HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000

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1 HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 Geovana Lorena Berussi (UnB) Lízia de Figueiredo (UFMG) Julho 2010 RESUMO Nesse arigo, invesigamos qual a hipóese de convergência absolua, condicional ou clube que melhor descreve o movimeno das rendas por rabalhador para os países da América Laina e Lese Asiáico enre 1960 e 2000 uilizando-se a meodologia proposa por Johnson e Takeyama (2003). Os resulados aponam para a relevância das caracerísicas iniciais na definição da axa de crescimeno da renda per capia dos países, ou seja, a hipóese de convergência clube prevaleceu sobre as demais e se mosrou a mais adequada para descrever a evolução da renda no período. Palavras-Chave: hipóese de convergência, clubes de convergência, dados em painel. Classificação JEL: C12, C23, O47. Área ANPEC: Área 5 - Crescimeno, desenvolvimeno econômico e insiuições ABSTRACT In his aricle, we invesigaed which of he convergence hypoheses - absolue, condiional or club - bes describes he movemen of he income per worker for he counries of Lain America and Eas Asia beween 1960 and 2000 using he mehodology proposed by Johnson and Takeyama (2003). The resuls demonsrae he relevance of he iniial characerisics in he definiion of counries' income growh rae, ha is, he convergence club hypohesis prevailed on he ohers and was he mos appropriae o describe he evoluion of income in he period. Keywords: convergence hypohesis, convergence clubs, panel daa. JEL Classificaion: C12, C23, O47. Área ANPEC: Área 5 - Crescimeno, desenvolvimeno econômico e insiuições

2 1. INTRODUÇÃO Pare imporane dos esforços dos pesquisadores em crescimeno econômico, no que se refere à lieraura empírica, busca validar uma das rês versões da chamada hipóese da convergência 1 : (a) Convergência β absolua ou incondicional: as rendas per capia dos países convergem para um único esado esacionário independenemene de suas condições iniciais. (b) Convergência β condicional: as rendas per capia dos países que possuem caracerísicas esruurais idênicas (preferências, ecnologia, axa de crescimeno da população, axa de poupança) convergem no longo prazo independenemene das condições iniciais. A convergência condicional é compaível com a exisência de vários equilíbrios esáveis de longo prazo para a renda per capia. (c) Convergência clube: as rendas per capia dos países que possuem caracerísicas esruurais idênicas convergem no longo prazo somene quando suas condições iniciais são muio próximas (Galor, 1996). Nesse caso, poderíamos associar à convergência clube a exisência de múliplos equilíbrios esáveis. O esado esacionário de baixa renda é denominado de armadilha da pobreza ou armadilha de desenvolvimeno 2. A hipóese de β convergência é radicionalmene esada na lieraura por meio de uma regressão do ipo cross-secion com dados de renda para países ou regiões, uilizando-se como variável dependene a axa de crescimeno da renda per capia (ou da renda por rabalhador) para o período de análise e o nível da renda per capia inicial (ou da renda por rabalhador inicial) como variável explicaiva. Para que ocorra β convergência absolua, o coeficiene esimado dessa regressão deve ser negaivo, ou seja, deve-se enconrar uma relação negaiva enre o nível inicial de renda e sua axa de crescimeno. Um coeficiene negaivo e esaisicamene significane, porano, indica que países mais pobres crescem, em média, mais rapidamene que os países mais ricos, uma evidência a favor da hipóese de convergência β absolua. Conudo, esse ipo de esimação é mais adequado quando os países ou regiões esados formam um grupo mais homogêneo, com diferenças pequenas em suas caracerísicas esruurais. Isso ocorre, por exemplo, quando se esa a hipóese de convergência para regiões denro de um mesmo país, em que a culura, indicadores políicos e econômicos e o acesso à ecnologia serão basane semelhanes, fazendo com que as regiões enham esados esacionários próximos. Quando a amosra esada é heerogênea, a hipóese de convergência β condicional alvez seja a mais apropriada. Para esar essa hipóese, uiliza-se a regressão de crescimeno radicional mencionada acima, porém adicionando-se como variáveis explicaivas algumas variáveis de conrole relaivas ao esado esacionário de cada país ou região. Nesse caso, um coeficiene esimado negaivo significa que economias mais disanes de seus esados esacionários crescem a uma axa maior. Johnson e Takeyama (2003) argumenam que os ipos de rejeição da hipóese de convergência β absolua, quais sejam a hipóese de convergência β condicional ou a de convergência clube, ambas implicam a exisência de um diferencial permanene de renda per capia enre os países ou regiões analisados, embora, por moivos diferenes. No caso da convergência β condicional, as diferenças de renda refleem heerogeneidades nos parâmeros e uma esraégia economérica apropriada para esá-la é a inrodução de variáveis de conrole 1 Veja Sala-i-Marin (1996) e Galor (1996) para uma definição mais dealhada a respeio dos conceios de convergência. 2 Consule a discussão eórica realizada por Azariadis (1996) para dealhes das causas poenciais de armadilhas de pobreza em países em desenvolvimeno e da dificuldade em escapar dessa siuação. 1

