Proposta de ferramenta de apoio à escolha dos programas de criação de testes e fichas de avaliação para o Ensino Básico e Secundário

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Proposta de ferramenta de apoio à escolha dos programas de criação de testes e fichas de avaliação para o Ensino Básico e Secundário"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO Proposta de ferramenta de apoio à escolha dos programas de criação de testes e fichas de avaliação para o Ensino Básico e Secundário DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM INFORMÁTICA CARLOS MANUEL AMBRÓSIO RODRIGUES Vila Real, 2010

2

3 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Curso de Mestrado em Informática Proposta de ferramenta de apoio à escolha dos programas de criação de testes e fichas de avaliação para o Ensino Básico e Secundário Dissertação do curso de Mestrado em Informática de Carlos Manuel Ambrósio Rodrigues Dissertação submetida à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Informática, elaborada sob a orientação do Prof. Doutor Paulo Nogueira Martins e co-orientação do Prof. Doutor Ramiro Gonçalves. Vila Real, Setembro de 2010

4

5 Em Memória dos meus avós, Que já não estão entre nós.

6

7 Agradecimentos Não posso deixar de agradecer, nesta ocasião, a todos os que de uma forma ou outra contribuíram para a realização desta dissertação: - Ao Professor Doutor Paulo Martins e ao Professor Doutor Ramiro Gonçalves, que aceitaram orientar o meu trabalho. Agradeço-lhes o apoio dado, a sua disponibilidade, bem como todas as orientações, opiniões, sugestões, críticas e conselhos dados ao longo de todo o trabalho desenvolvido na realização desta tese. - À minha esposa Carina Sanfíns, que foi quem me convenceu e incentivou a retomar os meus estudos e me deu toda a confiança de que precisava para tomar essa decisão. Agradeço-lhe ainda toda a paciência, compreensão e apoio nos momentos mais difíceis onde foi necessário abdicar de alguns momentos da vida a dois, sem o qual não teria sido possível terminar este trabalho. - Aos meus pais, Carlos Rodrigues e Gracinda Ambrósio, que desde sempre me apoiaram em todas as minhas escolhas, quer pessoais, quer profissionais, incentivando-me a ir sempre mais longe e acreditando sempre nas minhas capacidades. Agradeço, ainda, a educação que me proporcionaram, ajudando-me em tudo que lhes era possível. - À minha irmã, Elisete Rodrigues, pela sua amizade e carinho. Agradeço-lhe ainda o seu incentivo e apoio na minha continuada procura de saberes e conhecimentos. - À Directora da Escola Secundária Camilo Castelo Branco de Vila Real, Fátima Rodrigues, que permitiu a realização do workshop sobre programas de realização de testes, bem como do respectivo inquérito. - A todos os Professores e Professoras que participaram de forma empenhada no workshop e no preenchimento do respectivo inquérito. - A todos as outras pessoas que, directa ou indirectamente, permitiram que a realização desta dissertação fosse possível. I

8 II

9 Resumo As novas tecnologias de informação e comunicação e todas as ferramentas que foram criadas nesta área têm proporcionado novos métodos de trabalho a nível do ensino nas escolas básicas e secundárias. A avaliação é um dos aspectos mais importantes do ensino e pode ser actualmente feita com ferramentas informáticas de criação e utilização de testes. Existem diversos tipos de ferramentas que possibilitam avaliar os alunos através de meios informáticos sob a forma de programas, sites e plataformas e-learning. A nível do ensino básico e secundário os mais adequados parecem ser os programas por ter um número razoável de funções, contrariamente aos sites, e não serem demasiadamente complexos como as plataformas e-learning. No entanto, a diversidade dos programas dificulta a escolha do mais adequado por parte dos professores. Assim, o problema é o de encontrar uma forma de facilitar a escolha do programa mais adaptado à situação específica de cada professor do ensino básico e secundário. Tem que se ter em atenção que as necessidades individuais podem ter diferenças substanciais quanto à importância das diversas características apresentadas pelos programas de criação e utilização de testes. Neste trabalho é apresentada uma proposta de ferramenta de análise aos programas de criação e utilização de testes com o intuito de os classificar através de um sistema de categorização e avaliação das características dos programas. Para apoiar a proposta é apresentado um estudo das diversas ferramentas, com enfoque especial nos programas, bem como uma análise de algumas ferramentas de comparação de sistemas e-learning para servir de base de trabalho, uma vez que não são conhecidas ferramentas de comparação de programas de criação de testes. É apresentado ainda um inquérito sobre as características dos programas e uma análise dos mesmos, bem como uma proposta para as categorias, as características e os sistemas de classificação para avaliar as características dos programas. III

10 Finalmente, é descrita a proposta da ferramenta de análise que utiliza um sistema de módulos e submódulos com funções distintas para apoiar a avaliação dos programas de criação e utilização de testes e a consulta dessas avaliações. IV

11 Abstract The new information and communication technologies and all the tools that had been created in this area have proportionate new work methods at the level of education in the basic and secondary schools. The evaluation is one of the most important aspects of education and it can currently be made with informatic tools of creation and use of tests. There are diverse types of tools that make possible to evaluate the students through informatic ways under the form of programs, sites and e-learning platforms. At the level of basic and secondary education the most adjusted seem to be the programs for having a reasonable number of functions, contrarily to sites, and not to be much complex as the e- learning platforms. However, the diversity of the programs makes it difficult the choice of the most adjusted by part of the teachers. Thus, the problem is to find a form to facilitate the choice of the most adapted program to the specific situation of each basic and secondary education teacher. It has to be noted that the individual necessities can have substantial differences regarding to the importance of the diverse characteristics presented by the programs of creation and use of tests. In this work it is presented a proposal of analysis tool to the programs of creation and use of tests with the intention of classify them through a system of categorization and evaluation of the program characteristics. To support the proposal a study of the diverse tools is presented, with special approach in the programs, as well as an analysis of some tools of comparison of e- learning systems to serve as a work base, since there are not known comparison tools of programs of creation of tests. It is also presented an inquiry about the program characteristics and an analysis of the same ones, as well a proposal for the categories, the characteristics and the classification systems to evaluate the program characteristics. Finally, it is described the proposal of the analysis tool that uses a system of modules and submodules with distinct functions to support the evaluation of the programs of creation and use of tests and the consultation of these evaluations. V

12 VI

13 Índice Geral Agradecimentos...I Resumo...III Abstract... V Índice Geral... VII Índice de Figuras...XII Índice de Tabelas...XIII Índice de Gráficos... XV Acrónimos... XVII Capítulo I - Introdução...1 I.1 - O Ensino e a Avaliação...4 I.2 - Ferramentas no Ensino Básico e Secundário...12 I.3 - Objectivos...15 I.4 - Organização da Dissertação...17 I.5 - Metodologias de Investigação Utilizadas...20 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes...23 II.1 - Breve Retrospectiva...24 II.2 - Programas de Criação de Testes...34 II Hot Potatoes...35 II Teaching Templates Quiz Maker...40 II Tanida Quiz Builder...44 II ITest...48 II Qedoc Quiz Maker...50 VII

14 Índice Geral II QuizFaber...55 II.3 - Sites de Criação de Testes...58 II ProProfs Quiz School...58 II EasyTestMaker...59 II E-QCM...59 II ThatQuiz...60 II.4 - Plataformas de E-Learning...62 II.4.1- Desire2Learn...62 II Blackboard...66 II Moodle...71 II.5 - Conclusões Sobre o Estado da Arte em Criação de Testes...77 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning...79 III.1 - CMS Matrix...80 III Os Itens e Categorias do CMS Matrix...80 III Os Sistemas de Classificação do CMS Matrix...83 III Funcionamento do CMS Matrix...84 III.2 - Content Management System Software Review...85 III Os Itens e Categorias do Content Management System Software Review...86 III Os Sistemas de Classificação do Content Management System Software Review...88 III Funcionamento do Content Management System Software Review...89 III.3 - EduTools...90 III Os Itens e Categorias do EduTools...91 III Os Sistemas de Classificação do EduTools...96 III Funcionamento do EduTools...96 III.4 - Conclusões sobre as Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning...98 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta VIII

15 Índice Geral IV.1 - Inquérito IV.2 - Análise Comparativa dos Programas de Testes IV.3 - As Categorias e Itens da Ferramenta IV Hardware Compatível IV Software Compatível IV Outros Requisitos IV Compatibilidade com Outras Ferramentas IV.3.5 Tipos de Testes Disponíveis IV Ferramentas de Configuração dos Testes IV Organização dos Conteúdos IV Segurança IV Facilidade de Utilização IV Correcção e Resultados IV.4 - Os Diferentes Sistemas de Classificação dos Itens IV O Sistema de Classificação Sim/Não IV O Sistema de Classificação Sim/Mais ou Menos/Não IV O Sistema de Classificação 1 a IV O Sistema de Classificação 0 a IV O Sistema de Classificação 0 a IV O Sistema de Classificação 0 a IV O Sistema de Classificação Livre IV A Tomada de Decisão/Que Sistema Escolher? IV.5 - Conclusões sobre o Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Capítulo V - A Ferramenta de Análise V.1 - Módulo Principal de Configuração IX

16 Índice Geral V A Definição das Categorias V A Definição dos Itens V A Definição dos Sistemas de Classificação V A Junção das Definições V A Definição dos Programas a Avaliar V A Definição da Versão V.2 - Módulo Principal de Recolha de Informações V A Selecção dos Sistemas de Classificação V A Escolha dos Programas e das Pontuações V O Armazenamento da Versão e das Pontuações V.3 - Módulo Principal de Produção de Resultados V A Análise de Dados V A Apresentação dos Resultados V.4 - Módulo Principal de Selecção V A Selecção da Versão V A Selecção das Categorias V A Selecção dos Itens V A Definição de Pesos V.5 - Módulo Principal de Visualização de Resultados V A Definição da Visualização V A Visualização dos Resultados V.6 - Os Destinatários dos Módulos V.7 - Conclusões Sobre a Ferramenta de Análise Capítulo VI - Conclusão Bibliografia Anexo A Inquérito do Workshop X

17 Índice Geral Anexo B Análise dos Programas Anexo C Exemplo de Escolha das Pontuações Anexo D Gráficos da Avaliação dos Itens dos Programas Anexo E Gráficos da Avaliação das Categorias dos Programas Anexo F Gráficos da Avaliação de um Item dos Vários Programas Anexo G Gráficos da Avaliação de Todas as Categorias dos Vários Programas Anexo H Gráficos da Avaliação Global dos Vários Programas Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Anexo J Análise de Dados Personalizada XI

18 Índice de Figuras Figura 1 Tipos de avaliação...5 Figura 2 Capítulos e seus conteúdos...17 Figura 3 Processos de realização do trabalho...22 Figura 4 - Hot Potatoes...36 Figura 5 - Teaching Templates Quiz Maker...40 Figura 6 - Tanida Quiz Builder...45 Figura 7 - ITest...48 Figura 8 - Qedoc Quiz Maker...51 Figura 9 - QuizFaber...56 Figura 10 - ProProfs Quiz School...58 Figura 11 - EasyTestMaker...59 Figura 12 - E-QCM...60 Figura 13 - ThatQuiz...61 Figura 14 - CMS Matrix...80 Figura 15 Content Management System Software Review...86 Figura 16 - EduTools...90 Figura 17 Categorias das ferramentas de comparação...98 Figura 18 Esquema de interacção dos módulos Figura 19 MPC (Módulo Principal de Configuração) Figura 20 Relacionamento entre classificações, itens e categorias Figura 21 - MPRI (Módulo Principal de Informações) Figura 22 - MPPR (Módulo Principal de Produção de Resultados) Figura 23 - MPS (Módulo Principal de Selecção) Figura 24 - MPVR (Módulo Principal de Visualização de Resultados) XII

19 Índice de Tabelas Tabela 1 - O sistema de classificação Sim/Mais ou Menos/Não Tabela 2 Associação entre os módulos e os seus destinatários Tabela 3 As Categorias e os sistemas de classificação escolhidos Tabela 4 Tipos de análises de dados Tabela 5 Características dos programas na categoria Hardware Compatível Tabela 6 Características dos programas na categoria Software Compatível Tabela 7 Características dos programas na categoria Outros Requisitos Tabela 8 Características dos programas na categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas Tabela 9 Características dos programas na categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 10 Características dos programas na categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 11 Características dos programas na categoria Organização de Conteúdos Tabela 12 Características dos programas na categoria Segurança Tabela 13 Características dos programas na categoria Facilidade de Utilização Tabela 14 Características dos programas na categoria Correcção e Resultados Tabela 15 Escolha das pontuações na categoria Hardware Compatível Tabela 16 Escolha das pontuações na categoria Software Compatível Tabela 17 Escolha das pontuações na categoria Outros Requisitos Tabela 18 Escolha das pontuações na categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas Tabela 19 Escolha das pontuações na categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 20 Escolha das pontuações na categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 21 Escolha das pontuações na categoria Organização de Conteúdos Tabela 22 Escolha das pontuações na categoria Segurança XIII

20 Índice de Tabelas Tabela 23 Escolha das pontuações na categoria Facilidade de Utilização Tabela 24 Escolha das pontuações na categoria Correcção de Resultados Tabela 25 Avaliação global de todas as categorias dos programas Tabela 26 Análise de dados personalizada da categoria Hardware Compatível Tabela 27 Análise de dados personalizada da categoria Software Compatível Tabela 28 Análise de dados personalizada da categoria Outros Requisitos Tabela 29 Análise de dados personalizada da categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas Tabela 30 Análise de dados personalizada da categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 31 Análise de dados personalizada da categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 32 Análise de dados personalizada da categoria Organização de Conteúdos Tabela 33 Análise de dados personalizada da categoria Segurança Tabela 34 Análise de dados personalizada da categoria Facilidade de Utilização Tabela 35 Análise de dados personalizada da categoria Correcção e Resultados Tabela 36 Análise de dados personalizada das categorias e global XIV

21 Índice de Gráficos Gráfico 1 Avaliação dos itens da categoria Ferramentas de Configuração de Teste do programa Teaching Templates Quiz Maker em colunas Gráfico 2 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa ITest em barras Gráfico 3 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa Quedoc Quiz Maker em radar Gráfico 4 Avaliação das categorias do programa Hot Potatoes em colunas Gráfico 5 Avaliação das categorias do programa Teaching Templates Quiz Maker em barras Gráfico 6 Avaliação das categorias do programa Hot Potatoes em radar Gráfico 7 Avaliação do item Sistemas Operativos Compatíveis da categoria Software Compatível nos diversos programas em colunas Gráfico 8 Avaliação do item Tipo de Máquina da categoria Hardware Compatível nos diferentes programas em barras Gráfico 9 Avaliação do item Alteração do Aspecto do Texto da categoria Ferramentas de Configuração nos diferentes programas em radar Gráfico 10 Avaliação das categorias dos programas em colunas com os programas no eixo dos XX Gráfico 11 Avaliação das categorias dos programas em colunas com as categorias no eixo dos XX Gráfico 12 Avaliação das categorias dos programas em barras com os programas no eixo dos YY Gráfico 13 Avaliação das categorias dos programas em barras com as categorias no eixo dos YY Gráfico 14 Avaliação das categorias dos programas com os programas em radar Gráfico 15 Avaliação das categorias dos programas com as categorias em radar Gráfico 16 Avaliação global dos programas em colunas Gráfico 17 Avaliação global dos programas em barras XV

22 Índice de Gráficos Gráfico 18 Avaliação global dos programas em radar Gráfico 19 Avaliação dos itens da categoria Hardware Compatível dos programas em colunas.217 Gráfico 20 Avaliação dos itens da categoria Software Compatível dos programas em barras Gráfico 21 Avaliação dos itens da categoria Outros Requisitos dos programas em colunas Gráfico 22 Avaliação dos itens da categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas dos programas em barras Gráfico 23 Avaliação dos itens da categoria Tipos de Testes Disponíveis dos programas em barras Gráfico 24 Avaliação dos itens da categoria Ferramentas de Configuração dos Testes dos programas em colunas Gráfico 25 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos dos programas em barras Gráfico 26 Avaliação dos itens da categoria Segurança dos programas em colunas Gráfico 27 Avaliação dos itens da categoria Hardware Compatível dos programas em radar Gráfico 28 Avaliação dos itens da categoria Software Compatível dos programas em radar XVI

23 Acrónimos AICC CBT CMS CMSSR ETM GATo HoPo IEEE IMS LCMS LMS LSS MCQ MLE MPC MPPR MPRI MPS MPVR PPQS QFa QQM QQP Aviation Industry CBT Committee (CBT Computer Based Training) Computer Based Training Content Management System ou Content Management System Content Management System Software Review EasyTestMaker Gestão de Actividades TIC na Educação Hot Potatoes Institute of Electrical and Electronics Engineers Information Management Standard Learning Content Management System Learning Management System Learning Support System Multiple Choice Questions Managed Learning Environment Módulo Principal de Configuração Módulo Principal de Produção de Resultados Módulo Principal de Recolha de Informações Módulo Principal de Selecção Módulo Principal de Visualização de Resultados ProProfs Quiz School QuizFaber Qedoc Quiz Maker Qedoc Quiz Player XVII

24 Acrónimos SCORM SGC SMAD SMAR SMAVP SMDC SMDI SMDPA SMDSC SMDV SMDVD SMEPP SMDP SMJD SMSC SMSI SMSSC SMSV SMVR TQB TTQM VLE WWW Sharable Content Object Reference Model Sistema de Gestão de Conteúdos ou Sistema de Gestão de Cursos SubMódulo de Análise de Dados SubMódulo de Apresentação dos Resultados SubMódulo de Armazenamento da Versão das Pontuações SubMódulo de Definição das Categorias SubMódulo de Definição dos Itens SubMódulo de Definição dos Programas a Avaliar SubMódulo de Definição dos Sistemas de Classificação SubMódulo de Definição da Visualização SubMódulo de Definição da Versão das Definições SubMódulo dos Programas e das Pontuações SubMódulo de Definição dos Pesos SubMódulo de Junção das Definições SubMódulo de Selecção das Categorias SubMódulo de Selecção dos Itens SubMódulo de Selecção dos Sistemas de Classificação SubMódulo de Selecção da Versão SubMódulo de Visualização dos Resultados Tanida Quiz Builder Teaching Templates Quiz Maker Virtual Learning Environment World Wide Web XVIII

25 Capítulo I - Introdução Capítulo I - Introdução O ensino tem sido referido como uma das áreas fundamentais e imprescindíveis para a evolução de uma nação, sendo a escola o seu principal factor de sustentação e progresso. Desde criança as vivências experimentadas na escola contribuem para o desenvolvimento e crescimento do indivíduo, preparando-o para a vida em sociedade e permitindo a aquisição de conhecimentos necessários para uma melhor integração do mesmo na sociedade em que se insere, sendo assim de vital importância todo o percurso vivido ao longo da passagem pela escola. Como refere Ricardo Vieira, As escolas são instituições imprescindíveis para o desenvolvimento e para o bem-estar das pessoas, das organizações e das sociedades. É nas escolas que a grande maioria das crianças e dos jovens aprendem uma diversidade de conhecimentos e competências que dificilmente poderão aprender noutros contextos. (Vieira, 2009). Os conhecimentos adquiridos ao longo da formação são muito diversificados e não serão, como é natural, todos utilizados ao longo da vida, no entanto, contribuem para a formação e o crescimento da pessoa que poderá estar melhor preparada se os conhecimentos adquiridos forem os mais adequados. Também a sociedade necessita do ensino de forma a, pelo menos, reproduzir-se a si mesma e se possível progredir, pois os seus elementos envelhecem e é necessário uma renovação constante, bem como um progresso positivo nas competências e conhecimentos das pessoas que a constituem. O ensino e a educação têm sido alvos de inúmeros estudos em diversos contextos, como por exemplo a nível da sua importância para determinadas áreas, da sua estrutura, do seu funcionamento ou da eficácia do mesmo em atingir determinados objectivos quer a nível da forma de avaliar a qualidade do mesmo como, mais recentemente, a nível do enfoque especial dado ao paradigma de avaliação dos professores. O objectivo é analisar e 1

26 Capítulo I - Introdução estudar os contextos educativos actuais e históricos de forma a propor soluções de mudanças para a melhoria dos sistemas educativos onde esses estudos de inserem. Falar de Educação implica ter presente que o fenómeno educativo se dá no seio de uma determinada sociedade e num período de tempo determinado. Da evolução dos distintos grupos sociais no decorrer do tempo, surgem forçosamente os diferentes modelos educativos, que pouco a pouco uma vezes e de forma mais repentina noutras, vão experimentando as mudanças que facilitam ou possibilitam melhorar, a nomeada evolução sócio-económica-educativa. (Fernández, 2006). É possível encontrar na Internet uma grande quantidade de artigos e teses sobre educação em diversas áreas, existindo um grande número de documentos em arquivos como bibliotecas virtuais ou repositórios de teses, bem como listas de teses disponíveis na área da Educação, como por exemplo, a listagem de teses de mestrado em educação especial e Reabilitação do Departamento de Educação Especial e reabilitação da Universidade Técnica de Lisboa que se encontra disponível no site da Faculdade de Motricidade Humana 1 e cujo factor comum a todas elas, é a preocupação com a educação para pessoas que tenham dificuldades motoras. O conjunto destes estudos tem tido uma grande importância nas mudanças realizadas a nível mundial nas últimas décadas, e várias abordagens foram testadas em vários países dando origem a várias tendências pedagógicas que definem a importância da pedagogia com base em diferentes perspectivas de como se devem desenvolver as actividades de ensino-aprendizagem. Por exemplo, segundo Libâneo, as tendências estão divididas em liberais (tradicional, renovada progressista, renovada não directiva e tecnicista) e progressistas (libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos). As tendências liberais sustentam que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Para isso, os indivíduos precisam aprender a adaptar-se aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura individual (Libâneo, 1990). As tendências progressistas referem-se a tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. 1 O documento encontra-se no seguinte endereço: 2

27 Capítulo I - Introdução Evidentemente a pedagogia progressista, não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista; daí ser ela um instrumento de luta dos professores ao lado de outras práticas sociais. (Libâneo, 1990). Existem ainda outras tendências, modelos e teorias referidas em diversos estudos cuja divisão e perspectiva é diferente da apresentada anteriormente. Todas estas perspectivas permitem sistematizar o estudo das práticas lectivas através de perspectivas bem definidas, permitindo analisar, tirar conclusões sobre cada uma das perspectivas, aplicá-las em diversas situações e tirar conclusões sobre os efeitos positivos ou negativos que elas têm ao nível do ensino. É de salientar que, devido às grandes alterações dos tempos actuais, também em Portugal foram implementadas sucessivas reformas que pretenderam encontrar soluções viáveis para que o sistema de ensino português possa melhorar e adaptar-se a uma nova sociedade mais aberta ao exterior. A evolução dos sistemas educativos, situou-se, durante os últimos trinta anos, no contexto de um processo acelerado de integração económica supranacional, fenómeno de âmbito mundial do qual faz parte a construção da União Europeia. (Canário, 2006). Nas últimas décadas as transformações foram muitas e várias formas de ensino foram utilizadas, tendo sido testadas de forma a encontrar quais as melhores para preparar os jovens e integrá-los na sociedade adequadamente. Note se que, a partir de 1975, aceleraram se as mudanças políticas, sociais e económicas, as condições de vida e os valores que a orientavam, com as consequentes mudanças a nível do sistema de ensino, já em parte referidas. Mas não é só a nível do sistema que se notam mudanças. Começa a surgir uma forte apetência pelo conhecimento científico na área educativa, que possibilitasse novas perspectivas e intervenções mais fundamentadas (Estrela, 2006). Independentemente da correcção ou não das medidas tomadas nas últimas décadas, é importante que sejam realizados mais estudos sobre os diversos aspectos do ensino e as soluções actuais para detectar problemas, dificuldades e potencialidades que permitam analisar e encontrar soluções mais adequadas do que as anteriormente utilizadas. As tarefas desenvolvidas a nível do ensino são diversificadas e passam por diversos itens, tais como, a planificação das actividades, as actividades de ensinamento, aprendizagem e avaliação, bem como outras actividades que contribuam para o desenvolvimento de todas as acções desenvolvidas na área da educação. 3

28 Capítulo I - Introdução É importante referir que esta área tem vindo a sofrer grandes alterações devido essencialmente ao aparecimento de novos instrumentos de trabalho que permitem melhorar as diversas actividades realizadas, nomeadamente, as novas tecnologias de informação e comunicação e mais em particular a criação e utilização de testes através de ferramentas electrónicas. Para além de se poderem criar documentos (contendo testes e fichas) através de meios electrónicos, nomeadamente processadores de texto, e de se poderem fornecer os mesmos em suporte de papel aos alunos, actualmente já existem muitas ferramentas que permitem criar e utilizar fichas e testes de avaliação directamente no computador. Assim, torna-se cada vez mais fácil realizar actividades de avaliação através de ferramentas como programas, sites da Internet e platformas de e-learning completas. No entanto, o cada vez maior número de ofertas dificulta a escolha das ferramentas mais adequadas. É neste último âmbito que se insere este trabalho, focando-se numa pequena mas importante área do ensino que é a realização de fichas de trabalhos e testes com ajuda de meios electrónicos, bem como a análise e avaliação de programas que tenham esta função e que possam ser utilizados a nível do ensino básico e secundário. I.1 - O Ensino e a Avaliação Apesar da diversidade de tarefas existentes no desenvolvimento das actividades no ensino poder ser caracterizada pela importância de cada uma dessas tarefas, um dos aspectos mais importantes do ensino, para além da transmissão das matérias e dos conhecimentos aos alunos, é o momento da avaliação, isto é, a sua preparação através de actividades com os alunos, a realização presencial ou não dos testes e, finalmente, o controlo dos resultados obtidos pelos alunos. Ao longo dos tempos, tem-se atribuído diferentes significados à avaliação, assim como as suas funções têm vindo a ampliar-se, no entanto, a função pedagógica da avaliação é vista como um processo fundamental do ensino e da aprendizagem. (Vale, 2005). Outro facto importante é o de normalmente 4

29 Capítulo I - Introdução existirem vários tipos de avaliação utilizados, existindo um conjunto de conceitos sobre os mesmos que permite ver a avaliação através de vários objectivos e várias perspectivas. Alguns dos aspectos importantes da avaliação são a quantificação, estimação ou apreciação da competência de uma pessoa numa determinada área de conhecimento ou numa determinada tarefa. Contudo, a importância da avaliação não é só caracterizada pelo seu lado de quantificação dos conhecimentos e das capacidades adquiridas, mas também pela possibilidade de aprendizagem através dos erros e da reorientação da aprendizagem com base nestes. Dos vários tipos de avaliação, podem identificar-se alguns (ver Figura 1 Tipos de avaliação). Inicial Diagnóstica Certificativa / Prognóstica Contínua Formativa Aferida / Especializada TIPOS DE AVALIAÇÃO Final Sumativa Quantitativa / Qualitativa Autoavaliação / Heteroavaliação Interna / Externa Figura 1 Tipos de avaliação 5

30 Capítulo I - Introdução No ensino básico e secundário, ao longo do ano, são fundamentalmente utilizadas a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação sumativa. A avaliação diagnóstica ou inicial é aquela que permite no primeiro contacto dos alunos com novos conteúdos, determinar a que nível os mesmos se situam em relação a determinados conceitos e conhecimentos. Assim, poderão conhecer-se as bases de partida dos alunos e a distância existente entre o conhecimento inicial destes e o ponto que se pretende atingir com os ensinamentos e aprendizagens futuras. Esta modalidade de avaliação justifica-se sempre que se pretende identificar um ponto de partida, tendo em conta as características da turma e dos seus alunos, assim como, aos conhecimentos que estes possuem sobre assuntos relacionados com os conteúdos curriculares e as competências que desenvolveram. Assim, este tipo de avaliação, permite fornecer ao professor elementos que lhe permitirão adequar os trabalhos que vai realizar às características e conhecimentos dos alunos com quem irá trabalhar. (Vale, 2005). Esta avaliação inicial pode ser de importância fundamental para a adaptação dos métodos utilizados, para atingir o grau necessário relativamente aos conteúdos programáticos e para adequar os mesmos às necessidades encontradas. A avaliação formativa ou contínua tem como função exercitar os conteúdos abordados ao longo da formação, revelando com a sua realização quais os assuntos correctamente aprendidos, quais os que não o foram e quais aqueles em que ainda existem algumas lacunas. É assim possível a partir deste tipo de avaliação fazer um ponto da situação na progressão dos alunos e utilizar os resultados para orientar as actividades futuras, mantendo o mesmo rumo ou reformulando-os consoante as necessidades de adaptação ao contexto. Sendo uma forma de controlar a aprendizagem, pode-se dizer que a avaliação formativa está ligada indirectamente à auto-avaliação no que diz respeito ao autoconhecimento do grau de aprendizagem adquirido. A avaliação é formativa se assegura que os processos de formação se vão adequando às características dos alunos, permitindo a adaptação do ensino às diferenças individuais. Esta avaliação, ainda que considere os resultados da aprendizagem, incide preferencialmente sobre os processos desenvolvidos pelos alunos face às tarefas propostas. Mas a avaliação só é verdadeiramente formativa 6

31 Capítulo I - Introdução quando é compreendida pelo aluno nas suas diferentes dimensões e lhe permite regular a sua aprendizagem, o que supõe a escuta dos pares e o confronto de pareceres facilitadores da auto-avaliação e do auto-controle. (Ferraz, et al., 1994). Assim, esta avaliação tem também uma função diagnóstica e pode ser uma boa ferramenta de apoio ao desenvolvimento da aprendizagem que vai desde a avaliação inicial diagnóstica até à avaliação final sumativa. A avaliação sumativa ou final permite aferir os conhecimentos dos alunos através de um momento pontual onde serão classificados através de uma avaliação quantitativa e por vezes qualitativa, que permitirá definir se o aluno atingiu os objectivos necessários a nível dos saberes no que diz respeito à parte dos testes e, assim, decidir se cumpriu os mínimos necessários para obter uma classificação positiva. No entanto, pode-se dizer que este tipo de avaliação tem um objectivo meramente pontual e o seu objectivo primário não é ajudar os alunos na sua aprendizagem, mas sim ter um referencial que permita classificar e comparar o nível de cada um dos alunos. Em suma, podemos dizer que as perspectivas a que vimos fazendo referência atribuem, na sua generalidade, um carácter esporádico à avaliação sumativa, situando-a fora do processo de ensino-aprendizagem. Identificando a avaliação sumativa com a atribuição de classificações, reservam-lhe, sobretudo, objectivos de selecção e entendem que os alunos não são os seus principais destinatários. (Longle, 2008). As ferramentas informatizadas existentes são ideais para este tipo de avaliação pois permitem classificar os utilizadores dos testes e atribuir-lhes uma nota em conformidade com os exercícios realizados por estes. Pode-se, assim, realizar testes formativos com base nestas tecnologias e facilitar a avaliação sumativa do aluno no que diz respeito à correcção e avaliação das tarefas realizadas. Para além destes três tipos de avaliações são ainda utilizadas a auto-avaliação e a hetero-avaliação como suporte à análise efectuada aos diversos resultados obtidos através das avaliações anteriormente apresentadas. A auto-avaliação não é só o acto de um aluno dizer no final de um determinado período ou do ano, qual é a classificação que merece em relação às diversas actividades de 7

32 Capítulo I - Introdução aprendizagem realizadas. Esta avaliação é, também, a capacidade de o aluno ao longo do seu processo de aprendizagem aferir o seu nível de conhecimento e os seus progressos, de forma a verificar qual o grau de aprendizagem atingido e quais as lacunas que devem ser preenchidas através de mais aprendizagem. A apreciação crítica do aluno relativamente ao seu trabalho, ao seu processo de aprendizagem, permite identificar e compreender as etapas que o constituem, analisar e compreender os erros cometidos e os sucessos alcançados, comparar a acção desenvolvida com o plano pensado, confrontar os produtos obtidos com os produtos esperados e as operações realizadas com as concepções que delas tinha à partida, planificar as tarefas de aprendizagem a desenvolver... Sob esta forma, a auto-avaliação consistirá então, na regulação do processo de aprendizagem pelo sujeito dessa aprendizagem: antecipação das operações a realizar para que determinada aprendizagem se verifique, identificação dos erros de percurso cometidos e procura de soluções alternativas. (Barbosa & Alaiz, 1994). Mais uma vez, algumas das ferramentas de criação de testes são perfeitamente adaptadas a este tipo de avaliação, permitindo que um aluno possa ter testes que lhe dêem um feedback dos resultados obtidos através da análise pormenorizada dos resultados ou através de uma indicação sistemática da assertividade ou não das respostas dadas, o que permite que o aluno se auto-avalie. A hetero-avaliação, por seu lado, permite que os alunos sejam avaliados pelos seus pares, proporcionando quer ao professor quer aos alunos uma outra perspectiva do grau atingido por cada um dos estudantes. Os alunos avaliam-se uns aos outros no trabalho de grupo em experiencias de co-gestão de aula. (Olivé, 1997). No dicionário português Priberam da Internet a hetero-avaliação é definida como a avaliação feita por uma ou mais pessoas que não estão a ser avaliadas nesse momento. Esta avaliação é de facto também utilizada por parte do professor para avaliar, pois quando este avalia o aluno está a realizar uma avaliação de outro indivíduo, isto é, está a realizar uma hetero-avaliação. É de referir que estes dois tipos de avaliação podem estar ligados à avaliação dita formativa, pois permitem pensar e ponderar sobre as aprendizagens adquiridas por cada um dos alunos, quer a nível do próprio aluno quer a nível do professor com base em informações e perspectivas que poderia não obter de outra forma. Ainda existe um grande 8

33 Capítulo I - Introdução número de tipos de avaliação referidos por diversos autores dos quais alguns serão apresentados nos parágrafos a seguir. A avaliação quantitativa permite avaliar através de critérios ligados à matemática. É normalmente associada à ideia de critérios objectivos, com uma definição clara da valorização de cada um desses critérios. O avaliador quantitativo necessita de instrumentos estruturados (como questionários ou entrevistas estruturadas) com categorias estandardizadas que permitam encaixar as respostas individuais. (Coutinho, 2005). Este tipo de avaliação é normalmente utilizada para quantificar tarefas realizadas, nomeadamente, trabalhos, fichas, testes, etc. É normalmente com base na avaliação quantitativa que a avaliação final de um aluno é calculada, pois para obter aprovação o aluno deverá atingir um determinado valor quantitativo sem o qual se considerará que ele não adquiriu conhecimentos suficientes ou não atingiu o nível de aprendizagem adequado. A avaliação qualitativa é uma avaliação mais subjectiva onde se consideram patamares de aprendizagem classificados através de palavras com um determinado significado (muito mau, mau, medíocre, médio, bom, muito bom, excelente), que podem em certos casos ser vinculados a um valor quantitativo, sem que no entanto esse vínculo tenha uma ligação objectiva. Pois, o intervalo de valores para definir o muito bom pode ser diferente de pessoa para pessoa. O avaliador qualitativo ausculta as opiniões individuais (entrevista não estruturada ou livre, observação participante ou não participante) sem se preocupar em categorizar as respostas de antemão; pressupõe ser fundamental atender às características individuais dos intervenientes num programa/intervenção, porque é da forma como estes se empenham que tudo depende. (Coutinho, 2005). Pode-se considerar a avaliação qualitativa como um complemento da avaliação quantitativa, para dar um significado compreensível à avaliação para além do valor quantitativo obtido pelo aluno. A avaliação interna é realizada pelos elementos internos da escola através de várias actividades, avaliações em aulas, testes relativos a conteúdos e também exames internos à escola. Todos os critérios de avaliação, datas, conteúdos e matrizes são definidos pelos professores, e todo o processo de avaliação é realizado, controlado, finalizado e registado pela própria escola. Os professores avaliam os seus alunos e as suas turmas e, as 9

34 Capítulo I - Introdução qualificações que são assinaladas são colocadas em registos (Olivé, 1997). Neste âmbito os elementos externos à escola não têm influência directa na avaliação. A avaliação externa é realizada por elementos exteriores à escola, de forma a avaliar a progressão dos alunos dessa escola através de exames que sejam comuns a muitas escolas e poder assim comparar os resultados obtidos pelos alunos das diversas escolas. É o caso dos exames nacionais realizados no ensino básico e secundário. Este tipo de avaliação pode, também, ser utilizado para certificar os alunos relativamente aos conteúdos avaliados. Realizada por pessoas que não estão directamente relacionadas com os alunos, com o objectivo de facilitar o diagnóstico de modo amplo de sujeitos e de seleccioná-los. (Olivé, 1997). No entanto, apesar de a avaliação na maior parte dos casos ser externa, esta requer a ajuda da estrutura interna das escolas para poder ser realizada, pois esta fornece a plataforma para que os exames possam ser realizados convenientemente. José Pacheco refere quatro tipos de modalidades de avaliação, das quais duas são diferentes das anteriormente nomeadas, isto é, formativa, sumativa, aferida e especializada. A avaliação aferida permite conferir os conhecimentos que os alunos adquiriram numa determinada matéria, sem que tal tenha influências na sua avaliação de período ou de ano, refere-se assim a uma validação externa, sem efeitos na progressão do aluno, e é da competência tanto do Ministério da Educação como do Conselho Pedagógico da escola, assumindo neste último um carácter facultativo (Pacheco, 1993). Quanto à avaliação especializada é uma avaliação transversal às várias disciplinas de um currículo e é utilizada para actividades interdisciplinares, sendo definida como uma avaliação personalizada que permite observar as dificuldades de aprendizagem dos alunos não em função de normas estandartizadas mas sim em função da progressão real e condicionantes individuais (Pacheco, 1993). Philippe Perrenoud, por sua vez, refere as avaliações formativas, certificativas e prognósticas. A avaliação certificativa é relacionada com a aquisição de competências técnicas que permitam apreender conteúdos e realizar actividades que preparam os alunos para uma determinada área de actividade, o que é o caso dos Cursos Profissionais a nível do Ensino Secundário e dos Cursos de Educação e Formação a nível do Ensino Básico, assim, 10

35 Capítulo I - Introdução A avaliação certificativa garante aquisições em relação a terceiros, no mercado de trabalho, e com rigor no final de um ciclo de estudos: ela intervém no final de um determinado curso. (Perrenoud, 2001). A avaliação prognóstica permite analisar as aptidões que os alunos poderão ter para se adaptarem a determinadas áreas de estudo no sentido de orientar os mesmos da melhor forma em relação às capacidades detectadas, sendo que, A avaliação prognóstica funde as decisões de selecção ou de orientação em função da aptidão presumida para seguir um novo curso, por exemplo uma determinada área do secundário: ela situa-se num momento anterior de um curso e pressupõe uma escolha. (Perrenoud, 2001). Ainda podem ser referidos muitos outros tipos de avaliação estudados, como por exemplo, avaliação burocrática, avaliação autocrática, avaliação democrática e muitos outros termos para identificar diversos modelos de avaliação com características diferentes. Como se pode constatar, para além dos tipos de avaliação mais frequentemente referidos e utilizados, existem muitos outros que se referem a perspectivas distintas da avaliação e dos seus objectivos. No entanto, qualquer que seja o tipo de avaliação empregada é importante, nos dias de hoje, ter ferramentas de apoio de criação de testes informatizados e, assim, ter mais um instrumento que pode ser profícuo no desenvolvimento da avaliação. Uma grande parte da avaliação realizada nas escolas básicas e secundárias utiliza como base de sustentação a realização de fichas de trabalho e de testes. É neste âmbito que se podem introduzir as ferramentas informatizadas actuais de criação de testes e fichas de avaliação que pouco a pouco têm vindo a surgir e a ganhar terreno, sendo cada vez mais utilizadas nas escolas portuguesas, nas universidades, bem como nas empresas que realizam a formação dos seus funcionários. Obviamente a avaliação dos alunos, nos graus de ensino básico e secundário, também é feita através de outros critérios, como por exemplo a assiduidade, a pontualidade, o comportamento, o interesse, a participação, as atitudes, o respeito pelos outros, as actividades práticas, etc. No entanto, nenhum destes parâmetros pode ser avaliado com a ajuda das ferramentas de criação de testes, uma vez que estas não se adaptam a esses tipos 11

36 Capítulo I - Introdução de avaliação. É pois impossível avaliar a assiduidade, o comportamento ou mesmo o respeito pelos outros através das respostas fornecidas pelo aluno nas fichas ou testes realizados em suporte informático. Estes itens só poderão ser avaliados através de um registo por parte do professor. Assim, é importante salientar que a análise das ferramentas realizadas neste estudo será orientada fundamentalmente no contexto da criação e utilização de fichas e testes de avaliação. I.2 - Ferramentas no Ensino Básico e Secundário Nos últimos anos, o ensino tem vindo a sofrer transformações significativas devido em grande parte à introdução das novas tecnologias de informação e comunicação e à sua cada vez mais frequente utilização. Inspirado por políticas europeias, as últimas décadas registaram, a nível nacional, o desenvolvimento de vários projectos relativos às TIC no ensino-aprendizagem, que permitiram a introdução progressiva das novas tecnologias nas escolas portuguesas. (Alves J. D., 2006). Com alguma frequência as escolas básicas e secundárias têm visto os seus equipamentos informáticos actualizados quer a nível do hardware quer a nível do software e têm surgido vários projectos para a educação e várias plataformas de ajuda e apoio aos professores, como por exemplo, a ferramenta GATo 2 (Gestão de Actividades TIC na Educação), que permite realizar requisições de salas e equipamentos através da Internet, a introdução do Moodle nas escolas e outros projectos e- learning. As tecnologias de informação e comunicação têm tido uma importância cada vez maior na educação, permitindo realizar tarefas e actividades que antigamente não eram possíveis. No contexto educativo, são de referir, entre outras vantagens, a interacção diferenciada que o professor pode estabelecer com os seus alunos quando recorre a software específico, a pesquisa on-line dirigida, a possibilidade de comunicação por para tirar dúvidas, enviar ficheiros, conversar com os encarregados de educação, etc. 2 O Site da ferramenta Gato é: 12

37 Capítulo I - Introdução (Paiva, 2002). Nas escolas básicas e secundárias, os professores têm utilizado com maior frequência estas tecnologias para procurar informações na Internet, preparar as suas actividades lectivas, apresentar conteúdos através de diapositivos electrónicos, comunicar com diversos elementos da comunidade educativa, realizar actividades de aula, entre muitas outras tarefas. As escolas estão actualmente melhor equipadas com várias salas específicas com computadores e outros equipamentos e, algumas, já têm projector e alguns computadores em todas as salas com actividades lectivas. Também já é frequente encontrar escolas com computadores na biblioteca e até uma sala de mediateca com muitos computadores disponíveis. Têm surgido cursos em todo o mundo, apoiados em plataformas de ensino on-line já muito desenvolvidas, que permitem a uma instituição ter soluções completas para a realização de acções e de cursos através de computadores ligados em rede, onde todas as actividades necessárias à realização do curso são feitas através de meios electrónicos. Os dados estatísticos sobre ensino a distância, nos últimos anos, são surpreendentes. Demonstram enorme crescimento do sector em um curto espaço de tempo. Entretanto, não acreditamos que esse salto (qualitativo, inclusive) se deva somente aos méritos do ensino a distância ou dos profissionais que nela acreditam. Sem dúvida, as possibilidades pedagógicas desse método, marcadas pela democratização do acesso ao conhecimento, contribuíram profundamente para os avanços dos recentes números. (Soto, Mayrink, & Gregolin, 2009). No entanto, no Ensino Básico e Secundário, essas tecnologias não têm sido muito utilizadas até aos dias de hoje devido a vários factores que são difíceis de ultrapassar, como por exemplo, o custo deste tipo de plataformas, a resistência à mudança, a falta de formação na área, a especificidade destes níveis de ensino (sendo a maior parte dos alunos menores) e ainda outros obstáculos que dificultam a implementação e implantação destas soluções. No entanto, como já foi referido anteriormente, existem tentativas de introdução de algumas tecnologias que, embora não substituam o ensino presencial, já permitem apoiar o mesmo em algumas actividades, como é o caso da realização de fichas e testes no computador. 13

38 Capítulo I - Introdução Relativamente a este último aspecto já existe uma grande quantidade de soluções que podem ser utilizadas (algumas gratuitas e outras pagas), integradas em qualquer sistema de ensino e adaptadas a diversas situações encontradas nas escolas básicas e secundárias actuais, é o caso de programas como o Quiz Faber, o Hot Potatoes, o Quedoc Quiz Maker e muitos outros. O tipo de soluções existentes é muito diversificado, quer a nível de ferramentas, quer a nível de conteúdos, o que permite ter uma grande quantidade de soluções e escolher a que melhor possa servir em cada situação. Sendo essas soluções diferenciadas, é assim necessário, antes de realizar qualquer escolha, conhecer as suas características e analisar quais são as mais susceptíveis de se adaptarem às tarefas a desenvolver. Apesar de existir esta oferta de soluções, ainda há muitas Escolas Básicas e Secundárias que utilizam as novas tecnologias de forma muito básica, não indo muito além da utilização da Internet para pesquisa de informações e conteúdos, do Word para criação de documentos, fichas e testes, do Excel para a realização do cálculo das notas e gráficos sobre as mesmas, e ainda de um ou outro programa específico ligado às várias disciplinas. Entretanto, já são cada vez mais os professores que utilizam ou pretendem utilizar programas específicos de criação e utilização de testes no computador. Devido à grande quantidade de ferramentas existentes, a tarefa de procura da solução mais adequada por parte de cada professor, individualmente, pode tornar-se uma tarefa faraónica, tornando-se impossível de realizar, ou tornando-se uma escolha mais ou menos aleatória. Este facto deve-se por um lado à falta de estudos comparativos sistematizados sobre essas ferramentas e ainda à pouca análise efectuada às diversas soluções existentes no mercado. O problema existente é, então, o de encontrar uma forma de auxiliar os professores na sua tarefa de análise e escolha da ou das ferramentas mais adequadas às tarefas que 14

39 Capítulo I - Introdução pretende realizar, através de um instrumento que permita a avaliação de diversas ferramentas usando critérios definidos, bem como a análise comparativa das mesmas. Para ajudar a resolver o problema de escolha de ferramentas de teste adequadas, era importante que existisse uma ferramenta cuja função fosse a de analisar e avaliar as diversas propostas existentes no mercado, através de uma comparação das mesmas, possibilitando aos futuros utilizadores identificar as características que são mais importantes para resolver o seu problema e indicar quais as melhores soluções para cada professor em particular. Obviamente, comparar ferramentas deste tipo é uma tarefa difícil, pois não existe obrigatoriamente um paralelo entre as diversas funcionalidades existentes em cada uma delas, nem tão pouco uma semelhança entre muitas das funções apresentadas por cada uma delas. Esta realidade obrigará a uma comparação entre as ferramentas sem por vezes existir uma correspondência entre os diversos itens a analisar. Outro dos factores que poderá influenciar a escolha é o factor humano, pois cada pessoa tem a sua visão pessoal sobre as necessidades que realmente tem relativamente a ferramentas deste tipo. Será então necessário ter em conta a grande diversidade de opiniões sobre o que é ou não realmente importante que essas ferramentas tenham. I.3 - Objectivos O objectivo principal deste trabalho foi o de construir o modelo de uma ferramenta cuja função fosse avaliar e classificar os programas informáticos de criação de testes e tivesse flexibilidade para se adaptar aos diversos tipos de programas existentes e à evolução futura dos mesmos. A finalidade era proporcionar um método de comparação das ferramentas para facilitar aos professores e formadores que pretendem utilizar este tipo de programas a escolha dos instrumentos mais adequados às suas actividades. Para atingir o objectivo principal foram identificados um conjunto de objectivos parcelares que deveriam ser atingidos no sentido de obter informações que permitissem suportar a elaboração do modelo. 15

