XXIII ENANGRAD. Finanças (FIN)

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1 XXIII ENANGRAD Finanças (FIN) ANÁLISE DA GESTÃO DO FLUXO LÍQUIDO DE CAIXA DE QUATRO EMPRESAS DO RAMO DE SIDERURGIA DURANTE OS PERÍODOS DE 2007, 2008, 2009 E 2010 Micheli de Almeida Muniz Lucimeire Cordeiro da Silva Bento Gonçalves, 2012

2 FINANÇAS Código: FIN ANÁLISE DA GESTÃO DO FLUXO LÍQUIDO DE CAIXA DE QUATRO EMPRESAS DO RAMO DE SIDERURGIA DURANTE OS PERÍODOS DE 2007, 2008, 2009 E JULHO/ 2012

3 RESUMO O objetivo final deste estudo será identificar a empresa que mais possui capacidade de amortização de suas dívidas com recursos próprios e sua capacidade de geração bruta de caixa para financiamento de sua necessidade de capital de giro. A metodologia adotada foi bibliográfica e documental De acordo com os resultados encontrados, em relação a capacidade da empresa em financiar sua Necessidade de Capital de Giro, todas apresentaram superávit de caixa em todos os períodos estudados com exceção da Gerdau no ano de 2010.A estratégia comum identificada entre as empresas foi a utilização da geração operacional de caixa para amortizar suas dívidas de curto prazo e para financiar os investimentos que cresceram acentuadamente durante os períodos estudados. Porém, isso provocou ausência de recursos para pagamento das dívidas de longo prazo, resultando em indicadores negativos e elevação de endividamento em longo prazo com algumas exceções. A FERBASA se destaca como a empresa que mais conseguiu amortizar suas dívidas a curto e a longo prazo durante os anos de 2007 a Entretanto, o desempenho da Gerdau foi melhor no ano de Palavras-chave: Fluxo de Caixa. Necessidade de Capital de Giro. Geração Bruta de Caixa. ABSTRACT The ultimate goal of this study is to identify the company that has more capacity for repayment of their debts with their own resources and its ability to generate gross cash to finance its working capital needs. The methodology was bibliographical and documentary According to the results, regarding the company's ability to finance its working capital requirement, all showed a surplus of cash in all periods except for Gerdau in the year 2010.A strategy common among the companies identified was the use of operating cash flow to repay its short-term debt and to finance investments which rose sharply during the periods studied. However, this caused a lack of resources for payment of long-term debt, resulting in negative indicators and rising debt in the long term with some exceptions. FERBASA stands out as the company more able to repay its debts in the short and long term during the years 2007 to However, the performance of Gerdau was better in Keywords: Cash Flow. Need for Working Capital. Gross Generation Cash.

4 1. INTRODUÇÃO A demonstração do Fluxo de Caixa é uma demonstração muito útil para o gestor da empresa. Sua publicação é obrigatória para empresas de capital aberto e companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, superior a R$ ,00 (dois milhões de Reais), de acordo com a Lei /07. Segundo MATARAZZO (1998;370), Quase sempre os problemas de insolvência ou liquidez ocorrem por falta de adequada administração do fluxo de caixa... Portanto, analisar a gestão de caixa das empresas é identificar o seu fôlego financeiro para suportar as intempéries externas. Esta pesquisa se propõe analisar os fluxos líquidos de caixa de quatro grandes empresas do setor de siderurgia, segundo a BOVESPA, são empresas classificadas em nível 1 (um) de governança corporativa: FERBASA, GERDAU S.A., USIMINAS e CSN que embora não esteja classificada pela BOVESPA em nível 1 (um) de governança corporativa, será incluída nesta pesquisa devido a sua importância econômica e social para nossa região. Portanto este estudo ficará delimitado ao levantamento dos dados para análise das quatro empresas citadas pelo período de 2007 a 2010, Através da Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa, pode-se saber se a empresa foi auto-suficiente no financiamento de seu giro e qual sua capacidade de expansão com recursos próprios gerados pelas operações. Portanto, as principais informações dessa demonstração referem-se à capacidade financeira da empresa de: autofinanciamento das operações (compra, produção e vendas) independência do sistema bancário no curto prazo gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos amortizar dívidas bancárias de curto e de longo prazo. Diante do exposto acima, o problema deste estudo pode ser colocado da seguinte maneira: A geração bruta de caixa das empresas siderúrgicas estudadas cobrem a necessidade de capital de giro? Qual empresa possui maior capacidade de amortização de financiamentos com recursos próprios? Para responder a estas perguntas o objetivo final deste estudo será identificar a empresa que mais se destaca na quanto a capacidade de amortização de financiamento, tendo como objetivos intermediários a análise da capacidade de financiamento da Necessidade de Capital de Giro, da capacidade de pagamento de dívidas bancárias de curto prazo, de investimentos e de amortização de financiamentos de longo prazo. Para concretização deste estudo será adotado a metodologia, quanto aos fins, bibliográfica e documental.

