Editorial EDITORIAL. Olá amigos

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3 EDITORIAL Editorial THE CLUB Av. Profº Celso Ferreira da Silva, 190 Jd. Europa - Avaré - SP - CEP Informações: (14) Suporte: (14) Fax: (14) Internet Cadastro: Suporte: Informações: Dúvidas Correspondência ou fax com dúvidas devem ser enviados ao - THE CLUB, indicando "Suporte". Opinião Se você quer dar a sua opinião sobre o clube em geral, mande a sua correspondência para a seção "Tire sua dúvida". Reprodução A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento em banco de dados, sob qualquer forma ou meio, de textos, fotos e outras criações intelectuais em cada publicação da revista The Club Megazine são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais. Olá amigos Está é mais uma edição da revista The Club Megazine. Nesta edição os nossos colaboradores Fábio Câmara e Igor Abade V. Leite nos apresentam a ferramenta Visual SourceSafe. Esta ferramenta é a mais completa solução integrada para controle e armazenamento de códigos fontes e documentos. Na matéria seguinte o nosso consultor técnico Claudinei Rodrigues mostra em sua matéria como podemos criar uma aplicação ASP.NET no Delphi 2006 utilizando uma técnica muito interessante. Outra informação que este mesmo consultor traz é sobre as versões Turbo. Vale a pena conferir. Estamos trazendo também a nossa seção de perguntas e respostas com algumas das solicitações feitas ao suporte técnico no ultimo mês. E finalizando esta edição temos uma matéria com o titulo Novos rumos onde Celso Jefferson traz novidades em relação ao The Club. Uma boa leitura a todos e até a próxima. Impressão e acabamento: GRAFILAR Tel.: (14) Fax: (14) Rua Cel. Amando Simôes, 779 Cep São Manuel - SP Tiragem: exemplares Copyright The Club Megazine 2006 Diretor Técnico Mauro Sant Anna Colaboradores Fábio Camara, Aguinaldo P Silva Delphi é marca registrada da Borland International, as demais marcas citadas são registradas pelos seus respectivos proprietários. Editorial Conhecendo o Visual Studio Team System Source Control.. 04 Criando uma aplicação ASP.NET no Delphi 2006 com DataModule Os Turbos chegaram Perguntas & Respostas Novos rumos - A evolução não pára

4 Visual Studio Conhecendo o Visual Studio Team System Source Control por Fábio Câmara e Igor Abade V. Leite Se você é feliz com o Visual SourceSafe, ficará radiante de alegria com esta nova ferramenta. Se você não é feliz com o Visual SourceSafe, conheça a definitiva e mais completa solução integrada para controle e armazenamento de códigos fontes e documentos. Primando por uma apresentação simples e direta, abordaremos neste artigo a evolução das ferramentas de Software Configuration Management - SCM. Software Configuration Management SCM tem um fundamental papel no SDLC Software Development Life Cycle, mesmo para times pequenos de desenvolvimento. Todas as metodologias, algumas superficialmente, outras profundamente, tratam sobre este importante quesito crucial: a organização de um projeto de desenvolvimento de software. Para exemplificar com maior ênfase a importância, o CMMI (Capability Maturity Model Integration) possui uma área de processo chamada CM Configuration Management para regulamentar especificamente este item. Podemos explicar SCM como um conjunto de práticas, regras e processos que uma organização usa para: Controlar acesso a arquivos Gerador de compilação de arquivos Gerenciador de versões de arquivos Tradicionalmente as organizações são obrigadas a optar por uma das duas abordagens de SCM: a ad hoc e a baseada em alguma ferramenta como, por exemplo, o Subversion, o Visual SourceSafe ou o CVS. Na abordagem ad hoc é definida uma série de regras e processos, contudo não existem ferramentas que automatizem estas regras e processos. As vantagens desta abordagem é o baixo custo inicial e a flexibilidade, pois os participantes do projeto não se sentem vigiados a fazer os procedimentos somente de uma forma rígida e podem ajustar os processos a suas preferências e requisitos. As desvantagens, na minha leitura, é exatamente o texto que escrevi como vantagem, por mais contraditório que possa parecer. Na minha visão, essa flexibilidade é perigosa e pode colocar a perder o resultado de meses de trabalho. Na outra abordagem, temos uma ferramenta de ponta-aponta que se propõe a gerenciar todos os produtos resultantes de seu SDLC previamente estabelecido. Um incalculável resultado positivo, muitas vezes até difícil de mensurar, é a comunicação que uma ferramenta desta promove entre todos os integrantes de um projeto, permitindo o desenvolvedor A saber que não pode alterar um determinado artefato devido ao desenvolvedor B está com ele em uso no mesmo momento. Comentando ainda sobre vantagens, destacamos a previsibilidade que este tipo de ferramenta gera conforme as regras e milestones definidos na ferramenta. Em outras palavras, perguntar ao desenvolvedor se determinada tarefa esta pronta é subjetivo. Fazer a mesma pergunta a ferramenta de controle de código fonte é binário. Como disse uma vez o poeta, os números não têm sentimentos. Para atender as necessidades cada vez maiores de produtividade e qualidade dos projetos de software, a Microsoft criou o Visual Studio Team System (Figura 1), uma família de produtos que oferece o que há de mais moderno em ambientes integrados de desenvolvimento (IDEs) e gerência de configuração de software. 4

