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1 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Poster 1 Crioula vem dançar, crioula! Um estudo etnográfico sobre performance e ritual no Tambor de Crioula no Maranhão. Calliandra Sousa Ramos Prof. DR. Sérgio Ferretti Universidade Federal do Maranhão Resumo: Iniciado no final de 2012, a partir dos estudos em religião e cultura popular do grupo de pesquisa GPMINA vinculado ao departamento de Antropologia da UFMA,o trabalho apresenta uma descrição etnográfica da dança no tambor de crioula no Maranhão, manifestação da cultura popular do estado que possui grande destaque e que recentemente tornou-se patrimônio imaterial pelo IPHAN. O tambor de crioula tem como um de seus principais elementos a dança e esta é imersa numa rede de significados,técnicas corporais e rituais os quais a pesquisa pretende identificar analisando a dança das coreiras no tambor a partir das categorias performance e ritual.a partir de um levantamento histórico e de um estudo sobre a origem e atualidade do tambor de crioula, faz-se um trabalho etnográfico realizado a partir das pesquisas de campo(entrevistas, observação participante) e de análise de acervo imagético contido em várias fontes.o artigo estrutura-se na análise empírica que parte da etnografia, analisando categorias antropológicas que se inserem nesse contexto da dança como manifestação cultural de um grupo social. Pretende-se perceber a dança no tambor de crioula e seus elementos físicos, psicológicos e sociológicos questionando as influências do meio, técnicas corporais e a importância da dança nessa expressão popular compreendendo relações com categorias tais como performance, noção de pessoa e ritual. Num contexto dicotômico entre sagrado e profano no qual se insere o tambor de crioula é de grande valia perceber quais as configurações do mesmo em seus diferentes espaços e identificar a dança, seus elementos e sua tradição como aspecto fundamental para compreensão dessa dicotomia que resiste ao tempo.

2 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Poster 2 O Charpi em Teresina: sujeitos, práticas e processos. John Wedson dos Santos Silva Universidade Federal do Piaui -. Resumo: O presente artigo tem como foco o charpi, um tipo de pichação presente na cultura urbana da juventude teresinense. A investigação apresenta um histórico da prática na cidade. Retrata desde sua origem, passando pelos primeiros e principais grupos, as técnicas utilizadas, e descreve o ponto de encontro dos pichadores na cidade. A entrevista semi-estruturada e o registro fotográfico compuseram a escolha metodológica. Vimos que o desenvolvimento de novas técnicas lançou tendências e acirrou ainda mais a prática juvenil do charpi em Teresina. As informações recolhidas evidenciaram que a prática da pichação de muros é um meio dos jovens teresinenses se inserirem e vivenciarem a cidade. Apuramos que os praticantes entendem, e sentem, o charpi como uma forma de lazer.

3 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Oral 3 Uma cidade, um santo, uma festa: a construção do São João em Ipupiara (BA) Marcel Schmitz Gutia UFSC Resumo: O comércio e a escola param, as casas, as ruas e as pessoas se enfeitam em homenagem ao santo.isso dá indícios de que algo no cotidiano daquele lugar está acontecendo e alterando o cotidiano. No nordeste brasileiro, um território marcado pela realização de inúmeras festas, muitas delas já fixas no calendário de muitas cidade,não seria difícil delimitar um campo de pesquisa. No entanto, quando "o santo" é responsável pela a maior festa da cidade essa particularidade se um ingrediente a mais no "tempero festivo" nordestino. Este trabalho se volta para a festa de São João, na cidade de Ipupiara, sertão da Bahia. Reisados, fogueiras, quadrilhas, forró e bandeirolas, histórias e personagens aparecem. As pessoas transformam a festa no seu cotidiano diferenciado e construído. São histórias que são marcadas por situações onde a fé, festa e cidade se intercruzam e são permeadas de emoções particulares e coletivas. O que se pretende é apresentar algumas questões referentes as motivações e significados envolvidos na construção desta festa em homenagem ao santo, atentando para maneiras distintas, da realização de uma festa que afeta praticamente a cidade inteira.

