AS CRÔNICAS DE HAGAMIR AS VIAGENS DE TUD LIVRO 1, CHEGADA. por Fábio Campelo Teixeira. Iniciado em 14/10/2013.

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1 AS CRÔNICAS DE HAGAMIR AS VIAGENS DE TUD LIVRO 1, CHEGADA por Fábio Campelo Teixeira. Iniciado em 14/10/2013.

2 CAPÍTULO 1 O hipersono é a experiência mais próxima da morte que um ser humano é capaz de vivenciar estando ainda vivo. Durante os longos anos que o translado intergaláctico dura, os sinais vitais do corpo ficam bem próximos a zero, enquanto este permanece imerso em líquido amniótico sintético. Durante esse processo, livre de suas amarras físicas, a mente afunda-se em seu âmago, transformando o hipersono em um profundo período de contemplação e meditação para alguns, e em um longo pesadelo repleto de um primitivo e indescritível horror para outros tantos. Para Tud, cuja a alma ansiava por períodos de isolamento, o hipersono nunca havia sido uma experiência desagradável. Ao longo dos anos, enquanto seu cérebro encontrava-se desligado do vasto aparato sensorial de seu corpo, sua mente havia afundado-se em seus mais profundos abismos e explorado as mais obscuras reintrâncias e as mais gloriosas alturas de seu ser, havia encarado seu subconsciente e o seu inconsciente, deparando-se com seus mais arraigados traumas e suas mais felizes recordações, revivendo naquele limitado espaço de tempo, boa parte de sua vida. Havia explorado desde os aspectos mais primevos até as porções mais sofisticadas do complexo conjunto heterogênico que compunham o seu ser. Estava ainda profundamente imersa em si mesma quando, subitamente, começou a perceber o áspero, mecânico e repetitivo som dos alarmes automáticos da nave, se esforçando ao máximo para retirá-la de seu estado de hibernação. Ainda coberta pelo muco amniótico sintético, Tud despertou no mundo de caos estridente em que a imensa câmara de hipersono da nave havia se transformado. Luzes ofuscantes e alarmes estridentes berravam urgência por toda parte, enquanto as unidades robóticas de manutenção corriam em disparado de um lado para o outro no vasto recinto, verificando a integridade dos hiperleitos, onde estavam alocados os últimos sobreviventes de um mundo que, aquela hora, não mais existia. Mesmo em seu estado de confusão, Tud tinha consciência o suficiente para saber que o despertar do hipersono seria muito mais suave e consideravelmente menos caótico do que o quadro que vivenciava naquele momento, alguma coisa tinha dado muito errado com a missão! CAPÍTULO - 2 Lutando contra a confusão mental e a sensação de torpor que ainda adormeciam seus membros e sentidos, Tud correu na direção do terminal de controle mais próximo. O caos que imperava ao seu redor lhe dizia que algo terrivelmente errado havia acontecido mas ainda não tinha a menor de qual era o real problema. O terminal holográfico se ascendeu quando os sensores detectaram a presença da oficial de voo da Gilgamesh e ela pode, finalmente, começar a avaliar a extensão da tragédia que ocorria: Todo o sistema de suporte da gigantesca nave havia entrado em colapso, afetando os sistemas que controlavam o funcionamento das capsulas de hipersono. Os números surgiam no monitor e com frieza implacável anunciavam a morte de quase a metade de toda tripulação e dos colonos e, se não agisse rapidamente, ela seria o único ser vivo dentro da imensa nave. Com um comando neural, Tud acessou a neurorede da Gilgamesh, iniciando um escaneamento espacial de média distância. Enquanto aguardava os resultados do escaneamento, com outro comando mental isolou as câmaras de hipersono ainda não afetadas pela pane, retirandoas dos sistemas integrados. Enquanto realizava essas operações, mais dez tripulantes haviam morrido, tornando ainda mais viva em sua mente a imagem da nave enquanto um imenso cemitério vagando pelo vácuo cósmico. Em nome de Mavors, o que aconteceu aqui? - O cérebro de Tud funcionava furiosamente enquanto tentava se concentrar nos dados dos sensores. O tempo se esgotava rapidamente e os sinais vitais de metade dos sobreviventes começavam a falhar. Quando tudo parecia perdido, uma tênue esperança surgiu no horizonte: um planeta habitável a menos de um parsec de distância.