5 Visual Studio Figura 1 - Visual Studio Team System Como começar? Para podermos experimentar tudo que o Visual Studio Team System tem a oferecer, precisamos do Visual Studio Team Foundation Server (veja a nota O Team Foundation Server não é um servidor tradicional ). O TFS tem por finalidade servir como repositório do sistema de controle de versão, bem como armazenar e gerenciar os items de trabalho - work items - que integram o time e permitem o controle do projeto. Para nosso trabalho, além do servidor, precisamos também configurar nossos clientes. Para que possamos extrair o máximo do produto, deveremos usar alguma das edições de trabalho em equipe (conhecidas como Team Editions) do Visual Studio 2005, que são os clientes por excelência do TFS. As edições foram criadas pensando nos papéis mais comuns desempenhados pelo pessoal de desenvolvimento nas equipes de projeto de software. Os papéis e suas edições correspondentes são: 5

6 Visual Studio Figura 2 - Team Explorer (dir.) com Source Control Explorer (centro) Todas as edições do Visual Studio 2005 acessam o TFS a partir de uma ferramenta de integração conhecida como Team Explorer (Figura 2). Distribuído como parte do TFS, ele estende o IDE do Visual Studio de maneira a oferecer os novos recursos do Team System. O TFS deve ser instalado em uma máquina exclusiva para sua finalidade e obrigatoriamente o sistema operacional deve ser o Windows Para seus testes iniciais, recomendamos você usar uma máquina virtual - o TFS se comporta muito bem dentro do Microsoft Virtual PC, desde que você tenha ao menos 1 GB de RAM em seu computador. O Team Foundation Server não é um servidor tradicional Normalmente quando falamos em servidores pensamos em sistemas desenvolvidos como uma caixa preta, ou seja, produtos completamente fechados e desenvolvidos a partir do zero a fim de desempenhar o papel para que foram projetados. Pensando nessa classe de servidores, é inevitável imaginá-los como um conjunto de um ou mais serviços, que podem ser iniciados e parados a qualquer momento usando o snap-in de Serviços do Windows. Produtos como o Internet Information Services (IIS) e o SQL Server encaixam-se perfeitamente nessa descrição. O Team Foundation Server é uma classe completamente diferente de servidores. Ao invés de reinventar a roda, a Microsoft inteligentemente aproveitou o que havia de melhor em alguns de seus principais produtos de servidor - Windows 2003, IIS 6.0, SQL Server 2005, SharePoint e usou-os como a plataforma ideal para uma aplicação baseada em Web Services que é extremamente eficiente, escalável e que pode ser acessada pela Internet, desde que esteja devidamente configurado para tal. Em outras palavras você não encontrará um serviço que corresponda ao TFS em seu servidor. Na prática há uma série deles trabalhando em uníssono para lhe oferecer subsídios que permitam retomar o controle de seus projetos de software. 6

7 Visual Studio Figura 3 - Caixa de diálogo de configuração de permissões do TFS Principais recursos do TFVC O serviço de controle de versão do Team Foundation Server, também conhecido como Team Foundation Version Control, é a parte central dos seus esforços de gerência de configuração. Utilizando um repositório baseado em SQL Server 2005, oferece uma plataforma robusta de controle de versão, capaz de suportar projetos com milhares de arquivos, vários milhões de linhas e inúmeros usuários simultâneos. Listamos alguns dos pontos-chave que fazem com que este produto se destaque no mercado de ferramentas de controle de versão: Segurança: O Team Foundation Server utiliza os mecanismos de autenticação integrada do Internet Information Services com uma granularidade de permissões muito maior e mais eficiente que a encontrada em produtos como o Visual SourceSafe, por exemplo. Você pode dar permissões a seus usuários usando a mesma conta de usuário e senha que eles usam para acessar a rede (Active Directory). 7

