Palavras-chave: educação; questão social; prática interdisciplinar.

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1 A INTERVENÇÃO DOS PROFISSIONAIS NA EDUCAÇÃO Ana Karoliny dos Santos Pereira¹ Simone Eneida Baçal de Oliveira² Resumo Trata-se de uma análise sobre a intervenção dos profissionais no enfrentamento das expressões da questão social, nas Escolas Municipais Maria do Carmo Rebello de Souza e Antônio Matias Fernandes, ambas do ensino fundamental, localizadas na cidade de Manaus. Os objetivos do estudo foram: Conhecer o atual quadro de expressões da questão social apresentadas no âmbito escolar; Verificar as formas de intervenção em relação ao cotidiano escolar; Perceber as ações desenvolvidas pelos profissionais para o enfrentamento das expressões da questão social na rede de proteção social e, Analisar os limites e os desafios enfrentados nas ações interventivas desenvolvidas na escola. A amostra foi constituída de 18 profissionais (assistente social, professor, psicólogo e orientador educacional), de acordo com a equipe composta na escola, e de 30 alunos totalizando 48 sujeitos envolvidos. Identificou-se drogas, violência, preconceito, gravidez e evasão escolar como expressões da questão social presentes no cotidiano das instituições de ensino. Constatou-se que as ações desenvolvidas pelos profissionais para o enfrentamento destas têm como prevalência o diálogo com os alunos, todavia isso é mal recepcionado por eles. Vale ressaltar, outras ações interventivas, a partir da família, por exemplo, que é convocada, no entanto, na maioria dos casos, não comparece. Dessa forma, os profissionais procedem acionando o Conselho tutelar. No caso da Escola Antônio Matias, o retorno deste órgão não é imediato e, muitas vezes, chegando a ser inexistente. Diferentemente da Escola Maria do Carmo, onde a presença deste órgão é constante. E por fim, em ambas as instituições, o aluno não se adequando as normas estabelecidas, é suspenso, e na persistência da situação, transferido. No referente aos limites e desafios enfrentados pelos profissionais em suas ações interventivas, estes perpassam a questão de infraestrutura da escola, a resistência dos alunos em receber orientações, a ausência da família no acompanhamento escolar dos filhos e a falta de profissionais. A partir disso, este estudo propõe a interdisciplinaridade como alternativa para intervir no cotidiano das escolas. Palavras-chave: educação; questão social; prática interdisciplinar. 1. INTRODUÇÃO A Educação Básica está designada a possibilitar subsídios para o desempenho progressivo no trabalho e na prática social cidadã. No entanto, a escola além do seu papel pedagógico, recebe também demandas sociais, pois ela possui uma relação imbricada com a comunidade em que está inserida. Pesquisas universitárias e censos demográficos brasileiros mostram que muitas crianças e jovens que compreendem a faixa etária correspondente à Educação Básica e, mais especificamente, ao Ensino Fundamental, sendo então, alunos entre 06 anos até 14 anos de

2 2 idade, diariamente vivenciam expressões da questão social como, violências, contato com drogas, gravidez precoce, e entre outros. Portanto, a escola é um espaço repleto de relações complexas onde as manifestações da questão social ultrapassam seus muros, exigindo respostas a este quadro. Isso instiga ao seguinte questionamento: Como os profissionais têm atuado no enfrentamento das expressões da questão social no cotidiano escolar de Manaus? Diante disso, a pesquisa realizada, fez uma análise da intervenção dos profissionais das Escolas Municipais Maria do Carmo Rebello de Souza e Antônio Matias Fernandes no ensino fundamental, aproximando-se da realidade destes profissionais que atuam no âmbito escolar; foi possível também Verificar as formas de intervenção feita pelos profissionais em relação ao cotidiano escolar; Perceber as ações desenvolvidas pelos profissionais para o enfrentamento das expressões da questão social na rede de proteção social e por fim, uma Análise dos limites e dos desafios enfrentados pelos profissionais nas ações interventivas desenvolvidas na escola. A amostra da pesquisa foi de 11 profissionais de Escola Municipal Maria do Carmo Rebello de Souza, localizada na zona Leste I, e de 7 profissionais da escola Antônio Matias Fernandes, da zona Centro-Sul, da Cidade de Manaus. Destas, foram selecionados (assistente social, professor, psicólogo e orientador educacional) de acordo com a equipe composta nas instituições de ensino. Vale ressaltar que, esta diferença quantitativa ocorreu devido à redução do quadro de profissionais da segunda escola citada no momento da pesquisa. Esta também teve a participação dos alunos, sendo selecionados 15 entre o 6º e 9º ano, do turno vespertino, do ensino fundamental, entre 6 a 14 anos, quantidade pesquisada nas duas instituições de ensino. Do quantitativo de estudantes, foi pesquisado na Escola Antônio Matias Fernandes três do 6º ano e quatro (de cada ano) do 7º, 8º e 9º. E na Escola Maria do Carmo Rebello de Souza, participaram três alunos (de cada ano) do 6º e 7º, quatro do 8º e cinco do 9º ano. O que resultou em um número de 18 profissionais e 30 alunos, totalizando 48 sujeitos envolvidos. Assim, percebe-se a importância de estudos que viabilizem maior proximidade do real cotidiano escolar e instiguem a reflexão de uma intervenção interdisciplinar frente às demandas que o permeiam, visando proporcionar algumas alternativas para essas, dando condições mínimas para a formação dos alunos para o mercado de trabalho e exercício da cidadania através do ensino fundamental obrigatório e gratuito. Assim como, estimular discussões sobre a área da educação como espaço sóciocupacional do Assistente Social. Além

