Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola

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1 Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras) Brasília, abril de 2006

2 Edições MEC/BID/UNESCO Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário-Executivo José Henrique Paim Fernandes Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Ricardo Henriques SECAD Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Departamento de Educação para Diversidade e Cidadania Coordenação-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional SGAS Quadra 607, Lote 50, Sala 205 Brasília DF CEP: Tel.: (55 61) Fax: (55 61) Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura Representação no Brasil SAS, Quadra 5, Bloco H, Lote 6, Ed. CNPq/IBICT/UNESCO, 9º andar Brasília - DF - Brasil Tel.: (55 61) Fax: (55 61) Site:

3 Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras)

4 2006. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) e Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) Conselho Editorial da Coleção Educação para Todos Adama Ouane Alberto Melo Célio da Cunha Dalila Shepard Osmar Fávero Ricardo Henriques Pareceristas: Amauri Mendes Pereira, Antonio Liberac C. Simões Filho, Assunção José Pureza Amaral, Carlos Benedito, Cleyde Amorim, Dagoberto N. José Fonseca, Fernanda Felisberto, Jorge Nascimento, José Arruti, Maria Aparecida da Silva, Maria de Lourdes Siqueira, Nilma Lino Gomes, Osvaldo Martins de Oliveira. Equipe Técnica: Ana Flávia Magalhães Pinto Denise Botelho Edileuza Penha de Souza Maria Lúcia de Santana Braga Coordenação Editorial: Ana Flávia Magalhães Pinto Edileuza Penha de Souza Maria Lúcia de Santana Braga Revisão: Lunde Braghini Diagramação e Capa: Thiago Gonçalves da Silva Tiragem: exemplares Dados Internacionais de Catalogação na Publicação ( CIP) Dimensões da inclusão no ensino médio : mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola / Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza, Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras). Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, ISBN p. (Coleção Educação para todos) 1. Educação dos negros. 2. Inclusão social. 3. Mercado de trabalho. 4. Comunidade e educação. 4. Cultura. 6. Religião. I. Braga, Maria Lúcia de Santana. II. Souza, Edileuza Penha de. III. Pinto, Ana Flávia Magalhães. IV. Brasil. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. CDU 37(=414) Os autores são responsáveis pela escolha e apresentação dos fatos contidos neste livro, bem como pelas opiniões nele expressas, que não são necessariamente as da Unesco e da Secad, nem comprometem a Organização e a Secretaria. As indicações de nomes e a apresentação do material ao longo deste livro não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da Unesco e da Secad a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, nem tampouco a delimitação de suas fronteiras ou limites.

5 SUM RIO Apresentação Eliane Cavalleiro Introdução Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza e Ana Flávia Magalhães Pinto Parte I Expectativas sobre a Inserção de Jovens Negros e Negras do Ensino Médio no Mercado de Trabalho Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho: reflexões preliminares Rogério Diniz Junqueira Jovens afrodescendentes de Porto Velho os caminhos para a auto-afirmação Marco Antônio Domingues Teixeira Sobressaltos na flor da idade: expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho em Salvador Maria Nazaré Mota de Lima Diversidade étnico-racial e educação escolar: uma leitura das práticas pedagógicas no ensino médio em Campo Grande (MS) Maria de Lourdes Silva Expectativas sobre a inserção dos jovens negros e negras do ensino médio do Paraná no mercado de trabalho Marcilene (Lena) Garcia de Souza Parte II Afro-brasileiros e Religiosidade no Ensino Médio O papel decisivo das pesquisas para o conhecimento dos valores ancestrais afrodescendentes Juarez Xavier

