Execução e. Monitoramento

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1 Avaliação Monitoramento Execução Impactos Resultados O CICLO DE GESTÃO Planejamento Problema Demanda ou Oportunidade Execução e Monitoramento Susan Dignart Ferronato Gestora Governamental /MT Cuiabá MT, dezembro de 2008

2 DESPESAS Meu orçamento...posso...

3 Vedações CF/88 Artigo 167 i. o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; ii. a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; iii. a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo poder legislativo por maioria absoluta

4 Vedações LC 101/2000 Artigos 15, 16, 17 Serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou a assunção de obrigação que não atenda o disposto nos artigos 16 e 17; Criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa sem acompanhamento de estimativa do impacto orçamentário-financeiro para dois exercícios e declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira; Criação ou aumento de despesa obrigatória de caráter continuado sem estimativa de impacto e fonte de financiamento (orçamento).

5 Vedações Lei 4.320/64 e Lei 10320/68 Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. Art. 69 Não se fará adiantamentos a servidor em alcance e a responsável por dois adiantamentos. Art. 6º inc. II A despesa de adiantamento deverá ser precedida de empenho; Não se fará adiantamento para despesa já realizada, nem para despesas em valores superiores ao adiantamento; Art. 41 Não se fará adiantamento a quem não prestou contas no prazo legal.

6 Então, como posso executar as ações? Despesa Pública... É todo dispêndio do Estado que corresponda a um efetivo interesse público, seja em forma de bens materiais, seja em forma de bens imateriais. Pode ser: Extra-Orçamentária: é a saída financeira decorrente da devolução dos recursos recebidos a título de receita extraorçamentária. É uma despesa que não consta na LOA. (Ex.: Pagamento de Restos a Pagar); Orçamentária: deriva de lei orçamentária e de seus créditos adicionais, sua realização está subordinada à autorização poder legislativo, não podendo efetivar-se sem crédito orçamentário correspondente.

7 Despesa Pública em etapas LIMPE! Etapas da despesa segundo a lei ou a realidade: Fixação (orçamento); Reserva ou pré-empenho (controle das obrigações); Empenho (Ato emanado de autoridade competente que cria obrigação para o Estado); Liquidação (Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor); Pagamento (Quitação da obrigação junto ao credor).

8 Mas o $$$ não deu, e agora? CRÉDITOS ADICIONAIS (CF/88 art. 167, inciso V e Lei 4.320/64, art. 40 a 46 e respectivos parágrafos). Podem ser: SUPLEMENTARES - Reforço do Orçamento grupos de despesas de um projeto/atividade já existente (autorizados na LOA, abertos por decreto); ESPECIAIS - Atender a programas não contemplados no orçamento, projetos/atividades novos (autorizados por lei específica e abertos por decreto); EXTRAORDINÁRIOS - Atender a despesas imprevisíveis e urgentes reforçando dotações já existentes ou com abertura de novo programa, projeto e/ou atividade (independe de autorização legislativa prévia. Abre por decreto e envia imediatamente ao legislativo)

9 Com que $$$???? RECURSOS DISPONÍVEIS PARA ABERTURA DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS ADICIONAIS Superávit Financeiro Excesso de Arrecadação Operação de Crédito Anulação Parcial ou Total de Dotações (mais freqüente)

10 Vai abrir o orçamento, por onde começo? Reavaliação do PTA/LOA com as equipes e o nível estratégico fazer as adequações se houver necessidade (equipe, recursos, estratégias); Verificar as definições do Decreto de Execução para o exercício; Organizar o Plano de Aquisições (relação da execução dos programas e ações com o processo de aquisições). Atenção aos convênios e os processos de licitação (cronograma das ações e tempo das licitações). Organizar as equipes de acordo com os programas e Ações, observando a estrutura organizacional (compatibilidade entre processos e ações). Estabelecer as responsabilidades por: Programas; Ações; Medidas e Tarefas (uso do PTA como instrumento gerencial). Liderar equipe.

