Relatório. Seminário de apresentação dos resultados da Chamada Pública: Relações de Gênero, Mulheres e Feminismos

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1 Relatório Seminário de apresentação dos resultados da Chamada Pública: Relações de Gênero, Mulheres e Feminismos Brasília 22, 23 e 24 de setembro, 2014 Brasília

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3 Dilma Rousseff Presidenta da República Eleonora Menicucci Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres Lourdes Maria Bandeira Secretária Executiva Vera Lucia Lemos Soares Secretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas Angela Fontes Secretária Adjunta Letícia Cortellazzi Garcia Coordenadora-Geral de Educação e Cultura 3

4 APRESENTAÇÃO Com o objetivo de valorizar as pesquisas realizadas e estimular a elaboração e divulgação crítica de novos conhecimentos no campo dos estudos das relações de Gênero, Mulheres e Feminismos a SPM e o MCTI/ CNPq criaram um Grupo de Trabalho para sugerir ações neste sentido. Uma dessas ações é o Edital de Pesquisa, que financia projetos de pesquisa na área. Em 11 de outubro de 2012 foi lançada pela terceira vez a Chamada MCTI/CNPq/ SPM-PR/MDA nº 32/2012. Nela se previa um seminário de avaliação de todos os projetos selecionados. Como o prazo de realização dos projetos acabou em 2014, realizamos na última semana de setembro de 2014 o referido seminário. As/os pesquisadoras/es trabalharam em 5 Grupos de Trabalho: (1) Educação e TICs; (2) Violência; (3) Saúde; (4) Relações de Gênero/Feminismos/Poder e (5) Rural. Em cada GT, composto de aproximadamente 30 pesquisadores/as, alcançamos frutíferas trocas e discussões focadas principalmente nos resultados das pesquisas realizadas. Na manhã do último dia de encontro, os GTs organizam-se para resumir as principais questões postas nas apresentações: achados e resultados que poderiam influenciar nas políticas públicas; desafios no campo de estudo; sugestões para futuros editais; e sugestões para Programa Mulher e Ciência de maneira geral. Durante a tarde, esses resultados foram apresentados em plenária por representantes de cada um dos GTs. Essa experiência concretizou-se como uma profícua oportunidade de trocas não somente entre os pesquisadores/as, mas também entre os/as pesquisadores/as e os/as representantes da SPM, do MDA e do CNPq, a quem agradecemos a parceria e empenho na realização do Edital e deste Seminário. Temos certeza que a realização trouxe subsídios para o Programa Mulher e Ciência, para os futuros editais e outras ações da SPM. Assim, nesta publicação, compilamos as sínteses apresentadas por cada GT durante a plenária final. Agradecemos a participação e colaboração de todos/as, Vera Lúcia Lemos Soares Secretária Nacional de Articulação Institucional e Ações Temáticas Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República 4

5 SUMÁRIO Apresentação Seminário GT: Educação e TICs Seminário GT: Violência Seminário GT: Saúde Seminário GT: Relações de Gênero/Feminismos/ Poder e Política Seminário GT: Rural

6 GT EDUCAÇÃO + TICS Coordenação: Professora Drª Maria Margaret Lopes (Unicamp) Foram apresentados 26 trabalhos com temáticas diversificadas e provenientes de áreas geograficamente distintas do país. A presente síntese foi construída a partir de três aspectos: 1. AVALIAÇÃO DO EVENTO 2. POLÍTICAS PÚBLICAS 3. SUGESTÕES PARA EDITAIS E AÇÕES FUTURAS. 1. Quanto ao Evento o GT destacou que a diversidade de temas foi muito produtiva para o grupo e que proporcionou interação, diálogos e trocas frutíferas. Sugerimos que esta iniciativa seja recorrente em editais futuros; 2. Em relação às Políticas Públicas o GT sugere a criação de uma área interdisciplinar de Gênero no CNPq, pois isso contribuiria com o fortalecimento do campo de estudos, favorecendo as pesquisas individuais realizadas na área, os Grupos e Núcleos já existentes e estimulando a criação de outros; 3. Em relação a sugestões propôs-se: 3.1 Recomenda-se a partir do diagnóstico de poucas IES aderiram ao programa Pró-Equidade de Gênero que seja feita maior divulgação e fomentada a ampliação da adesão ao mesmo; 3.2 Propôs-se o estímulo a criação de uma rede nacional de inter-relação entre os núcleos regionais e em nível nacional para possibilitar maior articulação política, troca de experiências e construção de proposições coletivas de políticas públicas; 3.3 Salientou-se a necessidade de maior participação e fortalecimento das áreas de Ciências Humanas em editais de maior prestígio como o dos INCT, bem como a necessidade de inserção da Área de Ciências Humanas no programa Ciências sem Fronteiras. 3.4 Salientou-se a relevância da diversidade de bolsas disponibilizadas no último edital, pois foi de grande contribuição científica para a pesquisa e devendo permanecer no próximo edital. Destacou-se que o atraso no envio dos recursos dificultou o desenvolvimento das pesquisas nos prazos estabelecidos nos projetos e sugeriu-se que este problema seja solucionado em próximos editais. 3.5 Propôs-se ampliar as temáticas de pesquisa em editais futuros. 3.6 Verificou-se a necessidade de maior difusão das produções intelectuais vinculadas as pesquisas deste edital; tanto para o público, quanto para os pares. Para o público geral sugeriu-se a divulgação científica dos resultados via Portal da SPM. Para os pares, sugeriu-se a elaboração de pequenos textos de divulgação dos resultados das pesquisas. EXPERIÊNCIAS APRESENTADAS Ana Paula de Oliveira UFF: Articulação entre o sistema de justiça e os serviços de educação e responsabilização para homens autores de violência no âmbito da Lei Maria da Penha no Estado do Rio de Janeiro Arlene Martinez Ricoldi Fundação Carlos Chagas: Novos lugares da desigualdade? Caracterização do ensino superior sob a interface gênero e raça/cor na atualidade Camila Carneiro Dia Rigolin e Elizabete Kobayashi UFSCar: Natureza e Impactos da Participação Feminina nos Institutos Nacionais de Ciências e Tecnologia Carla Luciane Blum Vestena Unicentro: Moralidade e Conhecimento Socioambiental de meninos e 6

7 meninas da comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha, Guarapuava/PR Christian MulekaMwewa UFMS: Mulheres pescadoras e os desafios diante do desenvolvimento territorial (local): bolsa família, geração de renda e alternativas socioeconômicas Christiane Kleinübing Godoi Univali: Participação Feminina em Cargos de Alta Gestão: Análise dos Conselhos de Administração das Empresas Brasileiras Débora Cristina Bandeira Rodrigues e Izabela de Amorim Queiroz UFAM: Pesquisa-ação no estudo das condições de vida e de trabalho das catadoras de material reciclável em Manaus. Fabiani Figueiredo Caseira FURG: Mulheres adultas no ensino superior: narrativas e trajetórias de alunas da Universidade Federal do Rio Grande FURG e da Universidade Federal do Pampa UniPampa Jéssica Pulino Campara UFSM: Educação Financeira e Propensão ao endividamento em mulheres: construção de indicadores e modelagem Juliana Cardoso Pereira- IFSP/IFMS: Gênero, Ciência e Pesquisa: Centro Oeste em análise Lígia Campos de Cerqueira Lana UFRJ: A visibilidade de Destinos Pródigos: o receituário do Sucesso feminino na mídia massiva contemporânea Lilian Reichert Coelho UNIR: Gênero, Mídia e Políticas Públicas em Rondônia: Análise Crítica do discurso governamental sobre o Programa Territórios da Cidadania e propostas de comunicação e cidadania para/com as trabalhadoras em agricultura mobilizadas Luisa Massarani Fundação Oswaldo Cruz: Representações da mulher cientista na TV brasileira e no imaginário de adolescentes Maria Raquel Gomes Maia- UNB: Jogo Mulher e cidadania tecnologia lúdico educativa no enfrentamento da violência contra a mulher Marcel de Almeida Freitas UFMG: Estudo de caso sobre trajetórias de mulheres gestoras nas áreas científicas e Tecnológicas- relações de gênero na organizações de ensino, pesquisa e financiamento Márcia R. Carlderipe F. Rufino UFAM: Gênero, Religião e Sexualidade em contexto Amazônico Maria Eulina Pessoa de Carvalho UFPB: Trajetórias e contribuições dos Núcleos de Estudos da Mulher e Relações de Gênero integrantes da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre Mulher e Relações de Gênero REDOR: do pessoal ao institucional Miriam Pillar Gross e Vinicius Kauê Ferreira UFSC: Feminismo, Ciência e Educação: Relações de Poder e transmissão de conhecimentos Moema de Castro Guedes UFRRJ: Gênero e Ciência: uma análise das mulheres nas carreiras acadêmicas a partir dos anos 1990 no Brasil Regina Facchini Unicamp: Gênero e sexualidade na pesquisa e na produção científica brasileira: processos de mudança, atores, redes e desafios Rita de Lourdes de Lima UFRN: Mapeando as mulheres e homens docentes em cursos predominantemente femininos: dificuldades, desafios, condições de trabalho e saúde. Rosana Manfrinate UFMT: Identidades e emancipação das mulheres no campo: políticas, saberes e educação 7