6 Cultura, religiosidade afro-brasileira e educação formal no Pará os valores culturais afro-brasileiros chegam às salas de aula? Marilu Márcia Campelo Os afro-brasileiros e o espaço escolar por uma pedagogia do lúdico e do informal Rachel Rocha de Alameida Barros e Bruno César Cavalcanti As representações sobre as religiões afro-brasileiras no ensino médio Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO) Olga Cabrera Matrizes religiosas afro-brasileiras e educação Julvan Moreira Oliveira Expressões de religiosidade de matriz africana no ensino médio: um estudo em escolas públicas no contexto de Porto Alegre (RS) Gilberto Ferreira da Silva Parte III Educação Formal e Informal nas Comunidades Negras Rurais Aprendizado nas comunidades quilombolas: currículo invisível Gloria Moura Os remanescentes de quilombolas na região do Tocantins (PA): história, cultura, educação e lutas por melhores condições de vida Benedita Celeste de Moraes Pinto Obstáculos e perspectivas dos kalungas no campo educacional Alecsandro J. P. Ratts, Kênia Gonçalves Costa e Douglas da Silva Barbosa Trocar saberes e repensar a escola nas comunidades negras do Ausente, Baú e Quartel do Indaiá Cristina dos Santos Ferreira Educação formal e informal: o diálogo pedagógico necessário em comunidades remanescentes de quilombos Georgina Helena Lima Nunes Sobre os autores

7 APRESENTAÇ O No momento em que o debate sobre a democratização da educação brasileira ganha contornos mais abrangentes, o reconhecimento e o entendimento de questões antes secundarizadas são fortalecidos. Os esforços do Governo Lula para a implementação da Lei n o /03 que contempla a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e o advento de políticas públicas voltadas para a promoção do acesso da população negra às universidades brasileiras demonstram as modificações em curso. Não obstante esses avanços, há uma série de pontos ainda descobertos que precisam ser contemplados seja pela reflexão de especialistas da área, seja pela publicização dos resultados desses esforços. Nessa linha, em estreita relação com as políticas mencionadas, temos a realidade dos estudantes afro-brasileiros do ensino médio. O lançamento de Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola, por iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, vem ao encontro dessa demanda. Trata-se de um conjunto de artigos resultantes do Projeto de Pesquisa Realidades de Estudantes Negros no Ensino Médio, subdividido nas áreas: 1) Expectativas de inserção no mercado de trabalho para jovens negros e negras no Ensino Médio; 2) Afro-brasileiros e religiosidade no Ensino Médio; e 3) Educação formal e informal nas comunidades negras rurais. Sob a organização das professoras Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza e Ana Flávia Magalhães Pinto, esse rico material oferece aos leitores olhares diversos sobre espaços também distintos, na medida em que os textos respeitam ainda as diversidades regionais do país. Correspondendo ao nono volume da Coleção Educação para Todos, Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola concorre 7

8 para o adensamento do conhecimento crítico sobre a sociedade brasileira uma das grandes preocupações do Ministério da Educação. Com essa publicação, o Programa Diversidade na Universidade, apoiado também pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cumpre com um dos seus principais objetivos, a saber, o desenvolvimento de estudos, pesquisas e produtos para a formulação de uma política de inclusão social. Estamos confiantes de que essa obra contribuirá para a consolidação da luta anti-racista no interior do Estado, na sociedade brasileira e em seu sistema educacional. Isso porque um Brasil democrático deve corresponder a um país que respeite a sua pluralidade e a sua diversidade. Eliane Cavalleiro Coordenadora-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional 8

