Aprendendo sobre os nossos Direitos

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1 INFORMATIVO DA REDE MULHER - JULHO ANO I NÚMERO 1 Aprendendo sobre os nossos Direitos Multas vezes, quando se fala em direito, só pensamos em leis. Mas as leis não são tudo. Elas representam o chamado direito legai, e respondem, geralmente, aos interesses daqueles que dominam, no momento em que são feitas. Mas é importante sabermos quais são os direitos de fato que nos correspondem, como mulheres, na sociedade em que vivemos, e trabalharmos juntas para fazer com que cada vez mais o direito legai se aproxime dos direitos de fato. Para isso, em todo o País organizam-se grupos, realizam-se cur- sos, seminários e as mulheres se mobilizam de todas as formas para conhecer e garantir esses direitos. É disso que fala o Cunhary n:l. As fotos mostram dois momentos de mobilização recente, para a Iniciativa Popular sobre os Direitos da Mulher. O C? Cartas: a sua participação no Cunhary pg-2 AMZOL cumpre um ano pg-7 Mutirão de Educação em Xinguara pg. 7

2 CUNHARY N» 1 - JULHO 1988 EDITORIAL Nossos direitos vêm! Nossos direitos vêm! E se não virem nossos direitos O Brasil perde também! Este refrão foi cantado e repetido por milhões de pessoas em milhares de assembléias, reuniões, encontros, manifestações... E vamos continuar repetindo-o Até que as coisas aconteçam como nós queremos que elas sejam Mas as perguntas que ficam são: Quando? Onde? Como? Com quem? Para quem? Para que? Todos os direitos populares são frutos de conquistas populares Nenhum cai do céu por descuido Nenhum chega em pacote de presente Os Direitos da Mulher também não Por que não? "Defender os direitos da mulher significa repensar as formas de organização e de convívio de toda a sociedade". O palco da Assembléia Nacional Constituinte trouxe para nossa apreciação várias dessas cenas. Entre outros, os problemas criados a respeito da licença maternidade, licença paternidade... De tudo isso estamos falando nos cursos, oficinas, mutirões, assessorias, materiais didáticos e publicações da Rede Mulher sobre "Educação Popular para os Direitos da Mulher*', do Acre ao Rio Grande do Sul, do Mato Grosso ao Espírito Santo Disso fala o Cunhary n 2 1 E sobre isso esperamos a palavra das leitoras e leitores que não desistem de pensar que "Nossos Direitos Vêm!. REDE MULHER Moema Viezzer EXPEDIENTE informativo da Rede Mulher *Do Grupo Benvirá ís> a/e.. eunmjcv. 010S^-5ÁOfAíí» $9 CARTAS À Rede Mulher Parabenizamos a Rede Mulher pela rica publicação do "Cunhary". Com certeza será mais uma fonte de enriquecimento para nós. Feliz idéia. Abraços fortes Lourdes Luna É com grande satisfação que vejo surgir mais um canal informativo sobre a condição da mulher. Desta vez, vinculado à Rede Mulher. Faço votos que "Cunhary" cresça e possibilite que o magnífico trabalho que vem sendo desenvolvido pela Rede, voltado para a Educação Popular, amplie, cada vez mais, seu raio de ação e continue produzindo bons frutos. Nadia Regina Loureiro de Barros Lima Maceió-AL. * Não participo de nenhum grupo, mas ao ler o "Cunhary", fiquei super interessada e resolvi escrever para a sessão de cartas. Andréa S.Mello Cidade Ademar - SP. Em primeiro lugar quero parabenizá-las pelo Cunhary, que sem dúvida foi a melhor forma de comemorar o 5 9 ano de trabalho da Rede Mulher. Tenho certeza que o Cunhary será mais um ferramenta importante para a classe trabalhadora em especial para as mulheres nos três aspectos: informativo, organizativo e formador. Desejo que o rio das Mulheres possa a cada dia aumentar sua correnteza na busca de uma sociedade onde sejamos respeitadas como mulheres e trabalhadoras. Um grande abraço a todas. Caras companheiras do Cunhary Que bom! Mais uma publicação feminista entre nós! Parabéns! Apoveito a oportunidade para avisar as companheiras e as leitoras do Cunhary que o CENTRO DA MULHER BRASILEIRA, organização pioneira do feminismo entre nós (1975) está se reencontrando após longa hibernação... Por favor divulguem nosso endereço para correspondência. Um abraço. Moema Toscano O endereço do Centro da Mulher Brasileira é: Rua Franklin Roosevelt, 39 s/ Rio