Registro, memória e transmissão cultural: os textos culinários e o caderno de receitas 1 2

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Registro, memória e transmissão cultural: os textos culinários e o caderno de receitas 1 2"

Transcrição

1 Registro, memória e transmissão cultural: os textos culinários e o caderno de receitas 1 2 Rogéria Campos de Almeida Dutra (UFJF/MG) Resumo: A transmissão das práticas culinárias podem encontrar espaços diversos de realização. Frequentemente são acionadas através da transmissão oral, da educação ao vivo, onde quem aprende a fazer, o faz assistindo (e lembrando-se de) quem sabe fazer em ação. Esta dimensão faz parte, ou fez durante muito tempo, do processo de socialização da maioria das mulheres em nossa sociedade. A sistematização deste saber vem se materializando, nas sociedades letradas, através da elaboração de receitas como forma de transmissão da cultura culinária de determinado grupo social. Este trabalho tem como objetivo analisar a produção deste instrumento de transmissão dos saberes e em particular dos cadernos de receita, tradicionalmente objeto de interesse e investimento feminino que vem sofrendo alterações, quanto a sua elaboração e utilização frente a modernização da sociedade e utilização de recursos outros de registro, como livros de culinária e blogs virtuais. Palavras-chave: textos culinários, transmissão cultural, escritura feminina 1 Trabalho apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizado entre os dias 03 a 06 de agosto de 2014, Natal, RN 2 A autora agradece o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) à sua participação neste evento. 1

2 A transmissão de práticas culinárias e suas receitas ocorrem na atualidade de modos variados e flexíveis, acompanhando a multiplicidade de formas comunicacionais presentes em nossa sociedade. No contexto da ampliação dos contatos e intercâmbios, as receitas são divulgadas independentemente de relações sociais estabelecidas localmente, através de sua publicação em livros ou em sites e blogs na internet. Ainda assim, apesar da diversidade de meios de multiplicação, a forma mais imediata de transmissão deste saber, a partir da tradição oral, ainda persiste: campo da educação ao vivo onde quem aprende a fazer o faz acompanhando, assistindo (ou lembrando-se de) quem sabe fazer, em ação. Este processo faz parte, ou fez durante muito tempo, do processo de socialização da maioria das mulheres em nossa sociedade. É neste grupo que se situam aquelas que sabem fazer, mas não sabem com a precisão matemática dizer como fazer, pois a apreensão é intuitiva: sentindo o ponto da massa, ou a quantidade exata de tempero utilizado. Entre a transmissão oral e o registro publico, através da publicação em livros ou na internet, encontramos a sistematização deste saber presente nos Cadernos de Receitas, instrumento eminentemente feminino e, na maioria das vezes, patrimônio familiar. O Caderno de Receitas se situa também na forma intermediária no que toca à autoria. Se as publicações de receitas em livros, que lidam com a transmissão culinária a partir de uma escrita formalizada, divulgada na esfera pública, trazem a experiência da autoria, por outro lado, a transmissão oral versa a culinária como saber coletivo, da memória coletiva de um grupo ou sociedade. Os manuscritos culinários domésticos incorporam estes dois extremos, um saber coletivo, familiar, local, regional e o saber vivido, exercício da expressão e experiência pessoal. O conjunto de saberes e práticas envolvidos na cozinha de uma sociedade ou grupo social faz parte de sua herança cultural. Como parte integrante da vida cotidiana, ocupa lugar proeminente entre os marcadores da experiência do pertencimento, de fronteiras identitárias. Seja nacional, regional ou étnica a cozinha situa-se no campo da configuração histórica e cultural singular no processo de constituição de marcas duráveis da tradição. Grossi (1983), ao analisar a Cozinha Bretã, na França contemporânea, menciona a produção de cartões postais desta região, não com paisagens ou monumentos, mas com a fotografia de bolos de sua cozinha regional, acompanhados com as respectivas receitas. Receitas que, como monumentos, constituem patrimônio cultural, que se transformam em pratos emblemáticos, combinações singulares, contribuindo para uma definição legítima do mundo social. 2

3 Este processo de registro, contudo, ocorre através de diferentes formas de narrativa, razão pela qual se torna objeto de reflexão no campo das relações entre cultura e práticas alimentares. A cultura do manuscrito Apesar de atravessarem décadas, ou séculos na forma de textos, poemas, orações dentre outros, os usos da linguagem escrita estão localizados no tempo e no espaço. A prática da escrita se insere no campo das práticas sociais mais amplas, governadas por regras sociais que regulam a distribuição dos textos, os contextos de produção, assim como as formas prescritivas de acesso. Todo registro, grafado em pedra, no couro, ou no papel pode ser considerado arquivo de informações. Tal fato, porém, não implica serem estas formas exclusivas, uma vez que a experiência social pode estar atrelada à memória humana em sua forma mais autônoma, como no caso de muitas sociedades tribais, com cultura predominantemente oral, confiada a alguns, como os anciãos. As formas culturais de utilização da linguagem escrita não estão desvinculadas de eventos sociais, sejam eles públicos, domésticos ou mesmo privados, identificando-se diferentes comunidades discursivas. Algumas práticas de escrita possuem maior visibilidade, com poder de influencia, que outras, porém todas se encontram vinculadas a fins que podem extrapolar o próprio ato do registro. Podemos identificar eventos domésticos que envolvam a prática da escrita, inseridos no leque de recursos comunicativos possíveis a determinado contexto social, relacionados ao domínio da casa e da vida cotidiana. São práticas de escrita (e leitura) aprendidas e reguladas pelas relações sociais estabelecidas e pelo sentido a elas conferido, inseridas no campo do aprendizado informal. Neste sentido, estes textos, sejam diários, cartas ou receitas culinárias devem ser compreendidos como recurso deste grupo doméstico, realizado em relações sociais, ao invés de mera propriedade individual. A cultura dos manuscritos domésticos tem sido objeto de investigação e reflexão de historiadores como fonte de conhecimento do contexto de produção da vida cotidiana de grupos sociais nas sociedades ocidentais. (Chartier, 1991; Ezell, 2007; Gushurst- Moore, 2012). A difusão da prática da escrita (e leitura) faz parte do processo de transformação cultural observado nestas sociedades a partir do Renascimento, 3

