UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ MARIANA PINHEIRO PESSOA DE ANDRADE AGUIAR

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ MARIANA PINHEIRO PESSOA DE ANDRADE AGUIAR O SIGNIFICADO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA VIDA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FORTALEZA - CEARÁ 2012

2 MARIANA PINHEIRO PESSOA DE ANDRADE AGUIAR O SIGNIFICADO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA VIDA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade, do Centro de Estudos Sociais Aplicados, da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestra em Políticas Públicas e Sociedade. Orientador (a): Profa. Dra. Liduina Farias Almeida da Costa. FORTALEZA - CEARÁ 2012

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Universidade Estadual do Ceará Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho A282s Aguiar, Mariana Pinheiro Pessoa de Andrade O significado do benefício de prestação continuada da política de assistência social na vida das pessoas com deficiência / Mariana Pinheiro Pessoa de Andrade Aguiar f. : il. color., enc. ; 30 cm. Dissertação (Mestrado) Universidade Estadual do Ceará, Centro de Estudos Sociais Aplicados, Curso de Mestrado acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade, Fortaleza, Área de concentração: Políticas Públicas. Orientação: Prof. Dra. Liduina Farias Almeida da Costa. 1. Política de assistência social. 2. Deficiência. 3. Proteção social. 4. Avaliação de políticas públicas. 5. Serviço social. 6. Prestação continuadabenefício. I. Título. CDD:

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5 Ao meu esposo, Filipe, pelo seu amor e companheirismo e ao meu irmão Yves, por me ensinar a compreender as diferenças.

6 AGRADECIMENTOS A Deus, pela força e perseverança que me concede, sempre, na busca pela concretização dos meus objetivos. A minha mãe, Mirian e ao meu padrasto, Assis, pelo amor, ternura e pela dedicação em todos os momentos de minha vida. Ao meu pai, Luis Fernando e a Nise, pelo amor, amizade e exemplo de determinação. Ao meu avô, Miranda (in memoriam), pelo fato de estar sempre comigo em meu coração. Aos meus irmãos, Patrick, Maria e Luigi, sinônimos de amizade e de ternura para mim. À família do Filipe, meu esposo, por terem me recebido tão bem na família, bem como pelo fato de vibrarem com as minhas conquistas. Aos meus grandes amigos, Eliene, Aninha, Diego, Melina e Ivana, pela amizade verdadeira de muitos anos e pelo apoio em todos os momentos de minha vida. Aos meus amigos do Mestrado, representados por Denise, pela amizade, pela disponibilidade e pelas trocas. A minha Orientadora, Profª. Doutora Liduina Farias Almeida da Costa, pela sua amizade, pelo seu exemplo como professora e pelo seu compromisso com a vida acadêmica. Ao professor João Tadeu, pelas orientações. Ao professor Cândido, pela revisão desta Dissertação. Aos professores do MAPPS, pelos conhecimentos transmitidos. Aos colegas de trabalho da APS de Itapipoca e aos chefes da APS, pelas contribuições com esta pesquisa e por terem me concedido tempo para que eu fizesse este mestrado, tão importante para mim; em especial, meus agradecimentos a Francisco das Chagas, a Antônio Giovanildo e a Alice. Aos beneficiários do BPC, sujeitos desta investigação, pela disponibilidade e pelos muitos ensinamentos.

