A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA PARA UMA MELHOR ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

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1 FACULDADES INTEGRADAS PROMOVE CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA PARA UMA MELHOR ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PAULIANA BARROS DE SOUSA WALQUÍRIA EMANUELLE LIMA DA SILVA BRASÍLIA 2013

2 2 PAULIANA BARROS DE SOUSA WALQUÍRIA EMANUELLE LIMA DA SILVA A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA PARA UMA MELHOR ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Trabalho de Conclusão de Curso de Enfermagem apresentado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Enfermagem sob a orientação do professor Ms. Mauro Trevisan. BRASÍLIA 2013

3 3 A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUADA PARA UMA MELHOR ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM RESUMO SILVA, Walquíria Emanuelle Lima da 1 SOUSA, Pauliana Barros de 1 TREVISAN, Mauro 2 Introdução: A presente pesquisa tem como foco uma abordagem sobre a importância da capacitação e formação continuada na contribuição para uma melhor assistência de enfermagem. Tem como justificativa a importância da educação permanente na enfermagem, tendo como propósito a contribuição teórica para a formação de profissionais de enfermagem onde se pode identificar a falta de motivação para o aprendizado por parte dos colaboradores e dos educadores, visando à transformação do profissional ou sujeito colocando-o no centro do processo de ensino-aprendizagem, resultando em benefício à sociedade atendida pelos mesmos. Materiais e métodos: A metodologia utilizada é de ordem qualitativa, tem como método o descritivo e a técnica a revisão de literatura. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que buscou na sistematização de vários artigos elementos que pudessem dar fundamento à proposta de estudo, extraindo aspectos apreendidos por diversos autores e aplicando-os ao contexto da pesquisa. Objetivos: o presente artigo tem por objetivo destacar a importância da capacitação e formação continuada na atuação do profissional de enfermagem. Conclusão: A assistência de qualidade depende muito da formação da equipe, dai dizer que a formação continuada aos profissionais de saúde, de uma equipe como um todo é de suma importância. Enfim, conclui-se que a continuidade na formação contribui inclusive para uma equipe mais humanizada. Palavras-chave: Formação continuada. Assistência de enfermagem. Cuidado. Humanização. ABSTRACT Introduction: This research focuses on an approach to the importance of training and continuing education or continuing to contribute to a better nursing care. Is justified by the importance of continuing education in nursing, having as purpose the theoretical contribution to the training of nursing professionals where you can identify the lack of motivation for learning by employees and educators, aimed at transforming the professional or subject placing it in the center of the teaching -learning process, resulting in benefit to answered by the same company. Materials and methods: The methodology used is qualitative nature, is the descriptive method and the technique literature review. It is a literature that sought to systematize various items elements that could give grounds for the proposed study, extracting aspects seized by several authors and applied them to the context of the research. Objectives: This paper aims to highlight the importance of continued training in acting or permanent nurse's. Conclusion: The quality of care depends largely on the team's formation, hence say that continuing education for health professionals in a team as a whole is of paramount importance. In short, it is concluded that the formation contributes including a more humanized team. Keywords: Continuing Education. Nursing care. Care. Humanization. 1 Concluintes do curso de enfermagem pela Faculdade Promove. 2 Professor orientador.

4 4 1 INTRODUÇÃO O presente artigo tem como enfoque teórico uma abordagem sobre a capacitação do profissional de enfermagem como fator de contribuição para uma melhor assistência. Ressalta-se que nas instituições hospitalares a equipe de enfermagem desempenha importante papel na preparação da infraestrutura para a realização segura e eficaz dos procedimentos médicos e rotinas de enfermagem, além de ações assistenciais, orientação e educação preventiva, visando ao autocuidado, facilitando a reintegração social do paciente (BRASIL, 2009). No Brasil, em se tratando de quantitativo de pessoal, a equipe de enfermagem possui o maior percentual atingindo, em muitos casos 60% das contratações nas instituições hospitalares (SILVA; SEIFFERT, 2009). Segundo observações em campos de estágio foi possível observar que a qualidade no hospital não tem o mesmo sentido de qualidade que se observa no meio industrial, onde é expressa pela conformidade de uma peça ou produto a uma norma ou especificação preestabelecida. Já o ambiente hospitalar, assim como outras empresas de serviço, está sujeito ao limiar humano, à imprevisibilidade das situações, à particularidades das ocorrências e exigências, o que não invalida as normas, apenas exige maior atenção para observar, escutar, imaginar e antecipar ajustamentos e adaptações voltados à assistência de enfermagem. É importante refletir que as instituições hospitalares necessitam ter uma qualidade do mais alto nível em todos os serviços fornecidos, os quais não devem ser realizados de qualquer forma ou vistos ou entendidos como favor, mas como praticados dentro dos padrões de qualidade exigidos e das normas existentes. Nesse sentido, cabe ressaltar que o objetivo dos processos educativos voltados para os serviços de saúde é desenvolver os profissionais de determinadas áreas, dentre as quais a enfermagem, por intermédio de atividades formativas que recebem a denominação de capacitação. O elemento saber fazer deve ocorrer com a intenção de favorecer a excelência no processo de assistência de enfermagem (BRASIL, 2009). Assim, o saber fazer deve contemplar elementos de boas práticas que devem ser articuladas durante as capacitações, devendo o profissional de enfermagem

