IDENTIFICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS QUE APRESENTAM MAIORES DESAFIOS PARA OS ENGENHOS DE ARROZ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "IDENTIFICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS QUE APRESENTAM MAIORES DESAFIOS PARA OS ENGENHOS DE ARROZ"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MIRTÔ FERNANDES MORRUDO FRANCO IDENTIFICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS QUE APRESENTAM MAIORES DESAFIOS PARA OS ENGENHOS DE ARROZ TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II Bagé 2011

2 MIRTÔ FERNANDES MORRUDO FRANCO IDENTIFICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS QUE APRESENTAM MAIORES DESAFIOS PARA OS ENGENHOS DE ARROZ Trabalho de graduação apresentado ao Curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Pampa, para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Produção. Orientador: Prof. Dr. Luis Antonio dos Santos Franz Bagé 2011

3 MIRTÔ FERNANDES MORRUDO FRANCO IDENTIFICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS QUE APRESENTAM MAIORES DESAFIOS PARA OS ENGENHOS DE ARROZ Trabalho de graduação apresentado ao Curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Pampa, para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Produção. Trabalho de Conclusão de Curso defendido e aprovado em: julho de Banca examinadora: Prof. Dr. Luis Antonio dos Santos Franz Orientador Engenharia de Produção Unipampa Prof. Me. Ivonir Petrarca dos Santos Banca Examinadora Engenharia de Produção Unipampa Prof. Me. Maurício Nunes Macedo de Carvalho Banca Examinadora Engenharia de Produção Unipampa

4 Dedico este trabalho aos meus pais que tanto eu amo.

5 AGRADECIMENTOS Inicialmente, devo agradecer a Deus que sempre guiou os meus caminhos e me deu força para não desistir mesmo nos momentos mais difíceis. Ao meu professor e orientador, Luis Antônio dos Santos Franz, que com muita paciência e dedicação colaborou para a elaboração do presente trabalho e se mostrou um grande amigo. Aos demais professores do curso de Engenharia de Produção, que me acolheram e incentivaram nessa longa caminhada. Ao professor Edson Kakuno, que durante toda a minha graduação sempre me incentivou na busca pelo conhecimento através da iniciação científica. Agradeço aos meus maiores incentivadores e pilares de minha vida, minha amada família. A minha mãe, Mirta Morrudo, que é minha verdadeira amiga de todos os momentos da minha vida. Juntamente ao meu pai, Artur Morrudo, que sempre me acalmou e me mostrou o caminho certo a seguir, obrigada por ser o meu porto seguro. Ao meu querido irmão, Renan Morrudo, do qual tenho muito orgulho de ser irmã. Ao meu esposo, Ândriu Franco, por todo o incentivo e apoio para que o sonho de ser engenheira se torne verdade. E a todos que compartilharam comigo, desde 2006, essa trajetória em busca do conhecimento.

6 RESUMO No presente trabalho de conclusão de curso busca-se identificar, quais são os maiores desafios que os engenhos de arroz encontram no que se refere às Normas Regulamentadoras, ligadas Segurança Saúde no Trabalho (SST). A aplicação do trabalho foi realizada em quatro engenhos de arroz localizados na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul. Para tanto inicialmente, busca-se identificar quais são as Normas Regulamentadoras que apresentam maiores desafios, e para isso foi aplicado uma entrevista estruturada em cada um dos engenhos. Após a identificação de tais Normas Regulamentadoras, realizou-se a elaboração de questionários, para que assim fosse possível identificar os pontos mais críticos dessas normas. Tendo como base a análise das respostas obtidas através da aplicação das ferramentas qualitativas, entrevista estruturada e os questionários pode-se então propor meios para os engenhos de arroz da região da campanha atuarem nos fatores que trazem maiores desafios no que se refere às Normas Regulamentadoras identificadas, para que assim os engenhos melhorem o seu desempenho em SST. Palavras-chave: Segurança. Normas Regulamentadoras. Engenhos de arroz.

7 ABSTRACT In the present study that concluded the course seeks to identify what are the biggest challenges that the rice mills are in relation to Regulatory Standards, Safety related Health (OSH). The application of the work was carried out in four rice mills located in the city of Bage, Rio Grande do Sul to both initially, try to identify what are the regulatory norm that present greater challenges, and it was applied to a structured interview at each one of the mills. After the identification of such Regulatory Standards, was held to develop questionnaires, so that it was possible to identify the most critical points of these standards. Based on the analysis of the responses through the application of qualitative tools, structured interviews and questionnaires can then offer facilities for rice mills in the region of the campaign act on the factors that bring the greatest challenges in relation to Regulatory Standards identified, so that the mills to improve their performance in OSH. Keywords: Security. Regulatory Standards. Rice mills.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Esquema simplificado do processo de produção de arroz do plantio até a expedição Figura 2. Coleta de amostra Figura 3. Modelo de leiaute de uma unidade de armazenagem e beneficiamento de grãos Figura 4. Descarregamento de arroz Figura 5. Fluxograma básico de uma unidade de beneficiamento Figura 6. Processo da gestão de risco Figura 7. Desdobramento da função controle de riscos em funções auxiliares Figura 8. (a) Capacete com aba frontal; (b) Carneiro Figura 9. (a) óculos para proteção geral; (b) óculos para soldador; (c) óculos contra riscos químicos Figura 10. (a) protetor com viseira de plástico; (b) protetor com viseira de tela; (c) máscara para soldagem Figura 11. (a) protetor auditivo concha; (b) protetor auditivo modelo tampão Figura 12. Vedação do canal auditivo Figura 13. (a) luva de raspa; (b) luva de PVC; (c) luva de malha de aço Figura 14. (a) bota de PVC cano longo; (b) botina Figura 15. (a) calça de raspa; (b) perneira de raspa Figura 16. (a) avental de raspa; (b) avental de raspa frontal Figura 17. (a) respiradores com duas vias; (b) máscara Figura 18. (a) cinto de pára-quedista com talabarte; (b) trava-quedas para cabo de aço Figura 19. Identificação de um espaço confinado (pé de elevador) Figura 20. Medição das condições atmosféricas Figura 21. Resgate de um espaço confinado Figura 22. Espaço confinado (pé de elevador) Figura 23. Procedimento metodológico... 50

9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Classificação dos EPI Quadro 2 Recomendação de qual EPI utilizar Quadro 3 Exigência do uso do EPI Quadro 4 Treinamento para o uso de EPI Quadro 5 Substituição do EPI Quadro 6 Conservação do EPI Quadro 7 Resistência ao uso do EPI pelos empregados Quadro 8 EPI para proteção da cabeça Quadro 9 EPI para proteção dos olhos e da face Quadro 10 Uso de protetores auditivos Quadro 11 EPI para proteção respiratória Quadro 12 Vestimentas dos trabalhadores Quadro 13 Tipo de luvas Quadro 14 Tipo de calçado Quadro 15 Utilização de trava-queda Quadro 16 Identificação dos espaços confinados Quadro 17 Riscos específicos em espaços confinados Quadro 18 Capacitação dos trabalhadores Quadro 19 A periodicidade dos trabalhos em espaços confinados Quadro 20 Emissão da PET Quadro 21 A relação dos funcionários terceirizados com os espaços confinados74 Quadro 22 Atualização das situações de risco em espaços confinados Quadro 23 Resistência dos funcionários quanto aos treinamentos Quadro 24 A comunicação das situações de riscos Quadro 25 Registro da entrada de pessoas não autorizadas Quadro 26 Antecipação dos riscos existentes Quadro 27 Os responsáveis pela eliminação dos riscos atmosféricos Quadro 28 Avaliação atmosférica dos espaços confinados Quadro 29 Avaliação atmosférica fora do espaço confinado Quadro 30 Eliminação de riscos de incêndio Quadro 31 Eliminação dos riscos Quadro 32 Cadastro dos espaços confinados desativados Quadro 33 Emissão da PET em quantas vias Quadro 34 Encerramento da PET Quadro 35 Arquivamento da PET Quadro 36 Validade da PET Quadro 37 Exames médicos Quadro 38 Capacitação sobre espaços confinados Quadro 39 Trabalho realizado em espaços confinados Quadro 40 A periodicidade da capacitação sobre espaços confinados Quadro 41 Periodicidade do treinamento em espaços confinados... 85

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1. Produção de grãos em toneladas (ton), entre os anos de 2006 e 2009 no Rio Grande do Sul Tabela 2. Teor de umidade recomendada para colheita de grãos Tabela 3 Quantidade de funcionários...58

11 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS AAF... Análise por Árvore de Falha APR... Análise Preliminar de Riscos CIPA... Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT... Consolidação das Leis do Trabalho CNAE... Classificação Nacional de Atividades Econômicas EPI... Equipamento de Proteção Individual FEE... Fundação Econômica Estatística GR... Grau de Risco FMEA... Análise dos Modos de Falha Hazop... Estudo de Identificação de Perigo e Operacionalidade MAPA... Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento NR... Normas Regulamentadoras PCMSO... Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PET... Permissão para Entrada de Trabalho PIB... Produto Interno Bruto PG... Peso Líquido do Caminhão PPRA... Programa de Prevenção de Acidentes PT... Peso Total do Veículo Carregado PV... Peso do Veículo SECOM... Secretaria de Comunicação Social SESMT... Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho SSST... Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho SST... Segurança e Saúde no Trabalho TIC... Técnica do Incidente Crítico

