UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS MESTRADO EM HISTÓRIA

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1 UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS MESTRADO EM HISTÓRIA OS XOKLENG DE SANTA CATARINA: UMA ETNOHISTÓRIA E SUGESTÕES PARA OS ARQUEÓLOGOS RODRIGO LAVINA 1994

2 5 SINTETIZANDO: O MODELO XOKLENG Com as informações reunidas tentamos a criação de um modelo. Sintetizando as informações dos capítulos anteriores, pode-se afirmar que o nomadismo dos Xokleng foi profundamente influenciado pelas condições ecológicas gerais das duas regiões que faziam parte de seu território histórico, uma delas ocupada pela Mata Ombrófila Densa e a outra pela Mata Ombrófila Mista. Como o grupo não possui cultivos que o prendam a um determinado lugar, a sua movimentação dentro do território estava ligada ao maior ou menor grau de recursos de caça e coleta existentes em determinado momento em cada uma destas regiões. Na região de Mata Ombrófila Densa (Mata Atlântica), a época em que os recursos de caça e coleta estão disponíveis em maior quantidade é durante a primavera e o verão, quando a frutificação de inúmeras espécies de árvores nativas proporciona abundante alimentação para o homem e uma concentração da fauna.

3 Na região de Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária), o período de fartura se verifica durante o outono e o inverno, devido principalmente à frutificação das araucárias e de algumas outras espécies nativas menos importantes. Da mesma forma que na Mata Atlântica, estes frutos disponíveis para os humanos são responsáveis, também pela concentração da fauna durante esta época. Estes fatores condicionaram o grupo Xokleng ao nomadismo: este circulava em seu território histórico em um movimento pendular estacional entre a Mata Atlântica e a Mata de Araucária de acordo com os recursos oferecidos por cada região em um dado momento. Devido a estes fatores, o assentamento dos Xokleng pode variar, conforme os acampamentos sejam instalados na região de Mata Atlântica ou na de Mata de Araucária, já que em cada uma destas áreas as atividades de caça e coleta seguiriam ritmos diferentes. Na Mata Atlântica, (prancha VII) as estratégias de caça e coleta desenvolvidas exigiam uma atomização do grupo, de maneira a cobrir uma área a mais ampla possível, otimizando a captação de recursos. Devido a isso, os acampamentos eram pequenos e pouco estáveis, abrigando grupos subdivididos em poucas famílias por períodos de tempo poucas vezes superiores a alguns dias. Estes grupos reuniam entre 8 e 30 pessoas, aproximadamente. Nos locais 99

4 Prancha VII. Acampamento xokleng na Mata Atlântica 100

5 ricos em recursos, os acampamentos se estabilizariam em até uma semana, enquanto que nos locais menos propícios seriam utilizados apenas por uma noite. Uma exceção, na região de Mata Atlântica, eram os acampamentos cerimoniais construídos para a festa de perfuração dos lábios dos meninos, (prancha VIII) que reunia a maioria dos grupos familiares Xokleng em acampamentos grandes, que podiam ficar instalados no mesmo local cerca de um mês, devido aos preparativos que a festa exigia. Na região de Mata de Araucária, (pranchas IX e X) os acampamentos seriam mais estáveis, podendo ficar instalados em um mesmo local por até três meses. A existência de grandes quantidades de pinhão e as técnicas de armazenagem destes recursos, dominadas pelos Xokleng, além de uma concentração de mamíferos e aves atraídas pela fartura de comida, garantiriam a estabilidade dos acampamentos. Estes acampamentos, pelos mesmos motivos, seriam maiores que os construídos na Mata Atlântica, podendo reunir vários grupos familiares, somando mais de 50 pessoas. Na região de Mata Atlântica, devido à pouca duração da ocupação, a instalação do acampamento seria bastante simples. Normalmente era escolhido um local plano para construir os abrigos. A vegetação arbustiva era arrancada e vários abrigos em meia-água, um para cada família, eram construídos. Os homens se encarregavam de cortar e cravar no chão os pilares de sustentação da estrutura, enquanto que as mulheres reuniam folhas para a cobertura e se encarregavam do restante da construção. Estes Prancha VIII. Acampamento cerimonial Xokleng 101