3 CAPÍTULO - 3 Protocolos de evacuação! - Tud sabia que lançar os sobreviventes em um mundo alienígena, sem prévia preparação nem informações detalhadas podia ser quase tão mortal quanto mantê-los vagando a esmo pelo vácuo sideral. Seguindo os protocolos para esse tipo de situação, programou as coordenadas do planeta no sistema de navegação auxiliar da nave. Não sabia o que havia dado errado na missão mas, naquele momento, somente podia esperar que os protocolos de isolamento das capsulas de animação suspensa funcionassem a contento e impedissem novas mortes, enquanto a nave se dirigia para o novo mundo. Em seguida, selecionou trinta e cinco membros da tripulação e ordenou que a nave alocasse seus leitos de hipersono em um dos módulos auxiliares da Gilgamesh, eles seriam seu grupo de colonização, os responsáveis por estabelecer uma cabeça de ponte no novo mundo. Uma por uma as cápsulas de hipersono do grupo de descida foram tragadas pela fuselagem da nave e alocadas no módulo auxiliar, Tud conferiu uma última vez os sistemas de redundância que, agora, protegiam os leitos dos sobreviventes e se encaminhou ela mesma para a ponte de comando do módulo, preparando-se para cruzar as distâncias estelares. Quando chegou a seu assento, os trinta e cinco leitos dos membros do grupo de descida já estavam devidamente acomodados dentro da nave. Enquanto preparava o módulo para a decolagem, acessou novamente a rede da nave e ordenou a realização de um diagnóstico completo nos sistemas, precisava saber o que havia acontecido para ter certeza que não estava condenando a tripulação a uma horrenda morte nas profundezas do espaço porém, estava ficando rapidamente sem tempo a medida que a pane se espalhava pelos sistemas principais da nave colônia. Preservar dados da missão, armazenar dados em sistemas de backup do módulo - ordenou antes de iniciar a sequencia de lançamento do módulo. Mesmo através de todas as camadas de isolamento, conseguia sentir a fuselagem da nave tremer e resmungar mediante a pressão que as forças cósmicas exerciam sobre sua estrutura, as luzes de emergência brilhavam de forma caótica e ritmada como pequenos sóis em delírio enquanto o sistema de auto-falantes da nave berrava vomitando dados e avisos. Tud pensou que aquele deveria ser o som que o fim do mundo deveria ter. O módulo estava preparado, acomodou-se em seu assento o melhor que pôde, terminou de programar as coordenadas do mundo-alvo e concluiu a sequencia de lançamento, fazendo o módulo mergulhar nas trevas espaciais. Tud agarrou com força o pequeno pingente com o símbolo sagrado de Mavors que trazia preso em uma pequena corrente de platina que trazia no pescoço. CAPÍTULO 4 Após todos os preparativos, Tud programou sua própria câmara de hipersono e hibernou novamente, enquanto o módulo realizava o novo salto para chegar ao planeta que havia localizado. Em termos de distâncias estelares, um parsec era uma distância curta e que poderia ser transposta com um simples salto mas era necessário entrar nos leitos pois a aceleração para o salto era tão violenta que poderia esmagar o corpo humano caso este não estivesse devidamente protegido. A ansiedade e as incertezas geradas pelo defeito não descoberto na nave haviam abalado Tud emocionalmente de modo que, ao invés do estado contemplativo em que entrava sempre que adormecia nos períodos de hipersono, sua mente se viu repleta de sonhos de morte e fogo, furiosamente criando fantasias que pudessem oferecer alguma explicação, por mais improváveis que fossem, para a tragédia que havia se abatido sobre eles. A missão Gilgamesh havia começado sob augúrios extremamente favoráveis porém, em algum momento durante a viagem, alguma coisa havia dado muito errado e, agora, o futuro da própria raça humana se encontrava ameaçado. Gilgamesh havia sido o mais ambicioso projeto da raça humana, consumindo quase todos os seus recursos para sua implementação. A busca por um novo planeta que pudesse abriga-la, encheu o espírito humano, doente e exaurido após uma existência de conflitos e lutas, de esperança em um futuro melhor, em um novo mundo, ainda não esgotado, poluído e devastado por gerações e gerações de abusos. Tudo agora dependia dela e de seu grupo de descida, trinta e cinco almas que

