MULHERES, CORPO E PERFORMANCE: a construção de novos sentidos para o envelhecimento entre mulheres de camadas médias urbanas

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1 MULHERES, CORPO E PERFORMANCE: a construção de novos sentidos para o envelhecimento entre mulheres de camadas médias urbanas Andréa Moraes Alves Prof. adjunta da Escola de Serviço Social/UFRJ Doutora em antropologia - Museu Nacional/UFRJ Geração e trajetória individual Quando a antropologia trata a questão do envelhecimento, sua análise refere-se às construções sociais sobre o ciclo de vida e às relações entre as gerações (Debert, 1998). Nesse artigo, vou concentrar-me no último aspecto. Interpretar a velhice como sendo um produto da relação entre gerações revela, a meu ver, um ponto essencial do envelhecimento contemporâneo, qual seja, a fragmentação da experiência da velhice. Cada vez mais novas possibilidades, algumas nem tão novas assim, vão se abrindo para a criação/domesticação do corpo e da vida dos velhos; exige-se, cada vez mais, um comprometimento do indivíduo com o seu próprio processo de envelhecer. Simultaneamente, os antigos espaços de experiência da velhice permanecem abertos, sendo reinterpretados à luz desses discursos que enfatizam a liberdade e a autonomia. Diante desse quadro de mudanças, a antropologia tem se indagado sobre as especificidades da velhice hoje, entendendo que elas só fazem sentido se compreendemos o envelhecimento como um conjunto de relações sociais entre gerações onde as dimensões de gênero, classe social, posição na família para ficarmos com os elementos mais explorados nos estudos sobre velhice - têm um papel central na conformação de seus significados. O conceito de geração pode ser definido da seguinte maneira: apesar de suas conotações variadas, a idéia de geração implica um conjunto de mudanças que impõem singularidades de costumes e comportamentos a determinadas gerações. Daí falar-se em geração do pós-guerra, da televisão, de 68. A geração não se refere às pessoas que compartilham a idade, mas às que vivenciaram determinados eventos que definem

2 trajetórias passadas e futuras. (Debert,1998: 60) Essa definição de geração, como afirma Debert, ultrapassa o sentido clássico de posição na estrutura familiar para incorporar ao quadro de estudo das mudanças sociais as experiências coletivas vividas por determinados grupos. Esses grupos são vistos como produtores de uma memória coletiva, construtores de uma tradição e também agentes de mudanças na medida em que suas práticas só são revividas pelas gerações posteriores se forem reflexivamente justificadas. Nesse aspecto, Debert resgata as contribuições de Anthony Giddens (1992). Para esse autor, a idéia tradicional de ciclo de vida implicaria na repetição ritualística das etapas da vida entre as gerações, ao passo que na modernidade faria mais sentido falarmos em curso de vida, ou seja, na idéia de que as experiências etárias não são mais rigidamente padronizadas e cabe a cada indivíduo atribuir sentido a sua trajetória 1. Por isso, haveria uma desconexão entre vida pessoal e troca entre gerações. Na modernidade, apesar da vigência da idade cronológica como um critério de atribuição de status e de certas expectativas sociais em relação aos comportamentos, gostos e visões de mundo dos grupos etários, no cotidiano essas expectativas e atributos são confrontados. Dentro de certos limites estruturais, formas individuais de manipulação da apresentação da idade são ensaiadas, seja através de um controle sobre o próprio corpo controle esse cada vez mais desenvolvido através das tecnologias oferecidas pela cirurgia plástica, pelos cosméticos, exercícios físicos e dietas - seja através da adoção de estilos de vida anteriormente caracterizados como próprios de determinados grupos etários e expressos por intermédio da moda ou dos gostos musicais, por exemplo. Essa individualização das idades seria um aspecto de um processo mais amplo de individualização, característico das sociedades moderno-contemporâneas. Gilberto Velho (1987), ao discutir sobre a relação entre indivíduo e sociedade na modernidade e apoiado no interacionismo e na fenomenologia, desenvolve dois conceitos que penso serem fundamentais para compreendermos o sentido da fluidez atribuída a essas sociedades, que ele prefere denominar de complexas; são eles: projeto e metamorfose. 1 Gostaria de deixar claro aqui que entendo que existam formas socialmente legítimas de classificação da infância, da juventude, da idade adulta e da velhice em todas as sociedades e que essas formas variam historicamente. O que compreendo como característico da modernidade é a sanção social dada ao indivíduo para que ele circule entre essas etapas, independentemente da idade cronológica. Em alguns momentos da trajetória de vida é permitido, quando não estimulado, fazer coisas de jovem, sentir-se jovem, em outros, é cobrada uma ação madura, apesar da idade. Se nos lembrarmos dos constantes debates sobre os limites de idade para o voto, para conduzir automóveis e para ser responsabilizado criminalmente, veremos o quão individualizante revela-se a argumentação quando ela restringe-se a um debate acerca da idade cronológica.

