Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas no Laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro de 1995 a 2005

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas no Laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro de 1995 a 2005"

Transcrição

1 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas no Laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro de 1995 a 2005 Tônia da Rocha e Silva 1 Ticiana do Nascimento França 2 Bernardo Rosa Melo da Cunha 3 Juliana da Silva Prado 4 Marilene de Farias Brito 5 1 Aluna do Curso de Medicina Veterinária da UNESA, Rio de Janeiro, 2 Professoras do DESP, Instituto de Veterinária, UFRRJ, BR 465, Km 7, Seropédica, RJ, Brasil ( Ramal - 220). 3 Professor do Curso de Medicina Veterinária da UNESA, Rio de Janeiro, Aluna do Curso de Medicina Veterinária, UFRRJ. RESUMO SILVA, T. R.; FRANÇA, T. N.; CUNHA, B. R. M.; PRADO, J. S. & BRITO, M. F. Neoplasias cutâneas de cães diagnosticadas no Laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro de 1995 a Foi realizado um estudo retrospectivo com o objetivo de verificar a incidência dos processos neoplásicos na pele de cães, nas regiões de influência do laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Dos casos registrados entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005, casos corresponderam a dermatopatias de cães, das quais 510 eram neoplasias. As neoplasias malignas apresentaram incidência significativamente maior do que as benignas. As neoplasias mesenquimais foram mais frequentes do que as epiteliais, e essas mais frequentes do que as melanocíticas. Os tumores benignos mais comuns foram tumor de células basais (tricoblastoma), tumores de glândulas hepatóides, hemangioma, lipoma e histiocitoma. Mastocitoma, plasmocitoma, carcinoma epidermóide, melanoma, hemangiossarcoma e tumor venéreo transmissível foram as neoplasias malignas mais observadas. Palavras-chave: Neoplasias cutâneas, cães, histopatologia. ABSTRACT SILVA, T. R.; FRANÇA, T. N.; CUNHA, B. R. M.; PRADO, J. S. & BRITO, M. F. A Cutaneous neoplasms of dogs diagnosed at the Laboratory of Histopathology of the Rural Federal University of Rio de Janeiro from 1995 to A retrospective study was accomplished with the objective of verifying the incidence of the neoplastic processes in the skin of dogs, in the areas of influence of the Laboratory of Histopathology of the Rural Federal University of Rio de Janeiro. Of the cases registered between January of 1995 and December of 2005, cases were the dermatopathy of dogs and of these 510 they were neoplasms. The malignant tumors were more frequent than the benign ones. The mesenchymal neoplasms were more frequent than epithelial tumors, and the latter more frequent than the melanocytic tumors. The benign neoplasms more common were basal cell tumor (trichoblastoma), perianal adenoma, hemangioma, lipoma and histiocytoma. Mast cell tumor, plasma cell tumor, squamous cell carcinoma, melanoma, hemaniosarcoma and transmissible venereal tumor were the neoplasms more observed. Key words: Cutaneous neoplasms, dog, histopathology. 1Parte da monografia de conclusão do Curso de Medicina Veterinária do primeiro autor. Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho 2011

2 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas... Introdução As neoplasias cutâneas, especialmente na espécie canina, são de ocorrência muito frequente. Esses tumores podem ter origem ectodérmica, mesodérmica ou melanocítica. Os tumores de origem ectodérmica são mais comuns do que os de origem mesodérmica (McGAVIN, 2007). Em um estudo realizado em 17 hospitais veterinários norte-americanos, os tumores de pele foram a segunda condição dermatológica mais diagnosticada, atrás apenas da hipersensibilidade à picada de pulgas (SISCHO, 1989). No Brasil, estudos retrospectivos com apresentação pormenorizada de casos dermatológicos em instituições que atuam na área de Patologia Veterinária são escassos. Em um trabalho realizado no Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria, foram estudados 761 tumores cutâneos em cães e concluiu-se que o sítio anatômico mais prevalente quanto ao desenvolvimento desses tumores foi a cabeça e que, independente da localização, houve maior frequência de lesões neoplásicas do que nãoneoplásicas. Além disso, as neoplasias de origem mesenquimal foram mais prevalentes do que as epiteliais, e essas mais frequentes do que as melanocíticas. Em geral, quando não se leva em consideração a faixa etária, o tumor mais diagnosticado em cães na região central do Rio Grande do Sul foi o mastocitoma (SOUZA et al., 2006). Muitos são os fatores que podem interferir na qualidade e na confiabilidade do diagnóstico histopatológico; os mais comuns são o emprego de equipamentos e técnicas incorretos, informações clínicas incompletas, má utilização de medicamentos e inadequada experiência do patologista. Quando todos esses aspectos são corrigidos e há uma boa relação entre o clínico e o patologista, a biópsia de pele pode refletir corretamente o diagnóstico em mais de 90% dos casos (SCOTT, 1994). Contudo, o exame histopatológico pode não ser conclusivo em algumas circunstâncias, como nas dermatites crônicas inespecíficas, especialmente nas dermatopatias imunomediadas, auto-imunes e nas neoplasias pouco diferenciadas, o que requer exames complementares de maior acurácia. Este estudo objetiva relatar os tipos e a frequência dos tumores de pele em cães, na área de influência do Laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, bem como oferecer subsídios para o diagnóstico ao clínico veterinário. Material e Métodos O estudo retrospectivo foi realizado no laboratório de Histopatologia do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública (DESP) do Instituto de Veterinária (IV) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O material examinado constou de fichas e lâminas arquivadas entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005; foram analisados casos referentes a dermatopatias de cães (Tabela 1), incluindo-se os tumores metastáticos da pele. Dados como número de registro, procedência, idade, raça, pelagem, sexo, material enviado, história clínica resumida, descrição macroscópica da lesão e diagnóstico histológico foram analisados e tabulados em Microsoft Excel. O material remetido ao laboratório era, em geral, fixado em solução de formol a 10%, processado pelos métodos histológicos usuais, cortado a 5µ e corado pela hematoxilina e eosina (HE). Colorações especiais como Ácido Periódico de Schiff, Azul de Toluidina, Ziehl Neelsen e Gram para tecido também foram realizadas quando necessárias. Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

