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2 16 a 19 de setembro de 2014 Cidade da Polícia - Rio de Janeiro - RJ Painel

3 ID 01 - Utilização de software com modelagem física para o cálculo de velocidade de veículos através da vídeo-análise Ibiapina, RM; Carvalho, CFSB; IC - PIAUÍ - Instituto de Criminalística do Piauí; Resumo: Tem se tornado cada vez mais frequente a solicitação por parte de autoridades policiais do cálculo de velocidade de veículos envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas fatais. Em algumas requisições solicita-se a análise de conteúdo dos vídeos captados pelas câmeras de vigilância eletrônica das residências ou pelas câmeras de vigilância de uma cidade (Guardião Eletrônico). Dessa forma, a partir destas análises, o perito deve calcular a provável velocidade do veículo no momento do impacto ou a velocidade deste em certo trecho da via. Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma metodologia que possa ser utilizada na análise dessas imagens e auxiliar o perito na descoberta da velocidade média de veículos cujos movimentos foram registrados dentro campo visual das referidas câmeras. Tal velocidade pode ser medida através da utilização de um software denominado Tracker 1. Este software representa um pacote para análise de vídeos desenvolvido pelo Open Source Physics Java Framework e permite analisar quadro a quadro as imagens visualizadas. Em certos casos, é possível indicar, através de um gráfico, a velocidade dos veículos envolvidos em um dado acidente. A seguir, pode-se observar um exemplo da utilização do software acima mencionado para o cálculo da velocidade de um automóvel Corolla, de cor branca, com distância entre os eixos de 2,60m, que se movimentava por uma avenida pavimentada. O automóvel teve seu movimento registrado por uma câmera digital a uma distância de 10m da direção por onde se movimentava seguindo uma certa inclinação em relação à câmera. A velocidade também foi monitorada através de um radar (pardal eletrônico), como pode ser visto no detalhe. Nesta situação, ao passar pelo trecho apresentado em tela, o velocímetro do veículo marcava uma velocidade de 60 km/h e foi medida por um perito que acompanhava o condutor no referido trajeto. O radar eletrônico indicou que a velocidade do veículo no percurso apresentado era 55 km/h. Imagem 1 - Frame do veículo Corolla, analisado para o cálculo de velocidade através do software Tracker.No detalhe, técnicos se encontram próximos ao radar eletrônico para monitorar a velocidade do veículo.

4 Analisando o trecho do vídeo através do Tracker, encontrou-se a velocidade de 15,7 m/s que corresponde a 56,5 km/h. Valor destacado na Imagem 2, apresentada a seguir. Imagem 2 Gráfico que mostra a posição do veículo em certo intervalo de tempo no trecho analisado. Observase que o parâmetro A, destacado na tabela, representa a declividade da reta média. Este parâmetro é a velocidade média do trecho e vale 15,7m/s. Este resultado corresponde a 56,5 km/h. Na tabela a seguir apresenta-se um resumo das velocidades medidas no velocímetro, no radar e calculadas pelo software. Velocidade (velocímetro) Velocidade (radar) Velocidade (Tracker) 60 km/h 55 km/h 56,5 km/h Tabela 1 Velocidade do veículo ao passar pelo trecho destacado na Imagem 1. Aqui observam-se os valores das velocidade indicadas pelo velocímetro, radar e pelo software. Observando os valores apresentados acima percebe-se que estes estão, dentro de uma razoabilidade, próximos entre si. Dessa forma, o uso do Tracker no cálculo de velocidade de veículos demonstra ser uma ferramenta que pode ser usada como opção complementar na elaboração de laudos que visam apresentar a velocidade dos veículos através da vídeo-análise em determinadas situações. Referências: 1.Oliveira, Leonardo Presoto de; Bezerra Jr, Arandi Ginane; Saavedra Filho, Nestor Cortez. VÍDEO-ANÁLISE NO ENSINO DE FÍSICA: EXPERIÊNCIAS COM O SOFTWARE TRACKER

5 16 a 19 de setembro de 2014 Cidade da Polícia - Rio de Janeiro - RJ Palestra

6 ID 01 - Adulteração de horas trabalhadas em um ERP, com módulo de calculo de horas e ponto digital biométrico: análise de um caso em uma Concessionária de Rodovias e considerações. Nogueira, RV; PJF -TRT - Poder Judiciário Federal Justiça do Trabalho; Toda contratação de um funcionário presume a determinação de uma Jornada de Trabalho, ou seja, o tempo e as condições em que ele se dedicará à empresa na execução das funções para as quais foi contratado. A definição da Jornada de Trabalho acontece no processo admissional, mas deverá ser acompanhada e registrada durante toda a permanência do funcionárionos quadros da empresa, segundo parâmetros legais e administrativos. A Portaria 1.510/09 do Ministério do Trabalho visa regulamentar o sistema eletrônico de controle de ponto, previsto no artigo 74, parágrafo segundo da Consolidação das Leis do Trabalho, que diz que empresas com mais de dez empregados terão, obrigatoriamente, que ter o sistema de anotação dos horários de entrada e saída do empregado, sendo este manual, mecânico ou eletrônico. Em resumo, esta norma estabelece os formatos de relatórios e arquivos digitais de registros de ponto que as empresas, que utilizam este tipo de controle de horário, deverão manter e apresentar à fiscalização do trabalho; em especial a manutenção obrigatória de um equipamento denominado Registrador Eletrônico de Ponto, que emitirá um comprovante de marcação de horário a cada registro efetuado pelo empregado. O objetivo da portaria é disciplinar o sistema de registro de ponto eletrônico do empregado, para diminuir os conflitos existentes entre empregados e empregadores. Mesmo tratando-se de uma Portaria que prevê assegurar os direitos dos trabalhadores e também das empresas, há quem defenda que ela não é ecologicamente correta, já que a cada entrada e saída do funcionário, a máquina emitirá tickets, o que gerará um volume de comprovantes, em média, de um bilhão por ano. O objetivo foi inicialmente realizar exame em Computação Forense através de comprovantes de registro de ponto de trabalho, durante a vigência do contrato do reclamante, os horários de entrada, saída e de intervalos para refeições e descansos anotados,vide fotografia digital 1, indicam horários britanicamente iguais, dia após dia, por meses seguidos de um determinado funcionário que era reclamante de uma Ação Judicial na Vara Federal do Trabalho do Estado de São Paulo. Conforme os exames desta natureza, o Perito realizou no decorrer do seu trabalho: - Minuciosa inspeção ocular do Software Protheus 11 da Empresa TOVS S.A. - Igual procedimento, em relação aos módulo Ponto Eletrônico de cálculo de horas trabalhadas - Sempre que necessário, utilizou de equipamento adequado, de bibliografias específicas, (Perícia Forense: Aplicado à Informática, Andrey Rodrigues de Freitas; Forense Computacional:Procedimentos e Padrões Marcelo Abdalla dos Reis, Paulo Licio de Geus) e de fotografias digitais ampliadas, a fim de ilustrar sua conclusão Fotografia Digital 1 Primeiro objeto de estudo, horários britanicamente iguais. 1