3 na regressão de crescimeno para represenar o esado esacionário de cada economia. No caso da convergência clube, as diferenças de renda per capia refleem países ou regiões que se siuam em bases de aração disinas (definidas pelas condições iniciais) e a resposa economérica adequada é dividir os países enre grupos usando variáveis que refleem suas condições iniciais. Na convergência clube, cada país perence a uma zona de aração deerminada por suas condições iniciais. Cada zona de aração é caracerizada por um esado esacionário único para o qual odos os membros convergem no longo prazo. Diferenciar esas duas possibilidades quais sejam convergência condicional e convergência clube - ainda é um dos desafios da lieraura empírica sobre convergência. Nesse arigo, invesigamos qual a hipóese de convergência (absolua, condicional ou clube) que melhor descreve o movimeno das rendas por rabalhador para os países da América Laina e Lese Asiáico enre 1960 e 2000 uilizando-se a meodologia proposa por Johnson e Takeyama (2003). Dessa forma, preende-se avaliar se são os parâmeros (convergência condicional) ou a posição inicial das economias (convergência clube) que deermina o padrão de convergência das rendas por rabalhador ao longo do empo. Os resulados aponam para a imporância das condições iniciais na deerminação da renda de longo prazo, ou seja, a hipóese de convergência clube prevaleceu sobre as demais e se mosrou a mais adequada para descrever a evolução da renda no período analisado. As seções que se seguem, observado o objeivo do arigo, esão organizadas da seguine forma. A seção 2 faz uma revisão da lieraura a respeio de convergência. A seção 3 apresena os méodos e procedimenos, bem como a descrição dos dados uilizados. A seção 4 desaca a meodologia de análise de agrupamenos (cluser) para a obenção dos clubes. Na seção 5 são apresenados e discuidos os principais resulados, enquano que as conclusões finais são exposas na seção REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Principais Resulados da Lieraura Esrangeira Os esudos sobre convergência de renda são basane variados no que diz respeio aos países ou regiões esudados, às meodologias uilizadas e aos resulados alcançados por cada pesquisador. Um rabalho relevane para a lieraura de crescimeno e convergência é o arigo de Mankiw, Romer e Weil (1992). Esse arigo examina se o modelo de crescimeno de Solow (1956) é consisene com a variação do padrão de vida observado enre países. Os auores esimaram a equação de crescimeno radicional acrescida de variáveis de conrole e uma equação para o nível de renda para um grupo de 75 países no período de Os resulados mosram que, para uma deerminada especificação, ao acrescenar capial humano como um dos faores na função de produção, o modelo neoclássico apresena uma excelene descrição do crescimeno (cerca 80%) para análise cross-counry, uma evidência a favor da hipóese de convergência condicional. Ouro rabalho que se uiliza da regressão radicional de crescimeno para analisar a hipóese de convergência enre 110 países do mundo e ambém para várias ouras subamosras, como os países da OECD, os esados americanos, e várias regiões denro da Europa, enre 1960 e 1990 é o de Sala-i-Marin (1996). Exceo para a amosra oal de países, odas as regiões mosraram evidências de convergência β absolua. Porano, para a amosra global, no período analisado os países mais pobres não cresceram a uma axa maior que a dos países 2

4 mais ricos. Porém, conrolando-se para o seady-sae (dummies regionais e variáveis seoriais) ocorre convergência condicional. Dobson e Ramlogan (2002) analisaram a hipóese de β convergência para a América Laina no período de 1960 a Segundo os auores, o esudo de convergência é imporane porque se as disparidades de renda esiverem diminuindo nauralmene enre os países, políicas de desenvolvimeno regional ornam-se difíceis de explicar em ermos de eficiência econômica. Por ouro lado, na ausência de convergência ou quando ela se dá muio lenamene, é fundamenal a implemenação de políicas pró-aivas para promover o crescimeno e reduzir as desigualdades. Os auores enconraram evidências a favor da convergência β condicional ao rodarem a regressão com os dados da Penn World Table 3. Ao realizarem as esimações da mesma equação, porém com dados das Nações Unidas para o produo real por rabalhador, os resulados são disinos, não havendo evidências concreas de convergência condicional para o período como um odo. Karras (1997) examinou a hipóese de β convergência para o período pós-guerra ( ) para rês áreas econômicas regionais disinas: as nações do sudese asiáico, países perencenes à União Européia e países laino-americanos. Por meio da regressão usual de crescimeno, o auor enconrou fore evidência de convergência absolua para os países do bloco europeu e, com menor nível de significância, ocorrência de convergência absolua ambém para os países da América Laina. Enreano, na Ásia os resulados mosraram uma relação posiiva enre o nível inicial de renda per capia e sua axa de crescimeno no período analisado, indicando que países com menor nível de renda inicial cresceram a axas menores, um claro sinal de disanciameno enre países pobres e ricos. É imporane ressalar, conudo, que radicionalmene os eses realizados para averiguação da hipóese de convergência, bem como a análise e modelagem da disribuição de renda dos países são realizados por uma meodologia paramérica e, no caso da hipóese de β convergência, assume-se que há uma relação linear enre a axa de crescimeno e o logarimo da renda inicial. Esse ipo de abordagem foi criicada por Quah (1997). Segundo esse auor, uilizando-se da meodologia não paramérica, é possível capurar não somene informações a respeio da média condicional da disribuição, mas sim de sua dinâmica complea, obendo esimações a respeio de oda a população. Além disso, os resulados apresenam maior robusez e eficiência do que aqueles obidos com a meodologia paramérica radicional. Ouro problema aponado por Quah (1993) é chamado de Falácia de Galon 4 e mosra que o coeficiene negaivo enconrado nas regressões de crescimeno não necessariamene significa um processo de convergência em andameno, mas sim um sinoma de uma regressão na média. O rabalho de Quah (1997) analisa o desempenho de crescimeno econômico para um grupo de 105 países, com ênfase em suas dinâmicas de disribuição de renda per capia ao longo do período de 1961 a Seu esudo cross-counry sugere um padrão de ineração enre as economias que não é simplesmene uma realização de convergência ou divergência. Esse argumeno é raado com a aparição empírica das disribuições de picos duplos (ou disribuições bimodais), em que países com nível de renda médio evoluem para um cluser de ala renda ou de baixa renda (armadilha da pobreza), formando o que o auor chama de clubes de convergência. Bianchi (1997) uilizou a meodologia desenvolvida por Quah (1993, 1997) para esar a hipóese de convergência em 119 países, nos anos de 1970, 1980 e Segundo Bianchi (1997), écnicas como os eses de mulimodalidade e esimações não-paraméricas de 3 Os dados compleos da PWT versão 6.2 podem ser enconrados em: pw.econ.upenn.edu/. 4 Sobre esse assuno, veja ambém Friedman (1992). 3