8 Visual Studio Figura 4 - Histórico do controle de versão de um projeto, mostrando lista de changesets Escalabilidade: Times pequenos precisam de apenas um computador para desempenhar o papel de servidor TFS. Entretanto, conforme as necessidades de sua empresa crescem, é possível distribuir o TFS em dois servidores diferentes, um responsável pelos dados e o outro pela aplicação. Usando um hardware de preço relativamente acessível é possível atender a times de mais aproximadamente quinhentas pessoas trabalhando simultaneamente. Confiabilidade: A partir do SQL Server 2005 como back-end, o TFVC oferece suporte total a transações. Se houver qualquer problema no meio de uma operação de check-in, como uma queda de conexão, a transação é desfeita automaticamente e o repositório continua perfeitamente íntegro. Finalmente podemos dizer adeus aos repositórios corrompidos! Changesets: As operações de check-in são, como explicamos anteriormente, protegidas por uma transação. Isso é o mesmo que afirmarmos que os check-ins do TFVC são atômicos, ou seja, ou um check-in é confirmado como um todo ou nada é inserido no repositório. Ao afirmarmos que essas operações são atômicas, significa dizer que todos os arquivos são agrupados numa mesma transação. A essa transação denominamos de changeset (conjunto de mudanças). Um changeset é a unidade básica de controle de versão do TFVC. A cada novo check-in é gerado um changeset e a ele é dado um número de versão (Figura 4). Esse número de versão é aplicado a todos os arquivos do changeset (Figura 5). Figura 5 - Changeset com vários arquivos Shelveset: O recurso de shelveset é muito mais facilmente compreendido se imaginarmos primeiro os cenários que ele atende. Se você nunca passou por uma das situações abaixo enquanto usava o Visual SourceSafe, provavelmente deve conhecer alguém que já viveu isso: Depois de um dia inteiro de trabalho, as alterações ainda não foram concluídas. O dilema aqui é faço check-in para não correr o risco de perder o que fiz mas atrapalho os outros ou não faço check-in para não atrapalhar os outros mas corro o risco de perder tudo? A estação de trabalho do desenvolvedor não é um lugar seguro para se manter o trabalho de um dia inteiro. Normalmente as estações de uma rede não estão incluídas no 8

9 Visual Studio Pense nesse recurso como uma espécie de check-in particular. Você pode fazer o commit das suas alterações (ou seja, seu changeset) que, ao invés de ir para o repositório principal do projeto, vai para uma área distinta com um nome definido por você. Desta forma é possível manter as alterações em curso, voltar para qualquer versão anterior (Figura 7), fazer a correção e depois combinar tudo para o check-in definitivo. Figura 6 - Caixa de diálog de criação de shelveset Check-in policy: Muitas vezes é desejável assegurar-se que o desenvolvedor que está prestes a fazer um check-in tomou certos cuidados para garantir a qualidade ou mesmo a rastreabilidade do código. Seria muito bom ter uma forma automática de lembrar os desenvolvedores que é preciso colocar comentários no changeset, associar as alterações a um determinado work item, ou ainda exigir que os testes unitários tenham sido executados para evitar que o check-in inviabilize o build? Melhor ainda seria se pudéssemos ser alertados caso um desenvolvedor esquecido tivesse ignorado estas regras, mesmo que tivéssemos tido o cuidado de lembrá-lo. É justamente para isso mesmo que foi criada a política de check-in (check-in policy, Figura 8). Figura 7 - Caixa de diálog de Unshelve backup automático da empresa, que costuma contemplar apenas os servidores. O mais seguro é sempre fazer o check-in e colocar o código num servidor com backup. Por outro lado, fazer check-in de um código incompleto significa que qualquer um que fizer um Get Latest Version depois deste ato não conseguirá compilar mais nada! Para esta e outras situações semelhantes é que foi criado o shelveset (Figura 6). No TFVC é possível configurar um projeto de forma que o desenvolvedor será sempre lembrado de: Rodar a análise de código, para garantir que o código atende a padrões mínimos de qualidade - além de assegurar que a solução compila corretamente; Executar os testes unitários e prevenir o check-in caso haja algum erro; Associar o check-in a algum work item, de forma a obter uma excelente rastreabilidade das alterações. No momento em que o usuário tenta um check-in, será avisado se alguma política não for satisfeita (Figura 9). 9

