CONTABILIDADE & EMPRESAS

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1 CONTABILIDADE & EMPRESAS MARÇO E ABRIL 2012 N.º 14 2ª SÉRIE EDITORIAL Crescimento, Competitividade e Emprego ENTREVISTA Rui Almeida, Administrador do Grupo Moneris ARTIGOS Aplicação de resultados Reabilitação urbana Enquadramento fiscal Macroenquadramento das diferenças de expectativas em auditoria: sociedade, economia, governo das sociedades e regulamentação Consolidação de contas OUTROS DESTAQUES Falecimento do Presidente da CNC, Prof. Dr. Domingos José da Silva Cravo Caso Prático n.º 16 Dívidas a receber

2 CONTABILIDADE & EMPRESAS SECÇÕES Opinião Entrevista Actualidade Contabilidade Fiscalidade Auditoria Gestão e Finanças Informações e Notícias Associativismo Sectores Profissão Livros UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE TRABALHO PARA PROFISSIONAIS DE CONTABILIDADE, QUADROS DE EMPRESAS E EMPRESAS EM GERAL Preço Assinatura Preço especial para Assinantes VE, BC e membros da OTOC Anual A 64 A 50 Para usufruir do preço especial de assinatura da C&E deve optar Bienal pelo pagamento por débito em A 121 A 100 conta A assinatura Bienal inclui a oferta do livro A Profissão, as Associações e as Revistas de Contabilidade em Portugal (recortar ou fotocopiar) Nome Morada C. Postal Tel. Nº Contribuinte Quero assinar a Contabilidade & Empresas a partir de / na seguinte modalidade: Anual (64A) Bienal com oferta do livro A Profissão, as Associações e as Revistas de Contabilidade em Portugal (121A) ESPECIAL ASSINANTES VIDA ECONÓMICA, BOLETIM DO CONTRIBUINTE E MEMBROS DA OTOC, QUE OPTEM PELA MODALIDADE DE PAGAMENTO POR DÉBITO EM CONTA. Quero assinar a revista Contabilidade & Empresas na seguinte modalidade: Anual (50A) Bienal com oferta do livro A Profissão, as Associações e as Revistas de Contabilidade em Portugal (100A) FORMAS DE PAGAMENTO Autorização de Pagamento - Débito em conta (modalidade obrigatória para usufruir do preço especial) Nome do titular Banco Data / / NIB Assinatura (A minha assinatura renovar-se-á automaticamente, salvo instruções minhas por escrito em contrário.) Cartão de Crédito Debitem A no meu cartão com o nº Cód. Seg. emitido em nome de e válido até /. Assinatura Cheque ou Vale Postal Envio cheque/vale nº, s/ o, no valor de A DESTACAR O CUPÃO E ENVIAR PARA O GRUPO EDITORIAL VIDA ECONÓMICA REMESSA LIVRE Apartado Porto (não necessita de selo) Autor: Joaquim F. Cunha Guimarães Pags. 736 PVP: 36 A ASSINE POR DOIS ANOS E RECEBA A OFERTA DO LIVRO A PROFISSÃO, AS ASSOCIAÇÕES E AS REVISTAS DE CONTABILIDADE EM PORTUGAL VANTAGEM ASSINANTE Recepção das publicações em casa ou no local de trabalho. Acesso directo a ofertas exclusivas e descontos em serviços da Vida Económica. ASSINE JÁ PEDIDOS PARA: R. Gonçalo Cristóvão, 111, 6º esq PORTO Tel Fax

3 Editorial Joaquim CUNHA Guimarães CRESCIMENTO, COMPETITIVIDADE E EMPREGO Em Janeiro de 2012, a Comissão Permanente de Concertação Social do Conselho Económico Social (CES) divulgou um documento intitulado Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego. O CES assume claramente que o Governo e os parceiros sociais estão conscientes de que 2012 vai ser um ano de recessão da atividade económica com reflexos negativos no nível do emprego. Com efeito, os números do desemprego não cessam de aumentar, o que tem originado situações de instabilidade junto dos parceiros sociais. Podemos inferir que, nesta matéria, Portugal não foge à regra da maioria dos restantes países da UE. É óbvio que este dossiê vai ter mais capítulos e de complexa negociação. Aguardamos com expectativa os resultados sob o olhar da troika. Neste período, registamos negativamente o falecimento, no passado dia 18 de Março, do Presidente da Comissão de Normalização Contabilística (CNC), Domingos José da Silva Cravo, que foi o primeiro entrevistado da C&E (n.º 1 de Janeiro/Fevereiro de 2010), a quem agradecemos a colaboração prestada e manifestamos sentidas condolências à família. Neste número incluímos duas entrevistas: uma ao Professor Universitário e Revisor Oficial de Contas, Leopoldo de Assunção Alves, que nos apresenta algumas das suas preocupações no âmbito da Contabilidade em Portugal, quer a nível profissional quer a nível do Ensino Superior de Contabilidade e áreas conexas, e outra a Rui Pedro Almeida, Administrador do Grupo Moneris. CONTABILIDADE & Empresas Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série 3