8 GT VIOLÊNCIA Coordenação: Professora Drª Lourdes Maria Bandeira (UnB) Observações/reflexões do GT 1. Tendências percebidas na apresentação dos trabalhos: a. Trabalhos apresentados: 26. b. Principais áreas: direito, saúde, educação. c. Instituição: federais e comunitárias d. Principal metodologia: quali-quanti, muito uso de narrativas. No quanti, a ressalva da dificuldade de acesso às estatísticas. No quali, dificuldade de acesso e de autorização dos comitês de ética. e. Regiões representadas: norte, nordeste, sudeste, sul. Centro-oeste, presente em apenas um trabalho, apesar da cota específica. f. A maior tendência, talvez, tenha sido a análise do sistema prisional e medidas socioeducativas, seguida da análise sobre o universo dos operadores de direito (polícia e judiciário) 2. Sobre os trabalhos apresentados a. Ausência da reflexão sobre a violência nos espaços de trabalho b. Ausência da reflexão sobre as lésbicas e a violência c. Presença da reflexão sobre a mulher do campo, da floresta, nas prisões, na polícia d. Presença/ausência da reflexão sobre as redes gerais e especializadas e. Necessidade de pontuar as ações de supervisão da formação no cotidiano das instituições (você ensina através do caso) f. Ausência de avaliação/monitoramento das ações efetivadas no cotidiano das instituições, decorrentes ou não das formações (financiadas ou não pelos editais) g. Ausência de trabalhos focados no estudo da prevenção. h. Ausência de reflexão sobre violência e deficiência, a qual envolve duas grandes pautas de discussão: a deficiência e a saúde. i. A violência institucional perpassou os trabalhos, mas não houve uma pontuação específica. 3. Sobre as temáticas dos editais a. Inclusão da diversidade étnica nos editais b. Apoio aos grupos de pesquisadores com composição inter étnicas c. Redes de proteção em zonas rurais; campo e áreas periféricas d. Formulação de políticas públicas contemplar as percepções da saúde dos coletivos étnica e racialmente diferenciados para a inserção de boa prática de acolhimento e. Apropriações dos feminismos em diferentes contextos f. Interelação agentes, militantes, ONGs, serviços e políticas públicas g. Redes de proteção h. Recepção das políticas na relação com as práticas e apropriações e percepções nos serviços e políticas estudadas i. Transversalidade da discussão sobre gênero; incluindo homem-mulher j. Interseccionalidade gênero, raça, etnia e classe social k. Discussão de masculinidades l. Sistemas de justiça diferenciados m. As culturas protagonizadas no cotidiano das instituições n. Pensar em possibilidades de edital permanente, com periodicidade bianual 8

9 4. Formação de redes a. Manter no edital os encontros dos pesquisadores contemplados, apontando para a formação de rede de pesquisadores. b. Reunir os projetos aprovados nos diferentes estados para reelaboração dos projetos de modo a produzir dados a partir de metodologias mais aproximadas. c. Estímulo à constituição de umas redes temáticas, apontando para a constituição de consórcios e de fortalecimento da produção e da formação no campo das políticas públicas e violência, envolvendo subtemas para os consórcios (regionais, temáticos, etc.) d. Inclusão de temas sobre o financiamento das políticas sobre a violência e. Promover encontro no início do edital também 5. Sobre o desafio das diferentes áreas do conhecimento na tematização de gênero e violência a. Vencer resistências e promover a discussão sobre violência e gênero nas áreas do Direito, da Saúde, Educação-formação e Comunicação-informação. 6. Sobre os prêmios a. Incluir Universidades, professores, grupos de pesquisa, melhores práticas de prevenção, atendimento e repressão. b. Cuidar para não apenas reconhecer as trajetórias individuais em detrimento dos grupos que são formadores 7. Outros a. SPM organizar publicações com as produções dos GTs deste evento, para além dos anais b. Definição de onde os resultados das pesquisas serão publicados: Portal da SPM, nas Universidades c. Aproximar o MJ na discussão, de modo a envolver os operadores jurídicos. d. Utilizar os marcadores do IBGE nos relatos de pesquisa TRABALHOS APRESENTADOS: 1) Título do trabalho: UFV Integração e regionalização da informação sobre violência contra a mulher. Marisa e Paula. Área no qual o trabalho está ancorado: Ciências Agrárias; Saúde. Cenário da pesquisa: Viçosa (nove municípios da Zona da Mata mineira) Descrição: Observa o Programa Casa das mulheres, o qual acolhe mulheres vítima de violência contra a mulher. Fazem um trabalho integrado com a Delegacia da Mulher. Procurou observar a produção da informação entre os diversos órgãos que atuam na prevenção da violência contra a mulher e a possibilidade de integração dos dados. Resultados: Pouca interação e circulação da informação. O SINAM vem sendo alimentado por outros sistemas, porém, coordenado pelo projeto, o qual tem sido efetivo na integração de informações em um banco de dados, com foco na violência advinda de oito órgãos. Em torno de 600 notificações por ano. Além disso, têm conseguido cruzar dados a partir do olhar para os dados sobre o óbito materno. Criaram um Fórum de vigilância de óbito materno. 2) Título do trabalho: Sentenças de conflitualidades de gênero e sexualidade. Fernando Seffner/ UFRGS Área no qual o trabalho está ancorado: Educação Cenário da pesquisa: RS Descrição: Observa a presença dos conteúdos de DH (gênero, sexualidade, raça) presentes nos currículos de formação de operadores do direito do RS. Analisou 44 cursos no RS e a presença dos DH nos cursos preparatórios, especialmente nos currículos e nas apostilas. Resultados: DH entra na apresentação do curso, porém, ao longo do curso os alunos escutam falar 9

