ADMINISTRAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO DE CONCESSIONÁRIAS DA MARCA MERCEDES BENZ DAIMLERCHRYSLER:

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1 FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE PEDRO LEOPOLDO FUNDAÇÃO CULTURAL DR. PEDRO LEOPOLDO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO FINANÇAS VICENTE EUSTÁQUIO MASCARENHAS ADMINISTRAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO DE CONCESSIONÁRIAS DA MARCA MERCEDES BENZ DAIMLERCHRYSLER: IMPLICAÇÕES DO FUNDO DE CAPITALIZAÇÃO DE VEÍCULOS FUNDO ESTRELA Pedro Leopoldo 2006

2 VICENTE EUSTÁQUIO MASCARENHAS ADMINISTRAÇÃO DE CAPITAL DE GIRO DE CONCESSIONÁRIAS DA MARCA MERCEDES BENZ DAIMLERCHRYSLER: IMPLICAÇÕES DO FUNDO DE CAPITALIZAÇÃO DE VEÍCULOS FUNDO ESTRELA Dissertação apresentada à Fundação Cultural Dr. Pedro Leopoldo da Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo como prérequisito parcial para obtenção do título de Mestre Profissional em Administração MPA. Área de Concentração: Finanças. Orientação: Prof. Dr. Haroldo Guimarães Brasil Faculdades Integradas de Pedro Leopoldo Pedro Leopoldo 2006

3 A meus pais, Geralda (in memoriam), Geraldo (in memoriam), Silvia, e minha avó Maria do Carmo(in memoriam), por terem me educado com valores que me levaram a buscar o crescimento pelo trabalho.

4 AGRADECIMENTOS A Deus, pelo dom da vida. Ao Professor Doutor Haroldo Guimarães Brasil, pelo estimulo, desafio e pela forma motivadora com que me guiou para a conclusão deste trabalho. Aos Professores Jair, Marcelo e Neuza, amigos fraternais conquistados nesta jornada de mestrado. A minha família pelo apoio, incentivo e compreensão pelas ausências decorrentes do desenvolvimento deste trabalho e por ser a razão de minha felicidade. Aos empresários Leonardo Palhares Cardoso e Orosimar Valentin Fraga (Castelo), pelo apoio, oportunidades e amizade.

5 RESUMO Este estudo objetivou pesquisar os efeitos das políticas comerciais e financeiras das montadoras sobre a administração financeira das concessionárias de veículos, especificamente da rede Mercedes Benz da DaimlerChrysler, com foco nas questões de liquidez e capital de giro. As montadoras de veículos têm papel expressivo na economia mundial, repetindo esse fenômeno na economia brasileira. As concessionárias são o principal canal de distribuição das montadoras, sendo grandes geradoras de empregos, com perfil de empresas de médio porte, de capital nacional e familiares. A marca Mercedes Benz, no que tange aos veículos comerciais (caminhões e ônibus), tem liderança histórica no mercado brasileiro, embora atualmente com concorrência mais acirrada. Na trajetória de aumento da concorrência no setor, os concessionários da marca, e conforme estudos do setor as demais marcas também, estão passando por readequação de seu perfil de atuação, que, por sua vez, passa por redução de sua rentabilidade com o principal produto da revenda, que vem a ser os veículos novos. A administração financeira tem nos itens de capital de giro e liquidez, estes com forte correlação, o desafio constante de preservar o equilíbrio financeiro e a solvência das organizações. As concessionárias, além dos itens comuns às demais empresas, como gestão de tesouraria, crédito de clientes, estoques e fornecedores, têm as normas implementadas pelas montadoras concedentes, uma variável a mais a ser considerada. E as restrições inerentes aos interesses destas não necessariamente coincidentes com a rede distribuidora. Desta forma, utilizou-se o modelo dinâmico para estudar comparativamente os demonstrativos contábeis das concessionárias pesquisadas, com referência à comercialização dos veículos novos, especificamente sobre a movimentação do fundo de capitalização denominado Fundo Estrela, que tem a sua movimentação totalmente vinculada às políticas da montadora. Concluiu-se que há, efetivamente, uma alteração significativa nos indicadores financeiros das concessionárias, trazendo modificações na sua necessidade de capital de giro e liquidez, em função das condições contratadas. Palavras-chave: Administração de capital de giro. Liquidez. Modelo Dinâmico. Concessionárias de veículos, Fundo Estrela.