4 considerada como uma das transformações mais importantes da Idade Moderna. Contudo, este processo gradual de aquisição da habilidade de escrever, que se segue à habilidade de ler, não é homogêneo. Há diferenças entre ocupações, entre a cidade e o campo, entre gêneros - a escrita entre as mulheres, de acordo com Chartier (1991), observada através da taxa de assinaturas Europa do sec.xvii, é de cerca de 30% menor. Apesar da heterogeneidade do acesso, o desenvolvimento da habilidade de ler e escrever possibilitou neste contexto o envolvimento em práticas novas, onde a relação pessoal com o texto lido ou escrito passa a dispensar mediações externas da autoridade dos especialistas e dos intérpretes constituindo-se no espaço privado. No caso da pratica da leitura e escrita femininas observa-se que estiveram condicionadas à posição social destas mulheres, seja na estrutura social, seja na configuração do espaço doméstico. Se a leitura feminina se torna facilmente associada ao prazer sensual e à intimidade, no sentido da leitura como lazer (Chartier, op.cit.), há outros contextos em que o domínio das letras envolve a participação das mulheres como gerenciadoras da manutenção das redes sociais informais ou das demandas do cotidiano doméstico e familiar, como cartas e receitas culinárias. Os manuscritos domésticos apresentam narrativas de experiências pessoais, são formas de escritas da vida não intencionadas à publicação, caracterizando-os assim pela liberdade de construção do texto, sem compromisso com as convenções formais da escrita. A cultura do manuscrito doméstico envolve cartas, diários, notas, reflexões religiosas, poemas, receitas, que de acordo com Gushurst-Moore (2012) têm a peculiaridade de sofrerem de forma mais lenta modificações em sua linguagem se comparado à escrita pública. Alguns incluem a linguagem resumida, no estilo taquigráfico, demonstrando a intimidade de seu trânsito. Tratam, sobretudo, dos assuntos domésticos, uma escrita do ponto de vista feminino que tem como tema central a experiência vivida. Neste sentido, se inscreve na historia pessoal, o que se pode visualizar na prática da utilização destes registros como fonte para elaboração do memorial no funeral na Inglaterra entre séculos XVII e XIX. (Ezell, 2007). Os manuscritos culinários e o caderno de receitas Dos eventos literários domésticos podemos destacar, em particular, as receitas culinárias, registradas nos cadernos de receitas ou papéis avulsos perdidos em gavetas, 4

5 afixados em locais estratégicos, que remetem ao evento cotidiano de cozinhar. A primeira aproximação que se faz a respeito do que significaria uma receita reside na análise de sua origem morfológica latina, cujo sentido associa-se à ideia de conceito e captura, ou seja, indica uma tentativa de sistematização. Subentende uma ordem de ações concatenadas para um fim, razão pela qual é prescritiva. Trazem o composto de uma linguagem escrita e sistemas matemáticos, incorporadas que estão no campo amplo das praticas sociais domésticas associadas ao provimento da comida, e ao cuidado. Neste sentido, envolvem relações sociais e a construção dos papéis de gênero no trabalho doméstico. As receitas são construídas através da modelagem histórica e cultural, variando em seu formato e conteúdo.. Antes que especializados no registro culinário, os exemplares europeus, do que identificamos hoje como Caderno de Receitas, do início da era moderna, particularmente na Inglaterra e Irlanda, trazem assuntos diversos do trato doméstico: além de receitas culinárias,, registros de aluguéis, de nascimentos e óbitos dos membros da família. Com múltiplos propósitos, estes manuscritos envolvem os processos de criação e transmissão num complexo jogo entre experiência pessoal e autoria coletiva. Por se situar no campo de ação feminino, lidando com um saber doméstico fortemente ancorado na prática, alguns autores (op.cit.) destacam estes textos culinários como janela alternativa para a expressão individual das mulheres. Ao mesmo tempo são objetos que seguem a linhagem feminina daquele grupo: Leong (2013) fala-nos de situações que envolvem a autoria múltipla, ou colaborativa de descendência matrilinear. Os manuscritos culinários femininos trazem consigo a natureza multimodal, contendo uma variedade de meios comunicativos para expressão. Daí a flexibilidade na forma da escrita, como na leitura: a escrita é passível de alterações, e sua leitura, praticada sem uma ordem estabelecida.. Trata-se da construção de uma situação retórica que envolve a habilidade prática e mundana através de uma representação textual circulando entre a escritura propriamente dita, as receitas, e as conversas sobre as receitas, e vice-versa. As conversas informais sobre as receitas, e o cozinhar se definem como prática que permite efetivação de uma rede feminina de relações sociais expressando a estreita vinculação entre práticas sociais, práticas textuais e práticas corporais,. Tratam do mundo do trabalho e das atividades artesanais. Como papéis intergeracionais acolhem a escrita por muitas mãos, as alterações e acréscimos, além de comentários. Neste sentido as receitas culinárias têm muito a dizer sobre a história dos 5

