Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de"

Transcrição

1 ESCOLA DE COMANDO E ESTADO MAIOR DO EXÉRCITO ESCOLA MARECHAL CASTELLO BRANCO TC COM LÚCIO MAURO VILLOTE MOREIRA GUERRA Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de Rondon (INTENCIONALMENTE como Gestor EM BRANCO) e Líder Rio de Janeiro 2014

2 TC COM LÚCIO MAURO VILLOTE MOREIRA GUERRA Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de Rondon como Gestor e Líder Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Ciências Militares. Orientador: Cel R1 Fernando Velôzo Gomes Pedrosa Rio de Janeiro 2014

3 TC COM LÚCIO MAURO VILLOTE MOREIRA GUERRA Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de Rondon como Gestor e Líder Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Ciências Militares. Aprovado em 18 de julho de COMISSÃO AVALIADORA Cel Fernando Velôzo Gomes Pedrosa Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Ten Cel Andrei Clauhs Escola de Comando e Estado-Maior do Exército Ten Cel Moacyr de Mattos Júnior Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

4 G934a Guerra, Lúcio Mauro Villote Moreira. Análise Histórica sobre as Atividades Logísticas das Comissões de Linhas Telegráficas e a Atuação de Rondon como Gestor e Líder / Lúcio Mauro Villote Moreira Guerra. Rio de Janeiro, f. : il ; 30 cm. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Rio de Janeiro, Bibliografia: f Rondon. 2. Comissão de Linhas Telegráficas. 3. Logística. 4. Gestor. 5. Líder. I. Título. CDD: 355.4

5 À minha esposa Dulce e meus filhos Luciano e Felipe: Vida de amor..., por isso eterna, porque eterno é viver para outrem. Rondon.

6 AGRADECIMENTOS Ao Cel Fernando Velôzo Gomes Pedrosa pelas orientações precisas e pela compreensão dispensada. Aos Cel Paulo Sérgio e Cel R1 Ivan pelas orientações repassadas nas reuniões de coordenação e pelo apoio no direcionamento e definição do trabalho. Ao Professor Doutor César Maximiano e à Professora Doutora Valentina Schmitt pelas orientações e pelo empréstimo dos livros que em muito ajudaram na realização do trabalho. Ao Arquivo Histórico do Exército pela disponibilização de seu acervo para consulta e reprodução. Ao Museu do Índio pela disponibilização de seus acervos para consulta e reprodução, em especial ao Núcleo de Biblioteca e Arquivo, na pessoa de Ione e Elena, que de forma cordial e atenciosa disponibilizaram seus preciosos tempos para atender a meus pedidos, permitindo a realização da pesquisa.

7 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. (Salmos 128, 1 a 3) Apesar dos mil contratempos causados pelas intermináveis chuvas, pela inundação de todos os rios transbordados, além de incontáveis dificuldades, conseguíramos realizar nossos planos de trabalho. Tanto vale o querer e o saber executar. (VIVEIROS, 1958, p. 189).

8 RESUMO Analisar historicamente as Comissões de Linhas Telegráficas, sob o viés logístico, e concluir sobre a atuação de Rondon como chefe e gestor foram os principais objetivos do trabalho. O método qualitativo, baseado no estudo de documentos e relatos, privilegiou uma pesquisa explicativa, bibliográfica e documental, porque descreveu as atividades logísticas, consultou fontes primárias, livros, artigos e relatórios. A revisão teórica contemplou aspectos conceituais relacionados à liderança e a gestão. Foi possível conhecer a organização e a execução dos trabalhos das comissões. A análise histórica sobre os grupos funcionais de suprimento, manutenção, transporte, engenharia, recursos humanos, saúde e gestão financeira possibilitou conhecer e compreender as características e os óbices da estrutura logística implantada para atender as demandas nas áreas funcionais de material, de pessoal e de saúde. O entendimento dos problemas enfrentados possibilitou identificar as ações empregadas por Rondon para superálos. Do exame detalhado dessas situações problema e das soluções adotadas foi possível reconhecer os aspectos específicos relacionados à gestão e a liderança e concluir que Rondon atuou efetivamente como um gestor e como um líder. Palavras-chave: Rondon. Comissões de Linhas Telegráficas. Logística. Gestor. Líder.

9 RESUMEN Históricamente analizar Comisiones Telegráficas, bajo la fuerza logística, y completa sobre Rondon como jefe en funciones y director eran los principales objetivos del trabajo. El método cualitativo, basado en el estudio de los documentos e informes, a favor de un explicativa, la literatura y documentos, como las actividades de logística que se describen, consultó a fuentes primarias, libros, artículos e informes. El examen teórico incluyó aspectos conceptuales relacionados con el liderazgo y la gestión. Fue posible conocer la organización y el trabajo de los comités. Un análisis histórica de los grupos funcionales de abastecimiento, mantenimiento, transporte, ingeniería, recursos humanos, la salud y la gestión financiera permitió conocer y comprender las características y los obstáculos de la estructura logística desplegada para satisfacer las demandas en las áreas funcionales de material, personal y la salud. La comprensión de los problemas que enfrentan fue posible identificar las acciones empleadas por Rondon para superarlos. El examen detallado de estas situaciones problemáticas y soluciones adoptadas fue posible reconocer los aspectos particulares relacionados con la gestión y el liderazgo y la conclusión de que Rondon actuó efectivamente como gerente y como líder. Palabras clave: Rondon. Comisiones Telegráficas. Logística. Gerente. Líder.

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Quadro de tomada e execução de decisões Figura 2 Perfil do Administrador Figura 3 Habilidades necessárias ao Administrador Figura 4 Variação da necessidade de habilidades do Administrador Figura 5 Régua de liderança Figura 6 Liderança bidirecional Figura 7 Traçado das linhas telegráficas das expedições de , e Figura 8 Rancho que servia de depósito no acampamento na mata do Guaporé Figura 9 Rancho que servia de depósito no acampamento durante o serviço de construção Figura 10 Animais carregando suprimentos Figura 11 Distribuição de gêneros para o rancho Figura 12 a Vista da fazenda construída pela comissão em Campos Novos Figura 12 Criação de gado da fazenda construída pela comissão em Campos Novos Figura 13 A Comissão Rondon serviu-se do Rio Jamari e seus portos para o abastecimento das turmas, durante todo o serviço de construção da linha Figura 14 Para abastecer os acampamentos da comissão era necessário o uso dos batelões, tipo de embarcação, para o transporte através dos rios dos suprimentos Figura 15 Fornecimento chegando ao Acampamento de Porto Murtinho. 42 Figura 16 Em alguns casos havia a necessidade de se emendar o fio para a construção da linha telegráfica Figura 17 Interior de uma oficina da comissão localizada em Presidente Pena. Bancada de ajustagem Figura 18 Interior de uma oficina para pequenos consertos localizada em Presidente Pena Trabalhadores no serviço de fundição Figura 19 A oficina de emergência do acampamento para conserto dos grampos Figura 20 Poste telegráfico sendo transportado por carro de boi Figura 21 Integrantes da comissão transportando material em um carro de boi Figura 22 Para transportar cargas pesadas eram utilizados transportes como o carro de boi Figura 23 A comissão Rondon partindo de Diamantino rumo a Juruena. 50 Figura 24 Transporte de cargas da estação Henrique Dias... 50

