APLICAÇÃO DO CONCEITO DE PROTEÍNA IDEAL PARA BOVINOS LEITEIROS

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1 APLICAÇÃO DO CONCEITO DE PROTEÍNA IDEAL PARA BOVINOS LEITEIROS Flávio Augusto Portela Santos 1 ; Fernanda Lopes Macedo 2 ; Lucas Jado Chagas 2 1 Professor titular do Dept. de Zootecnia da ESALQ/USP; 2 Pós-graduação do Dept. de Zootecnia da ESALQ/USP INTRODUÇÃO A nutrição proteica de ruminantes evoluiu de forma considerável desde a publicação das primeiras normas de nutrição de bovinos por W. A. Henry em 1898, com a primeira edição do livro FEEDS AND FEEDING nos Estados Unidos. Na época, a vaca leiteira média do rebanho norte americano produzia menos que kg de leite/ano e nas palavras do referido autor uma boa vaca leiteira deve produzir ao redor de kg de leite/ano. Na primeira edição do livro acima citado, extensa lista de tabelas de composição de alimentos já se encontrava disponível e as exigências protéicas foram apresentadas em termos de proteína digestível (kg por 1000 kg de peso corporal), com base em estudos de digestibilidade e desempenho animal (Tabela 1). Tabela 1 - Exigências nutricionais de vacas leiteiras (W. A. Henry, 1898) kg por 1000 kg de peso corporal Kg de leite MS PD CHOD EED NDT 11,0 25 1,6 10 0,3 12,3 16,6 27 2,0 11 0,4 14,0 22,0 29 2,5 13 0,5 16,7 27,5 32 3,3 13 0,5 18,2 MS: matéria seca; PD: proteína digestível; CHOD: carboidratos digestíveis; EED: extrato etéreo digestível; NDT: nutrientes digestíveis totais. Na página 461 do livro o autor relata o levantamento feito por técnicos treinados da Universidade de Wisconsin, em 9 fazendas típicas da época. De acordo com os dados levantados, as dietas fornecidas para as vacas leiteiras encontravam-se deficientes em proteína (proteína digestível) e foram reformuladas de acordo com as normas propostas no referido livro (Tabela 2).

2 302-1 st International Symposium of Dairy Cattle Tabela 2 - Readequação protéica de dietas em 9 fazendas leiteiras nos Estados Unidos no século XIX Item PV, Kg PD, g NDT, g Razão nutritiva Ração original 340, :7,5 Ração reformulada 340, :5,6 PV: peso vivo; PD: proteína digestível; NDT: nutrientes digestíveis totais. O livro FEEDS AND FEEDING foi reeditado posteriormente ao longo do século XX pelo Dr. Morrisson, e até o início da década de 70, dividiu com as edições iniciais do NRC, o papel de principal fonte de informação sobre exigências nutricionais e guia para formulação de rações para bovinos nos Estados Unidos e também no Brasil. Por várias décadas as estimativas das exigências protéicas continuaram a ser obtidas a partir de ensaios de desempenho e digestibilidade, até o aprimoramento dos ensaios de metabolismo, que possibilitaram o desenvolvimento do método fatorial de exigências, utilizado até o momento pelos principais sistemas protéicos disponíveis. O método fatorial consiste em dividir a exigência protéica do animal em exigências de manutenção e de produção. As exigências de manutenção consistem do nitrogênio (N) endógeno urinário, N de descamação (pele e pêlos) e N metabólico fecal. As exigências de produção consistem do N necessário para o feto, crescimento e lactação. Entretanto, até o final da década de 70 nos Estados Unidos, as exigências protéicas de bovinos leiteiros ainda eram expressas com base em proteína bruta ou proteína digestível. A seguir apresentamos breve histórico da evolução da nutrição protéica de bovinos leiteiros com base em estudos publicados no Journal of Dairy Science desde sua primeira edição em Com a aprovação do uso da uréia para a alimentação animal nos Estados Unidos em 1941, teve início uma série de experimentos com essa fonte protéica. A uréia passou a ser então a grande vedete entre as fontes protéicas nos trabalhos publicados no Journal of Dairy Science até meados dos anos 70, sendo tema também das primeiras revisões sobre proteína para vacas leiteiras publicadas nesse periódico. Em 1943 (Rupel et al, 1943) avaliaram níveis de inclusão de uréia em dietas para vacas leiteiras com produções de 3500 kg de leite/lactação (LCG a 4%) em substituição ao farelo de linhaça. Os autores concluíram que a uréia deveria ser fornecida em no máximo 1%

3 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite da MS da dieta total ou 3% no concentrado, recomendações essas que passaram a ser adotadas por produtores na América do Norte. Já na década de 60, pesquisadores da Universidade de New Hampshire realizaram 3 estudos (Colovos et al, 1967; Holter et al, 1968) onde foram avaliados 4 níveis de inclusão de uréia no concentrado (0; 1,25; 2,0 e 2,5%) em substituição ao farelo de soja, para vacas com produções ao redor de kg/lactação. Os autores concluíram que vacas podem usar uréia em níveis mais altos que os adotados no nordeste dos EUA, que é de no máximo 1% do concentrado. Os debates sobre o uso de uréia em comparação com fontes de proteína verdadeira para vacas leiteiras tornaram-se mais acirrados na década de 70, período de maior publicação de trabalhos sobre essa fonte de NNP (nitrogênio não protéico) para vacas leiteiras. Dois pesquisadores de renome nos Estados Unidos destacaram-se nas discussões sobre o uso de uréia. De um lado o Dr. Larry Satter, com base em estudo in vitro (Satter e Slyter, 1974) sugeriu que 2 a 5mg de N-NH 3 /dl de fluido ruminal seriam suficientes para otimizar a produção de proteína microbiana no rúmen. Em revisão publicada pelo mesmo pesquisador (Satter e Roffler, 1975) foi proposto que para vacas leiteiras, só se deveria incluir uréia na dieta quando a concentração ruminal de N-NH 3 /dl fosse inferior a 5 mg/dl, ou em rações com teores de PB inferiores a 12-13%. Essas recomendações foram contestadas pelo Dr. J. T. Huber com base nos seus trabalhos clássicos sobre adição de uréia em silagem de milho para vacas com produções superiores a 30 kg de leite/dia (Huber e Kung Jr, 1981; Kung Jr e Huber, 1983). Apesar do aperfeiçoamento nas determinações das exigências de proteína digestível entre os anos de 1898 e a década de 60, questionamentos cada vez mais frequentes passaram a ser feitos sobre o sistema protéico vigente na época. A publicação de Morrisson (1959) e a terceira edição do NRC publicada em 1958 (NRC, 1958) constituíam-se nas principais referências quanto às exigências nutricionais dos bovinos e composição química dos alimentos. Era crescente a convergência do pensamento científico sobre a necessidade do desenvolvimento de um sistema capaz de atender tanto às exigências dos microrganismos ruminais por compostos nitrogenados degradáveis no rúmen, quanto do ruminante em termos de proteína digerida no intestino, ou seja, entrava-se na fase embrionária dos sistemas de proteína metabolizável adotados atualmente nos