40 Capítulo I - Introdução O primeiro passo deste trabalho foi o de abordar o problema a estudar através de um levantamento do estado da arte na qual fossem apresentados alguns conceitos importantes, nomeadamente no que se refere à avaliação e às ferramentas existentes no Ensino Básico e Secundário. Sendo o principal objectivo deste trabalho propor uma solução para análise, avaliação e comparação de programas de criação de testes, era importante numa primeira fase categorizar o tipo de ferramentas que existissem para realizar esta tarefa. Deveriam ser analisadas cada uma das categorias com base na escolha de algumas ferramentas representativas das mesmas e com a identificação das características fundamentais de cada uma. Como forma de apoio à criação do modelo de análise das ferramentas deveria ser realizado um quadro das características das categorias mais adequadas ao Ensino Básico e Secundário, nomeadamente, os programas de criação de testes e fichas. Relativamente aos programas deveria ainda ser realizado um inquérito aos professores no sentido de perceber melhor qual a forma como as características deveriam ser apresentadas e qual a sua importância. Após este estudo seria importante sistematizar a informação recolhida de forma a criar categorias e itens que fossem servir de base ao sistema de avaliação das ferramentas. Neste ponto seria também importante verificar se já existem algumas soluções ou propostas de soluções deste género. Para atingir o objectivo principal seria também importante criar uma proposta de solução que fosse ao encontro de três aspectos fundamentais: ter um sistema comparativo dos programas; permitir ao utilizador definir quais são os aspectos importantes desejados; e cruzar as informações para fornecer uma solução individualizada com base nos dois aspectos anteriores. Importa referir que este estudo não pretendia ser uma análise exaustiva de todas as ferramentas existentes actualmente, mas sim, uma análise das características mais comuns que servissem de suporte à criação da ferramenta de análise e comparação das diversas soluções existentes. 16

41 Capítulo I - Introdução I.4 - Organização da Dissertação Esta dissertação é composta por seis capítulos, tal como apresentados na Figura 2. Capítulo I - Introdução O Ensino e a avaliação Ferramentas no Ensino Básico e Secundário Objectivos Organização da Dissertação Metodologias de Investigação Utilizadas Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Breve Retrospectiva Histórica Programas de Criação de Testes Sites de Criação de Testes Plataformas de E-Learning Conclusões sobre o Estado da Arte em Criação de Testes Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-learning CMS Matrix Content Management System Software Review EduTools Conclusõe sobre as Ferramentas de Comparação de Sistemas Capítulo IV - Sistemas de Categorização e de Classificação das Ferramentas Propostas Inquérito Análise Comparativa dos Programas de Testes As Categorias e Itens da Ferramenta Os Diferentes Sistema de Classificação dos Itens Conclusões sobre o Sistema de Categorização e de Classificação Capítulo V - A Ferramenta de Análise Módulo Principal de Configuração Módulo Principal de Recolha de Informações Módulo Principal de Produção de Resultados Módulo Principal de Selecção Módulo Principal de Resultados O Destinatário dos Módulos Conclusões Sobre a Ferramenta de Análise Capítulo VI - Conclusão Figura 2 Capítulos e seus conteúdos No primeiro capítulo, Introdução, é apresentada uma contextualizada do estudo através da apresentação de alguns conceitos iniciais sobre a importância do ensino, salientando mais em particular os diversos tipos de avaliação existentes, bem como a 17

42 Capítulo I - Introdução importância das fichas e dos testes. São ainda referidas algumas características do Ensino Básico e Secundário relativamente à utilização de ferramentas de criação de testes. São mostrados os objectivos desta dissertação, bem como a sua estrutura organizativa. Finalmente são apresentadas as metodologias de investigação utilizadas na elaboração da presente dissertação e no final um esquema do percurso percorrido para realizar este trabalho. No segundo capítulo, Estado da Arte em Criação de Testes, será apresentada uma breve retrospectiva da evolução tecnológica no que diz respeito à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação a nível de testes e avaliação, onde serão referidos brevemente os sistemas de e-learning, no sentido de mostrar o panorama actual destes últimos. De seguida, irão ser abordados aspectos da utilização das novas tecnologias a nível do ensino, nomeadamente, programas de criação de testes, sites de criação de testes, plataformas de e-learning. Os programas de criação de testes são programas mais ou menos complexos que podem ser instalados num ou em vários computadores de forma a criar e utilizar testes electrónicos de vários tipos. Os sites de criação de testes são sites da Internet que estão construídos de forma a fornecer funcionalidades para criação e acesso a testes na sua maioria do tipo escolha múltipla. As plataformas de e-learning são ferramentas que são compostas por programas e interfaces que permitem o ensino a distância através da Internet, existindo muitas que permitem a utilização ou criação de testes para a avaliação de estudantes. No terceiro capítulo, Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning, serão apresentadas ferramentas de comparação existentes, estudando as mesmas de forma a verificar como estão estruturadas e como é o seu funcionamento. As características destas ferramentas serão analisadas de forma a poderem ser uma base de apoio informativa para a ferramenta desenvolvida neste trabalho. Também serão estudados os diversos itens utilizados para comparar as ferramentas de e-learning, bem como os sistemas de classificação usados. Estes dois aspectos também servirão para ajudar a propor itens e sistemas de classificação adequados para a avaliação de programas de criação e utilização de testes. As ferramentas de comparação estudadas estão integrados no âmbito dos CMS 18

43 Capítulo I - Introdução (Content Managment System), não sendo exactamente do mesmo tipo da ferramenta que se pretende desenvolver, são no entanto suficientemente próximas para se poder realizar um paralelo entre estas e a futura ferramenta proposta neste trabalho. As ferramentas analisadas neste trabalho são o CMS Matrix, o EduTools e o Content Management System Software Review. Após a análise das ferramentas de comparação, no quarto capítulo, Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta, será inicialmente apresentado um inquérito a professores sobre os programas de criação de testes bem como um estudo das características dos mesmos em tabelas. Posteriormente, será apresentada uma análise de várias soluções possíveis para a ferramenta, quer a nível dos sistemas de classificação, quer a nível das categorias e itens que poderão ser avaliados relativamente às ferramentas de testes. No que se refere aos sistemas de classificação, serão apresentados vários em conjunto com as suas características, bem como as vantagens e desvantagens de forma a verificar quais são os mais adequados à resolução dos problemas. Relativamente às categorias e itens, será apresentada uma proposta organizada com um conjunto de categorias e os seus itens respectivos que decorre do estudo efectuado nos pontos anteriores. No quinto capítulo, A Ferramenta de Análise, serão apresentados conceitos iniciais sobre a filosofia que está na base do modelo apresentado e será feita a descrição pormenorizada da futura ferramenta proposta, explicando quais são os aspectos mais importantes em que se apoiam o seu funcionamento, bem como as diversas características da mesma. Os diversos módulos da ferramenta serão apresentados com base em esquemas funcionais acompanhados de uma explicação dos mesmos. Finalmente, no sexto capítulo, Conclusão, será feita uma avaliação global do trabalho realizado com a apresentação dos aspectos mais preponderantes deste estudo e serão realizadas diversas propostas de trabalhos a realizar no futuro para que este modelo de ferramenta se possa concretizar, através da sua criação e de outros trabalhos que permitam testar e por à prova a ferramenta. 19

44 Capítulo I - Introdução I.5 - Metodologias de Investigação Utilizadas Para a realização deste trabalho foram utilizadas quer a abordagem quantitativa que considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las (Silva & Menezes, 2001), quer a abordagem qualitativa que considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números (Silva & Menezes, 2001), pois cada uma delas permite focar aspectos distintos, complementando-se na investigação e análise dos diversos conteúdos abordados. A abordagem quantitativa foi utilizada em diversas partes deste trabalho, nomeadamente, na realização de um inquérito aos professores sobre as características dos programas de realização de testes e sobre a sua importância, na análise quantificada das características mais comuns das diversas ferramentas de criação de testes, no estudo de ferramentas de comparação no que respeita aos itens e aos sistemas de classificação utilizados pelas mesmas e na análise de diversos sistemas de classificação e dos seus resultados. A abordagem qualitativa foi utilizada, na definição do quadro inicial deste trabalho, no estudo da evolução e caracterização dos diversos tipos de ferramentas de criação de testes, na definição de itens e categorias de itens e na criação da estrutura do modelo da ferramenta de Análise de Testes. Quanto aos objectivos António Carlos Gil refere as pesquisas exploratórias, descritivas e explicativas. Neste trabalho foram utilizadas as pesquisas exploratórias e descritivas. As pesquisas exploratórias têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vista a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objectivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. (Gil, 1991). As pesquisas descritivas têm como objectivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenómeno ou, 20

45 Capítulo I - Introdução então, o estabelecimento de ligações entre variáveis. (Gil, 1991). Estas pesquisas foram realizadas com base em pesquisas bibliográficas, documentais ou de levantamento, também referidas por Gil. As pesquisas bibliográficas focam-se em conteúdos estudados em outros trabalhos, nomeadamente, os conceitos de avaliação, as tecnologias de informação e a sua importância no ensino, as ferramentas de criação de testes e as ferramentas de comparação. As pesquisas documentais debruçam-se fundamentalmente nos diversos tipos de ferramentas e no estudo de algumas dessas ferramentas, bem como nas ferramentas de comparação existentes a nível do e-learning. A pesquisa de levantamento foi realizada com base na acção de formação e no inquérito realizada na mesma. Para atingir os objectivos propostos neste trabalho foram utilizados um conjunto de recursos e actividades para recolher informações que permitissem estudar e analisar os diversos aspectos relativos às ferramentas de criação de testes e utilizar estes para propor uma solução para a análise sistematizada e classificação das mesmas. Assim, foi muito importante recolher informações a partir de diversos locais, bibliotecas, sites da Internet, livros, jornais, periódicos, contactos com professores e o inquérito. Toda esta pesquisa permitiu analisar e estudar o problema de forma a compreender qual é a realidade actual no contexto do ensino e da criação e utilização de testes em computador, bem como ter uma base de trabalho para a construção de uma proposta a nível dos itens propostos, dos possíveis sistemas de classificação e da estruturação do modelo da ferramenta de comparação das ferramentas de criação de testes. O esquema da Figura 3 representa de forma global o processo que foi seguido para atingir o objectivo final. 21

46 Capítulo I - Introdução Introdução do Problema e dos Conceitos Iniciais Realização de Pesquisas de Conteúdos Recolha de Ferramentas para Análise Definição de Objectivos Definição da organização da Dissertação Escolha dos Métodos de Realização do Trabalho Formação a Professores Inquérito Resultados da Formação e do Inquérito Retrospectiva Histórica Caracterização dos Programas Análise dos Programas Análise dos Sites Análise das Plataformas E-learning Propostas de Sistemas de Classificação Propostas de Categorias e Itens Definição do Modelo da Ferramenta Propostas de Futuros Projectos Conclusões Finais Estudo de Ferramentas de Análise e Classificação Figura 3 Processos de realização do trabalho 22

47 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Desde que surgiram, nos anos 70, os microcomputadores tornaram-se mais acessíveis, quer a nível monetário, quer a nível da facilidade da sua utilização. Diversas áreas aproveitaram esse novo mercado de forma a desenvolver novos espaços de negócio, como por exemplo, editores e processadores de texto, programas de gestão de tarefas, programas de entretenimento, etc. Com o aparecimento dos microcomputadores, rompeuse a barreira de deslumbramento que cercava as grandes máquinas e seu seleto 3 pessoal que as manipulava, e surgiu a possibilidade da transferência do controle do computador para milhares de pessoas, assistindo-se à sua transformação em um bem de consumo. (Filho, 2007). A partir daí, houve um crescimento exponencial dos âmbitos nos quais a computação se introduziu, bem como no número e na diversidade de propostas destas novas áreas. A educação foi também umas das áreas à qual se dedicaram as organizações desenvolvedoras de conteúdos para os computadores. Desde as primeiras propostas de aplicativos para o apoio da aprendizagem por parte dos alunos, há já algumas décadas atrás, o panorama mudou, tal como em muitas outras áreas das tecnologias de informação, de forma muito acentuada, tendo se transformado ao ponto de ser possível actualmente utilizar aplicações educativas em quase todos os contextos que se possam imaginar. 3 Que foi objecto de selecção; de primeira ordem, de primeira qualidade; seleccionado, distinto. 23

48 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Nas próximas páginas deste capítulo será inicialmente apresentada uma pequena retrospectiva da evolução das propostas de conteúdos e ferramentas para a aprendizagem, e de seguida serão apresentados alguns exemplos de programas, sites e plataformas e- learning, que têm vindo a ser utilizados para a criação e utilização de testes e fichas e que se posicionam cada vez mais como uma alternativa ao ensino tradicional. II.1 - Breve Retrospectiva Antigamente a avaliação de alunos era feita exclusivamente através do recurso a papéis ou oralmente, pois não existiam nessa altura nenhuns outros meios de suporte à realização de provas. Ainda hoje, apesar da grande quantidade de novas tecnologias existentes, estas não são umas das formas mais utilizadas pela grande maioria dos professores no ensino básico e secundário nas actividades realizadas em contexto de aula. No 3º ciclo e no ensino secundário apenas 25% dos professores utilizaram, alguma vez, o computador na sala de aula. Estes dados gerais são para o país. Representam a realidade nacional (Pais, 2007). Com o aparecimento dos computadores e com o surgimento de ambientes gráficos onde podiam ser mostrados textos, esquemas e imagens, foi possível desenvolverem-se outros tipos de ferramentas de apoio ao ensino através de programas realizados especificamente para esse efeito. Assim, a retrospectiva do surgimento destas novas tecnologias é muito importante para percebermos qual foi a evolução do ensino nesta área. Foi na década de 80 que a informática de lazer teve a sua primeira expansão de massa, com o surgimento de computadores quase exclusivos para jogos, como é o caso do ZX Spectrum em 1982, do Amstrad CPC em 1983, do Atari ST em 1985 ou ainda do Commodore Amiga em Em paralelo, os PCs (Personal Computer), que surgiram em 1981, também foram evoluindo mas num ambiento mais sério orientado para os negócios das pequenas e médias empresas e com uma grande quantidade de programas criados para esse efeito. Pontualmente, cada uma destas duas categorias de máquinas também se 24

49 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes imiscuía no território de actuação da outra categoria. Assim, apesar das características e orientações de cada um destes dois grupos (lazer e negócios) serem à partida muito diferentes, ambos foram aproveitados para a criação de programas de apoio à aprendizagem dos mais jovens. Desde essa época surgiram programas de aprendizagem para os alunos, desde a primária até ao secundário, para estudarem conteúdos programáticos como a aprendizagem da escrita, da matemática, do inglês, a história e ainda de muitas outras matérias. Nessa altura, as capacidades das máquinas eram bem mais modestas em comparação com os computadores actuais, quer a nível de memória, quer a nível de velocidade, quer a nível de capacidades gráficas. No entanto, os programadores já utilizavam essas menores capacidades para criar programas de ensino e aprendizagem que tivessem um ambiente gráfico para, de certa forma, tornarem mais agradável e fácil a aquisição de conhecimentos por parte das crianças e adolescentes. Os programas de aprendizagem têm conteúdos específicos sobre um determinado assunto e têm uma série de exercícios predefinidos que podem então ser utilizados através do computador interagindo com este último. No entanto, não existe a possibilidade, na esmagadora maioria dos casos, de se poderem acrescentar conteúdos para além dos que vêm com o programa. Estes são, sem dúvida, programas de uma grande utilidade para a aprendizagem de determinados conteúdos por parte dos alunos, apesar da impossibilidade de adicionar novos conteúdos. Este tipo de programas foi e ainda é utilizado em determinas escolas por parte de alguns professores para o apoio ao ensino, e para realizarem tarefas durante as actividades lectivas que utilizem meios diferentes dos normalmente utilizados. No entanto, estes não são os únicos meios informáticos disponíveis actualmente para apoiar a actividade de ensino. Com a melhoria das capacidades informáticas e com o surgimento da Internet outros tipos de soluções foram surgindo. 25

50 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Há alguns anos, de forma a facilitar a utilização dos computadores na criação de conteúdos próprios a nível dos testes informatizados, começaram a surgir programas que permitiam criar testes com perguntas de resposta múltipla, sendo estes no início relativamente simples e sem grandes opções, o que só permitia realizar tarefas de um determinado tipo. Também este tipo de programas foi evoluíndo ao longo dos anos, quer a nível de tipos de testes possíveis de realizar, quer a nível de ferramentas de apoio aos mesmos, existindo neste momento um número relativamente alargado de propostas nesta matéria. No entanto, para quem conheça o mercado, torna-se rapidamente evidente a escassez de propostas que tenham realmente um elevado grau de qualidade. Em paralelo, com o surgimento destas ferramentas, gratuitas ou não, de apoio ao ensino, algumas organizações dedicaram-se à criação de sistemas próprios para terem uma base de suporte às tarefas que permitissem ensinar e avaliar os alunos. Pode referir-se aqui uma das mais antigas e conhecidas que é utilizada nos Estados Unidos da América, os testes de escolha múltipla através dos quais os alunos são avaliados. Surgiram contudo outras soluções muito mais complexas e elaboradas que com a melhoria das redes e nomeadamente da Internet, foram englobadas num termo que é hoje utilizado para nos referirmos ao ensino através dos computadores, isto é, o e-learning. O e-learning não se refere, como é óbvio, exclusivamente ao tipo de ferramentas que este estudo pretende abordar, mas engloba, em muitos dos sistemas encontrados, essas mesmas ferramentas. Seja qual for a terminologia utilizada, o e-learning ou elearning, onde o e significa electronic, é uma modalidade de ensino a distância que utiliza a tecnologia como plataforma de aprendizagem, onde são disponibilizados conteúdos e desencadeadas interacções recorrendo a diferentes meios (Francisco, 2008). É importante referir que apesar de esta área ter progredido substancialmente nos últimos anos, ainda existem algumas dificuldades e relutância em utilizar o e-learning por parte dos professores do ensino básico e secundário. A introdução do e-learning como sistema avançado para o ensino e educação dos povos que usam as TIC, foi recebida com um nível crescente de interesse, nos recentes anos, pela maioria dos países ocidentais. Porém, e 26

51 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes apesar desta realidade, as novas tecnologias têm encontrado dificuldades em assumir um lugar de relevo na escola. Provavelmente, pela dificuldade em moldar mentalidades. (Pais, 2007). Os sistemas e-learning são muito diversificados, tendo surgido um conjunto de termos associados para ser mais fácil referenciar e classificar os mesmos. De seguida são apresentadas algumas dessas terminologias, sendo focadas duas em particular. Algumas das várias terminologias utilizadas para referenciar os sistemas actuais de ensino/aprendizagem on-line são: LMS (Learning Managment System), CMS (Course Managment System), CMS (Content Managment System), MLE (Managed Learning Environment), VLE (Virtual Learning Environment), LSS (Learning Support System) ou LCMS (Learning Content Managment System). Alguns destes termos referem-se na realidade a âmbitos muito próximos. Esta grande quantidade de termos para os sistemas de e-learning, acabou por criar, a nível mundial, uma grande quantidade de conceitos e de ferramentas que são utilizadas na melhoria da actividade de ensino. Esses conceitos são muitas vezes comuns às várias ferramentas, existindo algum entrosamento entre as diversas terminologias, conceitos e ferramentas. Qualquer uma destas áreas está em constante evolução, existindo um grande número de organismos dedicados ao desenvolvimento das mesmas e à criação de normas, modelos e ferramentas que possam ser utilizados pela comunidade educativa mundial. O termo CMS (Content Management System) ou SGC (Sistema de Gestão de Conteúdos) em português, refere-se a um sistema que é composto por um conjunto de ferramentas cuja função é a gestão de conteúdos digitais, (podendo ser também utilizado para conteúdos educativos), como por exemplo: Definir através de um sistema de administração o funcionamento da plataforma criada, recorrendo à identificação de tarefas e permissões; 27

52 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Introduzir, criar e gerir conteúdos, bem como fornecer os mesmos aos utilizadores; Gerir o acesso e as permissões dos utilizadores aos conteúdos e às ferramentas; Permitir o trabalho cooperativo e o acesso simultâneo a vários conteúdos; Definir ou agendar tarefas, através da identificação dos intervenientes, bem como do limite temporal das mesmas; Utilizar sistemas de alertas para informar os utilizadores sobre determinados eventos ou tarefas a serem desenvolvidas; Utilizar um sistema de gestão de versões, que possibilita o seguimento da evolução das tarefas realizadas; Permitir separar as tarefas em dois tipos diferentes, nomeadamente, tarefas que tenham a ver com a forma e tarefas que tenham a ver com o conteúdo. Assim, os CMS podem ser definidos como um conjunto de programas, ferramentas e sites com funcionalidades específicas que fornece ao utilizador um interface Web, bem como ferramentas para publicar conteúdos on-line. De um modo genérico um CMS pode ser descrito como uma ferramenta para a implementação de um conjunto de processos, tais como: reunir, produzir, editar, gerir e publicar informações e conteúdos na World Wide Web (WWW). (Nobre, 2009). Normalmente, estes sistemas funcionam a partir de linguagens específicas da Internet, nomeadamente, HTML, XML, CSS, PHP, ASP ou MySQL entre outras. Isto facilita a utilização dos mesmos para quem tenha conhecimento nessas diferentes linguagens para a Web, sem haver a necessidade de adaptação prévia de quem as utiliza. A utilização de linguagens comuns da Internet permite que sejam utilizados diversos formatos para os conteúdos inseridos, nomeadamente, textos, imagens, animações, vídeos, hiperligações, bem como todo e qualquer conteúdo compatível com esses formatos. Enquanto alguns CMS utilizam Bases de Dados para guardar e organizar a informação, existem outros que utilizam uma forma diferente de armazenamento sem o apoio a qualquer Base de Dados. No entanto a utilização de Bases de Dados é uma 28

53 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes vantagem para os CMS, que a utilizam, pelo facto de permitir uma melhor e mais rápida e fácil organização e categorização dos conteúdos. Os CMS permitem que os sites tenham várias formas de acesso aos conteúdos disponibilizados. O primeiro método, e também o mais básico, é o de criação de hiperligações directas aos diversos conteúdos, o que fornece um acesso rápido aos diversos elementos guardados e permite também que existam ligações entre os diversos conteúdos, passando de uns para os outros facilmente. O segundo método de acesso é a utilização de um motor de procura que irá procurar na Base de Dados conteúdos que correspondam aos critérios fornecidos pelo utilizador e assim escolher de entre os propostos qual é que desejamos consultar. O terceiro método corresponde a uma seriação dos conteúdos através de determinados critérios informativos predefinidos, como por exemplo, a categoria, o autor, a data de criação, a classificação atribuída, etc. A interface das ferramentas CMS pode dividir-se em várias partes, interface para o administrador, interface para o grupo de trabalho e interface para os utilizadores. A gestão dos conteúdos é controlado por um administrador que poderá, se assim o desejar, validar os materiais inseridos pelos utilizadores comuns, ou mesmo inserir ele próprio os materiais necessários. O administrador do site poderá também organizar os conteúdos classificados por temas ou rubricas de forma a tornar mais fácil a pesquisa e o acesso aos mesmos. O administrador do site será, assim, para além do garante do funcionamento do site, um gestor de conteúdos. Podendo ser utilizado para qualquer tipo de conteúdos, os CMS são assim uma boa solução para disponibilizar conteúdos a nível do e-learning. Todas as características e ferramentas dos CMS podem ser adaptadas ao contexto do ensino e aprendizagem, podendo-se organizar conteúdos facilmente alteráveis e facilmente acessíveis por parte dos diversos utilizadores. A quantidade de programas do tipo CMS existentes é já substancialmente grande, contando com várias centenas de programas diferentes. Estes programas podem ser 29

54 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes categorizados em vários grupos consoante o tipo de actuação dos mesmos: CMS que não necessitam de nenhum Sistema de Gestão de Bases de Dados; CMS que utilizam uma Base de Dados. Para além dos CMS existem "FRAMEWORKS orientados à gestão de conteúdos" que permitem criar de raiz o CMS, a sua estrutura base e o funcionamento do mesmo, adaptando o mesmo às necessidades específicas de cada situação, caso as soluções existentes no mercado não sejam adequadas à forma como queremos implementar e desenvolver a gestão dos conteúdos. Outro termo muito importante é o LMS (Learning Management System), ou SGC (Sistemas de Gestão de Cursos) em Português, cuja função é dar apoio às tarefas realizadas no ensino através de um sistema baseado num programa informático que proporciona, aos utilizadores, um conjunto de ferramentas on-line. Learning Management Systems (LMS), conhecidos em português como Sistemas Integrados de Gestão de Ensino, que não são mais do que ambientes colaborativos desenvolvidos especificamente para o ensino a distância, usando a tecnologia e os serviços disponíveis na Web. (Martins, 2004). Essas ferramentas podem ser utilizadas para desenvolver, por exemplo, o seguinte tipo de tarefas: Gerir utilizadores e tarefas; Gerir a criação de conteúdos; Criar testes de avaliação através de diversas ferramentas de criação de testes diversificados; Monitorizar as actividades realizadas pelos utilizadores de forma a controlar a execução das mesmas; Permitir e gerir informações fornecidas aos utilizadores, através por exemplo de um sistema de alertas; Fornecer informações sobre as actividades realizadas, como por exemplo os resultados dos testes. 30 O termo LMS é provavelmente o mais utilizado actualmente relativamente ao ensino e aprendizagem on-line, existindo um número relativamente grande de estudos sobre

55 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes os mesmos. Os LMS são sistemas de gestão do ensino e da aprendizagem cada vez mais utilizados por escolas, universidades e mesmo empresas que queiram formar os seus trabalhadores. Estes sistemas são programas cujo objectivo é dar apoio a uma grande quantidade de tarefas de ensino e aprendizagem, de forma on-line, através de ferramentas que permitem dar cursos on-line, criando conteúdos de diversos tipos, controlando o acesso a esses mesmos conteúdos e verificando a evolução dos mesmos. Assim os LMS permitem que um curso possa ser totalmente planificado desde o início até ao fim, através do agendamento de tarefas e de eventos, como inscrições, marcação de eventos, realização de fichas e/ou trabalhos, marcação e realização de testes, etc. Os LMS têm funções de administração do ambiente, que são a parte de gerenciamento de materiais e permissões de acessos. Possuem funções de gerenciamento dos cursos, normalmente delegadas a professores e tutores, e funções de usuário, que permitem aos treinados o uso do ambiente. (Silva E. L., 2006). Facultam ainda o suporte a dados e informações dos diversos conteúdos necessários à realização do curso, podendo estes ser geridos através de uma plataforma de gestão de uma base de dados, possibilitando as diversas qualidades que proporcionam este tipo de estruturas. A utilização dos diversos conteúdos dos cursos, bem como por vezes a sua criação e alteração, podem ser feitas através da plataforma LMS com a ajuda de ferramentas disponíveis que ajudam na criação, alteração e colocação de conteúdos on-line. Tal como nos CMS, os LMS permitem adicionar alguns conteúdos e alterar os mesmos, mas normalmente esta parte não é tão desenvolvida como nos CMS. A possibilidade de gerir os dados dos utilizadores (professores e alunos) através de uma base de dados, bem como controlar o acesso aos conteúdos por parte dos mesmos, é outra das capacidades de grande importância nos sistemas LMS, facilitando o processo de controlo sobre a utilização das ferramentas e sobre a progressão das aprendizagens dos alunos que pode ser assim acompanhada passo a passo em todas as suas vertentes, desde a fase inicial até à avaliação final do aluno. Como se pode verificar os CMS e LMS têm muitos aspectos em comum, sendo que actualmente tornam-se cada vez mais difíceis de distinguir, havendo uma maior preponderância dos CMS nos conteúdos e dos LMS no e-learning. Já em muitos casos, 31

56 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes existem ferramentas que misturam ambas as características, sendo utilizado para estas o termo LCMS (Learning Content Management System). Através da integração dos LMS com os CMS (Content Management System) surgem os LCMS, mais orientados para a gestão de conteúdos de aprendizagem, onde se pode criar, armazenar, reutilizar, gerir e distribuir conteúdos, a partir de uma base de dados. (Pimentel, 2009). Como o próprio nome deixa adivinhar, os LCMS são ferramentas que se caracterizam então por ter funcionalidade que vêm quer dos CMS quer dos LMS. Assim um LCMS é usado para autoração, aprovação e publicação de conteúdo para aprendizado, combinando a capacidade administrativa e de gerenciamento de um LMS, com a capacidade de criação de conteúdo do CMS, contendo ainda bibliotecas de objectos de estudo reutilizáveis. (Pires, 2005). Apesar de muitas ferramentas ainda serem apelidadas de LMS, pode-se considerar que já têm características dos CMS suficientes para poderem ser chamadas de LCMS. A lista de LMS/LCMS é já extensa, podendo-se como exemplo referir o Moodle, o Blackboard, o Desire2Learn, o Formare o Dokeos, o Claroline, o Ganesha, o Cybeo, e o Prométhée. Cada um destes tem o seu lugar de actuação, existindo uns que foram feitos especificamente para uma determinada instituição, existindo outros que são gratuitos e podem ser utilizados livremente, e existindo ainda outros que estão sobre licença e para os quais é necessário efectuar um pagamento e assinar um contrato de utilização. O LCMS que mais se utiliza na esmagadora maioria das escolas básicas e secundárias portuguesas que já optaram por se lançarem no e-learning é o Moodle. Este permite realizar o apoio a diversas tarefas de e-learning que as escolas precisam para estarem mais abertas ao exterior e para poderem utilizar a Internet como um complemento às actividades realizadas na escola. O surgimento de um número tão grande de sistemas acabou por criar alguns problemas a quem quisesse utilizar vários sistemas em simultâneo ou a quem mudasse de instituição, tendo de utilizar um sistema incompatível com o anteriormente usado. No sentido de criar uma forma de compatibilizar os diversos sistemas surgiram normas de e-learning para haver possíveis transferências de conteúdos, mas também para que houvesse um padrão seguido e facilmente reconhecível por quem trabalhe 32

57 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes nesta área. Assim surgiram diversas normas de e-learning, das quais os termos mais reconhecidas actualmente são o SCORM (Sharable Content Object Reference Model), o AICC (Aviation Industry CBT (Computer Based Training) Committee), o IMS GLC (Information Management Standard Global Learning Consortium), o IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) e o Adriane. Estes termos referem-se a organismos que produzem diversas normas ligadas ao e-learning sendo que o SCORM descreve as especificações necessárias para os objectos utilizados de forma a criar, utilizar, encontrar, importar e exportar conteúdos educativos. O SCORM é um conjunto unificado de especificações e normas para conteúdos, tecnologias e serviços de e-learning. Actualmente, os vários organismos estão a trabalhar em conjunto e a colaborarem na forma actual e futura do modelo SCORM, sendo da responsabilidade do organismo ADL Initiative toda a gestão da documentação de referência para o modelo. (Martins, 2004). Nas suas últimas versões, o SCORM incorpora diversas normas dos AICC, IMS GLC, IEEE e Adriane. Como se pode constatar, a área do e-learning transformou-se num vasto mundo, onde existem ferramentas de todos os feitios e para todos os gostos. No entanto, de forma a salientar de maneira clara o estudo e os seus objectivos, serão focados mais em particular os programas de criação de testes, que não sendo tão básicos como os sites, não são também tão complexos como os LCMS, o que permite criar uma análise da situação sem tornar a mesma demasiadamente elementar ou demasiadamente complexa e confusa. O objectivo é o de criar uma plataforma a partir da qual se poderão analisar outras situações mais complexas ou mais simples através de uma análise futura mais aprofundada e da alteração da ferramenta proposta, sem no entanto descurar totalmente as ferramentas LCMS e os sites. Nos próximos pontos deste capítulo, serão então apresentados alguns exemplos de cada uma destas categorias de ferramentas, referindo algumas características das mesmas e 33

58 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes apresentando em detalhe os programas de criação de testes. II.2 - Programas de Criação de Testes Existe uma grande quantidade de programas que permitem criar testes de vários tipos para a avaliação e o treino de estudantes, indo desde programas muito simples que só permitem criar os testes e pouco mais, até programas relativamente complexos que permitem avaliar e gerir alunos, bem como disponibilizar os conteúdos on-line. Há software que permite ao professor conceber facilmente actividades com correcção automática, como é o caso do Hot Potatoes, O Jclic, o Ardora, o Geogebra ou o Quiz Maker. Com funcionalidades diferentes e direccionados à elaboração de exercícios específicos para certas disciplinas, como é o caso do Geogebrea que está inteiramente ligado à matemática quereúne recursos de geometria, álgebra e cálculo. (Pimentel, 2009) Essa grande diversidade traz também um grande número de características diferentes que podem ser comuns em alguns programas, o que dificulta a comparação e a classificação dos programas. Seria pois impossível dar conta de todas as possíveis características existentes actualmente no mercado, pois contam-se às dezenas e dezenas. Para este estudo é, no entanto, importante que existam parâmetros de comparação entre os diversos programas que possibilitem a análise de cada um deles e a diferenciação dos mesmos de forma a facilitar a escolha do mais adaptado a cada situação. Esses parâmetros não podem ser escolhidos sem ter um conhecimento pormenorizados das várias soluções existentes. É assim necessário fazer um estudo mais pormenorizado dos programas mais utilizados actualmente, de forma a ter uma base de partida para a ferramenta que permitirá comparar os programas. Para tal, foi necessário, antes de realizar esta escolha, consultar um grande número de sites que proporcionassem o download de ferramentas deste tipo, bem como de sites cujo conteúdo se referia aos melhores programas existentes nesta área. No 34

59 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes entanto, relativamente a estes últimos ainda existe pouca matéria a este respeito. Assim, para além das opiniões sobre os diversos programas, um dos factores de escolha foi o número de downloads que eram realizados relativamente a cada programa. É importante referir que, apesar de apresentar um número diminuto de ferramentas, foi necessário experimentar um grande número das mesmas, tendo sido escolhidas as que me pareceram as melhores e mais representativas do conjunto experimentado. Como é claro, as decisões tomadas têm algum grau de subjectividade, sendo também essa a razão pela qual é tão importante este estudo e a sistematização na análise e avaliação destas ferramentas. A seguir serão então apresentados os programas Hot Potatoes (HoPo), Teaching Templates Quiz Maker (TTQM), Tanida Quiz Builder (TQB), ITest, Qedoc Quiz Maker (QQM) e QuizFaber (QFa), bem como as suas características mais importantes de forma a sistematizar conceitos e encontrar categorias que poderão ser avaliadas e comparadas. II Hot Potatoes O HoPo 4 é um programa de criação de testes, que vai neste momento na sua versão 6.3. Este é, actualmente, um dos programas mais conhecidos e mais utilizados pelos professores e estudante. Isto deve-se provavelmente à sua facilidade de utilização e também à diversidade de tipo de testes que podem ser criados através do mesmo (ver Figura 4). Anteriormente pago, passou há pouco tempo a ser freeware. Esta versão do programa pode ser instalada num grande número de línguas diferentes, como por exemplo Português, Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão, Catalão, Galego, Dinamarquês, Indonésio, Neerlandês, Norueguês e Suomi. 4 O site do programa Hot Potatoes é: 35

60 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Figura 4 - Hot Potatoes O HoPo inicia com um menu onde são apresentadas várias opções que correspondem a subprogramas que permitem a criação de diferentes tipos de testes, nomeadamente, JQuiz, JClose, JCross, JMatch e JMix. O JQuiz é um módulo que possibilita a criação de questões com respostas de diferentes tipos, isto é, escolha múltipla, resposta curta, híbrida ou selecção múltipla. Em qualquer um dos casos existe a parte para escrever a pergunta, várias caixas onde podem ser incluídas muitas respostas, uma caixa associada a cada resposta para poder acrescentar um comentário que irá aparecer caso essa resposta seja seleccionada e uma caixa para definir o peso da pergunta na totalidade da pontuação do teste onde o grau pode ir de 0 a 100. A escolha múltipla permite criar perguntas com várias respostas possíveis, das quais uma ou mais podem ser verdadeiras. A resposta dada irá ser seleccionada de entre as várias respostas possíveis, mas só uma das respostas pode ser seleccionada. Na escolha múltipla, o criador da mesma pode seleccionar uma ou várias das respostas como sendo correctas. No caso de optar por várias respostas possíveis ainda é possível definir o grau de assertividade 36

61 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes de cada uma das respostas numa escala de 0 a 100%. A reposta curta também permite criar perguntas com várias respostas possíveis que podem ser ou não verdadeiras, no entanto, o utilizador não irá visualizar essas possíveis respostas. Para responder à pergunta o utilizador deverá responder através da escrita de texto que deverá corresponder a uma das respostas válidas para que a resposta seja verdadeira. Tal como na escolha múltipla, pode ser definido o grau de assertividade para cada uma das respostas. A híbrida permite criar uma pergunta que é uma mistura entre as características da escolha múltipla e da resposta curta. Inicialmente o teste irá mostrar a pergunta sob a forma de uma pergunta de resposta curta. O aluno irá ter duas tentativas para descobrir, sem propostas, qual a resposta correcta. Se responder erradamente nas duas tentativas, a pergunta transforma-se em escolha múltipla. Para tal, é necessário seleccionar quais as respostas que vão fazer parte das propostas mostradas podendo excluir algumas das que fazem parte da lista de respostas. No que respeita às escalas de correcção da pergunta funciona da mesma forma. No entanto, se a resposta correcta só for dada na fase da escolha múltipla, a pontuação atribuída a essa resposta é reduzida em dois terços. A selecção múltipla é muito parecida à escolha múltipla, sendo no entanto diferente no aspecto de ser necessário seleccionar todas as respostas correctas para que a globalidade da pergunta seja considerada como respondida correctamente. É possível efectuar diversas tentativas para acertar em todas as respostas correctas, mas cada tentativa errada retira 25 porcento da pontuação total. O JClose é um módulo que permite escrever frases com lacunas que devem ser preenchidas com a resposta correcta. As respostas podem ser acompanhadas de uma dica, caso o criador do teste assim o deseje. Pode-se ainda adicionar mais do que uma resposta correcta para cada uma das lacunas dando alternativas, pois em certas situações mais do que uma palavra pode corresponder à resposta correcta. As lacunas podem ser criadas uma a uma e definidas pelo utilizador ou podem ser escolhidas automaticamente pelo 37

62 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes computador, bastando que o utilizado diga o intervalo de palavras entre as lacunas. Nesta segunda forma, se o intervalo for de 10 então as palavras número 10, 20, 30 e assim sucessivamente serão transformadas em lacunas. Na realização do teste a pontuação será atribuída proporcionalmente conforme o número de respostas certas em relação ao número total de lacunas. O JCross é um módulo que permite criar palavras cruzadas acompanhadas de pistas para cada uma das palavras. A grelha pode ser definida pelo criador através da inserção, letra a letra das palavras, das suas posições e das suas orientações. Outra solução é utilizar o gerador automático da grelha de forma a indicar as palavras que devem ser incluídas na grelha e pedindo ao programa para que posicione e oriente aleatoriamente as palavras na grelha. Em qualquer um dos casos é possível definir o tamanho da grelha com um mínimo de 5 e um máximo de 100 quer em largura quer em altura. Para cada uma das palavras introduzidas é obrigatório definir uma pista que será posteriormente apresentada a quem tentar resolver a grelha. Os utilizadores poderão assim responder às diversas palavras com base na dica respectiva e preenchendo pouco a pouco a grelha. No final, o programa vai devolver uma avaliação global das respostas. A pontuação obtida é proporcional ao número de letras correctas em relação ao número de letras totais. O JMatch é um módulo que permite criar associações entre palavras, entre frases e palavras ou entre frases. Assim o objectivo é que o aluno descubra o conjunto das associações correctas. Para criar essas associações é necessário criar uma lista de itens ordenados (1º grupo) e uma lista de itens desordenados (2º grupo). No teste, os elementos do primeiro grupo estarão listados e os elementos do 2º grupo correspondem à propostas de associação disponíveis, sendo que será necessário associar da forma correcta os elementos do 1º grupo com os elementos do 2º grupo. Alguns elementos podem ser fixados de forma a não fazerem parte das incógnitas e serão apresentados como exemplos de associação para ajudar o utilizador a perceber a dinâmica do teste. A pontuação é atribuída proporcionalmente conforme o número de respostas correctas em relação ao número de respostas que devem ser encontradas. 38

63 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes O JMix permite escrever um conjunto de palavras que serão utilizadas posteriormente. Por outro lado, escreve-se uma ou várias frases que utilizem algumas ou a totalidade das palavras definidas no conjunto. O objectivo é escrever uma frase completa a partir das palavras fornecidas pelo conjunto. O utilizador para resolver a questão deverá seleccionar e repor na ordem correcta as diversas palavras ou os conjuntos de palavras apresentadas pelo programa. É possível realizar várias tentativas mas a pontuação é reduzida para 88% na primeira tentativa errada, e de 11% por cada tentativa errada suplementar. Todos estes tipos de teste são acompanhados por um conjunto de funções que permitem definir as características de funcionamento dos testes, nomeadamente, utilização de palavra-chave, temporizador, ajudas, resultados finais, etc. Os subprogramas JQuiz, JClose, JCross, JMatch e JMix apresentam ainda opções para inclusão de objectos como imagens (gif, jpg e png), ligações para a Internet ou locais do disco. O JQuiz, JClose, JMatch e JMix permitem incluir tabelas HTML e ainda ficheiros de vídeo de vários formatos (Media Player, Quicktime, Real Player e Flash). No JQuiz e JMatch a organização das perguntas pode ser feita através da ordenação das mesmas ou de forma aleatória. Existem também opções de configuração do aspecto do teste a nível do texto e dos elementos que vão ser utilizados no mesmo. Finalmente, é possível guardar o teste para ser utilizado no formato HTML e pode ainda ser guardado em formato de texto, Zip ou SCORM 1.2. Cada um dos tipos de testes é guardado em documentos com formatos diferentes: JQZ (JQuiz) JCL (JClose) JCW (JCross) JMT (JMatch) e JMX (JMix). Finalmente, o Smacher é uma funcionalidade do Hot Potatoes que permite misturar os diversos testes e as diversas perguntas criadas com os outros tipos de testes existentes na ferramenta. Assim, é possível criar um índice de testes com as perguntas de cada um dos tipos de testes existentes de forma a elaborar uma unidade com os vários documentos guardados. Sem esta opção, os testes funcionam em ficheiros individuais, com esta, os ficheiros estão juntos num mesmo documento que permite escolher qual é o teste que se quer realizar a partir de um índice com os nomes atribuídos na criação de cada um dos 39

64 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes testes. II Teaching Templates Quiz Maker O TTQM 5 é um programa que tem diversos tipos de ferramentas para a criação de testes (ver Figura 5). Este programa, apesar de não ser tão conhecido como o anterior, é de muito interesse pela diversificação das suas ferramentas e pelo facto de ter algumas ferramentas distintas de qualquer outro programa do mesmo tipo. A versão actual do programa é a 9.4. Existe uma versão de avaliação que tem um limite de tempo de utilização e que pode ser transformada em versão definitiva mediante o pagamento de cerca de 25 dólares americanos. Figura 5 - Teaching Templates Quiz Maker 5 O site do programa Teaching Templates Quiz Maker é: 40

65 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes São 9 os tipos de testes possíveis de criar com este programa, nomeadamente, Multiple Choice, Question Time, Gap Text, Mastermind, Energy Saver, In Other Word, What's Your Opinion?, Flash Cards e Playtime. O módulo Multiple Choice possibilita a criação de perguntas com várias respostas da qual só uma é verdadeira. O utilizador ao responder deverá seleccionar a resposta correcta que neste caso, contrariamente ao JQuiz do Hot Potatoes, só pode ser uma. Cada teste criado deverá ter um nome de questionário. Nas diversas perguntas só podem ser colocadas no máximo cinco respostas. Pode ser ainda inserida uma imagem de apoio à pergunta. Antes de guardar o teste podem definir-se alguns aspectos de funcionamento do mesmo como a definição aleatória, quer da ordem das perguntas, quer da ordem das respostas de cada uma. Existe a possibilidade de mostrar ou não a resposta ao aluno após ele ter respondido a uma pergunta. Na realização do teste são apresentadas todas as perguntas ao mesmo tempo numa página HTML com as respectivas respostas, sendo que a cada tentativa é mostrado ao utilizador se acertou na resposta correcta ou se errou. O Question Time permite ter uma série de questões e de respostas que estão associadas umas às outras. O exercício reside em associar a resposta correcta a cada uma das questões que vão passando uma a uma de forma a descobrir todas as associações. Se compararmos com o JMatch do Hot Potatoes, a diferença reside no facto de nesta nova ferramenta as frases da associação só aparecerem uma por uma, contrariamente ao programa anterior onde aparecem todas inicialmente. Para criar este tipo de teste deve ser dado um título ao mesmo, deve ser definida uma tarefa comum a todas as perguntas e, em cada uma das perguntas, deve ser definida a resposta correcta correspondente. Na realização do teste são apresentadas todas as respostas às associações ao mesmo tempo, sendo que as perguntas são mostradas uma a uma. Para cada pergunta deve ser associada uma das propostas. Em cada uma das tentativas é mostrado se a resposta está certa ou errada. O Gap Text é bastante parecido com o JClose do Hot Potatoes, permitindo criar frases com lacunas que devem ser preenchidas com a resposta correcta. O exercício permite 41

66 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes ao utilizador seleccionar, de entre as várias propostas para preencher, as lacunas existentes. No entanto o Gap Text tem um limite de 20 lacunas no máximo. O teste deverá ter um nome, um título e um texto extenso onde serão criadas as lacunas uma a uma seleccionando cada uma das palavras. Durante a realização do teste as palavras das lacunas estarão disponíveis para todas as lacunas existentes. A cada tentativa será mostrada através de um contador quantas lacunas já foram correctamente ou erradamente respondidas. O Matermind funciona como um mini jogo onde podem ser criadas até 6 categorias. Em cada categoria podem ser criadas 5 perguntas que variam entre os 200 e os 1000 pontos (de 200 em 200 pontos). Na criação do teste devem ser criados o título principal, o nome dos diferentes tópicos e para cada uma das perguntas a respectiva resposta. O teste funciona como um jogo que consiste na luta entre dois jogadores para a obtenção da maior pontuação possível. Um a um os jogadores escolhem uma pergunta de um determinado tema através da pontuação que essa pergunta vale. A resposta certa permite ao utilizador obter os pontos correspondentes. Caso um jogador responda erradamente a uma das perguntas esta fica novamente disponível para que o outro jogador, se quiser, possa tentar responder à mesma. No fim vence o utilizador com mais pontuação. O módulo Energy Saver corresponde àquilo que costumamos chamar de enforcado. Na criação do teste devem definir-se o título e, para cada pergunta, a resposta pode ser apoiada através de texto ou de uma imagem que servirão para ajudar o utilizador a descobrir a resposta. Em cada uma das perguntas deve ser encontrada a resposta através da selecção das letras que a compõem. Caso uma letra, que não esteja na resposta, seja seleccionada perdem se pontos. Dos 100 pontos iniciais perdem-se 15 pontos nos 4 primeiros erros e mais 20 pontos nos dois erros seguintes, não podendo então exceder os 5 erros. In Other Word, que significa por outra palavra, corresponde a perguntas associadas a respostas directas, isto é, a cada uma das perguntas é associada uma resposta que o utilizador deverá escrever sem ter acesso a qualquer proposta. Na criação do teste definemse o nome do questionário, o título, a tarefa comum que deve ser realizada e, para cada 42