3 SILVA, T. da R., et al. Resultados e Discussão As dermatopatias estudadas foram classificadas de acordo com os dados apresentados na Tabela 1. Dos casos registrados entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005, (22,9%) casos correspondiam a dermatopatias de cães e destes 510 (49,5%) foram neoplasias. A área de influência deste laboratório abrange várias regiões do Estado, principalmente, a cidade do Rio de Janeiro, e também municípios da Baixada Fluminense, Região da Costa Verde e Região Serrana. Tabela 1. Dermatopatias caninas diagnosticadas no laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, de 1995 a Dermatopatias caninas absolut o relativo Neoplasias % Alterações inespecíficas ,7% Alterações de fundo hormonal ,9% Alterações imunomediadas 44 4,3% Casos inconclusivos 34 3,3% Tumores não-neoplásicos 30 2,9% Alterações infecciosas, parasitárias e fúngicas 25 2,4% TOTAL 1031 As neoplasias estudadas foram divididas em benignas e malignas (Tabela 2) e apresentaram incidência de 33,7% e 66,3%, respectivamente. Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

4 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas... Tabela 2. Tumores cutâneos benignos e malignos em cães, diagnosticados no laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, de 1995 a Tumores cutâneos benignos absoluto relativo Tumores cutâneos malignos absoluto relativo Tumores de células basais/tricoblastoma 36 20,9% Mastocitoma ,1% Adenoma/epitelioma de glândulas 28 16,3% Plasmocitoma (histiocitoma 39 11,5% hepatóides potencialmente maligno) Hemangioma 23 13,4% Carcinoma epidermóide 38 11,2% Lipoma 21 12,2% Melanoma maligno 25 7,4% Histiocitoma 17 10% Hemangiossarcoma 20 5,9% Tricoepitelioma 9 5,2% Tumor venéreo transmissível 16 4,7% Papiloma 8 4,7% Hemangiopericitoma canino 15 4,4% Keratoacantoma 8 4,7% Tumores indiferenciados 11 3,2% Pilomatricoma 5 2,9% Adenocarcinoma de glândulas 11 3,2% hepatóides Adenoma sebáceo 5 2,9% Fibrossarcoma 10 3% Adenoma de glândulas apócrinas 4 2,3% Adenocarcinoma de glândulas apócrinas 9 2,7% Fibroma 4 2,3% Histiocitoma fibroso maligno 5 1,5% Melanocitoma 2 1,2% Osteossarcoma metastático 5 1,5% Mixoma 1 0,6% Schwannoma 4 1,2% Linfangioma 1 0,6% Carcinoma sólido 4 1,2% Linfoma cutâneo/micosis fungoides 4 1,2% Lipossarcoma 3 0,9% Adenocarcinoma de glândulas sebáceas 2 0,6% Carcinoma de células basais 1 0,3% Fibromixossarcoma 1 0,3% Histiocitose maligna 1 0,3% Carcinoma in situ 1 0,3% Rabdomiossarcoma metastático 1 0,3% SUBTOTAL ,7% ,3% TOTAL 510 As neoplasias também foram classificadas de acordo com a origem embrionária em neoplasias epiteliais, neoplasias mesenquimais, neuroectodérmicas, TVT e tumores indiferenciados (Tabela 3). Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