6 artefatos, além de fonte de pesquisa dos hábitos alimentares nativos, daquela região, ou contexto histórico. As transformações ocorridas ao longo dos últimos séculos em relação aos textos culinários são representativas da mudança mais ampla das formas de vida e do cotidiano domestico, na medida em que envolvem ingredientes, combinações, utensílios, medidas e formas de uso historicamente determinados. A associação entre culinária e práticas medicinais domésticas esteve presente nestes manuscritos durante longo período de tempo, se modificando a partir do final do século XIX frente à especialização das tecnologias médicas e o desenvolvimento da cultura farmacêutica. Os saberes populares sobre as ervas medicinais envolviam chás, infusões de ervas compostas, xaropes, unguentos, preparados na cozinha, indicando o domínio artesanal de uma ciência empírica que vai inspirar a elaboração das primeiras fórmulas medicinais. Antes que propriedade intelectual destes saberes, sua presença nos manuscritos domésticos deve ser compreendida como um exemplo de participação pessoal no domínio consensual de tratamentos eficazes, baseados na autoridade da experiência no repertorio women folk. Como exemplo, A note of my mother salve, destacado por Gushurst-Moore (2012), indica a existência de várias versões da mesma fórmula, referindo-se neste caso à versão materna, acompanhada por comentários. Estes registros incluem fórmulas para o trato medicinal da casa em seu sentido amplo, envolvendo o cuidado com humanos e animais: To make a paste of Geneva the true way, por exemplo, é um tratamento para diarreia em bezerros. Através deste meio de registro e transmissão do saber medicinal popular é que foi possível, posteriormente, a compilação de manuais de tratamentos caseiros presentes nas boticas, apontando a exploração da ciência química informal e empírica. Os manuscritos culinários se sintonizam com os ritmos da vida social, do cotidiano ordinário aos eventos festivos; o calendário católico religioso, por exemplo, rigidamente seguido, muitas vezes está subentendido nas receitas dedicadas aos dias magros, ou para o período de quaresma, apresentando formulas culinárias afinadas ao jejum de carne vermelha. Rezam o saber das adequações, da classificação dos eventos e sua compatibilidade alimentar. As receitas festivas se localizam no campo da opulência dos ingredientes e do tempo despendido para sua elaboração. Por outro lado, os constrangimentos financeiros de determinado grupo familiar pode ser apreendido pela natureza de receitas e pelo tipo de ingredientes. 6

7 Muitas receitas são registradas por diferentes estilos de letra, indicando a capacidade orgânica de envolver várias autorias, se tornando personalizadas através de correções e renovações. Trazem, contudo, como pressupostos, o compartilhamento de um mesmo universo social na medida em que supõem concepções de momentos ordinários e extraordinários, o uso de utensílios semelhantes, além do domínio de habilidades. Ao se situarem entre a transmissão oral e o texto impresso implicam em seus modos de transmissão diferentes níveis de percepção. Este conhecimento tácito com domínio de habilidades corporais e sensoriais subentende o processo de socialização através da observação e acompanhamento como, por exemplo, a atividade de mexer o molho que inclui a forma de mexer, o utensílio necessário, além da temperatura do fogo. De forma geral podemos analisar uma receita culinária a partir de seus componentes, tradutores de seu contexto de produção: título, ingredientes, medidas, utensílios, formas de preparo. Apesar de na atualidade, com a intensa circulação de receitas, os títulos terem conteúdo variado, versando sobre ingredientes, sua forma de apresentação, origem étnica, eventos comemorativos, dentre outros, chama a atenção dos estudiosos dos manuscritos culinários domésticos a presença de títulos que se referenciam à pessoa que o transmitiu, evidenciando as redes sociais estabelecidas naquele grupo familiar: Anne Miller Cream Sugar Cookies. Ou então, estão endereçadas a alguém: This recipe for the elixir of long life taken from the French recipe Mr. Pitt brought from France in 1771.O título, neste sentido, se torna referência para a linhagem da receita. Christo (1986) faz referência - em sua compilação de receitas oriundas de cadernos de receitas de senhoras mineiras do período entre 1850 e a uma receita intitulada Doquê Sá Joaquina, um título curioso, pois ao mesmo tempo em que faz referência à cozinheira Sá Joaquina, incorpora a interlocução: do que é feito? Os títulos também trazem o prestígio de nomes importantes, ou importados, para eventos especiais, como Miss Guynt, doce usado nas festas natalinas entre as famílias mineiras, ou Gelatina Rei Alberto, em homenagem ao soberano belga. Biscoiio D.Pedro I, Bom-Bocado Legalista, Pudim Abolucionista, Bolo Republicano demonstram que o panorama de acontecimentos políticos, da esfera pública, não estão confinados às reuniões masculinas, mas infiltrados e sentidos na vida privada.(ferreira; Mello, s/d) Há ainda títulos que indicam o processo de elaboração, como Biscoitos Ligeiros, Cem-duzentos-trezentos Pão de Minuto, Pudim um-dois-tres, Torta Preguiçosa. Vale destacar ainda os nomes afrodisíacos de biscoitos e docinhos, de 7

8 influência da doçaria conventual portuguesa, destacados por Freyre (1973, 1987) e Cascudo (1983): Baba de Moça, Bolo dos Namorados, Amor aos Pedaços, Beijos de Cabloca, Boquinha de Moça, Chuviscos de Amor, Engorda Padre, Espera Marido, Sonhos de Freira, que de acordo com Freyre, demonstram nosso particular apreço aos doces oleosos e açucarados. Os ingredientes utilizados traduzem o repertório de produtos comestíveis disponíveis àquela comunidade, além de instruir ao olhar presente às modificações das preferências alimentares. As receitas indicam, muitas vezes, a fartura do uso de ovos em doces e bolos, assim como a utilização de gordura animal, como banha de porco em biscoitos, demonstrando uma gramática alimentar não afinada à sensibilidade moderna, ou a modificação do leque de produtos comestíveis, como é o caso de Munheca de Samambaia, ou Tatu Assado. (Christo, 1986). Rumsy (2009: 81) chama a atenção para as receitas com instruções mínimas, com economia de palavras até mesmo na lista de ingredientes. Hickory nut cake, por exemplo é uma receita de bolo, na qual na lista de ingredientes citados não constam a própria noz: instruções mínimas, complementadas pela conversa, além de proteger a receita de sua reprodução. Há receitas sem medidas, somente com formas de preparo, ou então, com as formas de preparo, mas sem medidas. Variam entre os extremos da experiência pessoal (um punhado, tempero à gosto) ou em acordo aos padrões de medida utilizados na época (1 arrátel, por exemplo). As composições que os entremeiam revelam, sobretudo o padrão comunitário, como a utilização de utensílios (1 prato fundo, 1 pires), assim como referenciais comparativos, butter and lard the size of a walnut, three pennysworth of sugar. Os procedimentos, por sua vez, indicam a grande demanda de tempo dedicado ao trabalho da cozinha, fundamentado na forma artesanal de elaboração, numa temporalidade específica que subentende a sintonia com a lida cotidiana, em processo. Novamente nos deparamos com a experiência sensível no controle do calor, do ponto da mistura, que subentende uma prática relacional, em diálogo com outras mulheres, razão pela qual não há menções à temperatura do fogo, ao tempo do assamento, ou a sugestões de servir. Os cadernos de receitas são testemunhos de uma época, tratam de uma forma de vida centrada na vida familiar, na medida em que pretende sistematizar a vivência alimentar deste grupo. Como patrimônio familiar guardam a configuração de uma sensibilidade partilhada, da educação do gosto. Freyre (1987) dá destaque às receitas de família, no Nordeste açucareiro, carregando nomes dos senhores e de seus engenhos, 8