10 Visual Studio usá-lo. Esse modelo tem um grande inconveniente, que é o de reduzir a capacidade de trabalho em paralelo da sua equipe, especialmente para times e/ou projetos grandes. Já com o TFS, a idéia é que cada desenvolvedor tenha uma cópia do arquivo em seu computador. Se necessário, mais de uma pessoa pode trabalhar no mesmo arquivo ao mesmo tempo. Figura 8 - Caixa de diálogo de configurações de Check-in Policy Figura 9 - Aviso de check-in policy não atendida Além dessas políticas que vêm disponíveis no produto, você pode criar de forma bastante simples políticas personalizadas que atendem a seu processo. Copy-modify-merge: O modelo padrão de trabalho do Visual SourceSafe é o lock-modify-unlock, ou seja, a cada check-out é colocado um bloqueio exclusivo no arquivo que impede que outras pessoas o alterem simultaneamente. Depois de editarmos o arquivo, a operação de check-in irá desbloqueá-lo para que outros possam Se duas pessoas alterarem o mesmo arquivo, no instante em que o segundo fizer seu check-in o TFS tentará mesclar (merge) as duas versões automaticamente. Se não for possível será exibida a tela de solução de conflitos (Figura 10 e Figura 11). Por mais que possa parecer assustador no primeiro momento, asseguramos que este é o modelo ideal de trabalho do ponto de vista da produtividade, pois permite efetivamente o escalonamento e o paralelismo do desenvolvimento. Conclusão É impossível classificar o TFVC simplesmente como uma evolução do Visual SourceSafe. Suas funcionalidades ultrapassam esta fronteira imaginária que poderíamos estabelecer. Apesar de o custo inicial de configuração de regras e controles ser alto e considerarmos também um razoável investimento em capacitação do seu time de desenvolvimento na ferramenta, continuamos acreditando que o esforço será plenamente recompensado. A frase de Joe Hummel, PHD e importante evangelista da Microsoft baseado nos Estados Unidos, em um webcast sobre o tema é sabiamente um resumo conclusivo digno de nossa análise quando avaliamos implantar o TFVC: _ Sofrimento a curto prazo, ganhos reais a longo prazo. Sucesso em seus projetos. 10

11 Visual Studio Figura 10 - Caixa de diálogo de aviso de conflitos Fabio Camara possui o título Microsoft MVP em VSTS e as certificações MCAD Charter, MCDBA, MCSE 2003, MCSD.NET, MSF Practitioner e ITIL Foundations - é Consulting Manager da FórumAccess Consultoria e membro fundador do VSTS Rocks Brasil Core Team (http://www.vstsrocks.com.br). Entre suas missões na FA implantou uma área de arquitetura e pesquisa, implantou uma área de testes e ajudou em várias áreas de processo na implantação do CMMI nível 3, especialmente CM. Igor Leite possui as certificações MCAD, MCDBA e MCSD.NET - é arquiteto de soluções da FórumAccess Consultoria e membro fundador do VSTS Rocks Brasil Core Team (http://www.vstsrocks.com.br). Figura 11 - Solução manual de conflitos 11

12 Delphi Criando uma aplicação ASP.NET no Delphi 2006 com DataModule Por Claudinei Rodrigues Nesta matéria vou criar uma aplicação bem simples, onde teremos apenas um WebForm mostrando um componente DataGrid com algumas informações. O interessante nesta matéria são as duas informações que você poderá utilizar em várias aplicações.net. Uma delas é sobre o acesso a dados. A Borland tem trabalhado para manter o seu componente BDP cada vez mais compatível com o Interbase. Nada mais natural. Mas grande parte dos programadores hoje está utilizando o Firebird. Daí vem a pergunta. Qual componente posso utilizar neste caso? No site existe um componente chamado Firebird.NET Data Provider. Um driver que foi escrito em C# e fornece um acesso rápido e seguro com implementações nativas a API do Firebird. É um componente muito bom que várias pessoas estão utilizando tanto no Delphi quanto no Visual Studio. Nesta matéria como estamos trabalhando com o Delphi 2006, você deve acessar o site e fazer o download do item Data Provider for.net Framework 1.1 da versão 1.7.1, como mostrado na figura 1. Você irá notar que nesta página existem versões mais novas, mas como estamos trabalhando com Delphi 2006 e ele só trabalha com o Framework 1.1, a única opção que nos resta é fazer o download desta versão mais antiga. As outras versões mais novas disponíveis neste site não funcionarão com o Delphi 2006.NET. Fazendo o download e instalando o componente Depois de fazer o download, basta executar o arquivo baixado e responder as questões simples que ele vai te perguntar. A instalação segue o clássico padrão Next... Next... Finish, sem segredo algum. Agora, abra o Delphi 2006 for.net, vá ao menu Component Installed.NET Components. Como mostrado na figura 2. Depois disto você terá acesso a uma tela semelhante à mostrada na figura 3. Figura 1: Download do Provider Figura 2: Selecionando a opção do Menu 12

