CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

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1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO LUCCAS LUZZANNIQUI PEREIRA ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO, UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O MODELO TRADICIONAL E O MODELO DINÂMICO DE FLEURIET FORTALEZA 2013

2 2 LUCCAS LUZZANNIQUI PEREIRA ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO, UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O MODELO TRADICIONAL E O MODELO DINÂMICO DE FLEURIET Monografia submetida à aprovação da Coordenação do Curso de Administração de Empresas do Centro Superior do Ceará, como requisito parcial para obtenção do grau de Graduação. Orientador: Prof. Francisco Almeida Barroso, Ms. FORTALEZA 2013

3 3 LUCCAS LUZZANNIQUI PEREIRA ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO, UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O MODELO TRADICIONAL E O MODELO DINÂMICO DE FLEURIET Monografia como pré-requisito para a obtenção do título de Bacharelado em Administração de Empresas, outorgado pela Faculdade Cearense FAC, tendo sido aprovada pela banca examinadora composta pelos professores. Data de aprovação: 21/06/2013 BANCA EXAMINADORA Professor Ms.. Francisco Almeida Barroso Orientador Professor Ms. Tiago Figueiredo de Moura Professor Ms. Luis Carlos Queiroz de Alencar

4 4 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar a Deus pelo dom da vida e por tudo que me tem proporcionado. Aos meus pais, José Carlos e Erice, por me ensinarem o caminho a ser trilhado. À minha esposa Cintia que me apoia no dia-a-dia. Aos meus colegas de sala que sempre me ajudaram nos trabalhos de equipe. Ao meu orientador Professor Almeida por me ter mostrado os caminhos para a realização deste trabalho. Ao Coordenador do Curso de Administração de Empresas professor Ricardo Cesar por me ter ajudado, de maneira direta e indireta, nesta caminhada em busca da formação. A todos os professores que me ensinaram durante esta jornada.

5 5 RESUMO A gestão do capital de giro é uma importante área empresarial e que preocupa os administradores financeiros pelo fato de que a sua insuficiência constitui um dos problemas que ocorrem frequentemente nas organizações. Constata-se que a maior parte do tempo dos administradores financeiros é gasta fazendo esta gestão. Neste contexto a análise do capital de giro fornece informações para o administrador financeiro nortear suas decisões. Partindo desta perspectiva evidenciam-se dois instrumentos que permitem analisar o capital de giro. O primeiro é a análise tradicional do capital de giro e o segundo é a análise dinâmica. Este estudo tem como objetivo principal confrontar essas duas teorias de análise do capital de giro, com o intuito de averiguar qual é o mais eficaz em termos de proporcionar informações efetivas para embasar a tomada de decisão. Para obtenção do resultado realizou-se uma pesquisa qualitativa-quantitativa, descritiva, bibliográfica, documental e estudo de caso. O objetivo foi alcançado através da realização de um levantamento bibliográfico, um estudo documental com aplicação dos dois modelos de análise do capital de giro na Petrobras e na Vale nos anos de 2009 a 2011 e a utilização do método comparativo. Os resultados mostraram que as teorias são semelhantes, porém o modelo dinâmico fornece informações mais precisas e é mais sensível a alterações na situação financeira, proporcionando um conhecimento efetivo quanto ao comportamento da estrutura financeira em relação ao seu giro, permitindo ainda classificar e qualificar essa estrutura. Conclui-se que a utilização do modelo dinâmico é mais apropriada para realizar a análise do capital de giro com foco na obtenção de informações para subsidiar a tomada de decisão. Palavras-chave: Administração do Capital de Giro. Análise Tradicional do Capital de Giro, Modelo de Fleuriet. Modelo Dinâmico. Liquidez.

6 6 ABSTRACT La gestión del capital del giro es una importante area empresarial y que preocupa los administradores financieros por el facto de que su insuficiencia constituía uno de los problemas que sucede frecuentemente en las organizaciones. En este sentido constatase que la mayor parte del tiempo de los administradores financieros es gastado haciendo esa gestión. En este contexto la análisis del capital del giro fornece informaciones para el administrador financiero direccionar sus decisiones. Arrancando de esta perspectiva, evidenciase dos instrumentos que permitem analizar el capital del giro. El primero es la anáisis tradicional del capital del giro, y el segundo es la análisis dinámica. En este estudio tiene como objetivo principal confrontar las dos teorías de la análisis del capital del giro, con el intuito de averiguar cual es la más eficaz en término de propocionar informaciones efectivas para subsidiar la toma de decisión. Para obtención del resultado se realizó una búsqueda cualitativa, cuantitativa, descritiva, bibliografica, documental y estudio del caso. El objetivo fue alcanzado a través de la realización de un levantamiento bibliografico un estudio documental con aplicación de los dos modelos de análisis del capitsl del giro en la petrobras y en la Vale en los años de 2009 hasta 2011, y la utilización del método comparativo. Los resultados exhibiron que las teorías son semejantes pero el modelo dinámico suministra informaciones más fijas y es más sensible al alteraciones en la situación financiera, proporcionando un saber efectivo cuanto al comportamiento de la estructura financiera en relación al su giro, permitiendo todavía clasificar y cualificar esa estructura. Se concluye que la utilización del modelo dinámico es más adecuada para realizar la análisis del capital del giro con foco en la abtención de informaciones para subsidiar la toma de decisión. Palavras-llave: Administración del Capital del Giro. Análisis tradicional del Capital del Giro, Modelo de Fleuriet. Modelo Dinámico. Liquidez.

7 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURAS Figura 1 - Modelo do Ativo Figura 2 - Modelo do Passivo Figura 3 - Ciclo Operacional Figura 4 - Capital Circulante Líquido Negativo Figura 5 - Capital Circulante Líquido Positivo Figura 6 - Ciclo Econômico e Ciclo Financeiro Figura 7 - Balanço Patrimonial Reclassificado Figura 8 - CDG e CCL no Balanço Patrimonial Figura 9 - Variáveis do modelo dinâmico como fontes e aplicações Figura 10 - Tipos 1 e 2 mais comuns de Balanço Patrimonial Figura 11 - Tipos 3 e 4 mais comuns de Balanço Patrimonial GRÁFICOS Gráfico 1 - Indicadores de Liquidez da Petrobras de 2009 a Gráfico 2 - Oscilação das contas do BP da Petrobras Gráfico 3 - Indicadores de Liquidez da Vale Gráfico 4 - Oscilação das contas do BP da Vale Gráfico 5 - Oscilação nos Indicadores do Modelo Dinâmico da Petrobras Gráfico 6 - Oscilação nos indicadores do Modelo Dinâmico da Vale QUADROS Quadro 1 - Estrutura do Balanço Patrimonial Quadro 2 - Modelo de padronização de Balanço Patrimonial Quadro 3 - Balanço Patrimonial da Petrobras Padronizado Quadro 4 - Balanço Patrimonial da Vale Padronizado Quadro 5 - Liquidez Geral da Petrobras e da Vale Quadro 6 - Liquidez Corrente da Petrobras e da Vale Quadro 7 - Liquidez Seca da Petrobras e da Vale Quadro 8 - Liquidez Imediata da Petrobras e da Vale Quadro 9 - Capital Circulante Líquido da Petrobras e da Vale Quadro 10 - NCG da Petrobras e da Vale Quadro 11 - CDG da Petrobras e da Vale Quadro 12 - T da Petrobras e da Vale... 64

8 8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS BP CCL CDG LG LS LI LC NCG T Balanço Patrimonial Capital circulante líquido Capital de giro Liquidez geral Liquidez seca Liquidez Imediata Liquidez corrente Necessidade de Capital de Giro Saldo de Tesouraria

9 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Balanço patrimonial como fonte de informação para análise financeira Ativo Passivo Capital de giro ADMINISTRAÇÃO DO GAPITAL DE GIRO Análise tradicional do capital de giro Indicadores de liquidez Liquidez geral Liquidez corrente Liquidez seca Liquidez imediata Capital circulante líquido Análise dinâmica do capital de giro Reclassificação do balanço patrimonial Necessidade de capital de giro (NCG) Capital de giro no modelo dinâmico Saldo de tesouraria Tipos de balanço do modelo dinâmico METODOLOGIA Natureza Tipologia Instrumento de pesquisa Universo Tratamento Procedimento Operacional ESTUDO DE CASO Apresentação das empresas Petrobras Vale Balanços Padronizados Análise tradicional do capital de giro Liquidez geral... 53

10 Liquidez corrente Liquidez seca Liquidez imediata Capital circulante líquido Diagnóstico da análise tradicional da Petrobras Diagnóstico da análise tradicional da Vale Análise dinâmica do capital de giro Necessidade de Capital de giro Capital de giro Saldo de tesouraria Tipo de balanço Diagnóstico da análise dinâmica da Petrobras Diagnóstico da análise dinâmica da Vale Análise dos resultados: modelo tradicional X modelo dinâmico CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS Balanços da Petrobras Balanços da Vale... 79

11 11 1 INTRODUÇÃO A Administração Financeira atravessou uma significativa evolução nas ultimas décadas desenvolvendo novos conceitos, ferramentas e instrumentos, contribuindo efetivamente para a evolução das empresas. Neste contexto a administração do capital de giro vem ganhando expressiva importância devido à sua relevância para o equilíbrio financeiro das empresas e pelo fato da insuficiência de capital de giro constituir um dos problemas que acontecem frequentemente nas organizações. Uma administração ineficaz do capital de giro pode implicar em grandes problemas financeiros, corroborando para uma circunstância de insolvência, podendo incorrer na falência da empresa. As decisões que envolvem a gestão do capital de giro dependem da capacidade analítica do administrador financeiro de analisar os dados financeiros, compreender o problema e decidir a melhor estratégia para evitar a insolvência (ASSAF NETO; SILVA, 2012). No processo decisório a qualidade das informações é imprescindível para o alcance de bons resultados. O método para realizar a análise do capital de giro é preponderante para os resultados empresarias, já que as informações financeiras obtidas subsidiam as tomadas de decisões. Em uma conjuntura de aumento, redução das vendas, acréscimo exagerado dos estoques ou inovações de mercado, a administração da empresa precisa focar sua atenção na análise do capital de giro, visando identificar a liquidez, possibilitando antecipar-se e modificar suas estratégias organizacionais, a fim de evitar resultados indesejados ou até mesmo o fim das atividades da empresa. A escolha deste tema ocorreu devido à importância da análise do capital de giro para a sobrevivência e competitividade das organizações e de ao fato de que a maior parte do tempo de um administrador financeiro é dedicada à análise do capital de giro (GITMAN, 2004). Partindo desta perspectiva esta pesquisa estuda os métodos de análise do capital de giro tendo em vista a sua importância para as tomadas de decisões e, conseqüentemente, para o sucesso das organizações. Tradicionalmente a análise do capital de giro é realizada mediante a utilização dos indicadores de liquidez e do valor do capital circulante líquido, visando

