PREVALÊNCIA DE HEPATITE C EM TÉCNICOS/AUXILIARES DE ENFERMAGEM NO HRC DO DISTRITO FEDERAL

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1 Universidade Católica de Brasília PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Enfermagem PREVALÊNCIA DE HEPATITE C EM TÉCNICOS/AUXILIARES DE ENFERMAGEM NO HRC DO DISTRITO FEDERAL Autoras: Flavia Leandro Cruz e Hiandra Mota de Lima Orientadora: Drª. Maria Liz Cunha de Oliveira BRASÍLIA 2008

2 FLAVIA LEANDRO CRUZ HIANDRA MOTA DE LIMA PREVALÊNCIA DE HEPATITE C EM TÉCNICOS/AUXILIARES DE ENFERMAGEM NO HRC DO DISTRITO FEDERAL Monografia apresentada ao Curso de enfermagem da universidade Católica de Brasília como parte dos requisitos para a obtenção do grau de bacharel em enfermagem, sob a orientação da professora Dr a. Maria Liz Cunha de Oliveira. BRASÍLIA DF

3 Dedicamos em primeiro lugar a Deus, as nossas famílias e a todos que nos deram apoio nessa longa caminhada. 3

4 AGRADECIMENTOS Agradecemos a nossa orientadora Liz pela dedicação e carinho, a Dra. Sônia Maria Geraldes do LACEN pelo apoio, aos professores, mestres e doutores pelo ensinamento e aos profissionais de enfermagem do pronto socorro do Hospital Regional da Ceilândia pela compreensão. 4

5 Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina Cora Coralina 5

6 RESUMO Objetivo: Identificar a prevalência da infecção da Hepatite C técnicos/auxiliares de enfermagem do pronto socorro Hospital Regional da Ceilândia (DF). Método: A coorte do estudo incluiu 70 técnicos de enfermagem com tempo de serviço na emergência de 6 meses a 27 anos de serviço na SES; sendo que 21 profissionais não deram essa informação. Dos que informaram, a média de tempo de serviço é de 11 anos. Entre os profissionais que participaram da pesquisa e fizeram o teste, 45 são do sexo feminino, representando 64% dos participantes, e 25 são do sexo masculino, representando 36% dos participantes. Resultados: 1% dos participantes da pesquisa é hemofílico; 5% afirmaram ter recebido transfusão de sangue antes de 1993; nenhum paciente faz ou fez hemodiálise; 11% usam piercing; 14% têm tatuagem; 7% já fizeram acupuntura; 67% já tiveram acidente com material perfuro cortante em sua prática; 3%, já fizeram cirurgia por videolaparoscopia; 21% já fizeram endoscopia com biópsia; 100% não usam cocaína inalável e nem injetável, não usam crack, nem merla e nenhum outro tipo de droga injetável. Em 100% dos participantes da pesquisa os resultados do teste imunocromatográfico foi não reagente. Conclusões: mesmo a pesquisa tendo revelado que entre os profissionais técnicos e auxiliares de enfermagem do pronto socorro do HRC que participaram dessa pesquisa, não há nenhum profissional infectado com o vírus da hepatite C, faz-se ainda necessário um trabalho de prevenção a fim de evitar contágios futuros. Palavras-chave: Hepatite C; Enfermagem e Hepatite C; risco. 6

7 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 - Anti-HCV Elisa 3ª geração... QUADRO 2 - Prevalência da hepatite C... Técnicos/auxiliares QUADRO 3 - Número de Casos e Coeficientes de Incidência e de Mortalidade por Hepatite C - Distrito Federal a QUADRO 4 - Manifestações extra-hepáticas do HCV... QUADRO 5 Evolução da infecção por vírus C da hepatite