7 IX Seminário Nacional de Fonética Forense VI Seminário Nacional de Perícias em Crime de Informática II Seminário Nacional de Análise Forense em Imagens Rio de Janeiro -RJ, 16 a 19 de Setembro de Após reiterados cotejos e confrontos, abre-se o Programa Protheus 11 da Empresa TOVS S.A., fazendo login como exemplo o usuário o Sr. Wagner Gonzales Biancard, depois abre-se as telas de: Ponto Eletrônico, Cálculos, Leitura /apontamento e marcação, escolhendo um horário pode-se excluir e incluir horas manualmente conforme fotografias digitais de números: 02 e 03, como foi feito por um funcionário da Concessionária de Rodovias, constatado no local da Perícia, no exemplo do dia 04/10/2013, ocorreu a exclusão manual do horário de e incluiu o horário de alterado manualmente. Concluindo o Trabalho, foi evidenciado vários fatores analisados e registrados em Laudo Pericial, que comprova o Crime de Informática, lesando Funcionário de uma grande Concessionária de Rodovias com 700 Funcionários. Comprovando a veracidade das horas trabalhadas marcadas britanicamente iguais, provindas de registro digital eletrônico. Este trabalho discute a necessidade de adoção de procedimentos e padrões para a realização de exames periciais, apresentando uma visão geral da ciência forense, propondo um modelo de padronização. Fotografia Digital 2- Segundo Objeto de Estudo Fotografia Digital 3 - Segundo Objeto de Estudo Mostram as Tela de Controle de horas de entradas e Saídas, evidenciando as alterações de horários Ent1 de 02:05 para 01:05 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. FREITAS, M. A. Perícia Forense: Aplicado à Informática. Editora ISBN, p. 2. REIS, M. A.e GEUS, P.L.Forense Computacional:Procedimentos e Padrões

8 ID 02 - Análise forense de imagem como prova no processo penal Donizetti, L; Oliveira, LAS; ACADEPOL - Academia da Polícia Civil de SP; PUC-SP Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Resumo: O presente trabalho tem como objetivo abordagem técnica e suas implicações jurídicas nas perícias relativas às mídias eletrônicas, em especial as de imagens as quais, cada vez mais são utilizada como suporte na investigação criminal e como tal, devem seguir medotologia técnicojurídica apropriada. As imagens capturadas, para que sirvam como evidências da infração penal, devem previamente passar por uma análise pericial criteriosa que afaste qualquer dúvida quanto a sua produção, escoimando a possibilidade de adição, subtração ou edição de qualquer espécie daquilo que se está sendo visualizado. É relevante a natureza da aquisição, suas características e condições digitais referentes a imagem técnica, de tal modo que algoritmos especialistas tenham dados suficientes e necessários para analisar através de filtros especiais. A evolução técnico-científica dos peritos é inegável, entretanto, grande parte desconhece quase que por completo os aspectos jurídicos que permeiam seu trabalho, e tal desconhecimento por mais das vezes deixa-o exposto a críticas e vulnerável à sanções administrativas, cíveis e criminais. Nossa contribuição é no sentido de, em termos jurídicos alertá-lo sobre os riscos a que está sujeito no exercício da funçao pericial e, em termos técnicos, discutir as condições dos ruídos sem o rigor matemático e físico, e sem esgotar suas aplicações e ferramentas de análise, que condicionam a reconstrução, análise e visualização pericial da imagem forense. Palavras-Chave imagem, forense, ruídos, filtros, perícia, integridade da prova. I. INTRODUÇÃO A Sociedade brasileira vem ao longo das últimas décadas vivenciando profundas modificações, cujo objetivo é buscar em todas as esferas do Estado a defesa de seus direitos, exigindo a aplicação dele. Fator fundamental para a garantia dos direitos individuais do cidadão é a produção da prova, em especial a prova técnico-científica nos mais diversos campos do Direito. Oportuno se faz o conhecimento mais aprofundado dos meandros da produção da prova técnico-científica para os operadores do Direito (Juízes, membros do Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradores, Advogados, Delegados de Polícia), bem como para todos aqueles que acreditam na ciência e que ela é forma eficaz de auxiliar a Justiça. Quando falamos em Perícia, tem-se a impressão equivocada de que ela está relacionada tão somente aos eventos criminais. Entretanto, existe uma íntima ligação entre os eventos criminais e cíveis. Por muitas vezes, um evento tem início em uma área do direito e produz reflexos em outra. Ao recebermos materiais para análise, existe sempre a preocupação por parte técnica de verificar se uma imagem é gerada realmente por uma câmera ou se ela foi produzida sinteticamente, um protocolo. Muitas vezes os detalhes cruciais estão escondidos no vídeo devido à má iluminação, câmeras incorretamente ajustadas e mantidas, qualidade dos equipamentos de vídeo, ferramentas (vídeo a cores: seus detalhes são muitas vezes mais prevalente em uma cor que outra), isolamento do espaço de cor de vídeo que contém as informações mais valiosas, compensação da má exposição do vídeo, ajuste automático do brilho, contraste e gama para trazer mais detalhe, remoção de ruído e granulação da imagem do vídeo através de técnicas em processamento de imagens, entre outros. Importante reiterar que são diversas as condições e situações que ocorrem, incluindo o ruído nas imagens, entre itens transitórios como a chuva e a neve que podem ser removidos, revelando os detalhes ocultos por baixo das informações mais visíveis do material. Como revisão de literatura, vamos situar a condição dos ruídos caracterizando os existentes em imagens, tais como: ruídos impulsivos, ruídos brancos, sal e pimenta e gaussianos. Por definição, considera-se ruído qualquer tipo de informação indesejada que esteja obstruindo a aquisição e o processamento da informação desejada, neste caso a que se encontra alocada na imagem. Existem tipos de ruídos presentes em imagens e determinados por ferramentas matemáticas e estatísticas, por intermédio de histogramas. Nesta direção, podemos encontrar o ruído impulsivo que ocorre devido a defeitos no sistema de aquisição e geração de imagens. Esse tipo de ruído é também denominado por sal e pimenta, uma vez que o pixel impulso, em escala de cinza, assume um dos valores:

9 0 (preto - pimenta) ou 255 (branco - sal). O ruído Gaussiano é caracterizado pela ocorrência de pixels com valores de intensidade que variam conforme a distribuição Gaussiana. Esse ruído é uma boa aproximação da degradação que ocorre em muitas aplicações práticas, sendo utilizado, por exemplo, para modelar ruído gerado por componentes eletrônicos de um sistema de aquisição digital de imagens. O ruído gaussiano, geralmente gerado pelos processos de aquisição, é modelado pela respectiva distribuição de probabilidade. Além disso, apresenta, como propriedade característica, média igual a zero, ou seja, a soma das variações nos valores das tonalidades que o compõem é igual a zero. Importante a ressalva de que uma variável aleatória com distribuição Gaussiana possui sua densidade de probabilidade dada por uma curva de mesmo nome. O ruído branco é por definição aquele que tem a sua potência distribuída uniformemente no espectro de frequência, ou seja, Sw(f)= N, onde w é uma constante. O nome ruído branco ocorre da analogia com o espectro eletromagnético em uma faixa de luz. A luz branca contém todas as frequências do espectro visível, daí o nome adotado. Na natureza, encontramos ruídos com essa característica constante até cerca de GHz. Para frequências mais altas, conforme previsto pela teoria quântica, a amplitude do ruído decresce. Os ruídos brancos e rosas mais importantes encontrados na natureza têm a propriedade de serem ruídos com distribuição Gaussiana, com valor médio nulo (ruídos com outros tipos de distribuição são artificialmente produzidos). Com as características delineadas acima, podemos descrever uma técnica utilizada para introduzir artificialmente ruídos em imagens. Neste sentido, existem duas maneiras pelas quais uma imagem pode ser corrompida por ruído. A primeira é chamada ruído aditivo, na qual simplesmente é adicionado algum tipo de ruído a uma imagem até então livre de ruído. A segunda maneira é denominada ruído multiplicativo, que consiste em multiplicar cada pixel da imagem por um termo de ruído aleatório. Quando se adiciona ruídos artificialmente em imagens, as imagens são corrompidas por uma simulação de ruído feito em um canal de dados, onde o ruído será adicionado em termos de porcentagem nas imagens da seguinte forma: escolha da imagem com a qual se deseja trabalhar; em uma imagem de ordem 256, significa que a mesma possui pixels; escolha da porcentagem de ruído impulsivo do canal, por exemplo, 30%, taxa que significa que pixels foram escolhidos aleatoriamente para serem corrompidos; dos pixels escolhidos, os mesmos vão ter 50% de probabilidade de ser 0 ou 255. Por outro lado, é oportuno refletirmos sobre ocorrências advindas de manipulação de imagens obtidas em processo de microscopia em suas diversas modalidades, as quais também são passíveis de análise, no que couber, como aqui já tratado. No curso da perícia possíveis desconformidades podem ser interpretadas de duas formas: a primeira pressupõe que o erro estava na captura de imagens que ocorreu por falha de um algoritmo de detecção e correção de erros de movimento, e a segunda por manipulação/adulteração na imagem do resultado. Em qualquer situação, as imagens ruidosas podem ser filtradas e existem diversos tipos de filtros para eliminar os ruídos existentes no processamento de imagens digitais, porém, deve-se citar que para cada tipo de ruído, considera um filtro especifico, o qual, terá um melhor desempenho na filtragem. No caso de ruídos impulsivos, do tipo sal-e-pimenta, o melhor filtro a ser utilizado seria do filtro da mediana que é um tipo de filtro estatístico, cuja resposta se baseia na ordenação dos pixels contidos na área da imagem coberta pelo filtro. O valor do pixel central é substituído pelo valor da mediana dos valores de intensidade na vizinhança deste pixel. Estes filtros são bastante populares porque, para certos tipos de ruído, os resultados são bem melhores do que os obtidos pelos filtros lineares. A principal vantagem deste filtro é a sua capacidade de preservar bordas sem criar o efeito de blocos, quando comparado a outros filtros estatísticos como o filtro de média e de moda. Neste caso apresenta-se excelente capacidade de atenuar ruído com menor suavização quando comparado com filtros lineares similares, ao mesmo passo, que reduz os ruídos de sal e pimenta ao mesmo tempo, diferenciando-se dos outros tipos que realizam esta tarefa separadamente. Este procedimento consiste em substituir as intensidades de todos os pixels de uma imagem deteriorada, pela mediana dos níveis de cinza dos pixels presentes em sua vizinhança. Por outro lado, podemos também utilizar o filtro da mediana multinível que é uma variação do filtro da mediana simples e pode ser descrito da seguinte forma. Seja f(i,j) o valor do pixel na posição (i,j) da imagem e seja W a janela de filtragem de tamanho (2N+1)(2N+1) centrada no pixel (i,j). Este filtro atua de forma semelhante ao filtro da mediana simples, porém de forma direcional. Ele utiliza valores nas diagonais da janela quadrada que atuam como um ponderador. Importante à ressalva de que a utilização de operadores morfológicos de forma inversa possibilitará tratar uma imagem com ruídos de sal-e-pimenta, porém deve-se tomar cuidado, pois assim como esses operadores tratam a imagem