11 Figura 25 Rondon, Estilac e Lyra no acampamento da comissão na Baía da Caissara Figura 26 A vida nos cerrados de Mato grosso expedicionários passando o córrego do Nacôgo Figura 27 Gado criado no Posto indígena Bakairi sendo utilizado como cargueiro Figura 28 Na estação chuvosa o Pantanal tem várias áreas alagadas, dificultando a travessia Figura 29 Com a modernidade os carros de boi foram substituídos pelos automóveis Ford Figura 30 Carro usado pela comissão durante a construção da estação telegráfica de Entre Rios Figura 31 Expedicionários no automóvel da comissão Figura 32 Homens em acampamento com carros da Comissão Rondon 55 Figura 33 A lancha Floriano, no serviço da comissão. Baía da Caissara, durante a construção da linha de Cáceres a Mato Grosso Figura 34 Balsa para travessia do Salto do Rio Juína Figura 35 Devido as secas os batelões são arrastados em lugares rasos do Rio Jamari Figura 36 Integrantes da comissão na travessia do Rio Juruena Figura 37 Para o serviço de exploração dos rios, os expedicionários utilizavam barcos conhecidos como batelões Figura 38 Rondon ao lado da Lancha Juruena em serviço na Baia da Caissara Figura 39 Travessia do Rio Formiga em Pelota Figura 40 A expedição acampou em local batizado por eles de bicentenário de Cuiabá, onde desenharam os levantamentos feitos na Serra do Pascoal Moreira Cabral Figura 41 Integrantes da comissão, montados em seus animais, em frente à estação telegráfica de Margarida, após a inauguração Figura 42 Para a construção da linha telegráfica, era necessário abrir picadas na mata. Campos do Guaporé Figura 43 Para a construção da linha telegráfica era necessário a derrubada das seculares árvores da Amazônia que deixavam os expedicionários impressionados Figura 44 Picada e Vista de um trecho de igapós onde depois foi construída uma ponte para facilitar o trânsito da comissão Figura 45 Picada e Vista de um trecho de igapós onde depois foi construída uma ponte para facilitar o trânsito da comissão Figura 46 Ponte construída pela Comissão sobre o Rio Água Verde ou Anhanazá Figura 47 Turma da construção reunida sobre a ponte feita por eles para facilitar o trânsito... 67

12 Figura 48 Guarita onde fio telegráfico entra para atravessar o rio Paraguai em cabo fluvial Figura 49 Para explorar o alto do rio Cabixi foi preciso construir uma canoa pequena Primeira etapa da construção é escolher o tronco e depois começar a entalhar Figura 50 Para explorar o alto do rio Cabixi foi preciso construir uma canoa pequena. Outra etapa da produção é abrir o interior da canoa Figura 51 Para aperfeiçoar a embarcação é preciso concluir o serviço à fogo. Com isso a canoa ganha mais resistência Figura 52 Observações astronômicas por Rondon e seu auxiliar o tenente Renato Barbosa Rodrigues Pereira Figura 53 O tenente Sebastião no serviço de locação da linha telegráfica de Santo Antônio ao Alto Jamari Figura 54 Rondon chefiando uma turma de locação para a construção do ramal Cáceres - Mato Grosso Figura 55 No acampamento a turma do esticamento do fio reunida pronta para o trabalho Figura 56 No acampamento a turma do esticamento do fio reunida pronta para o trabalho Figura 57 O serviço de esticamento de fio telegráfico era feito sob a chefia do capitão Sebastião Pinto da Silva, encarregado da construção Figura 58 Era necessário fazer a emenda do fio telegráfico antes do esticamento, serviço sempre feito com a supervisão do capitão Sebastião Figura 59 Aprumação do poste telegráfico Serviço de construção da linha telegráfica de Mato Grosso Figura 60 Construção de linha telegráfica ramal Campo Grande - Ponta porá Figura 61 Expedicionário da comissão, observando a linha telegráfica construída de Santo Antônio ao Jamari Figura 62 Relação de pessoal da Comissão de Linhas Telegráficas no Estado do Mato Grosso Figura 63 Considerações sobre a redução do efetivo Figura 64 Considerações sobre o pessoal e a construção das linhas Figura 65 Composição da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 66 Composição da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 67 Composição da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 68 Composição da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 69 Índios Bororo formados, cooperando na construção das linhas telegráficas de Mato Grosso... 87

13 Figura 70 Índios Terena empregados na construção da linha telegráfica de Campo Grande à Ponta Porã Figura 71 Índios Terena se apresentando na Estação de Taunay para trabalhar na construção da linha Figura 72 Índio Paresi Toloiry que serviu de guia da comissão Rondon. 88 Figura 73 Os dois homens de confiança escolhidos para o serviço de comunicações entre os expedicionários e o acampamento Figura 74 Acampamento à margem do Rio Jamari, erguido para abrigar os trabalhadores do serviço de construção Figura 75 As refeições no acampamento eram servidas sobre mesas improvisadas Figura 76 Expedicionários da comissão comemoram com um banquete e música a inauguração de um trecho da linha telegráfica Figura 77 Índios Terena que colaboraram com a construção da estação, funcionários e integrantes da comissão reunidos para a inauguração Figura 78 Uma parada da expedição durante o serviço de exploração do Rio Jamari para o almoço e descanso de seus integrantes Figura 79 Carneando uma rez no acampamento do Pau Seco Mato Grosso do Sul Figura 80 Cozinha do acampamento da estação de Aquidauana Figura 81 Rondon e seus companheiros almoçando em uma barraca no acampamento da Caissara Figura 82 Rondon observando os trabalhadores da expedição preparando uma refeição para todos do acampamento. Neste dia o prato era carne de anta moqueada Figura 83 Integrantes da comissão banhando-se nas águas do Rio Sucundury Figura 84 Necrotério no acampamento Figura 85 A oração fúnebre proferida pelo Major Rondon diante da sepultura do companheiro Figura 86 Solenidade durante o sepultamento do engenheiro civil Caio Spinola membro da comissão que faleceu afogado no Rio Jamari Figura 87 Transladação do corpo do Alferes-Aluno Francisco Bueno Horta Barbosa para o cemitério de Corumbá Figura 88 Túmulo de Antônio Sampaio Xavier, falecido em serviço Figura 89 Enterro do Honorato Figura 90 Hospital da comissão em Santo Antônio do Madeira Figura 91 Considerações sobre recursos financeiros Figura 92 Considerações sobre recursos financeiros Figura 93 Considerações sobre recursos financeiros Figura 94 Controle de gastos realizados nas inspeções das linhas pelo encarregado