6 ABSTRACT This paper seeks to investigate the effects of the commercial and financial policies of the manufacturers upon the financial management of car dealerships, especially DaimlerChrysler s Mercedes Benz, with emphasis on the issues of liquidity and working capital. Vehicle manufacturers play an expressive role in the economy worldwide, a phenomenon that is repeated in the Brazilian economy. Dealerships, which create a large number of employment opportunities, are the main distribution outlet for the manufacturers and are, for the most part, mid-size family-owned concerns. The Mercedes Benz make, as far as commercial vehicles are concerned (trucks and buses), is a perennial leader in the Brazilian market, though it is at present faced with ever-increasing competition. In keeping up with the sector s competition, its dealerships are undergoing a restructuring process, which entails a change in their business profile with a consequential cutback in the profitability of their main product, namely brand-new vehicles. Financial management is constantly hard pressed to preserve the financial balance and the solvency of the organizations in terms of such closely related items as cash flow and liquidity. Dealerships, like any other company, not only have to control such items as treasury management as well as inventory and supplier and customer credit, but are also bound by rules imposed by the manufacturers, which is another variable to be taken into account. And the restrictions inherent to the interests of the latter do not necessarily coincide with the interests of the former. Thus, the dynamic model was used to comparatively study the accounting statements of the dealerships investigated, in respect of the sale of brand-new vehicles, specifically regarding the so-called Fundo Estrela, a capitalization fund, which is totally pegged to the policies of the manufacturer. It has been effectively concluded then that there is a significant alteration in the financial indicators of the dealerships, causing changes to their working capital and liquidity needs, on account of the conditions undertaken. Key words: Working capital management. Liquidity. Dynamic model. Dealerships, Fundo Estrela.

7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 Ciclo operacional FIGURA 2 Ciclo econômico FIGURA 3 Ciclo financeiro FIGURA 4 Exemplo do cálculo da quota de participação com a utilização de valores hipotéticos FIGURA 5 - Concessionária com saldo disponível no fundo na data da emissão da nota fiscal fatura FIGURA 6 - Concessionária com saldo indisponível no fundo na data da emissão da nota fiscal fatura... 70

8 LISTA DE QUADROS E TABELAS Quadros QUADRO 1 - Políticas de investimento em capital de giro QUADRO 2 - Tipos de estrutura e situação financeira QUADRO 3 - Distribuição das concessionárias da marca Mercedes Benz da DaimlerChrysler no Brasil Tabelas TABELA 1 - Perfil e distribuição das concessionárias associadas no território brasileiro TABELA 2 - Percentuais de remuneração da concessionária, no faturamento de veículos comerciais para estoque TABELA 3 - Percentuais de remuneração da concessionária no faturamento da fábrica para o consumidor final TABELA 4 - Demonstrativo dos saldos de Fundo Estrela das concessionárias TABELA 5 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 6 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 7 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 8 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 9 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 10 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 11 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 12 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 13 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 14 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 15 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 16 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 17 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 18 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 19 - Reclassificação de contas da Concessionária TABELA 20 - Apuração do fluxo de caixa da Concessionária TABELA 21 - Fundo classificado em aplicação financeira TABELA 22 - Fundo classificado no contas a receber... 93