5 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Referencial Teórico As Empresas A Gerdau 1 Segundo o relatório da administração, a Gerdau é o siderúrgico líder na produção de aços longos nas Américas, com uma capacidade instalada superior a 20 milhões de toneladas de aço bruto. Iniciou sua trajetória de expansão há mais de um século, sendo um dos principais players no processo de consolidação do setor global do aço. Conta com colaboradores constantemente treinados e preparados para enfrentar novos desafios e mantém operações nas Américas, na Europa e na Ásia. É a maior recicladora de metais ferrosos da América Latina. Produz aços longos comuns e especiais e aços planos para os setores de construção civil, indústria, automotivo e agropecuário. Para alcançar níveis crescentes de rentabilidade, a Companhia integra sua cadeia de produção por intermédio de uma rede de usinas, centros de serviços, unidades de transformação e canais distribuidores, estrategicamente posicionados nos principais polos de consumo. Com presença no mercado de capitais há mais de 60 anos, possui cinco empresas de capital aberto a Metalúrgica Gerdau S.A., a Gerdau S.A. e a Aços Villares S.A., no Brasil, a Gerdau Ameristeel Corporation, subsidiária na América do Norte, e a Empresa Siderúrgica del Peru S.A.A. - Siderperú, no Peru. Suas ações são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York, Toronto, Madri e Lima, contando com mais de 140 mil acionistas. Em 2009, as ações da Gerdau movimentaram R$ 89,4 bilhões (US$ 44,7 bilhões) nas diversas bolsas de valores. A Usiminas 2 Usiminas é uma empresa do setor siderúrgico líder na produção e comercialização de aços planos laminados a frio e a quente, bobinas, placas e revestidos, destinados principalmente aos setores de bens de capital e de bens de consumo da linha branca, além da indústria automotiva. Foi fundada em 25 de abril de 1956 em Ipatinga, no que viria a ser o Vale do Aço, Minas Gerais. Sua constituição societária e legal foi elaborada nessa data por Gabriel Andrade Janot Pacheco e seu primeiro presidente foi o engenheiro Amaro Lanari Júnior. Em 1964 Ipatinga, a 220 km de Belo Horizonte, se emancipa de Ipatinga e a Usiminas passa a estar neste novo município. Sua sede administrativa encontra-se em Belo horizonte, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais e ao lado do BH-TEC. O Sistema Usiminas destaca-se como o maior complexo siderúrgico de aços planos da América Latina e um dos 20 maiores do mundo. A Usiminas é a líder do Sistema, formado por empresas que atuam em siderurgia e em negócios onde o aço tem importância estratégica. Atualmente designa um pool de diversas empresas, estando empenhada com a transparência no relacionamento com o mercado de capitais. A Ferbasa 3 1 Informações extraídas do site da Comissão de Valores Mobiliários acessado em 20/01/ Informações extraídas do site acessado em 20/01/2012.