4 Sumário Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série Propriedade Vida Económica - Editorial S. A. DIRETOR Joaquim Fernando da Cunha Guimarães COLABORADORES PERMANENTES Agostinho Manuel dos Santos Costa Cristina Costa Pinto Guilherme Osswald Joaquim Fernando da Cunha Guimarães José Alberto Pinheiro Pinto Maria José Fernandes Mário da Cunha Guimarães Paulo Moura Castro COLABORADORES NESTE número Abílio Marques Bruno José Machado de Almeida Guilherme Osswald Joaquim Fernando da Cunha Guimarães José Joaquim Marques de Almeida Rui Almeida Sílvia Moura O conteúdo dos artigos é da exclusiva responsabilidade dos autores PAGINAÇÃO José Barbosa REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO R. Gonçalo Cristóvão, 14 2º Esq Porto Telef.: Fax: DELEGAÇÃO EM LISBOA Av. Fontes Pereira de Melo, nº Lisboa Telef.: Fax: IMPRESSÃO Uniarte Gráfica - Porto Registo nº no ICS Assinatura anual: 64 euros Março/Abril 2012 Este suplemento faz parte integrante da Vida Económica nº 1442, de Opinião Pecados de sempre, por Guilherme Osswald...5 Entrevista Rui Almeida, Administrador do grupo Moneris... 6 Contabilidade Reflexões sobre o SNC...8 XIII A aplicação de resultados, por Joaquim Fernando da Cunha Guimarães Falecimento do Presidente da CNC...21 Modificações das Diretivas Contabilísticas...22 SNC representa alterações de fundo no relato empresarial, por Abílio Marques...23 Fiscalidade Reabilitação urbana, por Abílio Marques...24 Limite aos pagamentos em dinheiro suscita polémica...27 Taxa Tobin não avança para já...28 Tributação no setor público é complexo e não uniforme...29 Governo aperta malha nos preços de transferência...30 Quase oito mil nomes entram na lista de devedores...30 Portugal está no pelotão da frente no combate à fraude e evasão fiscais Auditoria/Revisão de contas Macro enquadramento das diferenças de expectativas em auditoria: sociedade, economia, governo das sociedades e regulação, por José Joaquim Marques de Almeida e Bruno José Machado de Almeida...32 Revisores oficiais de contas contestam alterações à oitava Diretiva...45 Gestão e finanças Consolidação de Contas, por Sílvia Moura...46 Setores Governo define medidas para reforço financeiro das instituições de crédito DGCI cobra milhões indevidos no Imposto Único de Circulação...49 Receita extraordinária deve viabilizar desenvolvimento social...49 Orçamento do Estado afunda ainda mais setor da construção...50 Associativismo APOTEC comemora 35 anos de existência...51 OTOC apresenta candidatura ao Conselho Económico e Social...52 Aprovado Relatório e Contas da OTOC...53 OTOC disponibiliza novo sítio...54 IV Congresso dos TOC...54 Plano de atividades e orçamento da OROC...54 Notícias e informações XV Encontro AECA...55 Governo quer maior controlo financeiro das entidades públicas...55 Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses Casos práticos Caso prático nº 16 Dívidas a receber...56 livros Manual da prestação de contas nas entidades do setor não lucrativo...58 Direção e gestão da força de vendas...58 Código do IVA comentado e anotado CONTABILIDADE & Empresas Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série