4 304-1 st International Symposium of Dairy Cattle principais modelos para bovinos leiteiros desenvolvidos na América do Norte como o CNCPS (Russel et al., 1992) e o NRC (2001). Segundo Satter e Roffler (1975) Burroughs foi provavelmente o primeiro pesquisador a usar o termo proteína metabolizável para se referir à proteína digerida no intestino delgado ainda em O primeiro simpósio específico sobre proteína publicado no Journal of Dairy Science foi provavelmente em Nesse simpósio Satter e Roffler (1975) criticaram os sistemas de proteína digestível e defenderam a elaboração de um sistema de proteína metabolizável. Clark (1975) com base em trabalhos de infusão abomasal ou duodenal de caseína em vacas leiteiras de alta produção, enfatizou a importância da adequação do suprimento de proteína não degradável no rúmen (PNDR) e de aminoácidos em dietas para esses animais. No mesmo simpósio Chalupa (1975) revisou dados até então escassos nas palavras do próprio autor, sobre o fornecimento de fontes ricas em PNDR e de aminoácidos (AA) quanto aos seus efeitos no desempenho de vacas leiteiras. Nesse artigo, o autor enfatizou a importância de se otimizar a síntese ruminal de proteína microbiana (Pmic) e a importância do uso de nitrogênio não protéico (NNP) para suprir amônia para as bactérias ruminais, entretanto, o autor também discutiu as limitações do rúmen como supridor de proteína metabolizável para vacas de alta produção, realçando a importância de fontes ricas em PNDR e a possibilidade de suprir diretamente AA para esses animais. Definitivamente havia sido dada a largada para o desenvolvimento de sistemas de proteína metabolizável para bovinos leiteiros. A proposta então amadureceu ainda mais com o Simpósio sobre proteína para vacas leiteiras publicado pelo Journal of Dairy Science em 1984, onde as publicações abordaram temas como, degradação ruminal, digestão intestinal e absorção de compostos nitrogenados, a importância do N metabólico fecal e a excreção urinária de N, o metabolismo pós absortivo de AA, a resposta animal a diferentes teores de PB e fontes de PNDR, e finalmente as implicâncias do excesso de proteína bruta nas dietas. Esse processo finalmente foi concretizado com a publicação do modelo de proteína absorvida em 1985 (NRC, 1985). Mesmo assim, essa publicação ainda foi embasada em número limitado de dados. As limitações até aquele momento eram principalmente o número pequeno de estudos com vacas de alta produção e com animais canulados, as dificuldades metodológicas, imprecisões e a escassez de dados

5 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite relativos à degradação ruminal de proteínas e à síntese de proteína microbiana. O modelo então denominado de proteína absorvida, apesar da terminologia não ser a mais adequada, foi adotado pelo NRC de bovinos leiteiros editado em 1989 (NRC, 1989). As décadas de 80 e de 90 foram as de maior publicação de artigos relativos à nutrição protéica de vacas leiteiras no Journal of Dairy Science e possibilitaram aperfeiçoamentos, que culminaram com as edições do modelo dinâmico de proteína metabolizável proposto no CNCPS (Russel, et al, 1992) e pela mais recente edição do NRC (NRC, 2001). Cientes de que era necessário evoluir além da adequação de PDR para suprir os microrganismos ruminais e da adequação de proteína metabolizável para o bovino, esses dois novos modelos contemplaram também, submodelos para o balanceamento de AA em dietas para vacas leiteiras. Nas Tabelas 3 e 4 pode ser observada a evolução cronológica dos temas abordados nos trabalhos sobre nutrição protéica de bovinos leiteiros, publicados no Jornal of Dairy Science desde sua primeira edição em Tabela 3 - Trabalhos sobre proteína para vacas leiteiras publicados no Journal of Dairy Science desde 1917 Período Uréia Fontes Níveis/ A Exigências Metabolismo Revisões Total PNDR Fontes A Metodologia * * PNDR: proteína não degradável no rúmen; AA: aminoácidos. * Alguns trabalhos avaliaram duas ou mais variáveis.

6 306-1 st International Symposium of Dairy Cattle Tabela 4 - Evolução das produções médias de leite do rebanho leiteiro americano e do conhecimento sobre nutrição protéica Período Sistema protéico Vaca EUA, kg/dia Vaca experimental, kg/dia Tema Trabalhos publicados PD 4, PD 5, U PD 6, U PD U PD 11, U PA 14, PNDR PA 22, PNDR AA PM PNDR AA AA PD: proteína digestível; PA: proteína absorvida; PM: proteína metabolizável; AA: Aminoácidos; U: uréia; PNDR; proteína não degradável no rúmen. Com base nas Tabelas 3 e 4 fica evidente a determinação e objetividade da comunidade científica americana (publicações majoritárias no JDS) no sentido de gerar informações que possibilitassem o desenvolvimento dos modelos de proteína metabolizável disponíveis no momento. Em síntese, os sistemas evoluíram das determinações de exigências em proteína digestível ou bruta para os atuais modelos de proteína metabolizável, que permitem adequar as exigências da população microbiana ruminal em compostos nitrogenados, assim como as exigências do ruminante em proteína metabolizável. Os sistemas de proteína metabolizável têm estimulado e permitido avanços no conhecimento das exigências em aminoácidos dos ruminantes e o balanceamento do perfil de aminoácidos essenciais da proteína metabolizável. Esses avanços têm possibilitado ganhos de produtividade animal por meio da otimização da síntese de proteína microbiana no rúmen, adequação das doses de proteína não degradável no rúmen, adequação da quantidade e qualidade da proteína metabolizável suprida para o animal, redução nas perdas de compostos nitrogenados e redução do impacto negativo da liberação desses compostos para o ambiente