4 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Poster 4 Jovens evangélicos moradores de favelas: pertencimento religioso e redes de sociabilidade na cidade Naiana de Freitas Bertoli Wania Amélia Belchior Mesquita Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro Resumo: O trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa que analisa as vivências urbanas de jovens evangélicos moradores de favelas da cidade de Campos Goytacazes-RJ. A pesquisa tem como base empírica entrevistas semiestruturadas com jovens de 15 a 25 anos e relatos cotidiano elaborados por eles com uso de netbook. Em seus relatos identifica-se o estigma pelo lugar de moradia, especialmente pela associação desses lugares como a criminalidade violenta dos bandos de traficantes de drogas. Isso atinge os jovens que buscam evitar fazer referência ao lugar de moradia em espaços comercias como shopping e casas de shows por considerarem possíveis preconceitos, que se acentuam no caso dos jovens negros. Quando necessitam frequentar espaços públicos como escola, hospital e cemitério evitam identificar o lugar de moradia, por temerem represálias associadas aos grupos ligados a criminalidade violenta que demarcam os espaços da cidade a partir da proximidade a determinadas favelas. Em suas vivências religiosas com grupos de pares configura uma das redes de sociabilidades que possibilitam a circulação urbana relacionada a eventos religiosos e viagens, atenuando o sentimento de insegurança e medo. Outras redes são igualmente valorizadas como aquelas que possibilitam a frequência a casa dos shows, bares com consumo de bebidas alcóolicas ou ambientes relacionados a paqueras e namoros com jovens não evangélicos. Essas situações são omitidas dos pais e responsáveis por proibirem a ida aos lugares considerados perigosos pela violência decorrentes das facções do tráfico

5 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Poster 5 Envelhecimento e lazer: à Associação Clube do Choro da Paraíba como espaço de socialização da terceira idade Evelynne Tamara Tavares Universidade Federal da Paraíba Resumo: Percebendo que o curso da vida é dado através de processos que são interpretados socialmente pela construção das identidades e das imagens do corpo, fica evidente que o envelhecimento, assim como outras categorias relacionadas à idade e ao tempo, deve ser relativizado. Esta fase da vida constitui fato social, cultural, econômico e histórico, e por isso mesmo, tais aspectos devem ser considerados e contextualizados dadas as suas distinções. Escolhendo como campo à Associação Clube do Choro da Paraíba para captação de informações relativas ao envelhecimento, tive a oportunidade de observar, conversar e entrevistar muitas pessoas idosas cheias de alegria e vontade de viver. À Associação Clube do Choro é um espaço privilegiado para estudos sobre categorias de idade, não por que uma das categorias tem maior participação que outras, mas, porque é um ambiente que demonstra de maneira singular as manifestações das mudanças que ocorrem nas relações sociais de indivíduos da chamada "Terceira Idade". Procurei perceber através da observação participante, como essas pessoas vivenciam o espaço do Clube do Choro, e qual o significado deste em suas vidas, especialmente para as mulheres, que historicamente são marcadas pelo machismo e opressão impostos pela sociedade ocidental que se coloca a serviço do capital, as colocando, muitas vezes, a margem de seus grupos sociais. A ACCP não só se configura como um espaço de lazer para os/as seus/uas freqüentadores/as, mas também como uma comunidade que se identifica enquanto idosa ativa, ou seja, a maioria das pessoas que vão a ACCP, sejam associados/as ou não, estão em busca de diversão, relacionamentos de amizade ou amorosos. E mais, que a chegada da velhice em suas vidas não representa a sua morte social.

