional / Fasting glycemia associated wicth factors as a screening test for gestational diabetes mellitus. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., v.5, n.3, p , BARONE, Bianca; RODACKI, Melane; CENCI, Maria Claudia Peixoto; ZAJDENVERG, Lenita; MILECH, Adolfo; OLIVEIRA, José Egidio P. Cetoacidose Diabética em Adultos-Atualização de uma Complicação Antiga. Arq. Brás. Endocrinol. Metab., v. 51, n.9, p , BEHLE, Ivo; ZIELINSKY, Paulo; ZIMMER, Lucia Pellanda; PONTREMOLI, Mila; RISCH, Juliana N. Níveis de hemoglobina glicosilada e anomalias cardíacas em fetos de mães com diabetes mellitus. RBGO, v. 20, n.5, p , BEM, Andreza Fabro de; KUNDE, Juliana. A importância na determinação da hemoglobina glicada no monitoramento das complicações crônicas do diabetes mellitus / The importance of glycated hemoglobin determination in the management of chronic complications associated with diabetes mellitus. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v. 42, n.3, p , ILUS, TAB, CAMARGO, Joíza Lins; GROSS, Jorge Luiz. Glico-Hemoglobina (HbA1c, p.aspectos Clínicos e Analíticos. Arq. Brás. Endocrinol. Metab., Porto Alegre, v. 48, n.4, p , CHACRA, Antonio Roberto. Qual é o real valor da dosagem da hemoglobina glicada (A1C)?. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v. 44, n.3, p.0-0, ND, CELONEZE, Bruno; LAMOUNIER, Rodrigo Nunes; COELHO, Otávio Rizzi. Hiperglicemia pósprandial: Tratamento do seu potencial aterogênico / Postprandial Hyerglycemia: Treating atherogenic potential. Arq. Bras. Cardiol., v.87, p , CORRÊA, Fernanda H.; NOGUEIRA, Verônica G.; BEVILÁCQUUA, Maria de Fátima; GOMES, Marília de Brito. Avaliação da secreção e reistência insulínica em indivíduos com diferentes graus de tolerância à glicose-do metabolismo normal ao diabetes mellitus. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., v. 51, n.9, p , COSTA, Augusto C. F.; ROSSI, Adriana; GARCIA, Nádia B.; MOREIRA, Ayrton C.; FOSS, Milton

18 Flavio Marques Lopes, Edna Tiago de Araújo, Keila Jacinto da Silva, Mírian Costa Silva, Reinan Oliveira da Cruz, Eduardo Sardinha Lisboa 81 associadas à resistência insulínica / Diagnostc criteria of the glucose metabolism disorders and variables associated to insulin resistence. J. Brás. de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 39, n.2, p , DAMIANI, Durval. Critérios diagnósticos no diabetes mellitus. Rev. Ass. Méd. Brasil, v. 46, n.4, p , DIB, Sergio Atala. Heterogeneidade do Diabetes Melito Tipo 1. Arq. Bras. Endocrinol. Metabol. Lab., v.52, n.2, p TAB, CRUZ-FILHO, Rubens A.; CORRÊA, Lávia Lugarinho; EHRHARDT, Alessandra O.; CARDOSO, Gilberto Perez; BARBOSA, Gilberto Miranda. O papel da glicemia capilar de jejum no diagnóstico precoce do diabetes mellitus: Correlação com fatores de risco cardiovascular. Arq. Bras. Endocrinol. Matab., v. 46, n.3, p , GOMES, Marília de B.; FERNANDES, Luis Maurício M.P.; FUKS, Anna Gabriela; PONTES, Cristiana R.P.A.; CASTRO, Simone Henriques; AFFONSO, Filipe de Souza; GARFINKEL, Tatiana; LUCAS, Nélson Eduardo. Variabilidade do Controle Glicêmico de Pacientes com Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 Durante Um Ano de Acompanhamento. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., Rio de Janeiro, v.45, n.2, p , GROSS, Jorge L.; SILVEIRO, Sandra P.; CAMARGO, Joíza L.; REICHELT Angela J.; AZEVEDO, Mirela J. de. Diabetes Melito: Diagnóstico, Classificação e Avaliação do Controle Glicêmico. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., Porto Alegre, v. 46, n.1, p.16-26, HOFFBRAND, A.V.; MOSS, P.A.H.; PETTIT, J.E. Fundamentos em Hematologia. 5.ed. Artmed, LOJUDICE, Fernando Henrique; SOGAYAR, Mari Cleide. Células tronco no tratamento e cura do diabetes mellitus / Stem cells in the treatment and cure of diabetes mellitus. Ciência & Saúde Coletiva, v.13, n.1, p.15-22, MANNA, Della. Nem toda criança diabética é do tipo 1 / Not every diabetic child hás type 1 diabetes melitus. J. Pediatria, Rio J., v.83, supl 5, p , MARTINS, Álvaro Rodrigues. Hemoglobina glicada: ações para sua utilização com base no conhecimento científico. J. Bras. Patol. Méd. Lab. v.39, n.3, p , ND, MCLELLAN, Kátia Cristina Portero,; BARBALHO, Sandra Maria.; CATTALINI, Marino.; LERARIO, Antonio Carlos.Diabetes mellitus do tipo 2, síndrome metabólica e modificação no estilo de vida/ Type 2 Diabetes Mellitus, metabolic syndrome and change in lifestyle. Rev. Nutr. Campinas, v. 20, n.5, p , set./out MINELLI, Lorivaldo; NONINO, Andrei Bungart; SALMAZO, Jaqueline Cantarelli; NEME, Leandro; MARCONDES, Marcelo. Diabetes mellitus e afecções cutâneas / Diabetes mellitus and cutaneous affections. Na Bras. Dermatol., v. 78, n.6, p , NETTO, Augusto Pimazoni; ANDRIOLO, Adagmar; FILHO, Fadlo Fraige; TAMBASCIA, Marcos; GOMES, Marilia de Brito; MELO, Murilo; SUMITA, Nairo Massakazu; LYRA, Ruy; CAVALCANTI, Saulo. Atualização sobre hemoglobina glicada (HbA1C) para avaliação do controle glicêmico e para o diagnostico do diabetie: aspectos clínicos e laboratoriais / update of glycated hemoglobin (HbA1C) for assessment of glycemic control and the diagnostics of diabetes: clinical and laboratory aspects. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v. 45, n.1, p.31-48, ILUS, GRA, TAB, OLIVEIRA, Cláudia H.M.C. de; BERGER, Karina; SOUZA Silvia Coral de A. L. e; MARUI, Suemi; KHAWALI, Cristina; HAUACHE, Omar M.; VIEIRA, José Gilberto H.; MACIEL, Rui M. B.; REIS, André F. Monitorização contínua de glicose: análise critica baseada em experiência ao longo de um ano / Continuous glucose monitoring: a critical appraisal after one yer experience. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., v. 46, n.6, p , ILUS, TAB, OTERO, Morales Jorge; CONEJERO, Ana María Suares; LANTIGUA, Luis Cáspedes; REBOREDO, Waldo. Diabetes mellitus. Diagnóstico positivo. Rev. Cubana Med. Gen. Integr., v. 22, n.1, PAC, M.; REIS, R.; Diabetes mellitus gestacional. Rev. Ass. Med. Bras., v. 54, n.8, p , PUNHALES, Márcia K.C.; GEREMIA, César; MONDADORI, Paula; PICKEL, Marilissa; FORNARI, Adriana; TSCHIEDEL, Balduino. Como a monitorização contínua de glicose subcutânea pode colaborar na interpretação dos valores da HbA1c no diabetes melito tipo 1. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. Lab., v. 52, n.2, p TAB, 2008.