4 tinham sob sua responsabilidade os destinos dos bilhões de colonos adormecidos dentro dos imensos salões da nave colonial. Após poucos meses de viagem, o módulo da Gilgamesh emergiu do hiperespaço e mergulhou na densa atmosfera do planeta, traçando um caminho incandescente nos céus. O mal funcionamento que havia afetado os sistemas da Gilgamesh havia contaminado os sistemas do módulo também e, assim que começou a sofrer com o aquecimento da reentrada, as rotinas de emergência da nave foram acionadas, fazendo com que as cápsulas de hipersono fossem ejetadas da nave, antes que essa conseguisse aterrissar. Descontrolado, o módulo traçou um caminho errático, chocando-se com violência contra o planeta, caindo dentro de uma mata densa. Quando despertou de seu sono conturbado, Tud estava em meio aos destroços do módulo, localizados em meio a uma grande clareira chamuscada que a queda da nave havia aberto na mata. CAPÍTULO 5 Tud respirou fundo, fechou os olhos e contou lentamente até cem antes de reabri-los. Esse era um antigo truque que lhe havia sido ensinado por sua mãe, uma notória exploradora espacial, e que a ajudou a organizar seus pensamentos o suficiente para que ela pudesse avaliar com frieza a situação em que se encontrava. O impacto da aterrissagem forçada havia inutilizado a maior parte dos sistemas do módulo que ainda estavam intactos após a misteriosa pane que havia provocado sua queda e espalhado as capsulas com o grupo de descida por todo o planeta. Naquele exato momento, trinta e cinco de seus compatriotas estavam despertando confusos e enfraquecidos em um ambiente alienígena e potencialmente hostil. Eles estariam desorientados e com poucos recursos além do traje protetor padrão e as ferramentas básicas de exploração. Tud esfregou o pescoço, sentiu uma leve dor em função da concussão provocada pela força do impacto da queda. Recorrendo a um dos poucos sensores que ainda funcionavam na nave, conferiu as condições ambientais fora do veículo e constatou que elas eram suficientemente adequadas para que sobrevivesse, sem a necessidade de um suporte vital. Em seguida, pegou a mochila do kit de sobrevivência, a esfera cristalina de dados onde estavam salvas as informações sobre a missão. Antes de sair do módulo, ordenou que o computador iniciasse uma varredura completa para localizar o paradeiro do resto de sua equipe pelo planeta. A máquina lhe informou que a operação levaria dezesseis horas para se completar. Bem, vamos explorar nesse meio tempo - disse para si mesma, saindo do módulo em seguida. A pureza do ar lhe disse que, onde quer que tivesse caído, não haviam industrias ainda. A exuberância da mata ao seu redor logo conquistou a alma saturada de concreto e aço de Tud que, após respirar o mais profundamente que pode, começou a caminhar no sentido o oposto ao do imenso sol vermelho que, aquela hora, se punha entre as distantes e imponentes montanhas que de erguiam além dos limites da densa mata em que estava. CAPÍTULO 6 Tud caminhava por entre a mata fechada, seguindo uma trilha difícil e pedregosa que a fazia tropeçar em intervalos irregulares. Aos poucos, o grande sol vermelho que era onipresente no céu alienígena começava a sumir, as primeiras estrelas pontilhavam no firmamento, traçando um desenho exótico e diferente de tudo o que ela conhecia e chamava de natural. A constatação de seu isolamento encheu seu coração de solidão, sua alma de melancolia e sua mente de recordações. Após caminhar nas trevas por mais algum tempo, avistou ao longe o brilho difuso do que logo identificou como sendo o de fogueiras primitivas. Colocou a mochila de campo no chão aos seus pés e pegou uma faca e a pequena pistola que fazia parte do sistema de proteção pessoal, que compunham o equipamento básico de campo. Pensou por alguns instantes e resolveu colocar a pistola de volta na mochila, tinha apenas dois cartuchos e não desejava gastá-los a não ser em caso de extrema necessidade. Avançou mais lentamente, atentando para os ruídos que a floresta produzia ao seu redor.