9 transmitidas entre gerações, guardadas em segredo, definindo uma linhagem de distinção, como Bolo Cavalcanti ou Bolo Souza Leão. Christo ( 1986 ) por sua vez, evidencia a importância do caderno de receitas na composição da identidade feminina, de uma mulher casada e mãe de família, presente na vida social rural e no universo das cidades mineiras no final do século XIX. Estes manuscritos apontam o domínio de um saber e seu processo de sistematização que não devem ser desprezados, uma vez que indicam construção do conhecimento e aplicação de uma ciência empírica da composição de substâncias e elementos. Os utensílios registrados nas receitas apontam para o universo material de sua contextualização, seguindo as condições tecnológicas deste universo. Do fogão à lenha, passando pelas urupemas nordestinas às cuscuzeiras de barro, os utensílios indicam o complexo ecológico e regional envolvido nas formas de vida daquela grupo ou sociedade. Considerações finais Inscritas nos cadernos, em pedaços soltos de papel, rapidamente registrados a partir do resgate de conversas, as receitas acumuladas ao longo da vida, possuem poder de evocação. Kirshemblatt-Gimblett (1989) relembra as páginas dos diários das prisioneiras do campo de concentração Terezin, na antiga Tchecoslováquia, dedicadas ao registro de receitas de pratos luxuosos significantes da abundância de sua vida anterior. A memória coletiva, de acordo com Halbawachs (1996), é sobretudo da vida vivida, fruto de testemunho, diferentemente da memória histórica, que advém de acontecimentos externos à experiência pessoal. Construída a partir de quadros sociais, tem fundo coletivo, uma vez que a evocação se constitui recorrendo aos outros. Extrapola a consciência individual, criando um sentimento de pertença ao grupo, não existindo fora do tempo e do espaço coletivos. A eleição de formas de vida emblemáticas da originalidade e autenticidade faz parte do processo de patrimonialização que vem ocorrendo nas sociedades modernas ocidentais ao longo do último século. O reconhecimento da cultura material teve grande contribuição para a valorização dos objetos como forma de resgate da memória de uma coletividade, expressando seu patrimônio e herança cultural. Kirshemblatt-Gimblett (op.cit.), contudo, chama a atenção para a necessidade de procurar entender os objetos com foco no seu uso, e não somente na originalidade de sua criação, valorizando, 9

10 portanto, além de artesãos/artistas, pessoas comuns que ao longo da vida, envolvem-se necessariamente com objetos. Estes repertórios possuem poder de evocação, sendo, portanto guardados e colecionados, através dos quais a vida é reunida e significada. Largamente descritas, representadas e imaginadas (pelo discurso masculino), as mulheres o relato histórico oficial relegou, ao longo de séculos, ao silêncio e à invisibilidade. De acordo com Perrot (2007), este fato se deve sobretudo ao silêncio das fontes, ou a própria legitimidade delas, razão pela qual se observa a ausência de discursos autênticos que revelem percepção feminina do mundo. No contexto da escassez de vestígios materiais de mulheres comuns, os Cadernos de Receitas trazem como contribuição este resgate da memória coletiva feminina, um relato histórico que destaca sua ação no mundo. 10

11 Referências Bibliográficas. BARTON, D et alii.(eds) Situated literacies: theorizing reading and writing in context. London: Routledge, CASCUDO, Luis C. História da Alimentação no Brasil. São Paulo/Belo Horizonte: Editora USP/Itatiaia, CHARTIER, Roger. As práticas da escrita in: ARIÈS, Phillipe; DUBY, Georges. História da Vida Privada v.3 Do Renascimento ao Século das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras p CHRISTO, Maria Stella L. Fogão de Lenha. Quitandas e Quitutes de Minas Gerais, Petrópolis: Vozes, EZELL, Margareth. Domestic Papers: manuscript culture and early Modern wome s life writing. In: DOWD, M,; ECKERLE, J.(eds) Genre and women s life writing in Early Modern England. Aldershot: Ashgate Publishing, p FERREIRA, A.; MELLO, B. Manuscritos culinarios: uma historia do cotidiano das mulheres de Joao Pessoa. Disponivel em: Acessado em 20 mai2014. FLEITZ, Elizabeth. Cooking codes: cookbook discourses as a woman s rhetorical practices. Present Tense, vol 1, issue 1, 2010.p

12 FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973 FREYRE, Gilberto. Açúcar: Uma sociologia do doce com receitas de bolos e doces do Nordeste. S o Paulo: Companhia das Letras, GROSSI, Miriam P. Crepes, fars et galletes: une approche de la cuisine bretonne. Paris, Universite Paris V, GUSHURST-MOORE, Bruna. A Garden in her cups: botanical medicines of the Anglo- American home Plymouth University. nov.2012 Disponivel em: HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Sao Paulo: Centauro, KIRSHEMBLATT-GIMBLETT, Barbara. Objects of memory: material culture as life review. In: ORING, Elliot.(ed) Folk Groups and Folklore Genres. A reader. Logan: Utah State University Press, 1989.p LEONG, Elaine. Collecting knowledge for the family: recipes, gender and practical knowledge in the Early Modern English Household. Centaurus, vol.55, 2013.p MAC CON IOMAIRE, M.; CASHMAN, D. Irish Culinary Manuscripts and Printed Books: a discussion. Petits Propos Culinaires, 94, 2011.p PERROT, Michelle. Minha historia das mulheres. Sao Paulo: Contexto, RUMSEY, Suzanne Kesler. Cooking, recipes and work ethic: passage of a heritage literacy practice. Journal of Literacy and Technology. Vol 10, n.1. April p