de Janeiro - RJ Agradecemos o recebimento do Informativo da Rede Mulher, n 9 0 que temos a certeza será seguido por outros que alcançarão o mesmo sucesso. Margarida Bizzotto Centro de Integração Mulher - CIM Vitória - Espírito Santo Amigas, O jornal foi muito apreciado. Sena possível nos mandar mais 50 ou 100 exemplares do número zero pada divulgá-lo? Clube de Mães Nova Iguaçu - Rio de Janeiro Queridas amigas Muito interessante o Cunhary. Parabéns Ana Maria Brasileiro - UNICEF Através desta venho agradecer especialmente o Cunhary. Aproveito para parabenizar pelas lutas do jornal e ao mesmo tempo pedir o envio de mais exemplares para uma Associação de Mulheres que está começando no bairro. Leopoldo Parisoto São Paulo - SP Coordenação e Edição: Moema Viezzer Administração: Beatriz Cannabrava Redatora: Márcia Piva Projeto Gráfico e Produção: Nova Sociedade Comunicação Redação: Rua João Ramalho, Perdizes tel.: (OU) Correspondência para: Caixa Postal S.Paulo - SP. As matérias assinadas publicadas neste jornal são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente o pensamento da direção do informativo. Fotos: Agência F-4 e Marta Baião Itelvina Maria Masioli Porto Velho - Rondônia Prezadas companheiras Recebemos vossa mais recente publicação, "Cunhary" n 0. Gostaríamos de congratulálas pelo excelente trabalho. Solicitamos que nos enviem meus 5 exemplares e não deixem de enviar os próximos números, Ayala A. Rocha Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Assessoria de Educação Popular João Pessoa - Paraíba Gostaríamos de enriquecer o nosso material de pesquisa, passando a receber o Cunhary desde o número 0. Nota da Redação: União de Mulhers de Ijuí Ijuí - Rio Ode. do Sul A belíssima foto da página central do n 2 0 é da Vera Simonetti, da agência F4. E a foto do Encontro de Piracicaba, da pg. 7 é da Márcia Lourenço. Pedimos desculpas às fotógrafas pela nossa falha involuntária.

3 DIREITOS DA MULHER CUNHARY N9 1 -JULHO 1988 TERRA MORADIA LAZER TRABALHO EDUCAÇÃO SAÚDE SEGURANÇA ORGANIZAÇÃO No início de 1987, quando foi instalada a Assembléia Nacional Constituinte, o movimento popular brasileiro se mobilizou em tomo da possibilidade de ver assegurados na r nova Constituição os seus direitos. Contudo, depois de um ano de trabalho, às vésperas da finalização do processo constituinte, o que resta para o movimento popular é uma grande incógnita. Poucas foram as emendas populares aproveitadas. Uma parcela significativa da população brasileira viu suas propostas passarem em segundo plano diante do "lobby" dos latifundiários, empresários e polí- ticos conservadores Para a socióloga e escritora, Moema Viezzer, coordenadora da Rede Mulher, o resultado do processo constituinte deixa bem claro que "direito se adquire na vida e não somente no papel". Ele defendeu, no dia 26 de agosto de 1987, a Iniciativa Popular Direitos da Mulher, perante a Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte. Dirigindo-se aos deputados federais e autoridades presentes, Moema disse que defendia uma proposta que continha "a expressão de interesses e necessidades da maioria das mulheres brasileiras, as mulheres das camadas populares, trabalhadoras assalariadas da cidade e do campo, agricultoras, bóiasfrias, pequenas proprietárias, lavadeiras, costureiras, empregadas domésticas e donas-de-casa dos bairros pobres e favelas das periferias das grandes cidades." As mulheres representam mais de 50% da população e desempenham funções determinantes na formação econômica, social e ideológica da sociedade. Diante dessa realidade, Moema ressaltou que "defender os Direitos da Mulher, significa repensar em novas formas de organização e convívio de toda a sociedade brasileira". Acrescentou, também que, as leis são importantes na definição das relações sociais. Contudo, na sua opinião, "a legislação fica morte se não houver participação e mobilização popular". DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS A atual Constituição brasileira garante no seu artigo primeiro, "que todos são iguais perante a lei". Porém, essa exigência constitucional não é cumprida. As mulheres têm visto, ao longo dos