5 5 compreender que além dos elementos técnicos, também é preciso compreender os elementos políticos e éticos que envolvem sua prática profissional. Para este profissional não é o bastante apenas saber o que fazer, pois também é preciso estabelecer articulação entre a responsabilidade, a liberdade e o compromisso (SILVA; SEIFFERT, 2009). A educação permanente é uma estratégia de reestruturação de serviços a partir da análise dos determinantes necessários à aprendizagem, mas, sobretudo de valores e conceitos dos profissionais. Propõem transformar o profissional em sujeito, colocando-o no centro do processo ensino aprendizagem. Portanto a educação permanente se apresenta como aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. Deve se ter como referência o diagnóstico de necessidades, de capacitação através da gestão setorial e da identificação por meio de visitas técnicas (BRASIL, 2009). Entende-se neste processo que para haver uma educação permanente de forma efetiva é preciso que seja direcionada no sentido de favorecer o desenvolvimento integral dos profissionais e que busque como meta maior a melhoria da qualidade da assistência. Mas ressalte-se que tal processo não está contido apenas no processo de ensinar, uma vez que compreende a necessidade de se desenvolver no profissional de enfermagem a criticidade e a capacidade de se perceber sujeito ativo no processo de aprendizagem contínua, motivando-o para uma busca profissional pautada não apenas na prática, mas também no ensino-aprendizagem (PASCHOAL et al., 2007). Desse modo o objetivo da pesquisa é destacar a importância de estratégias que contribuem para a formação e atuação do profissional de enfermagem. O presente estudo se justifica pela importância da educação permanente na enfermagem, tendo como propósito a contribuição teórica para a formação de profissionais de enfermagem onde se pode identificar a falta de motivação para o aprendizado por parte dos colaboradores e dos educadores, visando à transformação do profissional ou sujeito colocando-o no centro do processo de ensino-aprendizagem, resultando em benefício à sociedade atendida pelos mesmos. Assim a pesquisa apresentou como problematização o questionamento sobre quais os benefícios de estratégias de capacitação para a equipe de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que buscou na sistematização de vários artigos elementos que pudessem dar fundamento à proposta de estudo, extraindo

6 6 aspectos apreendidos por diversos autores e aplicando-os ao contexto da pesquisa. O artigo foi estruturado de forma a apresentar elementos introdutórios e, no desenvolvimento destacar a construção teórica feita com base na literatura pesquisada destacando elementos como o papel do profissional de enfermagem no processo de assistência e a importância da formação continuada na sua profissão. Seguidamente apresentou uma consideração final que consubstancia a discussão teórica apresentada. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Para o desenvolvimento desta pesquisa de caráter bibliográfico, foram revisadas as bases de dados nacionais e internacionais como Capes, Proquest, Ebsco, BVS, Medline, Scielo, Google Acadêmico, dentre outras com o objetivo de pesquisar os artigos científicos publicados sobre as pesquisas desenvolvidas com o tema relacionado à formação do profissional de enfermagem, fazendo o levantamento a partir das palavraschave Formação continuada, Formação na área da saúde, Capacitação do enfermeiro. Depois desta primeira busca, os artigos foram filtrados pela data de publicação entre 2000 e 2012 e, finalmente foram escolhidos 21 artigos para análise e transcrição. A análise dos dados foi feita com base nos diferentes fatores que envolvem o tema em questão e que estejam registrados nas pesquisas, destacando os elementos que envolvem a formação e/ou capacitação como forma de garantir uma melhor assistência de enfermagem. Fez-se um recorte quanto aos artigos selecionados quanto ao ano de publicação, selecionaram-se artigos publicados entre 2000 e Os critérios de inclusão foram artigos relacionados ao tema e que contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa, bem como o aspecto referente ao ano de publicação. Os critérios de exclusão foram artigos fora do ano estabelecido da seleção para desenvolver o referido artigo e assuntos que não tinham relação com o tema. O procedimento de estudo deu-se da seguinte forma: após a escolha do tema, fez-se uma estrutura com o objetivo de esclarecer os pontos a serem desenvolvidos e como os mesmos seriam. Cada ponto foi desenvolvido e discutido pelo grupo que ao final chegou nesse resultado.