5 Opinião Pecados de sempre Guilherme Osswald* A política fiscal portuguesa continua a pecar de um sério problema. Trata-se da dissociação das políticas económicas e da adoção de medidas que nada têm a ver com a realidade. As consequências estão à vista, o afundar da economia e uma máquina fiscal com dificuldades acrescidas para cortar na despesa e aumentar a receita. Os casos dos combustíveis e das SCUT são exemplos claros de políticas erradas aos níveis fiscal e económico. Os responsáveis políticos teimam em se assumir como os arautos das certezas e das decisões acertadas. Talvez se houvesse responsabilização de medidas tomadas erradamente,as coisas mudariam radicalmente de rumo. Na Alemanha e no Reino Unido há penas pesadas para quem não toma a coisa pública como um assunto sério, já que está em causa o dinheiro dos contribuintes. Por cá, o mais comum é premiar a incompetência com um qualquer cargo público bem remunerado. Portugal deveria tomar como exemplo os modelos daquelas economias que representam casos de sucesso, como a Alemanha. Depois de um período complicado pós-crise, o país tomou medidas adequadas, com o IRS e o IRC a baixarem e os bancos a facilitarem o acesso ao crédito. O resultado está à vista, uma política fiscal consentânea com a situação da economia real e o país a transformar-se rapidamente no motor da Europa. No nosso país, é evidente que a política fiscal está desadequada da realidade. Relativamente ao consulado de Sócrates pouco ou nada mudou. Continuam os mesmos a pagar a fatura, quando a economia informal e a evasão e a fraude fiscais se mantêm verdadeiros cancros. Já para não esquecer as benesses atribuídas a determinados setores de atividade, sempre intocáveis. Nenhuma economia resiste a uma carga fiscal exagerada e que se carateriza pela iniquidade. Mais cedo ou mais tarde, o dinheiro acaba. Não é admirar que a inteligência deste país esteja a desartar. O que até interessa àqueles que estão agora no poder, pois não há o receio de sofrerem concorrência. Quando o fisco esmaga o contribuinte e a economia anda à deriva, não é surpresa que aumente Modelo Portugal deveria tomar como exemplo os modelos daquelas economias que representam casos de sucesso, como a Alemanha. o desemprego, as empresas entrem em insolvência, a incerteza se instale e a despesa corrente continue a aumentar, a par de receitas em linha descendente. Não é novidade seja para quem for que, quer os revisores oficiais de contas, quer os técnicos oficiais de contas, têm de fazer verdadeiros milagres para manterem os seus clientes à tona de água. Sendo certo que estes profissionais, não raras vezes, estão no fim da linha quando se trata de realizar o respetivo pagamento. Em contrapartida, sofrem na pele o alargamento da responsabilidade subsidiária. Estes, sim, são responsabilizados e já se começa a notar o esmagamento de preços e a consequente falta de rigor, a par de muitos gabinetes que estão a fechar portas. E não haverá alguém que explique como se faz política? *Editor CONTABILIDADE & Empresas Mar/abr 2012 nº 14-2ª série 5

6 Entrevista Rui Almeida, administrador do grupo Moneris SNC implica uma melhoria qualitativa do ordenamento contabilístico As alterações ao nível contabilístico resultam em novos desafios e oportunidades para os profissionais do setor. Mas os técnicos de contas (TOC) têm de dar um salto qualitativo para acompanharem a evolução que está em curso. Rui Almeida, administrador do grupo Moneris, lamenta, no entanto, que se verifique uma canibalização no mercado de prestadores de serviços. A concorrência é excessiva, com as margens cada vez mais curtas e, não raras vezes, a qualidade fica em causa. Contabilidade & Empresas Como encara a contabilidade no nosso país? Rui Almeida O Sistema de Normalização Contabilística (SNC) procedeu à alteração estrutural do ordenamento contabilístico nacional, adaptando-o às normas internacionais de contabilidade. Com a aplicação deste normativo assistiu-se a uma melhoria qualitativa e do nível de transparência do ordenamento fiscal e contabilístico nacionais. O SNC representa um instrumento conducente