5 SILVA, T. da R., et al. Tabela 3. Tumores cutâneos em cães, de acordo com a origem embrionária, diagnosticados no laboratório de Histopatologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, de 1995 a NEOPLASIAS EPITELIAIS absoluto relativo NEOPLASIAS MESENQUIMAIS absoluto relativo Carcinoma epidermóide 38 22,5% Mastocitoma ,9% Tricoblastoma/Tumor de células basais 36 21,3% Plasmocitoma 39 11,8% Adenoma/epitelioma de glândulas hepatóides 28 16,6% Hemangioma 23 7,0% Adenocarcinoma de glândulas hepatóides 11 6,5% Lipoma 21 6,4% Adenocarcinoma de glândulas apócrinas 9 5,3% Hemangiossarcoma 20 6,1% Tricoepitelioma 9 5,3% Histiocitoma 17 5,1% Papiloma 8 4,7% Hemangiopericitoma 15 4,5% Keratoacantoma 8 4,7% Fibrossarcoma 10 3% Pilomatricoma 5 2,9% Histiocitoma fibroso maligno 5 1,5% Adenoma sebáceo 5 2,9% Osteossarcoma metastático 5 1,5% Carcinoma sólido 4 2,4% Fibroma 4 1,2% Adenoma de glândulas apócrinas 4 2,4% Linfoma /Micosis fungoides 4 1,2% Adenocarcinoma de glândulas sebáceas 2 1,2% Lipossarcoma 3 0,9% Carcinoma de células basais 1 0,6% Linfangioma 1 0,3% Carcinoma in situ 1 0,6% Mixoma 1 0,3% Fibromixossarcoma 1 0,3% Histiocitose maligna 1 0,3% Rabdomiossarcoma 1 0,3% metastático NEOPLASIAS NEUROECTODÉRMICAS TVT Melanoma 25 4,9% Tumor venéreo transmissível 16 4,8% Schwannoma 4 0,8% Melanocitoma 2 0,4% TUMORES INDIFERENCIADOS 11 2,1% SUBTOTAIS NEOPLASIAS EPITELIAIS ,1% NEOPLASIAS MESENQUIMAIS ,5% NEOPLASIAS NEUROECTODÉRMICAS 31 6,1% TVT 16 3,1% TUMORES INDIFERENCIADOS 11 2,1% TOTAL % Ao contrário do citado por McGavin (2007), neste estudo as neoplasias mesenquimais (55,5%) foram mais frequentes do que as de origem ectodérmica (33,1%), e estas mais frequentes que as melanocíticas (5,3%), achado semelhante ao encontrado por Souza et al. (2006). Abaixo serão discutidos alguns aspectos dos tumores mais frequentes em nosso estudo. Dados referentes aos demais tumores encontram-se nas tabelas 2 e 3. Nesse levantamento, evidenciou-se que 22% dos tumores cutâneos eram mastocitomas, que tiveram uma incidência de 33,1% dos tumores malignos. Na literatura consultada, o mastocitoma foi a neoplasia cutânea mais frequente do cão com índices de 7 a 21% de todos os tumores cutâneos caninos e 11 a 27% das neoplasias malignas (MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007; VAIL, 1996). Apesar de os mastocitomas terem sido observados em animais de 1 até 15 anos, a faixa etária mais afetada foi a de animais entre 6 e 10 anos. De acordo com Maxie G.M.; Jubb; Kennedy & Palmer (2007), a idade média de cães afetados por esse tumor é de 8 anos e raramente essa neoplasia acomete filhotes (SCOTT, MILLER, GRIFFIN 2001). Quanto aos sítios de ocorrência, este estudo evidenciou que o tumor ocorreu, sobretudo, no tronco (flanco), bolsa escrotal e membros posteriores; poucos animais apresentaram esta neoplasia em membros anteriores. Esse tumor também foi observado na cabeça (principalmente focinho), na cauda ou disseminado pelo corpo. Alguns autores (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001) verificaram maior ocorrência desses tumores na metade caudal do corpo, porém outros ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

6 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas ) afirmam que não existe predileção de localização anatômica, nem aparente predileção por sexo (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). O comportamento biológico dos mastocitomas está correlacionado com o grau de diferenciação histológico. Tumores bem diferenciados (grau I) têm poucas recorrências após excisão cirúrgica e, em 90% dos casos, índice de sobrevida de três anos e seis meses. Tumores moderadamente diferenciados (grau II) têm baixo a moderado potencial metastático e, em 55% dos pacientes, índice de sobrevida de três anos e seis meses. Já os tumores pobremente diferenciados (grau III) têm altos índices metastáticos e, em somente 10 a 15% dos cães, o índice de sobrevida é de três anos e seis meses (HENDRICK et al e MEUTEN, 2002). Apesar de alguns autores (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001; GROSS et al., 2005) considerarem o plasmocitoma cutâneo pouco comum (1,5 %), no presente trabalho esse tumor representou 7,6% de todos os tumores e 11,5% dos tumores malignos. Por outro lado, Gross et al. (2005) têm verificado que a frequência desta neoplasia vem aumentando, e de fato, para nós também representou uma porção significativa dos tumores cutâneos caninos de células redondas. Vale ressaltar que nesse levantamento, até meados de 1999, o plasmocitoma foi chamado de histiocitoma potencialmente maligno, a partir de então este tipo tumoral foi considerado como plasmocitoma cutâneo (PEIXOTO, 2009, comunicação pessoal). O plasmocitoma também já foi designado histiocitoma atípico, sarcoma de células reticulares e reclassificado como tumor neuroendócrino (tumor de células de Merkel). Em 1989, estudos identificaram imunoglobulinas no citoplasma das células neoplásicas e, desde então, o diagnóstico de tumor de células de Merkel foi abandonado. Observamos que os animais que apresentaram esta neoplasia tinham entre 6 e 10 anos, conforme também verificado por outros autores ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007; SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001 e MEUTEN, 2002). Neste estudo, os locais mais acometidos pelo plasmocitoma foram membros, principalmente os dígitos e cabeça (orelhas, canal auditivo e boca). A forma múltipla também foi regularmente observada. Esses mesmos sítios também foram citados na literatura consultada ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007 e SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). Em pacientes humanos, embora os plasmocitomas possam estar presentes na pele, muitos desses tumores ocorrem na orofaringe, nasofaringe, seios nasais e laringe (ELDER et al., 2004). Dois animais apresentaram tumores na pele com metástases em órgãos internos, porém, segundo informações dos clínicos veterinários do hospital veterinário da UFRRJ, a grande maioria dos casos apresentou comportamento agressivo. Por outro lado, Gross et al. (2005) relatam que a maior parte destes tumores é benigna e normalmente a excisão cirúrgica é curativa, porém já há suspeita de que os plasmocitomas digitais, assim como os da cavidade oral ou do tecido subcutâneo, possuam comportamento mais agressivo. Ocasionalmente, os plasmocitomas cutâneos solitários ou múltiplos exibem comportamento maligno e podem induzir metástases para órgãos internos. É importante notar que embora alguns casos de mieloma múltiplo possam ter envolvimento cutâneo (MEUTEN, 2002), a maior parte dos plasmocitomas parece não ter relação aparente com neoplasias primárias da medula óssea (MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007; YAGER & WILCOCK, 1994 e MEUTEN, 2002). Segundo Scott, Miller, Griffin (2001), os plasmocitomas raramente podem ocorrer simultaneamente ou preceder (por semanas ou meses) o desenvolvimento do mieloma múltiplo, por outro lado, em pacientes humanos, principalmente jovens, sabe-se que o plasmocitoma pode evoluir para o mieloma múltiplo (BERTANHA et al., 2006). Na histopatologia, verificam-se marcado pleomorfismo celular, presença de células gigantes, binucleação e alto índice mitótico (YAGER & WILCOCK, 1994). A alta incidência de carcinoma epidermóide (7,5% de todas as neoplasias e 11,2% das neoplasias malignas) observada pode estar relacionada com o fato dos cães deste estudo residirem em região com alta intensidade de irradiação ultravioleta. O tempo de exposição e a intensidade da irradiação ultravioleta são fatores predisponentes para o desenvolvimento de parte dos carcinomas epidermóides de pele. Esse é um tumor relativamente comum em cães (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). Animais de pele pobremente pigmentada, pelagem escassa e pêlos claros são os mais comumente afetados ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007 e MEUTEN, 2002). Em nosso estudo, essa neoplasia afetou animais entre 6 e Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