7 Ninguém é igual a ninguém. Todo indivíduo é um estranho ímpar. Carlos Drummond de Andrade

8 RESUMO Mudanças significativas têm ocorrido no Brasil, no campo da assistência social, cuja longa história de desvinculação do campo das políticas públicas e de constante remissão ao clientelismo passa por redefinições, como é possível percebermos, observando os diplomas legais definidores de suas atribuições, dinâmica de funcionamento e financiamento. Nas lutas por transformações da assistência social em política pública, merece destaque o Benefício de Prestação Continuada (BPC), instituído pela Constituição Federal de 1988, regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) de 1993, tendo sua implantação iniciada em Trata-se de benefício de caráter temporário, equivalente a 1 (hum) salário mínimo, destinado às pessoas com deficiência e comprovada incapacidade para a vida independente e para o trabalho, assim como para os idosos acima de 65 anos, cuja renda familiar per capita seja inferior a ¼ (hum quarto) do salário mínimo vigente. A pesquisa que deu suporte à presente dissertação, tem como objetivo compreender as repercussões do BPC na vida das pessoas com deficiência, tratando-se de pesquisa qualitativa, cujo percurso metodológico incluiu revisão bibliográfica, pesquisa de fontes documentais e pesquisa de campo. Na pesquisa de campo, utilizamos técnicas como a observação direta, a entrevista e a história de vida. Construiu-se amostra representativa, mediante critérios, tais como: beneficiários do BPC avaliados por assistente social do INSS durante o processo de requerimento do benefício, receber o benefício há dois anos ou mais, ter mais de dezoito anos, ser orientado e poder verbalizar, residir na sede do município de Itapipoca e aceitar participar da pesquisa. Os resultados obtidos na análise explicitaram os distintos protagonistas na dinâmica de instituição da política de assistência social como política pública; o BPC como forma de redistribuição de renda que também contribui na política de proteção social, embora seus critérios seletivos, fortemente, vinculados à renda deixam de considerar muitos outros ângulos importantes da vida social. Dois modelos interpretativos da deficiência conduzem a distintas ações destinadas aos deficientes o modelo médico, que considera a deficiência como uma lesão corporal e o modelo social que entende a deficiência como resultante da interação entre a lesão no corpo e o ambiente em que vive a pessoa influenciando que o BPC conjugue elementos de ambos. Constatamos que a situação de pobreza dos requerentes relaciona-se também aos problemas de acesso às demais políticas públicas, especialmente educação, saúde, emprego e renda. Uma das conclusões, entre as muitas a que se poderia chegar, diz respeito à percepção social da deficiência como algo constitutivo de grandes segmentos sociais, e que o direito à igualdade consiste no respeito às diferenças. É de fundamental importância uma integração entre as políticas e garantia destas, a fim de atender de forma condizente a população e dar-lhe condições necessárias para a superação da situação de vulnerabilidade social. Palavras-chave: Política de Assistência Social; Benefício da Prestação Continuada; Deficiência; Proteção Social; Avaliação de Políticas Públicas; Serviço Social.

9 ABSTRACT Significant changes have occurred in Brazil in the field of social welfare, whose long history of untying the field of public policy and constant reference to patronage goes through resets, as it is possible to realize, looking at the statutes defining its powers, dynamic operation and financing. In the struggle for social transformation of public policy, the Continuous Cash Benefit (BPC) deserves highlights, established by the Constitution of 1988, regulated by the Organic Law of Social Assistance (LOAS) 1993 and its implementation started in This is a temporary benefit, equivalent to one (1) minimum wage for persons with disabilities and proven inability to independent life and work, as well as for seniors over 65, whose family income less than ¼ (one quarter) of the minimum wage. The research that supports this thesis, aims to understand the implications of GCP in the lives of people with disabilities. The methodological approach included a literature review, survey of documentary sources and field research. In field research, we use techniques such as direct observation, interview and life history. The research included 1,375 persons. In the constitution of the sample, in a representative way, we used selection criteria such as: BPC beneficiaries evaluated by the INSS social worker during the benefit application process, receive the benefit for two years or more, have more than eighteen years old, be focused and able to verbalize, resident of Itapipoca city and agree to participate. The results of this analysis to the different actors in explicit dynamic institution of social welfare policy as public policy, whose difficulties are related to the permanence of clientelism and paternalism. The BPC as a form of income redistribution contributes decisively to the social protection policy. However, their selection criteria strongly linked to income fail to realize many other important angles of social life. Two interpretative models of disability lead to different actions for the disabled: the medical model, which sees disability as an injury on the body and the social model, which considers disability as resulting from the interaction between the injury on the body and the environment the person lives. BPC combines elements of both models. We found that the poverty situation of the applicants is also linked to problems of access to other public policies: education, health, employment and income. One of the conclusions, among the many ones that could be reached, concerning to the social perception of disability as something constitutive of society large segments, and that is the right to equal respect for differences. Integration is needed between policies and its guarantees in order to attend the population and give the necessary conditions to overcome the situation of social vulnerability.. Keywords: Social Policy; the Continued Provision Benefit, Disability, Social Protection, Evaluation of public policies; Social Service.