67 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes pergunta, coloca-se a palavra ou frase correspondente. Na realização do teste, para cada pergunta, deve ser respondida com a resposta correcta. O módulo What's Your Opinion corresponde a perguntas com resposta do tipo Sim/Não onde o utilizador deverá dizer se a afirmação feita em cada uma das perguntas é verdadeira ou falsa. Na criação do teste, para além do título habitual, deve ser especificada a tarefa a realizar. Em conjunto com cada questão deve ser colocada uma afirmação ou pergunta e seleccionada uma tecla de sim ou não de forma a dizer se a afirmação da questão é verdadeira ou falsa. Na realização do teste, as perguntas irão aparecer uma a uma e o utilizador deverá responder de forma positiva ou negativa à mesma, de forma a concordar ou discordar com o texto apresentado. No módulo Flash Cards joga-se um jogo com cartas onde um dos lados tem uma palavra que corresponde a outra no verso. Por exemplo, pode-se ter cartas com países e capitais onde para cada carta existe de um lado o país e no verso a capital. O objectivo é descobrir para cada carta qual é a capital correspondente. No entanto, na realização do teste, não existe uma verificação automática do resultado por parte do computador, sendo o utilizador que indica se a solução correcta foi encontrada ou não. Na criação do teste é colocado o nome, bem como as palavras correspondentes aos dois lados das cartas. O Playtime é na base semelhante ao Multiple Choice relativamente às múltiplas respostas das quais só uma está correcta. No entanto, a resolução assemelha-se a um jogo de apostas com dinheiro onde se pode perder ou ganhar a aposta consoante se responde ou não correctamente. O jogo, tal como o Mastermind, permite que dois jogadores joguem um contra o outro. Este tem por base uma slot machine que deve ser accionada para que apareça uma das perguntas. Cada vez que a máquina é accionada ela atribui um valor aleatório à aposta. Os jogadores começam cada um com 5000 dólares e cada um por sua vez jogam e tentam seleccionar a resposta que está correcta. Para cada pergunta há ainda duas ajudas que podem ser utilizadas. A ajuda 50% permite eliminar duas respostas erradas, reduzindo também em 50% o ganho caso os jogadores acertem na resposta correcta. A ajuda Joker permite pedir para trocar a pergunta, no entanto, cada jogador só 43

68 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes tem 3 disponíveis. No final de cada um dos testes existe a possibilidade de ver estatísticas sobre a realização do mesmo, nomeadamente, o número de perguntas disponíveis, o número de perguntas respondidas, a quantidade e a lista de perguntas correctamente e incorrectamente respondidas, e, finalmente, a classificação final obtida no testes em percentagem na maior parte dos testes, em pontos no Mastermind e em dólares no Playtime. Diversas opções dos módulos permitem alterar o aspecto visual dos testes com base em tipos de letras diferentes, tamanho, cores, imagens de fundo e até sons de ambiente, bem como enviar os resultados para um endereço de predefinido. Ainda é possível definir algumas restrições ao teste, como a criação de uma palavra passe, a encriptação das informações e, ainda, a definição de um limite de tempo para a realização do teste. Todos os módulos, excepto o Gap Text, têm a possibilidade de utilizar um banco de questões onde podem ser guardados os testes e as respectivas perguntas de um determinado módulo, bem como reutilizar as várias perguntas guardadas em outros testes seleccionando as mesmas uma por uma. Como se pode constatar este programa é recheado de tipos de teste bem diferentes dos que se vêm habitualmente nas escolas, mas que no entanto podem ser bem interessante para realizar exercícios com características muito diferentes do habitual e incentivar os estudantes no seu estudo. II Tanida Quiz Builder O programa TQB 6, apresentado na Figura 6, é um programa de uma grande simplicidade, mas com uma solução muito interessante composta por 8 tipos de perguntas diferentes, nomeadamente, Multiple Choice - True/False, Multiple Choice - Single Answer, 6 O site do programa Tanida Quiz Builder é: 44

69 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Multiple Choice - Multiple Answer, Multiple Choice - Word Bank, Drag and Drop - Match, Drag and Drop - Order, Short Answer - Fill in the Blank e Click Map. Os diversos tipos de perguntas podem ser misturados num único teste global, podendo definir várias categorias e misturar os mesmos da forma que o utilizador preferir. Apesar de as categorias já aparecerem identificadas (Category 1, Category 2, Category 3 ), é possível alterar o nome de cada uma delas. A versão actual deste programa é a segunda, estando disponível em língua inglesa. Figura 6 - Tanida Quiz Builder O Multiple Choice - True/False permite criar perguntas com respostas booleanas, isto é, verdadeira ou falsa, indicando se a resposta correcta é True ou False, ou ainda alterar estas duas palavras e colocar o texto das duas respostas possíveis, como por exemplo 45

70 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes para as palavras Verdadeiro e Falso. É possível ainda definir quantos pontos são atribuídos caso o aluno responda correctamente à pergunta. No Multiple Choice - Single Answer pode-se criar uma pergunta com várias respostas possíveis de entre as quais só haverá uma correcta. Podem ser acrescentadas uma grande quantidade de respostas possíveis e identificar a pontuação atribuída à pergunta. O Multiple Choice - Multiple Answer é muito parecido com o Multiple Choice Single Answer, com a diferença de poderem existir várias respostas correctas. Quanto à pontuação, ela só é atribuída no caso de todas as respostas correctas estarem seleccionadas. No Multiple Choice - Word Bank, tal como no anterior, é semelhante ao Multiple Choice - Single Answer, mas a diferença aqui é a de ter de arrastar a resposta certa para uma caixa existente para esse efeito, mantendo-se a possibilidade de existir uma única resposta correcta. Tal como nos casos anteriores e nos seguintes é possível atribuir a cotação da pergunta. O Drag and Drop - Match permite criar uma questão onde o utilizador deve combinar várias palavras e/ou frases de forma a descobrir quais as associações correctas. A criação de cada associação é realizada em respostas onde aparecem duas caixas para colocar as informações associadas. A pontuação da pergunta só será atribuída caso todas as associações estejam correctas. No Drag and Drop - Order são colocadas várias palavras e/ou frases numa determinada ordem que deverá ser depois ordenada por quem realiza o teste. Essa ordenação irá ser feita pelo arrastamento de cada elemento para a posição que deveria ocupar. Também neste caso a pontuação só é atribuída se a ordem estiver totalmente correcta. No Short Answer - Fill in the Blank a resposta corresponde a uma ou várias palavras que devem ser escritas pelo utilizador, podendo no entanto existir várias respostas 46

71 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes diferentes à mesma pergunta. Para acertar o utilizador deverá escrever a resposta de forma idêntica a uma das respostas que foram introduzidas pelo criador da pergunta. No Click Map permite utilizar uma imagem na qual é pedido ao utilizador para que carregue numa determinada área da mesma. Em todos estes tipos de perguntas pode associar-se um ficheiro áudio do tipo WAV ou MP3, gravar som ou ainda pedir ao programa para que leia a pergunta com base no texto que foi escrito. No caso de a pergunta ter sido escrita em Inglês a pronúncia é muito boa, o que não é o caso para outras línguas. Podem ainda adicionar-se imagens e vídeos de suporte às diversas perguntas. O programa tem ainda uma opção de design que permite alterar o aspecto do teste no que diz respeito a elementos incluídos no teste, tipos de letras, tamanhos, cores, texturas efeitos sonoros, bem como os elementos finais incluídos. Os elementos incluídos no teste referem-se à inserção ou não de elementos como os títulos, os números, as pontuações, bem como outras informações. Os elementos finais que podem ser incluídos referem-se a aspectos conclusivos sobre a realização do teste como por exemplo a pontuação necessária para ter positiva, a pontuação final, as categorias e algumas opções que permitem rever, guardar ou imprimir os resultados. Outra opção interessante é a possibilidade de importar perguntas de outros testes criados com este programas para realizar um novo teste e incluir essas perguntas no mesmo. Finalmente, o TQB tem uma opção para exportar o teste de forma a criar uma versão que possa ser utilizada pelo aluno e que possa ser transformada num ficheiro do tipo HTML, Word, Flash ou executável. 47

72 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes II ITest O programa Itest 7, ver Figura 7, é bastante limitado no que diz respeito aos tipos de testes que podem ser criados, quando comparado com os programas anteriores, pois este só permite criar testes com escolha múltipla parecido ao JQuiz do Hot Potatoes. Este programa está actualmente na sua versão e é gratuito com licença livre. A qualidade do Itest não reside na sua capacidade em produzir um grande número de tipos de questões diferentes, mas sim na sua forma organizativa. O ITest é composto por dois programas diferentes (o cliente e o servidor). Pode ser instalado em Inglês, Espanhol, Italiano ou Português e ainda existe suporte para Letão, Russo, Eslovaco e Turco. Figura 7 - ITest 7 O site do programa ITest é: 48

73 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes O servidor permite criar uma base de dados de perguntas organizadas através de categorias de perguntas de escolha múltipla com possibilidade de haver uma única resposta ou várias respostas verdadeiras. No entanto, é possível introduzir quatro respostas no total, incluindo verdadeiras e falsas. O programa permite incluir anexos em cada uma das perguntas, no formato SVG (Scalabre Vector Graphics). A cada uma das perguntas criadas é possível atribuir um grau de dificuldade entre os três possíveis (fácil, médio ou difícil). Também se pode criar um conjunto de categorias (20 no máximo) e associar cada uma das perguntas a estas. Estas duas últimas possibilidades permitem que possam existir perguntas fáceis, médias e difíceis em todas as categorias criadas. A ferramenta inclui também um conjunto de funções para melhorar o aspecto do teste a nível de tipo de letra, tamanho, cores e alinhamento. Posteriormente, o servidor pode ser configurado de forma a dizer quais as questões ou categorias que vão entrar no teste, definindo o número máximo de questões aleatoriamente escolhidas de entre as várias disponíveis para cada uma das categorias, ou escolhendo uma a uma as diferentes perguntas. As opções de configuração do teste permitem definir o nome do teste, o número máximo de questões disponíveis de entre as que foram seleccionadas, o tempo máximo disponível para a totalidade do teste e para cada uma das perguntas, esconder o nome das questões mostrando só o número, bem como mostrar as respostas às perguntas no final do teste. Relativamente ao sistema de atribuição de notas, é possível definir a pontuação atribuída às respostas totalmente ou parcialmente certas, para as perguntas de forma global ou para cada um dos níveis de dificuldades em particular. O programa tem ainda opções para gerir sessões gravadas dos utilizadores dos testes, turmas e ainda os respectivos alunos. Na gestão de sessões é possível ter acesso às turmas que realizaram testes, às informações sobre os alunos que realizaram o teste, às perguntas às quais respondeu e às notas obtidas em cada uma delas. Na gestão de turmas, podem criar-se turmas, bem como os alunos da mesma, e ter posteriormente acesso às sessões efectuadas pelos alunos e aos respectivos resultados individuais e da turma. 49

74 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes A partir desse momento os clientes poderão ligar-se ao programa servidor e responder às diversas questões. O programa cliente permite basicamente a utilização dos testes realizados através do programa servidor ligando-se ao mesmo através de qualquer computador que esteja na rede e que tenha acesso à máquina servidora, sendo necessário identificar a mesma bem como a identificação da porta de acesso ao programa Itest. Enquanto o teste estiver a ser realizado, não é conveniente encerar o programa servidor, pois não seria possível enviar os resultados dos clientes para o servidor. No entanto, o programa cliente tem uma opção que permite guardar os resultados num ficheiro caso exista alguma quebra de comunicação com o servidor. Após terem respondido às questões no cliente, os alunos confirmarão a finalização do teste e os resultados serão todos enviados ao servidor para consulta por parte do professor. II Qedoc Quiz Maker O QQM 8 é um dos programas de criação e utilização de testes mais completo no mercado, com uma grande quantidade de ferramentas que permitem controlar de forma detalhada todo o processo de criação, configuração e aplicação de testes a estudantes (ver Figura 8). A versão actual do programa é a 2.6. Neste programa existem 5 categorias de perguntas, nomeadamente, Multiple Choice, Gapfill/Close, Matching & Ordering, Typed Response e Mathematical, tendo, cada uma delas, vários subtipos. O programa dispõe de um grande número de modelos organizados em função das referidas categorias. Na categoria Multiple Choice existem modelos que permitem criar perguntas que tenham a capacidade de ter várias respostas. Dessas respostas pode optar-se pela forma em que uma única é correcta ou pela forma em que várias podem ser correctas. As respostas podem ser assim correctas, erradas ou indefinidas, sendo que se pode atribuir uma pontuação individual a cada uma delas. Existem ainda as perguntas do tipo sim/não que só 8 O site do programa Qedoc Quiz Maker é: 50

75 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes permitem uma destas duas respostas à pergunta. Dependendo do modelo, as respostas têm o formato de textos, imagens ou sons, o que permite um maior leque de possibilidades. As respostas podem ser dadas, consoante as situações, seleccionando ou arrastando as mesmas de forma a identificá-las como correctas. Figura 8 - Qedoc Quiz Maker A categoria Gapfill/Close tem modelos cujo objectivo é criar frases com lacunas que deverão ser preenchidas por quem tenta resolver a pergunta. Consoante o modelo utilizado, as lacunas podem ter a forma de texto ou de imagens. O preenchimento das lacunas pode ser feito, conforme o modelo, por escrita de texto ou por selecção de texto ou imagens. Podem definir-se, em certos casos, o número de lacunas que o texto deve ter, a quantidade de letras que a palavra da lacuna deve ter e também a pontuação atribuída para cada lacuna correctamente identificada. Na categoria Matching & Ordering aparecem modelos de classificação de texto, de associação de textos e imagens ou de ordenação de textos e letras. A classificação de texto 51

76 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes é feita por arrastamento para a respectiva categoria da qual faz parte. A associação de textos ou imagens pode ser feita através de arrastamento, associação de linhas ou selecção de células de um quadros onde se cruzam as propostas e as respostas. A ordenação de texto e letras pode ser feita por arrastamento ou selecção dos respectivos textos ou letras, existindo anagramas ou mistura de palavras. Ainda existem jogos de memória cujo objectivo é recordar onde se encontra o par associado, podendo este par ser idêntico ou diferente. De qualquer forma, é possível dizer a pontuação obtida por cada item correctamente identificado. A categoria Typed Response permite utilizar modelos que criam uma pergunta cuja resposta deve ser escrita num texto. Na maior parte dos casos o texto é inserido numa caixa, escrevendo no teclado ou utilizando um teclado virtual que está incluído para esse efeito. Em certos modelos é possível criar várias palavras de resposta, as quais devem ser todas respondidas. O programa permite definir a pontuação obtida pela correcta identificação de cada palavra. Existem ainda dois modelos de jogos, nomeadamente, a possibilidade de criar anagramas em que as letras estão desordenadas e uma espécie de jogo da forca que permite tentar seleccionar as letras aos poucos para descobrir a palavra escondida. Neste último, pode definir-se o número máximo de erros que podem ser cometidos. Na categoria Mathematical estão presentes módulos que estão directamente ligados à área da matemática. Estes vão desde a simples identificação da quantidade de elementos apresentados (para crianças), passando por cálculos aritméticos simples, identificação das horas num relógio, conversão de unidades de medidas, até à possibilidade de criação de cálculos mais complexos. Relativamente às perguntas apresentadas nos vários modelos deste programa, estas são escritas sob forma de texto e podem conter um complemento multimédia sob forma de imagem, áudio ou até vídeo. Outra característica importante deste programa é a possibilidade de criar testes que contenham vários modelos de perguntas, podendo misturar todos os tipos de perguntas 52

77 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes existentes num único teste. Também é possível agrupar os testes num conjunto que agrupa várias actividades e que podem ser fornecidos dessa forma. Neste caso, quem aceder a esse conjunto terá a possibilidade de escolher qual a actividade que deseja realizar em cada momento. O programa inclui ainda a possibilidade de criação de categorias de perguntas, o que permite a utilização destas em vários testes diferentes feitos com base na selecção das categorias que irão fazer parte dos testes, para além de um conjunto de outras opções de configuração. Além disso, é possível a partir de um conjunto de perguntas pré-construídas criar muitos testes diferentes com base nas características de cada uma das perguntas. Isto é, consoante as características de uma pergunta, esta irá ou não fazer parte de um determinado teste. O ambiente gráfico do programa é também um dos pontos positivos, dispondo de várias opções de alteração do mesmo e com modelos muito agradáveis visualmente. Existem por exemplo imagens e esquemas de visualização dos conteúdos predefinidos que tornam muito agradável a utilização deste programa. O programa QQM é composto por uma grande quantidade de ferramentas que permitem ajudar na criação dos diversos testes através de sistemas de ajuda, muito bem delineado, que acompanham passo a passo a criação de alguns elementos, como por exemplo as perguntas, o que facilita a tarefa dos utilizadores mais inexperientes e os orienta através das diversas opções existentes em cada teste. O sistema de armazenamento dos testes é utilizado para guardar os testes na base de dados do programa que se encontra no site oficial de desenvolvimento do mesmo. Assim, os testes realizados, para além de serem guardados no próprio computador, também irão ser transferidos para essa base de dados. Este último armazenamento é essencial para se poderem posteriormente utilizar os testes criados. 53

78 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Após terem sido submetidos os testes, não serão imediatamente disponibilizados pelo site, sendo sim, submetidos a uma análise por parte do desenvolvedor do programa de forma a validar ou não o teste e permitir assim a sua utilização em caso positivo. Existem muitas situações que podem originar a não aprovação de um determinado teste, como por exemplo a escassez de perguntas. Para além do programa de criação de conteúdos, o QQM também é composto por um programa cliente que permite aceder aos testes que foram submetidos e aprovados, sendo claro que só se poderá aceder aos testes de utilização livre ou àqueles dos quais se conheça a palavra passe. No entanto, tem-se acesso à listagem de todos os testes existentes. O programa cliente é assim utilizado para correr a aplicação que suporta a realização dos testes, com todas as funcionalidades que tenham sido colocadas e escolhidas pelo criador do mesmo. No programa cliente Qedoc Quiz Player (QQP), o utilizador pode inscrever-se, criando um novo utilizador e podendo incluir uma palavra passe. Terá assim acesso a uma grande quantidade de testes e actividades criadas pelos utilizadores do QQM. A língua do QQP pode ser alterada incluído o português, espanhol, francês, italiano, alemão, etc. A partir do momento da inscrição é possível ter acesso às diversas actividades e realizar as mesmas. Após realizar uma actividade tem-se acesso a um conjunto de informações sobre esta, como por exemplo, a pontuação obtida, a percentagem de respostas certas, o número de tentativas e o tempo gasto para cada actividade e para o conjunto das actividades realizadas no módulo que está a ser utilizado. Pode ver-se ainda a pontuação máxima que poderia ser obtida, o número de perguntas respondidas, quantas estão totalmente ou parcialmente correctas, quantas estão incorrectas e quantas não foram respondidas. Também são mostradas as pontuações obtidas em cada uma das perguntas em relação a cotação total dessa mesma pergunta. O programa guarda também os resultados de todos os utilizadores e permite que estes sejam visualizados, existindo uma comunidade dita pública onde se podem ver os participantes e respectivas pontuações e uma comunidade dita privada à qual só os 54

79 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes utilizadores que tenham a palavra passe podem aceder. Finalmente, é possível imprimir um certificado dos resultados obtidos no módulo. Não tendo sido apresentada uma descrição exaustiva de todos os modelos do QQM, havendo ainda muitas opções não referidas e que podem ajudar a configurar o funcionamento da ferramenta e de cada uma das perguntas criadas, pode-se dizer, no entanto, que este programa parece ser o mais completo de todos os que estão a ser apresentados nesta secção de Programas de Criação de Testes. II QuizFaber O QuizFaber 9 (ver Figura 9) é um programa de criação de testes com um número limitado de características quando comparado com os programas mais completos já apresentados. Está actualmente na versão Relativamente aos tipos de perguntas, existem seis, Resposta Simples, Resposta Múltipla, Verdadeira ou Falsa, Resposta Aberta, Preenchimento de Lacunas e Associações. Todos estes tipos de perguntas são criados com base nas mesmas ferramentas com algumas particularidades. As perguntas de Resposta Simples requerem a introdução da pergunta e das diversas propostas possíveis, sendo possível adicionar comentários associados a cada resposta. No entanto, só é possível assinalar uma resposta como correcta. Pode-se ainda acrescentar imagens associadas a cada resposta proposta. As perguntas de Resposta Múltipla são iguais à anterior a não ser no facto de poderem ser assinaladas várias respostas como correctas. 9 O site do programa QuizFaber é: 55

80 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Figura 9 - QuizFaber Nas perguntas do tipo Verdadeiro ou Falso, para além da identificação da pergunta, deve ser feita uma afirmação à qual o aluno irá responder através da escolha entre a resposta verdadeira ou a resposta falsa. As perguntas de Resposta Aberta permitem criar perguntas que sejam respondidas pelos alunos através de um texto que não é respondido automaticamente pelo programa. A correcção deverá ser feita posteriormente pelo professor. As perguntas de Preenchimento de Lacunas são criadas através de um texto inserido e da identificação das palavras desse texto que serão transformadas em lacunas. Neste caso pode optar-se por deixar o aluno descobrir por si mesmo as palavras ou possibilitar-lhe uma lista de palavras composta pelas palavras das lacunas. Nas perguntas de Associação são adicionados pares de texto que serão misturados pelo programa e que deverão ser descobertos pelo aluno. Neste tipo de pergunta é possível adicionar uma imagem para cada par. 56

81 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes É possível inserir, em qualquer uma das perguntas criadas, diversos objectos multimédia como imagens, áudio, diversos formatos de vídeo, Applets Java, ficheiros em Flash e ainda documentos do Excel. Pode ainda, ser adicionado texto antes da pergunta e depois da última resposta à pergunta. Ainda existem outras opções que podem ser utilizadas a qualquer momento da utilização do QFa, das quais as mais significativas são: Importar testes a partir do formato ODBC ou QZ do programa Create a Quiz; Exportar o teste para o formato texto, HTML ou XML, dizendo em que pergunta começa e em que pergunta acaba a importação; Gerir a ordem das perguntas através de uma ferramenta que permite definir a posição de cada uma, a sua eliminação ou então a duplicação da mesma; Decidir as perguntas que farão parte do teste sem no entanto eliminar as outras; Imprimir o teste; Testar o teste; Alterar o aspecto do texto; Modificar o aspecto do teste através de modelos predefinidos ou definir esses mesmos modelos; Acrescentar um cabeçalho e rodapé; Definir os tempos disponíveis para a realização do teste; Definir um para onde o resultado é transferido; Escolher o sistema de realização do teste (anónimo, com identificação ou com listagem predefinida dos alunos com permissão e definição de uma palavra passe); Configurar a confirmação individual de cada pergunta ou do teste em geral; Definir o aparecimento aleatório das perguntas; Definir as palavras de avaliação consoante a classificação obtida, como por exemplo, mau, médio, bom, muito bom e excelente. 57

82 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes II.3 - Sites de Criação de Testes Actualmente existem na Internet muito sites que permitem criar, armazenar e utilizar testes que se apresentam sobre a forma de perguntas de selecção múltipla. O funcionamento desses sites é muito semelhante, funcionando através de um registo de utilizador que permitirá posteriormente utilizar os serviços fornecidos por estes. Neste ponto serão então apresentados alguns sites desse tipo, descrevendo brevemente cada um deles, nomeadamente, o ProProfs Quiz School, o EasyTestMaker, o E-QCM e o ThatQuiz. II ProProfs Quiz School O ProProfs Quiz School 10 (PPQS) é um site com uma parte específica para criação de testes, onde podemos realizar diversos tipos de tarefas como, criar Quizzes, partilhálos, ver resultados ou aceder a eles como simples utilizador (ver Figura 10). Para aceder às três primeiras opções é necessário ser um utilizador registado. Figura 10 - ProProfs Quiz School Podem ser criados dois tipos de testes, com classificação ou de personalidade. Para este estudo o tipo com classificação ( scored teste ) será o mais interessante. Ao criar cada teste podem ser introduzidas três tipos de perguntas diferentes, nomeadamente de escolha múltipla, resposta directa ou composição. 10 O site do PPQS é: 58

83 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes II EasyTestMaker O EasyTestMaker 11 (ETM) é um site que fornece um conjunto de ferramentas aos utilizadores registados para a criação de testes de diversos tipos, tal como aqueles que existem nos programas de criação e utilização de testes (ver Figura 11). Os diversos tipos de testes são, por exemplo, escolha múltipla, verdadeiro ou falso, correspondências, resposta curta, etc. Figura 11 - EasyTestMaker II E-QCM O E-QCM 12 é um site francês que contém alguns testes sob a forma de MCQ (Multiple Choice Questions) organizados em 3 categorias, nomeadamente, para o público em geral, para estudantes e para as empresas (ver Figura 12). Cada uma destas categorias 11 O site do ETM é: 12 O site do E-QCM é: 59

84 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes contém subcategorias que contêm os diversos testes. Qualquer pessoa que não esteja inscrita no site pode aceder aos testes e realizá-los, tendo a possibilidade de receber os resultados através do . Os resultados mostram o número de perguntas, a quantidade de perguntas acertadas, o tempo utilizado para a realização do teste e ainda o detalhe das diversas respostas dadas pelo utilizador. No entanto, para se poder criar novos testes é necessário criar uma conta no site. A partir desse momento é possível criar e utilizar conteúdos de forma livre. Figura 12 - E-QCM II ThatQuiz O That Quiz 13 é um site que pode ser utilizado em Inglês ou em Espanhol, e 13 O site do ThatQuiz é: 60

85 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes proporciona um conjunto de exercícios predefinidos pelo criador do site que podem ser de uma grande ajuda nas áreas da Matemática, Línguas e Geografia (ver Figura 13). Figura 13 - ThatQuiz Na área da Matemática os diversos tipos de exercícios dividem-se em 4 categorias, nomeadamente, inteiros, fracções, conceitos e geometria. Na área das Línguas existem exercícios para o Inglês, o Espanhol, o Francês e o Alemão. Finalmente, a parte da Geografia está dividida em 4 categorias, nomeadamente, Américas, Europa, África e Ásia. Cada uma das categorias permite realizar um conjunto de exercícios respondendo a questões e resolvendo problemas. No final é fornecido ao utilizador uma estatística sobre as respostas correctas e incorrectas. No entanto, este site não permite a criação de perguntas próprias por parte de professores ou outros utilizadores que queiram utilizar as ferramentas contidas neste. Não deixa, por isso, de ser uma excelente ferramenta de ensino, principalmente no que diz respeito à aprendizagem e treino dos alunos com vista a avaliações formais futuras. 61

86 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes II.4 - Plataformas de E-Learning Existe um grande número de plataformas de e-learning que suportam a criação de testes com características diversificadas e cujas funcionalidades vão muito para além das encontradas nos sites de criação de testes. É neste contexto de grande interesse e investimento no domínio do e-learning que se tem verificado uma clara evolução das ferramentas e serviços, visível numa passagem progressiva dos simples espaços (sites) na Web dedicados à formação online para plataformas de e-learning, Sistemas de Gestão da Aprendizagem, Sistemas de Criação de Conteúdos e Sistemas de Gestão de Conteúdos de Aprendizagem. (Batista, et al., 2004). Nesta secção serão apresentadas algumas dessas plataformas de forma a caracterizar de forma global a situação actual relativa à criação de testes nesta área do e-learning. II.4.1- Desire2Learn O Desire2Learn 14 é uma plataforma LMS que apresenta um conjunto de produtos para a área do ensino: o Learning Environment, o eportfolio, o Learning Respository e o 2GO Mobile Learning Application. Estes quatro produtos trabalham na área o e-learning e oferecem um grande número de soluções para as instituições de ensino e de formação. Como refere o guia do utilizador o Desire2Learn permite utilizar um conjunto de funções como por exemplo criar, organizar e gerir as suas actividades em linha, os seus cursos e os seus participantes. Pode também utilizá-lo para conceber e gerir ferramentas de avaliação dos aprendizes, para definir, gerir e registar notas, e para comunicar com os seus aprendizes, para definir, gerir e registar as notas, e para comunicar com os seus aprendizes e os seus colegas instrutores. (Desire2Learn_Inc, 2007) Relativamente à criação e utilização de testes, o Desire2Learn apresenta soluções interessantes, compostas por um grande número de ferramentas de criação, utilização e 14 O site da plataforma Desire2Learn é: 62

87 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes gestão de testes, que podem incluir perguntas de diversos tipos. A ferramenta de gestão de testes permite criar, copiar, ordenar, eliminar e gerir categorias de testes. Ao criar um teste, deve-se definir o nome e um conjunto de características do mesmo, nomeadamente: A selecção das perguntas a integrar no teste; A quantidade de perguntas por página; O número de tentativas possíveis para a realização do teste; A colocação de um valor bónus para algumas perguntas; As propriedades (a categoria, o grau, um endereço de notificação, uma descrição, uma introdução, um cabeçalho, um rodapé, etc.); As restrições (activar ou não o teste, a data e hora de início e fim do acesso ao teste, um tempo limite para realizar o teste, um tempo de atraso em relação ao início do teste e a definição de um acesso especial para determinados utilizadores); Definição das características de restrição para os utilizadores com acesso especial; As tentativas (número de tentativas possíveis e forma de cálculo da nota com base nas tentativas); Visualização da submissão (mensagem de submissão, visualização das perguntas e das respostas, visualização do resultado, visualização da média da turma, visualização da distribuição das classificações e data de visualização); Configuração do relatório (nome do relatório, informações estatísticas a incluir, informações sobre os utilizadores a incluir, estatísticas sobre utilizadores a incluir, data e hora de acesso ao relatório). No caso de não existirem perguntas predefinidas para serem incluídas nos testes, existe a possibilidade de criar essas perguntas após a identificação das características anteriormente apresentadas. Existe no Desire2Learn um grande número de tipos diferentes de perguntas, nomeadamente, Verdadeira ou Falsa, Múltipla Escolha, Múltipla Selecção, Resposta Longa, Resposta Curta, Várias Respostas Curtas, Preenchimento de Lacunas, Correspondência, Ordenação e Aritmética. Todos estes tipos de perguntas têm o título de pergunta, o número de pontos da mesma, o nível de dificuldade, o texto da pergunta, a possibilidade e inserir uma imagem com a sua descrição e a possibilidade de inserir comentários relativos à resposta correcta e incorrecta. Nas perguntas com respostas 63

88 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes seleccionáveis, é possível definir o estilo de visualização (vertical, horizontal ou dropdown) e introduzir um factor de aleatoriedade das respostas. A Verdadeira ou Falsa permite criar uma pergunta cuja resposta deve ser afirmativa ou negativa. A totalidade da pontuação é atribuída à resposta correcta. A Múltipla Escolha permite definir um conjunto de possíveis respostas existindo uma única verdadeira. É possível também definir a percentagem de pontuação atribuída a cada uma das respostas possíveis. Na Múltipla Selecção é permitido seleccionar várias respostas verdadeiras de entre as várias propostas. Existem três formas de avaliação da pergunta. Na primeira forma, a pergunta ou está totalmente correcta ou considera-se errada. No segundo caso, a pontuação depende do número de perguntas certas e erradas seleccionadas, sendo atribuída uma pontuação proporcional onde são subtraídas as erradas às certas. No terceiro caso, obtém-se pontuações quer pelo facto de se assinalar correctamente uma pergunta certa como pelo facto de não se assinalar uma pergunta errada, obtendo-se a pontuação respectiva em cada caso. A Resposta Longa permite que o aluno responda à pergunta através de um texto longo. Este tipo de pergunta é corrigido manualmente pelo professor que colocará a pontuação posteriormente. Na Resposta Curta o aluno deverá escrever uma resposta curta que corresponda a uma das respostas possíveis introduzidas para a pergunta. Cada uma das respostas válidas pode ter associado um grau de ponderação diferente no que diz respeito à pontuação atribuída. Nas Várias Respostas Curtas é possível criar perguntas onde é possível dar mais do que uma resposta. As respostas têm uma lista de textos associados com a respectiva ponderação, estando assim separadas umas das outras. Cada uma das respostas deve ser 64

89 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes respondida pelo aluno com um texto. Estas serão avaliadas individualmente e o valor total da pergunta dependerá da soma de todas as respostas dadas. No Preenchimento de Lacunas são criados vários espaços em branco que correspondem a um determinado texto. O utilizador deverá colocar correctamente cada uma das respostas no espaço em branco respectivo. A pontuação é repartida proporcionalmente por todas as lacunas existentes. Na Correspondência são criados pares de itens que devem ser posteriormente associados pelo aluno. Tal como nas perguntas de múltipla selecção pode ser escolhido um de três sistemas de classificação. Na Ordenação os itens devem ser organizados pelo aluno na ordem correcta, tendo também à escolha um dos três sistemas de classificação. Na Aritmética podem ser criadas fórmulas com alguns valores variáveis escolhidos aleatoriamente de entre um intervalo de valores. As fórmulas podem utilizar funções matemáticas como o sin, cós, tan, log, etc. Para completar a criação destas perguntas podem inserir-se elementos intermédios com informações em texto e imagens de forma a completar os conteúdos do teste. Existem ainda um grande número de opções de configuração dos testes que permite a utilização dos mesmos de várias formas e o acesso às informações produzidas por parte dos utilizadores. As restantes opções organizam-se em quatro categorias: banco de questões, classificação, estatísticas e opções. O banco de questões permite gerir as perguntas criadas através de informações como a categoria e a dificuldade. A partir deste, é possível criar testes, e importar e exportar perguntas de determinados formatos de texto. Quando um teste é criado existe uma opção que permite elaborar testes diferentes para cada aluno através da selecção aleatória de perguntas de entre um determinado número de perguntas pré-seleccionadas. 65

90 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes A parte da classificação permite ver informação sobre as classificações obtidas pelos alunos nos diversos testes. A classificação pode ser vista por utilizador, por tentativa ou por pergunta. Relativamente aos utilizadores, pode seleccionar-se o primeiro e último nome, bem como o seu código de identificação. Por seu lado as informações dos testes e perguntas podem ser a sua identificação, o resultado obtido, a percentagem e se foram completados ou não, existindo uma opção para eliminar os resultados obtidos anteriormente. Nas estatísticas encontram-se informações sobre a média dos diversos testes, os utilizadores, as perguntas, os estudantes e os respectivos resultados. Nesta área pode-se exportar essas estatísticas para o Excel de forma a utilizar as diversas ferramentas do mesmo, com por exemplo, a capacidade de gerar gráficos a partir de informações numéricas. As outras opções têm a ver com a cópia, eliminação e reorganização dos testes, sendo também possível pré-visualizar um teste de forma a verificar se foi correctamente criado. II Blackboard A plataforma Blackboard 15 tem um conjunto de soluções muito interessantes na área do ensino através de meios electrónicos. O conjunto de ferramentas do Blackboard é bastante completo, permitindo gerir cursos a diversos níveis, como a gestão de cursos, a partilha de recursos, a comunicação entre utilizadores, a criação e avaliação de testes, o controlo das acessibilidades e das actividades produzidas, etc. A plataforma Blackboard tem como principal objectivo transformar a Internet em um ambiente enriquecedor para experiências educativas, oferece soluções completas de produtos e serviços que suportam completamente a infra-estrutura do e-learning, assim com a maioria das outras plataformas os pontos fortes são a gestão de alunos, conteúdos e actividades através da 15 O site da plataforma Blackboard é: 66

91 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes web. (Coutinho & Junior, 2007). A nível da criação e utilização de testes, o Blackboard tem um conjunto de ferramentas que permite aos professores a criação e utilização de testes através da plataforma apoiando com instrumentos toda a gestão dos recursos e das actividades a realizar pelos alunos. Antes de elaborar e utilizar os testes é necessário criar uma estrutura para cada disciplina, que será o suporte a diversos tipos de informações de apoio ao estudante, como por exemplo, fornecimento de conteúdos, comunicação, gestão de utilizadores, gestão de actividades, sistema de ajuda, calendarização, etc. Para criar um teste o Blackboard tem uma ferramenta chamada gestor de testes que inclui instrumentos que ajudam na construção do mesmo. Ao criar um teste existem diversas informações que devem ser inicialmente introduzidas, nomeadamente, o nome do teste, a descrição e as instruções globais para a realização do mesmo. A partir daqui, são criadas uma a uma as perguntas do teste. A criação das perguntas do teste é facilitada através de vários instrumentos que permitem elaborar um conjunto de perguntas diversificadas nomeadamente, Escolha Múltipla, Verdadeiro/Falso, Preenchimento de Espaços, Resposta Múltipla, Correspondência Correcta, Ordenação, Desenvolvimento, Fórmula Calculada, Valor Numérico Calculado, Através de um Ficheiro, Área de Imagem, Preenchimento de Lacunas, Frase Misturada, Escala de Opinião, Resposta Curta, Isto ou Aquilo e Quiz Bowl. A Escolha Múltipla permite a criação de perguntas com várias propostas das quais só uma é verdadeira. No entanto, o limite máximo de propostas é de 20. A pontuação é atribuída na totalidade para a resposta correcta e podem ainda ser dadas pontuações parciais para algumas das outras respostas que não estejam totalmente correctas. O Verdadeiro/Falso permite responder a uma pergunta através de uma de duas palavras, verdadeiro ou falso. A pontuação deste tipo de perguntas será atribuída na totalidade em caso de a resposta estar certa e não será atribuída no caso de estar errada. 67

92 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes O Preenchimento de Espaços baseia-se num texto com espaços em branco que devem ser preenchidos pelo aluno de forma a completar a frase com as palavras correctas. Neste caso é possível ter em consideração respostas parcial às questões. A pontuação irá ser distribuída pelo número de espaços em branco existentes. A Resposta Múltipla é quase idêntica à Escolha Múltipla a não ser no facto de ter várias respostas válidas. Neste caso a pergunta pode ser configurada para que a atribuição da pontuação seja feita com base na selecção das respostas, podendo haver uma obtenção parcial da pontuação total que derive do número de respostas correctas ou incorrectas assinaladas. As diversas propostas podem aparecer aleatoriamente caso o professor assim o queira. Na Correspondência Correcta são criados dois grupos de itens que estão associados em pares. Estes aparecem aleatoriamente e o aluno deve associar os itens da primeira lista com os itens da segunda lista de forma correcta. A primeira lista poderia ser, por exemplo, o conjunto de questões e a segunda o conjunto de respostas. A atribuição da pontuação pode ser distribuída proporcionalmente pelos diversos pares. A Ordenação corresponde a um conjunto de itens que são apresentados de forma aleatória e que devem ser colocados em ordem pelo aluno. Tal como na anterior, é possível repartir a pontuação proporcionalmente entre os diversos itens consoante o número de itens que estejam na posição correcta. No Desenvolvimento o aluno responde à pergunta através da escrita de um texto que pode ser extenso. Contrariamente aos outros tipos de perguntas, esta não é de correcção automática, mas sim corrigida manualmente pelo professor que colocará a pontuação obtida nessa pergunta após a ter corrigido. Na Fórmula Calculada é possível criar fórmulas que contenham alguns valores variáveis para que cada estudante tenha uma fórmula do mesmo tipo mas com valores diferentes. Esses valores variáveis podem ser definidos através de um intervalo dentro do 68

93 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes qual o sistema irá escolher aleatoriamente o valor a apresentar em cada variável. A resposta, que é criada automaticamente pelo sistema, pode ser respondida de forma precisa, o que permitirá a atribuição da pontuação total ao aluno. No entanto, pode-se configurar um intervalo de valores perto da resposta precisa que proporcionará ao aluno a obtenção de uma parte da pontuação total. O Valor Numérico Calculado permite criar uma pergunta que deve ser respondida pelo aluno através da introdução de um valor numérico. A resposta correcta pode ser configurada para aceitar exclusivamente a resposta precisa ou para aceitar uma resposta dentro de um determinado intervalo de valores, atribuindo assim a pontuação total da pergunta. Nas perguntas Através de um Ficheiro, a resposta é dada através do envio de um ficheiro por parte do aluno para o sistema. Posteriormente, o professor irá corrigir a resposta enviada nesse ficheiro e atribuir a pontuação ao aluno. Assim, como nas perguntas de Desenvolvimento, a correcção não é automática. Na Área de Imagem é possível configurar uma imagem com zonas sensíveis que correspondam à resposta a ser dada pelo aluno. A pontuação será atribuída se for seleccionada a área correcta da imagem. No Preenchimento de Lacunas pode ser criado um texto com lacunas que deverão ser preenchidas pelo aluno através da selecção correcta de um conjunto de proposta predefinidas. Neste caso, cada lacuna pode ter um conjunto diferente de propostas. A pontuação é atribuída, tendo em consideração o número de lacunas que foram preenchidas correctamente. Na Frase Misturada é criada uma frase com vários trechos em falta e que fazem parte de uma lista que deverá ser utilizada para completar essa mesma frase. Para resolver a pergunta o aluno deverá seleccionar os trechos da lista e colocar os mesmos na posição correcta. A pontuação será atribuída proporcionalmente. 69

94 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes A Escala de Opinião representa uma pergunta de escolha múltipla cujas respostas possíveis estão representadas através de uma escala de valores previamente definidos dos quais o aluno deve seleccionar um. A pontuação será atribuída no caso de a resposta estar certa. No entanto, podem ser atribuídos valores parciais da pontuação para algumas das respostas. A Resposta Curta é quase idêntica às perguntas de Desenvolvimento, sendo no entanto possível definir o número de linhas necessárias para responder à pergunta de forma a dar uma orientação ao aluno sobre o comprimento da resposta exigida. As perguntas do género Isto ou Aquilo funciona de forma muito semelhante com as perguntas Verdadeira/Falso, sendo que o leque de respostas pode ser sim/não, concordo/discordo e certo/errado. A pontuação total será atribuída se a resposta for correcta. O Quiz Bowl permite criar perguntas que mostrem a resposta ao aluno, que deve por sua parte escrever a pergunta a essa resposta. As perguntas a introduzir seguem um padrão de preenchimento que deve incluir as palavras de interrogação e uma frase. Na configuração da pergunta, é possível adicionar várias frases de respostas aceites bem como várias palavras interrogativas de forma a existir um maior número de formas para escrever a pergunta. Para além disso, é possível atribuir uma parte da pontuação se a parte interrogativa estiver incorrecta. Para além das características específicas a cada uma das perguntas, é possível configurar no teste diversos aspectos das mesmas, tais como, a inserção de imagens de suporte às perguntas, a criação de categorias de perguntas para organizar mais facilmente o conteúdo dos testes, a definição de pontuação e de pontuações parciais por defeito e, ainda, a possibilidade de obtenção de pontos extra caso o utilizador seleccione essa opção antes de realizar essa pergunta. Neste último caso não se perde nenhum ponto caso a resposta esteja incorrecta. As pontuações por defeito servem para configurar inicialmente as pontuações totais de todas as perguntas e as pontuações parciais das respostas, sendo possível na 70

95 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes criação de cada pergunta alterar esses parâmetros iniciais ou deixar os memos inalterados. O Blackboard permite ainda criar e aceder a um banco de questões para a criação de um teste. É possível procurar as perguntas a partir do tipo de pergunta, da categoria à qual pertence ou mesmo através de palavras-chaves e assim seleccionar as que se querem incluir num determinado teste. Quando o aluno está a resolver o teste tem a possibilidade de acompanhar a sua evolução na realização do teste através de informações sobre a mesma, que estão sempre visíveis e actualizadas de cada vez que se realiza uma pergunta. O Blackboard contém também uma ferramenta que permite visualizar estatísticas sobre a realização dos testes por cada um dos alunos. Nesta área podem ser visualizados os diversos alunos, bem como as notas que eles obtiveram a cada um dos testes que realizaram. É possível também aceder a uma descrição detalhada de todas as respostas dadas pelo aluno e das pontuações obtidas em cada uma das perguntas de forma a ver quais foram os pontos positivos e negativos de um determinado aluno num determinado teste. Podem, ainda, ser criadas pautas de notas que podem ser também impressas para afixação de resultados. Existem ainda muitas outras opções de gestão associadas às turmas e aos testes, de forma a associar os alunos às turmas, criar permissões e restrições, gerir a realização dos testes e actividades e automatizar a realização de todas essas tarefas. II Moodle A plataforma Moodle 16 apoia diversas actividades do ensino através de diversas funções disponibilizadas aos professores. O Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic 16 O site da plataforma Moodle é: 71

96 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes Learning Environment) consiste numa plataforma educacional difundida em open source na distribuição e desenvolvimento, construído com o objectivo de dar suporte a uma abordagem social no ensino, permitindo aos docentes usufruir deste recurso como uma ferramenta para a sua prática lectiva. (Soares & Sousa, 2010). O Moodle é uma plataforma largamente utilizada actualmente em Portugal por estabelecimentos de ensino básicos e secundários para a utilização de diversos tipos de recursos que podem ser adicionados de forma a serem acedidos por quem tenha permissão para tal, como por exemplo, partilha de documentos, fóruns, chats, inquéritos, etc. Quando se observam as Google Trends a nível mundial para o volume de pesquisas no motor de busca Google da palavra-chave Moodle, Portugal surge à frente de países como a Finlândia, Irlanda ou Áustria. (Fernandes, 2008). Na Escolas o Moodle é mais frequentemente utilizado para o suporte na partilha de informações e documentos que sejam fornecidos pela comunidade educativa e professores aos encarregados de educação e alunos. Registamos ainda que, do número de docentes da amostra que utiliza a Moodle, a maior parte usa a plataforma para disponibilizar informação e documentação. Verificamos ainda que os professores não utilizam a plataforma como suporte de actividades colaborativas e interactivas.. (Lisbôa, Jesus, Varela, Teixeira, & Coutinho, 2009). Para além de repositório de informações, esta plataforma também permite a criação e utilização de testes digitais através de diversas opções que podem ser configuradas pelo criador do teste. Para criar um teste no Moodle é necessário, numa primeira fase criar uma disciplina cujo conteúdo poderá ser acedido pelos alunos que nela venham a estar inscritos, introduzindo informações sobre a disciplina e configurando diversos aspectos estéticos e funcionais da mesma, como por exemplo, as políticas de acesso aos documentos da mesma. Ao criar um teste no Moodle há uma primeira fase onde devem ser criadas informações de base para o teste, nomeadamente, o nome do mesmo e as informações iniciais de forma a dar ao aluno as instruções para a realização das actividades propostas. O texto desta parte pode ser formatado através de ferramentas de edição de texto como: 72