14 Figura 95 Instruções para as seções de construção da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 96 Instruções para as seções de construção da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 97 Instruções para as seções de construção da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 98 Instruções para as seções de construção da Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas, Figura 99 Rondon descrevendo o recebimento das cartas Figura 100 Rondon descrevendo o recebimento das cartas e a carta do Capitão Ávila Figura 101 Carta do Capitão Ávila Figura 102 Carta do Capitão Ávila Figura 103 Final da carta do Capitão Ávila e início da carta do Capitão Senna Braga Figura 104 Final da carta do Capitão Senna Braga e início da carta do Tenente Alencarliense Figura 105 Carta do Tenente Alencarliense Figura 106 Carta do Tenente Alencarliense Figura 107 Carta do Tenente Alencarliense Figura 108 Só depois do hasteamento da bandeira é que se erguia o acampamento

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O PROBLEMA OBJETIVOS QUESTÕES DE ESTUDO DELIMITAÇÃO DO ESTUDO RELEVÂNCIA DO ESTUDO METODOLOGIA DE PESQUISA PESQUISAS REALIZADAS GESTÃO EM ADMINISTRAÇÃO CONSIDERAÇÕES GERAIS PAPÉIS DO ADMINISTRADOR HABILIDADES E COMPETÊNCIAS LIDERANÇA CONSIDERAÇÕES GERAIS TEORIAS DA LIDERANÇA ESTILO DE LIDERANÇA LIDERANÇA SITUACIONAL LIDERANÇA MILITAR COMPETÊNCIAS DO LÍDER MILITAR A LOGÍSTICA NAS COMISSÕES DE LINHAS TELEGRÁFICAS CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE AS COMISSÕES DE LINHAS TELEGRÁFICAS CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE LOGÍSTICA ÁREA FUNCIONAL APOIO DE MATERIAL GRUPO FUNCIONAL SUPRIMENTO GRUPO FUNCIONAL MANUTENÇÃO GRUPO FUNCIONAL TRANSPORTE GRUPO FUNCIONAL ENGENHARIA ÁREA FUNCIONAL APOIO AO PESSOAL ÁREA FUNCIONAL APOIO DE SAÚDE GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA A ATUAÇÃO DE RONDON COMO GESTOR E LÍDER CONSIDERAÇÕES GERAIS

16 5.2 RONDON COMO GESTOR RONDON COMO LÍDER CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS

17 11 1 INTRODUÇÃO O Brasil no final do século XIX não possuía plena integração de todos os seus Estados, pois o Mato Grosso e o Amazonas eram isolados do sudeste em termos de comunicações. O Governo Republicano Brasileiro, dando prosseguimento aos trabalhos iniciados pelo Império, nomeou comissões para lançarem linhas telegráficas pelo interior do País. Transcreve-se abaixo parte do artigo publicado no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro em 1915, e que trás um histórico das construções de linhas telegráficas, visando uma melhor compreensão da amplitude e dificuldade dessa missão. Em 1888, o Governo do Imperio, cedendo á pressão da evidencia dos factos que, ha muito tempo, clamavam pela necessidade de se acudir á segurança do paiz, do lado de Matto Grosso, mandou iniciar a construcção duma linha telegraphica que, partindo de Franca e passando por Uberaba, demandasse Goyaz, com o fito de mais tarde attingir Cuyabá. A direcção dessa obra foi confiada ao General Cunha Mattos. Era, porém, tão premente a urgencia de se tirar Matto Grosso do isolamento em que jazia que, no anno seguinte, o mesmo Governo se vio obrigado a adoptar medidas tendentes a accelerar a terminação daquelles trabalhos, creando para isso outra turma de engenheiros militares, encarregados de atacar a construcção da linha de Cuyabá para um ponto do rio Araguaia, onde ella se deveria encontrar com a que avançava de Goyaz. Taes providencias, porém, não produziram o desejado effeito e a proclamação da Republica veio encontrar as duas commissões quasi ensaiando os primeiros passos, antes de affrontarem as dificuldades do sertão. Deodoro, que pouco antes estivera de observação nas fronteiras, com um corpo do Exercito, tinha, por experiencia propria, conhecimento de quão urgente se tornava a tarefa de se estabelecer a ligação telegraphica de Matto Grosso com a capital do paiz. Não menos radical era, nesse assumpto, a opinião de Floriano Peixoto. [...] Não havia, pois, tempo a perder. Floriano, primeiro como Ajudante-General do Exercito e, logo depois, na qualidade de Ministro da Guerra, tratou de apressar o andamento daquellas obras, imprimindo-lhes um impulso vigoroso e decisivo. Para isso reorganizou as duas commissões, confiando a chefia da primeira ao então Coronel Ewerton Quadros e a da segunda ao Major Gomes Carneiro, que foi depois o heróe do cerco da Lapa. Os trabalhos por este iniciados em 1890 e prosseguidos com intensa actividade, segundo os methodos usados em construcções expeditas, terminaram no ultimo dia de Abril do anno seguinte. No curto periodo de 13 mezes, Gomes Carneiro extendeu 514 kilometros de fios telegraphicos, desde Cuyabá até o rio Araguaya. Ewerton Quadros, partindo de Goyaz, só attingio esse ponto sete mezes mais tarde, isto é, em Dezembro. Foi na execução dessa grande obra, realizada no meio de graves apprehensões patrioticas, que se inaugurou a carreira de sertanista do Coronel Rondon. [...] Já por esse tempo (1899) se havia tornado bastante sensivel a insufficiencia da ligação telegraphica de Cuyabá ao Rio, para nos garantir a defesa das vastas e desguarnecidas fronteiras matto-grossenses.