7 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite CARACTERIZAÇÃO E FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS Proteínas são macromoléculas presentes nas células com funções diversas como componentes estruturais, funções enzimáticas, funções hormonais, recepção de estímulos hormonais e armazenamento de informações genéticas. As proteínas são compostas de unidades formadoras, os AA, unidos por ligações peptídicas. Apesar de ocorrerem na natureza aproximadamente 300 AA distintos, apenas 20 deles estão presentes nas proteínas de microrganismos, plantas e animais. A hidrólise de qualquer proteína natural dos seres vivos produz uma mistura dos 20 L-α-AA. Todos esses AA contêm um grupamento carboxílico (COOH) e um grupamento amino (NH 3 + ) funcionais ligados ao carbono e possuem as configurações absolutas do L-gliceraldeído e, portanto, são L-α- AA. Os 20 L-α-AA presentes nas proteínas dos seres vivos podem ser classificados de várias formas, entretanto, do ponto de vista da nutrição de animais ruminantes e não ruminantes, eles são classificados principalmente como aminoácidos essenciais (AAE) e aminoácidos não essenciais (AANE). Os AAE não são sintetizados pelo organismo do animal, ou são sintetizados (Arg e His) em quantidades insuficientes para suprir as exigências. Dos 20 L-α-AA, 10 são considerados AAE tanto para ruminantes como para não ruminantes: ariginina (Arg), histidina (His), isoleucina (Ile), leucina (Leu), lisina (Lis), metionina (Met), fenilalanina (Phe), treonina (Thr), triptofano (Trp) e valina (Val). Os AANE são aqueles que podem ser sintetizados pelo tecido animal a partir de metabólitos do metabolismo intermediário e de grupamentos amino provenientes do excesso de AA. Podem ser sintetizados a partir de outros AANE ou mesmo de AAE, quando necessário. São eles: alanina, ácido aspártico, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glutamina, glicina, prolina, serina e tirosina. Os 20 L-α-AA são requeridos pelo organismo principalmente para a síntese de proteínas, mas podem também ser utilizados para a síntese de outros metabólitos. Com base nos metabólitos produzidos, os AA podem ser classificados em: a) glicogênicos (Ala, Arg, Asp, Cis, Glu, Gli, His, Met, Pro, Ser, Thr e Val), importantes precursores para a síntese de glicose, através da gliconeogênese hepática em ruminantes; b) cetogênicos (Leu), precursores para a síntese de ácidos graxos;

8 308-1 st International Symposium of Dairy Cattle c) glicogênicos e cetogênicos (Ile, Lis, Phe, Trp e Tir), precursores tanto de glicose como de ácidos graxos. O teor de AAE e a proporção entre esses AA na proteína metabolizável no intestino determinam a eficiência de utilização dessa proteína pelo ruminante. Quando a proteína metabolizável é de alta qualidade (rica e com perfil adequado em AAE), o teor de proteína bruta da ração pode ser reduzido, a eficiência de utilização da proteína metabolizável é otimizada, a excreção de uréia e de outros compostos nitrogenados é reduzida e o desempenho animal é maximizado. A proteína bruta (PB) contida nos alimentos consumidos por ruminantes, calculada como N x 6,25 (assume teor de N na proteína de 16%), contém N na forma protéica (AA unidos por meio de ligações peptídicas que formam uma molécula de proteína) e N na forma não protéica (NNP), representado por AA livres, peptídeos, ácidos nucleicos, amidas, aminas e amônia. IMPORTÂNCIA DA PROTEÍNA MICROBIANA PARA VACAS LEITEIRAS A proteína bruta contida nos alimentos dos ruminantes é composta por uma fração degradável no rúmen (PDR) e uma fração não degradável no rúmen (PNDR). A degradação de proteína no rúmen ocorre pela ação de enzimas (proteases, peptidases e deaminases) secretadas pelos microrganismos ruminais. Esses microrganismos degradam a fração PDR da PB da ração e utilizam peptídeos, AA e amônia, para a síntese de proteína microbiana e multiplicação celular. A precisão dos atuais sistemas protéicos, baseados nas exigências em proteína metabolizável, é altamente dependente de informações precisas quanto às frações degradáveis e não degradáveis dos alimentos. O suprimento de quantidades adequadas de PDR e PNDR é fundamenta para otimizar a produção de proteína microbiana e complementá-la adequadamente com PNDR e, assim, suprir as exigências em proteína metabolizável dos animais. A proteína metabolizável (PM) no intestino de ruminantes é representada pelo total de AA provenientes da digestão intestinal da: a) proteína microbiana produzida no rúmen; b) PNDR de origem alimentar; c) proteína endógena.

9 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite A Pmic é normalmente a principal fonte de proteína para ruminantes, na maioria das situações produtivas. Ela pode representar ao redor de 45 a 55% da PM no intestino de vacas leiteiras de alta produção, 55 a 65% em bovinos de corte confinados com rações ricas em energia e mais de 65% em bovinos mantidos exclusivamente em pastagens. Portanto todo e qualquer programa nutricional só terá sucesso se a produção de Pmic for otimizada. Manipulações da ração que resultem em redução na síntese microbiana, normalmente, comprometem o desempenho do animal. O desempenho pior pode ocorrer em razão da redução na fermentação ruminal, com efeitos negativos no consumo de alimento e, portanto, na disponibilidade de energia para o animal, como também pela redução na quantidade e/ou qualidade da PM disponível no intestino. No tocante à nutrição proteica, a exigência metabólica do ruminante não é por PB, NNP, PDR ou PNDR, mas sim por AA. As células dos tecidos dos ruminantes necessitam de AA para seu metabolismo. Os AA devem estar disponíveis para o metabolismo dos tecidos em quantidades e proporções adequadas para eficiência máxima. Sendo assim, o valor nutricional da PM para ruminantes depende, principalmente, do seu perfil em AAE. A qualidade da fonte suplementar de proteína para ruminantes pode dentre outros fatores, ser estimada com base no seu perfil em AAE. O escore químico para cada AAE pode ser estabelecido para a proteína alimentar com base no teor dos AAE na proteína do alimento em relação ao teor desses AAE na proteína do leite (para vacas em lactação) ou no tecido muscular (para animais em crescimento ou terminação) por meio da fórmula: Escore do AAy = (% do AAy na proteína do alimento / % do AAy na proteína do leite ou tecido) x 100 O valor máximo para o escore é 100, mesmo quando a proteína do alimento contiver teor de determinado AAE maior que o da proteína do leite ou do tecido muscular. O escore médio dos 10 AAE para cada fonte protéica pode então ser calculado, conforme apresentado na Tabela 5.

