Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola"

Transcrição

1 Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras) Brasília, abril de 2006

2 Edições MEC/BID/UNESCO Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário-Executivo José Henrique Paim Fernandes Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Ricardo Henriques SECAD Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade Departamento de Educação para Diversidade e Cidadania Coordenação-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional SGAS Quadra 607, Lote 50, Sala 205 Brasília DF CEP: Tel.: (55 61) Fax: (55 61) Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura Representação no Brasil SAS, Quadra 5, Bloco H, Lote 6, Ed. CNPq/IBICT/UNESCO, 9º andar Brasília - DF - Brasil Tel.: (55 61) Fax: (55 61) Site:

3 Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras)

4 2006. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) e Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) Conselho Editorial da Coleção Educação para Todos Adama Ouane Alberto Melo Célio da Cunha Dalila Shepard Osmar Fávero Ricardo Henriques Pareceristas: Amauri Mendes Pereira, Antonio Liberac C. Simões Filho, Assunção José Pureza Amaral, Carlos Benedito, Cleyde Amorim, Dagoberto N. José Fonseca, Fernanda Felisberto, Jorge Nascimento, José Arruti, Maria Aparecida da Silva, Maria de Lourdes Siqueira, Nilma Lino Gomes, Osvaldo Martins de Oliveira. Equipe Técnica: Ana Flávia Magalhães Pinto Denise Botelho Edileuza Penha de Souza Maria Lúcia de Santana Braga Coordenação Editorial: Ana Flávia Magalhães Pinto Edileuza Penha de Souza Maria Lúcia de Santana Braga Revisão: Lunde Braghini Diagramação e Capa: Thiago Gonçalves da Silva Tiragem: exemplares Dados Internacionais de Catalogação na Publicação ( CIP) Dimensões da inclusão no ensino médio : mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola / Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza, Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras). Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, ISBN p. (Coleção Educação para todos) 1. Educação dos negros. 2. Inclusão social. 3. Mercado de trabalho. 4. Comunidade e educação. 4. Cultura. 6. Religião. I. Braga, Maria Lúcia de Santana. II. Souza, Edileuza Penha de. III. Pinto, Ana Flávia Magalhães. IV. Brasil. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. CDU 37(=414) Os autores são responsáveis pela escolha e apresentação dos fatos contidos neste livro, bem como pelas opiniões nele expressas, que não são necessariamente as da Unesco e da Secad, nem comprometem a Organização e a Secretaria. As indicações de nomes e a apresentação do material ao longo deste livro não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da Unesco e da Secad a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, nem tampouco a delimitação de suas fronteiras ou limites.

5 SUM RIO Apresentação Eliane Cavalleiro Introdução Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza e Ana Flávia Magalhães Pinto Parte I Expectativas sobre a Inserção de Jovens Negros e Negras do Ensino Médio no Mercado de Trabalho Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho: reflexões preliminares Rogério Diniz Junqueira Jovens afrodescendentes de Porto Velho os caminhos para a auto-afirmação Marco Antônio Domingues Teixeira Sobressaltos na flor da idade: expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho em Salvador Maria Nazaré Mota de Lima Diversidade étnico-racial e educação escolar: uma leitura das práticas pedagógicas no ensino médio em Campo Grande (MS) Maria de Lourdes Silva Expectativas sobre a inserção dos jovens negros e negras do ensino médio do Paraná no mercado de trabalho Marcilene (Lena) Garcia de Souza Parte II Afro-brasileiros e Religiosidade no Ensino Médio O papel decisivo das pesquisas para o conhecimento dos valores ancestrais afrodescendentes Juarez Xavier

6 Cultura, religiosidade afro-brasileira e educação formal no Pará os valores culturais afro-brasileiros chegam às salas de aula? Marilu Márcia Campelo Os afro-brasileiros e o espaço escolar por uma pedagogia do lúdico e do informal Rachel Rocha de Alameida Barros e Bruno César Cavalcanti As representações sobre as religiões afro-brasileiras no ensino médio Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO) Olga Cabrera Matrizes religiosas afro-brasileiras e educação Julvan Moreira Oliveira Expressões de religiosidade de matriz africana no ensino médio: um estudo em escolas públicas no contexto de Porto Alegre (RS) Gilberto Ferreira da Silva Parte III Educação Formal e Informal nas Comunidades Negras Rurais Aprendizado nas comunidades quilombolas: currículo invisível Gloria Moura Os remanescentes de quilombolas na região do Tocantins (PA): história, cultura, educação e lutas por melhores condições de vida Benedita Celeste de Moraes Pinto Obstáculos e perspectivas dos kalungas no campo educacional Alecsandro J. P. Ratts, Kênia Gonçalves Costa e Douglas da Silva Barbosa Trocar saberes e repensar a escola nas comunidades negras do Ausente, Baú e Quartel do Indaiá Cristina dos Santos Ferreira Educação formal e informal: o diálogo pedagógico necessário em comunidades remanescentes de quilombos Georgina Helena Lima Nunes Sobre os autores

7 APRESENTAÇ O No momento em que o debate sobre a democratização da educação brasileira ganha contornos mais abrangentes, o reconhecimento e o entendimento de questões antes secundarizadas são fortalecidos. Os esforços do Governo Lula para a implementação da Lei n o /03 que contempla a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e o advento de políticas públicas voltadas para a promoção do acesso da população negra às universidades brasileiras demonstram as modificações em curso. Não obstante esses avanços, há uma série de pontos ainda descobertos que precisam ser contemplados seja pela reflexão de especialistas da área, seja pela publicização dos resultados desses esforços. Nessa linha, em estreita relação com as políticas mencionadas, temos a realidade dos estudantes afro-brasileiros do ensino médio. O lançamento de Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola, por iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, vem ao encontro dessa demanda. Trata-se de um conjunto de artigos resultantes do Projeto de Pesquisa Realidades de Estudantes Negros no Ensino Médio, subdividido nas áreas: 1) Expectativas de inserção no mercado de trabalho para jovens negros e negras no Ensino Médio; 2) Afro-brasileiros e religiosidade no Ensino Médio; e 3) Educação formal e informal nas comunidades negras rurais. Sob a organização das professoras Maria Lúcia de Santana Braga, Edileuza Penha de Souza e Ana Flávia Magalhães Pinto, esse rico material oferece aos leitores olhares diversos sobre espaços também distintos, na medida em que os textos respeitam ainda as diversidades regionais do país. Correspondendo ao nono volume da Coleção Educação para Todos, Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola concorre 7

8 para o adensamento do conhecimento crítico sobre a sociedade brasileira uma das grandes preocupações do Ministério da Educação. Com essa publicação, o Programa Diversidade na Universidade, apoiado também pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cumpre com um dos seus principais objetivos, a saber, o desenvolvimento de estudos, pesquisas e produtos para a formulação de uma política de inclusão social. Estamos confiantes de que essa obra contribuirá para a consolidação da luta anti-racista no interior do Estado, na sociedade brasileira e em seu sistema educacional. Isso porque um Brasil democrático deve corresponder a um país que respeite a sua pluralidade e a sua diversidade. Eliane Cavalleiro Coordenadora-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional 8