97 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes alteração de cores, tamanhos, tipos de letras, marcas e numerações, fórmulas matemáticas, etc. Pode-se ainda adicionar imagens para a acompanhar esse texto. De seguida podem ser definidas, pelo professor, características relativas ao tempo de execução do teste criado. Existe uma grande quantidade de opções que podem ser definidas para a globalidade dos testes nomeadamente: Abertura do teste - define a data e a hora a partir da qual é possível ter acesso ao teste, sem do a partir do momento da sua criação caso não seja alterado; Término do teste - define a data e a hora a que o teste deixa de estar disponível; Tempo limite - permite dizer quanto tempo o aluno tem para realizar as diversas tarefas incluídas no teste; Perguntas por página - define o número de perguntas apresentadas em cada página; Perguntas misturadas aleatoriamente - baralha a ordem das perguntas; Baralhamento dentro das perguntas - trocas a ordem das possíveis respostas; Tentativas permitidas - possibilita a realização de um determinado número de tentativas para o aluno resolver o teste. O número de tentativas permitidas é ilimitado por defeito; Cada tentativa ser construída a partir da última - permite interromper o teste e retomar o mesmo a partir do pondo onde se interrompeu; Método de avaliação - permite optar por 4 situações diferentes, nomeadamente, nota mais altas (só considera a tentativa com pontuação mais alta), nota média (faz uma média de todas as tentativas), primeira nota (só considera a primeira tentativa) e última nota (só considera a última tentativa); Modo adaptável - permite que o aluno realize diversas tentativas em cada uma das perguntas, perdendo pontos ou então que a pergunta se torne mais fácil valendo menos pontos; Aplicar penalização - define se vão existir penalizações quando um aluno errar uma resposta; Algarismos decimais nas notas - permite utilizar valores decimais para as notas do teste; Possibilidade dos alunos poderem fazer revisões - corresponde a um conjunto de 73

98 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes opções, seleccionadas por defeito, que permitem visualizar as respostas, os resultados e a avaliação logo a seguir à tentativa, mais tarde ou após o encerramento da sessão relativa ao teste; Atraso entre a primeira e segunda tentativa - permite retardar a realização da segunda tentativa; Atraso entre as tentativas posteriores - permite retardar a realização das tentativas seguintes; Mostrar teste em janela segura - é associado às duas opções seguintes e permite aumentar o nível de segurança do teste; Exigir palavra passe - proporciona a criação de uma palavra passe de acesso ao teste; Exigir endereço de rede - permite reforçar a segurança através do endereço de rede; Modo de grupo - permite o caso de a turma trabalhar em grupos; Visível - permite tornar ou não o teste visível no Moddle; Overall feedback - permite definir patamares de notas a partir dos quais se têm uma determinada avaliação qualitativa, como por exemplo, 100%, excelente, de 90% a 99%, muito bom, de 70% a 89%, bom, de 50% a 69%, médio, e assim em diante. A criação de um teste no Moodle é feita através de ferramentas próprias que permitem escolher entre diversos tipos de perguntas pré-formatadas, no entanto, antes de criar as perguntas é aconselhável utilizar a ferramenta de criação de categorias que permite catalogar as perguntas através das mesmas. Pode ser criado o número de categorias que bem entendermos. Relativamente aos tipos de perguntas disponíveis, temos: Ensaio, Correspondência Correcta, Respostas Embebidas, Escolha Múltipla, Resposta Curta, Numérica, Correspondência de Respostas Curtas Aleatórias e Verdadeiro/Falso. No Ensaio a resposta à pergunta deve ser um texto, curto ou longo, que deverá ser corrigido posteriormente pelo professor por não existir nenhuma possibilidade de correcção automatizada. Na Correspondência Correcta são criadas várias perguntas com as respectivas 74

99 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes respostas. Estas podem aparecer aleatoriamente de forma a não existir correspondência entre a lista de perguntas e a lista de respostas. O aluno deverá associar a cada pergunta a resposta correcta que lhe pertence. É dada uma pontuação global à questão que é repartida por todas as perguntas da mesma. Nas Respostas Embebidas é criado um texto com lacunas que correspondem a uma determinada palavra. O aluno deverá, para cada lacuna, descobrir de entre a lista de respostas qual é a que corresponde a cada uma das lacunas. Na Escolha Múltipla é possível criar uma pergunta com várias escolhas possíveis, sendo que pode existir uma única ou várias respostas correctas. A cada pergunta é dada uma pontuação global. No caso de existirem várias respostas correctas, cada uma pode ter uma classificação individual positiva ou negativa. Ainda poderá existir um comentário para cada uma das respostas, que poderá aparecer em caso de selecção das mesmas. As respostas podem aparecer por ordem aleatória se a opção baralharmento for assinalada. Na Resposta Curta é definida uma pergunta cuja resposta deve ser escrita pelo aluno sob forma de texto e que deve corresponder ao texto que se encontra nas respostas válidas, normalmente formado por uma ou duas palavras. As opções permitem definir várias respostas validas de forma a abranger o maior número possível de formas de resposta. A Numérica é semelhante à Resposta Curta com a diferença de a resposta ser sob a forma de um valor numérico. Para além disso, pode ser definida uma margem de erro em relação ao valor que deve ser encontrado, permitindo que o aluno possa responder correctamente em caso de haver respostas que utilizem valores não precisos, como por exemplo, números decimais infinitos. Na Correspondência de Respostas Curtas Aleatórias são definidos vários pares. Todos os elementos aparecem de forma aleatória e devem ser associados pelo aluno ao respectivo par original. 75

100 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes No Verdadeiro/Falso pode-se criar uma pergunta com duas respostas possíveis, verdadeiro ou falso, e atribuir à mesma uma pontuação. Neste caso o aluno deve escolher entre a resposta verdadeira ou falsa. Para cada uma das perguntas pode-se ainda inserir um texto e imagens, bem como formatar os mesmos com opções de edição do texto para a criação do texto inicial do teste. Em todas as perguntas é definida a pontuação global e pode ainda ser criado um factor de penalização caso o aluno erre a pergunta e volte a tentar. Existe ainda uma categoria chamada descrição cuja função é permitir colocar textos e imagens em qualquer parte do teste sem incluir estes numa das perguntas em particular. Após terem sido definidas as perguntas, a criação do teste termina com a selecção daquelas que farão parte do mesmo, definindo a pontuação total do teste e o peso que cada uma das perguntas irá ter na nota final. O teste é corrigido de forma automática, com excepção das perguntas do tipo Ensaio que devem ser corrigidas pelo professor, o que permite obter rapidamente resultados. Quanto à parte de realização do teste, o aluno pode seleccionar no Moodle, de entre os testes disponíveis, aquele que deseja realizar. São apresentadas informações sobre o teste, antes da confirmação por parte do aluno, de forma a ter um panorama inicial das características do teste. Após a confirmação o aluno realiza o teste, respondendo às diversas perguntas e seleccionando a opção enviar tudo e terminar para terminar a realização das actividades. No final o aluno tem acesso a informações sobre a realização do teste, como a classificação, a nota, a avaliação qualitativa do teste, a data e hora de início e fim, bem como o tempo utilizado para realizar o mesmo. O aluno poderá ter ainda acesso à correcção detalhada do teste de forma a identificar quais foram as respostas correctas e os erros cometidos. Existe ainda a possibilidade de integrar no Moodle actividades e testes realizados 76

101 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes através do programa Hot Potatoes, pois as duas ferramentas são compatíveis e o Moddle irá encarregar-se da inclusão e gestão dos mesmos. II.5 - Conclusões Sobre o Estado da Arte em Criação de Testes Neste capítulo foram analisadas várias ferramentas de criação e utilização de testes que apresentam uma grande diversidade de soluções neste âmbito e permitem realizar actividades de avaliação ou treino com os alunos. Estas soluções foram categorizadas neste estudo para mostrar as diferenças fundamentais que existem entre as diversas soluções actuais. As mais básicas são sem dúvidas os sites que têm uma capacidade limitada, quer a nível da criação, quer a nível do acesso e utilização dos testes. Depois vêm os programas cuja filosofia comum é fornecer um conjunto de características intimamente ligado com a criação de perguntas para elaboração de testes. Finalmente, as mais completas são as plataformas e-learning que, para além de terem a capacidade de criação e gestão de testes, têm ainda um conjunto de características que permitem fazer a gestão completa de um curso, como por exemplo a gestão de turmas, a criação de fóruns, a gestão de contactos, a calendarização de tarefas, etc. O objectivo deste trabalho é de propor um modelo de ferramenta que se dedique à avaliação das características de criação e utilização de testes. Assim sendo, os sites são pobres em características para poderem servir como base de apoio à caracterização dos itens mais importantes. As plataformas e-learning, devido à sua complexidade também não se adequam à definição de características, pois a maior parte destas não está ligada directamente aos testes, no entanto, algumas das características encontradas nestes podem ser importantes para a definição dos itens a avaliar. Assim sendo, o estudo que é apresentado no capítulo quatro tem como base os programas de criação de testes, tendo no entanto em consideração algumas das características dos sites e das plataformas e-learning que estejam estreitamente ligadas a esta temática. O grande número de programas existentes e a grande diversidade nas suas 77

102 Capítulo II - Estado da Arte em Criação de Testes características conduz à necessidade de padronizar as mesmas para que a avaliação seja mais fácil através da criação de itens (correspondentes às características) agrupados em categorias bem delimitadas que serão utilizadas no modelo de ferramenta proposto. 78

103 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning Já existem algumas ferramentas cuja função é comparar os diversos CMS existentes através de vários itens e de um sistema de classificação próprio. É importante referir que estas ferramentas não tem exactamente os mesmos objectivos que o modelo de ferramenta que se irá propor no capítulo cinco deste trabalho. No entanto, é uma forma de poder identificar categorias, itens, sistemas de classificação, métodos e ideias que possam ser enquadrados no âmbito das ferramentas de criação de testes. Para além disso existem também alguns exemplos de sistemas de classificação utilizados para avaliar as características e a qualidade de alguns sistemas LMS. Também estas não têm a ver com o modelo que será apresentado, mas permitiram adquirir conhecimento e em conjunto com os elementos estudados, quer neste capítulo quer no anterior, elaborar propostas adequadas para os sistemas de classificação, as categorias, os itens e o modelo da ferramenta. De seguida são apresentadas três ferramentas de análise dos CMS, referindo quais são as características de cada uma, e explicando o modo de utilização e de funcionamento das mesmas. Essas três ferramentas são: o CMS Matrix, O Content Management System Software Review e o Edutools. 79

104 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning III.1 - CMS Matrix O CMS Matrix (Content Management System Matrix) é um site cuja função é identificar as funções de centenas de sistemas CMS e analisar os mesmos através de dezenas de características, dando a classificação dos sistemas em cada uma destas (ver Figura 14). No sítio CMS Matrix,que compara suas funcionalidades e é conhecido na comunidade de desenvolvedores internet como uma das referências, há atualmente a indexação de 933 CMSs. (Schwingel, 2009). As características dos CMS são organizadas em categorias de itens. Figura 14 - CMS Matrix III Os Itens e Categorias do CMS Matrix Os itens avaliados por este site são agrupados em dez categorias de conteúdos, nomeadamente: 80

105 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning Requisitos de Sistema (System Requirements); Segurança (Security); Suporte (Support); Facilidade de Utilização (Ease of Use); Performance (Performance); Gestão (Managment); Interoperabilidade (Interoperability); Flexibilidade (Flexybility); Construção de Aplicações (Buit-in Applications); Comercio (Commerce). A categoria Requisitos de Sistema corresponde aos itens relativos às necessidades a nível de software, de licenças, de custos e dos tipos de acesso à aplicação (Application Server, Approximate Cost, Database, Licence, Operating System, Programming Language, Root Access, Shell Access e Web Server). A categoria Segurança refere-se aos vários tipos de sistemas de segurança a nível de entradas, autenticações, registos históricos, notificações, controlos, inspecções e verificações (Audit Trail, Captcha, Content Approval, Verification, Granular Privileges, Kerberos Authentication, LDAP Authentication, Pluggable Authentication, Problem Notification, Sandbox, Session Managment, SMB Authentication, SSL Compatible, SSL Logins, SSL Pages e Versioning). A categoria Suporte refere-se a itens no âmbito da ajuda ao utilizador a nível de manuais, ajuda on-line, formação, comunidade de apoio, fórum, correio electrónico, conferencias, testes, desenvolvimento, actualizações e certificações (Certification Program, Code Skeletons, Commercial Manuals, Commercial Support, Commercial Training, Developer Community, On-Line Help, Pluggable API, Professional Hosting, Professional Services, Public Forum, Public Mailing List, Test Framework, Third- PartyDevelopers e Users Conference). 81

106 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning A categoria Facilidade de Utilização corresponde a itens que permitam tornar fácil a utilização da ferramenta, como por exemplo, arrastamento de objectos, redimensionamento de imagens, linguagem macro, protótipos, ambientes gráficos, editores, níveis de utilização, comunicações, eliminação de erros, arquivamento de conteúdos e armazenamento de conteúdos (Drag-N-Drop Content, To Discussion, Friendly URLs, Image Resizing, Macro Language, Mass Upload, Prototyping, Server Page Language, Spell Checker, Style Wizard, Subscritions, Template Language, UI Levels, Undo e Zip Archives). A categoria Performance tem a ver com a eficácia em certos aspectos do funcionamento da ferramenta, como acesso a conteúdos, duplicação de bases de dados, balanceamento de servidores, acesso acelerado a conteúdos e exportação de conteúdos (Advanced Caching, Database Replication, Load Balancing, Page Caching e Static Content Export). A categoria Gestão permite a administração de vários aspectos como por exemplo, publicidade, gestão de conteúdos, reutilização de conteúdos, gestão local, gestão remota, pacotes de desenvolvimento, definição de caminhos, utilização de temas, recuperação de conteúdos eliminados, estatísticas, gestão de ambiente, tradução e definição de processos de trabalho (Advertising Management, Asset Management, Clipboard, Content Scheduling, Content Staging, Inline Administration, On-Line Administration, Package Deployment, Sub-Sites Roots, Themes Skins, Trash, Web Statistics, Web-Based Style, Template Management, Web-Based Translation Management e Workflow Engine). A categoria Interoperabilidade é a capacidade de o sistema suportar vários formatos e ser compatível com os mesmos, como por exemplo, a nível de publicação em sites, utilização de protocolos e formatos da Internet (Content Syndication RSS, FTP Support, UFT-8 Support, WAI Compliant, WebDAV Support e XHTML Compliant). A categoria Flexibilidade representa as funções que tornam a ferramenta mais flexível relativamente a diversos aspectos, tais como a reutilização de conteúdos, extensão de utilização, localização de interface, utilização de múltiplas linguagens, desenvolvimento 82

107 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning em vários sites e recuperação de localização (GDI-Mode Support, Content Reuse, Extensible User Profile, Interface Localization, Metadata, Multi-Lingual Content, Multi- Lingual Content Integration, Multi-Site Deployment e URL Rewriting). A categoria Aplicações Embutidas refere-se à possibilidade de utilizar a construção de diversos tipos de aplicações, como por exemplo, blogues, chats, classificados, Fóruns de discussão, bases de dados, calendarização de eventos, trabalho de grupo, construção de gráficos, livro de visitas, gestão de ligações, correio electrónico, gestão de notícias, galeria de fotografias, motores de procura, mapeamento do site e sistema wiki (Blog, Chat, Classifieds, Contact Management, Data Entry, Database Reports, Discussion Forum, Document Management, Events Calendar, Expense Reports, FAQ Management, File Distribution, Graphs and Charts, Groupware, Guest Book, Help Desk, Bug Reporting, HTTP Proxy, In/Out Board, Job Postings, Link Managment, Mail Form, Matrix, My Page, Dashboard, Newsletter, Photo Gallery, Polls, Product Management, Project Tracking, Search Engine, Site Map, Stock Quotes, Surveys, Syndicated Contents (RSS), Test Quizzes, Time Tracking, User Contributions, Weather, Web Services Front End e Wiki). A categoria Comércio representa a capacidade da ferramenta na utilização de instrumentos ligados ao comércio on-line, tal como, registo de clientes, gestão de inventários, pagamentos electrónicos, definição de taxas, pontos de venda, subscrições e listas de desejos (Affiliate Tracking, Inventory Management, Pluggable Payments, Pluggable Shipping, Pluggable Tax, Point of Sale, Shopping Cart, Subcriptions e Wish Lists). III Os Sistemas de Classificação do CMS Matrix A maior parte das características analisadas são formuladas com base numa pergunta, à qual podem existir várias respostas possíveis, Yes, No, Free Add Ons, Limited ou ainda Costs Extra (primeiro caso a analisar). As restantes características permitem identificar determinadas partes do funcionamento do programa que numa primeira 83

108 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning abordagem não têm a ver directamente com a qualidade maior ou menor de um determinado item (segundo caso a analisar). No primeiro caso, para além da utilização de um dos cinco nomes (Yes, No, Free Add Ons, Limited e Costs Extra), a avaliação das características utiliza um código de duas cores, Verde para o Yes, Rosa para o No, e amarelo nos outros casos. Na quase totalidade das categorias, todos os itens existentes utilizam esta forma de classificação, excepto no caso dos Requisitos de Sistema que só tem dois itens deste tipo (Root Access e Shell Access). Relativamente ao segundo caso, as respostas não estão previamente formatadas, isto é, não existem palavras definidas para classificar esse tipo de itens. Neste caso, a indicação corresponde a palavras que indicam quais os elementos compatíveis relativamente ao item em causa, sem existirem qualquer menção à qualidade do mesmo, como por exemplo nas bases de dados, o MySQL ou o Oracle. A única categoria onde este tipo de sistema de classificação é utilizado é nos Requisitos de Sistemas. Outro dos sistemas utilizados pelo CMS Matrix para avaliar os CMS é o de pontuar cada uma das categorias acima enunciadas por parte dos utilizadores, sendo dada por cada utilizador que assim o deseje uma classificação de 1 a 10 para cada uma das categorias, onde 1 equivale à pior e 10 à melhor pontuação. Cada CMS tem assim uma classificação em cada uma das 10 categorias, que corresponde à média dos valores atribuídos pelos utilizadores. Para além da média também é fornecido o resultado da mediana das respostas. III Funcionamento do CMS Matrix Das centenas de CMS disponíveis no site, é possível escolher 10, de forma a comparar os CMS através de uma tabela com os programas escolhidos e avaliação das diversas características dos mesmos de forma a comparar detalhadamente cada uma delas. Outro dos aspectos interessante deste site é o de identificar a data da última actualização 84

109 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning das características de cada um dos CMS. A nível da visualização, os itens apresentados são organizados por categorias que são apresentadas de cima para baixo através de vários quadros individuais onde são apresentadas as diversas informações relevantes, nomeadamente, System Requirement, Security, Support, Ease of Use, Performance, Management, Interoperability, Flexibility, Built-In Aplications e Commerce. Em cada um dos quadros a informação é apresentada através de linhas e colunas. No título das colunas são apresentados os nomes dos diferentes CMS escolhidos e no título das linhas são apresentados os nomes dos diversos itens que fazem parte da categoria em causa. As diversas células resultantes do cruzamento das colunas e linhas contêm a informação que corresponde as palavras do primeiro ou do segundo sistema de classificação utilizado. O CMS Matrix tem ainda um sistema de procura de CMS através da identificação, por parte do utilizador, das características que deseja ver no CMS. Os CMS correspondentes ao pedido são fornecidos ao utilizador. Se o número de CMS compatíveis for inferior ou igual a 10 o resultado é apresentado através da grelha comparativa referida no início desta subsecção. III.2 - Content Management System Software Review O CMSSR (Content Management System Software Review) é um sistema de classificação de CMS que se encontra no site da Internet TopTenReviews e permite comparar vários CMS através de diversos parâmetros analisados por esse site (ver Figura 15). Tal como o CMS Matrix, permite visualizar a análise realizada a cada uma das características apresentadas sob forma de tabela para ser mais fácil ver a diferença entre as ferramentas. Essas características são organizadas em categorias de vários itens que serão apresentadas mais à frente. Como se poderá ver os sistemas de classificação e descrição dos 85

110 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning CMSs utilizados são quase idênticos ao do CMS Matrix. Figura 15 Content Management System Software Review III Os Itens e Categorias do Content Management System Software Review Os itens avaliados pelo CMSSR são agrupados em oito categorias que têm um conjunto muito alargado de itens, nomeadamente: Aplicações Embutidas (Built-In Applications); Segurança (Security); Gestão (Management); Performance (Performance); Comércio (Commerce); Facilidade de Utilização (Easy of Use); 86

111 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning Suporte (Support); Requisitos de Sistema (System Requirements). A categoria Aplicações Embutidas contém um conjunto de características que poderão ser ou não encontradas em cada um dos CMS analisados de forma a saber qual o conjunto de actividades que poderão ser realizadas através desse CMS (Blog, Chat, Classifieds, Contact Managment, Data Entry, Database Reports, Forum/Discussion, Document Managment, Event Calendar, FAQ Management, Guest Book, Link Managment, Mail Form, Dashboard, Newsletter, Photo Gallery, Polls, Product Management, Search Engine, Site Map, Syndicate Content, Tests/Quizzes, User Contributions, Wiki Capabilities e Web Services Front End). A categoria Segurança é composta por um conjunto de itens que se referem a possíveis soluções para aumentar os níveis de segurança dos CMS e tornar mais seguro a utilização dos mesmos relativamente a vários parâmetros (Audit Trail, Captcha, Content Approval, Verification, Granulat Privileges, Kerberos Authentication, LDAP Authentication, NIS Authentication, NTLM Authentication, SMB Authentication, Pluggable Authentication, Login History, Problem Notification, Sandbox, Session Managment, SSL Compatible, SSL Logins, SSL Pages e Versioning). A categoria Gestão refere-se a vários instrumentos a nível da utilização dos sistemas que possam permitir uma melhor administração dos conteúdos do CMS através de ferramentas de gestão de diversos tipos de conteúdos (Advertising Management, Asset Managment, Clipboard, Content Scheduling, Content Staging, Inline Administration, Package Deployment, Sub Sites/Roots, Themes/Skins, Trash, Web Stats, Web-Based Template Managment, Web-Based Translation Managment e Workflow Engine). A categoria Performance representa um pequeno conjunto de itens que permitem um aumento de eficiência de algumas características do sistema (Advanced Catching, Database Replication, Load Balancing, Page Catching e Static Content Export). 87

112 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning A categoria Comércio corresponde aos itens que permitem gerir questões relativas a actividades sobre vendas, produtos, pagamentos e impostos (Affiliate Tracking, Inventory Management, Pluggable Payments, Pluggable Shipping, Pluggable Tax, Point of Sale, Shopping Cart, Subscriptions e Wish Lists). A categoria Facilidade de Utilização tem a ver com diversas ferramentas que tornam mais fácil a utilização do CMS e até que ponto essas ferramentas são fáceis de utilizar (Drag-N-Drop Content, to Forum, Friendly URLs, Image Resizing, Macro Languages, Mass Upload, Prototyping, Server Page Language, Spell Check, Style Wizard, Subscriptions, Template Language, UI Levels, Undo e WYSIWYG Editor). A categoria Suporte refere-se aos diversos itens associados a documentação ou outros tipos de ajudas que podem ser proporcionados pelo sistema CMS, como treino, ajuda on-line e fóruns (Code Skeletons, Commercial Manuals, Commercial Suppot, Commercial Training, Developer Community, Online Help, Pluggable API, Professional Hosting, Professional Hosting, Professional Services, Public Forum, Mailing List, Smoke Tests, Third-Party Developers e Users Conference). A categoria Requisitos de Sistema mostra aspectos sobre as necessidades de software que o CMS necessita para trabalhar e que tipo de programas, servidores e sistemas de bases de dados este suporta (Application Server, Database, Licence, Operating System, Programming Language, Root Access, Shell Acces e Web Server). III Os Sistemas de Classificação do Content Management System Software Review O sistema de classificação utilizado neste site Apresenta diversas formas de identificação da avaliação das características dos sistemas. Em primeiro lugar, para cada um dos itens, é identificado se o mesmo existe, se o mesmo é um plugin grátis, se é necessário um pagamento extra para ter direito a essa característica, se a mesma existe mas 88

113 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning de forma limitada ou se pura e simplesmente essa característica não existe nesse CMS. A única categoria que não segue as definições anteriores é a de Requisitos de Sistemas, onde é identificado para cada item qual o requisito necessário para que a ferramenta funcione ou quais são os programas ou sistemas que podem ser utilizados. Com base na análise de todos os itens de cada uma das categorias é apresentada uma classificação para cada categoria através de quatro quadrados que podem estar preenchidos. Quantos mais quadrados estiverem preenchidos mais alta é a classificação. Finalmente, existe uma avaliação global do CMS com base em todas as classificações anteriores e cujo sistema de classificação também é representado por preenchimentos de quadrados, podendo ir a avaliação de zero a quatro valores. III Funcionamento do Content Management System Software Review Contrariamente ao CMS Matrix, o CMSSR não permite a selecção dos sistemas CMS a visualizar, pois só aparecem os dez melhores com as respectivas características. O site tem, no entanto, um conjunto de análises relativas a outros tipos de programas na área dos negócios, da educação, do entretenimento, das finanças, das línguas, etc. Todas as categorias apresentadas têm subcategorias que podem ser visualizadas e para as quais existe um TopTen que mostra as dez melhores ferramentas dessa subcategoria. Cada uma destas é analisada através de critérios próprios diferentes daqueles apresentados para o CMS, quer a nível da categorização quer a nível dos itens, sendo ambos personalizados para o tipo de ferramenta que está a ser avaliada. De qualquer forma, todas as análises apresentadas estão predefinidas e não é possível fazer uma avaliação personalizada das diversas ferramentas nem escolher os itens a ser avaliados, sendo uma apresentação de resultados antecipadamente construídos. 89

114 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning III.3 - EduTools O EduTools é um site da Internet que permite comparar vários CMS e analisar os mesmos através de várias características, bem como classificar as mesmas da forma que o utilizador achar mais conveniente (ver Figura 16). Esta ferramenta permite comparar diversos sistemas de gestão de cursos num total de 17. Além de apresentar uma comparação entre os vários sistemas é também possível, com base numa pontuação atribuída a cada característica pelo utilizador, atribuir uma classificação final para cada sistema analisado. (Alves P. A., 2007). Esta ferramenta, apesar de ter um objectivo semelhante ao CMS Matrix e ao CMSSR ou seja, comparar CMSs, é diferente destes quer a nível de características quer a nível dos métodos utilizados para a comparação dos sistemas, pois foca-se em características mais orientadas para o e-learning do que as duas ferramentas anteriores. 90 Figura 16 - EduTools

115 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning III Os Itens e Categorias do EduTools Os itens avaliados pelo EduTools são agrupados em três categorias de conteúdos, divididas em oito subcategorias, nomeadamente: Ferramentas de Aprendizagem (Learner Tools) - Ferramentas de Comunicação (Communication Tools); - Ferramentas de Produtividade (Productivity Tools); - Ferramentas de Envolvimento dos Estudantes (Student Involvement Tools); Ferramentas de Suporte (Support Tools) - Ferramentas de Administração (Administration Tools); - Ferramentas de Entrega de Cursos (Course Delivery Tools); - Desenho de Currículo (Curriculum Design); Especificações Técnicas (Technical Specifications) - Hardware/Software (Hardware/Software); - Preçário/Licenciamento (Pricing/Licensing). Tendo em atenção que os itens desta ferramenta estão mais próximos da temática do desenvolvimento e leccionação de curso por meios electrónicos, os itens serão apresentados a seguir com mais pormenores do que na ferramenta anterior. A subcategoria Ferramentas de Comunicação corresponde a instrumentos que permitem a comunicação entre utilizadores, como por exemplo, fóruns de discussão, troca de ficheiros, correio electrónico, notícias, conversas em tempo real, serviço de vídeo e quadro branco (Discussion Forums, File Exchange, Internal , On-Line Journal/Notes, Real-Time Chat, Video Services e Whiteboard). O item Fóruns de Discussão (Discussion Forums) refere-se à possibilidade de várias pessoas poderem ter discussões em grupo através de plataformas organizadas por temas e que estão abertas aos vários utilizadores de forma a existirem perguntas, respostas e trocas de ideias, que podem ser abertos durante várias horas dias ou até meses. O item Troca de Ficheiros (File Exchange) foca a possibilidade de existirem trocas de ficheiros entre utilizadores dos fóruns de discussão. O item Correio Electrónico (Internal ) refere-se a contas de correio electrónico 91

116 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning associadas ao curso. O item Notícias (Online Journal/Notes) reporta-se à possibilidade de serem colocadas notas ou informações públicas ou privadas através do sistema. O item Conversas em Tempo Real (Real-Time Chat) refere-se à possibilidade de poderem existir conversas entre utilizadores que sejam feitas em tempo real com perguntas e respostas imediatas. O item Serviço de Vídeo (Video Services) habilita o sistema para a utilização de vídeo no contacto entre os diversos utilizadores. O item Quadro Branco (Whiteboard) refere-se a um sistema que permite ter um quadro virtual onde é possível escrever e apagar tal como nos quadros normalmente utilizados nas salas de aula, dando assim mais uma forma de troca de informações, incluindo, também, normalmente o suporte para som. A subcategoria Ferramentas de Produtividade contém itens como favoritos, ajuda e orientação, procura de conteúdos, acompanhamento de progressos, calendarização, trabalho off-line e sincronização de trabalhos (Bookmarks, Orientation/Help, Searching Within Course, Calendar/Progress Review e Work Offline/Syncronize). O item Favoritos (Bookmark) representa a possibilidade de ter um conjunto de ligações aos conteúdos mais importantes e que mais interessam de forma a ter um acesso mais rápido aos mesmos. O item Orientação e Ajuda (Orientation/Help) corresponde à disponibilização por parte das ferramentas de um conjunto de conteúdos que possam ajudar os estudantes na utilização da própria ferramenta através de documentos, tutoriais ou mesmo por correio electrónico e telefone. O item Procura de Conteúdos (Seaching Whitin Course) refere-se a ferramentas de procura de informações incluídas nos cursos através de uma espécie de motor de procura. O item Calendarização e Acompanhamento de Progresso (Calendar/Progress Review) permite ter acesso a ferramentas de apoio o controlo da calendarização de tarefas bem como da progressão real das actividades do curso. O item Trabalho Off-Line e sincronização (Work Offline/Synchronize) representa a capacidade de algumas ferramentas proporcionarem a possibilidade de trabalharem com o sistema sem estarem ligados, podendo a qualquer momento efectuar essa ligação e sincronizarem as tarefas efectuadas off-line, de forma a actualizar os progressos realizados. A subcategoria Ferramentas de Envolvimento dos corresponde a itens que permitem uma maior participação por parte dos estudantes nas tarefas, tais como, grupos de trabalho, 92

117 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning testes de treino, construção de comunidades de estudantes e portefólios do estudante (Groupwork, Self-Assessment, Student Community Building e Student Portfolios). O item Trabalho de Grupo (Groupwork) tem a ver com a capacidade de as ferramentas permitirem a criação de grupos de trabalho, podendo assim ser criadas turmas e disciplinas de forma a organizar os cursos mais facilmente e os estudantes estarem inscritos em cada um dos grupos de que necessitam. O item Testes de Treino (Self-Assessment) permite que os estudantes tenham acesso a exercícios e fichas bem como aos resultados e correcções dos mesmos de forma a treinarem, aprenderem e prepararem-se para os exames. O item Construção de Comunidades de Estudantes (Student Community Building) refere-se à capacidade das ferramentas para a criação de comunidades estudantis de forma a terem o seu próprio espaço e criarem os seus conteúdos de apoio aos cursos. O item Portefólios de Estudantes (Student Portfolios), representa a capacidade das ferramentas permitirem áreas pessoais de estudantes onde irão constar informações sobre os mesmos e sobre a sua progressão nos cursos. A subcategoria Ferramentas de Administração tem a ver com a gestão da criação dos utilizadores do CMS, incluindo os itens autenticação dos utilizadores, autorização dos cursos, registo de estudantes e serviços fornecidos (Authentication, Course Authorization, Registration Integration e Hosted Services). O item Autenticação dos Utilizadores (Authentication) representa a existência de um sistema com identificação de utilizadores através do seu nome e de uma palavra passe de forma a este obter as autorizações necessárias para utilizar determinados conteúdos. O item Autorização de Cursos (Course Authorization) é complementar do item anterior, referindo-se à possibilidade de definir as diversas autorizações para cada curso relativamente aos diversos utilizadores, bem como as categorias desses mesmos utilizadores (professores, estudantes, etc.). O item Registo de Estudantes (Registration Integration) refere-se aos métodos de adicionamento de estudantes aos cursos, podendo ser realizada pelo administrador ou pelo próprio estudante consoante o método proporcionado. O item Serviços Fornecidos (Hosted Services) tem a ver com a possibilidade de existir suporte técnico e manutenção do sistema utilizado por parte da empresa fornecedora do mesmo. 93

118 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning A subcategoria Ferramentas de Entrega de Cursos tem itens que permitem ajudar os utilizadores na sua aprendizagem através de contactos e disponibilização de materiais, tais como gestão de curso, ajuda de instrutor, ferramentas de graduação on-line, rastreamento de estudante, classificação e testes automáticos (Course Management, Instructor Helpdesk, Online Grading Tools, Student Tracking e Automated Testing and Scoring). O item Gestão de Curso (Course Management) corresponde à existência de ferramentas que permitam controlar o progresso de cada um dos cursos a diversos níveis. O item Ajuda de Instrutor (Instructor Helpdesk) refere-se às ferramentas que proporcionam ajuda aos estudantes por parte dos professores através de documentação, instruções, correio electrónico, etc. O item Ferramentas de Graduação On-Line (Online Grading Tools) permite que os professores possam identificar os progressos dos estudantes através de informações e classificações das tarefas realizadas, proporcionando em alguns casos classificações automáticas. O item Rastreamento de Estudante (Student Tracking) refere-se a ferramentas que permitem controlar a utilização do sistema por parte do estudante de forma a poder ser realizada uma análise dessa mesma utilização. O item Testes Automáticos e Classificação (Automated Testing and Scoring) corresponde à possibilidade de ter ferramentas que permitam definir um conjunto de automatismos que permitam atribuir sem intervenção humana, uma classificação às tarefas realizadas pelo estudante. A subcategoria Desenho de Currículo (Curriculum Design) refere-se principalmente à possibilidade de personalização de diversos elementos existentes nas ferramentas, contendo os itens conformidade de acesso, modelos de curso, gestão de curriculum, ver e sentir personalizado, conformidade de padrão de instruções, ferramentas de desenho de instruções e reutilização e partilha de conteúdos (Accessibility Compliance, Course Templates, Curriculum Management, Customized Look and Feel, Instructional Standards Compliance, Instructional Design Tools e Content Sharing/Reuse). O item Conformidade de Acesso (Accessibility Compliance) corresponde à capacidade que o sistema tem de se adaptar a formatos normalizados para que as ferramentas possam ser utilizadas a partir de plataformas de acesso diferentes. O item Modelos de Curso (Course Templates) refere-se à existência de ajudas na criação da estrutura inicial do curso com base em modelos cuja estrutura está predefinida. O item Gestão de Currículo (Curriculum Management) tem a ver 94

119 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning com a possibilidade de proporcionar diversas actividades que permitam ao estudante acompanhar o currículo do curso testando as suas capacidades da forma que achar mais conveniente gerindo assim a sua própria aprendizagem. O item Ver e Sentir Personalizado (Customized Look and Fell) refere-se à possibilidade de cada utilizador alterar o aspecto visual das diversas ferramentas do curso de forma a ter um ambiente de aprendizagem personalizado. O item Conformidade de Padrão de Instruções (Instructional Standards Compliance) corresponde à possibilidade de algumas ferramentas terem sido criadas para corresponderem a determinados padrões para a utilização e criação de materiais a nível do ensino à distância. O item Ferramentas de Desenho de Instruções (Instructional Design Tools) representa a existência de ferramentas que ajudem os professores na criação dos materiais de aprendizagem. O item Partilha e Reutilização de Conteúdos (Content Sharing/Reuse) diz respeito à possibilidade dos professores poderem reutilizar conteúdos ou mesmo partilhá-los de uns cursos para outros. A subcategoria Hardware/Software corresponde ao tipo de funcionamento a nível de cliente, de servidor e de base de dados da ferramenta, contendo os itens necessidade de cliente de acesso, necessidade de base de dados, programa servidor, servidor UNIX e servidor Windows (Client Browser Required, Database Requirements, Server Software, UNIX Server e Windows Server). O item Necessidade de Cliente de Acesso (Client Browser Required) refere-se a que tipo de programa de acesso à Internet é necessário para conseguir aceder ao sistema. O item Necessidade de Base de Dados (Database Requirements) diz respeito aos tipos de bases de dados suportadas pelo sistema. O item Programa Servidor (Server Software) corresponde às especificações do servidor utilizado para suportar todas as actividades do curso. O item servidor UNIX (UNIX Server) é utilizado quando o servidor é do tipo UNIX. O item Servidor Windows (Windows Server) é utilizado quando o servidor é do tipo Windows. A subcategoria Preçário/Licenciamento corresponde a informações que têm a ver fundamentalmente com os custos e licenças do sistema e outras informações, contendo os itens perfil da companhia, custos, fonte aberta, opções extras e versão do programa (Company Profile, Costs, Open Source, Optional Extras e Software Version). O item Perfil 95

120 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning da Companhia (Company Profile) contém informações sobre a empresa que criou o sistema. O item Custos (Costs) contém informações sobre os preços praticados. O item Fonte Aberta (Open Source) refere-se à possibilidade de o programa ser entregue com o código fonte de forma a poder ser alterado. O item Opções Extras (Opcional Extras) representa outras opções importantes que não tenham sido contempladas pelos itens anteriores. O item Versão do Programa (Software version) mostra a versão do programa analisado por todos os itens anteriores. III Os Sistemas de Classificação do EduTools Para classificar cada um dos itens dos sistemas e-learning escolhidos o utilizador deve num primeiro momento dar um peso relativo para a importância atribuída a cada um dos itens escolhidos nas diversas categorias disponíveis. Cada item é posteriormente classificado pelo utilizador com uma nota de 0 a 9. A nota em conjunto com cada um dos pesos de cada item é utilizada para calcular uma classificação global para cada sistema e-learning. III Funcionamento do EduTools A avaliação é realizada com base em sete passos sequenciais que permitem fazer escolhas e dar informações que permitirão no final obter uma avaliação final de cada um dos CMS. Os sete passos são: Select Products, Custom Products, Choose Features, Custom Features, Apply Weights, Assign Scores e finalmente View Results. No primeiro passo, Select Product, é possível escolher o nome dos produtos de uma lista de mais de 50, o que permitirá em passos posteriores classificar cada um dos CMS escolhidos. 96

121 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning No segundo passo, Custom Products, podem adicionar-se nomes de produtos que não façam parte da lista inicial de produtos. Todos os produtos adicionados irão ser adicionados à lista de produtos a avaliar. No passo três, Choose Features, os itens de avaliação são distribuídos em três grupos principais (Learner Tools, Support Tools e Technicals Specifications), subdivididos em vários subgrupos (Communication Tools, Productivity Tools, Student Involvement Tools, Administration Tools, Course Delivery Tools, Curriculum Design, Hardware/Software e Pricing/Licensing). Aqui são escolhidos os parâmetros que o utilizador deseja ver na comparação efectuada. No Custom Features, passo quatro, podem ser adicionados outros itens a serem avaliados diferentes daqueles que fazem parte da lista anterior. No quinto passo, Apply Weights, o utilizador deve dar pesos a cada um dos itens da avaliação de forma a classificá-los e dizer quais são os mais e menos importantes. Quanto maior o peso dado maior a importância desse item na avaliação final. No sexto passo, Assign Scores, o utilizador atribui uma nota de 0 a 9 em cada um dos itens relativamente a todas as ferramentas escolhidas. Isto significa que é o utilizador que avalia cada um dos elementos dos CMS que vão ser utilizados para a avaliação final. O último passo, View Results, corresponde aos resultados das escolhas efectuadas. Esses resultados são apresentados numa tabela onde se podem ver os itens e os diferentes CMS com a respectiva média atribuída a estes últimos. Outra forma de utilização do EduTools é o de visualizar informações sobre sistemas e-learning identificando quais os sistemas e itens destes que se desejam consultar. Neste caso o site mostra os diversos itens e informações textuais sobre cada um dos sistemas escolhidos. Para utilizar esta forma de comparação devem ser escolhidos no mínimo 10 sistemas e-learning. 97

122 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning III.4 - Conclusões sobre as Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning As três ferramentas apresentadas neste capítulo, CMS Matrix, CMSSR e EduTools, têm estruturas de categorias, itens e sistemas de classificação muito interessantes para comparar sistemas CMS e e-learning (ver Figura 17). Como já foi referido anteriormente o EduTools é substancialmente diferente das outras duas ferramentas a nível das categorias e itens que são classificados. Pode ver-se no quadro comparativo da Figura 17 que a semelhança das categorias entre o CMS Matrix e o CMSSR é muito grande. Constata-se que todas as categorias do CMSSR existem também no CMS Matrix, tendo este último, mais duas categorias que são Interoperability e Flexybility. Pelo contrário, no Edutools as categorias são totalmente diferentes dos dois anteriores. Figura 17 Categorias das ferramentas de comparação Relativamente às semelhanças entre o CMS Matrix e o CMSSR, elas não se esgotam aos nomes das categorias. Por exemplo, a categoria System Requirement das duas ferramentas são quase idênticas, tendo em comum os itens Application Server, Database, Licence, Operating System, Programming Language, Root Access, Shell Access e Web Server, existindo uma única diferença que corresponde à existência de uma categoria no CMS Matrix (Approximate Costs) que não está presente no CMSSR. As similitudes vão ao ponto de serem utilizados sistemas de classificação ou caracterização semelhantes. Neste 98

123 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning caso, todos os itens são caracterizados através de um texto explicativo excepto dois (Root Access e Shell Access) que são classificados com um simples assinalar da sua existência ou falta. Esta grande semelhança entre os dois repete-se em todas as categorias comuns, com pequenas diferenças mínimas a nível de um ou outro item. Constata-se então que estes dois sistemas são na realidade quase idênticos, provavelmente devido a uma padronização dos parâmetros considerados importantes para avaliar CMSs. A comparação destes dois sistemas de classificação com o Edutools mostra informações e bem distintos, focando-se em particular nas características e capacidades dos CMSs para o e-learning. Este capítulo também permitiu estudar vários sistemas de análise/classificação dos itens, como por exemplo, sim/não, limitado, gratuito, custo extra, nomeação da característica e utilização de uma escala de valores. Este é também um dos aspectos fundamentais que a proposta de modelo de ferramenta deverá incluir, sendo importante estudar diferentes sistemas de classificação e verificar que vantagens e desvantagens podem proporcionar cada um deles. Finalmente, é importante referir que, apesar das suas virtudes, nenhum destes sistemas é adequado para realizar avaliações a programas que permitam criar testes porque as características avaliadas não correspondem na sua grande maioria às características existentes nesses programas. No entanto, o estudo realizado pode ajudar para a formatação de uma proposta parecida que se dirija ao programa de criação e utilização de testes. 99

124 Capítulo III - Ferramentas de Comparação de Sistemas E-Learning 100

125 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Foi visto, no capítulo dois, que existe um grande número de soluções diversificadas com características substancialmente diferentes no que concerne a ferramentas para a criação de testes. A este nível, o mercado oferece ainda uma quantidade muito grande de soluções que torna muito difícil para qualquer professor do Ensino Básico e Secundário a tarefa de escolher um programa que lhe permita criar e utilizar testes de forma digital com os seus alunos. Assim, torna-se importante definir um método para que essa escolha seja feita de forma mais científica e permita escolher qual o programa mais adequado às diversas necessidades que um professor poderá ter. Com este capítulo pretende-se apresentar soluções adequadas relativamente à avaliação desses mesmos programas, definindo um conjunto de categorias e itens bem como sistemas de classificação que os permitam avaliar. Antes disso, irão ser apresentados materiais que permitiram ajudar no estudo das categorias, dos itens e dos sistemas de classificação mais adequados. Assim, neste capítulo será apresentado, no primeiro ponto, um inquérito feito no âmbito de um workshop sobre a criação e utilização de testes por meios electrónicos para os professores da Escola Secundária Camilo Castelo Branco de Vila Real. No segundo ponto, serão analisadas as características dos programas de criação de testes, através de um quadro, onde se assinala a existência ou não existência das mesmas nos diversos programas apresentados no capítulo anterior. No terceiro ponto, são apresentadas as propostas de categorias e respectivos itens para os programas de testes. No quarto ponto, são mostrados 101

126 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta os diversos sistemas de classificação dos itens que poderão ser usados pelo utilizador da ferramenta. IV.1 - Inquérito No âmbito do Plano Anual de Actividades da Escola Secundária Camilo Castelo Branco realizei um workshop para professores sobre realização de testes e fichas com computadores. Este teve o objectivo de proporcionar aos professores da escola, onde estou a exercer, a possibilidade de ter contacto com programas de criação de testes e experimentar os mesmos de forma a poderem posteriormente utilizá-los com os alunos da escola. O workshop funcionou com dois grupos de vinte professores cada um, tendo decorrido no primeiro período do ano lectivo 2009/2010. Neste âmbito, realizei um inquérito inicial de forma a caracterizar os professores que participaram no workshop e para obter respostas sobre a importância que os professores davam quer aos programas deste tipo quer a algumas das características dos mesmos, bem como sobre a experiência que cada um deles tem nesta área. É ainda de referir que nenhum professor da área da informática se inscreveu neste workshop, por a maior parte já ter experiência nesta área e este workshop ser uma iniciação a este tipo de programas. O inquérito é dividido em 4 partes, os dados de identificação, a experiência com programas deste tipo, a identificação das características mais importantes e a classificação de programas de criação de testes (ver o Anexo A) O inquérito foi respondido por 37 participantes do workshop, dos quais 26 professoras e 11 professores. Relativamente às idades elas distribuem-se da forma seguinte: 1 professore até aos 30 anos, 6 dos 31 a 40 anos, 9 com mais de 50 anos, sendo a maioria dos 41 a 50 anos (21 professores) que correspondem a 56,76% dos professores. Relativamente ao tempo de serviço, 59,46% dos professores já têm mais de 20 anos de 102

127 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta serviço e 35,13% têm mais de 10 anos de serviço, o que dá uma grande percentagem de participação de professores já com uma grande experiência do ensino, existindo só dois que estão entre os 6 e 10 anos de experiência. A quase totalidade dos professores são Quadros de Nomeação Definitiva, sendo 1 deles Quadro de Zona Pedagógica. Relativamente às habilitações académicas, 72,97% dos professores são licenciados, 24,32% têm mestrado e um deles tem uma pós-graduação. Na parte relativa à experiência com programas deste tipo, à pergunta inicial sobre a importância destes programas, as respostas mais frequentemente dadas foram que estes programas são muito importantes (45,96%) ou importantes (43,24%), existindo 8,11% para a resposta essencial e só uma resposta a considerar a pouca importância que via nos mesmos. Este ponto demonstra pelo menos que a grande maioria dos professores que participaram no workshop vê alguma importância nesta forma de avaliar ou treinar os alunos. As duas perguntas seguintes estão associadas, perguntando inicialmente se o professor já tinha utilizado programas deste tipo e, em caso afirmativo, com que impressão ficou dos mesmos. À primeira pergunta, 29,73% dos professor afirmou já ter utilizado programas de criação de testes, o que não sendo uma percentagem elevada já evidencia alguma preocupação de alguns professores relativamente a esta temática. Destes 11 professores, 8 (72,7%) tiveram uma boa impressão, 1 teve uma muito boa impressão, 1 teve uma excelente impressão e 1 deles teve uma impressão negativa dos programas que utilizou. Isto demonstra que a quase totalidade dos professores que experimenta os programas fica pelo menos com uma boa impressão dos mesmos. De seguida o inquérito pergunta se os professores já utilizaram esses programas com os alunos e, no caso afirmativo, que impacto teve essa utilização nas actividades desenvolvidas pelo docente. Foram 16,22% as respostas positivas a esta pergunta, que corresponde a 54,5% dos professores que já alguma vez utilizou este tipo de programas. Isto significa que, apesar de alguns professores começarem a experimentar os programas, pouco mais de metade já utilizou os mesmos com os seus alunos. Apesar da pequena 103