18 A conveniencia de dotar Corumbá com aquelle processo de communicações rapidas e seguras, era reconhecida desde os tempos da monarchia. Nesse sentido tres tentativas se haviam feito. A primeira, realizada pelos engenheiros militares Jacques Ourique, Mendes de Morais e outros, por ordem de Deodoro, quando esteve com o corpo de Exercito de observação na fronteira de Matto Grosso, vizava ligar aquella cidade á capital da Provincia; a segunda, projetada e apenas iniciada por Ewerton Quadros, tinha por mira chegar ainda áquella cidade, partindo de Uberaba e passando por Coxim; e, finalmente, a terceira deveria ter o mesmo ponto terminal que a precedente, sahindo, porém, duma estação da linha de Cuyabá ao Araguaya. De todas essas tentativas foi a terceira, dirigida pelo então Major Bento Carneiro Monteiro, a unica que chegou a estender cerca de uma centena de kilometros de fios, não passando, todavia, do rio S. Lourenço. Agora, porém, cuidava-se de fazer obra muito mais extensa e completa do que a de todos esses projectos. Pelo novo plano, organizado no novo departamento da guerra, tornava-se precizo encerrar os principaes pontos estrategicos dos confins do Brasil com o Paraguay e a Bolivia, nas malhas duma grande rede telegraphica, cujos fios, enfeixando-se em Cuyabá, permitissem ao Governo central e á Nação estar em constante communicação com aquellas longinquas paragens do nosso territorio e sobre ellas exercer ativa e proveitosa vigilancia. Para essa empreza, era forçoso contar com difficuldades maiores do que as que se costumam encontrar no interior do Brasil, desde que se tenham de transportar fardos consideraveis, garantir a subsistencia de pessoal numeroso e utilizar os serviços de muitos homens, porque o principal theatro de operações de tal empreza seriam os insondaveis pantanaes do Paraguay. Foi ainda a Rondon que o Governo da Republica, em 1900, sendo Ministro da Guerra o Marechal Mallet, confiou a execução das obras desse projecto, directamente formulado sobre considerações que dizem respeito aos meios de se salvaguardarem interesses vitaes da Nação. Os trabalhos de construcção dessa rêde abrangeram o período compreendido de 1900 a 1906, anno em que ella ficou acabada, com kilometros e 813 metros de fios, servindo 17 estações. A fronteira do Paraguay ficou ligada por dous pontos principaes Porto Murtinho e Bela Vista e a da Bolivia por outros dous Corumbá e Coimbra sem contar com um terceiro, S. Luiz de Caceres, séde, como os demais, de estacionamento de forças militares, mas não collocado, como aquelles, quasi sobre a linha que marca a terminação do territorio brasileiro. [...] Quando, em fins de 1906, Rondon se recolhia ao Rio de Janeiro, por haver terminado a construcção da rêde telegraphica nas fronteiras paraguayas e bolivianas, já o seu nome corria o Brasil, bafejado por uma suave aura de gloria, que o recommendava á admiração e á estima dos seus concidadãos agradecidos. O governo do Sr. Affonso Penna projectava então uma série de medidas que completassem e assegurassem a incorporação, que se havia feito ao Brasil, dos territorios do Acre, do Purús e do Juruá. Entre estas medidas figurava, em primeiro plano, a da construcção duma linha telegraphica que, ligando a Capital da Republica áquelles territorios, tornasse possivel exercer-se sobre elles, com a regularidade exigida pela magnitude dos interesses nacionaes ligados áquellas regiões, a acção do Governo central. O Presidente Penna empenhava-se vivamente pela prompta realização dessa obra gigantesca, da qual, disse elle pessoalmente a Rondon, dependia a solução doutros problemas de capital importancia economica, politica e social. Já existiam formulados dous projectos, um do Dr. Leopoldo Weiss e o outro do Dr. Francisco Bhering, este com parecer favorável do Club de Engenharia. 12

19 O Presidente Penna já os havia estudado e conhecia-os a fundo; receava, porém, que nenhum delles pudesse ser executado, tão grandes eram as difficuldades que se tinham de vencer para estender uma linha de mais de dous mil kilometros através do sertão bruto e das formidaveis florestas amazonicas. Penna mandou chamar Rondon a Palacio; expoz-lhe, em largos traços, o que se projectava e interpellou-o: Acha exequivel semelhante projecto naquellas zonas despovoadas e destituidas de recursos proprios? É só querer, respondeu-lhe Rondon. Pois eu quero, retorquio o Presidente, e confio-lhe a execução desse trabalho. (JORNAL DO COMMERCIO, 1916, p. 33 e 36, 38 a 41, 60 a 62). 13 A maioria das comissões não teve êxito, conforme pode ser verificado na transcrição, principalmente porque era um trabalho árduo e muito difícil. Coube a Rondon a tarefa de chefiar o lançamento de linhas, desbravar e mapear o interior do Brasil. As Comissões de Linhas Telegráficas em que Rondon participou, em especial as que ele chefiou, não foram mais fáceis que as anteriores, o diferencial pode ter sido a sua atuação, como gerente e chefe. As dificuldades logísticas que surgem relacionadas a qualquer tipo de missão requerem ações corretivas e preventivas, além de posturas pessoais frente aos problemas. O presente trabalho visa analisar se a figura de Rondon, chefe das Comissões, foi determinante para a superação dos óbices logísticos de desbravar o sertão e lançar milhares de quilômetros de fios de cobre, integrando o Mato Grosso ao restante do país e realizando um feito inigualável. 1.1 O PROBLEMA As Comissões nomeadas para instalar as Linhas Telegráficas para o Mato Grosso, como apresentado acima, não haviam realizado até então um trabalho satisfatório, devido às inúmeras dificuldades, dentre elas de logísticas e de locomoção, causadas principalmente pela falta de estradas. O Presidente da República Afonso Pena, acreditando que Rondon fosse capaz de lograr êxito nas construções das linhas telegráficas, atribuiu-lhe a missão de chefiar as novas comissões. Assim, o problema a ser analisado pode ser definido pelo questionamento: Quais as dificuldades logísticas enfrentadas pelas Comissões de Linhas Telegráficas chefiadas por Rondon e como este agiu para superá-las, como gestor e líder?

20 OBJETIVOS Objetivo Geral Conhecer os problemas logísticos das Comissões de Linhas Telegráficas e as ações adotadas para superá-los. Objetivos Específicos a) Identificar os efetivos empregados nas Comissões de Linhas Telegráficas. b) Descrever os aspectos relativos à administração dos recursos humanos, como recompletamentos, óbitos, deserções, substituições, baixas, pagamento, saúde. c) Identificar os óbices na área de pessoal. d) Identificar os diversos meios de transporte utilizados pelas Comissões e seus óbices. e) Descrever a sistemática de transporte, manutenção e suprimento e aspectos relativos a engenharia, saúde e financeira. f) Descrever as ações adotadas por Rondon para superar as dificuldades nas áreas de pessoal, de material, de transporte, de suprimento, de engenharia e de saúde. g) Identificar em Rondon, ao longo dos trabalhos à frente das Comissões, suas habilidades, métodos e ações, como gestor e líder. 1.3 QUESTÕES DE ESTUDO As questões de estudo a serem atendidas sobre as atividades logísticas nas Comissões de Linhas Telegráficas e todas as dificuldades e problemas enfrentados visam responder as seguintes perguntas: a) Quais as dificuldades logísticas enfrentadas pelas Comissões de Linhas Telegráficas chefiadas por Rondon? b) Como Rondon agiu para superá-las, como gestor e líder? 1.4 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO O presente estudo tem por meta analisar historicamente os trabalhos realizados pelas Comissões de Linhas Telegráficas chefiadas por Rondon desenvolvidos a partir do final do século XIX sob o viés das atividades logísticas.