anos, os seus direitos serem negados. Ainda permanece o fenômeno social da subordinação da mulher ao homem. Discriminada sexualmente, a mulher, muitas vezes, realizando o mesmo trabalho que o homem, ganhar salário menor. A situação de discriminação e desigualdade social vivida pelas "mulheres brasileiras, principalmente as das camadas populares, exigiu e exige uma mobilização constante de todos os setores sociais para que os seus direitos sejam garantidos. Nesse sentido, outro aspecto im-' portante, é a obrigato- riedade de "constar, no texto da nova Constituição, desde o prólogo até o último artigo em que são tratados os princípios gerais da cidadania, a igualdade de todos perante a lei sem distinção de sexo". POSIÇÃO INCONSnTüaONAL A mulher qe vive seu dia-a-dia de mãe, esposa, profissonal e, sobretudo, reprodutora da força de trabalho, enfrenta, muito mais do que o homem, os problemas da falta de terra e moradia digna, desemprego, dupla jornada de trabalho, problemas de saúde, abuso de autoridade do homem (marido, chefe, pai e até filhos) e violência. O fato da mulher estar submetida à essa condição subalterna, é inconstitucional. Diante disso, a Iniciativa Popular Direitos da Mulher, ressaltou a necessidade de que sejam garantidos: reforma agrária e urbana, trabalho com dignidade e salário igual para funções iguais, creches, cooperativas de consumo, refeitórios e lavanderias populares. Por outro lado, salienta a importância da criação de um Sistema Único de Saúde e a defesa da garantia dos di- reitos e deveres em plena igualdade dos cônjuges, livrando assim, a mulher da situação de dependência jurídica em que ainda se encontra. Quanto à violência que acontece diariamente contra a mulher, seja no lar, rua, trabalho, igreja e que também é reforçada pelos meios de comunicação e preceitos legais, as mulheres que participaram incansavelmente de todo o processo de preparação da Iniciativa Popular Direitos da Mulher, mostraram que "é preciso que a sociedade se pronuncie e que o Estado reconheça essa situação, criando mecanismos para criminalizar a violência contra a mulher em todas as suas formas". A LUTA NÃO TERMINOU As mulheres estão atentas e acompanhando, passo a passo, o processo de redação da Carta Constitucional para ver assegurado o seu cumprimento. integral, tal maneira que, nenhuma lei, decreto ou disposição possa contrariá-la. O esforço das mulheres vai no sentido de garantir igualdade de direitos perante a lei e na vida cotidiana, na aceitação das diferenças de gênero. Ementa: Dispõe sobre direitos e garantias da mulher. Inclua-se na Constituição Brasileira onde couber: Art. Todos são iguais perante a lei. Homens e Mulhe- ' res possuem a mesma dignidade pessoal e social, não podendo ser prejudicados, privilegiados ou tratados de forma discriminatória por ato de qualquer natureza, em razão de nacionalidade, raça, cor, sexo, religião, convicção política ou filosófica,deficiência física ou mental, idade, grau de instrução, atividade profissional, estado civil, classe social e condições de nascimento. Art. São direitos fundamentais dos trabalhadores e trabalhadoras: I - proibição de diferença de salário e de critério de admissões por motivo de sexo, cor ou estado civil. II - Licença remunerada da gestante, antes e depois do parto, ou no caso de interrupção da gravidez, com período não inferior a 180(cento e oitenta) dias, sem prejuízo do emprego e do salário. III - Garantia de manutenção de creche e escola Proposta Popular matemal pelos empregadores, para os filhos e dependentes de seus empregados, até no mínimo 6 (seis) anos de idade. IV - Extensão dos direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores e trabalhadoras rurais e empregados e empregadas domésticas. Art. Considera-se atividade econômica aquela exercida no recesso do lar. Art. Ao Sistema Nacional de Saúde Pública competirá formular, executar e controlar a prestação de serviços de saúde em todo o território nacional e, em especial, a prestação de assistência integral e gratuita à mulher nas diferentes fases de sua vida. Art. A família constituída de direito ou de fato, tem direito à proteção