10 e removem o ruído escolhido, eles também podem remover pontos importantes desta. As inovações no campo de hardwares e softwares em especial na área de imagens digitais não possibilita uma situação de tranquilidade para os profissionais, pois assim como nos auxiliam na minimização de ruídos, também promovem graus diferentes de entropias causando defeitos como ruídos. É fundamental ressaltar que a determinação da causa, da manutenção e da formação destes ruídos em imagens atualmente acarreta um processo de reivindicações em formas de ação que contribui para a correta determinação da exatidão dos resultados tanto de uma forma visual como na prática em seu núcleo e nas matrizes de suas representações. Com o levantamento das necessidades e diagnóstico das atividades de perícia seguindo rígidos procedimentos protocolares, os conceitos e técnicas utilizadas podem contribuir para o entendimento e utilização de ferramentas de softwares especialistas. O sucesso das iniciativas é fundamentado, principalmente, na qualidade de hardwares adquiridos para a realização de captura e aquisição controlada de imagens, sejam eles equipamentos móveis, fixos (internos e externos), assim como embarcados, com interoperabilidade validada por seus softwares de aplicação científica. Diante do acima explicitado, faz-se necessário antes de qualquer coisa a verificação da cadeia de custódia de prova, que se inicia desde a ocorrência do evento criminoso, análise pericial do material coletado, via de regra pelo perito criminal na cena de crime até final custódia pelo órgão competente (centro de custódia de prova), isto tudo em obediência à lei vigente, em especial ao Código de Processo Penal. A prova pericial produzida sob o crivo de metodologias delineadas, preservando a cadeia de custódia de prova detém presunção de imparcialidade que garante uma quase incontestabilidade da prova, o que acarreta grande responsabilidade ao profissional de perícia. Desde 2008, o perito oficial tem a seu desfavor, no caso de um trabalho elaborado sem o absoluto rigor científico, a figura do assistente técnico, que por mais das vezes pode ter conhecimento e experiência sobre o tema objeto do laudo muito maior que o próprio perito oficial e deste modo com possibilidade de explorar omissões, metodologia inadequada e todo tipo de falha na elaboração do trabalho. Não pode, sob pena de ficar isolado em sua defesa, o perito oficial tomar como verdade algo que, em termos periciais, não foi por ele coletado, custodiado, processado e ao final mantido em condições de ser requerido pelas partes, ser submetido a novo exame por parte do assistente técnico. VI. REFERÊNCIAS 1. M. Sonka, V. Hlavac and R. Boyle, Image Processing, Analysis and Machine Vision, 3th Edition, Thomson, K. Najarian and R. Splinter, Biomedical Signal and Image Processing CRC Press - Taylor & Francis group, Greco Filho, Vicente. Manual de Processo Penal. Ed. Saraiva, 8ª Ed., L. O'Gorman, M. Sammon, M. Seul,Practical Algorithms For Image analysis,, 2nd Ed, Cambridge Univ. Press, L. G. Shapiro and G.C. Stockman,Computer Vision, Prentice Hall, Barros, Lídia Almeida (organizador). Dicionário de Dermatologia. Editora Cultura Acadêmica, W. Burger, M. J. Burge, Digital Image Processing An Algorithmic Introduction Using Java, First Edition, Springer, 2008, New York. ISBN Rabelo, Adriana Siqueira. Tormin Senna, Luiza. Discrasias Sanguíneas e Choque Hemorrágico. Medicina, PUC-GO, Soglio, Roselle Adriane. Código de Processo Penal- Decreto-Lei nº 3689/41. Direito Processual Penal, vol 5, coleção Direto ao ponto. Ed. Litera, Secretaria de vigilância sanitária do ministério da saúde. Portaria 453, R.C. Gonzalez., R.E. Woods, and S.L. Eddins, Digital Image Processing Using MATLAB, Publishing House of Electronics Industry, R. C. Gonzalez and R. E. Woods - Digital Image Processing, Addison Wesley Pub. Co H. Pedrini e W. R. Schwartz - Análise de Imagens Digitais: Princípios, Algoritmos e Aplicações,Cengage Learning, 2007.

11 ID 03 - Comparação forense de locutor: Análise do método combinado e de um método automático Brescancini, C; Fernandes, D; Newton, I; Pinto, MO; Gonçalves, C; Silva, APC; Campos, J; Ferreira; M; PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do RS; IGPRS - Instituto-Geral de Perícias RS; Este estudo tem por tema as estratégias utilizadas para a perícia de Comparação de Locutor. Pretende-se comparar a eficiência, para a execução dessa tarefa, de duas metodologias, a saber, a que envolve um método automático (MFCC-GMM) e a que envolve o chamado Método Combinado, composto pelas análises perceptivo-auditiva e acústica e comumente adotado no trabalho pericial forense brasileiro. Foi registrada uma situação de diálogo espontâneo, através da proposição de uma resolução de problema prédefinido, que foi considerada como a amostra questionada. Um dos indivíduos dessa amostra foi considerado como autor da fala questionada. Para a confecção do material padrão, simulamos a situação de coleta de padrão para fins forenses, através da coleta de fala espontânea e de repetição de frases obtidas a partir do material questionado, de três indivíduos: o questionado, seu irmão gêmeo e um distrator (indivíduo com características semelhantes aos dois primeiros). Os registros das amostras questionada e padrões foram efetuados por pesquisador diferente dos realizadores tanto do método automático como do método combinado, para garantir que esses não tivessem ciência da identidade das falas registradas. Pretendemos avaliar a concordância e a pertinência dos parâmetros técnicocomparativos comuns às duas referidas estratégias e confrontar os resultados obtido a partir das duas metodologias de Comparação de Locutor contempladas no estudo. Partimos da hipótese de que ambas as metodologias são eficientes para emprego na Comparação de Locutor e que o método automático baseado nos coeficientes MFCC e modelos GMM robustece o Método Combinado atualmente prevalente na literatura. O presente trabalho encontra-se em desenvolvimento, tendo sido os registros das falas questionada e padrão já realizados tanto para o material questionado quanto para o padrão. No momento, os áudios, já editados, estão sendo submetidos às duas estratégias de confronto propostas e esperamos apresentar resultados preliminares por ocasião deste Seminário.