9 INTRODUÇ O A promoção de estudos, pesquisas e materiais para a formulação de políticas de combate à discriminação étnico-racial na educação básica e no ensino superior e de inclusão social figura entre os objetivos primordiais do Programa Diversidade na Universidade, criado em Esse empenho do governo federal, centrado na constituição de base conceitual, prevê diversas atividades, a exemplo de diagnósticos quantitativos e qualitativos sobre o cenário do acesso, da permanência e da conclusão na educação média e superior da população negra; de mapeamentos de estratégias e programas para promoção do acesso e permanência nos ensinos médio e superior; bem como, análises de programas, políticas, estratégias e práticas bem-sucedidas de combate à exclusão e à discriminação étnico-racial. Meta ambiciosa, em parte cumprida com o presente livro. Durante o segundo semestre de 2004 e o primeiro semestre de 2005, um grupo de pesquisadores(as) selecionados(as) pela Coordenação-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional foi a campo para realizar pesquisas sobre a população afro-brasileira no ensino médio nas cinco regiões do Brasil, com foco nos seguintes temas: 1) Expectativas de inserção no mercado de trabalho para jovens negros e negras no ensino médio; 2) Afro-brasileiros e religiosidade no ensino médio; e 3) Educação formal e informal nas comunidades negras rurais. Cada linha de pesquisa materializou-se em cinco trabalhos, totalizando quinze pesquisas. Os(as) pesquisadores(as) mapearam e sistematizaram dados quantitativos e qualitativos em pelo menos 45 escolas de todo o país. Antes de apresentar as reflexões oriundas das pesquisas, é interessante refletir sobre alguns aspectos relativos ao desenho e à capacidade de investimento das políticas sociais no Brasil, que contam anualmente com cerca de R$ 200 bilhões para diferentes áreas. Esses valores indicam a existência de uma rede de proteção social que se iguala, em muitos aspectos, à de países com política social ativa 9

10 e constante. Por esse prisma, a política social brasileira pode ser considerada moderna, abrangente, descentralizada e diversificada. Entretanto, no plano da efetividade, pode-se questionar o grau de impacto das políticas sociais de combate à extrema pobreza e à alarmante desigualdade étnico-racial. Ricardo Paes de Barros e Mirela de Carvalho destacam, em estudo publicado em 2003 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1 dois aspectos primordiais que dificultam a agenda social: a) a má focalização dos programas sociais, pois parte significativa dos mesmos deixa de beneficiar os estratos originalmente previstos; e b) a falta de informação sobre a eficácia dos programas sociais, pois não há dados precisos sobre o seu impacto na população beneficiada. Quanto à má focalização, os autores compreendem que os motivos podem ser encontrados tanto na distribuição inadequada dos recursos para os estados que não contempla as necessidades e carências de cada região de forma proporcional quanto no próprio desenho dos programas sociais que não beneficiam a população originalmente definida como foco da ação. Além disso, outro problema que acomete todos os governos é a ausência ainda de um cadastro nacional, com informações e dados fidedignos sobre a populaçãoalvo, apesar dos avanços ocorridos na última década. Em relação à falta de informação sobre a eficácia dos programas sociais, os sistemas de acompanhamento e avaliação do impacto dos programas e das políticas sociais no Brasil pecam por sua estrutura pouco consolidada. 2 Apesar do volume de recursos orçamentários previstos anualmente, não há condições suficientes para conhecer em que medida as políticas sociais estão de fato diminuindo a pobreza, com a geração de oportunidades e serviços para a população. Os autores destacam ainda a existência, em cada programa, de um grau interno de heterogeneidade que deve ser levado em conta, pois a avaliação de impacto, ao identificar como o impacto varia de acordo com a natureza do benefício e do beneficiário, permite redesenhar programas e populações-alvo, de maneira a otimizar a eficácia do programa (BARROS; CARVALHO, 2003: 1 Conferir Barros e Carvalho, Desafios para a Política Social Brasileira, Textos Para Discussão nº 985, IPEA, Rio de Janeiro, outubro de Em conferência realizada em Xangai, maio de 2004, o Banco Mundial avaliou 70 projetos de desenvolvimento considerados modelos de combate à pobreza em vários lugares do mundo e chegou à conclusão que os motivos do êxito concentravam-se na existência de apoio político, transparência, flexibilidade necessária para adaptar-se a mudanças, participação popular na tomada de decisões e finalmente no controle e avaliação contínuos dos resultados. 10