do Estado, que é obrigado a adotar todas as medidas que permitam a realização pessoal de seus membros. Art. É assegurada pela lei a plena igualdade de direitos e deveres dos cônjuges, no que diz respeito à sociedade conjugai, ao pátrio poder, ao registro de filhos, à fixação do domicílio da família e à titularidade e administração dos bens do casal. Art. O Estadp reconhece à maternidade e à paternidade função social, garantindo aos pais os meios necessários à alimentação, saúde, segurança e educação dos filhos. Art. É assegurada a assistência médica e psicológica à mulher vítima de violência sexual. Art. A todos é assegurada a liberdade de determinar livremente o número de filhos, sem interferência do poder' público ou de entidade privada. É também assegurado, sob o controle do Estado, o acesso e ampla informação sobre o uso e os efeitos de métodos contraceptívos Art. É garantido a homens e mulheres o direito individual da posse e da propriedade da terra, qualificada como bem necessário à manutenção de uma vida digna para o indivíduo e os familiares que dele dependem. Art. É vedada a vinculação em todo e qualquer meio de comunicação formal e/ou informal, de atos ou mensagens que incitem à violência, que firam a dignidade ou propaguem a discriminação contra a mulher. Art. A lei punirá como crime inafiançável qualquer discriminação atentória aos direitos de homens e mulheres.

4 Moss^ftitK/jWLTRftSftlho m í ÒS / ^ j^, w mtw ÇôNSiSj^ Aprendendo sobre nossos Direitos Para a gente conseguir uma boa constituição Eu não sei se estou errada Mas acho que não estou não É preciso muita luta e muita conscientização Precisamos que a mulher Receba mais proteção Ter salário Igual do homem dentro de qualquer função e ser multo respeitada em qualquer repartição isso tudo o que falei É do jeito que a gente quer Se não for dessa maneira A coisa certa não é Por isso vamos lutar Homem, criança e mulher. Queremos que a criança seja valorizada Ter comida, ter remédio e também ser educada Ter direito à moradia Pra não ser abandonada Nós precisamos também ter creche com abundância Para a mulher trabalhar Ter abrigo pra criança No Brasil de amanhã essa é a nossa esperança Deus deu a terra pra todos Não precisa discussão Todos precisamos dela Nàó é só os ricos n o Só com a reforma agrária Ela vem pras nossas mãos TSi REDE MULHER Versos de Angelina Reis Integrante do Grupo de Mulheres do Bairro Sossego Carapina-Serra - ES.

5 CUNHARY N81 -JULHO 1988 No dia 30 de abril, cerca de 60 mulheres reuniram-se numa das dependências do Convento de São Francisco, em São Paulo, para realizar mais uma etapa do Curso de Educação Popular Direitos de Mulher. Nascido da demanda de mais de 700 grupos de mulheres de todo o País, que participaram do Projeto Nós e a Constituinte, coordenado pela Rede Mulher, de março de 1986 à maio de 1987, o projeto levou à elaboração de uma Iniciativa Popular sobre os Direitos da mulher. A mobilização em tomo da iniciativa envolveu milhares de companheiras de vários estados e culminou com a entrega à Assembléia Nacional Constituinte, das propostas, elaboradas em forma de emenda, dos grupos participantes, agrupadas em comissões estaduais. É importante salientar que no decorrer desse processo, ficou evidente a necessidade dos grupos aprofundarem a questão dos direitos da mulher. Nesse sentido, respondendo à essa preocupação, a Rede Mulher elaborou o Curso de Educação Popular Direitos da Mulher, para a formação de animadoras, com os seguintes objetivos, conhecer e compreender os direitos da mulher; comparar a situação em que vivem as mulheres dos setores populares com os direitos que têm como cidadãs brasileiras, aprender e utilizar métodos e técnicas de educação popular para trabalhar o tema com outras 0 Direito à Organização é o direito de: Aprendendo sobre nossos direitos mulheres e grupos. Os temas escolhidos para o curso foram: Direito à Saúde; Direito à Vida; Direito à Moradia e Terra; Direito ao Trabalho e à Educação e Direito à Organização. COMPROMISSO O primeiro curso foi desenvolvido em São Paulo, com 50 mulheres das Zonas Leste e Sul, num plano piloto. Ainda este ano nos