12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Definição dos objetivos Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa Delimitação do tema Método de pesquisa Estrutura do trabalho REVISÃO DA LITERATURA Produção de arroz no contexto da economia gaúcha Etapas do processo de produção do arroz Armazenamento e beneficiamento de arroz Uma reflexão quanto à segurança A segurança na visão dos riscos Uma visão da cultura de segurança Aspectos normativos associados à segurança Equipamento de proteção individual Classificação dos EPI Proteção para cabeça Proteção para os olhos e face Proteção para os membros superiores e inferiores Proteção respiratória Proteção contra quedas com diferença de nível Espaços confinados Espaços confinados em engenhos de arroz PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Organização dos conceitos base Descrição das etapas desde o plantio até a expedição Identificação dos aspectos ligados a SST Equipamento de proteção individual Espaços confinados Aplicação da pesquisa em campo Planejamento para identificação de quais Normas Regulamentadoras apresentam maiores desafios para os engenhos (levantamento 1) Levantamento de quais são as Normas Regulamentadoras (levantamento 1) Organização e análise dos resultados obtidos no levantamento Elaboração dos questionários relativos às Normas Regulamentadoras identificadas (levantamento 2) Investigação dos pontos mais críticos das Normas Regulamentadoras identificadas (levantamento 2) Organização e análise dos resultados obtidos no levantamento Proposição de meios para atuar nos pontos identificados como mais críticos durante os levantamentos 1 e RESULTADOS DA PESQUISA Resultados obtidos através do levantamento Resultados obtidos através do levantamento Resultados obtidos através do levantamento 2 questionário NR

13 4.3 Parecer geral dos resultados e proposição de melhorias CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS APÊNDICE A Roteiro para entrevista APÊNDICE B Entrevista realizada na empresa A APÊNDICE C Entrevista realizada na empresa B APÊNDICE D Entrevista realizada na empresa C APÊNDICE E Entrevista realizada na empresa D

14 13 1 INTRODUÇÃO A Produção de alimentos, a qual envolve todo processo de armazenamento e beneficiamento, configura-se como um aspecto vital para as pessoas (WEBER, 2005). No Brasil, a safra de 2011 deverá ser de 12,2 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,2 milhões de toneladas quando comparada com O Rio Grande do Sul representa 64% da produção nacional e a safra do decorrente ano deverá apresentar um aumento de 13% (ABAG, 2011). Segundo a CONAB (2010), o cultivo do arroz assim como, o cultivo de outros grãos necessita de um acompanhamento desde o plantio até os fornecimentos para os engenhos, locais onde serão armazenados e beneficiados. De acordo com Palma (2005), em alguns casos a falta de infra-estrutura adequada nos engenhos, contribui para o aumento de riscos ocupacionais e consequentemente eleva o número de incidentes 1, os quais às vezes levam a lesões graves ou até mesmo a morte dos trabalhadores. A falta de capacitação e conscientização dos trabalhadores aliado as negligências ao cumprimento das normas regulamentadoras agrava os riscos nesses ambientes de trabalho (PALMA, 2005). Segundo dados da DATAPREV (2009), foram registrados pelo menos 350 acidentes típicos, ou seja, são os que ocorrem durante as atividades exercidas no interior do engenho. De acordo com Scaladrin (2008), grande parcela dos incidentes em silos ocorre durante a sua montagem, entretanto, as falhas que levam a esses eventos ocorrem devido a problemas de dimensionamento. Contudo, pode-se inferir que embora nos processos de construção de engenhos os acidentes possam ocorrer em maior frequência, ainda assim, durante o uso destes locais continuam oferecendo riscos importantes. Apesar da forte ligação do Rio Grande do Sul com a produção de arroz, o desenvolvimento de tecnologias de produção no beneficiamento ainda não é um 1 No contexto do presente trabalho adota-se a definição de incidente utilizada pela norma OHSAS 18001, sendo o evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente. Um incidente em que não ocorre doença, lesão, dano ou outra perda também é chamado de "quase-acidente". O termo "incidente" inclui quase-acidente.

15 14 fator recorrente em todas as empresas encontradas (WEBER, 2005). Segundo Cardella (2009) pode-se observar que naquelas empresas onde tecnologias de gestão e produção já estão presentes, a prática de modelos de gestão voltados à melhoria da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) ainda não são claramente adotados e praticados. Conforme Zocchio (2002), ainda pode-se destacar que a falta de adequação com as Normas Regulamentadoras agrava o número de incidentes visto que, muitas empresas não atendem os requisitos mínimos de segurança estabelecidos pelas normas. Por fim, outro fator que pode ser considerado crítico em muitos casos é a falta de capacitação da mão-de-obra no setor, tanto de armazenamento quanto no de beneficiamento do arroz. Trabalhadores que não conhecem os riscos associados nas atividades que executam acabam favorecendo a ocorrência de incidentes. 1.1 Definição dos objetivos Tendo em conta os aspectos já levantados, o presente trabalho contempla alguns objetivos, os quais são apresentados a seguir Objetivo geral O presente trabalho tem como objetivo geral identificar quais são os maiores desafios que os engenhos de arroz encontram no que se refere às Normas Regulamentadoras Objetivos específicos Para que o objetivo geral seja alcançado alguns objetivos específicos devem ser cumpridos:

16 15 a) identificar quais são as Normas Regulamentadoras que apresentam maiores desafios para os engenhos; b) dentre as normas identificadas, investigar quais os pontos mais críticos de tais normas ; c) propor meios para atuar nos fatores que trazem maiores desafios relativamente as Normas Regulamentadoras mais críticas para os engenhos de arroz 1.3 Justificativa De acordo com Palma (2005), a grande maioria das unidades de armazenamento e beneficiamento existentes não fornecem condições adequadas para operação no que se refere à SST. Para Santos e Brito (2008), o ambiente de trabalho nos engenhos de arroz oferece diversas fontes de perigo, das quais algumas têm potencial para se manifestar na forma de incidentes de alta gravidade. Ainda segundo Santos e Brito (2008), como agravante deste panorama, a falta de preparação dos trabalhadores quanto à percepção e tratamento desses riscos revela-se como uma fonte que eleva a probabilidade de ocorrência de incidentes. Assim, a identificação de quais são os maiores desafios enfrentados pelas empresas no que se refere as Normas Regulamentadoras, permitirá às empresas do setor sob estudo reconhecer seus processos em termos de segurança e até mesmo reduzir taxas indesejáveis de incidentes. As causas que levam ao não-cumprimento das normas pode ser um aspecto que ainda não esteja claro para os gestores dos engenhos de arroz da região da campanha. Assim, um estudo que traga dados sobre os pontos que se revelam como desafio para o cumprimento das normas pode esclarecer quais ações que levam a ocorrência de incidentes.

17 Delimitação do tema No presente trabalho, o contexto da cadeia produtiva do arroz, concentra-se apenas nas etapas de pós-colheita, ou seja, o beneficiamento e a armazenagem. Tendo em vista o grande número de Normas Regulamentadoras existentes buscouse ter como foco as que apresentam maiores problemas para aplicação, o que será determinado através da análise nas respostas das entrevistas. Como bases nessas respostas serão então elaborados questionários. Cabe ressaltar ainda que não serão desenvolvidas análises específicas no âmbito da ergonomia do trabalho. Assim, não se pretende analisar em detalhe os efeitos sofridos pelos funcionários em termos de esforços repetitivos, trabalhos em turnos, posturas ou movimentação de cargas. E ainda devido à falta de equipamento para monitoração de fatores específicos não será possível realizar o monitoramento das condições de vibrações e ruído em que os funcionários são submetidos. A aplicação do presente trabalho será realizada em quatro empresas existentes na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, em virtude das mesmas beneficiarem apenas um produto, o arroz, e por apresentarem pouca variação no número de funcionários, o que permite uma melhor análise entre as empresas. Por fim, serão propostos meios que auxiliem aos engenhos de arroz melhorarem os seus desempenhos no que diz respeito a SST. Entretanto, o presente trabalho não se propõe a realizar a implantação das propostas tendo que em conta que estas dependeriam de prazos além daqueles abrangidos neste, Não obstante, também cabe ressaltar que implantações das melhorias propostas exigiriam uma intervenção na empresa pelo autor, e demandaria a colaboração direta dos gestores das empresas objeto deste estudo 1.5 Método de pesquisa Segundo Gil (2010), é natural a busca pela classificação das pesquisas visto que as mesmas são dos mais diferentes objetos e dos mais diversos objetivos. O