9 INTRODUÇ O A promoção de estudos, pesquisas e materiais para a formulação de políticas de combate à discriminação étnico-racial na educação básica e no ensino superior e de inclusão social figura entre os objetivos primordiais do Programa Diversidade na Universidade, criado em Esse empenho do governo federal, centrado na constituição de base conceitual, prevê diversas atividades, a exemplo de diagnósticos quantitativos e qualitativos sobre o cenário do acesso, da permanência e da conclusão na educação média e superior da população negra; de mapeamentos de estratégias e programas para promoção do acesso e permanência nos ensinos médio e superior; bem como, análises de programas, políticas, estratégias e práticas bem-sucedidas de combate à exclusão e à discriminação étnico-racial. Meta ambiciosa, em parte cumprida com o presente livro. Durante o segundo semestre de 2004 e o primeiro semestre de 2005, um grupo de pesquisadores(as) selecionados(as) pela Coordenação-Geral de Diversidade e Inclusão Educacional foi a campo para realizar pesquisas sobre a população afro-brasileira no ensino médio nas cinco regiões do Brasil, com foco nos seguintes temas: 1) Expectativas de inserção no mercado de trabalho para jovens negros e negras no ensino médio; 2) Afro-brasileiros e religiosidade no ensino médio; e 3) Educação formal e informal nas comunidades negras rurais. Cada linha de pesquisa materializou-se em cinco trabalhos, totalizando quinze pesquisas. Os(as) pesquisadores(as) mapearam e sistematizaram dados quantitativos e qualitativos em pelo menos 45 escolas de todo o país. Antes de apresentar as reflexões oriundas das pesquisas, é interessante refletir sobre alguns aspectos relativos ao desenho e à capacidade de investimento das políticas sociais no Brasil, que contam anualmente com cerca de R$ 200 bilhões para diferentes áreas. Esses valores indicam a existência de uma rede de proteção social que se iguala, em muitos aspectos, à de países com política social ativa 9

10 e constante. Por esse prisma, a política social brasileira pode ser considerada moderna, abrangente, descentralizada e diversificada. Entretanto, no plano da efetividade, pode-se questionar o grau de impacto das políticas sociais de combate à extrema pobreza e à alarmante desigualdade étnico-racial. Ricardo Paes de Barros e Mirela de Carvalho destacam, em estudo publicado em 2003 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1 dois aspectos primordiais que dificultam a agenda social: a) a má focalização dos programas sociais, pois parte significativa dos mesmos deixa de beneficiar os estratos originalmente previstos; e b) a falta de informação sobre a eficácia dos programas sociais, pois não há dados precisos sobre o seu impacto na população beneficiada. Quanto à má focalização, os autores compreendem que os motivos podem ser encontrados tanto na distribuição inadequada dos recursos para os estados que não contempla as necessidades e carências de cada região de forma proporcional quanto no próprio desenho dos programas sociais que não beneficiam a população originalmente definida como foco da ação. Além disso, outro problema que acomete todos os governos é a ausência ainda de um cadastro nacional, com informações e dados fidedignos sobre a populaçãoalvo, apesar dos avanços ocorridos na última década. Em relação à falta de informação sobre a eficácia dos programas sociais, os sistemas de acompanhamento e avaliação do impacto dos programas e das políticas sociais no Brasil pecam por sua estrutura pouco consolidada. 2 Apesar do volume de recursos orçamentários previstos anualmente, não há condições suficientes para conhecer em que medida as políticas sociais estão de fato diminuindo a pobreza, com a geração de oportunidades e serviços para a população. Os autores destacam ainda a existência, em cada programa, de um grau interno de heterogeneidade que deve ser levado em conta, pois a avaliação de impacto, ao identificar como o impacto varia de acordo com a natureza do benefício e do beneficiário, permite redesenhar programas e populações-alvo, de maneira a otimizar a eficácia do programa (BARROS; CARVALHO, 2003: 1 Conferir Barros e Carvalho, Desafios para a Política Social Brasileira, Textos Para Discussão nº 985, IPEA, Rio de Janeiro, outubro de Em conferência realizada em Xangai, maio de 2004, o Banco Mundial avaliou 70 projetos de desenvolvimento considerados modelos de combate à pobreza em vários lugares do mundo e chegou à conclusão que os motivos do êxito concentravam-se na existência de apoio político, transparência, flexibilidade necessária para adaptar-se a mudanças, participação popular na tomada de decisões e finalmente no controle e avaliação contínuos dos resultados. 10

11 p. 9). 3 Esse debate é apropriado para o propósito do presente livro, dado que tratamos aqui de apresentar diversos diagnósticos sobre a situação da população negra, sua presença ou ausência na educação formal, suas expectativas tanto entre os(as) jovens no mundo urbano quanto nas comunidades remanescentes de quilombos. A preocupação fundamental que norteou os estudos residiu no conhecimento desse campo complexo, necessário para a elaboração de políticas públicas de real e efetivo combate à exclusão pautada pelo racismo e pela discriminação racial, apoiadas em práticas inovadoras em diversos aspectos, institucionais, políticos, orçamentários, sociais ou gerenciais. No caso da exclusão de caráter étnico-racial, foco primordial do Programa Diversidade na Universidade, o papel do acompanhamento, da avaliação e da elaboração de diagnósticos é fundamental, uma vez que a partir daí se torna possível estruturar políticas de inclusão social para o ensino médio e o ensino superior de afro-brasileiros. Cabe ainda ressaltar que o Programa Diversidade na Universidade é uma das primeiras ações afirmativas no âmbito do Governo Federal. Sua característica inovadora, que confere prioridade a jovens afrobrasileiros e indígenas, merece a atenção continuada dos(as) gestores(as) e apoiadores(as) na execução das metas e da avaliação dos resultados. O livro se divide em três partes. A primeira, sob o título Expectativas sobre a Inserção de Jovens Negros e Negras do Ensino Médio no Mercado de Trabalho, gira em torno do variado quadro relatico às expectativas de inserção de jovens estudantes negros e negras do ensino médio no mercado de trabalho brasileiro da perspectiva de todos(as) os(as) envolvidos(as) na escola, gestores(as), professores(as), estudantes e as comunidades. Os(As) pesquisadores(as) nortearam seu trabalho para a compreensão de como tais expectativas se delineiam e se articulam e que efeitos produzem nos diferentes atores e cenários dessa sociedade, em termos de classe social, raça/cor, gênero, idade e local. A pesquisa nas diferentes regiões brasileiras procurou, ainda, identificar práticas, métodos, materiais e experiências mais eficazes, os quais possam ser considerados na formulação de políticas abrangentes para a ampliação das possibilidades, de um lado, de acesso e permanência de qualidade de jovens negros e negras no ensino médio e, de outro, de inserção qualificada no mercado de trabalho, de modo a garantir-lhes, até mesmo, oportunidades concretas de 3 No âmbito acadêmico, há poucos pesquisadores dedicados à avaliação de políticas públicas. Marcus André Melo, em balanço realizado em 1999, cita apenas os estudos feitos pelo Núcleo de Políticas Públicas da Unicamp. Conferir Marcus André Melo (1999). Estado, Governo e Políticas Públicas In: MICELI, Sérgio (org.). O que ler na ciência social brasileira ( ): Ciência Política. São Paulo: Editora Sumaré: Anpocs: Brasília, DF: Capes. 11

