UMÁRIO. EM FOCO O HPV hoje. GESTÃO Gestão de Estoques e Satisfação do Cliente, por Márcio Hassenpflug, Diretor de Operações Roche Diagnostics Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UMÁRIO. EM FOCO O HPV hoje. GESTÃO Gestão de Estoques e Satisfação do Cliente, por Márcio Hassenpflug, Diretor de Operações Roche Diagnostics Brasil"

Transcrição

1 UMÁRIO RocheNews Maio/ Junho 2007 editorial EM FOCO O HPV hoje GESTÃO Gestão de Estoques e Satisfação do Cliente, por Márcio Hassenpflug, Diretor de Operações Roche Diagnostics Brasil ENTREVISTA Professor Doutor José Focchi fala sobre HPV ARTIGO CIENTÍFICO Estudo piloto do método de genotipagem para HPV: comparação do grupo de HPV de alto risco pela citologia e histologia NOTÍCIAS BIOLOGIA MOLECULAR Utilização de testes de amplificação de ácidos nucléicos para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae DICAS Dicas para melhorar o dia-a-dia no laboratório MAPA DE VENDAS EXPEDIENTE Roche News é uma publicação bimestral da Roche Diagnostics Brasil. Av. Eng. Billings, CEP: São Paulo. SP. Fone: (11) / Fax: (11) EDITORES: Liliana Perez, Ana Cláudia Hasegawa, Juliano Paggiaro, Sebastião Xavier, Débora Talá, Raquel Dias, Sérgio Nascimento, Marisa D Innocenzo. JORNALISTA RESPONSÁVEL: Andrea Manograsso (Mtb ) PRODUÇÃO: Eskalab Com. Rep. Ltda. (11) PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO: Fmais Comunicação e Mkt (11) As mulheres são a maioria da população brasileira: 51,25% pelos números do último censo. Nunca se falou tanto sobre a importância do papel da mulher na sociedade e seu expressivo crescimento no mercado de trabalho. E esta mesma mulher está sujeita à doença sexualmente transmissível mais freqüente no mundo: o HPV. HPV e Saúde da Mulher, este é o nosso tema de capa. O Vírus do Papiloma Humano (VPH) ou HPV (do inglês Human Papilomavirus) é um vírus que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas e possui mais de 200 variações. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas, mas certos subtipos de alto risco são freqüentemente encontrados em determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero, do qual se estima que sejam responsáveis por mais de 90% de todos os casos verifi cados. A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual. Estima-se que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada e que 75% das mulheres contraiam a infecção durante algum período das suas vidas. A maioria das situações não apresenta sintomas clínicos, mas algumas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro (tumor). A confi rmação do diagnóstico de HPV pode ser feita por exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o PCR. Não existe cura para a infecção, embora na maioria das mulheres o vírus seja eliminado espontaneamente. Confi ra a entrevista do Dr. José Focchi, professor adjunto de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo, e no decorrer da revista, mais informações sobre este assunto de grande importância para a saúde. Especialmente na seção Gestão, Márcio Hassenpfl ug, Diretor de Operações da Roche Diagnostics Brasil, fala sobre iniciativas que otimizam processos internos da empresa, com o objetivo de sempre obter a maior satisfação dos clientes. Confi ra em Notícias a aprovação do registro do cobas c111, o novo equipamento de bioquímica da Roche, destinado a laboratórios de pequeno porte. Não perca também as dicas para melhorar a rotina do seu laboratório. CANAIs DE COMUNICAçãO: CARD: Logística: Accu-chek Responde: Boa leitura! Marketing Roche Diagnostics 3 ROCHE NEWS_N_02.indd 3 25/5/ :42:46

2 Roche. Solução em HPV. Evolução e tecnologia em seu laboratório para a saúde da mulher. em foco RocheNews Maio/ Junho 2007 Parte integrante da Revista NewsLab - Ed. 82. O HPV hoje Desenvolvimento de programas de screening do câncer cervical nos últimos 20 anos RO01307_capa_hpv_junh_julh.indd 1 14/5/ :50:33 A infecção persistente com o papilomavírus humano (HPV) consiste na principal causa do cancro do colo do útero e do seu precursor, neoplasia intra-epitelial do colo do útero (CIN), implicando em mais de 99% dos casos de cânceres de colo de útero em todo o mundo. O HPV é um vírus pequeno, sem invólucro e com DNA de cadeia dupla de aproximadamente 8000 nucleótidos. Existem mais de 100 genótipos diferentes de HPV e cerca de 40 HPVs diferentes possuem capacidade para infectar a mucosa genital humana. Todavia, só um subconjunto destes genótipos virais sexualmente transmitidos, denominados HPV de alto risco, se associa a displasia do colo do útero de alto grau e ao câncer do colo do útero, enquanto que os genótipos de HPV de baixo risco se associam a lesões intra-epiteliais benignas de baixo grau, ou condilomas. A infecção por HPV é muito freqüente, calculando que até 75% de todas as mulheres sejam expostas ao HPV algum momento, sendo a maioria dessas infecções solucionadas espontaneamente. Contudo a persistência de HPV de alto risco constitui um fator de risco significativo para o desenvolvimento de câncer do colo do útero. Em países desenvolvidos, o esfregaço de Papanicolau tem sido utilizado desde meados dos anos 1950 como a principal ferramenta para detectar formas precursoras precoces do câncer do colo do útero. Embora tenha reduzido as taxas de câncer do colo do útero nestes países, o esfregaço de Papanicolau requer interpretação por citopatologistas altamente treinados, sendo um teste relativamente impreciso, com uma taxa elevada de falsos negativos. As anomalias citológicas observadas no esfregaço de Papanicolau devem-se principalmente a infecção por HPV; todavia, existem diversas variações de índole inflamatória ou de amostragem que podem dar origem a resultados falsos positivos no esfregaço de Papanicolau. A triagem de um esfregaço de Papanicolau anômalo envolve a repetição da análise, colposcopia e biópsia. Há vinte anos houve uma grande aceitação, ainda que não universal, de que o screening citológico cervical poderia reduzir tanto a incidência do câncer cervical, quanto sua mortalidade. No entanto, havia pouco entendimento dos benefícios quantitativos reais que resultariam de um screening de alta qualidade e dos fatores que determinavam sua eficácia. Havia pouca informação sobre eficiência das várias freqüências de screenings e sérios equívocos quanto à faixa etária mais efetiva a ser monitorada. A citologia, todavia, tem suas limitações, a sensibilidade de um único teste para detectar lesões pré-invasivas recentes não é alta e os recursos requeridos para um programa de alta qualidade detêm sua implementação. A demonstração de que a maioria dos cânceres cervicais é causada pelo HPV está no processo de transformação da visão dos programas de screening cervical. Os testes moleculares para diagnostico do HPV são altamente sensíveis para lesões cervicais pré-invasivas. O intervalo entre uma infecção inicial por HPV e o desenvolvimento o de uma lesão é tipicamente longo. O teste de HPV seria pelo menos tão eficaz quanto a citologia como um teste para screening, com a vantagem que para aquelas mulheres com HPV negativo pode-se ter um intervalo entre screenings consideravelmente maior do que o recomendado para o screening citológico. No entanto, os países ou populações que decidem optar pelo teste de HPV como o screening primário vão depender de várias circunstâncias locais (políticas, econômicas e sociais). Foram 20 mil os novos casos de câncer de colo de útero detectados e registrados em média no Brasil em 2006, segundo o Instituto Nacional do Câncer, sendo o HPV responsável por mais que 90% destes casos. O papilomavírus é extremamente difícil de se cultivar in vitro e nem todas as pacientes infectadas por HPV apresentam uma resposta de anticorpos demonstrável. A implementação de testes de ácidos nucléicos para HPV promete aumentar a sensibilidade e a relação custo-benefício dos programas de screening do câncer de colo de útero, ao detectar lesões de alto risco mais precocemente e ao reduzir a necessidade de colposcopia e tratamentos desnecessários. Contudo, no momento os testes moleculares ainda não estão implantados no Brasil como política de screening primário da doença. Seja pelo impacto dos benefícios de programas de screening de câncer cervical, seja pelo alarde da indústria farmacêutica acerca da vacina contra o HPV, o importante é que o conhecimento sobre a doença e as suas formas de monitoramento e prevenção estejam ao alcance da comunidade de profissionais da saúde e da população. Fontes: HPV Today: Newletter on Human Papillomavirus; no. 06/2005 e no. 08/2006 Burd, Eileen M Human Papillomavirus and Cervical Cancer. Clinical Microbiology Reviews. 16:1-17. zur Hausen, H Papillomaviruses and Cancer: From Basic Studies to Clinical Application. Nat Rev Cancer. 2(5): Walboomers, Jan M.M., Jacobs, Marcel V., Manos, M.M., et al Human Papillomavirus is a Necessary Cause of Invasive Cervical Cancer Worldwide. Journal of Pathology. 189: Jornal O Estado de São Paulo, 19 de Janeiro de ROCHE NEWS_N_02.indd 4 25/5/ :42:47