18 17 presente trabalho enquadra-se primeiramente em relação à finalidade, podendo ser classificado como uma pesquisa aplicada, pois, possibilita aquisição de conhecimento em virtude da aplicação em uma situação específica. Quanto ao objetivo assume-se o papel de pesquisa exploratória, pois, busca proporcionar maior familiaridade com o problema. O planejamento se mostra bastante flexível devido à abrangência dos mais diversos aspectos relativos ao fato em estudo. Já em relação à natureza dos dados pode-se considerar como pesquisa qualitativa e quanto ao ambiente em que são coletados, classifica-se como pesquisa de campo. De acordo com os delineamentos de pesquisa, o trabalho enquadra-se como levantamento (GIL, 2010). Durante a realização do trabalho buscou-se realizar um levantamento da teoria, preparação das entrevistas e dos questionários para coletar os dados. Estabelecer quatro empresas que beneficiam e armazenam arroz para então realizar a aplicação. Após a coleta de todas as informações, analisá-las para então sugerir possíveis melhorias. 1.6 Estrutura do trabalho O presente trabalho está divido em cinco capítulos. O Capítulo 1 é composto pela introdução que apresenta a definição do tema em linhas gerais, definição dos objetivos gerais e específicos assim como, a justificativa, delimitação do tema, método de pesquisa e por fim a estrutura do trabalho. O Capítulo 2 aborda a revisão da literatura, inicialmente são apresentados dados da produção de arroz no contexto da economia, do estado do Rio Grande do Sul, posteriormente, expõe-se uma visão geral do processo desde o plantio até a colheita do arroz. Para que se possa entender o processo de recebimento, armazenamento e beneficiamento do arroz, primeiramente, apresentam-se a unidade de beneficiamento e logo após aborda-se sobre os secadores e os tipos de armazenadores existentes. Após o entendimento do processo como um todo é então apresentado as definições de riscos e as ferramentas existentes para identificação

19 18 dos mesmos apresentando ainda, uma subseção sobre a cultura de segurança. Os riscos também são analisados conforme as normas regulamentadoras. Para um maior aprofundamento são discutidos em subseções separadas os Equipamentos de proteção individual e também os espaços confinados. A revisão da literatura como um todo servirá para contextualização do trabalho assim como, para elaboração das entrevistas e dos questionários. No capítulo 3, são apresentados os procedimentos metodológicos que foram utilizados para elaboração do presente trabalho. Sendo que esse capítulo é composto pelas três etapas para a realização do trabalho assim como, os seus respectivos passos e os procedimentos adotados. O capítulo 4 apresenta a análise dos resultados obtidos com a aplicação das ferramentas qualitativas. O que permitiu identificar quais as normas regulamentadoras que apresentam maiores desafios para os engenhos de arroz no que diz respeito à SST. No capitulo 5, são apresentadas as considerações finais referentes aos resultados obtidos assim como a proposição de meios para auxiliar as empresas nos pontos identificados como mais críticos durante a realização do trabalho.

20 19 2 REVISÃO DA LITERATURA O presente trabalho aborda os aspectos da economia no Rio Grande do Sul, referente à produção de arroz. Assim como, apresenta o processo desde a colheita até a expedição, detalhando a unidade de beneficiamento e armazenamento. Logo após, realiza-se uma abordagem dos aspectos ligados aos conceitos base de SST. Apresentando ainda uma análise dos riscos baseado nas normas regulamentadoras e como fechamento apresenta os Equipamentos de Proteção Individual e os espaços confinados. 2.1 Produção de arroz no contexto da economia gaúcha O estado do Rio Grande do Sul é considerado a quarta economia do país, devido ao tamanho do Produto interno Bruto (PIB), representando 6,6% do PIB do Brasil (ATLAS, 2010). De acordo com a FEE (2010), a safra entre os anos de 2009 e 2010 recebeu um investimento do governo de R$ 107,5 bilhões, o que consequentemente representou um aumento de 37% em relação a safra anterior. De todo esse investimento foi alocado uma parcela de R$ 92,5 bilhões destinados para a agricultura comercial e o restante R$ 15 bilhões para agricultura familiar. Outro incentivo importante para o setor é a política dos preços mínimos, podendo se destacar a produção de arroz como o grão que obteve a maior alteração de 20,1%. A produção de grãos no estado do Rio Grande do Sul, entre os anos de 2006 e 2009, apresenta um crescimento expressivo em grãos como arroz, feijão, milho, soja e trigo conforme pode ser observado na Tabela 1. TABELA 1 Produção de grãos em toneladas (ton), entre os anos de 2006 e 2009 no Rio Grande do Sul Grãos %2009/20010 Arroz ,64 Feijão ,62 Milho ,90 Soja ,94 Trigo ,02 Total ,66 Fonte: Indicadores Econômicos FEE, 2010.

21 20 A produção de grãos no estado é bastante diversificada mesmo com a retração de 2,6 % que ocorreu em 2009 em relação ao ano de 2008, aliado a uma quebra de quase 19% na produção de milho e de um recuo previsto em torno de 10% no volume de trigo a ser colhido. Mesmo assim, o crescimento da produção de grãos ocorreu devido ao aumento na produção de arroz e soja, o que pode ser justificado pelo uso de técnicas mais elaboradas, juntamente, com a introdução de novas variedades sendo assim, o que garante os crescentes ganhos de produtividade (FEE, 2010). Em virtude do crescimento demográfico é de extrema importância que a oferta de alimentos esteja pelo menos no mesmo ritmo do crescimento da procura, caso ocorra o contrário, os preços então sobem repercutindo no descontentamento social e consequentemente gerando repercussões políticas (SCALADRIN, 2008). 2.2 Etapas do processo de produção do arroz Segundo Weber (2005), o arroz passa por uma sequência de operações desde o momento da colheita, processos de armazenamento e beneficiamento concluindo com a expedição, conforme a Figura 1. Melhoramento e multiplicação de sementes Preparo e correção do solo Plantio Beneficiamento Recebimento Colheita Tratos culturais Armazenagem Expedição Exportação Local Fonte: Weber, 2005, p. 33 Figura 1. Esquema simplificado do processo de produção de arroz do plantio até a expedição

22 21 De acordo com Weber (2005), no inicio da Figura 1 é representada a etapa de melhoramento e multiplicação de sementes, na qual são introduzidas novas técnicas de produção assim como a utilização de sementes modificadas geneticamente. A segunda etapa aborda o preparo e correção do solo onde através de estudos que são realizados o solo é então fertilizado, permitindo que o plantio possa ocorrer. Na terceira etapa, ocorre todo o processo de plantio, o qual varia conforme a espécie a ser plantada sempre visando o maior desempenho possível e consequentemente maior produção. Já na quarta etapa, tratos culturais são específicos para cada espécie, visando os cuidados necessários para combate de pragas. A quinta etapa, colheita é uma das etapas que mostra a necessidade da utilização correta dos equipamentos assim como, a busca pela eliminação do desperdício de arroz no momento do transporte até os locais onde serão armazenados e beneficiados. Após o processo de colheita do arroz é necessário que o mesmo passe por um processo de prélimpeza no qual são retiradas impurezas como terra, restos de vegetais entre outros materiais orgânicos. Na sexta etapa, recebimento ocorre inicialmente à pesagem e análise laboratorial de amostras retiradas, conforme Figura 2, e logo após ocorre à descarga nas moegas. Figura 2. Coleta de amostra

23 22 Já a sétima etapa, beneficiamento a qual é base para elaboração do presente trabalho, visto que envolve uma grande parcela da mão de obra existente nos engenhos. A oitava etapa, armazenagem também será analisada. E para finalizar a última etapa, a expedição que pode ocorrer das mais diferentes formas podendo ser rodoviária, ferroviária, fluvial ou marítima (WEBER, 2005). As unidades de recebimento de arroz geralmente apresentam o leiaute demonstrado na Figura 3. Pode-se analisar que a empresa apresenta uma entrada para pedestres (1) assim como, um acesso ao escritório e laboratório (5), uma entrada para os caminhões, a qual permite que os mesmos passem pelo coletor de amostras (3). A pesagem é realizada na balança rodoviária (4), no momento da chegada do caminhão carregado e após o caminhão concluir a descarga. Fonte: Weber, 2005, p.34 Figura 3. Modelo de leiaute de uma unidade de armazenagem e beneficiamento de grãos Inicialmente, busca-se saber o peso total do veículo carregado (PT) assim como o peso do veículo (PV) após este ter realizado a descarga sendo possível então, determinar o peso líquido do caminhão (PG). PG = PT PV...(1)

24 23 Segundo Weber (2005), após a realização da pesagem o caminhão segue para a moega (7) ou então aguarda no estacionamento (6). A utilização das moegas deve seguir um planejamento para que o recebimento do arroz seja realizado de forma correta. Retira-se uma amostra da matéria-prima no coletor de amostras (3), é fornecida uma senha para cada caminhoneiro informando em qual moega deverá descarregar o arroz. Isso permite separar o arroz nas moegas por teor de umidade, o qual consiste na quantidade de água no grão de arroz (EPAGRI, 2010) A descarga dos caminhões nas moegas pode ser realizada de forma manual, inicialmente, abrem-se as tampas ocorrendo o descarregamento por gravidade e o restante do arroz é removido do caminhão através de trabalhadores que utilizam pás e rodos. Entretanto, existe outra forma para realizar a descarga através da utilização de tombadores do tipo plataforma hidráulica basculante, conforme a Figura 4, o que reduz a mão-de-obra nessa operação e a torna muito mais rápida, podendo chegar a um tempo de descarga de 3 a 4 minutos (WEBER, 2005). Figura 4. Descarregamento de arroz De acordo com Weber (2005), alguns fatores devem ser destacados devido à utilização dessas plataformas, tendo em vista o aspecto da segurança, pois, existem