12 mobilidade social ascendente, na medida em que possam participar ativamente como pessoas legítimas de uma sociedade diversificada na sua constituição. Os(As) pesquisadores(as) consideraram ainda o número de alunos e alunas matriculados no ensino médio na região pesquisada, as taxas de evasão e conclusão de alunos e alunas, a elaboração de quadros demonstrativos, comparativos e cronológicos sobre a demanda e a oferta de ensino médio para alunos e alunas nos estados pesquisados, e observaram as relações interpessoais no cotidiano da escola. Do ponto de vista social e econômico, foram selecionadas cinco capitais para a realização da pesquisa: Porto Velho (RO), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR). Nessas localidades, cada pesquisador(a) definiu uma amostra composta por no mínimo três escolas de ensino médio. Essa primeira parte é composta por cinco artigos. Inicia-se com texto de autoria de Rogério Diniz Junqueira, doutor em Sociologia das Instituições Políticas e Sociais e integrante da Coordenação-Geral de Estudos e Avaliação da Secad/MEC. O artigo Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho: reflexões preliminares introduz um conjunto de reflexões sobre as condições de possibilidades socioeducacionais e ocupacionais de jovens negras e negros, estudantes do ensino médio. Sublinha determinados aspectos relacionados à construção social das juventudes; às dinâmicas das relações étnico-raciais, de gênero, sexuais e de classe, e das produções de identidades/diferenças; e às disputas em torno do estabelecimento, da afirmação e do questionamento de velhas e novas hierarquias sociais. O artigo Jovens Afro-descendentes de Porto Velho os caminhos para a auto-afirmação, de Marco Antônio Domingues Teixeira, professor da Universidade Federal de Rondônia e doutor em Ciências Socioambientais, observa que os(as) jovens afro-descendentes de Porto Velho se situam majoritariamente em camadas sociais mais baixas, sobrevivendo com renda familiar média de até dois salários mínimos. O estudo identificou os principais aspectos de sua formação escolar no ensino médio e de suas perspectivas futuras, no tocante ao ingresso na universidade e, posterior ou concomitantemente, à sua inserção no mercado de trabalho. O autor 12

13 observa que os processos de exclusão social e educacional ainda são muito fortes na construção das relações e na formação dos(das) estudantes locais. A situação envolve de um currículo escolar que privilegia procedimentos embranquecedores até os elevados índices de violência que caracterizam as zonas periféricas, onde reside a maior parte da população negra. Para o pesquisador, as propostas de políticas positivas ou de ações afirmativas necessitam ser urgentemente implementadas, deixando de ser apenas um elenco de boas intenções de grupos de militância, organismos não governamentais e setores do governo que se vinculam às questões sociais, mas que pouco podem realizar diante da escassez de recursos. O artigo Sobressaltos na flor da idade: expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras no mercado de trabalho em Salvador é assinado por Maria Nazaré Mota de Lima, mestra em Educação, doutoranda em Lingüística e coordenadora adjunta do Ceafro Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero. Maria Nazaré Lima analisa a situação do ensino médio, a partir das concepções de educadoras e estudantes de três escolas em Salvador. Segundo a pesquisadora, o estudo evidencia a existência de grandes expectativas dos/as jovens em relação à sua inserção no mercado de trabalho e seu ingresso em curso de nível superior, bem como dificuldades para atingir os seus intentos, ocasionadas pelo racismo não identificado por eles/elas no espaço da escola, mas sim na sociedade, sobretudo, concretizado em barreiras no acesso ao mercado de trabalho. O texto indica, ainda, a necessidade de promoção de políticas públicas voltadas para jovens negros e negras, visando a reduzir o quadro de vulnerabilidades a que estão expostos, associadas a condições de acesso à educação e trabalho. No artigo Diversidade Étnico-racial e Educação escolar: uma leitura das práticas pedagógicas no ensino médio em Campo Grande (MS), Maria de Lourdes Silva professora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e mestre em Educação pela UFMS destaca a importância da escolarização e o alcance das práticas pedagógicas no ensino médio para jovens de três escolas da rede estadual do município de Campo Grande (MS). Conforme a autora, a escolarização, a seu modo, tem contribuído na compreensão da diversidade étnico-racial e na identificação da possível superação das desigualdades raciais de que são vítimas alunas e alunos negros no mercado de trabalho. 13

14 A primeira parte do livro é finalizada com o artigo Expectativas sobre a inserção de jovens negros e negras do ensino médio do Estado do Paraná no mercado de trabalho, de Marcilene Garcia de Souza, mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e presidente do Instituto de Pesquisa da Afro-descendência (Ipad). A pesquisa foi realizada em quatro escolas públicas do estado do Paraná, em regiões com diferenças sociais e econômicas. A pesquisa preocupou-se em fazer um diagnóstico com base nas variáveis juventude, relação de gênero, cor e trabalho, a partir de dados coletados com trinta educadores(as) e cento e noventa alunos(as) matriculados(as) no terceiro ano do ensino médio regular em Dada a grande incidência de autodeclarados pardos na pesquisa e considerando a conjuntura estadual em que vários programas de ações afirmativas para negros (pretos e pardos) foram aprovados, a pesquisadora realizou uma segunda pesquisa de campo para compreender qual era o pertencimento racial dos autodeclarados pardos em relação às características das relações raciais no Paraná. A segunda parte do livro, intitulada Afro-brasileiros e Religiosidade no Ensino Médio, congrega as análises realizadas sobre o significado dos universos religiosos de matrizes africanas no Brasil e sua relação com os(as) estudantes do ensino médio. Freqüentemente, os estudos feitos consolidam no âmbito da pesquisa/ensino uma visão de maior valia das religiões ditas universais hebraica, cristã e islâmica e de menor valia das religiões de matrizes africanas candomblés nagô, jejê e bantu e afro-brasileiras umbanda e quimbanda. Essa assimetria se dá em razão de as primeiras serem pesquisadas/ensinadas em consonância com seus respectivos complexos civilizatórios; já as religiões de matrizes africanas são pesquisadas/ensinadas desligadas de seu legado civilizatório. O conhecimento dessas matrizes torna-se indispensável para a compreensão global dos universos religiosos africanos, para uma ruptura epistemológica nas arquiteturas da pesquisa e do ensino e para a superação do modelo assimétrico, retroalimentador da visão de menor valia das religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras. Os aspectos destacados acima são tratados com mais detalhe no artigo de abertura da segunda parte: O papel decisivo das pesquisas para o conhecimento dos valores afrodescendentes, de Juarez Xavier, jornalista, mestre em Comunicação e Cultura (Prolam/USP) e doutor em Comunicação. Em seguida, são apresentados os principais resultados das pesquisas realizadas nas localidades de Belém (PA), Maceió e União dos Palmares (AL), 14