8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Coeficiente de incidência de Hepatite C DF, 2000 a Gráfico 2 - Coeficientes de Mortalidade por Hepatite C DF, 2001 a Gráfico 3 Transfusão de sangue ou similares antes de Gráfico 4 Usa piercing... Gráfico 5 Tem tatuagem... Gráfico 6 Já fez acupuntura... Gráfico 7 Piercing, Tatuagem e Acupuntura... Gráfico 8 Acidente com material perfuro cortante... Gráfico 9 Cirurgia por videolaparoscopia... Gráfico 10 Endoscopia com biópsia... Gráfico 11 Acidente, Videolaparoscopia e Biópsia

9 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO Hepatite C Hepatite C em profissionais da saúde METODOLOGIA Local de estudo Amostra Coleta de dados Análise de dados Procedimentos éticos ANÁLISE DOS DADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

10 1. INTRODUÇÃO O vírus da hepatite C é uma das mais importantes causas de doenças hepáticas crônicas. Entre os grupos com maior prevalência dessa afecção encontram-se os técnicos/auxiliares de enfermagem por cuidarem dos pacientes. Como a maioria das infecções agudas são assintomáticas, seu diagnóstico torna-se difícil e, quase sempre, ele é feito tardiamente, como aponta a Organização Mundial de Saúde OMS (in: BRANDÃO, 2008). Dessa maneira, a evolução desse tipo de infecção processa-se para a cronicidade. Há muitos autores que têm relatado o risco de os profissionais de saúde em adquirir infecções durante o desenvolvimento de suas atividades, transmitidas, principalmente, por meio de sangue contaminado; em especial, os autores destacam as infecções pelos vírus da hepatite B (VHB), vírus da hepatite C (VHC) e o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Essas infecções, geralmente, acontecem em trabalhadores da saúde por meio de exposição acidental com material biológico, seja através de lesões, por contato com o sangue infectado ou por pele não íntegra (BRANDÃO, 2008). Assim, diante da alta taxa de morbi-mortalidade existente entre os portadores do vírus da hepatite C, é necessário diminuir a exposição dos trabalhadores da saúde aos riscos de infecção. Ainda mais pelo fato de que quase não há sintomas nessa doença o que pode contribuir para a propagação do vírus no ambiente hospitalar (BRANDÃO, 2008). Por isso é importante entender como ocorre a contaminação da hepatite C nesses profissionais, na tentativa de tornar seu trabalho mais eficiente e mais seguro, para ele e para os pacientes. 10

11 Identificar de que maneira ocorre a infecção da hepatite C na enfermagem e qual é a porcentagem de profissionais infectados é de suma importância para diminuir a prevalência dessa infecção entre esses profissionais. Da mesma forma, propor medidas que diminuam a ocorrência de acidentes ocupacionais envolvendo sangue e/ou outros fluídos corpóreos, assim como a adoção das medidas de precauções padrão, além da vacinação para hepatite B, constituem instrumentos valiosos para o desenvolvimento de programas de prevenção e controle da infecção por hepatite C nos profissionais de saúde. Diante disso, realizar uma pesquisa que vise detectar a prevalência de hepatite C na enfermagem de um pronto-socorro visto estarem esses profissionais sempre expostos a sangue e outros fluídos corpóreos, é de suma importância para conhecer dados relevantes e significativos da realidade do Distrito Federal. Assim, para a realização da pesquisa, escolheu-se os profissionais que trabalham no pronto-socorro do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A detecção da prevalência da hepatite C nesses profissionais é importante porque, como profissionais da área da saúde, eles devem se preocupar não apenas em tratar o paciente, mas também propor medidas de prevenção, evitando a contaminação e a transmissão dos agentes patológicos com a finalidade de preservar a saúde da população e a deles mesmos. Assim, ao conhecer as estatísticas sobre esse evento em particular, será possível atuar sobre ele e propor mudanças para diminuir sua ocorrência. Por isso, o objetivo geral deste trabalho é identificar a prevalência da infecção da Hepatite C na enfermagem do Hospital Regional de Ceilândia - Distrito Federal. Para conseguir alcançar este objetivo, propomos os seguintes objetivos específicos: identificar a prevalência da Hepatite C em profissionais de saúde; identificar as formas de 11