3 RocheNews Maio/ Junho 2007 gestão Gestão de Estoques e Satisfação do Cliente Luciana Nemeth Márcio Hassenpflug Diretor de Operações Roche Diagnostics Brasil A crescente exigência do setor de Diagnósticos em relação à qualidade e rapidez de resposta aos seus requerimentos tem provocado mudanças importantes dentro de empresas fornecedoras de soluções em diagnóstico. Para responder com a agilidade necessária, essas empresas fornecedoras estão tendo que revisar seus antigos silos e redesenhar totalmente seus processos internos. A antiga estrutura departamental começa a dar lugar a uma gestão por processos, onde todas as áreas internas da empresa começam a enxergar o cliente de uma forma única. Um desses processos que mais impactam na vida do cliente (e a sua satisfação) é aquele que garante a disponibilidade de produto, dentro da validade necessária, para que este possa rodar sua rotina com eficiência. Desta forma, empresas de todos os setores têm colocado muitos recursos na procura do melhor processo para balancear seus estoques com a demanda de seus clientes. Todas as empresas, de uma forma geral, possuem um processo de previsão de demanda. Porém, em um ambiente de negócios cada vez mais impreciso e dinâmico, os velhos métodos estatísticos, baseados na performance passada da empresa, não conseguem, sozinhos, prever de forma adequada os níveis de estoques necessários para suprir sua demanda futura. Apesar de alguns setores da economia já trabalharem com algum sucesso em formas de planejamento colaborativo com seus clientes, a realidade na maioria das empresas ainda é a de melhorar a sua produtividade interna na busca do melhor processo de gerenciamento de disponibilidade de estoque. O modelo mais comum encontrado em desenvolvimento nas empresas hoje é o Planejamento de Vendas e Operações (tradução da sigla em inglês de S&OP, Sales & Operations Plan). Mais do que uma simples reunião de previsão de demanda, este modelo tem como objetivo estar integrado a um processo maior de gerenciamento das empresas, que coordena atividades em Vendas, Logística, Marketing, Finanças e Compras em prol de um melhor atendimento às necessidades dos clientes. O processo de S&OP normalmente acontece mensalmente e é compreendido pelas seguintes fases: Geração de dados históricos de demanda Ajustes da previsão de demanda em decorrência de campanhas, lançamento de novos produtos e outros fatores que possam influenciar em desvios da demanda Reunião de consenso entre demanda e oferta (estoques disponíveis) pelas áreas de Vendas, Marketing e Logística Fechamento e comprometimento de todas as ações que são necessárias para a execução do plano estabelecido, por todas as áreas da empresa Aprovação do plano estabelecido pela alta gerência da empresa Como se vê, pela implementação do processo de S&OP, a questão de disponibilidade de produto deixa de ser uma questão operacional para tomar ares estratégicos dentro das empresas, dado que em última instância é aprovado pelo Comitê Executivo. Fica claro também que o processo fica muito mais dinâmico com a atuação proativa das áreas com interface com os clientes, que garantem, sem sombra de dúvida, uma eficiência maior no gerenciamento de estoques das empresas. Apesar da escassez de dados sobre os resultados da implementação do processo de S&OP no Brasil, sabe-se que nos EUA empresas reportaram resultados que giram em torno de 40% na melhora da acuracidade da previsão de demanda e aumento de 20% no atendimento de pedidos completos dos clientes. É com este tipo de iniciativa que a Roche Diagnostics tem se empenhado para garantir a satisfação de seus clientes. Cada vez mais a empresa esforça-se para se aproximar e entender as reais necessidades dos mesmos. E através deste entendimento conseguir antecipar futuras demandas e propor soluções ainda mais vantajosas para nossos clientes atingirem seus objetivos de negócio hoje e no futuro. 5 ROCHE NEWS_N_02.indd 5 25/5/ :42:51

4 entrevista Professor Doutor José Focchi fala sobre HPV Cristiano Burmester Professor Adjunto de Ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), José Focchi chefiou o serviço de Patologia do trato genital inferior e colposcopia dessa Escola por mais de uma década. Foi durante esse período que se iniciaram as pesquisas sobre o papilomavírus humano (HPV). Foram inúmeras as teses de mestrado e doutorado realizadas sob sua orientação, uma vez que esse assunto nos últimos 20 anos tem suscitado um interesse fora do comum, dada a sua freqüência e sua relação com tumores do trato genital inferior. As pesquisas naquela instituição continuam com o mesmo entusiasmo agora sob a coordenação da Prof. Dra. Julisa Chamorro Lascasas Ribalta. Confira a seguir o que o especialista comenta sobre o HPV. Roche News Qual a importância epidemiológica do papilomavírus humano? Prof. Dr. José Focchi O papilomavírus humano é a doença sexualmente transmissível mais freqüente em praticamente todo o mundo. As estatísticas norte-americanas apontam para uma assustadora cifra de 6 milhões de casos novos por ano e admite-se que exista no momento uma faixa de 20 milhões de pessoas infectadas. No Brasil, não temos números estatisticamente confiáveis porque esta não é uma doença de notificação compulsória. Em algumas regiões do país, o vírus foi detectado em cerca de uma a cada quatro mulheres. Alguns 6 autores admitem inclusive que a chance que todos nós temos de nos infectarmos com esse vírus, ao longo de nossa vida, chegue próximo de 80% (homens e mulheres). Então, é um vírus extremamente prevalente. Roche News E sua relação com o câncer de colo de útero? Prof. Dr. José Focchi Há mais de 150 anos um médico chamado Rigoni Stern falou o seguinte: as minhas observações têm demonstrado que o câncer do colo do útero é uma doença sexualmente transmissível. Desde esse dia nós estávamos procurando quem era esse agente. Tudo o que se pode imaginar foi estudado, desde o esmegma, a cabeça, a cauda e as proteínas do espermatozóide, a clamídia, o micoplasma, a gonorréia, a sífilis, enfim, tudo foi pesquisado. Até que na década de 1980, alguém deu nome a esse agente infeccioso: papilomavírus humano. Quando aprendemos a fazer o diagnóstico ao microscópio, aí ficou tudo muito claro. Dados nacionais fidedignos apontam que no Brasil ocorrem quase casos de câncer de colo de útero por ano, o segundo mais prevalente nas mulheres brasileiras, com aproximadamente óbitos por ano. Isso significa quase um óbito por hora. Roche News Quais são os métodos diagnósticos mais comuns para se detectar o HPV? Prof. Dr. José Focchi Depende muito da fase e da forma como o vírus se apresenta. O HPV tem três formas de apresentação. A primeira, a forma latente, que é detectada em alto percentual da população, é diagnosticada através da pesquisa do DNA viral pelas técnicas de PCR e de Captura de híbridos. A segunda fase, que em freqüência ocupa o segundo lugar, é a forma subclínica, onde a manifestação viral pode ser vista através dos métodos comuns de laboratório, como o colposcópio e o microscópio. A terceira é a forma clínica onde tanto o paciente quanto o médico percebem a presença de verrugas. Esta última é uma manifestação pouco comum e a menos grave de todas. A verruga na maioria das vezes é decorrente da infecção por um vírus de baixo risco: os tipos 6 e 11 do HPV. Os tipos de alto risco, ou os oncogênicos, são o 16, 18, 31 e 45, entre outros, que determinam o aparecimento de áreas brancas, visíveis ao colposcópio, e que descamam células atípicas, de fácil caracterização ao microscópio, após coloração pelo método de Papanicolaou. A título de ilustração, as mulheres que têm lesão subclínica, em sua quase totalidade, apresentam vírus de alto risco. São alterações reversíveis na grande maioria das vezes; assim como aquelas causadas pelos vírus de baixo risco cujo grau de reversibilidade é ainda maior. Roche News Então quantos tipos de vírus do HPV existem? Prof. Dr. José Focchi São quase 200 tipos de HPV. Quarenta deles acometem os genitais. Desses 40, os tipos 6 e 11 são os responsáveis por 90% das verrugas da genitália enquanto que os tipos 16 e 18 respondem por 70% dos casos de câncer do tipo escamoso do colo uterino. Roche News Os exames laboratoriais comuns conseguem distinguir esses vários tipos de vírus? Prof. Dr. José Focchi Não, os exames comuns de laboratório não conseguem caracterizar o tipo específico de vírus. Somente a genotipagem, método bastante sofisticado, o consegue. A Captura de híbridos permitiu um grande avanço ao conseguir, com precisão, diagnosticar ROCHE NEWS_N_02.indd 6 25/5/ :42:55

5 RocheNews Maio/ Junho 2007 entrevista Cristiano Burmester os vírus de acordo com seu potencial oncogênico, classificando-os em Grupos A (baixo risco) e B (alto risco). Roche News Nos Estados Unidos já se usa o rastreio de HPV por biologia molecular. O que o senhor comenta sobre esse fato? Prof. Dr. José Focchi De fato, em algumas regiões, se usa a biologia molecular como um método de rastreamento porque, na verdade, a massificação do uso do exame de Papanicolaou fez com que a sua qualidade diminuísse. Antigamente, quando o método foi descrito, o profissional, ao examinar a paciente, colhia o material, corava-o e interpretava-o ao microscópio. Esse perito colhia com perfeição, corava com maestria e examinava o esfregaço com conhecimento de causa. Hoje, a realidade é diferente. Nos EUA, presumiu-se que, com um rastreio baseado na biologia molecular e técnica automatizada, os acertos seriam maiores. Roche News Qual seria a diferença do Papanicolaou e o exame por biologia molecular? Prof. Dr. José Focchi A diferença se apresenta em termos de acuidade. O exame de Papanicolaou não consegue afirmar se a paciente tem DNA viral ou não, mas apenas e tão somente, que ela tem célula alterada ou não. Para predizer alterações celulares, em mais de 70% das vezes ele acerta. Em 20 a 30% ele não acerta e o que está acontecendo é que esse percentual de falha está se acentuando. Existem estatísticas que mostram mais de 60% de falha. Certamente, muitos laboratórios trabalham com uma margem de erro muito grande ou porque não controlam a qualidade, ou porque não têm citotécnicos treinados o suficiente. Laboratórios do mundo inteiro fazem uma verificação em 10 a 20% dos exames realizados pelos citotécnicos; os 80 a 90% restantes não sofrem a revisão necessária. Esta é uma das inúmeras razões para que o exame citológico apresente crescente margem de falhas. Acresce-se a isso o insuficiente número de citotécnicos em nosso meio. Roche News Mulheres HIV positivas apresentam incidência maior de HPV? Prof. Dr. José Focchi Muitos estudos comprovam não apenas uma incidência maior, mas uma maior tendência a desenvolver lesões mais graves. Na história natural da doença sabe-se que o vírus acomete as células imaturas do epitélio, local onde se replica podendo ficar latente, sem nenhuma manifestação clínica ou laboratorial. Na maioria das vezes, as mulheres imunologicamente competentes conseguem eliminá-lo em curto espaço de tempo. O que se sabe é que na mulher HIV positiva existe uma tendência maior de ela se infectar e de manter o vírus. Nessa população, devido à baixa imunidade, ele fica persistente. Esse vírus persistente, sendo de alto risco (tipos 16 e 18), é o que vai determinar os maiores problemas. Roche News A imunidade feminina é um fator determinante para a gravidade da infecção? Prof. Dr. José Focchi Sim, porque o HPV por si só não determina a gravidade. Há uma série de fatores que contribuem para isso. Em primeiríssimo lugar a imunidade, depois o tabagismo, a promiscuidade, a falta de higiene, a multiplicidade de parceiros, sexo com parceiro não circuncisado, entre outros. Na gravidez também existe uma tendência da exuberância das lesões porque o HPV, ao que tudo indica, responde aos estímulos da progesterona, replicando-se. Roche News Em linhas gerais, como é feito o tratamento para combater o HPV? Prof. Dr. José Focchi Nós podemos tratar o HPV destruindo as lesões por ele determinadas. Desta feita, ao colposcópio, determinamos os locais alterados, geralmente áreas brancas, após aplicação de ácido acético a 3%. Uma vez definida toda a extensão da doença passamos à sua destruição com ácidos, com cautério, com criocoagulador ou com laser. Essa é uma das maneiras, ou seja, o tratamento destrutivo local que pode ser por destruição química ou física. A outra maneira é a utilização de quimioterápicos, como imunomoduladores, em especial na região vulvar, cuja função é estimular a produção de interferon e com isso melhorar a imunidade local. Pode-se também tratar cirurgicamente, ressecando-se aquelas áreas colposcopicamente alteradas. Roche News Mas ele não desaparece completamente... Prof. Dr. José Focchi O que acontece é que com o tratamento é estimulada a imunidade local e quem vai eliminar o vírus na verdade é o sistema imunológico. O tratamento visa além da erradicação das lesões a estimulação do sistema imunológico, conseguindo-se com freqüência, a eliminação viral. Roche News Como a comunidade científica recebeu a criação da vacina anti-hpv? Prof. Dr. José Focchi De uma maneira geral foi bem recebida. Eu, particularmente, que lido desde 1965 nessa área, o que mais desejo é ver reduzida a freqüência do câncer do colo do útero. Logicamente, o ideal seria que houvesse uma prevenção eficiente. Essa prevenção consiste em transmitir, desde a infância, sólida educação sexual e conceitos básicos de higiene, o que, como sabemos, não é nada fácil. Em decorrência disto, a vacina é de uma validade muito grande, apesar de não oferecer cobertura para a totalidade dos tipos virais oncogênicos. Só que o resultado dela só vai aparecer daqui a 10 ou 15 anos, quando poderemos perceber se realmente diminuiu a incidência de morte por câncer de colo de útero. Roche News Existe alguma restrição com relação ao uso da vacina? Prof. Dr. José Focchi Poucas são as restrições. A gravidez é a mais importante delas. Em compasso de espera, ainda, o seu uso em imunossuprimidas. Seus efeitos colaterais são, no geral, de pequena monta e, quase sempre no local da aplicação. Como manifestações sistêmicas, cefaléia e febre podem ocorrer. É necessário esclarecer que, tanto a vacina que já está no mercado, quanto a que estará disponível brevemente, previnem somente contra os tipos oncogênicos 16 e 18 do vírus. Uma delas é também efetiva contra os tipos 6 e 11, que não estão associados ao câncer. Com isso, essas vacinas previnem 70% dos carcinomas. Evidências existem de que uma das vacinas propicia imunidade também contra os tipos virais 31 e 45, oncogênicos. Com isso, calcula-se que a cobertura contra neoplasia cervical será de 80% ao invés de 70%. A curto prazo não existe a possibilidade de vacina que previna todos os vírus oncogênicos. Desta feita, nenhuma mulher pode deixar de fazer os exames de prevenção rotineiros, mesmo que ela tenha recebido as três doses atualmente preconizadas da vacina. As pesquisas continuarão; devem surgir novas vacinas que previnam mais tipos de HPV. É o que ansiosamente esperamos. ROCHE NEWS_N_02.indd 7 25/5/ :42:58