9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AC ACF ACO ANFAVEA AP ARLP CCC CCG CCL CDI CF CGL CGP CP EBIT EBITIDA ELP EVA FENABRAVE FLP IBRE/FGV ICMS IPI IR IRPJ ISEF LP MPE MVA NCG Ativo circulante Ativo circulante financeiro Ativo circulante operacional Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores Ativo permanente Ativo realizável a longo prazo Conta corrente contratual Conta corrente garantida Capital circulante líquido Certificado de depósito interbancário Ciclo financeiro Capital de giro líquido Capital de giro próprio Curto prazo Lucro bruto operacional Earnings before interests, taxes, depreciation and amortization Exigível a longo prazo Valor econômico agregado Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Financiamento de longo prazo Instituto Brasileiro de Economia - Fundação Getúlio Vargas Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços Imposto sobre produtos industrializados Imposto de renda Imposto de renda de pessoa jurídica Indicador da saúde econômico-financeiro das empresas Longo prazo Micro e pequena empresa Market value added Necessidade de capital de giro

10 OCT PC PCF PCO PELP PL PIB PME PMP PMR ROI ROIC SINCODIV T Te TSF Ordem de crédito por teleprocessamento Passivo circulante Passivo circulante financeiro Passivo circulante operacional Passivo exigível a longo prazo Patrimônio líquido Produto interno bruto Prazo médio de estocagem Prazo médio de pagamento Prazo médio de recebimento Return on investment - Rendibilidade do investimento Retorno sobre capital investido dos novos investimentos SINCODIV-MG Sindicato de Concessionárias e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais Saldo de tesouraria Tendência Termômetro da situação financeira

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Questão norteadora Objetivo principal Objetivos secundários Justificativa do estudo Relevância da administração financeira Relevância do setor REFERENCIAL TEÓRICO A administração financeira e a importância do capital de giro O capital de giro Ciclo operacional Ciclo econômico Ciclo financeiro Análise dinâmica Necessidade de capital de giro (NCG) Saldo de tesouraria (T) Capital circulante líquido (CCL) Capital de giro próprio (CGP) Exigível a longo prazo (ELP) Termômetro da situação financeira (TSF) Tipos de estruturas financeiras Efeito tesoura Administração do capital de giro Aplicações do Modelo Dinâmico METODOLOGIA ESTUDO DE CASO Especificidades das concessionárias Mercedes Benz Definição do Fundo Estrela... 63

12 4.1.2 Recursos que formam o Fundo Estrela Cálculo da quota de participação de cada concessionária no Fundo Estrela Funcionamento do Fundo Estrela Contas correntes Administrador, remuneração e custo financeiro dos recursos do Fundo Estrela Inadimplência no Fundo Estrela Fluxo do funcionamento do Fundo Estrela Política comercial da Mercedes Benz com as concessionárias Desenvolvimento do estudo de caso Demonstrativo dos Saldos de Fundo Estrela das Concessionárias Concessionária 1 - demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em aplicação financeira Concessionária 2 demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em aplicação financeira Concessionária 3 - Demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em aplicação financeira Concessionária 4 Demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em aplicação financeira Concessionária 1 demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em contas a receber Concessionária 2 demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em contas a receber Concessionária 3 demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em contas a receber Concessionária 4 - Demonstrações contábeis reclassificadas no Modelo Dinâmico com Fundo Estrela alocado em contas a receber ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS CONCLUSÕES REFERÊNCIAS

