UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR CAMPUS CURITIBA MESTRADO EM TECNOLOGIA ALADIR FERREIRA DA SILVA JÚNIOR

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1 UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR CAMPUS CURITIBA MESTRADO EM TECNOLOGIA ALADIR FERREIRA DA SILVA JÚNIOR CARACTERÍSTICAS DE FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS PARA PRODUÇÃO E MULTI-PUBLICAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO CURITIBA 2008

2 ALADIR FERREIRA DA SILVA JÚNIOR CARACTERÍSTICAS DE FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS PARA PRODUÇÃO E MULTI-PUBLICAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO Dissertação apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Orientadora: Prof. Drª. Laíze Márcia Porto Alegre Co-Orientador: Prof. Dr. Hilton de Azevedo CURITIBA 2008

3 Aos meus pais, Aladir e Isabel, pelo incentivo e ensinamentos. À Simone, meu par, que protelou o término de seus estudos a fim de me acompanhar nessa caminhada, juntamente com nossos filhos Alane e Aladir Neto. À Educação Tecnológica e para todos os comprometidos por um mundo melhor.

4 AGRADECIMENTOS O trabalho de pesquisa é fruto também da vivência, relacionamento, interação dos autores entre si e com os outros. Essa pesquisa de mestrado evidenciou isso não só em relação ao assunto da pesquisa, mas também na forma como a mesma foi conduzida, na escolha de sua metodologia, técnicas e métodos de pesquisa possíveis de utilização, enfim, foi um processo de aprender como fazer pesquisa. Agradeço imensamente a Deus, que além de me ter dado a vida, me proporcionou momentos de inestimável crescimento pessoal e profissional. Após Deus, minha lista de agradecimentos é vasta, porém dedico algumas linhas a explicitar as contribuições diretas para essa pesquisa. Inicialmente agradeço à Profa. Dra. Laíze Márcia Porto Alegre por ter apostado em mim, aceitando me orientar e me conduzir no caminho da pesquisa sem, ao menos, me conhecer pessoalmente. Sua paciência, motivação e incentivos foram fundamentais e decisivos para que eu pudesse concluir mais essa etapa de formação. Agradeço também de forma direta ao Prof. Dr. Hilton de Azevedo pelos conhecimentos a mim transmitidos, seja por meio das aulas que pude ter o prazer de participar, seja por meio de orientações formais e informais ou, ainda, pelo comportamento ético e coerente durante esses dois anos de minha estadia em Curitiba. À Profa. Dra. Dilmeire Vosgerau, pela suas contribuições de grande valia para o enriquecimento desse trabalho e também pelo pronto aceite em participar da banca para sugestões e avaliação. Ao Prof. Dr. Sérgio Scheer, pelo crivo ao trabalho e pelas sugestões de melhoria enriquecedoras e indispensáveis. Foi muito bom conhecê-lo nessa ocasião ímpar em minha carreira como professor-pesquisador. Ao Danilo Scalet, da CELEPAR (Companhia de Informática do Paraná) e do sub-comitê (SC-21:10) de software da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), pelas conversas via correio eletrônico. À UTFPR, pela estrutura de ensino e pesquisa, com destaque aos professores que, além de meus orientadores, participaram diretamente de meu

5 4 processo de formação, Prof. Dr. Herivelto Moreira, Profa. Dra. Maristela Mitsuko Ono, Prof. Dr. Luiz Ernesto Merkle, Profa. Dra. Sônia Ana Charchut Leszczynski. Ao PPGTE, em especial à Lindamir Salete Casagrande que sempre prontificou a ajudar no que foi preciso em relação à secretaria. Ao Prof. Dr. Gilson, coordenador do programa, que desde a chegada nos orientou sobre os passos que deveríamos seguir a fim de atender os requisitos necessários a essa etapa. Aos colegas de mestrado, Andréa Santana, Boanerges Cândido, Danillo Assis, Fernando Michelotti, Frederick Amstel, João Climaco, Julio Van, Patrícia Fisch, Paulo Asconavieta, Rosana Franco, Vanderlei Beltrão e muitos outros pelo companheirismo e amizade. À CAPES que permitiu a minha estadia acadêmica por meio de bolsa do programa PICDTEC, sem a qual tornaria minha batalha ainda mais árdua. Ao CEFET-GO, unidade de Jataí, que me proporcionou a licença para capacitação, condição essencial para que eu realizasse essa tarefa. Aos esquecidos nessas laudas que, contudo, participaram indiretamente de meu processo de construção.

6 O degrau de uma escada não serve simplesmente para que alguém permaneça em cima dele, destina-se a sustentar o pé de um homem pelo tempo suficiente para que ele coloque o outro um pouco mais alto. Thomas Henry Huxley ( )

7 RESUMO SILVA JÚNIOR, Aladir Ferreira da. Características de Ferramentas Computacionais para Produção e Multi-Publicação de Material Didático f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia) Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, A proposta desta pesquisa é elencar características de software que sirvam de apoio a possíveis avaliações específicas de sistemas de informação do tipo Learning Content Management Systems (LCMS) para uso no contexto da escola pública federal de ensino superior. Considerando que a rede pública federal de ensino superior tem tido demanda crescente nos últimos anos ao mesmo tempo em que os investimentos necessários não têm acompanhado o mesmo ritmo, buscou-se encontrar características que, quando aplicadas a softwares LCMS, pudessem fomentar o surgimento de uma cadeia de produção de material didático digital de qualidade e de baixo custo. Foi realizada uma pesquisa do tipo bibliográfica tendo como fontes de dados: normas nacionais e internacionais de qualidade de produto de software, heurísticas de usabilidade e, estudo de características para softwares LCMS. Para análise das características se adotou como corpo teórico o modelo das Comunidades de Prática (CoPs). Após análise propõe-se um conjunto de características que todo LCMS que visa atender a rede pública federal de ensino superior deveria possuir e, uma lista de verificação aplicada, a título de exemplificação, na avaliação de dois LCMS: Atutor e Scenari Chain. Palavras-Chave: LCMS. Multi-publicação. Material Didático Digital. Comunidades de Prática. Características de Software.

8 ABSTRACT SILVA JÚNIOR, Aladir Ferreira da. Características de Ferramentas Computacionais para Produção e Multi-Publicação de Material Didático f. Dissertação (Mestrado em Tecnologia) Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, The proposal of this research is to select characteristics of software that will support possible specific evaluations of Learning Content Management Systems for use in federal higher education public schools. Whereas by the federal public higher education network has been increasing demand in recent years at the same time that the necessary investments are not accompanied by the same pace, sought to find characteristics that, when in software LCMS applied, they're encourage the emergence of a chain of production of teaching material digital with quality and low cost. It was performed a bibliographical research with the following data sources: national and international standards of software quality, a set of usability heuristics, and a study of characteristics for LCMS software. For analysis of characteristics was adopted as theoretical body, the Communities of Practice model. After analysis, it's proposed a set of characteristics that all LCMS for the federal public higher education should have, and a checklist applied, by way of examples, in the assessment of two LCMS: Atutor and Scenari Chain. Keywords: LCMS. Multipublication. Digital Teaching Material. Comunities of Practice. Software Characteristics.

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Esquema de LMS...27 Figura 2 - Esquema de CMS...28 Figura 3 - Esquema de LCMS...29 Figura 4 - Representação do FOSS...38 Figura 5 - Fases do desenvolvimento de software Diagrama em V...49 Figura 6 - Cinco níveis do CMM...62 Figura 7 - CMMI - Representação Contínua...65 Figura 8 - CMMI - Representação por Estágios Figura 9 - Exemplo de questão - checklist proposto pela MEDE-PROS Figura 10 Source of coherence das comunidades de prática...101

10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Ferramentas LCMS...30 Quadro 2 - Categorias de software Quadro 3 - Qualidade de software SWEBOK...58 Quadro 4 - Série de Normas ISO/IEC Quadro 5 - CMMI - Áreas de processo...63 Quadro 6 - Principais normas para a qualidade de software...66 Quadro 7 - Modelo de qualidade de produto de software Quadro 8 - Partes da NBR ISO/IEC Quadro 9 - Avaliação da arquitetura...76 Quadro 10 - Avaliação da documentação do sistema...76 Quadro 11 - Avaliação da funcionalidade...77 Quadro 12 - Avaliação da portabilidade Quadro 13 - Avaliação da usabilidade...79 Quadro 14 - Avaliação do código-fonte Quadro 15 - Avaliação de desempenho Quadro 16 - Avaliação da documentação do usuário...80 Quadro 17 - Avaliação de falhas e recuperação Quadro 18 - Avaliação de controle de acesso e proteção de dados Quadro 19 - Avaliação dos competidores Quadro 20 - Avaliação de especialista Quadro 21 - Estágios de desenvolvimento das Comunidades de Prática Quadro 22 - Características de LCMS para produção e multi-publicação de material didático para a rede pública federal de ensino superior Quadro 23 - Características de LCMS para produção e multi-publicação de material didático para a rede pública federal de ensino superior (cont.) Quadro 24 - Checklist das características desejáveis para um LCMS para a rede pública federal de ensino superior brasileira...129

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Recursos e Matrículas nas IFES: Tabela 2 - Projetos PBQP-SW - Conscientização e Motivação...55 Tabela 3 Evolução no Uso dos Modelos de Qualidade - Indicadores...56

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT AFNOR AICC ANSI ASTD BSD CBT CD CeCILL CenPRA CMM CMMI CMS COL CoP CTAI DIS DoD ENAP ERP FDIS FOSS FPF FSF GNU GPL GT GUI IEC IEEE IFES Associação Brasileira de Normas Técnicas Association Française de Normalisation Aviation Industry CBT Committee American National Standards Institute American Society for Training & Development Berkeley Software Distribution Computer-Based Training Committee Draft CEA CNRS INRIA Logiciel Libre Centro de Pesquisa Renato Archer Capability Maturity Model Capability Maturity Model Integration Content Management System Commonwealth of Learning Comunidade de Prática Centro de Tecnologia em Automação Industrial Draft International Standard Department of Defense Escola Nacional de Administração Pública Enterprise Resource Planning Final Draft International Standard Free and Open Source Software Fundo Público Federal Free Software Foundation GNU is not Unix GNU General Public License Grupo de Trabalho Graphical User Interface International Electrotechnical Commission Institute of Electrical and Electronics Engineers Instituições Federais de Ensino Superior

13 12 IMS INMETRO IS ISO ITI JISC LAPS LCMS LGPL LMS LP MCT MERCOSUL MIT NBR NWI OA OAR OSI PBQP-SW PDS PSDS PTS SC SCORM SEI SENAI SEPIN SL SO SOFTEX SP TAHO Instructional Management Systems Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial International Standard International Organization for Standardization Instituto Nacional de Tecnologia da Informação Japanese Industrial Standards Committee Laboratório de Avaliação de Produto de Software Learning Content Management System GNU Lesser General Public License Learning Management System Linguagem de Programação Ministério da Ciência e Tecnologia Mercado Comum do Sul Massachussets Institute of Technology Norma Brasileira New Work Item Proposal Objeto de Aprendizagem Objetos de Aprendizagem Reusáveis Open Source Initiative Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade em Software Processo de Desenvolvimento de Software Processo Serpro de Desenvolvimento de Soluções Produto de Trabalho de Software Sub-Comitê Sharable Content Object Reference Model Software Engineering Institute Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Secretaria de Política de Informática Software Livre Sistema Operacional Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro Software Proprietário Tecnologias, Aprendizagem Humana e Organizacional

14 13 TCO TR UE UEL UFPE UFSC UML UNISINOS USP UTC UTFPR WD WG WYSIWYG XML XP Total Cost of Ownership Technical Report União Européia Universidade Estadual de Londrina Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Santa Catarina Unified Modeling Language Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade de São Paulo Université de Technologie de Compiègne Universidade Tecnológica Federal do Paraná Working Draft WorkGroup What You See is What You Get Extensible Markup Language Extreme Programming

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO CONTEXTUALIZAÇÃO E PRESSUPOSTOS SOFTWARES PARA PRODUÇÃO E PUBLICAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO DIGITAL ADOÇÃO DOS LCMS NO CONTEXTO DO ENSINO PÚBLICO FEDERAL BRASILEIRO DE NÍVEL SUPERIOR ASPECTOS SOBRE SOFTWARE Software Livre e de Fonte Aberta - FOSS Software Livre Software de Fonte Aberta Vantagens e qualidades dos FOSS Panorama do Software Livre/Aberto no Brasil Modelos de Desenvolvimento Processo de Desenvolvimento de Software ASPECTOS SOBRE QUALIDADE Qualidade aplicada ao software QUALIDADE: NORMAS TÉCNICAS E METODOLOGIAS NORMAS TÉCNICAS E MODELOS APLICADOS À QUALIDADE DO PROCESSO DE SOFTWARE Norma ISO/IEC Processos de ciclo de vida de software Norma ISO/IEC Avaliação de processos de software Modelo SW-CMM - Capability Maturity Model Modelo CMMI - Capability Maturity Model Integration NORMAS TÉCNICAS APLICADAS À QUALIDADE DO PRODUTO DE SOFTWARE...66

16 NBR ISO/IEC 9126 Avaliação de Produto de Software Características de qualidade e diretrizes para seu uso NBR ISO/IEC Processo de Avaliação de Produto de Software NBR ISO/IEC Teste e requisitos de qualidade em Pacotes de Software NORMA ISO GUIA PARA A APLICAÇÃO DA ISO 9001:2000 PARA SOFTWARE METODOLOGIAS APLICADAS A AVALIAÇÃO DE PRODUTO DE SOFTWARE Metodologia LAPS Metodologia MEDE-PROS Metodologia ErgoList As dez heurísticas de usabilidade de Jakob Nielsen As dez características gerais de um LCMS COMUNIDADES DE PRÁTICA - COPS PARTICIPAÇÃO X REIFICAÇÃO METODOLOGIA DA PESQUISA TIPOLOGIA DA PESQUISA CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DO MATERIAL A SER ANALISADO Escolha das normas de qualidade de software Escolha das metodologias de avaliação de produto de software Escolha das heurísticas de usabilidade Escolha dos critérios para um bom LCMS Opção pela teoria das Comunidades de Prática ANÁLISE E SELEÇÃO DE CARACTERÍSTICAS Critérios para seleção das ferramentas analisadas pelo checklist proposto ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS DE SOFTWARE...115

17 CRIAÇÃO FÁCIL DE CONTEÚDO RESPEITO À CAPACIDADE DO USUÁRIO SUPORTE A OBJETOS DE APRENDIZAGEM COMPLETUDE FUNCIONAL COMUNICAÇÃO E COLABORAÇÃO SUPORTE A RANQUEAMENTO SUPORTE A RECONHECIMENTO DE DIREITO AUTORAL SUPORTE A MIGRAÇÃO DE CONTEÚDO IMPLANTAÇÃO SIMPLIFICADA SUPORTE A MULTI-PUBLICAÇÃO CUSTO REDUZIDO DE AQUISIÇÃO E/OU LICENCIAMENTO LIBERDADE DE MODIFICAÇÃO DO CÓDIGO-FONTE DOCUMENTAÇÃO E SUPORTE QUADRO-SÍNTESE DE CARACTERÍSTICAS PROPOSTA DE CHECKLIST CONSIDERAÇÕES FINAIS LIMITAÇÕES DO ESTUDO E IMPLICAÇÕES PARA PESQUISA REFERÊNCIAS GLOSSÁRIO...149