11 p. 9). 3 Esse debate é apropriado para o propósito do presente livro, dado que tratamos aqui de apresentar diversos diagnósticos sobre a situação da população negra, sua presença ou ausência na educação formal, suas expectativas tanto entre os(as) jovens no mundo urbano quanto nas comunidades remanescentes de quilombos. A preocupação fundamental que norteou os estudos residiu no conhecimento desse campo complexo, necessário para a elaboração de políticas públicas de real e efetivo combate à exclusão pautada pelo racismo e pela discriminação racial, apoiadas em práticas inovadoras em diversos aspectos, institucionais, políticos, orçamentários, sociais ou gerenciais. No caso da exclusão de caráter étnico-racial, foco primordial do Programa Diversidade na Universidade, o papel do acompanhamento, da avaliação e da elaboração de diagnósticos é fundamental, uma vez que a partir daí se torna possível estruturar políticas de inclusão social para o ensino médio e o ensino superior de afro-brasileiros. Cabe ainda ressaltar que o Programa Diversidade na Universidade é uma das primeiras ações afirmativas no âmbito do Governo Federal. Sua característica inovadora, que confere prioridade a jovens afrobrasileiros e indígenas, merece a atenção continuada dos(as) gestores(as) e apoiadores(as) na execução das metas e da avaliação dos resultados. O livro se divide em três partes. A primeira, sob o título Expectativas sobre a Inserção de Jovens Negros e Negras do Ensino Médio no Mercado de Trabalho, gira em torno do variado quadro relatico às expectativas de inserção de jovens estudantes negros e negras do ensino médio no mercado de trabalho brasileiro da perspectiva de todos(as) os(as) envolvidos(as) na escola, gestores(as), professores(as), estudantes e as comunidades. Os(As) pesquisadores(as) nortearam seu trabalho para a compreensão de como tais expectativas se delineiam e se articulam e que efeitos produzem nos diferentes atores e cenários dessa sociedade, em termos de classe social, raça/cor, gênero, idade e local. A pesquisa nas diferentes regiões brasileiras procurou, ainda, identificar práticas, métodos, materiais e experiências mais eficazes, os quais possam ser considerados na formulação de políticas abrangentes para a ampliação das possibilidades, de um lado, de acesso e permanência de qualidade de jovens negros e negras no ensino médio e, de outro, de inserção qualificada no mercado de trabalho, de modo a garantir-lhes, até mesmo, oportunidades concretas de 3 No âmbito acadêmico, há poucos pesquisadores dedicados à avaliação de políticas públicas. Marcus André Melo, em balanço realizado em 1999, cita apenas os estudos feitos pelo Núcleo de Políticas Públicas da Unicamp. Conferir Marcus André Melo (1999). Estado, Governo e Políticas Públicas In: MICELI, Sérgio (org.). O que ler na ciência social brasileira ( ): Ciência Política. São Paulo: Editora Sumaré: Anpocs: Brasília, DF: Capes. 11

12 mobilidade social ascendente, na medida em que possam participar ativamente como pessoas legítimas de uma sociedade diversificada na sua constituição. Os(As) pesquisadores(as) consideraram ainda o número de alunos e alunas matriculados no ensino médio na região pesquisada, as taxas de evasão e conclusão de alunos e alunas, a elaboração de quadros demonstrativos, comparativos e cronológicos sobre a demanda e a oferta de ensino médio para alunos e alunas nos estados pesquisados, e observaram as relações interpessoais no cotidiano da escola. Do ponto de vista social e econômico, foram selecionadas cinco capitais para a realização da pesquisa: Porto Velho (RO), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR). Nessas localidades, cada pesquisador(a) definiu uma amostra composta por no mínimo três escolas de ensino médio. Essa primeira parte é composta por cinco artigos. Inicia-se com texto de autoria de Rogério Diniz Junqueira, doutor em Sociologia das Instituições Políticas e Sociais e integrante da Coordenação-Geral de Estudos e Avaliação da Secad/MEC. O artigo Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho: reflexões preliminares introduz um conjunto de reflexões sobre as condições de possibilidades socioeducacionais e ocupacionais de jovens negras e negros, estudantes do ensino médio. Sublinha determinados aspectos relacionados à construção social das juventudes; às dinâmicas das relações étnico-raciais, de gênero, sexuais e de classe, e das produções de identidades/diferenças; e às disputas em torno do estabelecimento, da afirmação e do questionamento de velhas e novas hierarquias sociais. O artigo Jovens Afro-descendentes de Porto Velho os caminhos para a auto-afirmação, de Marco Antônio Domingues Teixeira, professor da Universidade Federal de Rondônia e doutor em Ciências Socioambientais, observa que os(as) jovens afro-descendentes de Porto Velho se situam majoritariamente em camadas sociais mais baixas, sobrevivendo com renda familiar média de até dois salários mínimos. O estudo identificou os principais aspectos de sua formação escolar no ensino médio e de suas perspectivas futuras, no tocante ao ingresso na universidade e, posterior ou concomitantemente, à sua inserção no mercado de trabalho. O autor 12