meses de julho, setembro e outubro, serão realizados cursos nos estados de São Paulo (Piracicaba), Pará (Xinguara) e Espírito Santo, (Vitória). Por ser um curso de JUNTAS - Buscar soluções para nossas necessidades como pessoa. - Construir novas formas.de nos organizarmos em socie dada e de viver nosso dia-a-dia, pessoalmente, na família, no trabalho e na sociedade. educação popular, a carga horária é de 40 horas. O trabalho coletivo é imprescindível. Desta forma, as atribuições são distribuídas da seguinte maneira: - Rede Mulher: Organiza o conteúdo, prepara os folhetos, pesquisa material para a elaboração dos dossiês de cada tema e, em São Paulo, faz das entidades governamentais e não governamentais que trabalham sobre os temas escolhidos. - Grupos envolvidos: comprometem-se a escolher e selecionar as participantes, providenciar local, marcar dias e horários para a sessões de trabalho, responsabiliza-se pelo cuidado do local, consegue projetor de eslaides e responsabiliza-se, também, pelo levantamento, em suas cidades e/ou Estado, dos serviços prestados pelas entidades governamentais ou não, relativos a cada questão estudada. Em São Paulo, no caso do primeiro curso, as entidades envolvidas foram: Associação de mulheres da Zona Leste, Grupo Teatro "Maria-é-Dia", Coordenação dos Clubes de Mães da Região Sul, Centro da Mulher 13 de Maio e Grupo de Mulheres do Cupecê. MULTIPLICAR As mulheres participantes assumem o compromisso de freqüência e participação nas dinâmicas propostas e de repassar (multiplicar) para outra^ mulheres ou grupos o que aprenderam no curso. Assim, as 50 animadoras formadas pela equipe organizadora (Maria Cristina, Leila e Danize), repassaram" para mais de 300 mulheres tudo o que aprenderam durante o curso. Por outro lado, de acordo com decisão tirada pelas participantes, estão sendo organizados novos grupos para os quais pretendem repassar seus novos conhecimentos. Oficinas de Educação Popular "Direitos da Mulher" 1988 XmguaraCPA) 26 a 29 de julho Escola Estadual de Primeiro Grau Prof. Acy de Barros Apoio: Grupos de Mulheres e Associação de Professores. Vitória(ES) 30/setembro 1 e 2/outubro Ponta Formosa, Praia de Camburi Apoio: Grupo de Mulheres de Vitória Piracicaba(SP) 7, 8 e 9 de outubro Universidade Metodista de Piracicaba(UNIMEP) O Centro de Pastoral Vergueiro - CPV - distribui as publicações da Rede Mulher e de várias outras entidades e grupos populares. Acaba de sair a publicação: "Mutirão da vila Comunitária: A Força da Mulher na Construção das Cinqüenta Casas", uma edição da Associação Comunitária de São Bernardo do Campo, que conta a história das mulheres que participaram desse trabalho que foi desenvolvido REDE MULHER NO CPV 'MULHERES EM MUTIRÃO" Maiores informações pela Caixa Postal São Paulo - SP ou pelo telefone: de janeiro a outubro de A coordenação e organização da publicação esteve a cargo de Ana Luiza de Lyra Vaz, que entrevistou 32 participantes. Maiores informações na Assoc. Comun. de S. Bernardo do Campo. Rua dos Vianas, 194, tel:

6 Mutirão de educação no campo As trabalhadoras rurais da região do Araguaia-Tocantins, viveram momentos importantes durante a realização do Mutirão de Educação Popular "A Mulher Trabalhadora Rural", em julho de 87. Organizado pela Rede Mulher, o encontro aconteceu na Escola Estadual de í- grau "Prof. Acy de Barros Pereira, em Xinguara, e contou com a participação de 30 companheiras vindas de Imperatriz, São Miguel do Tocantins, São Félix do Araguaia, Buriti, Nova Olinda, Redenção, Conceição do Araguaia, Rio Maria e Xinguara. A maioria delas está organizada em associações de mulheres, sindicatos de trabalhadores rurais, partidos políticos, clube de mães, movimento de saúde, educação, etc. Durante cinco dias, as mulheres discutiram os problemas vividos por elas, nas suas casas, locais de trabalho e sociedade local. As características próprias da região do Araguaia-Tocantins, marcadas pela violência decorrida, principalmente, da luta pela posse da terra, incide diretamente na vida das mulheres da localidade. Obrigadas, geralmente, a realizar três jornadas diárias de trabalho (em casa, na roça e novamente