5 densidades deixam os dados falarem por si mesmos e asseguram uma maior robusez dos resulados conra um possível erro de especificação. Por meio da densidade do PIB per capia esimada, comparou a evolução da disribuição de renda enre os países nos diferenes ponos do empo. A hipóese de uma única moda não é rejeiada ao nível de 5% para o ano de O mesmo não ocorre para os anos de 1980 e 1989, passando as disribuições a apresenarem mais de uma moda, resulado que esá em concordância com aquele enconrado por Quah (1997). Bianchi (1997), ao analisar a mobilidade enre os grupos de países, observa que em 1980 e 1989 odos os países considerados pobres ou ricos em 1970 coninuaram a perencer ao mesmo clube, com exceção de Hong Kong, Trinidad e Tobago e Venezuela. Além dessa persisência, o auor verifica ambém que a disância enre o grupo de países pobres e ricos em aumenado ao longo do período analisado, e sua jusificaiva é associada ao processo de desaparecimeno da classe média, confirmando a argumenação proposa por Quah (1997). Também nessa linha de análise de formação de clubes de convergência, esá o rabalho de Durlauf e Johnson (1995). Uilizando-se da écnica de árvore de regressão (regression ree), os auores rejeiaram a hipóese nula de que odos os países obedecem a uma especificação linear comum, em favor da hipóese alernaiva de vários seady-saes, em que diferenes economias agrupadas por suas condições iniciais obedecem a modelos lineares disinos. Seguindo ambém a écnica de árvore de regressão para deerminação dos clubes de convergência, Johnson e Takeyama (2003) enconraram evidência de que o diferencial permanene de renda enre os esados americanos é resulado da formação de clubes de convergência. Em ouras palavras, as condições inicias realmene são imporanes para deerminar a dinâmica da renda per capia dos esados americanos no período analisado enre 1950 e Finalmene, Islam (2003) faz uma reomada eórica e empírica da lieraura de convergência, reexaminando seus diferenes conceios, os resulados alcançados pelos diversos pesquisadores e mosrando a ligação que exise enre o debae de crescimeno econômico e a hipóese de convergência. Segundo o auor, a quesão da convergência ornouse cada vez mais imporane na medida em que sua aceiação ou rejeição passou a er implicação direa na validação do modelo de crescimeno neoclássico ou das novas eorias de crescimeno econômico. Dessa forma, apesar da pesquisa sobre convergência não er resolvido o debae de crescimeno econômico ineiramene, ela foi fundamenal para que ano a verene neoclássica quano a nova eoria de crescimeno se desenvolvessem e se adapassem aos resulados enconrados. 2.2 Principais Resulados da Lieraura Brasileira Os esudos a respeio da convergência de renda no Brasil êm concenrado seus esforços principalmene em esar a hipóese de β convergência (absolua ou condicional) e de σ convergência 5. Vários esudos, como o de Ferreira e Ellery (1996), Ferreira (1996), Cravo e Soukiaziz (2006) analisaram a hipóese de β convergência enre os esados brasileiros. Os dois primeiros rabalhos enconraram evidências a favor da hipóese de convergência absolua enre os esados brasileiros no período de 1970 a Por ouro lado, o rabalho de Cravo e Soukiaziz (2006), ao considerar a imporância do capial humano como faor condicionane 5 Esa úlima é uma análise da evolução da dispersão das rendas per capia ao longo do empo. Quando o desvio padrão das rendas per capia de deerminada amosra de países ou regiões se reduz durane o período de análise, diz-se que há evidência de σ convergência. 4

6 para o processo de convergência dos esados brasileiros, enconrou evidências a favor da hipóese de convergência condicional enre 1980 e Medidas variadas de capial humano foram uilizadas e os auores mosraram que níveis disinos de capial humano êm diferenes impacos sobre a evolução da renda per capia em cada um dos esados brasileiros. Laurini, Andrade e Pereira (2003) esudaram a evolução da disribuição da renda per capia relaiva para os municípios brasileiros enre 1970 e 1996 uilizando a meodologia nãoparamérica desenvolvida em Quah (1997). Os auores enconraram evidências aponando para a formação de dois clubes de convergência regionais, o primeiro deles formado pelos municípios de ala renda siuados nas regiões Sudese, Sul e Cenro-Oese e o segundo clube formado por municípios de baixa renda nas regiões Nore e Nordese do país. Resulados semelhanes foram enconrados em Mossi e al (2003) e ambém em Ferreira, Lanjouw e Neri (2001). Gondim e Barreo (2004) assim como Barreo, Gondim e Carvalho (2007) seguem na linha de esudos de Laurini, Andrade e Pereira (2003). Porém, ampliam a análise ao esimarem as densidades e o núcleo esocásico para esados e municípios. Além disso, uilizaram esquemas de condicionameno para a localização geográfica, nível de escolaridade, aberura comercial e desigualdade de renda para capar quais desses faores é mais imporane para explicar o crescimeno no caso brasileiro. Os resulados sugerem o aparecimeno de uma disribuição de renda bimodal enre 1970 e 2000, movimeno associado à formação de dois clubes de convergência para esados e municípios brasileiros. Denre as variáveis explicaivas, a localização geográfica e o nível inicial de escolaridade se mosraram os mais significaivos para explicarem o crescimeno observado ano para esados como para municípios. Coelho (2006) analisou a hipóese de convergência para os municípios brasileiros enre 1970 e 2000, uilizando a meodologia proposa por Johnson e Takeyama (2003) para diferenciar empiricamene as hipóeses de convergência condicional e convergência clube. Ao empregar a écnica de árvore de regressão para a deerminação dos clubes de convergência, o auor conclui que a dinâmica de renda dos municípios brasileiros é melhor descria pela hipóese de convergência clube, que domina as demais hipóeses de convergência absolua e condicional. Isso significa a exisência de zonas de aração e múliplos esados esacionários que caracerizam a dinâmica da renda per capia, ou seja, as condições iniciais são realmene imporanes para deerminar a rajeória de renda dos municípios ao longo do empo. Os resulados mosram ambém, em concordância com os esudos acima, que há um componene regional na formação dos clubes de convergência. 3. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS A hipóese de β convergência (absolua ou condicional) deermina uma relação negaiva enre o nível inicial de renda de uma economia e sua axa de crescimeno durane deerminado período de empo. Esse resulado decorre da hipóese de reornos marginais decrescenes para o capial na função de produção do modelo de crescimeno neoclássico de Solow (1956). O modelo pode ser represenado pela seguine equação 6 : g yit log( y β β β Z + ε Ti 0i = = log( y0i ) + 2 T / y ) i i (1) 6 O modelo dealhado e suas implicações empíricas pode ser viso em Mankiw, Romer e Weil (1992) e Durlauf, Johnson e Temple (2004). 5