21 RELEVÂNCIA DO ESTUDO Os trabalhos realizados pelas Comissões de Linhas Telegráficas foram imprescindíveis para a integração do Mato Grosso e do Amazonas ao centro político e econômico do Brasil no início do século XX. Os desafios enfrentados, como foram superados, e a atuação de Rondon como Chefe das Comissões merecem ser analisados, para possibilitar a obtenção de novos conhecimentos e ensinamentos nas áreas de gestão e de liderança, possibilitando o desenvolvimento e o aprimoramento dos gestores e líderes do futuro. 1.6 METODOLOGIA DE PESQUISA A metodologia de pesquisa foi qualitativa, pois se baseou na análise de documentos e relatos a fim de se compreender a sistemática das atividades logísticas desenvolvidas pelas Comissões de Linhas Telegráficas e seus percalços. Esta pesquisa foi explicativa, bibliográfica e documental. Explicativa porque visou descrever as atividades logísticas das comissões e as dificuldades enfrentadas e buscou identificar nos acontecimentos e procedimentos adotados para a solução dos problemas as características de gestão e de liderança, evidenciados por Rondon. Bibliográfica porque buscou o conhecimento em livros, artigos, manuais e outros documentos. Documental, pois utilizou fontes primárias para a coleta dos dados. A metodologia escolhida para esta pesquisa não apresentou dificuldades e limitações em relação à coleta e ao tratamento dos dados no que tange à disponibilidade de informações e acesso aos documentos originais ou à interpretação dos dados coletados. Por isso, acreditou-se que a metodologia escolhida foi acertada e possibilitou alcançar com sucesso o objetivo final da pesquisa. 1.7 PESQUISAS REALIZADAS O presente trabalho começou com a pesquisa bibliográfica em livros, artigos, e manuais, buscando-se dados pertinentes às atividades logísticas das comissões de Linhas Telegráficas, aos modelos de gestão de recursos e aos tipos de liderança.

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

Inteligência Emocional. A importância de ser emocionalmente inteligente

Inteligência Emocional. A importância de ser emocionalmente inteligente Inteligência Emocional A importância de ser emocionalmente inteligente Dulce Sabino, 2008 Conceito: Inteligência Emocional Capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos

Leia mais

Perfil e Competências do Coach

Perfil e Competências do Coach Perfil e Competências do Coach CÉLULA DE TRABALHO Adriana Levy Isabel Cristina de Aquino Folli José Pascoal Muniz - Líder da Célula Marcia Madureira Ricardino Wilson Gonzales Gambirazi 1. Formação Acadêmica

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

LIDERANÇA DA NOVA ERA

LIDERANÇA DA NOVA ERA LIDERANÇA DA NOVA ERA Liderança da Nova Era Liderança é a realização de metas por meio da direção de colaboradores. A liderança ocorre quando há lideres que induzem seguidores a realizar certos objetivos

Leia mais

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA Prof. Gustavo Nascimento Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA A liderança e seus conceitos Liderança é a capacidade de influenciar um grupo para que as metas sejam alcançadas Stephen Robbins A definição de liderança

Leia mais

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Avaliação de: Sr. Mario Exemplo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Leia mais

Aula 5. Teorias sobre Liderança

Aula 5. Teorias sobre Liderança Aula 5 Teorias sobre Liderança Profa. Ms. Daniela Cartoni daniela.cartoni@veris.edu.br O que é Liderança Capacidade de influenciar um grupo em direção ao alcance dos objetivos. Desafios para o líder: desenvolvimento

Leia mais

COMPETÊNCIAS E COMPORTAMENTO DOS LÍDERES NO CENÁRIO ATUAL

COMPETÊNCIAS E COMPORTAMENTO DOS LÍDERES NO CENÁRIO ATUAL COMPETÊNCIAS E COMPORTAMENTO DOS LÍDERES NO CENÁRIO ATUAL 1.Osnei FranciscoAlves 2. Jéssica Barros 1. Professor das Faculdades Integradas Santa Cruz. Administrador, MBA Executivo em Gestão de Pessoas e

Leia mais

Teoria Básica da Administração. Liderança e Comunicação. Professor: Roberto César

Teoria Básica da Administração. Liderança e Comunicação. Professor: Roberto César Teoria Básica da Administração Liderança e Comunicação Professor: Roberto César Liderança O líder nasce líder ou aprende a ser líder? Liderar é conhecer a motivação humana e saber conduzir as pessoas a

Leia mais

Organização da Aula. Gestão de Recursos Humanos. Aula 2. Liderança X Gerenciamento. Contextualização. Empreendedor Conflitos.

Organização da Aula. Gestão de Recursos Humanos. Aula 2. Liderança X Gerenciamento. Contextualização. Empreendedor Conflitos. Gestão de Recursos Humanos Aula 2 Profa. Me. Ana Carolina Bustamante Organização da Aula Liderança Competências gerenciais Formação de equipes Empreendedor Liderança X Gerenciamento Conceito e estilos

Leia mais

Liderança Estratégica

Liderança Estratégica Liderança Estratégica A título de preparação individual e antecipada para a palestra sobre o tema de Liderança Estratégica, sugere-se a leitura dos textos indicados a seguir. O PAPEL DE COACHING NA AUTO-RENOVAÇÃO

Leia mais

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com.

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com. Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil bbbrothers@bbbrothers.com.br O equilíbrio necessário para se tornar um excelente gerente

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

Inteligência. Emocional

Inteligência. Emocional Inteligência Emocional Inteligência Emocional O que querem os empregadores?? Atualmente, as habilitações técnicas específicas são menos importantes do que a capacidade implícita de aprender no trabalho

Leia mais

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Boas propostas são essenciais para que uma gestão tenha êxito, mas para que isso ocorra é fundamental que os dirigentes organizacionais

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA

Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA Prof. Daniel Bertoli Gonçalves UNISO - SOROCABA Engenheiro Agrônomo CCA/UFSCar 1998 Mestre em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente IE/UNICAMP 2001 Doutor em Engenharia de Produção PPGEP/UFSCar

Leia mais

A Importância das Competências Comportamentais para Profissionais de Gerenciamento de Projetos. Ivo M. Michalick Vasconcelos, MSc, PMP, PMI-SP

A Importância das Competências Comportamentais para Profissionais de Gerenciamento de Projetos. Ivo M. Michalick Vasconcelos, MSc, PMP, PMI-SP A Importância das Competências Comportamentais para Profissionais de Gerenciamento de Projetos Ivo M. Michalick Vasconcelos, MSc, PMP, PMI-SP Por que projetos falham? Gestão Moderna (anos 90 em diante):

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2013

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2013 RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES 2013 Even e Junior Achievement de Minas Gerais UMA PARCERIA DE SUCESSO 1 SUMÁRIO Resultados Conquistados... 3 Resultados do Projeto... 4 Programa Finanças Pessoais... 5 Conceitos

Leia mais

Perfil de estilos de personalidade

Perfil de estilos de personalidade Relatório confidencial de Maria D. Apresentando Estilos de venda Administrador: Juan P., (Sample) de conclusão do teste: 2014 Versão do teste: Perfil de estilos de personalidade caracterizando estilos

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA. drivanmelo@yahoo.com.br

FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA. drivanmelo@yahoo.com.br FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA drivanmelo@yahoo.com.br ADMINISTRAÇÃO AD Prefixo latino = Junto de AD MINISTRAÇÃO MINISTER Radical = Obediência, Subordinação Significa aquele que realiza uma função

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014 Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 Este relatório baseia-se nas respostas apresentadas no Inventário de Análise Pessoal comportamentos observados através questionário

Leia mais

A importância do líder para os projetos e para as organizações.