25 24 travas que não permitem que o caminhão se mova no momento da descarga. Além disso, o quadro elétrico deve ser blindado para dificultar a ocorrência de faíscas que possam contribuir para uma queima em alta velocidade em virtude, desses locais onde estão as moegas apresentarem uma grande concentração de pó suspenso no ar. No leiaute, mostrado na Figura 3, as moegas foram classificadas pelas letras A, B, C e D, na moega A é destinada ao recebimento de arroz seco, na moega B ao arroz com umidade baixa, na moega C ao arroz com um teor de umidade maior e na moega D o arroz que apresenta alto teor de umidade (WEBER, 2005). Segundo Weber (2005) deve-se evitar o descarregamento de arroz na mesma moega, com teores de umidade muito diferentes, como por exemplo, misturar arroz com teor de 21% com arroz de 27%. A mistura de arroz que apresenta teores de umidades muito distintos dificulta o processo de secagem. Conforme Weber (2005), a colheita deve atender um teor de umidade, o qual é especifico para cada cultura, seguindo as orientações técnicas do Ministério da Agricultura, a qual especifica que o arroz deve ter um teor de umidade de 24%, conforme o descrito na Tabela 2. TABELA 2 Teor de umidade recomendada para colheita de grãos Produtos Teor de umidade recomendada para a colheita Soja 18% Milho 26% Trigo 20% Arroz 24% Sorgo 20% Fonte: Weber, 2005, p Armazenamento e beneficiamento de arroz No presente trabalho, é necessário realizar uma abordagem sobre a produção do arroz desde o plantio, passando por várias etapas entre elas o recebimento, beneficiamento e armazenagem as quais são base para o estudo.

26 25 De acordo com Weber (2005), mesmo que o arroz seja colhido através de equipamentos adequados ainda assim, é necessário que o mesmo passe por um processo de remoção das impurezas, para que então possa ser armazenado. Outro fator que deve ser levado em consideração é em relação ao arroz colhido no início da safra principalmente os quais apresentam alto teor de umidade o que dificulta o processo de armazenagem. A unidade de beneficiamento, conforme representada na Figura 5 permitirá obter uma compreensão mais detalhada do processo com um todo. O arroz é recebido na moega (M), a qual está conectada através de uma tubulação, a um elevador (E1) sendo que este alimenta a máquina de pré-limpeza (PL). Com o auxílio de uma válvula de duas direções o arroz seco e úmido é separado, o seco segue para o pé do elevador (E3), o qual alimenta um silo por gravidade. Já o arroz úmido segue da máquina de pré-limpeza (PL) para o elevador (E3), o qual encaminha para o secador (S) (WEBER, 2005). De acordo com Weber (2005), se o teor de umidade do arroz for menor que 20%, o arroz terá que passar mais uma vez pelo secador (S) e depois encaminhados para o silo (Si). Entretanto, se o arroz for recebido com teor de umidade abaixo de 17% é então conduzido para um silo de aeração, no qual contém um ventilador da aeração (VA), ou seja, não necessitará passar pelo secador. Esse ventilador realiza o fluxo forçado de ar no arroz eliminando assim, os focos de calor e de gases concentrados. Portanto, é possível dessa forma manter as propriedades originais do arroz (WEBER, 2005). O arroz armazenado é expedido através de uma rosca transportadora (T1), a qual está localizada na parte inferior do silo, levando-o até uma moega de fluxo (MF). A Moega de fluxo encaminha esse material para o pé do elevador (E3) que conduz para a expedição. Deve-se destacar que o elevador (E3) possui uma válvula de duas direções, ou seja, o arroz pode ser encaminhado para o silo ou expedição (WEBER, 2005).

27 26 Fonte: Weber, 2005, p. 53 Figura 5. Fluxograma básico de uma unidade de beneficiamento Já nas unidades de secagem através de equipamentos mecânicos destinados para secar o arroz por ação de ar aquecido ou natural. Existem secadores do tipo estáticos ou dinâmicos, quando estática a secagem é realizada em silos ou em barcaça, já quando dinâmica o arroz fica em constante movimentação na câmara de secagem. Os secadores podem ser fixos, os quais são instalados na unidade de recebimento de arroz ou ainda serem móveis, sendo indicados para a secagem do arroz nas próprias lavoras (WEBER, 2005). O processo de secagem ocorre através exposição do arroz ao fluxo de ar, o qual pode ser cruzado quando passa horizontalmente na massa dos grãos; concorrente quando o fluxo de ar acompanha paralelamente o fluxo de grãos; contracorrente em que o fluxo de ar é contrário ao fluxo de grãos, ou seja, debaixo para cima e finalmente o misto, no qual pode se analisar a integração dos fluxos concorrente e contracorrente. Para que o processo de secagem ocorra é necessária

28 27 a utilização de algum tipo de combustível, que pode ser lenha, casca de arroz, óleo diesel, gás natural entre outros (WEBER, 2005). Segundo Weber (2005), existe alguns fatores que podem influenciar o processo de secagem sendo esses físicos, quando relacionados ao clima e as condições ambientais ou biológicos ligados à espécie do grão e ao genótipo, sendo que ambos influenciam no tempo de secagem. O fator humano também influência, em virtude da grande maioria de funcionários que operam os secadores, não serem treinados de forma adequada, o que diminui o rendimento do processo. Conforme Weber (2005), o armazenamento de arroz pode ser realizado através de um silo ou de um depósito, locais que devem garantir que as propriedades básicas do mesmo, sem alterações. Os tipos de unidades armazenadoras podem ser classificados como: a) armazém convencional, destinado a estocagem do arroz em sacos, fardos, caixas ou pallets, sendo esse construído de alvenaria; b) armazém granelizado, é a adaptação dos armazéns convencionais para que se possa utilizar o produto a granel, eliminando então a sacaria; c) graneleiro, é destinado ao armazenamento a granel, no sentido horizontal, utilizando um ou mais compartimentos. Segundo Silva et al. (1998), unidades de armazenamento como os silos permitem o armazenamento de grãos, dentre eles o arroz, por um longo período de tempo, permitindo que as suas características físico-químicas sejam mantidas. A armazenagem do arroz representa o acúmulo de elevados volumes de massa orgânica, as quais estão constantemente expostas às atividades biológicas (WEBER, 2005). A utilização dos silos depende de qual o objetivo da sua aplicação, podendo ser classificado como: a) silos armazenadores, são destinados a armazenagem do arroz limpo e seco, apresentando um sistema de aeração para garantir o resfriamento;

29 28 b) secadores, os quais são utilizados para secagem inicial do arroz e ao final da safra servem para o armazenamento; c) silos pulmão, servem de apoio no momento do recebimento do arroz nas unidades de armazenadoras, geralmente armazenam por algumas horas o arroz limpo mas úmido e logo após o encaminha para a secagem; d) silos de expedição, recebem o arroz dos graneleiros ou ainda de um silo armazenador através de elevadores de caneca. Após o arroz ser armazenado é então expedido por gravidade sobre algum veículo transportador. Conforme Weber (2005), a qualidade do arroz é mantida através da utilização correta da aeração. Sendo que esta pode ser aplicada no arroz armazenado seco, acionada no momento em que a termometria indicar o aquecimento em algum local. Outra possibilidade existente é utilizar a aeração no arroz também seco, permitindo assim um resfriamento do mesmo, esta opção permite aumentar a capacidade do secador. Arroz que apresentarem teor de umidade entre 16% e 17%, pode utilizar silos com ar natural. Para a monitoração do estado do arroz é realizado um acompanhamento da temperatura através de um instrumento eletrônico de medição Os silos ainda podem ser classificados quando ao aspecto de edificação, sendo que alguns deles serão abordados a seguir: a) silos metálicos, são amplamente utilizados no país devido ao baixo custo em relação a outros tipo de silos assim como, por apresentarem alta durabilidade e manterem as condições físico-químicas do grão armazenado; b) silos de concreto, pode ser construído conforme a necessidade da unidade de beneficiamento, ou seja, atendem as capacidades desejadas.

30 Uma reflexão quanto à segurança Segundo Zocchio (2002), o conceito de risco é definido baseado na probabilidade maior ou menor de que ocorra um acidente ou doença. Entretanto, conforme a OHSAS 18001(2007) risco é a união entre a probabilidade de ocorrer um acidente e a severidade dos ferimentos. Outro conceito importante é o perigo, o qual é definido como a possibilidade de ocorrer acidentes devido às condições que o meio de trabalho apresenta (ZOCCHIO, 2002). Já para a OHSAS (2007), o perigo é determinado por uma situação que apresenta condições para ocorrência de lesões ou danos a saúde. Os trabalhadores estão sempre expostos a uma série de riscos nos seus ambientes de trabalho, tanto no que se refere à saúde física quanto mental. Os acidentes de trabalho promovem lesões corporais e podem ser fatais ou diminuírem a capacidade de trabalho. Com o desenvolvimento de novas tecnologias os trabalhadores estão cada vez mais submetidos a riscos de acidentes (ZOCCHIO, 2002) A segurança na visão dos riscos Conforme Cardella (2009), a função segurança pode ser abordada sob dois aspectos, controlar os riscos e controlar as emergências. O controle de riscos almeja manter eles abaixo dos valores tolerados. Já o controle das emergências, ocorre quando os fatores latentes se manifestam como fatos reais. Portanto, a gestão de riscos apresenta um conjunto de instrumentos utilizados pela organização para que as atividades sejam executadas de maneira a atenderem o controle de riscos. Segundo Cardella (2009), para se tornar possível a gestão de ricos é necessário inicialmente, a identificação dos riscos, logo após, a avaliação dos mesmos para que então, se compare com os riscos tolerados e por fim se possa determinar o tratamento destes, conforme pode ser analisado na Figura 6.