10 LISTA DE SIGLAS ABEPSS - Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço ABONG - Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais APAES - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais APS - Atenção Primária à Saúde BPC - Benefício da Prestação Continuada CFESS - Conselho Federal de Serviço Social CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde CNAS - Controle do Nacional de Assistência Social CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNSA - Conselho Nacional de Segurança Alimentar CRAS - Centro de Referência de Assistência Social CRESS - Conselho Regional de Serviço Social FGV - Fundação Getúlio Vargas FLB - Fundação Legião Brasileira de Assistência FNAS - Fundo Nacional da Assistência Social IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INSS - Instituto Nacional do Seguridade Social IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada LBA - Legião Brasileira de Assistência LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome MPS - Ministério da Previdência Social NOB Norma Operacional Básica PNAS - Política Nacional de Assistência Social PUC Pontifícia Universidade Católica SESC - Serviço Social do Comércio SESI - Serviço Social da Indústria SUAS - Sistema Único de Assistência Social UECE Universidade Estadual do Ceará UFC Universidade Federal do Ceará UNB Universidade de Brasília

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Mapa do Estado do Ceará, com suas macrorregiões de planejamento. Ceará, Figura 2: Mapa do Ceará, com divisão territorial de desenvolvimento agrícola. Ceará, Tabela 1: Número de pessoas idosas (a partir de 60 anos de idade), pelo Censo 2000 Tabela 2: Número de pessoas idosas (a partir de 60 anos de idade), pelo Censo 2010 Tabela 3: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo Tabela 4: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo Tabela 5: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo Tabela 6: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo Tabela 7: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo Tabela 8: Número de pessoas com determinado tipo de lesão, pelo Censo

12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO O BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC), NO CONTEXTO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Benefício de Prestação Continuada SIGNIFICADOS DA DEFICIÊNCIA A deficiência em diferentes contextos A emergência da deficiência como objeto de reflexão teórica: visão panorâmica O modelo biomédico da deficiência e o estigma O modelo social da deficiência e suas possibilidades Em busca de uma sociologia das deficiências A inclusão social das pessoas com deficiências CENÁRIO DA PESQUISA área atendida pela Agência da Previdência Social de Itapipoca ENTRE A RESIGNAÇÃO E A ESPERANÇA: trajetórias de vida de pessoas com deficiência beneficiárias do BPC As entrevistadas: recortes de suas trajetórias de vidas CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE Apêndice : Roteiro de entrevistas