18 17 1 INTRODUÇÃO A tecnologia vem revolucionando todos os setores do mundo. Esta, por sua vez, é aplicada ao contexto escolar nas mais diversas frentes (gestão escolar, criação e distribuição de material didático, educação a distância (EaD) e até mesmo no acesso às dependências da escola). Uma dessas frentes, imprescindível, é a responsável pelo desenvolvimento de material didático. O material usado na escola pública brasileira ainda se baseia predominantemente no material didático tradicional, geralmente livros, apostilas, enfim material impresso que mesmo possuindo além de texto algumas imagens, acaba por ser unimídia e estático. Esse tipo de produção de material didático está em decadência devido ao contexto tecnológico que estamos inseridos atualmente. Hoje se vê uma infinidade de recursos de interação e comunicação voltados à criação, organização e disseminação de informações. Esses recursos tecnológicos não demandam estruturas rígidas nem grande gasto de recursos (financeiros, humanos ou materiais). Com os novos recursos da tecnologia da informação sugere-se outro tipo de material didático bem como outro modelo de produção deste. Em relação ao tipo, o material didático passa do formato tradicional para o formato digital que contempla o uso multimídia de recursos. É um material mais atraente e mais dinâmico do que o material didático tradicional e que possibilita a portabilidade, ou seja, seu uso em diversos formatos (apresentação eletrônica, formato de página de internet ou ainda num texto impresso) e em diversos meios (compact disc, papel, Internet). Em relação ao modelo de produção, o que se vê é o surgimento de uma abordagem distribuída contrária à hierarquização proposta no primeiro modelo. Essa nova abordagem, como vantagens, poderia contribuir para a oferta de material didático mais rico (devido a incorporação de diversas colaborações) e a um custo infinitamente menor, além de material didático personalizado. Quando se fala na possibilidade de se conseguir um custo menor com equipes maiores pode parecer paradoxal, porém isso pode ser comprovado, na prática, por meio da observação do funcionamento das comunidades de desenvolvimento de software livre. O que se

19 18 considera como mais valioso nessas comunidades é o reconhecimento pelos outros, ou seja, a remuneração é predominantemente meritocrática. Quanto ao desenvolvimento de um material didático personalizado, pode se tornar realidade por meio da participação de professores envolvidos diretamente com o dia-a-dia da sala de aula, passando estes a professores-autores. Os professores-autores podem produzir o material didático a ser utilizado em suas próprias salas, adicionando exemplos mais concretos, contextualizados e enriquecidos por fatos, costumes e cultura regionais. Um fator positivo do modelo distribuído de produção de material didático é a possibilidade de se compartilhar idéias quando da produção deste, bem como aproveitar materiais didáticos já desenvolvidos por outros colegas da comunidade. Isso é considerado como ganho quando o professor sabe fazer o reuso desse material e aplicá-lo ou adaptá-lo para seu contexto. O reaproveitamento de recurso material, humano e de certa forma financeiro, permite ir além na produção de novos materiais, envidando esforços no melhoramento do material didático já produzido ou mesmo sugerindo novas produções. A racionalização de recursos (fazer mais com menos) é uma necessidade da sociedade moderna e como tal, faz parte dos objetivos das principais organizações públicas e privadas e, com a escola não seria diferente. No caso da escola pública federal de ensino superior, foco de nossa pesquisa, há um agravante: escassez de recursos financeiros. De acordo com dados de investimentos, em especial no setor público federal, está tendo uma redução de recursos financeiros originados do Fundo Público Federal e investidos na educação pública de ensino superior no Brasil. (AMARAL, 2003). Uma possível solução para se acompanhar a evolução da tecnologia, seria a adoção de um processo de produção distribuída de material didático digital, que, conta atualmente com vários aliados em termos tecnológicos. Existem diversos softwares (Atutor, Scenari Chain, Google Docs, dentre outros) e também uma estrutura, a Internet (rede mundial de computadores), que permite a interação das pessoas por meio de diversos outros recursos (chat, , blog, wiki, listas de discussão). Talvez a saída para essa escassez de recursos para a educação na rede pública, ao menos no que tange à produção do material didático, fosse a racionalização do processo por meio do uso, por exemplo, de um software de

20 19 multipublicação de material didático. Esse software deveria ser livre para que fosse economizado dinheiro com aquisição e renovação de licenças e, deveria possibilitar reuso de material didático a fim de que se pudesse também racionalizar o processo de produção desse material. A racionalização poderia ser de três tipos: racionalização de recursos financeiros (através do uso de ferramentas livres e, portanto sem a necessidade de pagamento de licenças de uso), humanos (através do reuso, diminuir drasticamente os esforços humanos, evitando redundância na criação de material didático através do compartilhamento) e materiais (com a adoção de software livre o uso de máquinas com baixo poder de processamento). Uma característica que esse software deveria ter, além da liberdade, seria a possibilidade de se estimular o professor da rede pública de ensino superior federal a produzir material didático, sem trazer custos diretos para a instituição. Para isso essa pesquisa recorreu à teoria das Comunidades de Prática (WENGER, 1998; TREMBLAY, 2004) e investigou fontes bibliográficas que descreviam o funcionamento das comunidades de software livre (FISCH, 2008; RAYMOND, 2001). Em fases iniciais dessa pesquisa pode-se constatar que apesar de existirem ferramentas direcionadas a criação e gestão de material didático, geralmente elas cobrem uma ou outra parcela da cadeia de produção de material didático. Quando permite criar o material não permite a gestão desse conteúdo e vice-versa. Encontrou-se, porém, algumas que se propunham a fazer a cadeia completa e se dedicou então, nessa pesquisa a esse grupo de ferramentas, denominadas de Learning Content Management Systems (LCMS) ou em português, Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos de Aprendizagem. O que foi observado nessas ferramentas que elas não são triviais em termos de utilização por usuários leigos. No entanto a maioria dos professores da rede pública federal parece não ter domínio a ponto de utilizar essas ferramentas de forma hábil. Seria necessário que as ferramentas que se propusessem a realizar essa tarefa tivesse além de características de reuso, racionalização, custo baixo também características de usabilidade, acessibilidade, enfim contemplasse também o uso de usuários não expertos. Assim, a motivação para o desenvolvimento dessa pesquisa vem dos seguintes pontos:

21 20 1. A disseminação da tecnologia em todos os setores da sociedade, portanto, também na educação. A escola se sente na obrigação de responder às demandas da sociedade por conhecimento atualizado, por formas de acesso ao saber mais rápidas e eficientes, bem como por profissionais do ensino que correspondam de forma satisfatória às evoluções tecnológicas atuais. 2. O governo brasileiro tem se preocupado em direcionar esforços no sentido de produzir material didático em formato digital e especificar ferramentas para trabalhar com o material produzido. 3. Os softwares de LCMS parecem não atender a usuários leigos ou menos expertos, desmotivando assim a produção de material didático por professores-autores. Como conseqüência dessa desmotivação, o governo é forçado a investir em outro meio de produção de material didático muitas das vezes tradicional, esvaindo ainda mais os parcos recursos disponíveis para investimentos na escola pública. 4. Diminuição de recursos repassados para investimentos na rede pública federal de ensino superior, provindos do Fundo Público Federal (FPF). Nesse sentido esse estudo se dedicou, por meio de uma pesquisa do tipo bibliográfica, elencar características de software que as ferramentas de LCMS deveriam ter para serem utilizadas com mais eficiência e eficácia pela rede pública federal de ensino superior. Como fontes para o desenvolvimento da pesquisa foram utilizadas normas de qualidade de produto de software (NBR ISO/IEC 9126, NBR ISO/IEC e NBR ISO/IEC 12119), norma ISO , heurísticas de usabilidade definidas por Jackob Nielsen (2005), estudo anterior de características para LCMS feito por Shelley Robbins (2002) e fundamentos da teoria das Comunidades de Prática. O problema ou pergunta de pesquisa ficou definido como: Quais características de uma ferramenta de software possibilitariam a racionalização dos recursos da rede pública federal de ensino superior para desenvolvimento de material didático digital?

22 21 O objetivo geral dessa pesquisa é o de especificar características para ferramentas de software que possibilitem a racionalização de recursos da rede pública federal de ensino superior brasileira no desenvolvimento de material didático digital. Para atingir o objetivo geral definiram-se os específicos em ações de: levantar características de qualidade de software e usabilidade; selecionar características a partir de critérios de reuso e racionalização; analisar características para o atendimento das peculiaridades da escola pública; propor uma lista de verificação com base nas características selecionadas e, por fim, avaliar duas ferramentas de software com base na lista de verificação proposta. Essa pesquisa se enquadra dentro de um projeto maior conduzido na linha de pesquisa: Processos de Aprendizagem e Tecnologias de Informação e Comunicação pelo grupo de pesquisa Tecnologias, Aprendizagem Humana e Organizacional (TAHO), atuante desde 1999 no Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, cujo objetivo é pesquisar modelos de plataformas tecnológicas para apoio às atividades inerentes a concepção, implementação e condução de projetos de cursos que empreguem as denominadas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). No tópico a seguir, dedica-se a mostrar como esse trabalho foi organizado. 1.1 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Este trabalho está organizado da seguinte maneira: No capítulo 2 é feita uma contextualização necessária ao entendimento dessa pesquisa. Aborda conceitos de software, classificação destes, modelos de desenvolvimento e processos de desenvolvimento. Com mais ênfase é tratado o software livre e aberto, congregando-os numa categoria chamada de Free and Open Source Software (FOSS). Aborda também aspectos de qualidade voltados a software. No capítulo 3 se aborda o tema qualidade. Nesse capítulo mostra-se as diversas normas e metodologias de qualidade aplicadas a software e as divide em dois grupos de aplicação: as relativas ao processo de software (construção do

23 22 software) e as relativas ao produto de software (avaliação de produto final). Ainda nesse capítulo aborda-se diversas metodologias que são aplicadas a produto de software, heurísticas de usabilidade propostas por Jackob Nielsen e mostra estudo realizado por Shelley Robbins sobre características ideais para um software de gerenciamento de conteúdos de aprendizagem. No capítulo 4 aborda-se a teoria social das Comunidades de Prática. São tratados conceitos e fundamentos dessa teoria que, durante o processo de análise, são evidenciados na geração de características. O capítulo 5 é dedicado a informar a metodologia da pesquisa usada. São mostrados os critérios usados para a escolha e seleção das fontes de pesquisa, como foi feita a análise e finalmente a seleção de características que passam a compor uma lista de verificação que também é fruto desse trabalho. No capítulo 6 é feita análise a partir do referencial teórico de parâmetros e critérios selecionados para que um LCMS contemple o uso e racionalização de recursos da rede pública de ensino superior e organizados em formato de características num quadro-resumo com exemplo de utilização. Também, a partir desse quadro de características é proposto uma lista de verificação ou checklist usando para isso dois softwares de LCMS: Atutor e Scenari Chain. Nessa lista de verificação apresenta se o software contempla ou não a característica apresentada. No capítulo 7 se tece as considerações finais acerca do trabalho realizado. São mostrados alguns pontos oriundos do processo de análise, limitações e, sugerese alguns questionamentos como sugestões para futuras pesquisas, haja vista que a pesquisa nunca é conclusiva e deve estar sempre aberta a novas considerações e contribuições. A seguir é feita uma contextualização com a finalidade de esclarecer pontos que serão tratados com maior profundidade durante a revisão de literatura ou durante o processo de análise dessa pesquisa.

24 23 2 CONTEXTUALIZAÇÃO E PRESSUPOSTOS Há bastante tempo o livro impresso vem sendo de forma dominante o material didático disponível nas escolas públicas brasileiras. Talvez devido ao fato de que exista um medo de mudar tanto por parte dos gestores das escolas públicas como por parte dos próprios professores que estão em contato direto com os alunos e responsáveis em parte pela adoção desse material. O material didático tradicional (i.e. livros, apostilas) é caracterizado por ser disponibilizado em apenas uma mídia e dessa forma, no mundo de hoje, acaba por engessar o processo de ensino-aprendizagem e trazer prejuízos tanto para professores como para os alunos. O material didático tradicional é, em última análise, unimídia e estático. E, convenhamos, o mesmo não é muito atrativo, se cotejado com outros recursos midiáticos. (OLIVEIRA, 2008). Mesmo tendo texto e imagem num livro didático, continua se explorando apenas a mídia impressa e ainda, tradicionalmente, evitando links (ligações entre blocos de texto) como sugere o material didático digital. O material didático digital surge com a onda tecnológica que envolveu o mundo, de forma mais expressiva nos últimos vinte e poucos anos, denominada cibercultura. Especialmente com o advento da Internet (rede mundial de computadores) e a linguagem de hipertexto, a construção de materiais didáticos com essa tecnologia tornou-se algo comum. Segundo Lévy (1999), cibercultura designa "o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço" (LÉVY, 1999, p. 17). Ele ainda conceitua ciberespaço como sendo "o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores". (Ib. Id.). O material didático digital através de novas mídias (i.e. páginas de internet, apresentações, CD-ROMs, livro digital) trouxe à educação uma variedade de recursos dinâmicos e atraentes, reduzindo barreiras entre o autor e quem vai utilizarse desse material. Em relação ao livro, um dos ícones do material didático tradicional, quando na mídia impressa existe uma grande a distância entre autor e leitor e já no texto

25 24 eletrônico, essa distância se reduz, porque o leitor também se torna autor e tem liberdade para construir a estrutura e o sentido do texto. Bolter (1991) trata o autor do texto impresso como uma figura monumental (monumental figure) e o leitor como um mero visitante na catedral do autor. (BOLTER, 1991, p.3). A produção do material didático tradicional geralmente é feita de forma hierárquica. Geralmente são repassadas algumas diretrizes pelo governo (federal, estadual ou municipal) para empresas confeccionarem esse material didático. As idéias geralmente partem de uma pessoa que possui domínio do assunto, e conta com a colaboração de outras pessoas da empresa contratada apenas para organizar o material no formato de livro, apostila e, produzir algumas imagens que possa adicionar significado ao texto do material. A mono-autoria, característica desse modelo tradicional de produção é contestada em uma das propriedades relevantes do material didático digital, que é a fomentação da multi-autoria. A multi-autoria é a produção de material didático por meio de mais de um autor. Isso é possível através de meios de comunicação atualmente disponíveis, em especial, a Internet. Por meio dessa rede é possível que se tenham autores nas mais diversas localidades e através de tecnologia própria fazem a autoria de um determinado material. Não se afirma aqui que o material didático tradicional não possa ser feito dessa forma, porém ele não estimula essa prática, seja por questões financeiras, de direito autoral ou até mesmo de cultura. O governo brasileiro tem se preocupado em direcionar esforços no sentido de produzir material didático em formato digital e especificar ferramentas para trabalhar com o material produzido, como pode ser observado nas mais recentes chamadas públicas de editais para esse fim (MEC/CAPES, 2005; MEC/PNUD, 2006; MCT/FINEP/MC/FUNTTEL, 2007). No entanto, vê-se pouco direcionamento de esforços no sentido de se implementar um sistema de autoria distribuída de material didático. Algumas ações já foram realizadas (RIVED 1 e produção de cursos para a UAB 2 ), mas ainda parecem ser tímidas, pois se limitam a produzir bibliotecas digitais ou repositórios de objetos de aprendizagem para utilização na escola pública brasileira. 1 Rede Internacional Virtual de Educação, programa da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação. 2 Universidade Aberta do Brasil, programa do Ministério da Educação.