128 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta percentagem de utilização, devido à falta de equipamentos e de salas informatizadas que vigorava até agora nas escolas mas também a relutância de utilização das tecnologias com os alunos por parte de alguns professores, as escolas têm vindo a equipar-se com novas máquinas, instalando as mesmas em muitas das salas de aulas, o que poderá alterar este estado das coisas no futuro. Destes 6 professores que já realizaram actividades com os alunos, metade considera ter existido um grande impacto dessa utilização, 2 consideram ter havido um impacto médio e 1 um pequeno impacto. Nas duas últimas perguntas da segunda parte, pergunta-se aos professores se já tiveram formação com programas deste tipo e até que ponto esta os ajudou no desenvolvimento da sua actividade profissional. À primeira destas duas perguntas 21,62% dos professores respondeu afirmativamente, no entanto, só 75% dos que teve formação já utilizou os programas e só 37,5% já os utilizou com os alunos. Esta última percentagem mostra alguma relutância na experimentação e utilização das tecnologias com os alunos, mesmo quando é adquirida formação específica. Na terceira parte do inquérito são apresentadas diversas características dos programas de criação e utilização de testes. Para cada uma delas é pedido ao professor para dar uma classificação de 1 a 5 consoante o grau de importância que o mesmo lhes atribui. Estas características foram separadas em 9 categorias de forma a facilitar a compreensão das mesmas e a caracterizá-las. A escolha das características tem como referência ideias adquiridas nos estudos efectuados, nos dois capítulo anteriores, às diversas ferramentas de criação e utilização de testes e às ferramentas de avaliação. No entanto, é importante referir que no momento da realização do inquérito o estudo estava ainda numa fase intermédia, tendo sofrido algumas alterações desde então. As categorias são as seguintes: Hardware Compatível, Software Compatível, Outros Requisitos Iniciais, Tipos de Testes, Ferramentas de Configuração das Perguntas, Organização dos Conteúdos, Compatibilidade com Outras Ferramentas, Segurança e Facilidade de Utilização. Antes de analisar as respostas dadas a nível das classificações atribuídas é importante salientar que o pouco conhecimento que alguns professores têm deste tipo de 104

129 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta programas teve influência sobre a dificuldade que os mesmos encontraram em responder a esta parte do inquérito, evidenciando-se essa dificuldade na falta de respostas em relação a algumas das características e na falta de resposta da totalidade por parte de alguns professores. Houve mais de um terço dos inquiridos a não classificar determinadas características, nomeadamente na categoria Tipos de Testes as características Slot machine (37,84%), Mastermind (37,84%) e Jogo do relógio (35,14%), e ainda na categoria Segurança a característica Definição de privilégios (35,14%). Pelo menos uma quarta parte dos professores não classificou ainda mais doze características nomeadamente: Tutorial e Wizards (32,43%); Escolha booleana, Anagramas, Modelos e Sistema intuitivo (29,73%); Ordenação de listas, Associação de pares, Calculadora, palavras Cruzadas, Controlo da realização do teste e Automatização de tarefas (27,03%). Para estes números contribui o facto de 5 professores não terem classificado nenhuma característica e 2 professores não terem classificado a quase totalidade das características. A razão invocada por alguns professores, para o não preenchimento na entrega do inquérito, foi a de não conhecerem suficientemente este tipo de ferramentas para classificar as características envolvidas. Este factor demonstra a necessidade de acompanhar a futura ferramenta de avaliação com informações esclarecedoras sobre as características que estão a ser avaliadas para os professores poderem escolher a importância de cada característica mais facilmente. Isto pode significar também a necessidade de existirem características que não entrem para a avaliação dos programas em certas situações ou para determinados professores, sendo necessário que a ferramenta tenha a capacidade de deixar ao utilizador a escolha das características que devem fazer parte da avaliação. 105

130 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta De seguida é apresentada uma análise às diversas características por categoria com referências às médias, desvios padrões e coeficiente de correlação com o método de Pearson. É de salientar que para a média, as avaliações vão de 1 a 5 valores, para o desvio padrão, são utilizadas as variações das avaliações em relação à média e para a correlação, os valores podem ir de menos 1 (nenhuma correlação) até mais 1 (correlação total). Serão salientados os casos de mais importância para a distinção de várias situações a nível das médias, dos desvios padrão e das correlações entre as características. Os valores apresentados só têm em conta as respostas com classificação atribuída. Na categoria Hardware Compatível as características obtiveram todas médias próximas dos 4 valores, destacando-se a característica Funcionar em rede (4,48) com 58,62% de classificações com valor 5 e 31,03% com valor 4 e ainda a característica Funcionar no maior número de tipos de máquinas (4,39) com 50% de classificações com valor 5 e 39,29% com valor 4. Salienta-se que nestes dois casos só 3 professores classificaram com o valor 3 estas duas características. O desvio padrão vai desde 0,68 para a característica Funcionar em computadores com pouca memória RAM até 0,87 para a característica Funcionar na Internet. Neste último caso, o desvio padrão é maior pelo facto de haver 2 professores a atribuir a classificação de 2 valores à característica, o que não acontece nas outras características, pois todas as avaliações feitas são de 3 ou mais valores. A característica Funcionar na Internet é também aquela cuja média é mais baixa em conjunto com a característica Funcionar em computadores com pouca memória RAM (3,97). As correlações mais significativas entre as características apresentadas na categoria Hardware Compatível são: Correlação entre as características Funcionar no maior número de tipos de máquinas e Suportar o maior número de processadores diferentes com valor de 0,59, parâmetros que estão normalmente muito associados a nível de hardware; Correlação entre a característica Funcionamento em rede e a característica Ocupar pouco espaço em disco com valor de 0,54, sendo um facto que quanto menos espaço for ocupado, mais fácil se tornará trabalhar em rede; 106

131 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Correlação entre as características Funcionar no maior número de tipos de máquinas e Funcionar na Internet de -0,45, verificando-se um baixo relacionamento entre as classificações atribuídas a estas duas características. Na categoria Software Compatível as melhores médias são para a característica Funcionar no maior número de sistemas operativos (4,38) e para a característica Permitir utilizar outros programas em conjunto (4,21). No primeiro caso, contribui para a média não ser mais elevada o facto de um professor ter dado classificação de 2 e outro professor ter dado a classificação de 3. O resto das classificações foi de 44,83% para o valor 4 e 48,28% para o valor 5. O segundo caso é também o segundo a nível do desvio padrão com um valor de 0,77, devido à distribuição das classificações atribuídas 20,69% para o valor 3, 37,93% para o valor 4 e 41,38% para o valor 5. O maior desvio padrão é de 0,78 relativo à característica Permitir utilizar linguagens de programação influenciado pelo facto de 3 professores terem classificado com o valor 2 esta característica que é também aquela que tem mais baixa média (3,64). É ainda de referir que 58,62% dos professores atribui a classificação de 4 à característica permitir utilizar vários tipos de servidores e clientes e 60,71% atribui classificação 4 à característica Permitir utilizar linguagens de programação. Nesta categoria não existem coeficientes de correlação tão altos nem tão baixos como na categoria anterior, sendo o mais alto de 0,35 para a correlação entre Funcionar no maior número de sistemas operativos e Permitir utilizar linguagens de programação e o mais baixo de 0,08 para a correlação entre Permitir utilizar vários tipos de servidores e clientes e Permitir utilizar linguagens de programação. Na categoria referida como Outros Requisitos Iniciais, a melhor média é relativa a Ter um custo baixo que obtém uma pontuação de 4,6 com 70% para o valor 5, 20% para o valor 4 e o restante para o valor 3. É também a característica com mais baixo desvio padrão com 0,67 valores. As duas características com mais baixa média são Ter a assinatura de um contrato (2,77) e Necessitar de manutenção do sistema (2,83), devendo-se provavelmente ao facto de estas duas características poderem ser vistas como 107

132 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta um factor negativo devido aos custos que as mesmas podem trazer que é contrária a característica com melhor avaliação desta categoria. A característica Necessidade de manutenção do sistema é também a que apresenta o maior desvio padrão com um valor de 1,02 devido à grande repartição das respostas, 6,67% de valores 1, 36,67% de valores 2, 26,67% de valores 3, 26,67% de valores 4 e 3,33% de valores 5. O segundo mais alto desvio padrão é relativo à característica Incluir formação inicial (0,91) que apresenta também uma grande variação nas respostas do valor 2 ao valor 5. As correlações mais expressivas na categoria Outros Requisitos Iniciais são as seguintes: Correlação de 0,54 entre a característica Ter a assinatura de um contrato e a característica Necessitar de manutenção do sistema que são curiosamente as características que obtiveram também as mais baixas médias de classificação; Correlação entre Ter um custo baixo e Incluir formação inicial de 0,50; Correlação entre Ter um custo baixo e Permitir o registo de utilizadores de 0,47; Correlação entre Ter custo baixo e Ter a assinatura de um contrato de -0,11, que pode dever-se à possível contradição entre estes dois parâmetros;< Correlação entre Ter um custo baixo e Necessidade de manutenção do sistema de -0,10, devido provavelmente à evidente contradição entre os baixos custos e os custos que trariam a manutenção do sistema. Na categoria Tipos de Testes as médias mais altas foram para a Escrita de texto (4,29), a Escolha múltipla (4,19) e a Edição de texto (4,04), tendo todas as outras uma média abaixo dos 4 valores. As médias mais baixas pertencem à Slot machine (2,43), ao Enforcado (2,72), ao Jogo do relógio (2,75) e ao Mastermind (2,91) que têm em comum o facto de fazerem parte das características que menos foram classificadas e de apresentarem um grande desvio padrão em relação a outras com 1,12, 1,06, 1,15 e 1,08 respectivamente. Ainda existem duas características com um desvio padrão elevado de 1,10 que são a Escolha boolena (sim/não) e os Anagramas. A característica com mais baixo 108

133 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta desvio padrão é a Escrita de texto com 0,76, onde as respostas se concentram nos valores 5 (46,43%) e 4 (35,71%) e as restantes no valor 3. As correlações mais expressivas entre as diversas características enumeradas nesta categoria relativamente aos maiores coeficientes podem dividir-se em duas situações distintas. Existem correlações elevadas entre as cinco características com média mais baixa, nomeadamente, entre Slot machine e Jogo do relógio (0,85), Slot machine e Mastermind (0,78), Slot machine e Enforcado (0,74), Mastermind e Palavras cruzadas (0,76) e finalmente Enforcado e Palavras cruzadas (0,73). Existem também correlações elevadas onde está sempre incluída pelo menos uma das cinco características com média mais elevada, nomeadamente, entre Ordenação de listas e Associação de pares (0,84), Associação de pares e Edição de texto (0,81), Escolha boolena (sim/não) e Escolha múltipla (0,77), Anagramas e Preenchimento de lacunas (0,73), e Ordenação de listas e Edição de texto (0,70). Existem muitas outras associações acima de 0,5 de correlação cuja associação tem um significado semelhante às correlações anteriores e outras cujo significado é mais difícil de descortinar. Quanto aos coeficientes de correlação mais baixos, os mesmos referem-se à combinação de uma característica com uma média baixa com uma característica com média alta, mas não de forma tão acentuada como para as correlações altas. Essas correlações são, palavras cruzadas e escrita de texto (0,29), mastermind e escrita de texto (0,15), mastermind e ordenação de listas (0,15) e palavras cruzadas e ordenação de listas (0,05). Na categoria Ferramentas de Configuração das Perguntas só existe uma característica que obteve uma média inferior a 4 valores, nomeadamente, a Alteração de outros aspectos (3,83), provavelmente devido ao facto de esta ser muito vaga. A característica com a melhor média é relativa às Ferramentas de criação das perguntas (4,5), cuja repartição das repostas se situa quase na quase totalidade nos valores 5 (56,67%) e 4 (36,67%), existindo duas classificações de 3 valores. Esta característica é também a que tem um desvio padrão mais baixo (0,63). A seguir a esta as médias mais altas são para o Resumo dos resultados (4,45) e a Atribuição de pontuações às respostas (4,39). Apesar 109

134 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta de ter uma boa média (4,10), a Atribuição de pontuações às perguntas é também a que tem maior desvio padrão pelo facto de as classificações terem uma grande repartição entre os valores 1 (3,33%), 3 (16,67%), 4 (43,33%) e 5 (36,67%). Nesta categoria não existe nenhuma correlação negativa, provavelmente devido à não existência de médias baixas. A correlação mais baixa é de 0,25 para a combinação Atribuição de pontuações às perguntas e Identificação das respostas. As correlações mais altas são as seguintes: Correlação entre Alteração do aspecto do texto e Alteração de outros aspectos (0,88), que têm em comum o aspecto de se poder alterar alguma coisa; Correlação entre Alteração do aspecto do texto e Atribuição de pontuações às respostas de 0,77; Correlação entre Ferramentas de criação de perguntas e Atribuição de pontuações às respostas de 0,73. Na categoria Organização dos Conteúdos as 3 características têm médias superiores a 4 valores, nomeadamente, a Criação de banco de questões (4,58), a Classificação da dificuldade das perguntas (4,41) e a Definição de categorias (4,07). É de salientar que nenhum professor atribui uma classificação abaixo de três a qualquer uma destas características. Quanto ao desvio padrão, todos estão muito próximo, sendo de 0,62, 0,63 e 0,65 respectivamente. Quanto às correlações da categoria Organização dos Conteúdos existem as seguintes: Correlação de 0,34 entre a Definição de Categorias e a Criação de banco de questões ; Correlação de 0,57 entre a Classificação de dificuldades das perguntas e a criação de banco de questões ; Correlação de 0,63 entre a Definição de categorias e a Classificação de dificuldades das perguntas. 110

135 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Tal como na categoria anterior, a categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas tem todas as suas características com médias superiores a 4 valores, nomeadamente, a Compatibilidade com formatos e-learning (4,32), a Exportação para outras ferramentas (4,31), a Importação de outras ferramentas (4,21) e o Armazenamento em diversos formatos (4,13). Os desvios padrão são muito próximos, 0,86 para a Exportação para outras ferramentas, 0,82 para a Importação de outras ferramentas e 0,81 para o Armazenamento em diversos formatos, com excepção para a Compatibilidade com formatos e-learning que se situa nos 0,67, que curiosamente é a única a ter classificações atribuídas de valor 2. As correlações são todas muito altas, sendo a mais baixa de 0,8 para a relação entre a Compatibilidade com formatos e-learning, e a Importação de outras ferramentas. A mais alta é de 0,96 para a relação entre Importação de outras ferramentas e Exportação para outras ferramentas. Na categoria Seguranças as características com melhores médias são as Cópias de segurança (4,25), a Restrição de acesso (autenticação de administrador/utilizador) (4,14) e o Controlo da realização do teste (4,04). Esta última característica é a que tem o desvio padrão mais baixo (0,71). As características com piores médias são o Historial (3,62), o Alojamento de conteúdos (3,79) e a Definição de privilégios (3,83). A característica com maior desvio padrão á o Sistema anti-cópia (1,00) cuja repartição das respostas é maior sendo de 10,34% para o valor 2, 17,24% para o valor 3, 34,48% para o valor 4 e 37,93% para o valor 5. As correlações mais altas são de 0,75 para as associações entre o Sistema anticópia e a Definição de privilégios e entre o Sistema anti-cópia e a Restrição de acesso (autenticação de administrador/utilizador). As correlações mais baixas são de 0,16 entre o Controlo da realização do teste e a Definição de privilégios e de 0,28 entre o Controlo da realização do teste e o Sistema anti-cópia. 111

136 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Relativamente à categoria Facilidade de Utilização as melhores médias referem-se ao Sistema de Ajuda (4,28) e à Automatização de tarefas (4,11). As médias mais baixas referem-se ao Tutorial (3,76) e ao Sistema intuitivo (3,77). O desvio padrão mais baixo é referente aos Modelos (0,63), devido à concentração das respostas no valor 4 (61,54%) e as restantes nos valores 3 e 5. O desvio padrão mais alto é o do Wizards (0,84) devido à repartição muito equilibrada das respostas, 36% para o valor 3, 32% para o valor 4 e 32% para o valor 5. O segundo maior desvio padrão é da característica Tutorial (0,83) devido à repartição mais alargada das classificações pois é a única característica que obteve uma classificação de 2 valores sendo o restante repartido da seguinte forma: 36% para o valor 3, 40% para o valor 4 e 20% para o valor 5. Não existe nenhuma correlação negativa nesta categoria sendo as mais expressivas as seguintes: - Correlação de 0,82 entre os Modelos e a Utilização de templates que têm significados muito parecidos; - Correlação de 0,8 entre o Sistema intuitivo e a Automatização de tarefas que são forma de ajudar na realização mais rápida das diversas tarefas, sendo estas duas as que têm melhores médias de classificação; - Correlação de 0,76 entre a Automatização de tarefas e o Sistema de ajuda ; - Correlação de 0,35 entre Modelos e Tutorial, de 0,39 entre Utilização de templates e Wizards e de 0,41 entre Utilização de templates e Tutorial, não fazendo parte nenhuma destas características das que têm melhor média. A análise destas características permitiu verificar que as opiniões dos professores são diversificadas quanto à importância que os mesmos atribuem a cada um dos parâmetros classificados. Existem características com melhores classificações que outras, mas pode constatar-se que nunca existe um consenso sobre a valorização exacta da importância. Isto é bem visível nos valores dos desvios padrão que nunca atinge o 0, sendo o mais baixo valor de 0,62. Quanto aos desvios padrão mais elevados, são normalmente devidos à grande dispersão de valores atribuídos às características correspondentes. Também não existe um consenso absoluto quanto às relações que podem existir entre as notas atribuídas de umas 112

137 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta características em relação a outras, sendo no entanto verdade que uma delas atingiu um valor de correlação de 0,95, muito perto da correspondência total. Assim, é possível verificar que existe uma grande variabilidade de respostas e que esta deverá ser tida em conta na definição das características da futura ferramenta de avaliação. Será importante que a ferramenta permita, aos professores que irão utilizá-la para obter uma avaliação dos programas de criação e utilização de testes, valorizar a importância de cada uma das características dos programas. Não se deve esquecer que outro dos factores importantes é o de algumas características não serem classificadas pelos professores, o que mostra também a necessidade de a futura ferramenta permitir escolher quais as características a avaliar. Na quarta parte do inquérito, chamada classificação dos programas que já tenha utilizado pede-se aos professores para classificar de 1 a 5 os programas da lista que já tenham utilizado e referir mais alguém que conheçam e que não esteja na lista. A primeira constatação é que uma parte dos professores (17) não classificou nenhum dos programas apresentados. O número de classificações obtidas por cada um dos programas foi de 23 para o Hot Potatoes, 13 para o QuizFaber e o Teaching Templates Quiz Maker, 2 para o Qedoc Quiz Maker e o Ardora, 1 para o Tanida Quiz Builder e 0 para o ITest e o Wondershare Quiz Creator. Para além disso, nenhum professor referiu um programa diferente dos apresentados. Assim, a breve análise apresentada de seguida tem de ser relativizada à luz destas informações. As informações só terão em consideração os três primeiros programas por serem os únicos que têm um número razoável de respostas. As médias das classificações são 3,92 para o Teaching Templates Quiz Maker, 3,62 para o Hot Potatoes e 3,54 para o QuizFaber, sendo os desvios padrão muito próximos de 0,64, 0,65 e 0,66 respectivamente. Como se pode ver, quer as médias quer a distribuição das classificações têm algumas semelhanças. No entanto, tal como para as características, constata-se que não existe consensos evidentes nas classificações atribuídas pois aos valores atribuídos variam de 3 a

138 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Este inquérito permitiu verificar que a maior parte dos professores não conhece muitos programas de criação de testes, o que não significa que os programas desconhecidos sejam piores do que aqueles mais conhecidos. Esta é mais uma razão para a importância da criação de uma ferramenta para avaliar esses programas independentemente dos conhecimentos que os professores possam ter de cada uma das ferramentas. Assim, é vital que a ferramenta proporcione aos professores a possibilidade de obter avaliações de programas mesmo que não os conheça, simplesmente a partir da escolha das características bem como da importância de cada uma delas. Finalmente, é essencial referir que as características apresentadas no inquérito não são exactamente as mesmas que serão apresentadas como propostas finais deste trabalho devido ao facto de o inquérito ter sido feito alguns meses antes da proposta definitiva e desde então terem surgido ao longo do trabalho novas análises, estudos e ideias. IV.2 - Análise Comparativa dos Programas de Testes Neste ponto são apresentadas várias tabelas das características dos programas apresentados no segundo ponto do capítulo dois de forma a ter uma visão das características mais comuns e das diferenças que podem existir relativamente às funcionalidades apresentadas pelos programas. Os itens apresentados estão organizados por categorias que serão explicadas em pormenor no ponto seguinte deste capítulo. Os itens e categorias apresentados são fruto do trabalho realizado, até este momento, das diversas análises efectuadas no capítulo dois e três considerando as ferramentas de criação de testes e os sistemas de classificação estudados, bem como combinando estas com uma visão pessoal de como as categorias e itens deveriam ser organizados. As categorias e características apresentadas são descritas, na maior parte dos casos, por um simples sim ou pela sua ausência que significa a inexistência dessa característica no programa analisado. Mas no caso da memória RAM e de disco as características são identificadas por um valor numérico correspondente à quantidade de memória. A 114

139 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta caracterização está no Anexo B nas Tabelas 5 a 14 sob forma de quadros que contêm as categorias e as características. Todos estes quadros permitem verificar que as características analisadas não existem obrigatoriamente em todos os programas. No entanto, não é fácil à primeira vista definir qual dos programas é mais completo quer a nível do número de características quer a nível da qualidade das mesmas, pois estes quadros não conseguem identificar a qualidade de cada uma das características em cada um dos programas. Torna-se então evidente a necessidade de um sistema de avaliação dos programas através da atribuição de classificações que permitam dizer qual é o melhor programa quer a nível global quer a nível de cada um dos itens e categorias identificados. No próximo ponto serão apresentadas e explicadas as categorias bem como os seus itens de forma a desenvolver um sistema para o modelo de ferramenta proposto no capítulo cinco. IV.3 - As Categorias e Itens da Ferramenta Para avaliar as diversas ferramentas existentes é essencial definir categorias de funções apresentadas por estas de forma a poder distinguir os diversos tipos de funcionalidades apresentadas e poder comparar cada uma das ferramentas nessas categorias. Avaliar as ferramentas de forma exclusivamente global não permitiria distinguir as diferenças entre as diversas funcionalidades existentes. Poderia por exemplo existir duas ferramentas com avaliação semelhante, mas com um conteúdo muito diferente. Assim, a classificação em categorias irá facilitar a escolha por parte dos utilizadores, relativamente aos diversos tipos de opções presentes. Obviamente, a categorização das funções das ferramentas não é uma tarefa linear nem fácil. Para tal, foi necessário realizar uma lista das diversas funções existentes de 115

140 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta forma a obter uma visão suficientemente clara das várias tarefas que podiam ser realizadas. Esta lista permitiu realizar uma separação das diversas funções em categorias de tarefas semelhantes ou cuja utilização tenha a ver com um determinado aspecto da ferramenta. Assim, neste ponto é descrita a categorização dos diversos itens que podem ser avaliados nas diversas ferramentas, de forma a compará-las e escolher quais as mais adequadas às tarefas que o utilizador deseja realizar. Evidentemente, a classificação apresentada poderá ser sempre sujeita a discussões sobre a adequação e a correcção da mesma, no entanto, é importante frisar que este não é o aspecto principal para que a ferramenta funcione adequadamente, pois no futuro novas características poderão aparecer e diferentes formas de classificação dos itens poderão ser utilizadas. Cada item será descrito de forma a explicar qual é a sua utilidade para a análise da ferramenta. Assim, após o estudo efectuado de diversas ferramentas existentes, as categorias de itens que me pareceram mais adequados à análise são as seguintes: 1 - Hardware Compatível 2 - Software Compatível 3 - Outros Requisitos 4 - Compatibilidade com Outras Ferramentas 5 - Tipos de Testes Disponíveis 6 - Ferramentas de Configuração dos Testes 7 - Organização dos Conteúdos 8 - Segurança 9 - Facilidade de Utilização 10 - Correcção e Resultados De seguida são apresentadas as várias categorias com a enumeração dos vários itens contidos pelas mesmas e a ainda uma descrição e explicação do significado e importância de cada um dos itens. 116

141 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV Hardware Compatível Um dos aspectos para a utilização de programas de realização de testes é o do material físico necessário para que o programa funcione e sejam utilizadas todas as suas potencialidades. Alguns dos requisitos necessários a nível de hardware são obrigatórios, enquanto outros podem ser opcionais para utilizar algumas funções específicas dos programas. Os itens relativos à especificação do Hardware Compatível poderão ser: A - Tipo de Máquina B - Processador C - Memória RAM D - Espaço em Disco Necessário E - Utilização em Rede O item Tipo de Máquina permite saber qual é a compatibilidade da ferramenta com os diversos tipos de máquina existentes, permitindo assim que o utilizador possa saber quais as ferramentas compatíveis com as máquinas que pretende utilizar. O tipo de máquina corresponde, por exemplo, aos PCs (Personal Computers), Macintosh, AS/400, etc. A maior parte dos programas encontrados situam-se na categoria do PCs, existindo uma fraca oferta a nível dos outros tipos de máquina. No entanto, este é um dos itens que será difícil de classificar, pois o facto de poder ser utilizado numa máquina em vez de outra não dá à partida nenhuma vantagem específica de uma ferramenta em relação a outra. A distinção aqui poderia ser feita mais a nível das necessidades dos utilizadores do que puramente a nível da característica da ferramenta em si. No entanto, podem existir ferramentas que permitam a utilização em vários tipos de máquinas em detrimento de outras que só podem ser utilizadas num determinado tipo de máquina. No caso de uma instituição que tenha utilizadores que utilizem máquinas diferentes, este item pode ser de alguma importância. O item Processador permite saber quais são os tipos de processadores e velocidades que são necessárias para poder utilizar a ferramenta. Este item ajuda a verificar quais as ferramentas que não são demasiadamente exigentes em relação ao tipo de hardware que as 117

142 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta máquinas utilizam. A maior parte das ferramentas encontradas não contêm muita informação a este nível, o que dificultará a análise deste item. Para poder avaliar o mesmo, será necessário efectuar alguns testes para verificar quais são os processadores que conseguem trabalhar com determinada ferramenta. É importante que a avaliação deste item seja realizada, pois em algumas escolas o material utilizado em algumas salas de aulas é relativamente antigo o que poderá dificultar a compatibilidade dessas máquinas e, nomeadamente, do processador com as ferramentas de criação e utilização de testes. É porém verdade que a grande maioria das ferramentas não é muito exigente a nível de capacidade de processamento, sendo no entanto necessário verificar tal facto. O item Memória RAM permite saber qual a quantidade mínima de memória necessária para que a ferramenta utilizada funcione, pois algumas exigem mais recursos de memória do que outras. Tal como no item processador, a grande maioria das ferramentas não especifica qual a necessidade a nível de memória RAM, apesar de ser claro que as exigências são por norma pouco elevadas. É porém mais uma vez necessário avaliar de forma clara este item pois, em alguns casos em que este recurso seja escasso, este item pode tornar-se muito importante. O item Espaço em Disco Necessário corresponde à quantidade de espaço necessário à instalação da ferramenta, bem como ao possível espaço utilizado pelo armazenamento dos diversos materiais criados com a ferramenta. Existem então aqui dois aspectos fundamentais, que são o armazenamento inicial e o armazenamento acumulado, no caso de serem criados uma grande quantidade de conteúdos. Neste item pode também ver-se uma distinção muito nítida entre algumas ferramentas ao nível do segundo aspecto, pois certas ferramentas não necessitam de armazenamento de todos os conteúdos a nível local, pelo facto de possibilitarem o armazenamento dos mesmos num servidor da Internet. A capacidade dos discos rígidos dos computadores que serão utilizados poderá ser então importante consoante a ferramenta em análise. O Item Utilização em Rede pode ser uma das características existentes em algumas ferramentas, sendo neste caso necessário avaliar as necessidades em hardware para que 118

143 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta todas as potencialidades desta possam ser utilizadas. Estamos aqui a falar da necessidade de existirem placas de rede nos computadores, bem como da existência de uma infra-estrutura de rede que possa suportar todas as trocas de informação entre computadores, nomeadamente, cabos, routers, elementos wireless, etc. Também existem algumas ferramentas que podem ser utilizadas através da Internet. Aqui, os computadores deverão ter a capacidade ao nível físico de ligação à Internet através de um modem. A velocidade de transmissão poderá ser aqui de grande importância pelo facto de alguns conteúdos criados para a realização dos testes poderem ser relativamente grandes, como por exemplo imagens e vídeo. Contrariamente às redes locais, ainda existem muitos modems cuja velocidade de transmissão de dados é relativamente baixa, o que pode dificultar então a utilização de serviços cujo volume de informação seja substancialmente grande. Nas redes pode ser ainda utilizado o sistema cliente/servidor. A utilização de um servidor corresponde à necessidade e/ou possibilidade de existir um servidor físico que seja utilizado como suporte ao armazenamento dos conteúdos bem como ao acesso aos mesmos. Esta necessidade, irá evidentemente limitar a utilização de determinadas ferramentas com esta exigência às pessoas que não tenham o material necessário para terem um servidor físico específico para este efeito. No entanto, não se pode obrigatoriamente ver este item como um aspecto negativo, podendo sim ser uma possibilidade para uma melhor gestão e protecção dos conteúdos criados. Em paralelo com a necessidade de um servidor vem sempre a necessidade de ter máquinas cliente. Assim, no caso de a ferramenta funcionar neste sistema, ela só poderá ser utilizada caso os utilizadores tenham a capacidade de ter máquinas clientes ligadas ao servidor. Tal como no item anterior, este não deverá ser tido como um aspecto obrigatoriamente negativo. 119

144 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV Software Compatível Outro dos aspectos importantes para se conseguirem utilizar programas de realização de testes é a parte do software necessário para que as ferramentas utilizadas funcionem de forma adequada e possam ser utilizadas. Tal como para a parte física, alguns dos requisitos necessários são obrigatórios, sendo possível que alguns sejam dispensados. Os itens relativos à especificação do Hardware Compatível poderão ser: A - Sistemas Operativos Compatíveis B - Sistema Cliente/Servidor C - Suporta Linguagem de Programação O item Sistemas Operativos Compatíveis é essencial para o utilizador saber que a ferramenta que pretende utilizar é compatível com o ou os Sistemas Operativos dos computadores que vão ser utilizados. Este pode ser um elemento que elimine desde logo algumas das ferramentas potencialmente utilizáveis. A maior parte das ferramentas são compatíveis com várias versões do Windows, e outras também permitem diversos tipos de sistemas operativos, tal como, o Linux, o Mac-OS, etc. As ferramentas que suportam vários tipos de sistemas operativos têm várias versões correspondentes, que têm normalmente as mesmas funcionalidades, qualquer que seja o sistema operativo utilizado. No item Sistema Cliente/Servidor, o servidor corresponde às ferramentas específicas que utilizam programas que funcionam sob a forma de Cliente/Servidor. Os servidores podem proporcionar uma série de vantagens no funcionamento de um programa, tal como opções mais avançadas de segurança e acesso, bem como um maior controlo das actividades realizadas pelos utilizadores do sistema. No entanto, este item pode ser ou não desejado, pois a sua utilização requer normalmente maiores conhecimentos na área de servidores bem como um bom conhecimento da forma como o servidor utilizado funciona. Assim, optar por uma ferramenta que necessite deste tipo de programas requer que o utilizador tenha consciência das necessidades específicas da utilização de servidores, de dados, sendo um aspecto negativo caso o futuro utilizador tenha poucos conhecimentos 120

145 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta nesta área. Alguns exemplos de sistemas se servidores que podem ser utilizados são os seguintes: Servidor Apache, Servidor PHP, Servidor MySQL, Servidor.NET, Servidor IIS, etc. O cliente corresponde ao programa que é utilizado para aceder às diversas funções do servidor de dados, bem como comunicar com o mesmo. Existem ferramentas que utilizam qualquer browser Web para aceder aos dados, e são normalmente fáceis de utilizar. Nestes, qualquer utilizador que tenha acesso à Internet pode ter facilmente acesso ao servidor através do Internet Explorer, do Netscape, ou de qualquer outro browser Web compatível com a ferramenta. Por outro lado, existem outras ferramentas que têm clientes específicos para os acessos às informações e opções existentes. Neste caso, pode ser necessário instalar um programa específico para aceder ao servidor, bem como para configurar o mesmo para que o sistema cliente/servidor funcione correctamente. O item Suporta Linguagens de programação permite saber qual ou quais as linguagens utilizadas na ferramenta e se é necessário ter conhecimentos específicos da linguagem de programação para poder utilizar adequadamente as diversas opções da ferramenta. Este item tem aspectos positivos e negativos. Se por um lado, para utilizar uma determinada linguagem de programação é necessário ter conhecimentos sobre a mesma, por outro lado, elas permitem ter um controlo mais pormenorizado e permitem uma mais fácil adaptação e modificação das ferramentas às necessidades particulares de determinados áreas e conteúdos. Algumas das linguagens utilizadas por algumas ferramentas podem ser: ASP, PHP, XML, etc. Podem ainda ser necessários outros programas ou livrarias de procedimentos e funções para que a ferramenta funcione. Esses outros programas ou livrarias permitem aceder a funcionalidades já implementadas por outras pessoas ou empresas e podem ser carregados e utilizados pelas ferramentas. IV Outros Requisitos Para além do hardware e do software, existem algumas ferramentas que requerem ainda outras condições para poderem ser utilizadas na sua totalidade ou simplesmente para poderem ser usadas. Estas outras condições referem-se principalmente a direitos de 121

146 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta utilização como também à necessidade de aprender como utilizar determinadas características das ferramentas. Os itens constantes nesta categoria são os seguintes: A - Licença/Custos B - Registo de Utilizador C - Assinatura de um Contrato D - Formação E Manutenção/Actualização do Programa O item Licença/Custos corresponde à informação sobre se a ferramenta é de utilização livre e gratuita ou se necessita de algum registo de utilização ou ainda se é necessário pagar alguma quantia e quanto. Algumas ferramentas são totalmente gratuitas, necessitando apenas que a sua instalação seja efectuada. Muita ferramentas são gratuitas, mas em contrapartida o número de funcionalidades e relativamente reduzida. Existem depois ferramentas cujo número de opções e funcionalidades é bastante mais extensa, mas requerem um pagamento para serem utilizadas ou para ter acesso à totalidade das suas funcionalidades. O Registo de Utilizador é requerido em algumas situações através do preenchimento de algumas informações pessoais e de uma subscrição do serviço. Nestes casos, os serviços disponibilizados só poderão ser acedidos por pessoas que estejam registadas, sendo de salientar que em algumas situações existem diversos níveis de registo que dependem do pagamento de uma determinada quantia para se poder aceder a determinados aspectos do serviço. Para além do aspecto da licença e/ou pagamento, algumas ferramentas mais complexas, requerem a Assinatura de um Contrato de utilização da mesma. Normalmente associado a este contrato também está um custo de aquisição mas também um suporte quer a nível de ajuda à utilização do serviço quer a nível da manutenção do mesmo. O item Formação refere-se à possibilidade ou necessidade de frequência em acções 122

147 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta de formação com custos para adquirir conhecimentos sobre o funcionamento da ferramenta, devido à especificidade ou complexidade da mesma. Em alguns casos, é necessário que todos os utilizadores do sistema tenham formação para conseguirem utilizar o sistema, para poderem criar conteúdos e para poderem utilizá-los. Em outros casos, só o administrador do sistema terá de receber formação, sendo que a nível dos outros utilizadores a ferramenta é mais fácil de utilizar. O item Manutenção/Actualização do programa pode corresponder a uma simples actualização do programa ou pode requerer um administrador que se encarregue de todas as tarefas de manutenção e actualização do sistema. Também pode acontecer que a empresa que fornece a ferramenta tenha que intervir na manutenção do mesmo. IV Compatibilidade com Outras Ferramentas O número de ferramentas existente é grande e existem ferramentas que têm funcionalidades diferentes de outras, o que faz com que alguém possa precisar de utilizar diferentes ferramentas para realizar diferentes actividades e utilizar funções diversas. Assim, é importante que as ferramentas tenham a possibilidade de utilizar ou armazenar ficheiros de diferentes formatos. Os itens referentes a esta categoria são os seguintes: A Armazenamento em Diversos Formatos B Importação para Outras Ferramentas C Exportação para Outras Ferramentas D Compatibilidade com Formatos E-Learning Algumas ferramentas guardam os testes criados num formato próprio e outras podem-nos também guardar em diferentes formatos de ficheiros, podendo ser reutilizados em programas que utilizem o mesmo tipo de armazenamento e que reconheça o conteúdo que está incluído nesses ficheiros. 123

148 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta A importação é outra característica importante e permite utilizar ficheiros que tenham sido criados a partir de outras ferramentas ou programas. Outras das soluções para transferir informação entre programas é a possibilidade de exportação para outros formatos que não o formato original da ferramenta, como por exemplo, para ficheiro HTML ou outros. Finalmente, existem ferramentas que utilizam formatos específicos de e-learning como por exemplos o SCORM, sendo possível então a utilização dos testes em todas as ferramentas que utilizem um formato semelhante. IV.3.5 Tipos de Testes Disponíveis Um dos aspectos essenciais nas ferramentas é de forma clara o tipo de testes que estas permitem criar. Algumas ferramentas têm um número relativamente reduzido de tipos de teste diferentes, limitando assim a possibilidade de diversificar o tipo de exercícios que se poderão desenvolver. Outras têm um número maior de tipos de teste, permitindo assim que possam ser utilizadas várias formas de testar os alunos e assim tornar menos monótona a utilização destas tecnologias. Em alguns casos os tipos de teste são bastante rígidos não existindo grandes variantes dos mesmos, enquanto em outras ferramentas existe uma possibilidade de adaptação relativamente grande. Alguns dos tipos existentes são os apresentados de seguida: A - Escolha Simples B - Escolha Múltipla C - Escolha Booleana (Verdadeiro/Falso) D - Resposta Curta E - Anagramas F - Preenchimento de Lacunas G - Ordenação de Listas 124

149 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta H - Associação de Pares I - Edição de Texto J - Jogos Matemáticos K - Fórmulas Matemáticas L - Jogo com Relógio M- Slot Machine N - Enforcado O - Martermind P - Palavras Cruzadas Q - Imagens Mapeadas Os testes de Escolha Simples têm uma pergunta e várias respostas possíveis à mesma das quais só uma é a resposta verdadeira, sendo necessário escolher essa resposta para obter a pontuação atribuída a essa pergunta. Os testes de Escolha Múltipla são testes que têm várias propostas de respostas à pergunta enunciada. Existem algumas variantes deste tipo de testes. Em alguns casos só pode haver, de entre as várias propostas, uma única que seja verdadeira, em outros mais do que uma das propostas são verdadeiras. A nível de aspecto também existem propostas diversificadas, como por exemplo a utilização de botões, botões de rádio, caixas de listagem, caixas de selecção ou ainda por arrastamento das respostas. Alguns programas têm um número relativamente limitado de possíveis respostas (quatro no máximo), outros permitem acrescentar a quantidade de respostas desejadas. Este tipo de exercício permite propor diversas soluções com pequenas ou grandes diferenças para verificar se o aluno sabe distinguir entre afirmações correctas ou incorrectas. A Escolha Booleana (Verdadeiro/Falso) é uma variante dos testes de escolha múltipla em que a quantidade de propostas para a solução existentes é reduzida para duas, das quais só uma é correcta. Em alguns casos as respostas verdadeiro ou falso e em outros casos as respostas sim ou não. A única diferença entre estas duas formas é a maneira como a pergunta é respondida. Tal como anteriormente, o aspecto também pode variar a nível de 125

150 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta apresentação gráfica, através de botões, botões de rádio, etc. Na Resposta Curta é possível criar respostas sobre forma de texto sem que haja qualquer proposta de solução aos utilizadores. Neste item o utilizador deverá descobrir o texto da resposta (palavra ou frase), através da escrita do mesmo. Existem ferramentas que só disponibilizam uma palavra ou frase por pergunta, enquanto noutras podem ser colocadas frases com espaços onde devem ser escritas as respostas, não existindo no entanto qualquer proposta de palavras para cada um dos espaços. A resposta poderá ter uma apresentação diversificada que facilitará mais ou menos o preenchimento do texto, como por exemplo, espaço em branco, espaço tracejado, com escolha de letras ou com visualização de teclado. Este tipo de exercício requer que o aluno conheça muito bem a matéria, pois não existe nenhuma ajuda através de propostas de soluções. Os Anagramas apresentam-se sob forma de um conjunto de letras desordenadas que o utilizador deverá colocar na ordem correcta para responder à pergunta e encontrar a resposta correcta. As variantes são escrita livre das letras num espaço vazio, arrastamento das letras disponíveis para um espaço criado para esse efeito ou troca entre as letras do anagrama até obter a palavra desejada. Esta forma de resposta facilita a descoberta da solução através da tentativa de descoberta de palavras através das letras disponíveis. Mesmo que o aluno não saiba a resposta à pergunta é possível encontrar a resposta. O Preenchimento de Lacunas permite através de um conjunto de palavras escolher a posição de cada uma delas numa frase com lacunas. As lacunas serão então completadas com as palavras disponíveis para que a frase esteja correcta e tenha um determinado significado. Tal como em outros itens, existem diversas formas de apresentação dos exercícios e neste caso de selecção ou introdução das palavras. Por exemplo poderão ser utilizadas as seguintes formas: escolha sequencial da palavra entre as palavras apresentadas, arrastamento das palavras para os respectivos espaços, escrita livre das palavras através do teclado, escrita livre mas com ajuda de tracejados para saber quantas letras têm as palavras ou então uma lista de selecção que está disponível em cada um dos espaços por preencher. Este tipo de exercício permite treinar a associação de palavras com um texto, tornando o 126

151 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta mesmo coerente. A Ordenação de Listas permite ter um conjunto de palavras ou frases em desordem, e o objectivo e colocar em ordem as mesmas. Este item existe em diversos formatos, como a escrita livre do texto num espaço vazio, a escrita livre do texto com tracejado, uma lista de selecção das propostas, a troca de palavras ou frases ou ainda o arrastamento destas para um espaço criado para esse efeito. Este tipo de exercício pode ser bom para avaliar o conhecimento sobre eventos cronológicos ou ordenados. A Associação de Pares permite ter dois grupos de palavras ou objectos, dos quais será necessário descobrir quais os que estão associados. A associação pode ser feita entre pares únicos, isto é, um de cada lado, ou entre pares múltiplos, isto é, um de um dos lados e vários do outro lado. Existem diversos aspectos para este item, como linhas que associam os pares, botões para seleccionar os pares ou ainda tabelas com células que permitem dizer quais são as colunas e linhas associadas. Existe ainda uma variante, o jogo da memória, que permite seleccionar objectos virados para descobrir qual a resposta que se esconde por trás e aos poucos tentar associar todos os objectos semelhantes ou compatíveis. Nesta última variante, quando não se acerta no par, as respostas desaparecem para fazerem parte novamente da selecção. Este é um bom jogo para treinar a capacidade de memorização, para além de verificar se o aluno conhece a matéria. A Edição de Texto permite corrigir um texto que esteja escrito com erros, alterando as palavras através do teclado. Este tipo de exercícios é muito bom para a aprendizagem de línguas, no entanto obriga a conhecer muito bem a matéria, pois também existe a possibilidade de em vez de corrigir erros, acrescentar mais alguns à lista já existente. Os Jogos Matemáticos permitem responder a perguntas de matemática simples com a inserção da resposta através de um valor numérico. Como é evidente este tipo de item é dirigido exclusivamente para exercícios que requeiram a realização de cálculos aritméticos, como acontece maioritariamente nas disciplinas de matemática. 127

152 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta As Fórmulas Matemáticas são exercícios de matemática mais complexos que requerem o trabalho com fórmulas e cuja resposta pode também ser dada através de fórmulas ou de valores numéricos aproximados, não sendo necessário em alguns casos que o valor seja exacto. O Slot Machine é um jogo que permite simular uma máquina que irá dar um valor de aposta aleatório para a pergunta que deve ser respondida, sendo esta do tipo escolha múltipla. Este jogo tem ainda um sistema de jokers que permitem obter ajudas caso o aluno não conheça ou tenha dúvidas sobre a resposta à pergunta. O Jogo com Relógio permite aprender as horas através de relógios digitais ou analógicos. Este tipo de exercícios pode ser também importante apara a realização de exercícios que requeiram cálculos temporais, permitindo depois que a resposta seja dada através dos relógios. O Enforcado é um jogo muito conhecido que se joga tentando encontrar as letras de uma palavra ou frase por tentativas. De cada vez que se escolhe uma letra é verificado se existe na resposta. Caso ela exista são mostrados todos os locais onde ela está. Caso não exista é acrescentado aos erros cometidos. Este tipo de jogo tem o número de erros limitado para que não seja possível tentar aleatoriamente todas as letras do alfabeto. O jogo Mastermind é composto por uma série de perguntas agrupadas por tema e que valem individualmente um determinado valor. Os jogadores escolhem a pergunta através do tema e da pontuação da mesma, e só depois é que a pergunta aparece. Este tipo de exercício é bom a nível motivacional, pois é um jogo entre duas pessoas ou dois grupos que tentam obter uma pontuação mais elevada do que o ou os opositores. As Palavras Cruzadas, tal como o nome indica, é um jogo onde diversas palavras estão distribuídas numa grelha de forma horizontal e vertical. Cada palavra tem a sua definição associada, permitindo aos utilizadores preencher a grelha com letras de forma a formar palavras correspondentes às respostas. Este jogo é um dos mais jogados em papel e 128

153 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta pode, como se pode ver, servir como avaliação de conhecimentos através destas ferramentas de construção de testes. As Imagens Mapeadas são um tipo de pergunta que utiliza imagens com zonas sensíveis que correspondem ao local da resposta. Neste tipo de pergunta o utilizador carrega na zona da imagem que lhe parece corresponder ao local correcto, sendo esta a forma de responder à pergunta. IV Ferramentas de Configuração dos Testes Para além de terem diversos tipos de testes, as ferramentas contêm um conjunto de opções que permitem configurar o tipo de teste, quer a nível de aspecto, quer a nível de funcionamento. Os vários itens desta categoria são: A - Alteração do Aspecto do Texto B - Alteração de Outros Aspectos C - Inserção de Imagens D - Inserção de Áudio E - Inserção de Vídeo F - Utilização de Objectos Multimédia G - Atribuição de Pontuações às Perguntas H - Atribuição de Pontuações às Respostas I - Selecção das Perguntas do Teste J - Disposição das Perguntas em Ordem ou Aleatória K - Definição dos Tempos de Realização do Teste A Alteração do Aspecto do Texto é uma função importante devido à necessidade de tornar os testes mais agradáveis visualmente. Não é essencial para se conseguir realizar testes, mas pode ser um factor motivador quando se trata de realizar exercícios de aprendizagem e de preparação. Este item diz respeito a funcionalidades, tais como, 129