13 INTRODUÇÃO A deficiência nem sempre foi tratada de forma igualitária ou sob a ótica dos direitos humanos. No decorrer da história, ela foi concebida ora como um castigo ou milagre divino, ora como uma tragédia pessoal. No Brasil, essa realidade começa a mudar com a introdução de uma política de assistência social na Carta Magna de 1988, haja vista que os princípios constitucionais expressam, entre os objetivos dessa política, o que diz respeito à transformação de ações fragmentadas e desarticuladas em um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade. A partir desse texto constitucional, a política de assistência social tornou-se dever do Estado e direito do cidadão e, como política pública passou a significar a possibilidade de garantia dos direitos dos cidadãos quanto a essa esfera e em relação às demais políticas sociais, sem as quais é impossível se pensar em uma política consistente. Nesta dissertação, tratamos do Benefício da Prestação Continuada (BPC) destinado aos idosos e às pessoas com deficiência, um dos elementos constitutivos da política de assistência social no Brasil. A assistência social, segundo as leis brasileiras, é para os que dela necessitam aqueles que não têm renda ou que não dispõem de recursos suficientes e que, por conseguinte, precisam do auxílio do Estado, que lhes deve assegurar os mínimos sociais, por meio de políticas públicas sociais integradas. A política de assistência social tem como objetivos a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, o amparo às crianças e adolescentes carentes, a promoção da integração ao mercado de trabalho, a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios para prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. O modelo brasileiro de assistência social apresenta certa relação, com o modelo de proteção social inglês de Beveridge, o qual se distinguia por garantir ou prever redistribuição de renda com os mais pobres, independentemente de contribuições prévias.

14 12 O Relatório de Beveridge, proposto pelo funcionário público William Beveridge, em 1942, na Inglaterra, pretendia criar um modelo que atendesse toda a população, mediante um esforço conjunto do Estado e da sociedade. O plano tinha, ainda, preocupações com a taxa de natalidade e mortalidade, amparo à infância, proteção à maternidade, reforma do sistema previdenciário, preocupação com doenças e incapacidades. Para que o mesmo tivesse êxito, era necessário evitar o desemprego em massa. As políticas sociais brasileiras são diferentes das existentes nos países capitalistas avançados, que nasceram livres da dependência econômica e do domínio colonialista. A proteção social no Brasil não buscou a garantia do pleno emprego, não ofereceu serviços universais aos seus indivíduos, como também não elaborou uma rede de proteção impeditiva da queda e da reprodução de segmentos sociais majoritários que encontram em situação de extrema pobreza. Só recentemente, juntamente com a política de assistência social foi instituído o Benefício de Prestação Continuada (BPC), assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). O BPC é um benefício não vitalício e não contributivo, que representa um mecanismo de transferência de renda no valor de um salário mínimo às pessoas idosas, acima de 65 anos, e às pessoas com deficiência consideradas incapazes para a vida independente e para o trabalho, e cuja renda per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo. É necessário destacarmos, entretanto, que para receber este benefício, o indivíduo tem que comprovar as situações de incapacidade e de velhice, como também a de miséria, visto que o benefício é restrito às pessoas que se encontram nas condições ora referidas. O BPC é o primeiro benefício não contributivo garantido pelo Estado, sendo classificado como medida de proteção social aos idosos e às pessoas com deficiência que, muitas vezes, não são alcançadas pelas demais políticas, embora todos os direitos constitucionais e leis ordinárias federais, estaduais e municipais, comuns a todos, sejam também direitos dessas pessoas. A instituição de políticas sociais destinadas às pessoas portadoras de deficiência inicia-se nos anos 1970, consolidando-se, do ponto de vista legal, apenas nos anos 1990, apesar de as ações estatais, nessa área, ainda serem relativamente escassas. Ainda é na esfera filantrópica que se situam as maiores redes de atendimento as pessoas com deficiência.