12 12 avaliar a saúde financeira da empresa, verificando se existem recursos financeiros suficientes para a entidade quitar seus débitos. Existe também o modelo dinâmico de analise do capital de giro que busca conhecer a liquidez da empresa considerando a realidade dinâmica, através da diferenciação dos ativos e passivos circulantes em cíclicos e erráticos e dos resultados das variáveis: Necessidade de Capital de Giro (NCG), Capital de Giro (CDG) e Saldo de Tesouraria (T). O estudo aborda dois métodos para análise do capital de giro: o modelo tradicional e o dinâmico, de maneira a verificar qual proporciona informações completas e precisas sobre a real situação econômico-financeira das empresas. Diante do exposto a pesquisa se propõe a responder o seguinte questionamento: Qual o modelo de análise do capital de giro qualifica com maior perfeição a situação e o risco financeiro que a empresa apresenta? A pesquisa tem como objetivo principal confrontar duas teorias de análise do capital de giro com o intuito de investigar qual a mais eficaz em termos de proporcionar informações efetivas para apoiar a tomada de decisão. Visando alcançar o objetivo principal foram definidos os seguintes objetivos específicos: apresentar os conceitos relacionados à administração financeira, expor os conceitos relacionados à administração do capital de giro, apresentar a fundamentação teórica do modelo tradicional e do modelo dinâmico de análise do capital de giro, aplicar os dois modelos de análise do capital de giro nas demonstrações financeiras da Petrobras e da Vale e comparar os resultados obtidos por cada modelo. O estudo torna-se relevante na medida em que demonstra para o leitor qual o melhor método para analisar o capital de giro, tendo em vista que a qualidade das decisões empresariais depende da qualidade das informações ou do diagnóstico da situação econômico-financeira da entidade. Para obtenção do resultado foi realizado um estudo bibliográfico sobre Administração Financeira, capital de giro, o modelo dinâmico e o tradicional de análise, bem como um estudo de caso no balanço patrimonial dos anos de 2009 a 2011 da empresa Petróleo Brasileiro S/A e da empresa Vale S/A com a aplicação dos dois modelos na análise do capital de giro destas empresas a fim de confrontar os resultados obtidos. A pesquisa classifica-se como quali-quanti, bibliográfica, documental, descritiva e estudo de caso, tendo em vista que foi realizado um levantamento

13 13 teórico embasado em produções científicas, utilizando para construção prática e comparativa dos modelos o balanço patrimonial que constitui um documento empresarial. Este trabalho está estruturado em oito partes. Neste primeiro capítulo é feita a introdução ao trabalho, expondo o tema e sua importância para a gestão das empresas, bem como a justificativa, o problema da pesquisa, os objetivos, a metodologia e a estrutura do trabalho. O segundo e terceiro capítulos apresentam a fundamentação teórica referente ao tema, o quarto capítulo mostra a metodologia científica utilizada na pesquisa, o quinto capítulo expõe o estudo de caso com a aplicação prática dos modelos de análise do capital de giro bem como a comparação das teorias. Por fim o sexto capítulo apresenta as conclusões do trabalho e posteriormente são apresentadas as referências, seguidas pelos anexos.

14 14 2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA No atual mercado globalizado e de empresas extremamente competitivas, um dos pilares da gestão empresarial tem sido a estratégia e estabelecê-la sem levar em consideração os aspectos financeiros é receita ideal para o fracasso. Todo tipo de administrador deve conhecer como as operações da empresa afetam a lucratividade e em linhas gerais tem de saber quais atividades geram valor para a instituição (ROSS, 2009). Observa-se neste contexto a importância da Administração Financeira, que é uma das principais áreas empresariais já que está estreitamente relacionada ao alcance do principal objetivo organizacional, que para Vieira (2008, p. 7), é a maximização da riqueza dos proprietários o que, por sua vez, significa maximizar o preço das ações. A Administração Financeira é a área da empresa que faz a gestão dos recursos financeiros tendo a responsabilidade de conseguir o maior retorno possível sobre o valor investido no negócio e sem deixar de honrar seus compromissos. Deste modo o administrador financeiro atua coordenando as atividades de: contabilidade de custos e financeira, pagamento de impostos, sistemas de informações gerenciais, administração do caixa e dos créditos da empresa, planejamento financeiro e despesas de capital (ROSS, 2009). A principal atividade do administrador financeiro consiste em administrar as finanças de curto prazo, pois seu desdobramento resulta em ações imediatas, tendo em vista que os impactos das decisões refletem imediatamente na saúde financeira da rotina operacional das empresas. De acordo com Gitman (2004, p. 510): A administração financeira de curto prazo a gestão de ativos e passivos circulantes é uma das atividades mais importantes e mais intensas do administrador financeiro. Um estudo feito com as mil maiores empresas, segundo a revista Fortune, revelou que mais de um terço do tempo dos administradores financeiros é gasto gerindo ativos circulantes e que cerca de um quarto é consumido gerindo passivos circulantes.

15 15 De acordo com Ross (2009, p. 599) As finanças a curto prazo consistem em uma análise das decisões que afetam os ativos e passivos circulantes, com efeitos sobre a empresa dentro do prazo de um ano. Logo, abordar-se-á neste estudo, o segmento da Administração Financeira que engloba a administração do capital de giro, as finanças de curto prazo. Para administrar efetivamente as finanças de curto prazo os gestores precisam subsidiar as tomadas de decisões, embasando-as em informações precisas. Estas informações são extraídas a partir das análises dos dados das demonstrações financeiras das instituições. De acordo com Matarazzo (2010, p. 3): As demonstrações financeiras fornecem uma série de dados sobre a empresa, de acordo com regras contábeis. A Análise de Balanços transforma esses dados em informações e será tanto mais eficiente quanto melhores informações produzir. As demonstrações financeiras são compostas basicamente por cinco partes, conforme preconiza a lei das sociedades por ações (Lei nº modificada pelas leis nº /07 e /09), são elas: balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício, demonstração do valor adicionado, demonstrações das mutações do patrimônio líquido e demonstração dos fluxos de caixa (MATARAZZO, 2010). No próximo tópico serão abordados conceitos essenciais a respeito do balanço patrimonial que é a principal fonte de dados para realizar as análises do capital de giro. 2.1 Balanço Patrimonial como Fonte de Informação para Análise Financeira O balanço patrimonial é uma demonstração financeira que descreve, de maneira organizada e resumida, o patrimônio da empresa em determinado momento. Braga (2006, p. 8) afirma que o balanço patrimonial tem por objetivo demonstrar a situação do patrimônio da empresa, em determinada data. Greco e Arend (2011, p. 79) definem o balanço patrimonial como sendo a demonstração contábil destinada a evidenciar quantitativa e

16 16 qualitativamente a posição patrimonial e financeira da entidade em determinada data. Iudícibus (2010, p. 2), afirma que o balanço patrimonial tem por finalidade apresentar a posição financeira e patrimonial da empresa em determinada data. Para Matarazzo (2010, p. 26) o balanço patrimonial é a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa Ativo assim como as obrigações Passivo Exigível em determinada data. Ross (2009, p. 39) afirma que o balanço patrimonial, diz o que a empresa possui e como é financiada. A definição contábil subjacente ao balanço e que o descreve é : Ativos = Passivos + Patrimônio dos acionistas O quadro abaixo ilustra o balanço patrimonial e suas divisões. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Quadro 1 - Estrutura do Balanço Patrimonial Fonte: Iudícibus, (2010, p. 2). Conforme apresentado na figura 1 o balanço patrimonial possui dois lados: no lado esquerdo localizam-se os ativos e no lado direito os passivos e o patrimônio dos acionistas (ROSS, 2009). Considerando as afirmações e conceitos dos autores citados anteriormente pode-se inferir que, em síntese, o balanço patrimonial é uma das demonstrações financeiras obrigatórias previstas em lei e que proporciona uma visão, uma fotografia, das atividades da empresa em um momento específico, disponibilizando uma imagem dos dados contábeis, englobando o ativo, o passivo e o patrimônio líquido.

17 17 As contas do balanço são classificadas segundo os elementos do patrimônio que representam sendo agrupadas de maneira a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da instituição, onde as contas do ativo são dispostas em ordem decrescente de realização ou liquidez e as contas do passivo e patrimônio líquido em ordem decrescente de exigibilidade (BRAGA, 2006). O balanço fornece uma sequência de dados sobre a instituição, conforme as regras contábeis. Para a tomada de decisão é essencial a utilização das técnicas de análises de balanços para transformar esses dados em informação. Matarazzo (2010, p. 3) afirma que a análise de balanços objetiva extrair informações das demonstrações financeiras para a tomada de decisões. O administrador financeiro utiliza os dados do Balanço patrimonial para realizar análises relacionadas ao ativo, ao passivo e ao patrimônio líquido de modo a identificar a liquidez da empresa. Para Matarazzo (2010, p. 5) a análise de balanços permite deduzir, Se a empresa merece ou não crédito, se vem sendo bem ou mal administrada, se tem ou não condições de pagar suas dívidas, se é ou não lucrativa, se vem evoluindo ou regredindo, se é eficiente ou ineficiente, se irá falir ou se continuará operando. Nos próximos tópicos será realizado um aprofundamento nas divisões do balanço patrimonial e suas principais contas Ativo O ativo é a parte do balanço patrimonial que apresenta o que existe na empresa, os bens e direitos, as exceções são as despesas antecipadas e as diferidas, que também compõem o ativo (MATARAZZO, 2010). Para Greco e Arend (2011, p. 80) o ativo compreende as aplicações de recursos representadas por valores, direitos e bens. Os componentes do ativo são

18 18 classificados de acordo com a destinação específica e variam segundo os fins da entidade. Iudícibus (2010, p. 3) afirma que o ativo compreende os recursos controlados por uma entidade e dos quais se esperam benefícios econômicos futuros. Unger (1976, p. 118) afirma que: O ativo do balanço mostra o emprego dos fundos que foram colocados à disposição da empresa: - bens imobiliários, construções, maquinário produtivo, estoques, dinheiro em banco ou em caixa, empréstimos feitos a terceiros, particularmente sob a forma de clientela. Verifica-se assim que o ativo constitui a parte do balanço patrimonial que reúne as aplicações de recursos ou os bens e direitos da instituição. A figura abaixo ilustra o ativo e suas divisões. Ativo circulante Ativo Ativo não circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado Intangível Figura 1 - Modelo do Ativo Fonte: Iudícibus (2010, p. 3) Adaptado pelo Autor A figura 2 apresenta a divisão do ativo em circulante e não circulante, conforme a estrutura atualmente proposta pela lei /2009. Ross (2009, p. 599) comenta que Ativos circulantes são saldos de caixa e outros ativos que se espera converter em numerário dentro do prazo de um ano.

19 19 O ativo circulante é composto pelos seguintes grupos de contas: disponibilidades, direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. As principais contas do ativo circulante são: caixa, bancos c/movimento, aplicações de liquidez imediata, duplicatas a receber, títulos a receber e estoques (IUDÍCIBUS, 2010). Para Greco e Arend (2011, p.82) o ativo não circulante compreende todos os bens de permanência duradoura destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade. O Ativo não circulante é dividido em: realizável a longo prazo, investimentos, ativo imobilizado e ativo intangível. As principais contas são: contas a receber a longo prazo, empréstimos a controladas, depósitos judiciais, participações em coligadas, provisões para perdas, imóveis, veículos, depreciação, amortização acumulada, marcas e patentes, direito de concessão e direto autoral (IUDÍCUBUS, 2010) Passivo O passivo é a parte do balanço que agrupa as contas que identificam as origens dos recursos, bem como as obrigações da instituição. Ele é dividido em passivo circulante e passivo não circulante. Para Berti (1999, p. 24) o passivo é a parte do balanço patrimonial que registra as origens dos recursos de uma entidade. Os recursos de terceiros são representados pelas obrigações da entidade e os recursos próprios são registrados no patrimônio líquido. De acordo com Greco e Arend (2011, p. 84) o passivo compreende as origens de recursos representados por obrigações. Iudícibus (2010, p. 18) afirma que o passivo compreende basicamente as obrigações a pagar, isto é, as quantias que a empresa deve a terceiros.