26 25 Foca-se nesta pesquisa a construção do material didático digital por meio de multi-autoria. Considerou-se o material digital por fazer uso de várias mídias e tecnologias que atualmente estão sendo bastante discutidas e que oferecem uma gama muito grande de possibilidades e recursos para otimização (i.e. interatividade, reuso, racionalização de processos) quando de sua inserção no campo educacional. Desde a criação até a publicação do material didático digital, é quase impossível que uma pessoa faça todas as atividades necessárias (criação de conteúdo, transposição de conteúdo, editoração, projeto gráfico), além do que, a participação de vários autores enriquece ainda mais a produção resultante. Dessa forma descarta-se nessa pesquisa a mono-autoria. No tópico seguinte são abordados softwares que trabalham como o material didático digital e estimulam a multi-autoria. 2.1 SOFTWARES PARA PRODUÇÃO E PUBLICAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO DIGITAL Uma tecnologia referenciada pela literatura (ELLIS, 2001; ROCHA, 2002; COL, 2003) e, também presente no mercado, é a categoria composta por ferramentas de software para produção e publicação de material didático digital. De maneira geral, estas ferramentas focalizam uma ou outra parcela do processo de produção e publicação de material didático. A produção de material didático equivale-se nesse contexto à criação de conteúdos, onde o professor ou a pessoa responsável por essa etapa do processo inclui conteúdo didático no software. O termo publicação é usado no sentido de divulgação (distribuição) desse material de alguma forma através de um canal de saída (i.e. texto impresso, página de internet, apresentação eletrônica). Ainda pode-se encontrar funcionalidades próprias desse processo tanto em ferramentas de editoração e gerenciamento de conteúdo LCMS 3, foco deste trabalho, quanto em ferramentas para gerenciamento de ambientes de 3 LCMS: Learning Content Management Systems (em português, Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos e Aprendizagem).

27 26 aprendizagem virtual, LMS 4, e em ferramentas de gerenciamento de conteúdo, CMS 5. Um Sistema Gerenciador de Aprendizagem (LMS) tem como objetivo principal a simplificação da administração e do planejamento do processo de ensinoaprendizagem. Essa categoria de software fornece um conjunto de funcionalidades como: organização e gestão da ementa da disciplina, gestão de alunos, controle de acessos, assiduidade, canais de interação (aluno-docente e aluno-aluno), dentre outras. São exemplos de LMS: Claroline 6, Teleduc 7, WebAula 8, Moodle 9, dentre outros. Os LMS, em sua quase totalidade, não permitem a criação de conteúdos. Eles necessitam de outras ferramentas para esse fim. (i.e. Macromedia Dreamweaver, Microsoft FrontPage, Microsoft Office, OpenOffice, dentre outras). Os LMS geralmente não possibilitam personalização de conteúdos de cursos nem a reutilização desses conteúdos. A personalização de conteúdos refere-se à possibilidade de se fazer uma escolha do conteúdo didático já armazenado no software com vistas ao atendimento de um curso, turma ou até mesmo um aluno individualmente. Quando já se tem um banco (repositório) de materiais didáticos organizados por meio de padrões, facilitando a classificação e a busca, é possível tanto escolher o conteúdo e montar seu próprio material, quanto reutilizar esse material em diversos cursos, turmas. De forma mais clara é como se tivesse a possibilidade de estar em um self-service de conteúdos, onde o cliente poderá pegar para si apenas aquilo que lhe interessa. A estrutura esquemática de um Gerenciador de Processos de Aprendizagem é mostrada na Figura 1. O Sistema Gerenciador de Conteúdo (CMS) tem por objetivo a simplificação e agilidade dos processos de criação, publicação e administração de conteúdo. Essa categoria de software permite tanto gerenciar as informações como padronizar o processo de criação. 4 LMS: Learning Management Systems (em português, Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem) 5 CMS: Content Management Systems (em português, Sistemas de Gerenciamento de Conteúdos)

28 27 FIGURA 1 - ESQUEMA DE LMS FONTE: Adaptado de (NICHANI, 2001). A gestão das informações diz respeito à classificação/categorização destas de maneira que seja possível o direcionamento, conforme a necessidade de requisição das mesmas. Quanto à padronização, o CMS permite o uso de formas padronizadas de apresentação (templates) para que o formato de apresentação seja adequado ao conteúdo. Assim o CMS não exige que o usuário responsável pela inclusão de conteúdo precise se preocupar com o formato de apresentação do mesmo e ao mesmo tempo possibilita ao usuário que busca por conteúdo, acesso rápido às informações por meio de uma organização em categorias. Uma estrutura de CMS é apresentada na Figura 2. Apesar de não existir um consenso em relação à definição do termo LCMS, esse grupo de ferramentas tem um conjunto de funcionalidades que abrangem aquelas dos CMS e dos LMS, conforme pode ser visto na Figura 3. Estas são

29 28 voltadas para produção, edição de conteúdo, bem como seu gerenciamento (organização, busca, seleção, importação e exportação em padrões como SCORM 10 ou IMS 11 ). FIGURA 2 - ESQUEMA DE CMS FONTE: Adaptado de (NICHANI, 2001). Os LCMS também possibilitam a formatação gráfica do material didático produzido. De acordo com Nichani (2001, p.2, tradução livre do autor), Um LCMS combina as dimensões administrativas e de gestão de um LMS tradicional com a 10 SCORM: Shareable Content Object Reference Model (Modelo de Referência para Objetos de Conteúdo Compartilháveis. 11 IMS: Padrão de objetos educacionais proposto pelo Global Learning Consortium.

30 29 criação e personalização de conteúdo de um CMS. São exemplos de LCMS: ATutor, Generation21 Expert, TotalLCMS e ScenariChain. FIGURA 3 - ESQUEMA DE LCMS FONTE: Adaptado de (NICHANI, 2001). A IDC 12, empresa de consultoria com foco nos segmentos de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, define LCMS como um sistema usado para criar, armazenar, montar e fornecer conteúdo digital de aprendizagem na forma de objetos 12 A IDC, subsidiária do International Data Group (IDG), possui mais de 850 consultores, distribuídos em 50 países, e há mais de 42 anos provê informação global, regional e local sobre tecnologias, oportunidades e tendências. A IDC é subsidiária da IDG, líder mundial em mídia de tecnologia.

31 30 de aprendizagem (BRENNAN, FUNKE, ANDERSON; 2001, tradução livre do autor). Os objetos de aprendizagem learning objects ainda de acordo com a IDC são "Uma peça de educação permanente que contém conteúdo e avaliação da aprendizagem baseada em objetivos específicos e que contém metadados (descrição dos dados) acondicionados nela". Essa pesquisa tem como foco os LCMS, pois são ferramentas que formam uma cadeia editorial completa para suporte à produção/distribuição/reuso de material didático digital. Dentro da categoria LCMS, de acordo com a pesquisa, existem ferramentas proprietárias e ferramentas livres. As ferramentas classificadas como proprietárias são aquelas que necessitam de um aporte pecuniário para seu uso. As ferramentas livres são assim denominadas por serem livres para uso e para modificações em seu código-fonte, sendo este de domínio público. Existem ainda os softwares classificados como gratuitos que são aqueles que não geram ônus com licenças, (também chamados de livres para uso freewares) que, porém, não necessariamente têm seu código-fonte aberto ao público. Não foram encontradas ferramentas LCMS que se classificam nessa categoria. No quadro 1 se apresenta uma classificação de softwares do tipo LCMS de acordo com a forma de licenciamento e uso (Proprietário, Gratuito, Livre), em relação ao fabricante/mantenedor (empresas, comunidades de desenvolvimento) e em relação ao canal de saída (web, texto, apresentação ou multipublicação). Software Licenciamento/uso Fabricante / Canal de Saída / Sítio na Internet LCMS Mantenedor Padrão Scenari Livre UTC França Multipublicação / Chain SCORM Atutor Livre Universidade de Web / SCORM Toronto Canadá TotalLCMS Comercial SumTotal Web / SCORM Generation Comercial Generation21 Web / SCORM 21 Learning Systems QUADRO 1 - Ferramentas LCMS Fonte: Autoria própria. No próximo tópico pretende-se mostrar como está sendo fomentada a adoção desses softwares dentro da rede pública federal de ensino superior no Brasil.

32 ADOÇÃO DOS LCMS NO CONTEXTO DO ENSINO PÚBLICO FEDERAL BRASILEIRO DE NÍVEL SUPERIOR. Não é tarefa simples adotar uma ferramenta de LCMS em qualquer que seja a instituição. São necessárias mudanças diversas, internas e externas, desde a estrutura física da empresa, hardware, modo de trabalho tanto na criação de conteúdo como em sua disponibilização tanto interna quanto externamente. Quando se trata de instituições de ensino superior da rede pública federal, além do abordado anteriormente, existem alguns agravantes específicos a estas, tais como os que se apresentam a seguir e, que devem ser considerados quando da adoção de um LCMS para atender esse segmento. No Brasil a educação superior pública federal é de natureza gratuita. Ocorre, porém, que o financiamento das instituições responsáveis por esse nível de ensino não tem dado conta de manter o mesmo nível de recursos de anos passados. Isso se dá, talvez, pelo fato de que a demanda vem aumentando a cada ano, ao passo que os recursos destinados não sofrem aumento proporcional. Esse fato é comprovado por meio de relatórios dos investimentos feitos pelo governo federal através do Fundo Público Federal (FPF). Amaral (2003) apresenta uma série dos recursos destinados às instituições federais de ensino superior brasileiras (IFES) de 1989 até (AMARAL, 2003, p. 144). No mesmo estudo, Amaral (2003) apresenta por meio de tabela dados dos relatórios de alunos matriculados na rede federal de ensino superior. (AMARAL, 2003, p.97). Apresenta-se aqui, por meio de adaptação dos estudos feitos por Amaral, uma relação entre os alunos matriculados e investimentos realizados num período de cinco anos, a fim de se fazer um comparativo, vide Tabela 1. O recorte feito abrange os anos de 1997 a 2001 e mostra na segunda coluna os investimentos feitos pelo fundo público federal nas IFES brasileiras em milhões de reais. A terceira coluna dessa tabela mostra através de dados numéricos a evolução do alunado do ensino superior da rede federal no Brasil por meio das matrículas efetivadas nas IFES de 1997 a 2001.

33 32 TABELA 1 - RECURSOS E MATRÍCULAS NAS IFES: Ano Investimentos* Alunos Matriculados Aluno em R$ (±) , , , , ,58 *Valores de investimentos em R$ milhões, a preços de janeiro de 2003 (IGP-DI/FGV). FONTE: Adaptado de Amaral (2003, p.97 e 144). Na quarta coluna, através de uma relação matemática entre os dados da segunda e terceira colunas, é possível ver de forma clara a diminuição do investimento face ao aumento da demanda por cursos superiores em instituições federais de ensino. Em 1997, as instituições dispunham através dos investimentos feitos pelo governo federal de R$ 29,99 para cada aluno matriculado na rede ao passo que em 2001 esse valor caiu para R$ 19,58, ou seja uma redução de 34,71 por cento nos recursos em um período de cinco anos. Isto posto é plausível concluir que faltará recursos para aplicações no ensino superior e, desta forma, não se pode dispor de recursos já escassos, para a aquisição e licenciamento de softwares de LCMS ditos proprietários. Talvez, o mais interessante a fazer seria direcionar esses parcos recursos para o treinamento e possível adaptação/personalização de um LCMS livre para o atendimento das necessidades da instituição. Apesar do esforço da comunidade de software-livre e das instituições de ensino-pesquisa em prover a sociedade com soluções de LCMS livres (que dispensem a cobrança de licenças para uso e que tenham seu código fonte disponível), observa-se uma prevalência de ferramentas do tipo LMS sobre as do tipo LCMS. Se os LMS (i.e. MOODLE, Teleduc) apresentam soluções bastante satisfatórias para organização e execução de cursos virtuais, os LCMS ainda são de difícil assimilação e apropriação por parte dos usuários no que se refere à editoração o material. O termo apropriação diz respeito à capacidade do indivíduo de dominar a tecnologia ato em que o sujeito toma posse de algo que não lhe pertencia (MICHAELIS, 2006). Nesta pesquisa, considera-se como apropriação a forma pela qual o docente transforma a ferramenta de LCMS para que esta responda às suas necessidades.

34 33 Alia-se à dificuldade de apropriação a falta de recursos dos softwares de LCMS que permitam, por exemplo, a multipublicação. Multipublicação é tratada nessa pesquisa como a propriedade de um software de fornecer o resultado do processamento (saída de dados) em vários formatos (i.e. texto impresso, compact disc, apresentação eletrônica, linguagem de sinais, dentre outros). Por meio da multipublicação é possível racionalizar recursos dentro da escola pública por meio da economia de tempo, do professor ou de outrem, com a formatação e adaptação para outras mídias, do material didático já produzido. É provável que existam outras limitações e dificuldades na implantação de um software de LCMS dentro da escola pública superior federal brasileira, mas essa pesquisa foca-se no sentido de estabelecer características que por meio do reuso e da racionalização de recursos no processo de produção de material didático, eliminem ou minimizem as limitações abordadas aqui. A seguir são apresentados alguns aspectos sobre software, com o intuito de permitir um entendimento mais completo dos termos que envolvem a pesquisa realizada. 2.3 ASPECTOS SOBRE SOFTWARE Os softwares são entidades indispensáveis para o funcionamento das máquinas atuais (hardwares). A cada dia se vê a substituição dos homens na execução de tarefas por máquinas dotadas de pastilhas de silício (chips) para processamento próprio de instruções de software. Apesar de ser ainda o dispositivo mais conhecido que dispõe de um processador, o computador tem encontrado concorrentes diretos tais como telefones celulares, máquinas de automação industrial, calculadoras, enfim, uma infinidade de outros aparelhos que, com o barateamento dos microprocessadores estão cada vez mais poderosos e assim como os computadores, necessitam de softwares. De acordo com Booch (2000) software é o combustível que alimenta o funcionamento dos negócios modernos, as regras governamentais e tornam as sociedades melhor conectadas. (BOOCH, 2000, p.3, tradução livre do autor).

35 34 Comumente software é definido como um programa de computador, porém o termo pode ser muito mais amplo. De acordo com a lei brasileira de software (9.609) em seu artigo primeiro, programa de computador é: a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. (BRASIL, 1998, art. 1º). Existem diversas outras abordagens para software. Software também é o nome dado ao comportamento exibido por essa seqüência de instruções quando executada em um computador ou máquina semelhante. Nesse caso como resultado de um processamento. Software também pode ser definido como instruções agrupadas (programas de computador) que, quando executadas, produzem a função e o desempenho desejados. (PRESSMAN, 1997). Software, porém, também pode ser considerado como o conjunto de produtos desenvolvidos durante o processo de desenvolvimento software (PDS), o que inclui não só o programa de computador, mas também manuais, especificações, planos de teste, dentre outros. De acordo com o entendimento da Lei da Informática em seu artigo 5, software seria o programa de computador e sua documentação técnica associada. (BRASIL, 2001, art. 5). Software ainda pode ser abordado como estruturas de dados que possibilitam aos programas manipularem adequadamente o dado ou a informação e como sendo também documentos que descrevem a operação e o uso dos programas. (PRESSMAN, 1997). O software, quando tratado como um programa de computador, é composto por uma seqüência de instruções, que é interpretada e executada por um processador ou por uma máquina virtual. Em um programa correto e funcional, essa sequência segue padrões específicos que resultam em um comportamento desejado. Quando um software está representado no formato de instruções que podem ser executadas diretamente por um processador diz-se que está escrito em linguagem de máquina. Em outro caso, a execução de um software também pode