realizando outras atividades que contribuam financeiramente, como costura), as trabalhadoras rurais também estão expostas à violência de seus maridos, sogros e irmãos. Muitas vezes, elas são vítimas de espancamento, estupro e até assassinato. Por outro lado, é comum verem suas casas e roças (queima- das. Tudo isso acontece por obra de policiais e pistoleiros que atuam a mando dos latifiandiários e fazendeiros da região. AÇÃO Diante dessa realidade, e, auxiliadas pela metodologia aplicada ao longo do mutirão pelas organizadoras Moema, Vera e Judite, as mulheres concluíram, dentre outras coisas, que como mulher, mãe e trabalhadora, os seus direitos não estavam sendo respeitados. Nesse sentido, afirmaram que somente de forma organizada é que se pode levar a luta das mulheres. Para isso, ressaltaram que é fundamental planejar o trabalho para caminhar. Preocupadas com os encaminhamentos futuros, as trabalhadoras rurais que participaram do mutirão decidiram dar continuidade ao processo. Assim, se comprometeram a realizar encontros e atividades com o objetivo de mobilizar as mulheres na defesa dos seus interesses. A Rede Mulher, por sua parte, atendendo aos pedidos da equipe de apoio, já confirmou a realização de uma oficina, ainda este ano, com as professoras da região Araguaia-Tocantins. Está contemplado, também, a implantação de um programa de formação de lideranças para o movimento popular de mulheres e outra de comunicação para a formação de comunicadoras. Todas as fases do mutirão: preparação, plantio e cultivo, foram cumpridas. Agora, é só colher os frutos. AMZOL um ano de trabalho A associação de Mulheres da Zona Leste - AMZOL, completou, no último dia 22 de maio, seu primeiro aniversário. Fruto do trabalho realizado durante muitos anos por várias mulheres da região nos movimentos populares e que participaram ativamente da reconstrução da história dos clubes de mães, através da pesquisa/participante, desenvolvida entre os anos de 83 e 85, pela Rede Mulher, a AMZOL constituiu-se numa entidade juridicamente reconhecida, com estatuto e identidade própria. Durante a assembléia de aniversário, realizada no salão paroquial da Igreja de São Miguel Paulista, com a presença de 200 pessoas, Ilza Castilho da Mota, presidente da associação, ressaltou a importância daquela comemoração. Lembrou que a maioria dos grupos de mulheres foram organizados por instituições que contribuíram para sua formação mas não proporcionaram uma participação efetiva das mulheres envolvidas. Nesse sentido, nasce a AMZOL, "um novo espaço de participação enquanto mulher", afirmou ela. Para comemorar o aniversário da sua associação, as mulheres da AMZOL fizeram um bolo de 30 Iquilos, cantaram e declamaram poesias. A festa valeu a pena porque o caminho percorrido até a comemoração do primeiro aniversário não foi fácil. Dentre os vários trabalhos realizados, as mulheres da AMZOL ressaltaram a participação de suas integrantes na coleta de assinaturas para a Iniciativa Popular Direitos da Mulher. Por outro lado, apontam, também como resultado positivo, a participação no Curso de Educação Popular sobre os Direitos da Mulher, realizado pela Rede Mulher. Dando continuidade aos princípios da associação, que visa "incentivar a organização das mulheres através de encontros locais, setoriais e regionais da região Leste de São Paulo, inclusive orientando a criação de novos grupos", as mulheres da AMZOL pretendem realizar cursos profissionalizantes de tricô, crochê, pintura e corte-costura. "Sou mulher trabalhadora e também muito sofrida, mas continuo lutando pelos direitos da vida". Esta frase, repetida em coro por cerca de 200 mulheres, marcou o encontro das mulheres trabalhadoras do Xapuri, Acre, realizado no dia 3 de maio. Contando com a presença da atriz Lucélia Santos, do Partido Verde, as participantes, entre seringueiras e trabalhadoras da zona urbana, discutiram, sem a presença dos homens, seus problemas e alegrias. Organizado pelo Centro de Trabalhadores da Amazônia, CTA, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Centro de Defesa dos Direitos Humanos, o encontro de mulheres não tinha caráter