20 20 A figura abaixo apresenta o passivo e suas divisões. PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL RESERVAS DE CAPITAL AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL RESERVAS DE LUCROS AÇÕES EM TESOURARIA PREJUÍZOS ACUMULADOS Figura 2 Modelo do Passivo Fonte: Iudícibus (2010, p. 3) Adaptado pelo Autor A figura 3 apresenta a divisão do passivo em circulante, não circulante, e patrimônio líquido, conforme a estrutura atualmente proposta pela lei /2009. O passivo circulante é a parte do passivo que reúne as obrigações da companhia vencíveis no exercício seguinte (GRECO; AREND, 2011). Para Matarazzo (p. 44, 2010) o passivo circulante Compreende todas as obrigações da empresa vencíveis no prazo de um ano ou, se o ciclo operacional for maior que um ano, as obrigações vencíveis no prazo do ciclo operacional. Essas obrigações devem ser tanto as conhecidas (por exemplo, duplicatas a pagar, promissórias a pagar, salários a pagar) como as calculáveis com precisão, tais como variações cambiais e juros, quanto às calculáveis apenas aproximadamente, como provisões para férias e 13º salário dos empregados. As principais contas do passivo circulante são: fornecedores, salários e encargos a pagar, empréstimos, debêntures, encargos financeiros a pagar, impostos a recolher e imposto de renda a pagar (IUDÍCIBUS, 2010).

21 21 Para Matarazzo (2010, p.45) o passivo não circulante Compreende todas as obrigações da empresa vencíveis a prazo superior a um ano ou superior ao ciclo operacional da empresa. O passivo não circulante é subdividido em exigível a longo prazo e patrimônio líquido. O exigível a longo prazo reúne as obrigações da entidade vencíveis em um prazo superior ao exercício seguinte. (GRECO; AREND, 2011). O patrimônio líquido consiste na diferença entre o valor total dos ativos e o valor total do passivo, ele também pode ser chamado de capital dos acionistas ou capital próprio (ROSS, 2009). Segundo Matarrazzo (2010, p. 45) o patrimônio líquido Representa os recursos dos acionistas formados por capital dinheiro ou bens entregues pelos acionistas à empresa ou por lucros gerados pela empresa e retidos em diversas contas de reservas. Desta forma verificamos que o patrimônio líquido apresenta a parte dos recursos aplicados no negócio, que é de propriedade da organização (acionistas) e pode ser representado matematicamente pela expressão: Patrimônio Líquido = Ativo - Passivo 2.2 Capital de Giro O capital de giro corresponde ao ativo circulante que apoia as transações do cotidiano de uma organização e traduz a parte do investimento que circula de um formato a outro, durante o desenvolvimento das operações dos negócios. Para Hoji (2001, p. 109) O capital de giro é conhecido também como capital circulante líquido e corresponde aos recursos aplicados em ativos circulantes, que se transformam, constantemente, dentro do ciclo operacional. Na expressão capital de giro, a palavra giro traduz os recursos correntes da empresa, normalmente com a capacidade de serem transformados em caixa no prazo de um ano (ASSAF NETO; SILVA, 2012).

22 22 Segundo Ross (2009, p. 40) A expressão capital de giro refere-se aos ativos de curto prazo da empresa tais como estoques e aos passivos a curto prazo, tais como pagamentos devidos a fornecedores. Para Assaf Neto e Silva (2012, p. 3), O capital de giro representa os recursos demandados por uma empresa para financiar suas necessidades operacionais identificadas desde a aquisição de matérias-primas (ou mercadorias) até o recebimento pela venda do produto acabado. Unger (1976, p. 33) afirma que o capital de giro, é o montante total do qual a empresa necessita para fazer funcionar suas instalações e aprontar o produto para a venda e é provocado pela existência dos seguintes fatores: - estoque de matérias-primas; -estoque de matérias-primas secundárias, matérias de manutenção e produto em curso de elaboração; - estoque de produto acabado; - valor acrescido na fabricação; - financiamento dos clientes que não pagam à vista, e - necessidade de caixa para movimentação de contas bancárias. Percebe-se que o capital de giro está intimamente ligado ao cotidiano dos negócios, tendo em vista que revela o ciclo de vida das empresas, ou seja: comprar, estocar, vender, pagar e receber. Neste ciclo operacional está a grande importância do capital de giro, pois suas implicações refletem diretamente e no curto prazo na saúde financeira das empresas. A figura abaixo retrata o ciclo operacional de um negócio. Compra de Início da Fim da Recebimento Matéria-prima fabricação fabricação Venda da Venda Figura 3 - Ciclo operacional Fonte: Assaf Neto e Silva (2012, p. 9) Adaptado pelo Autor Na figura 4 é possível identificar, sequencialmente, todas as etapas do ciclo operacional de um negócio.

23 23 De acordo com Assaf Neto e Silva (2012, p. 8) o ciclo operacional incorpora, sequencialmente, todas as fases operacionais presentes no processo empresarial de produção-venda-recebimento. O capital de giro pode ser dividido em fixo e variável. O fixo retrata o volume mínimo do ativo circulante necessário para manter a instituição em condições normais de funcionamento, ou seja, compreende a quantidade de recursos mínimos necessários para honrar os compromissos da empresa de maneira a possibilitar o funcionamento do negócio. A variável trata das necessidades adicionais de recursos que ocorrem em determinados períodos e que são motivadas por compras antecipadas de estoques, maior morosidade no recebimento de clientes, recursos do disponível em trânsito, maiores vendas em determinados meses do ano (ASSAF NETO; SILVA, 2012).

24 24 3 ADMINISTRAÇÃO DO GAPITAL DE GIRO A administração do capital de giro implica na gestão sobre as decisões de compras, vendas, e das diversas atividades operacionais do negócio, tendo como objetivo principal a manutenção da saúde financeira da empresa (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Para Ross (2009, p. 40) A administração do capital de giro da empresa é uma atividade cotidiana que assegura que os recursos sejam suficientes para continuar a operação, visando evitar interrupções dispendiosas. Segundo Assaf Neto e Silva (2012, p. 5) a administração do capital de giro diz respeito à administração das contas dos elementos de giro, ou seja, do ativos e passivos correntes (circulantes) e às inter-relações existentes entre eles. O administrador financeiro é o profissional que irá definir o nível adequado de estoques, os investimentos em créditos a clientes, princípios de gerenciamento de caixa e a estrutura dos passivos correntes, com o objetivo de manter determinado nível de rentabilidade e liquidez da empresa, alinhando aos objetivos organizacionais. (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Neste contexto é de suma importância para o processo decisório e consequentemente para uma boa administração do capital de giro, a qualidade das informações que irão embasar as decisões financeiras. Essas informações são obtidas pelos administradores financeiros a partir da análise das demonstrações financeiras das empresas. Berti (1999, p.11) afirma que a administração do capital de giro é uma tarefa difícil, dado o volume de informações que envolvem a tomada de decisão. Para que esta seja sempre no sentido de conseguir os resultados esperados, o administrador precisa ter informações que sirvam como subsídios no contexto administrativo. A análise do capital de giro tem como principal objetivo conhecer a capacidade de uma organização em pagar seus compromissos nos prazos acordados, com o intuito de fornecer informações que sirvam para embasar a tomada de decisão.

25 25 Nos próximos tópicos serão abordados dois modelos para realizar a análise do capital de giro de uma empresa. 3.1 Análise Tradicional do Capital de Giro A análise tradicional constitui o modelo mais utilizado pelos analistas financeiros e é realizada mediante a utilização de um conjunto de indicadores, onde através deles é possível conhecer a saúde financeira das empresas. Este método de análise busca conhecer a capacidade financeira de uma empresa em liquidar seus compromissos nos prazos acordados. Assaf Neto e Silva (2012, p. 65) afirmam que esta metodologia objetiva explicar e qualificar essa capacidade de pagamento da empresa. Segundo Vieira (2008, p. 65) a análise do capital de giro é tradicionalmente realizada através do cálculo dos chamados índices de liquidez e do valor do capital circulante líquido (CCL) obtidos a partir das informações extraídas do balanço patrimonial. Uma dos motivos para realizar a analise o capital de giro, segundo Berti (1999, p. 35), é conhecer se existem recursos para saldar as obrigações e os indicadores de liquidez mostram exatamente a capacidade de pagamento. Nos próximos tópicos serão apresentados os conceitos e interpretações das medidas financeiras utilizadas para realizar a análise tradicional do capital de giro Indicadores de Liquidez Os indicadores são definidos como uma relação entre contas ou grupo de contas das demonstrações financeiras com o objetivo de identificar algum aspecto da situação financeira de uma organização. Eles demonstram a

26 26 situação financeira da empresa através da relação entre ativos circulantes e as dívidas (MATARAZZO, 2010). Através da utilização dos indicadores de liquidez é possível identificar se a empresa possui capacidade de pagamento, ou seja, se existem recursos suficientes para saldar as obrigações (BERTI, 1999). Para Matarazzo (2010, p. 99), uma empresa com bons índices de liquidez tem condições de ter boa capacidade de pagar suas dívidas, mas não estará, obrigatoriamente, pagando suas dívidas em dia em função de outras variáveis como prazo, renovação de dívidas etc. Os principais indicadores de liquidez são: liquidez geral, liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata e o capital circulante líquido Liquidez Geral O índice de liquidez geral retrata quanto a instituição possui de recursos a curto e longo prazo para o pagamento das obrigações a curto e longo prazo (BERTI, 1999). Ele apresenta, em síntese, como anda a saúde financeira global da empresa, indicando se será possível liquidar todas as dívidas de curto ou de longo prazo. abaixo: Para calcular a liquidez geral, Marion (2011), apresenta a fórmula LG = AC + RLP PC + PNC Onde: AC = Ativo Circulante RLP = Realizável a Longo Prazo PC = Passivo circulante

27 27 PNC = Passivo não Circulante O resultado obtido a partir do cálculo deste índice informa quanto a empresa tem no ativo circulante e realizável a longo prazo para cada R$ 1,00 de dívida total (MATARAZZO,2010). Referente à interpretação do resultado deste indicador, Marion (2011, p. 168), afirma que quando a liquidez geral for igual ou superior a 1, pode-se afirmar, em princípio, que a entidade se encontra satisfatoriamente estruturada do ponto de vista financeiro. Por outro lado, quando esse quociente for inferior a 1, pode-se, em princípio, dizer que a empresa se encontra em situação de insolvência, pois os capitais de terceiros (obrigações totais) financiam todo o Ativo Circulante e Realizável a Longo prazo, além de parte do ativo fixo, revelando que a empresa se encontra nas mãos de terceiros. Ainda a respeito da interpretação da liquidez geral pode-se inferir que: quanto maior for o resultado melhor. Se o resultado obtido, portanto, for maior que 1, a empresa consegue pagar todas as suas dívidas e ainda dispõe de uma folga financeira, porém, quando o resultado for menor que 1, significa que a empresa precisa gerar recursos para pagar suas dívidas Liquidez Corrente A liquidez corrente retrata a situação financeira de curto prazo da organização indicando se existe dinheiro disponível ou recursos rapidamente realizáveis para liquidar somente as dívidas de curto prazo. Segundo Marion (2011, p. 169) esse quociente relaciona quantos reais temos imediatamente disponíveis e conversíveis, a curto prazo, em dinheiro com relação às dívidas de curto prazo. abaixo: Para calcular a liquidez corrente Matarazzo (2010) apresenta a fórmula LC = AC PC Sendo:

28 28 LC= Liquidez corrente AC= Ativo circulante PC= Passivo circulante O resultado do índice de liquidez corrente apresenta quanto a organização possui no seu ativo circulante, para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Para Berti (1999, p.35) a liquidez corrente mostra quanto a empresa possui de recursos a curto prazo, para pagar as obrigações a curto prazo. Para cada real de obrigação a curto prazo, quanto ela possui de recursos. Referente à interpretação do resultado deste indicador, Vieira (2008, p. 51) afirma que sob a ótica da liquidez, quanto mais elevada melhor. Para Marion (2011, p. 170), quando a liquidez corrente for superior a 1, a empresa poderá, em certos momentos, não dispor de dinheiro suficiente para cobrir compromissos imediatos. Entretanto, se a folga financeira for muito pequena ou o quociente for inferior a 1, a empresa poderá encontrar dificuldades para cobrir seus compromissos, bem como para captar dinheiro no mercado. Quanto maior for o resultado obtido, entretanto, mais disponibilidade de recursos a empresa possui para saldar suas dívidas Liquidez Seca Este indicador retrata a situação financeira de curto prazo da empresa, excluindo a incerteza da transformação dos estoques em recursos monetários, portanto, ele mostra se todas as obrigações de curto prazo podem ser pagas sem considerar os estoques. O índice de liquidez seca para Assaf Neto e Silva (2012, p. 22) mede o percentual das dívidas de curto prazo em condições de serem liquidadas mediante o uso de ativos monetários de maior liquidez.