5 Sentia-se tensa e alerta, com seu coração bombeando furiosamente o sangue por suas veias, ampliando seus sentidos até o limite da superhumanidade. Avançou um pouco mais e ocultou-se atrás de um grande arbusto, de onde podia o observa o que revelava o soturno brilho da fogueiras noturnas que havia avistado a distância. E, então, ela os viu! CAPITULO 7 No meio da floresta havia uma grande clareira, coberta por uma gram baixa e vegetação rasteira, repleta de ervas daninhas. Ao longe, silhuetas insinuavam a existência de algum tipo de plantação e, a cerca de trinta metros de onde Tud estava, cinco criaturas grotesca se reuniam ao redor de duas fogueiras onde assavam algum tipo algum tipo de carne. Em toda a sua vida, Tud jamais havia encontrado criaturas de aparência tão repulsiva e vil ou que demonstrassem tamanha propensão a violência. As criaturas eram altas e anormalmente musculosas, sua pele era branca e esverdeada, bastante semelhante a aparência de leite estragado, suas bocas eram largas e tinham grandes e tortos dentes amarelados, muitos deles quebrados e se projetando para fora dela. Olhos azuis vivos sob suas frontes projetadas, das quais pequenos chifres arredondados despontavam. Tud percebeu logo que as criaturas formavam um pequeno grupo porém não percebia qualquer gentileza ou companheirismo na forma como se tratavam. Embora não compreendesse o que diziam, seu tom de voz e os gestos brutais que utilizavam a desestimulou a se aproximar mais do grupo, mas o cheiro da carne assando e da gordura queimando a impediu de se afastar, não provava comida de verdade a muitos anos, desde antes de entrar em hipersono. Tud estava imersa em seus pensamentos quando o som de algo se aproximando rapidamente a pôs novamente em prontidão. CAPÍTULO 8 Logo o som tornou-se alto o suficiente para que as criaturas o ouvissem, elas se calaram repentinamente e se colocaram de pé, olhando nervosamente ao seu redor, como um bando de aves gigantes deformadas. O maior e mais forte dos cinco tinha o corpo coberto por cicatrizes e, devido a sua postura, parecia ser o líder do grupo. Ele farejou o ar por alguns instantes e, depois, começou a rugir ordens para os outros quatro que passaram a assumir posições pré combinadas, ficando o grupo semelhante a uma rústica unidade militar mal treinada. Embora seus modos e postura ainda exalassem violência e agressividade, Tud podia sentir que, por sob essa máscara, o que imperava eram profundos sentimentos de temor e apreensão. Eles estavam bastante assustados. Subitamente e sem qualquer aviso prévio, figuras sombrias saltaram da floresta ao seu redor, atacando a clareira e as cinco criaturas com violência e precisão brutais. De seu posto de observação Tud não pôde acompanhar com exatidão todo o ataque tendo, apenas, vislumbres rápidos do que acontecia. Ela contou quatro atacantes, todos montados em grandes cavalos de pelos cinzentos. Os cavaleiros vestiam couro e metal e traziam grandes espadas de lâmina larga nas mãos. Seus rostos estavam ocultos por pesados elmos cor de cobre, na forma de cabeças de animais selvagens. A luta foi breve e, logo, as criaturas jaziam mortas em uma pilha enquanto os cavaleiros desmontavam e revistavam o acampamento. Ainda insegura sobre o que fazer, Tud apenas se encolheu atrás da moita e continuou a observar. CAPÍTULO 9 Os quatro cavaleiros revistaram os sacos e baús que compunham o pobre equipamento das criaturas e, após guardarem consigo os poucos bens que consideraram de valor, sentaram-se ao redor do fogo que já estava aceso, embainhando suas armas e removendo seus elmos antes de comerem a carne que começava a queimar. Com certo alívio, Tud observou que os quatro tinham aparência humana ainda que um deles demonstrasse possuir uma série de traços exóticos que