7 Em que a variável dependene é a axa de crescimeno da renda por rabalhador para o país i no período T; y 0i é o nível inicial da renda por rabalhador para o país i e Z i denoa uma série de variáveis que conrolam para o nível da renda por rabalhador do país i no seu esado esacionário. Nese rabalho, seguimos a esraégia empírica proposa por Johnson e Takeyama (2003) para esar a hipóese de convergência que melhor descreve a dinâmica da renda por rabalhador nos países laino-americanos e do lese asiáico. Assim como os auores, esamos isoladamene cada uma das rês hipóeses (absolua, condicional ou clube) conra as demais. De acordo com Johnson e Takeyama (2003), as hipóeses de convergência β absolua, β condicional ou convergência clube podem ser esadas com base em diferenes versões da equação acima. Segundo os auores, quando β 0 e β 1 forem iguais para odos os países, e β 2 for igual a zero, enão um coeficiene esimado negaivo para a renda inicial implica em evidência a favor da hipóese de convergência de renda absolua enre os países, ou seja, o nível de renda por rabalhador de odos os países será o mesmo no longo prazo. Ao permiir que β 2 seja diferene de zero, se o coeficiene esimado para a renda inicial for negaivo e uma ou mais variáveis de conrole se mosrarem esaisicamene significanes, enão isso seria uma evidência a favor da hipóese de convergência de renda condicional, e haverá diferenças permanenes no nível de renda de longo prazo das economias devido às suas caracerísicas esruurais (heerogeneidade nos parâmeros). Finalmene, quando assumimos que os coeficienes de inercepo e de inclinação (β 0 e β 1 ) podem ser diferenes para cada clube de países agrupados com base na semelhança em suas condições iniciais, podemos esar a hipóese de convergência clube conra as demais. Se admiirmos que os países possuam mesmas caracerísicas esruurais, ou seja, se supusermos que β 2 seja zero e que as condições iniciais são relevanes para explicar as diferenças de longo prazo na renda por rabalhador, enão esamos esando a hipóese de convergência absolua conra clube. Se permiirmos que os países possuam caracerísicas esruurais diferenes (β 2 0) e queremos esar a imporância das condições iniciais no nível de renda do esado esacionário, enão esamos confronando a hipóese de convergência condicional e clube. Devido à naureza dos dados, Johnson e Takeyama (2003) aplicaram a abordagem descria acima para esimações cross-secion da regressão de crescimeno, enquano nessa pesquisa as esimações foram feias considerando-se dados em painel. Para isso, nossas esimações da equação de crescimeno foram feias para oio períodos de cinco anos de 1960 a Em ermos esaísicos, a forma geral da equação que esimamos nesse rabalho é dada pela equação abaixo, que represena ambém o modelo de crescimeno neoclássico e é análoga à equação (1) descria acima, porém para dados em painel: log( y / y ) i 0i g yi = 1 = β 0 + β1 log( y i ) + β 2Z ε i, + α i + µ + i, (2) 0 Em que α i é um efeio específico de país e µ é um efeio específico de empo. Durlauf, Johnson e Temple (2004) argumenam que a inclusão dos efeios específicos de país e de empo permiem capurar diferenças permanenes no nível de renda enre países que não são capurados pelas variáveis incluídas em Z i,, permiindo que as equações apresenem diferenes inercepos. Tendo em visa a naureza dos dados dessa pesquisa e os objeivos inerenes a ela, a forma mais robusa de proceder com a esimação da equação (2) é por meio de um painel de efeio fixo. A principal vanagem desse méodo é sua habilidade no raameno de efeios não 6

8 observados e variáveis omissas que afeam o crescimeno da renda nos diferenes países. Qualquer variável omissa que seja consane ao longo do empo não afea a consisência do esimador, mesmo que a variável omissa seja correlacionada com as variáveis explicaivas do modelo. A inuição por rás disso é que odos esses efeios serão capurados pelo inercepo específico de cada país 7. Esimadores de efeio aleaório (EA), enreano, não seriam adequados aos nossos dados porque assumem que os efeios não observados individuais sejam disribuídos independenemene das variáveis explicaivas. De acordo com Nickell (1981) e Durlauf, Johnson e Temple (2004), a esimação de um painel dinâmico ambém não seria o méodo mais adequado em nosso caso, uma vez que o número de observações emporais é pequeno, o que gera coeficienes esimados viesados mesmo quando o número de cross-secions enda a infinio. Além disso, a heerogeneidade de parâmeros enre os países e a presença de variáveis explicaivas correlacionadas enre si induziria a um processo de correlação serial nos ermos de erro, fazendo com que a esimação de um painel dinâmico seja inconsisene. 3.1 Dados Para invesigarmos o processo de convergência de renda na América Laina e Lese Asiáico, uilizamos algumas bases de dados. Uma delas é a versão 6.2 da Penn-World Table (PWT) 8. Uilizou-se ambém a base de dados elaborada por Barro e Lee (2000) 9, que fornece dados relacionados ao nível de escolaridade da população para mais de 120 países. Oura base de dados usada foi Barro e Lee (1997) 10, que fornece informações a respeio da qualidade da educação nos diferenes países de 1960 a 1990, dados qüinqüenais. A variável axa de nascimenos (por 1000 habianes) foi obida na Divisão de Esaísicas das Nações Unidas. Porém, essa variável não coninha dados para Taiwan. Dados anuais foram obidos para Taiwan por meio do Saisical Yearbook of he Republic of China Os dados acima foram selecionados para 28 países. Denre os países lainoamericanos, foram escolhidos Argenina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cosa Rica, Equador, El Salvador, Guaemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Da região do Lese Asiáico, rabalhamos com Cingapura, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, República da Coréia, Tailândia e Taiwan. A seguir a Tabela 1 faz um resumo com odas as variáveis (dependene e explicaivas/de conrole) uilizadas nesse rabalho para analisar a hipóese de convergência de renda enre 1960 e 2000 para a amosra de 28 países laino-americanos e do lese asiáico: 7 De acordo com Durlauf, Johnson e Temple (2004) esse é o principal moivo da uilização do esimador de efeio fixo para esimar regressões de crescimeno. 8 Os dados compleos da PWT versão 6.2 podem ser enconrados em: pw.econ.upenn.edu/. 9 Pode ser enconrada em: hp://www.cid.harvard.edu/ciddaa/ciddaa.hml 10 Pode ser enconrada em: hp://www.worldbank.org/ 11 Direcorae-General of Budge, Accouning and Saisics. Execuive Yuan, Republic of China (Taiwan), Ocober

9 TABELA 1 - VARIÁVEIS DO MODELO Variável Mnemônico Periodicidade Unidade Fone Taxa de Crescimeno do PIB real por rabalhador (variável dependene) GY Anual ( ) Dólar Americano Ajusado por Poder de Paridade de Compra (PPC) - % Consrução do auor a parir de dados da Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 PIB real por rabalhador (em nível) Y Anual ( ) Dólar Americano Ajusado por Poder de Paridade de Compra (PPC) Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 Taxa de Crescimeno dos Trabalhadores GRWORK Anual ( ) % Consrução do auor a parir de dados da Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 Grau de Aberura da Economia OPEN Anual ( ) índice - sem unidade Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 Taxa de Invesimeno INV Anual ( ) % do PIB real Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 Paricipação do Governo GOV Anual ( ) % do PIB real Penn World Table (PWT) versão ano base 2000 Anos médios de esudo para população acima de 25 anos H Qüinqüenal (1960 a 2000) anos de esudo Barro e Lee (2000) Relação alunoprofessor na escola primária RAP Qüinqüenal (1960 a 1990) dados para 1995 exrapolados pelo auor alunos por professor Barro e Lee (1997) Taxa de Nascimenos BIRTH Anual ( ) por 1000 habianes Nações Unidas e Saisical Yearbook of he Republic of China 2005 (dados de Taiwan) 8