6 Lila Cristina Xavier Luz 2 5/8 1 Emoção e diversidade religiosa na sociedade contemporânea Poster 6 A BUSCA DA EXCITAÇÃO NA CIDADE DE TERESINA: PROBLEMATIZANDO O LAZER NA CIDADE Tâmara Feitosa Oliveira Universidade Federal do Piauí Resumo: O presente estudo é fruto de inquietações advindas de pesquisa sobre o lazer de jovens trabalhadores em espaços de lazer na cidade de Teresina, a qual se encontra ainda em andamento. Entretanto, neste artigo nossa preocupação se volta para os espaços públicos de lazer desta cidade, os quais são visivelmente escassos e precários. O mesmo não acontece com bares, pubs, boites, chama atenção a grande quantidade desses espaços o que se potencializa com o anúncio da chegada de mais três shoppings. Diante dessa constatação e partindo do conceito de lazer trazido por Norbert Elias e Eric Dunning na obra "A Busca da excitação" (1992), na qual o lazer é apontando pelos autores como o tempo em que é possível exteriorizarmos nossas emoções, ainda que de forma controlada nas sociedades industrializadas, porém pouca, quando comparada a outros momentos da vida como o trabalho profissional, além disto, é o momento em que a rotina não está presente, na verdade é o momento em que podemos nos livrarmos da tensão do auto controle tão bem adquirido quando adultos, já civilizados. Mesmo compartilhando dessa concepção de lazer, também compreendemos, a partir de Nelson Marcellino, Victor Melo e Christianne Gomes que o momento do lazer possibilita também questionarmos nossa realidade, expressar nossas identidades, revelar criações, nos articularmos, entre outras possibilidades diante da diminuição do controle e da permissão de realizar escolhas. Diante disso desejamos problematizar sobre: em que medida o lazer oferecido pela a cidade de Teresina aparece APENAS como espaço/tempo de excitação, de menor controle para "suportarmos" a rotina de um cotidiano no qual o auto-controle já foi incorporado? O lazer oferecido pela cidade tem atendido e favorecido quem? Aos sujeitos? Ao capital? Ao Estado?

7 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Oral 1 Vivência astrológica como expressão do "eterno tornar-se". Camila Simões Pires Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais UERJ Resumo: A presente apresentação aborda a astrologia dentro de um contexto das religiosidades contemporâneas, apresentando as reflexões sobre a Nova Era no Brasil. Através da etnografia de um grupo de estudos de astrologia em Porto Alegre, RS, objetiva-se investigar como este conhecimento milenar vem sendo resgatado e re-significado no contexto dos agentes que o produzem e reproduzem, levando em conta processos de individualização e reflexividade. As representações do grupo em torno do arquétipo astrológico Kíron nos permitem pensar as subjetividades construídas a partir de traumas, emoções, experiências de cura que levam ao aperfeiçoamento do Self. Ao problematizar as diferenças do grupo pesquisado em relação ao formato tradicional da consulta astrológica, vemos que o processo de incorporação pelo grupo pesquisado de tradições religiosas orientais como a meditação mostra-se como fator que contribui para a expressão de uma espiritualidade errante, provisória, sugerindo assim uma ênfase na própria busca e que permite "a experimentação da diversidade". Esta apresentação é uma adaptação e constitui parte integrante do Trabalho de Conclusão de curso de Ciências Sociais, apresentado em 2011/2 à banca examinadora do departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Palavras Chave: astrologia, individualismo, religiosidades pós-tradicionais.

8 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Poster 2 Rituais da contemporaneidade: possíveis diálogos com a antropologia da religião Fabiana Maria Gama Pereira Resumo: Este trabalho, fruto de uma tese de doutorado em antropologia, tem como ponto de partida a análise de alguns rituais praticados por jovens que utilizam seus corpos como meio de superação de limites. São homens e mulheres que fazem uso de práticas em que o corpo é rasgado, perfurado ou pendurado e através das mesmas, alcançam estados alterados de consciência similares ao que se denomina por "êxtase" ou "transe". Georges Batalle (1973), estabelece uma analogia entre estes fenômenos da contemporaneidade com a experiência mística e, segundo ele, o gozo ou o êxtase funcionam num ambiente religioso, podendo ter consequências mais complexas nos casos em que estão fora de contexto. Nos êxtases místicos se ascende, se transcende a condição humana e se chega a um estado de perfeição através da união com Deus. Um exemplo é Santa Tereza de Ávila que no século XVI se tornou conhecida por seus atos de mortificações corporais. Muito devota e fascinada pelos santos penitentes, tanto se castigava quanto ordenava que suas seguidoras se exercitassem em atos de martírio, com o objetivo de domar as paixões castigando o próprio corpo. Por meio desses atos e de oração contemplativa também atingia episódios de êxtases nos quais referia ter contato com santos através da transcendência a um plano divino. Muitos líderes religiosos para afirmarem sua autoridade recorriam ao êxtase, alguns eram inclusive incentivados por influências populares da época e da cultura. Partindo destes exemplos, se pode questionar: o que se pode dizer a respeito de certas práticas realizadas fora de um contexto religioso? O que comunicam? A que e a quem servem? Qual o papel do corpo nestas experiências? Estes são alguns dos questionamentos levantados para tentar estabelecer um diálogo com a antropologia da religião. UFPE