6 Fundada em 23 de fevereiro de 1961 pelo engenheiro José Corgosinho de Carvalho Filho, a FERBASA iniciou suas atividades no município de Campo Formoso, Bahia, no ramo de mineração, com o objetivo de produzir ferro cromo. Líder em seu segmento, está entre as 500 maiores empresas do país e as 20 maiores da Bahia, com faturamento anual superior a U$ 500 milhes. Conhecida pelo desenvolvimento de produtos de alta qualidade e forte atuação no trabalho social, a empresa, produtora de ferro cromo alto carbono (FeCrAC), ferro cromo baixo carbono (FeCrBC), ferro silício cromo (FeSiCr) e ferro silício 75%, comemora em 2011 o seu cinquentenário. É a maior fabricante de Ferro ligas do Brasil e única produtora integrada de ferro cromo das Américas, exercendo as atividades de mineração, reflorestamento e metalurgia A CSN 4 A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina, e uma das maiores do mundo. Sua usina situa-se na cidade de Volta Redonda, no médio Paraíba, no sul do estado do Rio de Janeiro, tendo suas minas de minério de ferro e outros minerais na região de Congonhas e Arcos, ambas cidades do estado de Minas Gerais e também de carvão na região de Siderópolis no estado de Santa Catarina. Sua principal usina hoje produz cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, sendo considerada uma das mais produtivas do mundo Governança Corporativa Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) 5, governança corporativa é um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os acionistas e os cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. As boas práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade, facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade. Implantados em dezembro de 2000 pela Bolsa de Valores de São Paulo - BM&FBOVESPA 6, os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa são segmentos especiais de listagem que foram desenvolvidos com o objetivo de proporcionar um ambiente de negociação que estimulasse, simultaneamente, o interesse dos investidores e a valorização das companhias. Empresas listadas nesses segmentos oferecem aos seus acionistas investidores melhorias nas práticas de governança corporativa que ampliam os direitos societários dos acionistas minoritários e aumentam a transparência das companhias, com divulgação de maior volume de informações e de melhor qualidade, facilitando o acompanhamento de sua performance. A premissa básica é que a adoção de boas práticas de governança corporativa pelas companhias confere maior credibilidade ao mercado acionário e, como conseqüência, aumenta a confiança e a disposição dos investidores em adquirirem as suas ações, pagarem um preço melhor por elas, reduzindo seu custo de captação. 3 Informações extraídas do site acessado em 20/01/ Informações extraídas do site acessado em 20/01/ Conceito obtido no site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa: acessado em 20/01/ Informações extraídas do site da Bovespa.

7 A adesão das Companhias ao Nível 1 ou ao Nível 2 depende do grau de compromisso assumido e é formalizada por meio de um contrato, assinado pela BM&FBOVESPA, pela Companhia, seus administradores, conselheiros fiscais e controladores. Ao assinarem o contrato, as partes acordam em observar o Regulamento de Listagem do segmento específico, que consolida os requisitos que devem ser atendidos pelas Companhias listadas naquele segmento, além de, no caso das Companhias Nível 2, adotar a arbitragem para solução de eventuais conflitos societários Demonstração do Fluxo de Caixa Segundo Coelho & Lins (2010: 109), a demonstração do Fluxo de Caixa registra as variações ocorridas durante o período contábil no saldo de caixa e equivalentes de caixa. Essas alterações deverão ser separadas em três fluxos: das operações, dos financiamentos e dos investimentos. Segundo Matarazzo (1998: 370): Aas principais informações dessa demonstração referem-se à capacidade financeira da empresa de: autofinanciamento das operações (compra, produção e vendas) independência do sistema bancário no curto prazo gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos amortizar dívidas bancárias de curto e de longo prazo Índices para Análise da Gestão de caixa das Empresas Quadro 01: Índices para Análise da Gestão de Caixa Nomenclatura Índice Mensura: Capacidade de Geraçãobru tadecaixa Qual a capacidade da empresa em financiamento da 100 financiar o crescimento da atividade VaraiçãoNCG NCG comercial Capacidade de Pagamento de GeraçãoOpe racionaldecaixa Qual a capacidade da empresa em 100 pagar empréstimos bancários de curto Dívidas Bancárias SaldoInicialdeEmprBancários prazo de Curto Prazo Capacidade de GeraçãoOpe racionaldecaixa Qual a capacidade da empresa de 100 efetuar investimentos com recursos Investimentos VariaçãodosItensPermanentesdeCaixa próprios Capacidade amortização financiamentos de de GeraçãoOperacionaldeCaixa VariaçãoPermanentedeCaixa 100 SaldoinicaldeExigívelaLongo Pr azo Fonte: quadro exposto por Matarazzo (1998:385). Qual a capacidade da empresa em amortizar financiamentos de longo prazo, com os recursos próprios, sem prejuízo dos investimentos em curso