15 Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Os(As) pesquisadores(as) também elegeram uma amostra de, no mínimo, três escolas de ensino médio, com foco na práxis do ensino religioso no cotidiano escolar e sua associação com os estereótipos existentes nesse ambiente; na relação comportamental entre os(as) estudantes do ensino médio diante da diversidade religiosa, a partir da presença das religiões de matrizes africanas nas regiões brasileiras. Também consideraram em suas análises o projeto políticopedagógico das escolas pesquisadas, a contextualização dos conteúdos e os processos de ensino-aprendizagem; bem como as questões de gênero na práxis educativa, nas relações escolares e comunitárias. Marilu Campelo, no artigo Cultura, religiosidade afro-brasileira e educação formal no Pará os valores culturais afro-brasileiros chegam às salas de aula?, aborda a diversidade religiosa nas escolas de Belém, tendo como foco principal as religiões afro-brasileiras. A doutora em Antropologia e professora da Universidade Federal do Pará, ao fazer um diagnóstico das opiniões e concepções de alunos(as), professores(as) e gestores(as) sobre a cultura e religiosidade afro-brasileiras, procura discutir o conhecimento sobre essas religiões no estado do Pará, e a identidade e cultura afro-brasileiras como nichos mantenedores dos valores civilizatórios africanos necessários à formação de uma identidade negra positivada. No artigo Os afro-brasileiros e o espaço escolar por uma pedagogia do lúdico e do informal, Rachel Rocha, antropóloga e professora da Universidade Federal de Alagoas, e Bruno Cavalcanti, mestre em Antropologia e também professor da Universidade Federal de Alagoas, discutem o contexto de recepção negativa aos elementos da religiosidade afro-brasileira em ambiente escolar e apontam sugestões para a superação dos impasses aí identificados. Tomando por base os resultados de pesquisa realizada em três escolas públicas de ensino médio de Alagoas, apontam as atividades extraclasses como espaço privilegiado para a introdução e a conscientização das discussões sobre o racismo e a intolerância religiosa e sugerem que, em atividades que se valem de uma dimensão lúdica e informal, podem-se encontrar elementos para formas pedagógicas adequadas à diluição de resistências culturalmente gestadas no território em questão. Olga Cabrera, professora da Universidade Federal de Goiás, coordenadora do Programa de Cooperação Capes-Br/Espanha e diretora do Centro de Estudos do Caribe no Brasil (Cecab), no artigo As Representações sobre as Religiões 15

16 Afro-brasileiras no Ensino Médio Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), destaca que a identidade entre o negro e sua cultura possibilita a discriminação e o racismo implícitos nas práticas e nas rejeições às religiões de matriz africana. Para autora, em Goiânia, percebe-se uma assimetria entre as religiões de matrizes africanas e as judaico-cristãs, favorecida pela omissão do Estado e da União na incorporação de conteúdos curriculares que levem ao resgate das culturas negras ou afro-brasileiras e à necessária conversão das escolas em centros construtores de novas sociabilidades nas comunidades dos bairros pobres. Os dados revelam a coincidência entre as condições econômico-sociais de pobreza, a imigração do Norte e do Nordeste e a presença de populações afro-brasileiras na região e, especialmente, nos bairros das cidades onde se encontram localizadas as escolas que serviram de base ao estudo sobre as religiões negras no ensino médio. No quinto artigo dessa parte, Matrizes religiosas afro-brasileiras e educação, Julvan Moreira Oliveira, doutorando e mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, analisa representações sobre a religiosidade afro-brasileira presentes no interior de escolas públicas de ensino médio da zona leste da cidade de São Paulo. Com uso de entrevistas qualitativas e quantitativas, o autor procurou perceber o perfil dos(as) alunos(as) presentes nessa rede de ensino e o seu conhecimento sobre as religiões afrobrasileiras, especificamente a umbanda e o candomblé. Para Julvan Oliveira, há uma urgente necessidade de criar-se na escola pública um espaço plural e respeitoso, por meio da formação dos(as) educadores(as), a fim de que esses(as) construam seus conteúdos a partir da fundamentação multicultural marca especial das diversas expressões culturais da religiosidade humana que configuram distintas identidades grupais, regionais ou nacionais. Gilberto Ferreira da Silva, doutor em Educação e professor do Curso de Pedagogia, e pesquisador do Centro Universitário La Salle/Canoas (Unilasalle), no artigo Expressões de religiosidade de matriz africana no ensino médio: um estudo em escolas públicas no contexto de Porto Alegre (RS), destaca que o Rio Grande do Sul possui características marcantes no âmbito da diversidade cultural. Em grande parte, tais características sofreram uma acentuada intensificação pelos processos de imigração ocorridos no início do século XX. O autor apresenta resultados de pesquisa empírica sobre as informações relativas à percepção dos(as) estudantes quanto às manifestações de religiosidade de matriz africana, e faz recomendações e sugestões com o propósito de orientar 16

17 o processo de implementação de políticas públicas no âmbito da temática das relações raciais e da diversidade religiosa no ensino médio. A última parte do livro, Educação Formal e Informal nas Comunidades Negras Rurais, apresenta os resultados sobre a situação da educação formal e informal nas comunidades negras rurais, considerando as dimensões social, econômica, política e cultural no quotidiano das comunidades remanescentes de quilombos. Os objetivos que guiaram as quatro pesquisas realizadas sobre o tema se concentram no mapeamento da presença e/ou necessidade de escolas nas comunidades quilombolas; na formulação de conceitos e categorias pertencentes ao quotidiano das comunidades negras do meio rural brasileiro; no levantamento dos subsídios para a implementação de políticas público-educativas para essas comunidades; no reconhecimento dos valores comunitários expressos na tradição oral como fundamento da afirmação da identidade étnica; e na contribuição da cultura da comunidade no quotidiano da escola e da sala de aula. As pesquisas orientaram-se pela abordagem das diferentes atividades das comunidades negras rurais; a compreensão de sua contribuição das comemorações religiosas; o saber que se condensa na cultura dessas comunidades; e a sua importância como instrumento de decifração dos pilares em que se assenta formação da cultura brasileira. É o que analisa Gloria Moura, doutora em Educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, no artigo de abertura dessa parte, Aprendizado nas comunidades quilombolas: currículo invisível. A autora constata que o desenvolvimento do currículo invisível, de modo informal, marca fortemente a formação da identidade dos moradores das comunidades remanescentes de quilombos contemporâneos e leva à reflexão sobre as possibilidades de seu aproveitamento na escola. O currículo invisível é entendido como conjunto de valores, princípios de conduta e normas de convívio, ou seja, dos padrões socioculturais inerentes à vida comunitária, de maneira informal e não explícita, permitindo uma afirmação positiva da identidade dos membros de um grupo social. Com essa orientação, os(as) pesquisadores(as) selecionaram os seguintes locais para a realização dos levantamentos: Cametá e Baião (PA), Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás (GO), Diamantina e Serro (MG) e Gravataí (RS). 17