3 Sociedades complexas são sociedades marcadas pela "heterogeneidade e variedade de experiências e costumes, contribuindo para a extrema fragmentação e diferenciação de domínios e papéis, dando um contorno particular à vida psicológica individual." (Velho, 1987: 17). Nessas sociedades, os indivíduos vivem em diversos planos simultaneamente. Ao mesmo tempo em que se têm instâncias da vida social onde figuram significados e valores compartilhados, como nas relações familiares e de parentesco, bairro e vizinhança, grupos de status, gerações e outros exemplos; podemos observar também a circulação dos indivíduos entre esses diferentes mundos. "Os indivíduos transitam entre os domínios do trabalho, do lazer, do sagrado etc., com passagens às vezes quase imperceptíveis. Estão na interseção de diferentes mundos. Podem a qualquer momento transitar de um para outro, em função de um código relevante para suas experiências." (Velho,1994:26) As noções de projeto e de metamorfose tornam-se importantes porque conseguem aliar duas dimensões da vida social sem tomá-las como um par de oposição excludente: a dimensão da motivação do ator e a dimensão de sua dependência em relação aos contextos da ação e às motivações de outros atores. A noção de projeto está amarrada a uma série de outros conceitos que tomam como suposto a relevância do indivíduo e da ação individual para as sociedades complexas. O projeto é, em primeiro lugar, algo que dá sentido a uma trajetória individual, coloca essa trajetória no curso do tempo. O passado, o presente e o futuro são costurados pelo indivíduo que faz projetos, tornam-se a sua biografia. Essa costura depende primeiro da memória, ou seja, da seleção que o indivíduo faz de aspectos significativos daquilo que foi o seu passado. Esse significado é sempre informado pelo momento presente, portanto, é uma visão retrospectiva. Esse retrospecto conecta-se com o porvir na forma de um projeto, ou seja, "uma antecipação no futuro dessa trajetória e biografia." (Velho,1994:101) Projeto e memória são assim articulados para a constituição da identidade social do indivíduo, pois são as âncoras que dão sentido à trajetória individual. Esse sentido é aqui entendido como um sentido compartilhado, ele é comunicado aos outros pelo indivíduo que faz projetos. O projeto será expresso em conceitos que tomam o outro como referência.

4 "O passado, assim, é descontínuo. A consistência e o significado desse passado e da memória articulam-se à elaboração de projetos que dão sentido e estabelecem continuidade entre esses diferentes momentos e situações." (Velho, 1994:103) O sentido do projeto é sempre intersubjetivo, ele não existe num vazio, mas em função dos projetos de outros indivíduos, é um meio de comunicação, um instrumento de negociação da realidade entre os sujeitos. Esse aspecto confere limites e constrangimentos sociais à elaboração de projetos, o que Velho chamou de campo de possibilidades. A manipulação desse campo pelo indivíduo não é racional, no sentido do cálculo estratégico das opções, mas tem uma forte dimensão consciente. O sujeito avalia significativamente suas possibilidades de escolha. Além disso, Velho ainda lembra que não podemos esquecer os aspectos não-conscientes dessas tomadas de decisão. "Sem dúvida, um sujeito pode ter mais de um projeto, mas, em princípio, existe um principal ao qual estão subordinados os outros que o têm como referência. De forma aparentemente paradoxal em uma sociedade complexa e heterogênea, a multiplicidade de motivações e a própria fragmentação sociocultural, ao mesmo tempo que produzem quase que uma necessidade de projetos, trazem a possibilidade de contradição e de conflito. Por isso mesmo, o projeto é dinâmico e é permanentemente reelaborado, reorganizando a memória do ator, dando novos sentidos e significados, provocando com isso repercussões na sua identidade." (Velho, 1994: 104) Essa reelaboração dos projetos não significa que eles não tenham consistência. Ao contrário, é a busca contínua pela consistência que explica sua mutação. O conceito de metamorfose pode então ser introduzido. Longe de vivermos num mundo caótico, sem sentido e comunicação, de fronteiras disformes e opacas, como apressadamente podemos ser levados a crer, é mais profícuo analiticamente pensarmos em laços sociais que se refazem continuamente, de forma conflituosa, através da constante reconstrução dos projetos e, conseqüentemente, das identidades. Essa capacidade plástica dos projetos seu potencial de metamorfose explica-se pela variação de estilos de vida e de províncias de significado 2 das sociedades complexas por onde transitam os indivíduos e que fornecem material para a constante reelaboração dos projetos e das identidades. 2 Estilo de vida, numa perspectiva geertziana, envolve os gostos, as atitudes, as atividades, o tom que conforma um dado grupo de pessoas; províncias de significado são os meios por onde circulam esses estilos de vida e onde eles adquirem sentido.