19 82 Avaliação da hemoglobina glicada como importante marcador do Diabetes Mellitus RAMALHO, Ana Claudia R.; SOARES, Sabrina. O papel do exercício no tratamento do diabetes melito tipo 1 / The role of exercise in the treatment of type 1 diabetes. Arq. Bras. Endocrinol Metab., v.52, n.2, p , TAB, SCHAAN, Beatriz D Argod; HARZHEIM, Erno; GUZ, Iseu. Perfil de risco cardíaco no diabetes mellitus e na glicemia de jejum alterada / Cardiac risk profile in diabetes mellitus and impaired fasting glucose. Rev. Saúde Pública, v.38, n.4, p , SUMITA, Nairo Massakazu; ANDRIOLO, Adagmar. Importância da determinação da hemoglibina glicada no monitoramento do paciente portador de diabetes melitus. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v.42, n.3, ND, Importância da hemoglobina aplicada no controle do diabetes mellitus e na avaliação de risco das complicações crônicas / Glycohemoglobin importance in the diabetes mellitus control and in the risk evaluation of chronic complications. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v. 44, n.3, p , TAB, SUMITA, Nairo Massakazu. A Hemoglobina glicada e o laboratório clínico. J. Bras. Patol. Méd. Lab., v. 45, n.1, p.7-8, ND, TEIXEIRA, José Eduardo Cavalcanti. Diagnóstico Laboratorial em Hematologia. 1. ed. Mogi das Cruzes: Roca, TRICHES, Cristina; SCHAAN, Beatriz D Argord; GROSS, Jorge Luiz; AZEVEDO, Mirela Jobim de. Complicações macrovasculares do diabetes melito: peculiaridades clínicas, de diagnóstico e manejo / Macrovascular diabetic complications: clinical characteristcs, diagnosis and management. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., v. 53, n.6, p , VOLTARELLI, Julio C.; COURI, Carlos E. B.; RODRIGUES, Maria Carolina; MORAES, Daniela A.;STRACIERI, Ana Beatriz P.L. ; PIERONI, Fabiano; NAVARRO, George; MADEIRA, Maria Izabel A.; SIMÕES, Belinda P.Terapia celular no diabetes mellitus / Cell therapy in diabetes mellitus. Rev. Bras. Hemoter., v.31, supl.1, p , Flavio Marques Lopes Graduação em Farmácia Habilitação Bioquímica pelo Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo (2000), mestrado em Biologia pela Universidade Federal de Goiás (2003) e doutorado em Biologia pela Universidade Federal de Goiás (2008). Professor da Universidade Estadual de Goiás. Edna Tiago de Araújo Biomédica formada pela Faculdade Anhanguera de Anápolis. Keila Jacinto da Silva Biomédica formada pela Faculdade Anhanguera de Anápolis. Mírian Costa Silva Docente da Faculdade Anhanguera de Anápolis. Reinan Oliveira da Cruz Farmacêutico formado pela Faculdade Anhanguera de Anápolis. Eduardo Sardinha Lisboa Professor e Coordenador do Curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera de

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