A expansão da consciência através da dança cigana

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1 A expansão da consciência através da dança cigana Com a cabeça levantada demonstra o poder de sua raça, o bater dos pés na terra clama a força desse elemento para bailar, as mãos para o alto pedem licença para exaltar a natureza, com a força feminina entrega-se ao ritual da dança e banha de beleza e mistério o espetáculo cigano. O barulho das moedas e pedras também tocam música no ritmo do rodopiar da cigana, as palmas e ralhos envolvem e alimentam a força da cigana, que na sua oração saúda os presentes na comunhão do sagrado e da alegria. Sumaya Sarran

2 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Instituto Humanitatis Campinas 2013 Edna Lucia dos Santos Gislane de Souza Cunha Karina Romera de Carvalho Margareth de Paula Freitas AGRADECIMENTOS Agradeço à Leyde e sua equipe que nos proporcionaram momentos maravilhosos e transformadores. Agradeço ao grupo, pela união e respeito mútuo. Agradeço minha família pelo apoio a realizar este curso. Ao meu marido maravilhoso e filhos encantadores. E ao Universo, a Deus, a Força Maior. A Espiritualidade, a Força Divina, aos nossos Companheiros de Jornada; Adelino Monteiro e Cátia Cristina de Oliveira, A Equipe Humanitatis, A nossa Querida Professora de Dança Cigana Lu Barcelos e a Academia de Dança Gia Nut. Agradeço a Espiritualidade. Aos meus antepassados, principalmente as minhas Avós, que utilizaram da dança, para proporcionar-me uma cura interna. A Ana Maria, minha companheira de vida por todo amor, carinho, paciência e compreensão que tem me dedicado. A minha filha Heloisa por sua alegria cantante. A equipe do Humanitatis, pelo auxilio nesta caminhada. Ao grupo Namaha, pelos sorrisos, pelos abraços, pelas mãos que sempre se estendiam quando eu precisava. Esta caminhada não seria a mesma sem vocês. 2

3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO A CULTURA CIGANA Origem Tribos Clãs Hábitos A Bandeira Cigana Quiromancia a arte de ler a mão Taro Cigano Espiritualidade Cigana Oração à Santa Sara Kali Lua Cigana A MULHER CIGANA ORIGEM DA DANÇA DANÇA CIGANA A Dança Cigana é Altamente Contagiosa Sensualidade Máxima Influências e Variações de Estilo na Dança Cigana Dança do Leque Dança da Rosa Dança das Fitas Coloridas Dança dos Sete Véus Dança das Tochas Dança do Pandeiro Dança do Punhal Dança dos Quatro Elementos Dança da Espada Dança com Echarpe ou Lenço Dança do Xale

4 4.4. As Roupas e Acessórios Saia Pulseiras Cestas de Flores, Frutas e Pães Instrumentos da Dança Cigana Benefícios da Dança Cigana A DANÇA COMO CAMINHO DE CONEXÃO INTERIOR DANÇA E A TRANSPESSOAL VIVÊNCIAS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

5 1. INTRODUÇÃO Devido à falência do paradigma cartesiano, que desintegra o individuo em partes e não o permite ter acesso à sua completude, inteireza e integralidade em consonância com o universo; começou a nascer no ser humano a necessidade de um novo paradigma; que o auxilie a uma nova forma de avaliar e reconstruir as maneiras que utiliza para entender e se relacionar com o mundo. Dentre as muitas maneiras que a humanidade tem usado para a ampliação da consciência, como a meditação, retiros, jejuns, psicodélicos, trabalhos respiratórios, etc esta a DANÇA. As diferentes culturas neste vasto planeta nos apresentam uma gama enorme de danças e maneiras de dançar, tendo muitas delas, o caráter ritual e transcendente. A dança cigana vem como uma possibilidade; pois seu povo a utiliza para celebrar momentos específicos e sagrados, como a colheita, celebração das fases da lua, casamentos, nascimentos, etc. A partir destas celebrações, há a possibilidade de se re-estabelecer uma conexão com o sagrado e reutilização da dança como um veiculo para ampliação da consciência. Na dança, uma mudança de percepção poderá ser alcançada através do corpo. Para tanto, nos é preciso compreender de que se trata esta modificação momentânea da psique através de uma visão transpessoal, onde uma nova forma de entendimento e co-criação do mundo nos é facilitada. Nosso trabalho pretende mostrar a dança cigana, como um veiculo de informação, emoção, experiência, ou seja, de modificação de padrões atrelados à obtenção de cultura e conhecimento da consciência, algo que modifica de alguma maneira o ser que dança. Fica o convite. VAMOS DANÇAR? 3