10 4. ANÁLISE DE AGRUPAMENTOS (CLUSTERS) Em relação à deerminação dos clubes de países, uma forma naural de dividir a amosra em clubes seria agrupá-los em dois grandes grupos, um deles formado pelos países laino-americanos e o ouro pelos países do lese-asiáico. Conudo, ese seria um procedimeno arbirário que queremos eviar. Exisem alguns méodos na lieraura de clubes de convergência para agrupar os países com caracerísicas esruurais e condições iniciais semelhanes. Enreano, não há um consenso sobre qual deles seria o mais apropriado e geraria maiores benefícios. Durlauf e Johnson (1995), Johnson e Takeyama (2003) e Coelho (2006), uilizaram o méodo de árvore de regressão (regression ree) para ober os clubes de países. Esse méodo idenifica subgrupos de países que obedecem a um mesmo modelo linear de crescimeno, e suas esimações baseiam-se nas variáveis de conrole uilizadas nas equações de crescimeno. Oura opção seria a análise de cluser, uilizando-se de medidas de similaridade (como a disância euclidiana), com o objeivo de que os países perencenes a um mesmo clube sejam os mais parecidos enre si com respeio às variáveis que foram medidas e os países de clubes diferenes enham a máxima dissimilaridade possível em relação às mesmas variáveis. O procedimeno uilizado nese rabalho foi a análise de cluser e será dealhado adiane. Ao analisarmos a hipóese de convergência que melhor descreve o movimeno da renda por rabalhador enre 1960 e 2000 nos 28 países de nossa amosra, necessiamos agrupá-los segundo a similaridade das condições iniciais para esarmos a hipóese de convergência clube. Denre as variáveis do modelo, 6 foram selecionadas para que pudéssemos proceder com a obenção dos clubes. A seleção das variáveis foi concreizada com base em discussão eórica realizada por Azariadis (1996). Desse modo, as 6 variáveis selecionadas foram: PIB real por rabalhador (em nível), Grau de aberura da economia, Taxa de invesimeno, Paricipação do governo, Anos médios de esudo para população acima de 25 anos e Taxa de nascimenos. É imporane ressalar que a inclusão de variáveis que não são relevanes ( rash variables ) para deerminar os clubes pode resular em agrupamenos espúrios, conforme aponado por Kauffman e Rousseeuw (1990). A comparação enre os elemenos de um conjuno de dados requer a escolha de uma medida maemáica que possibilie o cálculo de disâncias enre veores e o poserior agrupameno dos elemenos que possuam maior similaridade. Nese rabalho, uiliza-se como mérica a disância Euclidiana, por sua grande popularidade e por esa ser a medida de similaridade uilizada por Mingoi e Lima (2006) em um esudo comparando a eficiência de diferenes algorimos de agrupameno. Quano maior a disância calculada, menor a similaridade enre os elemenos. É imporane noar que cada uma das 6 variáveis selecionadas para a análise de agrupamenos possui unidades de medida e dispersões diferenes enre si. Porano, se uma deerminada variável possui maior variância, isso fará com que a ela seja aribuído um peso maior no cálculo da disância Euclidiana, podendo gerar disorções no resulado final de semelhança (Everi, 1980). Para que isso não ocorra e para que odas as variáveis enham o mesmo peso relaivo, realizou-se a sua padronização de forma que odas apresenem a mesma média e variância anes que sejam calculadas as disâncias enre cada par de elemenos do conjuno de dados. Exisem vários méodos aglomeraivos hierárquicos. Nese rabalho uilizou-se o méodo de Ward, ambém conhecido como méodo da Mínima Variância. Esse méodo calcula a soma dos erros quadráicos denro de cada cluser em cada eságio do algorimo, e são agrupados os clusers que resulam em um incremeno mínimo na soma dos erros quadrados oal considerando-se a siuação anes e depois do agrupameno. A escolha 9

11 desse méodo baseou-se foremene no rabalho de Mingoi e Lima (2006), que por meio de simulação de Mone Carlo, compararam simulaneamene écnicas hierárquicas e nãohierárquicas de agrupameno. O méodo de Ward se desacou por ser a écnica hierárquica com melhores resulados. A exisência de ouliers foi deecada com base no ese de Grubbs (1969). Na variável Taxa de invesimenos, Cingapura foi classificada como um oulier, por apresenar uma axa de invesimeno basane elevada (45,56% do PIB). Na variável Taxa de nascimenos, o Japão foi considerado um dado discrepane em relação aos demais, por apresenar uma axa de nascimeno baixa de 17,6 por mil habianes. Nas demais variáveis, não há presença de dados discrepanes. Porano, dois países da amosra foram considerados ouliers, o que represena uma conaminação de apenas 7,14%. Teses realizados por Mingoi e Lima (2006) para o caso de 6 variáveis e 10% de dados discrepanes, mosraram que o méodo de Ward apresenou uma axa média de classificação correa de 96,22% e uma dispersão inerna final dos clubes de 0,1173 (o melhor resulado enre as écnicas hierárquicas esadas). Além disso, de acordo com Mingoi e Lima (2006), a variáveis correlacionadas (mesmo em alo grau) não inerfere na performance do méodo de Ward. Com base nas écnicas descrias acima, os grupos aqui formados são: TABELA 2 CLUBES OBTIDOS Clube 1 Clube 2 Clube 3 Clube 4 Argenina Bolívia Brasil Cingapura Japão Colômbia Chile Hong Kong Uruguai Coréia Equador Jamaica Cosa Rica Peru Panamá El Salvador Taiwan Filipinas Guaemala Honduras Indonésia Malásia México Nicarágua Paraguai Rep. Dominicana Tailândia Venezuela 5. RESULTADOS Conforme dio aneriormene, a análise da hipóese de convergência que melhor descreve a dinâmica da renda por rabalhador na América Laina e no Lese Asiáico enre 1960 e 2000 foi realizada em rês eapas. Na primeira eapa, esamos a hipóese de convergência absolua conra a hipóese de convergência condicional de renda, considerandose que as condições iniciais sejam irrelevanes para a deerminação do nível de renda de longo prazo das economias. Depois, admiimos que odos os países da amosra possuam as mesmas caracerísicas esruurais, mas que apresenem diferenes condições iniciais, de forma a esarmos a hipóese de convergência absolua conra a hipóese de convergência clube. Por fim, na erceira eapa, confronamos as hipóeses de convergência condicional e clube, ao relaxarmos a suposição de caracerísicas esruurais comuns enre os países. 10