13 Delphi Figura 3: Selecionando os componentes Na aba.net Components localize os nomes: FbCommand, FbCommandBuilder, FbConnection e FbDataAdapter. Caso estes itens não apareçam na lista, clique em Select an Assembly... e vá até a pasta onde o Firebird.NET Data Provider foi instalado. Se você não alterou o diretório ele estará em <Arquivos de Programas>\ FirebirdNETProvider1.7 e selecione o assembly FirebirdSql.Data.Firebird.dll, o qual contém os componentes à serem instalados no Delphi 2006.NET e clique em OK para finalizar. Após a instalação, você encontrará os novos componentes no Tool Palette, conforme demonstra a figura 4. Figura 4: ToolPalette onde está instalado o componente O correto agora seria nós conhecermos estes componentes, mas antes porém vamos aprender algo novo. Criando um DataModule no.net Muitos programadores acostumaram a trabalhar com o DataModule em aplicações Win32 e quando chegaram no ambiente.net não encontraram esta funcionalidade. Então era necessário em cada WebForm incluir um componente de conexão e os componentes de acesso a dados. Nada contra, pois isto pode ser feito normalmente e sem nenhum prejuízo para a aplicação. Mas se podemos melhorar, vamos por em prática. Vamos simular um DataModule, que nada mais será um container onde incluiremos as nossas regras de negócios em nossa aplicação ASP.NET. Para isto como já estamos com o Delphi 2006.NET aberto, clique no menu File New ASP.NET Web Application Delphi for.net. 13

14 Delphi Fazendo isto você terá acesso a uma figura 5 tela semelhante a private { Private Declarations } public constructor Create; implementation constructor TClass1.Create; inherited Create; // TODO: Add any constructor code here Figura 5. Criando a nova aplicação end. Agora nós vamos criar uma classe e nela fazer algumas alterações para que possamos simular o nosso DataModule. Para isto clique em File New Order... Na tela a seguir clique em New Files e depois em Class. Como está sendo mostrado na figura 6. Listagem 1: Código fonte da classe. Neste código fonte nós teremos que fazer algumas alterações para que possamos simular o nosso DataModule. Isso é bem simples de ser feito. Primeiro logo abaixo da palavra interface inclua o comando: Uses System. ComponentModel Depois altere as palavras TClass1 para TDataModule. Depois disso temos que dizer que a nossa classe será derivada de System.ComponentModel. Para isto inclua logo após a palavra class a seguinte instrução (System.ComponentModel.Component). Agora salve a sua unit com o nome DMu. Depois disto o código que foi mostrado na listagem 1 ficará igual ao código mostrado na listagem 2. unit DMu; Figura 6: Criando a nova classe Após clicar no botão OK você terá acesso ao código desta classe como está sendo mostrado na listagem 1. unit Class1; interface type TClass1 = class interface Uses System.ComponentModel; type TDataModule = class(system.componentmodel.component) private { Private Declarations } public constructor Create; 14

15 Delphi implementation constructor TDataModule.Create; inherited Create; // TODO: Add any constructor code here end. Listagem 2: O código fonte da classe já alterado. Agora faça o seguinte, feche apenas a tela da nossa classe. Para isto clique em File Close e depois abra novamente a unit. Note que a tela mudou. Ele deve estar igual à mostrada na figura 7. Agora nós temos um container onde podemos colocar nossos componentes. Quando arrastamos os componentes de acesso como o FbConnection, FbCommand para este container, o próprio Delphi irá criar um método no código fonte chamado InitializeComponent que é onde ficarão armazenadas as informações dos componentes. Isto é semelhante ao que era feito nos arquivos.dfm. Uma outra alteração que devemos fazer agora é chamar este novo método. Para isto clique na aba Code e vá até a procedure Create e chame o novo método, como está sendo mostrado na listagem 3. Figura 7. Tela do Delphi 2006 com a nova classe. 15