6 2. A CULTURA CIGANA 2.1. Origem Há muita controvérsia a respeito da verdadeira origem do povo cigano. Segundo uns seriam eles originários da Índia, outros atribuem sua origem ao Egito; ainda há aqueles que afirmam serem eles descendentes de Caim. Na verdade torna-se bastante difícil estabelecer com certeza sua origem, pois se trata de um povo que além de não possuir linguagem escrita, o que permitiria que ficasse gravada de alguma forma sua verdadeira história, mas também, pela maneira como foram perseguidos através dos tempos, é fácil compreendermos que eles tenham procurado envolver-se em um clima de mistério, até por uma simples questão de sobrevivência. Levando-se em consideração também que suas atividades muitas vezes os levavam a trabalhar com magia, nada mais atrativo para despertar a imaginação do povo do que esta aura de mistério que os envolvia e ainda envolve até os dias de hoje. Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo. Liszt e Beethoven também buscaram na música cigana inspiração para muitas de suas obras. No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam. 4

7 2.2. Tribos Clãs Na verdade, de concreto, sabemos que os Ciganos (ROM, o homem cigano; ROMLI, a mulher cigana) agrupam-se em 7 (sete) grupos ou famílias: KALDERASH MOLDOWAIA SIBIAIA RORARANÊ HITALIHIÁ MATHIWIA KALÊ A cultura Cigana nos oferece belos exemplos, que infelizmente a nossa cultura dos não ciganos parece ter esquecido nos atropelos da vida moderna. Dentre eles destaca-se o respeito e amor aos mais velhos, o amor e cuidados com as suas crianças, o sentimento de família. Para eles o velho representa a fonte de sabedoria e experiência que deve ser ouvida e acatada. A criança representa a possibilidade de continuidade, a certeza da preservação de sua cultura Hábitos Certamente não encontraremos um velho cigano em um asilo, nem tão pouco uma criança cigana em um orfanato, sequer abandonada pelas ruas. Uma cigana nunca pratica voluntariamente o aborto. O casamento para o Cigano representa a garantia da preservação. Um casamento entre o povo cigano é sempre muito comemorado, pois representa uma oportunidade de reunião e de alegria; não devemos esquecer que o cigano é acima de tudo um povo alegre, que gosta de dançar, de festejar. Geralmente atribuímos ao povo cigano o Dom de ler a sorte através das cartas (cartomancia) ou da leitura das mãos (quiromancia), mas eles são um povo com uma habilidade privilegiada para a música. Muitos músicos famosos eram ciganos. Aqui no Brasil tivemos muitos ciganos que para cá vieram no início da colonização e além de alegrarem a corte aqui instalada com sua música, também muito contribuíram para a nossa expansão territorial, participando das entradas e bandeiras que desbravaram nosso território. Antigamente os ciganos viviam sempre em barracas e viajavam em caravanas; atualmente muitos deles tornaram-se sedentários, talvez até pelas contingências da vida moderna, mas mesmos estes procuram de vez enquanto acampar para de alguma forma preservar uma tradição. 5

8 2.4. A Bandeira Cigana A Bandeira Cigana é feita de duas listras, sendo uma azul e outra verde e uma roda vermelha no centro. A faixa azul, além de representar o teto de liberdade, simboliza também a busca por Deus. A faixa verde significa, "a terra coberta de grama", pois para o cigano a terra por onde ele anda e pisa é a sua pátria. A Roda é o símbolo tradicional da vida nômade, do ir e vir e das diversas encarnações. O vermelho lembra o sangue derramado no passado, mas também ressalta a alegria de viver deste povo. A Roda, que toca o azul e o verde simultaneamente, faz alusão aos caminhos que os ciganos percorrem: da Alma e da Terra Quiromancia a arte de ler a mão Foram os ciganos que espalharam e popularizaram a Quiromancia pelo mundo e é tão forte sua participação que, quando se pensa em leitura de mãos, vem logo a imagem de uma cigana. Aliás, a adivinhação é uma das atividades exclusivas das mulheres dentro do grupo. Elas aprendem desde pequenas com suas mães e passam este ensinamento para suas filhas. A tradição manda que as ciganas saiam sempre com outras mulheres de sua família em busca de alguém que queria saber o futuro. Todos os detalhes das mãos possuem um significado, desde sua forma até sua cor e temperatura. Aliás, quanto maior número de informações se sabe numa leitura, mais se conhece sobre a pessoa, tanto a sua personalidade, quanto a sua sorte e o que o destino lhe reserva. Também é preciso grande sensibilidade da pessoa que lê as mãos para fazer a análise, pois a Quiromancia deve ser um auxílio para a pessoa se conhecer melhor e refletir sobre a sua maneira de ser e encarar o mundo. Além de uma arte de adivinhação, a leitura das mãos abre as portas para o autoconhecimento e a busca da felicidade pessoal. 6