5 . Mas, essa reelaboração, repito, não se dá nem aleatoriamente, nem no vazio, ela se faz no interior de um campo de possibilidades e com o objetivo, consciente, mas não racional, de inserir o sujeito no mundo. "Nesse sentido poder-se-ia até dizer que os projetos mais eficazes seriam aqueles que apresentassem um mínimo de plasticidade simbólica, uma certa capacidade de se apoiar em domínios diferentes, um razoável potencial de metamorfose. Os projetos constituem, portanto, uma dimensão da cultura, na medida em que sempre são expressão simbólica. Sendo conscientes e potencialmente públicos, estão diretamente ligados à organização social e aos processos de mudança social." (Velho, 1987: 33-34) Quanto maior for a circulação do sujeito por esses mundos de significado distintos e maior sua capacidade de mediá-los (articulá-los), maior plasticidade terão os seus projetos. (Velho e Kuschnir,2001). Comparando gerações e trajetórias O projeto de um envelhecimento ativo não representa uma diluição das fronteiras etárias, uma indistinção entre juventude e velhice, mas, antes, uma pluralidade de julgamentos sobre o que é ser velho. Um projeto desse tipo significa que a "terceira idade" pode ser vista como um "estilo de vida", cujos elementos disponíveis o que não quer dizer necessariamente abertos a todos para a construção de identidades sociais na vida adulta, fazem parte da configuração de um novo campo de possibilidades. Entre as possibilidades que surgem estão uma variedade de atividades: a dança, os cursos para a terceira idade, a hidroginástica, entre outros. Uma infinidade de opções que aparecem sob a forma de um "novo envelhecimento". Mas, cada uma dessas atividades está ligada a províncias de significado distintas, ou seja, constituem "mundos sociais" particulares, com seus códigos e regras de operação, mas que não são fechados. Os indivíduos que deles participam podem transitar entre essas províncias e ter interpretações diferentes sobre seus sentidos, eles podem estar mais ou menos aderidos a esses "mundos". Esse grau de adesão depende, por um lado, da ação individual e, por outro, do nível de exigência dos códigos e regras do "mundo social" do qual se faz parte. A dança de salão é

6 um "mundo social" com suas regras de conduta, assim como são as universidades para a terceira idade, por exemplo. Na dança, algumas mulheres mais velhas fundaram uma possibilidade de valorização do próprio corpo e de sua condição feminina na velhice que é fundamental para a consecução de um projeto de vida para elas hoje. Esse projeto é desenhado no interior da dança de salão e desafia a invisibilidade dos corpos femininos velhos que a hierarquia entre os sexos, característica da dança de salão 3, impõe. O "culto ao corpo" é o cerne desse projeto e ele tem no baile uma dimensão de sedução e contato entre os sexos que não está presente em outras atividades que congregam pessoas mais velhas, como os cursos para terceira idade e mesmo outras atividades físicas, como a hidroginástica. Embora as mesmas mulheres possam fazer parte de uma e outra atividade, o que elas procuram na dança de salão é algo que essas outras atividades não oferecem: uma oportunidade de exercício da sedução. Para participar desse mundo da dança há, entretanto, um pré-requisito: a habilidade do corpo para executar os movimentos da dança de salão deve estar preservada. Sem ela, o sentido do dançar a dois, do desempenho do casal para a platéia, do contato sedutor entre os sexos, se esvai. Isso vale tanto para os homens como para as mulheres. No caso das mulheres mais velhas, o uso hábil do próprio corpo também significa o controle do estigma da velhice nessa situação do baile. O trabalho de Flávia Motta, Velha é a vovozinha: identidade feminina na velhice (1998) apresenta, através de uma rica etnografia, uma dimensão feminina que as mulheres mais velhas emprestam a si mesmas, principalmente na ocasião dos bailes e viagens. Essas atividades potencializam uma certa feminilidade e mostram o lado faceira dessas mulheres, uma identidade de mulher que atravessa primordialmente a produção e a performance corporal. Minhas informantes têm uma imagem de si sexuada, enquanto femininas, enquanto mulheres. Não abriram mão, na velhice, dos atributos simbólicos da feminilidade que fizeram parte toda a sua vida da construção de sua identidade. Vaidade, conduta jovial, preocupação com a beleza, o uso de roupas mais coloridas, acessórios femininos, 3 O funcionamento dessa hierarquização sexual é explicado em minha tese de doutorado, A Dama e o Cavalheiro: um estudo antropológico sobre gênero, envelhecimento e sociabilidade, defendida em 2003 no Museu Nacional. Na tese, estudei um circuito de bailes de dança de salão na cidade do Rio de Janeiro que congregavam mulheres mais velhas e homens mais jovens, provenientes de camadas sociais distintas. Entre as mulheres também era mais comum a incidência de pessoas brancas, da zona sul da cidade, ao passo que entre os homens era maior a presença de negros e pardos, da zona oeste e dos subúrbios cariocas.