18 A pesquisadora e doutora em História Benedita Celeste Moraes Pinto, no artigo Os Remanescentes de quilombolas na região do Tocantins (PA): história, cultura, educação e lutas por melhores condições de vida, traça um perfil histórico, cultural e educacional de três povoados negros rurais, remanescentes de quilombos, da região do Tocantins próxima ao Pará norte da Amazônia, sendo, dois, pequenos povoados, Mola e Tomásia, localizados no município de Cametá, e uma povoação maior, Umarizal, pertencente ao município de Baião. O objetivo foi apontar sugestões que possam subsidiar a elaboração de políticas públicas destinadas às realidades das comunidades negras rurais brasileiras, mediante a elaboração de currículos específi cos voltados às escolas localizadas em áreas de remanescentes de quilombolas, onde seja possível incluir questões relativas tanto à história, formas de resistências, experiências culturais e atividades cotidianas de antigos quilombolas quanto à situação atual da vida dos habitantes dessas comunidades. O artigo Obstáculos e perspectivas dos kalungas no campo educacional é assinado por Alecsandro J. P. Ratts, doutor em Antropologia (USP), professor do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais e coordenador geral do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-descendentes da Universidade Federal de Goiás; Kênia Gonçalves Costa, mestre em Geografia (UFG); e Douglas da Silva Barbosa, graduando em Relações Públicas (UFG) e bolsista Pibic/CNPq. O objetivo foi pesquisar a conjuntura da educação formal e informal na comunidade negra rural dos Kalunga, situada nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás, considerando as dimensões social, espacial e cultural no cotidiano das localidades. Nesse artigo, foram selecionados os aspectos denominados de obstáculos e perspectivas no campo educacional, referentes àquela coletividade. Trocar saberes e repensar a escola nas comunidades negras de Ausente, Baú e Quartel do Indaiá é o artigo de autoria de Cristina dos Santos Ferreira, mestre em Educação e educadora da Associação Imagem Comunitária em Belo Horizonte (MG), que trata da educação formal e informal em três comunidades negras rurais de Minas Gerais, com ênfase na troca de saberes entre os integrantes dessas comunidades e em como os valores expressos na tradição oral estão sendo repassados entre as gerações. O trabalho aborda os vissungos e o grupo de Catopé de Milho Verde, parte da cultura de seus antepassados africanos que os integrantes dessas comunidades desejam preservar. 18

19 O artigo Educação formal e informal: o diálogo pedagógico necessário em comunidades remanescentes de quilombos é assinado pela pesquisadora Georgina Helena Lima Nunes. A doutora em Educação desenvolve reflexões resultantes da pesquisa realizada na Comunidade Remanescente de Quilombo Manoel Barbosa, em Gravataí (RS). O objetivo do trabalho foi apreender os aspectos da educação formal e informal de comunidades negras rurais, procurando vislumbrar as especificidades dessas populações remanescentes de quilombos e sua relação com a sociedade. No tocante às propostas de políticas de inclusão social de afro-brasileiros no ensino médio e superior, os resultados alcançados mostram diversos avanços em virtude da realização dos diagnósticos de aspectos da realidade dos(as) estudantes negro(as) do ensino médio, da avaliação e da reflexão sobre o cotidiano escolar como espaço para a promoção da igualdade racial, da avaliação e reflexão sobre possibilidades de implementação da Lei Federal n o /03. Ao mesmo tempo, ao reforçar a urgência de ações concretas, esse cenário insinua os caminhos a serem trilhados. O livro Dimensões da inclusão no Ensino Médio: mercado de trabalho, religiosidade e educação quilombola contribui para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação étnico-racial na educação básica e no ensino superior. Maria Lúcia de Santana Braga Edileuza Penha de Souza Ana Flávia Magalhães Pinto (organizadoras) 19

20 Parte I EXPECTATIVAS SOBRE A INSERÇÃO DE JOVENS NEGROS E NEGRAS DO ENSINO MÉDIO NO MERCADO DE TRABALHO

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população negra brasileira são fundamentadas historicamente na luta

Leia mais

MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO

MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO, Giselle UFF giselleuff@yahoo.com.br GT: Afro-Brasileiros e Educação / n.21

Leia mais

As especificidades da desigualdade étnicoracial no cenário das desigualdades no Brasil

As especificidades da desigualdade étnicoracial no cenário das desigualdades no Brasil MÓDULO 4 - Relações Étnico-Raciais unidade 2 TEXTO 4 As especificidades da desigualdade étnicoracial no cenário das desigualdades no Brasil Você já pensou em como as desigualdades raciais muitas vezes

Leia mais

OS TEMAS TRANSVERSAIS GÊNERO E DIVERSIDADE NAS AULAS DE GEOGRAFIA

OS TEMAS TRANSVERSAIS GÊNERO E DIVERSIDADE NAS AULAS DE GEOGRAFIA OS TEMAS TRANSVERSAIS GÊNERO E DIVERSIDADE NAS AULAS DE GEOGRAFIA SILVA, Sueley Luana da Especialista em Geografia do Brasil pela UFG/CAC, aluna do Programa de Mestrado em Geografia/UFG/CAC/Bolsista Capes.

Leia mais

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 1 EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS NAS PERCEPÇÕES DAS FAMÍLIAS NEGRAS E BRANCAS NO MUNICIPIO DE CUIABÁ MONTEIRO, Edenar Souza UFMT edenar.m@gmail.com GT-21: Afro-Brasileiros

Leia mais

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE 19 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE Alexandre do Nascimento - FAETEC - RJ Resumo No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

Leia mais

Desigualdade Racial e políticas públicas no Brasil

Desigualdade Racial e políticas públicas no Brasil Desigualdade Racial e políticas públicas no Brasil Documento para a Audiência Pública sobre as políticas de ação afirmativa de acesso ao ensino superior- STF Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Leia mais

CURSOS NOVOS MATRIZ ORÇAMENTÁRIA 2013 UFRGS/FORPROF RENAFOR

CURSOS NOVOS MATRIZ ORÇAMENTÁRIA 2013 UFRGS/FORPROF RENAFOR CURSOS NOVOS MATRIZ ORÇAMENTÁRIA 2013 UFRGS/FORPROF RENAFOR Marie Jane Soares Carvalho Coordenadora Geral do FORPROF/RENAFOR/UFRGS Maio de 2013 Cursos SECADI - Catálogo EXTENSÃO, APERFEIÇOAMENTO E ESPECIALIZAÇÃO

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

CONCURSO DE EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NA FORMAÇÃO DOCENTE SEGUNDA EDIÇÃO DO PRÊMIO PAULO FREIRE

CONCURSO DE EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NA FORMAÇÃO DOCENTE SEGUNDA EDIÇÃO DO PRÊMIO PAULO FREIRE CONCURSO DE EXPERIÊNCIAS INOVADORAS NA FORMAÇÃO DOCENTE SEGUNDA EDIÇÃO DO PRÊMIO PAULO FREIRE Esta iniciativa objetiva conhecer e compartilhar práticas inovadoras na Formação e Desenvolvimento Profissional