36 35 ser intermediada por um programa interpretador, responsável por ler o código-fonte do programa, interpretar e executar cada uma de suas instruções. Quando os programas são complexos, consome-se bastante tempo para criálos, ou seja, programá-los. O rendimento da programação seria muito baixo se todos os programas a serem desenvolvidos fossem feitos diretamente na linguagem de máquina (linguagem que o computador entende). Para criar os programas com mais facilidade e agilidade, desenvolveu-se outros programas que são categorizados como Linguagens de Programação (LP). Com o uso das linguagens de programação, as instruções (comandos) são escritas em uma linguagem mais próxima da linguagem humana e o próprio computador se encarrega fazer a tradução dessa linguagem para a linguagem de máquina. Os softwares (programas) são geralmente classificados em três grandes grupos: Software Básico, Softwares Utilitários e Softwares Aplicativos. (VELOSO, 2003; RAMALHO, 2000). O software básico se subdivide em categorias como: sistemas operacionais, linguagens de programação e tradutores (compiladores ou interpretadores). Essa divisão é mostrada acompanhada de exemplos no quadro 2. Categoria Software Básico Sistemas Operacionais Linguagens de Programação Tradutores Compiladores Interpretadores Máquinas Virtuais Utilitários Aplicativos QUADRO 2 - Categorias de software. Fonte: Autoria própria. Exemplo(s) Linux, Windows, Mac-OS. C, Java, Lisp. GCC, Compilador Clipper. Interpretador PHP. Java Virtual Machine (JVM). Avast Antivírus, Defrag. OpenOffice, Microsoft Office, Gimp. Os sistemas operacionais (SO) são softwares responsáveis pelo controle total da máquina (computador ou qualquer outro dispositivo com processador). O sistema operacional controla operações de entrada, processamento e saída, além do uso de memória. Sem o SO não é possível o funcionamento de qualquer outro software dentro de um sistema informático. As linguagens de programação são softwares usados na construção de outros softwares ou programas. Elas permitem que o usuário (programador) possa passar à

37 36 máquina instruções, sem a necessidade de que esse usuário saiba a linguagem da máquina que, no caso do computador digital são cadeias de dígitos 0 (zero) e 1 (um). Seria muito difícil programar no nível de máquina, porém, com a criação das linguagens de programação esse problema foi resolvido. No entanto surgiu a obrigação de se criar algum software que atuaria como intérprete. A função desse intérprete seria passar o código-fonte escrito pelo programador para a linguagem que a máquina entende. Esses softwares são categorizados como tradutores. Os softwares tradutores podem ser organizados em três grupos, de acordo com o processo de tradução: compiladores, interpretadores e máquinas virtuais. Um software compilador, quando executado, faz uma varredura em todo o código-fonte do programa, verifica se existem erros de sintaxe (i.e. escrita errada) neste e gera um novo arquivo, traduzido para a linguagem da máquina. Um software interpretador não gera um novo arquivo em linguagem de máquina. Ele só faz a tradução na hora em que o programa é executado, linha a linha, ou seja, cada instrução do programa é lida, traduzida e executada. A verificação de erros de sintaxe também é feita nesse processo, ou seja, uma linha por vez. Um software de máquina virtual é um misto de compilador e interpretador. Para usá-lo, o programador, após ter criado o código-fonte, executa um programa que converte esse código-fonte para um código binário (0 s e 1 s). No entanto, essa conversão não permite a execução direta pelo sistema operacional, como no caso dos compiladores. É necessário o uso da máquina virtual que entende esse código binário gerado e faz a tradução para a linguagem que o computador, através de seu sistema operacional, entende. Os utilitários são softwares utilizados para suprir algumas deficiências dos sistemas operacionais. Executam tarefas de manutenção das máquinas, verificando seu funcionamento, protegendo a máquina, prevenindo riscos. Programas para compactação de dados, aumento de desempenho do computador, limpeza e organização de discos rígidos e compartilhamento de conexões de internet estão nessa categoria. Os softwares denominados aplicativos permitem ao usuário fazer uma ou mais tarefas específicas. Os editores e processadores de texto, os softwares para edição de imagem, as planilhas de cálculo eletrônicas, são exemplos dessa categoria. Diferentemente dos utilitários, não desempenham tarefas para o

38 37 computador e sim para o seu usuário. De acordo com Ramalho, São programas especializados e que executam uma determinada tarefa. (RAMALHO, 2000, p. 110). Existem ainda outros softwares que não entrariam nessas categorias, os chamados softwares embutidos ou softwares embarcados, que funcionam em outras máquinas e com um fim bem específico. Um software de localização através de celular é um exemplo desse tipo de software. A classificação/categorização de softwares apresentada até esse ponto do trabalho é relativa à função que os softwares têm dentro de um processo informático. Existem outras classificações que apesar de importantes não contribuem diretamente para o foco desse trabalho. Os softwares de LCMS se enquadram na categoria dos aplicativos e como tal serão tratados nessa pesquisa. Uma classificação, que se julgou relevante considerar nesse trabalho, devido a especificidades do ensino público federal superior brasileiro, refere-se aos custos de propriedade e à liberdade de distribuição e de apropriação do código fonte. De acordo com essa classificação os softwares podem ser proprietários, gratuitos e livres. Os softwares proprietários são àqueles em que seu autor mantém a propriedade e direitos de comercialização. São geralmente controlados através de licenças de uso e não tem seu código-fonte aberto ao público. Os softwares gratuitos apesar de não terem obrigatoriamente seu códigofonte de domínio público, são distribuídos gratuitamente aos usuários interessados por meio de downloads (cópias da Internet), distribuição em mídias de revistas ou mesmo por cópias feitas por usuários. Muitas empresas e programadores independentes fazem isso para se tornarem mais conhecidos dentro do comércio de software. Chegam, às vezes, a aceitar e até estimular doações para a continuidade e sobrevivência do projeto. Não se deve, entretanto, comparar esse conceito à free software que é um termo americano voltado a software livre. Os softwares livres/fonte aberta têm a liberdade como seu maior atributo. O usuário pode conseguir o código-fonte do software, seja através de pagamento ou não, e mudá-lo, caso tenha o know how para isso e depois redistribuí-lo livremente, desde que siga alguns princípios que a lei do software livre/fonte aberta determina. A seguir é apresentado um novo conceito que agrupa tanto o software livre como o software de fonte aberta.

39 Software Livre e de Fonte Aberta - FOSS A cada dia vem crescendo em todo o mundo um fenômeno denominado Free and Open Source Software (FOSS), em português, Software livre e de Fonte Aberta. É uma oposição direta ao software proprietário, que tem seu código-fonte fechado a contribuições externas e demanda pelo pagamento de licenças para seu uso. Os programas classificados como FOSS são aqueles cujas licenças dão aos usuários a liberdade de executar o programa para qualquer fim (propósito), estudar e modificar o programa, e redistribuir cópias tanto do programa em sua versão original quanto na versão alterada, sem ter que pagar royalties aos desenvolvedores anteriores. (WHEELER, 2003). O FOSS não se trata de algo ocasional ou simplesmente acidental. Esse fenômeno, alavancado por comunidades de software e empresas do mundo inteiro, se baseia em duas filosofias: a filosofia da Free Software Foundation (FSF 13 ) e a filosofia da Open Source Initiative (OSI 14 ), como pode ser visto na Figura 4. A primeira filosofia é decorrente do Movimento do Software Livre (Free Software Moviment), capitaneado pela Fundação do Software Livre (Free Software Foundation) e a segunda é originada pela Iniciativa do Software Aberto (OSI Open Source Initiative). FIGURA 4 - REPRESENTAÇÃO DO FOSS FONTE: Autoria Própria. Os softwares considerados FOSS são liberados através de licenças, as quais podem englobar as liberdades pregadas pela FSF e os princípios defendidos pela 13 Fundação para o Software Livre fundada em 1985 e sediada em Boston, EUA. 14 Em português, Iniciativa do Software Aberto.

40 39 OSI. Existem vários tipos de licença para os FOSS, que em termos gerais são muito parecidas e originadas umas das outras, apenas com necessidades específicas para um ou outro tipo de software desenvolvido. (LAURENT, 2004). Dentre as principais licenças estão: MIT License (X License), BSD License, Apache License (v1.0 e v2.0), Academic Free License, GNU General Public License (GPL), GNU Lesser General Public License (LGPL), Mozilla Public License 1.1 (MPL 1.1), Q Public License, Artistic License (Perl), Creative Commons Licenses. Apesar de existirem mais semelhanças do que diferenças entre software livre e software de código-fonte aberto, nos próximos tópicos há um detalhamento a respeito desses dois tipos de software Software Livre O Movimento do Software Livre que, primeiramente, originou o fenômeno FOSS, é um movimento social que prega que não é ético aprisionar conhecimento científico e que este deve estar sempre disponível, para permitir assim a evolução da humanidade. Para garantir que um software seja livre, a FSF estabeleceu quatro tipos de liberdade que também fazem parte de sua filosofia. Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre. (FSF, 2008). A primeira, também chamada de liberdade nº 0, é a liberdade para executar o programa, para qualquer propósito. Qualquer pessoa (física ou jurídica) poderá utilizar o software em qualquer tipo de sistema, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a qualquer restrição imposta pelo fornecedor. A segunda refere-se a liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Para que isso seja possível, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito. A terceira é a liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo. Se você possui um software livre, pode copiar quantas vezes quiser

41 40 e distribuir a quem quiser e, com o termo copyleft 15 associado a qualquer tipo de licença de software livre, a permissão para cópia e redistribuição é automática, não necessitando de autorização por parte do autor ou do distribuidor. Está inclusa nessa liberdade a possibilidade do repasse dos códigos-fonte bem como, os arquivos binários gerados da compilação desses códigos. A quarta e última é a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar essas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo mais uma vez o acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta liberdade. Tais liberdades não fazem referência aos custos envolvidos com implantação, modificação, suporte, treinamento. Empresas podem explorá-lo comercialmente através da prestação desses serviços. Software livre, então, não significa software grátis. Essa confusão se dá pelo termo inglês free software que com sua tradução para o português, corrompe o termo e, talvez por esse motivo alguns preferem chamar esse tipo de software de código-aberto ou, em inglês, open-source software, que apesar de estar muito próximo, originalmente segue uma outra filosofia que passa-se a discutir no próximo tópico Software de Fonte Aberta Para o Movimento do Software Livre, o software proprietário é antiético e que, portanto, as empresas que o produzem também o são. A tendência é que, com essa afirmação, o desenvolvimento, uso, enfim, adoção de software livre se torne cada vez mais distante do mundo empresarial. A fim de minimizar esse entrave, surge o conceito de Open Source ou, em português, Código Aberto. O termo Open Source foi criado em uma reunião realizada em 1998 na Califórnia, com a presença de Todd Anderson, Chris Peterson (do Foresight Institute 16 ), John "maddog" Hall e Larry Augustin (ambos da Linux International 17 ), 15 Um trocadilho com o termo copyright (direitos reservados de cópia) para indicar a licença a liberdade total de alteração, cópia e distribuição, não podendo ter seu código-fonte fechado

42 41 Sam Ockman (do Silicon Valley Linux User's Group 18 ), Michael Tiemann e Eric Raymond. Esse grupo de personalidades da comunidade e do mercado, insatisfeitos com a postura filosófica do Movimento de Software Livre que terminava por condenar o uso de software comercial (proprietário), buscou alternativamente acelerar a adoção e o apoio ao software livre no meio corporativo, criando assim a OSI, em português, Iniciativa para o Software de Fonte Aberta. A OSI questiona o modelo econômico de desenvolvimento de software e, como alternativa, apresenta o conceito de software de fonte aberta para empresas comerciais como IBM, HP, Intel, Dell, dentre outras, convocando-as a também investirem nesse tipo de software, juntando seus esforços para a criação do Open Source Development Lab (OSDL 19 ), instituição destinada à criação de tecnologias de código aberto. O mundo do código-fonte aberto é regido por dez critérios estabelecidos pela OSI e que apesar de, em sua maioria, serem semelhantes aos critérios estabelecidos pela FSF para as liberdades, agradam mais as empresas do que aos defensores do software livre. No sítio de internet da FSF (www.fsf.org), quando se fala do conceito de software de código-aberto ressalta-se que alguns dos dez critérios do código-aberto permitem a restrição de liberdades estabelecidas pela FSF. Em suma, um software livre é sempre open source e o software open source nem sempre é livre, pois, nem sempre atende às quatro liberdades propostas pela FSF. A definição de FOSS atende aos requisitos dessa pesquisa e, dessa forma, serão tratados tanto os softwares livres quanto os softwares de código-fonte aberto. No tópico seguinte apresentam-se algumas vantagens e qualidades desse tipo de software Vantagens e qualidades dos FOSS. São levantadas algumas qualidades e vantagens do FOSS fruto de discussão a respeito da priorização no uso desse tipo de software em relação ao software Em português, Laboratório de Desenvolvimento de Software de Fonte Aberta.

43 42 proprietário (pago). Preuss (2007) aponta sete itens que podem ser considerados como um diferencial vantajoso para o software livre e que podem ser aplicados para o FOSS: preço, liberdade, evolução, variedade, comunidade, qualidade e segurança. Um dos itens mais atrativos é o preço. A maioria dos softwares classificados como FOSS geralmente é gratuita. Isso se dá porque quem adquire um software livre, por exemplo, licenciado sobre uma licença que contenha o copyleft, seja por meio de cópia da internet (download) ou distribuição, pode repassá-lo a quem quiser sem autorização prévia do criador ou desenvolvedor. Para o uso de software livre não é necessário adquirir ou renovar licenças. Logicamente que há quem diga que é necessário se considerar o custo total de propriedade (TCO 20 ) que engloba gastos com suporte, treinamento e afins. A liberdade inerente aos FOSS refere-se à possibilidade de livre distribuição, bem como alterações em seu código e ainda incorporações a outros softwares. É como se você passasse a ser o dono do código. Há uma apropriação por parte do usuário que tenha domínio de programação de computadores. É muito complexo o fato de uma determinada instituição, privada ou não, depender de um software proprietário e a empresa responsável por este, por qualquer que seja o motivo, encerrar suas atividades, ser adquirida por uma concorrente ou simplesmente decidir que não vale mais a pena dedicar esforços à atualização daquele software. A instituição ficará atada e perderá irremediavelmente anos de trabalho, dados e treinamento. (PREUSS, 2007). A evolução é uma propriedade que deve ser considerada quando se usa software livre/fonte aberta. Ninguém tem poderes de interromper instantaneamente um programa FOSS e, desse modo, permite que se façam investimentos com recursos humanos próprios ou contrate terceiros para adaptarem o software a um novo ambiente ou desenvolver novos recursos, afinal de contas o código-fonte deste está em poder da empresa. O software classificado como FOSS permite a divisão de esforços na produção de duas ou mais versões do mesmo software. Quando se encontra um problema durante a fase de desenvolvimento, os programadores optam por seguir caminhos distintos, o que traz soluções diferentes para o mesmo problema. Essa divisão de caminhos proporciona rapidez na conclusão de uma versão beta (versão de avaliação), pois não é necessária a espera de decisões do grupo para que se 20 Total Cost of Ownership Custo total de propriedade.

44 43 possa seguir este ou aquele caminho. Esta característica é também chamada de variedade. (PREUSS, 2007). A comunidade é outro fator a se considerar no âmbito do FOSS. O acesso irrestrito ao código-fonte dos programas permite que qualquer um possa estudá-lo e modificá-lo. Por esse motivo, programadores do mundo todo se reúnem com interesse de mostrarem seu valor (mérito) ou, simplesmente, de estarem em contato com outros partilhando seus conhecimentos a respeito de novas tecnologias/técnicas. Essa reunião de desenvolvedores e/ou usuários interessados pelo FOSS formam as chamadas Comunidades de Software Livre. As características dessas comunidades são vistas como próximas do modelo de comunidades de prática (COPS 21 ), conceito desenvolvido por (WENGER, 1998). O modelo para o desenvolvimento de software livre é denominado por Raymond (2001) de Bazaar porque não tem uma estrutura hierárquica bem definida, como no desenvolvimento de softwares proprietários (SP) onde se tem uma estrutura do tipo top-down, com gerência, sub-gerência, desenvolvedores, etc. O modelo definido também por Raymond para o software proprietário se intitula Cathedral, como se pode ver mais adiante. Discute-se no artigo Bazaar e CoPs Modelos semelhantes em diferentes mundos (SILVA JÚNIOR, 2007) a convergência ou aproximação de algumas características do modelo de desenvolvimento Bazaar e do modelo de Comunidades de Prática, proposto por Wenger & Lave (WENGER, 1998). Um outro fator que não deve ser desconsiderado nem nos FOSS tampouco nos SP, é a qualidade. Pode parecer um pouco vaga a idéia de segurança dentro de um contexto onde se tem liberdade para qualquer um opinar, alterar, distribuir. Porém, há uma organização para o lançamento das versões do software e quanto à qualidade do próprio software talvez seja mais fácil para as comunidades de SL corrigirem o software do que para as empresas que trabalham no desenvolvimento de SP. Isto porque em SL, o número de colaboradores (usuários/desenvolvedores) e potenciais testadores, é muito maior, ficando assim mais difícil um erro passar despercebido por essa comunidade, além do que, inexiste pressão para o cumprimento de prazos de lançamento do software permitindo aos programadores trabalharem até estar tudo realmente pronto e exaustivamente testado. 21 COPS Communities of Practice Comunidades de Prática.