31 30 Fonte: Cardella, 2009, p.72 Figura 6. Processo da gestão de risco Na organização é necessária a divisão das atividades por áreas de ação, podendo ser dividida conforme a área geográfica ou funcional, portanto a organização pode-se dividir em atividades fora do trabalho, as quais acabam repercutindo negativamente sob a organização, pois se um funcionário que se machuca em um jogo de futebol, se torna um empregado não apto para o serviço, ou ainda, acidentes com familiares aumentam o absenteísmo. Assim como os transportes, esta divisão necessita de um atendimento especial visto que é diferenciado os riscos que se deve ter com as pessoas e com os produtos Já as atividades contratadas, eleva os riscos visto que envolve diversas pessoas, as quais possuem culturas diferentes sendo que as mesmas não se encontram familiarizadas com os riscos associados as instalações (CARDELLA, 2009). Segundo Cardella (2009), os riscos podem ser analisados através de um estudo realizado para identificação dos perigos e avaliação dos riscos associados. Esse estudo pode ser efetuado em uma organização, sistema, processo ou atividade. O controle dos riscos se torna mais amplo quando englobam ações auxiliares sendo elas, ação de controle de freqüência e ação de controle de consequências, de acordo com a Figura 7. Controlar frequências Controlar riscos Controlar consequências Fonte: Cardella, 2009, p. 127 Figura 7. Desdobramento da função controle de riscos em funções auxiliares.

PPRA / NR 9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

PPRA / NR 9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA / NR 9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS SETEMBRO / 2005 SANTA MARIA - RS Avenida. Medianeira 1900, Centro Santa Maria/ RS, CEP 97060-002- Fone (55) 3027 8911 Sumário 1 INTRODUÇÃO... 3 2

Leia mais

Conceitos básicos em Medicina e Segurança do Trabalho

Conceitos básicos em Medicina e Segurança do Trabalho Conceitos básicos em Medicina e Segurança do Trabalho A Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de l.943. Em seu art. 1º a Consolidação estatui as normas

Leia mais

TREINAMENTO NR 10 MÓDULO SEGURANÇA NO TRABALHO Engenheiro/técnico de Segurança no trabalho. 1 0 Dia

TREINAMENTO NR 10 MÓDULO SEGURANÇA NO TRABALHO Engenheiro/técnico de Segurança no trabalho. 1 0 Dia TREINAMENTO NR 10 MÓDULO SEGURANÇA NO TRABALHO Engenheiro/técnico de Segurança no trabalho 1 0 Dia Realizar a apresentação dos participantes 1. Técnica de Lista de presença; apresentação e O multiplicador

Leia mais

Higiene e Segurança no Trabalho

Higiene e Segurança no Trabalho Curso Técnico em Mecânica Integrado ao Ensino Médio. Higiene e Segurança no Trabalho EPI & EPC Joinville, outubro de 2014 Medidas de Proteção no Trabalho Quando se fala em Segurança e Saúde no Trabalho

Leia mais

Noções de Segurança e Higiene do Trabalho

Noções de Segurança e Higiene do Trabalho Noções de Segurança e Higiene do Trabalho Sinópse Generalidades. Antecedentes Históricos. Conceitos Básicos: - Acidente do Trabalho; - Atividades e Operações Insalúbres; - Riscos Ocupacionais; - Equipamentos

Leia mais

Engenharia de Segurança e Meio Ambiente

Engenharia de Segurança e Meio Ambiente Engenharia de Segurança e Meio Ambiente Introdução A Engemix possui uma equipe de Engenheiros de Segurança e Meio Ambiente capacitada para dar todo subsídio técnico para implantação, operação e desmobilização

Leia mais

NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78

NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78 NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI Publicação D.O.U. Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78 Alterações/Atualizações D.O.U. Portaria SSMT n.º 05, de 07 de maio de 1982 17/05/82

Leia mais

ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3)

ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) ANEXO VII: NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (109.000-3) 9.1. Do objeto e campo de aplicação. 9.1.1. Esta Norma Regulamentadora

Leia mais

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES

ALTO POTENCIAL DE RISCOS DE ACIDENTES 1 O QUE É ESPAÇO CONFINADO? CARACTERÍSTICAS VOLUME CAPAZ DE PERMITIR A ENTRADA DE EMPREGADOS LIMITAÇÕES E RESTRIÇÕES PARA ENTRADA E SAIDA DE PESSOAL NÃO E PROJETADO PARA OCUPAÇÃO CONTÍNUA POSSUI, EM GERAL,

Leia mais

Espaço Confinado o que você precisa saber para se proteger de acidentes?

Espaço Confinado o que você precisa saber para se proteger de acidentes? Espaço Confinado o que você precisa saber para se proteger de acidentes? Publicado em 13 de outubro de 2011 Por: Tônia Amanda Paz dos Santos (a autora permite cópia, desde que citada a fonte e/ou indicado

Leia mais

Curso Técnico em Química Disciplina: Higiene e Segurança do Trabalho Prof. Naila Borba NORMAS REGULAMENTADORAS

Curso Técnico em Química Disciplina: Higiene e Segurança do Trabalho Prof. Naila Borba NORMAS REGULAMENTADORAS Curso Técnico em Química Disciplina: Higiene e Segurança do Trabalho Prof. Naila Borba NORMAS REGULAMENTADORAS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EP I) - NR 6 Em muitos servicos, o trabalhador precisa

Leia mais

ANÁLISE DOS RISCOS AMBIENTAIS EM POSTO DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS

ANÁLISE DOS RISCOS AMBIENTAIS EM POSTO DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 124 ANÁLISE DOS RISCOS AMBIENTAIS EM POSTO DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS Fernando Henrique Camargo Jardim¹ 1 Engenheiro

Leia mais

Aprovadas pela Portaria 3214 de 08/06/1978. Revogadas NR rurais em 15/04/2008

Aprovadas pela Portaria 3214 de 08/06/1978. Revogadas NR rurais em 15/04/2008 Ministério Trabalho e Emprego -CLT Aprovadas pela Portaria 3214 de 08/06/1978 36 NR (última( (19/04/2013 Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados) Revogadas

Leia mais

Aplicar os princípios de ergonomia na realização do trabalho;

Aplicar os princípios de ergonomia na realização do trabalho; Curso: Técnico de Segurança do Trabalho Curso Reconhecido pelo MEC: PORTARIA N 959/2007 Apresentação: O curso de Técnico de Segurança do Trabalho da Conhecer Escola Técnica é reconhecido pela excelência

Leia mais

CIPA GESTÃO 2013/2014

CIPA GESTÃO 2013/2014 HOSPITAL SÃO PAULO-SPDM Mapa de Risco da Empresa: Questionário auxiliar para elaboração do Mapa de Riscos Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho,

Leia mais

COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES C.I.P.A. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES CURSO DE FORMAÇÃO DE CIPEIROS ÍNDICE PÁGINA INTRODUÇÃO 002 RISCOS AMBIENTAIS 003 MAPA DE RISCOS 004 ACIDENTE DO TRABALHO 006 CAUSAS DOS ACIDENTES 007

Leia mais

Módulo 2. Elaboração do PPRA; Documento Base; Ferramentas para Elaboração; 1º, 2º e 3º Fases de elaboração.

Módulo 2. Elaboração do PPRA; Documento Base; Ferramentas para Elaboração; 1º, 2º e 3º Fases de elaboração. Módulo 2 Elaboração do PPRA; Documento Base; Ferramentas para Elaboração; 1º, 2º e 3º Fases de elaboração. Elaboração do PPRA Para iniciarmos a elaboração do PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Leia mais

Aspectos do Projeto e Planejamento na Gestão Segurança do Trabalho

Aspectos do Projeto e Planejamento na Gestão Segurança do Trabalho Aspectos do Projeto e Planejamento na Gestão Segurança do Trabalho Prof.MSc.Gonçalo Siqueira Santos / SP Segurança no trabalho Qual a sua atividade? Esta frase é uma das mais utilizadas entre os médicos

Leia mais

SESMT SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO.

SESMT SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO. EMPRESA Conforme o Art. 157 da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas Cabe às empresas: Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; Instruir os empregados, através de ordens

Leia mais

GR ASSESSORIA LTDA. Engenharia de Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho. Fones 3274.7841 / 3091.0306 / 3257.4685 / 87578392 / 8778.