6 artigo científico RocheNews Maio/ Junho 2007 estudo piloto do método de genotipagem para hpv: comparação do grupo de hpv de alto risco pela citologia e histologia Philip E. Castle, Mark Sadorra, Franisco Garcia et al. Journal of Clinical Microbiology, Nov. 2006, p Texto original em inglês: Pilot Study of Commercialized Human Papillomavirus (HPV) Genotyping Assay: Comparision of HPV Risk Group to Cytology and Histology. Journal of Clinical Microbiology, Nov. 2006, p , Vol. 44, No /06/$08.00_0 doi: /jcm Copyright 2006, American Society for Microbiology. All Rights Reserved. O teste de genotipagem para HPV foi aprovado agora nos Estados Unidos para utilização conjunta à citologia na triagem de citologias equivocadas. Diversos estudos têm demonstrado que a detecção específica de um genótipo, especialmente os tipos carcinogênicos 16 e 18 de HPV, pode ser útil para a diferenciação de mulheres HPV positivas em apresentar um risco maior ou mais baixo para pré-câncer, neoplasia cervical intra-epitelial grau 3, ou câncer. Identificar mulheres com infecção persistente de HPV de alto risco pode ser clinicamente útil. Juntos, esses dados apresentam um papel para a genotipagem de HPV em triagens de cânceres cervicais. O teste comercial de genotipagem de HPV está atualmente em desenvolvimento. Foi avaliado o teste Linear Array (LA; Roche Molecular Systems, Alameda, CA), um teste baseado na tecnologia de PCR que detecta 37 genótipos de HPV. Material e Métodos Neste estudo foi utilizado o material líquido preservado em meio Preservcyt de amostras cervicais de pacientes, cujas citologias tinham as seguintes interpretações: 125 mulheres com citologia normal, 125 mulheres com citologia ASCUS, 125 mulheres com NIC I, 165 mulheres com citologia NIC II e NIC III. No estudo histológico houve algumas diferenças: seis casos originalmente diagnosticados como NIC II-III e um caso NIC III foram reclassificados como NIC II e oito casos originalmente diagnosticados como NIC II-III e um caso NIC II foram reclassificados como NIC III. Também dois casos de NIC II e dois casos de NIC I-II foram reclassificados como NIC I. Teste do HPV. Todas as amostras foram testadas pelo teste de genotipagem Linear Array de acordo com as instruções do fabricante. Resumidamente, os DNAs foram extraídos das amostras cervicais utilizando QIAamp MinElute Media Kit e depois os DNAs alvos foram amplificados por PCR. Linear Array utilizou o PGMY09/11 L1 sistema de primers e incluiu a co-amplificação da betaglobina como um controle interno. Este teste faz a detecção de 37 subtipos de HPV, incluindo alto risco e baixo risco. Seis amostras foram excluídas do trabalho devido à falha na amplificação da betaglobina, indicando haver pouco material contendo DNA. Estatísticas. Os resultados do teste do HPV foram colocados de acordo com a categoria hierárquica de risco de câncer (HPV 16 > HPV 18 > outros HPV oncogênicos > HPV não oncogênicos > amostras PCR negativas). Foi feita a associação dos resultados do teste de HPV, com o resultado da interpretação citológica (normal < ASCUS < NIC I < NIC II-III) (n= 522) e também com o resultado do diagnóstico histológico (normal < NIC I < NIC II < NIC III < câncer) (n= 530). 8 ROCHE NEWS_N_02.indd 8 25/5/ :42:58

7 RocheNews Maio/ Junho 2007 artigo científico Resultados Foi encontrada uma forte tendência do aumento da gravidade da interpretação citológica com o aumento da positividade do teste HPV por Linear Array, principalmente para os HPV mais oncogênicos. Em 12% das mulheres com citologia normal foi encontrado HPV de alto risco. Entre as mulheres com ASCUS, 38% tiveram o teste negativo, 11% positivo para HPV de baixo risco e 36% positivo para HPV de alto risco, sendo 2% positivo para HPV 18 e 13% positivo para HPV 16. Das mulheres com citologias NIC II-III, 6% tiveram teste negativo, 5% positivo para HPV de baixo risco e 48% positivo para HPV 16, 8% positivo para HPV 18 e 34% positivo para outros HPV oncogênicos (Tabela 1). Igualmente foi verificada uma forte tendência entre os resultados positivos do teste do HPV com o aumento da gravidade dos resultados histológicos. Entre as mulheres com NIC I, 7% tiveram o teste do HPV negativo, 20% positivo para HPV de baixo risco, 3% positivo para HPV 18, 25% positivo para HPV 16 e 45% positivo para outros HPV de alto risco. Para as mulheres com NIC III, 4% tiveram o teste negativo, 0% positivo para HPV de baixo risco, 9% positivo para HPV 18, 64% positivo para HPV 16 e 23% positivo para outros HPV de alto risco (Tabela 2). Discussão Este trabalho demonstrou que a genotipagem utilizando Linear Array obteve uma boa associação com os subtipos de HPV encontrados e com a severidade das lesões encontradas nas citologias e na histologia. Sessenta por cento dos HPV de alto risco encontrados nos casos de NIC III pertenciam ao subtipo 16. Os autores concluem que o Linear Array poderá ser muito utilizado na genotipagem do HPV. Foi demonstrada uma boa correlação entre os HPV de alto risco com a severidade das lesões cervicais. Comparando-se com os testes para HPV que apenas detectam o grupo de alto risco e não o subtipo do vírus, a genotipagem do HPV será melhor para monitorar a persistência da infecção pelo HPV oncogênico, o qual é um importante pré-requisito para a progressão das lesões pré-cancerosas. TABELA 1. Relação entre o grupo de risco de HPV e a severidade da interpretação citológica Nº (%) de amostras HPV Positivo HPV Positivo carcinogênico Grupo de risco Negativo Qualquer Não Carcinogênico Outros tipos exceto HPV 18 HPV 16 Total de HPV carcinogênico HPV 16 e HPV 18 Negativo 101(81) 28 (19) 8 (6) 15 (12) 10 (8) 3 (2) 2 (2) 124 ACS 48 (38) 77(62) 14 (11) 63 (50) 45 (36) 2 (2) 16 (13) 125 LSIL 2 (2) 120 (98) 23 (19) 97 (80) 72 (59) 4 (3) 21 (17) 122 HSIL 9 (6) 142 (94) 7 (5) 135 (89) 51 (34) 12 (8) 72 (48) 151 Total TABELA 2. Relação entre o grupo de risco de HPV e a severidade do diagnóstico histológico Nº (%) de amostras Diagnóstico HPV Positivo HPV Positivo carcinogênico Negativo Qualquer Não Carcinogênico Outros tipos exceto HPV 18 HPV 16 Total carcinogênico HPV 16 e HPV 18 <CIN1 ou não biopsia 148 (44) 192 (56) 31 (9) 161 (47) 110 (32) 11 (3) 40 (12) 340 CIN1 6 (7) 81 (93) 17 (20) 64 (74) 39 (45) 3 (3) 22 (25) 87 CIN2 3 (6) 47 (94) 3 (6) 44 (88) 19 (38) 3 (6) 22 (44) 50 CIN3 2 (4) 46 (96) 0 (0) 46 (96) 12 (23) 5 (9) 34 (64) 48 Câncer 0 (0) 5 (100) 0 (0) 5 (100) 0 (0) 2 (40) 3 (60) 5 Total ROCHE NEWS_N_02.indd 9 25/5/ :42:59