13 observa que os processos de exclusão social e educacional ainda são muito fortes na construção das relações e na formação dos(das) estudantes locais. A situação envolve de um currículo escolar que privilegia procedimentos embranquecedores até os elevados índices de violência que caracterizam as zonas periféricas, onde reside a maior parte da população negra. Para o pesquisador, as propostas de políticas positivas ou de ações afirmativas necessitam ser urgentemente implementadas, deixando de ser apenas um elenco de boas intenções de grupos de militância, organismos não governamentais e setores do governo que se vinculam às questões sociais, mas que pouco podem realizar diante da escassez de recursos. O artigo Sobressaltos na flor da idade: expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho em Salvador é assinado por Maria Nazaré Mota de Lima, mestra em Educação, doutoranda em Lingüística e coordenadora adjunta do Ceafro Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero. Maria Nazaré Lima analisa a situação do ensino médio, a partir das concepções de educadoras e estudantes de três escolas em Salvador. Segundo a pesquisadora, o estudo evidencia a existência de grandes expectativas dos/as jovens em relação à sua inserção no mercado de trabalho e seu ingresso em curso de nível superior, bem como dificuldades para atingir os seus intentos, ocasionadas pelo racismo não identificado por eles/elas no espaço da escola, mas sim na sociedade, sobretudo, concretizado em barreiras no acesso ao mercado de trabalho. O texto indica, ainda, a necessidade de promoção de políticas públicas voltadas para jovens negros e negras, visando a reduzir o quadro de vulnerabilidades a que estão expostos, associadas a condições de acesso à educação e trabalho. No artigo Diversidade Étnico-racial e Educação escolar: uma leitura das práticas pedagógicas no ensino médio em Campo Grande (MS), Maria de Lourdes Silva professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e mestre em Educação pela UFMS destaca a importância da escolarização e o alcance das práticas pedagógicas no ensino médio para jovens de três escolas da rede estadual do município de Campo Grande (MS). Conforme a autora, a escolarização, a seu modo, tem contribuído na compreensão da diversidade étnico-racial e na identificação da possível superação das desigualdades raciais de que são vítimas alunas e alunos negros no mercado de trabalho. 13

14 A primeira parte do livro é finalizada com o artigo Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras do ensino médio do Estado do Paraná no mercado de trabalho, de Marcilene Garcia de Souza, mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e presidente do Instituto de Pesquisa da Afro-descendência (Ipad). A pesquisa foi realizada em quatro escolas públicas do estado do Paraná, em regiões com diferenças sociais e econômicas. A pesquisa preocupou-se em fazer um diagnóstico com base nas variáveis juventude, relação de gênero, cor e trabalho, a partir de dados coletados com trinta educadores(as) e cento e noventa alunos(as) matriculados(as) no terceiro ano do ensino médio regular em Dada a grande incidência de autodeclarados pardos na pesquisa e considerando a conjuntura estadual em que vários programas de ações afirmativas para negros (pretos e pardos) foram aprovados, a pesquisadora realizou uma segunda pesquisa de campo para compreender qual era o pertencimento racial dos autodeclarados pardos em relação às características das relações raciais no Paraná. A segunda parte do livro, intitulada Afro-brasileiros e Religiosidade no Ensino Médio, congrega as análises realizadas sobre o significado dos universos religiosos de matrizes africanas no Brasil e sua relação com os(as) estudantes do ensino médio. Freqüentemente, os estudos feitos consolidam no âmbito da pesquisa/ensino uma visão de maior valia das religiões ditas universais hebraica, cristã e islâmica e de menor valia das religiões de matrizes africanas candomblés nagô, jejê e bantu e afro-brasileiras umbanda e quimbanda. Essa assimetria se dá em razão de as primeiras serem pesquisadas/ensinadas em consonância com seus respectivos complexos civilizatórios; já as religiões de matrizes africanas são pesquisadas/ensinadas desligadas de seu legado civilizatório. O conhecimento dessas matrizes torna-se indispensável para a compreensão global dos universos religiosos africanos, para uma ruptura epistemológica nas arquiteturas da pesquisa e do ensino e para a superação do modelo assimétrico, retroalimentador da visão de menor valia das religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras. Os aspectos destacados acima são tratados com mais detalhe no artigo de abertura da segunda parte: O papel decisivo das pesquisas para o conhecimento dos valores afrodescendentes, de Juarez Xavier, jornalista, mestre em Comunicação e Cultura (Prolam/USP) e doutor em Comunicação. Em seguida, são apresentados os principais resultados das pesquisas realizadas nas localidades de Belém (PA), Maceió e União dos Palmares (AL), 14