7 maquiagens e tinturas de cabelo fazem parte de sua bagagem como da de qualquer mulher de seu ethos, independente da idade. (Motta,1998:66) A aparência delas já informa algo acerca da forma particular como constroem sua identidade de mulher. (...) Veremos como a aparência faceira é completada por uma performance determinada e a ela adequada: uma performance que aciona um certo código de feminilidade ligado à sensualidade e sedução que pode ser mais facilmente apreendido nas situações em que se favorece a aproximação entre os sexos: o baile e o flerte. (Motta,1998:85) Portanto, o que define a adesão à dança é a busca por uma oportunidade legítima de exibição do corpo velho para um público que reúne, no caso por mim investigado, homens mais jovens. Essa possibilidade não é encontrada em outras formas de atividades caracterizadas como "para a terceira idade". Embora as mulheres possam participar de vários tipos de atividade, incluindo a dança, o que essa traz que as outras não trazem é essa alternativa de produção, visibilidade e valorização do corpo feminino velho. O interesse pela manutenção e exibição dos corpos tem adquirido uma relevância cada vez maior na sociedade contemporânea. As práticas podem variar, mas o interesse em transformar o corpo natural em corpo distintivo (Bourdieu, 1984) está disseminado, principalmente entre os membros das camadas médias urbanas. O corpo transforma-se em mais um meio de demonstrar a capacidade individual de escolha; a escolha em pertencer a um código de beleza e saúde socialmente compartilhado entre os membros das camadas médias. Recursos como dietas, ginástica, cirurgias e cosméticos auxiliam na modelagem do corpo para atingir um padrão considerado "aceitável", esteticamente valorizado entre os segmentos médios da sociedade carioca. Esse padrão valoriza o corpo magro, saudável, de músculos enrijecidos. Esse corpo padrão é cultivado nas academias de ginástica e por meio de dietas. A ingestão de baixas calorias, a redução de peso e o controle das gorduras consideradas perigosas para a saúde, que acarretam riscos de distúrbios coronarianos, transformam-se em hábitos cultuados pelas camadas médias cariocas, independente da idade (Goldenberg, 2002) 4. 4 Motta estudou mulheres de camadas populares em Porto Alegre e o que verificou foi a centralidade do corpo e da sexualidade no discurso e prática das mulheres. Mas, a maneira como exerciam essa sexualidade e falavam de seus corpos era jocosa e estava referida a situações de sociabilidade. Entre elas não se fazia menção, como entre as mulheres de camadas médias cariocas que eu estudei, ao uso de tecnologias estéticas

8 O que se alcança em termos de aparência é certamente distinto: a magreza e os músculos de um jovem serão esteticamente mais valorizados na sociedade, haja vista a quantidade de publicidade que se refere à beleza como sinônimo de juventude. Embora o objetivo dos mais velhos possa ser o de parecer mais jovem, isso significa para eles não aparentar a idade que tem, estar bem fisicamente, apesar de ser velho. Embora os velhos não freqüentem as mesmas aulas de ginástica dos mais jovens, dando preferência a atividades aeróbicas mais moderadas, como a hidroginástica, podemos encontrar alguns casos de pessoas idosas que fazem musculação e natação com a mesma disposição dos mais jovens; mais um símbolo de que não parecem ter a idade que tem. Para os velhos, as práticas devem começar na prevenção dos efeitos negativos da própria velhice. Entre as mulheres mais velhas, a exigência recai sobre a aparência. Disfarçar a idade é sinônimo de cuidado com a beleza. A dança apresenta-se, simultaneamente, como uma atividade física e ocasião, socialmente legítima, de exibição desses corpos distintivos. "O corpo é, portanto, um valor nas camadas médias cariocas, um corpo distintivo que parece sintetizar três idéias articuladas: a de insígnia (ou emblema) do policial que cada um tem dentro de si para controlar, aprisionar e domesticar seu corpo para atingir a 'boa forma', a de grife (ou marca), símbolo de um pertencimento que distingue como superior aquele que o possui e a de prêmio (ou medalha) justamente merecido pelos que conseguiram alcançar, por intermédio de muito esforço e sacrifício, as formas físicas mais 'civilizadas'" (Goldenberg & Ramos, 2002, 39). Em estudo sobre a sociabilidade de velhos no Rio de Janeiro e em Paris, Peixoto (2000) refere-se à importância do desempenho do corpo para esse segmento da população, principalmente entre as mulheres das camadas médias. Entre as práticas de sociabilidade que a pesquisadora estuda estão o jogo de vôlei na praia e o baile na praça. Em ambas as ocasiões, o encontro entre velhos e jovens aguça ainda mais a percepção do corpo como meio de interação. Comentando sobre o jogo de vôlei, Peixoto (2000:169) diz: sofisticadas (como cirurgias, por exemplo), às dietas e exercícios físicos. Outra diferença é que a jocosidade não era um traço presente no grupo por mim estudado.