8 2.2. Metodologia Tipo de Pesquisa A pesquisa será quanto aos fins e aos meios da seguinte forma: a) quanto aos fins: pesquisa descritiva: Exposição dos quatro indicadores indicadores de desempenho para análise da gestão de caixa. b) quanto aos meios: pesquisa bibliográfica: consulta de material (livros didáticos, artigos, e sites) relacionado ao tema. Pesquisa documental: este estudo utilizará os dados de Informação Financeiras públicas das empresas das empresas do setor de siderurgia classificada pela BOVESPA de Governança Corporativa Nível 1 (USIMINAS, GERDAU e FERBASA) e a CSN, incluída nesta pesquisa pela sua importância econômica e social para a região, os períodos estudados se limitarão aos anos de 2007 a Coleta de Dados Serão utilizadas diversas publicações relacionadas ao tema em questão. Os dados serão obtidos através do site da Comissão de Valores Mobiliários Tratamento dos Dados A amostra será composta de empresas do setor de siderurgia, como descrito acima, cuja classificação pela BOVESPA em Governança Corporativa seja de Nível 1 (USIMINAS, GERDAU e FERBASA) e a CSN. O tratamento dos dados será da seguinte forma: a) obtenção dos dados das empresas em estudo; b) cálculo da Necessidade de Capital de Giro; c) cálculo da geração bruta de caixa; e) cálculo dos indicadores; Resultados e Discussão Análise da Gestão de Caixa da GERDAU S/A Tabela 01: Necessidade de Capital de Giro (GERDAU S/A)

9 Tabela 02: superávit ou déficit de caixa (GERDAU S/A) Tabela 03: Resultados dos indicadores de Gestão de Caixa da Gerdau S.A A Gerdau apresentou lucro líquido em todos os anos estudados, entretanto, não apresentou geração bruta de caixa nos anos de 2009 e A Necessidade de Capital de Giro reduziu-se em 97% no ano de 2008 e em 57% no ano de O que revela durante este período boa administração de Ativo Circulante Operacional e Passivo Circulante Operacional, a empresa apresentou geração bruta de caixa nos anos de 2007 e 2008, porém, em 2008 seu caixa líquido das atividades operacionais foi negativo, necessitando de financiamento para suas atividades de investimento. Em função da sua capacidade de gerar recursos, a empresa produziu caixa suficiente para amortizar suas dívidas de curto prazo nos anos de 2007, 2009 e Porém, o mesmo não ocorreu em Alternativamente, a empresa financiou seus investimentos sendo que, somente 15% em 2008 e 81% em 2009, não conseguindo absorver sua Necessidade de Capital de Giro em 2010, resultando em um déficit de caixa. Verifica-se que a opção da empresa foi utilizar a geração operacional de caixa para pagamento das dívidas bancárias de curto prazo e para financiar seus investimentos. Resultante disso, a empresa não teve recursos suficientes para amortizar financiamentos de longo prazo nos anos de 2008 (-15%) e 2009 (-3,7%). Ocorrendo incremento desses financiamentos no caixa, resultando em valores excedentes durante os períodos de 2007, 2009 e Análise da Gestão de Caixa da USIMINAS S/A Tabela 04: Necessidade de Capital de Giro (USIMINAS) Tabela 05: superávit ou déficit de caixa (USIMINAS)