10 310-1 st International Symposium of Dairy Cattle Tabela 5 - score químico 1, índice de AAE (AAEi 2 ) e AAE mais limitantes 3 de diferentes fontes de proteína, quando comparadas com a proteína do leite. Fonte de proteína His Phe Leu Thr Met Arg Val Ile Trp Lis AAEi AA limitantes Farinha de sangue Ile Arg Met Farinha de peixes Ile Leu Val Farinha de penas His Lis Met Farinha de carne Ile Trp Leu Farinha de carne e ossos Trp Ile Leu Farelo glúten de milho Lis Trp Arg Farelo de alfafa Lis Arg Ile Resíduo de cervejaria Lis Arg His Resíduo de destilaria Lis Ile Arg Farelo de soja Ile Leu Met Microrganismos Leu Ile Val Adaptada de Santos et al. (1998). 1: calculado como (% dos AA na fonte de proteína / % dos AA na proteína do leite) x 100. O escore 100 é o máximo possível, e significa que a fonte de proteína tem a mesma % dos AA em questão em relação à proteína do leite; 2: AAEi = [(log dos AAE na fonte de proteína) / (log dos AAE na proteína do leite)] x 100; 3: listados em ordem de limitação.

11 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite A análise dos dados das Tabelas 5 mostra de forma clara a superioridade da proteína microbiana em relação às principais fontes protéicas disponíveis comercialmente para serem utilizadas em rações de ruminantes. A proteína microbiana é equilibrada na maioria dos AAE em relação à proteína do leite ou do tecido muscular. Apesar da análise dos dados indicarem que os AAE mais limitantes na proteína microbiana são os de cadeia ramificada, leucina, valina e isoleucina, a grande maioria dos trabalhos tem mostrado que lisina e metionina são os dois AAE mais limitantes para a produção de leite e de carne na maioria das rações utilizadas para vacas de alta produção e para bovinos em crescimento. A proteína microbiana tem perfil excelente desses dois AAE, muito parecido com o da proteína do leite e do tecido muscular. Além de proteínas, as células microbianas contêm carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas na sua composição e portanto, esses nutrientes são necessários no meio ruminal para que a população microbiana possa se multiplicar de forma eficiente. Com base no discutido acima, fica clara a importância de se otimizar a síntese de Pmic no rúmen, pois isso indica o uso eficiente da PDR ingerida, menor perda de amônia ruminal e menor excreção de uréia, menor necessidade de PNDR na ração e maior fluxo de proteína metabolizável com melhor perfil de AAE para o intestino. Com o objetivo de otimizar a síntese microbiana no rúmen de vacas leiteiras deve-se garantir as seguintes condições: a) Fornecer fonte de forragem de alta qualidade para otimizar a ingestão total de MS, o ambiente ruminal em termos de ph e a geração de energia proveniente da fermentação de FDN de alta qualidade b) Fornecer fontes de CNF (amido, açúcares e pectina) de alta fermentabilidade ruminal, respeitando limites máximos de CNF totais em relação aos teores de FDN e de FDN de forragem ou FDN fisicamente efetiva da dieta. c) Balancear a dieta em CNF não apenas no tocante ao seu teor total, mas também quanto à sua composição em carboidratos, ou seja, monitorar o teor específico e a degradabilidade ruminal do amido presente na fração CNF das dietas. d) Garantir o suprimento adequado de PDR (peptídeos, aminoácidos e amônia) para os microrganismos ruminais.

12 312-1 st International Symposium of Dairy Cattle Controvérsia ainda existe quanto à concentração mínima de amônia no fluido ruminal para maximizar a síntese microbiana. Trabalhos iniciais in vitro sugeriram que valores tão baixos quanto 2 a 5 mg de N amoniacal/dl de fluido ruminal seriam suficientes em rações ricas em fibra. Esses valores são inferiores aos normalmente obtidos em condições práticas com vacas leiteiras alimentadas com rações bem balanceadas para desempenho elevado. Trabalhos conduzidos in situ têm sugerido valores bem superiores a 2 a 5 mg/dl, ou seja, da ordem de até 22 mg de N amoniacal/dl de fluido ruminal para maximizar a fermentação de fontes de CHO de alta degradabilidade. É de se esperar que o teor ótimo de N amoniacal seja variável em razão da disponibilidade de energia fermentável no rúmen. De acordo com a literatura consultada, de forma consistente a substituição parcial ou total de fonte protéica rica em PDR como o farelo de soja, pelas mais diversas fontes comerciais ricas em PNDR, diminuiu a passagem de proteína microbiana para o duodeno. Essa observação, com certeza, ocorreu em virtude da menor disponibilidade de PDR no fluido ruminal. É mais provável que tenha havido limitação de amônia no fluido ruminal que limitação de peptídeos e AA. A degradabilidade ruminal das fontes protéicas pode afetar a disponibilidade ruminal de amônia, aminoácidos e peptídeos para a síntese microbiana. Os antigos sistemas protéicos baseados em PD ou PB desconsideravam as exigências microbianas em compostos nitrogenados. Com a publicação do sistema de Proteína Absorvida (NRC, 1985) e, posteriormente o Sistema de Proteína Metabolizável (NRC, 2001), tornou-se possível balancear as rações tanto em PDR, para suprir as exigências dos microrganismos ruminais, quanto em PNDR, para complementar a Pmic e suprir a exigência de PM do ruminante. De acordo com o NRC (2001) valores entre 10 a 11% de PDR na matéria seca da ração de vacas leiteiras são exigidos para maximizar a síntese microbiana. A limitação de PDR pode afetar negativamente a ingestão de MS, a fermentação de carboidratos e a produção de ácidos graxos voláteis (AGV), a síntese microbiana e finalmente, a produção e composição do leite (NRC, 2001). Por outro lado, o excesso de PDR além de representar desperdício de proteína, de dinheiro, e ser fonte de poluição ambiental, pode também ter efeito negativo no próprio crescimento microbiano (Boucher et al, 2007). No NRC (2001) a