15 Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Os(As) pesquisadores(as) também elegeram uma amostra de, no mínimo, três escolas de ensino médio, com foco na práxis do ensino religioso no cotidiano escolar e sua associação com os estereótipos existentes nesse ambiente; na relação comportamental entre os(as) estudantes do ensino médio diante da diversidade religiosa, a partir da presença das religiões de matrizes africanas nas regiões brasileiras. Também consideraram em suas análises o projeto políticopedagógico das escolas pesquisadas, a contextualização dos conteúdos e os processos de ensino-aprendizagem; bem como as questões de gênero na práxis educativa, nas relações escolares e comunitárias. Marilu Campelo, no artigo Cultura, religiosidade afro-brasileira e educação formal no Pará os valores culturais afro-brasileiros chegam às salas de aula?, aborda a diversidade religiosa nas escolas de Belém, tendo como foco principal as religiões afro-brasileiras. A doutora em Antropologia e professora da Universidade Federal do Pará, ao fazer um diagnóstico das opiniões e concepções de alunos(as), professores(as) e gestores(as) sobre a cultura e religiosidade afro-brasileiras, procura discutir o conhecimento sobre essas religiões no estado do Pará, e a identidade e cultura afro-brasileiras como nichos mantenedores dos valores civilizatórios africanos necessários à formação de uma identidade negra positivada. No artigo Os afro-brasileiros e o espaço escolar por uma pedagogia do lúdico e do informal, Rachel Rocha, antropóloga e professora da Universidade Federal de Alagoas, e Bruno Cavalcanti, mestre em Antropologia e também professor da Universidade Federal de Alagoas, discutem o contexto de recepção negativa aos elementos da religiosidade afro-brasileira em ambiente escolar e apontam sugestões para a superação dos impasses aí identificados. Tomando por base os resultados de pesquisa realizada em três escolas públicas de ensino médio de Alagoas, apontam as atividades extraclasses como espaço privilegiado para a introdução e a conscientização das discussões sobre o racismo e a intolerância religiosa e sugerem que, em atividades que se valem de uma dimensão lúdica e informal, podem-se encontrar elementos para formas pedagógicas adequadas à diluição de resistências culturalmente gestadas no território em questão. Olga Cabrera, professora da Universidade Federal de Goiás, coordenadora do Programa de Cooperação Capes-Br/Espanha e diretora do Centro de Estudos do Caribe no Brasil (Cecab), no artigo As Representações sobre as Religiões 15