12 ID 04 - Efeitos da intoxicação alcoolica no discurso: Uma revisão sistemática Rosa, RARC; Santos, RG; IGP/SC - Instituto Geral de Perícias de Santa Catarin; EMC/UNIRIO - Escola de Medicina e Cirurgia da UNIRIO; RESUMO O álcool age como um depressor do Sistema Nervoso Central, ocasionando alterações que se manifestam em nível comportamental, cognitivo e motor. A intensidade e o modo como essas alterações ocorrem sofrem a influência de variáveis como a quantidade consumida, a velocidade de ingestão, a sensibilidade do sujeito e a tolerância desenvolvida. Uma vez no cérebro, as moléculas de etanol estimulam a liberação de uma quantidade extra de serotonina, neurotransmissor regulador das sensações de prazer, humor e ansiedade, promovendo os efeitos iniciais de desinibição e euforia. Com a continuidade da ingestão, a liberação do neurotransmissor glutamato é inibida e, como consequência, mais ácido gamaaminobutírico (GABA) o principal neurotransmissor inibitório do SNC é liberado, levando à depressão da função neuronal. Por conseguinte, observam-se alterações na coordenação motora, resposta diminuída a estímulos, prejuízos à atenção e à memória, dentre outros, aí inclusos os danos à produção da fala, comumente descrita como pastosa ou arrastada. Ao passo em que centros motores do cérebro envolvidos com a musculatura responsável pelos movimentos articulados são afetados, esta complexa atividade que exige um alto grau de coordenação, também tende a ser prejudicada pelo etanol. Nesse sentido, e considerando a carência de estudos que sintetizem e integrem os achados de pesquisas sobre o tema, o presente trabalho buscou investigar evidências no discurso afetado pela intoxicação alcoolica. Para tanto, foi feita uma revisão sistemática entre maio e junho de 2014 nas bases de dados LILACS, PubMed/Medline, NIH e SciELO com os seguintes unitermos: alcohol ; ethanol ; alcoholic drinking ; alcoholic beverage ; intoxicat* ; speech ; voice e *fluency, bem como seus correlatos em português e espanhol. As palavras-chave foram pareadas entre dois grupos: consumo alcoolico e discurso, com o uso dos operadores de pesquisa (aspas, parênteses e booleanos). O processo de desenvolvimento do trabalho incluiu a seleção dos estudos primários a partir de critérios pré-estabelecidos, a caracterização de cada estudo selecionado, a apreciação crítica dos estudos, a identificação de conceitos importantes, a comparação das análises apresentadas e, por fim, a conclusão sobre o que a literatura informa em relação ao tema, com o apontamento de questões que requerem novos estudos. Como resultado, foram detectadas associações positivas entre a intoxicação alcoolica e seus efeitos no discurso, sugerindo a exequibilidade de se atribuir um certo padrão de eventos decorrentes da influência exclusiva do etanol. Não obstante, dada a influência de combinações complexas de outros fatores, fisiológicos, emocionais e ambientais, torna-se relevante atentar para as limitações envolvidas em se fazer inferências a partir de dados de estudos controlados para situações da vida real, sujeitas a uma ampla variedade de condições desconhecidas. PALAVRAS-CHAVE: álcool; etanol; intoxicação alcoolica; fala; discurso.

13 ID 05 - Estudo de caso: Estimativa de velocidade veicular atraves de imagens de CFTV em caso de atropelamento Fronza, AB; Ogliari-Junior, A; IGP SC - Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina; RESUMO Introdução Trata-se o presente trabalho de um caso prático da criminalística do estado de Santa Catarina em que houve a necessidade de se estimar a velocidade veicular através de gravações de vídeo de Circuito Fechado de Televisão (CFTV). A motivação deu-se a partir de uma ocorrência em que câmeras de CFTV de um estabelecimento comercial captaram o momento em que três indivíduos de uma mesma família (mãe e dois filhos) foram atropelados por um veículo em uma via pública na cidade de Joinville. Para a execução dos cálculos estimativos de velocidade os Peritos necessitaram realizar estudos e experimentos a fim de desenvolver metodologia específica. Dessa forma, este estudo de caso teve como objetivo apresentar a metodologia desenvolvida. Metodologia O cálculo estimativo de velocidade através das imagens foi feito por meio da fórmula conhecida vm = d/ t, onde: vm é a velocidade média a ser calculada; d é a distância percorrida; t é o intervalo de tempo que o veículo levou para percorrer a distância determinada. Os valores de d foram determinados com base em pontos de referência imutáveis e visíveis nas imagens analisadas. Posteriormente, foi realizado, no próprio local, o levantamento das medidas entre tais pontos de referência. Já os valores de t foram obtidos através do exame das imagens por meio de softwares, onde se pôde, a partir da visualização quadro-a-quadro e da informação do número de quadros por segundo (fps-frames per second), determinar o tempo gasto pelo veículo para percorrer a distância previamente definida nas imagens ( t = número de quadros / taxa de gravação-fps). Ressalta-se que a taxa de gravação obtida nas propriedades do vídeo foi testada e confirmada fazendo a contagem manual dos quadros e comparando-os com a legenda de horário mostrada nas imagens. Para assegurar a confiabilidade da metodologia utilizada nos cálculos, os Peritos realizaram simulações na mesma via onde foram gravadas as imagens, utilizando um veículo

14 trafegando em velocidade controlada e conhecida, e captando as imagens da simulação com os mesmos equipamentos que registraram as imagens objeto pericial (material questionado). Posteriormente, as imagens da simulação foram analisadas e, após a realização dos cálculos estimativos, obtiveram-se valores compatíveis com os registros verificados no velocímetro do veículo no momento da simulação, confirmando, desta maneira, a validade do método. Imagem 01: Frame retirado das imagens questionadas que apresenta o momento da colisão do veículo com os pedestres. Resultados Aplicando-se a metodologia desenvolvida, apurou-se que o valor estimado para a velocidade média empreendida pelo veículo Fiat/Pálio entre os instantes 17:33:23 e 17:33:24, período este em que o automóvel percorreu uma distância aproximada de 22m antes de colidir com os pedestres, foi de 84,8 km/h. Conclusão O emprego da metodologia descrita neste trabalho demonstra ser uma alternativa viável para realização de estimativas de velocidade em casos flagrados por sistemas de CFTV. PALAVRAS-CHAVE: Análise forense de imagens; estimativa de velocidade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAGÃO, Rnavier Feitosa. Acidentes de Trânsito - Análise da Prova Pericial. 4ª ed. Campinas: Millennium, BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Disponível em: < Acesso em: 01/10/2012.

15 MARTINEZ, Luis. Article - Pedestrian Accident Reconstruction: Review and Update. Disponível em: < Acesso em: 01/10/2012. MORISSON, A.L.C et al. Guia de referência em sistemas de CFTV. 1ª ed. Brasília: Ministério da Justiça, p. NEGRINI NETO, Osvaldo; KLEINUBING, Rodrigo. Dinâmica dos Acidentes de Trânsito - Análise Reconstruções e Prevenção. 3ª ed. Campinas: Millennium, 2009.