45 44 A segurança é outro fator que em SL poderia nos remeter a pensá-la como sendo vulnerável, levando em consideração que o código do software está aberto a todos. No entanto, comprova-se exatamente o contrário. Pelo fato do seu código ser aberto, permite a identificação mais rápida pelo público e correção de eventuais falhas. Sabe-se que também podem existir desvantagens no âmbito do FOSS. Nessas desvantagens poderia se citar o alto TCO, que é o custo total do software, algumas interfaces pouco intuitivas para o usuário, instalação complexa para usuários leigos, falta de documentação, restrições impostas por empresas de consultoria, possível falta de estímulo para os programadores, organização em grande escala, falta de cronograma para novas versões, e falta de uma empresa a quem o usuário possa cobrar agilidade, dentre outras. O que se percebe, no entanto, é o crescimento desse tipo de software tanto no Brasil como em todo o mundo. Na próxima subseção é apresentado um panorama da situação atual do software livre/aberto no Brasil Panorama do Software Livre/Aberto no Brasil. O software livre está em franco crescimento no Brasil, como também ocorre no restante do mundo. A consideração das vantagens de um software que seja aberto no sentido de se modificar a qualquer hora, com quaisquer recursos tem levado empresas, organizações não governamentais e até mesmo os governos (União, estados e municípios) a adotarem definitivamente o modelo livre de desenvolvimento e uso de software. O Brasil tem uma comunidade de software livre reconhecida internacionalmente. Exemplos disso são: Marcelo Tossati, mantenedor da versão estável do kernell do Linux, versão 2.4; Cristiano Anderson, que coordena os diretórios do GNU; e outros brasileiros que têm participação ativa em comunidades de desenvolvimento em Java ou na criação de softwares livres desenvolvidos coletivamente no mundo.

46 45 O Brasil, desde 1995, possui uma empresa de distribuição própria de Linux, a Conectiva 22, uma das 10 mais importantes do mundo e que em 2005 fundiu-se com a MandrakeSoft uma das principais distribuições da Europa e, desde então, passou a se chamar Mandriva Conectiva. De acordo com o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, o Brasil tem um uso de software livre em computação distribuída invejável, que desperta o interesse dos americanos na troca de informações. (SILVEIRA, 2004, p.1). O Brasil tem o Comitê Gestor da Internet, criado em 1995, que montou sua rede de servidores para o sistema de registro da internet brasileira já utilizando software livre (usando Free BSD 23 ). O governo brasileiro, desde maio de 2003, vem priorizando o uso de software livre na esfera pública. Várias ações foram desenvolvidas e talvez a principal delas foi a definição de um planejamento estratégico para a implementação de software livre no setor público por meio do estabelecimento de algumas diretrizes. Esse planejamento partiu do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) 24, e foi discutido em oficina realizada na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), com a presença de integrantes da comunidade brasileira de software livre. As diretrizes traçadas para implementação do software livre no governo federal brasileiro incluem ações de: priorizar soluções, programas e serviços baseados em software livre que promovam a otimização de recursos e investimentos em tecnologia da informação; priorizar a plataforma Web no desenvolvimento de sistemas e interfaces de usuários; adotar padrões abertos no desenvolvimento de tecnologia da informação e comunicação e o desenvolvimento multiplataforma de serviços e aplicativos; popularizar o uso do software livre; ampliar a malha de serviços prestados ao cidadão através de software livre; garantir ao cidadão o direito de acesso aos serviços públicos sem obrigá-lo a usar plataformas específicas; utilizar o software livre como base dos programas de inclusão digital; garantir a auditabilidade plena e a segurança dos sistemas, respeitando-se a legislação de sigilo e segurança. 22 Empresa que nasceu em Curitiba/PR e que é pioneira na distribuição Linux e código aberto em português, espanhol e inglês para toda a América Latina. 23 Sistema Operacional Livre desenvolvido pela Universidade de Berkeley. 24 Autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República. Coordena o Comitê Técnico de Implementação do Software Livre no Governo Federal.

47 46 Ainda fazem parte dessas diretrizes ações de: buscar a interoperabilidade com os sistemas legados; restringir o crescimento do legado baseado em tecnologia proprietária; realizar a migração gradativa dos sistemas proprietários; priorizar a aquisição de hardware compatível às plataformas livres; garantir a livre distribuição dos sistemas em software livre de forma colaborativa e voluntária; fortalecer e compartilhar as ações existentes de software livre dentro e fora do governo; incentivar e fomentar o mercado nacional a adotar novos modelos de negócios em tecnologia da informação e comunicação, baseados em software livre; promover as condições para a mudança da cultura organizacional para adoção do software livre; promover capacitação/formação de servidores públicos para utilização de software livre; formular uma política nacional para o software livre. Na próxima subseção tratar-se-á sobre os modelos de desenvolvimento de software discutidos por Eric Raymond que norteiam a produção de qualquer tipo de software existente. O software livre/aberto, como já se abordou aqui se utiliza do modelo Bazaar Modelos de Desenvolvimento Um trabalho, considerado seminal para explicar o processo de desenvolvimento de um software livre, foi apresentado por Eric Raymond em 1997, sob o título de The Cathedral & The Bazaar. Raymond discute a existência de dois modelos de desenvolvimento de software: o Cathedral e o Bazaar (RAYMOND, 2001). Nesse ensaio Raymond trabalha a aplicação do conceito usado por Linus Torvalds no desenvolvimento do sistema operacional GNU/Linux, para desenvolver um software chamado Fetchmail, focalizando no modelo intitulado por ele de Bazaar. O modelo Bazaar é caracterizado por ter uma forma de trabalho descentralizada, onde a equipe se interage por meio da Internet, não ter um cronograma estabelecido e a equipe ser formada por voluntários. O primeiro projeto de desenvolvimento em que foi observado esse modelo foi o do sistema operacional Linux.

48 47 Raymond constatou que o Bazaar não foi uma ocorrência ocasional lançando um projeto de desenvolvimento denominado de Fetchmail que obteve o mesmo sucesso observado no desenvolvimento do Linux. Este modelo, aberto ao público, apresenta estrutura em forma de rizoma (cresce horizontalmente). Raymond atribui o modelo Bazaar a Linus Torvalds: Na verdade, eu penso que o maior feito de Linus não foi a construção do núcleo do Linux, mas a invenção de um modelo de desenvolvimento. (RAYMOND, 2001; p. 27, tradução livre do autor). No desenvolvimento do software livre tem-se inicialmente o lançamento de uma idéia a partir do modelo Cathedral, passando logo após para o modelo Bazaar com a cooperação de comunidades de programadores dispersos geograficamente e unidos por meio da Internet em busca de uma remuneração meritocrática. Após o desenvolvimento de uma versão inicial (beta), o software é lançado para avaliação pública, onde mais uma vez em Bazaar usuários comentam os possíveis erros e programadores sugerem correções em uma velocidade bem superior ao modelo fechado intitulado Cathedral. Raymond afirma que: Dada quantidade de olhos suficiente, todos os erros são triviais (RAYMOND 2001, p.30, tradução livre do autor), o que significa dizer que quanto mais pessoas participarem ativamente do processo, menor a chance de erros passarem despercebidos e maior a de serem resolvidos rapidamente. Do lado oposto, comum no desenvolvimento de aplicações comerciais, está o modelo Catedral, caracterizado por uma estrutura de planejamento e esforço centralizada com uma equipe especializada trabalhando sobre um objetivo com um cronograma bem estruturado. (BARTH, 2004). No modelo Cathedral, o código-fonte é avaliado em cada atualização do software, mas o código desenvolvido entre duas atualizações é restrito a um grupo exclusivo de desenvolvedores. Atualmente o modelo Cathedral é adotado com maior freqüência para o desenvolvimento de software comercial (software de código fechado), se caracterizando pela verticalidade e pela impossibilidade de contribuição direta do público. Por ser fechado à contribuições externas esse modelo é bastante usado em projetos com maior grau de sigilo, segurança e ainda na produção de fábricas, linhas

49 48 de montagem diversas, onde ainda se tem uma visão taylorista 25, num sistema mecânico, previsível e determinístico. Raymond observou o funcionamento desses modelos no mundo de desenvolvimento de software e os sistematizou. São, porém modelos ideais e tornase quase impossível manter-se fiel a apenas um dos modelos. O que se vê hoje, em grande parte, é a fusão dos dois modelos em um modelo misto, onde se começa com uma idéia num modelo rígido, hierarquicamente organizado, vertical e depois se difunde a idéia horizontalmente, sem muita hierarquia e com abertura direta de contribuições do mundo externo. Ainda se vê a reprodução desses modelos de desenvolvimento de software para outras áreas tais como desenvolvimento de produto, jornalismo, escrita colaborativa de material didático, medicina. A próxima seção trata o processo de desenvolvimento de software, mostrando a existência de vários modelos de processo e desenvolvimento de software que devem, quando executados automaticamente estarão enquadrados no modelo Cathedral, Bazaar ou, ainda, pelo misto dos dois Processo de Desenvolvimento de Software A adoção e utilização de um processo de desenvolvimento de software têm sido apontadas como sendo fator preponderante no sucesso das empresas que constroem software. Também denominado simplesmente de processo de software, o Processo de Desenvolvimento de Software (PDS) pode ser entendido a partir de sua generalização, ou seja, do conceito de processo. Segundo Paulk et al.(1995), processo é aquilo que as pessoas fazem, usando procedimentos, métodos, ferramentas, e equipamentos, para transformar matéria-prima (entradas) em produto (saída) que tenha valor para o cliente. (PAULK et al., 1995, p. 66). Baseando nesse conceito geral, o Software Engineering Institute (SEI 26 ) propõe que o processo de software possa ser definido como um conjunto de 25 Relativa ao modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor ( ).

50 49 atividades, métodos, práticas, e transformações que as pessoas empregam para desenvolver e manter software e seus produtos associados (i.e. planos de projeto, documentos de design, código-fonte, casos de teste, e manual de usuário). (PAULK et al., 1995). Existem diversos modelos de processo e métodos de desenvolvimento de software, dentre os quais estão o modelo em cascata, modelo em espiral, modelo bottom up, modelo top down, modelo balbúrdia, os processos iterativos, os processos ágeis, os métodos formais, Scrum, programação extrema (XP 27 ). De acordo com Coleman (1994, p.3), uma das formas para gerenciar o processo de desenvolvimento de software (PDS) seria dividir este em sub-tarefas, também chamadas de fases, conforme a Figura 5. FIGURA 5 - FASES DO DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DIAGRAMA EM V FONTE: COLEMAN (1994). A saída de uma fase é entrada para outra. Nesse diagrama as caixas representam o produto resultante do processo ou fase anterior. A fase de análise produz uma especificação do que o sistema fará. O propósito é gerar um claro entendimento do que será o sistema, quais seus conceitos e como resultado dessa fase se terá um documento de especificação. A 26 Instituto de Engenharia de Software - centro de pesquisa e desenvolvimento patrocinado pelo Departamento de Defesa americano. 27 do inglês extreme Programming, em português, Programação Extrema.

51 50 entrada ou fonte de dados para essa fase foram os requisitos, fornecidos geralmente por quem requisita a construção do software. A partir do documento de especificação a fase de projeto (design) considera e define como será feita a implementação do sistema do ponto de vista de componentes de software e como resultado gera um documento de arquitetura. A fase de implementação, a partir do documento de arquitetura, será responsável pela criação do código, este em uma linguagem de programação. Porém, o processo não termina com a criação do código-fonte do software. De acordo com Coleman (1994, p. 4, tradução livre do autor), o código é produzido em partes, e essas partes devem ser agrupadas e testadas antes do sistema ser fornecido ao cliente. Dessa forma os programadores devem testar as partes do software para depois integrá-las. Isso melhora a qualidade e aumenta a garantia de se ter um software menos propenso a erros, liberando o produto final para testes e uso. Assim, no final, se terá um produto de software resultante de produtos de trabalho de software. Apesar de esses dois termos parecerem sinônimos existe uma diferença conceitual entre eles. Durante o processo de desenvolvimento de software se produz códigos-fonte e documentos que não necessariamente precisam ser incorporados ao produto final, a ser entregue ao cliente. Esse pacote bem delimitado e identificado pode ser chamado como produto de software. O Software Engineering Institute (SEI), pensando numa possível confusão diferenciou os dois termos. De acordo com Genvigir et. al. (2003), o primeiro termo, Produto de Trabalho de Software (PTS), também denominado de Produto de desenvolvimento de software ou ainda de artefato pode ser: qualquer elemento produzido, consumido ou modificado por um processo. Ele pode ser uma parte da informação, um documento, um modelo, código fonte, bem como outros elementos. Descreve uma classe de produtos do trabalho produzidos em um processo e uma categoria de produto do trabalho, como documento texto, modelos UML, arquivos executáveis, bibliotecas de código, e assim por diante. (GENVIGIR et al., 2003, p. 4). Quando se desenvolve um projeto, são gerados vários PTS e o agrupamento destes pode originar um pacote entregue ao cliente. Esse pacote é denominado,

52 51 então, produto de software. Pode-se, também, chamar de produto de software cada componente desse pacote. No tópico seguinte se apresenta os conceitos de qualidade (em sentido amplo) e se foca na qualidade de software a fim de permitir a compreensão de características relevantes para um bom produto de software. Como essa pesquisa se dedica a elencar características que sejam apropriadas a um produto de software, não poderia descartar o aspecto qualidade. 2.4 ASPECTOS SOBRE QUALIDADE Atualmente já não se fala em qualidade como sendo algo que complementa o produto, acessório, mas o que se constata é que a qualidade deve estar intrínseca ao produto ou serviço. Já não se admite a falta da qualidade, tanto ao consumidor quanto para o produtor (fornecedor do bem ou serviço). Mas enfim, qual é o entendimento que se tem de qualidade? O termo Qualidade é amplo e vem do latim Qualitas, sendo usado em situações bem distintas, desta forma nem sempre seu significado é de definição clara e objetiva. A qualidade é relativa. O que é qualidade para uma pessoa pode ser falta de qualidade para outra. (WEINBERG, 1993). Existem diversas definições para o termo qualidade: adequação ao uso através da percepção das necessidades dos clientes Juran (1974 apud STANGE, 1996), perseguição às necessidades dos clientes e homogeneidade dos resultados do processo Deming (1982 apud STANGE, 1996), conformidade do produto às suas especificações Crosby (1984 apud STANGE, 1996), conjunto de características incorporadas ao produto através do projeto e manufatura que determinam o grau de satisfação do cliente Feigenbaum (1986 apud STANGE, 1996), rápida percepção e satisfação das necessidades do mercado, adequação ao uso dos produtos e homogeneidade dos resultados do processo Ishikawa (1986 apud STANGE, 1996) ou ainda pode ser definida como sendo a habilidade para alcançar de forma consistente o que as pessoas necessitam (WEINBERG, 1993). Quando se refere a respeito de produtos ou serviços, apesar das várias definições, que vão desde o sentido de conformidade com as exigências dos clientes

53 52 até o sentido de se fazer bem a primeira vez, é comumente empregado com o significado de excelência. A qualidade, no sentido de excelência, pode ser vista de duas distintas formas: a qualidade para o produtor e a qualidade para o consumidor/cliente. Do ponto de vista do produtor, a qualidade se associa à concepção e produção de um produto que vá ao encontro das necessidades do cliente. Do ponto de vista do cliente, a qualidade está associada ao valor e à utilidade reconhecidas ao produto, estando em alguns casos ligada ao preço. A qualidade não só deve existir como também ser reconhecida pelo cliente. No caso do software, ocorre também essa mesma diferenciação. No próximo tópico, se coloca como a qualidade até agora abordada em sentido amplo pode ser aplicada ao software Qualidade aplicada ao software Software com qualidade é um dos grandes desafios para a Engenharia de Software. A qualidade quando voltada ao software (SANTOS e CHAIN, 2003; GOMES, 2000; RICKILI, 2004) envolve fatores como cumprimento de prazos, atendimento aos requisitos do software e ainda a estimação correta de custos e recursos. É necessário controle rigoroso dos processos que envolvem a fabricação do software, desde a sua criação até a sua completa instalação no cliente. (NEVES e SILVA JUNIOR, 2006). Assim como o conceito geral de qualidade é amplo no sentido de que existem múltiplas definições, existe divergência entre os profissionais de desenvolvimento e pesquisadores em relação ao conceito de qualidade de software. Não há como padronizar o processo de produção de software em termos de requisitos de qualidade. Deve se considerar que esses produtos são complexos: não têm produção em série, seus custos estão voltados às fases de projeto e desenvolvimento, não se desgastam, são invisíveis, sua representação por meio de diagramas não é precisa, fazem parte de uma tecnologia em evolução e, a Engenharia de Software, responsável pelo design, produção e verificação destes, não é um campo de conhecimento consolidado.