7 SILVA, T. da R., et al. 10 anos, achado também verificado por Scott, Miller, Griffin (2001) que afirmam que estes tumores acometem cães com idade de 1 a 15 anos (média de 9 anos); filhotes raramente são afetados. A incidência foi maior nos dígitos, conduto auditivo, pinas, pálpebras, nuca, face, tronco, região lombar, região abdominal e escroto ou ainda disseminado pelo corpo. Esses locais também foram citados por Scott, Miller, Griffin (2001) e Meuten (2002). Os que têm origem no leito ungueal são mais comuns em raças grandes, de pelo preto (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). Embora tenham comportamento invasivo, esses tumores crescem lentamente e, em geral, não metastizam para linfonodos regionais. Metástase para linfonodo regional é mais frequente em tumores pobremente diferenciados ou em tumores que estejam presentes há longo tempo antes de serem diagnosticados ou excisados (MEUTEN, 2002). O tricoblastoma (tumor de células basais) representou 7,1% de todos os tumores avaliados e foi a neoplasia benigna (20,9%) mais comum do nosso estudo, dado semelhante ao observado por outros autores (MEUTEN 2002 e GROSS et al. 2005). Animais entre 6 e 10 anos foram mais acometidos, dado também observado por Gross et al. (2005), embora Meuten (2002) relate que muitos animais entre 2 e 5 anos também tenham apresentado essa neoplasia. A faixa etária dos animais acometidos varia de 7 a 10 anos para Scott, Miller, Griffin (2001), 4 a 9 anos para Meuten (2002) e 6 a 9 anos para Gross et al. (2005). O local mais comum de ocorrência do tricoblastoma neste estudo foi a cabeça, principalmente base da orelha, região periorbital e a região cervical, conforme relatado por Gross et al. (2005) e Meuten (2002). Em poucos casos a região perianal, cauda e dígito foram afetados. Não foi observada predisposição sexual. Em geral esses tumores são benignos (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001), apresentam crescimento lento e recorrem apenas após excisão cirúrgica incompleta (MEUTEN, 2002). Os melanomas são neoplasias comuns no cão e a literatura consultada exibe índices de 6 a 20% de todos os tumores de pele (MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007). No presente estudo, o melanoma representou 4,9% de todos os tumores cutâneos e 7,4% das neoplasias malignas. A idade média de incidência no cão é de 9 anos (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). Neste estudo, cães entre 6 a 10 anos foram os mais acometidos. Muitos animais entre 11 e 15 anos também apresentaram esta neoplasia e poucos entre 1 e 5 anos. A maioria dos melanomas em cães envolve lábios, junção mucocutânea, cavidade oral, olho, cabeça, membros, dedos (inclusive leito ungueal), escroto e tronco ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007; SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001 e MEUTEN, 2002), mas também podem ocorrer no tronco, meninge, osso, aorta e outros tecidos ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007; SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001). Os melanomas da cavidade oral e lábios são quase invariavelmente malignos e os melanomas de dígitos de cães apresentam crescimento rápido e podem ser fatais ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007). Os de olho e pálpebra são em geral benignos. Os melanomas malignos com frequência apresentam metástase, via linfática, para linfonodos regionais e pulmão, no entanto, não é incomum a disseminação para cérebro, coração e baço (MEUTEN, 2002). Lábios, pálpebras, focinho, globo ocular, região interdigital e tronco estão entre os locais afetados em nosso estudo, porém metástases, recidiva e lesões disseminadas também foram observadas. Segundo Scott, Miller, Griffin (2001), os hemangiossarcomas cutâneos são neoplasias malignas raras de cães. Em nosso levantamento, corresponderam a 3,9% das neoplasias cutâneas e 5,9% dos tumores malignos. Cães entre 6 e 10 anos foram mais acometidos. A idade média de ocorrência desta neoplasia citada na literatura é de 10 anos. Scott, Miller, Griffin (2001) afirmam que as lesões são mais comumente encontradas no tronco e extremidades. No presente trabalho, os cães apresentavam nódulos únicos ou múltiplos na bolsa escrotal, disseminados, nos membros, face, região lateral do tórax e região abdominal e, em geral, havia ulcerações, hemorragias, invasão muscular e metástase em pulmão. Além dos cães sem raça definida, as raças mais acometidas foram Dog Alemão, Fila Brasileiro, Pointer e Pastor Alemão. Alguns hemangiossarcomas dérmicos caninos parecem estar associados à irradiação solar crônica (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001 e MEUTEN, 2002) e nesse caso, com freqüência, são múltiplos (GROSS et al., 2005). O envolvimento cutâneo Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