GR ASSESSORIA LTDA. Engenharia de Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho. Fones 3274.7841 / 3091.0306 / 3257.4685 / 87578392 / 8778. GR ASSESSORIA LTDA Engenharia de Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho Fones 3274.7841 / 3091.0306 / 3257.4685 / 87578392 / 8778.4561 PCMSO Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PPRA Programa

Leia mais

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO PELOS ALUNOS E TÉCNICOS DA FACULDADE NOVAFAPI Francisca Miriane de Araújo- NOVAFAPI Lorena Bezerra Barros- NOVAFAPI Marcela de Lacerda Valença- NOVAFAPI Márcio Edivandro

Leia mais

NORMAS REGULAMENTADORAS - NR ABAIXO ESTÃO AS NORMAS REGULAMENTADORAS VIGENTES DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

NORMAS REGULAMENTADORAS - NR ABAIXO ESTÃO AS NORMAS REGULAMENTADORAS VIGENTES DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO NORMAS REGULAMENTADORAS - NR ABAIXO ESTÃO AS NORMAS REGULAMENTADORAS VIGENTES DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO NR 1 - Disposições Gerais As Normas Regulamentadoras são de observância obrigatória por

Leia mais

Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite. Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho

Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite. Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho Núcleo de Pós-Graduação Pitágoras Escola Satélite Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho DISCIPLINA: Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações Aula

Leia mais

ARMAZENAGEM EM NÍVEL DE FAZENDAS

ARMAZENAGEM EM NÍVEL DE FAZENDAS ARMAZENAGEM EM NÍVEL DE FAZENDAS Adilio Flauzino de Lacerda Filho 1 Foi instalado em 30/01/2003, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional CONSEA, o qual tem caráter consultivo e assessora

Leia mais

ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac - 2009

ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ. João Gama Godoy. Técnico de Segurança do Trabalho. Senac - 2009 ÁREAS DE ATUAÇÃO SENAC EM JUNDIAÍ João Gama Godoy Técnico de Segurança do Trabalho Senac - 2009 É proibida a reprodução do conteúdo desta apresentação em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso,

Leia mais

PPRA E PCMSO EXIGÊNCIAS E COMPATIBILIDADES. Elizabeth Sadeck Burlamaqui 09.01.2015

PPRA E PCMSO EXIGÊNCIAS E COMPATIBILIDADES. Elizabeth Sadeck Burlamaqui 09.01.2015 EXIGÊNCIAS E COMPATIBILIDADES PCMSO (NR-7) estabelece que o programa deverá ser desenvolvido sob a responsabilidade de um médico coordenador (OBRIGATORIAMENTE MT, podendo este repassar responsabilidades

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos NR 9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE S AMBIENTAIS Importância PPRA O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores;

Leia mais

1. Procedimentos para seleção dos respiradores. 4. Procedimentos para uso adequado de respiradores.

1. Procedimentos para seleção dos respiradores. 4. Procedimentos para uso adequado de respiradores. protrespsimples.doc Um guia para os usuários de respiradores, escrito de forma simples e de fácil entendimento. Mantenha este guia sempre à mão, releia-o periodicamente e conte sempre com a ajuda do seu

Leia mais

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO PÁG. 1/11 1. OBJETIVO Identificar os riscos envolvidos em cada passo da tarefa, estabelecer salvaguardas que garantam a eliminação ou controle dos riscos identificados. Essa ferramenta deve ser utilizada

Leia mais

O sistema de gerenciamento de risco é composto pelas etapas de identificação e avaliação de controle dos riscos, descritas a seguir.

O sistema de gerenciamento de risco é composto pelas etapas de identificação e avaliação de controle dos riscos, descritas a seguir. 2.6.16 - Este programa contém as principais ações que têm sido tomadas para prevenir os danos à saúde e integridade física dos trabalhadores e da população da região, os prejuízos materiais e possíveis

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 22

PROVA ESPECÍFICA Cargo 22 13 PROVA ESPECÍFICA Cargo 22 QUESTÃO 31 Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, obedecendo ao Quadro II da NR- 4, subitem 4.4, com redação dada pela Portaria nº

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTARIA N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994 (*) (DOU de 30/12/94 Seção 1 págs 21.280 a 21.282) (Republicada em 15/12/95 Seção

Leia mais

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 DESCRIÇÃO DO LOCAL 5

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 DESCRIÇÃO DO LOCAL 5 RESUMO O presente estágio curricular obrigatório foi desenvolvido na unidade de recebimento e secagem de cereais da Campagro Insumos Agrícolas, unidade Boa Vista em Campo Mourão PR. O estágio teve a duração

Leia mais

ESCOPO DE FORNECIMENTO DOS DOCUMENTOS DO PROJETO 3RFOLLOWGOGREENER Pág. 1 de 6

ESCOPO DE FORNECIMENTO DOS DOCUMENTOS DO PROJETO 3RFOLLOWGOGREENER Pág. 1 de 6 3RFOLLOWGOGREENER Pág. 1 de 6 Projeto N o Data de entrada: 3RFollowGoGreener-001-10-2010 Data de saída: Título do Projeto: Programa 3RFollowGoGreener - Sistema Follow é composto por Modelos de Documentos

Leia mais

Segurança a e Saúde no Trabalho

Segurança a e Saúde no Trabalho Metodologia de inspeção nos locais de trabalho: Portaria No. 5 do DSST de 17/08/92 Portaria No. 25 da SSST de 29/12/1992 Etapas de planejamento 1o. Conhecer os trabalhos anteriores 2o. Levantar a Planta

Leia mais

NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS

NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS INTRODUÇÃO A trigésima terceira Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego denominada Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços

Leia mais

TIPOS DE RISCOS. Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos Riscos Ergonómicos Riscos de Acidentes

TIPOS DE RISCOS. Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos Riscos Ergonómicos Riscos de Acidentes RISCO Consideram-se Risco de Trabalho todas as situações, reais ou potenciais, suscetíveis de a curto, médio ou longo prazo, causarem lesões aos trabalhadores ou à comunidade, em resultado do trabalho.

Leia mais

INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE SEGURANÇA 02 sem 2009 PROF. DANIEL BRAATZ DEP/UFSCar TEXTO 03

INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE SEGURANÇA 02 sem 2009 PROF. DANIEL BRAATZ DEP/UFSCar TEXTO 03 INTRODUÇÃO A ENGENHARIA DE SEGURANÇA 02 sem 2009 PROF. DANIEL BRAATZ DEP/UFSCar TEXTO 03 Normas Regulamentadoras do trabalho, trabalho rural..objetivos ESPECÍFICOS Apresentar o modelo legal de organização,

Leia mais

e-book PPRA E PCMSO O QUE ISSO TEM A VER COM SEU PROJETO ARQUITETÔNICO OU MOBILIÁRIO? índice express

e-book PPRA E PCMSO O QUE ISSO TEM A VER COM SEU PROJETO ARQUITETÔNICO OU MOBILIÁRIO? índice express e-book PPRA E PCMSO O QUE ISSO TEM A VER COM SEU PROJETO ARQUITETÔNICO OU MOBILIÁRIO? índice express Apresentação 2 PPRA perguntas & respostas 3 PCMSO perguntas & respostas 5 Links Úteis 6 apresentação

Leia mais

PORTARIA Nº 25, DE 29.12.94, DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO DOU DE 30.12.94, REPUBLICADA NO DE 15.02.95

PORTARIA Nº 25, DE 29.12.94, DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO DOU DE 30.12.94, REPUBLICADA NO DE 15.02.95 PORTARIA Nº 25, DE 29.12.94, DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO DOU DE 30.12.94, REPUBLICADA NO DE 15.02.95 Norma Regulamentadora NR 9 Riscos ambientais Nova redação Programa de Prevenção de

Leia mais

3 Prevenir acidentes é dever de todos

3 Prevenir acidentes é dever de todos A U A UL LA Prevenir acidentes é dever de todos Introdução Acidente zero! Essa é uma meta que deve ser alcançada em toda empresa. Com a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemas que afetam

Leia mais

Curso Técnico em Segurança do Trabalho Subsequente

Curso Técnico em Segurança do Trabalho Subsequente Curso Técnico em Segurança do Trabalho Subsequente PERFIL PROFISSIONAL Profissional capaz de orientar e intervir na realidade do processo produtivo, promovendo mudanças em relação às aplicações tecnológicas

Leia mais

Segurança do Trabalho no Canteiro de Obras PARTE 2

Segurança do Trabalho no Canteiro de Obras PARTE 2 Segurança do Trabalho no Canteiro de Obras PARTE 2 Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): 2 Áreas vazadas: Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) 18.13.1. É obrigatória a instalação de proteção coletiva

Leia mais

SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO. José Francisco Buda

SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO. José Francisco Buda SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO Engenheiro Civil e de Segurança no Trabalho Mestre pela UNICAMP Professor do CEFET-SP e da UNIFIAM-FAAM Interpretar as estações de tratamento

Leia mais

EVOLUÇÃO DA PROTEÇÃO DO HOMEM NOS SERVIÇOS DE REPARO DE CAVITAÇÃO DE UNIDADES GERADORAS

EVOLUÇÃO DA PROTEÇÃO DO HOMEM NOS SERVIÇOS DE REPARO DE CAVITAÇÃO DE UNIDADES GERADORAS EVOLUÇÃO DA PROTEÇÃO DO HOMEM NOS SERVIÇOS DE REPARO DE CAVITAÇÃO DE UNIDADES GERADORAS Autores Luiz Antonio Bueno Gerente da Divisão de Segurança e Higiene Industrial Sueli Pereira Vissoto Técnica de