54 53 Quando se tem um dispositivo mecânico, por exemplo, a qualidade pode ser medida em termos do tempo médio entre suas falhas, que é uma medida da capacidade de o dispositivo suportar desgaste. Esse princípio não é válido, porém, para o software. O software não se desgasta e dessa forma, como medir sua qualidade? Weinberg (1993) fez um estudo onde apresenta que pessoas diferentes tem percepções diferentes a respeito da qualidade de um mesmo produto de software. Um exemplo mostrado é a característica defeito zero. Nessa característica não se admite defeitos no software e é concebida por usuários e gerentes. Percebe-se que a pesquisa de Weinberg traz à tona um reflexo natural dos comportamentos de cada pessoa que está de alguma forma ligada ao software, de acordo com seu posto no sistema. Os usuários querem que o software de qualidade não possuam defeitos porque seu trabalho/produção são afetados diretamente por esses defeitos. Os gerentes por sua vez são criticados pela ocorrência de defeitos e, dessa forma também compartilham com a visão dos usuários. Analisando uma outra característica, grande número de funções o estudo de Weinberg aponta que esta é uma característica de qualidade para os usuários que conhecem estas funções e as usam em benefício próprio (rendimento) e também para os distribuidores de software que acreditam que as funções vendem produtos. Fica claro a partir desse estudo que a qualidade de software também é relativa a cada pessoa e portanto é muito difícil que atenda a todos de forma plena. No entanto o conceito de qualidade de software deve de alguma forma existir para possibilitar melhorias contínuas em seu processo de desenvolvimento, refletindo também no produto final. A saída talvez fosse uma normalização em escala globalizada em lato sensu para possibilitar a corroboração por um maior número de pessoas. Existem normas de diversas instituições reguladoras (ISO, IEC, ABNT, dentre outras) que tentam estabelecer o conceito de qualidade tanto para o processo de desenvolvimento de software como para o produto de software em si, ou seja, a qualidade vista pelo desenvolvedor e a qualidade vista pelo lado do usuário (consumidor). Segundo a norma ISO 9000 (versão 2000), a qualidade é o grau em que um conjunto de características inerentes a um produto, processo ou sistema cumpre os requisitos inicialmente estipulados para estes.

55 54 A norma internacional ISO/IEC 9126, publicada em 1991 e que na versão brasileira de agosto de 1996 recebeu o número NBR 13596, define qualidade de software como A totalidade de características de um produto de software que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas. Essa norma atualmente é referenciada por NBR ISO/IEC (NBR ISO/IEC , 2003) As necessidades explícitas são as condições e objetivos propostos por aqueles que produzem o software. São, portanto, fatores relativos à qualidade do processo de desenvolvimento e só têm domínio aqueles que participam desse processo: gerentes de projeto, programadores, designers, analistas de sistemas, dentre outros. As necessidades implícitas são inerentes aos usuários e também são chamadas de fatores externos e ainda qualidade de uso. Podem ser percebidas tanto pelos usuários como pelos desenvolvedores. Podem-se incluir aqui os operadores de terminais, pessoas que precisam dos ou tem acesso aos resultados do software e ainda a equipe de manutenção do software. As características de software que atendem esse tipo de necessidade devem permitir aos usuários atingirem seus propósitos com efetividade, produtividade, segurança e satisfação em um contexto de uso especificado. Há um privilegiamento por parte dos desenvolvedores e estudiosos no atendimento das necessidades explícitas sobre as necessidades implícitas. Preocupa-se em maior escala com a qualidade do processo de desenvolvimento de software e deixa a parte relativa ao usuário simplesmente com os testes de software. Não existe uma metodologia consolidada, como já existe para o desenvolvimento de software, para o acompanhamento efetivo da satisfação do usuário. As metodologias (métodos, técnicas e normas) desenvolvidas para a qualidade de software relativa às necessidades explícitas dizem que se os desenvolvedores seguirem os passos do processo de desenvolvimento com qualidade, o produto final atenderá o quesito qualidade exigido pelo usuário, o que terminantemente não é confirmado, pois como abordado anteriormente o usuário tem necessidades específicas de acordo com o contexto que ele está inserido. De acordo com Gomes:

56 55 Os desenvolvedores de software não podem se esquecer das necessidades implícitas de seus clientes. E o cliente pode ter desejos e necessidades diferentes em relação ao mesmo tipo de produto. E qual o interesse dos usuários de software? Os usuários estão mais interessados no uso do software, no seu desempenho e nos efeitos que o seu uso possa produzir na organização. Eles não valorizam conhecer aspectos internos do software ou como o software foi desenvolvido. (GOMES, 2000, p.2) O que Gomes (2000) discute é que nem sempre o que é valorizado pelos programadores tem o mesmo grau de valor para os usuários finais. O que se pode notar é que há uma evolução no sentido da implantação dos critérios de qualidade de software dentro das empresas que os produzem. Esses critérios vêm sendo acompanhados no Brasil a partir de pesquisas amostrais diretas realizadas a cada dois anos desde 1993 pelo Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade em Software (PBQP-SW). O PBQP-SW é um programa do governo brasileiro que objetiva estimular a adoção de normas, técnicas e ferramentas de qualidade e da Engenharia de Software, promovendo a melhoria e qualidade dos processos, produtos e serviços de software brasileiros, de modo a tornar as empresas mais capacitadas a competir em um mercado globalizado. Esse programa tem todas suas atividades conduzidas pela Secretaria de Política de Informática (SEPIN) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que tem a responsabilidade de coordenar os Grupos de Indicadores e de Projetos, além de uma coordenação geral do programa. O programa também é composto por voluntários, interessados na melhoria da qualidade do software brasileiro, ligados ao governo, academia e setor privado. Um exemplo da preocupação do PBQP-SW em relação à qualidade de software é dado pela Tabela 2, onde se vê um crescimento exponencial do número de projetos de conscientização e motivação para a qualidade aprovados por ano. Ainda um último dado que demonstra claramente como as empresas brasileiras estão aderindo aos modelos de qualidade de software, mesmo que sejam modelos antigos, é apresentado na Tabela 3. TABELA 2 - PROJETOS PBQP-SW - CONSCIENTIZAÇÃO E MOTIVAÇÃO FONTE: PBQPSW (2006, p.1).

57 56 Com esses dados pode-se observar que houve um crescimento tanto no percentual de empresas que conhecem como no percentual das empresas que adotaram e usam os modelos de qualidade nos processos. O CMM, por exemplo, em 1995 era conhecido por 14% das empresas ao passo quem em 2005 saltou para 90%. O crescimento em relação ao uso também seguiu o mesmo padrão: em 1995, 3% das empresas usavam o modelo CMM e em 2005 esse número passou pra 20% passando por um pico em Teve um declínio no indicador de 2005 pelo fato de muitas das empresas que usavam o CMM passarem para o modelo CMMI que é uma evolução deste. TABELA 3 EVOLUÇÃO NO USO DOS MODELOS DE QUALIDADE - INDICADORES FONTE: Adaptado de PBQPSW (2006). No próximo capítulo são apresentadas normas sobre qualidade voltadas a software a fim de possibilitar a visão de critérios indicativos para um bom software a ser desenvolvido ou avaliado.

58 57 3 QUALIDADE: NORMAS TÉCNICAS E METODOLOGIAS No esforço de regulamentar ou normalizar o quesito qualidade tanto para as etapas de processo de produção de software quanto para o produto de software, muita discussão se tem feito e deve perdurar, talvez pelo fato de que qualidade nunca é demais. Existem normas internacionais, regionais e nacionais. Geralmente as normas internacionais surgem de uma cooperação entre instituições de diversas nações e esse padrão final é adotado por elas, tais como as normas ISO 28 e IEC 29. As normas regionais têm validade em apenas algumas partes do mundo, haja vista o desenvolvimento destas ser direcionado para atender a países de um mesmo continente, ou ainda, que tenham interesses regionais comuns. Um exemplo seria de normas feitas exclusivamente para atender interesses de blocos econômicos tais como MERCOSUL 30, UE 31, dentre outros. E por fim, as normas nacionais que tem validade apenas dentro do próprio país e são geradas por organismos reguladores destes países tais como: ABNT 32 (Brasil), ANSI 33 (Estados Unidos), JISC 34 (Japão), AFNOR 35 (França), etc. Além das normas, existem alguns modelos/metodologias que originam essas normas ou que acabam criando padrões de qualidade bem aceitos pela comunidade de desenvolvedores e mercado consumidor de software em diversas partes do mundo. Esses modelos/metodologias são desenvolvidos principalmente voltados para o processo de software. Dentre eles se tem: o modelo CMMI 36, desenvolvido 28 International Organization for Standardization, em português Organização Internacional para Padronização. Criada em 1947 em Genebra, Suíça, agremia a padronização/normalização de mais de 158 países, em todos os campos técnicos, exceto para eletricidade e eletrônica. 29 International Electrotechnical Commission, em português Comissão Eletrotécnica Internacional, é responsável internacionalmente pelos padrões de eletricidade e eletrônica. 30 Mercado Comum do Sul, bloco de livre comércio formado originalmente pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela aderiu ao bloco em julho de União Européia, bloco formado atualmente por 27 países-membros. 32 Associação Brasileira de Normas Técnicas. 33 American National Standards Institute, em português - Instituto Nacional Americano de Padronização. 34 Japanese Industrial Standards Committee estabelece e mantém normas industriais japonesas. 35 Association Française de Normalisation (AFNOR) - Entidade sob supervisão administrativa do Ministério da Indústria francês. Suas atividades consistem em desenvolvimento de padronização, publicação de informativos, treinamento e certificação. 36 Capability Maturity Model Integration conjunto de melhores práticas em campos específicos tais como Engenharia de Software, Processo de Desenvolvimento Integrado de Produto.

59 58 nos EUA pelo Software Engineering Institute (SEI), o PSDS 37, desenvolvido no Brasil pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), Projeto SPICE, Software Process Improvement & Capability determination que resultou na norma internacional ISO/IEC e o SWEBOK 38, um documento criado sob o patrocínio da IEEE 39 que aborda Engenharia de Software, englobando a qualidade de software por meio de três tópicos como apresentado no quadro 3. Fundamentos de Qualidade de Software Gerência do Processo de Qualidade de Software Cultura e Ética de Engenharia de Software Garantia de Qualidade de Software Valores e Custos de Qualidade Verificação e Validação Modelos e Características de Qualidade Revisões e Auditorias Melhoria da Qualidade Considerações Práticas Requisitos de Qualidade para Aplicações Caracterização de Defeitos Técnicas de Gerência de Qualidade de Software Medidas de Qualidade de Software QUADRO 3 - Qualidade de software SWEBOK Fonte: PBQPSW (2006). A seguir são apresentadas normas técnicas e modelos aplicados à qualidade do processo de construção de software. Apesar de esse trabalho focar no produto de software, considera-se relevante o processo de construção para a manutenção da qualidade do produto final de software. 3.1 NORMAS TÉCNICAS E MODELOS APLICADOS À QUALIDADE DO PROCESSO DE SOFTWARE. A qualidade no processo de desenvolvimento de software é tratada pelas normas ISO/IEC e ISO/IEC e pelos modelos de maturidade Capability Maturity Model for Software (SW-CMM) e Capability Maturity Model Integration (CMMI). São as normas e modelos mais aceitos atualmente. 37 Processo Serpro de Desenvolvimento de Soluções. O PSDS foi construído por pessoas das unidades da empresa, através do aproveitamento das melhores práticas, com a finalidade de evitar surgimento de metodologias diversas. 38 Guide to the Software Engineering Body of Knowledge guia de referência na area de Engenharia de Software, desenvolvido para o IEEE. 39 Institute of Electrical and Electronics Engineers. Em português - Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos.

60 59 Por meio destas e de outras normas e modelos, as organizações se orientam no sentido de ganhar controle do processo de desenvolvimento de software e como evoluir para uma cultura de excelência na gestão do mesmo Norma ISO/IEC Processos de ciclo de vida de software Surgiu em 1998 no Brasil, apesar de ter sido publicada internacionalmente em De acordo com transcrição de trecho da norma (versão 1998), esta: estabelece uma estrutura comum para os processos de ciclo de vida de software, com terminologia bem definida, que pode ser referenciada pela indústria de software. A estrutura contém processos, atividades e tarefas que servem para ser aplicadas durante a aquisição de um sistema que contém software, de um produto de software independente ou de um serviço de software, e durante o fornecimento, desenvolvimento, operação e manutenção de produtos de software. O termo software inclui a parte de software de firmware. Esta Norma também provê um processo que pode ser utilizado para definir, controlar e melhorar os processos de ciclo de vida de software. (ISO/IEC 12207, 1998, p.3) Existem limitações no contexto de uso dessa norma. Apesar de descrever a arquitetura dos processos de ciclo de vida de software ela... não especifica os detalhes de como implementar ou executar as atividades e tarefas incluídas nos processos. (ISO/IEC 12207, 1998, p.3) Em 2002, sofreu uma atualização (ISO 2002) devido à evolução da engenharia de software, das necessidades dos usuários que utilizam a norma e a sua compatibilização com a série de normas ISO/IEC15504 (Avaliação de processos de software). Foi estabelecida uma estrutura comum para os processos de ciclo de vida de software no sentido de um melhor entendimento das atividades por parte das organizações, atividades estas que dizem respeito às operações executadas e que de alguma forma envolvem o software. Ainda na atualização de 2002 foram inseridos processos e na descrição de cada processo foram acrescentados propósitos e resultados de implementação, visando uma melhor definição da avaliação da capacidade do processo. A norma é composta por processos classificados como: fundamentais, de apoio e

61 60 organizacionais. Os processos estão divididos em atividades e cada atividade é definida por tarefas. A arquitetura estabelecida pela norma é de alto nível e abrange o software desde a sua concepção até a sua descontinuidade Norma ISO/IEC Avaliação de processos de software Em 1998, o ISO/IEC TR foi publicado. As letras TR designam Technical Report, em português, Relatório Técnico. É uma primeira versão da norma, sendo que só passou para o estado de norma internacional em 2003, passando a se chamar ISO/IEC Atualmente a norma está organizada em cinco partes apesar de já ter tido nove. O título da norma é Tecnologias de Informação Avaliação de Processos. As partes integrantes da ISO/IEC são mostradas no quadro 4. Norma Descrição Conceitos e vocabulário Execução de uma avaliação Guia sobre como executar uma avaliação Guia para utilização em processos de melhoria e na determinação da capacidade de processos Exemplo de um modelo de avaliação de processos QUADRO 4 - Série de Normas ISO/IEC FONTE: ISO/IEC No processo de transição de ISO/IEC TR para o ISO/IEC 15504, houve diversas mudanças e de acordo com MAUÉS (2005): todas essas alterações tiveram como benefício a expansão substancial do âmbito da norma, ou seja, em vez de se restringir aos processos do ciclo de vida do software, as alterações permitem que a avaliação possa ser aplicada a qualquer tipo de processo em qualquer domínio. As organizações podem utilizar esta norma para avaliar os seus processos de software, com o objetivo de determinar e melhorar a capacidade destes processos. (MAUÉS, 2005, p. 9) No próximo tópico, se abordará um modelo de maturidade para software, o modelo CMM que é um dos modelos implementados nas empresas de desenvolvimento de software no Brasil, conforme levantamento feito pelo PBQP-SW.

