Luís Inácio Lucena Adams Ministro de Estado da Advocacia-Geral da União

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1 Luís Inácio Lucena Adams Ministro de Estado da Advocacia-Geral da União 1

2 Transparência Celeridade Desburocratização Eficiência Nova Relação Administração/Administrado 2

3 a Justiça não se realiza apenas no âmbito do Judiciário a Justiça é um valor extensivo a todos, em direitos e deveres, em que todos somos participantes, dotados de capacidade de escolha e com aptidão para decidir

4 importância dos meios alternativos para a solução de conflitos: conciliação, arbitragem, transação premissa: a conciliação é extrajudicial

5 o Judiciário também é utilizado para a discussão de temas de fundo moral, a exemplo das células-tronco, do aborto, da união entre pessoas do mesmo sexo

6 também é o espaço no qual se discutem as grandes questões políticas: perda do mandado por parte de parlamentar que muda de partido, fixação do número de vereadores, intensificação do controle das CPIs, alcance da lei de anistia

7 Câmaras de Conciliação e Arbitragem Anteprojeto de Lei Geral de Transação 7

8 Experiência modelo da AGU: Câmaras de Conciliação da Administração Federaldeslinde na seara administrativa das controvérsias entre órgãos e entidades da Administração Federal sem necessidade de judicialização desses conflitos 8

9 Câmaras de Conciliação Federativas: solução conciliada de conflitos entre a União e os Estados e Municípios (capitais ou municípios com mais de 200 mil habitantes). 9

10 - Lei nº 9.469/97 e Decreto nº 2.346/97: definição de limites para conciliação e transação em juízo envolvendo o Estado. - Juizados Especiais Federais (Lei nº /2001): concessão de poderes explícitos de conciliação aos advogados públicos. 10

11 O modelo Câmaras de Conciliação propõe-se a compor controvérsias de natureza jurídica, que envolvam entidades da Administração Federal indireta, bem como entre tais entes e a União 11

12 devolução para o Serviço de Patrimônio da União, de 27 imóveis, de propriedade da União, em face dos quais havia disputa que envolvia o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como o próprio Serviço de Patrimônio da União. 12

13 a Câmara apreciou conflito que envolveu o Banco Central do Brasil e a Secretaria da Receita Federal. Cuidava-se de repasse que orçava cerca de R$ , 00 (vinte e seis milhões, cento e doze mil, trezentos e oitenta e um reais). Discutia-se a necessidade de recolhimento de valores relativos à quota patronal previdenciária, que se reportavam a contribuintes individuais vinculados a serviços prestados ao Programa de Assistência à Saúde dos Servidores do Banco Central do Brasil. 13

14 União e o INSS, reconhecendo-se a responsabilidade do INSS no pagamento da complementação de aposentadorias e pensões de ex-servidores da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). 14

15 Fundação Nacional do Índio-FUNAI. Responsável por várias áreas (de titularidade da União) deveria apresentar declarações anuais, no cumprimento de obrigações tributárias acessórias, de Imposto Territorial Rural-ITR. E porque tais declarações não foram devidamente encaminhadas, lavrou-se multa, obstativa de emissão de certidão negativa 15

16 Concomitantemente, a FUNAI não conseguia assinar termo de cooperação técnica junto ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes-DNIT, que a ela disponibilizava recursos, que seriam utilizados na construção de estradas, em terras indígenas. A FUNAI deveria apresentar declaração de Imposto Territorial Rural-ITR, relativa a imóveis de responsabilização própria, e pertencentes à União. 16

17 A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente extinção de crédito tributário. (Art. 171 do CTN) 17

18 O PL 5082/2009 foi apresentado pelo Poder Executivo em 20/4/2009 e dispõe sobre a transação tributária. Faz parte do II Pacto Republicano. Encontra-se atualmente em Comissão Especial da Câmara dos Deputados criada especificamente para o assunto. O relator é o Deputado João Paulo Cunha, PTSP. 18

19 Transação em Processo Judicial Transação em Insolvência Civil, Recuperação Judicial e Falência Transação por Recuperação Tributária Transação Administrativa por Adesão 19

20 Compromisso de Regularidade Tributária Resolução Administrativa de Adesão Incidente de Divergência entre Termos de Transação Plano de Recuperação Tributária Preservação ou Aumento de Empregabilidade por Indução Fiscal 20

21 Composição de Conflitos ou Terminação de Litígios para Extinção do Crédito Tributário, nos próprios termos do CTN (arts. 156, III e 171) (art. 1º, caput, LGT) 21

22 Estados Unidos da América Espanha Itália México Inglaterra 22

23 Obrigatoriedade de observação do histórico fiscal, da forma de cumprimento de obrigações tributárias, bem como da adoção de critérios de boa governança e a situação econômica do contribuinte (art. 4º, 1º da LGT). 23

24 Valores de Alçada: De 1 a 10 milhões de reais: Autorização expressa e parecer fundamentado do Procurador-Geral da Fazenda Nacional. Valores superiores a 10 milhões de reais: Autorização expressa e parecer fundamentado do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, com anuência do Ministro da Fazenda (art. 4º, 3º, I e II da LGT). 24

25 Reflexos em terceiros: A transação não aproveita e não prejudica senão os que nela intervierem, exceto nos casos de suscessores, responsáveis solidários, subsidiários ou substitutos tributários, no que se refere à situação jurídica relativa a cada um deles (art. 5º da LGT). 25

26 Efeitos da revogação ou anulação da transação: o crédito tributário será exigido no valor originário, com acréscimos legais, descontando-se o montante pago no período, prosseguindo-se na cobrança ou na execução do crédito inscrito em divida ativa (art. 14 da LGT). 26

27 Em princípio, a transação somente poderá dispor sobre multas, de mora e de ofício, juros de mora, encargo de sucumbência e demais encargos de natureza pecuniária, bem como valores oferecidos em garantia ou situações em que a interpretação da legislação relativa a obrigações tributárias seja conflituosa ou litigiosa (art. 6º da LGT). 27

28 No entanto, a redução de sanções de natureza pecuniária, de juros de mora e demais acréscimos de natureza pecuniária, somente será admitida na transação por insolvência civil, falência e recuperação judicial, bem como na transação por recuperação tributária, e com limites (art. 6º, 1º da LGT). 28

29 Limites de Redução de Sanções Pecuniárias Até 100%- multas por descumprimento de obrigações acessórias Até 50%- multas de mora e de ofício Até 60%- juros de mora Até 100%- sucumbência A dispensa de juros e de multa não pode passar de 50% do crédito consolidado. 29

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