16 Delphi implementation constructor TDataModule.Create; inherited Create; // TODO: Add any constructor code here InitializeComponent; FbConnection BeginTransaction Responsável pelo controle de transações, sendo sobrecarregado permitindo combinar parametrizações diferentes, seu retorno é um objeto tipo FbTransaction, através do qual poderemos efetuar Commit, RollBack, etc... Listagem 3: Chamando o método Initialize Pronto. Agora podemos trabalhar com o nosso DataModule. Agora sim vamos conhecer melhor os nossos componentes de acesso a dados. Conhecendo os componentes São quatro componentes através dos quais iremos fazer todos os processos necessários para realizar a conexão, seleção e manutenção dos dados no Firebird. FbConnection O componente FbConnection, é responsável em fazer a conexão com o banco de dados, ou seja, é nele que iremos informar a string de conexão com o banco de dados, o nome do usuário, a senha e as demais configurações necessárias. Este componente possui um editor de propriedades através do qual podemos configurar a conexão com o banco de dados, veja a figura 8. CreateCommand Create ConnectionString Close Open Tabela 1 Alguns métodos do FbConnection Prover a implementação de instruções SQL retornando um objeto tipo FbCommand, através do qual iremos fazer a execução dos referidos comandos. Construtor, pode receber a string de conexão como parâmetro. Recebe a string de conexão para acesso ao banco de dados Fechar a conexão corrente Abrir a conexão FbDataAdapter É através deste componente que podemos efetuar a atualização e seleção de dados. Este componente pode ser comparado aos componentes DataSetProvider+SQLDataSet.. Veja na tabela 2 as principais propriedades e métodos deste componente. FbDataAdapter Figura 8 Configurações da conexão com um banco Firebird Vamos descrever alguns dos principais métodos disponíveis no componente FbConnection, acompanhe a tabela SelectCommand DeleteCommand InsertCommand Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução "Select" à ser executada. Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução de "Delete" à ser executada. Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução de "Insert" à ser executada.

17 Delphi FbDataAdapter SelectCommand DeleteCommand InsertCommand UpdateCommand Fill Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução "Select" à ser executada. Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução de "Delete" à ser executada. Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução de "Insert" à ser executada. Propriedade do tipo FbCommand responsável em armazenar a instrução de "Update" à ser executada. Método responsável em "descarregar" os dados retornados por um "Select". Este método é sobre-carregado podendo receber como parâmetros: DataSet, DataTable, StartRecord, MaxRecords, havendo combinação entre os referidos parâmetros FbCommand Cancel CommandPlan CommandText CommandTimeOut CommandType Connection ExecuteNonQuery ExecuteReader ExecuteScalar Tenta cancelar instrução Verifica Tabela 3 Alguns métodos do FbCommand o a plan que Recebe a instrução pelo FbCommand Setar ou verificar tempo ocioso execução a o à de servidor ser uma utilizo u executada configuração Definir como o FbCommand irá se comportar, podendo ser: TableDirect, StoredProcedure ou Text Associar a um component e FbConnection Executa a query e retorna de registros afetados o de númer o Executa a query e retorna um conjunto de dados utilizando para isso um objeto FbDataReader. Executa a coluna da da query. query e retorna a primeira primeira linha resultante Update Método responsável em aplicar as atualizações armazenadas em um componente DataSet. Este método é sobre-carregado podendo receber parâmetros: DataSet, TableName e DataRow Tabela 2 Alguns métodos do FbDataAdapter FbCommand Através deste componente podemos executar instruções Insert, Update, Delete e Select de forma bem simples e prática. Podemos compará-lo a uma Query unidirecional. Conforme mencionei anteriormente na descrição do componente FbDataAdapter, as propriedades SelectCommand, DeleteCommand, InsertCommand e UpdateCommand são do tipo FbCommand e dessa forma, todas as propriedades e métodos apresentados poderão ser aplicados no FbDataAdapter. Vamos ver na tabela 3 as principais propriedades e métodos do FbCommand. FbCommandBuilder Este componente tem por finalidade ajustar as instruções SQL existentes no componente FbDataAdapter quando efetuamos a chamada do método Update passando um DataSet como parâmetro. Em uma analogia com o Delphi (Win32), este componente faria a mesma função do evento OnGetTableName e a propriedade UpdateMode do componente DataSetProvider. Agora que já conhecemos os componentes, vamos trabalhar mais com eles. Montando o exemplo Vá até ao DataModule que acabamos de criar e arraste dois componentes. Um componente FbConnection e um componente FbCommand. FbCommand Cancel CommandPlan CommandText CommandTimeOut CommandType Tenta cancelar instrução a execução de uma Verifica o plan que o servidor utilizo u Recebe a instrução pelo FbCommand Setar ou verificar tempo ocioso à ser executada a configuração de Definir como o FbCommand irá se comportar, podendo ser: TableDirect, StoredProcedure ou Text Vá até a propriedade ConnectionString do FbConnection. Ao clicar nesta propriedade você terá acesso a uma tela igual à mostrada na figura 8. Basta configurá-la exatamente como está sendo mostrada nesta figura, é claro alterando a opção Database para o path onde está sendo colocado o seu exemplo. Depois disto vamos utilizar um componente FbCommand. Ligue este componente ao componente FbConnection através da propriedade Connection. Agora clique na propriedade CommandText. Feito isto você terá uma tela igual a que está sendo mostrada na figura 9. 17