13 13 1 INTRODUÇÃO A administração do capital de giro eficaz é um dos pilares da gestão financeira, em função do seu impacto sobre o equilíbrio e a estabilidade das organizações. Trata-se da adequada coordenação entre ativos e passivos cíclicos, visando à manutenção dos níveis de liquidez, solvência e crescimento das empresas. O objetivo de manter o equilíbrio financeiro é garantir a continuidade operacional e, conseqüentemente, a sobrevivência das empresas. Paralelamente, as políticas de gestão do capital de giro têm que atender as condições gerais do mercado financeiro no momento da realização de suas operações e as práticas comerciais do segmento empresarial em que atua, levando em consideração a força de negociação dos fornecedores, clientes e concorrência. Segundo Assaf Neto e Silva (2002), o capital de giro é a parcela mais significativa dos ativos investidos em uma empresa, pois se trata de um dos indicadores de mais importância, que permitirá às empresas a iniciativa de mudanças táticas e estratégicas de cunho operacional, podendo influenciar de maneira acentuada suas ações voltadas ao mercado. Desta forma, o capital de giro demanda um esforço de administração devido à necessidade de acompanhamento contínuo, pois é diretamente impactado pelas decisões táticas e operacionais da empresa, ao contrário dos investimentos permanentes ou fixos que normalmente estão ligados às decisões estratégicas cuja freqüência é menor. Ressalta-se a constatação de Vieira (2005) sobre a valorização dos estudos sobre administração do capital de giro: um dos temas que vêm

14 14 recebendo crescente interesse é o da administração do capital de giro, devido às suas implicações sobre o equilíbrio e a estabilidade financeira da organização (VIEIRA, 2005 p. 32). O capital de giro consiste nos recursos aplicados no ciclo operacional da empresa visando à manutenção de determinado nível de atividade, tratando os ativos e passivos circulantes como interdependentes. A gestão inadequada do capital de giro normalmente implicará problemas de liquidez, podendo chegar à insolvência. A necessidade de capital de giro de uma empresa e a variação dessa necessidade estão diretamente ligadas a fatores internos e externos, como: volume de vendas, política de concessão de crédito, gestão de estoques, sazonalidades de mercados, oscilações da economia em função de políticas governamentais ou crises sistêmicas, etc. Importante considerar também que as altas taxas de juros e seus reflexos via custo do capital de giro são bastante relevantes nos resultados das indústrias, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV, 2002). E a escassez de recursos de crédito a serem disponibilizados para os setores produtivos da economia, confirmada pela baixa relação entre as operações de crédito e o produto interno bruto (PIB) no Brasil (GALVÃO et al., 2006), limita a capacidade das empresas de recorrerem a recursos de terceiros. Nesse contexto, o esforço de conhecer, controlar e dimensionar o capital de giro torna-se muito importante para a administração financeira, representando uma das questões de grande relevância no cenário atual.

15 Questão norteadora A questão que se faz é se as políticas comerciais e financeiras impostas pela montadora provocam alterações sobre situação financeira, liquidez e a forma de administrar o capital de giro, especificamente de concessionárias autorizadas da marca Mercedes Benz da DaimlerChrysler do Brasil. 1.2 Objetivo principal Análise das variáveis, restrições e possibilidades de administração do capital de giro e dimensionamento da necessidade de capital de giro das concessionárias autorizadas de veículos comerciais da marca Mercedes Benz da DaimlerChrysler do Brasil. 1.3 Objetivos secundários Identificar os efeitos da política comercial e financeira adotada para a comercialização de veículos novos sobre a situação financeira e capital de giro das concessionárias autorizadas da marca Mercedes Benz da DaimlerChrysler do Brasil. Identificar os principais elementos do ciclo financeiro da concessionária. Identificar o impacto na capacidade de pagamento das concessionárias.