Leia mais

Cuidados de Segurança no Manuseio de Asfaltos

Cuidados de Segurança no Manuseio de Asfaltos Cuidados de Segurança no Manuseio de Asfaltos 20/Out/2015 O começo de tudo... A evolução... A modernidade... A modernidade... Segurança no manuseio Característica do produtos químicos; Potencial de risco;

Leia mais

LEVANTAMENTO DE PERIGOS E DANOS E AVALIAÇÃO DE RISCOS

LEVANTAMENTO DE PERIGOS E DANOS E AVALIAÇÃO DE RISCOS fl. de 7 Endereço Local Aprovado Data Rev. UNIOP-SP Av. Paulista, 06 São Paulo SP 9º, 5º, 7º e 8º andares JMn (SESMS) 0/08/ C Atividade Perigo Dano (Todas) Agressão Física Assédio Discriminação Energizadas

Leia mais

A GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO UMA NOVA ABORDAGEM DE GESTÃO

A GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO UMA NOVA ABORDAGEM DE GESTÃO por A GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO UMA NOVA ABORDAGEM DE GESTÃO por Resolução do Conselho 2002/C161/01 Nova Estratégia Comunitária de Saúde e Segurança (2002 2006) Redução dos Acidentes de Trabalho

Leia mais

INSTRUÇÕES BÁSICAS P ARA A ELABORAÇÃO DE MAPA DE RISCOS. Dilaine RS Schneider SESMT/UNICAMP. Maurício Gervanutti SESMT/UNICAMP

INSTRUÇÕES BÁSICAS P ARA A ELABORAÇÃO DE MAPA DE RISCOS. Dilaine RS Schneider SESMT/UNICAMP. Maurício Gervanutti SESMT/UNICAMP INSTRUÇÕES BÁSICAS P ARA A ELABORAÇÃO DE MAPA DE RISCOS Dilaine RS Schneider SESMT/UNICAMP Maurício Gervanutti SESMT/UNICAMP 2014 1. INTRODUÇÃO Com o decorrer do tempo e os avanços tecnológicos tornando

Leia mais

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA / NR - 9

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA / NR - 9 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA / NR - 9 MARÇO/ 2004 SANTA MARIA - RS Rua Barão do Triunfo, 862, Santa Maria/RS - CEP: 97015-070 - Fone/Fax: (55) 222-8151 1 SUMÁRIO 1 Aspectos Gerais...3

Leia mais

Riscos Ambientais MAPA DE RISCOS

Riscos Ambientais MAPA DE RISCOS Riscos Ambientais MAPA DE RISCOS MAPA DE RISCOS Previsto na NR 5. 5.16 A CIPA terá por atribuição: a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior

Leia mais

Governador do Estado do Rio de Janeiro. Secretário de Estado de Trabalho e Renda

Governador do Estado do Rio de Janeiro. Secretário de Estado de Trabalho e Renda Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Secretário de Estado de Trabalho e Renda Sergio Zveiter Superintendência de Saúde, Segurança e Ambiente do Trabalho Engenheiro de Segurança do Trabalho

Leia mais

PROCEDIMENTO GERAL. Identificação e Avaliação de Perigos e Riscos de SST

PROCEDIMENTO GERAL. Identificação e Avaliação de Perigos e Riscos de SST PÁG. 1/8 1. OBJETIVO Definir a sistemática para identificação contínua de perigos, avaliação de riscos de e determinação de medidas de controle para redução dos riscos de, seguindo a hierarquia: eliminação,

Leia mais

16/ 02 /2008 15/ 02 /2009

16/ 02 /2008 15/ 02 /2009 VIGÊNCIA: 1 ANO EMPRESA: Virtual Machine Data da Elaboração Data de Vencimento 16/ 02 /2008 15/ 02 /2009 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA Razão Social: Virtual Machine ME CNPJ: 08.693.563/0001.14 CNAE: 4751200

Leia mais

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09 PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCO AMBIENTAL - PPRA NR 09 Prof. Me. Vítor Hugo Magalhães Vono Engenheiro de Segurança do Trabalho Lei 6514 de 12/77 Capítulo V da CLT da Segurança e Medicina do Trabalho (art.

Leia mais

FICHA DE SEGURANÇA DE PRODUTO

FICHA DE SEGURANÇA DE PRODUTO FICHA DE SEGURANÇA DE PRODUTO Material Safety Data Sheet MSDS ARAME MIG DENVER 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA. 1.1. EMPRESA FÁBRICA MINEIRA DE ELETRODOS E SOLDAS DENVER S/A Av. Governador Magalhães

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS REFERENTE À SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA EMPRESAS CONTRATADAS

DIRETRIZES GERAIS REFERENTE À SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA EMPRESAS CONTRATADAS DIRETRIZES GERAIS REFERENTE À SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA EMPRESAS CONTRATADAS 1) OBJETO 1.1) As diretrizes aqui apresentadas tem o objetivo de instruir as empresas contratadas pela, UNILA, quanto

Leia mais

MANUAL DE AMOSTRAGEM DE GRÃOS. Apresentação

MANUAL DE AMOSTRAGEM DE GRÃOS. Apresentação Apresentação A amostragem de grãos constitui se, em nível de armazenagem, na primeira preocupação a ser considerada por estar relacionada à identificação ou diagnóstico dos eventuais serviços necessários

Leia mais

TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS NA COMGAS AGOSTO/02

TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS NA COMGAS AGOSTO/02 TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS NA COMGAS AGOSTO/02 Sistema de Gerenciamento de SSM na Comgás Liderança e Comprometimento Política e Objetivos Estratégicos Organização, Responsabilidades, Recursos, Padrões

Leia mais

1.1 Segurança do trabalho

1.1 Segurança do trabalho 1.1 Segurança do trabalho A Segurança do Trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas adotadas, visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade

Leia mais

APLICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS PARA GERENCIAR OS RISCOS NA OPERAÇÃO DE SILOS METÁLICOS

APLICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS PARA GERENCIAR OS RISCOS NA OPERAÇÃO DE SILOS METÁLICOS ISSN 1984-9354 APLICAÇÃO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS PARA GERENCIAR OS RISCOS NA OPERAÇÃO DE SILOS METÁLICOS ROSEMARA SANTOS DENIZ AMARILLA (UTFPR) MIGUEL ANGEL DE MARCHI AMARILLA (UFPR) RODRIGO EDUARDO

Leia mais

Manual de Regulamentação Saúde e Segurança Ocupacional

Manual de Regulamentação Saúde e Segurança Ocupacional Manual de Regulamentação Saúde e Segurança Ocupacional Normas Regulamentadoras (NR) As Normas Regulamentadoras (NR s), criadas pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), tem como objetivo estabelecer

Leia mais

SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL. Indústria da Panificação

SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL. Indústria da Panificação SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL Indústria da Panificação PROGRAMAÇÃO: Palestra Segurança Geral - SESI - Segurança do Trabalho; - Riscos Ambientais e Acidentes do Trabalho; - PPRA/PCMSO; - Normas regulamentadoras;

Leia mais

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais ECOMAX SERVICOS AMBIENTAIS LTDA.

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais ECOMAX SERVICOS AMBIENTAIS LTDA. PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais ECOMAX SERVICOS AMBIENTAIS LTDA. 15/10/2012 Vigência do PPRA Identificação Empresa ECOMAX SERVICOS AMBIENTAIS LTDA. Endereço Rua dos Ciclames, 802 Cep Cidade

Leia mais

SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE

SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE ELABORADO APROVADO FOLHA: 1/24 NOME Vivan Gonçalves Coordenador do SESMT Teresinha de Lara Coordenador do SGI DATA: 02/01/2007 VERSÃO: 01 ÍNDICE 1. Objetivo 4 1.1. Escopo do SGSSO TELEDATA 5 2. Referências

Leia mais

NORMAS TÉCNICAS APLICÁVEIS AOS EPI

NORMAS TÉCNICAS APLICÁVEIS AOS EPI ANEXO II NORMAS TÉCNICAS APLICÁVEIS AOS EPI Equipamento de Proteção Individual EPI Enquadramento NR 06 Anexo I A PROTEÇÃO DA CABEÇA Proteção da cabeça contra: A.1.1. Impactos de objetos sobre o crânio;

Leia mais

Prezados Senhores, MANUAL DA UNIDADE SUMÁRIO O PAPEL DO RESPONSÁVEL PELA UNIDADE INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Prezados Senhores, MANUAL DA UNIDADE SUMÁRIO O PAPEL DO RESPONSÁVEL PELA UNIDADE INFORMAÇÕES IMPORTANTES: MANUAL DA UNIDADE Prezados Senhores, Com o intuito de promover a excelência e a qualidade na prestação de nossos serviços, vimos por meio deste, agradecer pela confiança e credibilidade. A Engemed Saúde

Leia mais

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Introdução a Segurança do Trabalho Módulo Único

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Introdução a Segurança do Trabalho Módulo Único Curso Técnico Segurança do Trabalho Introdução a Segurança do Trabalho Módulo Único SeÄÅo IX Das InstalaÄÉes ElÑtricas Art. 179 - O Ministério do Trabalho disporá sobre as condições de segurança e as medidas

Leia mais

PESQUISA DE ESTOQUES MANUAL DE INSTRUÇÕES (PRELIMINAR) DIRETORIA DE PESQUISAS COORDENAÇÃO DE AGROPECUÁRIA GERÊNCIA DE AGRICULTURA