9 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Oral 3 "Combater o inimigo para estabelecer a conquista": projetos sociais e religiosos e para uma cidade pacificada. Felipe Magalhaes Lins UFRRJ Resumo: Esse trabalho se propõe a analisar a forma como o universo das lutas marciais de combate tem se entrelaçado com o campo religioso nas periferias da cidade do Rio de Janeiro. A partir da construção de um projeto social político-religioso na zona oeste da cidade, esse fenômeno tem agenciado diferentes atores sociais que se articulam, gerem e regulam processos midiáticos em seus territórios. Há dezoito anos surgiu no Rio de Janeiro o projeto social Lutando por Vidas (LPV), atividade com o objetivo de oferecer aulas de artes marciais mistas (Mixed Martial Arts, ou somente MMA) para jovens em "situação de vulnerabilidade social". A iniciativa é de Jorge Turco, 42 anos, pastor evangélico que resolveu utilizar a arte da luta marcial como uma ferramenta de ação social. Ser jovem também é, sem dúvida, um marcador de diferença muito valorizado nesse campo. A grande "promessa" para aqueles jovens que decidem ingressar nessa profissionalização reside na esperança de seu uso como via de ascensão socioeconômica. Diferentes "projetos sociais" imbuem-se dessa responsabilidade de salvar os jovens da cidade do perigo do crime, colocando em ação algumas ferramentas típicas como a "cultura", o "esporte", a "educação" como estratégias preventivas à violência. Neste sentido, o atual estudo pretende analisar como articulam-se as categorias do "religioso" e do "secular" no projeto social ministério Lutando por Vidas, entendo a partir desta experiência específica aspectos relevantes da relação no Rio de Janeiro hoje entre projetos sociais e religiosos, violência e cultura da paz, secularismos e religião, corpo e salvação, virilidade, luta e redenção.

10 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Oral 4 Percursos dinâmicos: Memórias e representações sobre o Padre Cícero Itamerson Macell de Oliveira Costa da Silva Domingos Sávio de Almeida Cordeiro Universidade Regional do Cariri Resumo: Este trabalho tem como objeto de estudo a análise de como se processa os elementos simbólicos identificadores do sentido de localização do mito de origem presente nas falas de moradores de Juazeiro do Norte sobre o Padre Cícero. Tendo em vista, que no contexto juazeirense se tem embutido uma forte presença simbólica do santo popular, a localidade é conhecida por muitos devotos como a "terra do Padim Ciço". Buscamos por meio dessa investigação, compreender o sentido de memória coletiva presente nas representações dos moradores da cidade sobre o Padre Cícero de acordo com sua faixa etária. A metodologia se dá por meio de entrevistas com indivíduos nativos da cidade e pertencentes a várias gerações sociais. Os informantes são: estudantes, atletas, professores, servidores públicos, etc. Os locais escolhidos para aplicação das entrevistas foram: o Centro social urbano, órgão da prefeitura que dispõe serviços assistenciais, educacionais e de lazer, onde entrevistamos idosos na coorte acima de 60 anos; duas escolas de ensino médio situadas na cidade, onde entrevistamos jovens entre 15 a 29 anos e o SESC - Juazeiro, onde ouvimos pessoas de 30 a 59 anos. Verificamos a partir dessa pesquisa que as diversas falas revelam também reflexos de um sentido de identidade individual pautado na construção da memória coletiva juazeirense em torno de histórias sobre o Padre Cícero.