9 2.6. Taro Cigano O Tarot Cigano é um oráculo de usa a associação intuitiva e a percepção do jogador para mostrar os resultados das perguntas. Foi elaborado pelos Ciganos a partir do oráculo mais conhecido do mundo o Tarot (ou Tarô). No começo, os Ciganos chegaram a usar as 78 lâminas do Tarot tradicional, mas decidiram adaptar à sua leitura, surgindo assim o Baralho Cigano, de 36 cartas. Estudiosos afirmam que foi através dos ciganos, oriundos da China antiga, onde era um dos métodos mais utilizados pelo imperador S'uen-Ho, em 1120 d.c., que a Cartomancia e o Tarot Cigano chegaram até nós Espiritualidade Cigana É um povo que acredita em reencarnação. Os Ciganos encarnados se dividem em grupos e subgrupos chamados de Clãs. No astral, ou seja na parte espiritual, os Ciganos de Luz se dividem em clãs específicos de acordo com a energia e são amparados por Dhjel e por Santa Sara Kali, que têm um único objetivo, que é ajudar quem quer que seja, desde que se permita essa ajuda. O povo cigano é muito religioso, usando sempre, o poder da oração diária em suas vidas e acreditando fervorosamente que esse poder aumenta sua força, fé e sua conexão com o plano divino. Este povo reza com fervor e com muito respeito, se dirigindo a Dhiel, a Kristesko e Santa Sara Kali para pedir ajuda em suas vidas. As orações ciganas são feitas através da alma, ou seja, o que vem do interior de seus corações. É diferente fazer uma oração apenas lendo-a só por ler, temos que fazê-la com um profundo sentimento de fé que vem do coração, da nossa alma. Não há um dia específico para fazê-las, pois todos os dias são os melhores dias para se conversar com Deus. Tudo o que nós ciganos fazemos é com amor, senão não fazemos. Autor desconhecido. As orações realizadas juntamente com o seu pedido a Deus, ficam registradas no astral e no tempo certo se concretizarão em suas vidas. Lembrando que a oração, qualquer que seja, deve ser feita com amor, fé e respeito. Com concentração para conectar-se com o divino e assim serem um só. 7

10 Existem orações que foram passadas oralmente de pai para filho, de mãe para filha, que foram deixadas por seus ancestrais mais longínquos, que essas sim são especificas para cada caso, de acordo com a necessidade, fazem rituais com as fases da lua para potencializar este poder, que por si só já traz mudanças e transformações em situações que estão difíceis de serem resolvidas. Muitas vezes são feitas orações para agradecerem pela viagem em segurança, pela fartura em suas mesas, pela proteção ou mesmo para agradecer por suas vidas, o bem mais precioso que Dhiel os concedeu. Além das orações os Ciganos também passam de geração a geração seus Preceitos, que são: - FELICIDADE - Um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana. - ORGULHO - É saber que nunca participamos de guerras e nunca nos armaremos para matar nossos semelhantes. Somos os menestréis da paz. - AMOR - Amar é vivermos em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas aflições. - LEALDADE - É não abandonar nossos irmãos quando precisam. É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida. - RIQUEZA - É termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida. - NOBREZA - É fazermos da humilhação um incentivo ao perdão. - HUMILDADE - É não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber servir Oração à Santa Sara Kali Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Santa Sara, protetora dos ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo, proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe- Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos. Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Santa Sara, ajude os necessitados; dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos. Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar, neste momento. Santa Sara, dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus. 8