6 102

7 Prancha IX. Esquema de um acampamento Xokleng no Planalto I 103

8 Prancha X. Ilustração esquemática de um acampamento Xokleng no planalto II. 104

9 abrigos, em número de dois a oito, se distribuíam paralelamente dentro da área da clareira. O espaço externo era utilizado para realização da maior parte das atividades do grupo. Cada abrigo possuía uma fogueira diante da abertura, usada principalmente para aquecimento, podendo, porém, ser utilizada na preparação de alimentos ou de artefatos. Quando os caçadores conseguiam abater animais de médio ou grande porte, eram construídos fornos subterrâneos na área do acampamento. A produção e queima de vasilhames cerâmicos envolvia uma parada de até uma semana no mesmo local, sendo estas atividades também realizadas junto ao acampamento. Ainda nesta região, durante os preparativos para a festa de perfuração dos lábios dos meninos, a mais importante cerimônia Xokleng, os acampamentos tomavam grandes proporções, já que esta festa era responsável pela reunião da maior parte do grupo tribal. Os preparativos para sua realização exigiam cerca de um mês em um mesmo local. Não possuímos dados diretos a respeito de como se organizavam espacialmente estes acampamentos cerimoniais, mas pode-se deduzir que uma ampla área aberta era necessária para as cerimônias e danças que se realizariam. Os abrigos seriam instalados na periferia desta área, possuindo cada qual fogueiras individuais. Nas proximidades também seriam feitos os cochos de cedro para a preparação da bebida fermentada. Estes cochos, para a sua fabricação, exigiriam instrumentos líticos, como lâminas de machados, raspadores e lascas cortantes, que provavelmente seriam descartadas nas proximidades. Fornos subterrâneos e moquéns também eram construídos para preparar a caça que seria consumida pelo grupo. Na região de Mata de Araucária, os acampamentos de inverno comportariam ranchos em forma de cúpula, de maior tamanho, que 105

10 abrigariam os vários casais de uma família extensa. A instalação do acampamento seria, embora em maior escala, semelhante à utilizada na região de Mata Atlântica. Além de possuir uma estabilidade maior, estes acampamentos podiam ter estruturas defensivas como paliçadas, cercas de espinhos e fossos. As fogueiras feitas no interior dos ranchos serviriam para o aquecimento, enquanto que fogueiras externas seriam usadas para a preparação de alimentos, de artefatos de madeira, pedra ou osso e para a confecção de artefatos cerâmicos. Não temos dados a respeito de áreas de descarte de restos de lascamento, mas existem indicações de que os ossos de animais consumidos seriam descartados dentro ou próximo às fogueiras. Os Xokleng possuíam dois tipos básicos de abrigos: os formados por um teto em meia-água e os de teto em forma de cúpula. A construção de ambos era semelhante, sendo os primeiros construídos a partir de dois pilares cravados verticalmente no solo e uma viga horizontal, amarrada nas extremidades superiores destes. Em um dos lados eram cravadas varas, a uma distância de cerca de dois metros, que depois eram envergadas e fixadas na viga horizontal formando assim a armação do abrigo. Esta armação era coberta com folhas, sendo o interior do abrigo forrado com folhas de xaxim. Uma fogueira para aquecimento era mantida constantemente acesa diante da entrada. Os abrigos em cúpula resultavam da junção de dois abrigos em meia-água, construídos de maneira similar. Neste caso, as fogueiras para aquecimento estavam situadas dentro do abrigo. As fogueiras podiam atender a diversas finalidades, sendo possível separá-las em quatro tipos básicos: fogueiras de aquecimento, 106