11 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Oral 5 Indígenas de Piripiri-PI e suas manifestações de religiosidades KLEB LEITE DA SILVA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI- Resumo: A comunicação é parte da pesquisa em andamento no mestrado em antropologia da, sobre indígenas de Piripiri-PI e suas religiosidades. O objetivo é procurar entender como se dão as relações cotidianas dos indígenas na cidade de Piripiri-PI, no que diz respeito as suas religiosidades. A religiosidade dos indígenas de Piripiri-PI, é compreendida aqui como parte simbólica da interação humana, esta, imbuída de valores sociais e políticos que, pode ser compreendida como valores construídos a partir da convivência com pessoas de valores também socialmente construídos. A religiosidade dos indígenas de Piripiri-PI, para mim, se tornou uma novidade, uma vez que em ida ao campo, pude observar que dentre o grupo, há uma mesclagem religiosa, pois observei que a maioria deles são católicos e neopetencostais e alguns são umbandistas, porém, entre eles, se mantem total respeito em relação a tolerância religiosa, pois todos se juntam em suas manifestações deixando de lado suas diferenças religiosas e cultuando afim de um objetivo comum para todos, que é cultuar Deus, não importando a diferença religiosa. A fundamentação teórica é construída a partir dos seguintes autores: Barth(2000), Bourdieu(2002), Brandão(1994), Carvalho(1994), Durkheim(1996), Freston(1994), May(2004), Melatti(1993), João Pacheco de Oliveira(1999) dentre outros. A metodologia conta com observação participante, caderno de campo, recolhimento de entrevistas semiestruturadas e imagens fotográficas e fílmicas.

12 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Oral 6 TERRITÓRIO DOMÉSTICO É TERRITÓRIO SAGRADO: O CASO DOS QUINTAIS DE TERREIROS AFRO-RELIGIOSOS DE CURUÇÁ-PA. Lorena Alves Mendes UFPA Resumo: O presente trabalho pretende discutir o uso social dos territórios domésticos, no caso os quintais, enquanto também territórios sagrados. Isto porque foi possível identificarmos em um município do Nordeste Paraense, Curuçá, a existência de barracões de terreiros afro-religiosos de Umbanda presentes nos quintais. O quintal no contexto aqui apresentado diversifica a vida prática e simbólico-religiosa, a partir das vivências que os grupos domésticos empregam nele, o sagrado é adquirido a partir do ritualmente construído naquele lugar de práticas diversas. As sociabilidades variadas que envolvem o território doméstico mesclam as atividades cotidianas às atividades pertinentes ao barracão do terreiro. A casa do grupo doméstico e o barracão dividindo o mesmo território dão predominância hora ou outra à uma das duas atividades, isso quando não se misturam. Considerar a importância da casa, e nela o quintal, enquanto significantes para a cultura de seus usuários fez-se necessário para entendermos a religião como parte constante da vida de quem as pratica e nesse sentido entender a religião como integrante do sistema cultural de grupos afro-religiosos.a região Amazônica apresenta formas de afro-religiosidade ainda hoje pouco conhecidas pela maioria de sua população. A contribuição do povo negro nessas religiões é de total importância para sua recriação em terras amazônicas bem como para sua manutenção. Conhecer, no sentido de valorizá-las, torna-se fundamental para que continuem vivas e a desempenhar os variados papéis e funções na vida de seus usuários e de pessoas outras que as procuram atrás das mais variadas finalidades.

13 Lila Cristina Xavier Luz 2 6/8 2 Emoção e a experiência do lazer em diferentes espaços e gerações Poster 7 DO AYÈ AO ORUN - O Culto aos Orixás de nação Ketu e Suas Influências na Preservação do Meio Ambiente. Michele Sueli de Fontes Monteiro Resumo: Atualmente há uma grande preocupação com a preservação da natureza a fim da conservação do planeta e melhoria do habitat humano, esta mesma incógnita já é fundamentada entre os povos e comunidades tradicionais, não apenas para melhorar o espaço de vivência como também para garantir as bênçãos e providências de seus Deuses. Esta dependência entre o homem e o mito, traz à tona a reflexão sobre o regresso ao primitivo. No momento em que o mundo volta-se para as questões ambientais, o tema entra em conformidade com o diálogo da preservação dos povos de terreiro, bem como a conservação tradicional e cultural dos mesmos. Um tema de grande importância no aprofundamento de alguns conhecimentos a cerca de como se dá a formação do sujeito coletivo, dentro de um terreiro de candomblé para então compreender as relações dos seus membros com o meio ambiente e a necessidade de preservá-lo, observando estas interações no âmago de sua formação religiosa. Este trabalho busca apresentar O Culto aos Orixás de nação Ketu e Suas Influências na Preservação do Meio Ambiente, com ênfase na conservação da tradição do candomblé, explorando a definição de Orixá e meio ambiente, bem como suas importâncias para a realização do culto nos Ylèt's (casas de candomblé), buscando na ideia do mito yorubano, uma fonte de conservação da cultura e tradição dessas comunidades. UFRRJ