7 7 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Enfermagem: conceitos e contextualização nas teorias de Enfermagem Segundo a conceituação de vários autores, a Enfermagem é entendida como uma arte do processo de cuidar e uma ciência fundamentada na assistência e no cuidado da pessoa, de forma individual, em família e/ou comunitariamente, de forma holística e integral. É também um elemento que tende a desenvolver suas práticas autonomamente e, em muitos casos através de equipes que desenvolvem suas atividades para promover, prevenir, manter, recuperar e restabelecer a saúde das pessoas, sendo que cada indivíduo desta equipe possui competência científica que embasa sua atuação (ESPÍRITO SANTO; PORTO, 2006). Este conceito compõe os saberes nightingaleanos que: [...] identifica que, como arte, a Enfermagem consiste no cuidar de seres humanos sadios e doentes por meio de ações que têm como base os princípios administrativos. Como ciência, a Enfermagem fundamenta-se no estudo e na compreensão das leis da vida. Assim, da arte e da ciência da Enfermagem emergem suas ações que são entendidas como cuidareducar-pesquisar, as quais estão interligadas e compõem as dimensões de atuação dos enfermeiros (ESPÍRITO SANTO; PORTO, 2006, p. 541). O desenvolvimento da vida das pessoas implica a ocorrência de um número infinito de situações, umas boas, outras não tanto, que em certos casos podem chegar a um ponto no qual é necessária a intervenção de um especialista em temas de saúde e cuidados, decorre desse contexto o surgimento da Enfermagem entendida como uma ciência responsável por aplicar os conhecimentos sistematizados pela Medicina no sentido de proporcionar cuidado à saúde das pessoas (ALMEIDA; CHAVES, 2009). Sob uma ótica da atualidade, a Enfermagem se tornou foco de várias formas de conceituação ou definição de suas práticas e ações objetivando o poder de articulação, de maneira clara, o papel e a função de cada profissional envolvido numa equipe de enfermagem. Mesmo passando por várias modelos de definições nas últimas décadas não há, no entanto, uma definição universal que possa definir amplamente a Enfermagem (COSTA; CAMBIRIBA, 2010). Dos elementos clássicos definidores da Enfermagem considera-se importante destacar a definição elaborada por Virginia Henderson (1966), que estabelece descrição

8 8 da função do profissional de enfermagem como: Ajudar o indivíduo, saudável ou doente, na execução das atividades que contribuem para conservar a sua saúde ou a sua recuperação, de tal maneira, devendo desempenhar esta função no sentido de tornar o indivíduo o mais independente possível, ou seja, a alcançar a sua anterior independência (HENDERSON, 1966 apud SOUSA, 2012, p. IX). Segundo a Dra. Wanda de Aguiar Horta (1979), enfermagem é: A ciência e a arte de assistir ao ser humano (indivíduo, família e comunidade), no atendimento de suas necessidades básicas; de torná-lo independente desta assistência, quando possível, pelo ensino do auto cuidado, de recuperar, manter e promover sua saúde em colaboração com outros profissionais (HORTA, 1979 apud OLIVEIRA, 2012, p. 402). Percebe-se, entretanto que, após a definição elaborada por Henderson (1966) foi possível observar uma vasta gama de tentativas de definição que buscam uma maior precisão do conceito de Enfermagem, A enfermagem também pode ser definida do seguinte modo: [...] é, no essencial, o encontro do enfermeiro com um doente e sua família, durante o qual o enfermeiro observa, ajuda, comunica, entende e ensina; além disso, contribui para a conservação de um estado ótimo de saúde e proporciona cuidados durante a doença até que o doente seja capaz de assumir a responsabilidade inerente à plena satisfação das suas necessidades básicas; por outro lado, quando é necessário, proporciona ao doente em estado terminal ajuda compreensiva (YURA et al., 1976 apud FORIGO, 2011, p. 10). 3.2 Campos de atuação e assistência do profissional de enfermagem Todos os profissionais de enfermagem, nesse conjunto compreendidos, sobretudo os enfermeiros e os técnicos auxiliares de enfermagem, se responsabilizam por algo em torno de 60% de todas as ações de saúde e agem durante todos os dias do ano, 24 horas por dia. No caso dos enfermeiros são quatro as grandes áreas de atuação, quais sejam: o ensino ou elementos formativos propriamente ditos; a pesquisa; a atenção à saúde a gestão em saúde. No primeiro caso o profissional de enfermagem atua diretamente como docente sejam em cursos de graduação, pós-graduação (lato sensu e/ou stricto sensu) ou em cursos de extensão nas mais diversas instituições de ensino superior de todo o Brasil, sejam elas públicas ou privadas (TANOS et al., 2000). É preciso destacar que o enfermeiro é um profissional devidamente preparado