à modernidade e competitividade da economia portuguesa e não um entrave como sucedia com o Plano Oficial de Contabilidade. O SNC é um modelo baseado em princípios e não em regras, à semelhança dos demais modelos anglo-saxónicos, por oposição à tradição da escola francesa de contabilidade, herança pesada que o POC teimava em não conseguir largar, não obstante as directrizes contabilísticas que mais recentemente arejavam o defunto normativo contabilístico. Significa isto que o raciocínio concetual das questões contabilísticas se sobrepõe, neste novo modelo, aos aspetos formais e mecanicistas de classificação de documentos e de codificação. CE Portanto, há vantagens claras? RA Para termos um mercado financeiro europeu capaz de competir com os maiores mercados mundiais, a UE terá, necessariamente, de ter normas de relato financeiro comuns em todos os seus mercados. É essencial garantir a comparabilidade nas decisões de investimento e, portanto, essa comparabilidade assegura-se com a existência de padrões de reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação que sejam comuns às empresas dentro desse mercado independentemente da sua atividade ou do seu negócio. É essencial criar condições de comparabilidade para os investidores globais, não só no seio do espaço europeu, mas também para todos que aqui poderão realizar os seus investimentos. Não é pois pela contabilidade portuguesa, uma vez que esse passo fundamental se encontra dado, que Portugal deixará de dar o seu contributo para um mercado financeiro europeu mais forte e coeso. CE Considera que a regulação no setor financeiro não correu da melhor forma? RA O setor bancário esteve entregue a autoregula- 6 CONTABILIDADE & Empresas Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série

7 Entrevista ção durante muito tempo, com uma atitude claramente complacente por parte do Banco de Portugal, entidade supervisora e à qual estava acometida a função de fiscalização e regulação do setor financeiro. Hoje há um reforço da ação de supervisão por parte do Banco de Portugal e uma regulação mais efetiva, sendo certo que este reforço também nos está a ser imposto pelas instituições europeias, enquadrado no próprio memorando de entendimento assinado com a troika. Foi publicada legislação que prevê a possibilidade de intervenção do Banco de Portugal se uma instituição apresentar um nível de fundos próprios core tier 1 inferior ao mínimo estabelecido, podendo levar a que o banco central possa nomear uma administração provisória para a instituição de crédito que estiver em incumprimento. Estão a ser criados os instrumentos e a serem dados os meios que permitam ao BdP o exercício de uma ação de regulação e supervisão consentânea com aquilo que lhe é exigível no atual contexto. Afinal, a regulação e a supervisão bancárias são as verdadeiras e mais importantes funções do Banco de Portugal. Novos desafios e oportunidades CE Significa que os profissionais têm perante si uma nova realidade... RA As recentes alterações traduzem-se num desafio (e oportunidades) para os profissionais da área da contabilidade e departamentos financeiros. Isto é, a informação produzida pelos TOC e gabinetes de contabilidade tem de dar um salto qualitativo, produzindo informação para o empresário/decisor económico que seja mais relevante e condizente com as práticas internacionalmente aceites. Dos novos desafios que surgiram, alguns ainda não foram totalmente ultrapassados. É obrigatório que se proceda a uma alteração da cultura contabilística nacional a alteração da visão da contabilidade como mero veículo de cumprimento das obrigações fiscais, sendo igualmente imprescindível a aprendizagem para a correta leitura da nova informação financeira fornecida. Julgo que muitos TOC, gabinetes de contabilidade e, sobretudo, empresários ainda não responderam de forma positiva a este desafio. CE O que está então por