deliberativo. CUNHARY N«1-JULH01988 A ampliação dos serviços de atendimento à mulher como acompanhamento médico, jurídico e psicológico, também está contemplada nos planos futuros da Associação de Mulheres da Zona Leste. Nesse sentido, buscando libertar-se da dependência financeira a que estão expostos muitos grupos, a associação organiza atividades como festa do sorvete, confecção e vendas de camisetas e já elaborou projetos que foram apresentados à diversas instituições que apoiam entidades não governamentais e organizações de mulheres. Lembrando as palavras ditas pela pesidente da AMZOL, durante a assembléia de aniversário, onde se destacou a necessidade das mulheres se organizarem e "entrarem firme na luta para transformar essa sociedade machista e injusta que aí está", o Cunhary e a Rede Mulher felicitam a AMZOL,' desejando-lhe muitos anos de vida e vitórias. Que a associação possa crescer cada dia mais dentro dos seus objetivos e propostas. Encontro de seringueiras Durante todo o dia, as participantes expuseram os problemas que enfrentam ao realizar dupla jornada de trabalho, como profissionais e donas-de-casa. Lembrando a difícil situação salarial da região, as mulheres criticaram a administração municipal, o Governo Federal e Estadual. Ressaltando a falta de assistência médica e educacional, as trabalhadoras dos seringais lembraram que o preço da borracha é insatisfatório. RESOUJÇÓES Entre debates, reflexões e momentos de lazer, as mulheres chegaram à conclusão de que é preciso incentivar a organização de um encontro anual de mulheres, além de encontros de seringueiras por colocações. Por outro lado, decidiu-se também, pela elaboração de uma cartilha de saúde onde seriam explicados, detalhadamente, a utilização de métodos anticoncepcionais. Essa decisão foi tirada a partir do estudo da realidade local que, segundo as participantes, chega a ser surpreendente. Nos seringais, algumas mulheres chegam a ter 17 filhos. Para as coordenadoras do encontro, a assistente social Teresinha Mansour, do CD- DH, e a agrônoma Filomena Gonçalves, do CTA, os resultados foram satisfatórios, significando, assim, mais uma vitória das mulheres do Acre.

7 CUNHARY N2 1 - JULHO 1988 ACONTECEU Diagnóstico de grupos Desde o mês de março a Rede Mulher vem desenvolvendo uma Pesquisa-Educação com mulheres. Com previsão de três anos, o programa visa a realização de um diagnóstico participativo dos grupos de mulheres dos setores populares das regiões Centro- Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal) e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). Após um levantamento cadastral de aproximadamente grupos será realizada uma pesquisa, através de questionários, com 400 entidades. Com o apoio da Interamerican Fundation - IAF - o programa prevê a formação de redes locais, estaduais e regionais, de grupos organizados de mulheres interessadas em transformar sua realidade. Por se tratar de uma ppsquisa participante, as mulheres envolvidas atuarão não só na coleta de dados, mas também em sua avaliação através de encontros e. oficinas realizadas nos Estados e nas duas regiões, para um maior conhecimento entre os grupos e articulação de ações comuns de movimento popular de mulheres. Trabalho com mulheres em sindicato rural "Maria é Dia" recebe apoio Assessoria a grupos Mo mês de julho será realizada uma reunião do programa de assessoria legal para grupos de mulheres que está sendo desenvolvido na América Latina pelo ILSA - Instituto Latino americano de serviços Legales, com sede em Bogotá, Colômbia. A Rede Mulher participará do evento que terá lugar no Rio de Janeiro, nos dias 17 e 18, na sede da Pró-Memória, e que visa discutir a participação do Brasil no referido projeto. No mês de maio, a Rede Mulher recebeu a visita do Sr. Luis Silva, representante da War on Want. da Inglaterra, que esteve entre nós para conhecer mais de perto o trabalho desenvolvido pela Rede e analisar possibilidades de apoio financeiro por parte de sua entidade. Na ocasião, Luis Silva viu a atuação do grupo de teatro "Maria é Dia", assessorado pela Rede Mulher que, receberá apoio financeiro de War on Want durante um