10 em DH (família, população carcerária), porém, não aparece em outros temas como, por exemplo, direito econômico. Os exames tencionam os currículos dos cursos convertendo-os em cursos preparatórios para estes exames. Observou que em todas as disciplinas há marcas frequentes: O estatuto da fonte histórica; A noção de evolução histórica; E a pretensão de neutralidade. 3) Título do trabalho: Homicídio afetivo-conjugais sob a lente dos operadores jurídicos: um análise sociológica - Marcela Zamboni Cenário da pesquisa: João Pessoa e mais cinco capitais (Maceió, Vitória, Curitiba) com taxas elevadas de homicídios afetivos (incluiu Inglaterra). Descrição: Olhou como o gênero é tratado nos processos. Olha também para as narrativas dos operadores jurídicos. Resultados: Percebe que a prática dos operadores jurídicos é contraditória com as narrativas, além disso, o discurso de gênero é atravessado pelos discursos de classe social. Não há concurso para Defensoria Pública em Curitiba como em outras capitais. Ausência da militância acadêmica no espaço dos júris. Na Inglaterra, percebeu o uso do amor romântico no discurso dos operadores jurídicos. Ênfase na falta de controle emocional da mulher, embora afirmem que não haja o crime de paixão como na América Latina. 4) Título do trabalho: A construção social da vitimização: Perfil das mulheres vítimas de violência no sistema de justiça criminal: uma análise comparada SP e Pará - Luis Antônio Francisco de Souza Cenário da pesquisa: UNESP Descrição: Olhou mulheres vítimas de violência sexual, que sofrem encarceramento precoce. Resultados: As mulheres sofrem forte discriminação no sistema de justiça criminal. O peso das diferenças recai sobre as mulheres. O espaço da prisão é um espaço masculino. As mulheres são invisíveis nas estatísticas criminais, no sistema sócio-educativo e no sistema nacional sobre encarceramento. Procurou fazer um estado da arte na área, levantar a estatística envolvida na área, realizou GF e Entrevistas semi-estruturadas com meninas e mulheres encarceradas, agentes penitenciários, agentes jurídicos. Recomendações: Os estudos sobre as mulheres ainda não compõem um campo específico especialmente sobre as mulheres encarceradas, pois este tem sido um campo de estudos sobre os universos masculinos, justificados pelo número reduzido de mulheres encarceradas. Considerado insignificante. O estado de SP encarcera mais do que o Brasil. No caso das mulheres o encarceramento cresceu 350% nos últimos anos, considerando o cenário dramático, levando as mulheres a sofrerem triplicadamente, assustadoramente. Mesmo quando as mulheres cometem crimes, elas são vítimas. 5) Título do trabalho: Linguagem, direito e violência contra a mulher: análise crítica de discurso em acórdons do STJ-Lúcia Freitas-UEG Área no qual o trabalho está ancorado: Linguagem Cenário da pesquisa: Universidade Estadual de Goiás-UEG (Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologia-Mielt); Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ (Observatório da Justiça Brasileira) Descrição: Análise de acórdãos do STJ sobre a Lei Maria da Penha. Observa se os juízes e juízas do STJ julgam pela perspectiva de gênero e direitos humanos, além dos diálogos travados e as mudanças interpretativas que se efetivam a partir de Resultados: Cronificação dos conflitos, evolução dos pleitos, engajamentos ideológicos, sentenças, suspensão condicional e retratação antes e depois da ADI ) Título do trabalho: Inquérito nacional sobre saúde e violência na população penitenciária feminina e em servidoras Ligia Regina Franco Sansigolo Área no qual o trabalho está ancorado: Violência no contexto da saúde geral da mulher Cenário da pesquisa: penitenciárias. Dez estados e 24 penitenciárias brasileiras, em todas as regiões. 10

11 Descrição: Olha para narrativas de mulheres encarceradas e para agentes penitenciárias mulheres. Trabalha com amostra representativa presas. Questionários auto aplicados. Dificuldades em responderem sozinhas pela dificuldade na leitura. As gentes penitenciárias fazem sozinhas. Resultados: Dificuldades nas estatísticas. A violência não aparecia nas primeiras incursões ao campo. A metodologia precisou ser alterada, passando para a 3ª pessoa. Os dados estão com primeira análise processada. Recomendações: Não há dados sobre as agentes penitenciárias, dificuldades para conseguir entrar na penitenciária, dificuldades em conseguir aprovação do comitê de ética do sistema prisional, embora no sistema nacional já tenha havido aprovação. Juntamente com a pesquisa, está ocorrendo treinamento, por exemplo, em aplicação de textos. Os recursos não são suficientes e de difícil acesso pela intermediação da UFC. 7) Título do trabalho: A condição das mulheres nas polícias brasileiras Rochele Fill Área no qual o trabalho está ancorado: segurança pública. Descrição: Baixo número de mulheres assumindo posições de liderança na segurança pública, crescimento de número de mulheres na polícia. Articula a abordagem de gênero com outras categorias. Observa as dinâmicas de violência geradas pelas relações de poder envolvidas nas trajetórias de mulheres na polícia. Grupos focais com mulheres na polícia em 4 estados. Apenas mulheres como mediadoras na construção dos dados. Uso de análise qualitativa NVIVO (sem transcrição, direto no áudio). Resultados: A natureza dual da polícia no Brasil, diferenças culturais baseadas no gênero nas 5 regiões estudadas. Precárias condições de trabalho (em alojamento, partilhando com os homens), uniformes não adaptados, invisibilidade das mulheres, ausência de creches. Necessidade de provar que estão aptas ao trabalho, sobrecargas de trabalhos, erros atribuídas à condição feminina. Dicotomia no trabalho policial, mulheres sente-se preteridas em promoções, questões voltadas à saúde da mulher, relutância em tirar licença para não ser chamadas de corpo-mole. 8) Título do trabalho: As mulheres no crime e na prisão: as relações de gênero e suas interseccionalidades ( ) Claudia Priori (UNESPAR - Campus de Campo Mourão) Área no qual o trabalho está ancorado: História Cenário da pesquisa: Penitenciária Feminina do Paraná (PFP) e Penitenciária Feminina de Regime Semiaberto (PFA) Estado do Paraná Descrição: A pesquisa abordou a violência feminina e a presença de mulheres no crime e na prisão, especificamente no sistema penitenciário paranaense, tendo como lugar de investigação a Penitenciária Feminina do Paraná (PFP) e a Penitenciária Feminina de Regime Semiaberto (PFA), entre as décadas de 1970 e A análise do objeto de estudo é feita mediante a pesquisa e análise de documentação produzida pela prisão, como os prontuários criminais de mulheres no referido período, e também pelo cruzamento com outras fontes como os relatórios de sentenças (parte final dos processos crimes) e com jornais que veicularam o envolvimento e ação das mulheres nos crimes. A investigação das notícias veiculadas sobre crimes cometidos por mulheres se deu nos jornais: Gazeta do Paraná e Diário Popular, ambos de Curitiba; Jornal de Beltrão, de Francisco Beltrão; Folha de Londrina, de Londrina. Esses jornais estão arquivados na Biblioteca Pública do Paraná, na capital do estado. Foram pesquisados casos previamente selecionados, com base nos prontuários criminais anteriormente estudados. Analisar a violência praticada pelas mulheres, suas formas de manifestações, lugares e contextos, abordando as relações de gênero conjugadas às variáveis de classe, raça, etnia e geração, percebendo suas intersecções e implicações no contexto da violência e do encarceramento feminino, é um dos objetivos da pesquisa. Investigamos ainda as relações sociais e de poder construídas ou reproduzidas intramuros, e como as marcas discursivas de gênero e/ou as apropriações dos usos de gênero se expressam nos espaços de reclusão, bem como os jornais veicularam e representaram as mulheres que praticaram violência e crime, percebendo as formações discursivas construídas pela imprensa. Resultados: A pesquisa realizada (a bibliografia acerca do tema, o diálogo com várias áreas do conhecimento e análise documental) demonstrou que é preciso enxergar a violência cometida pelas mulheres para além do dualismo oposicionista: as mulheres frágeis, passivas, e os homens fortes, agressivos e ativos. É importante ampliar nossos olhares para as mulheres e promover a discussão da violência feminina e do 11