13 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite quantidade de proteína microbiana produzida no rúmen é calculada com base no NDT da ração. A fórmula utilizada é: kg de Pmic = kg de NDT x 0,13 Nesse modelo a exigência é de 1,18 kg de PDR para cada kg de Pmic produzida no rúmen. Caso essa quantidade de PDR não seja suprida, é adotada a seguinte fórmula para o cálculo de Pmic: kg Pmic = kg PDR x 0,85 A excelente qualidade da proteína microbiana sintetizada no rúmen permite a ela complementar, em muitos casos, as deficiências das frações das fontes protéicas da ração que escapam da degradação ruminal. Esse fato contribuiu para retardar o interesse em busca de métodos mais sofisticados para a determinação das exigências protéicas para ruminantes. Pesquisas conduzidas nos anos 60 mostraram que o rúmen foi capaz de suprir toda a proteína necessária para a produção de até kg de leite/lactação de vacas recebendo uréia como única fonte de N. Entretanto, o potencial genético dos rebanhos atuais de países desenvolvidos, tem crescido de forma expressiva desde a década de 60, sendo comum rebanhos com produções médias por vaca/ano entre a kg/leite/ano em sistemas confinados. Isso tem exigido avanços cada vez maiores no conhecimento da nutrição protéica de vacas leiteiras. Para as vacas com alto potencial genético em sistemas confinados, o rúmen não é capaz de suprir toda a proteína necessária para a manutenção corporal e produção, aumentando assim a importância da fonte protéica da ração. Nesses casos, maior quantidade de proteína da ração tem que escapar da fermentação ruminal para ser digerida no intestino, porém sem que haja limitação de N para a síntese de proteína microbiana no rúmen. Não apenas a quantidade de proteína microbiana e de proteína alimentar que escapam da fermentação ruminal são importantes, mas também a qualidade desta última. O perfil de AAE na proteína que chega ao intestino é tão importante quanto a quantidade dessa proteína para que se possa maximizar o desempenho animal. Desde a publicação do NRC (1985), grande número de estudos tem sido conduzido para se determinar as quantidades e as fontes mais adequadas de PDR e PNDR, para vacas leiteiras, com o objetivo final

14 314-1 st International Symposium of Dairy Cattle de otimizar o fluxo de aminoácidos para o intestino e o desempenho desses animais. Com base nas recomendações do NRC (1985, 1989), diversos autores sugeriram a existência de possível deficiência de PNDR em rações para vacas leiteiras de alta produção, quando suplementos protéicos convencionais pobres em PNDR (como farelo de soja) são fornecidos. Em tais condições, a suplementação com fontes ricas em PNDR poderia teoricamente aumentar a produção de leite. TEORES E FONTES DE PROTEÍNA EM DIETAS PARA VACAS LEITEIRAS Teor de proteína bruta na dieta A otimização do balanço entre síntese de proteína microbiana e degradação de proteína no rúmen de vacas em lactação é ferramenta importante para maximizar a produção e composição de leite, a eficiência de uso do N e, ao mesmo tempo, reduzir a excreção de N para o ambiente. Sistemas de proteína metabolizável atuais (CNCPS, 1992; NRC, 2001) permitem estimar a degradabilidade ruminal da proteína para suprir as exigências de PDR dos microrganismos e as exigências de proteína metabolizável da vaca leiteira. Esses sistemas permitem avanço ainda maior, o balanceamento de aminoácidos da proteína metabolizável, principalmente no tocante a Lis e Met. De acordo com a literatura, aumentar o teor de PB da ração pode reduzir a possibilidade de deficiência de aminoácidos no intestino e, assim, aumentar a produção de leite. Entretanto, o fornecimento de rações com excesso de PB aumenta o custo da ração, reduz a eficiência de uso do N e pode reduzir a fertilidade de vacas leiteiras. De acordo com a revisão de 82 estudos apresentada no NRC (2001), a produção de leite aumentou 0,75 kg/vaca/dia quando o teor de PB na ração foi aumentado de 15% para 16% e apenas 0,35 kg/vaca/dia quando o teor de PB foi aumentado de 19% para 20%. A produção máxima de leite ocorreu com teores de 23% de PB na ração. Resultados similares foram reportados por Ipharraguerre e Clark (2005a), os quais utilizaram um banco de dados maior e mais atualizado (112 estudos publicados entre 1981 e 2003) e uma metodologia diferente de análise. Esses autores estimaram aumentos na produção de leite de 0,94 e 0,42 kg/vaca/dia quando o teor de PB da ração foi

15 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite aumentado de 15% para 16% e de 19% para 20%, respectivamente. A produção máxima foi obtida com 22,8% de PB. Na revisão do NRC (2001), o aumento na produção de leite com o aumento no teor de PB da ração não esteve correlacionado com aumento no consumo de MS. Efeito positivo do aumento do teor de PB da ração no consumo de MS é esperado quando a ração é deficiente em PDR. Essa ocorrência é mais comum em rações com teores de PB abaixo de 15%, mesmo assim há inconsistência nos dados. Santos e Pedroso (2011) revisaram 13 estudos sobre doses de PB em rações para vaca leiteiras de alta produção mantidas em confinamento, publicados no Journal of Dairy Science entre 2005 e 2009 (Ipharraguerre e Clark, 2005b; Reynal e Broderick, 2005; Groff e Wu, 2005; Olmos Colmenero e Broderick, 2006a,b; Kalscheur et al., 2006; Wang et al, 2007; Cabrita et al., 2007; Cyriac et al., 2008; Law et al., 2009). Vacas alimentadas com rações com menos de 15% de PB tiveram suas produções de leite aumentadas de forma consistente, quando os teores de PB das rações foram elevados para 15 a 17%. Na maioria desses estudos, o consumo de matéria seca não foi afetado pelo teor de PB das rações. Em 7 desses 13 estudos revisados, as vacas produziram entre 36,3 e 43,3 kg de leite/dia (Ipharraguerre e Clark, 2005b; Reynal e Broderick, 2005; Groff e Wu, 2005; Olmos Colmenero e Broderick, 2006a,b; Cyriac et al., 2008). Para essas vacas de alta produção, aumentar o teor de PB da ração de 16,2-17,2% até 20% não aumentou a produção de leite nos 7 estudos e não aumentou o consumo de MS em 5 estudos. A produção de proteína do leite não foi afetada em 6 dos 7 estudos, mas a concentração de uréia no leite aumentou nos 7 estudos e a eficiência de uso do N diminuiu em 6 estudos. É importante frisar que a ausência de resposta em produção de leite ao aumento no teor de PB das dietas acima de 17% da MS nos trabalhos mais recentes em comparação com o banco de dados do NRC (2001), provavelmente se deve ao aperfeiçoamento na formulação das dietas com o uso dos modelos de proteína metabolizável vigentes. Efeito de fontes proteicas Os dados apresentados a seguir são os resultados da revisão de literatura feita por Santos et al. (1998), que abrangeu trabalhos publicados entre 1985 a Nessa revisão, foram estudados os