15 13 De acordo com o Censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 24 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, cerca de 14,5% da população do país. Esse dado demonstra a expressividade da questão da deficiência para a organização da proteção social do país, especialmente quando se trata de políticas com caráter distributivo e de proteção social. Nosso interesse em realizar pesquisa acerca do BPC e da pessoa com deficiência foi suscitado no âmbito do Instituto Nacional do Seguridade Social (INSS), local no qual trabalhamos como assistente social, especificamente na Agência da Previdência Social (APS) do município de Itapipoca, localizada na região Norte do Estado do Ceará e subordinada a Gerência Executiva de Sobral. A partir do trabalho que realizamos no INSS, e da nossa inserção no Curso de Mestrado Acadêmico de Políticas Públicas e Sociedade, observamos que, embora o BPC seja bastante demandado pelas pessoas com deficiência, que os gastos públicos com tal programa sejam bastante significativos 1 e que nem todas as demandas são atendidas, o tema não tem merecido atenção suficiente de pesquisadores. Muito embora haja inúmeras pesquisas relacionadas à política de assistência social, especialmente às formas de controle da população, aos gastos públicos com a política e outros temas mais gerais, ou até mesmo os instrumentos de avaliação social no contexto das perícias destinadas à seleção de portadores de deficiência ao BPC, as repercussões do programa na vida dessas pessoas ainda não despertam tanto interesse como objeto de investigação desses pesquisadores. A situação dos beneficiários com deficiência, a composição e relações familiares, a situação de pobreza vivenciada, as condições de deferimento de benefícios e o acesso dos beneficiários às demais políticas sociais, tudo isso nos impeliu à reflexões, para as quais, evidentemente, não havia respostas pré-elaboradas. Assim sendo, a perspectiva deste estudo é contribuir no sentido de propiciar maior visibilidade ao tema, bem como estimular novos estudos acerca do BPC como um direito prestado pelo Estado às pessoas com deficiência e aos idosos pobres do país. 1 De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em janeiro de 2012, foram gasto R$ com o BPC. Desse total, foram destinados R$ para as pessoas com deficiência, e R$ para os idosos. Em janeiro de 2002, segundo o MDS, foram gastos R$ com o BPC, dos quais R$ para o benefício destinado às pessoas com deficiência e R$ aos idosos.

16 14 A importância desta pesquisa relaciona-se, primeiramente, ao fato de existirem poucos estudos sobre a questão levantada, assim como em razão da necessidade de entrarmos no debate e por ser a academia o campo mais fecundo para isso. Além disso, os resultados da pesquisa realizada poderão ser muito úteis para as equipes de trabalho do INSS, que lidam diariamente com o BPC e necessitam de mais informações sobre o tema. O objetivo geral da pesquisa é perceber as repercussões do BPC, na vida das pessoas com deficiência que recebem BPC. Alguns objetivos específicos foram delineados, tais como: compreender o BPC no contexto da política de assistência social no país; ampliar a compreensão acerca dos conceitos de deficiência; compreender os caminhos percorridos pelas pessoas com deficiência, tentativa de inclusão no programa; por fim, perceber a situação dos beneficiários do BPC, na realidade da APS de Itapipoca. Inúmeras questões foram suscitadas desde os estudos exploratórios desta pesquisa, entretanto destacamos como pergunta norteadora, a seguinte: Quais as repercussões do Benefício de Prestação Continuada (BPC) na vida das pessoas com deficiência, que recebem o benefício? A metodologia utilizada na pesquisa é de natureza eminentemente qualitativa, em razão dos seus propósitos e pelo fato de nos permitir uma maior aproximação com a realidade e a subjetividade dos indivíduos entrevistados. De acordo com Minayo (1994, p.21), a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares ao trabalhar com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações. O percurso metodológico foi constituído de vários momentos, destacando-se a pesquisa bibliográfica, a documental e a empírica. Na pesquisa bibliográfica, analisamos produções relacionadas à temática, as quais possibilitaram um esclarecimento acerca de nossas inquietações. Para compreendermos a política de assistência social, bem como o BPC, priorizamos entre outras obras as de Sposati (2009, 2010 e 2011); Potyara Pereira (1998 e 2011) ; Mota (2008) ; Mestriner (2011). Quanto ao entendimento da dinâmica das relações de poder, cujos resquícios ainda se encontram na base da referida política, expressando um entrecruzamento de novos e velhos elementos, buscamos apoio em estudos clássicos como os de Faoro (2008). A fim de entendermos o fenômeno da deficiência, as discriminações e preconceitos sofridos por este segmento, bem