8 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas... pode ser solitário ou, raramente, parte de uma síndrome multicêntrica. A forma cutânea do hemangiossarcoma é menos agressiva do que a visceral, com baixo potencial metastático e longo tempo de sobrevivência (MEUTEN, 2002). Alguns relatos sobre o comportamento biológico e índice metastático dos hemangiossarcomas em cães falham ao separar o tumor pelo seu sítio anatômico primário, pois mencionam que os cutâneos têm comportamento biológico similar aos hemangiossarcomas viscerais (GROSS et al., 2005). O tumor venéreo transmissível (TVT) representou 3,1% de todas as neoplasias malignas e 4,7% das neoplasias malignas cutâneas. No ano de 1997, houve alta incidência dessa neoplasia. Marcadas flutuações na prevalência desse tumor em áreas endêmicas já foram descritas (MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007). Muitos dos cães que habitam a área de influência do laboratório são de vida livre e vivem em área subtropical, o que pode intensificar a incidência desta neoplasia (SCOTT, MILLER, GRIFFIN 2001). Esses tumores ocorrem, sobretudo, na genitália externa de cães machos e fêmeas ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007, SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001) e na cavidade nasal (BRANDÃO, BORGES, RANZANI 2002 e GROSS et al., 2005), no entanto, são descritos na pele (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001) principalmente nas regiões da face, dos membros ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007), nas regiões oculares e periorbitárias ( MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007 e RODRIGUES, ALESSI, LAUS, 2001). Massas subcutâneas extragenitais podem ocasionalmente ser vistas indicando transmissão através da pele traumatizada (GROSS et al., 2005). O TVT pode acometer animais de qualquer idade (GROSS et al., 2005). No presente relato, a incidência foi maior em animais entre 1 e 5 anos, porém animais entre 6 e 10 anos e, com menor frequência, de 11 a 15 anos também foram afetados. Os locais da pele mais acometidos foram o tronco, o focinho, olho, cavidade nasal e membros; em um caso houve metástases para órgãos internos. A ocorrência de metástases disseminadas pode estar relacionada à imunossupressão (SCOTT, MILLER, GRIFFIN, 2001 e GROSS et al., 2005). Metástase ocorre, por vezes, para linfonodos regionais. Regressão espontânea pode acontecer em menos de 6 meses (MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER, 2007). O hemangiopericitoma canino (2,9% de todos os tumores e 4,4% dos tumores malignos) afetou animais de 4 a 12 anos. Meuten (2002) e Gross et al. (2005) comentam que esta neoplasia acomete animais de meia idade a idosos, com uma média de 7 a 10 anos. Da mesma maneira que estes autores, também não observamos predileção sexual. Por outro lado, há citação de que fêmeas seriam mais acometidas do que os machos (2:1) (GROSS et al., 2005). Segundo Meuten (2002) e Gross et al. (2005), parece que raças grandes são mais acometidas. Neste estudo, as raças mais comumente afetadas foram Dooberman, Pastor Alemão, Fila Brasileiro e Pit Bull. Os locais mais envolvidos com essa neoplasia foram os membros anteriores (região axilar) e os posteriores (coxa). Observamos a ocorrência de recidiva pós-cirúrgica deste tumor, como relatado por Gross et al. (2005). Embora o nome dessa neoplasia mesenquimal sugira origem pericítica, a atual histogênese é incerta (MEUTEN, 2002). Antigos trabalhos que ressaltam a preferência dos hemangiopericitomas pela região periarticular dos membros posteriores (SCOTT, MILLER, GRIFFIN 2001 e MEUTEN, 2002) devem ser reavaliados, uma vez que o diagnóstico prévio de hemangiopericitoma, na verdade, tratava-se de histiocitose maligna. De acordo com a experiência dos autores, os índices metastáticos são muito baixos (GROSS et al., 2005). O fibrossarcoma representou 2% de todas os tumores e 3% das neoplasias malignas. Segundo Meuten (2002), muitos outros tumores (hemangiopericitoma, melanoma maligno e leiomiossarcoma) podem ter padrão histológico consistente com fibrossarcoma, mas um exame cuidadoso de várias seções poderá identificar áreas características desse tumor. No presente estudo, os animais acometidos tinham entre 2 e 15 anos, com média de 8 anos. Este é um tumor infiltrativo e recorrente, mas metástases são incomuns (MEUTEN, 2002). Um estudo realizado por Bostock (1980) revelou taxa de recorrência de 40% e taxa metastática de 10% em fibrossarcomas caninos. Em nosso estudo, houve dois casos de recorrência. Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