A importância do líder para os projetos e para as organizações. Instituto de Educação Tecnológica Pós-Graduação Gestão de Projetos - Turma nº150 21 de Agosto e 2015 A importância do líder para os projetos e para as organizações. Dêmille Cristine da Silva Taciano Analista

Leia mais

CONTROLE ESTRATÉGICO

CONTROLE ESTRATÉGICO CONTROLE ESTRATÉGICO RESUMO Em organizações controlar significa monitorar, avaliar e melhorar as diversas atividades que ocorrem dentro de uma organização. Controle é fazer com que algo aconteça como foi

Leia mais

Objetivo. Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão.

Objetivo. Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão. Liderança Objetivo Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão. 2 Introdução O que significa ser líder? Todo gestor é um líder? E o contrário? Liderança

Leia mais

Quais são os objetivos dessa Política?

Quais são os objetivos dessa Política? A Conab possui uma Política de Gestão de Desempenho que define procedimentos e regulamenta a prática de avaliação de desempenho dos seus empregados, baseada num Sistema de Gestão de Competências. Esse

Leia mais

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1 Página 1 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL As pessoas que supervisionam as atividades das outras e que são responsáveis pelo alcance dos objetivos nessas organizações são os administradores. Eles tomam decisões,

Leia mais

OFICINA DA PESQUISA DISCIPLINA: COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

OFICINA DA PESQUISA DISCIPLINA: COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL OFICINA DA PESQUISA DISCIPLINA: COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos carlos@oficinadapesquisa.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Objetivo Geral da Disciplina: Apresentar

Leia mais

Diretor de Administração e Finanças Escritório São Paulo

Diretor de Administração e Finanças Escritório São Paulo Diretor de Administração e Finanças Escritório São Paulo Identificação do Cargo Departamento / Área Cargo al que reporta (Chefe direto) Cargos sob sua responsabilidades Administração e Finanças Diretor

Leia mais

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores Sumário Liderança para potenciais e novos gestores conceito Conceito de Liderança Competências do Líder Estilos de Liderança Habilidades Básicas Equipe de alta performance Habilidade com Pessoas Autoestima

Leia mais

1. Motivação para o sucesso (Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência)

1. Motivação para o sucesso (Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência) SEREI UM EMPREENDEDOR? Este questionário pretende estimular a sua reflexão sobre a sua chama empreendedora. A seguir encontrará algumas questões que poderão servir de parâmetro para a sua auto avaliação

Leia mais

NORMA DE AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL - NOR 312

NORMA DE AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL - NOR 312 MANUAL DE GESTÃO DE PESSOAS COD. 300 ASSUNTO: AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL COD: NOR 312 APROVAÇÃO: Resolução DIREX Nº 009/2012 de 30/01/2012 NORMA DE AVALIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO 1/17 ÍNDICE

Leia mais

L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida)

L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida) L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida) Liderança é inata? Abordagem Genética - Antigamente acreditava-se que o indivíduo nascia com características, aptidões e valores próprios de um líder. Na moderna

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

O Paradigma da nova liderança

O Paradigma da nova liderança O Paradigma da nova liderança Robert B. Dilts Um dos mais importantes conjuntos de habilidades Um dos mais importantes conjuntos de habilidades necessárias num mundo em transformação são as habilidades

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO À GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES

CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO À GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES Processos de Gestão ADC/DEI/FCTUC/2000/01 CAP. 2 Introdução à Gestão das Organizações 1 CAPÍTULO 2 INTRODUÇÃO À GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES 2.1. Conceito de Gestão Vivemos numa sociedade de organizações (dos

Leia mais

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE COACHING EDUCATION By José Roberto Marques Diretor Presidente - Instituto Brasileiro de Coaching Denominamos de Coaching Education a explicação, orientação e aproximação

Leia mais

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES Desde 1999 NOSSA MISSÃO AÇÕES DE TREINAMENTO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES MISSÃO Inspirar nossos clientes para a expansão de ideias e formação de relacionamentos saudáveis e duradouros no ambiente

Leia mais

Fatores e Indicadores de Desempenho ADP

Fatores e Indicadores de Desempenho ADP Fatores e Indicadores de Desempenho ADP RESPONSABILIDADE / COMPROMETIMENTO COM A INSTITUIÇÃO - Assumir o compromisso na realização das atribuições - Atuar com disposição para mudanças - Buscar qualidade

Leia mais

SEMIPRESENCIAL 2013.1

SEMIPRESENCIAL 2013.1 SEMIPRESENCIAL 2013.1 MATERIAL COMPLEMENTAR II DISCIPLINA: GESTÃO DE CARREIRA PROFESSORA: MONICA ROCHA LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO Liderança e Motivação são fundamentais para qualquer empresa que deseja vencer

Leia mais

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler AULA 5 - PERSPECTIVA DE APRENDIZADO E CRESCIMENTO Abertura da Aula Uma empresa é formada

Leia mais

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex...

Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... Atendimento pós-venda: gestão estratégica da ex... (/artigos /carreira/comopermanecercalmosob-pressao /89522/) Carreira Como permanecer calmo sob pressão (/artigos/carreira/como-permanecer-calmosob-pressao/89522/)

Leia mais

Corpo e Fala EMPRESAS

Corpo e Fala EMPRESAS Corpo e Fala EMPRESAS A Corpo e Fala Empresas é o braço de serviços voltado para o desenvolvimento das pessoas dentro das organizações. Embasado nos pilares institucionais do negócio, ele está estruturado

Leia mais

Painel Um caminho para o modelo brasileiro realizações desde a fundação do GEC em 2007

Painel Um caminho para o modelo brasileiro realizações desde a fundação do GEC em 2007 Painel Um caminho para o modelo brasileiro realizações desde a fundação do GEC em 2007 Projetos Perfil e Competências do Coach Entidades Formadoras e Certificadoras Perfil e Competências do Coach Adriana

Leia mais

Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report

Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report Perfil Caliper SUPER de Vendas The Inner Seller Report Avaliação de: Sr. João Vendedor Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Copyright 2012 Caliper & Tekoare. Todos os direitos

Leia mais

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie

Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações. Prof Rodrigo Legrazie Escola das relações humanas: Sociologia nas Organizações Prof Rodrigo Legrazie Escola Neoclássica Conceitua o trabalho como atividade social. Os trabalhadores precisam muito mais de ambiente adequado e

Leia mais

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL Relatório e Análise 2005 Introdução: ``Para que a Construtora Mello Azevedo atinja seus objetivos é necessário que a equipe tenha uma atitude vencedora, busque sempre resultados

Leia mais

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida;

