Modelo Dinâmico de Fleuriet versus Modelo de Kanitz: Um Estudo Comparativo Aplicado em Empresas de Capital Aberto do Ramo de Energia

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1 Copyright Todos os direitos reservados Revisado em Agosto 2013 Aceito em Outubro 2013 Modelo Dinâmico de Fleuriet versus Modelo de Kanitz: Um Estudo Comparativo Aplicado em Empresas de Capital Aberto do Ramo de Energia Fabrício Augusto Da Cunha 1 ; Dorival Izidoro Angelo 2* 1 Discente da Faculdade de Estudos Sociais do Espírito Santo, ES, Brasil 2 Docente da Faculdade de Estudos Sociais do Espírito Santo, ES, Brasil * Resumo A contabilidade é participante ativa em todos os processos de uma organização, fornecendo dados e informações que revelam seu posicionamento financeiro em determinado período, os quais são utilizados por gestores para que estratégias possam ser traçadas visando à continuidade das atividades e de toda a organização. Partindo da necessidade de se explorar ferramentas adicionais para auxiliar no processo decisório, esta pesquisa testou dois conceituados modelos de indicadores de falência: o Modelo de Fleuriet, e o Modelo de Kanitz. Para garantir a imparcialidade do teste, foram utilizados demonstrativos contábeis de empresas do setor energético publicados no site da CVM, com a delimitação aplicada às dez primeiras colocadas no ranking das Maiores & Melhores por Vendas em 2010, divulgado pelo Portal EXAME.com, e os dados coletados dos demonstrativos contábeis dos anos de 2008, 2009 e Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi verificar qual modelo de indicador de falência representaria com maior nitidez a situação financeira das empresas constantes do estudo. Após a coleta, os dados foram submetidos aos cálculos em cada modelo, com as especificidades e características desenvolvidas por seus idealizadores. Os resultados foram considerados individualmente, e submetido a uma análise comparativa, buscando pontos divergentes e convergentes. Assim, concluiu-se que o Modelo Dinâmico de Fleuriet foi o que atendeu ao objetivo principal da pesquisa, pois mostrou mais nitidamente a situação financeira das empresas deste estudo, revelando não somente a capacidade de pagamento de cada uma delas, mas de onde se originam os recursos utilizados para esse fim, e que muitas delas estavam em situação delicada e, algumas, em situação insatisfatória, muito ruim, péssima e de alto risco. Palavras-chave: Situação Financeira, Modelo Dinâmico de Fleuriet, Modelo de Kanitz, Capital de Giro, Índices de Liquidez. Introdução A contabilidade está diretamente envolvida em todos os processos de uma organização, fornecendo dados e informações por meio de demonstrações financeiras que revelam o posicionamento contábil de uma empresa em determinado período, dados esses que são utilizados por gestores e administradores para que estratégias possam ser traçadas visando à continuidade das atividades e, por conseguinte, de toda a organização. Tão antiga quanto à própria existência do patrimônio, a contabilidade, mesmo antes de ser considerada ciência, sempre se renovou, e muitos foram os que trabalharam buscando respostas para os inúmeros questionamentos contábeis que rodeiam as mentes daqueles que gerem negócios, introduzindo modificações na então Ciência Contábil, com a finalidade de apresentar resultados com maior transparência e mais segurança para gestores e investidores. Dentro desse contexto, e surgindo da urgente necessidade de alternativas que auxiliem no processo decisório, muitas pesquisas foram feitas utilizando os indicadores tradicionais de liquidez e rentabilidade. Destacaram-se, porém, aquelas que uniram os já tradicionais índices de liquidez e rentabilidade ao desejo pelo conhecimento do futuro, resultando nos índices de solvência, conhecidos como termômetros de falência. 14

2 Com o intuito de encontrar a ferramenta contábil mais adequada para auxiliar no processo decisório, verificou-se a situação financeira das empresas de capital aberto do ramo de energia testando-se dois conhecidos modelos de solvência: o Modelo Dinâmico de Fleuriet e o Modelo de Kanitz, os quais foram comparados objetivando responder ao seguinte questionamento: qual modelo representa com maior nitidez a situação financeira das empresas de capital aberto do ramo de energia?. As empresas que constituem a amostragem deste estudo têm seus demonstrativos contábeis divulgados no site da CVM, e são as 10 primeiras empresas de energia classificadas no ranking das Maiores & Melhores por Vendas em 2010, pelo Portal EXAME.com, e os dados