9 para o desempenho de todas as áreas relacionadas à saúde, sendo na assistência, na administração ou na gerência, Na área do ensino da enfermagem, observa-se que, desde o início da enfermagem moderna no Brasil, existia preocupação dos enfermeiros/docentes com a integração teórica e prática, as enfermeiras enfrentavam os desafios de ampliar o número de escolas, assumir as atividades didático-pedagógicas e de supervisão (BARBOSA; VIANA, 2008, p. 340). 9 O profissional de enfermagem, destacadamente o enfermeiro recebe em sua formação inicial, qual seja a graduação o preparo teórico e as primeiras atividades práticas para que atue em toda e qualquer área da saúde, seja no âmbito assistencial, administrativo ou, mesmo gerencial. Assim como preceituado na citação acima, no âmbito educacional pode exercer funções docentes oferecendo o mesmo preparo e acompanhamento a futuros profissionais de enfermagem, seja em níveis médio ou superior. No meio gerencial de todos os processos de trabalho do profissional de enfermagem é possível identificar ações de construção de escalas, técnicas de remanejamento para suprir demandas emergenciais e/ou contingenciais, conferências contínuas de estoques de equipamentos e materiais diversos. Também pode ser função do enfermeiro gerenciar as unidades de saúde e coordenar as ações de assistência promovidas pela equipa de saúde. No âmbito assistencial é preciso destacar a visita constante do profissional de enfermagem como prática que traz a possibilidade de garantir intervenções não apenas gerenciais, mas também de cuidado. A visita pode ser tipicamente caracterizada principalmente pela forma de como se dá a abordagem clínica e a determinação de métodos para a prática da enfermagem e também por visitas avaliativas para assistência e cuidado de enfermagem que aglutina aos procedimentos elementos de comunicação, de interatividade com o paciente e de conexão com as inúmeras ações de enfermagem com a equipe multidisciplinar (HAUSMANN; PEDUZZI, 2009). Ressalta-se que na assistência de enfermagem o enfermeiro tem como objeto de sua prática interventiva o próprio contexto de necessidades que o paciente apresenta em relação ao cuidado, salientando que a finalidade da assistência se concretiza através da integralidade do cuidado, ao passo que no âmbito gerencial o objeto do enfermeiro se caracteriza através da organização das rotinas de trabalho e dos recursos humanos disponíveis com o desígnio de criar e garantir a implementação de condições apropriadas

10 10 para o cuidado dos pacientes (HAUSMANN; PEDUZZI, 2009). No ambiente hospitalar não é sempre que a prática do profissional de enfermagem está especificamente voltada para o atendimento das demandas dos pacientes, mas também volta-se para a prática formativa de outros profissionais, além de garantir que se cumpram atividades, também rotinas administrativas e burocráticas o que, muitas vezes favorece o desvio de suas funções específicas (ANDRADE; VIEIRA, 2005). Ou seja, O enfermeiro, quando prioriza funções de outros profissionais em detrimento das suas, subestima suas próprias funções e a si mesmo como profissional, pois o exercício de suas funções está centrado na administração da assistência ao paciente e deve ser embasado nos valores de sua profissão e não nos valores institucionais ou de outras áreas (ANDRADE; VIEIRA, 2005, p. 263). Sob este ponto de vista é imprescindível que o profissional de enfermagem seja constantemente capacitado e aprimorado para a sua prática profissional primordial, devendo sempre estar preparado a compreender elementos semiológicos, aspectos metodológicos assistenciais, além de ser capaz de realizar um diagnóstico de enfermagem seguro e preciso, dentre outros aspectos associados à sua prática, sobretudo no que diz respeito ao entendimento e compromisso com o cuidado no que tange às demandas dos pacientes em relação às suas queixas, angústias, dores, necessidades de informações precisas sobre a evolução do seu quadro, etc (COSSA, 2011). Muitos profissionais, dentre os quais até mesmo enfermeiros desconhecem sua finalidade, o que mostra que poucos profissionais entendem qual é a real função do serviço de educação continuada na instituição. Acredita se que esse desconhecimento é resultado das poucas discussões acerca desse tema durante a graduação, como também da não informação nos cursos de nível médio, porém alguns profissionais acreditam que seu desenvolvimento profissional é total responsabilidade do serviço de educação permanente onde consequentemente culpa a instituição, tanto faz se necessário uma constante pesquisa a cerca da necessidade de capacitação tendo assim essa responsabilidade do profissional responsável pelo serviço, também é necessário estabelecer estratégias onde irá motivar esse profissional para o querer aprender e ser um multiplicador atuante (PASCHOAL, 2004).