fazer? RA A cultura contabilística existente em Portugal terá de se alterar para que se possam adotar os normativos internacionais na sua plenitude. Exige-se uma alteração significativa na visão que a administração, os gestores e os Nova realidade As recentes alterações traduzem-se num desafio (e oportunidades) para os profissionais da área da contabilidade e departamentos financeiros. profissionais têm da contabilidade, deixando a informação de ser apresentada numa ótica de registo de operações para efeitos fiscais para estar ligada à estratégia da empresa, nomeadamente aos mercados, investimentos, produtos e serviços. É necessário alterar a visão da contabilidade. Até aqui era, por muitos, encarada como uma imposição para assegurar o cumprimento das obrigações fiscais. Os profissionais da contabilidade e os agentes económicos, em geral, terão de passar a entender a contabilidade como um instrumento que permite medir o desempenho das empresas. CE Como opera o grupo Moneris no mercado? RA O grupo é um prestador de serviços de contabilidade e consultadoria, que pretende responder, de forma integrada, às necessidades das empresas, dos empresários e empreendedores. Contamos com 300 colaboradores em 22 escritórios espalhados por todo o país. A rede de profissionais nas áreas da contabilidade, da fiscalidade, da gestão de recursos humanos, consultadoria e apoio à gestão, bem como aconselhamento financeiro, permite-nos ter um conjunto de valências e de conhecimentos no panorama nacional da prestação de serviços de outsourcing. Temos um conjunto de profissionais com formação nas mais diversas áreas, os quais se organizam por centros de competências, tendo em vista maximizar o valor entregue aos clientes e dar uma resposta adequada aos desafios e às necessidades que se colocam perante os seus projetos e negócios. O grupo Moneris presta serviços a mais de 4500 empresas, desde micro e PME, até algumas das maiores empresas nacionais e internacionais a atuarem nos diferentes mercados. Existem, na nossa empresa, desafios internos e de uniformização de processos, de homogeneização de competências e de melhoria contínua de aprendizagens e conhecimentos. Procuramos, a cada momento, contrariar internamente as caraterísticas de um país macrocéfalo, em que os centros de decisão se encontram concentrados em Lisboa e no Porto e, por consequência, grande parte dos centros de conhecimento, dos desafios e das oportunidades. CONTABILIDADE & Empresas Mar/abr 2012 nº 14-2ª série 7

8 Contabilidade Reflexões sobre o SNC Joaquim Fernando da Cunha Guimarães* XIII A aplicação de resultados INTRODUÇÃO A aplicação (ou afetação) de resultados deve ser, do ponto de vista estritamente contabilístico, entendida como a operação conducente à distribuição de resultados (lucros/dividendos) 1 e ou autofinanciamento da entidade, deliberada em assembleia-geral de sócios/acionistas. Dada a sua pertinência, este tema já mereceu da nossa parte alguma reflexão num artigo anterior 2 e poderá ser analisado numa dupla vertente: a identificação dos resultados suscetíveis de aplicação e a aplicação (afetação) propriamente dita. Julgamos oportuno voltar à análise do tema abordando outros aspetos teóricos/concetuais e práticos, designadamente sobre a proposta de aplicação de resultados e a respectiva hierarquia face às diversas disposições legais societárias (Código das Sociedades Comerciais), contabilísticas (POC e SNC) e fiscais (em sede de IRC). 1. A PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS A proposta de aplicação de resultados advém do disposto na alínea f) do n.º 5 do art.º 66.º Relatório da Gestão 3 do Código das Sociedades Comerciais (CSC) 4 que se transcreve: f) Uma proposta de aplicação de resultados devidamente fundamentada.. Nestes termos, a operação de aplicação de resultados emana diretamente de uma norma do direito societário e não de uma norma contabilística ou fiscal. Assim, a responsabilidade pela apresentação da proposta é do órgão de gestão (administração, gerência), que poderá ou não ser aprovada (trata-se de uma mera proposta) em assembleia-geral dos sócios/acionistas. 