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

4. CURSO DE EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE E CIDADANIA. 4.1. Apresentação

4. CURSO DE EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE E CIDADANIA. 4.1. Apresentação 4. CURSO DE EDUCAÇÃO NA DIVERSIDADE E CIDADANIA 4.1. Apresentação O Curso de Educação na Diversidade e Cidadania é um curso de formação continuada de professores de educação básica, com carga horária de

Leia mais

EIXO VI VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO

EIXO VI VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO, REMUNERAÇÃO, CARREIRA E CONDIÇÕES DE TRABALHO PROPOSIÇÕES ESTRATÉGIAS E RESPONSABILIDADE* UNIÃO DF ESTADOS MUNICÍPIOS 1. Profissionais da educação:

Leia mais

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO Área Temática: Educação Coordenador: Adilson de Angelo 1 Autoras: Neli Góes Ribeiro Laise dos

Leia mais

AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO NA ÁREA DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL/2011

AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO NA ÁREA DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL/2011 AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO NA ÁREA DE GÊNERO E DIVERSIDADE SEXUAL/2011 Seminário Plano Nacional de Educação Mobilização por uma Educação sem Homofobia Novembro - 2011 Diretrizes: Plano

Leia mais

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP

Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Dra. Margareth Diniz Coordenadora PPGE/UFOP Pela sua importância destacam-se aqui alguns dos seus princípios: Todos/as os/ssujeitos, de ambos os sexos, têm direito fundamental à educação, bem como a oportunidade

Leia mais

DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DO PIBID Cristiane Rosa Lopes*

DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DO PIBID Cristiane Rosa Lopes* DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DO PIBID Cristiane Rosa Lopes* Resumo Este trabalho insere-se no campo da Linguística Aplicada, e tem como eixo central a

Leia mais

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014 45ª Semana de Serviço Social OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade 14 a 16 de maio de 2014 Na Copa, comemorar o quê?. É com este mote criativo e provocativo que o Conjunto

Leia mais

Estereótipos, preconceito e discriminação racial

Estereótipos, preconceito e discriminação racial MÓDULO 4 - Relações Étnico-Raciais unidade 2 TEXTO 5 Estereótipos, preconceito e discriminação racial Esse texto aborda a questão dos estereótipos e da discriminação racial. Ressalta que cada grupo ocupa

Leia mais

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da

Leia mais

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ

DESIGUALDADE RACIAL E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ 1 DES E PROFESSORES: DESAFIOS A ENFRENTAR Ricardo de Souza Janoario UFRJ Rita de Cassia de Oliveira e Silva UFRJ INTRODUÇÃO No Brasil, criou-se a ideologia da democracia racial para explicar que as oportunidades

Leia mais

A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA

A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA A DIVERSIDADE E CURRÍCULO: DESAFIOS PARA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA Josenilson Felizardo dos Santos 1 INTRODUÇÃO É possível compreender o papel da escola diante de todo o processo de ensino aprendizagem. E

Leia mais

Políticas públicas, desigualdades raciais e de gênero: repensando valores, princípios e práticas

Políticas públicas, desigualdades raciais e de gênero: repensando valores, princípios e práticas Políticas públicas, desigualdades raciais e de gênero: repensando valores, princípios e práticas Eliane Cavalleiro e Ana Marques (UnB) Racismo, sexismo e formação de profissionais da educação ST 57 Política

Leia mais

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Coordenação de Diversidade SECAD/MEC Professora Leonor Araujo A escola é apontada como um ambiente indiferente aos

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE UNIPLAC PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO E APOIO COMUNITÁRIO

UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE UNIPLAC PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO E APOIO COMUNITÁRIO UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE UNIPLAC PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO E APOIO COMUNITÁRIO Projeto do Curso de Extensão ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT RELATO DE EXPERIÊNCIA Introdução Marcos Serafim Duarte

Leia mais

Preta/Parda 3.626.733 30,9 49,8 3,9 14,1. Branca 4.258.209 11,6 35,3 6.3 46,4

Preta/Parda 3.626.733 30,9 49,8 3,9 14,1. Branca 4.258.209 11,6 35,3 6.3 46,4 1 DESIGUALDADES RACIAIS NA TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS NEGROS DO ENSINO MÉDIO ZANDONA, Eunice Pereira UFMT eunice.zandona@gmail.com GT-21: Afro-Brasileiros e Educação Segundo dados do Programa das Nações

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA RESUMO LEI 10.639/03 Anne Caroline Silva Aires Universidade Estadual da Paraíba annec153@yahoo.com.br Teresa Cristina Silva Universidade Estadual da

Leia mais

1 Introdução. 1 O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um programa de política social, garantido pela

1 Introdução. 1 O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é um programa de política social, garantido pela 1 Introdução O Programa Bolsa Família (PBF) é o maior programa sócio assistencial atualmente no país, que atende cerca de 11,1 milhões de famílias brasileiras. O PBF tem sido objeto de várias questões

Leia mais

PROGRAMA. Brasil, Gênero e Raça. Orientações Gerais

PROGRAMA. Brasil, Gênero e Raça. Orientações Gerais PROGRAMA Brasil, Gênero e Raça Orientações Gerais Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretário-Executivo Marco Antonio de Oliveira Secretário

Leia mais

A LEI Nº. 10.639/03 NO CURRÍCULOESCOLAR: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRODESCENDENTE

A LEI Nº. 10.639/03 NO CURRÍCULOESCOLAR: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRODESCENDENTE A LEI Nº. 10.639/03 NO CURRÍCULOESCOLAR: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRODESCENDENTE Cícera Nunes ciceranunes@hotmail.com Doutoranda em Educação Brasileira - UFC Professora

Leia mais

Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos

Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) Comissão Européia Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos Versão preliminar

Leia mais

5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS

5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS 5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS Perseguindo os objetivos propostos para a realização da pesquisa que dá corpo a esta dissertação, neste capítulo visamos apresentar

Leia mais

EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: PRÁTICAS ESCOLARES ASSESSORADAS PELA SEED/SE

EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: PRÁTICAS ESCOLARES ASSESSORADAS PELA SEED/SE EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA: PRÁTICAS ESCOLARES ASSESSORADAS PELA SEED/SE Ana Cristina do Nascimento (SEED) 1 Maria da Conceição Santos Góes Mascarenhas (SEED/EDUCON-UFS) 2 RESUMO O trabalho aqui apresentado

Leia mais

APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. RESUMO

APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. RESUMO APOIO E PARTICIPAÇÃO NAS AÇÕES DE CRIAÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GÊNERO, RAÇA E ETNIA NEGRE/UEMS. ¹Gislaine De Oliveira Correia; ²Maria José de Jesus Alves Cordeiro. ¹Bolsista de Iniciação Científica

Leia mais

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior

A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior UNIrevista - Vol. 1, n 2: (abril 2006) ISSN 1809-4651 A inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no ensino superior Marilú Mourão Pereira Resumo Fisioterapeuta especialista em neurofuncional

Leia mais

As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO

As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO E RECONHECIMENTO* 32 Sidney Reinaldo Silva* 33 As políticas de diversidade no governo Lula: inclusão e reconhecimento AS POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NO GOVERNO LULA: INCLUSÃO A diversidade pode ser entendida

Leia mais

Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos

Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos 1 Sociologia no ensino médio em Goiânia: O conceito de cidadania dentro do conteúdo programático e os procedimentos teóricometodológicos na rede estadual de ensino* Gabriela Paulino do Nascimento** Prof.