18 Delphi Figura 9: CommandTextEditor Editor de códigos SQL Digite na caixa de texto o comando SELECT * FROM GRUPOS, conforme você já pode ver na figura 9. Depois clique no botão Execute. Se tudo estiver correto, você verá o resultado da instrução na aba Result. Depois clique no botão Accept. Além disto, temos que fazer mais uma configuração em nossos componentes. Tanto no componente FbConnection quanto no componente FbCommand você terá que alterar a propriedade Modifiers para Public. Agora vamos voltar ao WebForm1. Neste WebForm inclua um componente DataGrid. Depois de incluir o componente DataGrid que está na aba WebControls nós vamos montar o código que vai atribuir os dados ao nosso componente DataGrid. Para isto vá até ao evento OnLoad do WebForm. Se você não sabe como fazer isto, basta simplesmente dar um duplo clique sobre o WebForm. Fazendo isto ele irá direto para este evento. Antes porém, vá até o menu do Delphi e clique em File Use Unit.e na tela que lhe será mostrado clique sobre o item DMu e depois em Ok. Agora inclua a seguinte instrução no evento On Load. procedure TWebForm1.Page_Load(sender: System.Object; e: System.EventArgs); var // Variável do tipo DataModule DM : TDataModule; // Verifica se é a primeira vez // que estamos chamando a página. if not Page.IsPostBack then // Instanciamos o nosso DM DM := TDataModule.Create; // Abrimos a conexão. DM.FbConnection1.Open; try //Ligamos o nosso componente // Datagrid ao componente // FbCommand DataGrid1.DataSource := DM.FbCommand1.ExecuteReader; // Preenchemos o DataGrid DataGrid1.DataBind; finally // Fechamos a conexão. DM.FbConnection1.Close; Listagem 4: Evento OnLoad do WebForm. Agora basta compilar e executar a aplicação. O Delphi 2006.NET automaticamente irá abrir o seu navegador mostrando o DataGrid com os dados da tabela do Firebird. Conclusão Conforme eu disse no início da matéria, a aplicação é bem simples. Mas além do componente de acesso eu também mostrei como podemos criar uma regra de negócio como fazíamos em aplicações Win32. São informações básicas que utilizaremos em aplicações tanto ASP.NET como também em aplicações WinForms. Download: Sobre o autor Claudinei Rodrigues, Consultor Técnico do The Club 18