3 3 de, contribuir para impulsionar o cenário público de Manaus a contratar mais e, principalmente, abrir concursos para profissionais que trabalham na área do social. 2. As Expressões da Questão Social nas Escolas Municipais Maria do Carmo Rebello de Souza e Antônio Matias Fernandes da cidade de Manaus. Este estudo parte do ponto de vista de que a A escola é uma porta de entrada comunitária. Além de seu papel pedagógico, formador e de socialização, ela é depositária dos conflitos, limites, esperanças e possibilidades sociais. (QUINTÃO, 2010, p. 4). Sendo assim, isso instiga a conhecer quais as expressões da questão social que perpassam a vida de crianças e adolescentes, e que refletem no cotidiano escolar nos tempos atuais, tornando-o um espaço permeado de relações complexas. Uma das expressões da questão social vivenciada por crianças e adolescentes, é a violência. Esta pode estar presente nas famílias, no próprio âmbito escolar, e na sociedade como um todo. Atualmente, muitos especialistas tem se debruçado sobre o tema do bullying encontrado nas escolas brasileiras. Este é caracterizado por agressões físicas e constantes intimidações quanto alguma característica do indivíduo, tais como religião, etnia, sexualidade e entre outros. É importante ressaltar que, a vítima de violência, como o bullying, pode apresentar várias conseqüências que podem comprometer seu desempenho escolar, como: falta de vontade de ir à escola e rejeição da mesma, dificuldade de concentração e diminuição do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento escolar e entre outros (PINHEIRO, 2009). As Drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, também têm grande incidência no âmbito juvenil, onde sua fácil acessibilidade é um dos fatores que tem contribuído para isso. Dentre esses vários lugares de facilidade de acesso às drogas, está a Escola. Isto porque, segundo Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é nesse espaço que os jovens tem o seu primeiro beijo, começam uma vida sexual e podem até ter seu primeiro contato com as drogas. Este que inicia com as lícitas, tais como, o álcool, o tabaco e a cola de sapateiro, avançando para as Ilícitas, como a maconha, que é a primeira opção no âmbito escolar. (DIAS, 2009)

4 4 Essas são algumas das várias expressões da questão social que perpassam o cotidiano de milhares de crianças e adolescentes, e que se estendem até a Escola, podendo ser um fator determinante para a evasão escolar de aproximadamente 1,5 milhões de alunos do ensino fundamental, quantitativo ocorrido em 2007, segundo o INEP. Isso instiga a refletir a problemática sobre a real garantia de todos em ter igualdade de condição para permanência na escola, como consta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu Artigo 3º inciso I. As expressões da questão social apresentadas nas escolas ao longo da pesquisa são: a Violência, as Drogas, o Preconceito, a Gravidez e a Evasão. Porém, a discussão será aprofundada em torno das duas primeiras citadas a cima dada à grande frequência dessas no cotidiano escolar das instituições de ensino participantes deste estudo. Violência Esta que no âmbito escolar é necessário distinguir seus tipos, cujo eles são: a violência na escola, que ocorre no ambiente escolar, mas não está ligada à natureza das atividades em ambiente escolar. A violência à escola, direcionada a instituição ou aos professores e funcionários, é um ataque à escola. E a violência da escola, violência simbólica, institucional que se dá no tratamento dos alunos e professores e suas relações sociais. (ABRAMOVAY et al apud CHARLOT, 2010, p. 27); Em ambas as escolas referidas acima foram constatadas os primeiros dois tipos de violência. No caso da primeira, esta pode ser identificada a partir dos seguintes comentários feitos pelos profissionais das mesmas: Escola Antônio Matias: Violência entre eles, violência verbal percebo muito isso aqui nessa escola, alguns casos de violência corporal (...) a falta de educação doméstica a gente vê que é uma conseqüência que gera a violência (...) (Professora 4). Escola Maria do Carmo: Eles são muito agressivos são poucos que não são. Um dia eu tentei fazer uma dinâmica de abraçar, mas eles não conseguem, porque não tem isso em casa (...). (Professora 10). Tendo em vista que a natureza desse tipo de violência não está relacionada ao ambiente escolar, apesar de ocorrerem neste, os dados acima indicam a possibilidade da ausência de educação familiar ser um dos fatores contribuintes. Os dados coletados com os estudantes das duas instituições confirmam a violência física dentro da escola entre eles, expresso a partir de brigas e do porte de arma. No caso deste, tanto na escola Antônio Matias, quanto na Maria do Carmo, 20% dos alunos pesquisados conhecem alguém que já levou algum tipo de arma, e 80% deles já presenciaram brigas dentro da escola.