29 29 Para Marion (2011, p. 170) esse indicador apresenta uma posição bem realista e conservadora da liquidez da empresa em determinado momento, sendo preferido pelos emprestadores de capitais. Para obtenção do índice de liquidez seca Vieira (2008) apresenta a fórmula abaixo: LS = AC E PC Onde: LS = Liquidez Seca AC = Ativo Circulante E = Estoques PC = Passivo Circulante O resultado da liquidez seca indica quanto a empresa possui de ativo líquido para cada R$ 1,00 real de dívidas de curto prazo, portanto, quanto maior o resultado melhor (MATARAZZO, 2010) Liquidez Imediata Este indicador verifica se a organização possui a capacidade de honrar suas obrigações correntes apenas com o saldo disponível (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Segundo Berti (1999, p.35) a liquidez imediata é a relação entre o disponível (caixa, banco c/movimento etc.) e as obrigações a curto prazo. Quanto a empresa possui recursos imediatos para pagamento de obrigações a curto prazo. Vieira (2008, p. 51) afirma que a liquidez imediata representa o montante de valores disponíveis para fazer frente a cada unidade monetária dos compromissos registrados no passivo circulante, sem levar em consideração a eventual utilização de recursos que não os existentes no caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata.

30 30 abaixo: Para obtenção da liquidez imediata Berti (1999) apresenta a fórmula LI = D PC Sendo: LI = Liquidez Imediata D = Disponível PC = Passivo Circulante Quanto à interpretação do resultado da Liquidez Imediata Vieira (2008, p. 51) afirma que na ótica da liquidez, quanto mais elevada melhor Capital Circulante Líquido O capital circulante líquido para Vieira (2008, p. 49) é um valor monetário (um montante de dinheiro) calculado pela diferença entre os recursos que se prevê estarão disponíveis e as obrigações vencíveis a curto prazo. Representa uma folga financeira da empresa em fazer frente aos seus compromissos registrados no passivo circulante. Sob a ótica da liquidez, quanto mais elevada melhor. Segundo Matarazzo (2010, p. 96) o capital circulante líquido, representa a folga financeira a curto prazo, ou seja, financiamentos de que a empresa dispõe para o seu giro e que não serão cobrados a curto prazo. Para a obtenção do valor do capital circulante líquido, Assaf Neto e Silva (2012) apresenta a fórmula abaixo: CCL = AC - PC Sendo: CCL = Capital circulante líquido

31 31 AC = Ativo circulante PC = Passivo Circulante Quando o passivo circulante for superior ao ativo circulante a empresa terá o seu capital de giro circulante negativo, significando que os recursos de longo prazo não conseguem pagar suas aplicações de longo prazo, tendo que usar recursos do passivo circulante para esta operação. A instituição está utilizando, portanto, os recursos passivos correntes para cobrir seus investimentos permanentes (ASSAF NETO; SILVA, 2012). A figura abaixo mostra de maneira resumida a localização do capital circulante líquido negativo no balanço patrimonial. Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC) CCL < 0 (Negativo) Ativo não Circulante (ANC) Passivo não Circulante (PNC) Patrimônio Líquido (PL) Figura 4 - Capital Circulante Líquido negativo. Fonte: Assaf Neto e Silva (2012, p. 7) Adaptado pelo Autor A parte cinza da figura 5 retrata o CCL negativo, portanto, a parte do passivo circulante que está pagando as aplicações de longo prazo. Quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante o capital de giro líquido será positivo, significando que parte do ativo circulante está sendo financiado pelo passivo não circulante, por recursos de longo prazo. Os recursos arrecadados no longo prazo estão aplicados em ativos de longo prazo e a sobra está sendo utilizada para cobrir o capital de giro da instituição, denotando uma folga financeira (ASSAF NETO; SILVA, 2012).

32 32 A figura abaixo retrata a situação do balanço patrimonial de uma empresa que possui o CCL positivo. Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC) CCL > 0 (Positivo) Passivo não Circulante (PNC) Ativo não Circulante (ANC) Patrimônio Líquido (PL) Figura 5 - Capital Circulante líquido positivo. Fonte: Assaf Neto e Silva (2012, p. 6) Adaptado pelo Autor A parte cinza da figura 6 representa o CCL positivo, sendo assim, a parte do ativo circulante que está sendo paga por recursos de longo prazo. 3.2 Análise Dinâmica do Capital de Giro O modelo dinâmico foi desenvolvido por Michael Fleuriet e Georges Blanc com a Fundação Dom Cabral, nos anos , e aprimorado vinte e cinco anos depois com o apoio de outros autores. Atualmente o modelo, também conhecido como modelo Fleuriet, é utilizado em instituições financeiras como Serasa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Itaú e Banco do Brasil, Caixa Econômica entre outras (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Este modelo é estruturado em três conceitos: Necessidade de Capital de Giro, Capital de Giro e Saldo de Tesouraria. Para aplicar o método dinâmico é preciso realizar uma reclassificação do balanço patrimonial (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003).

33 33 Nos próximos tópicos deste trabalho serão abordados os principais conceitos e métodos para aplicação do modelo dinâmico no balanço patrimonial das empresas Reclassificação do Balanço Patrimonial Para aplicar o modelo dinâmico de análise do capital de giro é necessário reclassificar as contas do balanço patrimonial com o objetivo de enfatizar os ciclos econômico e financeiro. (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). A apresentação tradicional do balanço patrimonial, segundo Vieira (2008, p. 71) se mostra inadequada para uma análise de liquidez, principalmente à luz da empresa no desenvolvimento normal das suas operações, ou seja, em funcionamento. A reclassificação do balanço patrimonial consiste em uma nova classificação das contas levando em consideração o ciclo econômico e o ciclo financeiro, dividindo o grupo dos ativos e passivos circulantes em erráticos (financeiro) e cíclicos (operacional), tendo em vista que algumas contas do ativo e passivo circulantes se renovam na medida em que se desenvolvem as atividades empresariais (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Para Vieira (2008, p.74) a reclassificação do balanço patrimonial se fundamenta na dinâmica financeira da empresa e reflete o seu ciclo. O ciclo econômico corresponde ao prazo transcorrido entre as entradas de insumos e as saídas de produtos acabados. Já o ciclo financeiro corresponde ao prazo entre as saídas de caixa e as entradas de caixa (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). A figura abaixo ilustra os ciclos econômico e financeiro de uma empresa.

34 34 Figura 6 - Ciclo econômico e ciclo financeiro. Fonte: Vieira (2008, p. 75) A figura 7 apresentou o ciclo econômico e financeiro tornando visível a defasagem entre os ciclos o qual é resultado do relacionamento da organização com os clientes e fornecedores. A reclassificação do balanço vislumbra evidenciar estes ciclos na análise do capital de giro, proporcionando uma análise da dinâmica do negócio. A figura abaixo apresenta o balanço patrimonial reclassificado para análise do modelo dinâmico.

35 35 ATIVO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE ATIVO ERRÁTICO (FINANCEIRO) - Caixa e Bancos - Aplicações financeiras - Outras contas não operacionais PASSIVO ERRÁTICO (FINANCEIRO) - Empréstimos e financiamentos - Debêntures - Dividendos a pagar - Outras contas não operacionais ATIVO CÍCLICO (OPERACIONAL) - Clientes - Estoques - Outras contas operacionais PASSIVO CÍCLICO (OPERACIONAL) - Fornecedores - Salários e encargos - Impostos operacionais - Outras contas operacionais ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE - Realizável a longo prazo - Exigível a longo prazo - Permanente PATRIMÔNIO LÍQUIDO Figura 7 - Balanço patrimonial reclassificado Fonte: Vieira (2008, p. 74) Adaptado pelo Autor A figura 8 apresenta o balanço patrimonial pronto para a aplicação do modelo dinâmico dividindo o ativo e passivo circulantes em errático e cíclico. O ativo circulante errático ou financeiro é composto pelas contas que não possuem uma ligação direta com as atividades operacionais, já o ativo circulante

36 36 cíclico ou operacional é composto por valores que mantêm relação direta com as atividades operacionais da empresa. O passivo circulante errático ou financeiro é formado pelas dívidas das empresas com as instituições financeiras e outras obrigações que não possuem vinculação direta com as atividades operacionais. O ativo circulante cíclico ou operacional é formado pelas obrigações de curto prazo com relação direta com a operacionalização do negócio (ASSAF NETO; SILVA, 2012) Necessidade de Capital de Giro (NCG) A necessidade de capital de giro é um conceito econômico-financeiro que faz referência ao saldo de contas cíclicas ligadas ao desenvolvimento operacional dos negócios (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Matarazzo (2010, p. 284) afirma que a necessidade de capital de giro representa quanto a empresa necessita de capital para financiar o giro. Segundo Vieira (2008, p. 78) a necessidade de capital de giro aparece quando no ciclo financeiro as saídas operacionais ocorrem antes das entradas de caixa, ou seja, quando o ciclo financeiro é positivo. Para Matarazzo (2010, p.283) a necessidade de capital de giro é a chave para a administração financeira de uma empresa. A fórmula da necessidade de capital de giro é definida por Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 7) como sendo: NCG = ativo cíclico passivo cíclico A NCG para Vieira (2008, p.86) representa uma demanda operacional de recursos permanentes e de longo prazo que a empresa precisa para financiar enquanto estiver em operação. Habitualmente, na maioria das empresas, a necessidade de capital de giro é positiva, portanto, a atividade operacional do negócio proporciona um fluxo de saídas de caixa mais rapidamente do que as

37 37 entradas necessitando, assim, de investimento constante em seu giro (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Segundo Matarazzo (2010, p. 284) quando a NCG for positiva a empresa deve encontrar fontes adequadas de financiamento. Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p.11) corroboram com esta interpretação afirmando que quando positiva reflete uma aplicação permanente de fundos que, normalmente, deve ser financiada com os fundos permanentes utilizados pela empresa. Entretanto a NCG também pode ser negativa, significando a existência de recursos disponíveis que podem ser aplicados em outras atividades, ou seja, as entradas de caixa ocorrem antes das saídas (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Para Matarazzo (2010, p. 285) a NCG negativa indica que Sobram recursos das atividades operacionais os quais poderão ser usados para aplicação no mercado financeiro ou para a expansão da planta fixa. De acordo com Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 10) quando a NCG é negativa O passivo cíclico torna-se maior do que o ativo cíclico, constituindo-se em fonte de fundos para a empresa. A NCG ainda pode ser igual a zero indicando que o ativo cíclico é igual ao passivo cíclico, implicando que a empresa não tem necessidade de financiamento para o capital de giro (MATARAZZO, 2010) Capital de Giro no Modelo Dinâmico Para Vieira (2008, p.84), o capital de giro representa as fontes das quais a empresa deve lançar mão para financiar a NCG, de forma a manter a compatibilidade entre as características temporais das fontes e aplicações operacionais. Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 12) afirmam que o capital de giro constitui uma fonte de fundos permanente utilizada para financiar a necessidade de capital de giro da empresa. O capital de giro, no modelo dinâmico, possui o mesmo valor que o capital circulante líquido definido no sentido financeiro clássico como a diferença entre o ativo e o passivo circulantes. Porém no modelo de Fleuriet o capital de giro é obtido