16 316-1 st International Symposium of Dairy Cattle efeitos da substituição parcial ou total do farelo de soja (rico em PDR) por fontes ricas em PNDR. O farelo de soja foi utilizado nesses experimentos como o tratamento controle, por ser uma das fontes proteicas mais utilizadas para bovinos leiteiros. Foram compiladas 29 comparações provenientes de 15 ensaios de metabolismo com animais canulados e 127 comparações de 88 ensaios de produção. Todos os ensaios foram realizados com vacas de alta produção, mantidas em sistemas de confinamento total, principalmente nos Estados Unidos e Canadá. Com base em 29 comparações obtidas de 15 ensaios de metabolismo, observou-se que a substituição parcial ou total do farelo de soja por diferentes fontes ricas em PNDR não afetou o consumo de matéria seca, reduziu a passagem de proteína microbiana para o intestino e aumentou a passagem de proteína de origem alimentar. O resultado final foi que a passagem total de proteína para o intestino não foi aumentada pelas fontes ricas em PNDR. O fluxo de AAE também não foi aumentado pelas fontes ricas em PNDR. Um dos principais argumentos utilizados pelos pesquisadores e nutricionistas, para justificar a suplementação com fontes ricas em PNDR, sempre foi que o aumento no fluxo total de proteína e, consequentemente, de AAE para o intestino deveriam ocorrer. De modo geral, as fontes ricas em PNDR não foram capazes de melhorar a qualidade da proteína que chegou ao intestino, pois as proporções dos dois AA mais limitantes para a produção de leite, Lis e Met, não foram aumentadas de forma balanceada na proteína que chegou ao intestino. A farinha de sangue pode aumentar a quantidade de Lis que chega ao intestino, mas baixa a quantidade de Met, enquanto o farelo de glúten de milho (glutenose ou protenose) aumenta a passagem de Met para o intestino, mas reduz a de Lis. A exceção foi a farinha de peixes que, de forma consistente, aumentou a proporção De ambos os AA na proteína metabolizável. Com base nos dados obtidos nos ensaios de metabolismo, fica claro que, para se ter sucesso com a suplementação com fontes ricas e PNDR, é preciso respeitar dois pontos principais: a) balanceamento adequado da ração em PDR, para não limitar a síntese microbiana; b) utilizar fontes que melhorem ou pelo menos não piorem o perfil de AAE da proteína que chega ao intestino, especialmente no tocante a

17 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite Lis e Met. Infelizmente, a maioria das fontes ricas em PNDR é deficiente em um desses dois aminoácidos e, às vezes, em ambos. A maioria das fontes protéicas ricas em PNDR comercialmente disponíveis apresenta perfil de aminoácidos inferior ao da proteína microbiana. Para vacas de alta produção, a farinha de peixes parece ser a mais promissora das fontes ricas em PNDR para suprir adequadamente Lis e Met. Entretanto essa fonte protéica está proibida para bovinos no Brasil, assim como toda e qualquer fonte protéica de origem animal. Os dados apresentados a seguir são o resultado da revisão de 127 comparações de 88 experimentos de lactação, nos quais o farelo de soja foi substituído parcial ou totalmente por fontes ricas em PNDR. As fontes ricas em PNDR estudadas foram farelo de soja tostado adicionalmente (FST), farelo de soja tratado quimicamente (FSQ), farelo de soja expeller (FSE), farelo de glúten de milho (FGM-60) comercializado no Brasil como protenose ou glutenose, farelo de grãos destilados (FGD), resíduo de cervejaria (RC), farinha de carne e ossos (FCO), farinha de sangue (FSG), farinha de penas (FPN) e farinha de peixes (FP). Das 127 comparações, em apenas 17% delas, a suplementação com fontes ricas em PNDR aumentou a produção de leite em comparação ao FS. Possíveis explicações para a ausência de efeito positivo das fontes ricas em PNDR no desempenho de vacas leiteiras na maioria das comparações são: a) redução na síntese de proteína microbiana no rúmen por falta de PDR; b) baixa qualidade da fonte de PNDR em termos de balanço de aminoácidos essenciais; c) baixa digestibilidade das fontes de PNDR no intestino delgado; d) dietas usadas como tratamento controle já adequadas em PNDR. Os resultados positivos ocorreram principalmente quando as fontes de PNDR foram FP, FST, FSQ e FSE. O efeito positivo médio foi da ordem de 0,7 kg de leite por vaca dia. O FP foi a fonte que mais teve efeito positivo na produção de leite. As respostas positivas foram observadas principalmente com vacas com produções acima de 30 kg de leite/dia. Fontes ricas em PNDR, como RC, FGD, FCO, FSG, FPN não aumentaram a produção de leite em comparação ao FS. Já o FGM- 60, comercializado no Brasil com os nomes de protenose ou glutenose, quando utilizado em doses médias a altas em substituição parcial ao FS, em rações com silagem de milho, diminuiu a produção de leite.

18 318-1 st International Symposium of Dairy Cattle Em comparação ao FS, a suplementação com fontes ricas em PNDR causou mais efeitos negativos que positivos no teor de proteína do leite. Houve redução no teor de proteína do leite em 28, ausência de efeito em 93 e aumento em apenas 6 das 127 comparações, quando fontes ricas em PNDR foram suplementadas. Quando duas fontes ricas em PNDR, mas com diferentes perfis em AAE foram utilizadas, os resultados foram marcantes. Farinha de peixes é considerada fonte de PNDR de alta qualidade em virtude do seu ótimo teor em Lis e Met, enquanto FGM-60 é considerada fonte desequilibrada, pois é rica em Met mas muito pobre em Lis. Apesar de ambas as fontes serem ricas em PNDR, a produção de leite foi maior com FP. O resumo geral de todas as comparações é apresentado na Tabela 6. Tabela 6 - Produção de leite de vacas alimentadas com Farelo de Soja (rico em PDR) ou com fontes ricas em PNDR com diferentes perfis de AA Fonte de PNDR 1 Vacas (n ) FST FP 662 SBPA 725 RUC e RD 334 FGM FP vs. FGM Tratamento Com ou FS Alta PNDR sem blocos Leite (kg/d) P < : FS = farelo de soja; FP = farelo de peixes; SBPA = sub-produtos de origem animal; RUC = resíduo de cervejaria; RD = resíduo de destilaria; FGM-60 = farelo de glúten de milho 60; 2: Cada bloco representa uma comparação simples entre cada fonte de PNDR; a variância entre os blocos foi removida do erro na análise estatística dos dados. O número de comparações para cada fonte de PNDR foi: FST (trat. químico ou térmico) = 27; FP = 26; SBPA = 26; RUC e RD = 18; FGM-60 = 15; FP vs. FGM-60 = 7; 3: tratamento químico ou térmico;