16 Afro-brasileiras no Ensino Médio Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), destaca que a identidade entre o negro e sua cultura possibilita a discriminação e o racismo implícitos nas práticas e nas rejeições às religiões de matriz africana. Para autora, em Goiânia, percebe-se uma assimetria entre as religiões de matrizes africanas e as judaico-cristãs, favorecida pela omissão do Estado e da União na incorporação de conteúdos curriculares que levem ao resgate das culturas negras ou afro-brasileiras e à necessária conversão das escolas em centros construtores de novas sociabilidades nas comunidades dos bairros pobres. Os dados revelam a coincidência entre as condições econômico-sociais de pobreza, a imigração do Norte e do Nordeste e a presença de populações afro-brasileiras na região e, especialmente, nos bairros das cidades onde se encontram localizadas as escolas que serviram de base ao estudo sobre as religiões negras no ensino médio. No quinto artigo dessa parte, Matrizes religiosas afro-brasileiras e educação, Julvan Moreira Oliveira, doutorando e mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, analisa representações sobre a religiosidade afro-brasileira presentes no interior de escolas públicas de ensino médio da zona leste da cidade de São Paulo. Com uso de entrevistas qualitativas e quantitativas, o autor procurou perceber o perfil dos(as) alunos(as) presentes nessa rede de ensino e o seu conhecimento sobre as religiões afrobrasileiras, especificamente a umbanda e o candomblé. Para Julvan Oliveira, há uma urgente necessidade de criar-se na escola pública um espaço plural e respeitoso, por meio da formação dos(as) educadores(as), a fim de que esses(as) construam seus conteúdos a partir da fundamentação multicultural marca especial das diversas expressões culturais da religiosidade humana que configuram distintas identidades grupais, regionais ou nacionais. Gilberto Ferreira da Silva, doutor em Educação e professor do Curso de Pedagogia, e pesquisador do Centro Universitário La Salle/Canoas (Unilasalle), no artigo Expressões de religiosidade de matriz africana no ensino médio: um estudo em escolas públicas no contexto de Porto Alegre (RS), destaca que o Rio Grande do Sul possui características marcantes no âmbito da diversidade cultural. Em grande parte, tais características sofreram uma acentuada intensificação pelos processos de imigração ocorridos no início do século XX. O autor apresenta resultados de pesquisa empírica sobre as informações relativas à percepção dos(as) estudantes quanto às manifestações de religiosidade de matriz africana, e faz recomendações e sugestões com o propósito de orientar 16

17 o processo de implementação de políticas públicas no âmbito da temática das relações raciais e da diversidade religiosa no ensino médio. A última parte do livro, Educação Formal e Informal nas Comunidades Negras Rurais, apresenta os resultados sobre a situação da educação formal e informal nas comunidades negras rurais, considerando as dimensões social, econômica, política e cultural no quotidiano das comunidades remanescentes de quilombos. Os objetivos que guiaram as quatro pesquisas realizadas sobre o tema se concentram no mapeamento da presença e/ou necessidade de escolas nas comunidades quilombolas; na formulação de conceitos e categorias pertencentes ao quotidiano das comunidades negras do meio rural brasileiro; no levantamento dos subsídios para a implementação de políticas público-educativas para essas comunidades; no reconhecimento dos valores comunitários expressos na tradição oral como fundamento da afirmação da identidade étnica; e na contribuição da cultura da comunidade no quotidiano da escola e da sala de aula. As pesquisas orientaram-se pela abordagem das diferentes atividades das comunidades negras rurais; a compreensão de sua contribuição das comemorações religiosas; o saber que se condensa na cultura dessas comunidades; e a sua importância como instrumento de decifração dos pilares em que se assenta formação da cultura brasileira. É o que analisa Gloria Moura, doutora em Educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, no artigo de abertura dessa parte, Aprendizado nas comunidades quilombolas: currículo invisível. A autora constata que o desenvolvimento do currículo invisível, de modo informal, marca fortemente a formação da identidade dos moradores das comunidades remanescentes de quilombos contemporâneos e leva à reflexão sobre as possibilidades de seu aproveitamento na escola. O currículo invisível é entendido como conjunto de valores, princípios de conduta e normas de convívio, ou seja, dos padrões socioculturais inerentes à vida comunitária, de maneira informal e não explícita, permitindo uma afirmação positiva da identidade dos membros de um grupo social. Com essa orientação, os(as) pesquisadores(as) selecionaram os seguintes locais para a realização dos levantamentos: Cametá e Baião (PA), Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás (GO), Diamantina e Serro (MG) e Gravataí (RS). 17