10 Tabela 06: Resultados dos indicadores de Gestão de Caixa da USIMINAS A Usiminas apresentou lucro líquido em todos os anos estudados e apresentou geração bruta de caixa A Necessidade de Capital de Giro reduziu-se em 16% durante o período de 2006 a 2007 o mesmo não ocorreu nos períodos seguintes, o aumento mais significativo foi de 2007 a 2008 em que ocorreu uma elevação de aproximadamente 91%, de 2008 a 2009 ocorreu um aumento de 35% e de 2009 a 2010 de 13%, revela má administração durante os períodos de elevação de Ativo Circulante Operacional e de Passivo Circulante Operacional, a empresa obteve geração operacional de caixa em todos os períodos, para suprir o período de autofinanciamento (ciclo de caixa). Em função de sua capacidade de gerar recursos produziu caixa suficiente para amortizar suas dívidas bancárias de curto prazo em todos os períodos estudados e para financiar seus investimentos líquidos realizados Análise da Gestão de Caixa da FERBASA S/A Tabela 07: Necessidade de Capital de Giro (FERBASA) Tabela 08: superávit ou déficit de caixa (FERBASA) Tabela 09: Resultados dos indicadores de Gestão de Caixa da FERBASA

11 A Ferbasa obteve lucro líquido em todos os períodos estudados e apresentou geração bruta de caixa suficiente para cobrir suas Necessidades de Capital de Giro. Verifica-se uma queda na Necessidade de Capital de Giro durante os períodos de 2007 (-14%) e 2009 (-5%), revelando uma boa administração de Ativo Circulante Operacional e Passivo Circulante Operacional durante os períodos. O mesmo não ocorreu nos períodos restantes (2008 e 2010). Em função de sua capacidade em gerar recursos com suas operações a empresa produziu caixa suficiente para amortizar suas dívidas bancárias de curto prazo, que surgem a partir de 2009, e financiar suas atividades de investimentos. Verifica-se que todas as atividades de investimento e operacionais são financiadas com empréstimos obtidos no longo prazo. A estratégia da empresa foi utilizar a geração operacional de caixa para amortizar suas dívidas de curto prazo e para financiar os investimentos que cresceram acentuadamente durante os períodos estudados, tendo um aumento de 141% de 2007 a 2008 e de 63% de 2009 a Resultante disso não sobraram recursos para amortizar seus financiamentos de longo prazo no ano de 2010, o que não ocorreu nos anos anteriores, sendo os mesmos desnecessários, pois provocaram excedentes desnecessários de caixa Análise da Empresa CSN S/A. Tabela 10: Necessidade de Capital de Giro (CSN) Tabela 11: superávit ou déficit de caixa (CSN) Tabela 12: Resultados dos indicadores de Gestão de Caixa da CSN