9 "Assim, optando por praticar o jogo esportivo com jogadores mais jovens e mais fortes que ela, Leah reforça a cada vitória a certeza de que mantém sua boa forma e seu corpo é um símbolo da imagem do vencedor, apesar de seu estado de envelhecimento." No caso da dança de salão por mim estudado, são os corpos das mulheres velhas que tem alcançado visibilidade. A visibilidade desses corpos afirma-se na dança e no jeito de vestir, principalmente. Por serem as mulheres mais velhas cada vez mais numerosas nos bailes e tendo, por causa delas, se modificado parcialmente as relações tradicionais de gênero no salão 5, o impacto que elas geram é ainda maior; não só elas são mais vistas como aqueles que ainda pensam o salão de baile de forma mais convencional estão tendo que se adequar, forçosamente, à nova situação. Penso aqui, sobretudo, nos homens mais velhos que procuram os bailes, principalmente os de terceira idade, com a expectativa de encontrar uma parceira. Nos espaços da dança de salão, além da exigüidade de mulheres jovens disponíveis, as próprias senhoras que lá estão encontram-se motivadas muito mais pela possibilidade de exercitarem o domínio e sedução de seus corpos com os dançarinos profissionais, mais jovens do que elas, do que em interagir com os homens mais velhos, cujos corpos perdem assim visibilidade. A invisibilidade deles contrasta com a visibilidade e a circulação das mulheres. Os homens velhos ficam quase que desapercebidos no salão, recolhidos num canto, bebendo e olhando o baile passar. Para esses senhores e para as mulheres idosas que não têm um desempenho corporal na dança classificado como ágil e hábil, os bailes de dança de salão podem parecer espaços cada vez menos acolhedores. Uma outra possibilidade de construção de projeto na velhice é apresentada por Lins de Barros (1998) e serve como um interessante ponto de comparação para o caso da dança de salão. Em sua pesquisa com mulheres católicas, de camadas médias do Rio de Janeiro, com idades entre 60 e 80 anos, a centralidade do projeto na vida madura está na realização de um trabalho político. Essas mulheres faziam parte, na época da pesquisa, realizada entre 5 Essa modificação das relações de gênero na dança de salão é um ponto central de minha tese. Sucintamente, trata-se do aumento do número de casais compostos por mulheres mais velhas e homens mais jovens nos bailes. Sendo que, nessa nova relação, as mulheres pagam aos homens pela dança.

10 1977 e 1978, de um grupo religioso, engajado e atuante no interior da Igreja Católica e se referiam a essa atividade como mais uma forma de construir um sentido para suas vidas fora da esfera doméstica, da qual elas sempre se mantiveram afastadas em suas trajetórias de vida. Além de muitas serem solteiras e sem filhos, ao longo da vida, elas construíram uma carreira profissional e pouco se identificaram com a função de "dona de casa". Tratase de um exercício de escolha individual que coloca peso e importância na identidade de mulher trabalhadora, independente e intelectualizada (algumas tinham diploma universitário) diferente tanto do padrão de velhice comum nas camadas médias na década de 70 (época da pesquisa) quanto do tipo de escolha das mulheres com quem lidei em minha investigação. No material que colhi em campo observei que a centralidade da identidade das mulheres está no prolongamento do exercício da sedução na velhice através da dança. As mulheres estudadas por Lins de Barros entendiam que seu projeto individual ( deixar um testemunho de vida") confundia-se com um projeto coletivo no interior da Ação Católica, na qual militavam há muito tempo. A Ação Católica "funcionava como um apoio leigo à Igreja Católica" e seguia uma orientação mais "progressista", visando prioritariamente a ação da Igreja na luta por mudanças econômicas e sociais no Brasil. O trabalho dessas mulheres na Ação Católica e em outras instituições de cunho religioso "abarcava não só ações religiosas propriamente ditas, mas ainda trabalhos assistenciais e mesmo burocráticos que se efetuavam a partir do contato com a Igreja". (Lins de Barros,1998:125) As mulheres da dança de salão caracterizam-se por estarem mais voltadas para si mesmas, para a construção do seu corpo. Não se trata, entretanto, de fazer uma oposição entre dois tipos de projeto, olhando um como voltado para o "social" e outro para o "individual". Trata-se de entendê-los como duas possibilidades de conferir sentido às trajetórias individuais, possibilidades que estão necessariamente relacionadas com a trajetória de vida anterior dessas mulheres. Se assim como as mulheres católicas, as senhoras da dança de salão também estão preocupadas em garantir um espaço público para sua identidade de mulher, a noção de público em contraposição à esfera doméstica que se tem é diferente. Para as primeiras é o trabalho, a militância político-religiosa, que é capaz de mostrar para elas e para os outros que seguem tendo uma vida ativa não-restrita às

11 relações domésticas. Para as outras, de geração mais recente, é a exibição do corpo nos bailes da cidade, ao lado de homens mais jovens. Inserindo nessa comparação o estudo de Flávia Motta (1998), já citado, a constituição da identidade feminina na velhice, para essa geração mais recente, está calcada na valorização da sociabilidade. Nos casos analisados por mim e por Flávia Motta, não se verifica uma negação da esfera doméstica, mas antes uma sobreposição de uma nova faceta (a social ), onde qualidades do universo doméstico podem ser transpostas para esses novos domínios. Essa transposição inaugura um novo sentido para o feminino. No trabalho de Flávia Motta, ela é clara a esse respeito: O trabalho doméstico só interessa e só é destacado quando pode ser levado para fora: uma receita de crochê ensinada a uma colega do grupo, um quitute preparado para levar num chá do tipo cada-um-leva-uma-coisa. (Motta,1998:117) No meu trabalho, o universo doméstico (familiar) surge como uma reserva de respeitabilidade contra os avanços da sedução. O fato de que a família conhece e aceita, quando não incentiva, a ida aos bailes é sempre enfatizada, principalmente no caso das mulheres casadas. Esse ano e o ano passado eu fiz meu aniversário no baile ali do apart-hotel, vai meus filhos, meus netos, minha família. Eu levo eles pro baile pra comemorar, já tem uns quatro anos que eu comemoro nos bailes, vai meu marido, meus filhos, meus netos, algumas amigas, vai a família toda me prestigiar. É muito divertido! (Selma, 66 anos) No trabalho de Lins de Barros, o universo doméstico não tem esse caráter. Se pensarmos num esquema de gradações, as mulheres que ela investigou, estão na posição mais distante da valorização do eixo doméstico como componente de sua identidade feminina. Para as mulheres que hoje têm mais de 60 anos (no final da década de 70), a família foi quase sempre o ponto de referência principal. Poucas têm alguma profissão ou atuam como profissionais, e a velhice é uma continuação desse predomínio doméstico, privado, porém, do aspecto do centro de decisão que em outro momento prevaleceu. As mulheres entrevistadas não parecem corresponder a um enquadramento desse tipo. São mulheres que tiveram atividades fora do âmbito doméstico durante quase toda vida adulta, e a possibilidade de tomar decisões era um dos pontos fundamentais em que se apoiavam

12 para viver sua própria velhice. Sua escolha se deu no sentido de perpetuar a posição de centro decisório, o que foi conseguido exatamente porque sua área de influência e de atividades não estava sujeita nem às condições do grupo familiar nem às leis que regem as questões trabalhistas, obrigando a uma aposentadoria. (Lins de Barros, 1998:150) Em relação ao cultivo do corpo, ele não é estranho para as mulheres católicas investigadas por Lins de Barros. Mas, a forma desse cultivo e seu significado são diferentes. Elas cuidam da aparência, exibindo "roupas joviais", usando maquiagem leve, como o batom, por exemplo. Não são as "carolas" e "beatas" vestidas de negro e cobrindose até os pés, estereótipo acionado quando se fala das mulheres que têm uma vida tão ligada à prática religiosa na Igreja Católica. Mas, por outro lado, não participam, como as dançarinas de salão, de um cuidado tão constante e atento da própria aparência e do uso do corpo. "Para as mulheres pesquisadas, o corpo e o uso de artifícios para arrumá-lo fazem parte, assim como para as velhas do asilo, de uma forma de controle da expressão da velhice. Mostrei anteriormente como a maneira delas se vestirem relacionava-se com o próprio estilo de vida por que tinham optado. Mas esse mesmo trajar está ligado também a um encobrimento do possível estigma da velhice. Parece haver uma maneira adequada de se vestir, ou melhor, o estigma pode ser denunciado, tornando evidente a velhice quer através de uma vestimenta estereotipada de velha, quer através de uma forma considerada por elas como exageradamente jovem para a idade." (Lins de Barros, 1998: 142) Para as mulheres que pesquisei, o alvo central da escolha da roupa não é evitar o estigma de velha, mas intensificar as qualidades de seu próprio corpo. Esse corpo, por seu turno, é preparado para o baile não só através da escolha meticulosa das roupas, do cabelo, da maquiagem, do perfume, dos adereços e da cor do esmalte, mas também através da dieta e dos exercícios físicos. Elas não se vestem no dia-a-dia como se vestiriam para o baile, cujas roupas são consideradas "mais elegantes", "roupas de festa", com brilhos e tecidos mais sofisticados, como a seda. No dia-a-dia é preciso também estar arrumada, mas sem a pompa dos bailes. Arrumada quer dizer usando conjuntos de malha leve, calças compridas, vestidos abaixo do joelho e de meia manga, tênis ou sapatilha, mas sempre de cabelo pintado, batom e unhas bem feitas. Algumas mulheres chegam a usar no cotidiano roupas que seriam identificadas como "de jovem": jeans, camiseta, roupas mais justas no corpo e até minissaia. Os sapatos

13 do baile também não são aqueles de uso diário, geralmente sem salto. Para o salão de dança é obrigatório o salto alto e a meia fina. A dança abre a oportunidade de se comprar e se usar essas "roupas de festa" e abusar da maquiagem com freqüência intensa, três vezes por semana ou mais. Além disso, enquanto não se está no baile, a mulher deve estar se preparando para ele, não engordando demais, cuidando da forma física, pensando nas roupas que vai usar ou comprando o que precisa: aquele cordão que pode combinar com a bolsa ou a sandália de salto que fica bem com aquela saia rodada. Um outro ponto que a atividade da dança de salão resgata para as mulheres é que esse corpo valorizado pela construção da aparência e pela performance no baile pode ser admirado pelos outros, incluindo aí os olhares masculinos. Em relação às mulheres estudadas por Lins de Barros não é esse o objetivo; o olhar dos homens não aparece como uma motivação para a escolha da roupa. Essa diversidade de projetos na velhice expressa uma dimensão fundamental das sociedades complexas: a escolha. Ambos os grupos de mulheres, católicas e dançarinas, podem ser considerados como pertencentes às camadas médias urbanas. Estudar as camadas médias é justamente mergulhar numa miríade de possibilidades de escolha. A análise das camadas médias urbanas deixa claro o conceito de "posição de classe" usado por Bourdieu (1984). Esse autor define classe não somente a partir da posição na estrutura econômica, mas fundamentalmente a partir das relações simbólicas entre as classes, ou seja, como os próprios indivíduos se colocam em relação às demais classes sociais, como suas opções de gosto, de atividades, visões de mundo podem muitas vezes ligá-los a grupos sociais que estariam em outra posição de classe no sentido econômico e vice-versa. Essas relações simbólicas representam uma outra forma de hierarquia social que se sobrepõe à divisão de classes baseada na produção. Em ambos os grupos de mulheres pesquisados, se podemos entendê-las como pertencendo a um mesmo universo do ponto de vista estritamente econômico, ou seja, residem na zona sul, com apartamento próprio, grande parte delas morando só, são aposentadas e/ou pensionistas; existem outros aspectos de suas trajetórias de vida que as separam.

14 Do ponto de vista educacional e profissional, as mulheres entrevistadas por Lins de Barros tiveram um acesso maior a possibilidades alternativas de inserção profissional para mulheres de sua geração, fugiram ao padrão clássico das "normalistas" e atuaram em áreas com formação superior. As mulheres católicas estavam comprometidas ao longo de sua vida com atividades políticas, sendo a opção pela Ação Católica um projeto que dá continuidade a essa militância. As mulheres da dança de salão não conheceram em sua trajetória de vida uma oportunidade de construírem uma identidade de mulher fora da esfera doméstica. Mesmo aquelas que trabalharam fora, tiveram sua vida profissional submetida à vida no lar. São poucas as que traçam uma história de vida onde o trabalho e o estudo efetivamente constituem um domínio separado da vida doméstica. Para essas mulheres, a dança não é a última forma de constituição de um domínio público em suas vidas. Para elas, é uma das primeiras oportunidades que se abre para isso. A relação com a família também é distinta e representa uma nova forma de entendimento do que seja vida privada. Embora ambos os grupos de mulheres possam ser vistos como mulheres que valorizam a família como um aspecto afetivo importante da vida, para ambos, a vida privada já deixou de significar a vida restrita ao lar. Em contraste com o grupo de mulheres católicas, as mulheres que entrevistei, viúvas e casadas em sua maioria, têm famílias que precisam delas em termos econômicos e práticos, ou seja, elas não só contribuem com o orçamento familiar dos filhos como não se furtam a exercer a função de avó que cuida dos netos, equilibrando sua vida privada, como a dança, com essas tarefas. Elas valorizam essas tarefas como algo que elas ainda podem fazer pelos filhos e netos. Essa visão de seu papel de avó e mãe as coloca numa posição superior aos filhos e netos, numa posição de permanência no centro decisório da vida doméstica, lugar do qual supostamente deveriam ter se retirado na medida em que envelhecem. São os filhos que ainda dependem delas e não o contrário 6. Assim, elas não vêem com bons olhos se eles tentam interferir em suas vidas íntimas significando aqui não a esfera doméstica, mas as opções de atividades de sociabilidade, como a dança. As mulheres entrevistadas por Lins de Barros eram solteiras em sua maioria, algumas viúvas e poucas casadas. Os filhos, nesses últimos casos, assim como os netos, não tinham grande 6 Aliada a essa dependência dos filhos e netos, muitas ainda têm que cuidar dos próprios pais que, já bem idosos e doentes, precisam das filhas em seus cuidados diários. Essa função é assumida pelas filhas mulheres e não pelos filhos homens. Esses costumam designar para suas esposas a tarefa de cuidar dos sogros doentes.

15 interferência sobre suas vidas privadas e também não dependiam delas, nem economicamente nem para a rotina da vida diária, e elas apontavam esse fator como algo positivo. No caso delas, há um limite muito tênue entre "público" e "privado", posto que esta última dimensão está necessariamente tomada também por relações "públicas". A vida familiar é restrita e as relações de amizade são as mesmas do trabalho. "O que define o ethos das mulheres entrevistadas é a ligação fundamental com o aspecto público de suas vidas, em detrimento inclusive das relações familiares. A exclusão dessas relações não era, contudo, radical. Os dados apontam para casos em que a mulher assumia um papel familiar que não existia de fato em seus laços de parentesco o papel de avó, mesmo se tratando de uma mulher sem filhos. Todavia, assumir esse papel não era um fato alheio à escolha das relações dentro e fora da família. O papel de avó era assumido em relação à alguém com quem a mulher tinha mais contato, e esse contato surgia exatamente da existência de aspectos que podiam servir de elementos de reciprocidade na relação. A troca não precisava ser material ou de prestação de serviços mútuos, embora isso pudesse ocorrer. O importante era que houvesse uma troca de satisfações." (Lins de Barros,1998:148-9) Portanto, em termos de status, as situações dessas mulheres são diferentes. No caso das mulheres católicas, o nível educacional elevado aliado à independência econômica e profissional as coloca num estrato superior ao das mulheres dançarinas, menos educadas e cuja renda, em parte, é destinada para ajudar parentes próximos em dificuldades financeiras. Para as primeiras, a vida familiar sempre ocupou um espaço periférico na conformação de suas identidades femininas. No caso das mulheres dançarinas, a família é uma dimensão valorizada e funciona, na velhice, não só como espaço onde se mantém uma posição de prestígio, especialmente entre as mulheres casadas com filhos e netos dependentes, como também serve de proteção contra os riscos presentes na interação com homens mais jovens e socialmente tão distantes delas; interação comum no contexto dos bailes por mim pesquisados na cidade do Rio de Janeiro. Além dessa diferença de status, também não se pode perder de vista o contexto. As trajetórias de vida dessas mulheres se desenrolaram em momentos históricos diferentes. Por isso, elas pensam e vivem a velhice de modo diverso. A pesquisa de Lins de Barros é da década de 70 e a minha foi feita mais de 20 anos depois, portanto são gerações de velhas diferentes. O contexto social influencia as trajetórias, posto que lhes oferece possibilidades de desenvolvimento diversas. Na década de 70, o movimento católico, no qual estavam

16 inseridas as senhoras pesquisadas por Lins de Barros, engajou-se na luta pela democratização do país, tema que era premente na sociedade brasileira naquele momento, principalmente entre os segmentos médios e universitários da população, do qual elas faziam parte. Isso representou para essas mulheres um sentido de valorização de sua atividade como uma "missão" voltada para o coletivo. Em minha pesquisa, o contexto é outro. A exacerbação da valorização do corpo e do sexo e a preponderância do discurso da "terceira idade" entre as mulheres velhas de camadas médias orienta e serve como justificativa para as práticas atuais de sociabilidade das mulheres. O contexto é tomado como um campo de possibilidades de onde os indivíduos retiram os elementos que orientam suas condutas e a elas conferem um sentido socialmente compartilhado (Velho, 1994). Se ambos os grupos de mulheres não se enquadram no estereótipo de velha, cada um tem seus próprios meios para se afastar desse estigma. Para as mulheres católicas, o que representaria a velhice seria justamente a falta de um projeto individual voltado para o trabalho e para a vida pública e essa ausência significaria para elas a morte, a impossibilidade de continuar fazendo escolhas de maneira autônoma, como elas sempre fizeram em suas vidas. Por isso, o que elas mais temem é a "perda de consciência". "A velhice que as mulheres temem é a velhice da perda de consciência de si mesmas como ser pensante e independente e como pessoa capaz de deliberações e de responsabilidade pelas atitudes tomadas. Nesse sentido, a arteriosclerose passa a ser temida, porque traz o fim da missão e, mais que isso, o fim da própria vida." (Lins de Barros,1998: 165) As mulheres que praticam a dança temem a incapacidade física. Elas valorizam sua independência atual, morar sozinha e tomar conta de sua própria vida. O que mais as assusta em relação ao futuro é perder essa independência e isso viria necessariamente com a doença. A velhice representaria a volta ao isolamento doméstico e a perda de uma vida privada. Não poder executar mais os passos da dança com destreza significaria ter que abandonar essa atividade e todos os ganhos que vieram com ela: o corpo, os homens, os bailes.

17 BIBLIOGRAFIA Alves, Andréa Moraes A Dama e o cavalheiro: um estudo antropológico sobre gênero, sociabilidade e envelhecimento. Rio de Janeiro: Museu Nacional/PPGAS. (Tese de doutorado). Bourdieu, Pierre Distinction: a social critique of the judgement of taste. London, Routledge. Debert, Guita Grin A Antropologia e o estudo dos grupos e das categorias de idade. In: Lins de Barros, Myriam Moraes. Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos sobre identidade, memória e política. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas. Giddens, Anthony Modernity and self identity self and society in the late modern age. Cambridge: Polity Press. Goldenberg, Mirian (org.) Nu & Vestido: dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca. Rio de Janeiro: Editora Record. Lins de Barros, Myriam Moraes Testemunho de vida: um estudo antropológico sobre mulheres na velhice. In:. Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos sobre identidade, memória e política. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Motta, Flávia de Mattos Velha é a vovozinha: identidade feminina na velhice. Santa Cruz do Sul, Edunisc. Peixoto, Clarice E. 2000b. Envelhecimento e imagem: as fronteiras entre Paris e Rio de Janeiro. São Paulo: Annablume Velho, Gilberto Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Projeto e metamorfose: antropologia das sociedades complexas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. & Kuschnir, Karina (orgs.) Mediação, cultura e política. Rio de Janeiro: Aeroplano

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