16 Justificativa do estudo Relevância da administração financeira A maximização da riqueza dos acionistas é o objetivo principal da administração financeira (BRIGHAM; HOUSTON, 1999, p.11), maximizando o valor das empresas. Em empresas constituídas por ações negociadas no mercado, o sucesso na maximização da riqueza é verificado na valorização da cotação das ações. Por sua vez, os preços das ações são fortemente influenciados pela capacidade da empresa de gerar rendimentos futuros de acordo com os riscos assumidos. A teoria de finanças divide a administração financeira em três áreas, consideradas os três grandes pilares da disciplina: decisão de investimento, decisão de financiamento e decisão de dividendos. Toda decisão tomada nessas áreas deverá ser realizada com o objetivo de maximizar o valor para os acionistas, que é alcançado maximizando-se o valor das ações da empresa. As decisões de investimento são de suma importância nos resultados das empresas, afetando os riscos assumidos, a geração de resultados e o valor das empresas. A manutenção do equilíbrio financeiro envolve a adequação da maturidade dos passivos à capacidade de geração de caixa dos ativos. As decisões de financiamento devem ser tomadas levando-se em conta as características das atividades da empresa, do setor e as suas condições de acesso ao mercado financeiro. As decisões de distribuição de lucros a política de dividendos devem ser analisadas com o devido cuidado, apesar de serem aparentemente independentes das atividades em curso, pois estariam sendo

17 17 distribuídos resultados de exercícios passados. Parcela significativa dos recursos disponíveis para investimento é oriunda dos resultados anteriores. Destarte, apesar da divisão da administração financeira em três áreas, as decisões devem ser tomadas sempre se analisando o todo. O processo de planejamento financeiro é uma grande fonte de contribuição para o sucesso organizacional. O planejamento financeiro de curto prazo tem como foco a administração do capital de giro da empresa. Segundo Gitman (1997 p.618), a administração financeira de curto prazo administração dos ativos e passivos circulantes - constitui uma das mais importantes atividades dos administradores financeiros, à qual dedicam mais de 60% de seu tempo de trabalho. Desta forma, a administração do capital de giro na empresa é uma variável estratégica, fundamental para a própria continuidade de suas atividades, pois uma empresa pode conseguir sobreviver a alguns exercícios sociais sem lucro, mas efetivamente quebra se não tiver caixa. Em outras palavras, a rentabilidade garante a sobrevivência em longo prazo, mas a liquidez é imprescindível a curto prazo. O capital de giro representa os recursos demandados por uma empresa para financiar suas necessidades operacionais, que vão desde a aquisição de matérias-primas (mercadorias) até o recebimento pela venda do produto acabado (SILVA, 2002, p. 35). Outra definição de capital de giro são os recursos financeiros aplicados pela empresa na execução do ciclo operacional de seus produtos, recursos estes que serão recuperados financeiramente ao final deste ciclo. A estratégia de administração do capital de giro é um planejamento que estabelece um curso de ação para lidar com ativos e passivos correntes.

18 Relevância do setor O segmento automobilístico é composto de três grandes integrantes, que são os fabricantes de autopeças, as montadoras de veículos e as concessionárias (distribuidores varejistas de veículos). Pode-se identificar com certa facilidade que as montadoras são o elo mais forte da cadeia, visto que são corporações transnacionais. As concessionárias, de acordo com os estudos conduzidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE), são empresas de capital nacional, majoritariamente familiares e encontram-se em pleno processo de mudança em face das exigências das montadoras de reposicionamento para menores margens na comercialização de veículos novos, agregação de valor em serviços e a entrada da Internet como novo canal de distribuição de produtos e serviços. ao afirmar: Em estudo específico do setor, Arbix e Veiga (2000) são contundentes As estimativas indicam que a cada ano a indústria automotiva consome mais de um trilhão de dólares para produzir 50 milhões de veículos no mundo todo. Suas dimensões gigantescas e o imenso fluxo de bens e serviços necessários para mover simultaneamente estruturas de produção e distribuição geraram nos últimos anos uma pressão crescente sobre os padrões de preço, com estreitamento contínuo das margens de lucro, tanto na produção quanto na distribuição. Porém, essa diminuição da margem de lucro só se realiza de forma assimétrica. Pela posição-chave que sempre ocuparam e pelo novo poder que vêm concentrando em anos recentes, as montadoras acabam agindo como juízes na partilha dos custos e benefícios de todo o negócio, tendendo a reter a maior parte do bônus e a descarregar o ônus sobre os elos mais frágeis da cadeia (ARBIX; VEIGA, 2000).