11 A importância da formação continuada A questão da importância da educação continuada na área da saúde vem evoluindo ao longo dos anos e parte da necessidade de se adequar os profissionais para atuarem nesses serviços, visto que a formação desses profissionais era voltada para o modelo hospitalocêntrico em detrimento da promoção da saúde das pessoas e prevenção das doenças. Percebe-se que a preocupação de fazer processos educativos para os profissionais de saúde surgiu na III Conferência Nacional de Saúde em 1963, propondo essa estratégia como forma de se evitar desajustamentos técnicos em relação aos recursos da instituição. Nas Conferências Nacionais de Saúde subsequentes, ficou clara a necessidade da educação continuada para os profissionais da saúde e, gradativamente, foi se tornando imprescindível como modo de torna-los capazes de compreender as necessidades dos serviços e os problemas de saúde da população. Para Silva et al (1989, p. 10) educação em serviço é um conjunto de práticas educacionais planejadas com a finalidade de ajudar o funcionário a atuar mais efetiva eficazmente, para atingir diretamente os objetivos da instituição. Esse modelo ainda é muito utilizado na capacitação dos profissionais com a finalidade principal de alcançar os interesses da instituição e estão mais centrados nas técnicas e habilidades do que nos conhecimentos teóricos a serem adquiridos. Segundo Silva et al (1989, p. 9 e 10) a educação continuada deve ser entendida como conjunto de práticas educacionais planejadas no sentido de promover oportunidades de desenvolvimento do funcionário, com a finalidade de ajudá-lo a atuar mais efetivamente e eficazmente na sua vida institucional.... a educação continuada está voltada para melhorar ou atualizar a capacidade do indivíduo, em função das necessidades dele próprio e da instituição em que trabalha. Nesse conceito a educação é entendida como um benefício destinado ao próprio indivíduo que participa do processo educativo e esse benefício retorna para a instituição na qual trabalha. Esse retorno repercute na instituição sob a forma de satisfação, motivação, conhecimento, maior produtividade e otimização dos serviços (Silva et al, 1989, p.10), tornando o conceito mais abrangente do que a educação em serviço. A educação permanente no Brasil foi instituída pela portaria GM/MS 198 de 13 de fevereiro de 2004 (BRASIL, 2004), sendo alterada pela portaria GM/MS 1996 de 20 de agosto de 2007 (BRASIL, 2007), que apresentou novas estratégias e diretrizes para a

12 implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (Pneps). A Pneps tem o intuito de transformar as práticas pedagógicas e de saúde, contribuindo para o processo de desenvolvimento individual e coletivo dos profissionais de saúde. Nesse contexto a educação permanente apresenta um cenário que envolve a metodologia da problematização, uma equipe com profissionais de diversas áreas de atuação, com ênfase nas situações-problema das praticas cotidianas, possibilitando reflexões criticas e articulando soluções estratégicas em coletivo, e esta inserida no desenvolvimento e na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos ambientes hospitalares o papel desempenhado pela Enfermagem é de fundamental importância no processo de preparação da infraestrutura responsável pelo cumprimento eficaz e seguro dos processos médicos e de enfermagem, bem como das práticas assistenciais, além de processos educativos e de orientação preventivos com vistas a favorecer o autocuidado e facilitar ao paciente sua reintegração social. Como dito na seção introdutória, a representação de uma equipe de enfermagem nos quadros de pessoal de uma instituição hospitalar chega aos 60%, configurando-se como o profissional de maior presença nestes locais (SILVA; SEIFFERT, 2009). Vale ressaltar que em muitas instituições hospitalares existe uma área responsável que formação continuada de seus profissionais, onde a mesma possui recursos físicos, financeiros e humanos necessários para a prática de atividades indispensáveis para tal formação (SILVA; SEIFFERT, 2009). Neste aspecto, Todo investimento em treinamento e qualificação de pessoal, quando bem planejado e desenvolvido, é capaz de produzir mudanças positivas no desempenho das pessoas. Entretanto, é importante considerar que os resultados esperados de programas de treinamento e desenvolvimento de pessoal podem ser minimizados pelas condições de cada estrutura institucional, caso a interação entre essa estrutura e os objetivos das propostas de treinamento/qualificação não estejam alinhados (BATISTA; GONÇALVES, 2011, p. 886). 12 Isso quer dizer que quanto mais se investe em formação e aperfeiçoamento mais resultados positivos podem ser observados na prática profissional de qualquer pessoal, lembrando que a precariedade nessa formação também pode restar em resultados negativos ou aquém do desejado. Acerca do departamento responsável pela formação do profissional de enfermagem dentro das instituições hospitalares, a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) estabelece a recomendação de que o coordenador e responsável por este