ano. Nos dias 9 e 10 de julho será realizado um encontro de entidades que participam da Coordenação de Mulheres de São Paulo e que terá como objetivo discutir os rumos dessa coordenação que vem se reu- O grupo "Maria é Dia", formado por mulheres da Zona Leste de São Paulo, tem apresentado a peça "Procura-se um ninho" em Sindicatos, escolas e comunidades; a obra trata do problema da violência contra a mulher, e da prostituição na adolescência. As apresentações do grupo são sempre seguidas de debate sobre a temática específica da peça e de outros temas ligados à condição da mulher dos setores populares. nindo semanalmente há mais de dois anos para a articulação de ações unitárias do Movimento de Mulheres da Cidade de São Paulo. A Rede Mulher estará representada no evento. O Presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de São João do Araguaia, Almir Fraieira Barras, visitou a sede da Rede Mulher. Dando continuidade aos contatos iniciados por correspondência e através do Mutirão de Educação Popular "A Mulher Trabalhadora Rural", soücitou o apoio da rede na formação de um grupo de mulheres no sindicato. Segundo ele, o sindicato pretende realizar um projeto de atendimento ao movimento de mulheres da entidade. Almir Ferrei- A mulher na Igreja No mês de junho, a Rede Mulher recebeu a visita da Irmã Zeca, socióloga, autora do livro "A vida religiosa nos meios populares". Irmã Zeca, que atualmente prepara sua tese de doutoramento sobre a mulher na igreja, levantou a importância de trabalhar esse tema nos grupos feministas e com os grupos de mulheres ligados as Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. ra, que também é vice-presidente da Federação de Trabalhadores Rurais do Pará, FETAEG - PA, disse que o objetivo é fortalezer o movimento de mulheres para que, lado a lado com seus companheiros, elas possam enfrentar de forma organizada, os problemas da região. A Rede Mulher se comprometeu a enviar material didático, o relatório sobre o mutirão e, na medida do possível, enviar alguém para discutir com as trabalhadoras as possibilidades de assessoramento. Diakonia visita a Rede Mulher Ainda no mês de maio tivemos a oportunidade de receber a visita de Ewa Dahlin, representante da instituição sueca Diakonia para América Latina, que apoia o programa de formação de Educadoras Populares para os Direitos da Mulher, que inclui a realização do curso piloto na cidade de São Paulo ( já encerrado) e as três oficinas sobre o tema que serão realizadas em Xinguara, no Pará, Vitória, no Espírito Santo e no Interior de São Paulo. O número de mulheres que morre devido às complicações ocorridas durante a gravidez, parto e aborto clandestino, aumenta diariamente. No Brasil, 400 mil mulheres morrem anualmente. No mundo, a cifra atinge, a cada ano, um milhão de mulheres. Essa situação tende a piorar enquanto a sociedade não se mobilizar para, efetivamente, impedir a mortalidade materna. Diante dessa situação calamitosa, a Rede Mundial de Mulheres para os Direitos Reprodutivos e a Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe, realizaram, no último dia 28 de maio, uma série de atividades e eventos com o objetivo de divulgar esta triste realidade. Maternidade Vida Na maioria das vezes, a mortalidade materna está ligada, principalmente, à pobreza. Sem assistência médica adequada por parte do Estado uma grande quantidade de mulheres, ao não poder pagar consultas em hospitais privados, arriscam suas vidas buscando formas clandestinas (furam o útero com agulhas de tricô ou crochê, ingerem substâncias tóxicas, etc) e profissionais inescrupulosos. Durante a realização dos eventos, as mulheres e entidades envolvidas, fizeram um apelo à todas as pessoas e grupos interessados em acabar definitivamente, com a mortalidade materna, para que apoiassem todas as campanhas realizadas com esse objetivo. No Brasil, o Coletivo Sexualidade e Saúde (R. Baltazar Carrasco, 89 - São Paulo - Cep: Tel ), está encarregado de divulgar ' os eventos referentes à essa questão. Mais informações podem ser adquiridas através de contatos com a entidade.

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