12 contágio da hepatite C em trabalhadores de saúde; e associar a prevalência aos fatores de risco. 12

13 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Hepatite C Os tipos de hepatites mais freqüentes são as infecções causadas pelos vírus A, B e C, assim como o consumo abusivo de álcool e de outras substâncias tóxicas. A mais conhecida e comum das hepatites é a causada pelo vírus A transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra; os vírus da hepatite B e C são transmitidos, principalmente, por meio do sangue. Como este estudo foca-se na hepatite C em técnicos/auxiliares de enfermagem, somente essa forma da afecção será aqui tratada. A hepatite C, segundo Jorge (2008), é causada por um vírus tipo RNA (as informações genéticas são codificadas em RNA - no hospedeiro, este RNA em forma de fita + é copiado para forma de fita -, que é utilizado como molde para a produção de novos vírus). Ele é muito diferente dos vírus que causam as outras hepatites mais comuns, a A e a B. O vírus da hepatite C é membro da família Flaviviridae, a mesma da dengue e da febre amarela (JORGE, 2008). Como característica desse vírus, Melo et al (2004, p. 493), explicam que o HCV é um vírus RNA de hélice simples com aproximadamente 50 a 60nm de diâmetros, sendo circundado por envelope lipídico. Dentro da família Flaviviridae, é o único membro do gênero Hepacivirus. A história do aparecimento e evolução da hepatite C é difícil de predizer e de avaliar, visto haver falta de dados registrados na literatura médica antiga; segundo Jorge (2008), há também dificuldade de definir a data da transmissão e associações com outros fatores que alteram o curso da doença, como co-infecções 13

14 e uso de álcool. Em um estudo realizado por Schechter e Marangoni (1998, p. 375) foi verificado que em 1989, cientistas da Chirosn Corporation e dos Centers of Disease na Prevention (CDC) identificaram um agente da hepatite não-a, não-b, ao qual designaram vírus C. A partir dessa descoberta foram realizados testes para detectar anticorpos contra este vírus por meio de radioimunoensaio e Elisa. Atualmente, explicam os autores, há uma terceira geração do teste Elisa para detectar o anti- HCV, com maior sensibilidade e especificidade que o teste anti-hcv inicial: o ELISA- 1, anti-c Sobre a hepatite C, o que se pode afirmar é que ela uma doença viral do fígado causada pelo vírus da hepatite C (HCV). A hepatite C, de acordo com Naghettini (2008), pode ser considerada a mais temida e perigosa de todas as hepatites virais, pois na hepatite C, pode haver evolução para estado crônico e não há vacinas, portanto, devemos ter cuidado para minimizar a chance de pegá-la e transmiti-la; mesmo porque além da inexistência de vacina, há as limitações do tratamento e a alta tendência da doença para a cronicidade, com eventuais complicações. Devido a esse fato, para Oliveira (2008), como não há vacina para a hepatite C, o melhor é a prevenção; realizada da seguinte forma: Testar todo sangue doado, assim como os órgãos e tecidos. Criar programas de informação. Ter cuidado especial com materiais que possam conter sangue contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente, agulhas e seringas compartilhadas e materiais cirúrgicos. Realizar essa prevenção pode impedir à pessoa a contrair uma doença que 14