18 A pesquisadora e doutora em História Benedita Celeste Moraes Pinto, no artigo Os Remanescentes de quilombolas na região do Tocantins (PA): história, cultura, educação e lutas por melhores condições de vida, traça um perfil histórico, cultural e educacional de três povoados negros rurais, remanescentes de quilombos, da região do Tocantins próxima ao Pará norte da Amazônia, sendo, dois, pequenos povoados, Mola e Tomásia, localizados no município de Cametá, e uma povoação maior, Umarizal, pertencente ao município de Baião. O objetivo foi apontar sugestões que possam subsidiar a elaboração de políticas públicas destinadas às realidades das comunidades negras rurais brasileiras, mediante a elaboração de currículos específi cos voltados às escolas localizadas em áreas de remanescentes de quilombolas, onde seja possível incluir questões relativas tanto à história, formas de resistências, experiências culturais e atividades cotidianas de antigos quilombolas quanto à situação atual da vida dos habitantes dessas comunidades. O artigo Obstáculos e perspectivas dos kalungas no campo educacional é assinado por Alecsandro J. P. Ratts, doutor em Antropologia (USP), professor do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais e coordenador geral do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-descendentes da Universidade Federal de Goiás; Kênia Gonçalves Costa, mestre em Geografia (UFG); e Douglas da Silva Barbosa, graduando em Relações Públicas (UFG) e bolsista Pibic/CNPq. O objetivo foi pesquisar a conjuntura da educação formal e informal na comunidade negra rural dos Kalunga, situada nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás, considerando as dimensões social, espacial e cultural no cotidiano das localidades. Nesse artigo, foram selecionados os aspectos denominados de obstáculos e perspectivas no campo educacional, referentes àquela coletividade. Trocar saberes e repensar a escola nas comunidades negras de Ausente, Baú e Quartel do Indaiá é o artigo de autoria de Cristina dos Santos Ferreira, mestre em Educação e educadora da Associação Imagem Comunitária em Belo Horizonte (MG), que trata da educação formal e informal em três comunidades negras rurais de Minas Gerais, com ênfase na troca de saberes entre os integrantes dessas comunidades e em como os valores expressos na tradição oral estão sendo repassados entre as gerações. O trabalho aborda os vissungos e o grupo de Catopé de Milho Verde, parte da cultura de seus antepassados africanos que os integrantes dessas comunidades desejam preservar. 18

19 O artigo Educação formal e informal: o diálogo pedagógico necessário em comunidades remanescentes de quilombos é assinado pela pesquisadora Georgina Helena Lima Nunes. A doutora em Educação desenvolve reflexões resultantes da pesquisa realizada na Comunidade Remanescente de Quilombo Manoel Barbosa, em Gravataí (RS). O objetivo do trabalho foi apreender os aspectos da educação formal e informal de comunidades negras rurais, procurando vislumbrar as especificidades dessas populações remanescentes de quilombos e sua relação com a sociedade. No tocante às propostas de políticas de inclusão social de afro-brasileiros no ensino médio e superior, os resultados alcançados mostram diversos avanços em virtude da realização dos diagnósticos de aspectos da realidade dos(as) estudantes negro(as) do ensino médio, da avaliação e da reflexão sobre o cotidiano escolar como espaço para a promoção da igualdade racial, da avaliação e reflexão sobre possibilidades de implementação da Lei Federal n o /03. Ao mesmo tempo, ao reforçar a urgência de ações concretas, esse cenário insinua os caminhos a serem trilhados. O livro Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola contribui para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação étnico-racial na educação básica e no ensino superior. Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras) 19

20 Parte I EXPECTATIVAS SOBRE A INSERÇÃO DE JOVENS NEGROS E NEGRAS DO ENSINO MÉDIO NO MERCADO DE TRABALHO

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