12 encarceramento feminino, que ainda carecem de reflexão. Constatou-se que as mulheres que cometem violência e diversos tipos de crimes são movidas pelas mais variadas justificativas, e também que as mulheres encarceradas são na maioria das vezes, esquecidas pelo Estado, sociedade e especialmente pelas políticas públicas e tantas outras vezes pelos próprios familiares. É relevante salientar que as feminilidades são múltiplas e que várias são as faces femininas, e, portanto, se manifestam de formas diversas, inclusive com agressividade, o que rompe com o imaginário social e senso comum dos discursos de idealização da feminilidade e naturalização da não violência das mulheres - aceitos e reproduzidos socialmente. Constatou-se ainda que esses discursos naturalizados são tidos como base para julgar e avaliar as mulheres que não se encaixam na normatividade de gênero, e que, portanto, elas passam a ser representadas como aquelas que romperam as normas e as leis e são julgadas mais por esse desvirtuamento ou desvirtualidade, do que pelos crimes que cometeram. Em outras palavras, podemos afirmar que para os discursos (penal, judicial e da imprensa) os maiores crimes e/ou violência que elas cometeram e cometem, é a ruptura com os ideais de feminilidade (docilidade, mansidão, pacificidade, abnegação, virtuosidade) que a sociedade espera delas. Assim, ficou evidente na abordagem realizada, que as formações discursivas acerca da feminilidade estão presentes na maneira como esses discursos julgam e enxergam as mulheres envolvidas em crimes e violência. Percebeu-se que tais práticas discursivas buscam reforçar e legitimar o normativo de gênero e os estereótipos sociais atribuídos ao feminino, desconsiderando as múltiplas feminilidades. Desse modo, é importante desnaturalizar esses discursos sobre a feminilidade, entendendo-os como construções sociais e culturais, e que as mulheres se manifestam de formas distintas e ocupam vários lugares, tais como os lugares da violência, do crime e da prisão. Nossa abordagem revelou também que a conjugação das relações de gênero com as variáveis de classe, raça, etnia e geração (embora cada uma dessas categorias mereça uma pesquisa mais aprofundada), não somente estão presentes, mas implicam diretamente nas diversas faces da violência feminina e na inserção de mulheres no crime e na prisão. Podemos afirmar que as práticas discursivas da instituição penal, da justiça criminal e da imprensa reforçam e legitimam o normativo de gênero, estereótipos e representações sociais de que as mulheres que cometem delitos e violência são aberrações sociais, marginais, desnaturadas, perigosas e monstras. Nesse sentido, a imagem dessas mulheres são fundadas e legitimadas no discurso, e também reproduzidas por esses e outros discursos, que ao distanciarem-nas das idealizações do feminino, pressupõem que devam ser contidas, punidas e excluídas do convívio social. Contudo, é preciso salientar que várias são as feminilidades e distintas suas formas de manifestações, maneiras como se colocam e se percebem no social, e diversos são os lugares que as mulheres ocupam nas redes de poder e também como constroem suas subjetividades. Desse modo, elucidou-se que as mulheres se manifestam de formas distintas e ocupam vários lugares sociais, entre eles, os lugares da violência, do crime e da prisão, espaços esses também, amiúde, renegados a elas, como se as mulheres fossem incólumes à agressividade e à violência. Recomendações: - Ampliação de estudos que abordem a questão da violência feminina e do encarceramento de mulheres. - Urgência na criação de políticas públicas específicas e ações efetivas que busquem conhecer a realidade de milhares de mulheres encarceradas e que atendam suas necessidades e prementes. - Criação de espaços prisionais específicos para receber o contingente feminino, atentando para as necessidades de gênero: gravidez, exames ginecológicos e de pré-natal, parturientes, atendimento pediátrico para as crianças, creches, etc. - Necessidade de mudanças na legislação criminal e penal, para que as mulheres não sejam julgadas e condenadas por se distanciarem das normativas idealizadas de gênero. 9) Título do trabalho: Direitos reprodutivos de mulheres em situação de prisão no DF Janaína Egler Frota Área no qual o trabalho está ancorado: Direitos Humanos e Gênero Cenário da pesquisa: DF Observatório de violência e mulheres. Penitenciária feminina do DF Descrição: Observa os direitos reprodutivos (maternagem e cuidado dos filhos) de mulheres encarceradas. O método adotado é de natureza censitário qualitativa (análise de dossiê, observação e entrevista) Resultados: 277 mulheres (99%) jovens pretas e pardas, parceiros presos, vítimas de violência doméstica, menos de um filho, companheiros presos, crime voltado ao tráfico de drogas, os filhos e as irmãs são as que mais visitam e a mãe é a mais recorrente. Lei de execuções penais que ignora o cuidado dos filhos é um atributo de gênero. Arranjos religiosos dentro da penitenciária (espírito) facilitam a circulação das crianças dentro do presídio, negociando o cuidado dos filhos até que conquistem a liberdade novamente. A figura da 12

13 mãe sobrepõe a presa (especialização do feminino). As dores de parto são monitoradas pelas agentes e há uso de algemas na transferência para o hospital. Não têm acompanhantes durante o parto. 10) Título do trabalho: História do Feminismo - Eva Alterman Blay Área no qual o trabalho está ancorado: Sociologia da USP Cenário da pesquisa: Três países da América Latina que têm mulheres presidentes: Brasil, Chile, Argentina. Descrição: Um estudo mais amplo que olha para a história do feminismo. Relatou parte da pesquisa que olha para os homens que praticaram violência contra a mulher, caracterizando-os como homens em situações de violência. A virilidade forçada presente na socialização dos homens pode os colocar em rotas de violência contra a mulher. Os grupos de homens são acompanhados ao longo de 8 semanas e após este período os pesquisadores têm percebido mudanças na linguagem das narrativas e começa a acontecer uma influência de uns sobre os outros. Resultados: Aconteceram avanços em vários aspectos, exceto na violência contra a mulher. Pesquisam homens que têm trajetórias de violência contra a mulher. Recomendações: Livro feminismos e masculinidades novos caminhos para enfrentar a violência contra a mulher. Editora cultura acadêmica. Eva Alterman Blay. A metodologia feminista pode ser aplicada neste tipo de casos para que haja uma mudança de mentalidade. 11) Título/ pesquisadora: Eliane Rose Maio (UEM - Paraná) Descrição: Trabalha em uma cidade nova, tem 67 anos. Psicóloga. Departamento de pedagogia. Vários projetos ligados a gênero, sexualidade, Diversidade sexual. Trouxe livro: Desafios e Respostas do Feminismo na América Latina. Gêneros, direitos e diversidade sexual. Grupo de estudos do CNPq núcleo de estudos e pesquisa em diversidade sexual 3 pesquisadoras docentes. Interdisciplinar. Grupo grande. Observatório de violência de gênero. Dois campos: educação e direito (DEAM, HU e CREAS e CRAS) vão unir a pesquisa no final. Pesquisa de CNPq/PIBIC para investigar a lei sobre diversidade sexual nas escolas. Material enviado para o comitê de ética. Levou três projetos e demoraram demais para ser aprovado. Dois foram vetados, passou um de uma aluna travesti (que não se declarou como tal). O projeto da educação foi vetado lá sem muitas justificativas. Necessidade de traçar novas estratégias. Sarandi é uma cidade que cresce muito, próxima de Maringá. A secretaria lá permitiu. Resultados: 129 pessoas pesquisadas, 119 mulheres e 9 homens, uma pessoa não se declarou. 92 católicas, o resto evangelho agnóstico ou em branco. 76 pedagogas. Várias perguntas versando sobre gênero (não consegui acompanhar): O que era gênero? X disseram que era sexo, 15 diversidade ou orientação sexual, 5 disseram construção cultural. Como é atividade de menino e menina. Aula de educação física. (Perguntar a ela os itens). No HU e na DEAM a pesquisa está andando. 12) Título/ pesquisadora: Marcia Nina Bernardes Descrição: Continuidade da pesquisa anterior, com objetivos epistemológicos e políticos. Projeto atual: pretensão de identificar a relevância dessas discussões em decisões judiciais. Análise dos consensos internacionais e nacionais construídos no direito internacional e interno. Pesquisa anterior examinou os parâmetros internacionais. Hoje focamos na jurisprudência brasileira. Violência contra a mulher, consenso presente na pauta de todos os grupos feministas transnacionais. Luta feminista transnacional produziu documentos importantes. Responsabilidade internacional do estado por violência doméstica é responsabilidade de garantia (= dever de prevenir, investigar e punir, com devida diligência). Há parâmetros internacionais sobre o que significa a devida diligência em casos de violência de gênero. Brasil se adequou? Mas, para fins da pesquisa, as perguntas que guiaram a análise das decisões foram construídas a partir desses consensos internacionais e questões que surgiram da discussão teórica: (i) definição de violência contra mulher; (ii) perfil de mulher protegida; (iii) protocolos de acesso à Justiça para mulheres vítimas de violência, definidos de acordo com esse perfil; (iv) métodos de prova admitidos em função da especificidade desse tipo de violência; (v) amplitude da interferência do Estado na privacidade e na autonomia de vítimas de violência doméstica. Duas metodologias: 1) Leitura das decisões no TJ/RJ, TJ/MS, TJ/PB reincidentes de conflito de 13