14 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Oral 1 Fronteiras entre compulsão e modos de vida no cenário jovem underground: o caso da automutilação João Paulo Braga Cavalcante Peregrina Fátima Capelo Cavalcante Universidade Federal do Ceará Resumo: Esta trabalho investiga os limites entre saúde mental e modos de vida por trás da automutilação (ato de causar danos ao próprio corpo como mecanismo de aliviar tensões de cunho emocionais). A pesquisa restringe-se à automatização no âmbito adolescente, entre aqueles que possuem estilos considerados alternativos ou underground, em relação ao padrão social comumente observado. Vários indícios (notícias, reportagens, sites ou estudos científicos) têm apontado para o crescimento deste fenômeno ainda pouco conhecido, sobretudo entre a população mais jovem. Tem ganhado popularidade nos últimos anos, muitas vezes associado à subcultura juvenil emocore, um estilo depressivo ligado a um subgênero de hardcore punk com letras que tratam de conflitos internos e emocionais. A investigação foi baseada em estudo empírico extenso, boa parte em locais de encontro, previamente estabelecidos, por serem pontos que aglutinavam uma quantidade significativa de interações e de diversidade social. Os dados consistiram em registro de conversações, fotografias, vídeos, depoimentos, tanto face-a-face como via Internet ou SMS. A perspectiva analítica foi baseada no interacionismo simbólico, aliada a métodos etnográficos, de tal modo que o estudo obtivesse, substancialmente, um conhecimento sistemático da dimensão emocional de uma relação social, mas mais importante, das condições do contexto interpessoal das relações, tomando-se por base o ponto de vista dos sujeitos da pesquisa. Porquanto a automulitação tem sido avaliada mais sob o olhar da medicina e da psicologia, esta estratégia de investigação tem possibilitado uma perspectiva menos clínica ou controlada, buscando imprimir uma visão sistêmica da complexa fronteira entre doença, compulsão e modo de vida, sendo este o foco da presente proposta.

15 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Oral 2 Sociabilidades juvenis: sentidos e significados do lazer em Teresina Lila Cristina Xavier Luz Resumo: O objetivo deste trabalho é configurar os lazeres juvenis, entendendo-os no contexto das sociabilidades dos jovens e a partir dos sentidos por eles atribuídos, considerando as diferenciações de gênero e classe. Para tanto, foi desenvolvido pesquisa de campo para conhecer as práticas de lazer dos jovens na cidade. Portanto, percorremos bares, campos esportivos, clubes recreativos, boates, praças, quitandas, shopping centers, dentre outros, acompanhando o itinerário dos jovens, para conhecer seus circuitos e espaços de lazer. Nesses espaços participei dos mais diversos acontecimentos ali realizados: rodas de pagode, apresentações musicais, shows, festas, festivais (de música, de bebida, de dança), encontros de jovens, dentre outros. As saídas serviram também para nos familiarizarmos com o universo juvenil, no sentido de estabelecer contatos com os futuros entrevistados. Também realizamos entrevistas como jovens do sexo masculino e do sexo feminino, com idade entre 15 e 29 anos. Tendo como suporte teórico as reflexões de Abramo (2005), Brenner et al (2005), Magnani (2004), Carrano (2003), Machado Pais (2001), Elias, N. e Dunning, E. (1992), sobre juventudes, lazer e sociabilidades juvenis. O modo como os jovens as atividades, interferem, constituem e determinam suas práticas de lazer. A pesquisa evidenciou que as condições sociais e econômicas, bem como, as relações de gênero e de classe, são determinantes importantes na definição das práticas de lazer dos jovens. Neste sentido, as sociabilidades constituídas e vividas por meio das práticas de lazeres juvenis são por demais diversas e complexas, tendo em visto, dentre outros aspectos: a importância que os jovens atribuem às saídas para lazer; as companhias escolhidas; o que costumam consumir; o que costuma acontecer quan