Leia mais

DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL DESMISTIFICANDO A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL Lisandra Marisa Príncepe Faculdade Sumaré lisandra.marisa@sumare.edu.br Juliana Diamente Faculdade Sumaré juliana.diamente@sumare.edu.br RESUMO: Neste texto, discutem-se

Leia mais

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL Resumo 1 Discente do Curso de Serviço Social da Faculdade Novos Horizontes MG 2 Discente do Curso de Serviço

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003

RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 Prof. Anderson Oramísio Santos Prof. Esp.Olga Helena Costa RESUMO: O presente artigo objetiva oportunizar espaços de estudo

Leia mais

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA.

A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS E O DESAFIO DA EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA. NOGUEIRA, Ione da Silva Cunha - UNESP/Araraquara Uma educação conscientizadora e emancipadora, que garanta qualidade de ensino e acesso

Leia mais

AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. INTRODUÇÃO

AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. INTRODUÇÃO AÇÕES AFIRMATIVAS E POLÍTICAS DE COTAS A QUESTÃO DO ACESSO A UNIVERSIDADE PÚBLICA. Leandro Farias VAZ Mestrando em Geografia - UFG-IESA leandrofvaz@hotmail.com INTRODUÇÃO Este trabalho objetiva discutir

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA BR/2001/PI/H/4 EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA Os Ministros da Educação da América Latina e do Caribe, reunidos a pedido da UNESCO, na VII Sessão do Comitê Intergovernamental Regional do Projeto

Leia mais

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO

AS TRÊS DIMENSÕES DA INCLUSÃO r 02.qxp 5/6/2008 16:15 Page 1 293 SANTOS, MÔNICA PEREIRA; PAULINO, MARCOS MOREIRA (ORGS.). INCLUSÃO EM EDUCAÇÃO: CULTURAS, POLÍTICAS E PRÁTICAS. SÃO PAULO: CORTEZ, 2006. 168 P. JANETE NETTO BASSALOBRE*

Leia mais

Currículo em Movimento: o compromisso com a qualidade da educação básica

Currículo em Movimento: o compromisso com a qualidade da educação básica Currículo em Movimento: o compromisso com a qualidade da educação básica Ministério da Educação Secretaria da Educação Básica Diretoria de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica Qualidade

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 Sandra M. Zákia L. Sousa 2 As demandas que começam a ser colocadas no âmbito dos sistemas públicos de ensino, em nível da educação básica, direcionadas

Leia mais

Plano de Ação de Educação em Direitos Humanos

Plano de Ação de Educação em Direitos Humanos Plano de Ação de Educação em Direitos Humanos 1 - Diagnóstico População do Estado de Goiás: 5.647.035 87,88% urbana 12,12% rural IDH de Goiás: 0,800 50,18% mulheres 49,82% homens 43,6% brancos 50,9% pardos

Leia mais

Formulário de inscrição para Unidades Escolares:

Formulário de inscrição para Unidades Escolares: Presidência da República Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas 1. Contextualização: Formulário de inscrição para Unidades Escolares: a) Descreva

Leia mais

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador Workshop da FAEL aborda direitos humanos e papel do educador No 15 workshop da Faculdade Educacional da Lapa - FAEL, os acadêmicos do curso de pedagogia tiveram a oportunidade de aprender e praticar os

Leia mais

O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE

O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE Kizzy Morejón 1 Luci Riston Garcia 2 Cristiane Camargo Aita 3 Vitor Cleton Viegas de Lima 4 RESUMO Vivemos em uma sociedade que,

Leia mais

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE Maria do Rozario Gomes da Mota Silva Orientadora: Profª Drª Márcia Ângela da Silva Aguiar

Leia mais

O Conselho Estadual de Educação do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições e considerando:

O Conselho Estadual de Educação do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições e considerando: GOVERNO DA PARAÍBA Secretaria de Estado da Educação e Cultura Conselho Estadual de Educação RESOLUÇÃO Nº 198/2010 REGULAMENTA AS DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E O

Leia mais

Dimensão social. Educação

Dimensão social. Educação Dimensão social Educação 218 Indicadores de desenvolvimento sustentável - Brasil 2004 36 Taxa de escolarização Representa a proporção da população infanto-juvenil que freqüenta a escola. Descrição As variáveis

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosa Maria Cavalheiro Jefferson Olivatto da Silva UNICENTRO Resumo: No Brasil, a abordagem das questões relacionadas História e Cultura Afro-Brasileira e

Leia mais

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Diretrizes Curriculares Nacionais

Leia mais

A COR NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO UM ESTUDO COM ALUNOS NEGROS EGRESSOS DO CEFET-CUIABÁ PAULA,

A COR NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO UM ESTUDO COM ALUNOS NEGROS EGRESSOS DO CEFET-CUIABÁ PAULA, A COR NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO UM ESTUDO COM ALUNOS NEGROS EGRESSOS DO CEFET-CUIABÁ. PAULA, Willian Silva de. UFMT CEFET-Cbá - willdepaula@yahoo.com.br Orientadora: Profª Drª Maria Lúcia R. Muller

Leia mais

4 Desigualdade, Pobreza e o Acesso à Educação

4 Desigualdade, Pobreza e o Acesso à Educação 4 Desigualdade, Pobreza e o Acesso à Educação A desigualdade, em suas várias formas, é um fenômeno bastante antigo nas sociedades e reflete sempre uma relação de poder, na medida em que representa um padrão

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007. (Do Sr. José Guimarães)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007. (Do Sr. José Guimarães) PROJETO DE LEI Nº, DE 2007. (Do Sr. José Guimarães) Institui feriado nacional no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, data que lembra o dia em que foi assassinado, em 1695, o líder Zumbi,

Leia mais

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas A PRÁTICA PEDAGÓGICA E MOVIMENTOS SOCIAIS: DIÁLOGOS FORMATIVOS PARA O TRABALHO DOCENTE NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Eliziane Santana dos Santos 1 Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante 2 ¹ Bolsista FAPESB,

Leia mais

Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1

Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1 1 Desafios e tendências das Políticas para as Mulheres pelas ações da SPM ou o que se poderia chamar de Feminismo de Estado 1 (Texto OPMs Versão Preliminar) A Secretaria de Políticas para as Mulheres da

Leia mais

O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE

O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE Alessandra Garcia Campos de Aguiar 1 alessandracampeche@gmail.com Melissa Weber de Oliveira

Leia mais

Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará. Eixo Temático Ensino Médio e Profissional

Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará. Eixo Temático Ensino Médio e Profissional Documento Base do Plano Estadual de Educação do Ceará Eixo Temático Ensino Médio e Profissional Ceará, 2015 1 Socioeconômico Diagnóstico Para compreender a situação da educação no estado do Ceará é necessário

Leia mais

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO O racismo é um fenômeno das relações sociais do Brasil. No estado da Paraíba, onde mais de 60% da população é negra, não encontramos essa mesma proporcionalidade