14 competência, digitalizadas. Total de 86 decisões. Quatro tipos de argumentos para identificar uma ação ou omissão baseada em gênero nos termos da LMP, todos eles biológicos ou físicos. 2) leitura de autos de medidas protetivas de urgência de dois JVDFM (total de 297 MPUs). Resultados: Inexistência de fatores objetivos para a concessão de medida assecuratória. Não é possível avaliar quais bases probatórias necessárias. Não há análise sobre o que seria violência baseada no gênero: importância da biologia se destaca. Resistência na aplicação de determinadas medidas projetivas. Recomendações: Aumentar a discussão entre operadores do direito sobre o conceito de gênero, sobre valorização do depoimento da mulher (melhorar B. O), discussão sobre a aplicação das MPUs de natureza não criminal. 13) Título/ pesquisadora: Bruno Souza Leal Comunicação sobre pesquisa de gênero. Cobertura midiática dos crimes de proximidade. Descrição: acompanhamento da cobertura em 9 mídias diferentes: nacionais e regionais. Mídias de referência e mídias populares Jornal Nacional, UOL e G1, Balanço Geral e Jornal de Alterosa; Jornal de Itatiaia; Estado de Minas, SuperNotícia; e outros (não consegui anotar) b. Entrevistas com jornalistas. Entrevistas com vítimas; Conceitos importantes: 1. Crimes de Proximidade: ato de violência que ocorre no âmbito das relações de confiança, tais como família. Violência contra a mulher para além da violência doméstica espaços de trânsito; 2. Testemunho jornalístico: abrange os processos de apreensão dos acontecimentos, sua construção. Dois grandes públicos: mulheres e jornalistas 3 fases: Fase 1: coleta de dados, acompanharam as mídias durante 8 semanas. Uma semana por mês. Dois meses falsos. Objetivo é pegar a ação recorrente dos relatos midiáticos e não as narrativas extraordinárias. Estratégia de coleta: análise de conteúdo é insuficiente. Trabalha com indexador verbal, não é capaz de apreender as especificidades. Não dá conta de textos complexos e relações de significação amplas. Teve que ser adaptada fortemente. Complementada por estudos narrativos, estudos de caso. Não dá para ser feita por computador. No Brasil, não há um depósito legal de material de comunicação para fins de pesquisa. Pressão para haver, mas forte lobby das empresas. Banco de dados quantitativos: Notícia regular de casos de violência contra a mulher, mas que são apresentados como caso de violência e são narrados de modo corriqueiro. Não são tematizados como casos de violência. Crime de proximidade é ainda pior. Boa parte é de pequenos casos esses casos são os mais importantes para a análise (conjunto de pequenos casos que aparecem regularmente na mídia). Estabelecimento de certas hierarquias: (a) centro-periferia. Os casos de violência aparecem fora do eixo Rio-São Paulo. Outra hierarquia: (b) excepcional/banal os excepcionais são os de classe média, branca, celebridade. Protagonista nas narrativas é o homem. A mulher geralmente aparece apenas como elemento da narrativa. Caso paradigmático: goleiro Bruno Eliza Samudio é quase um fantasma na história, porque ela não é uma boa vítima (Maria Chuteira, Atriz pornô, golpe da barriga). Contraste com outro caso em que a mulher foi brutalmente esquartejada, e não merecia morrer - boa vítima. Fonte principal: a polícia. Fase 2 e 3: entrevistas (não consegui anotar). Resultados: Choque: existe uma rede formal que não serve para nada. Quem de fato assiste a essas mulheres: é a polícia e a saúde. IML tem sido importante porque é que a recebe. O profissional de enfermagem no atendimento dela no IML é fundamental. Papel muito importante das ONGs, algumas com forte presença dos grupos religiosos. 14) Título/ pesquisadora: Ana Maria D Ávila Lopes Discriminação de gênero como fator impulsionador da violência contra a mulher no turismo sexual Descrição: Objetivo: demonstrar que a ausência de políticas públicas efetivas contra o turismo sexual deriva do preconceito de gênero contra a mulher. Desenvolvida por grupo de 6 professores e 12 alunos da graduação e da pós-graduação da Universidade de Fortaleza (Unifor) e do Centro Universitário Christus (UniChristus). Antecedentes: temática escolhida a partir da constatação da íntima relação entre o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e o turismo sexual. Essa realidade foi verificada durante a execução de outros projetos de pesquisa: a) tráfico internacional de mulheres para fins exploração sexual (Edital Universal14/2008) b) educação sexual de crianças (Edital Universal 14/2010) c) exploração sexual de crianças 14