16 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Poster 3 Como sofrem as crianças?: A penitência infantil no Morro da Conceição e a representação do sofrimento Paula Neves Cisneiros Universidade Federal de Pernambuco Resumo: A "Festa do Morro", como é popularmente conhecido o evento anual que se realiza no Morro da Conceição, em Recife-PE - Brasil, em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, é uma das grandes celebrações atuais do Catolicismo Popular, diversamente abordada como manifestação religiosa e cultural local. Em todas as festas, é possível observar uma grande peregrinação à imagem da santa, no ponto mais alto do morro. O pagamento de promessas é uma demonstração de fé e/ou agradecimento por pedidos (futuramente) alcançados. É comum ver crianças de várias idades seguindo a procissão acompanhadas de seus responsáveis muitas vestindo as cores da santa, rezando junto com os demais fieis, enfim, participando ativamente da penitência na Festa do Morro. Kleinman & Lock (1997) tratam do sofrimento como uma experiência social: "Uma vez que o sofrimento ganha significado através de representações culturais, ele é ao mesmo tempo performance e representação da realidade. Portanto, o modo como o sofrimento é descrito nos leva a uma forma particular de como ele é vivenciado" (p. 118). Campos (2002) nos lembra que a forma de expressão varia de acordo com o grupo, pois as formas de apropriação cultural variam. Sendo as crianças um grupo específico que pode desenvolver sua forma única de expressão e representação do sofrimento e, por que não, da penitência, este trabalho visa compreender como as crianças experienciam, performam e compreendem o sofrimento, traduzido em forma de penitência durante a "Festa do Morro".

17 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Poster 4 MORTE E LUTO NAS LINHAS DO ALÉM: AS CARTAS PSICOGRAFADAS EM TERESINA Patricia Carvalho Moreira Francisca Verônica Cavalcante Resumo: Trata-se de uma dissertação desenvolvida no PPGAArq/ que problematizou a importância de cartas psicografadas para a vivência do processo do luto, segundo enlutados, médiuns e presidentes dos centros espíritas pesquisados. Teve por objetivo compreender o significado de cartas psicografadas para a vivência do processo de luto, em Centros Espíritas de Teresina. Como objetivo específico: conhecer o significado de morte e do luto para médiuns psicógrafos e buscadores enlutados, antes e depois de receberem as mensagens psicografadas; analisar a influência da experiência da sessão mediúnica psicografia para a vivência do processo de luto. A metodologia desta pesquisa é constituída por um campo etnográfico formado por participantes de três centros espíritas médiuns. Com o método antropológico da observação participante utilizei os seguintes procedimentos: registro em diário de campo, aplicação de questionário e entrevista semiestruturada, com captação de imagens, gravação de áudio e escaneamento das cartas psicografadas. A morte tem sido parte integral da existência humana desde épocas antigas o homem parece ter refletir sobre sua finitude. A consciência de que tudo que é vivo irá morrer é vista por diversos pesquisadores como uma característica universal da humanidade e, por esta razão, é um assunto que traz preocupação para alguns seres humanos que se debruçam sobre a experiência do luto ou da morte e do morrer. O referencial teórico é constituído por autores que discutem morte, luto, emoções e religiosidade, como: Durkheim (1971), Weber (1971), Geertz (2008), Van Gennep (2010), Turner, (2004), Ariès (1977), Morin (1988), Ziegler (1977), Koury (2003), Rodrigues (1983) dentre outros e as cinco obras espíritas de Allan Kardec, dentre outros expoentes do Kardecismo. O estud