13 13

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; INFANTIL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações:

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; INFANTIL II OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações:

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias C/H Memória Social 45 Cultura 45 Seminários de Pesquisa 45 Oficinas de Produção e Gestão Cultural 45 Orientação

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA

GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA GESTÃO DO CONHECIMENTO NA INDÚSTRIA QUÍMICA Maria de Fátima Soares Ribeiro Monografia apresentada para a conclusão do Curso de Gestão Empresarial para a Indústria Química GETIQ pela Escola de Química da

Leia mais

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL

As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL As práticas do historiador: experiências do Laboratório de Documentação do Curso de História da Universidade Cruzeiro do Sul UNICSUL Profa. Dra. Ana Barbara A. Pederiva Professora da Universidade Cruzeiro

Leia mais

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay

Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Seminario internacional: 2025: juventudes con una mirada estratégica Claves para un sistema de formación en perspectiva comparada - Uruguay Experiência Brasil Eliane Ribeiro UNIRIO/UERJ/ Secretaria Nacional

Leia mais

Caderno do aluno UM POR BIMESTRE: teoria, exercícios de classe, as tarefas de casa atividades complementares.

Caderno do aluno UM POR BIMESTRE: teoria, exercícios de classe, as tarefas de casa atividades complementares. NOSSA META Que todos os alunos entendam todas as nossas aulas! TUDO GIRA EM TORNO DA AULA COMO? Aula bem proposta (autor) Aula bem preparada (professor) Aula bem dada (professor) Aula bem assistida (aluno)

Leia mais

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos)

METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) METAS DE APRENDIZAGEM (3 anos) 1. CONHECIMENTO DO MUNDO Revelar curiosidade e desejo de saber; Explorar situações de descoberta e exploração do mundo físico; Compreender mundo exterior mais próximo e do

Leia mais

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental

Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Alunos de 6º ao 9 anos do Ensino Fundamental Resumo Este projeto propõe a discussão da Década de Ações para a Segurança no Trânsito e a relação dessa com o cotidiano dos alunos, considerando como a prática

Leia mais

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA

NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA NO TEMPO DA MINHA AVÓ: REFLEXÃO E USO DA HISTÓRIA ORAL EM SALA DE AULA Juliana de Oliveira Meirelles Camargo Universidade Candido Mendes/ Instituto Prominas e-mail: Ju_meirelles@yahoo.com.br Léa Mattosinho

Leia mais

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza

CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE. Elaine Fernanda Dornelas de Souza Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 721 CINEMA PEDAGÓGICO COMO INTERVENÇÃO PARA PRÁTICA DOCENTE Elaine Fernanda Dornelas de Souza Serviço Nacional de

Leia mais

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC.

CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. CIDADANIA LEGAL: DESAFIO E ENFRENTAMENTO DA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA SOCIAL NA CIDADE DE LAGES, SC. Neusa Maria Zangelini - Universidade do Planalto Catarinense Agência Financiadora: Prefeitura de Lages/SC

Leia mais

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo:

Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: Unidade III Produção, trabalho e as instituições I. Aula 5.2 Conteúdo: A família patriarcal no Brasil e seus desdobramentos. 2 Habilidade: Reconhecer que a ideologia patriarcal influenciou a configuração

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM

O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM Justificativa ABREU,Tamires de Sá 1 BARRETO, Maria de Fátima Teixeira² Palavras chave: crenças, matemática, softwares, vídeos.

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição.

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição. A FAMÍLIA E ESCOLA Profa.Dra.Claudia Dechichi Instituto de Psicologia Universidade Federal de Uberlândia Contatos: (34) 9123-3090 (34)9679-9601 cdechichi@umnuarama.ufu.br A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Tópicos Avançados em Memória Social 45 Tópicos Avançados em Cultura 45 Tópicos Avançados em Gestão de Bens Culturais 45 Seminários

Leia mais

DATA TEMA OBJETIVOS ATIVIDADES RECURSOS

DATA TEMA OBJETIVOS ATIVIDADES RECURSOS PLANO ANUAL DE ATIVIDADES 2014/2015 (Resposta Social de Creche) DATA TEMA OBJETIVOS ATIVIDADES RECURSOS Setembro Integração/adaptação das Crianças Reunião de Pais 24/09/2014 Outono - Promover a integração

Leia mais

As 11 dúvidas mais frequentes

As 11 dúvidas mais frequentes As 11 dúvidas mais frequentes Deyse Campos Assessora de Educação Infantil dcampos@positivo.com.br Frequentemente recebemos solicitações de professores de escolas que estão utilizando o Sistema Positivo

Leia mais

Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=2844

Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=2844 Filme: Juro que vi: O Curupira Gênero: Animação Diretor: Humberto Avelar Ano: 2003 Duração: 11 min Cor: Colorido Bitola: 35mm País: Brasil Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/filme.asp?cod=2844

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional

Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa Slides produzidos a partir do caderno: Currículo no ciclo de

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA

Universidade Estadual de Londrina CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA PROPOSTA 1 Curso Nome(s) do(s) Curso(s) ZOOTECNIA Código e-mec 56129 Conceito ENADE 4 Coordenador da Proposta (Tutor do Grupo) ANA MARIA BRIDI 2 Caracterização da Proposta 2.1Área de Conhecimento (código

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

Filme: O Lobisomem e o Coronel

Filme: O Lobisomem e o Coronel Filme: O Lobisomem e o Coronel Gênero: Animação Diretor: Elvis K. Figueiredo, Ítalo Cajueiro Ano: 2002 Duração: 10 min Cor: Colorido Bitola: 35mm País: Brasil Disponível no Porta Curtas: www.portacurtas.com.br/curtanaescola/filme.asp?cod=1518

Leia mais

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes

As crianças, a cultura. Lisandra Ogg Gomes As crianças, a cultura lúdica e a matemática Lisandra Ogg Gomes Aprendizagens significativas: Como as crianças pensam o cotidiano e buscam compreendê-lo? (Caderno de Apresentação, 2014, p. 33). O que as