5 5 A pesquisa constatou que as brigas também ocorrem fora da escola, no caso da escola Maria do Carmo, como diz esse profissional, Eu já presenciei algumas brigas, mas não dentro e sim fora da escola, com alunos daqui e, que não são e, talvez pessoas da rua. (...) lá fora o bicho tá pegando, tomaram até algumas providencias em fechar os portões e mandar os meninos irem logo para casa, porque o espaço externo da escola é grande, não é limitado por um muro porque ele foi derrubado, está meio exposta a escola (...) (Professor 8) Isso ratifica não somente as brigas na frente da escola, como também a vulnerável segurança física da mesma, expondo-a a entrada de desconhecidos, assaltos e entre outros. No entanto, além dos xingamentos, empurrões, murros nas costas e entre outras agressões físicas e verbais entre eles, ocorre à violência classificada como aquela direcionada aos profissionais e ao patrimônio escolar. No decorrer da pesquisa foi possível identificar que também existe a violência entre aluno e professor nas duas escolas pesquisadas, cujos relatos abaixo confirmam isso. Escola Antônio Matias: eles só se tratam gritando, gritam com a gente e levam os professores a gritar também com eles sem querer, de alguma forma tem que impor uma certa autoridade para eles. (Professora 4) Escola Maria do Carmo: (...) eles só reagem quando se grita, quando se tenta dar um conselho para turma eles ficam rindo, mas quando você perde o controle eles prestam atenção. (Professora 10) Os comentários acima demonstram que o cotidiano de professores e alunos, muitas vezes, se torna tenso por conta da forma como ocorre a comunicação entre ambos, levando-os ao desrespeito mútuo através da violência verbal. Drogas As drogas também estão presentes diariamente nas escolas pesquisadas. No caso da Antônio Matias ela possui a maior freqüência entre as expressões da questão social identificadas nesta escola, indicada por 43% dos profissionais. De acordo com o depoimento de uma professora, O problema das drogas é maior por ser mais sutil, e acaba refletindo na sala de aula. Teve vezes em que o aluno com certeza estava drogado, e isso já ocorreu na presença de outros professores também, e num dia ele ameaçou uma professora que tem certeza de que ele estava muito alterado. (Professora 3) Ademais, as drogas são consideradas por alguns profissionais do Antônio Matias como fruto do tráfico na comunidade, e esse é o maior problema que reflete nesta escola. Na outra instituição de ensino, foi constatado que 47% dos alunos pesquisados conhecem alguém da escola que seja usuário de drogas. Com isso, existe a possibilidade do

6 6 consumo e venda de entorpecentes no ambiente escolar, viabilizando, até mesmo, o primeiro contato de alguns com as drogas. Portanto, já ocorreram casos concretos de entorpecentes dentro do ambiente escolar, no entanto, há também relatos que afirmam a ocorrência de muitos comentários, mas nada concreto. Isso expressa o descontrole da instituição diante dessa problemática, além da ausência de ações investigativas no cotidiano da escola. Com isso, percebe-se que as drogas permeiam o ambiente de ambas as instituições, mas no caso específico da Maria do Carmo, é explícito a presença delas fora do estabelecimento de ensino o que acaba sendo mais um desafio a ser enfrentado pelos profissionais. 3. A atuação dos profissionais no enfrentamento das expressões da questão social apresentadas no cotidiano escolar. Este estudo também se propôs a aproximar-se da atuação dos profissionais no enfrentamento da questão social expressas no cotidiano das Escolas Municipais Antônio Matias Fernandes e Maria do Carmo Rebello de Souza, com o intuito de tecer considerações sobre a mesma. Foi possível identificar nessas escolas a frequência do diálogo como forma de enfrentamento da questão social. Escola Maria do Carmo: (...) muito pelo diálogo, não existe nenhuma atividade, eu sinto que a conversa é importante para eles (...), já cansei de parar o assunto para conversar, mas é somente, a gente não tem nenhum programa, projeto que trabalhe essa questão. (Professora 7). Escola Antônio Matias: A gente tenta conversar, mas não depende somente do professor dentro de sala de aula. (...) E dá para o professor combater somente nesse tempo? Tenta-se passar lição de valores, se o aluno não agregou em casa, mas a gente acaba abrindo mão do conteúdo, na maioria das vezes, para tentar fazê-los mudar o modo de pensar e agir, então a gente faz isso em pouco tempo que é para não tomar conta de todo o tempo da aula. (Professora 2). Ademais, esses relatos também evidenciam a flexibilização do trabalho dos professores que, muitas vezes, acabam tendo que assumir a educação informal de competência da família, e assumir demandas de outros profissionais especialistas que não compõem o quadro da escola.