154 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta alteração do tipo de letra, dos tamanhos, das cores ou dos alinhamentos. O item Alteração de Outras Aspectos permite tornar o teste visualmente mais agradável, tal como o fundo, o aspecto das caixas, dos botões de selecção ou de outros aspectos decorativos utilizados. A nível dos objectos multimédia muitos dos programas actuais já permitem a Inserção de Imagens, a Inserção de Áudio ou a Inserção de Vídeo nas perguntas de forma a enriquecer a informação proporcionada pela pergunta e assim aumentar as formas possíveis de realizar perguntas, que sem estes objectos só poderiam ser feitas sobre forma de texto. Para além destes objectos, existe também a Utilização de Objectos Multimédia que, para além das imagens, áudio e vídeo, podem também conter outros elementos, tais como tabelas e gráficos. Algumas ferramentas não permitem qualquer acção sobre a valorização das perguntas, sendo que todas as perguntas têm exactamente o mesmo peso para a nota final do teste realizado. Este facto faz com que não se possa ter perguntas que correspondam a valores classificativos diferentes umas das outras. Poderá ser um método utilizado por alguns professores, mas é de facto um método com uma restrição evidente. No entanto, existem outras ferramentas que permitem atribuir uma cotação a cada uma das perguntas do teste o que possibilita a diferenciação destas e a possibilidade de ter perguntas com graus de exigência e de recompensa diferentes. Esta problemática é classificada no item Aribuição de Pontuações às Perguntas. O item Atribuição de Pontuações às Respostas é outro método bastante mais detalhado de distinção na valorização das diversas actividades dos testes. Este método permite, por exemplo, distinguir com pontuações diferentes respostas correctas da mesma pergunta, estando umas mais correctas do que outras. Permite também atribuir pontuações negativas às respostas incorrectas, mais uma vez com diversos graus de cotação. Todas estas possibilidades facultam um grande grau de configuração da atribuição das notas para um teste. 130

155 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta A Selecção das Perguntas do Teste é uma característica que permite definir quais são as perguntas de um determinado teste que estarão activas na realização do mesmo sem que isso implique a eliminação das perguntas não utilizadas do ficheiro onde estão todas guardadas. A Disposição das Perguntas em Ordem ou Aleatória refere-se à possibilidade de escolher entre a definição de uma determinada ordem para aparecimento das perguntas ou respostas ou a activação de uma opção que permite tornar aleatória essa mesma ordem. A Definição dos Tempos de Realização do Teste refere-se à possibilidade de definir diversos valores temporais, como o tempo disponível para a realização do teste ou das perguntas, os dias e horas em que o teste se encontra disponível e mesmo o número de vezes que o teste pode ser acedido. IV Organização dos Conteúdos A organização das questões dos testes e a sua reutilização em diversos momentos é um aspecto fundamental para que este tipo de ferramenta se torne verdadeiramente útil a longo prazo, pois a organização pode facilitar muitas tarefas que se tornariam repetitivas e mesmo duplicadas sem este tipo de funções. Na organização de conteúdos podemos identificar os seguintes itens: A - Opções de Ordenação das Perguntas B - Definição de Categorias C - Classificação da Dificuldade das Perguntas D - Criação de Bancos de Questões E - Gravação por Categorias de Perguntas F - Gravação por testes de diferentes perguntas As Opções de Ordenação das Perguntas correspondem à existência de opções que 131

156 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta facilitem a deslocação das perguntas dentro do teste de forma a alterar a posição das mesmas. A Definição de Categorias permite associar as perguntas a diversas categorias de forma a organizar as mesmas e ser mais fácil, caso tenhamos um número de questões muito grande, saber quais as que fazem parte de um determinado assunto. Em alguns casos é possível que as perguntas sejam integradas ou associadas à múltiplas categorias simultaneamente. A Classificação da Dificuldade das Perguntas é muito parecido com a definição de categorias, mas refere-se à possibilidade de classificar as perguntas, distinguindo-as umas das outras, como por exemplo, através de palavras como muito fácil, fácil, média, difícil e muito difícil. Esta funcionalidade também permitirá escolher mais facilmente as perguntas através do seu grau de dificuldade. A Criação de Bancos de Questões é um sistema que permite armazenar as diversas questões criadas em testes diferentes numa espécie de Base de Dados relativamente simplificada de forma a poder reutilizar as mesmas. O banco de questões funciona como um repositório onde o criador dos testes poderá ir buscar as questões que quer integrar nos testes. Obviamente, esta funcionalidade irá poupar muito trabalho a quem tem o hábito de criar um grande número de questões e de reutilizar as mesmas ao longo do tempo. Esta característica torna-se mais útil com a passagem do tempo e a integração de cada vez mais questões. A Gravação por Categorias das Perguntas por categoria refere-se à possibilidade que têm alguns programas de gravar os diferentes tipos de perguntas em ficheiros específicos a esses tipos de perguntas. Pelo contrário, a Gravação por Testes de Diferentes Perguntas refere-se à possibilidade de gravar várias perguntas de tipo completamente diferente num mesmo documento. Esta distinção faz sentido pelo facto de existirem programas que não têm a capacidade de misturar num mesmo ficheiro os diferentes tipos de perguntas. 132

157 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV Segurança Tendo em conta que as ferramentas que serão avaliadas referem-se a um tema que requer um controlo das actividades realizadas, a segurança deverá forçosamente fazer parte das categorias para avaliação das ferramentas. A nível da segurança os itens mais importantes são os seguintes: A - Restrições de Acesso na Criação B - Restrições de Acesso na Utilização C - Definição de Privilégios D Alojamento de Testes E - Cópias de Segurança F - Historial G - Controlo da Realização do Teste H - Sistema Anti-Cópia As Restrições de Acesso na Restrição e na Utilização referem-se à existência de um sistema de verificação dos utilizadores das ferramentas. Isto pode referir-se a administradores do sistema, cujas tarefas podem ser relacionadas com criação de conteúdos ou manutenção e regulação do funcionamento da ferramenta, e a utilizadores de vários tipos, isto é, professores, alunos e secretaria, que irão utilizar as ferramentas de testes. A restrição pode ser também na utilização por parte dos alunos, existindo senhas de acesso para estes poderem aceder e realizar os testes. A Definição de Privilégios corresponde à possibilidade de definir diversos graus de acesso e utilização para os vários utilizadores da ferramenta, permitindo ou não organizar os mesmos através de categorias de utilizadores e ainda de restringir ou permitir o acesso aos conteúdos de forma individual. Este é um item importante para quem queira controlar quais os utilizadores que podem aceder a cada um dos elementos existentes na ferramenta. O Alojamento de testes tem a ver com a possibilidade de os conteúdos utilizados e 133

158 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta criados poderem ser guardado pela ferramenta ou mesmo poderem ser guardados num local disponibilizado pelos criadores da ferramenta. As Cópias de Segurança referem-se à possibilidade de criação de cópias individuais dos conteúdos ou ainda cópias mais alargadas dos mesmos, e ainda a política utilizada para manter essas cópias de segurança ao abrigo de problemas, de forma a ter uma solução caso o sistema original tenha alguma falha e os conteúdos sejam perdidos. O Historial corresponde ao controlo e registo das actividades realizadas pelos utilizadores de forma a poderem ter um conhecimento do que cada um fez e quando. O Controlo da Realização do Teste refere-se a ferramentas específicas que permitem tornar mais segura a realização de um teste sem existir a possibilidade de haver fraude, como por exemplo a identificação da hora de início e de término da realização do teste, a possibilidade de controlo do tempo máximo para responder às questões, o acesso ao teste através de uma palavra passe de acesso, etc. O Sistema Anti-Cópia tem a ver com algumas especificidades de algumas ferramentas que podem dificultar a possibilidade de existir cópia entre os alunos, como por exemplo testes aleatórios com perguntas e respostas aleatórias, a possibilidade de não identificação das respostas ou ainda a limitação de tempo disponível para responder. IV Facilidade de Utilização Uma das características que se pode considerar como essencial na utilização de ferramentas tem a ver com o grau de dificuldade das mesmas, sendo essencial que possam facilmente ser acedidas e utilizadas, para não tornar as tarefas de criação e utilização de testes fastidiosas. A importância deste item é de que ele pode fazer a diferença entre uma ferramenta que se goste de utilizar, por ser fácil no seu uso, e entre outra que seja tão complexa que desmotiva imediatamente o seu uso aos utilizadores mais inexperientes. A 134

159 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta nível da facilidade de utilização os itens mais importantes são os seguintes: A - Modelos B - Automatização de Tarefas C - Sistema de Ajuda D - Tutorial E - Wizard F - Utilização de Diferentes Línguas G - Impressão de Conteúdos Os Modelos referem-se à utilização de modelos predefinidos para a criação de conteúdos, facilitando essa criação através do preenchimento desses modelos. Poderão ser modelos de materiais, ou até modelos de diferentes tipos de testes para os quais só será necessário preencher as informações e escolher entre diversas opções. A utilização de modelos tem também a ver com a possibilidade de ter vários esquemas de cores, letras e outros formatos para que o aspecto visual seja mais agradável. Os templates permitem ter muitos esquemas diferentes possibilitando uma maior escolha e uma maior facilidade na criação do ambiente gráfico dos conteúdos criados. Assim, a utilização de modelos já configurados permite ter ambientes agradáveis predefinidos para configurar a parte visual dos testes. Alguns destes templates vêm também com imagens integradas. Isto facilita a construção de testes sem ser necessário alterar um a um cada um dos aspectos dos exercícios elaborados. A Automatização de Tarefas corresponde à facilidade com que se pode utilizar as ferramentas e com que se executam. Aqui estamos a falar de itens como a utilização de menus organizados, as ferramentas com objectos facilmente identificáveis, a organização de ferramentas em categorias perceptíveis e a facilidade de acesso a todas estas ferramentas. A Automatização de Tarefas corresponde, ainda à existência de uma série de opções que permitam realizar determinadas tarefas mais ou menos complexas de forma automática, facilitando o trabalho de quem está a criar ou utilizar os conteúdos. Exemplos disso são as modificações que podem ser realizadas em múltiplas perguntas em simultâneo, 135

160 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta evitando a tarefa prolongada de modificação individual de cada uma. O Sistema de Ajuda tem a ver com a existência de um manual com instruções e explicações de como utilizar o programa, bem como de informações sobre cada uma das características do mesmo. O Tutorial refere-se à existência de um sistema de ajuda que guie o utilizador passo a passo na realização das diversas tarefas a executar, explicando-lhe o que está a fazer e como deve realizar cada uma das tarefas. O Wizard refere-se à existência de uma ferramenta de automatização de criação de testes e perguntas, através da selecção de opções e do preenchimento orientado das diversas informações dos testes bem como das suas características. A Utilização de Diferentes Línguas corresponde à possibilidade da escolha da língua utilizada na ferramenta, permitindo a utilização de várias línguas individualmente ou ao mesmo tempo a diversos utilizadores. A Impressão de Conteúdos refere-se às características relativas às diversas opções de impressão da ferramenta, nomeadamente, escolha das perguntas a imprimir, impressão das respostas, configuração do tamanho e margens da folha, impressão aleatória das perguntas, etc. IV Correcção e Resultados Esta categoria corresponde a itens que tenham directamente a ver com a obtenção de resultados dos alunos e da visualização dos mesmos quer por parte dos alunos quer por parte dos professores. A nível de correcção e resultados os itens mais importantes são os seguintes: 136

161 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta A - Correcção Automática B - Protecção Contra Visualização das Respostas C - Possibilidade de Visualização das Respostas D - Consulta dos Resultados Finais E - Envio dos Resultados F - Criação de Resumos G - Criação de Estatísticas H - Armazenamento de Resultados I - Gestão de Turma J - Impressão de Resultados A correcção Automática refere-se à capacidade de as respostas dos alunos serem avaliadas automaticamente pelo programa através das configurações previamente inseridas pelo criador dos testes. A protecção Contra a Visualização das Respostas refere-se à possibilidade de as respostas não aparecerem ao aluno para que este não saiba se está a responder correctamente às mesmas até receber a classificação final. Isto permite que não seja tão fácil existir cópia entre os alunos. A Possibilidade de Visualização das Respostas permite ao aluno ver as respostas ao longo da realização do teste de forma a ter uma ideia de como este está a decorrer. Esta parte permite que após ter respondido a uma determinada pergunta, seja dado ao utilizador a resposta correcta ou lhe seja dito se conseguiu responder ou não correctamente. Esta possibilidade é interessante em testes de treino, mas é desaconselhada no caso de realização de exercícios para avaliação. A Consulta dos Resultados Finais identifica no final qual a nota atribuída aos alunos e pode mostrar ainda uma série de informações sobre o teste realizado, como por exemplo a percentagem de perguntas correctamente realizadas ou ainda uma descrição detalhada das diversas respostas e da atribuição das pontuações realizadas em cada uma delas. 137

162 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta O Envio de Resultados está ligado à utilização de um que o programa utiliza para enviar para este os resultados ou à possibilidade da ferramenta ter opções de envio e de recepção desses mesmos resultados. A Criação de Resumos representa as informações que podem ser elaboradas pelo programa sobre a realização dos testes de forma a guardar os resultados dos mesmos. A Criação de Estatísticas é uma forma mais complexa de elaboração de informações sobre o conjunto de resultados obtidos em todos os testes realizados pelos alunos. O Armazenamento de Resultados corresponde ao armazenamento de informações sobre os resultados obtidos pelos alunos na realização dos testes, bem como a sua posterior utilização através de ferramentas que mostrem esses resultados ou outras estatísticas que possam ser úteis na análise desses mesmos resultados, facilitando desta forma o estudo dos mesmos. A Gestão de Turmas existe em alguns programas onde podem ser criadas turmas com os respectivos alunos e associar os mesmos aos testes de forma a gerir mais facilmente todos os resultados obtidos e a armazenar os mesmos com alguma organização lógica, facilitando o trabalho de recolha de resultados por parte do professor. A Impressão de Resultados permite imprimir os resultados obtidos pelos alunos na realização dos respectivos testes quer por parte dos alunos quer por parte dos professores. IV.4 - Os Diferentes Sistemas de Classificação dos Itens A quantidade de itens analisados para avaliar as ferramentas pode ser, consoante a forma de descrição das ferramentas, muito grande ou mais pequeno ao nível do aprofundamento e da divisão dos mesmos. 138

163 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta A decisão sobre como devem ser descritas e identificadas todas as características de criação e utilização de testes depende em grande parte da forma de organização desses mesmos itens e da criação de categorias de itens que podem ser diferentes consoante a pessoa que irá realizar o estudo e propor uma solução. A solução que irá ser adoptada neste trabalho depende, evidentemente, do estudo que é aqui apresentado, mas irá ao longo do tempo tornar-se obsoleta ou desadequada à evolução das diversas ferramentas. No entanto, não é por esse facto que deixarei de apresentar uma perspectiva pessoal da organização e dos diversos itens que considero mais importantes para analisar e avaliar as ferramentas de testes. Para além disso, a forma como esses itens irão ser avaliados, é provavelmente tão importante como cada item por si próprio. Assim, de seguida são apresentados vários métodos de classificação de itens, explicando relativamente a cada um as vantagens e desvantagens dos mesmos. Dessa análise poderá definir-se as melhores formas de classificação dos itens. IV O Sistema de Classificação Sim/Não Uma das possíveis formas de análise dos diversos itens de uma ferramenta é classificar cada um dos item através da resposta a uma pergunta muito simples que é a existência ou inexistência desse item na ferramenta. Este método é o mais simples que se possa utilizar, facilitando assim a análise das ferramentas caso os itens sejam em muito grande quantidade e detalhada, pois para cada um deles basta dizer se está presente ou não na ferramenta. Utilizar esta forma de identificação das várias partes das ferramentas também poderá facilitar a posterior utilização das informações produzidas de forma a comparar as ferramentas de forma simples. 139

164 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta No entanto, classificar cada item por uma simples resposta afirmativa ou negativa, não dá uma perspectiva real das diferenças entre as diversas ferramentas, pois o facto de dizer que em ferramentas diferentes existem os mesmo itens, não permite aferir a qualidade dos mesmos. Por exemplo, duas ferramentas podem ambas ter o mesmo item existente, mas a qualidade desse item ser muito mau numa das ferramentas e excelente na outra. Assim, a maior vantagem deste método é a sua simplicidade e a sua maior desvantagem a pouca informação qualitativa que a sua utilização fornece. As situações mais adequadas à sua utilização correspondem aos itens onde a qualidade não é um aspecto importante, como por exemplo se pode ser utilizado ou não no Windows Vista. IV O Sistema de Classificação Sim/Mais ou Menos/Não Este sistema de classificação é muito semelhante ao anterior, introduzindo um novo parâmetro que pretende melhorar a informação qualitativa através do factor mais ou menos cujo significado é da existência do item mas não na sua totalidade. Apesar de não ser tão simples como o método anterior, este continua a ser pouco complexo sendo de fácil utilização para a análise e classificação dos diversos elementos existentes nas ferramentas. Será o mesmo que dizer, para cada elemento, se existe, se não existe ou se existe parcialmente. Tal como no sim/não é fácil a decisão de atribuição da classificação a cada um dos itens, sendo também muito fácil de utilizar. Para além disso, é introduzida uma pequena variação que permite distinguir, um pouco, entre os itens totalmente presentes e os que só estão desenvolvidos em parte. Um das dificuldades de utilização deste método é a decisão a tomar entre responder 140

165 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta sim ou mais ou menos. A decisão pode variar em certas situações consoante a sensibilidade de quem está a atribuir o valor. Outro dos aspectos negativos deste método é que a diferença entre responder sim ou responder mais ou menos é uma decisão em primeiro lugar qualitativa. Assim, se quisermos atribuir uma nota global será necessário decidir quanto vale cada uma das respostas, como por exemplo: Exemplo A não, vale 0; mais ou menos, vale 1; e sim, vale 2; Exemplo B não, vale 0; mais ou menos, vale 1; e sim, vale 3; Exemplo C não, vale 0; mais ou menos, vale 2; e sim, vale 3. A decisão da valorização a atribuir por um ou outro método vai ter um impacto sobre o resultado final. Na Tabela 1 pode ver-se um exemplo do impacto que pode ter a escolha do método de valorização. Exemplo A Exemplo B Exemplo C Ferramentas Itens Classificação Valor Total Valor Total Valor Total I1 Sim I2 Sim F1 I3 Sim I4 Não I5 Não I1 Sim I2 Sim F2 I3 Não I4 Mais ou menos I5 Mais ou menos I1 Sim I2 Mais ou menos F3 I3 Mais ou menos I4 Mais ou menos I5 Mais ou menos Tabela 1 - O sistema de classificação Sim/Mais ou Menos/Não Como se pode ver na tabela anterior, o método de valorização é essencial para a classificação final das ferramentas. Para as ferramentas F1, F2 e F3 os resultados da classificação são diferentes para os exemplos A, B e C. Apesar das classificações dos itens 141

166 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta serem diferentes, o exemplo A dá um empate para todas as ferramentas. No exemplo B, a melhor ferramenta é a F1 e a pior é a F3, ao contrário, no exemplo C, a melhor ferramenta é a F3 e a pior a F1, invertendo totalmente os resultados. Verifica-se então que a forma de valorização das respostas através de palavras é muito importante, pois o método influencia o resultado. A dificuldade reside em saber qual dos métodos é o mais adequado e o mais fidedigno. Assim, a maior vantagem deste método, tal como o anterior, é a facilidade com que pode ser utilizado. Em contrapartida, existe um aumento da dificuldade de resposta e de distinção entre o sim e o mais ou menos, para além da dificuldade de decidir qual o melhor método para a atribuição de valores numéricos à classificação de cada item. IV O Sistema de Classificação 1 a 5 Este é outro sistema que poderia ser utilizado, onde cada valor corresponderia às seguintes classificações qualitativas: 1 - Muito mau; 2 - Mau; 3 - Médio; 4 - Bom; 5 - Muito bom. Comparando com os sistemas anteriores, há uma melhoria significativa a nível da distinção entre itens. Aqui não se pretende ter uma ideia da existência ou não de um item, mas sim de classificar cada um dos itens através de 5 valorizações possíveis. Uma das vantagens deste método é a de permitir um maior leque de escolha para valorizar os diversos conteúdos das ferramentas. O grau de diferenciação entre os itens poderá ser assim maior. 142

167 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Outra das vantagens importantes é de ter dois graus negativos, bem como dois graus positivos, em vez de simplesmente dizer sim ou não como no método anterior. Para além disso o valor médio poderia corresponder à classificação mais ou menos do método anterior. Analisando a forma de atribuição da pontuação a cada valor qualitativo, pode-se considerar que os valores atribuídos são mais ou menos arbitrários, pois nada garante que na ideia dos avaliadores o muito bom seja 5 vezes superior ao muito mau. Porque não 10 vezes? No entanto, se quem estiver a atribuir as avaliações tiver em conta quer o aspecto qualitativo quer o aspecto quantitativo no momento da atribuição, isso reduzirá com certeza os desvios que poderiam acontecer se não houvesse informação sobre ambos os lados. Ainda que se possa ter em conta a parte qualitativa e a parte quantitativa a decisão entre escolher 1 ou 2, 2 ou 3, 3 ou 4, ou 4 ou 5 é uma decisão que pode balancear para um lado ou para o outro consoante a sensibilidade de cada um. No entanto, o desvio provocado será menor do que o desvio no método anterior. A principal vantagem deste método é a clarificação da avaliação de cada item através de uma estimativa simultaneamente qualitativa e quantitativa, o que facilita a decisão a tomar. A principal desvantagem corresponde aos possíveis desvios que podem acontecer por indecisões na qualificação ou quantificação a dar a cada um dos itens, para além do facto de que, caso o item não exista na ferramenta, ele irá ter no mínimo uma avaliação de um valor. 143

168 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV O Sistema de Classificação 0 a 5 Este sistema é quase igual ao sistema anterior (1 a 5), diferenciado exclusivamente pela possibilidade de dar os valores a um item. Esse acréscimo vem resolver o problema que acontecia no caso anterior. Assim, quando uma ferramenta não tiver um determinado item disponível, a nota a atribuir será 0 ou melhor dizendo a não existência desse item. No restante, as vantagens e inconvenientes são semelhantes às caracterizadas anteriormente, não havendo dúvidas quanto à vantagem proporcionada por este sistema de classificação relativamente ao anteriormente apresentado. IV O Sistema de Classificação 0 a 10 O sistema de classificação com valorização de 0 a 10 não pretende avaliar os itens a nível qualitativo, mas sim exclusivamente a nível quantitativo. A valorização dos itens numa escala de 11 valores permite uma mais detalhada decisão a nível quantitativo de quanto é que vale cada um. O leque de opções é assim mais alargado do que nos sistemas anteriores e permite ser mais preciso na diferenciação dos diversos itens das ferramentas. Por outro lado a dificuldade de decidir entre dois valores contíguos, como por exemplo 7 e 8, é mais difícil e pode resultar em avaliações diferentes dependendo da altura em que a mesma é realizada, pois por mais que a valorização seja quantitativa há sempre um aspecto qualitativo que influencia as decisões tomadas. Ganha-se em leque de opções aquilo que se perde em certeza da decisão tomada em relação a cada item em particular. Para além disso, a valorização quantitativa pode ser muito diferente de pessoa para pessoa, pois para uma pessoa o 7 poderá corresponder a 8 para outra pessoa. 144

169 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV O Sistema de Classificação 0 a 20 Este sistema de classificação é do mesmo tipo do sistema 0 a 10, sendo a diferença relativa à quantidade de níveis diferentes que podem ser escolhidos em cada item. A escala neste caso contém 21 valores diferentes, permitindo ainda uma maior distinção entre as ferramentas, mas permitindo também mais frequentemente pequenas ou grandes diferenças de opiniões relativamente à classificação a atribuir a cada elemento de uma ferramenta. IV O Sistema de Classificação Livre Se compararmos este sistema de classificação com os dois anteriores, podemos dizer que a diferença é que a escala de valores deste último é livre. Isto significa que é o utilizador que decide qual é o mais baixo e qual é o mais alto valor para classificar cada um dos itens de uma ferramenta. Isto permite que o utilizador do sistema decida qual é a melhor escala de valores para descrever e comparar entre elas as diversas ferramentas. Isto é uma vantagem pelo facto de não serem impostos limites à decisão dos avaliadores, podendo cada um decidir qual é a escala que mais lhe convêm e com a qual lhe é mais fácil comparar os itens. Por outro lado o excesso de liberdade pode, para alguns utilizadores do sistema de classificação, tornar a utilização mais confusa e complicar a tarefa de classificação. Este factor depende muito da confiança que cada pessoa tem nas decisões que toma e na forma de as classificar. Em resumo, este método deixa uma maior liberdade de acção na avaliação que, no entanto, se pode tornar negativa se quem a utilizar não conseguir tomar decisões bem definidas e concretas sobre o significado dos diversos valores que irá atribuir. 145

170 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta IV A Tomada de Decisão/Que Sistema Escolher? Para além dos sistemas apresentados, poderiam criar-se muitos mais com características semelhantes, mas com pequenas diferenças. No entanto, como as análises não podem contemplar um número de sistemas analisados infinito, o sistema que será escolhido deverá ser, destes sete apresentados, o que se adapta melhor ao tipo de tarefa que se tenta resolver com este estudo, que é comparar ferramentas de desenvolvimento e utilização de testes. Assim, destes sistemas de classificação apresentados será importante escolher qual o que poderá ser mais adequado. Para atingirmos este objectivo é necessário comparar os diferentes sistemas entre eles. A caracterização feita nos pontos anteriores é suficiente para se ter uma ideia dos pontos positivos de cada um dos sistemas, mas não é suficientemente detalhada através de critérios para se poder dizer quais dos métodos é o melhor, pois alguns pontos não são quantificáveis. Efectivamente, a melhor forma de decidir se um método é melhor do que outro é existir uma comparação com valores calculáveis que permitam aferir qual o que atinge de forma mais clara os objectivos pretendidos. Neste estudo, o principal objectivo é modelar uma ferramenta que permita comparar as ferramentas de criação e utilização de testes de forma eficiente. Para tal, penso que o critério único para decidir se um sistema de classificação é adequado ou não é o de ele dar conta objectivamente da realidade encontrada. Isto significa que os resultados obtidos devem ir ao encontro do que a pessoa pensa subjectivamente sobre cada uma das ferramentas, isto é, quantificar as opiniões, o que não é à partida uma tarefa nem fácil nem óbvia. Assim, no último capítulo deste trabalho, é apresentada uma proposta de ferramenta para avaliar os programas de criação de testes que deve permitir que cada pessoa ao fazer a análise dos programas possa escolher os métodos de classificação que mais se coadunam com os seus objectivos. A ferramenta deve, assim, ter um conjunto de métodos de classificação que poderão ser escolhidos caso a caso para cada uma das categorias ou para 146

171 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta cada um dos itens. IV.5 - Conclusões sobre o Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta Categorizar e classificar programas de criação de testes é uma tarefa que requer um bom conhecimento dos mesmos. Escolher um sistema de classificação adequado depende dos conhecimentos que se tem sobre as características dos diversos programas. As categorias, itens e sistemas de classificação apresentados neste capítulo, tiveram em consideração o estudo efectuado aos programas através do inquérito e da análise comparativa às diversas características dos mesmos. A análise do inquérito permitiu ter uma perspectiva dos conhecimentos actuais nesta área por parte de alguns professores, sendo os conhecimentos ainda baixos, mas também verificar se o sistema de categorização inicialmente desenvolvido era compreensível e se o mesmo fazia sentido. Foi possível também verificar quais os aspectos que os professores consideravam mais importantes e que essa importância tinha alguma variabilidade de pessoa para pessoa. Por outro lado, a análise comparativa dos programas de criação de testes permitiu identificar as características dos diversos programas de forma sistematizada para facilitar a comparação entre eles e verificar que tipo de características os mesmos têm. Com base nestas duas análises foi possível propor um sistema de classificação composto por 10 categorias de itens de forma a cada uma delas focar um determinado conjunto de aspectos relativos a um determinado tipo de conteúdo. Assim, cada categoria foca uma determinada área das necessidades ou do funcionamento dos programas, sendo mais fácil compreender cada um dos itens através da associação dos mesmos a uma determinada categoria. A explicação de cada um dos itens também é de uma grande importância, pois o nome por si só por vezes não chega (como visto no inquérito) para que 147

172 Capítulo IV Sistema de Categorização e de Classificação da Ferramenta Proposta as pessoas percebam o que representam os mesmos. Os sistemas de classificação, pelo contrário, não estão directamente relacionados com o inquérito e a análise dos programas, mas sim, com as ferramentas de comparação existentes analisadas no capítulo 2. Para além de retirar algumas ideias dessas ferramentas foram também propostos outros sistemas de classificação que são usados a nível do ensino básico e secundário. A razão para tal é a de facilitar a utilização e compreensão desses sistemas de classificação por parte dos professores. Assim, foram analisados esses sistemas de classificação, e foram apresentando para cada um deles os aspectos positivos e negativos que os mesmos podem ter para a avaliação das diversas categorias e itens dos programas de criação de testes. As propostas feitas neste capítulo não pretendem ser, como já foi referido anteriormente, uma solução definitiva quer a nível da categorização quer a nível dos sistemas de classificação. Pois, se por um lado os programas evoluem e as suas características se transformam ao longo do tempo, podendo aparecer novas categorias e itens no futuro, por outro lado, novas análises que possam ser feitas aos programas com base em perspectivas diferentes dos mesmos poderão chegar a sistemas de categorização diferentes do apresentado neste trabalho. Tal como a categorização, poderão futuramente ser feitas propostas diferentes para os sistemas de classificação dos programas que abordem a questão da classificação de uma forma diferente. Assim as propostas apresentadas correspondem ao resultado das análises realizadas ao longo deste trabalho, e serão utilizadas como base de apoio para a exemplificação do funcionamento do programa no próximo capítulo, no entanto, poderão ser posteriormente melhoradas. Para tal, a ferramenta apresentada no próximo capítulo deverá ser flexível de forma a adaptar sistemas de categorização e de classificação diferentes dos apresentados neste trabalho. 148

173 Capítulo V - A Ferramenta de Análise O estudo realizado nos capítulos anteriores permitiu ter uma base lógica para o funcionamento da ferramenta através de três aspectos fundamentais, nomeadamente, os sistemas de classificação, as categorias e os itens das ferramentas que serão avaliados. Foi possível através da comparação entre diversos tipos de ferramentas de realização de testes, da comparação entre diversas ferramentas de classificação e da realização de um inquérito sobre programas de criação e utilização de testes, tirar algumas conclusões acerca dos aspectos mais importantes das mesmas, chegando assim a uma base de trabalho para a criação da presente ferramenta de análise. Este estudo, baseado numa pesquisa detalhada das diversas características das ferramentas estudadas, é, no entanto, uma análise que tem algum grau de subjectividade na escolha dos sistemas de classificação, das categorias e dos itens. A razão para isto, é não existir nenhum método científico totalmente seguro que possa dizer exactamente quais são as categorias, quais são os itens dos mesmos, bem como que sistemas de classificação são mais adequados para avaliar os diversos conteúdos. Assim, esta base de trabalho deverá ser flexível ao longo do tempo, pois os sistemas de classificação podem ser alterados no futuro bem como as categorias e os itens, aparecendo ou desaparecendo itens ou categorias de itens. As características específicas enunciados neste trabalho não serão vitais para o funcionamento da ferramenta, sendo assim uma base de apoio para a compreensão de como a ferramenta deveria funcionar. Também é necessário que a ferramenta de análise tenha uma estrutura funcional que vá ao encontro das diversas necessidades do funcionamento da mesma. É importante que a ferramenta permita a introdução de informações relativamente à avaliação de cada 149

174 Capítulo V - A Ferramenta de Análise ferramenta de testes, à análise das informações recolhidas e finalmente ao fornecimento de resultados que possam apresentar as soluções mais adequadas a cada uma das situações encontradas e às necessidades encontradas por cada um dos utilizadores da ferramenta de avaliação. Existem assim alguns aspectos fundamentais a considerar para que a ferramenta cumpra o seu objectivo principal, ou seja o de permitir que os professores tenham acesso à avaliação de programas de criação e utilização de testes para escolher um que se adapte às suas necessidades. Para tal, o estudo realizado nos capítulos anteriores permitiu definir um conjunto de necessidades que a ferramenta de análise deverá resolver, nomeadamente: Do capítulo dois, - A existência de programas substancialmente diferentes requer uma ferramenta que os possa distinguir utilizando a avaliação das características; - A existência de características parecidas, mas com diferenças qualitativas, requer uma padronização das mesmas de forma a facilitar a comparação; - A possibilidade de vários professores poderem recorrer à avaliação dos programas exige que exista um repositório sobre as avaliações de cada uma das características dos programas. Do capítulo três, - A existência de uma grande diversidade de aspectos requer que a ferramenta suporte uma grande variabilidade de características; - A variabilidade das características deve ser apoiada por uma categorização; - A avaliação deve envolver especialistas que classifiquem as diversas características dos programas. Do capítulo quatro, - O desconhecimento de muitos dos programas existentes requer que a ferramenta dê acesso a uma avaliação dos mesmos por parte dos professores mesmo que estes não conheçam os programas; - A diferença nas necessidades de cada um dos utilizadores finais dos programas requer que os mesmos estejam envolvidos na classificação final apresentada pela ferramenta; 150

175 Capítulo V - A Ferramenta de Análise - A falta de importância de algumas características para alguns professores requer que o utilizador possa escolher as características que devem fazer parte da avaliação; - A variabilidade na importância atribuída a cada característica por parte dos professores requer que o utilizador possa indicar qual é a importância de cada uma das características avaliadas; - A falta de conhecimento sobre cada um dos programas requer que alguém seja responsável pela avaliação de cada uma das características. Tendo em conta as diversas situações envolvidas no funcionamento da ferramenta é necessário que exista um conjunto de partes independentes e simultaneamente interrelacionadas de forma a apoiar todas as tarefas necessárias ao bom funcionamento da mesma. Assim, a utilização de módulos (ver Figura 18) e de submódulos com funções específicas para resolver os diversos problemas a tratar é uma solução interessante, que permite atribuir funções distintas a cada módulo e relacioná-los quando tal for necessário. MPC Módulo Principal de Configuração MPRI Módulo Principal de Recolha de Informações MPPR Módulo Principal de Produção de Resultados MPS Módulo Principal de Selecção MPVR Módulo Principal de Visualização de Resultados Figura 18 Esquema de interacção dos módulos 151

176 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Na figura 18 é mostrado como os módulos se relacionam, sendo o primeiro módulo o MPC que envia informações para o MPRI. Este último, por seu lado, envia informações aos módulos MPPR e MPS. Finalmente o MPS envia informações ao MPVR. Todos estes módulos têm submódulos com funções diferentes (ver Tabela 2). Também é importante salientar que existem várias formas de utilizar ou não os diversos módulos existentes, consoante o tipo de aproveitamento que se pretende da ferramenta. Existem assim quatro tipos de utilização: Gestão da Ferramenta, Criação de Análises, Consulta Simples e Consulta Adaptada. Também existem alguns submódulos que têm uma parte automatizada. Estes aspectos irão ser explicados mais à frente neste capítulo. 152 Tabela 2 Associação entre os módulos e os seus destinatários Assim, neste capítulo irão ser apresentados os conceitos básicos sobre a estrutura da

177 Capítulo V - A Ferramenta de Análise ferramenta a nível conceptual. Nos primeiros cinco serão apresentados cada um dos módulos referidos anteriormente e as interacções que cada um deles tem com os restantes módulos da ferramenta, bem como com os utilizadores. No ponto seis do capítulo serão caracterizados cada um dos destinatários (utilizadores) da ferramenta assinalados na Tabela 2. Finalmente, o último ponto apresentará uma conclusão da proposta de ferramenta. Ao longo do capítulo, também será apresentado um exemplo com as categorias e itens definidos no capítulo anterior e ainda com os programas de criação e utilização de testes estudados neste trabalho para mostrar de forma mais clara o funcionamento da ferramenta e os possíveis resultados da mesma. V.1 - Módulo Principal de Configuração O primeiro aspecto que a ferramenta deve proporcionar é o de permitir a configuração do funcionamento da mesma a nível dos sistemas de classificação, das categorias e dos itens, bem como a nível da interacção que existe entre categorias, itens e sistemas de classificação. Outro dos aspectos que a ferramenta deve contemplar é o de permitir a sua própria actualização, pois, caso contrário, a sua utilidade será reduzida a um momento temporal bem definido e tornar-se-á inútil rapidamente devido à rápida alteração dos programas de testes informáticas. A actualização da ferramenta também se pode referir aos dados descritivos que serão utilizados para a avaliação e análise dos programas de teste existentes. Como foi referido anteriormente, os dados fundamentais para a análise das categorias dos programas, dos itens dos programas e dos sistemas de classificação utilizados, são também informações que podem ter alterações ao longo do tempo. Assim, é importante que a ferramenta de análise permita que estas três definições possam ser alteradas sempre que seja necessário. É para a realização dessas tarefas que será utilizado o MPC (Módulo Principal de Configuração), nomeadamente os submódulos SMDC (SubMódulo de Definição das Categorias), SMDI (SubMódulo de Definição dos Itens), SMDSC (SubMódulo de Definição dos Sistemas de Classificação) e SMDPA (SubMódulo 153

178 Capítulo V - A Ferramenta de Análise de Definição dos Programas a Avaliar). Como se pode ver na Figura 19 MPC (Módulo Principal de Configuração), referente ao MPC a definição dos itens depende obrigatoriamente da definição das categorias, pois os itens devem obrigatoriamente fazer parte de uma das categorias criadas no SMDC. MPC Módulo Principal de Configuração SMDC SubMódulo de Definição das Categorias SMDI SubMódulo de Definição dos Itens SMDSC SubMódulo de Definição dos Sistemas de Classificações SMJD SubMódulo de Junção das Definições SMDPA SubMódulo de Definição dos Programas a Avaliar SMDVD SubMódulo de Definição de Versão das Definições MPRI Módulo Principal de Recolha de Informações Figura 19 MPC (Módulo Principal de Configuração) Tendo em consideração que as categorias e os itens poderão utilizar um sistema de classificação distinto, este módulo também deve permitir que se possam atribuir sistemas 154

179 Capítulo V - A Ferramenta de Análise de classificação diferentes para cada uma das categorias e para cada um dos itens. Para tal, irá ser utilizado o submódulo SMJD (SubMódulo de Junção das Definições). A junção das definições é realizada através das informações contidas na definição das categorias, na definição dos itens e ainda na definição dos sistemas de classificação. Devido à possibilidade de existirem diferentes formas de definição dos diversos itens, é necessário, para facilitar a gestão das diferentes definições, existir um submódulo que faça a gestão das diferentes versões de categorias, itens e sistemas de classificação. O submódulo encarregue dessa função é o SMDVD (SubMódulo de Definição de Versão das Definições). Assim, a existência de um módulo de configuração da ferramenta é essencial quer a nível da classificação quer a nível dos itens e categorias. Os seis submódulos iniciais são essenciais para o bom funcionamento dos restantes módulos da ferramenta, devido ao facto de estes últimos utilizarem como base de informação todas as classificações e itens definidos nos submódulos SMDC, SMDI e SMJD incluídos nas versões elaboradas do submódulo SMDVD. No exemplo apresentado mais à frente, os submódulos do MPC apresentados de seguida permitiriam guardar as informações de base (categorias, itens e sistemas de classificação) para a futura avaliação comparativa dos vários programas. V A Definição das Categorias A ferramenta deverá permitir a criação de categorias globais que serão utilizadas no SMDI (SubMódulo de Definição dos Itens) de forma a associar estes às diferentes categorias. Assim, as categorias deverão ser definidas pelos utilizadores de forma a enquadrar nitidamente os diversos tipos de itens que irão ser avaliados através da ferramenta. O submódulo SMDC (SubMódulo de Definição de Categorias) deverá permitir a criação livre de múltiplas versões de categorias, pois o estudo realizado anteriormente já 155

180 Capítulo V - A Ferramenta de Análise comprovou que não existem categorias universais nem eternas, sendo assim importante a possibilidade de alteração das mesmas. As categorias serão sujeitas a avaliação mais à frente através do somatório das avaliações dos itens num primeiro momento e baseados na ponderação atribuída pelo utilizador final num segundo momento. O conceito de categoria pressupõe que cada uma delas terá obrigatoriamente um conjunto de itens diferentes. No entanto, como já foi referido anteriormente, cada item só poderá ser associado a uma das categorias existentes. O MPS (Módulo Principal de Selecção), permitirá definir o peso que cada categoria irá ter na avaliação global dos programas, pois poderão existir categorias mais importantes do que outras e o seu peso na avaliação final deverá ser consequentemente diferente. Isto é, para além de cada item ter um peso, este poderá ser englobado no peso relativo de cada uma das categorias em relação ao conjunto global analisado. Cada uma das categorias poderá ser associada a vários sistemas de classificação dos quais o avaliador irá escolher um. Isto é, cada categoria pode ter várias formas de serem classificadas, mas o avaliador só irá escolher uma forma de classificação para cada uma das categorias, podendo essas formas serem distintas umas das outras. O exemplo utilizado neste capítulo utilizará como referência as dez categorias definidas anteriormente, isto é, Hardware Compatível, Software Compatível, Outros Requisitos, Compatibilidade com Outras Ferramentas, Tipos de Testes Disponíveis, Ferramentas de Configuração dos Testes, Organização dos Conteúdos, Segurança, Facilidade de Utilização, e Correcção e Resultados. Relativamente à avaliação das categorias, é de referir que serão todas avaliadas neste exemplo com o mesmo sistema de classificação de forma a facilitar a comparação das mesmas. 156

181 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V A Definição dos Itens O SMDI (SubMódulo de Definição dos Itens) permite construir um conjunto itens para cada uma das categorias criadas anteriormente. Tal como no submódulo anterior, é essencial que a criação dos itens seja maleável para que o administrador da ferramenta ou o criador de análises possam definir as suas próprias listas de características a avaliar. A razão para esta flexibilidade é a mesma que foi apresentada para as categorias, isto é, o facto de os programas de teste evoluírem ao longo dos anos e a necessidade subsequente de a ferramenta de análise se adaptar às novidades. Tal como referido anteriormente, os itens irão ser posteriormente associados aos sistemas de classificação, definindo que itens podem ser avaliados relativamente a cada um dos sistemas de classificação. Do ponto de vista dos itens, em cada uma das categorias, estes poderão ter um sistema de classificação cuja associação poderá ser do tipo semelhante, homogénea, exclusiva ou múltipla. A associação do tipo semelhante significa que todos os itens de uma determinada categoria serão classificados com o mesmo sistema de classificação, que será o mesmo que é utilizado nessa categoria. O utilizador irá avaliar todos os itens de uma determinada categoria através do mesmo sistema de classificação que foi previamente definido e que será sempre o mesmo nessa categoria. A associação homogénea permite que todos os itens de uma determinada categoria tenham um sistema de classificação idêntico, mas que seja diferente do sistema de classificação da categoria. Assim, o utilizador terá à sua disposição uma forma diferente de classificação para os itens em relação à sua categoria. A associação exclusiva significa que cada um dos itens só tem um sistema de classificação possível podendo este ser, no entanto, diferente dos outros itens utilizados numa mesma categoria. Assim o utilizador só terá a possibilidade de avaliar esse item através do sistema de classificação predefinido. 157

182 Capítulo V - A Ferramenta de Análise A associação múltipla permite que cada um dos itens avaliados possa ter mais do que uma forma de ser avaliado, independentemente da forma de avaliação da categoria em que os mesmos são inseridos. Neste caso, o utilizador terá a possibilidade de decidir qual, de entre os sistemas disponível, aquele que vai escolher. No exemplo utilizado, os itens de cada uma das categorias são os que foram determinados no capítulo quatro, podendo estes ser visualizados no Anexo C, onde se encontra uma lista das dez categorias citadas anteriormente, bem como dos respectivos itens. Por exemplo, a categoria Hardware Compatível tem os itens Tipo de Máquina, Processador, Memória RAM, Espaço em Disco Necessário e Utilização em Rede. É de salientar que os sistemas de classificação utilizados neste exemplo seguiram a regra das associações homogénea e múltipla, existindo categorias onde os sistemas de classificação dos itens são semelhantes para todos os itens e outras onde os sistemas de classificação dos itens são diferentes. V A Definição dos Sistemas de Classificação O SMDSC (SuMódulo de Definição dos Sistemas de Classificação) permite definir todos os sistemas de classificação que serão utilizados para classificar e avaliar os programas. A definição dos sistemas utilizados deverá ser flexível, deixando ao administrador ou ao criador de análise a decisão de quais os que serão mais adequados para a avaliação. Independentemente dos sistemas de classificação analisados neste estudo e da decisão que será tomada relativamente à primeira versão da ferramenta, é pois essencial que este submódulo permita acrescentar novos sistemas de classificação considerados mais adequados no futuro ou ainda, eliminá-los. O submódulo deverá ter então uma grande capacidade de adaptação a diversas situações, permitindo a criação de uma lista de sistemas de classificação que serão 158

183 Capítulo V - A Ferramenta de Análise associados a cada um dos itens avaliados no SMJD (SubMódulo de Junção das Definições). No exemplo mostrado no Anexo C não são utilizados todos os sistemas de classificação apresentados no capítulo anterior, tendo sido excluídas da análise os sistemas de classificação de 1 a 5, de 0 a 20 e livre. O sistema de classificação de 1 a 5 foi excluído pelo facto de não existir nenhum valor que permita identificar a inexistência de um determinado item nos programas analisados. Poderia pensar-se no valor 1 para tal tarefa, mas não parece ser uma boa solução, pois cada item marcaria pontos pelo simples facto de ter sido avaliado. Em termos de raciocínio sobre os valores, seria mais difícil aos utilizadores que consultem os resultados perceber os mesmos. O sistema de classificação de 0 a 20 não foi utilizado por ter uma escala de valores demasiadamente alargada e não ser fácil atribuir classificações aos itens através de um conjunto tão alargada de valores. Como escolher, por exemplo, entre uma classificação de 13 ou 14 valores. Penso que este sistema de classificação seria mais adequado numa fase mais avançada da análise a programas de criação e utilização de testes com novos trabalhos realizados nesta área, pois nessa fase já se teria um conhecimento de maior qualidade sobre os programas, o que permitiria distinguir mais facilmente a classificação a atribuir a cada programa. O sistema de classificação livre foi excluído por este ser demasiado vago, pois neste caso não há limites mínimos nem limites máximos na valorização das classificações, o que iria dificultar a leitura dos resultados por parte dos utilizadores que os consultassem. Assim, os sistemas de classificação escolhidos tiveram um primeiro objectivo de simplificação da classificação de cada um dos itens e, como segundo objectivo a diversificação dos sistemas de classificação utilizados. Os sistemas de classificação escolhidos foram então classificação sim/não, classificação sim/mais ou menos/não, classificação de 0 a 5 e classificação de 0 a