6 poderiam sugerir uma ascendência inumana. Eram todos jovens, três deles tinham o cabelo liso e castanho, cortado baixo a moda militar, estando também bem barbeados. O quarto cavaleiro, contudo, era um pouco mais alto que seus companheiros e tinha cabelos completamente brancos e ondulados, presos em grossas tranças. Os traços de seu rosto eram finos. Porém, o que mais se destacavam em sua aparência geral eram seus olhos, com globos oculares completamente negros e pupilas brancas. De modo geral, Tud o considerou tão belo quanto ameaçador. Os quatro conversavam animadamente enquanto comiam, falavam algum tipo de idioma que parecia ser repleto de sílabas tônicas e sons guturais. Fazendo o mínimo de ruído possível, Tud revirou sua mochila pegando seu Transdutor Universal, uma pequena caixa retangular da espessura aproximada de um maço de cigarros. Com o aparelho, gravou alguns minutos de conversa e esperou enquanto os circuitos transdutores da rede neural do aparelho agiam, decifrando os padrões mentais/fonéticos do idioma e, após isso, Tud prendeu um dos eletrodos do aparelho na base de seu crânio, aprendendo em segundos a linguagem que os quatro utilizavam. Desligou o aparelho a tempo de ouvir o homem de cabelos brancos dizer: Estamos sendo vigiados!. CAPÍTULO 10 Tud manteve-se em um silêncio quase tumular evitando, até mesmo, respirar muito forte. Os cavaleiros ficaram novamente em prontidão, sacando suas mortais espadas de lâmina larga e avançando lentamente em direção ás árvores. Sem fazer movimentos bruscos, Tud também sacou sua faca, acionando o o botão que energizava a lâmina, tornando ativo seu fio de monofilamento, dando-lhe o característico brilho avermelhado. Assustada e acuada, a oficial de voo da Gilgamesh apenas aguardava imóvel enquanto os quatro guerreiros se aproximavam. Repentinamente, os passos dos quatro cessaram e uma voz imponente e harmoniosa se fez ouvir acima de todos os ruídos noturnos e das batidas fortes e ritmadas de seu coração. Você não fede a robgoblim e nem faz o mesmo barulho que eles. Saia em paz que nós não lhe faremos nenhum mal. Um profundo espírito de auto-preservação ordenava a Tud que ficasse onde estava porém a fome e o cansaço se impuseram e a levaram a se levantar, erguendo ambos os braços e guardando a faca novamente em sua bainha. Sou uma viajante perdida nessas terras, quero apenas comida e pouso antes de segur em meu caminho - disse Tud, na linguagem dos quatro. Mesmo surpresos com sua aparência e suas roupas, os quatro embainharam suas armas e não manifestaram mais qualquer hostilidade para com Tud. Sente-se - disse o homem de cabelos brancos, indicando um dos troncos ao redor da fogueira. CAPÍTULO 11 Por um breve instante, os cinco estranhos trocaram um olhar mútuo de desconfiança e aguardaram para observar um as reações dos demais sendo que, apenas quando Tud resolveu se acomodar ao redor da fogueira, é que os demais também relaxaram e o fizeram. O homem alto e de cabelos brancos cortou um pedaço da carne que assava e ofereceu a Tud que o pegou e devorou com uma voracidade pouco condizente com sua aparência geral. Meu nome é Dillar, estes são meus camaradas Elvor, Balidan e Alecto. Pertencemos ao exército real e somo parte do regimento dos Leões Montanheses. Prazer, meu nome é Tud - Disse simplesmente entre uma e outra mastigada no suculento assado que Dillar lhe havia oferecido. Mesmo quando não os estava olhando, Tud podia sentir os quatro olhares caindo sobre ela, repletos de dúvidas e desconfianças. Suas vestes são... exóticas - disse o rapaz identificado como Alecto, olhando principalmente para a mochila e o traje de Tud, estudando-os como se fossem criaturas raras e exóticas que, de alguma forma, haviam se aderido a forasteira.