7 7 No caso específico da Maria do Carmo, temas como violência, gravidez e entre outros, às vezes, são trabalhados de forma superficial dentro do conteúdo das disciplinas e, também em amostras eventuais, como exemplifica os comentários abaixo: (...) a gente insere esse tipo de assunto nas nossas matérias, por exemplo, as vezes nas minhas aulas de matemática eu uso textos sobre drogas, aborto, gravidez precoce, fazendo gráficos (...). (Professor 8). Se estiver uma situação muito preocupante de vez enquanto escolhe-se uma dessas temáticas e é trabalhado em sala de aula é mais o professor de ciências que trabalham com isso, também é desenvolvido esses temas quando tem amostras culturais. (Professor 11). Já na Escola Antônio Matias, esses temas, algumas vezes, são trabalhados por meio das chamadas culminâncias. As culminâncias seria a gente trabalhar num período um determinado tema, por exemplo, a violência então cada professor desenvolve dentro da sua disciplina esse tema com os alunos, produzindo alguns trabalhos, a culminância é o dia em que esses trabalhos são apresentados para todos na hora cívica (...). (Professora 4). Constatou-se também que a escola Antônio Matias, geralmente, aciona o Conselho Tutelar, órgão fiscalizador dos direitos previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, dentre os serviços da rede de proteção social 1. Alguns casos foram encaminhados para o conselho tutelar, mas não temos tido um retorno, apareceu uns conselheiros aqui disseram que voltariam na outra semana e nunca mais apareceram, então esses outros serviços de apoio a gente pensa que deveria dar essa logística para a educação, (...) porque aqui mesmo o reflexo na escola a gente não consegue ver. (Professora 3). Esse comentário conduz a uma reflexão a cerca da efetivação da rede social cujo objetivo é estabelecer o espaço necessário para a construção de uma ação conjunta, solidária e participativa, visando à solução de problemas que emergem de determinada comunidade. (TURCK, 2002, p.42). Porém, a realidade tem se distanciado cada vez mais dessa dinâmica, dificultando assegurar serviços de direito, e até mesmo criando uma desconfiança na própria competência da instituição. 1 Proteção social é um conceito amplo, desde meados do século XX, engloba a seguridade social (ou segurança social), o asseguramento ou garantias à seguridade e políticas sociais. A primeira constitui-se em um sistema programático de segurança contra riscos, circunstâncias, perdas e danos sociais, cujas ocorrências afetam negativamente as condições de vida dos cidadãos. O asseguramento identifica-se com as regulamentações legais que garantem ao cidadão a seguridade social como direito. E as políticas sociais constituem uma espécie de política pública que visa profissões, benefícios, serviços e recursos programáticos e financeiros. Neste sentido, a proteção social não é sinônimo de tutela, nem deverá está sujeita a arbitrariedades, assim como a política social parte integrante do amplo conceito de proteção (PEREIRA, 2000, p.16)