15 pode tornar-se crônica e trazer conseqüências graves. Segundo Callegaro (2006, p. 116), a taxa de cronificação depende do agente etiológico, da idade de contaminação e do estado imunológico do paciente. O vírus C é o que apresenta maior potencial de cronificação (70 a 85% dos casos) e a hepatite viral C (HCV) é a principal causa de hepatite crônica. O diagnóstico é realizado, principalmente, por meio da detecção sorológica do Anti-VHC; o método mais utilizado é a sorologia para anti-hcv através de exames de Elisa, sendo que, conforme esclarece Jorge (2008), a terceira geração deste exame, o ELISA III, tem sensibilidade e especificidades superiores a 95% (com valor preditivo positivo superior a 95%). De acordo com o autor, somente ocorre falso-negativos e falso-positivos de acordo com o descrito no quadro a seguir: Quadro 1 - Anti-HCV Elisa 3ª geração Falso-negativos Hepatite C aguda Imunodepressão (transplante, SIDA) Falso-positivos Alcoólatras Doenças auto-imunes Populações de baixa prevalência Fonte: JORGE, Dr. Stéfano Gonçalves. Hepatite C. Disponível em <www.epcentro.com.br> Acesso em 26/04/2008. Ainda de acordo com as informações do autor acima, após a infecção, o exame torna-se positivo entre 20 e 150 dias (média de 50 dias). O diagnóstico da hepatite C é feito pela triagem dos anticorpos produzidos pelo organismo contra o VHC. Para detectar esses anticorpos, a autora esclarece que o exame mais comum é pelo método de ELISA técnica imunoenzimática (SASSAKI, 2008). Para justificar o largo uso desse método, a autora explica que é devido ao seu baixo custo, porém não é muito eficaz, pois detecta os anticorpos da infecção, 15

16 os quais serão produzidos, somente, de duas a doze semanas após a infecção. Há um outro método que é mais eficiente: o de PCR, pois detecta o RNA viral e identifica a partícula viral logo após a contaminação, permitindo, assim, a detecção da viremia no período anterior à conversão sorológica, sendo método de escolha como complementar ao teste sorológico (SASSAKI, 2008). Pela alta confiança do exame, o uso de sorologia por outro método (RIBA) só deve ser utilizado em suspeitas de ELISA falso positivo (pessoas sem nenhum fator de risco). O resultado falso positivo, explica o autor, é mais comum em portadores de doenças auto-imunes com auto-anticorpos circulantes, além de indivíduos que tiveram hepatite C aguda, que curaram espontaneamente, mas que mantêm a sorologia positiva por várias semanas. Por outro lado, o exame também pode ser falso negativo em pacientes com sistema imunológico comprometido (JORGE, 2008). Em fases iniciais da doença, informam Ferreira e Ávila (2001), só o HCV- RNA qualitativo é positivo, com aumento de transaminases. É importante realizar a genotipagem do vírus em questão, para relacionar com o prognóstico e o tratamento da doença. A biópsia apresenta papel importante para avaliar o grau de inflamação e fibrose. Segundo Schechter e Marangoni (1998, p. 375), a detecção do RNA do vírus da hepatite C (DNA-HCV pelo método da reação em cadeia da polimerase (PCR) é utilizado para investigar a replicação viral).. Para os autores, este teste é particularmente útil no diagnóstico precoce da infecção aguda, no controle de cura da hepatite aguda e também para avaliar a eficiência do tratamento das formas crônicas. Atualmente, estima-se que cerca de 3% da população mundial (170 milhões 16

17 de pessoas), sejam portadores de hepatite C crônica. Por isso, é a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas. No Brasil, esclarece o autor, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é de cerca de 1,2%, com diferenças regionais (JORGE, 2008). abaixo: Os dados coletados pelo médico-pesquisador são demonstrados no quadro Quadro 2 Prevalência da hepatite C Estados Unidos 1,4% França 3,0% Egito / África do Sul 30,0% Canadá / Norte da Europa 0,3% Brasil 1,2-2,0% - Norte 2,1% - Nordeste 1% - Centro-Oeste 1,2% - Sudeste 1,4% - Sul 0,7% Fonte: JORGE, Dr. Stéfano Gonçalves. Hepatite C. Disponível em <www.epcentro.com.br> Acesso em 26/04/2008. A pesquisa do Ministério da Saúde (Brasil, 2002) registra que os casos de hepatite C no Brasil correspondem à cerca de 2% da população. A maioria das pessoas desconhece seu estado de portador da doença, constituindo, assim, elo importante na cadeia de transmissão do VHC. Dessa maneira, a doença continua se espalhando entre a população, aumentando ou mantendo os níveis percentuais da doença. No Distrito Federal, como no restante do Brasil, segundo dados do SINAM e do SIM, a incidência de Hepatite C é bastante alta, como se observa no gráfico a seguir: 17