coletados estão compreendidos nas demonstrações contábeis divulgadas pelas empresas nos anos de 2008, 2009 e O estudo contou com embasamento bibliográfico de especialistas, tanto na conceituação e aplicação dos modelos de Fleuriet e de Kanitz, para que todos os aspectos pudessem ser aproveitados, quanto da metodologia de pesquisa adotada, a fim de que toda a parte técnica da pesquisa pudesse ficar devidamente embasada. Os dados coletados foram submetidos aos cálculos inerentes aos dois modelos, em cada uma das dez empresas, de forma independente, para os três exercícios contábeis, para que cada método fosse analisado separadamente em várias realidades, a fim de identificar cada ponto distinto entre os dois métodos, e as possíveis discrepâncias entre eles. Dessa forma, foi possível visualizar, com o auxílio dos respectivos quadros, o desempenho de cada uma das empresas ao longo do período analisado, comparando, paralelamente, a evolução nos dois modelos estudados, percebendo-se simultaneamente os pontos convergentes e, principalmente, os divergentes. Por fim, foi concluído no estudo que, apesar de muitos pontos similares, o Modelo Dinâmico de Fleuriet foi o que retratou com maior nitidez a situação financeira das empresas, confirmando, então, a hipótese inicial do estudo e respondendo ao questionamento de pesquisa originalmente proposto. Material e Métodos A metodologia utilizada neste trabalho pode ser classificada como empírico-analítica aplicada, 1 uma vez que procurou-se evidências reais do posicionamento financeiro das empresas brasileiras de capital aberto do ramo de energia em dois modelos de análise distintos: o Modelo Dinâmico de Fleuriet e o Modelo de Kanitz. Tipos de metodologia utilizada Para alcançar o objetivo principal deste estudo, foram utilizados os tipos de pesquisa classificados quanto aos fins e quanto aos meios. 2 Assim, quanto aos fins, poderá ser considerada como descritiva e explicativa, porque estão sendo descritas as características das empresas estudadas, assim como explicando a situação financeira de cada uma pelo dois métodos escolhidos para análise. Universo e Amostra Considerando-se que o universo é um determinado conjunto de elementos que possuem as características do objeto de estudo e, a amostra, a parte desse universo que será escolhida de acordo com algum critério, 2 o universo desta pesquisa está constituído das empresas de capital aberto do ramo de energia que publicam suas demonstrações contábeis no site da CVM e, a amostra, está constituída das 10 primeiras colocadas no Ranking das Maiores & Melhores por Vendas em 2010 divulgado pelo Portal EXAME.com. 3 Coleta e tratamento dos dados Os dados foram coletados no site da CVM (www. cvm.gov.br) 4, relativos aos demonstrativos contábeis/ financeiros das empresas pesquisas, referentes aos anos de 2008 a 2010, e tratados de forma quantitativa e tabulados de forma comparativa, visando à maior praticidade na análise, a fim de identificar a resposta para o problema de pesquisa. 5,6 Primeiramente, os dados coletados foram alocados de forma a atender aos parâmetros para se efetuar os cálculos utilizando os dois modelos; em seguida, foi analisada a situação patrimonial de cada empresa pelos dois métodos adotados nesta pesquisa; por fim, foram evidenciadas as convergências e discordâncias entre os dois modelos analisando-os de forma comparativa. Resultados e Discussão Utilizando os dados das empresas constantes do estudo, foram realizados os cálculos de acordo com os parâmetros estabelecidos pelos autores dos métodos utilizados, enquadrando-se, portanto, nas definições conceituais abordadas no estudo. Os dados apresentados seguem a ordenação de empresas, estabelecido no ranking das Maiores & Melhores por Vendas em 2010, divulgado pelo Portal EXAME.com, sendo 15

3 dispostos em Quadros, que mostram a variação anual dos indicadores de cada modelo, as quais trazem auxilio visual para o acompanhamento das análises de cada empresa estudada. Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás De acordo com os dados, a Petrobras encontra-se em um patamar de solidez financeira, oscilando apenas de excelente, em 2008, para sólida em 2009, o que se manteve em Apesar de manter expressivo saldo de tesouraria, o que a faz suportar a constante necessidade de capital de giro, e manter seu capital circulante líquido positivo, a empresa necessitou de considerável participação de recursos de terceiros para orquestrar suas operações, fazendo o saldo de necessidade de capital de giro sair de um patamar negativo para um saldo positivo que chega a ser quase metade de seu saldo de tesouraria. Quadro 1. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Petrobrás. Ano CCL Ncg T Tipo Situação (1.300) 900 I Excelente II Sólida II Sólida A empresa mostra crescimento acentuado de seu fator de insolvência, mostrando solidez em sua capacidade de quitação, partindo de 1,97 em 2008 chegando a 4,39 em Quadro 2. Resultado do Modelo de Kanitz para a Petrobrás. 1,97 2,53 4,39 Eletropaulo Metropolitana de São Paulo S.A. Os dados da empresa Eletropaulo mostram uma situação financeira excelente em todos os períodos analisados. O capital circulante líquido e o saldo de tesouraria foram positivos nos três anos, e a empresa não mostrou necessidade de capital de giro em qualquer deles. Houve uma pequena queda nos saldos de igual proporção nos períodos analisados, mas não mudou a classificação da empresa quanto a sua tipologia financeira. O fator de insolvência enquadra a empresa como solvente dentro do termômetro de Kanitz em todo o período analisado, estando ela acima de 3 em todos os anos. Quadro 3. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Eletropaulo ( ) I Excelente ( ) I Excelente ( ) I Excelente Quadro 4. Resultado do Modelo de Kanitz para a Eletropaulo. 3,54 3,16 3,71 Cemig Distribuição S/A De acordo com dados, a CEMIG apresenta uma situação delicada, variando de péssima, passando para muito ruim, chegando a apresentar-se insatisfatória em Apesar de mostrar recuperação dentro do período, elevando o capital circulante líquido e o saldo de tesouraria, que mesmo ainda negativo é maior em 2010 que no ano anterior, mostrou crescente utilização de capital de terceiros, fazendo a necessidade de capital de giro elevar-se em mais de 30 vezes em relação ao saldo do ano anterior, mostrando enorme dependência de recursos de terceiros. Quadro 5. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Cemig (62.808) (82.191) IV Péssima 2009 ( ) (24.670) ( ) V Muito Ruim ( ) III Insatisfatória A empresa apresenta um fator de insolvência em processo de elevação, passando de 2,22 em 2008 para 3,79 em 2010, revelando saúde financeira para quitar suas obrigações. Quadro 6. Resultado do Modelo de Kanitz para a Cemig 2,22 2,32 3,79 16

4 Ligth SESA Apresentando a mesma tipologia de estrutura financeira, a Light SESA é classificada como sólida em todo o período analisado. Possui capital circulante líquido, necessidade de capital de giro e saldo de tesouraria positivos, mostrando que, mesmo necessitando temporariamente de capital de giro, o saldo de tesouraria suporta tais oscilações. Quadro 7. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Ligth SESA II Sólida II Sólida II Sólida A empresa apresenta fator de insolvência positivo em todo o período analisado. Há pequenas variações, partindo de 4,41 em 2008 para 3,65 em 2010, porém mantém-se solvente em todo o período. Quadro 8. Resultado do Modelo de Kanitz para a Ligth SESA. 4,41 4,66 3,65 Companhia Paranaense de Energia COPEL A COPEL apresenta ótima situação financeira, variando entre excelente e sólida dentro do período analisado. Apresenta capital circulante líquido e saldo de tesouraria positivo em todos os períodos analisados, e ausência de necessidade de capital de giro em 2008 e Em 2009 a empresa apresenta uma breve necessidade de capital de giro positivo, o que é suportado pela folga financeira apresentada pelo saldo de tesouraria. Quadro 9. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Copel ( ) I Excelente II Sólida ( ) I Excelente De acordo com os dados analisados, o fator de insolvência da empresa mantém uma média superior a 6 para o período analisado, mostrando que tem estabilidade financeira para honrar todos os compromissos assumidos pela organização. Quadro 10. Resultado do Modelo de Kanitz para a Copel. Fator De Insolvência 6,18 6,92 5,97 Companhia Paulista de Força e Luz CPFL A empresa apresenta os dois piores enquadramentos da tipologia financeira, passando de muito ruim em 2008 para alto risco em 2009 e permanecendo dessa forma em Essa situação fica evidenciada pela ausência de capital circulante líquido, o qual se encontra negativo, e pela necessidade de capital de giro negativo, revelando utilização dos recursos de curto prazo para cumprir com suas obrigações, fazendo com que a empresa converta seus ativos em disponibilidades para arcar com seus compromissos. Quadro 11. Resultado do Modelo de Fleuriet para a CPFL ( ) ( ) (47.001) V Muito Ruim 2009 (92.578) ( ) VI Alto Risco 2010 ( ) ( ) VI Alto Risco O período analisado mostra que a empresa vem elevando sua capacidade de pagamento, saindo de uma situação de penumbra, para uma situação classificada como solvente, mostrando capacidade de quitar suas obrigações. Quadro 12. Resultado do Modelo de Kanitz para a CPFL. -0,17 1,86 1,41 Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia COELBA A COELBA apresenta uma variação negativa para o período analisado. Saindo de uma estrutura classificada como sólida, decaiu para a condição de insatisfatória, com saldo de tesouraria negativo, e necessidade de capital de giro positivo, revelando dependência de empréstimos para suprir a necessidade de capital de giro. Quadro 13. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Coelba II Sólida (16.263) III Insatisfatória ( ) III Insatisfatória Para o período analisado, o fator de insolvência mostra certa estabilidade financeira para quitar suas obrigações, oscilando dentro do período, mas permanecendo acima de 3, longe da região de penumbra. 17

5 Quadro 14. Resultado do Modelo de Kanitz para a Coelba Fator De Insolvência 3,64 3,49 3,57 Companhia Hidroelétrica do São Francisco CHESF Oscilando entre as estruturas sólida e excelente, a empresa apresenta uma situação estável. Mantém um saldo positivo de tesouraria e de capital circulante líquido, o que a faz arcar com a necessidade de capital de giro temporária nos períodos de 2008 e 2010, o que não ocorre em 2009, quando a empresa manteve as mesmas variáveis positivas, conservando a necessidade de capital de giro negativa, dispensando capital de terceiros em suas operações. Quadro 15. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Chesf II Sólida (42.610) I Excelente II Sólida O fator de insolvência de Kanitz revela uma situação acima das expectativas para o período analisado, estando acima de 4 em todos os períodos, mostrando sólida capacidade de pagamento. Quadro 16. Resultado do Modelo de Kanitz para a Chesf. 4,94 5,41 7,21 Companhia de Gás de São Paulo COMGÁS Conforme demonstrado, todos os períodos analisados enquadraram-se na tipologia muito ruim, apresentando capital circulante líquido, necessidade de capital de giro e saldo de tesouraria negativos, indicando corrosão dos recursos de curto prazo e, consequentemente, utilização do saldo de tesouraria para cumprir com suas obrigações. Quadro 17. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Comgás ( ) ( ) ( ) V Muito Ruim 2009 ( ) (12.146) ( ) V Muito Ruim 2010 ( ) ( ) ( ) V Muito Ruim Para o período analisado, o fator de insolvência da empresa oscila próximo à zona de penumbra, partindo de zero em 2008, elevando-se em 2009 com um breve declínio em Contudo, sempre permaneceu acima de zero, mostrando-se solvente. Quadro 18. Resultado do Modelo de Kanitz para a Comgás. 0,77 1,36 1,16 Elektro Eletricidade e Serviços S/A ELEKTRO A empresa apresenta, em 2008 e 2009, situação financeira classificada como excelente, pois não houve necessidade de capital de giro, e seu capital circulante líquido é positivo, resultando em saldo de tesouraria positivo. Já em 2010 a empresa enquadrou-se na tipologia de alto risco, podendo significar risco de insolvência, o que pode ser explicado pela utilização de recursos disponíveis para quitar suas obrigações em detrimento do capital de terceiros, já que a necessidade de capital de giro permanece negativa. Quadro 19. Resultado do Modelo de Fleuriet para a Elektro ( ) I Excelente ( ) I Excelente 2010 ( ) ( ) VI Alto Risco O fator de insolvência para o período analisado enquadra a empresa como solvente, não apresentando risco aparente de insolvência, encontrando-se distante da situação de penumbra. Quadro 20. Resultado do Modelo de Kanitz para a Elektro 3,27 3,58 3,09 Análise comparativa entre os dois métodos A similaridade entre os métodos se dá apenas por se tratarem de ferramentas que permitem identificar uma possível situação de insolvência. São ferramentas extremamente interessantes do ponto de vista financeiro, mas principalmente do ponto de vista contábil, pois utilizam dados extraídos das demonstrações contábeis partindo de abordagens diferenciadas, objetivando a mesma finalidade. No processo de análise, verificou-se que o Modelo Dinâmico de Fleuriet utiliza o resultado de três variáveis na determinação do tipo de situação financeira. Tal determinação não toma como base os índices de liquidez tradicionais, mas, por meio da redefinição do Balanço Patrimonial, relaciona entre si conjuntos de contas por similaridade, fazendo conhecida a situação financeira da organização por meio de confronto de saldos disponíveis e operacionais, conhecendo então a necessidade de capital de giro. 18