1 Lucros nas sociedades por quotas e dividendos nas sociedades anónimas. 2 Sob o título A Conta 59 Resultados Transitados (POC e CIRC), Boletim APECA n.º 65, de novembro de 1996, Boletim da CROC n.º 10, de janeiro/março de 1997, Contabilidade Fiscalidade Auditoria: Breves Reflexões, Edição do autor, março de 1997, pp e disponível no nosso Portal INFOCONTAB no menu Actividades Pessoais/Artigos (Download)/Por Título/N.º Embora este articulado utilize o artigo definido da, julgamos que deveria ser substituído por de, i.e., trata-se do Relatório de Gestão e não Relatório da Gestão, como aliás consta do texto da alínea transcrita. 4 Com a redação do decreto-lei n.º 35/2005, de 17 de fevereiro. A título de exemplo, a legislação espanhola determina que a proposta de aplicação de resultados deve ser apresentada em documento separado, sendo que a nota 3 da Memória 5 estabelece um formato para a formulação da proposta de distribuição de resultados nos seguintes termos 6 : QUADRO N.º 1 PROPOSTA DE DISTRIBUIÇÃO DE RESULTADOS PROPOSTA BASE DE DISTRIBUIÇÃO - Perdas e ganhos - Remanescente - Reservas voluntárias - Outras - Reservas de livre disponibilidade TOTAL APLICAÇÃO - A Reserva legal - A Reserva para fundo de comércio - A Reservas especiais - A Reservas voluntárias - A ( ) - A Dividendos - A ( ) - A Compensação de perdas de exercícios anteriores TOTAL VALOR VALOR A referida Nota 3 acrescenta 7 : No caso da distribuição de dividendos em conta no exercício 8, deverá indicar-se o seu valor e incorporar a demonstração financeira previsional formulada precetiva- 5 Equivalente ao Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados (ABDR) em POC e ao Anexo em SNC. De acordo com o novo Plano General de Contabilidad aplicável às empresas espanholas desde 1 de Janeiro de 2008, aprovado pelo Real Decreto 1514/2007, de 16 de novembro, resultante da adaptação das Normas Internacionais de Contabilidade (NIC/IAS), das Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF/IFRS) e das respetivas Interpretações (SIC e IFRIC), face ao disposto no Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de julho. 6 Tradução da nossa autoria. 7 Tradução da nossa autoria. 8 No caso português designados dividendos antecipados (conta 89 do SNC). 8 CONTABILIDADE & Empresas Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série

9 Contabilidade mente para colocar em manifesto a existência da liquidez suficiente, devendo abranger um período de um ano desde que se acorde a distribuição dos dividendos, igualmente se informará sobre as limitações para a distribuição dos dividendos.. De notar que o Anexo em SNC, tal como em POC, não prevê disposição idêntica. Refira-se que, especialmente nas entidades de maior dimensão e com capital pulverizado, nomeadamente as com títulos negociados em mercados regulamentados, acontece, com certa regularidade, que a proposta de aplicação de resultados inclui não só o resultado líquido do período mas eventuais resultados positivos remanescentes (transitados) de anos anteriores, os quais ficaram suspensos para aplicações/deliberações futuras (evidenciados na conta 56 Resultados transitados ), bem como reservas 9 disponíveis para o efeito (v.g. reservas livres). É óbvio que aquele procedimento é aplicável a qualquer entidade, independentemente das suas características (v.g., dimensão, empresa familiar). No entanto, a proposta de aplicação de resultados é, por vezes, condicionada não só por essas características, como também pela sua política de financiamento próprio e alheio 10, no sentido de acautelar a sua continuidade. 