184 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V A Junção das Definições O SMJD (SubMódulo de Junção das Definições) tem como objectivo definir quais os sistemas de classificação utilizados pelos itens e pelas categorias. As associações referidas anteriormente permitem que se possam utilizar de forma diversificada os sistemas de classificação. Estas associações (ver Figura 20) podem ser representadas através do modelo utilizado normalmente nas bases de dados, nomeadamente o modelo relacional. No esquema apresentado podem ver-se as associações entre as três definições dos três primeiros submódulos respeitantes ao MPC (Módulo Principal de Configuração). Relacionamento Classificações / Categorias Categorias Sistemas de Classificação Relacionamento Classificações / itens Itens Figura 20 Relacionamento entre classificações, itens e categorias Neste caso as setas não representam fluxos de informação mas sim relações entre três tipos de informações distintas, assim pode-se dizer que cada um dos sistemas de classificação pode ser associado a um ou vários itens ou categorias e que cada um dos itens ou categorias pode ser associado a um ou vários sistemas de classificação, formando assim relações de vários para vários. 160

185 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Este tipo de relação não permite que nenhum dos lados tenha domínio sobre o outro, não se podendo definir um dos lados como o principal através do qual se iria criar posteriormente uma lista de associações com o outro dos lados. Assim, a única solução é a criação de uma ferramenta complementar de associação das três tabelas. Também se pode verificar, neste mesmo esquema, a relação entre categorias e itens, onde uma categoria pode ter vários itens e cada item só pode corresponder a uma categoria. Este submódulo permite que o administrador ou os criadores de análises definam as associações entre os sistemas de classificação e os itens/categorias possibilitando posteriormente que nos casos correspondentes os utilizadores da ferramenta possam escolher para cada um dos itens qual o sistema de avaliação que desejam utilizar. No exemplo apresentado neste capítulo os sistemas de classificação utilizados para os itens foram os enunciados no SMDSC (Submódulo de Definição dos Sistemas de Classificação), sendo que nesta fase inicial os quatro sistemas de classificação referidos poderiam ser associados pela ferramenta a todos os itens para que posteriormente o utilizador que queira classificar os programas escolha aqueles que prefere. Assim, ao criar cada uma das junções poderiam ser associados todos os sistemas de classificação a todos os itens existentes nas categorias, para serem acedidos no MPRI (Módulo Principal de Recolha de Informações). V A Definição dos Programas a Avaliar Este é um submódulo muito simples cuja função é fazer uma lista de programas de criação e utilização de testes de forma a serem avaliados através dos sistemas de classificação escolhidos paras os diferentes itens e categorias. As informações necessárias serão o nome do programa, a versão do mesmo e a sua 161

186 Capítulo V - A Ferramenta de Análise data de criação para que a referência à versão exacta do programa que se avalia seja mais clara. V A Definição da Versão O SMDVD (SubMódulo de Versão das Definições) representa um passo simples onde se identifica a versão, a data de criação e o criador da mesma, integrando esta na ferramenta de classificação para estar disponível a quem deseje utilizar a mesma. Tendo em consideração que todas as informações criadas neste primeiro módulo são essenciais para que a ferramenta funcione de forma conveniente, é então importante que estas sejam transmitidas através de versões que serão utilizadas individualmente. Assim, as informações criadas nos cinco submódulos anteriores, sistemas de classificação, itens, categorias, junção destes três e lista dos programas a avaliar, poderão ser utilizadas em todos os módulos seguintes. V.2 - Módulo Principal de Recolha de Informações O MPRI (Módulo de Principal de Recolha e Informações) (ver Figura 21) permite que o utilizador faça a escolha da nota atribuída a cada um dos itens que fazem parte da lista de itens a serem avaliados. O módulo é composto pelos três submódulos seguintes: SMSSC (SubMódulo de Selecção dos Sistemas de Classificação), SMEPP (SubMódulo de Escolha dos Programas e das Pontuações) e SMAVP (SubMódulo de Armazenamento da Versão das Pontuações). Como foi referido no início deste capitulo, é importante que as avaliações realizadas sejam feitas por pessoas que conheçam bem os programas de criação e utilização de testes que irão ser analisados através da ferramentas. Assim, é neste módulo que os programas irão ser avaliados por especialistas que classificarão cada categoria e cada item dos mesmos. As três tarefas, referentes aos submódulos, deste módulo permitirão ao utilizador 162

187 Capítulo V - A Ferramenta de Análise introduzir as informações necessárias para que o programa possa no módulo seguinte realizar a análise das avaliações atribuídas. MPC Módulo Principal de Configuração MPRI Módulo Principal de Recolha de Informações SMSSC SubMódulo de Selecção dos Sistemas de Classificação SMEPP SubMódulo de Escolha dos Programas e das Pontuações SMAVP SubMódulo de Armazenamento da Versão das Pontuações MPPR Módulo Principal de Produção de Resultados MPS Módulo Principal de Selecção Figura 21 - MPRI (Módulo Principal de Informações) V A Selecção dos Sistemas de Classificação O SMSSC (SubMódulo de Selecção dos Sistemas de Classificação) utiliza as informações introduzidas no primeiro módulo a nível das categorias e dos itens. A escolha refere-se à decisão sobre o sistema de classificação a utilizar em cada um dos itens e em cada uma das categorias. No módulo anterior cada categoria e cada item podiam ser relacionados com mais de um sistema de classificação possível para que quem faça as análises possa optar pelo sistema de classificação que mais lhe convém. No exemplo utilizado, optou-se por associar 163

188 Capítulo V - A Ferramenta de Análise todos os quatro sistemas de classificação em todos os itens das dez categorias, deixando de parte a associação desses sistemas de classificação com as categorias. A razão para não se terem relacionado as categorias com qualquer um dos sistemas de classificação é a de permitir que a avaliação das categorias seja feita automaticamente pela ferramenta de avaliação, atribuindo automaticamente a estas um valor de 1 a 100 com base no somatório das classificações atribuídas aos itens, cujo valor é previamente transformado em percentagem em relação ao valor máximo que os mesmos podem ter. Por exemplo: No sistema de classificação sim/não o valor sim corresponde a uma avaliação de 100% e o valor não corresponde a uma avaliação de 0%; No sistema de classificação sim/mais ou menos/não o funcionamento é semelhante ao sistema de classificação anterior, correspondendo o valor mais ou menos a uma avaliação de 50%; No sistema de classificação de 0 a 5 é utilizada uma fórmula que transformará o valor atribuído em percentagem (valor atribuído/5*100); No sistema de classificação de 0 a 10 também será utilizada uma fórmula que transformará o valor atribuído em percentagem (valor atribuído/10*100); É de salientar que este submódulo serve para tomar a decisão sobre o sistema de classificação utilizado em cada um dos casos. Para tal, a primeira tarefa a realizar neste módulo é a de escolher o sistema de classificação para cada um dos itens das diversas categorias. No exemplo mostrado no Anexo C, a escolha dos sistemas de classificação utilizados para os diferentes itens das categorias foi feita com base em dois tipos de associação, associação homogénea e múltipla. Na maior parte dos casos todos os itens de uma determinada categoria utilizam o mesmo sistema de classificação, como por exemplo na categoria Hardware Compatível onde todos os itens são avaliados com classificações de 0 a 5. Existe, no entanto, uma categoria (Compatibilidade com Outras Ferramentas) cujos itens se repartem por dois sistemas de classificação diferentes. O item Armazenamento em 164

189 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Formato Próprio e o item Compatibilidade com Formatos e-learning classificados com o sistema de classificação sim/não, e os restantes itens da categoria foram classificados com o sistema de classificação de 0 a 5. De seguida (ver Tabela 3) são apresentadas as escolhas feitas, em termos de sistemas de classificação, para os diversos itens de cada uma das categorias. Tabela 3 As Categorias e os sistemas de classificação escolhidos As escolhas foram feitas principalmente para mostrar diferentes situações com vários sistemas de classificação distintos, de forma a poder comparar os valores classificativos em diferentes categorias e analisar situações distintas. V A Escolha dos Programas e das Pontuações O SMEPP (SubMódulo de Escolha dos Programas e das Pontuações) irá permitir classificar cada dos itens e cada uma das categorias nos programas seleccionados pelo utilizador. Para tal, existem duas formas de actuação, ou seja, a classificação manual das categorias ou a classificação automática das categorias. A classificação manual é um sistema de classificação que irá proporcionar ao utilizador a classificação manual de cada item e de cada categoria, permitindo que seja o 165

190 Capítulo V - A Ferramenta de Análise utilizador a avaliar a categoria sem ter que se cingir a uma simples média aritmética das classificações dos itens dessa categoria. A classificação automática, pelo contrário, calculará a classificação da categoria com base em todas as classificações dos itens da mesma através de uma média ponderada que terá em consideração os diversos sistemas de classificação utilizados nos itens. No exemplo do Anexo C, podem ver-se várias pontuações nas Tabelas 15 a 25, onde os itens foram todos classificados manualmente para cada um dos programas. Quanto às avaliações das categorias, como foi referido anteriormente, a forma de avaliação destas é feita através de uma percentagem que é calculada com base na transformação das classificações dos itens em percentagens e o respectivo cálculo da média destes. V O Armazenamento da Versão e das Pontuações No SMAVP (SubMódulo de Armazenamento da Versão das Pontuações) será identificada a versão das pontuações que está associada às diversas classificações atribuídas e à versão das definições correspondente. Tal como anteriormente, será guardada a identificação da versão, a data de criação, a identificação do seu criador, bem como todas as classificações atribuídas por este. As versões guardadas neste submódulo serão utilizadas nos módulos seguintes para que os professores ou outros utilizadores, que assim o queiram possam consultar os resultados das classificações atribuídas ou mesmo elaborar uma avaliação através da escolha dos parâmetros que lhe interessam e a importância dos mesmos. Assim as versões das pontuações criadas poderão ser utilizadas para uma simples consulta ou para a definição de uma avaliação personalizada. 166

191 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V.3 - Módulo Principal de Produção de Resultados Este módulo (ver Figura 1Figura 22) tem como função facultar o acesso às avaliações efectuadas aos programas de criação e utilização de testes, proporcionando a possibilidade de escolher o tipo de análise a consultar relativamente aos dados armazenados. O módulo é composto pelos submódulos SMAD (SubMódulo de Análise de Dados) onde é escolhida a forma de visualização dos resultados e SMAR (SubMódulo de Apresentação dos Resultados) onde são visualizados os resultados dessa escolha. MPRI Módulo Principal de Recolha de Informações MPPR Módulo Principal de Produção de Resultados SMAD SubMódulo de Análise de Dados SMAR SubMódulo de Apresentação de Resultados Figura 22 - MPPR (Módulo Principal de Produção de Resultados) V A Análise de Dados O SMAD (SubMódulo de Análise de Dados) recebe as informações introduzidas pelo utilizador na recolha de informações relativa à versão das pontuações que deseja consultar e utiliza as mesmas de forma a avaliar e analisar todos os dados recolhidos. Neste módulo o utilizador escolhe inicialmente qual a versão dos resultados que deseja para consultar as classificações existentes e a forma como pretende visualizar as mesmas. Existem cinco aspectos fundamentais neste submódulo, a avaliação individual, a avaliação 167

192 Capítulo V - A Ferramenta de Análise comparativa, a avaliação por item, a avaliação por categoria e a avaliação global. A avaliação individual refere-se a uma análise individual de cada um dos programas que pode ser feita a nível de itens, de categorias ou global. A avaliação comparativa permite comparar os vários programas mostrando quais os melhores em relação a diversos níveis de detalhes, isto é, itens, categorias e global. A avaliação por item refere-se à análise de cada item e à classificação que o mesmo obteve. Cada um dos itens pode ser analisado individualmente dentro dos programas de testes, mostrando quais são os melhores e piores itens do mesmo. Por outro lado, pode-se analisar cada item individualmente, comparando o valor de cada um deles. A avaliação por categoria refere-se à avaliação global dos itens de uma determinada categoria de forma a obter-se uma avaliação da mesma. Tal como para os itens, a análise pode ser feita entre as diversas categorias de um mesmo programa ou então entre diversos programas numa mesma categoria. A avaliação global corresponde à classificação obtida por cada um dos programas, podendo ser visualizada neste caso a nota final de cada um dos programas tendo em conta as várias classificações atribuídas aos diversos itens. Esta avaliação também permite comparar a classificação global dos vários programas. Assim podem definir-se dez conjuntos distintos (ver Tabela 4) de análise dos dados através do cruzamento dos dois primeiros aspectos (individual e comparativa) com os três últimos aspectos (itens, categorias e global), dividindo itens e categorias em duas situações distintas, um item e todos os itens, e ainda, uma categoria e todas as categorias. Um Todos os Uma Várias Global Item Itens Categoria Categorias Individual C1 C2 C3 C4 C5 Comparativa C6 C7 C8 C9 C10 Tabela 4 Tipos de análises de dados 168

193 Capítulo V - A Ferramenta de Análise C1 - Visualização da avaliação de um item de um determinado programa; C2 - Comparação de todos os itens de um único programa; C3 - Visualização da avaliação de uma categoria de um determinado programa; C4 - Comparação de todas as categorias de um único programa; C5 Visualização da avaliação global de um único programa; C6 - Comparação da avaliação de um determinado item nos programas escolhidos; C7 - Comparação da avaliação dos vários itens nos programas escolhidos; C8 - Comparação da avaliação de uma determinada categoria nos programas escolhidos; C9 - Comparação da avaliação das várias categorias nos programas escolhidos; C10 - Comparação da avaliação global nos programas escolhidos. V A Apresentação dos Resultados O SMAR (SubMódulo de Apresentação dos Resultados) permite mostrar os dados compilados pela análise de forma mais clara, através de várias formas de apresentação diferente. O objectivo é ter compilações de resultados que mostrem diversas realidades sob diversas perspectivas relativamente a todas as informações introduzidas inicialmente. Esta apresentação vai ter uma ligação directa com os dez conjuntos de análises realizadas no módulo anterior. A apresentação dos dados dos respectivos resultados depende do tipo de informação que contém cada uma destas dez situações, sendo que a formatação do interface deve ser diferente de conjunto para conjunto. Assim, os conjuntos C1 a C10 irão ser apresentados automaticamente, consoante as escolhas feitas no submódulo anterior pelo utilizador, respeitando as características específicas de cada um. No entanto, o utilizador terá a possibilidade de escolher a forma de visualização dessa informação, nomeadamente através de tabelas ou gráficos de diversos tipos. 169

194 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Nos casos 1 a 5 as informações visualizadas serão sempre referentes a um único programa escolhido pelo utilizador. Nos casos C1, C3 e C5 será mostrada apenas uma informação, nomeadamente a avaliação de um determinado item de um programa, a avaliação de uma determinada categoria de um programa e a avaliação global obtida por um determinado programa, respectivamente. Este tipo de informações não será de grande ajuda quando comparado com os outros casos que podem ser utilizados para ver informações de comparação, principalmente no que diz respeito ao caso C1 que não tem grande utilidade. No caso C2 podem ser visualizadas informações, através de quadros e gráficos, sobre os itens das várias categorias de um único programa, podendo essa informação ser apresentada de várias formas. No Anexo D, os Gráficos 1 a 3 mostram vários exemplos de apresentação da informação quanto aos itens de um único programa, cujos valores são convertidos em percentagem. Nesse anexo são apresentadas as seguintes situações: - No Gráfico 1 são mostradas as avaliações dos itens da categoria Ferramentas de Configuração de Testes do programa Teaching Templates Quiz Maker através de um gráfico em colunas; - No Gráfico 2 podem ver-se as avaliações dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa ITest através de um gráfico de barras; - O Gráfico 3 apresenta as avaliações dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa Quedoc Quiz Maker através de um gráfico em radar. No caso C4 podem ser visualizadas informações das avaliações das diferentes categorias de um único programa. No Anexo E, os Gráficos 4 a 6, apresentam as seguintes situações: - Podem ver-se no Gráfico 4 as avaliações das diferentes categorias do programa Hot Potatoes através de um gráfico em colunas; - No Gráfico 5 é apresentado em barras as avaliações das diferentes categorias do programa Teaching Templates Quiz Maker; - O Gráfico 6 mostra as avaliações das categorias do programa Hot Potatoes através de um gráfico em radar. 170

195 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Nos casos 6 a 10 as informações visualizadas serão sempre referentes a vários programas escolhidos pelo utilizador, não sendo obrigatório visualizar todos os programas analisados numa determinada versão de análise. No caso C6 podem ser visualizadas informações das avaliações atribuídas a um determinado item nos diferentes programas avaliados. No Anexo F, os Gráficos 7 a 9 apresentam as seguintes situações: No Gráfico 7 são apresentadas as avaliações do item Sistemas Operativos Compatíveis da categoria Software Compatível nos diversos programas através de um gráfico de colunas; No Gráfico 8 podem ver-se as avaliações do item Tipo de Máquina da categoria Hardware Compatível nos diferentes programas através de um gráfico de barras; O Gráfico 9 mostra as avaliações do item Alteração do Aspecto do Texto da categoria Ferramentas de Configuração dos Testes nos diferentes programas com um gráfico em radar. No caso C9 podem ser visualizadas informações das avaliações atribuídas a várias categorias nos diferentes programas avaliados. No Anexo G são apresentadas as seguintes situações: No gráfico 10 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico em colunas com os programas no eixo dos XX; No gráfico 11 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico em colunas com as categorias no eixo dos XX; No gráfico 12 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico de barras com os programas no eixo dos YY; No gráfico 13 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico de barras com as categorias no eixo dos YY; No gráfico 14 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico em radar com os programas nas margens do radar; No gráfico 15 são apresentadas as avaliações das categorias dos programas num gráfico em radar com as categorias nas margens do radar. 171

196 Capítulo V - A Ferramenta de Análise No caso C10 podem ser visualizadas informações da avaliação global dos diferentes programas avaliados. Nos Gráficos 16, 17 e 18 do Anexo H são apresentadas três formas de visualização das avaliações globais dos programas, em colunas, em barras e em radar respectivamente. O Caso C7 permite visualizar informações sobre as avaliações realizadas a todos os itens de uma categoria em vários programas (ver Gráfico 19 a 28 do anexo I), nuns casos com valores individuais e noutros casos com valores acumulados. O caso C8 permite visualizar informações sobre as avaliações realizadas a uma categoria de vários programas, num formato semelhante ao do caso C6 mas exclusivamente para a classificação global dessa categoria. Todos estes gráficos permitem exemplificar a diversidade de opções de visualização que a ferramenta poderia incluir para a análise dos diferentes resultados obtidos. O utilizador poderá assim escolher quais destas análises deseja ver, uma delas, todas ou só algumas. É de referir que optar por todas pode tornar de difícil compreensão as informações visualizadas. Optar por um único item pode por outro lado não fornecer um número suficiente de informações para um bom esclarecimento da qualidade dos programas. A solução a adoptar será, como é óbvio, sempre uma escolha individual que dependerá da forma como o utilizador deseja consultar as avaliações feitas aos programas. V.4 - Módulo Principal de Selecção A finalidade da ferramenta de avaliação é permitir que qualquer profissional da área do ensino possa fazer uma avaliação dos programas de teste existentes de forma a escolher a mais adequada às suas necessidades. Assim, este módulo corresponde ao objectivo final que se pretende atingir com este trabalho. Um factor importante a ter em conta é, a possibilidade de o utilizador poder escolher o que quer ver na avaliação construída e qual a importância de cada um dos factores escolhidos. 172

197 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Para tal, o MPS (Módulo Principal de Selecção) (ver Figura 23) tem então quatro aspectos fundamentais a escolher, nomeadamente, a versão das pontuações a utilizar, as categorias a incluir, os itens a incluir e os pesos dados quer aos itens quer às categorias. Estas diferentes escolhas permitirão que os resultados apresentados no último módulo estejam totalmente personalizados e em conformidade com as necessidades do utilizador, melhorando assim a qualidade da resposta da ferramenta de avaliação dos programas de criação e utilização de testes. MPRI Módulo Principal de Recolha de Informações MPS Módulo Principal de Selecção SMSV SubMódulo de Selecção da Versão SMSC SubMódulo de Selecção das Categorias SMSI SubMódulo de Selecção dos Itens SMDP SubMódulo de Definição de Pesos MPVR Módulo Principal de Visualização de Resultados Figura 23 - MPS (Módulo Principal de Selecção) Este módulo é composto pelos submódulos SMSV (SubMódulo de Selecção da Versão), SMSC (SubMódulo de Selecção das Categorias), SMSI (SubMódulo de Selecção dos Itens), e SMDP (SubMódulo de Selecção de Pesos). 173

198 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V A Selecção da Versão A primeira tarefa a realizar no SMSV (SubMódulo de Selecção da Versão) neste módulo é escolher a versão das pontuações que deseja utilizar como base de apoio à sua análise personalizada. Este aspecto é muito importante porque podem existir diferenças fundamentais entre as várias versões, nomeadamente no que diz respeito aos programas incluídos na mesma, mas também no que diz respeito às versões dos programas utilizados nessa análise. Pois, em algumas situações o utilizador pode querer uma análise que tenha o maior número de programas possíveis, uma análise que seja a mais actual possível ou mesmo uma análise que se debruce sobre determinadas versões de um programa, mesmo que essa não seja a versão mais actual V A Selecção das Categorias No SMSC (SubMódulo de Selecção das Categorias), o utilizador tomará decisões sobre quais as categorias que irão ser escolhidas para a realização da avaliação personalizada. Esta escolha é importante, pois as avaliações pretendidas podem referir-se a determinadas categorias que sejam importantes para esse utilizador em detrimento de outras categorias que não tenham absolutamente nenhuma importância. Esta escolha está directamente relacionada com o submódulo seguinte, pois ao escolher determinadas categorias e não outras, isso irá ter um impacto sobre os itens disponíveis para a avaliação. Isto é, os itens das categorias não seleccionadas não poderão ser seleccionados pelo utilizador. 174

199 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V A Selecção dos Itens Após a escolha das categorias, o utilizador poderá definir, no SMSI (SubMódulo de Selecção de Itens), quais os itens que deseja utilizar em cada uma das categorias previamente escolhidas. Assim, será possível avaliar de forma personalizada os programas, seleccionando os itens que têm realmente importância para um determinado utilizador. Todos os itens escolhidos continuaram a estar relacionados com as respectivas categorias de forma a existir uma avaliação individualizada dos itens, bem como uma avaliação das categorias correspondentes, pois contrariamente ao que acontece no MPPR (Módulo Principal de Produção de Resultados), as categorias não irão buscar o valor da sua classificação global, mas será sim calculado com base nos diversos itens escolhido. Assim, se numa categoria que tinha dez itens, o utilizador só escolher três, é com base nesses três que a categoria irá ser classificada automaticamente pela ferramenta no último módulo desta, o MPVR (Módulo Principal de Visualização de Resultados). V A Definição de Pesos O SMDP (SubMódulo de Definição de Pesos) permite que o utilizador possa dizer qual é o peso relativo que cada item deverá ter na avaliação global da ferramenta. Para escolher a ponderação de cada um dos itens, uma forma possível seria a de atribuir uma percentagem de importância a cada um dos itens e a cada uma das categorias. Assim, os pesos dos itens iriam ser utilizados para calcular com base nos mesmos a classificação das respectivas categorias. Por exemplo, se um item tem 80% de importância e o outro 40% de importância, então o primeiro terá o dobro do peso do segundo na avaliação da categoria. Da mesma forma, a ponderação das categorias iria ser utilizado para avaliar a globalidade do programa, tendo sempre em consideração os diversos pesos atribuídos às 175

200 Capítulo V - A Ferramenta de Análise diferentes categorias seleccionadas. Para exemplificar a importância que podem ter os pesos atribuídos a cada item e a cada categoria foi elaborado um exemplo diferente do apresentado no Anexo C. Neste novo exemplo, para além da classificação das ferramentas, foi acrescentado um sistema de pesos (ver no Anexo J as tabelas 26 a 36) para cada um dos itens e para cada uma das categorias. O sistema utilizado tem factores de ponderação compreendidos entre 0 e 5 valores de forma a simplificar a atribuição dos mesmos. Estes valores foram definidos aleatoriamente quer para os itens quer para categorias. Em primeiro lugar é necessário verificar que impactos existem realmente pelo facto de serem utilizados pesos. Tomando como modelo a sétima categoria (Organização de Conteúdos) dos exemplos dos Anexos C e J, pode verificar-se que as avaliações dos programas para essa categoria são diferentes. Por exemplo, o programa ITest tem uma avaliação de 77% no primeiro caso e 95% no segundo. Também a posição relativa dos programas, uns em relação aos outros é diferente, o programa QuizFaber tem a pior percentagem no primeiro caso com 27% e tem a quarta melhor (empatada com a quinta) em seis no segundo caso com 41%. Também é possível que a avaliação diminua apesar de neste exemplo isso não ter acontecido. Todas estas diferenças devem-se à utilização de pesos distintos para cada um dos itens. Assim, se um programa tiver factores de ponderação mais elevados nos itens mais bem classificados e factores de ponderação baixos nos itens piores classificados, isso irá fazer aumentar a sua avaliação. Pelo contrário, se um programa tiver factores de ponderação baixos nos itens mais bem classificados e factores de ponderação altos nos itens piores classificados, isso irá fazer diminuir a sua avaliação. Em segundo lugar é necessário explicar como funcionam os cálculos realizados no sistema de pesos. Cada factor de ponderação irá ser multiplicado pela classificação original. O conjunto desses produtos irá ser somado. Essa soma será finalmente dividida pela soma dos factores de ponderação. 176

201 Capítulo V - A Ferramenta de Análise No exemplo anterior os resultados obtidos pelo Qedoc Quiz Maker foram calculados da seguinte forma: - No Anexo C, somando as classificações, dividindo as mesmas por 5 (valor mais alto possível), dividindo de seguida por 6 (número de itens) e finalmente multiplicando o resultado por 100, o que dá o resultado de 80%. ( )/5/6*100 - No Anexo J, calcula-se a soma dos produtos da classificação pelo factor de ponderação, dividem-se as mesmas por 5 (valor mais alto possível), dividem-se de seguida por 6 (valor da soma dos factores de ponderação) e finalmente multiplicando o resultado por 100, o que dá o resultado de 97%. (4*2+5*4+5*3+5*1+0*0+5*5)/5/( )*100 Comparando os exemplos dos Anexos C e J é possível também verificar que existem factores de ponderação para cada uma das categorias, o que irá ter uma segunda influência sobre a avaliação global. Isto é, os pesos dos itens irão influenciar a avaliação da categoria alterando a mesma, por seu lado os pesos das categorias irão influenciar a avaliação global de cada um dos programas alterando a mesma. As diferenças entre as avaliações globais dos Anexos C e J são um exemplo disso, tendo o programa Qedoc Quiz Maker subido substancialmente de 70% para 87%. Curiosamente os pesos utilizados fizeram subir todas as avaliações, tendo o QuizFaber a menor subida, de 49% para 51%. Isto deve-se ao facto de as ponderações mais altas terem sido atribuídas a itens ou categorias que tinham sido melhores classificadas. Tal como nas categorias, a posição relativa dos programas na avaliação global pode ser alterada. Neste caso, o programa QuizFaber passou da quarta posição para a quinta posição, fundamentalmente devido ao facto de ter sido o que menos subiu a sua classificação. Assim, é possível ver que a importância de cada pessoa dá a um determinado item ou a uma determinada categoria tem uma influência fundamental nas avaliações das categorias e globais das ferramentas. Este aspecto é assim essencial para que cada utilizador tenha uma avaliação que vá ao encontro das suas necessidades. 177

202 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V.5 - Módulo Principal de Visualização de Resultados Este módulo (ver Figura 24) é muito semelhante ao MPPR (Módulo Principal de Produção de Resultados), tendo os seus submódulos funções semelhantes. MPS Módulo Principal de Selecção MPVR Módulo Principal de Visualização de Resultados SMDV SubMódulo de Definição da Visualização SMVR SubMódulo de Visualização dos Resultados Figura 24 - MPVR (Módulo Principal de Visualização de Resultados) V A Definição da Visualização Tal como no SMAD (SubMódulo de Análise de Dados) do MPPR (Módulo Principal de Produção de Resultados), a análise de dados permitirá ao utilizador fazer uma escolha sobre o tipo de resultados que deseja ver. Assim, através do SMDV (SubMódulo de Definição da Visualização), será possível ver informações sobre a avaliação dos programas com base nas categorias e itens escolhidos, permitindo a escolha de quais os elementos a visualizar e de que forma os mesmos deverão ser vistos. A diferença fundamental em relação ao outro submódulo já apresentado, é a de que este terá como base as avaliações com os factores de ponderação, adaptando-se assim às preferências de cada utilizador. 178

203 Capítulo V - A Ferramenta de Análise V A Visualização dos Resultados O SMVR (SubMódulo de Visualização dos Resultados) é em tudo semelhante ao SMAR (SubMódulo de Apresentação de Resultados) do MPPR e permite mostrar os dados compilados pelo SMDV (SubMódulo de Definição da Visualização) de forma escolher os tipos de gráficos que devem ser apresentados. Também neste caso, os dados utilizados serão os que incluem os factores de ponderação introduzidos pelo utilizador para cada um dos itens e cada uma das categorias.. V.6 - Os Destinatários dos Módulos Os destinatários dos módulos referidos no início do capítulo (ver Tabela 2), referemse às possíveis utilizações que se podem fazer da ferramenta. Este modelo de ferramenta tem vários objectivos dos quais o principal é avaliar programas de criação e utilização de testes. Para que este objectivo principal possa ser atingido é necessário que a ferramenta funcione correctamente e que a mesma proporcione diversos níveis de acesso às suas funções. Podem assim definir-se vários tipos de utilizadores da ferramenta: Gestores da Ferramenta; Criadores de Análises; Consultores das Avaliações Criadas; Consultores de Avaliações Personalizadas. Os Gestores da Ferramenta terão acesso a qualquer um dos módulos ou submódulos, e poderão testar a ferramenta bem como configurar a mesma para que cumpra da melhor forma as tarefas que lhe incumbem. Os Criadores de Análises utilizarão os três primeiros módulos da ferramenta, o MPC, o MPRI e o MPPR para criar análises completas de programas começando pela definição dos itens, categorias, sistemas de classificação e programas a avaliar. Com base 179

204 Capítulo V - A Ferramenta de Análise nestes dados, poderão criar várias análises diferentes com resultados distintos. Finalmente, poderão ver o resultado das suas avaliações através da escolha da análise a efectuar e da forma como visualizar a mesma. Os Consultores de Avaliações Criadas poderão ter acesso às análises criadas através do MPPR, escolhidas as informações que desejam visualizar e de que forma querem ver as mesmas. Os Consultores de Avaliações Personalizadas utilizaram os dois últimos módulos, o MPS e o MPVR. Num primeiro momento estes utilizadores irão escolher a versão da avaliação realizada pelos Criadores de Análises que querem utilizar. Com base nesta serão seleccionadas as categorias e os itens que farão parte da avaliação personalizada. O terceiro passo será a atribuição dos factores de ponderação a cada um dos itens e categorias seleccionados. O utilizador poderá no segundo módulo escolher o tipo e a forma de visualizar a avaliação personalizada dos componentes seleccionados. V.7 - Conclusões Sobre a Ferramenta de Análise A proposta de Ferramenta de Análise foi elaborada de forma a ir ao encontro de vários aspectos e situações importantes para a criação e consultas das análises e das classificações dos programas de criação e utilização de testes. Assim teve de se considerar a necessidade de adequar a ferramenta para vários tipos de utilizações. Para tal, foi proposto um sistema composto por módulos principais e submódulos proporcionando aos diversos utilizadores ferramentas que fossem ao encontro das suas necessidades específicas. Assim as tarefas de criação de análises, consulta de análises simples ou consulta de análises personalizadas são três situações diferentes que têm um impacto sobre a estrutura da Ferramenta de Análise. A criação de análises foi dividida em dois módulos principais que correspondem ao 180

205 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Módulo Principal de configuração que permite a definição inicial das categorias, itens, sistemas de classificação e programas que irão ser avaliados e ao Módulo Principal de Recolha de Informações que permite a escolha dos sistemas de classificação a utilizar bem como a classificação propriamente dita. A consulta de análises simples corresponde ao Módulo Principal de Produção de Resultados e permite escolher os conteúdos e formatos de apresentação e visualizar os resultados das avaliações efectuadas na criação de análises através do Módulo Principal de Recolha de Informações. A consulta de análises personalizadas é muito semelhante à anterior a não ser no facto de ser possível ao utilizador escolher em pormenor as categorias e itens que irão ser utilizados para mostrar os resultados da avaliação dos programas. Assim, o Módulo Principal de Selecção permitirá escolher a versão, categorias, itens e ainda escolher os pesos de cada categoria e de cada item na avaliação dos programas. O Módulo Principal de Visualização de Resultados é muito parecido com o Módulo Principal de Produção de Resultados a não ser no facto de a selecção da versão a consultar já ter sido realizada anteriormente. Para uma melhor adaptação dos serviços da ferramenta aos diversos utilizadores foram definidos diversos tipos de utilizadores cujas necessidades ou funções se adaptam a módulos diferentes da ferramenta. Assim, os gestores da ferramenta terão acesso a todos os módulos, os criadores de análises terão acesso aos três primeiros módulos, o Módulo Principal de Configuração, o Módulo Principal de Recolha de Informações e o Módulo Principal de Produção de Resultados, os consultores de análises simples terão acesso ao Módulo Principal de Produção de Resultados, e, os consultores de análises personalizadas terão acesso aos dois últimos módulos, o Módulo Principal de Selecção e o Módulo Principal de Visualização de Resultados. Existem também alguns submódulos automatizados, nomeadamente, o SubMódulo de Definição da Versão das Definições, o SubMódulo de Armazenamento da Versão das 181

206 Capítulo V - A Ferramenta de Análise Pontuações, o SubMódulo de Apresentação de resultados e o Submódulo de Apresentação de Resultados. 182

207 Capítulo VI - Conclusão O ensino foi desde sempre, se aproveitado convenientemente, uma actividade essencial na reprodução de uma sociedade e na evolução da mesma. O Ensino Básico e o Ensino Secundário são graus essenciais para a aquisição de uma boa aprendizagem e aquisição de conhecimentos na fase da adolescência que é uma idade onde muita da personalidade dos indivíduos é formada. Esta área é fundamental para uma sociedade civilizada sem a qual os seus elementos não conseguiriam manter os níveis civilizacionais anteriores. São incontáveis os números de estudos, trabalhos e pesquisas desenvolvidos na área do ensino. Estes trabalhos ajudaram ao longo dos tempos a encontrar novas soluções para o ensino, propondo novas técnicas, novos paradigmas e novas visões sobre este. Outro dos aspectos fundamentais nas sociedades de hoje, é o de que uma grande parte do esforço investido nos dias de hoje tem a ver com a criação e aquisição de conhecimento. Vive-se actualmente na era da informação que suporta uma grande parte das actividades desenvolvidas mundialmente. O ensino tem a sua cota parte nesta sociedade e é o único garante de uma aprendizagem orientada. Com o aparecimento das novas tecnologias de informação apareceram novos meios disponíveis para apoiar as actividades de ensino e aprendizagem, tornando as mesmas mais acessíveis a todos e ajudando na partilha do conhecimento a nível mundial. Dentro da área do ensino a avaliação é uma das tarefas mais nobre, pois sem ela não seria possível aferir o sucesso das aprendizagens realizadas e do grau de compreensão e de aquisição de conhecimentos. Foram por isso criadas várias formas distintas de avaliação ao longo dos tempos, com objectivos distintos a diversos níveis, temporais, qualitativos e 183

208 Capítulo VI - Conclusão outros. Neste trabalho foram referidos vários tipos de avaliação, bem como os seus objectivos e vantagens. A junção do ensino e da avaliação com os novos meios tecnológicos deu origem a um conjunto de programas cuja função era apoiar as pessoas na sua aprendizagem através de conteúdos e actividades diversificados. Alguns desses programas começaram a apoiar a criação de testes e a sua possível realização através da utilização de computadores. Neste trabalho de investigação foram estudados um conjunto de ferramentas (programas, sites e plataformas e-learning) que proporcionaram uma base de trabalho para identificar as características mais comuns para a realização de testes através de meios electrónicos. Os programas são dos mais utilizados nas escolas e são provavelmente as ferramentas mais adequadas actualmente para as actividades realizadas no Ensino Básico e Secundários, devido à dificuldade ainda ressentida por parte de alguns professores na utilização de novas tecnologias complexas. Esta análise permitiu verificar a grande complexidade deste tema e a dificuldade de encontrar padrões globais para a escolha de um programa que apoiasse os professores do Ensino Básico e Secundário. Esta dificuldade de padronização levou-nos a procurar soluções que poderiam apoiar uma análise aos programas de criação de testes e que possibilitassem um suporte à decisão quanto à aquisição de um programa de criação adequado. Não foi possível no entanto encontrar nenhuma solução directamente ligada aos programas, mas encontramos no entanto ferramentas de classificação nas áreas dos Sistemas de Gestão de Conteúdos e do e-learning. Neste trabalho está incluído um estudo a três dessas ferramentas que foram úteis posteriormente para a definição do modelo da futura ferramenta de classificação de programas de criação e utilização de testes. Com base na análise das ferramentas anteriores foi possível desenvolver ideias iniciais sobre a filosofia de base da ferramenta a nível dos conteúdos que deveriam ser avaliados. Assim, foi elaborado um sistema de categorias e itens que poderiam ser utilizados na avaliação dos programas. Em simultâneo foi possível realizar, na escola onde 184

209 Capítulo VI - Conclusão estou a leccionar (Escola Secundária Camilo Castelo Branco de Vila Real), um workshop sobre a criação de testes em computador que nos ajudou a formalizar os conhecimentos que os professores tinham sobre o assunto e a verificar as dificuldades actuais na utilização destes programas. Durante esse workshop foi realizado um inquérito aos professores que posteriormente foi analisado e que permitiu tirar algumas conclusões importantes para o resto do trabalho, nomeadamente, a ainda pouca utilização que é feita destes programas, o pouco conhecimento das suas características e ainda a dificuldade em perceber alguns termos associados a este tipo de programas. Estes aspectos reforçaram ainda mais a nossa convicção da necessidade de uma ferramenta de avaliação desses programas. Foi feita também uma análise das características dos programas de criação de testes através de tabelas onde constavam cada uma das características, bem como a existência ou inexistência das mesmas em cada um dos programas estudados. Esta análise foi uma base de apoio que serviu posteriormente à simulação da ferramenta com a atribuição de classificações a cada uma das características para cada um dos programas. As características foram também o âmbito de uma explicação detalhada através de um sistema de categorias com itens. Mas, antes da realização da tarefa de avaliação, foi necessário tomar decisões sobre os sistemas de classificação que poderiam ser utilizados na futura ferramenta. Foram assim propostos sete sistemas distintos de avaliação. Estes foram estudados e explicados de forma a mostrar os aspectos positivos e negativos de cada um destes sistemas. Após ter tomado as decisões que nos pareceram mais adequadas foi apresentado o modelo de ferramenta a nível conceptual, sendo constituída de cinco módulos principais que permitem escolher os parâmetros a avaliar, realizar as avaliações necessárias e disponibilizar os resultados obtidos a quem o pretenda. A filosofia da ferramenta assenta na possibilidade de existirem diversos tipos de utilizadores, nomeadamente, administradores 185

210 Capítulo VI - Conclusão da ferramenta, criadores de avaliações e consultores de avaliações. Assim, o acesso aos módulos dependerá do tipo de utilização que se deseja realizar com a ferramenta. Para além da descrição do modelo de funcionamento da ferramenta, foi possível, com base em todos os estudos dos programas analisados, realizar uma simulação de avaliação de programas de criação e utilização de testes através do Excel de forma a obter resultados e apoiar as diversas explicações sobre os resultados que a ferramenta poderia proporcionar ao utilizador. O trabalho realizado permitiu assim criar uma solução que vai ao encontro do problema inicialmente exposto, ou seja, proporcionar uma ferramenta de ajuda à escolha de um programa adequado na criação e realização de testes. Pensamos que poderia ser um contributo importante nesta área em desenvolvimento e que, no futuro, pode com a construção efectiva da ferramenta, facilitar o trabalho de procura e aquisição de um programa adequado por parte dos professores do Ensino Básico e Secundário. Para que isso se concretize será necessário realizar um conjunto de trabalhos adicionais para que esta ferramenta de torne uma realidade e para que sirva correctamente o seu propósito. Assim, será importante, numa primeira etapa, criar a ferramenta a partir de uma linguagem de programação que facilite a sua utilização em plataformas diversificadas. Essa ferramenta deverá ser testada intensamente para averiguar se todas as funções para as quais foi construída estão a funcionar correctamente. Deverão ser realizados testes à ferramenta, quer a nível da criação de avaliações, como a nível da consulta de resultados para averiguar o nível de ajuda que a ferramenta consegue proporcionar aos professores na escolha de um programa apropriado. Finalmente, será importante que as definições criadas neste estudo não fiquem paradas no tempo, pois os programas evoluem e as características que as mesmas apresentam serão com certeza alteradas, tornando-se essencial o acompanhamento constante da evolução das mesmas. 186

211 Bibliografia Alves, J. D. (2006). As Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Aprendizagem do Inglês: Potencialidades, Práticas e Constrangimentos. Universidade Católica Portuguesa. Alves, P. A. (2007). E-Generation: Especificação de uma Arquitectura Para Intranets Educacionais Baseada em Agentes. Universisdade do Minho. Barbosa, J., & Alaiz, V. (1994). Caminho percorrido... Percurso a construir... Auto-avaliação. Obtido de Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular - Ministério da Educação: Batista, A. A., Dias, A. A., Menezes, C., Rodrigues, E., Bidarra, J., Dias, P., et al. (2004). E Learning Para E-Formadores. TEC Minho. Guimarães. Canário, R. (Set/Dez de 2006). Novas realidades e novos olhares. Sísifo - Revista de Ciências da Educação nº1, pp Coutinho, C. P. (2005). Quantitativo Versus Qualitativo: Questões Paradigmáticas na Pesquisa em Avaliação. Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Coutinho, C. P., & Junior, J. B. (maio de 2007). Utilização da Plataforma Blackboard Num Curso de Pós-Graduação da Universidade do Minho. Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Braga. Desire2Learn_Inc. (Julho de 2007). Guide de l instructeur pour Desire2Learn v8.1. Estrela, A. (Set/Dez de 2006). Necessidade e Actualidade das Ciências da Educação. Sísifo - Revista de Ciências da Educação nº1, pp Fernandes, J. (2008). Moodle nas Escolas Portuguesas Números, Oportunidades, Ideias. Comunidades de Aprendizagem Moodle - CaldasMoodle'o8. Universidade Nova de Lisboa. Fernández, J. A. (2006). Evolution del Pensamiento Educativo Occidental. Universida de Vigo. Ferraz, M. J., Carvalho, A., Dantas, C., Cavaco, H., Barbosa, J., Tourais, L., et al. (1994). Avaliação formativa: algumas notas. Obtido de Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular - Ministério da Educação: Filho, C. F. (2007). A história da Computação: O Caminho do Pensamento e da Tecnologia. Porto Alegre. Francisco, M. M. (2008). Contributos para uma Educação Online Inclusiva: Estudo Aplicado a Casos de Cegueira e Baixa de Visão. Universidade Aberta. 187

212 Bibliografia Gil, A. C. (1991). Como elaborar projectos de pesquisa. São Paulo: Atlas. Libâneo, J. C. (1990). Democratização da Escola Pública. São Paulo: Coleção Educar. Lisbôa, E. S., Jesus, A. G., Varela, A. M., Teixeira, G. H., & Coutinho, C. P. (maio de 2009). LMS em Contexto Escolar: Estudo Sobre o Uso da Moodle Pelos Docentes de Duas Escolas do Norte de Portugal. Educação, Formação & Tecnologias. Universidade do Minho. Longle, N. D. (2008). Avaliação Sumativa em Diferentes Contextos de Prática na Disciplina de Matemática: Um Estudo de Caso. Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, Departamento de Educação. Martins, P. N. (2004). Um Modelo para Ensino a Distância em Ambientes que suportam Mobilidade. Vila Real: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Nobre, C. J. (2009). Sistema De Gestão de Conteúdos e de Documentação de Processos de trabalho. Universidade do Porto. Olivé, J. S. (1997). L avaluació en la Pràctica Docent Quotidiana. UNIVERSITAT DE BARCELONA. Pacheco, J. A. (1993). O novo sistema de avaliação dos alunos do ensino básico : do contexto europeu ao contexto da experimentação dos programas e das mudanças curriculares. Revista Portuguesa de educação 6(2), pp Universidade do Minho. Pais, M. d. (2007). Informação, Impacto das Tecnologias de no Processo Educativo do Ensino Secundário. Universisdade Fernando Pessoa. Paiva, J. (2002). A Tecnologias de Informação e Comunicação; Utilização Pelo Professor. Departamento de Avaliação Prospectiva e Planeamento - Ministério da Educação. Perrenoud, P. (2001). Les trois fonctions de l évaluation dans une scolarité organisée en cycles. Université de Genève. Pimentel, P. C. (2009). Impacto da plataforma Moodle nas Escolas de Famalicão. Universidade do Minho. Pires, H. M. (2005). Ambiente Virtual de Aprendizagem para Ensino a Distância - VLE. Minas Gerais - Brasil. Schwingel, C. (2009). A Produção de Conteúdos no Ciberespaço: Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos. VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. Universidade de São Paulo. Silva, E. L. (2006). Uma Experiência de Uso de Objectos de Aprendizagem na Educação Presencial: Ação-Pesquisa num Curso de Sistemas de Informação. Belo Horizonte: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. 188

213 Bibliografia Silva, E. L., & Menezes, E. M. (2001). Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. Universidade Federal de Santa Catarina. Soares, J. P., & Sousa, C. (2010). As TIC e a Plataforma Moodle no Processo Ensino Aprendizagem. Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Soto, U., Mayrink, M. F., & Gregolin, I. V. (2009). Linguagem, Educação e Virtualidade- Experiências e Reflexões. Editora UNESP - Cultura Acadêmica. Vale, M. J. (2005). Arte, Currículo e Avaliação - A Avaliação dos Alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico na Disciplina de Educação Visual e Tecnológica. Universidade do Minho. Vieira, R. (Verão de 2009). Entre idades e mundos culturais. A Página da Educação nº185, pp

214 Bibliografia 190

215 Anexo A Inquérito do Workshop Escola Secundária Camilo Castelo Branco Ano Lectivo 2009 / 2010 Carlos M. A. Rodrigues Workshop Sobre Realização de Testes e Fichas no Computador Integrado no Plano Anual de Actividades Inquérito por questionário Com este questionário pretende-se recolher informações acerca do conhecimento prévio dos participantes no Workshop relativamente aos programas que permitem criar e realizar testes no computador através de um conjunto de ferramentas desenvolvidas para esse efeito. As respostas a este questionário destinam-se a fins puramente estatísticos, que poderão ajudar a preparar as futuras sessões do Workshop, orientando as mesmas consoante as preferências demonstradas nos inquéritos. Para além disso, os resultados poderão ser utilizados no âmbito do Mestrado em Informática da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Agradeço que respondam às diversas perguntas do inquérito de forma a tornar o estudo estatístico do inquérito o mais preciso possível. A sua opinião é muito importante. Obrigado pela colaboração. Preencha, sempre que possível, com um X. 1 Dados de identificação a) Género Feminino Masculino b) Idade Até 30 anos De 31 a 40 anos De 41 a 50 anos Mais de 50 anos c) Tempo de Serviço Até 5 anos De 6 a 10 anos De 11 a 20 anos Mais de 20 anos 191