8 notícias RocheNews Maio/ Junho 2007 Novidade da linha de Point of Care: Coaguchek XS agora também na área odontológica A incidência das doenças cardiovasculares vem aumentando ao longo dos anos, sendo hoje a primeira causa de morte em diversos países. Estas doenças exigem cuidados especiais para a realização de cirurgias, incluindo os procedimentos odontológicos. Diante desta realidade, a responsável pelas vendas da linha de Point of Care no Rio de Janeiro, Priscila Lahera, visualizou uma grande oportunidade de mercado e iniciou alguns estudos relacionando o Coaguchek XS aos procedimentos odontológicos. Esses estudos já estão trazendo resultados positivos e proporcionando o desenvolvimento de algumas ações. No dia 18 de abril, na Odontoclínica Central da Marinha, foi ministrada a palestra A Interferência da Terapia Periodontal na anticoagulação oral em pacientes cardiopatas, pelo Dr. Paulo Moreira, chefe da odontologia do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, mestre em Cardiologia pela UFF e responsável pela odontologia do Pró-Cardíaco. O público que assistiu à palestra foi composto por cirurgiões-dentistas de diversas especialidades e postos do Corpo de Saúde da Marinha. Aproximadamente 50 ouvintes assimilaram os novos conhecimentos. Também no mês de abril, a Roche Diagnostics participou pela primeira vez, em parceria com a Biodinâmica, do XXII Congresso de Periodontologia realizado no Hotel Windsor Barra no Rio de Janeiro. Além de visitarem o estande, os congressistas puderam assistir à palestra Terapia periodontal favorecendo a anticoagulação oral, mais uma vez ministrada pelo Dr. Paulo Moreira. Um dos pontos levantados na palestra foi que a utilização do Coaguchek XS seria fun- damental para o atendimento nas cidades de interior, evitando que o paciente tenha que se deslocar até a capital. Isso corresponde exatamente ao conceito do produto, ou seja, a possibilidade de realização do teste independentemente do local, comenta Juliana Inácio, assessora científica da linha de Point of Care. Daqui em diante, além de continuarmos o trabalho no Rio, passaremos a buscar este novo mercado odontológico também em São Paulo. Sabemos que será necessário investir em estudos científicos e também na divulgação do produto, ainda desconhecido deste público. Porém, estamos certos do potencial, pois a utilização do equipamento Coaguchek XS nos consultórios trará benefícios importantes para pacientes e dentistas, conclui Raquel Dias, coordenadora de produto da linha de Point of Care. Lab Rede: um exemplo de sucesso no modelo de associativismo empresarial O Lab Rede despontou no mercado de medicina laboratorial há sete anos com uma proposta completamente inovadora: ser a extensão da área técnica de pequenos e médios laboratórios numa plataforma de produção planejada e robusta, com alta produtividade e rapidez na entrega de laudos. Formado inicialmente por 39 laboratórios empreendedores, o Lab Rede passou por contínuas transformações, adaptandose às exigências do mercado e se firmando como a melhor opção em suporte para laboratórios. Isso graças à possibilidade de ganho em escala possibilitada pelo modelo associativista, que permite alcançar o mais alto padrão tecnológico disponível no mercado, aliado às melhores técnicas e práticas de produção. Desde o início de suas atividades houve forte preocupação com a qualidade, o que levou o Lab Rede a conquistar as acreditações PALC (2001), DICQ (2002) e a Certificação ONA (2006). Em 2006 foi realizada ampla reforma garantindo o atendimento às legislações sanitárias vigentes, assim como a ampliação das instalações da produção e das áreas administrativas e de suporte, de forma a atender com maior segurança os mais de 100 laboratórios associados atualmente. Seguindo as tendências de mercado, foi finalizada em março de 2007 a instalação de plataforma produtiva integrada Roche, que possibilitou a integração dos setores de bioquímica, hormônios e imunologia, garantindo ainda mais eficiência e agilidade no processo. O laboratório está em processo de ampliação do menu de exames, abrangendo os setores de toxicologia, medicina ocupacional, biologia molecular, genética, citologia e anatomia patológica, oferecendo um serviço ainda mais completo para os laboratórios associados, que encontram no Lab Rede a oportunidade de serem donos do seu próprio laboratório de suporte. Hoje o Lab Rede se consolida como a maior rede de laboratórios do país dentro do modelo de associativismo empresarial. Funcionários do Lab Rede e a área técnica do laboratório 10 ROCHE NEWS_N_02.indd 10 25/5/ :43:01

9 RocheNews Maio/ Junho 2007 notícias Anvisa aprova registro do mais novo instrumento de bioquímica da Roche Diagnostics Agora os laboratórios de pequeno porte também podem contar com a tecnologia dos produtos Roche. O cobas c111, aprovado pela Anvisa em maio passado, é um instrumento que pode ser utilizado em pequenas rotinas de bioquímica, em laboratório de urgência, ou mesmo em rotinas dedicadas, como HbA1c e proteína-c reativa. Dentre as principais características do cobas c111 estão: facilidade no processamento; compacto; acesso randômico; a mesma qualidade de resultados do laboratório central em até 10 minutos; menu específico com HbA1c; Dímero D, PCR ultra-sensível; 27 posições de reagentes a bordo; sistema robusto. Conexão Médica: tecnologia da Informação e HPV são temas de debate Dr. Álvaro largura (palestrante) e Juliano Paggiaro (gerente de produto) A segunda Conexão Médica deste ano teve como tema Tecnologia da Informação a Serviço do Laboratório Clínico, com os palestrantes Dr. Álvaro Largura, do Laboratório Álvaro de Cascavel, PR e João Francisco Molina, coordenador de IT da Roche Diagnostics. Com Juliano Paggiaro, gerente de produtos da linha de soro da Roche Diagnostics intermediando os trabalhos, o tema abordou a crescente presença da Tecnologia de informação no mercado diagnóstico mundial, garantindo ao laboratório a qualidade dos exames e processos de trabalho automatizados. Em maio o tema foi HPV - Human papilomavirus, contando com a presença da Dra. Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, Dr. José Eduardo Levi, Chefe do Laboratório de Virologia do Hospital Sírio Libanês e pesquisador no Instituto de Medicina Tropical da FMUSP, e Dr. José Focchi, Professor Adjunto de Ginecologia da Unifesp. A palestra abordou a utilização de testes de biologia molecular com a citologia tradicional para detecção de HPV e outros importantes aspectos desta doença, que no Brasil afeta uma a cada quatro mulheres. Pelo quinto ano consecutivo, a Conexão Médica vem promovendo o intercâmbio de conhecimento na área de medicina diagnóstica. Confira o calendário das próximas Conexões Médicas: Dr. José Eduardo levi, Dr. José Focchi e Dra. luisa lina Villa 21 de junho - Coagulação 20 de setembro - gasometria 19 de julho - Hematologia 18 de outubro - gestão de Equipamentos 16 de agosto - sepsis 22 de novembro - torch Dúvidas e informações: Débora Talá: telefone (11) , Inscrições: , ou pelo site CRISTIANO BURMESTER Agenda 28 a 30 de junho VI Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca Local: Fortaleza (Hotel Vila Galé) Informações: 15 a 19 de julho AACC Annual Meeting & Clinical lab Expo Local: San Diego, CA EUA Organização: American Assoc. for Clinical Chemistry Informações: 2 a 5 de setembro 53º Congresso Brasileiro de genética Local: Águas de Lindóia. SP (Hotel Monte Real Resort) Informações: 4 a 7 de setembro 1º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/ Medicina laboratorial Local: Centro de Convenções da Bahia. Salvador. BA Promoção: SBPC/ML Informações: (21) / 7 a 11 de setembro 62º Congresso Brasileiro de Cardiologia Local: São Paulo (Transamérica Expo Center) Informações: 26 a 28 de setembro 6º Pet south América 200 Local: São Paulo (Transamérica Expo Center) Informações: 7 a 10 de novembro HEMO 200 Local: ITM ExpoCenter. São Paulo. SP Informações: (21) º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas De 10 a 14 de junho de 2007 acontecerá em Belo Horizonte - MG o 34º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas e o 7º Congresso Brasileiro de Citologia Clínica, no ExpoMinas. O objetivo do congresso será debater idéias, percepções e trocar experiências. Durante esse período serão realizadas palestras, cursos e workshops proporcionados pela organização do evento. Na oportunidade, no estande da Roche estarão sendo exibidos os mais modernos equipamentos laboratoriais. E você está convidado a conhecer essas novidades. Para mais informações sobre o Congresso 11 basta acessar o site ROCHE NEWS_N_02.indd 11 25/5/ :43:06

10 biologia molecular RocheNews Maio/ Junho 2007 Utilização de testes de amplificação de ácidos nucléicos para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são agentes bacterianos responsáveis por duas das mais comuns doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Chlamydia trachomatis é responsável pela mais disseminada doença sexualmente transmissível, afetando em grande parte a saúde da mulher nos dias atuais. A incidência estimada para essa doença chega a 92 milhões de novos casos por ano, sendo a prevalência acima de 20% nas mulheres sexualmente ativas. A infecção por C. trachomatis é assintomática, podendo progredir para uma doença infl amatória pélvica e resultar em bloqueio das trompas e, por fi m, levar à infertilidade. A gonorréia é uma infecção bacteriana causada por Neisseria gonorrhoeae, que causa infecções cervical, da uretra, do reto anal e da garganta, podendo causar doenças infl amatórias pélvicas, quando não tratada. Para o diagnóstico preventivo destas doenças os métodos convencionais utilizados são de cultura celular, apresentando elevados índices de resultados falsos negativos, o que retarda o diagnóstico e o tratamento, levando a complicações clínicas bastante graves. A utilização de testes de Biologia Molecular tem levado a um maior número de testes positivos detectados, apresentando elevadas especifi cidade e sensibilidade, o que possibilita o diagnóstico precoce, fundamental à determinação do tratamento mais adequando. screening de Chlamydia para mulheres com menos de 25 anos Em um estudo de prevalência conduzido na Irlanda (McMillan et all) foi detectado que existe a necessidade de um screening diagnóstico para C. trachomatis, principalmente para mulheres sexualmente ativas e com idade inferior a 25 anos. O estudo de prevalência foi conduzido utilizando a tecnologia de amplificação de ácido nucléico para C. trachomatis (foi utilizado o teste por PCR da Roche Amplicor CT/NG Test) em mulheres assintomáticas e em mulheres com alguns fatores Chlamydia trachomatis de risco, tais como: mulheres com história anterior de doença sexualmente transmitida, novos ou múltiplos parceiros sexuais, ectopia cervical, uso não freqüente de preservativos e mulheres que vivem em comunidades com alto índice de infecções. A população em estudo compreendeu: 945 mulheres assintomáticas, das quais 783 foram atendidas em clínica de pré-natal, 91 em clínicas de infertilidade e 71 em clínicas de planejamento familiar. A prevalência encontrada para a C. trachomatis foi de 3,7% (35/945), sendo que a mais alta prevalência foi de 11,2% (22/196) em mulheres solteiras com menos de 25 anos. Esta análise mostrou que mulheres solteiras e com idade inferior a 25 anos tiveram um fator de predição signifi cante para a infecção por C. trachomatis. Um screening para todas as mulheres sexualmente ativas deve ser adicionalmente considerado caso os recursos permitam, pois se trata de uma doença com possibilidade de tratamento efi caz. Referência: HM McMillan, HO Carroll, JS Lambert, KB Grundy, MO Reilly, et al. Sex Transm Infect 2006; doi: / sti / VAGINAL FLUID FROM A PATIENT WITH CERVICITIS CAUSED BY CHLAMYDIA TRACHOMATIS. 12 ROCHE NEWS_N_02.indd 12 25/5/ :43:07