19 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite Com base nos dados da Tabela 6, pode-se concluir que a maioria das fontes ricas em PNDR não melhora o desempenho de vacas leiteiras em comparação ao FS. Entretanto existe potencial para ganhos em produção de leite com o uso de fontes ricas em PNDR para vacas leiteiras. Para que isso ocorra, algumas condições básicas devem ser observadas: a) vacas com produções inferiores a 30 kg normalmente têm toda a sua exigência em PNDR suprida por fontes convencionais, como o FS e farelo de algodão; b) vacas com produções acima de 30 kg de leite/dia são mais prováveis de responderem à suplementação com fontes ricas em PNDR; c) a disponibilidade de PDR no rúmen deve ser adequada, a fim de não reduzir a síntese de proteína microbiana; d) a fonte de PNDR deve ter perfil de AAE, principalmente Lis e Met, de tal modo que melhore ou pelo menos que não piore a proporção destes dois aminoácidos na proteína que chega no intestino. BALANCEAMENTO DE AMINOÁCIDOS: SISTEMA FATORIAL X PROTEÍNA IDEAL Conforme já discutido neste texto, os sistemas protéicos evoluíram do balanceamento em proteína bruta para sistemas mais precisos. Atualmente, todos os sistemas consideram a exigência da população microbiana do rúmen em PDR. Também consideram a necessidade de complementar quantitativamente a proteína microbiana que chega ao intestino com proteína de origem alimentar (PNDR), com o objetivo de suprir quantidade adequada de proteína metabolizável para animais de alto desempenho. Entretanto, conforme mostrado anteriormente, a suplementação com fontes ricas em PNDR com perfil inadequado de Lis e de Met, não melhora o desempenho animal. O consenso atual é que, para otimizar a nutrição proteica de ruminantes, é necessário determinar com maior precisão as suas exigências em AAE, a eficiência de uso dos AAE da PM pelos diferentes tecidos do animal e aprimorar as técnicas de formulação de rações para o correto balanceamento desses aminoácidos. Nas décadas de 80 e 90, dois grupos de pesquisa destacaramse nos estudos de exigências de AA de vacas leiteiras. O grupo americano foi liderado por C. G. Schwab e o grupo francês foi liderado

20 320-1 st International Symposium of Dairy Cattle por H. Rulquin. Com base em estudos de dose-resposta, tendo a teor de proteína do leite como variável de produção mais sensível ao balanceamento correto de AA na dieta, esses grupos demonstraram que Lisina e Metionina são os AAE mais limitantes em dietas tradicionais contendo principalmente silagem de milho, alfafa, milho e proteína de soja. Atualmente, há dois métodos para se determinar as exigências de AAE de vacas leiteiras e tentar balancear suas dietas nesses nutrientes. O primeiro é através do método fatorial clássico, conforme proposto inicialmente por Oldham (1981) e por O Connor et al. (1993), na primeira versão do CNCPS. O segundo método é o da proteína ideal, proposto inicialmente por Rulquin et al. (1993). Para se determinar as exigências de AA absorvidos através do método fatorial é necessário ser conhecer: a) as exigências de proteína líquida para mantença, crescimento, prenhes e lactação; b) a composição de AA da proteína microbiana, da PNDR e da proteína endógena quando esta é calculada; c) a eficiência de uso de cada AA para cada fator do item a (NRC, 2001; Chalupa e Sniffen, 2010; Schwab, 2010). De acordo com Chalupa e Sniffen (2010), a determinação dos teores de AA no leite e nos tecidos animais é possível de ser feita de forma confiável. A grande dificuldade está em se determinar de forma precisa e confiável a eficiência de uso de cada AA para os diferentes fatores do item a. Para se determinar as exigências de AA absorvidos através do método da proteína ideal dois procedimentos podem ser adotados: a) procedimento direto de dose-respota; b) procedimento indireto de dose-resposta. Esses procedimentos são descritos de forma sucinta no NRC (2001). No método da proteína ideal proposto por Rulquin et al. (1993), foi adotado o procedimento indireto de dose-resposta para a produção de proteína do leite em resposta aos teores de Met e de Lis expressos como porcentagem do PDI (proteína digestível no intestino). No NRC (2001) também foi adotado o método da proteína ideal, com o procedimento indireto de dose resposta para o teor de proteína do leite em resposta aos teores de Met e de Lis, só que neste caso, expressos como porcentagem da PM (proteína metabolizável).