18 Gráfico 1 Coeficiente de incidência de Hepatite C DF, 2000 a 2007 A mortalidade causada por essa doença, segundo pode-se observar no quadro e no gráfico a seguir, também é muito alta: Quadro 3 Número de Casos e Coeficientes de Incidência e de Mortalidade por Hepatite C - Distrito Federal a 2008* Ano Casos de Hepatite C Coef. de Incid. p/ Hab. Óbitos por Hepatite C Coef. de Mortal. por Hab ,6 4 0, ,9 9 0, ,8 5 0, ,0 10 0, ,6 8 0, ,1 13 0, ,9 23 0, ,2 9 0, D. Parciais - D. Parciais Total *Dados parciais digitados até 01/02/2008. Fontes: Sinan e SIM 18

19 Gráfico 2 - Coeficientes de Mortalidade por Hepatite C DF, 2001 a 2008 Fontes: Sinan e SIM Essa taxa de mortalidade, provavelmente, ocorre devido à cronicidade da doença e de sua lenta evolução, levando, muitas vezes, à cirrose ou câncer hepático. Segundo Jorge (2008), ao contrário das hepatites A e B, grande parte das pessoas que contraem a hepatite C desenvolve uma doença crônica e lenta, sendo que a maioria (90%) é assintomática ou apresenta sintomas muito inespecíficos, tais como: letargia, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas ou desconforto no hipocôndrio direito. Devido a isso, explica o autor, o diagnóstico ocorre apenas por meio de exames para doação de sangue, exames de rotina ou quando sintomas de doença hepática surgem já na fase avançada de cirrose. Schechter e Marangoni (1998, p. 375) informam que, dados preliminares do Transfusion Transmitted Virus Study indicam que 80% dos casos de hepatite póstransfusional não-a, não-b, incluindo casos leves e assintomáticos, são positivos para anti-hcv. Este anticorpo não é de aparecimento imediato, sendo mais freqüentemente detectado após 6 a 8 semanas de doença. Segundo os autores, pelo menos duas amostras com intervalo de seis meses são necessárias para maior 19

20 positividade dos testes. Na fase crônica da doença a positividade alcança 90% dos casos. Já os casos negativos podem representar a existência de outros vírus transmitidos por via parenteral, falta de sensibilidade do teste ou incapacidade de reproduzir o anticorpo, como, por exemplo, na imunodeficiência grave. Porém, além dos sintomas relacionados diretamente à hepatite, o vírus pode desencadear o aparecimento de outras doenças através de estimulação do sistema imunológico, tal como demonstrado no quadro abaixo: Quadro 4 Manifestações extra-hepáticas do HCV Crioglobulinemia mista Porfiria cutânea tarda Glomerulonefrite membranoproliferativa Poliarterite nodosa Linfoma de células B Fibrose pulmonar idiopática Tireoidite autoimune Líquen plano Sialoadenite Úlcera de córnea Síndrome de sicca Fenômeno de Reynaud Fonte: JORGE, Dr. Stéfano Gonçalves. Hepatite C. Disponível em <www.epcentro.com.br> Acesso em 26/04/2008. Como se pode observar há uma gama de doenças que podem ser desencadeadas pelo vírus da hepatite C e que, normalmente, não é indicativo para exame próprio da infecção por esse vírus. Esse fato faz com que seja mais dificultado a detecção da doença, visto que a atenção volta-se para infecções mais aparentes. O tempo de incubação (entre o contato com o vírus até o desenvolvimento da hepatite aguda) é de 15 a 60 dias (média de 45 a 55 dias), mas a pessoa já pode transmitir a doença mesmo antes disso, esclarece Jorge (2008), por isso é difícil, em muitos casos estabelecer como ocorreu o contágio. O quadro a seguir mostra o 20