19 19 Especificamente para a DaimlerChrysler do Brasil, a adesão ao fundo de capitalização denominado Fundo Estrela 11 é um instituto que compõe o processo de concessão, fazendo parte do acordo da marca com as suas concessionárias. As distribuidoras de veículos foram marcadas positivamente pela Lei Renato Ferrari - Lei 6729/79, que regulamentou e normatizou a relação entre a fábrica, que concede ao distribuidor o direito de comercialização de seus produtos e uso da marca, e as distribuidoras, formalizando esta relação por um contrato de concessão, origem da terminologia utilizada de concessionárias. Conforme dados apresentados pela FENABRAVE, tem-se a seguinte distribuição territorial para as concessionárias, contemplando todo o seu universo de veículos, como automóveis, caminhões, ônibus, motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. 1 FUNDO ESTRELA Fundo de capitalização constituído com recursos das concessionárias para garantir a aquisição de veículos novos junto à montadora.

20 20 TABELA 1 Perfil e distribuição das concessionárias associadas no território brasileiro Empregos Concess. Concess. por Empregos por Empregos estado estado Concess. por estado AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MT MS PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO TOTAL Fonte: FENABRAVE Ainda com base nos dados disponibilizados pela entidade de classe, as concessionárias, de forma geral, são empresas de pequeno e médio porte, de capital nacional e com grande pulverização nos municípios.

21 21 Desta forma, pelos números apresentados e como um serviço diretamente ligado às montadoras, que são portadoras e canalizadoras de investimentos de capital, agentes de re-ordenamento da produção global, tendo forte influência no processo de crescimento econômico e comércio regional e nacional, esse segmento é um setor relevante e um vasto campo de estudo. Verifica-se, ainda, que o perfil de pequena e média empresa de capital nacional atualmente está sendo pressionado por mudanças, seja pelo processo de concentração no setor automotivo (fusões e participações cruzadas), seja pelos novos canais de distribuição como a Internet. Pela redução constatada nas margens, essas empresas encontram-se descapitalizadas, desmotivadas e confusas no processo de transformação do setor, o que torna oportuno e relevante para elas o tema de administração financeira, sendo que certamente poderá ter aplicação prática junto às empresas do setor. Essas afirmações podem ser constatadas em Arbix e Veiga (2000), de onde se extraíram os seguintes pontos: Revenda pelos revendedores O sistema de distribuição no Brasil vem sendo sacudido nos últimos anos por uma profunda mudança estrutural, que resultou na diminuição da rentabilidade da revenda a índices inferiores a outros segmentos da economia e da própria cadeia automotiva. Competindo com a mesma marca Muitos revendedores acreditam estar no interior de um circulo vicioso. A queda de rentabilidade estaria ligada à fragmentação da rede, o que serviria de estímulo para práticas desgastantes, como a competição entre revendas da mesma marca. O resultado seria um aprofundamento da descapitalização das pequenas e médias empresas, aumentando o seu isolamento, tornando, por sua vez, mais difícil o abatimento de custos a partir de ganhos de escala. Ou seja, não vêem as condições para a deflagração de novos projetos com muitas dificuldades a serem superadas. Como quebrar esse círculo? Sem Capital Muitos se vêem como um departamento de vendas da montadora, levados a engolir veículos indesejados e a comprar peças a preços elevados, com margem de lucro insignificante.