15 (Edital Universal 14/2012). Justificativa: o alarmante aumento do número de meninas e adolescentes envolvidas na prática da prostituição e a realização da Copa de Futebol de 2014 no Brasil (é fato que eventos esportivos provocam o aumento do turismo sexual e a prostituição). Hipóteses: a) o turismo sexual viola o princípio fundamental da dignidade humana, coisifica o ser humano? b) há relação entre turismo sexual e tráfico de pessoas para fins de exploração sexual? c) a discriminação de gênero é um fator que contribui para a omissão do Estado no turismo sexual? Etapas: a) pesquisa bibliográfica e documental (doutrina, legislação e jurisprudência nacional e estrangeira) b) pesquisa de campo: entrevistas às autoridades das Secretarias Especiais de Direitos Humanos (estadual e municipal); Secretarias Especiais da Copa (estadual e municipal); SSP/CE; Defesa Civil do Estado do Ceará; Polícia Federal; Delegacias de Proteção ao Turista e à Mulher; NETP; Coordenadorias de Políticas para as Mulheres do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza; Espaço Aquarela; APROCE; ATRAC; Agências de Turismo e pessoas envolvidas nas atividades de turismo (taxistas, recepcionistas de hotéis, garçons, donos de barracas nas praias), etc. c) análise dos dados, síntese e redação do texto final. Aspectos conceituais básicos: a) violência de gênero: é a violência contra a mulher apenas pelo fato dela ser mulher. b) violência sexual: é a forma mais grave e cruel de violência porque atinge o que de mais íntimo tem o ser humano: sua sexualidade. Duas formas: abuso (agressor satisfaz seu próprio prazer sexual) e exploração (agressor utiliza a vítima para a satisfação do prazer sexual de um terceiro em benefício de alguma vantagem econômica). Tipos de exploração sexual: prostituição, tráfico de pessoas, (pornografia e turismo sexual). c) turismo sexual: viagens organizadas dentro do seio do setor turístico ou fora dele, utilizando no entanto as suas estruturas e redes, com a intenção primária de estabelecer contatos sexuais com os residentes do destino (OMT, 1995). Resultados: a) O turismo sexual, assim como as outras formas de exploração sexual, viola a dignidade humana porque coisifica o ser humano, o trata apenas como um objeto para o prazer sexual de outrem. Uma mulher, ao se prostituir, fortalece a imagem machista da mulher como apenas um objeto a serviço do homem, reforçando, assim, a discriminação de gênero contra a própria mulher e, o que é mais grave ainda, normaliza a prostituição e a representa como uma atividade rentável ao igual que qualquer outra, provocando que crianças e adolescentes se envolvam também na prostituição como um meio fácil de ganhar dinheiro; b) O turismo sexual possui uma íntima relação com o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, porque é a principal atividade por meio da qual os aliciadores entram em contato com as potenciais vítimas desse crime; c) Estado e sociedade, embora questionem a prática do turismo sexual, não tomam medidas eficazes para denunciá-lo nem combatê-lo, porque as vítimas são geralmente pessoas em situação de vulnerabilidade, historicamente consideradas cidadãos de segunda-classe : mulheres, negras, pobres, e prostitutas. Além disso, trata-se de uma atividade muito rentável que movimenta o importante setor da economia que é o turismo. Recomendações: Ao adotar políticas públicas contra o turismo sexual, deve-se ter presente que: a) O turismo sexual não é só internacional, mas também nacional; b) O público alvo do turismo sexual vem recentemente se ampliando para atender mulheres (denominado eufemisticamente turismo de romance ) e homossexuais; c) O perfil das vítimas está também mudando. Cada vez são mais jovens e não necessariamente pobres, sem instrução, nem regras. A meta de vida, o sonho de muita menina é hoje pegar um gringo para se dar bem na vida ou simplesmente para comprar um smartphone ou ir à boate de moda; d) A mídia continua representado o Brasil como o país do sexo fácil, no qual as leis não são cumpridas; e) As campanhas de educação sexual do governo não podem continuar se limitando a informar e distribuir camisinhas, sem fazer qualquer referência ao exercício da sexualidade de forma responsável e, especialmente, em concordância com o fundamento constitucional da dignidade humana; f) A afirmação o corpo é meu e eu faço o que eu quero para justificar a prostituição não tem fundamento jurídico, porque a dignidade não é um bem que o indivíduo pode dispor e porque no Brasil não há o direito à livre disposição do corpo; g) A prostituição contribui a reforçar o preconceito de gênero contra as mulheres. Com base na concepção objetiva da dignidade humana, que visa a proteger todos os membros de um grupo tradicionalmente discriminado (como no caso das mulheres), a prostituição deve ser proibida. Sobre a dimensão objetiva da dignidade ver jurisprudência européia no caso do arremesso de anãos (França) e do peep show (Alemanha); 15

16 h) É urgente a adoção de medidas para o empoderamento de meninas e adolescentes de forma a capacitá-las para saberem fazer boas escolhas; i) A omissão no combate o turismo sexual não é só do Estado, mas também da sociedade, ainda fortemente impregnada de valores machistas que continuam coisificando e inferiorizando a mulher. 15) Título/ pesquisadora: Paula Pinhal de Carlos Unilasalle. Professora permanente do Mestrado em Direito e Sociedade e professora colaboradora do Mestrado em Memória Social e Bens Culturais Descrição: Centros de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Porto Alegre e Região Metropolitana, que fazem parte da rede de apoio às mulheres. Tentar resgatar a memória dos centros, seu processo de implantação e o trabalho desenvolvido. Construir narrativas sobre a história das usuárias desses centros. Identificar as possibilidades das mulheres de romper com o ciclo de violência. Conseguiram acesso ao Centro de Referência de Canoas. Há lá equipe interdisciplinar. Administrado pela ONG Coletivo Feminino Plural. Problemas operacionais do centro: dificuldades nas renovações contratuais com a prefeitura, que determinou que a ONG terá que sair e que farão concurso público para preencher as vagas das técnicas que hoje lá trabalham. Com relação às usuárias e as entrevistas realizadas sobre a situação de violência, destacam-se cinco categorias: 1. Violência desde o início da relação. 2. Ciclo da violência: dado que chamou a atenção foi a relevância das violências psicológicas, colocando em questão a imagem de mulher de família. Também apareceu muito a confiança na mudança do comportamento do agressor. 3. Histórico de violência na família. Teriam aprendido de um jeito torto a se relacionar, segundo a psicóloga do Centro de Referência de Canoas. 4. Resistência e rompimento. Estratégias de resistência e dificuldade de rompimento. Tentar independências financeiras, negativas de sexo, abandono do lar, procura do Judiciário. Dois casos em que o rompimento se deu porque houve abuso sexual de um neta e uma sobrinha (e não a própria vítima) 5. Desconfiança no sistema. Permanece ainda mesmo após a Maria da Penha. Conhecem a DEAM, mas permanecem os problemas de atendimento nas delegacias, a dificuldade probatória, a descrença com relação às próprias medidas protetivas e a insuficiência dessas medidas. Fizeram pesquisa com as psicólogas dos centros de Canoas, São Leopoldo, Viamão e POA (para isso, tiveram acesso). Alguns dados: 1. Experiência profissional das psicólogas experiência prática e teórica? 2. Contratação dessas psicólogas: contrato temporário traz muitas dificuldades para o seu trabalho: precariedade, divisão do tempo com consultório ou outras atividades que dão maior segurança financeira. 3. Capacitações em Canoas e em POA. Nas outras cidades não há nada. Elas é que devem buscar a capacitação. 4. São feministas ou não? Apenas duas se entendem como feministas. Resultados: Já conseguiram prorrogação, pois esperam entrevistar as usuárias de São Leopoldo e Viamão. Cartilha que será disponibilizada nos Centros de Referência. Blog virtual. E-book, editora do Unisalle com distribuição gratuita. 16) Título/ pesquisadora: Nilda Stecanella Descrição: história das políticas e lutas de gênero em Caxias do Sul isso levou-as a histórias de violência de gênero. Segunda pesquisa, mulheres do meio rural entrava na rede e desapareciam na rede de proteção. Isso motivou o atual projeto. Caxias do Sul trabalho no campo é muito significativo. Jovens estão saindo do campo e a mulher está entrando muito forte. História de vida das mulheres do campo, representações relativas à violência doméstica. Imigração forte Itália, Portugal, Alemanha. Quiseram respeitar essas etnias, dificuldade de encontrar comunidades que mantenham traços culturais homogêneos. Interesse futuro - comunidade senegalesa e indígena. Metodologia: entrevistas em profundidade. Entrevistas narrativas. Estimulando que elas narrassem a sua própria trajetória. Resultados preliminares com relação as italianas (entrevistaram 3 gerações): violência simbólica (marcadamente na italiana), ausência na educação dos filhos, na exploração no trabalho. Pouco tempo livre. Lazer: ir a igreja. Estão tentando encontrar as prá- 16

17 ticas subversiva (nas comunidades alemãs: investimento mais significativo na educação das mulheres e um trato mais afetivo dos pais e homens em geral). Nas comunidades italianas: encalhada depois dos 20 anos é grave. O que aparecer deve ser aceito para não se perderem. Bom marido para as italianas era os de origem portuguesa chamados de brasileiros. São mais delicados no tratamento das mulheres. Escola para a família italiana era uma ameaça. Teriam que ir para a cidade, Caxias do Sul. Isso era muito caro (aparece muito na narrativa das portuguesas para superar a proteção dos irmãos e pais era comum a fuga de casa e o rapto). Italianos: a mulher vai casar na casa da sogra, que passa a ser algoz. Antes o mando dos pais pode ser muito violento, em geral por causa do vinho. Resultados: Marcadores de gênero se reproduzem na narrativa das gerações mais novas. Fazer o que? (Naturalização). Depressão! Medo atravessa a trajetória das três gerações. Mas há igualização tendência de no plano material, mas não no plano da representação. Mulher servente e submissa. Políticas públicas não tem chegado ao meio rural. Há grupos? Mas elas não se sentem chamadas a frequentar. Subversão: agronegócio. Desafio de como conceitualizar essas narrativas. Construção narrativa. Desafio de localizar novas mulheres para os grupos focais. 17) Título/ pesquisadora: José Luciano Albino - Monitoramento da violência contra a mulher no agreste paraibano. Descrição: Investigar os tipos de violência contra a mulher no agreste da Paraíba; Analisar as dimensões econômica e social; Monitorar a situação da violência contra a mulher. Campo: DEAM de Guarabira cana de açúcar. Paraíba é um estado muito violento, ainda que a violência não seja muito divulgada. Essa região é muito violenta. Ligas camponesas. Margarida Maria Alves é de lá. Paraíba era muito pacífica nos anos 80 e hoje João Pessoa é uma das cidades mais complicadas no Brasil. Há um crescimento no número de homicídios. Alunos dentro da DEAM para coletar dados das mulheres que lá chegavam. Caráter pedagógico da Lei Maria da Penha problematiza temas que eram invisibilizados. Resultados: Criaram um instrumento para pegar dados do depoimento: forma de violência, idade, sexo. (Muitos slides sobre os resultados dos dados coletados perfil do agressor, tipos de violência) LMP teve papel fundamental. Mulher apanhar era comum e banalizada. Avanço (aumento no número?) de denúncias (dados em slide). Tipos penais mais recorrentes na região: lesão corporal, ameaça, embriaguez. Recomendações: Provocações: Reflexões sobre o masculino.violência e indicadores de desenvolvimento. Paradoxal: melhoraram os indicadores impressionantemente e, simultaneamente, os de violência também. 18) Título/ pesquisadora: Roberto Marques. Descrição: Local onde está sendo feita a pesquisa: centro-sul do Ceará. Perfil das usuárias das DEAMs, longe da capital. Meio rural: distanciamento das políticas públicas. Por isso priorizam as idéias de acesso e apropriação. Sete DEAMs no Ceará. Três delas no centro-sul do Ceará. Pega o Cariri. Pólo de desenvolvimento do Ceará habitantes. Caracterização da violência contra a mulher retoma uma série de clichês sobre o rural, a tradição e a periferia. As DEAMs devem ser pensadas em seus contextos. Não podemos uniformizar o entendimento sobre a implantação dessas. Quanto menor a cidade e mais complexas as relações de poder, mais complexas são as realidades de implantação da DEAMs. Perto do Crato há uma cidade de habitantes que é o 13 município do pais em termos de violência contra a mulher (homicídios?) e não tem DEAM. Quatro meses de campo (isso não estava no projeto): duas equipes de saúde da família em Crato, três em Iguatu, priorizando as relações das equipes nos centros e em zonas mais remotas consideradas áreas de risco na tentativa de perceber diferenças em função da origem social. 3 fases de pesquisa: 1. DEAM levantamento de dados e observação participantes e observação do cotidiano e caracterização dos serviços. 2. ESFs: qualitativo observação em campo, comparando bairros centrais e outros periférico. Qualitativo: grupos operativos com membros das ESFs3. CREAS e CRAs: metodologia ainda em curso. Resultados: Importância do movimento social organizado na consolidação das delegacias em juazeiro do Norte e Crato; Dificuldade de treinamento e definição das especificidades das tarefas de cada membro da equipe. Recepção precária das mulheres pela equipe de profissionais, importância das delegacias. Dados levantados nos BOs: Ressalta o aspecto da subnotificação anterior. Não entende que há au- 17

18 mento. Casamento é indissolúvel, virou fator de risco os maiores agressores são ex-cônjuges. Mulheres entre 30 e 39 anos. Agressor entre 40 e 49. São parceiros adultos novidade. Escolaridade simetria de gênero. Leve tendência de melhor desempenho da mulher. Nenhuma denúncia foi originada pelas equipes de família apesar da obrigatoriedade de notificação da violência. Risco da equipe caso relatem o abuso (áreas de risco e muitas drogas). Bairros violentos, mas com notificação zero. Equipe de saúde não tem atuado na violência e se concentram em parto e outras questões de saúde. Recomendações: pensar as DEAMS em relação a outras políticas de apoio as mulheres (ex: políticas de saúde da família, de grande cobertura, os CREAS e os CRAS). 19) Título/ pesquisadora: Jane Beltrão. Descrição: Quilombolas e indígenas precisam ser estudados em conjunto porque são considerados politênicas. Indígena que não é considerado indígena é considerado preto. Quando não leproso. 1. (...) 2. Etnocídio e genocídio 3. O que significa para as mulheres a situação de violência de gênero e a possibilidade de reparação 4. Abordar interdisciplinarmente as faces. Marcadores étnicos e sociais são muito mais fortes do que os de gênero. Corporalidade das mulheres indígenas assumem contornos específicos em função da raça ou etnia. Corpos dessas mulheres são radicalizados, as faz um ser e um parecer indígena e quilombola que não corresponde ao que existe internamente no coletivo. Mulheres em situação de violência lugares onde os estado não chega (esta por perto, mas não chega lá). Processo de colonização planejado que promove a homogeneização dos povos e consequente genocídio. Territórios indígenas estão sendo invadidos. Desrespeito nas escolas do lugar (influenciadas pelos evangélicos), não podem usar pintura tradicional (coisas da besta), as crianças chegam sujas porque não há transporte. Violência sistemática: obstétricas, sexual, discriminação de orientação sexual. No médio Xingu, a situação é mais grave. Canteiros de obra produzem desastres. Recomendações: Conhecem a LMP e a entendem como proteção dos seus direitos. Recomendações: Preservar arquivos; Combater o racismo institucional; Punir exemplarmente os episódios racistas não são mera injuria racial; Descolonização da ciência a partir da utilização de categorias inteligíveis para essa população. 20) Título/ pesquisadora: Arneide Bandeira Arnin. LMP e mulheres indígenas bioética intercultural feminista Descrição: Antropologia por demanda (conceito da Rita Segato) é daí que surge esse projeto. Ótica das indígenas. Analisar conflitos morais na LMP (indígenas e não indígenas). Estado de Rondônia: Guajará mirim (6000 indígenas), nova Mamoré (wari preconceito com relação a eles porque praticaram antropofagia. Último relato na década de 70). Terra indígena Ribeirão pactuação da pesquisa. Mostrou o limite da entrevista. Prezam a ética do diálogo, constitutivo da cultura deles gostam de conversar. Preocupação com a mulher indígena na cidade. Análise de inquéritos penais e entrevistas, violência intraétnica. Resultados: Situações de contenção da violência: 1. Idosos cessam a agressão 2. Palestras de esclarecimento são valorizadas: essa gente grande - ética do diálogo 3. Escolarização, em termos relativos 4. Efeito simbólico da LMP. Causas de violência 5. Álcool 6. Lideranças fracas 7. Ciúmes 8. Frustração dos papéis de gênero Recomendações: Desafio: descolonizar o nosso próprio imaginário. Criar uma metodologia intercultural. LMP questões cosmopolíticas e conflitos: mulheres pensam de gênero não dissociado da situação dos seus povos. Ambiguidade e conflito entrem a lei estatal e a normativa indígena que penaliza com o ba- 18