11 fogueiras para a preparação de artefatos cerâmicos, fogueiras para preparação de alimentos e fornos subterrâneos. As fogueiras de aquecimento situavam-se diante da abertura do abrigo ou no interior dos ranchos maiores e visavam principalmente o aquecimento dos membros da família durante o sono. Também podiam ser usadas para outras finalidades como a elaboração de artefatos ou para preparar alimentos. Eram mantidas acesas continuamente. Podia ocorrer descarte de restos de lascamento ou de fragmentos ósseos dentro ou em torno destas fogueiras, porém em pequenas quantidades. As fogueiras para a preparação de artefatos cerâmicos seriam mais afastadas dos abrigos, na periferia do acampamento, devido ao seu maior tamanho. É possível que o material mais frequente dentro e em suas proximidades sejam fragmentos cerâmicos, já que é comum a fratura de artefatos durante o cozimento. As fogueiras para a preparação de alimentos podem ser caracterizadas por sua instalação fora dos abrigos, podendo haver maior quantidade de restos faunísticos descartados em seu interior e em suas proximidades. O forno subterrâneo é uma estrutura caracterizada por uma cavidade aberta no solo, com o fundo forrado com seixos. Para sua utilização, o fogo era aceso dentro da cavidade até os seixos incandescerem. A madeira era retirada então e uma camada de folhas era posta dentro da cavidade. A carne da caça ainda com couro era posta em seguida, sendo então coberta por mais folhas e terra. Após cerca de 12 horas, a carne estava cozida. O descarte dos ossos dos animais 107

12 assim preparados era feito dentro da cavidade ou nas suas proximidades. Ainda em relação às fogueiras, é importante lembrar que muitas vezes a mesma fogueira poderia cumprir várias destas finalidades, o que torna difícil definir com clareza a sua verdadeira utilização. A exploração dos recursos naturais da Mata Atlântica e de Araucária pelos Xokleng era realizada de maneira extensiva, sendo poucos os recursos existentes, como por exemplo os peixes, que não eram capturados e consumidos. Provavelmente a coleta, tanto vegetal como animal, representava o principal papel na subsistência do grupo. Os itens de coleta vegetal mais consumidos eram o pinhão, o palmito e diversos frutos, enquanto que os itens de coleta de origem animal mais apreciados eram o mel e as larvas de diversos coleópteros e himenópteros. Em segundo lugar viria a caça, que se poderia classificar como generalizada, embora os Xokleng dessem preferência aos animais de maior porte. O interesse pela captura de um animal podia ser medida pela quantidade de carne que este tinha a oferecer. Devido a isso, temos em ordem de importância, a caçada de antas, dos cervídeos, dos queixadas, dos caititús, e dos bugios. Espécies menores de mamíferos, assim como todas as aves, eram caçadas indiscriminadamente. A caça era uma atividade masculina e comunitária que envolvia grupos de parentes. A técnica usada era a de seguir o rastro do animal até este ficar encurralado, quando então era abatido com flechas ou lanças. Antas e cervídeos podiam também ser forçados a penetrar em cursos d'água, onde árvores previamente derrubadas impediriam sua 108

13 fuga. Estas estratégias seriam usadas preferencialmente com animais de médio e grande porte, como antas, cervídeos, grandes felinos, queixadas e caititus. Bugios e micos eram abatidos com flechas na copa das árvores e outros mamíferos de pequeno porte eram abatidos com flechas sempre que surgisse oportunidade. A captura de indivíduos jovens, de fêmeas em gestação, ou de machos adultos era indiferente, existindo inclusive uma preferência por fêmeas em avançado grau de gestação devido à menor dificuldade existente na captura. Aves eram abatidas com flechas-virote, que matam por impacto e oferecem menos risco de prenderem-se na copa das árvores. As atividades de coleta podiam ser tanto individuais como comunitárias, envolvendo ainda ambos os sexos. A coleta do pinhão era coletiva, sendo cada família responsável por sua parte. Os homens escalavam o pinheiro e derrubavam as pinhas, enquanto as mulheres se responsabilizavam pela coleta, transporte e preparação do pinhão. A coleta do palmito, por envolver a derrubada do palmiteiro, era provavelmente ocupação masculina, enquanto que a preparação do palmito era atividade feminina. Existem ainda notícias de uma espécie de farinha preparada a partir do miolo de certa palmácea que era consumida assada nas brasas, porém não conseguimos reunir maiores informações a respeito. A coleta de mel e de larvas de insetos podia ser comunitária ou individual, parecendo haver um predomínio da coleta individual. O mel geralmente era coletado pelos homens, sendo recolhido em cestos impermeabilizados e transportado, quando não consumido no local. As 109