21 desenvolvimento que pode ocorrer em caso de contágio pelo vírus C da hepatite: Quadro 5 Evolução da infecção por vírus C da hepatite Fonte: JORGE, Dr. Stéfano Gonçalves. Hepatite C. Disponível em <www.epcentro.com.br> Acesso em 26/04/2008. Segundo se percebe nesse quadro, 20% das pessoas contaminadas pelo vírus C da hepatite têm cura natural. Entretanto, em 80% dos infectados a doença torna-se crônica; desses, 40% evoluem para cirrose, podendo demorar até 20 anos para isso; nos outros 60% a doença não progride. Diante desse fato, Jorge (2008), chama a atenção para o fato de que, apesar de ser uma doença que pode levar a um grande número de cirroses e cânceres, a maioria das pessoas que adquire a hepatite C (a maioria das pessoas infectadas) não apresentará complicações relacionadas a essa doença durante toda a sua vida. Por isso, esclarece que uma das principais questões em estudo na hepatite C é como prever quem desenvolverá complicações da hepatite e quem permanecerá com doença leve ou inativa. Por enquanto, afirma o autor acima, só sabemos que portadores que adquiriram a infecção quando eram mais jovens, os com elevados níveis de ALT 21

22 (que indicam doença com maior atividade) e naqueles que já tem um grau moderado de fibrose (cicatrizes) ou progressão na fibrose em biópsias com intervalo de 3 a 5 anos têm maior propensão a evolução para cirrose. Atualmente, sabe-se com certeza que a presença de outros fatores, como sexo masculino, hemocromatose, consumo de álcool, co-infecções pelo HBV ou HIV, imunossupressão (após transplante) e, possivelmente, a esteato-hepatite não alcoólica, aceleram a progressão da doença. Os sintomas da hepatite C são brandos; segundo Smeltzer e Bare e Cols. (2005, p ), são semelhantes ao da hepatite B, podendo haver: icterícia, fadiga, febre, náusea, vômitos e desconforto em hipocôndrio direito, geralmente entre duas a doze semanas após a exposição ao vírus. Segundo as autoras, "as pequenas quantidade de álcool ingeridas regularmente parecem encorajar a progressão da doença". O diagnóstico da fase aguda requer a realização de PCR, uma vez que infecções agudas podem ser soronegativas. Isso é importante, pois "um estado de portador crônico ocorre, no entanto, com freqüência, e existe um risco aumentado de doença hepática crônica, inclusive cirrose e câncer de fígado, depois da hepatite C". A transmissão da hepatite C ocorre após o contato com sangue contaminado (entre 80 e 90% dos casos). Entretanto, Jorge (2008) esclarece que há relatos recentes mostrando a presença do vírus em outras secreções (leite, saliva, urina e esperma, fezes); porém, a quantidade do vírus parece ser pequena demais para causar infecção e não há dados que sugiram transmissão por essas vias. Os grupos considerados de maior risco, segundo Silveira (apud Sassaki, 2008) são os usuários de drogas intravenosas, pessoas com tatuagens e piercings, alcoólatras, portadores de HIV, transplantados, profissionais da área da saúde, hemodialisados, hemofílicos, presidiários (sexualmente promíscuos) e aqueles que 22

23 receberam transfusões de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 (isto porque a introdução de testes sorológicos para o VHC na triagem de doadores sangüíneos em bancos de sangue brasileiros somente ocorreu após 1993), assim como, trabalhadores da área de saúde. De acordo com Schechter e Marangoni (1998, p ), a prevalência de anti-hcv (Elisa) em doadores de sangue varia de 0,2% nos países nórdicos a 5% no Egito e alguns outros países africanos. Na Europa e nos Estados Unidos, apontam os autores, a prevalência varia entre 0,2 e 1,2% e no Brasil é em média de 2%. Diante do fato de que verificaram que há maior incidência de hepatite C em pacientes submetidos à hemodiálise, que se submeteram à transfusão, em usuários de drogas endovenosas e em profissionais da saúde que estão em contato com sangue e menor incidência em pacientes infectados por doenças sexualmente transmissíveis, os autores concluem que a transmissão sexual do vírus-c é baixa. Entretanto, segundo pesquisas realizadas por Ciorlia e Zanetta (2008), no Brasil não se conhece a distribuição de prevalência-incidência do HCV; sabe-se que predomina em adultos jovens e que a suscetibilidade é geral. Atualmente já existe tratamento para a hepatite C. Embora ainda não se possa falar de cura definitiva (há necessidade de esperar pelos resultados finais dos estudos observacionais de longa duração em curso) as taxas de resposta mantida variam entre os 50 e os 60% de todos os doentes tratados. Há um cuidado especial que deve ser feito juntamente com o tratamento, como esclarece Jorge (2008) ao colocar a necessidade de manter o uso de método anticoncepcional efetivo durante e até 6 meses após o final do tratamento a fim de evitar a concepção estando ainda doente. A indicação para o tratamento da hepatite C ocorre nos seguintes casos: 23