8 8 A dinâmica da Escola Maria do Carmo tem um diferencial em comparação a outra. Quando julgam necessário, acionam a Polícia e o Conselho Tutelar, cuja parceria merece destaque: (...) a gente tem uma linha direta com ele, o conselheiro sempre vem aqui. A gente tem uma troca de favores, que ele sempre utiliza a nossa quadra, que ele é líder comunitário, então ele sempre tá também lá na quadra, ele sempre vem aqui saber como tá a escola, então eu acho que com relação ao conselho a gente tem um acompanhamento imediato, 100%, a gente ligou, eles estão aqui. (Pedagogo) Com isso, percebe-se a relação clientelista estabelecida entre a instituição de ensino e o conselho tutelar, ao desmontar o caráter de dever da segunda instituição em fiscalizar os direitos preconizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, reduzindo a uma mera troca de favores. Todavia, quando os conselhos através do diálogo, as suspensões, a família e o Conselho Tutelar não surtem os resultados esperados, outra providencia é tomada, como explica a seguir: Antônio Matias: (...) se a ocorrência persistir o aluno fica sob a mira de uma transferência, aconteceram no ano passado dois casos de alunos que foram transferidos. (Professora 4) Maria do Carmo: É encaminhado para o pedagogo e ele chama os pais ou responsáveis, eles assinam advertência e depois de três vezes, é dado à transferência. (Professora 15) Durante a pesquisa foi constatado a pouca freqüência de transferências, no entanto, é necessário registrar que existem casos em que ocorre esse tipo de atuação perante do aluno como mecanismo de resolver a situação, porém, o que realmente acontece é a mudança do problema para outra escola. A pesquisa realizada em ambas as instituições de ensino também identificou que não são promovidas ações continuas de prevenção e enfrentamento, e sim atividades esporádicas. Escola Antônio Matias: (...) houve alguns anos anteriores em que convidaram profissionais dessa área, (...) mas assim esporadicamente não que seja um trabalho sistemático que seja levado em conta isso. (Professora 4) Escola Maria do Carmo: (...) os professores já trabalharam motivação com os pais, mas isso é pouco, poderia ser feito mais. Hoje a minha prioridade é colocar o aluno para dentro de sala para ele ter aula, isso é o que eu tento fazer, coisinhas a mais, às vezes, e tudo depende da logística, porque não temos auditório, e do nosso tempo. (Pedagogo) Desta forma, isso contribui para intensificar, ainda mais, o quadro de violência, drogas, gravidez e entre outras expressões presentes no cotidiano escolar, tornando-o um

9 9 ambiente repleto de tensões e insatisfações e o próprio descontrole da situação, que vão refletir na atuação dos profissionais, qualidade do ensino e desempenho dos alunos. Percebeu-se que é necessário no espaço escolar um planejamento social sistemático. Isto se ratifica a partir de algumas das respostas obtidas durante a pesquisa com os profissionais, quanto à realização de atividades entre eles com o intuito de encontrar alternativas de intervenção diante da gravidez na adolescência, drogadição, violência, e entre outras apresentadas pelos alunos. Há relatos em que demonstram claramente a pontualidade da intervenção nos casos extremos: Escola Antônio Matias: Quando a situação está ficando muito feia a gente se reúne para tentar amenizar. (Professora 2) Escola Maria do Carmo: (...) a gente se reúne só em caso grave, não é estipulada uma data certa. (Professor 8) Existem também comentários de que ocorrem reuniões para discutir notas e planejar aulas, e eventualmente se discute sobre os problemas dos alunos. Escola Antônio Matias: Nós verificamos mais esses problemas quando fazemos as reuniões de conselho de classe, (...) o nosso foco são as notas, então se ela estiver baixa significa que o aluno está tendo problema em outro lugar. (Professora 3) Escola Maria do Carmo: No planejamento mensal quando se tem uma problemática todos se reúnem para discutir. (Pedagogo) Como é possível averiguar, as respostas foram variadas, mas todas refletem que as expressões da questão social ainda não fazem parte da agenda escolar de forma sistemática, o que ocorre são ações descontinuas e pontuais. Vale ressaltar que, ao longo da observação em ambas as escolas foram identificados a existência de programas voltados ao reforço de disciplinas, como o Mais Educação; e principalmente, atividades esportivas para os alunos e para a comunidade, como o Segundo Tempo, a Escola Aberta, e entre outros programas e projetos. Estes são utilizados por estas instituições, sobretudo a cultura e o lazer, como atrativos para os alunos até mesmo se manterem mais tempo na instituição de ensino, com o intuito de prevenir o envolvimento com drogas, violência e assim sucessivamente. Escola Maria do Carmo: O que a escola tenta fazer é tentar encaixá-los em projetos para não ficar em casa ou na rua, então tem os projetos na escola aula de dança, teatro (...) (Professora 9) Escola Antônio Matias: Faço o convite raramente um deles entra para participar, e aqueles que entram se tornam pessoas melhores, porque eles entram em contato com a música, com a cultura, isso parece que alivia o espírito dessa coisa tão pesada que é a realidade deles.(professora 4)