14 larvas de abelhas eram consumidas no local, e a cera recolhida para a fabricação de inúmeros artefatos. A coleta de outros frutos era principalmente atividade individual. A preparação da carne podia ser realizada de diversas maneiras: animais de médio e grande porte seriam assados em fornos subterrâneos, enquanto que animais menores podiam ser moqueados ou assados em espetos. Os pinhões podiam ser consumidos tostados ao fogo, pilados e ensopados, transformados em bolachas e assados ou mastigados crus e cozidos em água. Para a preparação destes ensopados, eram usados como recipientes vasilhames cerâmicos ou seções cortadas do tronco de Taquaruçu. A conservação do pinhão por tempo de até dois meses era feita submergindo-se balaios com este fruto em cursos d'água. Os palmitos podiam ser consumidos ao natural ou sob a forma de ensopado. Larvas de inseto podiam ser consumidas ao natural ou assadas. A classe de artefatos mais utilizados pelos Xokleng no seu dia-adia era a cestaria. Os cestos impermeabilizados eram usados para o transporte e consumo de água ou mel, variando o tamanho de acordo com a atividade desempenhada. Cestos comuns eram usados para o transporte dos bens durante as mudanças de acampamento e também para o transporte até o acampamento dos resultados da coleta. 110

15 A cerâmica não parece ter possuido grande importância nas atividades do grupo, sendo muitas de suas funções cumpridas por cestos impermeabilizados ou por vasilhames de madeira ou de seção cortada de Taquaruçu. Os poucos vasilhames existentes são de pequenas dimensões, de cor preta, brunidos e sem decoração. Nas atividades de caça e guerra, os arcos e flechas eram o implemento mais utilizado. As flechas eram de três tipos básicos: com ponta de metal (possivelmente lítica, antes da introdução do ferro), de madeira com ponta serrilhada e com ponta-virote, esta geralmente feita em nó de pinho. As flechas com pontas de ferro e de madeira serrilhada eram usadas na caça e na guerra, enquanto que as flechas com pontas-virote eram utilizadas para abater aves. A lança e a borduna podiam ser usadas para abater grandes animais e também na guerra, sendo que sua utilização para ataque e defesa com certeza superava seu uso nas atividades de caça. Apesar de não existirem dados consistentes a respeito, parece claro que os Xokleng se utilizavam de artefatos líticos para várias atividades, como derrubada de árvores, abertura de colméias e preparação de artefatos de madeira como cochos de bebida, arcos, flechas, lanças e recipientes de madeira. Esta indústria lítica, constituída provavelmente por lâminas de machado polidas ou lascadas, mãos de pilão, lascas com ou sem retoques e raspadores, teriam entrado em declínio com a introdução do ferro através do contato com a sociedade nacional, a partir do século XVIII, terminando por desaparecer em meados do século XIX. 111

16 Um traço característico da cultura Xokleng diz respeito ao padrão funerário. Quando uma pessoa morria, uma área fora do acampamento era limpa de vegetação, sendo o morto posto no centro com seus objetos de uso pessoal. O conjunto era então coberto com lenha e cremado até restarem apenas fragmentos ósseos calcinados, que eram por fim postos em um cesto e enterrados em uma pequena cova. Sobre esta era erguido um montículo com cerca de 50 centímetros de altura. Algumas informações se referem à construção de um abrigo sobre o montículo remanescente. 112

17 À MANEIRA DE CONCLUSÃO: O QUE OS ARQUEÓLOGOS PODEM UTILIZAR DO MODELO XOKLENG Devido ao estado inicial das pesquisas arqueológicas realizadas no território histórico dos Xokleng, já referidos no capítulo 3, são muito poucos os dados disponíveis para se tentar estabelecer paralelos definitivos entre os Xokleng históricos e as populações pré-históricas existentes. Embora, por estes motivos, estabelecidos de maneira precária, são importantes para formar hipóteses a serem testadas em futuros trabalhos arqueológicos de campo. As possibilidades de convergências que constatamos dizem respeito ao nomadismo, ao padrão de assentamento, de subsistência e de sepultamento, desenvolvidos pelos grupos que habitaram a região. Em relação ao nomadismo, os dados recolhidos parecem indicar ter ele existido desde a pré-história da região, seja praticado por grupos