13 departamento seja um profissional de enfermagem e que esteja intimamente intrincado com questões relacionadas à contemplação das necessidades de aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional e pessoal de seus colegas de trabalho. É imperativo afirmar que é essencial a participação dos profissionais de enfermagem em todo o processo de formação continuada, ressaltando que tal importância se dá pelo fato de que este profissional está em constante e direta interação com toda a equipe de enfermagem, possibilitando a percepção da realidade que os cerca e favorecendo uma avaliação tanto de suas necessidades quanto das necessidades da instituição em que trabalha e dos pacientes ali presentes (BRASIL, 2004). Entretanto, para que tal processo seja capaz de estabelecer parâmetros de excelência tanto na formação quanto no atendimento realizado pelo profissional de enfermagem é necessário estabelecer uma organização nas práticas de atenção e valorização de um perfil profissional que transcenda os meros conceitos de trabalho e trabalhadores tal como conhecemos no passado. É preciso sempre se estar atento para questões associadas à melhoria da gestão, valorização e aperfeiçoamento dos serviços e das ações de saúde. E para tanto é indispensável que o processo de formação continuada ou permanente deve priorizar os seguintes alvos: 1. as equipes que atuam na atenção básica, nas urgências e emergências, na atenção e internação domiciliar e na reabilitação psicossocial; 2. o pessoal encarregado da prestação de atenção humanizado ao parto e ao pré-natal; 3. os hospitais universitários e de ensino, buscando integrá-los à rede do SUS e à cadeia de cuidados progressivos à saúde, revendo o seu papel no ensino e no apoio ao desenvolvimento do Sistema (BRASIL, 2005, p. 23). 13 Para além destas prioridades é necessário que a formação continuada e permanente capacite o profissional a vislumbrar sua formação como ferramenta capaz de garantir um pensamento acerca do trabalho que pense a própria produção do mundo, entendendo que o objetivo não é apenas de se tornar um bom técnico e, sim um bom profissional, propenso à criatividade e pensamento crítico, sensível, cheio de vontade e atuante (BRASIL, 2005). Assim, a formação continuada e permanente em saúde deve ser utilizada de forma racional e muito bem planejada, considerando que se trata de um elemento estratégico que tem a capacidade de fortalecer tanto o trabalho quanto a educação na saúde. Não se deve apenas primar pela realização de cursos somente pela realização. É necessário empreender busca por uma formação e desenvolvimento contínuos dos

14 14 profissionais de enfermagem. E é justamente por isso que: A Educação Permanente em Saúde pode corresponder à Educação em Serviço, quando esta coloca a pertinência dos conteúdos, instrumentos e recursos para a formação técnica submetidos a um projeto de mudanças institucionais ou de mudança da orientação política das ações prestadas em dado tempo e lugar. Pode corresponder à Educação Continuada, quando esta pertence à construção objetiva de quadros institucionais e à investidura de carreiras por serviço em tempo e lugar específicos. Pode, também, corresponder à Educação Formal de Profissionais, quando esta se apresenta amplamente porosa às multiplicidades da realidade de vivências profissionais e coloca-se em aliança de projetos integrados entre o setor/mundo do trabalho e o setor/mundo do ensino (CECCIM, 2004, p. 162). Essa tão esperada qualificação acontece e se aprimora a curto, médio e longo prazo, levando em consideração o tempo de assimilação de cada indivíduo, a dificuldade de cada um e as próprias falhas do processo educativo, que pode e deve sofrer reformulações de acordo com as constantes avaliações. E é justamente por este motivo que a continuidade da formação do enfermeiro deve ser considerada muito importante, uma vez que a condição de necessidade de constante evolução e de conhecimento são características do próprio ser humano, ressaltando que em toda a complexidade da atuação do enfermeiro pauta-se numa necessidade precípua de compreensão e aprendizagem de seu processo de trabalho (PASCHOAL et al., 2007). A partir de tal afirmação é necessário reconhecer que a qualificação dos profissionais de saúde, responsáveis pelo manejo do tratamento, deve ser uma tática a ser utilizada como forma de reduzir a morbimortalidade. Já no que diz respeito aos profissionais não médicos, com ênfase aos profissionais de enfermagem, algumas competências fundamentais para a prática do cuidado foram estabelecidas por diversos órgãos internacionais, reconhecendo e destacando os conhecimentos e as habilidades que tal profissional deve ter para atuar neste segmento a fim de dar uma assistência à mulher de maneira efetiva e de qualidade com base nas mais recentes evidências científicas relacionadas às fases do tratamento (NARCHI, 2009). Levando em consideração a importância do processo formador do profissional de enfermagem, há que se considerar que a sistematização da assistência de enfermagem, como aspecto organizacional deve ser capaz de apresentar e fomentar subsídios para que métodos ou metodologias de assistência sejam apresentados ao cuidado humanizado. Entretanto, há uma percepção de que o