7 Elas são bem comuns em minha terra E isso seria, exatamente, onde? - Perguntou Elvor, lentamente deslizando sua mão esquerda sobre a cintura, pousando-a sobre o cabo da espada. Um olhar severo de Dillar foi o suficiente para que o guerreiro interrompesse seu movimento e adotasse uma postura menos hostil em relação a Tud. Nossa convidada parece ter tido um dia longo e, creio eu, o que ela menos precisa nesse momento é ser submetida a um interrogatório cansativo e sofrer com a indelicadeza de estranhos - disse Dillar deixando bem claro que não toleraria mais aquela postura hostil contra Tud - Vamos descansar e deixá-la descansar também. Embora a desconfiança ainda envenenasse suas mentes, os três acataram as ordens de Dillar sem qualquer questionamento e se prepararam para dormir. Tud olhou para o céu noturno e viu, uma vez mais, as estrelas alienígenas que queimavam com sua fúria nuclear sobre suas cabeças. Onde estou? - criou ânimo para perguntar, finalmente. Dillar a olhou bem fundo nos olhos e algo naquele olhar intenso fez com que ela se sentisse como se estivesse sendo, de alguma forma, esquadrinhada. Estamos na fonteira oriental do Reino de Arásia - respondeu, finalmente sem qualquer emoção na voz, como se estivesse cumprindo uma função automática. Havia alguma coisa que não batia naquela situação e isso deixou Tud extremamente alarmada. CAPITULO 12 Não foi preciso um grande esforço dedutivo para que Dillar percebesse o desconforto de Tud com toda aquela situação e, corretamente, compreendeu que parte desse desconforto se devia ao fato de que, na verdade, ela desconhecia completamente o lugar onde estava. Tentou novamente, esforçando-se para ser mais esclarecedor da segunda vez: Nós estamos na grande floresta de Vali, próximo a fronteira com o reino de Gideorn que fica a cerca de duzentos quilômetros naquela direção - disse apontando para o norte. Em seguida fez um largo gesto com os braços que abarcava toda a imensa cadeia montanhosa, localizada na direção do sol nascente - As montanhas da Dorsal são o lar dos Robgoblins e nós, leões, estamos aqui para impedir que essas criaturas grotescas consigam transitar livremente por nossas terras. Isso explica a rigidez marcial e a disciplina exacerbada, pensou Tud, olhando para seus companheiros de viagem inesperados com renovado interesse, eles fazem parte de algum tipo de milicia, pensou em seguida, dando-se logo conta que isso poderia ser algo tão benéfico quanto perigoso para ela. Venho de terras muito distantes, Fazia parte de uma caravana mercantil que foi atacada e acabamos nos dispersando. Quem os atacou? Não sei ao certo, apenas sei que fomos emboscados por algum tipo de bando organizado e eu acabei por me separar do grupo. - Havia verdade o suficiente naquela história para que eles acreditassem nela. Continuaram a conversar por mais algum tempo, comeram o restante da carne e beberam o mulso forte e amargo que os Robgoblins traziam consigo dentro de cantis de pele humana e, quando as três luas já estavam bem visíveis no céu noturno, os quatro milicianos acomodaram-se para dormir. Tud esperou até ouvir a respiração de todos ficar pesada e ritmada, antes de levantar-se e embrenhar-se pela mata novamente. Usando a pequena lanterna de seu kit de sobrevivência, reencontrou a trilha que havia seguido desde que havia saído do módulo, retornando a nave acidentada. Tinha muito o que fazer antes que o sol surgisse novamente no horizonte e seu tempo tornava-se cada vez mais exíguo. CAPITULO 13 Quando se chocou contra o planeta e saiu dos destroços da nave para explorar o local onde havia caído, Tud não tinha a menor noção de onde estava. Agora, havia descoberto que havia vida inteligente, civilizações e dinâmicas sociais variadas naquele estranho planeta e percebia que seria