Leia mais

Entusiasmo diante da vida Uma história de fé e dedicação aos jovens

Entusiasmo diante da vida Uma história de fé e dedicação aos jovens Entusiasmo diante da vida Uma história de fé e dedicação aos jovens A obra salesiana teve início em Turim, na Itália, onde Dom Bosco colocou em prática seus ideais de educação associados ao desenvolvimento

Leia mais

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades: OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ANUAL EDUCAÇÃO INFANTIL INFANTIL V - 2012 A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

Leia mais

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MOURA FILHA 1, Maria Berthilde CAVALCANTI FILHO 2, Ivan QUEIROZ 3, Louise Costa GONDIM 4, Polyanna Galvão RESUMO Nos últimos

Leia mais

Grande Diploma. Diploma de Cozinha. Diploma de Confeitaria. Certificado de Cozinha Básica. Certificado de Confeitaria Básica

Grande Diploma. Diploma de Cozinha. Diploma de Confeitaria. Certificado de Cozinha Básica. Certificado de Confeitaria Básica Duração 2 anos Grande Diploma Valor $57.000 A taxa de diploma inclui Ingredientes, uniformes, conjunto de facas Wüsthof e 2 livros Diploma de Cozinha Diploma de Confeitaria Horas por semana 18 Certificado

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: DESAFIOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA QUE BUSCA TRANSFORMAR REALIDADES SOCIAIS

PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: DESAFIOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA QUE BUSCA TRANSFORMAR REALIDADES SOCIAIS PESQUISA-AÇÃO COMO ESTRATÉGIA PARA A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: DESAFIOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA QUE BUSCA TRANSFORMAR REALIDADES SOCIAIS Adriana Do Amaral - Faculdade de Educação / Universidade Estadual de

Leia mais

ESCOLA PIRLILIM /ANO 2015 PLANO DE UNIDADE PLANO DA I UNIDADE

ESCOLA PIRLILIM /ANO 2015 PLANO DE UNIDADE PLANO DA I UNIDADE ESCOLA PIRLILIM /ANO 2015 PLANO DE UNIDADE GRUPO: 7 PERÍODO: / / ÁREA DO CONHECIMENTO: LÍNGUA INGLESA CARGA HORÁRIA: 1 AULA SEMANAL PLANO DA I UNIDADE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES *Apresentar-se, cumprimentar

Leia mais

Projeto São João Literário Promovendo a cultura popular, incentivando a leitura e a produção literária.

Projeto São João Literário Promovendo a cultura popular, incentivando a leitura e a produção literária. Projeto São João Literário Promovendo a cultura popular, incentivando a leitura e a produção literária. Histórico e Justificativa No ano de 2012, ao participar de uma quadrilha temática, em homenagem ao

Leia mais

CONSULTORIA PARA SISTEMATIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DE TEXTO DE BOA PRÁTICA NA PRODUÇÃO DE ALGODÃO PELA AGRICULTURA FAMILIAR NA PARAÍBA, BRASIL

CONSULTORIA PARA SISTEMATIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DE TEXTO DE BOA PRÁTICA NA PRODUÇÃO DE ALGODÃO PELA AGRICULTURA FAMILIAR NA PARAÍBA, BRASIL Projeto GCP/RLA/199/BRA: Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul Termos de Referência: ESPECIALISTA EM SISTEMATIZAÇÃO DE EXPERIÊNCIAS (01 Consultor/a): CONSULTORIA PARA SISTEMATIZAÇÃO

Leia mais

Ambientes Não Formais de Aprendizagem

Ambientes Não Formais de Aprendizagem Ambientes Não Formais de Aprendizagem Os Ambientes formais de aprendizagem desenvolvem-se em espaços próprios (escolas) com conteúdos e avaliação previamente determinados; Os Ambientes não formais de aprendizagem

Leia mais

Manual do aluno. Curso Master

Manual do aluno. Curso Master Manual do aluno Curso Master Sumário A escola... 3 Inglês por nível... 3 Material Didático Interchange Fourth Edition... 4 Série complementar pós-interchange:... 5 Metodologia do curso Master:... 5 Em

Leia mais

A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro

A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro CONSIDERAÇÕES FINAIS A se acreditar no testemunho de seus contemporâneos, Maria Guilhermina Loureiro de Andrade foi uma mulher bastante conhecida na sociedade brasileira, pelo menos entre a imprensa e

Leia mais

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto:

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto: PROJETO ANIMAIS 1. Tema: O mundo dos animais Área de abrangência: (x) Movimento (x) Musicalização (x) Artes Visuais (x) Linguagem Oral e Escrita (x) Natureza e Sociedade (x) Matemática 2. Duração: 01/06

Leia mais

Seminário Sobre Reunir Registros

Seminário Sobre Reunir Registros Seminário Sobre Reunir Registros Esta lição e seus recursos de aprendizado podem ser usados para preparar um seminário de três a quatro horas sobre preparar, reunir, processar e entregar os registros a

Leia mais

AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21

AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21 AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LIBRARIANS PARÂMETROS PARA O APRENDIZ DO SÉCULO 21 CONVICÇÕES COMPARTILHADAS A leitura é uma janela para o mundo. A leitura é uma competência fundamental para a aprendizagem,

Leia mais

PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES SUBSTITUTOS EDITAL

PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES SUBSTITUTOS EDITAL EDUCAÇÃO INFANTIL 01) Tomando como base a bibliografia atual da área, assinale a alternativa que destaca CORRE- TAMENTE os principais eixos de trabalho articuladores do cotidiano pedagógico nas Instituições

Leia mais

Panorama do mercado de papel

Panorama do mercado de papel Panorama do mercado de papel Panorama da concorrência Panorama da organização Mapeamento de públicos Pontos Fortes x Pontos Fracos Prognóstico Objetivos e Estratégia Programas Toda a presente contextualização

Leia mais

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: 13 ANOS DE HISTÓRIA Margarete Maria da Silva meghamburgo@yahoo.com.br Graduanda em Pedagogia e membro do NEPHEPE Universidade Federal de

Leia mais

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP 1966 2016 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO Arquidiocese de Campinas CONCURSO: LOGOMARCA COMEMORATIVO AOS 50 ANOS DE EVANGELIZAÇÃO DA PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO VALINHOS, SP INTRODUÇÃO