16 ID 06 - Herramienta informática para establecer la posición de víctima y victimário en base a la trayectoria balística Baudino, F; PJ - Poder Judicial Cordoba Argentina; En relación a los delitos en contra de la integridad física de las personas, cuando se utiliza como medio un arma de fuego, resulta dirimente conocer con precisión donde y como estaba posicionado víctima y victimario al momento de producirse los disparos. En base al principio general de la criminalística de reconstrucción del hecho, dicho conocimiento es sustancial para determinar la tipificación de la figura penal, los agravantes, atenuantes, causas de justificación, etc. Las disciplinas técnicas que abordan este tópico, son la Medicina Forense y Balística, cuyo rigor científico son indiscutibles tanto en el ámbito criminalístico como en el jurídico. Así es que las conclusiones de los especialistas van a determinar de manera objetiva como fue la trayectoria del proyectil y como ingresó al cuerpo de la víctima, de arriba hacia abajo o de abajo hacia arriba, de izquierda a derecha o de derecha a izquierda, de adelante hacia atrás o de atrás hacia adelante, en alguna de todas estas variables. Como todas las ciencias forenses, estas disciplinas se rigen por criterios metódicos y objetivos, dejando de lado toda interpretación subjetiva que valla más allá de su experticia. Por tal motivo, es dable entender, que cuando los magistrados le cuestionan al perito médico o balístico la posición de la víctima al momento de recibir el impacto, o la posición del agresor al momento de ejecutarlo, no puedan expedirse al respecto, o en su defecto no lo pueden hacer de de manera categórica. Mediante la utilización de nuevas tecnologías, utilizadas por el Centro de Desarrollo Interdisciplinario de., se ha logrado concluir con precisión y certeza, la ubicación en la escena del crimen de los participes del hecho delictivo, como así también la posición exacta de cada uno de ellos al momento de ejecutarse el disparo del arma de fuego. A continuación se expone como fue el proceso de conocimiento en los autos " GALLARDO, Hugo Alejandro p.s.a. Encubrimiento y Homicidio Simple ", que permitió arribar a las conclusiones referenciadas.

17 Como primera medida, se trabajó en una reunión interdisciplinaria con el médico legista y el médico forense; se les solicitó que indiquen en un personaje tridimensional de la víctima construido con datos objetivos obrantes en las actuaciones y con auxilio del software Poser 2012 las siguientes cuestiones. a) Ubicación en el cuerpo y naturaleza de las heridas, es decir, si las mismas se corresponden con orificios de entrada o de salida. b) El ángulo de incidencia y posible trayectoria de los disparos en base a las lesiones internas del occiso. En base al análisis efectuado, y luego de exhibirle las trayectorias planteadas en el personaje tridimencional, ambos médicos coincidieron que la ubicación, naturaleza, ángulo de incidencia y trayectoria de los proyectiles se corresponden a las conclusiones vertidas en sus respectivas pericias. Con todo ello, se confeccionó un informe detallado de cada una de las heridas marcando la trayectoria sindicada< por los médicos especialistas. A título de ejemplo, se exhibe la herida del dorso de la mano izquierda 0,4 cm, con orificio de entrada y de salida. Acto seguido, a través de una de las herramientas del software Poser, llamada Constraint (coacción en inglés), se generó una constante con el objeto 3D. Es decir que se vinculó la trayectoria

18 expuesta por los especialistas con la parte del cuerpo donde ingresó el proyectil. Al interactuar con el personaje en distintas posiciones, esa trayectoria permanece inalterable respetando el mismo ángulo de incidencia presentado en la postura inicial.. Seguidamente, y con el objeto de corroborar desde el punto de vista técnico lo anteriormente afirmado, se procedió a medir el ángulo en cada una de las variables (ejes x, y, z), deduciendo que por más que se cambie la posición del personaje dicho ángulo de incidencia permanece inmutable, en este caso a 83,5 grados.

19 Siguiendo este orden de ideas, se procedió a realizar una serie de movimientos anatómicos del personaje, a los fines de establecer si los disparos realizados por el victimario habían sido ejecutados en forma directa a la humanidad del difunto, o si por el contrario, conforme a lo expuesto en la postura exculpatoria del imputado, los proyectiles habrían impactado en la víctima, luego de rebotar primero en el suelo. Postura defensiva que de acreditarse, llevaría a descartar que la conducta realizada por Gallardo haya sido con dolo de matar, y por consiguiente, podría encuadrarse en la figura de Homicidio culposo, reduciendo considerablemente la sanción penal. De esa manera, se llegó a una serie de conclusiones que fueron definitivas para el esclarecimiento de la causa y la posterior condena del imputado por el delito de Homicidio simple. En algunas de ellas, se descartó con gran convicción que se haya tratado de disparos de rebote, mientras que en otras se ubicó con precisión la posición de los agentes involucrados en el hecho delictuoso.

20 Las mentadas conclusiones fueron avaladas en un todo por parte de tribunal de juicio, en sentencia 1 de fecha veintidós de junio de dos mil doce, la presidenta del tribunal expuso: "Cabe destacar el valioso y novedoso aporte que ha proporcionado la reconstrucción virtual en este caso, por las dificultades 1 En autos caratulados GALLARDO, Hugo Alejandro p.s.a. Encubrimiento y Homicidio Simple (Expte. Nº /11, Secretaría N 10)

21 que presentaba prima facie determinar la posición del cuerpo al recibir los impactos y si existía la posibilidad de que los disparos hubieran rebotado primero en el piso, antes de dar en la humanidad del difunto. Y resulta relevante este dictamen, porque logra una síntesis armoniosa y dotada de sentido de los distintos aportes de conocimiento y técnicos relevados (informes médicos -tanto del legista como del forense-; dictámenes de balística y química legal; planimetría, testimoniales, etc.), vale decir, las conclusiones a las que arriba tienen sólido sustento fáctico, científico y lógico. A todo lo que se añadió la claridad y elocuencia en la exposición del Ab. Federico Baudino, disipando cualquier duda sobre los aspectos considerados." Esta herramienta informática, además de ser de gran utilidad para establecer de manera objetiva, sistemática e interdisciplinaria la mecánica del hecho criminal, resulta sustancialmente dirimente para complementar a determinadas ciencias forenses al momento de realizar el estudio propio de su pericia. Es así, que luego de la reconstrucción virtual expuesta, se utilizó esta tecnología con gran aceptación y éxito en numerosas causas penales, cuya problemática versaba en un tema reincidente. Donde y como estaba posicionado víctima y victimario al momento de producirse los disparos? y cuya respuesta resulta esencial para tener por acreditado las circunstancias de tiempo, lugar, modo y persona exigidas por nuestro ordenamiento legal para imponer una sanción penal.