6 Dessa forma, o método revela se uma empresa tem ou não condições de quitar suas obrigações, e, caso esteja honrando seus compromissos, se esses têm sido quitados com recursos próprios ou de terceiros, ou ainda, se tal manutenção está ou não sendo vantajosa para a operacionalização da organização. O Modelo de Kanitz, por sua vez, indica a capacidade de uma empresa quitar suas obrigações baseado na identificação do, que é obtido multiplicando-se os índices de liquidez tradicionais pelas variáveis criadas pelo professor Kanitz. Obtendo-se fatores maiores que zero, a empresa tem reduzidas chances de insolvência, fatores entre zero e -3 colocam a empresa em uma situação indefinida, e fatores inferiores a -3 revelam uma empresa com grandes chances de falência. Entretanto, apesar de tornar conhecida a capacidade de honrar seus compromissos, o Modelo de Kanitz não revela a situação financeira da organização, mas apenas se está quitando ou não suas obrigações, tornando imprescindível a utilização de análises adicionais para que a situação financeira de uma empresa seja conhecida em sua totalidade, como, por exemplo, indicadores de prazos médios, ou mesmo a análise individual de cada índice tradicional de liquidez. Dessa forma, a análise mostra discordância em quase todos os períodos analisados, pois Kanitz mostra Fator de Insolvência positivo para quase 100% das empresas do estudo, mas não mostra a origem do recurso utilizado para quitar as obrigações adquiridas pelas organizações, e o único caso em que o é negativo, a situação é de penumbra, não podendo ser considerada como insolvente. Além disso, é importante destacar que, muitas dessas empresas consideradas como solventes pelo Modelo de Kanitz, estão com situação financeira classificada pelo Modelo de Fleuriet como: Insatisfatória, Péssima, Muito Ruim e Alto Risco, mostrando que, apesar de solventes, a situação financeira de tais empresas é no mínimo complicada. Considerando as empresas como organismos vivos, e que estão igualmente sujeitas a todas as variáveis possíveis, isto é, mesmas condições de mercado, mesmos problemas econômicos, mesmas crises e mesmos incentivos, como se pode explicar que, para um mesmo segmento operacional, há empresas equilibradas com patrimônio sólido, e outras caminhando rumo à falência em plena queda livre? Esse contexto originou este estudo, que explorou ferramentas adicionais para que, além de estudar e controlar o patrimônio, a contabilidade possa oferecer, também, respostas práticas para que decisões possam ser tomadas a tempo de salvar um negócio que viria a fracassar, ou de resguardar um patrimônio que poderia ser investido em uma empresa às portas da falência, oferecendo suporte diferenciado a seus usuários. Dentre as muitas ferramentas de que dispõe a contabilidade, foram estudados dois importantes modelos de indicadores de solvência, o Modelo Dinâmico de Fleuriet e o Modelo de Kanitz. Ambos foram confrontados a fim de evidenciar aquele que mostra mais claramente a situação financeira das empresas contidas neste estudo, respondendo, então, ao problema de pesquisa, que versou sobre qual modelo representava com mais nitidez a situação financeira das empresas de capital aberto do ramo de energia. Depois de efetuados todos os cálculos, e feitas todas as análises, verificou-se que o modelo desenvolvido pelo Professor Kanitz revelou a capacidade de solvência das empresas estudadas, entretanto, não apontou a situação financeira dessas organizações, divergindo do objetivo principal desta pesquisa. Sendo assim, conclui-se que o Modelo Dinâmico de Fleuriet foi aquele que revelou com mais nitidez a situação financeira das empresas constantes deste estudo, atendendo, assim, ao problema de pesquisa proposto, confirmando, então, a hipótese inicial deste estudo, e contribuindo para que gestores, administradores e profissionais da área contábil possam contar com mais essa ferramenta no processo decisório. Agradecimentos À Faculdade PIO XII pelo financiamento do projeto de pesquisa. Referências 1. Martins GA Manual para elaboração de monografias e dissertações. São Paulo:Atlas. 2. Vergara SC Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas. 3. Exame Especial Maiores & Melhores: As 1000 maiores empresas do Brasil. São Paulo:Abril. 4. CVM Comissão de Valores Mobiliários. Dados cadastrais. [http://www.cvm.gov.br/indexpo.asp]. 5. Marion JC Análise das Demonstrações Contábeis. São Paulo: Atlas. 6. Blanc G, Fleuriet M, Kehdy R O modelo Fleuriet. São Paulo: Elsevier. 19

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