38 38 a partir da diferença entre as contas não cíclicas do ativo e as contas não cíclicas do passivo (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). O capital de giro, portanto, é obtido a partir da fórmula abaixo: CDG = (PL + PNC) - ANC Onde: CDG = Capital de Giro PL = Patrimônio Líquido PNC = Passivo não Circulante ANC = Ativo não Circulante Apesar de o CDG possuir o mesmo valor do CCL sua base de interpretação é diferente. Enquanto o CCL retrata o excedente de bens e direitos disponíveis a curto prazo, o CDG representa um excedente de fontes a longo prazo em relação às aplicações de longo prazo (VIEIRA, 2008). A figura abaixo apresenta essa diferença. Ativo Circulante (AC) Passivo Circulante (PC) (CCL) (CDG) Passivo não Circulante (PNC) Ativo não Circulante (ANC) + Patrimônio Líquido (PL) Figura 8 - CDG e CCL no Balanço patrimonial Fonte: Vieira (2008, p. 85) Adaptado pelo Autor

39 39 A figura 9 ilustra a diferença conceitual entre o capital circulante líquido do modelo tradicional e o capital de giro do modelo dinâmico, evidenciando que o CCL relaciona contas de curto prazo e o CDG as contas de longo prazo. O Capital de giro pode ser positivo ou negativo. Quando positivo o CDG representa uma fonte de recursos de longo prazo que podem ser utilizados para financiar a NCG e outras aplicações. Quando negativo ele retrata uma aplicação de longo prazo que precisa ser financiada (VIEIRA, 2008) Saldo de Tesouraria O saldo de tesouraria corresponde a uma fonte de curto prazo para financiar as atividades operacionais quando os recursos de longo prazo do capital de giro (NCG) não são suficientes (ASSAF NETO; SILVA, 2012). Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 13) definem o saldo de tesouraria como a diferença entre o ativo e o passivo erráticos ou financeiros. Ou ainda Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 14) o Saldo de Tesouraria representa um valor residual correspondente à diferença entre o Capital de Giro e a Necessidade de Capital de Giro. O saldo de tesouraria possui duas fórmulas, conforme abaixo: T = AE PE ou T = CDG NCG Sendo: T = Saldo de tesouraria AE = Ativo errático PE = Passivo errático CDG = Capital de Giro NCG = Necessidade de Capital de giro

40 40 O saldo de tesouraria pode ser positivo ou negativo, quando positivo, a empresa possui fundos de curto prazo que poderão ser aplicados em outras atividades, como por exemplo, em títulos de liquidez imediata, aumentando assim a folga financeira da organização. Quando o Saldo de tesouraria for negativo, implica que o capital de giro não é suficiente para financiar a necessidade de capital de giro, ou seja, a empresa está financiando parte da NCG com fundos de curto prazo, aumentado assim o risco de insolvência (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003) Tipos de Balanço do Modelo Dinâmico A partir das variações no capital de giro, na necessidade de capital de giro e no saldo de tesouraria o modelo dinâmico enquadra os balanços das empresas em quatro tipos. O enquadramento é realizado mediante o resultado e interpretação de cada variável do modelo dinâmico. Vieira (2008, p. 107) afirma que a NCG, CDG e T podem posicionar-se como fontes ou aplicações de recursos em função do sinal algébrico que tenham assumido. A figura abaixo ilustra essas interpretações. Variáveis Positiva Negativa NCG Aplicação Fonte CDC Fonte Aplicação T Aplicação Fonte Figura 9- Variáveis como fontes e aplicações de recursos Fonte: Vieira (2008, p. 107) O ciclo econômico e a rentabilidade das empresas atribuem a seus balanços patrimoniais uma característica particular que permite enquadrá-los em quatro tipos (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). A seguir serão apresentados os 4 tipos de balanços.

41 41 A figura abaixo apresenta os dois tipos de balanços mais comuns. TIPO 1 TIPO 2. T T CDG CDG CDG > 0 (no passivo) NCG > 0 (no ativo) T < 0 (no passivo) CDG > 0 (no passivo) NCG > 0 (no ativo) T > 0 (no passivo) Figura 10 Tipos 1 e 2 de Balanço patrimonial Fonte: Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 15) O tipo 1 retrata uma empresa em que a necessidade de capital de giro é maior que o capital de giro e por este fato o saldo de tesouraria é negativo. Significando que a instituição financia parte de sua NCG com créditos a curto prazo. Neste tipo de balanço a liquidez estará ameaçada se a NCG estiver normal e se os créditos de curto prazo não forem renovados (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Para Vieira (2008, p 109) a situação apresentada no tipo 1 evidencia uma demanda operacional que é financiada através de uma composição de recursos de longo prazo oriundos do CDG (CDG>0) e de recursos de curto prazo originários de T (T< 0).

42 42 O tipo 2 apresenta uma empresa com estrutura financeira sólida já que possui o saldo de tesouraria positivo, o que permite suportar aumentos temporários da NCG (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Na conjuntura apresentada no tipo 2, Vieira (2008, p.110) afirma que é uma estrutura bastante confortável do ponto de vista financeiro, pois existe uma disponibilidade de recursos de longo prazo aplicados no curto prazo. A figura abaixo apresenta os tipos 3 e 4. TIPO 3 TIPO 4 T T CDG CDG CDG < 0 (no ativo) NCG > 0 (no ativo) T < 0 (no passivo) CDG > 0 (no passivo) NCG < 0 (no passivo) T > 0 (no ativo) Figura 11 Tipos 3 e 4 de Balanço patrimonial Fonte: Fleuriet, Kehdy e Blanc (2003, p. 15) O tipo 3 retrata uma empresa que batalha para permanecer viva no mercado, pois sua estrutura financeira apresenta risco de insolvência elevado já que financia a NCG e parte do ativo não circulante com fundos de curto prazo que podem não ser renovados (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003).

43 43 Segundo Vieira (2008, p.109) as empresas que se enquadram no balanço tipo 3 possuem uma situação de auto risco financeiro por causa da elevada dependência dos empréstimos bancários de curto prazo. O tipo 4 apresenta uma empresa com alto grau de sensibilidade a variações nas vendas, quando aumentam as vendas a estrutura financeira é excelente, quando ocorre redução nas vendas o risco de insolvência aumenta (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Para Vieira (2008, p. 110), na situação do tipo 4, a NCG representa uma fonte de recursos operacionais devido ao ciclo financeiro negativo (NCG < 0), que, somados aos recursos de longo prazo proporcionados pelo CDG (CDG>0) são aplicados a curto prazo no saldo de tesouraria (T) (T>0). É uma estrutura sólida decorrente, em geral, de uma gestão financeira voltada para a manutenção de baixos níveis de risco financeiro.

44 44 4 METODOLOGIA Este capítulo tem como objetivo apresentar o método científico utilizado para responder à problemática da pesquisa, bem como para atingir os objetivos desta monografia. De acordo com Lakatos e Marconi (2008, p. 44) não há ciência sem o emprego de métodos científicos. Para Ruiz (2008, p. 48) é o método de abordagem de um problema em estudo que caracteriza o aspecto científico de uma pesquisa. A seguir será realizado o enquadramento científico desta monografia quanto à natureza, tipologia, instrumento da pesquisa, universo, tratamento e procedimento operacional. 4.1 Natureza Este trabalho possui a natureza qualitativa-quantitativa tendo em vista a utilização dos balanços patrimoniais e de fórmulas algébricas para calcular as variáveis inerentes ao estudo do capital de giro, visando à extração de informações para realização da análise do capital de giro pelo modelo tradicional e dinâmico, interpretando os resultados e comparando as teorias aplicadas. A abordagem quantitativa, para Oliveira (2002, p.115) significa quantificar opiniões, dados, nas formas de coleta de informações, assim como o emprego de recursos e técnicas estatísticas. A abordagem qualitativa, para Leite (2008, p.100), é decorrente de pesquisas teóricas, pesquisas exploratórias documentais e outras que possuem caráter de investigação lógica ou histórica. Ainda para Leite (2008, p.100) Uma das características da aplicabilidade dos métodos qualitativos são as situações em que se necessita realizar classificações comparativas.

45 Tipologia Para classificar o tipo da pesquisa foi utilizada a taxonomia de Vergara (2009) classificando o estudo quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins esta monografia é do tipo descritiva pois não vislumbra interferir nas teorias referentes ao capital de giro e sim descrever os modelos de análise, possibilitando uma comparação através dos resultados de cada modelo. Cervo, Bervian e Da Silva (2007, p.61) afirmam que a pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Quanto aos meios esta monografia classifica-se como bibliográficadocumental e estudo de caso. Bibliográfica pois foi realizado um levantamento teórico através da pesquisa em livros acerca do capital de giro e os seus métodos de análise. Para Cervo, Bervian e Da Silva (2007, p.60) a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva. Segundo Oliveira (2002, p. 119) a pesquisa bibliográfica tem por finalidade conhecer as diferentes formas de contribuição científica que se realizaram sobre determinado assunto ou fenômeno. Conforme Andrade (2009 p. 115) a pesquisa bibliográfica utiliza fontes secundárias, ou seja, livros e outros documentos Documental tendo em vista a utilização dos balanços patrimoniais da Petrobras e da Vale os quais constituem um documento empresarial para aplicação prática das teorias de análise do capital de giro. Segundo Andrade (2009 p.115) a pesquisa documental baseia-se em documentos primários originais. Para Cervo, Bervian e Da Silva (2007, p.62) na pesquisa documental são investigados documentos com o propósito de descrever e comparar. Para o estudo de caso foram escolhidos dois casos específicos, Petrobras e Vale para a aplicação prática da teoria e comparação dos resultados obtidos por cada método de análise. Para Cervo, Bervian e Da Silva (2007, p.62) o estudo de caso é a pesquisa sobre determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade.

46 Instrumento de Pesquisa O instrumento utilizado para a realização da pesquisa foram os documentos, os balanços patrimoniais os quais foram obtidos a partir das demonstrações financeiras disponíveis no site das respectivas empresas. 4.4 Universo Esta monografia trata de um estudo de caso e o universo definido foram duas empresas de diferentes áreas de atuação. A escolha das empresas se deu devido à relevância das mesmas para a economia brasileira e por se tratar de empresas de capital aberto que possuem as demonstrações financeiras auditadas por auditores independentes, proporcionando maior credibilidade aos resultados obtidos. 4.5 Tratamento Vislumbrando uma análise mais eficiente os balanços patrimoniais das empresas foram tratados e reorganizados antes da realização das análises do capital de giro. Esta organização se deu por meio da utilização da padronização de balanços proposta por Matarazzo (2010) adaptando este modelo de padronização à lei /2009. Matarazzo (2010, p.70) afirma que As demonstrações financeiras devem ser preparadas para a análise da mesma forma que um paciente que vai submeter-se a exames médicos. A padronização de balanços consiste numa transcrição das contas para um modelo previamente definido, proporcionando simplificação, comparabilidade e adequação aos objetivos da análise (MATARAZZO, 2010). Através deste procedimento pretende-se obter um resultado preciso, tendo em vista que o modelo de Matarazzo prepara o balanço para a análise do capital de giro tanto para o modelo tradicional quanto para o dinâmico. O quadro abaixo apresenta o modelo de padronização utilizado neste estudo.