12 A CSN apresentou lucro líquido em todos os períodos estudados e apresentou geração bruta de caixa, porém a geração líquida de caixa foi negativa no período de Apesar da Necessidade de Capital de Giro ter reduzido em 9% durante o período de 2007 para 2008, o mesmo não ocorreu nos períodos subseqüentes, resultando em uma elevação em 108% em 2008, 25% em 2009 e de 35% em 2010, significando uma má administração de Ativo Circulante Operacional e de Passivo Circulante Operacional. Em função de sua capacidade de geração de recursos, produziu caixa suficiente para cobrir suas Necessidades de Capital de Giro e suficientes para amortizar suas dívidas bancárias de curto prazo, com exceção do período de 2009, em que a empresa não gerou caixa e teve que recorrer a capital de terceiros para financiar suas atividades de investimentos e operacionais de caixa. Durante este período (2009), verifica-se que a empresa teve problemas de capital de giro. Verifica-se que a estratégia da empresa, foi utilizar a geração operacional de caixa para uma ligeira redução das dívidas bancárias de curto prazo e para financiar seus investimentos. O que não ocorreu no ano de 2009, em que a empresa não gerou caixa e teve que financiar suas atividades com dívidas de longo prazo. A mesmas se elevaram em 91% de 2007 para 2008 e em 5% de 2009 para Apesar de ter ocorrido uma redução das dívidas de longo prazo no ano de 2009, não sobraram recursos suficientes, durante todos os períodos estudados, para pagamento das dívidas de longo prazo. Pelo contrário, observa-se uma elevação desse endividamento como exposto acima, não sendo suficientes para cobrir suas atividades operacionais no período de 2009, provocando excedentes de caixa durante os períodos de 2007, 2008 e CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta deste estudo foi analisar os fluxos de caixa de quatro grandes empresas do setor de Siderurgia, segundo a BOVESPA, são empresas classificadas em nível 1 de governança corporativa: FERBASA, GERDAU S.A., USIMINAS e CSN, esta última embora não esteja classificada pela BOVESPA em nível 1 de governança corporativa, foi incluída nesta pesquisa devido a sua importância econômica e social para região. Através da Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa das empresas, pode-se saber se a empresa foi auto-suficiente no financiamento de seu giro e qual sua capacidade de expansão com recursos próprios gerados pelas operações, ou seja, a independência financeira da empresa é posta em cheque. Verificou-se, através dos resultados levantados que em relação a capacidade da empresa em financiar sua Necessidade de Capital de Giro, todas apresentaram superávit de caixa em todos os períodos estudados com exceção da Gerdau no ano de A estratégia comum entre as empresas estudadas foi utilizar a geração operacional de caixa para amortizar suas dívidas de curto prazo e para financiar os investimentos que cresceram acentuadamente durante os períodos estudados. Porém, isso provocou ausência de recursos para pagamento das dívidas de longo

13 prazo, resultando em indicadores negativos e elevação de endividamento a longo prazo com algumas exceções. Identifica-se o ano de 2009, ano da crise externa, como crítico, provocando reflexos na gestão da administração do Ativo Operacional e do Passivo Operacional. A FERBASA destaca-se como a empresa que mais conseguiu amortizar seus financiamentos pelos períodos de 2007 a No ano de 2010 destaca-se a Gerdau. Este estudo não se encerra por aqui, para continuidade do mesmo se propõe a utilização das diversas ferramentas de análise como por exemplo a análise horizontal e vertical para os diversos fluxos estudados. 4. REFERÊNCIAS ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas. 3ª. Ed. São Paulo: Atlas, BRIGHAM, Eugene F., GAPENSKI, Louis C. e EHRHARDT, Michael C. Administração Financeira Teoria e Prática. São Paulo, Atlas, BOVESPA - BOLSA DE VALORES DO ESTADO DE SÃO PAULO, Acervo Histórico de Negociação das Ações das S.A.s Brasileiras negociadas em bolsa: empresas nível 1 de governança corporativa do setor de Siderurgia. Último acesso: 20/01/2012. COELHO, Cláudio Ulysses; LINS, Luiz dos Santos. Teoria da Contabilidade: Abordagem contextual, Histórica e Gerencial. São Paulo: Atlas, COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS, Relatórios da Administração e Demonstrações Financeiras das empresas: CSN, USIMINAS, GERDAU e FERBASA, dos anos de 2007, 2008, 2009 e último acesso 20/01/2012. GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 2ª. Ed. São Paulo: Atlas, INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA, informações sobre conceito de governança corporativa. último acesso em 20/01/2012. MARTELANC, Roy; PASIN, Rodrigo; CAVALCANTE, Francisco. Avaliação de Empresas: Um guia para fusões & aquisições e private equity. São Paulo: Pearson Prentice Hall, MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços: abordagem básica e gerencial. 5ª ed.. São Paulo, Atlas, VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 3 ª ed. São Paulo. Atlas, WIKIPEDIA, informações conceituais da empresa CSN e da USIMINAS. último acesso 20/12/2011.

14 ANEXOS: Tabela 13: Dados da GERDAU Tabela 14: Dados da USIMINAS Tabela 16: Dados da FERBASA Tabela 17: Dados da CSN

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