9 SILVA, T. da R., et al. Conclusões As dermatopatias neoplásicas representaram a maior causa de problemas de pele nos cães estudados (49,5%). As neoplasias malignas apresentaram uma incidência significativamente maior (66,3%) do que as benignas (33,7%). As neoplasias mesenquimais (55,5%) foram mais frequentes do que os tumores epiteliais (33,1%), e estes mais comuns do que os tumores neuroectodérmicos (6,1%). Agradecimentos Agradecimentos ao Professor Paulo Peixoto pelo diagnóstico de parte dos casos aqui relatados. Referências BERTANHA, F.; et al. Oncologic progression of bone plasmacytomas to multiple myeloma. Clinics, local, v.61, n. 2, p , BOSTOCK D. E. & DYE M. T. Prognosis after surgical excision of canine fibrous connective tissue sarcomas. Vet. Pathol. 1980; v.17, p BRANDÃO, C.V.S.; et al. Tumor venéreo transmissível: estudo retrospectivo de 127 casos ( ). Rev. Educ. Contin., CRMV-SP, v.5, p.25-31, ELDER, D. E.; ELENITSAS, R.; JOHNSON, B.L.; MURPHY, G. F. Lever s Histopathology of the Skin. Ninth edition. Lippincott Williams & Wilkins, GROSS, T. L.; IHRKE, P. J.; WALDER, E. J.; AFFOLTER, V. K. Skin diseases of the dog and cat Clinical and Histopathologic Diagnosis. 2nd. Iowa, USA: Blackwell Publishing, p. HENDRICK, M. J. et al. World Healf Organization. Histological Classification of Mammary of the Dog and the Cat. v. II, Armed Forces Institute of Pathology, Washington p. MAXIE G.M.; JUBB; KENNEDY & PALMER. Pathology of Domestic Animals. 5th. ed. Philadelphia, USA: Saunders Elsevier, v1, 899p. McGAVIN, M. D.; ZACHARY, J. F. Pathologic basis of Veterinary disease. 4 ed. Mosby, MEUTEN, D. J. Tumors in domestic animals. 4. ed. Iowa State Press, MUELLER, S. R, Dermatologia para o Clínico de Pequenos Animais, São Paulo: Roca, PEIXOTO, P. V. Comunicação pessoal (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ) RODRIGUES, G. N. et al. Tumor Venéreo Transmissível intraocular em cão: relato de caso. Ciência Rural, Santa Maria, v.31, n.1, p , Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

10 Neoplasias Cutâneas de Cães Diagnosticadas... SCOTT, D.W. Analyse du type de réaction histopathologique dans le diagnostic des dermatoses inflammatoires chez le chat: Étude portent sur 394 cas. Point Vét. 26:57, SCOTT, D.W.; MILLER, W.H.; GRIFFIN, C.E. Muller & Kirk - Small Animal Dermatology 6th. Philadelphia, USA: Saunders, p. SISCHO, W. M. et al. Regional distribution of 10 common skin diseases in dogs. Journal of American Veterinary Medicine Association, v. 195, p , SOUZA, T.M. et al. Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães. Ciência Rural, Santa Maria, v.36, n.2, p , VAIL, D. M. Mast cell tumors. In: WITHROW, S.J.; MACEWEN, E.G. (Eds.). Small animal clinical oncology. 2 ed. Philadelphia: WB Saunders. Cap. 16, p , YAGER, J. A.; WILCOCK, B. P. Color Atlas and text of Surgical Pathology of the dog and cat. Wolfe, vol. 1, MAGALHÃES, A.M. et al. Estudo comparativo entre citopatologia e histopatologia no diagnóstico de neoplasias caninas. Pesq. Vet. Bras,.v.21, n.1, p , Rev. de Ci. Vida. Seropédica v. 31 n janeiro/junho

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 1 ESTUDO RETROSPECTIVO DE NEOPLASIAS DE PELE EM CÃES, NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM-PA, NO PERÍODO DE 2013 A 2014. RENZO BRITO LOBATO¹, ADRIANA MACIEL DE CASTRO CARDOSO¹, BRENO COSTA DE MACEDO¹, KARINA

Leia mais

ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010

ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010 1 ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010 CAIO FERNANDO GIMENEZ 1, TATIANE MORENO FERRARIAS 1, EDUARDO FERNANDES BONDAN 1 1 Universidade

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS 1) INTRODUÇÃO Neoplasia significa crescimento novo. O termo tumor é usado como sinônimo e foi originalmente usado para os aumentos de volume causados pela inflamação.

Leia mais

Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães

Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães Ciência Rural, Santa Maria, v.36, n.2, Estudo p.555-560, retrospectivo mar-abr, de 2006 761 tumores cutâneos em cães. ISSN 0103-8478 555 Estudo retrospectivo de 761 tumores cutâneos em cães Retrospective

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães Ciro José Sousa de Carvalho 1, Sâmmya Roberta Barbosa 2, Francisco Assis Lima Costa 3, Silvana Maria Medeiros

Leia mais

Características epidemiológicas de sarcomas de tecidos moles caninos e felinos: levantamento de 30 anos

Características epidemiológicas de sarcomas de tecidos moles caninos e felinos: levantamento de 30 anos [T] Características epidemiológicas de sarcomas de tecidos moles caninos e felinos: levantamento de 30 anos [I] Epidemiological characteristics from canine and feline soft tissue sarcomas during a 30 year

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS 1) INTRODUÇÃO Neoplasia significa crescimento novo. O termo tumor é usado como sinônimo e foi originalmente usado para os aumentos de volume causados pela inflamação.

Leia mais

II Encontro de Formação OMV Oftalmologia/Cirurgia Oftalmológica ABORDAGEM ÀS NEOPLASIAS OCULARES A ENUCLEAÇÃO É SOLUÇÃO?

II Encontro de Formação OMV Oftalmologia/Cirurgia Oftalmológica ABORDAGEM ÀS NEOPLASIAS OCULARES A ENUCLEAÇÃO É SOLUÇÃO? II Encontro de Formação OMV Oftalmologia/Cirurgia Oftalmológica ABORDAGEM ÀS NEOPLASIAS OCULARES A ENUCLEAÇÃO É SOLUÇÃO? Esmeralda Delgado 1 1 CIISA, Departamento de Clínica, Faculdade de Medicina Veterinária,

Leia mais

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 MARCELA BENEVENTE [1], LUCIANA MOURA CAMPOS PARDINI [2], ADRIANA CAMARGO FERRASI [1,3], MARIA INES DE MOURA CAMPOS PARDINI [3], ALINE FARIA GALVANI [3], JOSE JOAQUIM TITTON RANZANI [2] 1. Instituto de