Leia mais

ICC 114 8. 10 março 2015 Original: inglês. Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido

ICC 114 8. 10 março 2015 Original: inglês. Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido ICC 114 8 10 março 2015 Original: inglês P Conselho Internacional do Café 114. a sessão 2 6 março 2015 Londres, Reino Unido Memorando de Entendimento entre a Organização Internacional do Café, a Associação

Leia mais

LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO

LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO ELIANE FEITOZA OLIVEIRA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS). Resumo

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Viajando através da Poesia

Mostra de Projetos 2011. Viajando através da Poesia Mostra de Projetos 2011 Viajando através da Poesia Mostra Local de: Arapongas Categoria do projeto: Projetos em implantação, com resultados parciais. Nome da Instituição/Empresa: (campo não preenchido)

Leia mais

Colégio Cor Jesu Brasília DF. Plano de Curso 2011. Educação Infantil III

Colégio Cor Jesu Brasília DF. Plano de Curso 2011. Educação Infantil III Colégio Cor Jesu Brasília DF Plano de Curso 2011 Educação Infantil III Área de conhecimento: Linguagem Série: Infantil III Educação Infantil Competências Habilidades a serem desenvolvidas Eixo/Conteúdos

Leia mais

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8

* Tempo = 45minutos Grupo 300 Página 1 de 8 Conteúdos Objectivos/Competências a desenvolver Tempo* Estratégias Recursos Avaliação Apresentação: Turma e professor Programa Critérios de avaliação Normas de funcionamento Conhecer os elementos que constituem

Leia mais

Historia das relações de gênero

Historia das relações de gênero STEARNS, P. N. Historia das relações de gênero. Trad. De Mirna Pinsky. Sao Paulo: Contexto, 2007. 250p. Suellen Thomaz de Aquino Martins Santana 1 Historia das relações de gênero aborda as interações entre

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

CADERNO DE ORIENTAÇÃO DIDÁTICA PARA INFORMÁTICA EDUCATIVA: PRODUÇÃO COLABORATIVA VIA INTERNET

CADERNO DE ORIENTAÇÃO DIDÁTICA PARA INFORMÁTICA EDUCATIVA: PRODUÇÃO COLABORATIVA VIA INTERNET 1 CADERNO DE ORIENTAÇÃO DIDÁTICA PARA INFORMÁTICA EDUCATIVA: PRODUÇÃO COLABORATIVA VIA INTERNET 04/2007 Mílada Tonarelli Gonçalves CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária

Leia mais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais SOCIEDADE E EDUCAÇÃO INTRODUÇÃO Citelli (2004) apresenta um ponto de vista acerca do momento vivido pela escola e, conseqüentemente, pela educação, bastante elucidativo: A escola está sendo pensada, assim,

Leia mais

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA). Resumo Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos

Leia mais

Educação alimentar e nutricional

Educação alimentar e nutricional Educação alimentar e nutricional Disciplinas envolvidas: Matemática, Português, Sociologia, Educação Física, História e Arte. Justificativa: A Educação Alimentar e Nutricional é um campo de conhecimento

Leia mais

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores

Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Áfricas no Brasil: aprendendo sobre os sons, as cores, as imagens e os sabores Rosália Diogo 1 Consideramos que os estudos relacionados a processos identitários e ensino, que serão abordados nesse Seminário,

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

EDITAL NÚMERO 01 DE 10 DE ABRIL DE 2009 Programa de Iniciação Científica Seleção 2009

EDITAL NÚMERO 01 DE 10 DE ABRIL DE 2009 Programa de Iniciação Científica Seleção 2009 Associação Diocesana de Ensino e Cultura de Caruaru Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru Reconhecida pelo Decreto 63990 de 15.01.69 D.O 17-01-69 Núcleo de Pesquisa EDITAL NÚMERO 01 DE 10

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

Brincadeiras que ensinam. Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem

Brincadeiras que ensinam. Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem Brincadeiras que ensinam Jogos e brincadeiras como instrumentos lúdicos de aprendizagem Por que as crianças brincam? A atividade inerente à criança é o brincar. A criança brinca para atribuir significados

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL III

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL III CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL 2015 DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL III OBJETIVOS GERAIS Construção da autoimagem e desenvolvimento da autoestima; Reconhecimento e descoberta do próprio

Leia mais

A consciência no ato de educar

A consciência no ato de educar Família e escola: somando forças para construir o futuro Júlio Furtado www.juliofurtado.com.br A consciência no ato de educar Não se educa entre uma novela e outra. Não se educa nos finais de semana! Não

Leia mais

BLOCO 8. Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos?

BLOCO 8. Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos? BLOCO 8 Por que o PROFESSOR DEVE ESCREVER pelos alunos? Texto 23: Práticas de escrita orientações didáticas Fonte: Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - Volume 3 / Conhecimento do

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

Objetivos gerais e conteúdos da educação infantil

Objetivos gerais e conteúdos da educação infantil Objetivos gerais e conteúdos da educação infantil Profa. Cláudia Yazlle 29 e 30/março/2011 Objetivos da aula de hoje Refletir sobre a identidade da educação infantil Conhecer os objetivos gerais da educação

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 Rita Vieira de Figueiredo 2 Gosto de pensar na formação de professores (inspirada no poema de Guimarães) Rosa

Leia mais

ANEXO I INFORMAÇÕES SOBRE OS CURSOS CURSO TÉCNICO EM INFRAESTRUTURA ESCOLAR

ANEXO I INFORMAÇÕES SOBRE OS CURSOS CURSO TÉCNICO EM INFRAESTRUTURA ESCOLAR ANEXO I INFORMAÇÕES SOBRE OS CURSOS CURSO TÉCNICO EM INFRAESTRUTURA ESCOLAR INFORMAÇÕES GERAIS: Denominação: Curso Técnico em Infraestrutura Escolar Eixo Tecnológico: Apoio Educacional Titulação Conferida:

Leia mais

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS

A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS A LINGUAGEM ESCRITA COMO UMA DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DA CRIANÇA Professor(a), no tema anterior, A criança de seis anos no ensino fundamental, falamos sobre quem são e como são essas crianças que ingressam

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii

Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii Psicologia e trabalho_iniciais_b.qxd 2/11/09 10:19 AM Page xiii SUMÁRIO Introdução XV 1. Construção do Campo do Trabalho no Pensamento Ocidental como Condição para a Emergência da Psicologia do Trabalho

Leia mais

Os interesses da ação cooperada e não cooperada na economia do artesanato.