47 47 Quadro 2 - Modelo de padronização de Balanço Ativo Ativo Circulante Financeiro (errático) Disponibilidades Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Clientes - Valor Líquido Estoques Outros valores operacionais Não Circulante Realizável a longo prazo Empr.a PF e/ou PJ ligadas Outros valores Despesas do exercício seguinte Investimentos Investimentos Imobilizado líquido Imobilizado - valor bruto Depreciação acumulada Intangível Intangível Passivo Passivo circulante Financeiro (errático) Emprést./Financ./Dup.Descontadas Imposto de renda e contribuição social Dividendos a pagar Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Fornecedores Adiantamentos de clientes Obrig. trabalhistas e fiscais a recolher Outras contas valores operac. a pagar Não Circulantes Empréstimos e financiamentos Empr.a sócios/diret./empresas ligadas Outros valores Patrimônio líquido Capital Social Reservas de capital e de lucro Ajuste de Aval.Patrim./Ações em Tes. Prejuízo acumulado BALANÇOS EM: Fonte: Matarazzo (2010, p. 73) Adaptado pelo autor

48 Procedimento Operacional A coleta de dados foi realizada na internet na última semana do mês de março de No dia foi realizado o dowload dos balanços patrimoniais da Petrobras e Vale dos anos de 2009 a 2011 no site das respectivas empresas. Entre os dias 08 e 15 de maio os balanços foram padronizados, utilizando o modelo de Matarazzo (2010) e colocados em uma planilha do Microsoft Excel Entre os dias 16 e 18 de Maio as fórmulas algébricas inerentes aos dois modelos de análise do capital de giro foram inseridas em uma planilha do Microsoft Excel Posteriormente foram obtidos os resultados de cada variável. De posse dos valores numéricos das variáveis dos dois modelos entre os dias 20 e 22 de Maio foi realizada a interpretação dos resultados de acordo com o referencial teórico. Após aplicação dos modelos foi utilizado o Método Comparativo para realizar a avaliação e comparação das teorias, visando alcançar o objetivo principal desta monografia. Para Cervo, Bervian e Da Silva (2007, p.32) a comparação é a técnica científica aplicável sempre que houver dois ou mais termos com as mesmas propriedades gerais ou características particulares.

49 49 5 ESTUDO DE CASO Este capítulo apresenta o estudo de caso nas empresas Petróleo Brasileiro S/A e na Vale S/A. Inicialmente as empresas serão apresentadas, posteriormente serão apresentados os balanços padronizados seguidos pela análise tradicional e dinâmica do capital de giro, tendo como fonte o balanço patrimonial das respectivas empresas. Por fim será efetuada uma comparação entre os resultados obtidos a partir de cada modelo. 5.1 Apresentação das Empresas Nesta parte do trabalho será realizada a apresentação resumida de cada empresa abordando o perfil, a importância e área de atuação Petrobras A Petrobras é uma sociedade anônima de capital aberto fundada em 1953, cuja razão social é: Petróleo Brasileiro S/A. A empresa possui atividades em 24 países e em todos os continentes. Ela é líder do setor petrolífero no Brasil e a quinta maior companhia de energia do mundo, com base no valor de mercado, segundo o ranking da consultoria PFC Energy. A Petrobras atua na indústria de óleo, gás e energia de forma integrada e especializada nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte de óleo e gás natural, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, bicombustíveis e outras fontes renováveis de energia. É a quarta marca brasileira mais valiosa de 2012 segundo pesquisa realizada pela Interbrand, líder mundial há mais de 30 anos em consultoria,

50 50 estratégia e estudos de marcas. A IR Magazine premiou a Petrobras pelo Melhor Programa de Relações com Investidores para Acionistas Individuais, e ainda, concedeu menção honrosa em três categorias: Melhor Website de RI, Melhor Relatório Anual e Melhor Marca Corporativa (branding) Vale A Vale S.A, é uma sociedade anônima de capital aberto com sede no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Obteve seu primeiro registro em outubro de 1943 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e hoje tem seus papéis negociados nas bolsas de São Paulo (BM&F BOVESPA), Nova York (NYSE), de Paris (NYSEEuronext) e de Hong Kong (HKEx). Ela é líder mundial na produção de minério de ferro e pelotas e a segunda maior produtora de níquel. É uma mineradora brasileira presente em 38 países, nos cinco continentes, com a missão de transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável. A Companhia e suas controladas diretas e indiretas têm como atividade preponderante a pesquisa, produção e comercialização de minério de ferro e pelotas, níquel, fertilizantes, cobre, carvão, manganês, ferro-ligas, cobalto, metais do grupo de platina e metais preciosos. Atua nos segmentos de energia, logística e siderurgia. 5.2 Balanços Padronizados Nesta parte do trabalho serão apresentados os balanços padronizados das duas empresas de 2009, 2010 e O modelo de padronização utilizado apresenta apenas as contas essenciais do ativo e do passivo, tornando o balanço pronto para análise. Segue abaixo, no quadro 3 os balanços padronizados da Petrobras de 2009 a 2011.

51 51 Quadro 2 - Balanço Padronizado da Petrobras BALANÇOS EM: PETROBRAS ( EM R$ MILHÕES) Ativo Ativo Circulante Financeiro (errático) Disponibilidades Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Clientes - Valor Líquido Estoques Outros valores operacionais Não Circulante Realizável a longo prazo Empr.a PF e/ou PJ ligadas Outros valores Despesas do exercício seguinte Investimentos Investimentos Imobilizado líquido Imobilizado - valor bruto Depreciação acumulada Intangível Intangível Passivo Passivo circulante Financeiro (errático) Emprést./Financ./Dup.Descontadas Imposto de renda e contribuição social Dividendos a pagar Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Fornecedores Adiantamentos de clientes - Obrig. trabalhistas e fiscais a recolher Outras contas valores operac. a pagar Não Circulantes Empréstimos e financiamentos Empr.a sócios/diret./empresas ligadas Outros valores Patrimônio líquido Capital Social Reservas de capital e de lucro Ajuste de Aval.Patrim./Ações em Tes Prejuízo acumulado - - Segue abaixo, no quadro 4, os balanços padronizados da Vale.

52 52 Quadro 4 - Balanço Padronizado da Vale BALANÇOS EM: VALE ( EM R$ MILHÕES) Ativo Ativo Circulante Financeiro (errático) Disponibilidades Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Clientes - Valor Líquido Estoques Outros valores operacionais Não Circulante Realizável a longo prazo Empr.a PF e/ou PJ ligadas Outros valores Despesas do exercício seguinte Investimentos Investimentos Imobilizado líquido Imobilizado - valor bruto Depreciação acumulada Intangível Intangível Passivo Passivo circulante Financeiro (errático) Emprést./Financ./Dup.Descontadas Imposto de renda e contribuição social Dividendos a pagar Outros valores financeiros Operacional (cíclico) Fornecedores Adiantamentos de clientes Obrig. trabalhistas e fiscais a recolher Outras contas valores operac. a pagar Não Circulantes Empréstimos e financiamentos Empr.a sócios/diret./empresas ligadas Outros valores Patrimônio líquido Capital Social Reservas de capital e de lucro Ajuste de Aval.Patrim./Ações em Tes. (11.538) (11.811) (10.785) Prejuízo acumulado 6.003

53 Análise Tradicional do Capital de Giro Para a realização da analise tradicional serão aplicados os indicadores de liquidez geral, corrente, seca, imediata e o capital circulante líquido (CCL) Liquidez Geral O índice de liquidez geral apresenta como anda a saúde financeira global da empresa, avaliando a solubilidade no curto e longo prazo. O quadro abaixo apresenta o resultado da liquidez geral da Petrobras e da Vale de 2009 a Quadro 5:Liquidez geral da Petrobras e da Vale LIQUIDEZ GERAL FÓRMULA: LG = (AC+RLP) / (PC+PNC) ANO EMPRESA PETROBRAS 0,59 0,69 0,60 VALE 0,61 0,63 0,55 Fonte: BP da Vale e da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor Os resultados da liquidez geral da Petrobras de 2009 a 2011 foram inferiores a 1, denotando que a organização não possuía capacidade para pagar suas dívidas de curto e longo prazo, portanto, a liquidez geral desfavorável. apresenta-se Os números indicam uma circunstância indesejável em que para cada R$ 1,00 em dívidas a Petrobras possuía para saldá-las: R$ 0,83 em 2009, R$ 0,92 em 2010 e R$ 0,80 em A liquidez geral da Vale de 2009 a 2011 também se manteve abaixo de 1, indicando que a empresa não possuía disponibilidades para saldar todas as dívidas de curto e longo prazo, mostrando uma situação desfavorável de liquidez geral.

54 54 Os resultados da Vale foram indesejáveis, em que, para cada R$ 1,00 em dívidas a empresa possuía para quitá-las: R$ 0,61 em 2009, R$ 0,63 em 2010 e R$ 0,55 em Liquidez Corrente O índice de liquidez corrente apresenta a situação financeira de curto prazo da empresa mostrando se existe dinheiro disponível ou recursos rapidamente realizáveis para liquidar somente as dívidas de curto prazo. O quadro 6 apresenta respectivamente os resultados dos indicadores de liquidez corrente da PETROBRAS e da VALE de 2009 a Quadro 6: Liquidez corrente da Petrobras e da Vale LIQUIDEZ CORRENTE FÓRMULA: LC = AC / PC ANO EMPRESA PETROBRAS 1,34 1,89 1,77 VALE 2,10 1,72 1,89 Fonte: BP da Vale e da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A liquidez corrente da Petrobras oscilou no período analisado, apresentando em 2009 o menor valor, porém a empresa possuía capacidade de saldar todas as dívidas de curto prazo, pois o passivo circulante era menor que o ativo circulante. Nos exercícios subsequentes houve uma melhora considerável, demonstrando que os investimentos no ativo foram suficientes para cobrir as dívidas de curto prazo proporcionando ainda uma folga financeira de 89 % em 2010 e de 77 % em Os resultados da Petrobras indicam que para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo possuía para liquidá-las: R$ 1,34 em 2009, R$ 1,89 em 2010 e R$ 1,77 em Nos três exercícios analisados a Vale apresentou uma liquidez corrente acima de 1 significando que a organização possui a capacidade de saldar as dívidas de curto prazo. Os resultados indicam que para cada R$ 1,00 em dívidas de

55 55 curto prazo a empresa possuía para liquidá-las: R$ 2,10 em 2009, R$ 1,72 em 2010 e R$ 1,89 em Percebe-se uma oscilação na liquidez corrente, porém, nos três anos a empresa apresentou uma folga financeira, sendo de: 110% em 2009, 72% em 2010 e 89% em Liquidez Seca O índice de liquidez seca apresenta o quanto a empresa possui de recursos circulantes para fazer frente às obrigações de curto prazo sem levar em consideração a venda dos estoques. O quadro abaixo apresenta, respectivamente, os resultados dos indicadores de liquidez seca da Petrobras e da Vale de 2009 a Quadro 7:Liquidez seca da Petrobras e da Vale LIQUIDEZ SECA FÓRMULA: LS = (AC- E) / PC ANO EMPRESA PETROBRAS 0,99 1,54 1,36 VALE 1,77 1,49 1,43 Fonte: BP da Vale e da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A liquidez seca da Petrobras demonstrou um crescimento ao longo do período apresentando em 2009 o menor resultado, onde não possuía saldo para quitar todas as contas de curto prazo. Nos exercícios seguintes a situação melhorou significativamente, pois se parasse de vender seus estoques teria a capacidade de pagar todas as contas de curto prazo e ainda dispunha de uma folga financeira de 54% em 2010 e 36% em Os valores da liquidez seca indicam que para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo a Petrobras possuía para quitá-las, desconsiderando a venda dos estoques: R$ 0,99 em 2009, R$ 1,54 em 2010 e R$ 1,36 em A liquidez seca da Vale foi acima de 1 nos três anos denotando uma situação confortável de liquidez quando consegue pagar todas as dívidas de curto prazo sem considerar a venda dos estoques. Apesar dos bons números percebe-se