11 RocheNews Maio/ Junho 2007 dicas Dicas para melhorar o dia a dia no laboratório Os técnicos em campo verificam que muitas vezes dicas muito simples fazem toda a diferença na rotina do laboratório. Basta estar atento em alguns detalhes e instruções importantes. > Vida útil dos Eletrodos Muitas vezes os engenheiros e assessores da empresa deslocam-se até o laboratório, passam excessivo tempo em análise, e descobrem no final que o real problema é muito simples: a vida útil dos eletrodos foi atingida, ou até ultrapassada. Ou seja, o problema real é muito simples, e pode ser solucionado facilmente pelo próprio cliente. > Boas condições dos Sensores Para evitar erros de falha nos sensores, o ativador deve estar sempre em boas condições, efetuando-se trocas diárias com soro fresco em condições ideais, isto é, isento de lipemia, icterícia, hemólise e fibrina. > Importância das Manutenções As manutenções também têm suma importância para o bom funcionamento e garantia da durabilidade dos eletrodos. É importante o controle de substituição dos mesmos para não ser despistado no momento de uma análise. > Realização de Limpeza Outra dica importante, de simples execução mas que causa grande diferença, é a realização da limpeza, nos filtros das sondas dos reagentes, com água corrente nos dois sentidos, a cada troca de solução. > Instruções de Treinamentos Deve-se sempre seguir as instruções transmitidas nos treinamentos, como tubos bem posicionados nas racks e com as etiquetas de código de barras bem colocadas, para evitar paradas de máquinas desnecessárias. > Verificação das Agulhas A verificação das agulhas é de suma importância, principalmente as de amostra. Devese verificar se existe entupimento ou dano da mesma, pois isto poderia impedir que a água fosse enviada ao sistema, fazendo com que o mecanismo trabalhasse com força extrema e ocasionasse o surgimento do ruído. Se for necessário limpá-las, este procedimento deve ser realizado com a máquina desligada. Alexandre Vieria, engenheiro de serviços, dá dicas simples para melhorar o dia-a-dia do laboratório > Posicionamento de Frascos de Reagentes e Bolhas Deve-se lembrar também, antes de colocar os frascos de reagentes no sistema, se os mesmos estão bem posicionados e verificar se existem bolhas que podem gerar alguma falha de resultado. > Importância das Manutenções As manutenções também têm suma importância para o bom funcionamento e garantia da durabilidade dos eletrodos. É importante o controle de substituição dos mesmos para não ser despistado no momento de uma análise. > Visitas Preventivas As visitas preventivas dos engenheiros de serviços da empresa fornecedora são muito importantes, pois possibilitam a prevenção de possíveis problemas técnicos, tornando a rotina do laboratório mais ágil e tranqüila. Alexandre Vieira Engenheiro de Serviços III Luciana Nemeth Dicas úteis aplicáveis aos equipamentos Cobas Integra 400 Plus e Modular Analytics O que se deve observar para preparar pedidos de compras de produtos Preparar um pedido de compra de produtos é uma das atividades mais importantes para o laboratório de análises clínicas. Fazer o pedido corretamente é importante tanto para o cliente como para o fornecedor, uma vez que, para o cliente, evita a falta de produtos e diminui perdas, permitindo o contínuo andamento da rotina do laboratório. Para o fornecedor, auxilia no correto planejamento de importação, evitando também a falta ou excesso de produtos em estoque. Em muitos casos observa-se que o comprador não é uma pessoa de formação técnica/científica e, conseqüentemente, não possui alguns conhecimentos específicos sobre a utilização dos produtos dentro da área técnica. Este fato leva a alguns erros de programação e pedidos desnecessários. A conseqüência muitas vezes é a perda de produtos em estoque por data de validade expirada, sem que o produto sequer tenha sido utilizado. Um clássico exemplo é o pedido de controles e calibradores, que não são utilizados na mesma proporção que os respectivos kits, tendo desta forma uma demanda menor. Por este motivo, estes produtos não devem ser solicitados com a mesma freqüência e volume que os kits para realização dos testes, evitando assim, que os mesmos excedam a data de validade em estoque. Para estes itens, o fundamental é manter uma programação de compras por parâmetro, aten- tando-se ao número do lote dos kits e o período de utilização deste lote. Com esta boa prática, todos os envolvidos na cadeia só têm a ganhar! Ana Paula Geraigire Gerente Regional de Vendas São Paulo Capital 13 ROCHE NEWS_N_02.indd 13 25/5/ :43:20

12 RocheNews Março/ Abril 2007 mapa de vendas MAPA DE VENDAS ROCHE DIAGNOSTICS BRASIL VENDAs NACIONAl ROCHE PROFEssIONAl DIAgNOstICs lorice scalise Fone: (11) NORtE/NORDEstE lúcio Borba Fone: (71) Rodrigo Araújo (Fortaleza) Fone: (85) Angélica Fleischman (Pernambuco) Fone: (81) Mônica Sampaio (Bahia) Fone: (71) RIO DE JANEIRO/EsPÍRItO santo/ DIstRItO FEDERAl/gOIÁs/tOCANtINs Jorge gastaldi Fone: (21) Marcus Peterson (Rio de Janeiro) Fone: (21) Riemer de Souza (Goiás e Distrito Federal) Fone: (61) Paulo Roberto Tavares (Distribuidores) Fone: (21) INtERIOR DE são PAUlO/MINAs gerais/mato grosso Cesar Beretta Fone: (19) Carlos Alberto Simões (Interior SP/MT) Fone: (16) Marcos Silvério (Minas Gerais) Fone: (31) Maria Izabel Ragazzi (Interior SP) Fone: (19) Guilherme Barros Siqueira (Interior SP) Fone: (19) são PAUlO CAPItAl/REgIãO sul Ana Paula geraigire Fone: (11) Alessandra Reis (São Paulo Capital) Fone: (11) Sandra Andreo e Silva (São Paulo Capital) Fone: (11) Marcos Marasca (São Paulo Capital) Fone: (19) Wilson Tortorelli (São Paulo Capital) Fone: (11) Wanderley Buim (São Paulo - Distribuidor) Fone: (11) Denise Lenz (Sul) Fone: (51) Edson de Paula (Sul) Fone: (41) VENDAs NACIONAl POINt OF CARE luciana galvão Fone: (71) são PAUlO Angelo tirone (sp Interior/ se/ CO) Fone: (11) Marcelo sobrinho (sp Capital/ sul) Fone: (11) RIO DE JANEIRO Priscila lahera Fone: (21) NORtE/NORDEstE - DIstRIBUIDOREs Alberto César souza Fone: (81) VEt são PAUlO simone de luca Fone: (11) VENDAs NACIONAl MOlECUlAR DIAgNOstICs E APPlIED science Cleber gusmão Fone: (11) MOlECUlAR DIAgNOstICs leila Minari Fone: (11) luis Carlos Martins Fone: (11) Cátia Costa e silva Fone: (21) APPlIED science Adriana godoy Fone: (11) sandra sá Fone : (11) Fabiana Matioli Fone: (16) DIstRIBUIDOREs Aimara Comércio e Repres. ltda. (sp) Fone: (19) Apijã Prod. Hosp. lab. Odont. Assist. te. (go e to) Fone: (62) /Fax: (61) Biomédica Distr. de Prod. Biomédicos ltda. (PA e AP) Fone: (94) / Fax: (94) Biodinâmica Produtos e serviços p/ lab. ltda. (RJ e Zona da Mata) Fone: (21) /Fax: (21) Biotrade Produtos para laboratório ltda. (Interior Al, BA e se) Fone: (71) /Fax: (71) Conceito Diagnóstica ltda (grande BH, Vale do Aço e leste Mineiro) Fone: (31) / Fax: (31) Diag systems Diagnóst. Hosp. ltda. (Capital Al, RN, PE e PB) Fone: (81) /Fax: (81) Dobber Com e Repres ltda. (sp) Fone: (19) Eletrospitalar Com. Assist.técnica ltda (Brasília) Fone: (61) Esse Ene Com. serviços ltda. (CE, PI e MA) Fone: (85) /Fax: (85) goes goes Distribuidora ltda. (Belém) Fone: (91) / (91) Iggam Com. Rep. Mat. Hosp. sist. Diag. ltda. (ABCD, Baixada Santista e Grande São Paulo) Fone: (11) /Fax: (11) Imprint do Brasil ltda. (Interior de sp e Capital) Fone: (19) /Fax: (19) Imunotest Com. e Rep. ltda. (Brasília e go) Fone: (61) Fax: (61) JAs loureiro Cia ltda. (AM) Fone/Fax: (92) labplus Com. Prods. laborat ltda. EPP (Interior de sp) Fone: (16) /(16) labnorte Prods. e Equipamentos ltda. (RO) Fone: (69) /Fax: (69) laborsys Prod. Diagn. Hosp. ltda. (PR e sc) Fone/Fax: (41) laborsys sistemas Diagnósticos ltda. (Rs) Fone: (51) /Fax: (51) laborsys Produtos e Equipamentos laboratoriais ltda (sp) Fone: (11) lahmanno Rio Comercial Cirúrgica ltda. (Capital do RJ) Fone/Fax: (21) Macromed Produtos Hospitalares ltda. (sp) Fone: (17) Macrosystems/silva & Paganelli ltda. (triângulo Mineiro e Noroeste Paulista) Fone/Fax: (17) Maflasa Com.Ind. e Imp. ltda. (sul, Norte, Noroeste Mineiro, Zona da Mata, Alto Paranaíba) Fone: (31) / Fax: (31) Médica Comércio Rep e Imp. ltda (PE) Fone: (81) Medtech Com. e Rep. ltda. (Roraima) Fone: (95) /Fax: (95) PH Produtos Hospitalares ltda-me (BA) Fone: (71) Prontomédica Prod. Hosp. ltda. (Interior do RN) Fone/Fax: (84) s Nemetala Com e Representações (AC) Fone: (68) Fax: (68) Union lab/ul Química Científica ltda. (Es) Fone: (27) /Fax: (27) ROCHE NEWS_N_02.indd 14 25/5/ :43:27

Papilomavírus Humano HPV

Papilomavírus Humano HPV Papilomavírus Humano HPV -BIOLOGIA- Alunos: André Aroeira, Antonio Lopes, Carlos Eduardo Rozário, João Marcos Fagundes, João Paulo Sobral e Hélio Gastão Prof.: Fragoso 1º Ano E.M. T. 13 Agente Causador

Leia mais

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Características principais Agente etiológico das verrugas (tumores epiteliais benignos) Infectam epitélio de

Leia mais

Papilomavirus Humano (HPV)

Papilomavirus Humano (HPV) Papilomavirus Humano (HPV) Introdução O HPV é uma doença infecciosa, de transmissão freqüentemente sexual, cujo agente etiológico é um vírus DNA não cultivável do grupo papovírus. Atualmente são conhecidos

Leia mais

-Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae.

-Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae. -Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae. -Chamado de HPV, aparece na forma de doenças como condiloma acuminado, verruga genital ou crista de galo. -Há mais de 200 subtipos do

Leia mais

PROJETO DE LEI No, DE 2009

PROJETO DE LEI No, DE 2009 PROJETO DE LEI No, DE 2009 (DO SR. CAPITÃO ASSUMÇÃO) Dispõe sobre a imunização de mulheres com a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), na rede pública do Sistema Único de Saúde de todos os estados

Leia mais

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADO FEDERAL PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Previna o câncer do colo do útero apresentação O câncer do colo do útero continua matando muitas mulheres. Especialmente no Brasil,

Leia mais

Análise e discussão: O câncer do colo uterino é uma doença de evolução lenta. Na grande maioria dos casos, esta neoplasia é precedida por estágios

Análise e discussão: O câncer do colo uterino é uma doença de evolução lenta. Na grande maioria dos casos, esta neoplasia é precedida por estágios PREVENÇÃO DE LESÕES EPITELIAIS DE COLO UTERINO EM GESTANTES ATENDIDAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA Área Temática: Saúde Thissiane de Lima Gonçalves 1 Leidiane de Lucca 2, Leiticia B. Jantsch³,

Leia mais

Papiloma Vírus Humano

Papiloma Vírus Humano Papiloma Vírus Humano Grupo: Helder Freitas N 9 João Marcos Borges N 12 Luca Najan N 18 Matheus Pestana N 22 Rafael Cardoso N 28 Raphael Barros N 29 Thiago Glauber N33 Turma: 12 Professor: César Fragoso

Leia mais

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER CITOLOGIA ONCÓTICA Neoplasia: crescimento desordenado de células, originando um tumor (massa de células) Tumor benigno: massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu

Leia mais

HPV e Câncer Cervical. Brunna L. Misael Alves Programa de Oncovirologia Departamento de Genética

HPV e Câncer Cervical. Brunna L. Misael Alves Programa de Oncovirologia Departamento de Genética HPV e Câncer Cervical Brunna L. Misael Alves Programa de Oncovirologia Departamento de Genética Epidemiologia da infecção pelo HPV no mundo 600 11,4% milhões das mulheres de pessoas com infectadas citologia

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 43/2014. VACINA HPV em paciente com diagnóstico de HPV+ (neoplasia + intraepitelial grau I)

RESPOSTA RÁPIDA 43/2014. VACINA HPV em paciente com diagnóstico de HPV+ (neoplasia + intraepitelial grau I) RESPOSTA RÁPIDA 43/2014 VACINA HPV em paciente com diagnóstico de HPV+ (neoplasia + intraepitelial grau I) SOLICITANTE NÚMERO DO PROCESSO Dra. Herilene de Oliveira Andrade Juíza de Direito da Comarca de

Leia mais

Prevenção do Câncer do Colo do Útero. Profissionais de Saúde

Prevenção do Câncer do Colo do Útero. Profissionais de Saúde Prevenção do Câncer do Colo do Útero Manual Técnico Profissionais de Saúde Ministério da Saúde Brasília, 2002 Apresentação No Brasil existem cerca de seis milhões de mulheres entre 35 a 49 anos que nunca

Leia mais

OCÂNCER DE COLO UTERINO ÉOSEGUNDO TU-

OCÂNCER DE COLO UTERINO ÉOSEGUNDO TU- colo uterino Rastreamento do câncer de colo uterino: desafios e recomendações Arquivo pessoal Evandro Sobroza de Mello * Médico patologista, coordenador do Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto

Leia mais

Cancer de Colo do Útero

Cancer de Colo do Útero Cancer de Colo do Útero Câncer de colo do útero são alterações celulares que tem uma progressão gradativa e é por isto que esta é uma doença curável quando descoberta no início. Esta é a razão do exame

Leia mais

SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGFRAL À SAÚDE Gerência de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente

SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGFRAL À SAÚDE Gerência de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGFRAL À SAÚDE Gerência de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Dr. Claudio Gonzaga Amorim Área Técnica do

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei nº 5.905/73

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei nº 5.905/73 PARECER CTSAB Nº 02/2013 Porto Alegre, 08 de julho de 2013. Aplicação de nitrogênio líquido em lesões genitais a partir de prescrição médica por profissional enfermeiro. I - Relatório Trata-se de um Parecer

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 09 /2014 - CESAU Objeto: Parecer. Promotoria de Justiça GESAU / Índice de seguimento / levantamento de doenças intra-epiteliais previsto para 2013 no município de Salvador e ações

Leia mais

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem O Vírus da Hepatite C (HCV) é considerado o principal agente etiológico responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não A e não

Leia mais

Patologia do colo uterino I-Citopatologia Profa. Sônia Maria Neumann Cupolilo Dra. em Patologia FIOCRUZ/RJ Especialista em Patologia SBP Especialista em Citopatologia SBC HPV Objetivos Conhecer o Programa

Leia mais

Técnicas Moleculares

Técnicas Moleculares Biologia Molecular no Diagnóstico de Infecção :HPV Maria Elizabeth Menezes,MSc;Ph.D e-mail:melmenezes@dnanalise.com.br DNAnálise Laboratório Técnicas Moleculares HIBRIDIZAÇÃO IN SITU SEQÜENCIAMENTO PCR

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 001/2015 CT PRCI n 99329 e Ticket n 278.867 Revisão e atualização Janeiro 2015

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 001/2015 CT PRCI n 99329 e Ticket n 278.867 Revisão e atualização Janeiro 2015 PARECER COREN-SP 001/2015 CT PRCI n 99329 e Ticket n 278.867 Revisão e atualização Janeiro 2015 Ementa: Cauterização de Condilomas por Enfermeiro. 1. Do fato Trata-se de uma revisão do parecer COREN-SP

Leia mais

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs VAMOS FALAR SOBRE AIDS + DSTs AIDS A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) atinge indiscriminadamente homens e mulheres e tem assumido proporções assustadoras desde a notificação dos primeiros

Leia mais

QUAIS OS TIPOS DE HPV MAIS COMUNS QUE PODEM CAUSAR CÂNCER?

QUAIS OS TIPOS DE HPV MAIS COMUNS QUE PODEM CAUSAR CÂNCER? O QUE É O HPV? Sigla para Papilomavírus Humano, são vírus capazes de infectar a pele ou a mucosa. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 podem infectar o trato genital e, destes, 12

Leia mais

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani.

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. O que são DSTS? São as doenças sexualmente transmissíveis (DST), são transmitidas, principalmente, por contato

Leia mais

Esses vírus foram reconhecidos como causas de cânceres humanos, especialmente de câncer de cérvice-uterina.

Esses vírus foram reconhecidos como causas de cânceres humanos, especialmente de câncer de cérvice-uterina. Segunda-feira, 4 de dezembro de 2006. Profa. Sônia. HPVs Papillomavirus humanos Esses vírus foram reconhecidos como causas de cânceres humanos, especialmente de câncer de cérvice-uterina. Introdução Anualmente

Leia mais

DIAGNÓSTICO MÉDICO DADOS EPIDEMIOLÓGICOS FATORES DE RISCO FATORES DE RISCO 01/05/2015

DIAGNÓSTICO MÉDICO DADOS EPIDEMIOLÓGICOS FATORES DE RISCO FATORES DE RISCO 01/05/2015 01/05/2015 CÂNCER UTERINO É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem CÂNCER CERVICAL se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE

Leia mais

Palavras chave para indexação: 2014_10_07_Mem.Reun.Saúde _ Barracão_ Associação_Comunidade _Vila Isabel_Anapu

Palavras chave para indexação: 2014_10_07_Mem.Reun.Saúde _ Barracão_ Associação_Comunidade _Vila Isabel_Anapu Assunto: Reunião/Palestra sobre saúde para orientar e esclarecer as dúvidas da população sobre as ações preventivas na área da saúde pública em virtude da construção da UHE Bo Monte. Redator: Maurício

Leia mais

Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você:

Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você: Conheça as principais DSTs e confira as dicas de prevenção que o Instituto Corpore preparou para você: CANCRO MOLE Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se

Leia mais

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com. DST-Doenças Sexualmente Transmissíveis

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com. DST-Doenças Sexualmente Transmissíveis DST-Doenças Sexualmente Transmissíveis (texto de Marcelo Okuma) As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) constituem um grave problema de saúde pública, pois essas doenças, se não tratadas, são debilitantes,

Leia mais

Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR

Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR ADRIANA DE SANT ANA GASQUEZ (UNINGÁ)¹ EVERTON FERNANDO ALVES (G-UNINGÁ)² RESUMO Este

Leia mais

O primeiro passo para evitar o câncer do colo do útero é se informar. Que tal começar agora?

O primeiro passo para evitar o câncer do colo do útero é se informar. Que tal começar agora? O primeiro passo para evitar o câncer do colo do útero é se informar. Que tal começar agora? Folheto Consumidora 9x15cm.indd 1 7/21/08 6:07:48 PM A cada ano, 500.000 mulheres no mundo têm câncer do colo

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Sintoma. Neoplasias do Colo. Enfermagem. Introdução

PALAVRAS-CHAVE Sintoma. Neoplasias do Colo. Enfermagem. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º,DE 2011

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º,DE 2011 REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N.º,DE 2011 (Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame) Requer informações ao Senhor Ministro de Estado da Saúde a respeito das estimativas das despesas orçamentárias para o qüinqüênio

Leia mais

RASTREIO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS

RASTREIO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS RASTREIO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS Maria José de Camargo IFF / FIOCRUZ CERVIX www.cervixcolposcopia.com.br Gestantes Pós-menopausa Histerectomizadas Imunossuprimidas Adolescentes Mulheres sem história de

Leia mais

VACINA CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO HPV

VACINA CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO HPV 1º Trimestre 2007 VACINA CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO HPV Em junho de 2006, foi aprovada pela FDA (Food And Drug Administration) dos Estados Unidos (EUA) uma vacina recombinante quadrivalente contra papilomavírus

Leia mais

Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis

Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis 1)Contextualização da Transmissão Vertical de HIV e de Sífilis A transmissão vertical do HIV (TVHIV) acontece pela passagem do vírus

Leia mais

HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH

HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH Welcome to I-TECH HIV/AIDS Clinical Seminar Series 30 de Agosto de 2012 HPV em mulheres infectadas pelo HIV Goldman ARNP, MPH Objectivos 1. Discutir a epidemiologia do HPV entre mulheres infectadas pelo

Leia mais

Women and Cancer: Saving Lives and Avoiding Suffering. Ministério da Saúde Brasília, Brazil May/2012

Women and Cancer: Saving Lives and Avoiding Suffering. Ministério da Saúde Brasília, Brazil May/2012 Women and Cancer: Saving Lives and Avoiding Suffering Ministério da Saúde Brasília, Brazil May/2012 Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer Conjunto de ações estratégicas

Leia mais

PERFIL DAS IDOSAS RASTREADAS PARA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM CRUZ ALTA, RS

PERFIL DAS IDOSAS RASTREADAS PARA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM CRUZ ALTA, RS PERFIL DAS IDOSAS RASTREADAS PARA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO EM CRUZ ALTA, RS CERBARO, Kamila 1 ; GARCES, Solange Beatriz Billig 2 ; HANSEN, Dinara 2 ; ROSA, Carolina Böettge 2 ; BRUNELLI, Ângela Vieira

Leia mais

Ass. de Comunicação www.ptexto.com.br. Veículo: Revista Veja Data: 03/09/2008 Seção: Informe Publicitário Pág.: 76

Ass. de Comunicação www.ptexto.com.br. Veículo: Revista Veja Data: 03/09/2008 Seção: Informe Publicitário Pág.: 76 Veículo: Revista Veja Data: 03/09/2008 Seção: Informe Publicitário Pág.: 76 Veículo: Site Portal Médico Data: 1 /09/2008 Seção: Notícias Pág.: www.portalmedico.org.br Jornada Científica discute novos exames

Leia mais

Aula: 10.2 Conteúdos: Clamídia, Sífilis, Gonorreia, Herpes, HPV, HIV.