21 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite De acordo com Rulquin et al. (1993), as exigências de Lisina e de Metionina (exigências para a produção de 16g menos proteína láctea que a máxima produção possível de ser atingida) de vacas de alta produção, são respectivamente, concentrações de 7,3% e 2,5% da PDI. No modelo do NRC (2001) as exigências de Lisina e de Metionina foram estabelecidas como os valores necessários para se atingir a máxima concentração de proteína no leite. Nesse caso as exigências são 7,2 e 2,4% respectivamente para Lisina e Metionina. As diferenças pequenas entre os valores obtidos pelos dois grupos em questão se devem aos critérios expostos acima e aos desvios que existem entre os 2 sistemas protéicos. O conceito de proteína ideal pode ser expandido para todos os demais AAE além de Lisina e de Metionina (Chalupa e Sniffen, 2010). Entretanto, suprir as exigências dos dois AAE mais limitantes para a produção de leite em dietas convencionais usadas na América do Norte e no Brasil, ou seja, concentrações de Lisina e de Metionina de 7,2% e 2,4% respectivamente na PM (NRC, 2001), é muito difícil de se conseguir com ingredientes convencionais ou pode ser inviável economicamente com doses altas de AA protegidos. Dessa maneira a recomendação prática tem sido até então, atingir concentrações de 6,6% e 2,2% desses AA na PM (Schwab, 2010). Ainda assim, para que isso seja possível é necessário o uso de fontes de PNDR ricas em Lis como a farinha de sangue, combinada com proteína de soja, e a suplementação com Metionina protegida. É importante frisar que esses níveis mencionados acima, se aplicam ao modelo do NRC (2001). Em vista da dificuldade operacional e financeira de suprir 100% das exigências dos dois AA mais limitantes para a produção de leite e de proteína do leite, é pouco provável que se viabilize a curto e médio prazo, o balanceamento dos demais AAE na dieta, conforme proposto por Chalupa e Sniffen (2010). Na tentativa de aprimorar os modelos de PM para o balanceamento de Lisina e de Metionina em dietas de vacas leiteiras, recentemente Schwab et al. (2009) reavaliaram as exigências de Lisina e Metionina com base no método da proteína ideal, com o procedimento indireto de dose-resposta para os modelos do NRC (2001), do CPM- Dairy (v ) e do AMTS.Cattle (v.2.1.). Para o modelo do NRC (2001) as novas exigências de Lisina e de Metionina são 6,80% e 2,29% na PM respectivamente, valores que são inferiores aos propostos na versão oficial de Mesmo assim,

22 322-1 st International Symposium of Dairy Cattle esses níveis só são passíveis de serem atingidos, com o fornecimento de fontes de PNDR ricas em Lisina como as farinhas de sangue e com Metionina protegida da degradação ruminal. O CPM-Dairy (v ) adota o método fatorial (O Connor et al., 1993) e usa o CNCPSv.5. Os níveis recomendados de Lisina e de Metionina na PM são respectivamente 7,46% e 2,57%. O AMTS.Cattle (v.2.1.) adota o método fatorial (O Connor et al., 1993) e usa o CNCPSv.6. Os níveis recomendados de Lisina e de Metionina na PM são respectivamente 6,68% e 2,40%. É importante que as relações Lisina:Metionina acima apresentadas, de 3:1, 2,9;1 e 2,8;1, respectivamente para os modelos do NRC (2001), do O CPM-Dairy (v ) e do AMTS.Cattle (v.2.1.) sejam mantidas para otimizar a resposta animal (Schwab, 2010). O aumento no suprimento de Metionina sem o correspondente ajuste na concentração de Lisina, que resulte em relações mais estreitas que a acima citadas pode limitar a resposta animal ao fornecimento de AA ou até mesmo, ter efeito negativo no desempenho do animal (NRC, 2001; Schwab, 2010) FONTES DE AA PROTEGIDOS Tomando como exemplo a seguinte dieta típica do sudeste brasileiro, formulada para vaca de 640 kg de peso corporal, 75 dias de lactação e produção de 45 kg de leite (teores de 3,5% gordura e 3,15% proteína): 41,3% de silagem de milho, 3,9% de feno de gramínea, 19,3% de milho moído, 9,3% de polpa cítrica, 22,1% de farelo de soja, 1,5% de fonte de gordura inerte e 2,6% de núcleo mineral e vitamínico (% da MS). De acordo com o NRC (2001) a dieta supre a exigência de energia líquida para manutenção e produção (balanço de +0,1 Mcal) e está adequada em PDR (10,8% da MS) e em proteína metabolizável (PM) (balanço de 0 g). Entretanto, as concentrações de Lisina e de Metionina na PM (6,49% e 1,79%, respectivamente) estão abaixo das exigências para máximo teor de proteína do leite, de 6,8% de Lisina e 2,29% de Metionina, segundo Schwab (2010). Como pode ser observado, o suprimento de Lisina estaria em 95,5% do ótimo e o de Metionina em apenas 78,1% do ótimo. A relação Lisina:Metionina de 3,62 está muito acima do ideal de 3:1, quando se utiliza o NRC (2001) segundo Scwhab (2010). Conforme esperado em dietas onde o farelo de soja é o principal suplemento protéico, os teores de Lisina

23 III Simpósio Nacional de Bovinocultura de Leite na PM se aproximam da exigência, porém com deficiência acentuada de Metionina. Esta condição é freqüente na quase totalidade das dietas formuladas para vacas confinadas de alta produção no Brasil. Nenhum suplemento protéico disponível no mercado nacional e permitido para a alimentação de bovinos, seria capaz de elevar o teor de Metionina na PM e ainda manter o teor de Lisina inalterado. A única alternativa para elevar o teor de Metionina na PM nessa dieta para atingir a relação Lisina:Metionina de 3;1, seria suplementar diretamente Metionina na dieta. Os suplementos contendo Lisina e Metionina cristalinos, normalmente utilizados em rações de monogástricos não são eficazes para bovinos com o intuito de balancear a PM na intestino, uma vez que esses produtos são rapidamente degradados no rúmen pelos microrganismos (NRC, 2001). Portanto, tanto a Lisina quanto a Metionina para serem eficazes como fontes de AA metabolizáveis, devem ser protegidas. Nas últimas décadas diversos métodos de proteção têm sido desenvolvidos. O método tem que garantir proteção ruminal, mas garantir que o produto seja digerido no intestino delgado. Os métodos mais utilizados, de acordo com o NRC, 2001, são: a) polímeros de ácidos graxos sensíveis ao ph; b) revestimentos ou matrizes contendo ácidos graxos saturados e minerais; c) análogos de metionina de baixa degradação ruminal; Diferentes fontes de Metionina com diferentes graus de proteção estão disponíveis comercialmente e serão apresentados a seguir: a) Smartamine M (Adisseo, Alpharreta, GA) é metionina protegida com 80% de biodisponibilidade (80g de Metionina metabolizável/100g de metionina), segundo os fabricantes. Esse valor está adequado segundo Schwab (2010). b) Mepron M85 (RP Nutrients, Inc., Springfield, WI) é metionina protegida. No trabalho de Berthiaume et al. (2001) o escape ruminal da Metionina foi de 66% e a digestibilidade no intestino delgado foi 82%, resultando em 54% de biodisponibilidade (54g de Metionina metabolizável/100g de Metionina). De acordo com Schwab (2010) os dados são menos consistentes para o Mepron que para o Smartamine, com valores máximos de biodisponibilidade de 50%.

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