Os interesses da ação cooperada e não cooperada na economia do artesanato. Os interesses da ação cooperada e não cooperada na economia do artesanato. Luciany Fusco Sereno** Introdução O trabalho tem por objetivo apresentar um estudo de caso realizado na cidade de Barreirinhas-MA

Leia mais

PLAYGROUND DA MATEMÁTICA: UM PROGRAMA DE EXTENSÃO VOLTADO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

PLAYGROUND DA MATEMÁTICA: UM PROGRAMA DE EXTENSÃO VOLTADO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL ISSN 2316-7785 PLAYGROUND DA MATEMÁTICA: UM PROGRAMA DE EXTENSÃO VOLTADO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Ivanete Zuchi Siple ivazuchi@gmail.com Marnei Mandler mmandler@gmail.com Tatiana Comiotto Menestrina comiotto.tatiana@gmail.com

Leia mais

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA E ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DO PATRONATO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS DA CIDADE DE BANANEIRAS

PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA E ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DO PATRONATO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS DA CIDADE DE BANANEIRAS PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA E ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DO PATRONATO AGRÍCOLA VIDAL DE NEGREIROS DA CIDADE DE BANANEIRAS BATISTA¹, Paloma Priscila Bispo, Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias-PROBEX 2013

Leia mais

Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida

Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida Sala: 4 anos (2) Educadora: Luísa Almeida SETEMBRO Regresso à escola/adaptação Facilitar a adaptação/readaptação ao jardim de infância Negociar e elaborar a lista de regras de convivência Diálogo sobre

Leia mais

REUNIÃO DE PAIS 1º ANO C e D 1º SEMESTRE/2012 PROFESSORAS: JULIANA E MARCELA

REUNIÃO DE PAIS 1º ANO C e D 1º SEMESTRE/2012 PROFESSORAS: JULIANA E MARCELA REUNIÃO DE PAIS 1º ANO C e D 1º SEMESTRE/2012 PROFESSORAS: JULIANA E MARCELA PROPÓSITOS DA REUNIÃO Apresentar o trabalho que será realizado no decorrer do ano letivo, em cada área do conhecimento. Compartilhar

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA

CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA Por estar inserida em uma sociedade, a Interact Solutions preza por padrões de conduta ética em suas atividades, quando se relaciona com clientes, fornecedores, canais de distribuição,

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR Luciana Barros Farias Lima e Claudia Regina Pinheiro Machado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO lucpeda@gmail.com

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira

Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira Desigualdade e desempenho: uma introdução à sociologia da escola brasileira Maria Lígia de Oliveira Barbosa Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2009, 272 p. Maria Lígia de Oliveira Barbosa, que há algum tempo

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem para o Ciclo 4 de pilotagens, a iniciar em fevereiro de 2013. Instruções Histórias de Aprendizagem do Ciclo 4 Contar

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec

Capital Intelectual. O Grande Desafio das Organizações. José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago. Novatec Capital Intelectual O Grande Desafio das Organizações José Renato Sátiro Santiago Jr. José Renato Sátiro Santiago Novatec 1 Tudo começa com o conhecimento A gestão do conhecimento é um assunto multidisciplinar

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia

OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia OS MEDIADORES NAS HISTÓRIAS DE LEITURA DOS PROFESSORES Jeovana Alves de Lima Oliveira Secretaria de Educação do Estado da Bahia INTRODUÇÃO: A proposta desse trabalho é apresentar a pesquisa de Mestrado,

Leia mais

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Claudia Maria da Cruz Consultora Educacional FEVEREIRO/2015 CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ênfase na operacionalização escrita dos documentos curriculares municipais é

Leia mais

PROFESSORAS DO INFANTIL II:

PROFESSORAS DO INFANTIL II: REUNIÃO DE PAIS 09 de Fevereiro de 2012 PROFESSORAS DO INFANTIL II: INFANTIL II A - Cristiane de Moraes Fabbri Grassi INFANTIL II B - Liliana Brenelli Vidotti INFANTIL II C - Thelma Pereira Ribeiro Ferrari

Leia mais

Plano de Trabalho Docente - 2015. Ensino Médio. Habilitação Profissional: Técnico em Informática para Internet Integrado ao Ensino Médio

Plano de Trabalho Docente - 2015. Ensino Médio. Habilitação Profissional: Técnico em Informática para Internet Integrado ao Ensino Médio Plano de Trabalho Docente - 2015 Ensino Médio Código: 0262 ETEC ANHANQUERA Município: Santana de Parnaíba Área de Conhecimento: CIÊNCIAS DA NATUREZA Componente Curricular: BIOLOGIA Série: 1ª Eixo Tecnológico:

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL GRUPO 3 PROGRAMAÇÃO DE CONTEÚDOS 2º. VOLUME. Programação de conteúdos/conhecimentos privilegiados

EDUCAÇÃO INFANTIL GRUPO 3 PROGRAMAÇÃO DE CONTEÚDOS 2º. VOLUME. Programação de conteúdos/conhecimentos privilegiados EDUCAÇÃO INFANTIL GRUPO 3 PROGRAMAÇÃO DE CONTEÚDOS 2º. VOLUME Programação de conteúdos/conhecimentos privilegiados Unidade 4 O mundo secreto das tocas e dos ninhos Unidade 5 Luz, sombra e ação! Unidade

Leia mais

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA Boletim GESTÃO DE PESSOAS & RECURSOS HUMANOS IPEA, 13 de outubro de 2010 EXTRA Nº 2 OUTUBRO INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA PORTARIA Nº 385, DE 13 DE OUTUBRO DE 2010. Institui, no âmbito do IPEA,

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais