POlio Alegre, abril de 2011.

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2 Projeto "Reconhecendo a Rede de Acolhimento, Atenção e Proteção à Violência no Município de Porto Alegre" - Núcleo de P,'evenção à Violência - SMS/POA e executado pelo Coletivo Feminino Plural - Rede de Acolhimento, Atenção e Proteção à Violência no Município de Porto Alegre - Mulheres, crianças c adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência UNIDADE RESPONSÁVEL: NÚCLEO DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA - SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE COORDENAÇÃO: Ana Lucia de Leão Dagord INTEGRANTES: Karla Lindorfer Livi - Coordenadoria Geral Da Vigilância Em Saúde; Simone Lemer - Suplente Coordenadoria Geral Da Vigilância em Saúde; Maria Eliete De Almeida - Hospital Presidente Vargas; Edilene Joceli De Almeida - Ambulatório Pro Jovem; Julia Obst - Fasc; Regina Lender - Coordenação Municipal De Urgências; Rosemari Jung - Samu; Maria Helena Castilhos - Secretaria De Direitos Humanos E Segurança Urbana; Claudia Liziane Neves Dos Santos - HPS; Angela Cristina Kravczyk Coordenação Municipal Da Mulher; Letícia Orrijo Da Silva - Suplente - Coordenação Municipal Da Mulher; Rosilene Mazzarotto - Smed; Claudia Machado - Suplente Smed; Jacqueline Lenz Gatti Elbem - Cerest; Simone Lutz - Suplente Cerest; Heraida Cyreli Raupp - Assepla - Sms INSTITUIÇÃO CONTRATADA: COLETIVO FEMININO PLURAL RESPONSÁVEL PELO PROJETO DIAGNÓSTICO: Telia Negrão COORDENAÇÃO DA COLETA DE DADOS: Renata Jardim BANCO DE DADOS: Léa Epping EQUIPE DE ENTREVISTADORAS: Marina Paim, Femanda Tussi, Renata Jardim ANÁLISE DOS DADOS: Telia Negrão, Renata Jardim, Terezinha Vergo, Léa Epping PERIODO DE EXECUÇÃO: Janeiro a Março de 2011 POlio Alegre, abril de

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 4 I BASES TEÓRICAS, CONCEITUAIS E LEGAIS 5 1 MULHERES 6 2 CRIANÇAS E ADOLESCENTES 7 3 PESSOAS IDOSAS 9 4 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 11 II METODOLOGIA 14 1 APRESENTAÇÃO DOS DADOS 15 2 O QUE É ViOLÊNCiA? 16 3 ATRIBUIÇÓES E COMPETÊNCIAS 17 4 MAGNITUDE DA VIOLÊNCIA EM PORTO ALEGRE 20 5 CONDIÇÓES DE TRABALHO - FACILIDADES E DIFICULDADES 25 6 EM REDE 27 7 RECURSOS 30 8 AS ROTAS CRITICAS EM PORTO ALEGRE RESUMO CONCLUSIVO 41 IV COMENTÁRIOS 43 V RECOMENDAÇÓES 44 VI REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 46 ANEXOS 48 ANEXO 1 _Rede de Atendimento às Vitimas de Violência de Porto Alegre.48 ANEXO 2 - Lista de instituições com endereço, fone, e site 54 ANEXO 3 - Termo de Confidencialidade 61 ANEXO 4 - Questionário 62 3

4 APRESENTAÇÃO Este Relatório do projeto "Reconhecendo a Rede de Acolhimento, Atenção e Proteção à Violência no Município de Porto Alegre" impulsionado pelo Núeleo dc Prevenção à Violência ~ SMS/POA e executado pelo Coletivo Feminino Plural, tem como principal objetivo identificar e conhecer os serviços da rede existente em Porto Alegre e sua fonua de funcionamento. Seus resultados devem subsidiar a elaboração de estratégias na implementação de medidas, ações e políticas públicas para a melhoria do atendimento aos públicos aos quais se destina e aumentar a notificação da violência. Permitirão o redesenho desta rede e de ações com vistas a assegurar os fluxos e insumos necessários ao cumprimento de legislações e normativas nacionais e municipais. Para sua realização, adotou-se como metodologia a elaboração de uma lista de instituições govemamentais e não govemamentais a priori reconhecidas como integrantes de redes de atendimento (Anexos 1 e 2), sendo consideradas aquelas quc atuam em Porto Alcgre, seguida da aplicação de questionários e sua análise. O levantamento foi executado no período de janeiro a março de 2011, via preenchimento de um questionário respondido por instituições governamentais e não governamentais previamente identificadas (Anexo 4), com o uso de Termo de Confidencialidade (Anexo 3). Entrevistas de caráter qualitativo subsidiaram preliminarmente este estudo, bem como as reuniões realizadas com o Núeleo de Prevenção à Violência - SMS/POA. Os resultados deverão ser debatidos em seminário municipal, no qual respondentes dos questionários receberão o retorno dos dados e deverão colaborar para a elaboração de uma proposta de articulação das redes de atendimento da capital do Rio Grande do Sul. Este estudo utilizou como ponto de paliida, outros diagnósticos já realizados na mesma perspectiva, entre os quais aquele promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Porto Alegre - Comdim, sob a coordenação do Coletivo Feminino Plural no ano de 2001, o que nos penuite também lançar um olhar comparativo a pelo menos uma das redes aqui analisadas, a de atendimento às mulheres em situação de violência. Difercntes estudos vêm sendo realizados no Brasil, destacando-se FALEIROS (2003), Relatórios do OBSERVE (2009 e 20IO), Perfil dos Municípios Brasileiros (IBGE, 2009), que nos fomecem elementos para reflexão em maior âmbito. O Núcleo de Prevenção à Violência ~ SMS/POA definiu pelo estudo de serviços destinados a quatro públicos em situação de violência - mulheres, crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, um exercício complexo e educativo que a presente consultoria considerou a priori excessivamente amplo e arriscado pela possibilidade de que as especificidades das redes perdessem a significância. Em razão deste desafio, mais complexo em termos de coleta e análise de dados, este relatório inicia apresentando os diferentes marcos teóricos, conceituais e legais com nos quais se ancorou o estudo. Para a análise dos dados, procede-se à leitura transversal, aplicando-se os conceitos de relações de gênero, rclações étnico-raciais, relações geracionais, a existência da homofobia, racismo e sexismo na sociedade, e considerando-se as desigualdades sociais, de acordo com os novos paradigmas de gestão pública no Brasil, os quais partem a idéia da indivisibilidade dos direitos humanos. 4

5 I BASES TEÓRICAS, CONCEITUAIS E LEGAIS o Brasil é signatário de todos os principais documentos internacionais de Direitos Humanos do Sistema das Nações Unidas e acompanha os marcos políticos, teóricos e técnicos elaborados pela Organização Mundial da Saúde e Organização Panamericana de Saúde quanto ao tratamento da qucstão da violência. Considera-se aqui o conceito de violência segundo o Relatório Mundial sobre Violência da OMS/2002, 2005, articulado com a Convenção sobrc a Eliminação dc Todas as Formas de Discriminação à Mulher (1984), a qual considera que discriminação é violência, e declaração de Durban, que inclui o Racismo como uma jijrma de violência e discriminaçtío, Segundo o Relatório Mundial de Saúde (OMS 2002/2005) é violência o liso inlencional da força.física ou do poder, real ou em ameaça, conlra si próprio, conlra oulra pessoa, 011 conlra um grupo ou uma comunidade, que resulle ou lenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, dejiciência de desenvolvimento ou privação. A detinição da OMS contempla os atos e práticas associados a intencionalidade e portanto exclui dadetinição os incidentes não intencionais - acidentes. Este relatório parte da constatação de que mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e com deficiência são alvo de violências e discriminações em Porto Alegre. Que essas violências são baseadas na maioria das vezes em relações de poder desiguais de gênero, idade ou gerações, raça ou etnia, ou porque as pessoas não se enquadram em padrões considerados como de "normalidade". Reconhece ainda que padrões de sexualidade e de moral quando considerados lima norma, impõem sofrimentos pelo estigma e discriminação, scndo formas de infligir violência. Este estudo quer fortalecer ainda o esforço pela notificação da violência no Brasil, de forma a dimensionar o fenômeno e dar-lhe o tratamcnto adequado quanto às políticas públicas. A Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de discriminação contra à Mulher (1979, ratificada pelo Brasil em 1984), define discriminaç{fo conlra a mulher "toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher, independentemente de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural e civil ou em qualquer outro campo." (artigo l ). Por sua vez a Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial (1965, ratificada pelo Brasil em 1968), define discriml!laç<7o racial "toda distinção, exclusão, restrição on preferência baseada em raça, cor, descendência on origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercfcio em um mesmo plano (em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública," (artigo 1 ). No ano 2000 realizou a 3' Conferência Mundial conh'a o Racismo, em Durban, Áf"ica do Sul, a qual recomenda aos palses a "adotar polfticas públicas a favor das mulheres e jovens afi'o-descendentes, dado que o racismo as afetou mais profundamente, colocando-as em desvantagem e numa situação mais marginalizada; adotar polfticas públicas e dar impulso aos programas a favor das mulhcres não-brancas, inclusive as indfgenas, corn o objetivo de promover direitos civis, polflicos, econômicos, sociais e culturais, colocando um fim em sua situação de desvantagem por razões étnicas e de gênero; a luz do crescimento proporcional de mulheres migrantes, enfocar especialmente a questão de gênero, incluindo a discriminação por gênero, particularmente quando há uma interseção de múltiplas barreiras enfrentadas por mulheres migrames; e implementar políticas e programas que deverão capacitar, em particular, mulheres e crianças que são vitimas de violência doméstica e conjugal, para libertá-las das relações abusivas" (TELES, 2007, p.1 01) 5

6 I. i' 1 MULHERES 1.1 Leis nacionais e municipais: A violência contra a mulher (também conceituada como violência de gênero, violência doméstica, violência familiar, violência conjugal ou violência íntima entrc parcciros, entre outras, pelos documentos internacionais e nacionais) de acordo com os instrumentos legais - Lei Maria da Penha - Lei de 2006 e Convenção de Belém do Pará, violência contra as mulheres "qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofi'imento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada." (atiigo l da Convenção de Belém do Pará). E abrange "a violência física, sexual e psicológica: a) ocorrida no âmbito dafàmília ou unidade doméstica ou em qualquer relação interpessoal, quer o agressor compartilhe, tenha compartilhado ou não a sua residência, incluindo-se, entre outras formas, o cstupro, maus-tratos c abuso sexual; b) ocorrida na comunidade e cometida por qualquer pessoa, incluindo, entre outras formas, o estupro, abuso sexual, tortura, tráfico de mulheres, prostituição forçada, seqüestro e assédio sexual no local de trabalho, bem como em instituições educacionais, serviços de saúde ou qualquer outro local; e c) perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer quc ocorra" (artigo 2 da Convenção de Belém do Pará). A lei Maria da Penha incorpora o conceito de violência contra as mulheres da Convenção de Belém do Pará, porém acrescenta a violência patrimonial e o dano moral. No entanto, a Lei Maria da Penha restringe-se a violência oconida no âmbito fàmiliar, doméstico ou em uma relação intima de afeto. 1.2 Políticas nacionais e municipais: Em decorrência das legislações destinadas ao enfrentamento da violência contra mulheres, crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, vigoram no Brasil políticas e planos nacionais, os quais orientamestados e mlmicipios. Para as mulheres, vige o Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Contra as Mulheres, uma das diretrizes do Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, cuja estratégia para a implcmentação é o Pacto Nacional, não firmado pelo estado do Rio Grande do Sul até abril de O objetivo principal desta pohtica é enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres a partir de uma perspectiva de gênero e uma visão integral do fenômeno. Seus objetivos especíticos são: reduzir os índices de violência, promover mudanças culturais, garantir e promover os direitos das mulhcres e proporcionar às mulheres em situação de violência atendimento humanizado e especializado através de uma rede de atendimento. Os governos (Estaduais, Municipais e o Distrito Federal) e a sociedade civil possuem um papel a desempenhar na prevenção e no combate da violência contra as mulheres, e na sua assistência. Todavia, ainda existe uma tendência ao isolamento dos serviços c à desatiiculação entre os diversos níveis de governo no enfrentamento da questão. O trabalho em rede surge, então, como um catl1inho para superar essa desatiiculação e a ii:agmentação entre os serviços, por meio da ação coordenada de diferentes áreas governamentais, com o apoio e monitoramento dc organizações não-governamentais e da socicdade civil como um todo, no sentido da integralidade do atendimento. O conceito de Rede de atendimento empregado refere-se à "atuação articulada entrc as instituições/serviços governamentais, não-governamentais e a comunidade, visando à ampliação e melhoria da qualidade do atendimento; à identificação e encaminhamento adequado das mulheres em situação de violência; e ao desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção" (SPM, 2009). ) 6

7 A constituição da rede de atendimento busca dar conta da complexidade da violência contra as mulheres e do caráter multidimensional do problema, que perpassa diversas áreas, tais como: saúde, educação, segurança pública, assistência social, cultura, entre outros. A neccssidade de criação de uma Rede de Atendimento leva em conta a "rota crítica" (OMS/OPAS, 1998) que a mulher em situação de violência percorre. Essa rota possui diversas portas-de-entrada (serviços de emergência na saúde, delegacias, serviços da assistência social), que devem trabalhar de forma articulada no sentido de prestar uma assistência qualificada e não-revitimizante à mulher em situação de violência. No âmbito do govemo, a Rede de Atendimento à Mulher em situação de Violência é composta pelos seguintes serviços: Centros de Referência, Casa Abrigo, Delegacia Especializadas para o atendimento às mulheres, Defensorias para as Mulheres, Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Central de Atendimento à Mulher Ligue 180, Ouvidorias, Centros de Referencia da Assistência Social (CRAS) e Centros de Referencia Especializados da Assistência Social (CREAS), Centro de Educação e Reabilitação ao Agressor, Policia Civil e Militar, Instituto Médico Legal e serviços de saúde voltados para o atendimento dos casos de violência sexual, de acordo com a Norma Técnica de Atenção aos Agravos à Violência Sexual. Tendo como parâmetros as legislações internacionais e nacionais, o município de Porto Alegre desenvolveu leis e normas específicas para tratar da violência contra as mulheres, quais sejam: a Lei 6919/1991, Lei de Violência Doméstica - estabelecc um Programa Municipal de Albergues e a assistência integral às vítimas de violência doméstica; Lei 6845/96 - determina a instalação de uma rede de apoio no âmbito do SUS de Porto Alegre; e em 1996 foi instituído o Programa Municipal de Apoio às Mulheres e Adolescentes Vítimas de Violência Sexual; em 1995, a Lei 347/95 institui o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, que entre outras atribuições deve monitorar os serviços da rede de atendimento. Desde 1989 a Prefeitura de Porto Alegre mantém alguma estrutura de coordenação de políticas para as mulheres. Em 2010, o decreto no , de 26 de maio de 2010, inclui na estmtura do Gabinete a Coordenação Municipal da Mulher (CMM), no âmbito da Administração Centralizada (AC), do Poder Executivo da Prefeitura Municipal de POlio Alegre (PMPA), em conformidade com a Lei no , de 18 de maio de A Lei Maria da Penha, em razão de questionar os paradigmas até então aplicados nos casos de violência doméstica, sofre resistências em todo o Brasil. Há momsidade na criação de estruturas capazes de dar vazão ao crescente numero de processos, tàlta o suporte de rede multiprofissional previsto na própria lei e persiste uma tendência no sistema de acesso a segurança e a justiça de levar as mulheres a desistir da caminhada para punir a violência e atàstar agressores do seu convivio. 2 CRIANÇAS E ADOLESCENTES 2.1 Leis nacionais e municipais: A violência contra crianças e adolescentes (geracional e de gênero), a partir do Estatuto da Criança e do Adolescente e como violação aos direitos humanos das meninas, tem como paradigma para seu enfrentamento a Convenção sobre os direitos das crianças (1989) e a Declaração de Direitos Humanos de Viena (ONU, 1992) bem como a da OIT quanto ao trabalho infantil, cujas normas orientadoras são as Convenções 138 e 182 da orr e Ali. 7" inciso XXXIII da Constituição Federal e Arts. 405 da CLT e 67 do ECA. 7

8 A Convenção sobre os direitos das crianças (1989), diz: Al1igo 2 ; 1. Os Estados Partes comprometem-se a respeitar e a garantir os direitos prevístos na presente Convenção a todas as crianças que se encontrem sujeitas à sua jurisdição, sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, lingua, religião, opinião política ou outra da criança, de seus pais ou representantes legais, ou da sua origem nacional, étnica ou social, fortuna, incapacidade, nascimento ou de qualquer outra situação 2. Os Estados Partes tomam todas as medidas adequadas para que a criança seja efetivamente protegida contra todas as formas de discriminação ou de sanção deconentes da situação jurídica, de atividades, opiniões expressas ou convicções de seus pais, representantes legais Ou outros membros da sua fa111ma. Por sua vez, a Lei de Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê em seu artigo que "nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, plulído na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais". A Declaração de Direitos Humanos de Viena (1993) traz as crianças e adolescentes do sexo feminino para o contexto dos direitos humanos ao escrever em seu parágrafo 9 que "os direitos humanos da mulher e da menina são parte inalienável e indivisível dos direitos humanos universais", e ainda define a erradicação de todas as.fôrmas de dl~vcriminaçào baseadas no sexo como um dos objetivos prioritários da comunidade internacional. Em relação à erradicação do trabalho infantil e regularização do Trabalho do Adolescente, toma-se por base uma série de dispositivos contidos na Constituição Federal, no artigo 227, na Consolidação das Leis do Trabalho e legislação trabalhista, no Estatuto da Criança e do Adolescente e em normas internacionais, como as Convençõcs 138 e 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Convenção dos Direitos da Criança da ONU. No Brasil é proibido o trabalho a crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos 14 anos (ECA, ar!. 60) Políticas nacionais e municipais: Em relação às politicas destinadas a crianças e adolescentes, a existência do ECA tem assegurado desde a sua criação, em 1990, grande visibilidade à garantia dos direitos. No entanto, a Política Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, que começou a ser dcbatida ao longo das conferências desde 1992, com a instituição do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente - Conanda, mantém-se em discussão até os dias atuais. E embora o ECA preveja vários níveis de atenção - da defesa, atendimento e responsabilização - e a Política Nacional, em elaboração, preconize cinco eixos orientadores - promoção de direitos, proteção e defesa dos direitos, pmticipação de crianças e adolescentes, controle social da efetivação de direitos e gestão da política - na realidade há muito pm a ser concretizado. As política públicas são esparsas, tendo como foco a "proteção especial", estruturando-se em planos temáticos de enfrentamento da violência sexual; sistema socioeducativo; promoção, proteção e defesa do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar; e erradicação do trabalho infantil (Conanda, outubro 2010). A rede de atendimento às crianças e adolescentes está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), constituindo uma estratégia indispensável para a garantia da proteção integral. O estatuto indica que uma rede de proteção às crianças e adolescentes precisa contemplar pelo menos estas três dimensões: o envolvimcnto e a participação da sociedade 8

9 como um todo, unindo as políticas públicas com ações familiares e comunitárias; a articulação real das ações assistenciais governamentais e não-governamentais (incluindo as medidas de proteção e as medidas sócio-educativas); e a montagem de centros de atendimento inicial completo para adolescentes cnvolvidos com ato infracional. Em sentido mais amplo o conceito de rede é exposto quando a legislação afirma que a efetivação dos direitos da criança e do adolescente é "dever da famllia, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público" (artigo 4 do ECA). Em segundo lugar, no sentido assistencial, o Estatuto da Criança e do Adolescente afirma que "a política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios"(artigo 86). Para tanto, compõem a rede de atendimento e proteção às crianças e adolescentes: o conselho tutelar, a defensoria pública da criança e adolescente, vara da infância e juventude, ministério público da infância e juventude, delegacias de polícia especializadas, centros de defesa dos direitos das crianças e adolescentes, serviços de acolhimento às crianças e adolescentes, Disque Denúncia - Disque 100, serviço de Entfentamento à Violência, ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e as ouvidorias. Programas como o PETI integram este sistema. Em Porto Alegre, a política mlulicipal de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes é regida em pela Lei Complementar 628/2009 que trata das ações de defesa dos direitos em nível municipal e determina os órgãos para execução: Conselho Municipal de Direitos (CMDCA), Fórum Municipal, Conselhos Tutelares e Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Um Comitê específico trata do tema da Exploração Sexual e outro trata do Trabalho Infantil (Competi). 3 PESSOAS IDOSAS 3.1 Leis nacionais e municipais: A violência contra as pessoas de mais de 60 anos de idade está descrita no Estatuto do Idoso - Lei de 2003 o qual determinar que: Artigo 4 Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade Oll opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei, prevendo a existência de ullla Política de Atendimento ao Idoso que inclui a existência de: (...) \li - serviços especiais de prevenção e atendimento às vftimas de negligência, maus~tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão; Esta lei estabelece que é dever de todos comunicar às autoridades violações dos direitos das pessoas idosas que tenha conhecimento. O estatuto do idoso descreve uma série de discriminações c violações contra os idosos. Citam-se algumas: a) Discriminar impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, meios de transporte. b) Desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, por qualquer motivo. c) Apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade. 9

10 d) Reter o cmião magnético de conta bancária relativa a benefícios, proventos ou pensão do idoso, bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida. e) Exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, intonnações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso. A legislação atinente aos direitos dos idosos prevê também o abandono em hospitais e outras entidades de longa permanência e deixar de prestar assistência, recusar, retardar, expor ao perigo ou dificultar sua assistência à saúde como formas de violência contra a pessoa idosa Políticas nacionais e municipais: Criada em 1994, a política nacional do idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais desta população, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. A coordenação da política é exercida pelo órgão de assistênciae promoção social, com a participação dos conselhos de direitos. Dentre as ações previstas ua política nacional está o atendimento às necessidades básicas dos idosos com a pmticipação das famílias, sociedade e de entidades governamentais e não governamentais com a criação de serviços especializados. A política prevê a responsabilidade dos órgãos governamentais na promoção e assistência social, de criação serviços de saúde que contemplem a especificidades das pessoas idosas e na promoção e defesa dos direitos dos idosos. A Política Nacional do Idoso reconhece a necessidade de serviços de atendimento aos idosos como: centros de convivência, centros de cuidados diurnos, casas-lares, otlcinas abrigadas de trabalho, atendimentos domiciliares e serviços de saúde especializados. Como parte desta rede dc atendimento destaca-se ainda a Delegacia do Idoso, promotorias e defensorias especializadas, conselhos de direitos e coordenações de politicas para os idosos. Em 2002, é proposta pelo governo federal a organização e a implantação de Redes Estaduais de Assistência à Saúde do Idoso (Portaria n 702/SAS/MS, de 2002), tendo como base as condições de gestão e a divisão de responsabilidades definida pela Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS). Como pmic de operacionalização das redcs, são criadas as normas para cadastramento de Centros de Referência em Atenção à Saúde do Idoso (Portaria no 249/SAS/MS, de 2002). A política nacional de saúde do idoso é aprovada em 2006 com a visão de garantia da atenção à saúde adequada e digna para os idosos e idosas, principalmente para aquela parcela da população idosa que tem, por uma série de razões, um processo de envelhecimento marcado por doenças e agravos que impõem sérias limitações ao seu bem estar. No âmbito das políticas municipais, Porto Alegre conta com um Conselho de Direitos da Pessoa Idosa, criado em 2008 e com a coordenadoria de políticas públicas para o idoso da Prefeitura. Tal coordenadoria tem como finalidade "atticular a equidade, através da transversalidade e territorialidade voltadas ao idoso" (artigo 1 do Dccreto de 2009). Ainda no que se refere ao atendimento aos idosos a cidade compotta uma delegacia especializada e um Centro de Referencia às vítimas de violência de promoção e defesa de direitos também das pessoas idosas, além de serviços de assistência (casas-lares e centros de convivência) e de saúde. 10

11 4 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 4.1 Leis nacionais e municipais: A mais recente legislação internacional e nacional dos grupos enfocados é relativamente às pessoas com dcficiência. A violência por condição especifica contra as pessoas com deficiência, bastante relacionada com o conceito de discriminação, é explicitada no Estatuto das Pessoas com Deficiência (2007) e pela Convenção Internacional (ONU, 2008), da qual o Brasil é signatário: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2007), a qual tem como propósito "promover, proteger e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente"(artigo l ). A Convenção define discriminação por motivo de deficiência "qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute ou o excrcicio, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social, cultural, civil ou qualquer outro. Abrange todas as formas de discriminação, inclusive a recusa de adaptação razoável" (artigo 2 ). Há um artigo especifico para tratar da condição das mulheres e outro das crianças: 4.2. Políticas nacionais e municipais: Artigo 6 Mulheres com deficiência: LOs Estados Partes reconhecem que as mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas a múltiplas formas de discriminação e, p0l1anto, tomarão medidas para assegurar às mulheres e meninas com deficiência o pleno e igual exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais. (...) Artigo 7 Crianças com deficiência: LOs Estados Partes tomarão todas as medidas necessárias para assegurar às crianças çom deficiência o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, em igualdade de oportunidades com as demais crianças. (...) A Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, instituída pelo Decreto 914 de 1993 e atualizada em 20 de dezembro de 1999 através do Decreto 3.298, tem como objetivo assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência. São princípios e objetivos dessa Política, dentre outros: a) ação conjunta entre Estado e sociedade, para assegurar a plena integração da pessoa poliadora de deficiência no contexto sócio-econômico e cultural; b) respeito a essas pessoas com garantia da igualdade de opotiunidades; e) o acesso, o ingresso e a pel111anência de pessoa portadora de deficiência em todos os serviços oferecidos à comunidade. d) desenvolvimento de programas destinados ao atendimento das necessidades especiais da pessoa portadora de deficiência, etc. A política nacional prevê ainda, o tratamento prioritário e adequado aos assuntos relativos à pessoa poliadora de deficiência, visando a assegurar-lhe o pleno exercício de seus direitos básicos e a efetivaine1usão social. Em julho de 2005, foi aprovada em Porto Alegre a Lei 9.782, que cria a Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis), pioneira no país. Cabe à Seacis articular com demais órgãos da Prefeitura o atendimento às necessidades das pessoas com deficiência de 11

12 nossa Capital, um universo que pode chegar a aproximadamente 200 mil pessoas (14,5% da população), de acordo com a amostragem do Censo Demográfico realizado pelo IBGE na Capital do Rio Grande do Sul no ano Porto Alegre instituiu ainda o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comdepa) em 2007 e aderiu ao Compromisso Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência, que culminou na elaboração de um Guia de Direitos e Serviços para pessoas com deficiência ( ). Ainda no âmbito do município, a Fundação de Assistência Social (FASC) mantém políticas específicas de atendimento aos idosos. São exemplos a política de Habilitação e Reabilitação de pessoas com deficiência (PCD); o trabalho educativo para PCD; vagas para o Serviço de apoio Socioeducativo (Sase), Abrigagem para PCD; Capacitação e qualificação sistemática (para as entidades e seus técnicos); e conveniamento, com cntidadcs de atendimento. Outros órgãos governamentais que também executam políticas e programa destinados às pessoas com deficiência como a Secretaria de Educação, Cultura, Saúde entre outras. VIOLÊNCIA X SAÚDE X CIDADANIA - Relatório da OMS Sendo os impactos da violência na saúde, na vida e na cidadania já amplamente conhecidos, havendo inúmcras fontes de consulta, rcproduzimos aqui Boletim da OMS, de forma a preencher uma eventual lacuna. o Relatório Mundial sobre Violência e Saúde, divulgado pela primeira vez em 2002 peta Organização Mundial da Saúde, constitui o primeiro relatório detalhado de seu tipo para abordar a violência como problema de saúde pública mundial. Segundo este informe, a cada ano mais de 1,6 milhões de pessoas no mundo morrem violentamente. Especialistas em saúde pública dizem que estas estatísticas são apenas a ponta do iceberg, pois a maioria dos atos violentos é cometida a polias fechadas, grande palie não declarada. O objetivo deste relatório foi lançar luz sobre o problema, que além de molies, resulta em pessoas afetadas como resultado da violência física, sexual, reprodutiva e mental. Este boletim é um resumo do Relatório, divulgado pela OMS. O relatório diz que as mortes e incapacidades provocadas pela violência fazem deste um dos maiores problemas de saúde pública do nosso tempo. A violência é uma das principais causas de morte para pessoas entre 15 e 44, e é responsável por 14% das mortes entre homens e 7% entre as mulheres. Por dia monem pessoas em homicídios, ou seja, quase uma pessoa a cada minuto.uma pessoa se suicida a cada 40 segundos. Cerca de 35 pessoas morrem a cada hora como um resultado direto do conflito armado. Estima-se que no século XX, 191 milhões de pessoas morreram em um conflito direto ou indireto, e mais da metade eram civis. Alguns estudos têm mostrado que em alguns países as despesas de saúde devido à violência chega a 5% doplb. "O relatório também nos desafia em muitos campos. Ela nos obriga a ir além do nosso conceito do que é aceitável e contortável para contestar as noções que os atos de violência são simplesmente questões de privacidade da tàmflia, escolha individual, ou tàcetas inevitável da vida", diz a Dra. Gro Barlem Brundtland Diretor Geral da OMS. Acrescenta que "a violência é um problema complexo, relacionado a padrões de pensamento e comportamento que são formadas por muitas forças dentro de nossas familias e comunidades, as forças que também pode transcender as fronteiras nacionais". O Relatório Mundial sobre Violência e Saúde é a primeira síntese global do problema da violência no mundo, não se concentrando apenas na magnitude do problema, mas abrangendo qnestões relacionadas com as causas da violência e formas de prevenir e mitigar as consequências negativas para a sociedade c da saúde. Além das facetas conhecidas de violência coletiva, eomo guel1'as ou conflitos, o relatório examina como igualmente importante, mas muitas vezes relegado para segundo plano, a violência juvenil, abuso infantil, maus-tratos, o violência conjngal, violência sexual, violência infligida ou suicldios. O relatório assinala que as mulheres coltem o maior risco doméstico e familiar. Quase metade das mulheres que m011'em por homicfdio são as por seus maridos ou parceiros atuais ou anteriores, uma porcentagem que sobe para 70% em alguns paises. Embora seja dificil obter números exatos, devido à falta de registros, de acordo com dados disponíveis, um em cada quatro mulheres vai sofrer violência sexual por parceiro íntimo 12

13 durante a sua vida. A maioria das vítimas de agressão flsica são submetidos a vários atos de violência durante longos períodos. Em um terço ou mais da metade dos casos, OColTe violência sexual. Em alguns países, um terço das adolescentes relatório de iniciação sexual forçada. Segundo o relatório, o abuso de idosos é uma das fhces mais escondidas da violência, e que tende a crescer em muitos países, a população está envelhecendo rapidamente. Até 60/0 dos idosos diz sido abusada, diz o relatório. No que se refere o suicídio ou a violência auto-infligida é provado ser uma das principais causas de molte no mundo. Na população entre 15 e 44, o suicídio é a qumia principal causa de 1ll0lie e a sexta causa de doença e incapacidade. Especialistas dizem que, as estatfsticas são estarrecedoras, a situação é limite: lia violência não é inevitável, nem é uma parte intrínseca da condição humana ll, disse Etienne Kmg, diretora do Departamento de Prevenção de Acidentes e Violência e uma das autoras do estudo. Acrescenta que "em todo o mundo há provas de que a violência pode ser prevenida por uma série de medidas destinadas a individuas, familias e comunidades". Como complemento a esta "lei e ordem ll ou império da violência, o relatório preconiza uma abordagem a partir da perspectiva da saúde pública, incluindo a abordagem da violência como um complexo social, psicológico, econômico e comunitário. Embora a pesquisa recente sugira que L:'1tores biológicos e outros fatores individuais possam explicar a predisposição à violência, na maioria das vezes esses fatores interagem com a família, sociedade, cultura e outros fatores externos para criar situações em que é provável a ocoltência de violência. Entender essas situações e essas causas cria a 0pOliunidade de intervir antes que se cometam atos violentos, fornecendo aos tomadores de decisões políticas uma variedade de opções concretas para prevenir a violência. Entre as recomendações para prevenir a violência feita pelo relatório são as respostas de prevenção primária, como o fortalecimento dos programas já na pré-escola e o desenvolvimento social de crianças e adolescentes, a formação dos pais. Além de medidas para reduzir os ferimentos de arma de fogo e reduzir o acesso a armas de fogo. Outras recomendações incluem o fortalecimento de respostas às vftimas de violência, promover o cumprimento dos tratados internacionais, a legislação, e aumentar a capacidade de coleta dados sobre a violência. (www.who.intlviolence injury prevention). Esta panorama internacional fornecido pelo boletim da OMS fornece algnns dos importantes elementos para o debate sobre o problema da violência no Brasil e em Porto Alegre. Não é objetivo deste relatório fornecer dados de ocorrências na capital, partindo apenas de algumas importantes constatações: De 2002 a 2006, o Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil do Hospital Presidente Vargas - CRAI atendeu casos suspeitos de abuso sexual (Pelisoli, C. Pires, J.P.M.Almeida, M.E., & Del! Aglio, 0.0.,010). Em feveiro de 2011 havia 16 mil processos em tramitação na Vara de Violência Doméstica e Familiar do FOlUm de POlio Alegre e 70 mil em todo o país ja tinham sido julgados. Em 2010, a Delegacia do Idoso registrou 3 mil atendimentos, entre ocorrências (1900) e atendimentos em geral (Delegacia do Idoso, abril201l). A violência contra as pessoas com deficiência ainda é um fenômeno desconhecido (UFSCAR, 2004). Segundo o Conanda, as violações de direitos mais recorrentes têm sido a violência doméstica e institucional, a violência sexual, a situação de rua, o trabalho infantil, a negação do direito à convivência fàmiliar e a morbimortalidade por violência. A Delegacia para a Mulher de Porto Alegre registrou de 2004 a julho de 2008, (2004); (2005); (2006); (2007); e (até 18/ ), cerca de 40 mil ocorrências em que as mulheres foram vítimas. A pattir da Lei Maria da Penha estes números cresceram para I mil ao mês (Relatório do Observe, Região Sul, Coletivo Feminino Plural, 2009). 13

14 11 METODOLOGIA o estudo diagnóstico "Reconheccndo a Rede de Acolhimento, Atenção e Proteção à Violência no Municfpio de Porto Alegre", impulsionado pelo Núcleo de Prevenção à Violência - SMS/POA e executado pelo Coletivo Feminino Plural, tem como objetivo identiílcar as instituições governamentais e não governamentais atuantes no município, e através de respostas a questionário conhecer o seu funcionamcnto. Para realizá-lo foi elaborada uma lista prévia de instituições a serem contatadas e solicitadas a colaborar com respostas ao questionário, contando para isso com o apoio do Núcleo de Prevenção à Violência e informações obtidas pela Equipe do Projeto de Diagnóstico do Coletivo Feminino Plural. A fim de juntar insumos para a elaboração do questionário, reuniu-se legislação, nolmativas e as principais políticas públicas referentes às quatro áreas a serem investigadas - mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência, e outros levantamentos similares já realizados no âmbito do município. Foram também entrevistadas algumas pessoas-chave para facilitar a compreensão do cenário no qual se debruçou a análise. Optou-se pela elaboração de um questionário estruturado, com 90% de perguntas fechadas e de múltipla escolha e 10% perguntas abertas, para obter maior participação das instituições e pcssoas escolhidas para integral' o público do cstudo (Anexo 2). Foram identificadas 194 instituições como possiveis respondentes (Anexo 1), tendo sido elaborado um ofício da Secretaria Municipal de Saúde para facilitar o fluxo do questionário nas instituições municipais, o que também foi fundamental para que instituições estaduais - polícia judiciária, policia militar, poder judiciário e outros órgãos recepcionassem a solicitação, respondendo-a prontamente. Órgãos municipais receberam os qucstionários por meio dc integrantes do Núcleo e diretamente através da Equipe do Projeto. A distribuição e coleta dos questionários foram realizadas no período de 24 de janeiro a 28 de fevereiro e sua análise no mês de março, sendo entregue em abril de Das 194 instituições identificadas, 154 responderam ao questionário, correspondendo a 80% da meta de 100%. As informações obtidas foram inseridas em Banco de Dados elaborado com o Programa Estatístico para Ciências Sociais - SPSS V.l7 (Statistical Package jilr Social Sciences), permitindo a elaboração de análise descritiva e cruzamentos que forneceram elementos para análise qualitativa e inferencial, também iluminadas por estudos já realizados inclusive em Porto Alegre. Atendendo aos requisitos de coleta de entrevistas, foram firmados termos de confidencialidade com todos os/as respondentes, que puderam optar por manter seus nomes em sigilo. Um número reduzido de instituições, apesar de preencher dados de identificação, consideraram não adequar-se aos objetivos do estudo, outros solicitmam mais esclarccimentos, tendo sido fornecidos, o que as levou a responder ao questionário nos prazos estabelecidos. Não houve intercorrência ou manifestação de desconforto ou crítica encaminhado à responsável pelo diagnóstico. Compõem a equipe deste estudo: Telia Negrão, Jornalista, Especialista em Gestão Pública Participativa e Mestre em Ciência Política; Renata Jardim, Advogada e Mestre em 14

15 Antropologia Social; Léa Epping, Socióloga, Mestre em Ciência Política; Terezinha W. Vergo, Advogada, Mestre em Sociologia; Fernanda Tussi, Socióloga, Mestre em Antropologia; Marina Paim, Socióloga. 1 APRESENTAÇÃO DOS DADOS O estudo diagnóstico "Reconhecendo a Rede de Acolhimento, Atenção e Proteção à Violência no Município de Porto Alegre", realizado no período de janeiro a abril de 2011, identificou na primeira etapa aproximadamente 194 instituições governamentais e não governamentais que trabalham na atenção a mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência. Estas se distribuem em diferentes áreas das administrações públicas municipal, estadual e federal (veja Tabela 1) e que também se identificam como pmic de redes. A coleta de dados resultou na recepção de 154 questionários respondidos das quatro principais áreas enfocadas, aqui denominadas de "espccializadas" além daquelas quc se destinam ao atendimento de toda a comunidade, como saúde, segurança pública, assistência social e outras, aqui tratadas como "setoriais". As instituições governamentais estão concentradas em três áreas, saúde (23%), assistência (14%) e segurança pública (16%), estando as restantes dispersas em outras onze áreas. Tabela 1 - Setores a que pertencem as instituições estudadas - %: _º~ru'pos ~ ~~~ ~---~--~._. 0;;; Saúde Assistência Social Cenlrosde Ret. da Mulher e Violência 1 4. Mecanismos de Acesso à Justiça 5 5. Segurança Pública Conselhos Tutelares 5 7. NúcleoS e ServiçOs Universitários 3 8. Conselhos de Direitos 4 9. Coordeno de Políticas e Secretarias 10 Municipais 10. Legislativo Escolas pl Pessoas Portadoras de 6 Deficiência 12. Movimento de Mulheres Movimento da Criança e do 4 Adolescente 14. Entidades de Atendimento aos Idosos 2 Total 100 Fonte: Pesquisa RVPOA, POlto Alegre, 2010, n: 154. Do total de questionários rccebidos, 76,5% se aprcsentam como governamcntais e públicas, II% se autoelassificam como não governamentais comunitárias e privadas e 8,5% como comunitá.rias e 6% como mistas. São municipais 65% das estudadas, 25% são estaduais e 9,3% são da esfera federal. Quanto à abrangência ou cobertura geográl1ca, 36% das instituições atuam voltadas para a toda a cidade e 16% para todo o estado, no entanto as destinadas a bairros e territórios são quase 40% da amostra. Na descrição das localidades atendidas I, demonstra-se uma IBairros, vilas e territórios como descritos pelos respondentes: 14 Distrito, 3 e 6 OP, 4 Distrito/POA, 5 a unidade de Restinga, Agronomia, Anchleta,Área atuação PSF Lomba Parada 8A 13 a Auxiliadora e outros, Av. Divisa e Arredores, Azenha, Belém Novo, Belém Velho, Boa Vista, Bom Fim, Bom Jesus (Território da Paz), Campo Novo, Cavalhada, Centro, 15

16 presença em vanas reglües da capital e o critério de regionalidade ou territorialidade, característico das políticas públicas da área da atenção básica da saúde pelo SUS e da assistência social (em processo de ímplantação do SUAS) como uma forte tendência de atuação em nível local. Em relação ao funcionamento, 61 % têm atendimento regular em dias úteis, em tempo integral, 17,5% fazem plantão de 24 horas e 8% além do atendimento regular estão abertas ao público também durante a noite. 2 O QUE É VIOLÊNCIA'! Aproximando do objetivo do estudo para saber a relação das instituições com o tcma da violência, perguntamos como conceituam a violência no seu labor diário. A diversidade de olhares para o problema da violência em Porto Alegre apresentada nas respostas aqui sistematizadas expressa um acumulado de várias décadas de abordagem tanto pela sociedade como pclo estado brasileir0 2 A lente dos direitos humanos está presente em grande parte dos conceitos descritos, os quais identificam que impor sofrimento a outrem, de jimna deliberada, por crença em hierarquias sociais, sejam elas de gênero, idade, raça e etnia, deficiência ou orientação sexual, é uma violação aos direitos humanos que deve ser enfrentada. Segundo os conceitos expressos, a violência está relacionada a dano à pessoa, na maioria das vezes por desigualdade de poder, seja por ação ou omissão, ou mesmo pela imposição da: invisibilidade social e indiferença (deficientes), pela humilhação (idosos), pelo descrédito (mulheres, idosos, crianças e adolescentes), por estigmas (trabalhadoras do sexo, pessoas positivas para o HIV), ou discriminação (pessoas negras, racismo). Três conceitos se destacam: (1) violência como tudo que possa causar dano à saúde física, psíquica ou sexual, tendo raízes culturais, sociais e estruturais, e que se utilizam da força e do poder para oprimí/; submeter, machucar; (2) violação dos corpos das crianças e adolescentes, abuso sexual, maus tratos e abandono material; (3) violência de gênero, que ocorre tanto no público como no privado, que se baseia no controle e na dominação, no uso dajijrça e do poder e que produzadoecimento e morte, e um d~ficit de cidadania. Condições sociais desfavoráveis e a falta de acesso a serviço são consideradas detelminantes na violação e desrespeito aos direitos humanos. A violência deve ser enfrentada através de políticas públicas e de leis que condenem e punam práticas e condutas violentas, sendo o estado violador de direitos humanos e promotor de violência institucional quando se omite na garantia de proteção e defesa elas vítimas. Circunscrição da 19 a OP, Cohab Cavalhada, Cristal, Cristo Redentor, Cruzeiro do Sul, Distrital Saúde, DL37.331/97,Eixo Baltazar Nordeste,Eixo Baltazar,Ferrapos,Floresta, Foro central, Foro Tristeza, Glória, Hfpica, Ilhas Flores e Marinheiros, Jardim Carvalho, Jardim Coqueiros, Jardim São Pedro, Lomba do Pinheiro, Loteamento Timbaúva, Maria Goreti, Mário Quintana, Menino Deus, Micro 05, Microrregião 4 - Partenon, Monte Cristo,Navegantes/Humaitalllhas, Nonoai, Norte - Eixo Baltazar e mais postos de saúde comunitária do GHC, Norte/Noroeste, Passo D'areia, Passo das Pedras, R. Berta, Região leste, Região SuU Centro Sul e Extremo sul de PoA, Regiões do OP Glória! Cruzeiro/ Cristal, Regiões Noroeste, Regiões Sul, Centro Sul de Poá, Restinga, Extremo Sul, Santana, Santo Antonio, São Geraldo, Tristeza, Vila Floresta, Vila Nova,Vila Pinto, Zona Leste da Cidade, Zona Sul. 2 São das citadas a ConstituIção Federal, os textos das Conferências Internacionais de Direitos Humanos, das Convenções Internacionais da Mulher (Cedaw) Criança e Adolescentes, Idosos, Contra o Racismo (Ourban), Documentos da Organização Mundial da Saúde, os Estatutos do Idoso (Leis , 10778), Criança e Adoiescente (ECA, Lei ), e legislações pertinentes às pessoas com deficiêncfa, à violência contra as mulheres (lei Maria da Penha), ao SUS, SUAS, bem como os resultados conferencias nacionais. 16

17 A segunda forma de aproximação íoi sobre o público prioritariamente atendido. A resposta de múltipla escolha permitiu que a mesma instituição indicasse sua relação com mais de um público. Evidenciou-se, entretanto, que há prioridades para crianças e adolescentes, loco de 35% das instituições, mulheres adultas de 23%, pessoas com deficiência por 18% e pessoas idosas por 16%. No entanto, o atendimento à população em geral é predominante dos serviços identificados (43%). Tabela 2 - Público ou área prioritária - %: Fonte: n: h (152). *Foram citados na categoria HOutros" os públicos que não constavam na questão, a saber: moradores de rua; população LGBT; pessoas que vivem com AIDSIHIV; população negra; trabalhadoras sexuais. o fato de grande parcela das instituições não ter como foco principal o trabalho com violência vai demonstrar, ao longo deste estudo, insuficiências na abordagem do problema, que exige algum grau de especialização. 3 ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS Em relação às atribuições das instituições, percebe-se vasto espectro de atividades desenvolvidas pelas organizações governamentais e não governamentais, como se verá no Quadro 1. Estas, ao serem descritas, demonstram seguir os caminhos das políticas públicas, conforme descrito por vários autores (Almeida Filho, 2000; Dupas, O., 1999; Pastorini, A., 1997), quais sejam: a) Ativismo e mobilização pela conquista de políticas; b) Debate e transíonnação ou não em leis; estudos; c) Elaboração, proposição, e às vezes execução; d)execução propriamente dita, com diferentes atribuições, como da informação, acolhimento das denúncias, queixas e ocorrências, acolhimento de vítimas em busca de apoio, atendimento na garantia de direitos dos cidadãos, provimento ele proteção e julgamento de agressores ou violadores dos direitos, execução das medidas; e) Vigilância, monitoramento e controle social. Algumas atribuições se destinam diretamente a quem procura o apoio imediato para sair de situação de violência, como: delegacias, hospitais e pronto-socorros que fazem os primeiros atendimentos, dando seguimento a organismos que tem como responsabilidade transformar a urgência em uma busca mais permanente ele defesa de elireitos e garantias, que podem estar no campo da saúde, da assistência, ou mesmo da justiça. Ao ingressar em alguma elestas "redes" setoriais, como a saúde, por exemplo, uma enolmidade de atribuições é descrita: do acolhimento, atendimento, escuta, 17

18 encaminhamento, tratamento, acompanhamento, abrigo, enfoques em saúde física, psíquica, sexual, reprodutiva. Ao entrar na outra rede setorial, de assistência social, o foco será em: assegurar o acesso de vítimas a um mínimo necessário para sua dignidade e segurança, bem como o acolhimento, a escuta, o atendimento, o abrigamento e o acesso a programas sociais. Numa visão transversal de gênero e gerações, por exemplo, e considerando-se a dinâmica dos fluxos da atenção a mulheres, crianças e adolescentes (em especial meninas), as atribuições de informar, esclarecer, proteger, ganham maior dimensão, dada à elevada vulnerabilidade destas pessoas. Quando se trata das redes para pessoas idosas e com deficiência, além do foco da vulnerabilidade, são identificadas as discriminações como um forte componente nas atribuições de defesa e garantia dos direitos. No conjunto de competências, algumas são muito especílicas, como a de polícia judiciária e a de aplicação das leis, tarefàs consideradas como "de estado", portanto pertinentes a determinados órgãos governamentais. As restantes são na maioria das vezcs compartilhadas e não raro interdependentes. A atribuição das entidades não governamentais tem algumas características em comum entre as que atuam em defesa de crianças e adolescentes, pessoas idosas e com deficiência, realizando serviços complementares ao estado, como o cuidado, a guarda, o abrigo e educação especializada. Já as organizações não gove1'1lamentais identificadas com crianças e adolescentes e mulheres e meninas em situação de violência, são de denúncia, advocacy por políticas públicas, eventuais acolhimentos e atendimentos, encaminhamentos, apoio no acesso à justiça, estudos e pesquisas. Estudos e pesquisas são as atividadcs que instituiçõcs universitárias consideram ser a sua principal contribuição para a causa do fim da violência. Para mclhor visualização do espectro dc atuação das instituições, elaboramos o quadro abaixo: Quadro 1 - Como se distribuem inte rantes da Rede de Atendimento se 18

19 Em relação aos serviços prestados pela instituição, diante das muitas possibilidades de escolher o escopo de sua atuação, 60% das entrevistadas declararam que acolhem seu púbico, fomecendo-lhes escuta, orientação e aconselhamento. Há aquelas que além de realizar os procedimcntos nccessários acompanham o caso (43%) e uma importante parcela apenas acolhe e encaminha para outros serviços (60%) para que realizem o atendimento. Apenas 26% íàzem a notificação obrigatória da violência, dado que merece melhor investigação, pois pode ter incluído o simples registro sem o necessário cumprimento de todas as exigências da Lei. Gráfico 1 Serviços oferecidos IJclas instituições - % : li1fon11a. divulgo JI-, 50% Acolhê (e!jcuta, ori03nta e aconselha) I. 60% Propicia0 at.ndimontointêgralprovisto li:'"... 37% Acolhe e êncaminha para outro s<rviço Jl l======-:;'" 60% Registra em arquivo de serviço I! ' 46% Realiza a notificação compulsória da violência Jl:..., 26% Realiza todos os procedo e acompanho o coso Jl-iiiiiOiiiiiOiiiiiOiiiiiO"" 43% Realiza todos proced. mas não acompanha 1-, 7% Realiza pesquisas b, 13% Elaboração de politica. públicas f'~=;,=:,-'...1",8%'i'--r--;_..--,...-._-.---, o SO % Fonte: Pesquisa RVPOA, Porto Alegre, n: 153. Estes dados ganham maior relevância quando se toma conhecimento de que para apenas 14% das instituições pesquisadas a violência é o foco principal de seu trabalho. E no entanto, para 36% das instituições estudadas esta é uma demanda diária e para 20% é semanal, significando que a violência é um tema presente no cotidiano das instituições (Gráfico 2). Portanto, mesmo que o atendimento, acolhimento, elaboração de políticas ou estudo abordando a violência, seja apenas uma das áreas do seu labor, boa parte das instituições declara que quando surge o problema o encaminhamento é feito. Apenas duas das entrevistadas responderam que em nenhuma hipótese fazem atendimento ou encaminhamento. 19

20 Gráfico 2 o atendimento a pessoas em situação de violência é: Frequêncfa de atendimento de casos de violência: <I. Oprincipal foco do trabalho b. Éuma das áreas do trabalho ~ 14% 54% a.olária b. Semanal (. Mensal 36% c. Éalgo que quando surge éatendldo d. Multo raramente d. Não faz parte das atribuições, mas mesmo 5% assim atende e. Não realiza qualquer tipo deacolhimento ou 1% atendimellto e. Nunca ocorrem f. f um tema de estudo/pesquisa g. Étema das políticas desenvolvidas o Fonte: Pesquisa RVPOA, Porto Alegre, 2010, n: 148. o RO 100 Fonte: Pesquisa RVPOA, POli0 Alegre, 2010, n: MAGNITUDE DA VIOLÊNCIA EM PORTO ALEGRE Sobre a magnitude do problema da violência em POlio Alegrc, o estudo trouxe à luz um dado relevante, sobre o número de atendimentos em violência realizados na cidade. Embora estimado e não respondido por todas as instituições, obteve-se que no ano de 2010 foram realizados cerca de atendimentos, correspondendo a 580 atendimentos diários, Um número que deve ser considerado como um indicador para aferir a gravidade da violência contra mulheres, crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência nas respostas quanto às políticas públicas. As violências contra crianças e adolescentes e contra mulheres constituem os tipos mais frequentes de ocorrência nos locais investigados, seguidos de idosos e pessoas deficientes. Estes números devem relacionar-se com fatores demográficos (mulheres, crianças e adolescentes somados são a maioria), conhecimento e tempo de existência da legislação, visibilidade do segmento e possibilidade de acessar os mecanismos de defesa. E também relacionados ao fato de que a violência de gênero que atinge as mulheres c as meninas são um marcador social de desigualdade que caracteriza a sociedade baseada em padrões patriarcais (Safiotti, H.I.B, 1987,2002; Ruwer, M. 2004). Não raro a violência contra as mulheres idosas tem como elemento esta mesma desigualdade, o que também ocorre com meninas e mulheres com deficiência (UFSCAR, 2004) (Gráfic03). 20

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

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