19 nimento do infrator. Ambiguidade porque os mais próximos querem que ele fique na prisão, mas os outros ponderam que isso pioraria a situação da mulher. Demandas dos indígenas: conhecer o direito dos brancos, esclarecer os homens sobre a LMP. 21) Título/ pesquisadora: Ludmila Fontenele Cavalcanti Descrição: Análise dos serviços de saúde na atenção às mulheres em situação de violência sexual: estudo comparativo em duas capitais brasileiras (Rio de Janeiro e Fortaleza). Antecedentes: A alta magnitude da violência sexual no Brasil ( estupros em ,1/100 mil hab.); seu alto impacto na saúde; as pesquisas avaliativas desenvolvidas pelo Núcleo de Políticas Públicas, Identidades e Indicadores (NUPPII) da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e os marcos legais - Norma Técnica (2012), PNPM, Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e CPMI (2013). Objetivos: Analisar a atenção às mulheres em situação de violência sexual em duas capitais brasileiras; analisar a implementação da Norma Técnica Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes (Ministério da Saúde, 2012), com especial atenção ao processo de notificação das situações de violência sexual contra a mulher e de implementação do atendimento à prevenção da gestação decorrente da violência sexual. Metodologia: trata-se de pesquisa avaliativa estratégica e multicêntrica usando-se a triangulação de métodos e técnicas, através das abordagens quantitativa e qualitativa. O universo da pesquisa corresponde aos serviços de saúde especializados na atenção às mulheres em situação de violência sexual, situados no Rio de Janeiro (07 maternidades e 02 hospitais gerais do Rio de Janeiro) e em Fortaleza (08 hospitais secundários e 01 hospital geral), vinculados à instância municipal. Foram analisados documentos institucionais (publicações, relatórios, legislações) e realizadas entrevistas do tipo semiestruturada (72 profissionais de saúde e 20 gestores do Rio de Janeiro; 68 profissionais de saúde e 16 gestores de Fortaleza), baseadas em roteiro, tomando como referência a Norma Técnica (Ministério da Saúde, 2012). A análise dos dados buscou estabelecer uma compreensão do material empírico articulando-o às diretrizes preconizadas pelas políticas públicas voltadas para a atenção às mulheres em situação de violência sexual. Resultados: A população feminina de ambos os municípios corresponde a 53 % da população. O IDHM (2010) de ambas é considerado elevado, tendo sido a educação a dimensão que em ambos alcançou maior crescimento (PNUD, IPEA, FJP, 2013). Em relação aos crimes contra a liberdade sexual, em 2012, no Ceará foram registrados 1483 e no Rio de Janeiro 5923, o que corresponde às taxas de 17,2 e 36,5, por 100 mil habitantes, respectivamente (SNSP, 2013). O estado do Ceará firmou 37 convênios com a SPM para o enfrentamento à violência contra a mulher, enquanto o Rio de Janeiro firmou 56 convênios. O estado do Ceará encontra-se entre os estados que tiveram os maiores crescimentos no número de convênios, que, em sua maioria voltou-se para atender às demandas municipais. Já no estado do Rio de Janeiro a maioria dos convênios foi direcionada aos organismos da sociedade civil. Chama a atenção o número absurdamente baixo das violências sexuais notificadas na saúde no período de 2009 a 2011, 468 no Ceará e 791 no Rio de Janeiro (Senado Federal, 2013). Observa-se um contexto muito diferenciado entre os dois municípios estudados em relação aos aspectos culturais e à visibilidade da violência sexual contra a mulher, como uma das expressões da violência de gênero. O processo de implementação das ações de atenção em saúde às mulheres em situação de violência sexual apresenta diferenças significativas. No município do Rio de Janeiro, esse processo foi iniciado na década de 90, as unidades referência são, em sua maioria, maternidades e a gestão das ações situa-se em diferentes setores (atenção básica e saúde da mulher), o município dispõe de Secretaria Especial de Políticas para Mulheres. Fortaleza iniciou esse processo há cerca de 10 anos, as unidades de referência são na maioria unidades hospitalares secundárias, a atenção às situações de violência sexual situa-se na área da saúde da mulher no campo da gestão, o município conta com uma Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos. O Rio de Janeiro vem apresentando um investimento regular e mais abrangente na capacitação das equipes desde 2000, enquanto Fortaleza vem realizando capacitações dirigidas à implementação de serviços. Em relação às percepções de gestores e profissionais, predomina no Rio de Janeiro uma noção mais ampliada sobre a violência sexual, suas causas e percepções, enquanto em Fortaleza, nota-se a uma relativa reprodução de estereótipos de gênero e de valores religiosos na compreensão do fenômeno. Apesar da incorporação dos marcos legais nas gestões, ambos os municípios encontram dificuldades em relação à implementação de 19

20 protocolos no âmbito dos serviços. Apesar disso, o Rio de Janeiro possui um fluxo implementado e Fortaleza foi implementado a partir do Seminário promovido por essa pesquisa em parceria com a Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza. Sobre a oferta de contracepção de emergência, profilaxias e exames, o Rio de Janeiro vem disponibilizando regularmente, já Fortaleza está em processo de institucionalização nas unidades de saúde. Em relação ao aborto previsto em lei, observa-se a falta de institucionalização no município de Fortaleza e a necessidade de ampliação do número de serviços no Rio de Janeiro. Ambos os municípios possuem apenas uma unidade de saúde de referência, agravado pela resistência dos profissionais em executar o procedimento. O processo de notificação no Rio de Janeiro está institucionalizado enquanto Fortaleza encontra-se em fase incipiente, embora em ambos os municípios os registros específicos de violência focalizem principalmente apenas informações relativas à vítima. Desse modo, apesar dos pontos de convergência, os resultados apontam para uma incorporação diferenciada dos dois municípios em relação aos parâmetros sugeridos pela Norma Técnica (Ministério da Saúde, 2012), decorrente da trajetória de consolidação dos serviços, da apropriação da categoria gênero por gestores e profissionais, da aproximação com o movimento feminista e dos contextos culturais específicos. Essa pesquisa vem contribuindo para o dimensionamento dos avanços e dos obstáculos enfrentados pela gestão municipal; definição de elementos para um modelo de monitoramento dos serviços; formação e capacitação de recursos humanos em diferentes níveis (atualização, graduação e pós-graduação); contribuição para o redirecionamento das ações dos gestores dos serviços (capacitações, seminários e pactuação de fluxo de atendimento); produção de conhecimento (artigos, trabalhos acadêmicos em diferentes níveis); produção de aplicativo; consolidação de parcerias nacionais e internacionais; desenvolvimento de futuras pesquisas. Recomendação: Permanente monitoramento dos serviços de saúde voltados para a atenção às mulheres em situação de violência sexual, com base nos parâmetros sugeridos pela pesquisa; Capacitação regular dos profissionais de saúde e gestores da área da saúde voltada para a temática em foco; Inclusão da temática da violência sexual, como uma das expressões da violência de gênero, nos currículos de graduação das profissões da área da saúde; Estímulo à produção e disseminação de conhecimento sobre a temática em foco; Divulgação da Norma Técnica (Ministério da Saúde, 2012); Fomento à rede de pesquisadores na área da violência de gênero; Produção de material educativo de abrangência nacional relativo à temática. 22) Título/ pesquisadora: Ângela Maria Bittencourt Descrição: Empoderamento da mulher vítima da violência, a partir das redes de atenção e da terapia ocupacional. Resultados: Seminário sobre violência doméstica na zona leste do Rio de Janeiro. 23) Título/ pesquisadora: Andréia da Lana Costa Descrição: Repercussão da violência doméstica em crianças e adolescentes em famílias vítimas de violência doméstica; descrição da rede de atendimento as mulheres da zona da mata, priorizando o CREAS. Resultados: sugere o desenvolvimento de serviços de atenção a crianças e adolescentes nos CREAS 24) Titulo/ pesquisadora: Ana Flavia Pires Lucas Descrição: Atenção primária a saúde e o cuidado integral em violência doméstica de gênero: estudo sobre a rota crítica das mulheres e crianças e redes intersetoriais. Resultados: Refletir sobre as possibilidades da integração dos serviços de Atenção primária de saúde APS, em uma rede articulada de serviços. Recomendação: atenção à dinâmica e lógica própria na recepção das políticas a partir da experiência e da política institucional; conceito de rota crítica. 20

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