19 Os Turbos Chegaram! Por Claudinei Rodrigues Delphi As versões Turbo Explorer do Delphi, Delphi.NET, C# e C++ já estão disponíveis para download no site A versão Explorer é 100% gratuita e se destina a estudantes e programadores não profissionais que desejam começar rapidamente a desenvolver aplicações Win32 e.net, mesmo que ainda esteja utilizando o.net Framerwork 1.0. Eu comentei sobre a versão do.net Framework, porque a Microsoft já liberou a versão 2.0 a algum tempo e está para lançar em breve a versão 3.0 com inúmeros recursos adicionais. Mas isto não seria um assunto para nos aprofundarmos neste momento. A versão Explorer inclui um pacote fixo de mais de 200 componentes e a versão Professional inclui alguns componentes adicionais. Além disso, a versão Professional permite que você crie seus próprios componentes do zero e ainda adicione qualquer componente fabricado por terceiros ou ainda plug-ins para aumentar a capacidade de desenvolvimento da IDE. Apesar de a versão Explorer ser destinadas a estudantes e programadores não profissionais, a própria Borland diz que é permitido que você utilize a versão Explorer para desenvolver aplicações comerciais. Ao contrário da versão Professional a versão Explorer não permite que você instale componentes adicionais na IDE. Caso você queira instalar componentes de terceiros, como por exemplo o RXLib, ZipMaster entre outros, você terá que adquirir a versão Professional que segundo a Borland contém mais recursos e facilidades de uso. As versões Turbo Professional, segundo a Borland, formam uma nova linha de produtos com preços especialmente pensados para desenvolvedores autônomos e novos programadores. No momento em que eu estava escrevendo esta matéria estes produtos custavam R$ 1.200,00. Em relação às outras versões do Delphi, ela realmente está mais em conta. Vale a pena lembrar que a edição Turbo Professional é uma solução que contém apenas uma linguagem, já o Borland Developer Studio (BDS) é um ambiente de programação multilinguagem e multi-plataforma que suporta as linguagens C++, C# e Delphi para desenvolvimento tanto de aplicações Win32 quanto.net. Uma outra restrição do Turbo é que não é possível instalar mais de um produto Turbo em uma máquina ou máquina virtual e também não podem ser instalados em máquinas que já tenham o Borland Developer Studio instalado. Por enquanto são estas as informações que tenho a passar sobre os Turbos. Conforme as novidades forem surgindo, iremos disponibilizar para você e caso você queira fazer algum comentário a respeito, pode enviar um para ou ainda Além é claro do nosso telefone (14) Um grande abraço a todos e até a próxima. 19

20 Perguntas & Respostas Pergunta: Ao tentar inserir um valor em branco em uma coluna VARCHAR do DB2, estou tendo problemas. No DB2, branco é um valor diferente de nulo e é aceitável. Estou usando ClientDataSet com DBExpress. Quando uso FieldByName ( NOME ).AsString :=, ocorre um erro relatando que estou tentando inserir um valor nulo em uma coluna not null, o que não é verdade. Se uso FieldByName( NOME ). AsString = quotedstr( ), a coluna DB2 fica com conteúdo igual a, que também não é valor branco. A única forma que funcionou foi fazer INSERT direto na tabela ( INSERT INTO TABELA VALUES (SPACE(1)), porém esta forma é mais onerosa ao banco do que com o FieldByName, que já está posicionado no registro a ser inserido. Como fazer isso utilizando o FieldByName? Resposta: Pela mensagem de erro, eu acho que você deveria verificar o seguinte. Supondo que você esteja utilizando o componente SQLQuery ou SQLDataSet verifique se os campos foram adicionados a um destes componentes. Se foram, verifique o campo em questão se a propriedade Required está igual a True. Se estiver, altere-a para False. Agora para gravar nulo, utilize o seguinte comando: ClientDataSet1.FieldByName( campo ).Clear; Dúvida enviada por Erick, São Paulo SP Pergunta: Como posso remover as barras de rolagem vertical e horizontal em um componente DBGrid? Resposta: Existem duas formas de se fazer isto. Na primeira podemos desligar a barra de rolagem do DBGrid através do evento ondrawcolumncell, mas pode ser que não fique perfeito. Pode ser que fique piscando a barra de rolagem no DBGrid. Se não quiser assim crie um novo componente e redefina a procedure Paint. // Aqui é a primeira solução onde desligamos // no evento OnDrawColumnCell procedure TForm1.DBGrid1DrawColumnCell (Sender: TObject; const Rect: TRect; DataCol: Integer; Column: TColumn; State: TGridDrawState); SetScrollRange(TDBGrid(Sender).Handle, SB_VERT, 0, 0, False); Agora a segunda solução é deve criando um método Paint exatamente igual ao do componente pai (o DBGrid), ou seja um método paint com a clausula override. Este método paint, vai chamar um outro método SetScrollRange da API para pegar o valor máximo e o valor mínimo do scroll e passar ele para zero, desabilitando o scrollbar, e depois, chamar o método paint ascendente. O código abaixo faz isso para você. unit NovaGrid; 20

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