22 22 Descapitalizados, sentem-se sem motivação para operar as mudanças necessárias. Suas maiores dificuldades, dizem, concentram-se no alto custo da manutenção de seus estoques (peças e autos), nas áreas de ferramental, adequação do layout, tecnologia e capital de giro (ARBIX; VEIGA, 2000, p.11-12). O Sindicato das Concessionárias e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (SINCODIV-MG) apresenta um esquema de recomendações práticas com o seguinte título: o que posso fazer pelo meu negócio? Ações práticas para melhorar o resultado de minha concessionária, onde se destaca: Gestão financeira Razão de sucesso ou fracasso da concessionária Capitalizar-se a qualquer custo. Análise diária do fluxo de caixa e dos resultados. Tomar decisão operacional de venda/compra/despesa pelo fluxo de caixa. Agir imediatamente sobre os recebíveis atrasados. Implementar as operações de F&I (financiamento e seguros) negociando comissões com os fornecedores (www.sincodivmg.com.br). No V Encontro Estadual de Concessionárias e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais, realizado em 2002, foi distribuído um guia prático chamado Concessionária Enxuta, desenvolvido pela FENABRAVE, onde há um tópico específico sobre administração pelos fluxos de caixa e que tem como uma de suas nove premissas de orientação: gestão pelo caixa é o único modelo concreto que permite a sobrevivência. Empresa que não gera caixa é ilusão (VERDI JR.; PERERA, 2002). Ainda segundo a FENABRAVE, as concessionárias têm a composição de seu faturamento distribuído em 68% com veículos novos, 23% com peças e acessórios, 6% com veículos usados e 3% com oficina.

23 23 Obviamente, existem outros aspectos operacionais das concessionárias, mercado consumidor e relacionamento com as montadoras, que são abordados nos estudos citados, mas em todos eles a situação financeira das revendas é destaque comum nos temas descapitalização, capital de giro ou geração de caixa, questões estas interligadas. Diante da relevância do tema capital de giro, da importância do setor e das especificidades no segmento de concessionárias, a presente pesquisa, através de um estudo de caso utilizando as demonstrações contábeis de quatro concessionárias e aplicando o Modelo Dinâmico (Modelo Fleuriet), buscou analisar impactos no capital de giro das concessionárias, ocorridos em função da exigência da manutenção do fundo de veículos novos Fundo Estrela. Especificamente, o estudo de caso terá como objeto quatro concessionárias da marca Mercedes-Benz da DaymlerChrysler que teve larga liderança durante décadas no segmento de veículos comerciais (caminhões e ônibus) no Brasil e no momento se alterna com outra montadora na liderança de mercado e o instrumento de provimento de capital de giro para a rede nas operações de veículos novos denominado Fundo Estrela, buscando mensurar através do Modelo Dinâmico os eventuais efeitos deste sobre o capital de giro dessas concessionárias. Fundo Estrela é o fundo de capitalização, formado com parte da comissão dos revendedores, destinado a manter a capacidade e a liquidez da rede de concessionáros e a aquisição de veículos novos.

24 24 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 A Administração financeira e a importância do capital de giro De acordo com Braga (1991, p.1), a administração do capital de giro constitui um processo de planejamento e controle dos recursos financeiros aplicados no ativo circulante das empresas. Para Fleuriet, Kenhdy e Blane (2003, p.12), o capital de giro é um conceito econômico-financeiro e não uma definição legal, constituindo uma fonte de fundos permanente utilizada para financiar a necessidade de capital de giro da empresa. Mehta (1978, p.11-16) apresenta três características do capital de giro: curta duração, rápida transformação e formas inter-relacionadas, formas de ativos e sincronização dos níveis de atividade. Portanto, constata-se que a administração do capital de giro tem por objetivo gerir cada uma das contas de ativo e passivo circulantes da empresa, de forma a manter, considerando-se a visão da empresa em termos do binômio liquidez e rentabilidade, um mínimo aceitável de capital circulante líquido, este representado pela diferença entre ativos e passivos circulantes ou pela diferença entre ativos e passivos não circulantes, conforme propõem Fleuriet, Kenhdy e Blane (2003). empresa: O investimento em capital de giro é fator crítico no resultado da Decisões de investimento em capital de giro devem também promover a atratividade econômica da empresa, favorecendo sua solvência, sua continuidade e valorização. A definição da política de investimento em capital de giro da empresa, portanto, deve

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