22 ID 07 - Metodologias adotadas para a descoberta da velocidade de veículos através da vídeo análise. Ibiapina, RM; Araújo, DA; Araújo, FC; IC - PIAUÍ - Instituto de Criminalística do Piauí; Resumo: Apesar dos numerosos acidentes de trânsito e proporcionalmente da grande quantidade de imagens disponibilizadas pelas câmeras de segurança que permitem a visualização da movimentação dos veículos em instantes ligeiramente próximos ou durante o sinistro, as discussões e publicações acerca do tema ainda são escassas. Neste trabalho são apresentadas algumas metodologias adotadas para efetuar o cálculo de velocidade dos veículos quando estes forem visualizados pelas referidas câmeras ao se deslocarem dentro de um certo percurso. Sabe-se que quanto mais aprofundadas forem as análises acerca de um determinado fato mais completas serão as conclusões e mais precisos serão os argumentos para a elaboração de uma prova material. A seguir, tem-se um breve exemplo de como uma destas metodologias pode ser utilizada para a elaboração do Laudo Pericial propondo o cálculo da velocidade dos veículos. A análise das imagens disponibilizadas por uma das câmeras de segurança de um posto de combustível permitiu elaborar o croqui abaixo, apresentado na Imagem 1. Observam-se alguns pontos de referência e as respectivas distâncias envolvidas. Analisando-se as imagens através de um software específico denominado Virtual Dub, foi possível encontrar os respectivos intervalos de tempo para os quais as distâncias foram percorridas. Com todos esses dados, calculou-se a velocidade do veículo suspeito. Imagem 1 - Croqui do movimento dos veículos analisados no instante em que o eixo dianteiro do veículo que aparece atrás alinha-se com o início do canteiro central. A distância da projeção deste ponto até a projeção do ponto na bomba de combustível usada como referência é de 21,42m. Observase no mesmo esquema que a projeção da referida bomba dista 13,05m da projeção do poste em destaque. O cálculo indicou que o veículo trafegava pela via no primeiro trecho analisado com uma velocidade média mínima de 120,42km/h e máxima de 128,55km/h. Além disso, também foi verificado no trecho que vai do alinhamento com a bomba até o alinhamento com o poste de referência que este movia-se com velocidade média 130,97km/h e 145,80km/h. Comparando o resultado desta metodologia com os resultados encontrados para as velocidades através de outras técnicas, e que serão oportunamente apresentados, verificou-se que todas elas apresentam-se dentro de uma ótima precisão, pois os resultados são bem próximos entre si. Dessa forma, a metodologia aqui proposta é adequada, com alguns ajustes para apresentar respostas coerentes às requisições encaminhadas pela autoridade policial. Referências: 1. Vehicle speed detection in video image sequences using CVS method.

23 ID 08 - O uso do tempo de fala na Comparação Forense de Locutor Gonçalves, CS; IGP/ RS - Instituto-Geral de Perícias do RS; Este estudo tem por tema a taxa de elocução (TE) e de articulação (TA) em fala espontânea do português brasileiro (PB), angariada em gravação desavisada (interceptações telefônicas judicialmente autorizadas, realizadas sem a ciência dos locutores) e avisada (entrevista semidirigida sabida e consentida), contraponto situacional comumente encontrado em Fonética Forense, especificamente na perícia de Comparação de Locutor (CL). Objetivou-se através dele estabelecer o potencial individualizante da TE e da TA, visando à incorporação das taxas temporais ao conjunto de parâmetros técnico-comparativos utilizados na perícia de CL, assim como verificar a relação existente entre tais taxas e as variáveis independentes idade, sexo, escolaridade, gap temporal (entre as gravações desavisada e avisada), tipo de gravação e tamanho do intervalo de fala. Investigou-se a TE e a TA na fala de sete sujeitos (cinco do sexo masculino e dois do sexo feminino), estabelecidos no Rio Grande do Sul (Brasil), com o PB como língua materna e dialetos indefinidos devido à ocasional(is) aprisionamento(s). Os sujeitos integram o banco de dados do Instituto Geral de Perícias (IGP), órgão da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do referido estado, nele figurando como alvo da perícia de CL, com resultado positivo para o confronto de perfil de voz e fala então efetuado. Mensurou-se os tempos de fala global e localmente, analisando-se 539 turnos de fala e 748 intervalos interpausais, considerados no cálculo, respectivamente, das TEs e das TAs. Os resultados apontam a existência de diferença não significativa entre os tipos de taxa (mostrando-se a TA menos variável do que a TE, especialmente na mensuração local), mas diferença significativa entre as formas de mensuração na TE. Quanto ao potencial individualizante das taxas, somente na TA a variabilidade intersujeitos foi superior à intrassujeito, obtendo-se, nesse caso, um coeficiente de correlação intraclasse indicativo de satisfatório poder discriminatório de falante. A análise da variabilidade por sexo e por tipo de gravação apontou como significativo somente o tipo de gravação na TE. Observou-se que os sujeitos de ambos os sexos tendem a diminuir as taxas quando têm ciência da gravação (diminuição maior no sexo masculino) e que na fala casual (gravação desavisada) são prevalentemente os homens os falantes com as maiores taxas. Encontrou-se diferença significativa entre os fatores da variável tipo de gravação na TE e correlação significativa entre a TE e a variável tamanho do intervalo de fala e entre a TA e a variável gap temporal. Considerando-se as taxas locais, são significativos preditores do aumento da TE e da TA o fator masculino da variável sexo e o avanço na escolaridade e no gap temporal, enquanto que significativos preditores da diminuição da TE e da TA o avanço na idade e a ciência de gravação. Conclui-se pela indicação da incorporação da TA local média ao rol de parâmetros técnico-comparativos utilizados na perícia de CL, resguardada a máxima contemporaneidade entre as gravações confrontadas, e pela necessidade de adoção de providências que visem minimizar o impacto da ciência da gravação e de diferenças decorrentes tanto do estilo de fala próprio a cada um dos tipos de gravação quanto de eventuais incrementos na escolarização, ocorridos no gap temporal existente entre os áudios do cotejo.