62 Modelo SW-CMM - Capability Maturity Model. O modelo Capability Maturity Model (CMM) foi criado pelo Software Engineering Institute (SEI), a partir de uma iniciativa do Departamento de Defesa norte-americano (DoD 40 ), em O modelo CMM pode ser definido como um conjunto de "melhores práticas" para diagnóstico e avaliação de maturidade do desenvolvimento de softwares em uma organização. Ele descreve os principais elementos de um processo de desenvolvimento de software além dos estágios de maturidade. Os estágios do CMM são como degraus por meio dos quais as organizações passam enquanto evoluem o seu ciclo de desenvolvimento de software, através de avaliação contínua, identificação de problemas e ações corretivas dentro de uma estratégia de melhoria dos processos. Cada nível de maturidade possui um conjunto de práticas de software e gestão específicas, denominadas áreas-chave do processo. Estas devem ser implantadas para a organização atingir o nível de maturidade em questão. O CMM propõe cinco níveis de maturidade: inicial, repetível, definido, gerenciado e em otimização. A cada nível galgado o processo é aprimorado, permanecendo em contínua melhoria, conforme mostrado na Figura 6. No nível de maturidade 1 (inicial), a organização geralmente não dispõe de um ambiente estável. O sucesso das organizações que estão nesse primeiro nível depende da competência e heroísmo dos funcionários e não no uso de processos estruturados. Devido ao imediatismo e a falta dessa estrutura de processos raramente se produz um produto ou serviço que funcione, e ainda frequentemente se excede no orçamento e no prazo. No nível 2 (repetível) são estabelecidos alguns processos básicos de gerenciamento com o objetivo de controlar custos, prazos e escopo do projeto. Um mínimo de disciplina nos processos é estabelecido para que se possa repetir sucessos anteriores em projetos com escopo e aplicação similar. Pode ser que o processo não se repita em todos os projetos da organização. Ainda há um risco significante de exceder os custos e estimativas de prazo de desenvolvimento. 40 Department of Defense Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América.

63 62 FIGURA 6 - CINCO NÍVEIS DO CMM. FONTE: CMM/SEI No nível 3 (definido) a organização já possui um conjunto de processos padrões que são estabelecidos e melhorados periodicamente. Estes processos padrões são usados para estabelecer uma consistência dentro da organização. Projetos estabelecem seus processos definidos pelo conjunto de padrões processuais da organização. Nesse nível, todos os padrões, descrições de processo e procedimentos para o projeto são guiados pelo conjunto padrão de processos da organização. É utilizada nos projetos uma versão aprovada e adaptada do processo organizacional, tanto para o desenvolvimento como para a manutenção do software. Há um alinhamento entre os processos organizacionais e os processos de desenvolvimento de software. O nível de maturidade 4 (gerenciado) utiliza-se de métricas precisas para que o gerenciamento efetivamente controle os esforços para desenvolvimento de software. O processo e o produto de software são quantitativamente compreendidos e controlados. Organizações que atingiram o nível 4 conseguem metas quantitativas para o processo de desenvolvimento de software e de manutenção. Há nesse nível a previsibilidade do desempenho do processo pois o mesmo é controlado usando técnicas estatísticas e quantitativas ao passo que no nível anterior os processos são somente previsíveis qualitativamente. O último nível (otimizado) se foca no contínuo aumento do desempenho dos processos através de avanços de inovação tecnológica e incremental. Objetivos de melhoria quantitativa dos processos para a organização são estabelecidos,

64 63 continuamente revisados, refletindo os objetivos da organização, e usando critérios de gerência de processos Modelo CMMI - Capability Maturity Model Integration O modelo Capability Maturity Model Integration (CMMI), em português, Modelo Integrado de Capacidade de Maturidade, é um modelo de referência que contém práticas necessárias à maturidade em áreas específicas. Foi criado em 2002, como uma evolução do CMM e procura estabelecer um modelo único para o processo de melhoria corporativo, integrando diferentes modelos e áreas, conforme o explicitado no quadro 5. Categoria Gerenciamento de processo Gerenciamento de projeto Engenharia Suporte / Apoio Área de processo Foco no processo organizacional Definição do processo organizacional Treinamento Desempenho do processo organizacional Inovação e desenvolvimento organizacional Planejamento do projeto Controle e monitoramento do projeto Gerenciamento de fornecedores Gerenciamento integrado de projeto Gerenciamento de risco Equipe de desenvolvimento integrada Gerenciamento integrado de fornecedores Gerenciamento quantitativo do projeto Gerenciamento de requisitos Desenvolvimento de requisitos Solução técnica Integração de produto Verificação Validação Gerenciamento de configuração Garantia da qualidade do produto e processo Mensuração e análise Análise e decisão de resoluções Ambiente organizacional para a integração Análise e resolução de problemas QUADRO 5 - CMMI - Áreas de processo. Fonte: CMMI/SEI. O modelo CMMI possui quatro disciplinas também entendidas como áreas do conhecimento: Engenharia de Sistemas, Engenharia de Software, Desenvolvimento Integrado de Processo e Produto e Aquisição.

65 64 O modelo CMMI em sua versão inicial possui vinte e cinco áreas de processo sendo que essas áreas possuem objetivos específicos e genéricos. O objetivo específico procura descrever de maneira detalhada as atividades fundamentais necessárias para que estes objetivos sejam alcançados. Os objetivos genéricos são chamados assim por estarem relacionados com várias áreas de processo e se posicionam ao final de cada área de processo. Este objetivo descreve uma atividade fundamental para alcançar objetivos genéricos em todas as áreas de processo. O CMMI possui duas representações: contínua e por estágios. Estas representações permitem a organização utilizar diferentes caminhos para a melhoria. A representação contínua permite a organização utilizar a ordem de melhoria que melhor atender os objetivos de negócio da empresa. Essa representação se caracteriza por Níveis de Capacidade Capability Levels. A representação contínua, mostrada na Figura 7 permite melhorar o desempenho em um processo único, melhorar desempenho em várias áreas alinhadas aos objetivos de negócio da organização, melhorar diferentes processos com diferentes classificações. É necessário o conhecimento das dependências e interações entre áreas de processo. É apropriada para quem sabe que processo deve ser melhorado. Está alinhada com a norma ISO/IEC devido à organização idêntica das áreas de processo. A representação por estágios, vide Figura 8 disponibiliza uma seqüência prédeterminada para melhoria baseada em estágios onde cada estágio serve de base para o próximo. É caracterizada por Níveis de Maturidade Maturity Levels. Nesse tipo de representação o enfoque de melhoria do processo ocorre de forma sistêmica e estruturada. Quando se atinge um dos estágios está se garantindo automaticamente uma base fundamentada necessária para o próximo estágio. As áreas de processo são organizadas em níveis de maturidade. A representação por estágios, possibilita à organização ter um caminho evolutivo pré-definido para a melhoria. É recomendada para organizações que já tenham o CMM implantado, pois provê uma migração mais fácil do CMM para o CMMI e é também ideal para leigos em implantação de processo de melhoria.

66 65 Possui grande número de casos de estudo e dados históricos de práticas bem sucedidas. FIGURA 7 - CMMI - REPRESENTAÇÃO CONTÍNUA. FONTE: CMMI/SEI. FIGURA 8 - CMMI - REPRESENTAÇÃO POR ESTÁGIOS. FONTE: CMMI/SEI

67 NORMAS TÉCNICAS APLICADAS À QUALIDADE DO PRODUTO DE SOFTWARE. As principais normas aplicadas à qualidade do produto de software são mostradas no quadro 6. Norma / Série Objetivo NBR ISO/IEC 9126 Tecnologia de Informação Avaliação de produto de software Características de qualidade e diretrizes para seu uso NBR ISO/IEC Tecnologia de Informação Avaliação de produto de software NBR ISO/IEC Tecnologia de Informação Pacotes de software Testes e requisitos de qualidade QUADRO 6 - Principais normas para a qualidade de software. Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR ISO/IEC 9126 Avaliação de Produto de Software Características de qualidade e diretrizes para seu uso. A NBR ISO/IEC 9126 (antes denominada NBR 13596) é dividida em três partes: NBR ISO/IEC (modelo de qualidade), NBR ISO/IEC (métricas externas) e NBR ISO/IEC (métricas internas). A NBR ISO/IEC (modelo de qualidade) fornece um modelo de propósito geral o qual define seis amplas categorias de características de qualidade de software que são, por sua vez, subdivididas em subcategorias. Esta parte da norma tem como público-alvo desenvolvedores, adquirentes, equipe de qualidade assegurada e avaliadores de terceira-parte. Avaliação de terceira parte é a avaliação da conformidade realizada por uma organização, devidamente acreditada pelo Inmetro,com independência em relação ao fornecedor e ao cliente, não tendo, portanto, interesse na comercialização do produto. A NBR ISO/IEC é usada para validar a completude da definição de requisitos, identificar os requisitos de software, identificar os objetivos do projeto de software, identificar os objetivos do teste de software, identificar os critérios de garantia da qualidade, identificar os critérios de aceitação do produto de software,

68 67 estabelecer um modelo de qualidade de produto no processo de comprafornecimento. Pode se ver o modelo de qualidade proposto pela norma NBR ISO/IEC 9126 pelo quadro 7. QUADRO 7 - Modelo de qualidade de produto de software. Fonte: ISO/IEC

69 68 A NBR ISO/IEC é usada também para apoiar a revisão, verificação e validação no processo de suporte e ainda para apoiar o estabelecimento de objetivos de qualidade no processo de gerenciamento. A NBR ISO/IEC (métricas externas) é apresentada basicamente para possibilitar ao mesmo público alvo da primeira parte da norma medir os atributos das seis características de qualidade apresentadas por esta. Serve como um apoio ao uso da NBR ISO/IEC Essa segunda parte tem em seu conteúdo a definição das métricas externas, das características mensuráveis que contribuem para a qualidade de software e ainda identificação das propriedades desejáveis para uma métrica. Scalet (1994, p.1) aborda que métricas externas são medições indiretas de um produto de software a partir do comportamento do sistema computacional ou do seu efeito no ambiente, quando da execução de seus programas. A NBR ISO/IEC (métricas internas) também tem a função de possibilitar a mensuração dos atributos das seis características de qualidade da NBR ISO/IEC , com o estabelecimento de métricas internas. Métricas internas, de acordo com Scalet (1994, p.1), referem-se a medições diretas ou indiretas de um produto de software a partir de suas próprias características internas, sem a necessidade de execução dos programas, como por exemplo, linhas de código, número de erros encontrados em revisões, etc.. A seguir é apresentada a norma NBR ISO/IEC que é um manual de como usar a NBR ISO/IEC NBR ISO/IEC Processo de Avaliação de Produto de Software. A NBR ISO/IEC é a norma que trabalha com o processo de avaliação do produto. Ela apresenta uma visão geral deste processo de avaliação do produto de software e fornece informações de suporte. É formada por seis partes, conforme descrito no quadro 8. A NBR ISO/IEC (visão geral) dá uma visão geral das outras partes da norma NBR ISO/IEC 14598, as relações entre si e com o modelo de qualidade na

70 69 NBR ISO/IEC Como público-alvo se foca em desenvolvedores, compradores, avaliadores e responsáveis por avaliação de produto de software. Compõem essa parte da norma definições técnicas, um modelo geral para processo de avaliação de produto de software, requisitos para métodos de medição e avaliação de produto de software. Esta parte deve ser usada em conjunto com a NBR ISO/IEC 9126 ou outro modelo de qualidade e pode ser usada por todos aqueles que necessitam verificar a qualidade de um produto de software. Norma Descrição O que faz? Visão geral Esclarece conceitos gerais de qualidade e avaliação de software Planejamento e gestão Orientação a funções de apoio à avaliação, aquisição, controle e desenvolvimento; usado para desenvolver planos de avaliação Processo para desenvolvedores Organização para desenvolver novo produto; qualidade interna Processo para adquirentes Usado para adquirir ou reutilizar outros produtos de softwares; averiguar a aceitação de um produto Processo para avaliadores Avaliação independente Documentação de módulos de avaliação QUADRO 8 - Partes da NBR ISO/IEC Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT. Orientação para documentação de módulos de avaliação; modelo de qualidade A NBR ISO/IEC (planejamento e gestão) apresenta requisitos, recomendações e orientação para uma função-suporte que é responsável pelo gerenciamento de avaliação de produto de software e as tecnologias necessárias para tal. O público-alvo desta são pessoas responsáveis pelo gerenciamento do uso das tecnologias de avaliação, responsáveis pelo suporte a avaliação de produto de software, pela gerência do desenvolvimento de software e pela gerência de qualidade. Essa segunda parte tem em seu bojo, requisitos e orientações para o processo de avaliação relacionados à empresa como um todo ou ao departamento de gerência ou suporte de avaliação e deve ser usada como apoio ao processo de avaliação do produto de software. A NBR ISO/IEC (processo para desenvolvedores) define o processo de avaliação do produto de software para ocorrer concorrentemente com o seu desenvolvimento. Tem como público o gerente de projeto, o projetista de software, responsáveis por qualidade, o mantenedor do software e finalmente o cliente (adquirente). Essa parte fornece requisitos e orientações para avaliação, relacionados ao projeto, e define as atividades necessárias para análise dos

71 70 requisitos da avaliação, para especificar, projetar e executar ações de avaliação bem como concluí-la. É usada, portanto, para definir, acompanhar e controlar a qualidade do produto de software durante o seu desenvolvimento. A quarta parte da NBR ISO/IEC ( , processo para adquirentes) descreve um processo para adquirir ou reutilizar um produto de software. Esta tem como público-alvo gerentes de projeto, engenheiros de sistemas, desenvolvedores ou mantenedores de software, fornecedores, adquirentes e usuários de software. Fornece requisitos e orientações para avaliação relacionados ao projeto, define as atividades para a aceitação ou seleção de um produto de software seja ele de prateleira, desenvolvido ou modificado sob encomenda ou reutilizado. Essa parte deve ser usada na aceitação ou seleção de um produto de software. A NBR ISO/IEC (processo para avaliadores) fornece requisitos e recomendações para a implementação prática de avaliação de um produto de software. De acordo com a própria norma, isso se faz necessário quando várias partes envolvidas necessitam entender, aceitar e confiar nos resultados da avaliação. Em especial, ela pode ser usada na aplicação dos conceitos descritos na ISO/IEC O processo descrito nesta parte da NBR ISO/IEC define as atividades necessárias para analisar os requisitos de avaliação, para especificar, projetar e executar as ações de avaliação, e concluir a avaliação de qualquer tipo de produto de software. O processo de avaliação pode ser usado para avaliar produtos prontos para uso, caso os componentes do produto necessários estejam disponíveis, ou para avaliar produtos em desenvolvimento. De acordo com esta parte da NBR ISO/IEC 14598, sua utilização poderá ser feita por: avaliadores de laboratórios de teste, quando estiverem fornecendo serviços de avaliação de produtos de software; fornecedores de software, quando estiverem planejando avaliação de seus produtos de software, incluindo execução de avaliação por prestadores independentes de serviços de teste; adquirentes de software, quando requisitarem informações de avaliações do fornecedor ou de prestadores de serviços de teste; usuários de software, quando estiverem avaliando produtos, ou quando estiverem usando relatórios de avaliação fornecidos por laboratórios de teste; e ainda por entidades de certificação na definição de novos procedimentos de certificação para produtos de software.