17 15 como as muitas tentativas de incluí-los socialmente de forma menos precária, recorremos a Goffman (2008); Foucault (1977); Diniz (2006, 2007 e 2010); Bartalotti (2010) e a Wederson Santos (2010), entre outros. Durante a pesquisa a fontes documentais, examinamos os dados do Censo 2000 e de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), delimitados neste período pelo fato de terem sido os último censos colhidos; a Carta de Princípios de Gestão e Governança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o documento de Expansão da Rede do INSS e o documento de Retratos da Deficiência no Brasil, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa de campo foi realizada nos meses de junho de 2011 e janeiro de 2012, quando reconstruímos junto às pessoa com deficiência suas trajetórias de vida, cuja amostra será detalhada a seguir. Importante destacar que a APS de Itapipoca onde realizamos a pesquisa de campo atende, além do próprio município, os de Amontada, Miraíma, Trairi, Tururu e Uruburetama. Referida APS é responsável pela manutenção de benefícios, sendo 5535 referentes às pessoas com deficiência e apenas 807 a idosos. O município de Itapipoca possui uma população de habitantes. Deste total, pessoas residem na zona urbana e pessoas na zona rural. Não obstante os dados numéricos, a constituição de uma amostra representativa obedeceu a critérios qualitativos, em razão dos propósitos da pesquisa, tais como: entrevistados que apresentavam deficiências distintas (crônica, cardiovascular, câncer de mama, paraplegia e sequela de poliomielite); estar recebendo o BPC há pelo o menos 2 anos; ter idade igual ou superior a 18 anos; ter orientação e condições de verbalizar; ter passado pela avaliação do Serviço Social do INSS durante o período de concessão do benefício; residir na sede do município de Itapipoca. Segundo Minayo (1993, p.102), ao discutir sobre a amostragem na abordagem qualitativa, ela afirma que a preocupação deve ser menor com a generalização e maior com o aprofundamento e a abrangência da compreensão. Para a autora ora mencionada, a amostragem é realizada com base em uma parte representativa para a pesquisa. Nesse processo, deve estar prevista uma triangulação, ou seja,

18 16 não se deve restringir a apenas uma fonte de dados, mas sim, multiplicar as tentativas de abordagem. Assim, compreendemos que diversos são os fatores a serem levados em consideração no momento de definição da amostragem. Apoiando-nos em Minayo (1993), discutiremos alguns deles, destacando suas respectivas importâncias. O número de sujeitos a serem investigados não deve ser muito grande, mas suficiente para permitir uma reincidência de informações, assim como de forma a possibilitar que o pesquisador seja capaz de conhecer bem o objeto de estudo. Além disso, outro ponto importante para definição da amostragem é saber quais indivíduos sociais têm uma vinculação mais significativa para o problema investigado. Afinal, são as pessoas mais envolvidas no problema que, normalmente, serão mais relevantes para a pesquisa qualitativa. Nesse sentido, portanto, para a autora em questão, uma amostra considerada ideal é aquela capaz de refletir a totalidade nas suas múltiplas dimensões. Quanto aos instrumentos utilizados durante a pesquisa de campo, recorremos às observações em profundidade e histórias de vida, aqui consideradas à luz do pensamento de Minayo (1993) como entrevistas prolongadas visando ao entendimento das distintas trajetórias de vida das pessoas entrevistadas e o significado do BPC para elas. De acordo com Cruz Neto (1994), a entrevista representa uma forma de o pesquisador obter informações, a partir da fala dos atores sociais, uma conversa a dois com propósitos bem definidos. Para Minayo (1993, p.107), a entrevista tomada no sentido amplo de comunicação verbal, e no sentido restrito de colheita de informações sobre determinado tema científico - é a técnica mais usada no processo de trabalho de campo. Segundo Minayo (1993, p. 127), vários cientistas que usam a técnica da história de vida a colocam num papel complementar ao das entrevistas, dos questionários e das observações participantes. Para esta autora, Becker, amplia o âmbito de importância da história de vida ao dizer que ela serve como uma pedra de toque, através da qual teorias, hipóteses e pressuposições possam ser avaliadas. Além disso, Becker, citado por Minayo (1993, p.127), valoriza ainda mais as histórias de vida, ao acrescentar que elas têm o potencial de conseguir dados difíceis e quase inacessíveis. A pesquisa empírica foi realizada nas residências dos entrevistados, a partir do consentimento dos mesmos. A decisão de entrevistá-los em suas residências fundamentou-se,