18 antepassados dos Xokleng ou por outros grupos, cujas maneiras de explorar o meio ambiente fossem semelhantes. A presença de sítios arqueológicos com pontas líticas atribuíveis à tradição Umbu e com cerâmica atribuível à tradição Taquara tanto na região de Mata Atlântica quanto na região de Mata de Araucária, seria um destes indicadores, sugerindo que ao menos duas grandes tradições, uma lítica e uma cerâmica, se tenham sucedido ou coabitado no território histórico dos Xokleng. As diferenças no tipo de assentamento existentes entre estes sítios arqueológicos, poderiam ser explicadas pelas diferentes estratégias de subsistência utilizadas em cada uma das regiões, a à semelhança dos Xokleng históricos, que tinham diferentes tipos de assentamento conforme a atividade desenvolvida no momento. Assim a freqüência de determinado artefato ou resto faunístico em diferentes sítios arqueológicos implantados ou não na mesma região, poderia indicar ocupações diferenciadas de um mesmo grupo, conforme esta ocupação tenha como objetivo principal a caça, a coleta ou atividades cerimoniais. A presença de pontas e outros artefatos líticos no território histórico dos Xokleng atesta a existência de uma indústria lítica até tempos históricos, ao menos no planalto norte de Santa Catarina, onde Piazza conseguiu duas datações de AD 1290 e AD 1660 para um abrigo com pontas líticas. É provável que os Xokleng tenham dominado esta tecnologia, que teria desaparecido com a introdução do ferro, a partir do século XVIII. Especificamente em relação ao padrão de assentamento, os sítios de ambas as regiões não apresentam evidências de ocupações estáveis, percebendo-se ainda que os registrados na região de Mata Atlântica são 114

19 menores e possivelmente menos estáveis que os localizados na Mata de Araucária. Outra convergência que se percebe através das informações arqueológicas e etnográficas sobre o padrão de assentamento, está na existência, na região da Mata de Araucária, de "terreiros de Aldeia" possivelmente cercados com paliçadas defensivas, o que vai ao encontro da memória tribal Xokleng, de acordo com Henry (1964). Este fato, se confirmado por pesquisas posteriores, irá sugerir mais fortemente que estes grupos humanos pré-históricos possuiriam um sistema de exploração do meio-ambiente similar ao dos Xokleng históricos, sistema este baseado nas migrações contínuas entre a Mata Atlântica e a Mata de Araucária, e no fracionamento dos grupos familiares na região onde a caça desempenhasse um papel mais importante na alimentação que as atividades de coleta. Em termos de padrão de subsistência, o consumo do pinhão na região da Mata de Araucária existe desde épocas recuadas (3.000 AP). Segundo Rohr (1971), as mesmas técnicas de conservação do pinhão, usada pelos Xokleng, foi percebida em um sítio arqueológico do planalto Catarinense. O uso de pontas-virote feitas em nó de pinho e a confecção de cordas e trançados com fibra de imbé também estão datados, pelo carbono 14, na região da Mata de Araucária em AP, sendo que tanto estas matérias primas quanto as tecnologias para a sua manufatura continuaram fazendo parte da cultura Xokleng até o século XX. 115

20 Em pesquisas recentes no litoral sul de Santa Catarina Schmitz (informação pessoal) se constatou a existência de sepultamentos cremados em um sítio de pescadores e coletores. O material obtido ainda está sendo estudado mas foram obtidas duas datações absolutas para o sítio (AD e AD ) que, depois de calibradas, ofereceram datas de AD e de AD , mostrando tratarse de sítio recente. Como a cremação dos mortos, parece exclusiva dos Xokleng nesta área do sul do Brasil, é interessante comparar os resultados obtidos com os dados etnográficos dos Xokleng, para verificar se, além da cremação, existam outras semelhanças culturais que façam entender melhor o sítio em escavação e, talvez, a história passada dos donos históricos da área. Como este sítio, outros deverão aparecer, que possam testar o modelo desenvolvido no trabalho, melhorando a compreensão do grupo histórico e a dos pré-históricos da área. Esta não é uma tarefa simples, mas necessária. Nos sentimos satisfeitos se, com nosso trabalho, contribuimos para alcançar este novo patamar de pesquisa. 116

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