11 Lua Cigana Em noite de lua ela vem girar, em noite de lua ela vem ofertar! Ela oferta palavras bonitas e trás o amor de volta de quem desejar! Ela é a cigana da lua, mulher meiga do oriente que vem trazer seu brilho, sua força, seu amor e sua fé Ela é a pomba gira cigana da lua, que usa o manto azul de yemanja e oxumaré. Simboliza a magia e os mistérios. Usada geralmente pelas ciganas, para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo atentando sempre as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia. Assim, todas as suas magias e encantamentos são feitos respeitando a fase da Lua A MULHER CIGANA Enquanto o homem representa o esteio e o braço forte da família, a mulher significa o lado terno e de proteção espiritual dos lares ciganos. Ela quem desempenha um dos papéis mais importantes na estrutura da família, o de mãe. Cabe as mulheres desde cedo cuidarem das tarefas do lar, tornando-o o mais aconchegante e confortável possível, seja o lar paterno, seja o seu próprio com o marido. As meninas ficam sempre ao redor da mãe auxiliando nos trabalhos de casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônia, os preceitos religiosos. A mulher cigana tem seu lado feminino marcadamente atraente, colorido e sensual. Aliás, quando pensamos em ciganos, a primeira imagem que nos vem à mente é a destas mulheres vestidas com roupas longas e cheias de cor, de cabelos escuros apanhados por lenços coloridos, muitas joias ao redor do pescoço, dos punhos e argolas de ouro penduradas nas orelhas. 9

12 A mulher cigana deve saber cozinhar, cuidar da casa, dançar, dirigir as cerimônias e rituais e saber ler a sorte. Ela deve ser de preferência bonita, ter encantos e ser dotada de atrativos. Caso ela não reúna estes elementos terá pouco valor e talvez somente case se houver algum tipo de conveniência para o pai do noivo, como ter um pai influente, rico ou com poder de liderança. A cigana se casa muito jovem, geralmente ao redor dos quinze anos e deve ser virgem, condição aliás, considerada fundamental para o matrimônio. A virgindade será avaliada pelas mulheres mais velhas, pelas mães dos noivos e pela matriarca do clã no dia do casamento, sendo a mãe da noiva festivamente cumprimentada caso a filha seja virgem como pede a tradição. Se a jovem, o que é muito raro, já tiver tido experiência sexual e não for virgem, será severamente castigada, o casamento desfeito e deverá haver reparação aos pais do noivo. Em razão de tão sérias consequências as jovens ciganas se guardam de qualquer contato físico, não permitindo que um jovem ou um homem lhes encoste sequer a mão. As mulheres casadas também são muito pudicas, não dando liberdade para que qualquer homem as toque ou faça qualquer demonstração de afeto físico. Até mesmo com seus maridos elas são bastante recatadas, em especial em público, pois, os ciganos temem os falatórios maldosos, as más línguas. Apesar destas atitudes cautelosas tanto as jovens como as mulheres casadas são muito faceiras, insinuantes e provocantes, em particular quando dançam. Elas usam a dança como instrumento de sedução, além da função da dança propriamente dita, ou seja, diversão, demonstração de alegria e parte obrigatória das festividades. Festa de ciganos sem música e dança não é festa e eles, são muito festeiros, não perdendo nenhuma oportunidade de tocar seus violões, acordeons, violinos, cantar e dançar entusiasmadamente agitando pandeiros e batendo palmas, que acreditam ser uma forma de espantar a negatividade, abrindo espaço para a positividade. 10

13 3. Origem da dança A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independentes do som que se ouve, e até mesmo sem ele. A Dança acompanhou a evolução da humanidade desde os tempos primitivos, sempre expressando e registrando através dos movimentos seus momentos históricos, sendo considerada a primeira manifestação corporal do emocional humano. Cada povo que compreendeu a importância do corpo humano e principalmente a necessidade desse corpo de extravasar suas emoções, de relacionar-se consigo, com os outros e até mesmo com o ser supremo, que compreendeu a sua infinita capacidade de mover-se, de criar, de desenvolver seus domínios motores, sociais, afetivos e cognitivos, certamente cultivaram a dança e utilizaram-se dela como um meio de expressar suas características culturais, de comunicar-se, de educar-se, de distinguir-se e de aprimorar-se, possibilitando ao homem buscar os caminhos do seu autoconhecimento. 11

14 Esta Arte, no decorrer de sua evolução, se manifestou em diferentes momentos, com diversos objetivos e de variadas formas, como: danças sagradas, danças teatrais, danças populares, dança social (folclórica), entre outras, foi utilizada por muitas civilizações em diferentes épocas atribuindolhe diferentes sentidos e significados. DANÇA SAGRADA DANÇA TEATRAL DANÇA POPULARES DANÇA SOCIAL (FOLCLÓRICA) 12