19 17 também, em Minayo (1993), que considera essencial a interação entre o pesquisador e os sujeitos quando se trata de pesquisa qualitativa. Quanto ao processo de coleta de dados e informações, utilizamos a gravação do relato oral da História de Vida dos narradores, mediante consentimento de cada um deles, a fim de captar em máxima profundidade os depoimentos fornecidos. Esclarecemos que os nomes de todas as entrevistadas (Ana, Joana, Iracema e Margarida são fictícios), a fim de preservar a privacidade das mesmas. Após concluída a pesquisa empírica, realizamos a ordenação de dados e informações, conforme Minayo citada por Gomes (1994, p.77), em que mapeamos tudo o que obtivemos no trabalho de campo. Posteriormente, realizamos uma classificação do material reagrupando-o em categorias que foram pensadas previamente, porém de modo flexível, e, por fim, realizamos uma interpretação, mediante articulação entre o referido material e os referenciais teóricos da pesquisa. A presente dissertação encontra-se estruturada em quatro capítulos, mais a introdução e as considerações finais. O primeiro capítulo consta de explanação acerca da política de assistência social brasileira, a partir de uma aproximação aos processos de constituição dessa política e das ações estatais que a antecederam. Evidentemente, inclui reflexões sobre o BPC e sua legislação específica, suas características e os contextos de instituição deste benefício, que é parte intrínseca da política de assistência social. No segundo capítulo, colocamos a deficiência em evidência. Por meio de estudos bibliográficos, buscamos conhecer os modos e formas de tratamento da deficiência, conforme exemplificado por meio do modelo médico e do modelo social da deficiência. Buscamos, ainda, compreender os movimentos de segmentos sociais implicados no processo sejam ou não deficientes para garantir uma inclusão menos precária das pessoas com deficiência, como, também, acerca da responsabilidade estatal mediante políticas públicas, particularmente as de caráter distributivo e as que visam à proteção social voltada para as pessoas com deficiência. O terceiro capítulo consta de um panorama acerca do cenário onde realizamos a pesquisa, tratando-se da APS de Itapipoca, que abrange os municípios de Amontada,

20 18 Itapipoca, Miraíma, Trairi, Tururu e Uruburetama. Os dados do IBGE foram de fundamental importância na elaboração deste panorama, no qual se encontram também nossas interpretações, assim como comparações entre as situações das políticas públicas dos municípios. Esta fase do trabalho de pesquisa foi essencial na definição, posterior, da amostra representativa para a coleta de dados e informações, conforme mencionado anteriormente No quarto capítulo, nos aproximando da questão norteadora da pesquisa que deu origem a esta dissertação, conforme descrito anteriormente, buscamos explicitar as trajetórias de vida das pessoas com deficiência, beneficiárias do BPC. Diversos foram os aspectos explicitados neste momento. Entre eles, o significado e o impacto da deficiência para as pessoas com deficiência, segundo o qual procuramos entender como essas pessoas lidam com a deficiência, a importância da espiritualidade e da família, o acesso das pessoas com deficiência às políticas sociais, assim como a acessibilidade aos diversos ambientes na vida cotidiana, a sociabilidade dessas pessoas, o entendimento delas acerca do BPC, bem como os aspectos considerados por elas como positivos e/ou negativos deste benefício. Por fim, procuramos entender a existência ou não de mudança de vida após o BPC, assim como as sugestões apresentadas pelas entrevistadas acerca deste benefício.

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