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR 1.ª SÉRIE DE OFERTA 99-8791-04 DIDÁTICA 160 0 160 99-8792-04

MATRIZ CURRICULAR 1.ª SÉRIE DE OFERTA 99-8791-04 DIDÁTICA 160 0 160 99-8792-04 Curso: Graduação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA PLENA MATRIZ CURRICULAR SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS - MÁXIMO

Leia mais

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Não discriminação e igualdade de oportunidades: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora Escritório da OIT no Brasil Brasília, 3 de

Leia mais

ANEXO I ROTEIRO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS FIA 2011. Cada projeto deve conter no máximo 20 páginas

ANEXO I ROTEIRO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS FIA 2011. Cada projeto deve conter no máximo 20 páginas Cada projeto deve conter no máximo 20 páginas 1. APRESENTAÇÃO Faça um resumo claro e objetivo do projeto, considerando a situação da criança e do adolescente, os dados de seu município, os resultados da

Leia mais

Universidade: Universo desigual

Universidade: Universo desigual 1 POLÍTICAS AFIRMATIVAS EM MATO GROSSO: EM QUESTÃO O PROJETO POLÍTICAS DA COR NA UFMT SOUZA, Elaine Martins da Silva UFMT ses_martins@yahoo.com.br GT-21: Afro-Brasileiros e Educação Agência Financiadora:

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 416/2006

RESOLUÇÃO Nº 416/2006 RESOLUÇÃO Nº 416/2006 Regulamenta o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas e dá outras providências. O Conselho de Educação do Ceará CEC, no uso de suas atribuições legais no uso de suas

Leia mais

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE ISTO TEM A VER COM SUSTENTABILIDADE? 1 O conceito de sustentabilidade Em 1987, o Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial do Ambiente e Desenvolvimento,

Leia mais

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO 1 DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO INTRODUCÃO Patrícia Edí Ramos Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera São José dos Quatro Marcos Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa

Leia mais

Trabalhando com Projetos

Trabalhando com Projetos Trabalhando com Projetos Educar para a diversidade étnica e cultural investigação e ação Ricardo Luiz da Silva Fernandes Educar para a compreensão da pluralidade cultural é a luta para construção da igualdade

Leia mais

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko O PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO NA ESCOLA: ANALISE DOS PPP DO COLÉGIO ESTADUAL PADRE CHAGAS E COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO DA PALMEIRINHA, PELO PIBID- GEOGRAFIA 1 Resumo: Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira SENAR INSTITUTO FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto

Leia mais

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br

O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. Conheça: est.edu.br O talento é seu. A gente só aperfeiçoa. EXTENSÃO Conheça: est.edu.br PROGRAMA DE EXTENSÃO A Faculdades EST é vinculada à Rede Sinodal de Educação, identificada com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana

Leia mais

Edital de Seleção. Curso de Formação Inicial Continuada em Manejo Florestal Comunitário. (Turma 2015)

Edital de Seleção. Curso de Formação Inicial Continuada em Manejo Florestal Comunitário. (Turma 2015) Edital de Seleção Curso de Formação Inicial Continuada em Manejo Florestal Comunitário (Turma 2015) Belém Pará Novembro de 2014 Realização Página 2 de 9 Sumário 1. APRESENTAÇÃO... 3 2. OBJETIVO... 4 3.

Leia mais

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente

Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Igualdade de oportunidades e não discriminação: elementos centrais da Agenda do Trabalho Decente Laís Abramo Socióloga, Mestre e Doutora em Sociologia Diretora do Escritório da OIT no Brasil Salvador,

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE FACULDADE ATENAS MARANHESE DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE ASSESSORAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO - NADEP PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO

Leia mais

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Presidência da República Federativa do Brasil. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Presidência da República Federativa do Brasil Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial A SEPPIR CRIAÇÃO A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)

Leia mais

ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO ESCOLAR

ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO ESCOLAR ACESSO, PERMANÊNCIA E SUCESSO ESCOLAR É É importante que as pessoas se sintam parte de um processo de melhoria para todos Luiz Fábio Mesquita PROEN 2011 Luiz Alberto Rezende / Tânia Mára Souza / Patrícia

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL SOCIAL PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA SUSTENTÁVEL

CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL SOCIAL PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA SUSTENTÁVEL UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA PÓLOS DE CIDADANIA CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL SOCIAL PARA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA SUSTENTÁVEL MIRACY BARBOSA DE SOUSA GUSTIN MARIANNA VIEIRA

Leia mais

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES

OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES POPULARES COMO CITAR ESTE TEXTO: Formato Documento Eletrônico (ISO) NASCIMENTO, Alexandre do. Os Cursos Pré-Vestibulares Populares. [Acesso em dd/mm/aaaa]. Disponível em http://www.alexandrenascimento.com. OS CURSOS

Leia mais

EIXO IV QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO, PERMANÊNCIA, AVALIAÇÃO, CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO E APRENDIZAGEM

EIXO IV QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO, PERMANÊNCIA, AVALIAÇÃO, CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO E APRENDIZAGEM EIXO IV QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO, PERMANÊNCIA, AVALIAÇÃO, CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO E APRENDIZAGEM PROPOSIÇÕES E ESTRATÉGIAS 1.2. Universalização do ensino fundamental de nove anos

Leia mais

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Mary Clevely Mendes Programa de Iniciação Científica UEG / CNPq Orientador (Pesquisador-líder):

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

1. Como pensam integrar, no âmbito dos poderes e competências da autarquia, as questões da educação intercultural e do combate ao racismo?

1. Como pensam integrar, no âmbito dos poderes e competências da autarquia, as questões da educação intercultural e do combate ao racismo? Gostaríamos de iniciar a resposta a este questionário com uma nota prévia relativamente às questões que nos foram colocadas: as questões da discriminação e do racismo constituem, desde o surgimento desta

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DOCENTES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES RACIAIS NOS PLANOS NACIONAIS DA EDUCAÇÃO

A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DOCENTES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES RACIAIS NOS PLANOS NACIONAIS DA EDUCAÇÃO A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DOCENTES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES RACIAIS NOS PLANOS NACIONAIS DA EDUCAÇÃO Introdução Iolanda de Oliveira 1 Educação e diversidade humana é uma questão incorporada por teorias

Leia mais

EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA

EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA EVASÃO ESCOLAR DE ALUNOS TRABALHADORES NA EJA OLIVEIRA, Paula Cristina Silva de Faculdade de Educação/UFMG EITERER, Carmem Lúcia. (Orientadora) Faculdade de Educação/UFMG RESUMO: Este é um trabalho de

Leia mais

carentes, seleciona alunos carentes alunos, os critérios raça e renda.

carentes, seleciona alunos carentes alunos, os critérios raça e renda. RADIOGRAFANDO DOIS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES PARA NEGROS E CARENTES EM PORTO ALEGRE-RS SANGER, Dircenara dos Santos - UFRGS e Centro Universitário Feevale GT: Afro-brasileiros e Educação / n.21 Agência Financiadora:

Leia mais