8 preciso encarar seu problema á partir de um outro tipo de abordagem afinal, sua situação havia se tornado bem mais complexa agora. Os restos do módulo davam mostras de visitas recentes de animais selvagens que, inadvertidamente, danificaram alguns dos poucos equipamentos da nave que ainda funcionavam e, em breve haveria, uma falha catastrófica dos sistemas. Pegando as ferramentas de seu kit de sobrevivência, Tud começou a desmontar o painel principal do módulo e, com cuidados, retirou a fiação separando a fiação de ouro dos circuitos mais delicados do computador central da nave, fazendo um pequeno novelo de ouro. Após isso, conectou a orbe de dados que havia retirado da Gilgamesh na força auxiliar do módulo mas, devido aos extensos danos do sistema, não conseguiu acessar os dados que mostravam os motivos para a pane geral nos sistemas da nave. Maldição! - praguejou e esmurrou o que restava do painel. Pensou um pouco e tentou acionar os sensores que ainda funcionavam, conseguindo um rápido sinal. Rapidamente iniciou uma varredura planetária e, após breves e angustiantes momentos, conseguiu o que desejava: a localização das trinta e cinco capsulas que continham os membros perdidos de seu grupo de desembarque! Imprimir! - utilizando os últimos vestígios de energia das células de combustível, imprimiu um rascunho bastante grosseiro da provável localização de seus camaradas. Olhou para o céu e percebeu que ele começava a clarear, seu tempo se esvaia! Saiu apressadamente, liberando o combustível que ainda restava nos tanques do módulo. Uma vez em segurança do lado de fora, incinerou o combustível, destruindo o que restava do módulo, não podia correr o risco que alguém mal intencionado se apoderasse de sua tecnologia. Bom, é isso. Pensou enquanto suspirava e iniciava o caminho de volta ao acampamento. Tinha muito o que fazer e, se quisesse ter sucesso, precisaria de bastante ajuda. CAPÍTULO 14 Tud chegou ao acampamento antes que os primeiros raios da alvorada vermelha daquele mundo despontassem no céu alienígena, encontrando os quatro guerreiros ainda adormecidos. Acomodou-se da melhor maneira possível junto a uma grande e frondosa árvore e pegou seu Transdutor Universal, colocando sobre sua superfície uma velha e suja moeda de eletro, que havia sido parte do pobre espólio dos robgoblins. Em seguida, inseriu o novelo de fios de ouro no aparelho e aguardou enquanto ele produzia réplicas douradas da moeda. Quando terminou a operação, guardou as moedas em sua mochila e enrolou-se em uma fétida pele de urso e tentou dormir um pouco. O céu já estava brilhante no céu e seus raios vermelhos queimavam seu rosto quando Tud despertou. Embora tivesse dormido, no mínimo, quatro horas, a sensação que tinha era que havia acabado de fechar os olhos; seu corpo resmungava, sentindo as dores de uma noite mal dormida. Sentiu o cheiro de comida sendo preparada e viu os quatro guerreiros sentados ao redor de uma fogueira, terminando o próprio dejejum enquanto preparavam para ela ovos, toucinho, torradas e algum tipo de bebida aromática em um grande bule de ferro. Bom dia. Coma bem pois temos uma longa viagem pela frente - disse-lhe Dillar, estendendo-lhe um prato de metal e um copo de madeira com a bebida fumegante. Muito depois, Tud veio a descobrir que a bebida chamava-se chavre e era, basicamente, uma infusão de canela, temperada com gengibre e melaço. Ainda que gentis e educadas, as palavras de Dillar traziam em si uma imposição velada mas que deixava bem claro que, embora ele não tivesse considerado Tud uma ameaça imediata, ela era diferente e misteriosa demais para que ele permitisse que vagasse livremente pelo território sob sua responsabilidade, querendo mantê-la por perto até que seus superiores decidissem o que fazer com ela. Como não conhecia nada a respeito do local onde estava encalhada e, portanto, qualquer direção era tão boa quanto as outras, Tud não lhe impôs resistência. Após o dejejum, arrumaram suas coisas e se preparam para partir. Tud pegou uma das grosseiras capas de pele de um dos Robgoblins e, após desinfetá-la com uma de suas tochas assépticas, passou a usá-la para ocultar o seu traje. Vamos! - Disse Dillar, montando em seu