PESQUISA DE ESTOQUES MANUAL DE INSTRUÇÕES (PRELIMINAR) DIRETORIA DE PESQUISAS COORDENAÇÃO DE AGROPECUÁRIA GERÊNCIA DE AGRICULTURA DIRETORIA DE PESQUISAS COORDENAÇÃO DE AGROPECUÁRIA GERÊNCIA DE AGRICULTURA PESQUISA DE ESTOQUES PRIMEIRO SEMESTRE - 2011 MANUAL DE INSTRUÇÕES (PRELIMINAR) 1. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA PESQUISA 1.1 - OBJETIVO

Leia mais

Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Equipamentos de Proteção Individual (EPI) SEGURANÇA NA SOLDAGEM Segurança na Soldagem 1.1 - Principais riscos para um soldador 1.1.1 - Poluição por fumos de soldagem 1.1.2 - Radiações visíveis e invisíveis

Leia mais

GESTÃO DA PRODUÇÃO (GPd)

GESTÃO DA PRODUÇÃO (GPd) GESTÃO DA PRODUÇÃO (GPd) Antonio Keh Chuan Chou Gerente EHS GSC Latin America Sherwin Williams São Paulo, 22 de agosto de 2013 workshop AGENDA workshop Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho Operações

Leia mais

Riscos Ambientais. Riscos Ambientais

Riscos Ambientais. Riscos Ambientais Riscos Ambientais Riscos Ambientais São os agentes, elementos ou substâncias presentes nos locais de trabalho. A exposição dos trabalhadores a estes agentes pode causar acidentes com lesões ou danos à

Leia mais

MAPA DE RISCOS COMSAT

MAPA DE RISCOS COMSAT MAPA DE RISCOS COMSAT Comissão de Saúde do Trabalhador 1 - Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade GRUPO 1: VERDE GRUPO 2: VERMELHO GRUPO 3: MARROM GRUPO 4: AMARELO GRUPO 5: AZUL Riscos Físicos

Leia mais

- PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS. Portaria MTE nº 3214/78 Portaria SSST nº 25, de 29/12/94 Norma Regulamentadora NR 09

- PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS. Portaria MTE nº 3214/78 Portaria SSST nº 25, de 29/12/94 Norma Regulamentadora NR 09 - PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS Portaria MTE nº 3214/78 Portaria SSST nº 25, de 29/12/94 Norma Regulamentadora NR 09 - ANÁLISE GLOBAL - DESTAQUE AVIAÇÃO AGRÍCOLA LTDA. - SÃO PEDRO DO

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 27. Armazenamento em silos

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 27. Armazenamento em silos ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NORMA TÉCNICA N 27 Armazenamento em silos SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Aplicação 3 Referências normativas

Leia mais

- PPRA NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS. Portaria 3.214/78 do M.T.E. MOVELLARE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA - MATRIZ -

- PPRA NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS. Portaria 3.214/78 do M.T.E. MOVELLARE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA - MATRIZ - - PPRA NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS Portaria 3.214/78 do M.T.E. MOVELLARE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÓVEIS LTDA - MATRIZ - MAIO/2013 RESTINGA SECA - RS )* 2 1 Aspectos Gerais 1.1 Aspecto

Leia mais

SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS.

SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS. NR-33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS. 33.1 - Objetivo e Definição 33.1.1 - Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados

Leia mais

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO Segundo a OMS, a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste num estado de bem-estar estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidades.

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS Página: 1/10 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome comercial: ITA Anti Espumante. Nome químico do principal componente: Cola Coqueiro Granulada. Código interno de identificação do produto: ITA1228.

Leia mais

MEDIDAS DE CONTROLE COM NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA CONTRATADAS QUE PRESTAM SERVIÇOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA.

MEDIDAS DE CONTROLE COM NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA CONTRATADAS QUE PRESTAM SERVIÇOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. MEDIDAS DE CONTROLE COM NORMAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO PARA CONTRATADAS QUE PRESTAM SERVIÇOS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. CLAUSULA PRIMEIRA: OBJETIVO. 1.1. Estabelecer diretrizes de

Leia mais

NR7, NR9, NR17 - PROGRAMAS. Adriano Fernandes da Silva Lucas dos Reis Furtado Natália Barrios da Vila

NR7, NR9, NR17 - PROGRAMAS. Adriano Fernandes da Silva Lucas dos Reis Furtado Natália Barrios da Vila NR7, NR9, NR17 - PROGRAMAS Alunos: Adriano Fernandes da Silva Lucas dos Reis Furtado Natália Barrios da Vila NR 7 PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL Esta Norma Regulamentadora - NR

Leia mais

International Paper do Brasil Ltda

International Paper do Brasil Ltda International Paper do Brasil Ltda Autor do Doc.: Editores: Título: Tipo do Documento: SubTipo: Marco Antonio Codo / Wanderley Casarim Marco Antonio Codo / Wanderley Casarim Trabalho em espaços confinados

Leia mais

Aeração de Grãos Armazenados 1. SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com)

Aeração de Grãos Armazenados 1. SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com) Aeração de Grãos Armazenados 1 SILVA, Luís César (enviar e-mail: www.agais.com) 1. Introdução Em unidades armazenadoras de grãos, o ar é empregado em diversas atividades que envolvem troca de calor e,

Leia mais

SECAGEM DE GRÃOS. Disciplina: Armazenamento de Grãos

SECAGEM DE GRÃOS. Disciplina: Armazenamento de Grãos SECAGEM DE GRÃOS Disciplina: Armazenamento de Grãos 1. Introdução - grãos colhidos com teores elevados de umidade, para diminuir perdas:. permanecem menos tempo na lavoura;. ficam menos sujeitos ao ataque

Leia mais

Procedimento Operacional N do procedimento: PO 037

Procedimento Operacional N do procedimento: PO 037 1/ 11 Nº revisão Descrição da Revisão 00 Elaboração inicial do documento 01 Revisão anual conforme Norma Regulamentadora 33 Alteração nos envolvidos para análise e aprovação. Demais envolvidos na análise

Leia mais

GESMS. Gerência de Engenharia, Saúde, Meio Ambiente e Segurança. Prevencionista da SMS EM OBRAS

GESMS. Gerência de Engenharia, Saúde, Meio Ambiente e Segurança. Prevencionista da SMS EM OBRAS Análise Prevencionista da Tarefa - APT SMS EM OBRAS INTRODUÇÃO Nos slides a seguir, estamos divulgando a APT que é uma ferramenta que complementa a AST, analisando o passo a passo e pontos de atenção das

Leia mais

1 Faculdade Santa Maria. 2 Faculdade São Francisco

1 Faculdade Santa Maria. 2 Faculdade São Francisco IMPORTÂNCIA DO USO DE EPI S EM EMPRESAS INCINERADORAS DE LIXO HOSPITALAR: VISÃO DO TRABALHADOR Suênia Kátia Gonçalves 1 Lidiane Leite Nobre 1 Maria Aparecida de Freitas 1 Ana Cláudia Cavalcante Silva 1

Leia mais

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS MODELO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS NOME DA EMPRESA PERÍODO Dia / Mês / Ano a Dia / Mês / Ano 1 SUMÁRIO 3 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA 4 4 OBJETIVO GERAL CONDIÇÕES PRELIMINARES 5 DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Nome do produto: Botatop DM -W Data da última revisão: 10/01/2012. - Nome da empresa: MC-Bauchemie Brasil Indústria e Comércio Ltda

Nome do produto: Botatop DM -W Data da última revisão: 10/01/2012. - Nome da empresa: MC-Bauchemie Brasil Indústria e Comércio Ltda Página 1 de 6 1. Identificação do produto e da empresa - Nome do produto: Botatop DM-W - Nome da empresa: MC-Bauchemie Brasil Indústria e Comércio Ltda - Endereço: Rua Henry Martin, 235 Vargem Grande Paulista

Leia mais

NORMAS REGULAMENTADORAS

NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS ( NR ) PORTARIA Nº 3.214, DE 08 DE JUNHO DE 1978 O MINISTRO DO ESTADO, no uso de suas atribuições legais, considerando o disposto no artigo 200, da Consolidação

Leia mais

Material do curso PPRA EXPERT Apostila do aluno

Material do curso PPRA EXPERT Apostila do aluno PPRA MANUAL PRÁTICO PARA ELABORAÇÃO FORMULÁRIO PARA RECONHECIMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS Material do curso PPRA EXPERT Apostila do aluno RECONHECIMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS Esse Formulário deve ser aplicado

Leia mais

Segurança e Saúde no Trabalho

Segurança e Saúde no Trabalho www.econcursando.com.br Segurança e Saúde no Trabalho Autor: Flávio O. Nunes Auditor Fiscal do Trabalho Todos os direitos reservados ao professor Flávio Nunes cópia proibida 1 NR-07 - PCMSO CLT: Art. 168

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 5 Programa PrevenÇÉo Riscos Ambientais (VisÉo Geral)

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 5 Programa PrevenÇÉo Riscos Ambientais (VisÉo Geral) Curso Técnico Segurança do Trabalho Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 5 Programa PrevenÇÉo Riscos Ambientais (VisÉo Geral) Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade

Leia mais