18 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Poster 5 Gira gira criancinha: um olhar antropológico sobre as crianças do Santo Daime no espaço "Céu de Todos os Santos" em Teresina Piauí. Theresa Jaynna de Sousa Feijão Universidade Federal do Piauí Resumo: A pesquisa "Gira, gira criancinha: um olhar antropológico sobre as crianças do Santo Daime no espaço religioso 'Céu de Todos os Santos - CTS' em Teresina Piauí" em andamento é uma investigação qualitativa que busca identificar o lugar das crianças na doutrina do Santo Daime - religião que contempla o crescimento do fenômeno religioso Nova Era - fenômeno que se caracteriza por uma miscelânea de diversas culturas e tradições, calcado na intenção de proporcionar uma integração holística do homem; a vivência da espiritualidade na religiosidade Nova Era é voltada para o autoconhecimento e prioriza as experiências místicas e as transformações do corpo-mente-espírito. Objetivamos identificar a relação saúde-doença-cura experienciada pelas crianças no referido espaço, bem como conhecer o ethos e a visão de mundo da criança constituída ou incorporada ao contexto daimista. O diálogo teórico com Amaral, Cavalcante, Geertz, Le Breton, norteará nosso estudo. A metodologia utilizada é a observação participante, caderno de campo, imagens fotográficas e entrevista. O meu campo etnográfico atualmente possui 15 (quinze) famílias com 20 crianças que participam do Santo Daime em Teresina e é marcado por uma "nova" maneira de lidar com a saúde e a doença e se expressa na ingestão da bebida sagrada e os sentimentos e emoções dos adeptos onde a relação cura e religião se destacam.

19 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Poster 6 Tecnologias em Terapêuticas Neoesotéricas: religiosidades e cuidados paliativos em Teresina-PI. Francisca Verônica Cavalcante. Universidade Federal do Piauí Ianne Paulo Macêdo Resumo: As atividades desenvolvidas na pesquisa consistem em analise de revisões de bibliográficas, visitas aos espaços em que há ocorrência formação e práticas em Terapias Neoesotéricas em Teresina, particularmente aos que são direcionados aos cuidados paliativos. São eles: espaços holísticos, de religiões neoesotéricas, de outras religiões, hospitais, universidades e faculdades. Entrevistas com terapeutas e fruidores que desenvolvem ações voltadas para os cuidados paliativos em que estes são terapias neoesotéricas (integrativas e complementares); recolhimento de imagens fotográficas; pesquisas em livros e artigos; e levantamento de eventos e organizações relacionados à temática. Portanto ao final da pesquisa a partir da fundamentação teórica e experiência de campo, é pretendemos a realização de um mapeamento demarcando campos e estabelecendo as relações destes com o fenômeno da Nova Era e o quão está disseminada na cidade de Teresina, tendo como foco os espaços que oferecem terapias voltadas para os cuidados paliativos. Nesta direção, buscamos compreender as representações de morte, doença e saúde dos sujeitos pesquisados.

20 Lila Cristina Xavier Luz 2 7/8 3 Emoções: a obrigatoriedade dos sentimentos Oral 7 Domesticação das emoções na perda de si Francisca Verônica Cavalcante Universidade Federal do Piauí Resumo: "Suicídio em Idosos em Teresina" financiada pela FIOCRUZ, em 2011; e "Tecnologias em Cui-dados Paliativos: Terapêuticas Neoesotéricas em Teresina, Pibic-, Nos dois estudos são investigadas as representações de corpo, da morte, do morrer, da saúde e da do-ença. Os informantes da primeira são familiares de idosos que cometeram suicídio; eles narram situações em que o idoso suicida relata o seu desejo de morrer. Os sujeitos da segunda são terapêutas de fruidores de cuidados paliativos; trata-se de pessoas acometidas por doenças incuráveis em estado terminal que em um primeiro momento, vão em busca de terapias ou cuidados paliativos com uma esperança de cura e expressam, manifestam o desejo de não morte, posteriormente via o trabalho desenvolvido pela equipe de paliativistas juntamente com seus cuidadores (familiares) há uma domesticação do morrer em que são elaboradas ou buscadas a "boa morte" ou a "bela morte", a partir de cuidados da equipe e familiares que buscam atender os desejos, sentimentos e sonhos do adoecido, buscando resolver suas pen-dências de ordem afetivas, manter sua autonomia e dignidade. Referencial teórico: Foucault, Ariès, Ellias, Zigler, Durkheim, Simmel, Le Breton, Mauss, Minayo, Rodrigues, Koury, Menezes, Sontag. Metodologia: observação participante, entrevistas. São representações marcadas por "ambivalências", são maneiras de lidar com a morte paradoxais, em uns encontramos o desejo de morte em outros o desejo de não morrer.

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