12 5.1 Convergência Absolua versus Convergência Condicional Começamos a invesigação esando a hipóese de convergência absolua de renda, por meio da esimação em painel da equação (2), com a resrição de que β 2 = 0. Desse modo, emos a seguine equação: log( y / y ) (3) 0 i 0i g yi = 1 = β 0 + β1 log( y i ) + α ε i + µ + i, A equação (3) relaciona a axa de crescimeno da renda por rabalhador com o logarimo da renda por rabalhador no início do período, conrolando-se pelos efeios específicos de país ( α i ) e de empo ( µ ). O resulado pode ser visualizado na Tabela 3 Como podemos observar, o valor esimado negaivo e significane para o coeficiene na renda inicial fornece evidências a favor da hipóese de convergência absolua de renda. Isso significa que, em média, os países mais pobres esão crescendo mais rapidamene que os países mais ricos. TABELA 3 - Convergência Absolua 12 Variáveis Explicaivas Variável Dependene: GY Coeficienes Esimados Consane 0,05777 (2,38)* Log(Y 0 ) -0,01157 (-2,05)* Observações 224 R 2 0,5314 Noas: Esaísica robusa enre parêneses * significane ao nível de 5%; ** significane a 1% GY = axa de crescimeno da renda por rabalhador Um coeficiene esimado para o logarimo da renda inicial igual a -0,01157 é responsável por uma axa de convergência (velocidade de convergência) de 1,125% ao ano 13. O empo de meia-vida calculado nesse caso foi de aproximadamene 62 anos 14, implicando em um processo de convergência basane leno. 12 Foi realizado o ese de normalidade (Shapiro-Wilk W es) nos resíduos dessa regressão e a hipóese nula de normalidade não foi rejeiada. Além disso, denre odas as dummies de ano inclusas no modelo para conrolar efeios específicos de empo µ ), somene as dummies de 1980 e a de 1995 mosraram-se significanes ao nível de 1% e 5%, respecivamene. Ambas ( com efeios negaivos sobre o produo. 13 A velocidade de convergência foi obida por meio da seguine fórmula: (1 e b = λ ), em que b é o coeficiene esimado para a variável do logarimo da renda inicial; λ é a velocidade de convergência e é o inervalo de empo uilizado nas observações. Com uso de manipulação algébrica, pode-se calcular direamene a velocidade de convergência aravés da ln(1 + b ) equação: λ =. 14 A velocidade de convergência (λ) pode ser mais bem compreendida com a ajuda do conceio de meia-vida. A meia-vida mede o empo necessário para que as desigualdades da renda por rabalhador enre os países da amosra sejam reduzidas pela meade. O cálculo do empo de meia-vida é dado por: ln(2)/λ. 11

13 Para esarmos a ocorrência de convergência condicional de renda, acrescenamos na equação (3) acima um conjuno de variáveis explicaivas ( Z, ), ambém chamadas na lieraura de crescimeno de variáveis de conrole, uma vez que sua função é conrolar para o nível da renda por rabalhador do país i no seu esado esacionário. Com a inclusão desse grupo de variáveis (relaxameno da hipóese anerior de que β 2 = 0 ), foi esimada, porano, a equação (2) em sua forma original. Os resulados apresenados na Tabela 4 mosram que o coeficiene esimado da renda inicial maneve-se negaivo e esaisicamene diferene de zero, mas agora ao nível de significância de 1%. Além disso, o processo de convergência de renda se dá mais rapidamene, pois em valor absoluo o coeficiene esimado é rês vezes maior que o coeficiene esimado na regressão de convergência absolua. A velocidade de convergência sobe para 3,225% ao ano, com um empo de meia-vida de aproximadamene 21,5 anos. A inclusão das variáveis de conrole foi responsável pelo aumeno do poder de explicação do modelo como um odo, medido pelo coeficiene de deerminação R 2, que passou de 0,5314 na regressão de convergência absolua para 0,5749 na regressão de convergência condicional. TABELA 4 - Convergência Condicional 15 Variável Dependene: GY Variáveis Explicaivas Coeficienes Esimados Consane 0,17052 (5,04)** Log(Y 0 ) -0,03499 (-4,56)** BIRTH -0,00018 (-0,88) GRWORK -0,12982 (-1,17) H 0,0004 (0,33) GOV -0,00047 (-2,60)* INV 0,00015 (1,05) OPEN 0,00007 (2,01)* RAP -0,00015 (-1,05) Observações 224 R 2 0,5749 Noas: Esaísica robusa enre parêneses * significane ao nível de 5%; ** significane a 1% GY = axa de crescimeno da renda por rabalhador i 15 Foi realizado o ese de normalidade (Shapiro-Wilk W es) nos resíduos dessa regressão e a hipóese nula de normalidade não foi rejeiada. Também foi feio o ese de Ramsey (RESET es) para verificar a exisência de variáveis omissas no modelo e o ese não rejeia a hipóese nula de que o modelo não possui variáveis omissas que sejam correlacionadas com os resíduos. Denre odas as dummies de ano inclusas no modelo, somene a dummy de 1980 mosrou-se significane ao nível de 5%, com efeio negaivo sobre o produo. 12