10 10 Não há dúvidas do potencial transformador de atividades como a dança, o teatro e entre outros, que contribuem de forma significativa para o melhor desempenho dos alunos na escola. No entanto, o que é importante ressaltar é que, para enfrentar essas expressões da questão social que assombram o ambiente escolar, é necessário também atrelar outras ações interventivas construindo um trabalho voltado especificamente a refletir e intervir nessa realidade, onde a dimensão interdisciplinar tem muito a contribuir. Diante disso, pode-se afirmar que essas informações colocaram em evidência como tem se configurado atuação dos profissionais das escolas pesquisadas no enfrentamento da questão social e suas expressões. Constata-se que as ações desenvolvidas são esporádicas e desconectadas de um planejamento específico. E de certa forma, as conversas, suspensões e alguns eventuais debates sobre temáticas importantes acabam sendo um paliativo para as situações de conflitos, que explodem dentro do espaço de ensino, mas que muitas vezes, são originados fora dos muros da escola. Tudo isso, instiga a elaborar o seguinte questionamento: Quais os limites e desafios que os profissionais têm enfrentado nas ações interventivas desenvolvidas na escola? 4 Os limites e os desafios enfrentados pelos profissionais nas ações interventivas desenvolvidas na escola Primordialmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB - Lei nº 9.394/96, estabelece que um dos deveres do Estado com a Educação Pública é garantir padrões mínimos de qualidade de ensino (Art. 4º, inciso IX). No entanto, as condições em que se encontram muitas escolas acabam expressando que nem mesmo esse padrão mínimo tem sido contemplado. Isto por conta do desmonte da educação promovida pelo ideário neoliberal, que tem contribuído de forma significativa para limitar a atuação dos profissionais inseridos nessa área, refletindo claramente nas suas condições de trabalho no âmbito escolar. No caso particular das escolas pesquisadas constatam-se uma série de barreiras diárias que interferem na própria formação intelectual e cidadã. Um exemplo disso é a ausência de suporte físico e material. De acordo com os dados coletados com os profissionais de ambas as instituições, a questão física e material impede que as aulas sejam mais dinâmicas e priva os alunos de espaços fundamentais. Antônio Matias: (...) eu me recinto muito pelo espaço que não temos e principalmente a biblioteca (...). Não temos uma sala de informática, nem refeitório, eles comem em pé em qualquer lugar (...). Outros instrumentos

11 11 como o data show para ser utilizado temos que pedir uma semana antes, pois o equipamento esta instalado em apenas uma sala. (...) (Professora 5) Maria do Carmo: Essa escola acabou de sair de uma reforma, mas tem salas que o ar-condicionado não funciona, e é difícil controlar 40 alunos em uma sala pequena, quente, agente também não tem muito recurso, por exemplo, a gente quer passar um filme, tem televisão, mas não tem DVD, dar para trabalhar, mas não dá para sair do padrão conteúdo-exercício. Uma vez eu tentei fazer uma dinâmica, mas não dá, tem muito menino, cadeira, e a sala é muito pequena. (Professora 10) (...) há dois anos a escola não recebe nenhum tipo de material pedagógico, didático, nada, nesse ano chegou os livros, mas em parte (...). (Pedagogo) Portanto, as circunstâncias em que se encontram as escolas participantes deste estudo interferem na atuação dos profissionais que, por conseguinte, reflete não somente na qualidade do ensino, mas também nas ações interventivas desenvolvidas na escola. Porém, existem outros fatores que limitam o enfrentamento das expressões da questão social, que são os seguintes: Resistência dos alunos em receber orientações; Ausência da família no acompanhamento escolar dos filhos; e, Falta de Profissionais, todavia serão abordados somente os dois últimos citados. Ausência da família no acompanhamento escolar dos filhos. A educação é direito de todos e dever do Estado e da família, expresso na Constituição de 1988 no Art. 205, e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação - Lei nº 9.394/96, Art. 2º. Vale ressaltar, o dever da família em proporcionar condições e incentivos à educação de seus membros, e que vai além de sua obrigação de apenas matriculá-los na rede regular de ensino (Art. 55 do ECA - Lei nº 8.069/90). É inegável a relevância do acompanhamento da família na vida escolar dos filhos, Sobre a relevância desta questão, Fehrmann, Keith e Reimers (1987) já sugeriam que o envolvimento dos pais tem um efeito direto e positivo nas notas dos filhos e um efeito significativo também no tempo que as crianças despendem fazendo tarefas acadêmicas em casa ( lição de casa ), tendo também um efeito indireto positivo nas notas alcançadas por estas crianças. (COSER, 2009, p.1). Apesar de tudo, a ausência dos pais no acompanhamento de crianças e adolescentes é constante nas escolas Antônio Matias e Maria do Carmo, dificultando uma parceria escolafamília, não somente no que diz respeito aos aspectos pedagógicos do aluno, mas no desenvolvimento de intervenções nas expressões da questão social. Antônio Matias: (...) Outra dificuldade é trazer os pais para a escola porque eles sempre estão ocupados, eles faltam muito às reuniões de pais, e acabam deixando toda a educação dos filhos para a escola. (Diretor) Maria do Carmo: (...) eles não acompanham, então quando a gente precisa resolver algum problema sobre o aluno, seja de nota, prova, a gente não tem