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida; AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Administração Escolar DISCIPLINA: Gestão de Políticas Participativas ALUNO(A):Mª da Conceição V. da MATRÍCULA: Silva NÚCLEO REGIONAL:Recife DATA:17/09/2013 QUESTÃO

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

O que é Administração

O que é Administração O que é Administração Bem vindo ao curso de administração de empresas. Pretendemos mostrar a você no período que passaremos juntos, alguns conceitos aplicados à administração. Nossa matéria será puramente

Leia mais

Como calcular o número necessário de servidores? E QUANDO O PROCESSO DE TRABALHO NÃO É QUANTIFICÁVEL COM FACILIDADE? ALTERNATIVA 2 Uma possibilidade para transpor essa restrição seria a utilização de um

Leia mais

Personal and Professional Coaching

Personal and Professional Coaching Personal and Professional Coaching Seu salto para a excelência pessoal e profissional 1 O novo caminho para o sucesso e a realização pessoal! Todos sabem que para ser médico, advogado, dentista ou engenheiro

Leia mais

Verônica A. Pereira Souto

Verônica A. Pereira Souto COMPORTAMENTO HUMANO NO TRABALHO Verônica A. Pereira Souto VITÓRIA-ES 11 de julho 2009 VERÔNICA APARECIDA PEREIRA SOUTO MINI-CURRÍCULO PSICÓLOGA GRADUADA EM LETRAS/INGLÊS PÓS-GRADUADA EM COMUNICAÇÃO SOCIAL

Leia mais

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO DEFINIÇÕES OPERACIONAIS E INDICADORES COMPORTAMENTAIS Pag. 1 Elaborada por Central Business Abril 2006 para o ABRIL/2006 2 COMPETÊNCIAS CHAVE PARA O EMPREENDEDORISMO

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO I. 1 Elaborar cuidadosamente o planejamento da organização e assegurar que o mesmo seja executado.

ADMINISTRAÇÃO I. 1 Elaborar cuidadosamente o planejamento da organização e assegurar que o mesmo seja executado. 3 PAPEL DOS GERENTES Os gerentes são os protagonistas do processo administrativo. Eles são responsáveis por coordenar o trabalho dos outros funcionários da empresa. Não existe apenas um modelo administrativo,

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR. Prof. Bento

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR. Prof. Bento ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR Prof. Bento QUESTÕES Doc. # 1 Revisão Indique se é Verdadeira ou Falsa a seguinte afirmação UMA TEORIA É UMA EXPLICAÇÃO LÓGICA OU ABSTRACTA DE UM PROBLEMA OU CONJUNTO DE

Leia mais

ANEXO I Relatório de Avaliação de Desempenho Individual - RADI (Funcional)

ANEXO I Relatório de Avaliação de Desempenho Individual - RADI (Funcional) ANEXO I Relatório de Avaliação de Desempenho Individual - RADI (Funcional) 1 Senhor (a) Avaliador (a), a) Para Autoavaliação: utilizar a coluna "A" do campo ; b) Para Avaliação da Equipe de Trabalho: utilizar

Leia mais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO MÓDULO 15 - Sugestões que podem melhorar a coordenação organizacional O objetivo final da coordenação é obter a sinergia organizacional. Não existem regras mágicas

Leia mais

Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações

Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações Marcelo Augusto Loenert 1 Introdução As práticas de motivação e liderança estão sendo cada vez mais aplicadas nas organizações. Várias mudanças

Leia mais

Planejamento de Recursos Humanos

Planejamento de Recursos Humanos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Faculdade de Filosofia e Ciências Câmpus de Marília Departamento de Ciência da Informação Planejamento de Recursos Humanos Profa. Marta Valentim Marília 2014 As organizações

Leia mais

Equipe de Alta Performance

Equipe de Alta Performance Equipe de Alta Performance Como chegar a ser uma EAP? Intelectual Razão Cognição Meta Estratégia EQUIPE EAP (Time) BANDO GRUPO Emocional Motivação Relação Ajuda O que é uma Equipe? Éumgrupodepessoas: com

Leia mais

A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE COLHEITA FLORESTAL MECANIZADA

A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE COLHEITA FLORESTAL MECANIZADA A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DE COLHEITA FLORESTAL MECANIZADA Edna Ap Esquinelato da Silva 1 Eliete Santana 1 Elton Dias da Paz 1 Priscila Alves da Silva 1 RESUMO Colheita Floresta é o processo

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. Funções administrativas ADMINISTRAÇÃO. Revisão de véspera Técnico INSS ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO

ADMINISTRAÇÃO. Funções administrativas ADMINISTRAÇÃO. Revisão de véspera Técnico INSS ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO Funções administrativas Revisão de véspera Técnico INSS Planejamento Organização Direção Controle 1 2 Funções administrativas Planejamento: Planejamento é a função administrativa que estabelece os objetivos

Leia mais

FERRAMENTAS DE GESTÃO NOS EMPREENDIMENTOS DE ALIMENTAÇÃO

FERRAMENTAS DE GESTÃO NOS EMPREENDIMENTOS DE ALIMENTAÇÃO FERRAMENTAS DE GESTÃO NOS EMPREENDIMENTOS DE ALIMENTAÇÃO Dennis Pessoa da Silva 1 RESUMO Ferramentas administrativas são técnicas utilizadas na gestão de empresas para solucionar problemas. Elas controlam

Leia mais

Enquete. O líder e a liderança

Enquete. O líder e a liderança Enquete O líder e a liderança Muitas vezes, o sucesso ou fracasso das empresas e dos setores são creditados ao desempenho da liderança. Em alguns casos chega-se a demitir o líder, mesmo aquele muito querido,

Leia mais

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO

CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL. LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL NO AMBIENTE EMPRESARIAL LIMA, Sílvia Aparecida Pereira 1 RESUMO A presente pesquisa aborda os conceitos de cultura e clima organizacional com o objetivo de destacar a relevância

Leia mais

TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br

TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br Cursos para Melhoria do desempenho & Gestão de RH TEOREMA CONSULTORIA Rua Roma, 620 Sala 81-B,Lapa Capital- SP CEP: 05050-090 www.teoremaconsult.com.br Administração do Tempo Ampliar a compreensão da importância

Leia mais

Liderança. Potencial PSI. Competências. Liderança: Qual é a definição? Conhecimento. -Com pares - Com subordinado - Com clientes -Com Gestor

Liderança. Potencial PSI. Competências. Liderança: Qual é a definição? Conhecimento. -Com pares - Com subordinado - Com clientes -Com Gestor Liderança Competências Conhecimento Habilidade Atitude - - Relacionamento - - -Com pares - Com subordinado - Com clientes -Com Gestor Crise Liderança: Qual é a definição? Principal fator de saída da empresa

Leia mais

Liderança, gestão de pessoas e do ambiente de trabalho

Liderança, gestão de pessoas e do ambiente de trabalho Glaucia Falcone Fonseca O que é um excelente lugar para se trabalhar? A fim de compreender o fenômeno dos excelentes locais de trabalho, devemos primeiro considerar o que as pessoas falam sobre a experiência