11 Durante a execução verificar: ÁREA SISTÊMICA Evolução das despesas obrigatórias (Pessoal, Contribuições previdenciárias, Outras); Evolução das despesas essenciais: Tarifas; Contratos com prestadores de serviços (limpeza, informática, manutenção de veículos,combustível etc). Empenho estimado e global, prazos de vigência.. Manutenção das unidades desconcentradas, etc. A existência e pagamento de restos a pagar; As evolução das receitas próprias e das receitas do Estado (Fonte 100) Há risco de contingenciamento?? A execução física (medidas, tarefas) /orçamentária (empenhos) /financeira (pagamentos) das ações orientar e cobrar as áreas finalísticas. Organizar o processo de aquisições orientar as áreas finalísticas quanto a prazos; Estabelecer e realizar calendário de reuniões gerenciais. JÁ ESTOU FAZENDO O MONITORAMENTO!!!!

12 Verificar também... ÁREA SISTÊMICA As condições do patrimônio vida útil dos bens, sua manutenção, a aquisição de novos bens ou substituição de bens danificados (dar baixa); Atenção as novas linhas de financiamento do Governo Federal; Orientar as equipes finalísticas na elaboração e inserção dos convênios no orçamento; Monitorar da execução dos convênios (planos de trabalho e desembolsos); Atender a emergências (articulação com o nível superior e comunicação de decisões); Coordenar as alterações orçamentárias. Comunicar aos responsáveis pelas ações as alterações orçamentárias.

13 No final do Exercício devo verificar.. Se houve equilíbrio entre receitas X despesas; Se restaram saldos orçamentários sem cobertura financeira; Se restaram saldos financeiros sem cobertura orçamentária; Se ficaram Restos a Pagar LRF cuidado especial no último ano do mandato; Atenção aos dispositivos do Decreto de Encerramento do Exercício

14 RESPONSÁVEIS POR PROGRAMAS E AÇÕES Elaborar solicitação de aquisições; Acompanhar o processo de aquisições; Acompanhar a execução orçamentária / financeira; Realizar as negociações e ajustes nas ações em função de possíveis atrasos no processo de aquisições e / ou alterações orçamentárias (Introduzir as mudanças no PTA); Realizar reuniões gerenciais com a equipe (com base no PTA); Liderar a equipe (designar medidas e tarefas, estabelecer prazos)

15 RESPONSÁVEIS POR PROGRAMAS E AÇÕES Verificar a execução de ações orçamentárias e não orçamentárias. Gerenciar os convênios (encaminhamento do projeto, aprovação execução (já tem dotação? Precisa de crédito?); Monitorar a atuação da equipe na execução das medidas e tarefas; Solucionar os entraves à execução das ações do programa (nível estratégico, outros atores); Efetuar periodicamente avaliação do processo de execução e a eficácia das estratégias com vistas ao atendimento das metas; Realizar a avaliação da ação no final do exercício.

16 UMA PROPOSTA DE MONITORAMENTO PARA MT

17 Objetivos do monitoramento: Verificar permanentemente a execução dos programas de governo Melhorar a gestão Economizar recursos Melhorar os resultados Mostrar os resultados Atender o cidadão

18 Pontos importantes... O monitoramento será realizado pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo Estadual; Serão monitorados programas e ações do PPA e LOA; A SEPLAN coordena o processo, disponibiliza metodologia, orientação, apoio técnico, organiza as informações resultantes do processo e promove articulação com equipe responsável pela implementação dos programas nos órgãos e entidades; A SEPLAN cumpre suas atribuições através da equipe de monitores (Técnicos da SEPLAN que orientam, assessoram, capacitam e auxiliam na superação das restrições).

19 Responsabilidades O monitoramento do programa é de responsabilidade do titular do órgão ou entidade; O monitoramento da ação é de responsabilidade do coordenador de ação; No programa prioritário o responsável conta com o apoio de um gerente-executivo;

20 Atribuições Responsável pelo programa: secretário e/ou presidente ( titular do órgão ); Indicar gerente-executivo; Indicar coordenadores de ação; Responder pela evolução de indicadores do programa; Monitorar o conjunto das ações; Articular o gerente-executivo com seus coordenadores de ação; Gerenciar restrições; Negociar e articular recursos; Validar e manter atualizadas informações;