12 12 esse retorno, então o que a gente pode fazer se os pais trabalham e não tem ninguém para acompanhar? Geralmente eles aparecem no final do ano para brigar, para saber porque o filho reprovou. (Professora 9) Um dos diversos fatores contribuintes para este distanciamento pode ter relação com a forma como tem se configurado a família atualmente, onde tudo indica que as mudanças na organização da família estão se dando fundamentalmente, a partir das mudanças na condição feminina, que terminam por afetar, também os papéis masculinos. (...) (CARVALHO, 1997, p.36). Portanto, por requisição do modelo capitalista de produção, a figura paterna e materna da família acabam subordinados às relações competitivas do trabalho, durante uma carga de 8 à 12 horas por dia, em detrimento, muitas vezes, de um acompanhamento nas atividades pedagógicas, reuniões da escola e em outros aspectos da vida dos filhos. Isso resulta A culpa de não estar presente de forma efetiva e construtiva na vida de seus filhos que faz, muitas vezes, um pai ou uma mãe ignorarem o que se passa com eles. Assim, muitos pais e mães acabam tornando-se reféns de seus próprios filhos. Com receio de contrariá-los, reforçam atitudes inadequadas e, com isso, prejudicam o seu desenvolvimento, não só intelectual, mas também, mental e emocional. (HÜLSENDEGER, 2006, 02). Isso é perceptível nos dados abaixo, que mostram claramente o reforço de atitudes inadequadas, chegando, até mesmo, ao ponto de desconfiar do trabalho dos profissionais. Antônio Matias: (...) pais que não reconhecem que o filho tenha esse problema, quando são chamados ao invés deles trabalharem junto com a escola, observar melhor o filho, muitos deles acham que a gente ta dando o juízo errado, que o filho não é assim, geralmente é isso aí a família não aceita aquilo que a gente ta falando. (Professora 4) Maria do Carmo: Os limites estão relacionados com a família que é chamada para conversar e, muitas vezes, passa a mão na cabeça do filho, acha que o pedagogo ou o professor tem alguma marcação com o aluno, e acabam não fazendo nada para melhorar. (Professora 13) As consequências da falta de acompanhamento dos pais são visíveis, tanto no desempenho pedagógico, quanto no comportamento do aluno, como exemplificado abaixo: Antônio Matias: (...) a escola acaba tendo que arcar com toda a responsabilidade de educar o adolescente ou a criança, a família parece que desaparece desse compromisso, isso é gritante dentro da escola, que a gente vê alunos que manifestam esse tipo de comportamento através do relacionamento, entre eles e com os professores, a violência é mais comum, tipo desrespeitar os professores, desacatar a autoridade que a gente tem em sala de aula, isso é conseqüência de um ambiente familiar desestruturado, que não tem uma relação de respeito entre eles. (...) (Professora 4) Maria do Carmo: O maior limite é o acompanhamento dos filhos pelos pais, tem pai que eu nunca vi aqui, parece que a criança está abandonada, alguns jogam a criança aqui e o ano todo não aparecem, geralmente são essas as mais problemáticas. (Pedagogo)

13 13 Vale frisar que, esses relatos evidenciam não somente a violência e o desempenho insatisfatório como algumas das consequências da falta de acompanhamento da família, mas a própria ausência dos pais e de um ambiente saudável na vida de várias crianças e adolescentes. Falta de Profissionais Os recursos humanos também são um dos limites vivenciados pelos profissionais nas ações interventivas desenvolvidas nas escolas. Maria do Carmo: A questão do acompanhamento dos alunos, eu tenho pouco tempo para ir à sala de aula conversar com eles, então a minha função é coordenação pedagógica e eu gostaria de realizá-la plenamente, e eu acabo sendo médico, porteiro, inspetor, pai, polícia, hoje eu sou muito limitado por conta das funções que eu sou obrigado a exercer aqui (...). (Pedagogo) Com isso, percebe-se que muitas vezes os profissionais como o professor e o pedagogo acabam tendo que suprir outras demandas que fogem à sua competência e às suas atribuições, em detrimento de seu trabalho. Além disso, a falta de recursos humanos fragiliza a construção de uma equipe que atue numa abordagem interdisciplinar na proposta de desvelar as múltiplas faces de uma dada realidade, vindo a colaborar no enfrentamento das expressões da questão social que constituem o cotidiano escolar. Por fim, apesar de tudo, os professores tentam intervir a partir de aconselhamentos, chama a atenção dos alunos, por exemplo, e já ocorreram casos em que eles foram até a casa do estudante, no entanto, constantemente os professores têm sofrido desrespeito pelos alunos e por sua família, e até ameaças como consequências dessas intervenções. Antônio Matias: Tem colegas que tentam intervir, mas são ameaçados pelos alunos. Teve um caso aqui na escola em que a professora chamou a atenção do aluno, e depois ele e a galera dele foram bater com paus na grade da casa dela como forma de ameaça. (Diretor) Maria do Carmo: (...) já teve muitos casos em que o professor tenta intervir sozinho e eles se dão mal, eu já tive alguns casos que o aluno dizia: o senhor não manda na minha vida, eu faço o que eu quero, então acontece que a gente se dá mal por intervir, e também não tem um apoio para nós (...) (Professor 8) (...) Houve casos de o professor ir até a casa do aluno conversar com os pais e não serem recebidos, serem escorraçados (...) (Professora 10) Diante dessa discussão, ficam registrados os limites que permeiam as ações interventivas desenvolvidas na escola, e pela necessidade de serem superados, eles caracterizam-se também como desafios. E mais, levando em consideração as investidas neoliberais retratadas a partir da fragilização do ensino de caráter crítico e revolucionário, condições precárias da escola, sem