15 15 cuidado de enfermagem está fortemente centrado na doença e não na pessoa que necessita do cuidado em si. Todavia, o profissional de enfermagem é visto pelos demais profissionais de saúde como um sujeito que articula e integra vários saberes, sobretudo em função de sua presença constante junto ao paciente (NASCIMENTO et al., 2008). Sob a inferência de tais argumentos é preciso, ainda destacar que a demarcação das necessidades inerentes ao cuidado abrange amplos aspectos associados à saúde, ao meio sócio ambiental, como moradia, educação, alimentação, emprego etc. Tal percepção permite que se lance um olhar para adiante dos conceitos e modelos médicos, vislumbrando uma plataforma dos elementos que integram e influenciam a saúde. E nesse ponto específico, quando se começa a pensar em necessidades de saúde, logo se lembra da procura por assistência que, na verdade, é caracterizada justamente pela demanda, ou seja, pela busca funcional por intervenções originadas na carência e que o sujeito acredita deve ser corrigida ou suprida, tendo reconhecida sua necessidade (SHIMODA, SILVA, 2009). CONSIDERAÇÕES FINAIS Assumir o dia a dia profissional como local propício à constante revisão da práxis e geração de um desconforto com as coisas como são ou estão é um bom sinal de que a capacitação ou formação continuada ou permanente tem ganhado espaço no âmbito da Enfermagem. Entretanto, para que essa formação continuada ou permanente ganhe espaços cada vez mais abrangentes nos serviços de saúde, sobretudo na assistência de enfermagem é necessário que os profissionais abandonem ou desconstruam o conhecimento prévio acerca do sujeito que são e passem a construir um novo conhecimento pautado na subjetividade, onde a todo instante novos limites são rompidos e elementos relacionados ao comportamento ou à forma de como os processos de trabalho são geridos ganhem novas dinâmicas e novas formas de serem instituídos. Nesse sentido a consciência de formação continuada ou permanente é muito importante para uma mudança dos padrões tradicionais fundamentais de cada profissão, onde a consciência profissional aponta para novos modelos de atendimento e assistência, bem como cuidado humanizado, tornando os profissionais de enfermagem atores nesse processo de cuidado, mas não apenas isso.

16 16 As novas demandas do mundo do trabalho atual exigem novas formas de se ver e praticar a Enfermagem. Não há mais espaço para profissionais que pautam suas práticas como se fazia há 20, 30 anos atrás. Não se trata em desprezar a experiência, mas, pelo contrário valorizá-la e associá-la a formas comprovadamente de sucesso no processo de assistência e cuidado de Enfermagem e, nesse sentido, a capacitação ou formação continuada e permanente é uma instrução de grande importância para a construção de novos processos e conhecimentos. Entretanto algumas considerações devem ser realizadas no sentido de observar que nem sempre é possível observar o pleno envolvimento de profissionais no processo de formação, destacando que é possível ver, durante alguns eventos formativos que alguns profissionais não levam a serio, agindo com descaso e descompromisso. Outro elemento muito importante a ser considerado está relacionado ao âmbito da comunicação entre a equipe multidisciplinar, ou seja, a linguagem utilizada em certos procedimentos pelo corpo médico não é plenamente entendido pelo enfermeiro o técnico de enfermagem o que, em muitos casos gera confusão e graves equívocos no processo de assistência e cuidado de enfermagem, tais como utilização de medicamentos não apropriados seja em doses ou concentrações, manobras de manuseio ou técnicas específicas de contato, dentre tantas outras, podendo trazer sérios riscos à saúde do paciente. Neste caso em específico poderíamos sugerir que fosse formalizada, através de movimentos de formação contínua ou permanente, uma padronização na comunicação entre toda a equipe multidisciplinar, a fim de que fossem evitados erros ou falhas no atendimento, assistência e cuidado do paciente, onde tal medida pode ser pautada, inclusive nos Procedimentos Operacionais Padrão (POP). Também é necessário que o profissional de enfermagem entenda de maneira inequívoca como é que se dá o seu processo de trabalho, ou seja, é preciso que ele saiba sem restrições o que está fazendo. É necessário saber o por que de agir de determinada forma, pois tal conhecimento influenciará de forma substancial sua assistência e cuidado podendo, inclusive fornecer informações cruciais ao próprio paciente que, em muitos casos buscar saber porque está tomando determinado medicamento, para quê esse determinado medicamento serve e porque está sendo atendido de determinada forma e não de outra. Nesse sentido é crucial que o profissional de enfermagem se sinta envolvido pelo seu processo de trabalho, pois tal conduta permitirá que se enquadre dentro dos parâmetros de um profissional sempre aberto a novos conhecimentos e preparação para novas demandas e desafios dentro de sua profissão.