2. APLICAÇÃO DE RESULTADOS E DISTRIBUIÇÃO DE RESULTADOS CRUZ e PÉREZ 11, citando CEA GARCIA 12, sublinham: Antes de entrar na distribuição do excedente empresarial é necessário determo-nos em distinguir os conceitos de aplicação de resultados e distribuição de resultados. O termo aplicação de resultados é mais amplo já que compreende junto à repartição de dividendos outras aplicações como dotações para reservas e saneamento de prejuízos Especialmente, como é óbvio, as que forem constituídas com base nos resultados positivos de anos anteriores. 10 Um dos indicadores financeiros mais importantes que influencia a proposta de aplicação de resultados é, sem dúvida, o da autonomia financeira, tendo em conta, essencialmente, a análise de risco das entidades financiadoras (v.g. bancos, locadoras). 11 CRUZ, Mercedes Cravo e PÉREZ, Candelaria Castro, La Aplicación del Resultado Contable desde su Perspectiva Teórica y Práctica, Ed. Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (Servicio de Publicaciones), Espanha, 2004, p Conforme referencia bibliográfica: CEA GARCIA, JL (1992): Perspectiva Contable de la Propuesta de Aplicación del Resultado, Centro de Estudios Financieros, Madrid. Nesta perspetiva, a expressão distribuição de resultados está associada exclusivamente à de distribuição de dividendos 13, pelos detentores de capital, sendo que esta é apenas uma das componentes da aplicação de resultados. 3. Que resultados aplicar? A já mencionada alínea f) do n.º 5 do art.º 66.º do CSC apenas utiliza a expressão aplicação de resultados, não especificando quais os resultados suscetíveis de tal aplicação. De notar que o plano de contas do SNC, à semelhança do POC, contempla duas contas em que se poderá equacionar essa operação: a conta 81 - Resultado líquido do período e a conta 56 - Resultados transitados. Assim, dado que na assembleia-geral de aprovação de contas se delibera a aplicação de resultados, desde logo podemos questionar se os sócios/acionistas se devem pronunciar exclusivamente sobre o resultado líquido do período, ou também, sobre os resultados positivos e negativos evidenciados na conta 56 - Resultados transitados e, neste último caso, independentemente (ou não) da sua origem/natureza. Com efeito, no nosso artigo já anteriormente referido 14, apresentámos o desenvolvimento da conta 59 Resultados transitados do POC/89, nos termos a seguir indicados e sublinhámos que a mesma acolhia não só os resultados do período, mas também as situações ou factos patrimoniais previstos nas Diretrizes Contabilísticas n os 8, 9, 10 e 16: 59 Resultados transitados 591 Por aplicação de resultados líquidos 5911 Do período 5912 Do período / 592 Por Regularizações (correcções) contabilísticas 5921 Correcções relativas a períodos anteriores Correcções da DC n.º Correcções da DC n.º Regularização de excedentes, cf. DC n.º Método da equivalência patrimonial, cf. DC n.º 9 / 5929 Outras regularizações. 13 Ou distribuição de lucros, nomeadamente no caso das sociedades por quotas. 14 Conforme nota de rodapé n.º 2 deste artigo. 15 Eventualmente poderão estar incluídas na conta CONTABILIDADE & Empresas Mar/abr 2012 nº 14-2ª série 9

10 Contabilidade Para exemplificação, admitamos um caso simples: A entidade X apresentou no período N os seguintes valores nas contas 81 e 56 : 81 Resultado líquido do período (crédito) 56 Resultados transitados (prejuízo do ano N 1) (débito) Então questiona-se: Qual (ais) o(s) resultado(s) a aplicar em assembleia-geral a realizar no período de N + 1? Tendo em conta a natureza dos resultados transitados (prejuízo contabilístico do período anterior) opinamos que os sócios/acionistas devem pronunciar-se sobre os resultados evidenciados nas duas contas, i.e., a sua soma algébrica (1.500 negativos), em prol do princípio da solidariedade dos períodos 16. Na verdade, o resultado líquido positivo do período N (1.000) deve ser aplicado, em primeiro lugar, na cobertura dos prejuízos dos anos anteriores e, só depois, o