15 Historicamente, os primeiros registros referentes à dança, datam do Período Paleolítico Superior, então, podemos afirmar que esta forma de expressão tem sido o caminho da manifestação natural, sobre o qual, desde o início, o desenvolvimento integral do homem foi desencadeado. Foi também através desta arte que o homem se comunicou, estabelecendo assim sua interação social e consequentemente a formação de uma sociedade estruturada. O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, em que as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol, a chuva, os alimentos, etc. Segundo a autora Iris Gomes Bertoni (1992), uma necessidade interior, muito mais próxima do campo espiritual que do físico, foi o que motivou o homem a dançar utilizando-se do movimento como um veículo para a liberação de sua vida interior. Esses sentimentos estão intimamente ligados com a necessidade material do homem primitivo. Necessidade de amparo, abrigo, alimento, defesa, conquista, de procriação, saúde, comunicação e principalmente de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. O povo primitivo dançava por inúmeros motivos: para a caçada, colheita, alegria, tristeza, rituais aos seus deuses, casamento, para homenagear a natureza, para anunciar a guerra e descobriu durante sua evolução que poderia dançar por prazer, por lazer, para ostentar sua riqueza, afirmar seu poder e distinguir a sua classe, ou seja, dançava para tudo que tinha um significado para sua existência. Os primeiros registros dessas danças mostram que elas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo. Nessa época, as danças no Egito tinham um caráter sagrado e eram executadas em homenagem aos deuses. Os mais homenageados eram a deusa Hathor, da dança e da música e o deus Bés, que é considerado o inventor da dança; a ambos era atribuídos um poder sobre a fertilidade. 13

16 Existiam também as danças profanas, que aconteciam por ocasião dos banquetes em honra aos vivos ou aos mortos, e também para entregar recompensas a funcionários ou por ocasião de elevação de cargo. Na Índia as danças têm origem na invocação a Shiva (deus da dança). Com suas danças e músicas, os hindus procuravam uma união com a natureza. Assim como a egípcia, a dança de Shiva tinha por tema a atividade cósmica. Ela exprimia os eventos divinos. O ritmo da dança estava associado à criação contínua do mundo, à manutenção desse mundo, à destruição de algumas formas para o nascimento de outras. Os vários estilos de dança, sempre relacionados a deuses, tinham o mesmo princípio, o de que o corpo inteiro deve dançar. Por isso, as danças indianas apresentam movimentos muito elaborados de pescoço, olhos, boca, mãos, ombros e pés. Da Grécia antiga provém a dança circular de mãos dadas, onde as pessoas dançavam em volta de árvores ou fogueiras fazendo oferendas para homenagear os deuses. A dança na Grécia, sempre integrou rituais religiosos, mesmo antes de fazer parte das manifestações teatrais. Os cidadãos gregos, que acreditavam no poder das danças mágicas, usavam máscaras e dançavam para seus inúmeros deuses. 14

17 Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos. Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho) e dançava-se em festas e bacanais. Bacanal, Michel-Ange Houasse Durante a Idade Média a razão da. existência humana era a salvação da alma e para que isso acontecesse o corpo era renegado. A dança uma forma de expressar as emoções, através da utilização do corpo e ao mesmo tempo atrelada ao prazer e ao divertimento, foi banida pelas autoridades eclesiásticas. A igreja não conseguiu interferir nas danças populares dos camponeses que continuavam a fazer suas festas nas épocas de semeaduras e colheitas e no inicio da primavera. Para não afrontar a igreja, essas danças eram camufladas com a introdução de personagens como anjos e santos. Posteriormente essas manifestações foram incorporadas a festas cristãs Dança dos Camponeses, Bruegel,

18 Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura. No século XIX surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. No século XX surgiu a Dança Moderna que rejeitou os artifícios e o rigor acadêmico do Ballet Clássico e fundamentou-se pela liberdade expressiva do corpo refletindo o contexto histórico na qual surgiu, um mundo industrializado onde o homem busca novas relações consigo mesmo e com a sociedade em que vive. 16