Leia mais

FREQUÊNCIA DE NEOPLASIAS CUTÂNEAS EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA DURANTE OS ANOS 2000 A 2010

FREQUÊNCIA DE NEOPLASIAS CUTÂNEAS EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA DURANTE OS ANOS 2000 A 2010 Original Article 541 FREQUÊNCIA DE NEOPLASIAS CUTÂNEAS EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA DURANTE OS ANOS 2000 A 2010 FREQUENCY OF SKIN CANCER IN DOGS TREATED

Leia mais

TRATAMENTO DE MELANOMA ORAL COM VISCUM ALBUM E SOLUÇÃO AQUOSA DE LÁTEX DE JANAÚBA (HIMATANTHUS DRASTICUS): RELATO DE CASO

TRATAMENTO DE MELANOMA ORAL COM VISCUM ALBUM E SOLUÇÃO AQUOSA DE LÁTEX DE JANAÚBA (HIMATANTHUS DRASTICUS): RELATO DE CASO 1 TRATAMENTO DE MELANOMA ORAL COM VISCUM ALBUM E SOLUÇÃO AQUOSA DE LÁTEX DE JANAÚBA (HIMATANTHUS DRASTICUS): RELATO DE CASO MARIA APARECIDA DE ALCÂNTARA¹, IOLANDA MARIA SARTORI OFENBOCK NASCIMENTO²; THIERRY

Leia mais

Tumores Odontogênicos. Humberto Brito R3 CCP

Tumores Odontogênicos. Humberto Brito R3 CCP Tumores Odontogênicos Humberto Brito R3 CCP Avelar, 2008; Rodrigues, 2010 INTRODUÇÃO Neoplasias que afetam a maxila e a mandíbula A maioria acomete a mandíbula 2/3 (principalmente a região posterior) Grupo

Leia mais

FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT

FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT 1 FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT ¹JÉSSICA DO ROCIO RIBAS MACHADO, ¹KELLI CRISTINA GRACIANO, ¹CAROLINA

Leia mais

A BIÓPSIA DE PELE COMO AUXÍLIO NO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES CUTÂNEAS DE CÃES E GATOS

A BIÓPSIA DE PELE COMO AUXÍLIO NO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES CUTÂNEAS DE CÃES E GATOS A biópsia de pele como DIVULGAÇÃO auxílio no diagnóstico TÉCNICA das lesões cutâneas de cães e gatos. 1 A BIÓPSIA DE PELE COMO AUXÍLIO NO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES CUTÂNEAS DE CÃES E GATOS C. Del Fava, N.V.

Leia mais

CASTRAÇÃO DE ANIMAIS DE COMPANHIA: MITOS E VERDADES

CASTRAÇÃO DE ANIMAIS DE COMPANHIA: MITOS E VERDADES 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA CASTRAÇÃO

Leia mais

ESTUDO RETROSPECTIVO DOS TUMORES MAMÁRIOS EM CANINOS E FELINOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA FAMED ENTRE 2003 A 2007.

ESTUDO RETROSPECTIVO DOS TUMORES MAMÁRIOS EM CANINOS E FELINOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA FAMED ENTRE 2003 A 2007. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN 1679-7353 PUBLICAÇÃO CI ENTÍFICA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DE GARÇA/FAMED ANO IV, NÚMERO, 08, JANEIRO DE 2007. PERIODICIDADE:

Leia mais

Neoplasmas oculares e de anexos em cães e gatos no Rio Grande do Sul: 265 casos (2009-2014) 1

Neoplasmas oculares e de anexos em cães e gatos no Rio Grande do Sul: 265 casos (2009-2014) 1 Neoplasmas oculares e de anexos em cães e gatos no Rio Grande do Sul: 265 casos (2009-2014) 1 Kivia L. Hesse², Gabriela Fredo², Lorena L.B. Guimarães², Matheus O. Reis², João A.T. Pigatto³, Saulo P. Pavarini²,

Leia mais

HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO EM CÃO DA RAÇA BOXER - RELATO DE CASO

HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO EM CÃO DA RAÇA BOXER - RELATO DE CASO HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO EM CÃO DA RAÇA BOXER - RELATO DE CASO ARYENNE KAROLYNNE DE OLIVEIRA 1, GABRIELA RODRIGUES SAMPAIO 2, JOSÉ ARTHUR DE ABREU CAMASSA 3, FERNANDO YOITI KITAMURA KAWAMOTO 4, PAULA

Leia mais

Prevalência de neoplasias cutâneas diagnosticadas em caninos no estado de Santa Catarina, Brasil, no período entre 1998 a 2002 1

Prevalência de neoplasias cutâneas diagnosticadas em caninos no estado de Santa Catarina, Brasil, no período entre 1998 a 2002 1 Revista de Ciências Agroveterinárias, Lages, v.5, n.1, p. 73-79, 2006 73 ISSN 1676-9732 Prevalência de neoplasias cutâneas diagnosticadas em caninos no estado de Santa Catarina, Brasil, no período entre

Leia mais

DIAGNÓSTICO DE MASSAS TUMORAIS EM CANINOS E FELINOS - CONCORDÂNCIA ENTRE RESULTADOS DE EXAMES CITOPATOLÓGICOS E HISTOPATOLÓGICOS

DIAGNÓSTICO DE MASSAS TUMORAIS EM CANINOS E FELINOS - CONCORDÂNCIA ENTRE RESULTADOS DE EXAMES CITOPATOLÓGICOS E HISTOPATOLÓGICOS DIAGNÓSTICO DE MASSAS TUMORAIS EM CANINOS E FELINOS - CONCORDÂNCIA ENTRE RESULTADOS DE EXAMES CITOPATOLÓGICOS E HISTOPATOLÓGICOS Autores: TÍTULO DO RESUMO MAIUSCULO. Adrielly Ehlers Residente em Patologia

Leia mais

tumores tegumentares eram malignos e de origem mesenquimal. Palavras-chave: Cães; Pele; Neoplasias cutâneas Abstract

tumores tegumentares eram malignos e de origem mesenquimal. Palavras-chave: Cães; Pele; Neoplasias cutâneas Abstract Rev Inst Ciênc Saúde 2006 jul-set; 24(3):169-73 Estudo crítico de neoplasias cutâneas em cães Critical study of cutaneous neoplasias in dogs Lucia Maria Guedes Silveira* Fernando Malagutti Cunha** Thomas

Leia mais

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM CÃES - RELATO DE CASO.