9 cavalo. CAPÍTULO 15 A floresta de Vali era bastante fechada mas isso não atrasou o progresso do grupo pois os quatro leões conheciam muito bem seus caminhos e atalhos. Novamente, a abundância da natureza local (algo que já não existia em seu mundo a séculos) encantou e surpreendeu Tud, que mantinha uma espécie de admiração temerosa a natureza daquele planeta em que o destino a havia arremessado. O mundo natal de Tud estava morto agora, Gilgamesh havia sido a derradeira tentativa de seus habitantes de sobreviver ao holocausto engendrado por eles próprios. Queimava a alma de Tud não apenas a lembrança da irremediável morte de seu mundo mas também a consciência do ativo papel desenvolvido por seu povo para que isso ocorresse. Tudo bem? - Dillar havia percebido que ela estava muito calada e Tud notou que, por baixo de sua aparência feroz, sua alma era bondosa e gentil. Só estava pensando em meu lar E como ele é? Bem diferente daqui. Há séculos não temos mais florestas grandiosas como essa, foram todas derrubadas para dar lugar a imensas cidades, repletas de torres e palácios tão altos que arranhavam os céus com seus pináculos, ligados por avenidas largas e pavimentadas. É muito bonito mas não se compara a todo esse verde, toda essa vida! E o que a trouxe aqui A alma de Dillar podia ser bondosa e gentil mas sua mente era inquisitiva e desconfiada. Mais uma vez, ele dava voltas e retornava ao mesmo assunto. Enquanto não lhe der alguma explicação convincente, ele não vai largar o osso, pensou Tud antes de decidir lhe contar o suficiente da verdade para que ele a deixasse em paz. Nossa terra estava morrendo e meu povo foi obrigado a vagar pelo mundo em busca de um novo lugar para se estabelecer. Alguma coisa atacou meu grupo durante a nossa viagem e nós nos dispersamos, agora preciso encontrar os sobreviventes antes que o pior aconteça. O pior já está para acontecer - disse Dillar, repentinamente tenso, deslizando rapidamente sua mão para o cabo da espada. CAPITULO 16 Continuaram a cavalgar como se nada tivesse acontecido porém, era bem evidente que os três estavam em estado de prontidão total, tensos, apenas esperando que o inimigo se manifestasse. Um observador desatento provavelmente não teria percebido qualquer tipo de alteração no comportamento ou na postura do quarteto porém, um olhar mais atento logo perceberia a postura rígida, os olhares inquisitivos e a expressão severa dos quatro guerreiros, Tud se perguntava o que havia operado tal transformação em seus companheiros de viagem quando, sem qualquer aviso prévio, um vulto saltou da mata ao redor, atacando-os. Embora estivessem alertas, a velocidade e a ferocidade do atacante conseguiram surpreender os quatro leões montanheses, golpeando Elvor em cheio, derrubando-o de sua montaria. Os demais cavalos se assustaram, obrigando os guerreiros a lutarem par manterem-se montados mas, apesar da habilidade de Dillar, a montaria empinou, derrubando Tud de sua garupa. Quando finalmente conseguiram se reorganizar, a criatura os encarava. Para sus surpresa, Tud reconheceu a criatura de fotos em antigos manuais de zoologia que havia estudado durante sua formação, tratava-se de um gigantesco tigre com o pelo rajado em listras laranjas, pretas e brancas. Presas do tamanho de punhais se projetavam de sua boca selvagem e furiosa e olhos amarelos e brilhantes como duas opalas o encaravam ameaçadoramente. Porém, sem dúvida o que mais atraia sua atenção era o grande número de glifos marcados no couro do animal, aparentemente com ferros em brasas. ESTAMOS SOB ATAQUE! - Gritou Dillar sacando sua espada larga entretanto, antes que pudesse concluir seu movimento, os cincos se viram cercados por uma milícia de asquerosos

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