21 Atribuições Gerente-executivo: indicado pelo responsável, de sua confiança, conhecedor do assunto, habilidade gerencial. Evitar sobreposição de ações; Monitorar a evolução de indicadores do programa; Monitorar o alcance das metas das ações; Promover a otimização de recursos; Promover articulação entre os coordenadores de ação; Consolidar e analisar informações; Assegurar tempestividade e confiabilidade das informações; Identificar e eliminar restrições; Apoiar a atuação do responsável pelo programa;

22 Atribuições Coordenador de ação: indicado pelo responsável, (conhecimento técnico do assunto, permanência no Estado e habilidade gerencial). Viabilizar a execução e monitoramento de uma ou mais ações; Responsabilizar-se pela obtenção do produto expresso na meta física; Aplicar os recursos de forma eficiente; Registrar o desempenho físico, da gestão das restrições e dos dados gerais das ações, no sistema de informações; Providenciar o cumprimento tempestivo do plano de trabalho anual;

23 Formação das equipes O gerente-executivo e o coordenador de ação são de livre indicação do responsável pelo programa; Confiança; Capacidade técnica (conhecimento do assunto); Capacidade gerencial (conhecimento dos meios); Não serão disponibilizados novos cargos ou criadas unidades administrativas para implantação de qualquer uma das funções do processo de monitoramento, devendo ser utilizados os recursos organizacionais já disponíveis;

24 Produtos e fluxo As informações obtidas com o monitoramento serão disponibilizadas na forma de relatórios quadrimestrais; Os relatórios serão encaminhados à SEPLAN pelo responsável pelo programa e, após análise, em se tratando dos programas prioritários, serão remetidos aos comitês setoriais para deliberação; Se houver restrições serão encaminhados ao comitê central de monitoramento;

25 Estrutura e atores PROGRAMA Responsável pelo programa (Titular do órgão ou entidade) Gerente-Executivo (Programas Prioritários) Coordenadores de Ação Monitores (Gestores e Técnicos SEPLAN) Comitê Central de Monitoramento dos Programas Prioritários Sec. de Planejamento (Coordenador) Sec.de Fazenda Sec.de Administração Procurador Geral do Estado Auditor Geral do Estado Sec. Casa Civil Sec.Comunicação Titular do órgão ou entidade com Programa Prioritário Gerente-Executivo (Programas Prioritários) Comitê Setorial de Monitoramento dos Programas Prioritários Titular do órgão ou entidade Gerente-Executivo (Programas Prioritários) Coordenadores de Ação Representantes do Núcleo POF Monitor SEPLAN

26 Comitê Central Atribuições Analisar e avaliar informações sobre execução orçamentária, física, financeira e sobre a evolução de indicadores; Elaborar propostas preventivas e corretivas quanto à implementação dos programas; Encaminhar ao Conselho Econômico de Governo informações quanto aos programas prioritários; Buscar junto ao Conselho Econômico de Governo soluções de restrições que demandem decisões estratégicas. Funcionamento O comitê central poderá contar com um secretário executivo para organizar as demandas, pautas e atas das reuniões (sugestão que seja o coordenador do projeto de monitoramento da SEPLAN); O Comitê reunir-se-á ordinariamente ao final de cada semestre e extraordinariamente quando convocado pelo coordenador.

27 Atribuições: Comitês Setoriais Analisar e avaliar informações sobre execução orçamentária, física, financeira e evolução dos indicadores; Elaborar propostas preventivas e corretivas quanto à implementação dos programas e que estejam fora do âmbito de competência do gerenteexecutivo; Buscar junto ao Comitê Central de Monitoramento dos Programas Prioritários soluções de restrições que demandem decisões que ultrapassem a esfera de atuação do órgão ou entidade. Funcionamento O Comitês reunir-se-ão ordinariamente ao final de cada quadrimestre e extraordinariamente quando convocados pelos coordenadores; Caberá ao representante do núcleo POF a secretaria executiva do Comitê Setorial (organizar e secretariar as reuniões); Organizar demandas e pautas; Lavrar e divulgar as atas Encaminhar as deliberações.

28 FIXANDO OS CONCEITOS Com quais vedações legais preciso me preocupar no gerenciamento do meu setor? 2. Quais as etapas da despesa e sua importância para o gestor? 3. Como você define monitorar? 4. Que instrumentos podem ajudar no monitoramento?

29 Obrigada pela atenção!!!

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