remanescente (caso exista) deverá ter outras aplicações (v.g., reservas, distribuição de dividendos/lucros). A este propósito, Castanheira 17 refere: O que nos mostra a experiência quanto ao modo como é elaborada a PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RE- SULTADOS? Que a Gerência (Administração) normalmente propõe apenas a aplicação do saldo da conta Resultados Líquidos Do Período, esquecendo-se do saldo anterior de Resultados Transitados. Penso que não é correcto. A Proposta deve sempre atender ao saldo dos Resultados Transitados de anos anteriores, referindo-o expressamente e quantificando-o, quer seja negativo, quer positivo, apresentando TODO o saldo sem prejuízo de lhe dar ou não destino. Só assim o sócio se pode aperceber claramente do cumprimento dos limites previstos nos Art.º 217 e 294 Direito aos Lucros e Artigos 32 e 33 do CSC, formando uma vontade que lhe permita votar sem margem para erro.. Na mesma linha de pensamento, BAPTISTA DA COSTA e CORREIA ALVES também sublinham 18 : A quantia a indicar na referida proposta deve ser a que corresponde ao resultado líquido do período, afectada do saldo da conta Resultados transitados no final do período anterior e expurgada de eventuais movimentos 16 Não é um postulado contabilístico, mas sim um princípio mencionado no âmbito do direito das sociedades. 17 CASTANHEIRA, António Pinto: Resultados Transitados, Jornal Técnico de Contas e da Empresa n.º 316, de Janeiro de 1992, p BAPTISTA DA COSTA, Carlos e CORREIA ALVES, Gabriel: Contabilidade Financeira, Ed. Reis dos Livros, 6.ª Edição, Lisboa, 2008, pp relacionados com a aplicação do método da equivalência patrimonial, no caso de ainda não ser conhecida a deliberação relativa à aplicação de resultados da participada. Uma questão importante a ter em consideração prende-se com eventuais regularizações efectuadas durante o período directamente na conta do Resultados transitados e que não decorram da aplicação do método da equivalência patrimonial. Na nossa opinião, o somatório, positivo ou negativo, de tais regularizações deve ser tido em conta não só na proposta de aplicação de resultados como também na base de cálculo da reserva legal. Em resumo, o resultado a incluir na respectiva proposta de aplicação deve ser o que resulta do seguinte somatório: Resultado líquido do período ± Ganhos decorrentes da aplicação do método da equivalência patrimonial - Perdas decorrentes da aplicação do método da equivalência patrimonial + Regularizações positivas registadas na conta Resultados transitados + Regularizações negativas registadas na conta Resultados transitados - Saldo da conta Resultados transitados, líquido das regularizações referidas ±. Um outro aspeto concetual prende-se com a hipótese de a entidade apresentar um resultado líquido do período negativo (saldo devedor da conta 81 ) 19. Será que, nessa situação, se poderá invocar de antemão que existe uma verdadeira aplicação de resultados, sabendo-se de antemão que a única deliberação possível é a da sua transferência (manutenção) para a conta 56 Resultados transitados? Com efeito, não podemos simplesmente ignorar que o POC previa na nota explicativa da conta 59 o seguinte: Esta conta é utilizada para registar os resultados líquidos e os dividendos provenientes do período anterior. Será movimentada subsequentemente de acordo com a aplicação de lucros ou a cobertura de prejuízos que for deliberada, bem como pela diferença entre os lucros imputáveis às participações nas empresas filiais ou associadas e os respectivos lucros que lhes forem atribuídos. Excepcionalmente, esta conta também poderá registar regularizações não frequentes e de grande significado que 19 Este raciocínio poderá ser alargado quando existe, simultaneamente ou não, um saldo devedor da conta CONTABILIDADE & Empresas Mar/Abr 2012 nº 14-2ª série

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