24 ID 09 - Protocolo de Análise Perceptivo-Auditiva de Amostras de Fala aplicado à perícia de Comparação de Locutores Petry, T; Gonçalves, CS; IGP/SC - Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina; IGP/RS - Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul; RESUMO Introdução: A perícia de Comparação de Locutores tem como escopo a tentativa de definir a autoria de falas presentes em uma gravação. A execução deste exame dá-se pelo confronto de uma amostra de fala teste (questionada) com uma amostra de referência (padrão) de um locutor. Nessa avaliação, são comparadas as características de voz e de linguagem expressiva oral, observando-se, dentre os parâmetros analisados, convergências e/ou divergências. Para esses confrontos, são realizadas, basicamente, duas análises: a perceptivo-auditiva e a acústica. Para a análise perceptivo-auditiva, que pode ser considerada como o padrão-ouro em perícias desta natureza, verificou-se serem escassas na literatura nacional ferramentas que sistematizassem a observação e padronizassem a descrição dos elementos comparados, fato que culminou na elaboração de um protocolo de avaliação próprio para esse fim. Objetivo: Este trabalho tem por objetivo apresentar um protocolo de Análise Perceptivo-Auditiva de Amostras de Fala, ferramenta elaborada para a aplicação nas perícias de Comparação de Locutores. Metodologia: O desenvolvimento do referido protocolo teve início durante o segundo semestre de 2013, em um curso promovido por uma instituição oficial de perícias da região sul do Brasil, destinado a Peritos Criminais daquela região que atuavam com registros de áudio. Das discussões realizadas no referido curso, foi elaborada uma primeira versão, básica. No decorrer do primeiro semestre de 2014, foi dado continuidade aos estudos, com o aprimoramento e o refinamento da versão primária, passando por atualizações até se chegar à versão atual do protocolo, de junho/2014.

25 Resultados: O protocolo de Análise Perceptivo-Auditiva de Amostras de Fala busca englobar, de uma maneira que permita fácil indicação dos achados e prático confronto entre as amostras, uma grande variedade de parâmetros comumente utilizados na perícia de Comparação de Locutores. Tais elementos estão, de maneira didática, divididos em dois grandes grupos: parâmetros de fala e parâmetros de voz. Para cada um desses grandes grupos há subgrupos que permitem o apontamento sistemático das informações. Referente aos parâmetros de fala, há a indicação para que sejam analisados: aplicação de processos fonético-fonológicos de variação linguística; continuidade; tempo de fala; tipo de articulação; estado particular dos articuladores; desvios de fala; prosódia; léxico; construções frasais; referência ao interlocutor; gramaticalidade; organização do raciocínio; além de outros elementos linguísticos destacáveis. Já, concernente aos parâmetros de voz, há a orientação para análise de: caracterização geral provável do indivíduo; tipo de voz; elementos fonatórios; tensão muscular; elementos vocais intervenientes; respiração; tipo de ressonância; pitch; loudness; e psicodinâmica vocal. Por fim, também há espaço para a indicação de observações adicionais, assim como para o fechamento dos resultados da análise perceptivo-auditiva com o apontamento do grau de suporte/contradição, considerando a hipótese de mesma origem. Conclusão: O protocolo de Análise Perceptivo-Auditiva de Amostras de Fala ora apresentado é uma ferramenta que pode auxiliar na sistematização dos dados confrontados e proporcionar uma padronização na maneira de descrever os resultados das comparações no laudo pericial, trazendo benefícios à área.

26 ID 10 - Técnicas de Análises da Autenticidade em Áudios Digitais Fernandes, JR; LAFVA - Laboratório de Análises Forenses em Aúdio-Video; Resumo do trabalho Introdução As análises em provas digitais devem ser entendidas como sendo todo exame científico de comparação e/ ou de avaliação, executados em uma evidência apresentada nesta forma, quando áudio ou de imagem em questões judiciais. Para que as análises sejam realizadas, é recomendado que um fluxograma de exigências e de atividades seja obedecido em conjunto, de maneira a possibilitar a validação da metodologia, dos resultados e das conclusões apresentadas. Este trabalho objetiva apresentar um conjunto de procedimentos executados pelo Autor em análises de verificação da autenticidade de um arquivo de áudio. Desenvolvimento A apresentação da metodologia abordará os seguintes tópicos: - Aspectos legais de autenticação de documentos digitais. - Procedimentos e análises iniciais. - Apresentação em resumo de um caso real. - Apresentação de ferramentas instrumentais e exemplos. As ferramentas computacionais analisam: a forma de onda, a fase dos harmônicos de um ruído contínuo de banda estreita de frequência, edições em arquivos MP3 e locais de substituições de falas por ruídos de fundo da mesma gravação. Exemplo 1 A figura 01 mostra o espectrograma do sinal de uma gravação. Figura 01 Uma análise visual é incapaz de identificar traços de edição no sinal.

27 Análise do ruído DC- Figura 02 Uma análise, na variação do ruído DC, é possível identificar que um fragmento produzido em um gravador diferente foi acrescentado na gravação, no instante 36,9s. Figura 02 Análise da fase- Figura 03 Análise da fase do harmônico do ruído contínuo de 75,1177Hz- Figura 03 Embora a energia tenha se mantido constante, verifica-se que um fragmento, entre 3min31 e 3min52s foi deslocado para esse intervalo temporal, pois há uma quebra na fase do harmônico. A fase poderá ter pequenas variações ao longo de toda a gravação, mas a periodicidade mantem-se com certa regularidade.

28 Exemplo 2- A figura 4 mostra a forma de onda waveform de uma gravação de áudio, e o seu exame visual não indica uma adulteração na gravação original. Um exame mais técnico e com ferramenta apropriada pode ser capaz de mostrar a inserção de um fragmento que foi originariamente salvo em um formato com extensão, por exemplo, amr e depois, adicionado ao arquivo de uma gravação que estava digitalizada em PCM WAV. Figura 04 Análise nos níveis de energia a partir da forma de onda. Figura 05 Figura 05. Conclusão Considerando que a verificação de autenticidade é o mais importante exame em uma gravação de áudio, uma vez que a identificação dos locutores só terá validade se a

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