Aula: 10.2 Conteúdos: Clamídia, Sífilis, Gonorreia, Herpes, HPV, HIV. A A Aula: 10.2 Conteúdos: Clamídia, Sífilis, Gonorreia, Herpes, HPV, HIV. 2 A A Habilidades: Conhecer algumas doenças sexualmente transmissíveis, analisando suas causas e consequências. 3 A A DST s Clamídia

Leia mais

Declaração de Conflitos de Interesse

Declaração de Conflitos de Interesse Declaração de Conflitos de Interesse Nada a declarar. Elias Fernando Miziara - DF MR A biologia viral na indução do câncer por HPV Epidemiologia no Brasil Dr. Elias Fernando Miziara Lesâo provocada por

Leia mais

CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO

CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO CITOLOGIA EM MEIO LÍQUIDO O DB Diagnósticos do Brasil oferece a seus clientes o que há de mais moderno e eficiente no diagnóstico preventivo de câncer

Leia mais

Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST?

Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST? Ectopia cervical: relação com CA colo? predisposição para DST? Nilma Antas Neves PHD, MsC, MD Profa. Adjunta Ginecologia Universidade Federal Bahia Presidente Comissão Trato Genital Inferior FEBRASGO Razões

Leia mais

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA PERFIL DAS

Leia mais

Papilomavírus humano (HPV) Estrutura. simetria icosaédrica.

Papilomavírus humano (HPV) Estrutura. simetria icosaédrica. Papilomavírus O vírus Classificação: Família Papilomaviridae (anteriormente: Papovaviridae) Genoma DNA dupla fita, circular, Capsídeo icosaédrico => 72 pentâmeros Não envelopado Multiplicação intranuclear

Leia mais

Vacinação contra o HPV

Vacinação contra o HPV Vacinação contra o HPV Meleiro, março de 2014 Enfermeira Cristiane Sec Mun Saúde de Meleiro. ESF Papiloma Vírus Humano - HPV O HPV é um vírus (papilomavírus humano) transmitido pelo contato direto com

Leia mais

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e P ediatria

HPV. Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais. G u i a d e P ediatria HPV Câncer do Colo do Útero Verrugas Genitais G u i a d e P ediatria Você tenta fazer tudo que é possível para proteger sua filha, para garantir que tudo dê certo hoje e amanhã. Ela confia em você. Essa

Leia mais

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS Doenças Sexualmente Transmissíveis são aquelas que são mais comumente transmitidas através da relação sexual. PRINCIPAIS DOENÇAS SEXUALMENTE

Leia mais

Nomenclatura Brasileira. Norma Imperio DIPAT

Nomenclatura Brasileira. Norma Imperio DIPAT Nomenclatura Brasileira Norma Imperio DIPAT O momento mais eletrizante de minha carreira foi quando descobri que era capaz de observar células cancerosas num colo do útero através do esfregaço George Nicholas

Leia mais

Citologia oncótica pela Colpocitologia

Citologia oncótica pela Colpocitologia ALTERAÇÕES ESCAMOSAS NÃO-REATIVAS NILM = negativo p/ lesão intra-epitelial cervical ASCUS e ASCH = células escamosas atípicas de significado indeterminado SIL = lesão intra-epitelial escamosa LSIL e HSIL

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Boletim Eletrônico Janeiro 2014 73ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br

Boletim Eletrônico Janeiro 2014 73ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br Boletim Eletrônico Janeiro 2014 73ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br ESTROGÊNIO TÓPICO É UM DOS POSSÍVEIS TRATAMENTOS PARA NEOPLASIA INTRAEPITELIAL VAGINAL? Equipe médica do Centro de Câncer

Leia mais

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O HPV - 2016

CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O HPV - 2016 CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA O HPV - 2016 Sobre o HPV Vírus muito disseminado, transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas Mais de 200 tipos de HPV sendo 13 oncogênicos Os HPV tipos

Leia mais

ANÁLISE DE PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES QUE FAZEM EXAME PAPANICOLAU EM UNIDADE DE SAÚDE EM CAJAZEIRAS-PB E RALAÇÕES COM HPV.

ANÁLISE DE PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES QUE FAZEM EXAME PAPANICOLAU EM UNIDADE DE SAÚDE EM CAJAZEIRAS-PB E RALAÇÕES COM HPV. ANÁLISE DE PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES QUE FAZEM EXAME PAPANICOLAU EM UNIDADE DE SAÚDE EM CAJAZEIRAS-PB E Saúde e Educação Janiele Maria Vasconcelos Mota RALAÇÕES COM HPV Áreas Temáticas Autora Instituição

Leia mais

Um novo tipo de câncer

Um novo tipo de câncer Um novo tipo de câncer Cirurgias menos invasivas e tratamentos personalizados são algumas das apostas da ciência para o câncer de cabeça e pescoço. Em visita ao Brasil, médico especialista na área apresenta

Leia mais

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica.

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica. Hepatites Virais O FÍGADO E SUAS FUNÇÕES. O fígado é o maior órgão do corpo humano, está localizado no lado superior direito do abdômen, protegido pelas costelas (gradio costal). É responsável por aproximadamente

Leia mais

CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE COLO DE UTERO O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente,

Leia mais

HPV. Papiloma Virus. Trata-se de uma infecção adquirida através de contato sexual.

HPV. Papiloma Virus. Trata-se de uma infecção adquirida através de contato sexual. HPV Papiloma Virus Todo ano, cerca de 230 mil mulheres morrem no mundo vítimas do câncer no colo do útero. E, para o surgimento desse tipo de câncer, é necessário que a vítima tenha sido infectada pelo

Leia mais

A VACINA QUADRIVALENTE CONTRA HPV 17. 1. O que é a VACINA QUADRIVALENTE CONTRA HPV?

A VACINA QUADRIVALENTE CONTRA HPV 17. 1. O que é a VACINA QUADRIVALENTE CONTRA HPV? O que é o HPV 5-8? O HPV é um vírus silencioso na maioria das vezes. Muitos destes são eliminados sem sequer a pessoa se dar conta que teve contato. Existem mais de 100 tipos de HPV e destes, aproximadamente,

Leia mais

Citologia ou teste de HPV no rastreio primário?

Citologia ou teste de HPV no rastreio primário? UNICAMP Citologia ou teste de HPV no rastreio primário? Luiz Carlos Zeferino Professor Titular em Ginecologia Departamento de Tocoginecologia Faculdade de Ciências Médicas CAISM - UNICAMP Clique para editar

Leia mais

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns no Brasil e em todo o mundo, sendo atualmente consideradas o

Leia mais

Sarah Barros Leal Radioterapeuta

Sarah Barros Leal Radioterapeuta Sarah Barros Leal Radioterapeuta Sem conflito de interesse CRONOGRAMA DA AULA 1. Vírus 2. Infecção 3. Tipos de câncer mais relacionados 4. Vacina 1 Conhecendo o vírus... HPV: Papilomavírus humano Infecta

Leia mais

QUESTIONÁRIO SOBRE CONTROLE DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

QUESTIONÁRIO SOBRE CONTROLE DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO QUESTIONÁRIO SOBRE CONTROLE DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO Denise Silveira, Anaclaudia Gastal Fassa, Maria Elizabeth Gastal Fassa, Elaine Tomasi, Luiz Augusto Facchini BLOCO A - IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE BÁSICA

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DO CÂNCER FEMININO. Rio de Janeiro RJ 30 de junho de 2011

POLÍTICA NACIONAL DO CÂNCER FEMININO. Rio de Janeiro RJ 30 de junho de 2011 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE - SAS DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA DAE Coordenação-Geral de Média e Alta Complexidade POLÍTICA NACIONAL DO CÂNCER FEMININO Maria Inez Pordeus

Leia mais

Todas as pacientes com lesões NIC 2 e NIC 3 devem ser tratadas com crioterapia ou CA.

Todas as pacientes com lesões NIC 2 e NIC 3 devem ser tratadas com crioterapia ou CA. Como proporcionar atenção contínua às mulheres Mulheres diagnosticadas com infecção dos órgãos reprodutores devem receber prontamente tratamento segundo as diretrizes da OMS. Embora seja preferível poder

Leia mais

Prevenção em dobro. Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel CAPA

Prevenção em dobro. Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel CAPA Prevenção em dobro Eixo de Prevenção do Câncer ganha segunda Unidade Móvel O eixo de Prevenção do Câncer do Programa Cuide-se+ acaba de ganhar um importante reforço no atendimento aos trabalhadores das

Leia mais

O desafio feminino do câncer

O desafio feminino do câncer Tumores de mama e colo de útero contam com a oportunidade de rastreamento e têm altas chances de sucesso no tratamento O desafio feminino do câncer O controle dos cânceres de mama e de colo do útero é

Leia mais

EFEITO DAS DSTS NO FUTURO REPRODUTIVO

EFEITO DAS DSTS NO FUTURO REPRODUTIVO EFEITO DAS DSTS NO FUTURO REPRODUTIVO INFECÇÕES DO TRATO REPRODUTIVO INFECÇÕES ENDÓGENAS INFECÇÕES DE TRANSMISSÃO SEXUAL (DST) INFECÇÕES IATROGÊNICAS Estimativa de casos novos de DST curáveis*, 2000 -

Leia mais

Boletim Eletrônico Maio 2013 65ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br

Boletim Eletrônico Maio 2013 65ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br Boletim Eletrônico Maio 2013 65ª edição Visite nosso Site www.colposcopia.org.br QUAL O MELHOR SÍTIO PARA COLETA DE MATERIAL PARA PESQUISA DE CHLAMYDIA TRACHOMATIS? A infecção por Chlamydia trachomatis

Leia mais

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015 Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas

Leia mais

Vacina contra o HPV Prevenção contra câncer de colo do útero no SUS e inovação tecnológica para o Brasil

Vacina contra o HPV Prevenção contra câncer de colo do útero no SUS e inovação tecnológica para o Brasil Vacina contra o HPV Prevenção contra câncer de colo do útero no SUS e inovação tecnológica para o Brasil Papilomavírus (HPV) O HPV é um vírus capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100

Leia mais

Nome/Código arquivo: 2014_10_07_memória_reunião_saúde_comunidade_Belo_Monte_do_Pontal

Nome/Código arquivo: 2014_10_07_memória_reunião_saúde_comunidade_Belo_Monte_do_Pontal Assunto: Reunião/Palestra sobre saúde para orientar e esclarecer as dúvidas da população sobre as ações preventivas na área da saúde pública em virtude da construção da UHE Belo Monte. Redator: Edilene

Leia mais

PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C.

PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. PROCEDIMENTOS SEQUENCIADOS PARA O DIAGNÓSTICO, INCLUSÃO E MONITORAMENTO DO TRATAMENTO DA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA HEPATITE C. A) DIAGNÓSTICO ETAPA I - TRIAGEM SOROLÓGICA ( ANTI-HCV ) ETAPA II CONFIRMAÇAO

Leia mais

RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV. Pedro Vieira Baptista

RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV. Pedro Vieira Baptista 2012 Norte 24 de Outubro Quinta-feira RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO E VACINAÇÃO CONTRA O HPV Pedro Vieira Baptista Para começar... Referência a condilomatose anogenital por autores gregos e romanos.

Leia mais

HPV Fatores relacionados à persistência da infecção

HPV Fatores relacionados à persistência da infecção HPV Fatores relacionados à persistência da infecção Papilomavírus humano(hpv) Agente etiológico do câncer cervical e lesões precursoras. DNA-HPV pode ser detectado com prevalência de 90 a 100% nas amostras

Leia mais

RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES

RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES Fórum Unimed-Rio de Ginecologia RASTREIO COLOPOCITOLÓGICO: NOVAS RECOMENDAÇÕES VERA FONSECA Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Presidente

Leia mais

Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico Página 1 / 8 1. Situação Epidemiológica do Sarampo Diferentes regiões do mundo estão definindo metas para a eliminação do sarampo e da rubéola até o ano de 2015. No entanto, surtos recentes de sarampo

Leia mais

FATORES RELACIONADOS A NÃO REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO DE PAPANICOLAOU EM MULHERES NA FAIXA-ETÁRIA DE 25 A 60 ANOS.

FATORES RELACIONADOS A NÃO REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO DE PAPANICOLAOU EM MULHERES NA FAIXA-ETÁRIA DE 25 A 60 ANOS. FATORES RELACIONADOS A NÃO REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO DE PAPANICOLAOU EM MULHERES NA FAIXA-ETÁRIA DE 25 A 60 ANOS. Ana Maria de Araújo Dias Delcilene de Freitas Teles Kárita Tuanny Coêlho Castro Leonardo

Leia mais

Metodologia de Investigação de Doses Elevadas em Instalações de Radiodiagnóstico Médico

Metodologia de Investigação de Doses Elevadas em Instalações de Radiodiagnóstico Médico Metodologia de Investigação de Doses Elevadas em Instalações de Radiodiagnóstico Médico Adriana Elisa Barboza Cíntia Pinheiro de Souza Martins Dr. Francisco Cesar Augusto da Silva IRD / CNEN Objetivos

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 023/2012 CT PRCI n 99.329/2012 e Ticket n 278.867

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 023/2012 CT PRCI n 99.329/2012 e Ticket n 278.867 PARECER COREN-SP 023/2012 CT PRCI n 99.329/2012 e Ticket n 278.867 Ementa: Cauterização química em condilomas por Enfermeiro. Atualização de PARECER COREN-SP CAT n 050/2010. 1. Do fato Enfermeira Obstétrica

Leia mais

3 - Introdução. gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos. 11 - Indicadores operacionais. 14 - Indicadores financeiros.

3 - Introdução. gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos. 11 - Indicadores operacionais. 14 - Indicadores financeiros. 3 - Introdução 4 - Quais são as métricas para alcançar uma boa ÍNDICE As Métricas Fundamentais da Gestão Hospitalar gestão hospitalar? 8 - Indicadores clínicos 11 - Indicadores operacionais 14 - Indicadores

Leia mais

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE TÍTULO: RASTREAMENTO DE CÂNCER DE COLO UTERINO EM MULHERES COM ALTERAÇÕES CITOLÓGICAS DIAGNOSTICADAS NO CENTRO INTEGRADO DA MULHER EM VÁRZEA GRANDE- MT CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E

Leia mais

Marisa Cristina Preifz 1 Eliane Pinto de Góes 2

Marisa Cristina Preifz 1 Eliane Pinto de Góes 2 ANÁLISE DOS RESULTADOS DE EXAMES COLPOCITOLÓGICOS REALIZADOS EM MULHERES COM IDADE ENTRE 20 E 60 ANOS NO PERÍODO DE 2006 E 2007, EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO PARANÁ Marisa Cristina Preifz 1 Eliane Pinto

Leia mais

PESQUISA DE SATISFAÇÃO PARTICIPANTES

PESQUISA DE SATISFAÇÃO PARTICIPANTES PESQUISA DE SATISFAÇÃO PARTICIPANTES Brasília, janeiro/2011 Objetivos específicos da pesquisa 2 Avaliar a quantidade e a qualidade da rede credenciada. Avaliar os serviços oferecidos: o Plano CASSI Família

Leia mais

Síndrome DST Agente Tipo Transmissã o Sexual Vaginose bacteriana Candidíase

Síndrome DST Agente Tipo Transmissã o Sexual Vaginose bacteriana Candidíase Síndrome DST Agente Tipo Transmissã o Sexual Vaginose bacteriana Candidíase Corrimentos Gonorréia Clamídia Tricomonías e múltiplos bactéria NÃO SIM Candida albicans Neisseria gonorrhoeae Chlamydia trachomatis

Leia mais

Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir. Yara Furtado

Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir. Yara Furtado Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir Yara Furtado Lesões precursoras de câncer cervical na gravidez Lesões precursoras de câncer cervical na gravidez Durante a

Leia mais

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA

CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA IVX CONGRESSO PAULISTA DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA CONDUTA APÓS CITOLOGIA LESÃO INTRA-EPITELIAL DE ALTO GRAU MARIA INES DE MIRANDA LIMA Lesão intra-epitelial de alto grau:hsil: Qual o significado? NIC

Leia mais

DST Testes Moleculares GENÉTICA MOLECULAR GENÉTICA MOLECULAR

DST Testes Moleculares GENÉTICA MOLECULAR GENÉTICA MOLECULAR GENÉTICA MOLECULAR GENÉTICA MOLECULAR DST Testes Moleculares A Genética de Microorganismos do Hermes Pardini é reconhecida por oferecer uma gama de exames moleculares que auxiliam nas decisões clínicas

Leia mais

PREVALÊNCIA DO VÍRUS HPV NO CÂNCER DE COLO UTERINO

PREVALÊNCIA DO VÍRUS HPV NO CÂNCER DE COLO UTERINO PREVALÊNCIA DO VÍRUS HPV NO CÂNCER DE COLO UTERINO Mayara Nascimento Majevski 1 Juliana Ollé Mendes da Silva 2 RESUMO Introdução: O câncer de colo uterino é o tipo mais comum nos países em desenvolvimento

Leia mais

3º CURSO TEÓRICO-PRÁTICO DE COLPOSCOPIA

3º CURSO TEÓRICO-PRÁTICO DE COLPOSCOPIA 3º CURSO TEÓRICO-PRÁTICO DE COLPOSCOPIA ENTIDADE RESPONSÁVEL: Secção de Portuguesa de Colposcopia e Patologia Cervico-Vulvo-Vaginal (SPCPCV) da Sociedade Portuguesa de Ginecologia COORDENAÇÃO DO CURSO

Leia mais

DEMANDA DE CANDIDATOS POR VAGA

DEMANDA DE CANDIDATOS POR VAGA Analista de Correios / Administrador AC / Rio Branco 123 1 123,00 Analista de Correios / Técnico em Comunicação Social Atuação: Jornalismo AC / Rio Branco 27 1 27,00 Médico do Trabalho Formação: Medicina

Leia mais

Câncer de Colo de Útero: Prevenir é o melhor remédio!

Câncer de Colo de Útero: Prevenir é o melhor remédio! Câncer de Colo de Útero: Prevenir é o melhor remédio! PASSATEMPOS BOM PRA CABEÇA Dominox a caça-palavr eto código secr s e muito mai 2 caça-palavra coquetel Procure e marque, no diagrama de letras, as

Leia mais

PERFIL HEPATITE. Segurança para o diagnóstico e acompanhamento clínico.

PERFIL HEPATITE. Segurança para o diagnóstico e acompanhamento clínico. PERFIL HEPATITE Segurança para o diagnóstico e acompanhamento clínico. TLA - Total Lab Automation Agilidade e Confiança TAT (Turn Around Time) de produção de 2 horas. Quatro linhas de produção totalmente

Leia mais

HIV em. Especiais: O idoso. Keli Cardoso de Melo Outubro/2005

HIV em. Especiais: O idoso. Keli Cardoso de Melo Outubro/2005 HIV em Populações Especiais: O idoso Keli Cardoso de Melo Outubro/2005 HIV/AIDS x Idosos! 40 milhões de pessoas com HIV/AIDS! 10% dos casos de AIDS > 50 anos! ¼ em indivíduos > 60 anos! Mulheres " incidência

Leia mais

OF/AMUCC-043/2013 - ADV Florianópolis, 02 de maio de 2013.

OF/AMUCC-043/2013 - ADV Florianópolis, 02 de maio de 2013. OF/AMUCC-043/2013 - ADV Florianópolis, 02 de maio de 2013. Exmo Sr. Dr. Maurício Pessutto MD Procurador da República Procuradoria da República em Santa Catarina Rua Pascoal Apóstolo Pitsica, nº 4876, torre

Leia mais

CONTROLE DE COPIA: PT-LB-IM-021 ANTI HIV 22/10/2015

CONTROLE DE COPIA: PT-LB-IM-021 ANTI HIV 22/10/2015 PT-LB-IM-1 1/6 1. INTRODUÇÃO / FINALIDADE DO MÉTODO O vírus da imunodeficiência humana é o agente causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). A AIDS foi pela primeira vez descrita nos Estados

Leia mais

Folha de Londrina (PR) 07/02/2007 Geral Vacina contra HPV chega a Curitiba

Folha de Londrina (PR) 07/02/2007 Geral Vacina contra HPV chega a Curitiba Folha de Londrina (PR) Geral Vacina contra HPV chega a Curitiba Curitiba- Um importante avanço da ciência já está disponível em laboratórios de Curitiba. Trata-se de uma vacina contra o HPV (Human Papilomavirus)

Leia mais