14 Todas as variáveis apresenaram os sinais esperados para os coeficienes esimados. A variável GOV (gasos do governo) apresenou coeficiene esimado negaivo e significane ao nível de 5%, indicando um efeio conhecido na lieraura macroeconômica como crowding ou. O efeio crowding ou ocorre quando, ao aumenar a despesa pública, o governo inceniva o aumeno dos preços na economia, originando uma maior procura por moeda e, dessa forma, conribuindo para o aumeno das axas de juros. Como os juros represenam o cuso do invesidor, há uma redução no invesimeno privado. Levine e Renel (1992), ambém enconraram um coeficiene esimado negaivo para essa variável. Além da variável de gasos do governo, a oura variável que se mosrou esaisicamene diferene de zero foi o índice que mede o grau de aberura da economia (OPEN), com efeio posiivo sobre a axa de crescimeno da renda por rabalhador das economias. O processo de liberalização de uma economia geralmene é associado a um aumeno de sua produividade, esimulando o mercado inerno a produzir mercadorias com maior eficiência na uilização dos recursos, de forma a favorecer o aumeno dos salários e conribuindo para o aumeno da renda. Porano, o fao de o coeficiene na renda inicial ser significane ao nível de 1% e maior, em valor absoluo, na equação de convergência condicional, associado à relevância esaísica e eórica de algumas das variáveis de conrole, demonsra a superioridade da hipóese de convergência condicional sobre a hipóese de convergência absolua. Isso significa que as economias esão convergindo para seus próprios esados esacionários, e que economias mais disanes do equilíbrio crescem a uma axa maior. 5.2 Convergência Absolua versus Convergência Clube Nessa eapa de nossa invesigação, dado que já esimamos na seção anerior a regressão relaiva à hipóese de convergência absolua de renda, e ambém já emos deerminados os quaro clubes de países (por meio da análise de cluser realizada no capíulo 4), podemos agora esimar a seguine versão da equação (3): g log( y / y ) 4 4 1i 0i yi β 0 j. D ij β1 j. D = = + ij log( y i ) + µ 0 + ε i, (4) j= 1 j= 1 D = 1 se o país i perencer ao clube j, para j = 1, 2, 3, 4. ij Conforme podemos observar, ao esimarmos a equação (4) descria acima, esamos abrindo a possibilidade para que cada um dos clubes de países possa ser descrio por um modelo linear disino, ou seja, para cada grupo foi esimado um coeficiene específico de inercepo β0 j e de inclinação β 1 j. Desse modo, cada clube pode apresenar um comporameno diferene no que diz respeio ao impaco da renda inicial sobre a axa de crescimeno da renda por rabalhador no período analisado. A Tabela 5 exibe os resulados para essa regressão: 13

15 TABELA 5 - Convergência Absolua versus Clube 16 Variáveis Explicaivas Variável Dependene: GY Coeficienes Esimados D1*Consane 0,09657 (1,59) D2*Consane 0,04612 (3,55)** D3*Consane 0,05012 (1,21) D4*Consane -0,03091 (-0,95) D1*Log(Y 0 ) -0,01975 (-1,43) D2*Log(Y 0 ) -0,00940 (-2,82)** D3*Log(Y 0 ) -0,00951 (-0,92) D4*Log(Y 0 ) 0,01024 (1,33) Observações 224 R 2 0,4458 Noas: Esaísica robusa enre parêneses * significane ao nível de 5%; ** significane a 1% GY = axa de crescimeno da renda por rabalhador D j, para j=1,2,3,4 são as dummies relaivas a cada clube Verificamos que somene os coeficienes esimados para o clube dois mosraram-se significaivos nesse caso, enquano que para os demais clubes os coeficienes são esaisicamene iguais a zero. Com isso, podemos afirmar que o clube dois segue um modelo disino dos demais clubes analisados, e os países perencenes a esse clube apresenam caracerísicas esruurais e condições iniciais homogêneas e esão convergindo para um único esado esacionário (zona de aração). Quano aos clubes um, rês e quaro, apesar de possuírem condições iniciais e axas de crescimeno da renda diferenes enre si, esses clubes comparilham um modelo linear comum em que não há um processo de convergência em andameno. Assim sendo, a análise exclusiva dessa regressão (4) não nos permie aesar de modo definiivo que a hipóese de convergência clube é a mais adequada para descrever o movimeno das rendas por rabalhador para os países da América Laina e Lese Asiáico enre 1960 e Foi realizado o ese de normalidade (Shapiro-Wilk W es) nos resíduos dessa regressão e a hipóese nula de normalidade não foi rejeiada. Denre odas as dummies de ano inclusas no modelo para conrolar efeios específicos de empo ( µ ), somene as dummies de 1980 e a de 1995 mosraram-se significanes (ao nível de 1%). Ambas com efeios negaivos sobre o produo. 14

16 5.3 Convergência Condicional versus Convergência Clube Aé agora, quando esamos as hipóeses de convergência absolua e condicional, enconramos evidências a favor da rejeição da hipóese de convergência absolua de renda, devido à imporância das variáveis de conrole na regressão de crescimeno para modelar as caracerísicas esruurais heerogêneas dos países analisados. Além disso, vimos ambém que as condições iniciais são relevanes ano para a formação dos clubes de países quano para a evolução de suas rendas ao longo do empo, mas não obivemos uma resposa conclusiva quando confronamos as hipóeses de convergência absolua e convergência clube, uma vez que os clubes um, rês e quaro não apresenaram indícios de convergência de renda no período. Desse modo, resa-nos indagar a respeio de qual das hipóeses de convergência condicional ou clube melhor descreve o movimeno da renda por rabalhador para os países da amosra no período. Para isso, esimamos a regressão (5), que é versão da equação (2): y i y i g = log( / ) 1 0 yi = β 0 j. Dij + β1 j. D ij log( y i) β2 j. D ij Z 0 i, + µ + i, + ε (5) j= 1 j= 1 j= 1 D = 1 se o país i perencer ao clube j, para j = 1, 2, 3, 4. ij i Z, = conjuno de variáveis de conrole do país i no período. Na Tabela 6 exposa a seguir, consaamos a imporância das condições iniciais para a dinâmica de longo prazo da renda por rabalhador, viso que as dummies de inercepo e a maioria dos coeficienes nas variáveis ineraivas foram significaivos. Os coeficienes na renda inicial são negaivos e significanes ao nível de 1% para odos os clubes de países, mosrando que ocorre convergência denro de cada um dos grupos analisados. Por conseguine, cada um dos clubes exibe um modelo linear disino dos demais, caracerizado inernamene por países que possuem mesmos parâmeros e mesmas condições iniciais. Para o clube um, as variáveis relevanes para explicar a axa de crescimeno da renda por rabalhador, além da renda inicial no período, foram os anos médios de escolaridade (capial humano H) e a relação aluno/professor (RAP), que foi uma proxy uilizada para modelar a qualidade da educação. As demais variáveis não se mosraram esaisicamene significanes. No clube dois, as variáveis BIRTH, OPEN e RAP foram as mais imporanes para a evolução da axa de crescimeno da renda, exibindo odas elas nível de significância de 1%. Para o clube rês, BIRTH, RAP e GRWORK apresenaram-se esaisicamene diferenes de zero, enquano as demais variáveis de conrole não foram significanes. Por fim, no clube quaro, as variáveis com maior influência no crescimeno de longo prazo do produo foram BIRTH, GOV e OPEN. Ademais, é imporane observar que odos os coeficienes esimados que se mosraram esaisicamene significanes apresenaram os sinais esperados. Assim sendo, verificamos que duas variáveis de conrole BIRTH e RAP iveram maior desaque para explicar a axa de crescimeno da renda por rabalhador nos clubes esudados. A significância esaísica da variável RAP nos clubes um, dois e rês demonsra a grande imporância da melhoria na qualidade da educação para o desenvolvimeno dos países perencenes a esses clubes. Além disso, os coeficienes esimados na variável BIRTH foram negaivos e significaivos para os clubes dois, rês e quaro, evidenciando a relevância da demografia na dinâmica da renda por rabalhador nesses países. Consideramos que os resulados obidos nessa seção aponam para a grande imporância ano das condições iniciais quano das caracerísicas esruurais na deerminação da renda por rabalhador de longo prazo das economias e consiuem, por conseguine, uma evidência a favor da hipóese de convergência clube de renda. Dessa forma, fica caracerizada a exisência de múliplos equilíbrios esáveis, uma vez que há um esado esacionário para cada clube de convergência. 15