17 17 Por fim, é necessário que todos os profissionais de enfermagem entendam o significado da formação continuada ou permanente. Que o entusiasmo não fique somente no âmbito da formação propriamente dita. Que esta formação seja aproveitada ao máximo não apenas sob o ponto de vista teórico, ou seja, que o que se aprende nas palestras, nos seminários, nos cursos de especialização, nos congressos, nos eventos etc, possa ser aplicado no dia a dia da prática profissional, convertendo assim a teoria em prática especializada e de qualidade.

18 18 REFERÊNCIAS ALMEIDA, D. V.; CHAVES, E. C. O ensino da humanização nos currículos de graduação em enfermagem. Einstein, v. 7, n. 3, p , ANDRADE, J. S.; VIEIRA, M. J. Prática assistencial de enfermagem: problemas, perspectivas e necessidades de sistematização. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 58, n. 3, p , BARBOSA, E. C. V.; VIANA, L. O. Um olhar sobre a formação do enfermeiro/docente no Brasil. Rev Enferm UERJ, v. 16, n. 3, p , BATISTA, K. B. C.; GONÇALVES, O. S. J. Formação dos profissionais de saúde para o SUS: significado e cuidado. Saúde Soc., v. 20, n. 4, p , BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. A educação permanente entra na roda: pólos de educação permanente em saúde: conceitos e caminhos a percorrer / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação na Saúde. 2. ed., Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: acolhimento com avaliação e classificação de risco: um paradigma ético-estético no fazer em saúde/ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Leis, decretos, etc. Lei nº de 19 de setembro de Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento dos serviços e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial 19 de setembro de 1990.

19 19 CECCIM, R. B. Educação permanente em saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface Comunic, Saúde, Educ, v. 9, n. 16, p , COSSA, R. M. V. O ensino do processo de enfermagem em uma universidade pública e hospital universitário do sul do Brasil na perspectiva de seus docentes e enfermeiros. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, [Dissertação de Mestrado em Enfermagem]. COSTA, M. A. R.; CAMBIRIBA, M. S. Acolhimento em enfermagem: a visão do profissional e a expectativa do usuário. Cienc Cuid Saúde, v. 9, n. 3, p , ESPÍRITO SANTO, F. H; PORTO, I. S. De Florence Nightingale às perspectivas atuais sobre o cuidado de enfermagem: a evolução de um saber/fazer. Esc Anna Nery R Enferm., v. 10, n. 3, p , FORIGO, F. C. Medidas para minimizar as implicações do processo de trabalho do enfermeiro para a sua saúde. Paraná: Universidade Federal do Paraná, [Especialização em Gestão de Saúde]. HAUSMANN, M.; PEDUZZI, M. Articulação entre as dimensões gerencial e assistencial do processo de trabalho do enfermeiro. Texto e Contexto Enferm, v. 18, n. 2, p , Ministério da Saúde. Secretaria Executiva Coordenação Geral de Desenvolvimento de Recursos Humanos para o SUS. Cadernos Recursos Humanos Saúde. Brasília, v.1, n 1, p , NARCHI, N. Z. Atenção ao parto por enfermeiros na Zona Leste do município de São Paulo. Rev Bras Enferm Brasília, v. 62, n. 4, p , NASCIMENTO, K. C. et al. Sistematização da assistência de enfermagem: vislumbrando um cuidado interativo, complementar e multiprofissional. Rev Esc Enferm USP, v. 42, n. 4, p , OLIVEIRA, M. A. C. (Re)significando os projetos cuidativos da Enfermagem à luz das necessidades em saúde da população. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 65, n. 3, p , PASCHOAL, A. S. et al. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço

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