19 Por todas as fases pela qual a dança passou da primitiva à contemporânea ela retratou épocas e etapas do desenvolvimento socioeconômico e cultural, materializou as técnicas, os valores e os significados de todas as civilizações nas quais se fez presente, questionou e documentou seu contexto histórico refletindo e revivendo os fatos através da representação das vivências do homem no mundo e das influências que o mundo lhe apresentava nos possibilitando conhecer a cultura de um povo. Esta arte, atualmente, se mostra fortemente envolvida no processo educacional, tanto no ambiente escolar quanto em escolas especializadas, abrangendo infinitas habilidades. Ela que é fonte de expressão da corporeidade da humanidade, vem ao encontro de atender as metas da educação, contribuindo amplamente para o desenvolvimento integral do ser humano, pela sua perfeita formação corporal, espírito de socialização; por sua criatividade, pelo incentivo às descobertas, pelos aspectos estéticos e éticos, pelo desenvolvimento da personalidade ofertando de forma intencional, criativa, espontânea, prazerosa e significativa, a oportunidade dos praticantes exercitarem sua corporeidade, tornando-se um corpo-sujeito de suas ações transformando-os e tornando-os integrantes e integrados à sociedade em que vivem. A dança, portanto, como uma das vias de educação do corpo criador e crítico, torna-se praticamente indispensável para vivermos presentes, críticos e participantes na sociedade atual. (Isabel A. Marques, Dançando na escola). Através das modalidades que requerem a imaginação e a criatividade o praticante poderá descobrir seus próprios movimentos e desta forma experimentar, sentir, articular e pensar a arte não somente como receptores, mas também como criadores, desencadeando o interesse pela pesquisa, trabalhando com seus gostos, preferências e necessidades internas, incentivando o praticante a se conhecer corporal, emocional e intelectualmente, desenvolvendo hábitos de reflexão, consenso e autocrítica. Estes processos permitem, também, que o praticante experimente diversas possibilidades de relacionar-se eticamente com o grupo, respeitando o espaço do outro, interagindo criativamente, sem que tenha que impor suas ideias de forma agressiva. Pelo fato do praticante exercer 17

20 determinado papel dentro da coreografia, poderá estabelecer um link sobre sua função e atuação no meio social. Recentemente há uma crescente participação dos indivíduos portadores de necessidades especiais nos processos artístico-educativos, esta integração enfatiza não somente a necessidade e a possibilidade destes praticantes participarem destes processos, mas, principalmente, enfatiza a aceitação, a valorização e a concepção de que qualquer corpo, perfeito ou não, pode se expressar através da dança e desfrutar dos benefícios que ela proporciona. Aline Nogueira Hass e Ângela Ritmo Garcia no livro Ritmo e Dança, atribuem funções à dança: função de auto-expressão do ser humano, pois, através dela ele descobre e compreende aspectos significativos de sua vida; a função da comunicação do homem em nível individual, interpessoal, em seu ambiente, em sua sociedade e a nível religioso; a função de ruptura do sistema e de revitalização da sociedade pelo motivo que, como as demais artes, está ligada à renovação da cultura, pela sua eterna busca das novas expressões contribuindo para a revitalização da sociedade. 18

21 4. DANÇA CIGANA A dança é nossa oração que nos faz ser embalados por essa força gigantesca que move esse universo. É quando na magia que nos envolve podemos mostrar nosso ser e quem somos, nossos sentimentos, sonhos, a sabedoria de acordo com nossa jornada e o quanto ainda temos que caminhar para que possamos alcançar uma comunhão sagrada com a Mãe Terra e todos que habitam sobre ela. Os ciganos absorvem particularidades de cada região que habitam, mas também deixam fortemente marcados com seus costumes as pessoas que tem o prazer de conviver com os gitanos. E a sua dança é o espelho desta fusão de tradição e nomadismo criado pela interação dos ciganos com as pátrias por onde escreveram sua história, por isto temos danças ciganas com influências húngaras, russas, flamencas, indianas, árabes, etc. A dança cigana é uma das grandes expressões artísticas e de celebração de vida deste povo. É a própria alquimia de sentimentos. Quando dançam, celebram a liberdade, os elementos da natureza, a fé em Deus, o amor, as vitórias sobre o preconceito, o respeito aos mais velhos e antepassados. São tocados no mais profundo do ser, liberando suas angústias e bloqueios e recebendo em seus corações a força criadora do Universo. É a dança da alma, do sentimento. A sua descoberta como uma nova pessoa. O despertar das emoções. A dança cigana é a liberdade em forma de dança. Mais do que aprender técnica para dançar, aprender a lidar com os sentimentos e deixa-los livres para sentir a música e então, sim, dançar com toda a emoção que a música cigana merece. Demonstrar os sentimentos não é sinal de fraqueza, é estar seguro de quem se é. A dança cigana é envolvente e forte. Saias dançantes, fitas coloridas saltitantes, toques de pandeiro, leque acenando o próximo passo e uma história para contar 19

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A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma Dança Desde 1982, no dia 29 de abril, comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean- Georges Noverre. A Dança é a arte de mexer o corpo,

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