Leia mais

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos, quem nunca passou por um momento de conflito? A palavra CONFLITO possui uma conotação negativa, sempre imaginamos

Leia mais

Desenvolvimento Humano

Desenvolvimento Humano ASSESSORIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Desenvolvimento Humano ADVISORY Os desafios transformam-se em fatores motivacionais quando os profissionais se sentem bem preparados para enfrentá-los. E uma equipe

Leia mais

Introdução à Teoria Geral da Administração

Introdução à Teoria Geral da Administração à Teoria Geral da Administração Disciplina: Modelo de Gestão Página: 1 Aula: 01 Página: 2 O mundo em que vivemos é uma sociedade institucionalizada e composta por organizações. Todas as atividades relacionadas

Leia mais

Fundamentos do Comportamento de Grupo

Fundamentos do Comportamento de Grupo Fundamentos do Comportamento de Grupo 1: Motivação no trabalho e suas influências sobre o desempenho: Definir e classificar os grupos; Analisar as dinâmicas presentes nos grupos; Refletir sobre a influência

Leia mais

MBA Executivo Liderança e Desenvolvimento de Pessoas

MBA Executivo Liderança e Desenvolvimento de Pessoas MBA Executivo Liderança e Desenvolvimento de Pessoas Proposta do curso: O curso de MBA Executivo em Liderança e Desenvolvimento de Pessoas proporciona ao participante o conhecimento sobre liderança, motivação

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO CONCURSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM TEMA 04: ATIVIDADES DO ENFERMEIRO ATIVIDADES DO ENFERMEIRO SUPERVISÃO GERENCIAMENTO AVALIAÇÃO AUDITORIA

Leia mais

Sem Mais Desculpas Treinamentos E porque? O que é vender no mundo de hoje O que você verá neste curso:

Sem Mais Desculpas Treinamentos E porque? O que é vender no mundo de hoje O que você verá neste curso: A Sem Mais Desculpas Treinamentos defende um conceito chamado Comportamento Comercial. Acreditamos que todas as pessoas, em todas as funções, necessitam ter uma visão e uma atitude comercial daquilo que

Leia mais

REFLEXÃO. (Warren Bennis)

REFLEXÃO. (Warren Bennis) RÉSUMÉ Consultora nas áreas de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas; Docente de Pós- Graduação; Coaching Experiência de mais de 31 anos na iniciativa privada e pública; Doutorado em Administração;

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado

Departamento Comercial e Marketing. Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010. Técnicas de Secretariado Escola Secundaria de Paços de Ferreira 2009/2010 Técnicas de Secretariado Departamento Comercial e Marketing Módulo 23- Departamento Comercial e Marketing Trabalho realizado por: Tânia Leão Departamento

Leia mais

Núcleo de Educação Infantil Solarium

Núcleo de Educação Infantil Solarium 0 APRESENTAÇÃO A escola Solarium propõe um projeto de Educação Infantil diferenciado que não abre mão do espaço livre para a brincadeira onde a criança pode ser criança, em ambiente saudável e afetivo

Leia mais

Direção. Liderança. O que é Liderança? Liderança - definições. Liderança. Três componentes do processo da liderança:

Direção. Liderança. O que é Liderança? Liderança - definições. Liderança. Três componentes do processo da liderança: O Processo Administrativo O que é? Direção Um processo social; Trata sobre a influência de alguém sobre o comportamento dos outros; Lider influência Seguidor Texo base: MAXIMIANO, ACA Introdução à administração

Leia mais

Aperf r e f iço ç a o m a ent n o t o Ge G re r nci c al a para Supermercados

Aperf r e f iço ç a o m a ent n o t o Ge G re r nci c al a para Supermercados Aperfeiçoamento Gerencial para Supermercados Liderança Liderança é a habilidade de influenciar pessoas, por meio da comunicação, canalizando seus esforços para a consecução de um determinado objetivo.

Leia mais

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS

ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS Patrícia de Oliveira 1 Angélica Patrícia de Souza 2 Roginéia de Araújo Paula 3 RESUMO Buscou-se apresentar neste artigo, os principais pontos das estratégias empresarias e quais

Leia mais

PROGRAMA DE APRENDIZAGEM MBA E PÓS-GRADUAÇÃO

PROGRAMA DE APRENDIZAGEM MBA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE APRENDIZAGEM MBA E PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL MBA e Pós-Graduação Cursos inovadores e alinhados às tendências globais Nossos cursos seguem modelos globais e inovadores de educação. Os professores

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL PARA AS EMPRESAS Gilmar da Silva, Tatiane Serrano dos Santos * Professora: Adriana Toledo * RESUMO: Este artigo avalia o Sistema de Informação Gerencial

Leia mais

Avaliação Confidencial

Avaliação Confidencial Avaliação Confidencial AVALIAÇÃO 360 2 ÍNDICE Introdução 3 A Roda da Liderança 4 Indicadores das Maiores e Menores Notas 7 GAPs 8 Pilares da Estratégia 9 Pilares do Comprometimento 11 Pilares do Coaching

Leia mais

O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão

O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão O desafio da liderança: Avaliação, Desenvolvimento e Sucessão Esse artigo tem como objetivo apresentar estratégias para assegurar uma equipe eficiente em cargos de liderança, mantendo um ciclo virtuoso

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

DESENVOLVIMENTO 2014 TEMA: CAPACITAÇÃO COMPARTILHADA: O CLIENTE EM FOCO: DESENVOLVENDO EQUIPES COM ALTA PERFORMANCE EM ATENDIMENTO

DESENVOLVIMENTO 2014 TEMA: CAPACITAÇÃO COMPARTILHADA: O CLIENTE EM FOCO: DESENVOLVENDO EQUIPES COM ALTA PERFORMANCE EM ATENDIMENTO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO ADMINISTRATIVA INTEGRADA A TECNOLOGIA UnC INTRODUÇÃO A UnC interage com um mundo organizacional competitivo, inclusive com sua própria estrutura administrativa e geográfica que

Leia mais

Módulo 3: Gerenciamento da Qualidade, dos Recursos Humanos e das Comunicações

Módulo 3: Gerenciamento da Qualidade, dos Recursos Humanos e das Comunicações ENAP Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Coordenação Geral de Educação a Distância Gerência de Projetos - Teoria e Prática Conteúdo para impressão Módulo 3: Gerenciamento da Qualidade, dos Recursos

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL

CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL CONTROLADORIA NO SUPORTE A GESTÃO EMPRESARIAL Cristiane de Oliveira 1 Letícia Santos Lima 2 Resumo O objetivo desse estudo consiste em apresentar uma base conceitual em que se fundamenta a Controladoria.

Leia mais

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009

QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Universidade Federal Fluminense Oficina de Trabalho Elaboração de Provas Escritas Questões Objetivas Profª Marcia Memére Rio de Janeiro, janeiro de 2013 QUESTÃO 11 ENADE Administração/2009 Cada uma das

Leia mais