24 VHC RNA detectável, ALT persistentemente elevada e biópsia hepática demonstrando fibrose portal, independente da atividade inflamatória; Portadores de cirrose compensada; Usuários de álcool ou drogas que tenham condições de aderir ao tratamento; Portadores de doença mais leve, transplantados (exceto fígado) e aqueles com manifestações extra-hepáticas do VHC têm indicação discutível de tratamento; No caso de pacientes com transaminases normais, não há consenso, mas o tratamento é recomendável se houver fibrose moderada/severa; Portadores de co-infecção HCV-HIV, se a infecção pelo último estiver controlada (JORGE, 2008). No entanto, Jorge (2008) chama a atenção para o fato de que há casos em que certos fatores concorrem para que haja menor resposta ao tratamento, tais como: Genótipo 1; Alta viremia (> UI/mL); Fibrose avançada ou cirrose compensada (a descompensada contra-indica o tratamento); Obesidade; Raça negra; Uso descontinuado ou redução na dose da medicação (sendo o primeiro pior que o segundo); Idade avançada; Consumo de bebida alcoólica Acúmulo de ferro no fígado (JORGE, 2008). De acordo com Melo et al (2004, p. 496), após a fase aguda, a infecção pelo HCV evolui para a forma crônica em aproximadamente 55 a 85% dos casos. Sobre os fatores que influenciam o risco de cronicidade da infecção estão: Sexo e idade mulheres e indivíduos jovens eliminam o vírus mais freqüentemente. Um estudo americano demonstrou cronificação em 30% dos indivíduos infectados antes dos 20 anos e 76% nos contaminados após os 20 anos. Raça maior cronificação e menor resposta a tratamento nos negros. Fonte de infecção do inoculo o risco de cronificação aumenta com um grande inoculo intravenoso, como nos casos de hepatite pós-transfusional. 24

25 Estado imunológico do indivíduo maiores taxas d cronificação foram descritas em pacientes renais crônicos e em portadores de agamaglobulemia. Alguns estudos segurem que as pessoas que não conseguem resolver a infecção pelo HCV apresentam fraca resposta de linfócitos T CD4, mas não se sabe se a resposta deficiente é o que causa a cronicidade ou se o vírus, promovendo a cronificação, bloqueia uma resposta imunológica adequada. Abuso de álcool e co-infecção com outros vírus (HBV e HVI). Sintomatologia da fase aguda casos de hepatite sintomática com icterícia evoluem menos para a cronicidade. Parece haver relação inversa entre os níveis de aminotransferases na fase aguda da doença e o risco de cronificação (MELO et al, 2004, p. 496). A autora também informa que após a cronificação a hepatite pelo HCV evolui de forma silenciosa, podendo, entretanto, desencadear sintomas gerais, como: astenia, fadiga, dores musculares ou articulares, em alguns casos (MELO, 2004, p. 496). Assim, mesmo com o alto número de contaminados, alguns fatores de risco são mais relevantes e todas as pessoas dentro desse grupo devem ser testadas. Segundo Smeltzer, Bare e cols. (2005, p. 1163), são fatores de risco para Hepatite C: Receptor de produtos sangüíneos ou transplante de órgão antes de 1992 ou concentrados de fator de coagulação antes de Profissionais de saúde e de segurança pública após lesões de punção por agulha ou exposição de mucosa ao sangue. Crianças nascidas de mães infectadas pelo vírus da hepatite C. Uso atual/pregresso de drogas injetáveis ilícitas. Tratamento pregresso com hemodiálise crônica. Sexo com parceiro infectado, ter múltiplos parceiros sexuais, história de DST, sexo sem proteção (SMELTZER, BARE e cols., 2005, p. 1163). De acordo com Smeltzer e Bare, os profissionais de saúde fazem parte do grupo de risco para contrair o vírus da hepatite C. Isso ocorre porque esses profissionais estão expostos a fluidos de sangue de várias pessoas, podendo este estar contaminado. Segundo Melo et al (2004, p. 495), a prevalência de infecção pelo HCV nos 25