72 71 A NBR ISO/IEC (documentação de módulos de avaliação) define a estrutura e o conteúdo da documentação a ser utilizada para descrever um módulo de avaliação. Tem como alvo, especialistas em tecnologia de avaliação de produto de software. Em seu conteúdo levanta requisitos e orientações para avaliação, relacionados ao departamento de gerência ou suporte de avaliação. É usada para especificar os métodos de avaliação aplicáveis a avaliação de características de qualidade e as condições para uso do módulo. Define também os procedimentos e os formatos para relatar os resultados da aplicação do módulo. Durante a pesquisa considerou-se importante ressaltar a existência dos pacotes de software, pois a maioria dos softwares, incluindo os LCMS é oferecida nesse formato. O pacote de software inclui o software propriamente dito, sua documentação e anexos (código-fonte ou outros). A norma NBR ISO/IEC trata especificamente disso e será rapidamente mostrada em seguida NBR ISO/IEC Teste e requisitos de qualidade em Pacotes de Software. Esta Norma é aplicável a pacotes de software, tais como processadores de texto, planilhas eletrônicas, bancos de dados, software gráficos, programas para funções técnicas ou científicas e programas utilitários. Ela estabelece os requisitos de qualidade para pacotes de software, instruções de como testar um pacote de software com relação aos requisitos estabelecidos. De acordo com texto da própria norma NBR ISO/IEC 12119, ela não trata de processos de produção de software (tampouco atividades e produtos intermediários, por exemplo, especificações) e trata somente de pacotes de software na forma como são oferecidos e liberados para uso. (NBR ISO/IEC 12119, 1998). Incluem-se como possíveis usuários desta norma os fornecedores que estejam: especificando os requisitos para um pacote de software; projetando um modelo para descrever produtos; julgando seus próprios produtos; emitindo declarações de conformidade; submetendo produtos à certificação ou à obtenção de marcas de conformidade.

73 72 Interessa ainda a entidades de certificação que pretendam estabelecer um esquema de certificação por terceira parte (internacional, nacional ou regional), a laboratórios de teste, que terão de seguir as instruções de teste durante a execução de testes para certificação ou para emissão de marca de conformidade, entidades de credenciamento que credenciam entidades de certificação e laboratórios de testes, auditores quando julgam a competência de laboratórios de teste. São também público-alvo dessa norma compradores que pretendam: comparar seus próprios requisitos com os descritos por ela; comparar os requisitos necessários para executar uma determinada tarefa com a informação presente nas descrições de produtos existentes; procurar por produtos certificados; verificar se os requisitos foram atendidos e ainda interessa a usuários que pretendam se beneficiar com produtos melhores. A seguir é apresentada a norma ISO que é baseada em outras normas de qualidade de software. Esta é voltada aos interessados em verificar conformidade entre o software que se esperava e do que foi entregue, em relação ao desenvolvimento, operação e manutenção de software. 3.3 NORMA ISO GUIA PARA A APLICAÇÃO DA ISO 9001:2000 PARA SOFTWARE A ISO/IEC (Software and Systems Engineering Guidelines for the Application of ISO 9001:2000 to Computer Software) é uma Norma da ISO que fornece um guia para organizações na aplicação da ISO 9001:2000 para aquisição, fornecimento, desenvolvimento, operação e manutenção de software de computador. É uma norma que se originou da ISO 9001, com detalhamento em relação ao software e foi preparada pelo Comitê Técnico ISO/IEC/TC JTC1, Subcomitê SC 7/WG18, Software and Systems Engineering, com representantes do ISO TC176 SC 2. A norma ISO/IEC aplica-se a empresas de software interessadas em estruturar seus sistemas de gestão da qualidade com base nos requisitos da ISO 9001:2000. A aplicação da ISO/IEC independe de tecnologia, modelos de

74 73 ciclo de vida, processos de desenvolvimento, seqüência de atividades ou estrutura organizacional da organização. Essa norma não é usada como critério de avaliação em certificação/registro de Sistema de Gestão da Qualidade, pois não adiciona, nem muda os requisitos da ISO 9001 e é aplicada diretamente quando da existência de um contrato formal entre fornecedor e cliente de software. A qualidade tratada por essa norma refere-se à conformidade com as especificações contratuais pactuadas para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software, para um cliente específico. De acordo com Spinola (2005): As organizações com Sistemas de Gestão da Qualidade para desenvolvimento, operação e manutenção de software baseados na ISO/IEC podem escolher usar processos da ISO/IEC para suportar ou complementar o modelo de processo da ISO 9001:2000. Os parágrafos relacionados à ISO/IEC são referenciados em cada seção da ISO/IEC , mas não se pretende com isso incluir requisitos adicionais aos da ISO 9001:2000. (SPINOLA, 2005, p. 45) A ISO versão 2000 está fortemente baseada nas normas: NBR ISO/IEC que trata do ciclo de vida de software; NBR ISO/IEC (avaliação de processo de software) e NBR ISO/IEC 9126 (avaliação de produto de software). (MACHADO, 2001). Na próxima seção são apresentadas metodologias de avaliação de um produto de software. Elas agregam as normas discutidas até aqui e estabelece outros critérios para a possível mensuração do que seria ou não um bom software. 3.4 METODOLOGIAS APLICADAS A AVALIAÇÃO DE PRODUTO DE SOFTWARE Existem várias metodologias (ERGOLIST, LAPS, MAQSEI, MEDEPROS, dentre outras) aplicadas à avaliação de software. Estas surgem à medida que se tem a necessidade de especificar de forma mais estrita o que a normalização propõe.

75 74 São conjuntos de técnicas e métodos bem definidos para aplicação da norma, através do estabelecimento de parâmetros, características, métricas. Durante o processo de avaliação busca-se medir para depois avaliar. Só através da medição é possível a avaliação e comparação. A seguir são apresentadas três metodologias aplicadas a software: metodologia LAPS, metodologia MEDE-PROS e a metodologia ErgoList. São também apresentados, por último, alguns princípios de design de interfaces propostos por Jakob Nielsen (NIELSEN, 2005). A metodologia LAPS, proposta num laboratório de mesmo nome, consiste de doze módulos de avaliação para software. A metodologia MEDE-PROS é uma das mais usadas atualmente e também a mais consolidada. Como afirma Colombo e Guerra (2002, p. 1) o MEDE-PROS é um método bastante maduro, aplicado nos Laboratórios de Avaliação de Produtos de Software, com licença de uso para avaliação de produtos de software pelo CenPRA Centro de Pesquisas Renato Archer. A metodologia ErgoList é um checklist (lista de verificação) que envolve ergonomia e usabilidade em software. Foi desenvolvida através de um projeto colaborativo entre o núcleo Softex-2000 de Florianópolis SOFTPÓLIS, e o Laboratório de Utilizabilidade UFSC/SENAI-SC/CTAI LABIUTIL. As duas primeiras metodologias se baseiam nas normas NBR ISO/IEC 9126 e NBR ISO/IEC como também na NBR ISO/IEC , estando portanto em conformidade com a exigência dessas normas que são de escopo internacional. A terceira metodologia propõe checklists compondo em uma técnica de avaliação rápida e se destina a apoiar a inspeção da interface e descobrir seus defeitos ergonômicos mais flagrantes. Existe uma sobreposição de conceitos entre as diversas metodologias e também com os dez princípios de usabilidade apresentados por Nielsen, talvez por terem algum princípio comum. Recentemente o LAPS passou a utilizar a metodologia MEDE-PROS para avaliar os softwares de seus clientes como um complemento à sua própria metodologia. Apresenta-se a seguir um detalhamento maior dessas quatro abordagens a fim de fundamentar mais fortemente uma posterior escolha de critérios, de uma ou de outra. Considera-se a intersecção de critérios entre essas metodologias pelo fato de elas se basearem na normalização nacional e internacional em vigor.

76 Metodologia LAPS O Laboratório de Avaliação de Produtos de Softwares LAPS uma parceria do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco UFPE com o Recife BEAT, agente SOFTEX em Recife, surgiu em 2004 para propor a integração dos aspectos técnicos com especialistas nas áreas do processo de software que irão identificar e definir as necessidades fundamentais do usuário, garantindo assim eficiência na avaliação, buscando minimizar o insucesso do produto (SAMPAIO; MOURA, 2004). O LAPS propõe uma metodologia própria de avaliação de software, baseando-se em critérios da NBR ISO/IEC 9126 e NBR ISO/IEC e tem sua estrutura em forma de módulos de avaliação. (NETO, 2005). A estrutura modular da metodologia LAPS possibilita uma flexibilidade maior quando da avaliação, pois, permite tanto uma avaliação global, abrangendo todos os módulos, ou parcial, onde são definidos um ou mais módulos que podem ser combinados. Apresenta-se a seguir os doze módulos de avaliação que compõem a metodologia oferecida pelo LAPS. Cada módulo é descrito em função de suas entradas (artefatos necessários à sua aplicação) e saídas (artefatos produzidos pela avaliação). O primeiro módulo se intitula Avaliação da Arquitetura e tem como objetivo fazer a avaliação da arquitetura projetada para o sistema, verificando se a mesma é capaz de atender às funcionalidades desejadas e respeita requisitos não funcionais de manutenibilidade focando nas sub-características de modificabilidade, conformidade e analisabilidade. A verificação da documentação de arquitetura e da consistência entre o diagrama arquitetural e o programa-fonte do sistema implementado também é realizada neste módulo. A modificabilidade está relacionada com o custo para fazer alterações. A analisabilidade por outro lado, destina-se a identificar qual o custo para entender os componentes da arquitetura. A conformidade está sendo avaliada no instante em que existem atividades para verificar a coerência com os padrões arquiteturais adotados. Veja no quadro 9 as entradas e saídas desse módulo.

77 76 QUADRO 9 - Avaliação da arquitetura. Fonte: LAPS(2007). O segundo módulo, Avaliação da Documentação do Sistema, visa através de um processo de análise, medir a qualidade dos documentos gerados no processo de desenvolvimento do mesmo. A documentação é um importante ponto no desenvolvimento e manutenção de um software, visto que um sistema bem documentado é mais facilmente entendido, utilizado e estendido. A análise é feita a partir de uma avaliação criteriosa da documentação de acordo com padrões de documentação adotados pela solicitante da avaliação, dessa forma utilizando sua própria metodologia de desenvolvimento na avaliação, ou no caso desta não ser adotada por ele, é considerado o Rational Unified Process (RUP), metodologia atualmente mais utilizada no desenvolvimento de software. Segue no quadro 10 as entradas e saídas correspondentes a esse módulo. QUADRO 10 - Avaliação da documentação do sistema. Fonte: LAPS(2007). A análise de funcionalidade ou Avaliação da Funcionalidade, terceiro módulo da metodologia LAPS, tem por objetivo a avaliação do conjunto de funções especificadas e suas propriedades verificando seu grau de qualidade. Neste módulo de análise são verificadas se as funções especificadas estão presentes e através de testes, se o produto gera resultados precisos ou dentro da conformidade esperada. De acordo o próprio LAPS, não é possível testar um programa completamente. Em outras palavras, testes revelam erros, mas não asseguram que não existam mais erros em um programa além dos já apontados. A realização de testes tem como objetivo a validação ou verificação de um produto de software. A fim de realizar testes sistemáticos de funcionalidade, o Fluxo da Análise de Funcionalidade define, baseado em normas como a ISO/IEC 12119, uma série de

78 77 atividades, passos e artefatos a serem produzidos que servem de instrumento para a avaliação. Esse módulo traz benefícios como: atestado da qualidade do produto de software, do ponto de vista de sua funcionalidade esperada; sistematização do processo de testes de funcionalidade, tanto a partir da interface, quanto a partir de scripts. Como entradas e saídas desse módulo têm-se, como mostrado no quadro 11: QUADRO 11 - Avaliação da funcionalidade. Fonte: LAPS (2007). O quarto módulo da LAPS, Avaliação da Portabilidade, objetiva medir a facilidade com a qual uma unidade de software pode ser transferida de um sistema computacional ou ambiente para outro. Um software que é portável pode ser executado em ambientes distintos. O termo ambiente pode referir-se tanto à plataforma de hardware (computador) quanto a um ambiente de software (i.e. um sistema operacional). O termo unidade de software é empregado de forma ampla, representando diversas entidades de um sistema computacional, como por exemplo: programas, componentes, sistemas, bibliotecas. Esse módulo se baseia nas principais características de portabilidade que um software deveria apresentar segundo a norma ISO São levadas em consideração na avaliação: Interoperabilidade, Analisabilidade, Modificabilidade, Adaptabilidade, Capacidade de Instalação, Coexistência, Conformidade e Extensibilidade. De acordo com o LAPS, são utilizadas duas metodologias de avaliação de portabilidade: a Avaliação Black-box (caixa preta) e a Avaliação White-box (caixa branca), que são suplementares, de modo a avaliar todos os aspectos da interação entre sistema e ambientes. (LAPS, 2007). O teste de Avaliação Black-box ou caixa preta é um teste funcional focado no comportamento externo do sistema a ser testado, ao passo que o teste White-box ou

79 78 caixa branca é um teste estrutural, feito através da análise do código-fonte do programa (caso esteja disponível) ou através de técnicas de engenharia reversa (processo inverso ao da programação). A análise final da portabilidade pode ser obtida através das duas avaliações ou de apenas uma delas. As metodologias de avaliação da portabilidade da LAPS são aplicáveis, exclusivamente, para unidades de software que foram desenvolvidas segundo o paradigma de orientação a objetos e nas linguagens Java, C++ e C#. (LAPS, 2007). Estes métodos de análise da portabilidade são focados somente nos requisitos funcionais (funções) dos sistemas avaliados e, por isso, as avaliações da portabilidade das interfaces gráficas com os usuários, Graphical User Interfaces (GUIs) estão fora de seus escopos e, portanto, não são consideradas. Apresentam-se as entradas e saídas desse módulo no quadro 12. QUADRO 12 - Avaliação da portabilidade. Fonte: LAPS(2007). O quinto módulo Avaliação da usabilidade, é um módulo que inspeciona a facilidade, clareza e intuitividade dos softwares, almejando a melhor compreensão e utilização das funcionalidades do sistema pelo usuário. Esse módulo também é baseado nas características e sub-características do módulo de Usabilidade da norma NBR ISO/IEC 9126 e faz a avaliação da facilidade de inicialização, facilidade de aprendizado, facilidade de utilização, eficácia e eficiência na realização da tarefa e, satisfação do usuário. A LAPS utiliza diferentes métodos de avaliação de usabilidade tais como a avaliação heurística, o teste de usabilidade e avaliação por especialista. Dependendo da complexidade do sistema, das tarefas a serem realizadas e conhecimento dos avaliadores sobre a área de aplicação do sistema, estabelece-se a obrigação da chamada ao Módulo Especialista, que será apresentado à frente. Esse módulo ajuda a avaliar todos os aspectos da interação entre o usuário e o sistema.

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