14 14 perspectiva de uma abordagem interdisciplinar, e sem a parceria imprescindível da família, o próprio enfrentamento das expressões da questão social não deixa de ser um verdadeiro desafio. 6 CONCLUSÃO A partir disso, este estudo, instiga à reflexão de uma intervenção interdisciplinar frente às demandas que permeiam a escola, na tentativa de contribuir, até mesmo, com a permanência e formação do aluno no ensino fundamental. Ademais, toma como exemplo o caso peculiar da inserção do Assistente Social como um dos profissionais a intervir nesta realidade utilizando suas competências em conjunto com outros saberes e não de forma isolada. No entanto, é importante ressaltar a necessidade desta profissão em intensificar o debate teórico na área da educação, haja vista que esta detém um acervo reduzido nesta área, além de ampliar debates e produções no âmbito universitário, por exemplo. Por fim, este estudo coloca em evidencia a atuação dos profissionais da educação diante das expressões da questão social no âmbito escolar, este que não pode ser desconectado de seu cunho estrutural, e, portanto, a interdisciplinaridade vem a ser apenas um passo inicial ao seu enfrentamento. REFERÊNCIAS ABRAMOVAY, Miriam (coord.); CUNHA, Anna Lúcia; CALAF, Priscila Pinto. Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas. 2.ed. Brasília: Rede de Informação Tecnológica Latino-americana RITLA, Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal SEEDF, 2010, 496p. CARVALHO, Maria do Carmo Brant de (Org.). A família contemporânea em debate. 2 ed. São Paulo: EDUC/Cortez, p. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em 03 jan COSER, Danila Secolim. A importância da família na vida escolar dos filhos. Neteducacao, São Carlos, 01 Setembro Disponível em: <http://www.neteducacao.com.br/portal_novo/>. Acesso em 20 jan

15 15 DIAS, Marina. Drogas: o perigo ronda as escolas. Veja, São Paulo,16 Novembro Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/educaçao/drogas-perigo-ronda-escolas>. Acesso em 21 jan HÜLSENDEGER, Margarete J.V.C. A importância da família no processo de educar. Revista Espaço Acadêmico, ano VI, n. 67, dez Mensal. ISSN Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/>. Acesso em 19 jan INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Disponível em: <http://www.inep.gov.br>. Acesso em 19 jan Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nº 9.394/96; Disponível em: <http://www.mec.gov.br>. Acesso em 12 jul Lei N 8.069, DE 13 DE JULHO DE Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em 10 jan LEI DE REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE SERVIÇO SOCIAL N 8.662, DE 7 DE JUNHO DE Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em 10 jan PEREIRA, Potyara. As necessidades humanas: subsídios dos mínimos sociais. São Paulo: Cortez, PINHEIRO, Luzia. Consequências do Bullying. Site Google, São Paulo, Disponível em: <http://sites.google.com/site/bullyingemportugal/home/consequencias-do-bullying>. Acesso em 25 jan QUINTÃO, Luiz. Políticas públicas sociais: o desafio da integração. In: O serviço social e a política pública de Educação. André Quintão, Minas Gerais, 16 Março Disponível em: < >. Acesso em 19 jan TURCK, Maria da Graça Maurer Gomes. Rede Social. In: Rede Interna e Rede Social: O desafio permanente na teia das relações sociais. 2. ed. Porto Alegre: Tomo Editorial, p NOTAS 1. Essa definição encontra-se no estudo de Pereira (2000).

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