26 profissionais da área de saúde é semelhante à da população em geral, embora exista o risco de contaminação em acidentes perfuro cortantes. Porém, estima-se um risco de contaminação com o HCV em torno de 2% após acidente perfuro cortante. 2.2 Hepatite C em profissionais da saúde A equipe de enfermagem tem um envolvimento histórico com o controle de infecção, e como responsável por unidades hospitalares devem estar atento as várias possibilidades de transmissão de patógenos, seja através do profissional para o paciente ou do paciente para o profissional, afirma Pereira et al (1999). Entretanto, esses profissionais estão freqüentemente expostos a situações de contato com sangue e outros fluidos que podem infectá-los; entre essas infecções está o vírus da hepatite C. Pereira et al (1999), revisando a literatura, encontraram que a freqüência do VHC é baixa em profissionais da área de saúde, porém esse grupo pode ser considerado como de risco para contrair a hepatite C, devido ao tipo de trabalho que realizam, em contato direto com o paciente. Após estudos realizados, Ferreira e Silveira (2008) verificaram que, apesar das múltiplas tentativas, ainda não há vacina contra a hepatite C, e tampouco uma profilaxia eficaz pós-exposição. A redução da infecção (e das doenças a ela relacionadas) requer a implementação de atividades de prevenção primárias e secundárias. As primeiras, para reduzir a incidência da infecção; as secundárias, 26

27 para diminuir o risco de hepatopatia e de outras doenças entre os portadores do VHC. De acordo com as autoras, a prevenção primária tem como alvo a diminuição da incidência da infecção pelo VHC. No caso dos profissionais de saúde, é importante estar sempre aconselhando o uso de equipamentos adequados e testes laboratoriais anuais, a fim de reduzir o risco de transmissão e a evolução para hepatopatia crônica. Esses profissionais da saúde ficam expostos ao vírus da hepatite C devido ao fato de estarem em contato com sangue e derivados. Assim, como a hepatite pode ocorrer sem sintomas específicos, deve-se realizar periodicamente a dosagem de transaminases, HbsAg e Anti HCV nesses profissionais, especialmente nos técnicos de enfermagem por atuarem mais próximos aos pacientes. Em estudos recentes conduzidos por Ciorlia e Zanetta (2008), os pesquisadores identificaram que 75% dos pacientes infectados pelo HCV tinham como motivo da infecção a via parenteral, seja na forma aparente ou inaparente (direta ou indireta). A transmissão do HCV por via parenteral inaparente direta estaria provavelmente localizada no ambiente familiar. Por outro lado, a transmissão por via parenteral inaparente indireta poderia estar relacionada com o contato com utensílios de uso pessoal ou por meio da contaminação de instrumental e utensílios contaminados com sangue infectado; sendo esta a forma de contágio mais comum entre os profissionais da área da saúde. No que se refere à infecção em profissionais de saúde, muitas podem ser as causas da disseminação do vírus da hepatite C. Entre elas, uma poderia estar relacionada à dificuldade diagnóstica da infecção, sobretudo nas fases iniciais quando ainda não ocorreu a soroconversão. 27

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