216 Anexo A Inquérito do Workshop d) Situação Profissional Quadro de Nomeação Definitiva Quadro de Zona Pedagógica Contratado (profissionalizado) Contratado (Não Profissionalizado) Outros! Qual? e) Habilitações Académicas Licenciatura Mestrado Doutoramento Outras! Qual? 2 Utilização de programas de criação de testes em computador a) Diga qual o grau de importância que atribui a este tipo de programas para as actividades de ensino/aprendizagem. Sem importância Pouco importante Importante Muito importante Essencial b) Já utilizou alguma vez programas de criação de testes em computador? Sim Não Em caso afirmativo, qual a opinião com que ficou em geral sobre esses programas? Muita má impressão Má impressão Boa impressão Muita boa impressão Excelente impressão c) Já utilizou com os seus alunos programas de criação de testes em computador? Sim Não Em caso afirmativo, qual o impacto que essa utilização teve na melhoria das actividades desenvolvidas com os alunos? Nenhum impacto Pequeno impacto Impacto médio Grande impacto Enorme impacto 192

217 Anexo A Inquérito do Workshop d) Já teve formação respeitante a programas de criação de testes em computador? Sim Não Em caso afirmativo, diga em que medida essa formação o(a) ajudou no desenvolvimento da sua actividade profissional Nenhuma ajuda Pequena ajuda Ajuda média Grande ajuda Enorme ajuda 3 Definição das características mais importantes dos programas. Classifique por grau de importância, de um (de menor importância) a cinco (de maior importância), cada um dos seguintes aspectos na utilização de programas para criar e utilizar testes no computador: a) Hardware Compatível. O programa deve Funcionar no maior número de tipos de máquinas. Suportar o maior número de processadores diferentes Funcionar em computadores com pouca memória RAM Ocupar pouco espaço em disco Funcionar em rede Funcionar na internet Utilizar um sistema servidor/cliente b) Software compatível. O programa deve Funcionar no maior número de sistemas operativos Permitir utilizar vários tipos de servidores e clientes Permitir utilizar linguagens de programação Permitir utilizar outros programas em conjunto c) Outros Requisitos Iniciais. O programa deve Ter um custo baixo Permitir o registo de utilizadores Ter a assinatura de um contrato Incluir formação inicial Necessitar de manutenção do sistema 193

218 Anexo A Inquérito do Workshop d) Tipos de Testes. Caso conheça, diga quais os tipos de testes que acha mais ou menos interessantes. Escolha múltipla Escolha booleana (sim/não) Escrita de texto Anagramas Preenchimento de lacunas Ordenação de listas Associação de pares Edição de texto Calculadora Jogo do relógio Slot machine Enforcado Martermind Palavras cruzadas e) Ferramentas de Configuração das Perguntas. O programa deve permitir Atribuição de pontuações às perguntas Atribuição de pontuações às respostas Alteração do aspecto do texto Alteração de outros aspectos Identificação das respostas Resumo dos resultados Ferramentas de criação de perguntas f) Organização dos Conteúdos. O programa deve permitir Definição de categorias Classificação de dificuldade das perguntas Criação de bancos de questões g) Compatibilidade com Outras Ferramentas. O programa deve permitir Armazenamento em diversos formatos Exportação para outras ferramentas Importação de outras ferramentas Compatibilidade com formatos E-Learning 194

219 Anexo A Inquérito do Workshop h) Segurança. O programa deve permitir Restrição de acesso (autentificação de administrador/utilizador) Definição de privilégios Alojamento de conteúdos Cópias de segurança Historial Controlo da realização do teste Sistema anti-cópia i) Facilidade de Utilização. O programa deve permitir Utilização de templates Modelos Sistema intuitivo Automatização de tarefas Sistema de ajuda Tutorial Wizards 4 Classificação de programas que já tenha utilizado Classifique os programas de criação de testes que já utilizou por nível de qualidade, de um (de menor qualidade) a cinco (de maior qualidade): Hot Potatoes QuizFaber Teaching Templates Quiz Maker Tanida Quiz Builder Quedoc Quiz Maker ITest Wondershare QuizCreator Ardora Outros programas que conheça 195

220 Anexo A Inquérito do Workshop 196

221 Anexo B Análise dos Programas Tabela 5 Características dos programas na categoria Hardware Compatível Tabela 6 Características dos programas na categoria Software Compatível Tabela 7 Características dos programas na categoria Outros Requisitos 197

222 Anexo B Análise dos Programas Tabela 8 Características dos programas na categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas Tabela 9 Características dos programas na categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 10 Características dos programas na categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 11 Características dos programas na categoria Organização de Conteúdos 198

223 Anexo B Análise dos Programas Tabela 12 Características dos programas na categoria Segurança Tabela 13 Características dos programas na categoria Facilidade de Utilização Tabela 14 Características dos programas na categoria Correcção e Resultados 199

224 Anexo B Análise dos Programas 200

225 Anexo C Exemplo de Escolha das Pontuações Tabela 15 Escolha das pontuações na categoria Hardware Compatível Tabela 16 Escolha das pontuações na categoria Software Compatível Tabela 17 Escolha das pontuações na categoria Outros Requisitos Tabela 18 Escolha das pontuações na categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas 201

226 Anexo C Exemplo de Escolha das Pontuações Tabela 19 Escolha das pontuações na categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 20 Escolha das pontuações na categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 21 Escolha das pontuações na categoria Organização de Conteúdos 202

227 Anexo C Exemplo de Escolha das Pontuações Tabela 22 Escolha das pontuações na categoria Segurança Tabela 23 Escolha das pontuações na categoria Facilidade de Utilização Tabela 24 Escolha das pontuações na categoria Correcção de Resultados 203

228 Anexo C Exemplo de Escolha das Pontuações Tabela 25 Avaliação global de todas as categorias dos programas 204

229 Anexo D Gráficos da Avaliação dos Itens dos Programas Gráfico 1 Avaliação dos itens da categoria Ferramentas de Configuração de Teste do programa Teaching Templates Quiz Maker em colunas 205

230 Anexo D Gráficos da Avaliação dos Item dos Programas Gráfico 2 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa ITest em barras Quedoc Quiz Maker Organização de Conteúdos Opções de ordenação das perguntas Gravação por testes de diferentes perguntas Definição de categorias Gravação por categorias de perguntas Classificação da dificuldade das perguntas Criação de bancos de questões Gráfico 3 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos do programa Quedoc Quiz Maker em radar 206

231 Anexo E Gráficos da Avaliação das Categorias dos Programas Gráfico 4 Avaliação das categorias do programa Hot Potatoes em colunas 207

232 Anexo E Gráficos da Avaliação das Categorias dos Programas Gráfico 5 Avaliação das categorias do programa Teaching Templates Quiz Maker em barras Gráfico 6 Avaliação das categorias do programa Hot Potatoes em radar 208

233 Anexo F Gráficos da Avaliação de um Item dos Vários Programas Gráfico 7 Avaliação do item Sistemas Operativos Compatíveis da categoria Software Compatível nos diversos programas em colunas 209

234 Anexo F Gráficos da Avaliação de um Item dos Vários Programas Gráfico 8 Avaliação do item Tipo de Máquina da categoria Hardware Compatível nos diferentes programas em barras Gráfico 9 Avaliação do item Alteração do Aspecto do Texto da categoria Ferramentas de Configuração nos diferentes programas em radar 210

235 Anexo G Gráficos da Avaliação de Todas as Categorias dos Vários Programas Gráfico 10 Avaliação das categorias dos programas em colunas com os programas no eixo dos XX 211

236 Anexo G Gráficos da Avaliação de Todas as Categorias dos Vários Programas Gráfico 11 Avaliação das categorias dos programas em colunas com as categorias no eixo dos XX Gráfico 12 Avaliação das categorias dos programas em barras com os programas no eixo dos YY 212

237 Anexo G Gráficos da Avaliação de Todas as Categorias dos Vários Programas Gráfico 13 Avaliação das categorias dos programas em barras com as categorias no eixo dos YY Gráfico 14 Avaliação das categorias dos programas com os programas em radar 213

238 Anexo G Gráficos da Avaliação de Todas as Categorias dos Vários Programas Gráfico 15 Avaliação das categorias dos programas com as categorias em radar 214

239 Anexo H Gráficos da Avaliação Global dos Vários Programas Gráfico 16 Avaliação global dos programas em colunas 215

240 Anexo H Gráficos da Avaliação Global dos Vários Programas Gráfico 17 Avaliação global dos programas em barras Gráfico 18 Avaliação global dos programas em radar 216

241 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 19 Avaliação dos itens da categoria Hardware Compatível dos programas em colunas 217

242 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 20 Avaliação dos itens da categoria Software Compatível dos programas em barras Gráfico 21 Avaliação dos itens da categoria Outros Requisitos dos programas em colunas 218

243 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 22 Avaliação dos itens da categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas dos programas em barras Gráfico 23 Avaliação dos itens da categoria Tipos de Testes Disponíveis dos programas em barras 219

244 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 24 Avaliação dos itens da categoria Ferramentas de Configuração dos Testes dos programas em colunas Gráfico 25 Avaliação dos itens da categoria Organização de Conteúdos dos programas em barras 220

245 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 26 Avaliação dos itens da categoria Segurança dos programas em colunas Gráfico 27 Avaliação dos itens da categoria Hardware Compatível dos programas em radar 221

246 Anexo I Outros Gráficos da Avaliação dos Programas Gráfico 28 Avaliação dos itens da categoria Software Compatível dos programas em radar 222

247 Anexo J Análise de Dados Personalizada Tabela 26 Análise de dados personalizada da categoria Hardware Compatível Tabela 27 Análise de dados personalizada da categoria Software Compatível Tabela 28 Análise de dados personalizada da categoria Outros Requisitos Tabela 29 Análise de dados personalizada da categoria Compatibilidade com Outras Ferramentas 223

248 Anexo J Análise de Dados Personalizada Tabela 30 Análise de dados personalizada da categoria Tipos de Testes Disponíveis Tabela 31 Análise de dados personalizada da categoria Ferramentas de Configuração dos Testes Tabela 32 Análise de dados personalizada da categoria Organização de Conteúdos 224

249 Anexo J Análise de Dados Personalizada Tabela 33 Análise de dados personalizada da categoria Segurança Tabela 34 Análise de dados personalizada da categoria Facilidade de Utilização Tabela 35 Análise de dados personalizada da categoria Correcção e Resultados 225

250 Anexo J Análise de Dados Personalizada Tabela 36 Análise de dados personalizada das categorias e global 226

MÓDULO II UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA FORMAÇÃO ONLINE

MÓDULO II UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA FORMAÇÃO ONLINE MÓDULO II UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO DA FORMAÇÃO ONLINE Objectivos gerais do módulo No final do módulo, deverá estar apto a: Identificar um Sistema de Gestão da Formação Online; Analisar as diversas

Leia mais

Guia de Acesso à Formação Online Formando 2011

Guia de Acesso à Formação Online Formando 2011 Plano [1] Guia de Acesso à Formação Online 2011 [2] ÍNDICE ÍNDICE...2 1. Introdução...3 2. Metodologia Formativa...4 3. Actividades...4 4. Apoio e Acompanhamento do Curso...5 5. Avaliação...6 6. Apresentação

Leia mais

Planificações 2012/2013. Tecnologias da Informação e Comunicação. 2ºAno. Escola Básica Integrada de Pedome. C E F Apoio à Família e à Comunidade

Planificações 2012/2013. Tecnologias da Informação e Comunicação. 2ºAno. Escola Básica Integrada de Pedome. C E F Apoio à Família e à Comunidade Planificações 2012/2013 Tecnologias da Informação e Comunicação C E F Apoio à Família e à Comunidade 2ºAno Escola Básica Integrada de Pedome Grupo Disciplinar de Informática Planificação a Longo Prazo

Leia mais

Regulamento (Aprovado em Conselho Pedagógico de 12 de Maio de 2009)

Regulamento (Aprovado em Conselho Pedagógico de 12 de Maio de 2009) ESCOLA SECUNDÁRIA DE PEDRO ALEXANDRINO CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos Regulamento (Aprovado em Conselho Pedagógico de 12 de Maio de 2009) I Legislação de Referência Portaria n.º 230/2008 de

Leia mais

3 A plataforma Moodle do Centro de Competência Softciências

3 A plataforma Moodle do Centro de Competência Softciências 3 A plataforma Moodle do Centro de Competência Softciências Dar a cana para ensinar a pescar (adágio popular) 3.1 O Centro de Competência O Centro de Competência Softciências, instituição activa desde

Leia mais

ANEXO 19 Regulamento Interno REGIME DE FUNCIONAMENTO DOS CURSOS EFA

ANEXO 19 Regulamento Interno REGIME DE FUNCIONAMENTO DOS CURSOS EFA ANEXO 19 Regulamento Interno REGIME DE FUNCIONAMENTO DOS CURSOS EFA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS IBN MUCANA 2011/2014 ÍNDICE Introdução 2 1. Objecto 2 2. Destinatários 2 3. Percursos Formativos 3 4. Organização

Leia mais

REGULAMENTO INTERNO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ENSINO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO. CAPÍTULO I Disposições Comuns

REGULAMENTO INTERNO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ENSINO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO. CAPÍTULO I Disposições Comuns REGULAMENTO INTERNO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ENSINO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO CAPÍTULO I Disposições Comuns SECÇÃO I Disposições gerais Artigo 1.º Objecto O presente regulamento procede

Leia mais

PLANO TIC ano lectivo 2006/2007

PLANO TIC ano lectivo 2006/2007 PLANO TIC ano lectivo 2006/2007 O Coordenador TIC João Teiga Peixe Índice Índice...2 1. Introdução... 3 2. Objectivos... 3 3. Sectores Afectos... 4 1. Salas de Aulas... 4 2. Administrativo... 4 3. Outras

Leia mais

Métodos de avaliação pedagógica ( [1] )

Métodos de avaliação pedagógica ( [1] ) Métodos de avaliação pedagógica ( [1] ) Margarida Fernandes ESE, Universidade do Algarve «Para conhecer a verdade acerca dum sistema educativo é necessário olhar para os seus métodos de avaliação. Que

Leia mais

Trabalho Final Documento crítico do artigo: LMS em Contexto Escolar: estudo sobre o uso da Moodle pelos docentes de duas escolas do Norte de Portugal

Trabalho Final Documento crítico do artigo: LMS em Contexto Escolar: estudo sobre o uso da Moodle pelos docentes de duas escolas do Norte de Portugal UNIVERSIDADE DE LISBOA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO Trabalho Final Documento crítico do artigo: LMS em Contexto Escolar: estudo sobre o uso da Moodle pelos docentes de duas escolas do Norte de Portugal Autor

Leia mais

REFERENCIAL DO CURSO DE COORDENAÇÃO

REFERENCIAL DO CURSO DE COORDENAÇÃO REFERENCIAL DO CURSO DE COORDENAÇÃO DE Área de Formação 862 Segurança e Higiene no Trabalho Formação Profissional Contínua/de Especialização ÍNDICE 1- ENQUADRAMENTO... 3 2- OBJECTIVO GERAL... 4 3- OBJECTIVOS

Leia mais

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS - DOCUMENTO 15 Extractos dos Referentes Externos e Internos que suportam o Referencial 2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS REFERENTES EXTERNOS LEGISLAÇÃO Lei nº 31/2002 de 20 de Dezembro CAPÍTULO I Sistema

Leia mais

Guia de Acesso à Formação Online Formando

Guia de Acesso à Formação Online Formando Guia de Acesso à Formação Online Formando Copyright 2008 CTOC / NOVABASE ÍNDICE ÍNDICE...2 1. Introdução...3 2. Metodologia Formativa...4 3. Actividades...5 4. Apoio e Acompanhamento do Curso...6 5. Avaliação...7

Leia mais

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação

Ficha Técnica. Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Ficha Técnica Título: Educação Pré-Escolar e Avaliação Edição: Região Autónoma dos Açores Secretaria Regional da Educação e Ciência Direcção Regional da Educação Design e Ilustração: Gonçalo Cabaça Impressão:

Leia mais

REGULAMENTO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ISVOUGA - INSTITUTO SUPERIOR DE ENTRE O DOURO E VOUGA

REGULAMENTO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ISVOUGA - INSTITUTO SUPERIOR DE ENTRE O DOURO E VOUGA REGULAMENTO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES DO ISVOUGA - INSTITUTO SUPERIOR DE ENTRE O DOURO E VOUGA O Estatuto de Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico (ECPDP), na redacção

Leia mais

PHC Recursos Humanos CS

PHC Recursos Humanos CS PHC Recursos Humanos CS A gestão total dos Recursos Humanos A solução que permite a optimização da selecção e recrutamento, a correcta descrição de funções, a execução das avaliações de desempenho e a

Leia mais

Regulamento Interno dos Cursos Profissionais

Regulamento Interno dos Cursos Profissionais ESCOLA SECUNDÁRIA RAINHA DONA LEONOR Proposta de Os cursos profissionais regem-se pela seguinte legislação: Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 24/2006,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO JOOMLA NA GESTÃO DA INFORMAÇÃO PEDAGÓGICA. Razões justificativas da acção: Problema/Necessidade de formação identificado

A IMPORTÂNCIA DO JOOMLA NA GESTÃO DA INFORMAÇÃO PEDAGÓGICA. Razões justificativas da acção: Problema/Necessidade de formação identificado A IMPORTÂNCIA DO JOOMLA NA GESTÃO DA INFORMAÇÃO PEDAGÓGICA Razões justificativas da acção: Problema/Necessidade de formação identificado O Plano Tecnológico da Educação (PTE), aprovado pela Resolução de

Leia mais

Plano de Desenvolvimento de Autonomia

Plano de Desenvolvimento de Autonomia Plano de Desenvolvimento de Autonomia O presente Plano de Desenvolvimento de Autonomia, produzido no âmbito do Contrato de Autonomia desta escola, celebrado com o Ministério da Educação em 10/9/2007, constitui-se

Leia mais

b : nas representações gráficas de funções do tipo

b : nas representações gráficas de funções do tipo do as suas escolhas a partir daí. Nesta situação, tendem a identificar as assímptotas verticais, as assímptotas horizontais e a associar as representações analítica e gráfica que têm estas características

Leia mais

DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013. Critérios de avaliação

DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013. Critérios de avaliação DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013 Critérios de avaliação 0 MATRIZ CURRICULAR DO 1º CICLO COMPONENTES DO CURRÍCULO Áreas curriculares disciplinares de frequência obrigatória: Língua Portuguesa;

Leia mais

Índice. Enquadramento do curso 3 Estrutura Programática 4. Primeiros passos com o e-best Learning 6. Actividades e Recursos 11

Índice. Enquadramento do curso 3 Estrutura Programática 4. Primeiros passos com o e-best Learning 6. Actividades e Recursos 11 Índice Parte 1 - Introdução 2 Enquadramento do curso 3 Estrutura Programática 4 Parte 2 Desenvolvimento 5 Primeiros passos com o e-best Learning 6 Como aceder à plataforma e-best Learning?... 6 Depois

Leia mais

Planificação Anual. Planificação de Médio Prazo (1.º Período) Tecnologias da Informação e Comunicação. 9º Ano

Planificação Anual. Planificação de Médio Prazo (1.º Período) Tecnologias da Informação e Comunicação. 9º Ano Escola Básica do 2º e 3º Ciclos João Afonso de Aveiro Departamento de Matemática e Ciências Experimentais Secção de Informática Planificação Anual (1.º Período) Ano lectivo 2010/2011 Tecnologias da Informação

Leia mais

Introdução às Tecnologias da Informação e da Comunicação Parte Teórica

Introdução às Tecnologias da Informação e da Comunicação Parte Teórica Comunicação Parte Teórica Prova de Exame de Equivalência à : Comunicação Parte Teórica Prova n.º 24 2011 9.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro 1. Introdução O presente documento

Leia mais

APÊNDICE I. Dificuldades Sentidas pelos EE no Acompanhamento Escolar dos Educandos. Estabelecer um horário semanal de estudo

APÊNDICE I. Dificuldades Sentidas pelos EE no Acompanhamento Escolar dos Educandos. Estabelecer um horário semanal de estudo APÊNDICE I Dificuldades Sentidas pelos EE no Acompanhamento Escolar dos Educandos Actividades Outubro Estabelecer um horário semanal de estudo Fazer cumprir o horário semanal de estudo Verificar diariamente

Leia mais

MÓDULO III HELP DESK PARA FORMAÇÃO ONLINE

MÓDULO III HELP DESK PARA FORMAÇÃO ONLINE MÓDULO III HELP DESK PARA FORMAÇÃO ONLINE Objectivos gerais do módulo No final do módulo, deverá estar apto a: Definir o conceito de Help Desk; Identificar os diferentes tipos de Help Desk; Diagnosticar

Leia mais

A G R U P A M E N T O D E E S C O L A S D E O L I V E I R I N H A ( 1 6 0 1 2 0 ) E S C O L A B Á S I C A D E O L I V E I R I N H A ( 1 0 5 4 0 3 )

A G R U P A M E N T O D E E S C O L A S D E O L I V E I R I N H A ( 1 6 0 1 2 0 ) E S C O L A B Á S I C A D E O L I V E I R I N H A ( 1 0 5 4 0 3 ) DISCIPLINA: TIC ANO: 9º TURMAS: A, B e C ANO LECTIVO: 2011/2012 P L A N I F I C A Ç Â O A N U A L - T I C UNIDADE DIDÁTICA 1: Tecnologias da Informação e Comunicação AULAS PREVISTAS: 9 x 90 Minutos Rentabilizar

Leia mais

Apresentação de Resultados Plano de Ações de Melhoria. www.anotherstep.pt

Apresentação de Resultados Plano de Ações de Melhoria. www.anotherstep.pt Apresentação de Resultados Plano de Ações de Melhoria www.anotherstep.pt 2 Sumário Ponto de situação Plano de Ações de Melhoria PAM Enquadramento e planeamento Selecção das Ações de Melhoria Fichas de

Leia mais

REGULAMENTO DE FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO A APLICAR AOS 1 OS CICLOS

REGULAMENTO DE FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO A APLICAR AOS 1 OS CICLOS REGULAMENTO DE FREQUÊNCIA E AVALIAÇÃO A APLICAR AOS 1 OS CICLOS DE ESTUDOS DOS CURSOS ADEQUADOS AO PROCESSO DE BOLONHA I Calendário e carga horária 1. O ano escolar tem início em Setembro e termina em

Leia mais

ECTS: European Credit Transfer System (Sistema europeu de transferência de créditos)

ECTS: European Credit Transfer System (Sistema europeu de transferência de créditos) http://www.dges.mcies.pt/bolonha/ ECTS: European Credit Transfer System (Sistema europeu de transferência de créditos) A razão de um novo sistema de créditos académicos Um dos aspectos mais relevantes

Leia mais

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar

CIRCULAR. Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar CIRCULAR Data: 11/04/2011 Circular nº.: 4 /DGIDC/DSDC/2011 Assunto: Avaliação na Educação Pré- Escolar Para: Inspecção-Geral de Educação Direcções Regionais de Educação Secretaria Regional Ed. da Madeira

Leia mais

APRESENTAÇÃO DE ACÇÃO DE FORMAÇÃO NAS MODALIDADES DE CURSO, MÓDULO E SEMINÁRIO. Formulário de preenchimento obrigatório, a anexar à ficha modelo ACC 2

APRESENTAÇÃO DE ACÇÃO DE FORMAÇÃO NAS MODALIDADES DE CURSO, MÓDULO E SEMINÁRIO. Formulário de preenchimento obrigatório, a anexar à ficha modelo ACC 2 CONSELHO CIENTÍFICO PEDAGÓGICO DA FORMAÇÃO CONTÍNUA APRESENTAÇÃO DE ACÇÃO DE FORMAÇÃO NAS MODALIDADES DE CURSO, MÓDULO E SEMINÁRIO Formulário de preenchimento obrigatório, a anexar à ficha modelo ACC 2

Leia mais

Formulário de preenchimento obrigatório, a anexar à ficha modelo ACC 2

Formulário de preenchimento obrigatório, a anexar à ficha modelo ACC 2 CONSELHO CIENTÍFICO-PEDAGÓGICO DE FORMAÇÃO CONTÍNUA APRESENTAÇÃO DE ACÇÃO DE FORMAÇÃO NAS MODALIDADES DE ESTÁGIO, PROJECTO, OFICINA DE FORMAÇÃO E CÍRCULO DE ESTUDOS Formulário de preenchimento obrigatório,

Leia mais

GABINETE DA MINISTRA DESPACHO

GABINETE DA MINISTRA DESPACHO DESPACHO A concretização do sistema de avaliação do desempenho estabelecido no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD), recentemente regulamentado,

Leia mais

Uma plataforma estratégica

Uma plataforma estratégica Publicado: Fevereiro 2007 Autor: Rui Loureiro Sénior Partner Implementar o Help Desk Quando simplesmente pensamos em implementar um Help Desk, isso pode significar uma solução fácil de realizar ou algo

Leia mais

GLOSSÁRIO DE FORMAÇÃO

GLOSSÁRIO DE FORMAÇÃO GLOSSÁRIO DE FORMAÇÃO Acolhimento - Acções que visam proporcionar ao colaborador um conjunto de referências e conhecimentos, relacionados com o ambiente organizacional e a função, tendo como objectivo

Leia mais

Introdução ao e-learning

Introdução ao e-learning Introdução ao e-learning Francisco Restivo FEUP/IDIT fjr@fe.up.pt Guião Ser um e-aprendente competente Trabalho de casa: pensar num curso Ser um desenhador de cursos competente Trabalho de casa: desenhar

Leia mais

UNIDADE 1. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO

UNIDADE 1. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO UNIDADE 1. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO Conteúdos Competências Gerais Competências essenciais (X 45 min) Capacidade de diálogo e de organização. Considerações gerais sobre a disciplina e

Leia mais

CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. Regulamento CAPÍTULO I. Legislação de Referência

CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. Regulamento CAPÍTULO I. Legislação de Referência CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos Regulamento (Apreciado pelo Conselho Pedagógico, em reunião realizada no dia 10 de Fevereiro de 2010) CAPÍTULO I Legislação de Referência - Portaria n. 230/2008

Leia mais

ACÇÃO DE FORMAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DA ACÇÃO. Domínio de Formação. Área de Formação. Modalidade de Formação. Duração: (Número total de horas) 36

ACÇÃO DE FORMAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DA ACÇÃO. Domínio de Formação. Área de Formação. Modalidade de Formação. Duração: (Número total de horas) 36 Plano de Formação 2009 ACÇÃO DE FORMAÇÃO Competências em TIC : Curso A nível 1 CARACTERIZAÇÃO DA ACÇÃO Área de Formação Domínio de Formação Tecnologias de Informática e Comunicação Utilização e/ou Manutenção

Leia mais

UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA

UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA UNIVERSIDADE DO PORTO GLOSSÁRIO DA ÁREA DA EDUCAÇÃO CONTÍNUA Acção de formação Módulo, curso, curso livre, curso multidisciplinar ou seminário realizado no âmbito da Educação Contínua ou da Aprendizagem

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES. REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. I - Objecto

ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES. REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos. I - Objecto ESCOLA SECUNDÁRIA FERNÃO DE MAGALHÃES REGULAMENTO DOS CURSOS EFA Educação e Formação de Adultos I - Objecto O presente regulamento define a organização, desenvolvimento e acompanhamento dos Cursos de Educação

Leia mais

GUIA DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES PARA O ANO LECTIVO DE 2008/2009

GUIA DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES PARA O ANO LECTIVO DE 2008/2009 GUIA DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES PARA O ANO LECTIVO DE 2008/2009 A avaliação é essencial em qualquer organização para garantir a qualidade do serviço prestado e a melhoria das práticas profissionais.

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTUDOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA

REGULAMENTO DE ESTUDOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA NORMAS REGULAMENTARES De acordo com o estipulado pelos artigos 14.º e 26.º do Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de Junho REGULAMENTO DE ESTUDOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA Regulamento n.º 487/2010,

Leia mais

MANUAL DE UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA MOODLE

MANUAL DE UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA MOODLE MANUAL DE UTILIZAÇÃO DA PLATAFORMA MOODLE A EQUIPA DO PTE 2009/2010 Índice 1. Entrar na plataforma Moodle 3 2. Editar o Perfil 3 3. Configurar disciplina 4 3.1. Alterar definições 4 3.2. Inscrever alunos

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CELEIRÓS

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CELEIRÓS AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CELEIRÓS Educação Especial Manual de Procedimentos e Documentos Grupo de Educação Especial: Carla Ricardo Torres Isabel Barros Vilaça Lúcia Marques Silva Marta Isabel Rosas Setembro

Leia mais

Guião de utilização da plataforma moodle para Professor

Guião de utilização da plataforma moodle para Professor Guião de utilização da plataforma moodle para Professor http://elearning.up.ac.mz http://www.ceadup.edu.mz E-mail: up.cead@gmail.com info@ceadup.edu.mz Maputo, 2013 Introdução Há alguns anos atrás, para

Leia mais

Manual do Ensino Aprendizagem SIGAQUIPAM

Manual do Ensino Aprendizagem SIGAQUIPAM Manual do Ensino Aprendizagem SIGAQUIPAM Índice Preambulo... 3 ÁREA (ii) APRENDIZAGENS E APOIO AOS ESTUDANTES... 5 1. ASSESSMENT/AVALIAÇÃO... 7 2. IMPROVEMENT/MELHORIA... 7 3. ENGAGEMENT/COMPROMISSO/GARANTIA...

Leia mais

Manual do Utilizador Aluno

Manual do Utilizador Aluno Manual do Utilizador Aluno Escola Virtual Morada: Rua da Restauração, 365 4099-023 Porto PORTUGAL Serviço de Apoio ao Cliente: Telefone: (+351) 707 50 52 02 Fax: (+351) 22 608 83 65 Serviço Comercial:

Leia mais

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO MINISTÉRIO Organismo/Serviço NIF Avaliador Cargo NIF FICHA DE AVALIAÇÃO PARA O PESSOAL DOS GRUPOS PROFISSIONAIS TÉCNICO SUPERIOR E TÉCNICO A preencher pelo avaliador Avaliado Unidade orgânica Carreira

Leia mais

ANEXO 10 REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS

ANEXO 10 REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS ANEXO 10 REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS ÍNDICE 1. Nota Introdutória... 3 2. Organização dos Cursos Profissionais... 4 2.1. Estrutura Curricular... 4 2.1.1. Componentes de Formação... 4 2.1.2. Prova

Leia mais

PHC Recursos Humanos CS

PHC Recursos Humanos CS PHCRecursos Humanos CS DESCRITIVO Optimize a selecção e recrutamento, proceda à correcta descrição de funções, execute as avaliações de desempenho e avalie as acções de formação. PHC Recursos Humanos CS

Leia mais

A gestão completa dos seus recursos humanos

A gestão completa dos seus recursos humanos PHC Recursos Humanos CS DESCRITIVO Optimize a selecção e recrutamento, proceda à correcta descrição de funções, execute as avaliações de desempenho e avalie as acções de formação. PHC Recursos Humanos

Leia mais

Planificação Anual TIC 8º Ano 2012/2013 1 PERÍODO

Planificação Anual TIC 8º Ano 2012/2013 1 PERÍODO Ano Letivo 2012/2013 TIC 7º ANO PLANIFICAÇÃO ANUAL DE CONTEÚDOS 1 PERÍODO 1 TEMPO- 45 MINUTOS Domínio Duração Objectivos Gerais Objectivos Específicos Estratégias/ Actividades Subdomínio 7ºA 7ºB Informação

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO DE HOLANDA. Regulamento geral de avaliação dos alunos

ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO DE HOLANDA. Regulamento geral de avaliação dos alunos ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO DE HOLANDA Regulamento geral de avaliação dos alunos Outubro / 2014 Índice I PRINCÍPIOS... 3 II - CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO... 4 III- IMPLEMENTAÇÃO... 4 IV - COMPETÊNCIAS A AVALIAR

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA MOITA PLANO DE AÇÃO PARA AS TIC

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA MOITA PLANO DE AÇÃO PARA AS TIC AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA MOITA PLANO DE AÇÃO PARA AS TIC Equipa PTE "A exclusão digital não é ficar sem computador ou telefone celular. É continuarmos incapazes de pensar, de criar e de organizar novas

Leia mais

Avaliação do valor educativo de um software de elaboração de partituras: um estudo de caso com o programa Finale no 1º ciclo

Avaliação do valor educativo de um software de elaboração de partituras: um estudo de caso com o programa Finale no 1º ciclo Aqui são apresentadas as conclusões finais deste estudo, as suas limitações, bem como algumas recomendações sobre o ensino/aprendizagem da Expressão/Educação Musical com o programa Finale. Estas recomendações

Leia mais

Escola E.B. 2,3 de Lousada. Opinião dos Directores de Turma sobre os documentos propostos para a avaliação dos alunos

Escola E.B. 2,3 de Lousada. Opinião dos Directores de Turma sobre os documentos propostos para a avaliação dos alunos Escola E.B. 2,3 de Lousada Opinião dos Directores de Turma sobre os documentos propostos para a avaliação dos alunos Maria do Céu Belarmino ceubelarmino@sapo.pt Rui Mesquita rui.jv.mesquita@sapo.pt Dezembro

Leia mais

Apresentação da Plataforma

Apresentação da Plataforma Apresentação da Plataforma por Luís Miguel Ricardo 282 I - Generalidades Inaugurada no ano de 2009, a modalidade elearning concebida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, utiliza a plataforma

Leia mais

Planificação Anual da disciplina de TIC 9ºANO

Planificação Anual da disciplina de TIC 9ºANO Planificação Anual da disciplina de TIC 9ºANO Conteúdos/Temas Competências Avaliação 1.1. Conceitos Introdutórios - Conhecer os conceitos básicos: Informação Informática Tecnologias da Informação e - Conhecer

Leia mais

Ano letivo 2014/2015. Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 7º ano. Domínio : I7 Informação. Aulas Previstas Semestre 32

Ano letivo 2014/2015. Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 7º ano. Domínio : I7 Informação. Aulas Previstas Semestre 32 Ano letivo 2014/2015 Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 7º ano Domínio : I7 Informação Aulas Previstas Semestre 32 Subdomínio: A informação, o conhecimento e o mundo das

Leia mais

NORMAS REGULAMENTARES DOS MESTRADOS DO ISEG

NORMAS REGULAMENTARES DOS MESTRADOS DO ISEG NORMAS REGULAMENTARES DOS MESTRADOS DO ISEG Nos termos do artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 74/2006 de 24 de Março e do Regulamento de Mestrados da Universidade Técnica de Lisboa (Deliberação do Senado da

Leia mais

PROPOSTA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2011/2012

PROPOSTA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2011/2012 PROPOSTA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2011/2012 1. INTRODUÇÃO: Na lógica do Decreto-Lei 6/2001, de 18 de janeiro, a avaliação constitui um processo regulador das aprendizagens, orientador do percurso escolar

Leia mais

Novos Programas: Outras Práticas Pedagógicas 1

Novos Programas: Outras Práticas Pedagógicas 1 Novos Programas: Outras Práticas Pegógicas 1 Maria Conceição Antunes Num estudo sobre os professores de no Ensino Secundário, em que participei (e que foi apresentado neste mesmo local, em 1996, no I Encontro

Leia mais

E GESTÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR

E GESTÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR THEKA Projecto Gulbenkian Formação de Professores Responsáveis pelo Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR A BIBLIOTECA E A ESCOLA O MESMO CAMINHO

Leia mais

Recursos Humanos. Hotelaria: gestores portugueses vs. estrangeiros

Recursos Humanos. Hotelaria: gestores portugueses vs. estrangeiros Esta é uma versão post print de Cândido, Carlos J. F. (2004) Hotelaria: Gestores Portugueses vs. Estrangeiros, Gestão Pura, Ano II, N.º 7, Abril/Maio, 80-83. Recursos Humanos Hotelaria: gestores portugueses

Leia mais

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS

TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO TUTORIA INTERCULTURAL NUM CLUBE DE PORTUGUÊS SANDRA MARIA MORAIS VALENTE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO Área de

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA I. OBJECTIVOS O objectivo deste ciclo de estudos é garantir aos estudantes uma sólida formação jurídica de base. Tendo

Leia mais

Projeto de Ações de Melhoria

Projeto de Ações de Melhoria DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE LISBOA E VALE DO TEJO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVES REDOL, VILA FRANCA DE XIRA- 170 770 SEDE: ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALVES REDOL 400 014 Projeto de Ações de Melhoria 2012/2013

Leia mais

Aprend.e Sistema integrado de formação e aprendizagem

Aprend.e Sistema integrado de formação e aprendizagem Aprend.e Sistema integrado de formação e aprendizagem Pedro Beça 1, Miguel Oliveira 1 e A. Manuel de Oliveira Duarte 2 1 Escola Aveiro Norte, Universidade de Aveiro 2 Escola Aveiro Norte, Departamento

Leia mais

ENSINO E AVALIAÇÃO TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ÀS TURMAS A E B DO 10º ANO

ENSINO E AVALIAÇÃO TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ÀS TURMAS A E B DO 10º ANO ESCOLA SECUNDÁRIA VITORINO NEMÉSIO ANO LECTIVO 2005/06 ENSINO E AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ÀS TURMAS A E B DO 10º ANO Gonçalo Augusto Simões Lisboa, Novembro de 2005 ÍNDICE INTRODUÇÃO

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 150253 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS BRAGA OESTE Sede: 343640 Escola dos 2.º e 3.º Ciclos de Cabreiros DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E CIÊNCIAS EXPERIMENTAIS Ano lectivo 2015-2016 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO No primeiro

Leia mais

Regulamento do Núcleo de Formação

Regulamento do Núcleo de Formação Regulamento do Núcleo de Formação 2013 1.Nota Introdutória Qualquer processo de formação com qualidade exige medidas e instrumentos de normalização e controlo, que permitam garantir desempenhos de excelência

Leia mais

Conceitos Sistema da informação e comunicação N.º de Aulas

Conceitos Sistema da informação e comunicação N.º de Aulas PLANIFICAÇÃO AGRUPAMENTO ANUAL - DE TECNOLOGIAS ANO ESCOLAS LECTIVO DR. VIEIRA DE CARVALHO 9º ANO 2008/2009 DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO Tecnologias 1º Período Conceitos Sistema da informação e comunicação

Leia mais

Um outro olhar sobre o Universo

Um outro olhar sobre o Universo Escola Superior de Educação Jean Piaget Um outro olhar sobre o Universo (disciplina leccionada em regime semi-presencial) Edição 2007 Guia de aprendizagem do aluno Ana Filipa Coelho, Júlia M. Carvalho,

Leia mais

ANEXO I. Regulamento. Cursos Vocacionais

ANEXO I. Regulamento. Cursos Vocacionais ANEXO I Regulamento Cursos Vocacionais Março de 2014 1 REGULAMENTO do ENSINO VOCACIONAL Conteúdo Âmbito e definição... 3 Artigo 2º... 3 Destinatários e acesso... 3 Artigo 3º... 3 Organização curricular...

Leia mais

Sistema de Avaliação dos Cursos de Formação. em Competências TIC Nível 1

Sistema de Avaliação dos Cursos de Formação. em Competências TIC Nível 1 Centro de Formação de Associação de Escolas Porto Ocidental Sistema de Avaliação dos Cursos de Formação em Competências TIC Nível 1 Pessoal Docente Pág. 1/6 Introdução Esta avaliação dos formandos docentes

Leia mais

TIC Unidade 2 Base de Dados. Informação é todo o conjunto de dados devidamente ordenados e organizados de forma a terem significado.

TIC Unidade 2 Base de Dados. Informação é todo o conjunto de dados devidamente ordenados e organizados de forma a terem significado. Conceitos relativos à Informação 1. Informação O que á a informação? Informação é todo o conjunto de dados devidamente ordenados e organizados de forma a terem significado. 2. Dados Em informática designa-se

Leia mais

Componente de Formação Técnica. Disciplina de

Componente de Formação Técnica. Disciplina de CURSOS PROFISSIONAIS DE NÍVEL SECUNDÁRIO Técnico de Gestão de Equipamentos PROGRAMA Componente de Formação Técnica Disciplina de Instalação e Manutenção de Equipamentos Escolas Proponentes / Autores ETAP

Leia mais

Regulamento n.º 663/2010. Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) 11.ª Edição (2010-2011) Artigo 1.º. Missão e Objectivos

Regulamento n.º 663/2010. Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) 11.ª Edição (2010-2011) Artigo 1.º. Missão e Objectivos Regulamento n.º 663/2010 Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) 11.ª Edição (2010-2011) Artigo 1.º Missão e Objectivos O CEAGP tem por missão propiciar uma formação generalista, de nível

Leia mais

Prémio Excelência no Trabalho 2015

Prémio Excelência no Trabalho 2015 FAQ Frequently Asked Questions Índice Prémio Excelência no Trabalho 2015 INSCRIÇÃO... 2 COMUNICAÇÃO INTERNA... 4 QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS COLABORADORES... 5 INQUÉRITO À GESTÃO DE TOPO... 7 TRATAMENTO

Leia mais

DOMUS MOBILE: PLATAFORMA DE SUPORTE AO MOBILE-LEARNING

DOMUS MOBILE: PLATAFORMA DE SUPORTE AO MOBILE-LEARNING Conferência IADIS Ibero-Americana WWW/Internet 2005 DOMUS MOBILE: PLATAFORMA DE SUPORTE AO MOBILE-LEARNING Paulo Alves e José Adriano Escola Superior de Tecnologia e de Gestão de Bragança Campus de S.

Leia mais

Módulo Presencial Síncrona Assíncrona TOTAL

Módulo Presencial Síncrona Assíncrona TOTAL REFRESCAMENTO DE PROFESSORES EM TIC NÍVEL 1 (125 horas) Objectivos gerais Este curso visa a aquisição de competências técnicas básicas no âmbito das aplicações informáticas de processamento de texto, folha

Leia mais

Regulamento Cursos de Educação e Formação - EFA

Regulamento Cursos de Educação e Formação - EFA Regulamento Cursos de Educação e Formação - EFA 1 Preâmbulo Artigo 1.º - Objeto e âmbito Artigo 2.º Modelo de formação Artigo 3.º - Modelo de formação Artigo 4.º - Posicionamento nos percursos de educação

Leia mais

Regulamento de Aplicação do Sistema do Europeu de Transferência de Créditos (ECTS) à formação ministrada pelo Instituto Politécnico de Santarém (IPS)

Regulamento de Aplicação do Sistema do Europeu de Transferência de Créditos (ECTS) à formação ministrada pelo Instituto Politécnico de Santarém (IPS) Regulamento de Aplicação do Sistema do Europeu de Transferência de Créditos (ECTS) à formação ministrada pelo Instituto Politécnico de Santarém (IPS) CAPÍTULO I Objecto, âmbito e conceitos Artigo 1º Objecto

Leia mais

Avaliação do Desempenho do. Pessoal Docente. Manual de Utilizador

Avaliação do Desempenho do. Pessoal Docente. Manual de Utilizador Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente Manual de Utilizador Junho de 2011 V6 Índice 1 ENQUADRAMENTO... 4 1.1 Aspectos gerais... 4 1.2 Normas importantes de acesso e utilização da aplicação... 4 1.3

Leia mais

Direcção Regional de Educação do Centro. Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim. Escola EB 2.3/S Eng. Dionísio Augusto Cunha.

Direcção Regional de Educação do Centro. Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim. Escola EB 2.3/S Eng. Dionísio Augusto Cunha. Direcção Regional de Educação do Centro Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim Escola EB 2.3/S Eng. Dionísio Augusto Cunha Regulamento Da PAP (Prova de Aptidão Profissional) Cursos Profissionais (Portaria

Leia mais

PLANO TIC. O Coordenador TIC. E g í d i a F e r n a n d e s F e r r a z G a m e i r o 2 0 0 8-2 0 0 9

PLANO TIC. O Coordenador TIC. E g í d i a F e r n a n d e s F e r r a z G a m e i r o 2 0 0 8-2 0 0 9 PLANO TIC 2 0 0 8-2 0 0 9 O Coordenador TIC E g í d i a F e r n a n d e s F e r r a z G a m e i r o [1] ESCOLA EB1/PE Santa Cruz http://escolas.madeira-edu.pt/eb1pescruz eb1pescruz@madeira-edu.pt IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Direcção Regional de Educação do Algarve

Direcção Regional de Educação do Algarve MÓDULO 1 Folha de Cálculo 1. Introdução à folha de cálculo 1.1. Personalização da folha de cálculo 1.2. Estrutura geral de uma folha de cálculo 1.3. O ambiente de da folha de cálculo 2. Criação de uma

Leia mais

Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens

Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens Avaliação Interna e Qualidade das Aprendizagens Perspectivas da OCDE www.oecd.org/edu/evaluationpolicy Paulo Santiago Direcção da Educação e das Competências, OCDE Seminário, Lisboa, 5 de Janeiro de 2015

Leia mais

Escola Evaristo Nogueira

Escola Evaristo Nogueira Escola Evaristo Nogueira Grupo Disciplinar de Educação Física Ano Lectivo 2014 / 2015 Critérios de Avaliação Os critérios de avaliação constituem referenciais dos professores que lecionam as disciplinas

Leia mais

Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. 2009-2010 Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Paulo Freire 1 ÍNDICE Introdução... 3 Objectivos... 3 Actividades... 3 Localização... 4 Horário provável de funcionamento...

Leia mais

FICHA TÉCNICA DO CURSO FOTOGRAFIA DIGITAL E PÓS-PRODUÇÃO DE IMAGEM EDIÇÃO Nº 01/2012

FICHA TÉCNICA DO CURSO FOTOGRAFIA DIGITAL E PÓS-PRODUÇÃO DE IMAGEM EDIÇÃO Nº 01/2012 FICHA TÉCNICA DO CURSO FOTOGRAFIA DIGITAL E PÓS-PRODUÇÃO DE IMAGEM EDIÇÃO Nº 01/2012 1. DESIGNAÇÃO DO CURSO Fotografia Digital e Pós-produção de imagem. 2. COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER O "Curso de Fotografia

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Documento orientador

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Documento orientador CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Documento orientador 1. ENQUADRAMENTO LEGAL Compete ao conselho pedagógico, enquanto órgão de gestão pedagógica da escola, definir, anualmente, os critérios gerais de avaliação e

Leia mais

Cursos de e-learning da Academia Portuguesa de Seguros

Cursos de e-learning da Academia Portuguesa de Seguros Cursos de e-learning da Academia Portuguesa de Seguros Guia de Apresentação do Curso de Qualificação de Agentes, Corretores de Seguros ou Mediadores de Resseguros Guia de Apresentação do Curso Versão 1.0

Leia mais

Computadores Portáteis. Regulamento de utilização

Computadores Portáteis. Regulamento de utilização Computadores Portáteis Regulamento de utilização 1 Introdução Os computadores portáteis estão disponíveis para: a) a utilização individual e profissional por professores; b) a utilização por professores,

Leia mais

Instrumentos de Avaliação

Instrumentos de Avaliação Instrumentos de Avaliação 7 Questionário de expectativas Atendendo à integração do Curso "Formação de eformadores" no Projecto etrainers, que tem como objectivo a testagem de metodologias e ambientes inovadores

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISICPLINAR - Informática ANO: 8º TICT2 ANO LECTIVO: 2008/2009 p.1/9

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISICPLINAR - Informática ANO: 8º TICT2 ANO LECTIVO: 2008/2009 p.1/9 ANO: 8º TICT2 ANO LECTIVO: 2008/2009 p.1/9 Módulo 1 Tecnologias da Informação e Comunicação 1.1 Conceitos Essenciais Conceitos Básicos o Informática o Tecnologias da Informação o Tecnologias da Informação

Leia mais