56 56 uma redução ao longo do período, devido ao aumento de 75% nos estoques da organização de 2009 para Os resultados indicam que para cada R$ 1,00 em dívidas de curto prazo a Vale possuía para saldá-las sem considerar a venda dos estoques: R$ 1,77 em 2009, R$ 1,49 em 2010 e R$ 1,43 em Liquidez Imediata O índice de liquidez imediata verifica se a organização possui a capacidade de honrar suas obrigações correntes, de curto prazo, apenas com o disponível imediato. O quadro 8 apresenta os resultados do indicador de liquidez imediata da Petrobras e da Vale de 2009 a Quadro 8: Liquidez imediata da Petrobras e da Vale LIQUIDEZ IMEDIATA FÓRMULA: LI = (D) / PC ANO EMPRESA PETROBRAS 0,53 0,99 0,77 VALE 0,67 0,74 0,46 Fonte: BP da Vale e da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A liquidez imediata da Petrobras se manteve inferior a 1 nos três anos, significando que a empresa não tinha capacidade de pagar todas as obrigações de curto prazo apenas com o saldo disponível. Observa-se uma variação durante o período apresentando crescimento de 87% de 2009 para 2010 e uma redução de 22 %de 2010 para Os resultados indicam que para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo a Petrobras possuía em caixa para pagamento imediato: R$ 0,53 em 2009, R$ 0,99 em 2010 e R$ 0,77 em A Vale possui uma situação semelhante pois a liquidez imediata se manteve abaixo de 1 nos três anos, portanto a organização não possuía valores

57 57 disponíveis para quitar todas as obrigações de curto prazo. Para cada R$ 1,00 em dívidas de curto prazo a empresa possuía em caixa para pagamento imediato das dívidas: R$ 0,67 em 2009, R$ 0,74 em 2010 e R$ 0,46 em Os resultados da liquidez imediata das empresas foram abaixo de 1, porém não significa que elas estejam passando por problemas financeiros, tendo em vista que este indicador não considera os direitos a receber Capital Circulante L íquido O capital circulante líquido é um valor financeiro, um montante de recursos, que apresenta a folga financeira de curto prazo da instituição, podendo assumir um valor negativo ou positivo. O quadro 9 apresenta os resultados do CCL da PETROBRAS e da VALE de 2009 a Quadro 9: CCL da Petrobras e da Vale CCL (R$ MILHÕES) FÓRMULA: (AC - PC) ANO EMPRESA PETROBRAS VALE Fonte: BP da Vale e da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor O Capital circulante líquido da Petrobras apresentou um crescimento progressivo nos três exercícios apresentando o menor valor em 2009 e um crescimento de 160% de 2009 para 2010 e 6% de 2010 para O CCL positivo representa uma folga financeira de curto prazo. O CCL da Vale nos três exercícios foi positivo remetendo uma folga financeira de curto prazo para a empresa. Percebe-se uma oscilação no CCL ao longo do período aumentando 18% de 2009 para 2010 e reduzindo 13% de 2010 para 2011.

58 Diagnóstico da Análise Tradicional da Petrobras A Petrobras apresentou uma evolução nos seus indicadores, aumentando os valores de 2009 para 2010 e reduzindo de 2010 para 2011, conforme ilustrado no gráfico abaixo. Gráfico 1 Indicadores de Liquidez da Petrobras de 2009 a 2011 Fonte: BP da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A variação na liquidez corrente foi motivada, principalmente, pelo crescimento do ativo circulante. A liquidez seca oscilou devido ao aumento dos estoques e do ativo circulante. A liquidez geral variou devido ao crescimento do ativo circulante e realizável a longo prazo, passivo circulante e não circulante. A liquidez imediata variou por causa do aumento no valor do disponível e do passivo circulante. O gráfico 2 apresenta as variações nos grupos de contas do balanço patrimonial que proporcionaram as oscilações nos indicadores de liquidez.

59 59 Gráfico 2-Oscilação das contas no Balanço Patrimonial da Petrobras Ativo Circulante Disponibilidades Estoques Realizável a longo prazo Passivo circulante Passivo Não Circulante Fonte: BP da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor O capital circulante líquido apresentou um crescimento ao longo do período. Este aumento foi motivado pelo crescimento do ativo circulante e a variação do passivo circulante. Os resultados dos indicadores de liquidez demonstram que a empresa aumentou sua solubilidade no decorrer dos exercícios em estudo. Em 2009 três indicadores obtiveram resultados inferiores a 1 retratando um situação com risco de insolvência no longo prazo, porém com uma folga financeira no curto prazo de R$ 19 bilhões. Em 2010 e 2011 a situação melhorou quando a liquidez seca foi maior do que 1 permanecendo apenas com a LG e LI abaixo de 1, significando uma boa liquidez de curto prazo, apresentando uma folga financeira (CCL) de R$ 49 bilhões em 2010 e de R$ 52 bilhões em 2011, refletindo decisões financeiras que aumentaram as aplicações financeiras de curto prazo em maior proporção do que o crescimento das obrigações de curto prazo. Conclui-se que nos três anos a Petrobras apresentou no curto prazo uma situação relativamente confortável, porém com dependência dos estoques em 2009

60 60 e dos valores a receber nos três anos, contando ainda com uma folga financeira, representando uma margem para manobras e adaptações financeiras com o objetivo de equilibrar as entradas e saídas de caixa ou para enfrentar sazonalidades de mercado desfavoráveis para o negócio. Porém no longo prazo a empresa incorre em risco de insolvência Diagnóstico da Análise Tradicional da Vale A Vale apresentou uma oscilação em todos os indicadores de liquidez, porém, ao longo do período todos eles reduziram, conforme ilustrado no gráfico 3. Gráfico 3 Indicadores de Liquidez da Vale de 2009 a 2011 Fonte: BP da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor As variações na liquidez geral e corrente foram motivadas pela oscilação do ativo e passivo circulantes. A liquidez imediata diminuiu devido à redução das disponibilidades. A liquidez seca diminuiu por causa do aumento progressivo dos estoques.

61 61 O gráfico 4 apresenta as variações nos grupos de contas do balanço patrimonial que resultaram em oscilações nos indicadores de liquidez. Gráfico 4-Oscilação das contas no BP da Vale Ativo Circulante Disponibilidades Estoques Realizável a longo prazo Passivo circulante Passivo Não Circulante Fonte: BP da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor O capital circulante líquido manteve-se positivo nos três exercícios, apresentando uma oscilação ao longo do período motivada pela variação no passivo e ativo circulantes. Os resultados dos indicadores de liquidez demonstram que a Vale manteve um bom nível de solubilidade de curto prazo no decorrer dos três exercícios. A liquidez geral e imediata obtiveram resultados inferiores a 1 nos três anos, retratando uma situação com risco de insolvência, porém a liquidez corrente e seca foram superiores a 1, indicando que no curto prazo a empresa possui uma boa liquidez, contando com um excedente do CCL de RS 19,32 bilhões em 2009, RS 22,88 bilhões em 2010 e RS 19,87 bilhões em 2011, que pode ser utilizado para enfrentar sazonalidades de mercado. Conclui-se que a Vale possui uma excelente liquidez de curto prazo, porém com alta dependência dos direitos a receber, tendo em vista que somente os valores disponíveis não são suficientes para saldar as dívidas. No longo prazo a

62 62 instituição não é solúvel, podendo incorrer na falência se os investimentos não renderem no futuro o fluxo de caixa suficiente para saldar as obrigações de longo prazo. 5.4 Análise Dinâmica do Capital de Giro Para a realização da analise dinâmica serão calculados os valores da Necessidade de Capital de Giro (NCG), do Capital de Giro (CDG) e do Saldo de Tesouraria (T) Necessidade de Capital de Giro A NCG é uma variável que apresenta quanto a empresa necessita de recursos para financiar o giro. O quadro 10 apresenta os resultados do NCG da PETROBRAS e da VALE de 2009 a Quadro 10: NCG da Petrobras e da Vale NCG (R$ MILHÕES) FÓRMULA: NCG = AO - PCO ANO EMPRESA PETROBRAS VALE Fonte: BP da Petrobras e da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A NCG da Petrobras foi positiva no decorrer dos três anos apresentando um aumento progressivo, crescendo 23% de 2009 para 2010 e 41% de 2010 para 2011, significando que cada vez mais que a empresa precisa de aplicação de recursos constantemente em seu giro. O financiamento da NCG pode ser por meio de fontes de curto ou de longo prazo. A Vale apresentou uma NCG positiva nos três anos apresentando uma variação ao longo do período, crescendo 167% de 2009 para 2010 e uma reduzindo

63 63 28% de 2010 para O resultado positivo indica que a empresa necessita constantemente de recursos para financiar o seu giro Capital de Giro O CDG apresenta o excedente de fontes a longo prazo em relação às aplicações de longo prazo, podendo ser positivo ou negativo. O quadro 11 apresenta os resultados do CDG da PETROBRAS e da VALE de 2009 a Quadro 11: CDG da Petrobras e da Vale CDG (R$ MILHÕES) FÓRMULA: CDG = (PL + PNC) - ANC ANO EMPRESA PETROBRAS VALE Fonte: BP da Petrobras e da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor O CDG da Petrobras apresentou um aumento, ao longo do período, obtendo o menor resultado em O resultado positivo significa a existência de um excedente de longo prazo para financiar suas atividades operacionais, ou seja, a NCG é financiada por recursos de longo prazo do capital de giro. A Vale apresentou resultados positivos indicando a existência de recursos excedentes de longo prazo para financiar o giro. Observa-se uma oscilação, crescendo 18% de 2009 para 2010 e reduzindo 13% de 2010 para Saldo de Tesouraria O saldo de tesouraria é um montante residual de recursos de curto prazo, que pode admitir resultado positivo ou negativo. O quadro 12 apresenta os resultados do T da Petrobras e da Vale de 2009 a 2011.

64 64 Quadro 12: T da Petrobras e da Vale T (R$ MILHÕES) FÓRMULA: T = AF - PF ANO EMPRESA PETROBRAS VALE Fonte: BP da Petrobras e da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor A Petrobras apresentou o T negativo em 2009 indicando que os recursos de curto prazo estão integralmente financiando as atividades operacionais do negócio. Nos anos seguintes o T foi positivo significando que existem recursos de curto prazo excedentes. O saldo de tesouraria da Vale oscilou durante os três exercícios, apresentando um valor positivo em 2009 indicando a existência de recursos excedentes de curto prazo. Nos anos seguintes o T foi negativo assumindo a função de fonte de recursos quando financia as atividades operacionais do negócio Tipo de Balanço Em 2009 a Petrobras apresentou resultados que a enquadram em empresas com balanços do tipo 1, ou seja, CDG > 0 (no ativo), NCG > 0 (no ativo), e T < 0 (no passivo). Nos anos seguintes a configuração mudou passando a assumir o formato de balanços de empresas do tipo 2, ou seja, CDG > 0 (no passivo), NCG > 0 (no ativo), e T > 0 (no passivo). A Vale em 2009 obteve resultados que a enquadram em empresas com balanços do tipo 2, portanto, CDG > 0 (no passivo), NCG > 0 (no ativo), e T > 0 (no passivo). Nos anos seguintes assumiu o tipo 1, ou seja, CDG > 0 (no passivo), NCG > 0 (no ativo), e T < 0 (no passivo) Diagnóstico da Análise Dinâmica da Petrobras