17 TABELA 6 - Convergência Condicional versus Clube 17 Variável Dependene: GY Variáveis Explicaivas Coeficienes Esimados Esaísica D1*Consane 0,38887 (3,87)** D2*Consane 0,07966 (4,15)** D3*Consane 0,22422 (5,73)** D4*Consane 0,29955 (4,11)** D1*Log(Y 0 ) -0,08975 (-4,61)** D2*Log(Y 0 ) -0,01081 (-2,77)** D3*Log(Y 0 ) -0,03675 (-4,23)** D4*Log(Y 0 ) -0,05315 (-2,64)** D1*BIRTH -0,00027 (-0,47) D1*H 0,00988 (5,14)** D1*GOV -0,00064 (-1,01) D1*INV -0,00017 (-0,42) D1*OPEN 0,00015 (0,54) D1*RAP -0,00143 (-2,47)* D1*GRWORK 0,12536 (0,38) D2*BIRTH -0,00082 (-4,23)** D2*H 0,00054 (0,79) D2*GOV -0,00023 (-1,63) D2*INV 0,00003 (0,30) D2*OPEN 0,00008 (2,93)** D2*RAP -0,00022 (-2,61)** D2*GRWORK -0,03895 (-0,25) D3*BIRTH -0,00088 (-3,03)** D3*H -0,00029 (-0,20) D3*GOV -0,00009 (-0,48) D3*INV 0,00023 (0,97) D3*OPEN 0,00014 (1,51) D3*RAP -0,00052 (-2,14)* D3*GRWORK -0,62332 (-2,90)** D4*BIRTH -0,00120 (-4,34)** D4*H 0,00014 (0,04) D4*GOV -0,00119 (-2,86)** D4*INV -0,00024 (-0,76) D4*OPEN 0,00010 (2,37)* D4*RAP -0,00046 (-1,09) D4*GRWORK -0,15694 (-0,94) Observações 224 R 2 0,7035 Noas: Esaísica robusa enre parêneses * significane ao nível de 5%; ** significane a 1% GY = axa de crescimeno da renda por rabalhador D j, para j=1,2,3,4 são as dummies relaivas a cada clube 17 Foi realizado o ese de normalidade (Shapiro-Wilk W es) nos resíduos dessa regressão e a hipóese nula de normalidade não foi rejeiada. Denre as dummies de ano inclusas no modelo para conrolar efeios específicos de empo ( µ ), as dummies de 1980, 1985, 1990 e 1995 mosraram-se significanes (odas ao nível de 1%). Todas com efeios negaivos sobre o produo. 16

18 6. CONCLUSÃO A imporância das condições iniciais na dinâmica da renda de longo prazo das economias ainda é assuno de debaes e esudos na lieraura de crescimeno e convergência. O presene arigo aborda essa quesão, e invesigamos qual a hipóese de convergência absolua, condicional ou clube que melhor descreve o movimeno das rendas por rabalhador para os países da América Laina e Lese Asiáico enre 1960 e 2000 uilizando-se a meodologia proposa por Johnson e Takeyama (2003). A análise da hipóese de convergência foi realizada em rês eapas. Na primeira eapa, esamos a hipóese de convergência absolua conra a hipóese de convergência condicional de renda, considerando-se que as condições iniciais sejam irrelevanes para a deerminação do nível de renda de longo prazo das economias. O fao de o coeficiene na renda inicial ser significane ao nível de 1% e maior, em valor absoluo, na equação de convergência condicional, associado à relevância esaísica e eórica de algumas das variáveis de conrole, demonsrou a superioridade da hipóese de convergência condicional sobre a hipóese de convergência absolua. Em seguida, admiimos que odos os países da amosra possuam as mesmas caracerísicas esruurais, mas que apresenem diferenes condições iniciais, de forma a esarmos a hipóese de convergência absolua conra a hipóese de convergência clube. Nesse caso, não obivemos uma resposa conclusiva, uma vez que rês dos quaro clubes analisados não apresenaram indícios de convergência de renda no período. Finalmene, na erceira eapa, confronamos as hipóeses de convergência condicional e clube, ao relaxarmos a suposição de caracerísicas esruurais comuns enre os países. Os resulados aponam para a relevância das caracerísicas iniciais na definição da axa de crescimeno da renda de longo prazo dos países, ou seja, a hipóese de convergência clube prevaleceu sobre as demais e se mosrou a mais adequada para descrever a evolução da renda no período. Assim sendo, exise um diferencial permanene enre as rendas por rabalhador, refleindo países que se siuam em bases de aração disinas, e implicando a ocorrência de múliplos equilíbrios esáveis. Os diversos picos ambém refleem as diferenças esruurais enre as regiões esudadas. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AZARIADIS, C. The economics of povery raps, par one: complee markes. Journal of Economic Growh, v.1, n. 4, p , dec BARRETO, F. A.; GONDIM, J. L. B.; CARVALHO, J. R. Condicionanes de clubes de convergência no Brasil. Esudos Econômicos, São Paulo, v. 37, n.1, p , Jan/Março BIANCHI, M. Tesing for convergence: evidence from non-parameric mulimodaliy ess. Journal of Applied Economerics, London, v.12, n.4, p , July/Aug COELHO, R. L. Dois ensaios sobre a desigualdade de renda dos municípios brasileiros. 79f Disseração (Mesrado em Economia) - CEDEPLAR, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizone,

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