65 65 A Petrobras apresentou durante o período analisado uma variação na relação entre os indicadores do modelo dinâmico modificando assim sua estrutura financeira bem como a liquidez do negócio. O gráfico 5 apresenta as oscilações nos indicadores do modelo dinâmico. Gráfico 5- Oscilação nos indicadores do modelo Dinâmico da Petrobras T NCG CDG Fonte: BP da Petrobras de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor Em 2009 a Petrobras obteve a NCG e o CDG positivos e o T negativo, apresentando uma situação que não é grave, porém com alta dependência da renovação dos créditos de curto prazo, pois não existem recursos de longo prazo suficientes para financiar toda a NCG, ficando a cargo do saldo de tesouraria complementar o financiamento do giro, configurando o tipo 1 de balanço patrimonial, o qual retrata empresas que financiam a NCG através de uma composição do CDG e do T. Esta é a situação mais comum entre as empresas brasileiras. Nos anos de 2010 e 2011 houve uma melhora obtendo resultados para a NCG o CDG e o T positivos refletindo uma estrutura financeira sólida, em que os recursos de longo prazo do CDG financiam integralmente a NCG e detém um

66 66 excedente no saldo de tesouraria. Nesses anos a Petrobras configurou o tipo de balanço 2 que é uma estrutura bastante confortável no olhar financeiro, pois existe uma disponibilidade de recursos de longo prazo aplicados no curto prazo, o que permite suportar aumentos na NCG resultantes de sazonalidades de mercado. Conclui-se que a Petrobras tomou decisões que modificaram sua estrutura financeira, diminuindo o risco de insolubilidade, passando a ter uma estrutura financeira sólida e confortável, em que as atividades operacionais são financiadas por recursos de longo prazo Diagnóstico da Análise Dinâmica da Vale A Vale apresentou durante os três exercícios uma oscilação na relação entre os indicadores do modelo dinâmico, mudando sua estrutura financeira bem como a liquidez do negócio. O gráfico 6 apresenta as oscilações nos indicadores do modelo dinâmico. Gráfico 6- Oscilação nos indicadores do modelo Dinâmico da Vale T NCG CDG Fonte: BP da Vale de 2009 a 2011 Organizado pelo Autor

67 67 Em 2009 a Vale obteve a NCG o CDG e o T positivos apresentando uma situação confortável, tendo em vista que as demandas de recursos operacionais da NCG são financiadas por recursos de longo prazo do CDG e dispõem de recursos de curto prazo do saldo de tesouraria para realizar aplicações de curto prazo. Neste ano a Vale configurou o balanço do tipo 2 que é uma estrutura financeira sólida, pois existe uma reserva de liquidez que pode ser utilizada em imprevistos no fluxo de caixa. Em 2010 e 2011 a situação mudou obtendo resultados positivos para o CDG e NCG e valores negativos para o T. Nesta circunstância as demandas de recursos da NCG são financiadas por recursos de longo prazo do CDG e recursos de curto prazo do T configurando o balanço do tipo1 que é o mais comum em empresas brasileiras onde não existem recursos excedentes, portanto, a liquidez pode ser ameaçada se os créditos de curto prazo não forem renovados. Conclui-se que a Vale tomou decisões financeiras relativas ao capital de giro que proporcionaram mudanças na estrutura financeira da instituição saindo de uma circunstância confortável e sem risco de insolvência em 2009 para uma estrutura, nos anos seguintes, altamente dependente de créditos de curto prazo e sem margem de segurança para enfrentar sazonalidades de mercado ou variações no fluxo de caixa. 5.5 Análise dos resultados: modelo tradicional X modelo dinâmico Ambas as análises mostraram a situação com pouco risco de insolvência do capital de giro da Petrobras em 2009, bem como a melhora nos anos subsequentes. Nos resultados da Vale o modelo dinâmico percebeu uma mudança na estrutura financeira de 2009 para 2010 que não foi identificada na análise tradicional, onde a empresa deixou de ter recursos excedentes de longo prazo. Essa mudança de estrutura financeira, a ausência de recursos excedentes, é crucial para o administrador nas tomadas de decisões, na definição de novos cenários e concepção de novas estratégias.

68 68 Os resultados da analise tradicional do capital de giro permitem evidenciar a capacidade de pagamento da empresa e se há existência de uma folga financeira de curto prazo. O modelo tradicional, na concepção dos seus indicadores, considera a organização de maneira estática como se a cobertura de todas as suas dívidas ocorressem apenas quando da liquidação dos ativos, ou seja, como se todos os recursos fossem destinados ao pagamento das contas. Esta situação, porém, ocorre apenas quando a empresa decreta a falência. O método de análise tradicional do capital de giro pode obter resultados que refletem uma falsa imagem de estabilidade da empresa, essa possibilidade existe pelo fato de considerar nos seus índices ativos que só iriam se materializar na sua falência (FLEURIET; KEHDY; BLANC, 2003). Assaf Neto e Silva (2012, p. 65) afirmam que os indicadores do modelo tradicional não costumam fornecer informações mais conclusivas a respeito de determinada evolução na posição financeira corrente e esperada da empresa, omitindo principalmente as efetivas necessidades de investimento em capital de giro. Os resultados da análise através do modelo dinâmico evidenciam como a entidade financia o giro permitindo classificar e qualificar a estrutura e o risco financeiro. A análise dinâmica envolve o conhecimento efetivo do capital de giro da empresa verificando o valor necessário para o giro bem como qual tipo de recurso é utilizado para financiá-lo. Assaf Neto e Silva (2012, p. 65) comentam que a análise do modelo dinâmico permite com razoável precisão técnica melhor conhecer e avaliar a estrutura financeira das empresas. Verifica-se que a diferença básica entre os modelos é o fato de que na análise tradicional a empresa é considerada de maneira estática como se estivesse para fechar (falir). O modelo dinâmico a considera como um organismo vivo e em operação. Outra diferença é referente ao capital de giro onde no modelo dinâmico ele é obtido pelas contas de longo prazo podendo representar uma fonte de financiamento de longo prazo enquanto que no tradicional ele é obtido pelas contas de curto prazo, sendo um excedente de bens e direitos no curto prazo.

69 69 Essas diferenças proporcionam vantagens ao modelo dinâmico em relação ao modelo tradicional, pois permite uma análise mais realista sobre o capital de giro possibilitando ainda classificar e qualificar a estrutura financeira das organizações.

70 70 6 CONCLUSÃO Tendo em vista a relevância do capital de giro no contexto administrativo das organizações este estudo destinou-se a confrontar os dois instrumentos de análise do capital de giro, vislumbrando identificar qual o método mais preciso para que o administrador financeiro extraia as informações para utilizar no processo decisório. A pesquisa alcançou os objetivos propostos no inicio tendo em vista a realização do levantamento bibliográfico, a aplicação dos modelos de análise do capital de giro na Petrobras e na Vale e a comparação dos resultados das análises dos dois modelos. Com base nos resultados verifica-se que o modelo dinâmico possui vantagens em relação ao modelo tradicional permitindo identificar o montante de recursos necessários para financiar o giro, conhecer com qual tipo de recurso a empresa financia este giro, possibilitando classificar e qualificar a estrutura financeira da organização. É importante ressaltar que o modelo dinâmico é mais sensível às mudanças nas contas circulantes e possui parâmetros com maior sensibilidade a alterações da situação financeira, visto que enfatiza nos seus quocientes as contas circulantes. Vale salientar, também, que as informações obtidas a partir dos indicadores do modelo dinâmico proporcionam um efetivo conhecimento quanto ao comportamento da estrutura financeira em relação ao seu giro. A partir do estudo bibliográfico realizado e considerando a aplicação e comparação dos modelos esta monografia conseguiu responder a problemática que norteou este estudo, quando evidenciou que o modelo dinâmico qualifica com maior perfeição o risco e a situação financeira da entidade. Conclui-se que o modelo dinâmico é mais apropriado para realizar a análise do capital de giro com foco na obtenção de informações para subsidiar a tomada de decisão, pois proporciona informações concisas e importantes no contexto administrativo. O modelo tradicional também apresenta informações

71 71 relevantes, porém com probabilidade de falha, com foco na capacidade de pagamento e não esclarecendo a composição do giro. É necessário ressaltar que as informações obtidas a partir da análise do capital de giro constituem apenas uma das fontes de informação que o gestor financeiro deve utilizar para embasar a tomada de decisão. Sabe-se que a decisão é tomada considerando os objetivos organizacionais e uma série de fatores externos e internos, cenários e riscos. Considerando a limitação do estudo em dois casos não é possível fazer generalizações, portanto é possível que em outros casos o modelo tradicional se mostre mais eficiente.

72 72 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSAF NETO, Alexandre; e SILVA, César Augusto Tibúrcio. Administração do Capital de Giro. 4.ed. São Paulo: Atlas, ANDRADE, Maria Margarida De, Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 9. ed. São Paulo: Atlas, BERTI, Anélio. Análise do capital de giro: teoria e prática. São Paulo: Ícone, BRAGA,Hugo Rocha. Demonstrações contábeis: estrutura, análise e interpretação.5 ed. São Paulo:Atlas, CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino; DA SILVA, Roberto. Metodologia Científica. 6 ed. São Paulo: Perarson Prentice Hall, FLEURIET, Michel; KEHDY, Ricardo ; e BLANC, Georges. O modelo Fleuriet: a dinâmica financeira das empresas. Rio de Janeiro: Elsevier, GIL, Antônio Carlos, Como elaborar projetos de pesquisa. 4ed. São Paulo: Atlas, GITMAN, Laurence J. Princípios de administração financeira. 10 ed. São Paulo: Harbra, HOJI, Masakasu. Administração financeira: uma abordagem prática. 3 ed. São Paulo: Atlas, GRECO, Alvísio Lahorgue; AREND, Lauro Roberto. Contabilidade: teoria e prática básicas. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

73 73 <http://www.investidorpetrobras.com.br/pt/governanca/relatorio-desustentabilidade/analise-financeira-e-demonstracoes-contabeis-2011.htm>acesso no dia 04/06/2013 às 17:28 no dia 04/06/2013 às 17:28 Acesso BR-GAAP-IFRS-US-GAAP/Documents/brgaap/itr_brgaap_4T11p.pdf> Acesso no dia 09/03/2013 ás 14:14 <http://www.investidorpetrobras.com.br/pt/governanca/relatorio-desustentabilidade/analise-financeira-e-demonstracoes-contabeis-2010.htm> <http://www.vale.com/pt/investors/quarterly-results-reports/financial-statements- <http://www.vale.com/pt/investors/quarterly-results-reports/financial-statements- BR-GAAP-IFRS-US-GAAP/FinancialStatements/itr_brgaap_4T10p.pdf> Acesso no dia 05/06/2013 às 17:04 IUDÍCIBUS, Sérgio de. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, IUDÍCIBUS, Sérgio de (Coord). Contabilidade Introdutória. Faculdade de economia, administração e contabilidade da USP. 11 ed. São Paulo: ATLAS, 2010 LAKATOS, Eva Maria ; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 5 ed 2.reimpr. São Paulo: Atlas LEITE, Francisco Tarciso. Metodologia Científica: métodos e técnicas de pesquisa: monografias, dissertações, teses e livros. São Paulo: Idéias & Letras, MARION, José Carlos; RIBEIRO, Osni Moura. Introdução à Contabilidade Gerencial São Paulo: Saraiva, MATARAZZO, Dante Carmine. Análise Financeira de Balanços: abordagem gerencial. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2010.

74 74 OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica. 2 ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning ROSS, Stephen A. Administração Financeira. 2 edição. São Paulo: Atlas, RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica. 6 ed 2.reimpr. São Paulo: Atlas UNGER, Thomas Alfred. Princípios de gestão econômica da empresa. 2 ed. São Paulo:McGraw-Hill do Brasil, VERGARA, Sylvia Constant.Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 10 ed. São Paulo: VIEIRA, Marcos Villela. Administração estratégica do capital de giro. 2 ed. São Paulo: Atlas ANEXOS

75 75 8 ANEXOS 8.1 Balanços da Petrobras

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