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM CÃES - RELATO DE CASO. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA ISSN: 1679-7353 CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM CÃES - RELATO DE CASO. ROCHA, Jessé Ribeiro SANTOS, Luana Maria TRENTIN, Thays de Campos ROCHA, Fabio

Leia mais

HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES

HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 HIPERADRENOCORTICISMO EM CÃES Veruska Martins da Rosa 1, Caio Henrique de Oliveira Carniato 2, Geovana Campanerutti Cavalaro 3 RESUMO: O hiperadrenocorticismo

Leia mais

OCORRÊNCIA DE MÚLTIPLAS E DISTINTAS FORMAÇÕES CUTÂNEAS EM CÃO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO ANATOMOPATOLÓGICO

OCORRÊNCIA DE MÚLTIPLAS E DISTINTAS FORMAÇÕES CUTÂNEAS EM CÃO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO ANATOMOPATOLÓGICO OCORRÊNCIA DE MÚLTIPLAS E DISTINTAS FORMAÇÕES CUTÂNEAS EM CÃO: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO ANATOMOPATOLÓGICO JULIANA BRONDINO 1, LUCIANE DOS REIS MESQUITA 2, GUILHERME COUTINHO VIEIRA 3, LUIS GUILHERME

Leia mais

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 1 MELANOMA MALIGNO AMELANÓTICO OSTEOCARTILAGINOSO NA CAVIDADE ORAL COM METÁSTASE PULMONAR EM UM CÃO: RELATO DE CASO. MALIGNANT AMELANOTIC OSTEOCARTILAGINOUS MELANOMA IN THE ORAL CAVITY WITH PULMONARY METASTASIS

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS MASTOCITOMA SUBCUTÂNEO EM CÃO RELATO DE CASO Karen Sandrin Rossi Florianópolis, dez. 2008. i KAREN SANDRIN ROSSI Aluna do Curso de

Leia mais

16/03/12 TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES

16/03/12 TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES Universidade Federal de Goiás Faculdade de Odontologia Programa de Pós-Graduação Disciplina de Biologia Oral Conhecimento da Anatomia das Glândulas Salivares MESTRANDOS ÉRIKA MARIA CARVALHO BITENCOURT

Leia mais

INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - CURITIBA

INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - CURITIBA ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE

Leia mais

Patologia geral. Neoplasias - quarta. Alunos 4º semestre. Prof. Jane Maria Ulbrich. Prof. Adjunta do Departamento de Patologia Famed/Ufrgs

Patologia geral. Neoplasias - quarta. Alunos 4º semestre. Prof. Jane Maria Ulbrich. Prof. Adjunta do Departamento de Patologia Famed/Ufrgs Patologia geral Neoplasias - quarta Alunos 4º semestre Prof. Jane Maria Ulbrich Prof. Adjunta do Departamento de Patologia Famed/Ufrgs Material utilizado em sala de aula com alunos Neoplasia Neoplasia:

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Metástase de tumor venéreo transmissivo disseminado na pele de um cão: Relato de caso

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Metástase de tumor venéreo transmissivo disseminado na pele de um cão: Relato de caso PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Metástase de tumor venéreo transmissivo disseminado na pele de um cão: Relato de caso Catarina Rafaela Alves da Silva 1 ; Francisco Lima Silva 2

Leia mais

Casuistic of skin tumors in dogs diagnosed by the Anatomic Pathology Laboratory of the Biological Institute, São Paulo, Brazil, from 1996 to 2013

Casuistic of skin tumors in dogs diagnosed by the Anatomic Pathology Laboratory of the Biological Institute, São Paulo, Brazil, from 1996 to 2013 [T] [A] Casuística de tumores cutâneos em cães diagnosticados pelo Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto Biológico, São Paulo, Brasil, no período de 1996 a 2013 Casuistic of skin tumors in dogs

Leia mais

CARCINOMA MAMÁRIO COM METÁSTASE PULMONAR EM FELINO RELATO DE CASO

CARCINOMA MAMÁRIO COM METÁSTASE PULMONAR EM FELINO RELATO DE CASO CARCINOMA MAMÁRIO COM METÁSTASE PULMONAR EM FELINO RELATO DE CASO HOFFMANN, Martina L. 1 ; MARTINS, Danieli B. 2 ; FETT, Rochana R. 3 Palavras-chave: Carcinoma. Felino. Quimioterápico. Introdução O tumor

Leia mais

Câncer. Claudia witzel

Câncer. Claudia witzel Câncer Claudia witzel Célula Tecido O que é câncer? Agente cancerígeno Órgão Célula cancerosa Tecido infiltrado Ozana de Campos 3 ESTÁGIOS de evolução da célula até chegar ao tumor 1 Célula 2 Tecido alterado

Leia mais

EPITELIOMA DE GLÂNDULA HEPATOIDE EM CÃO: RELATO DE CASO EPITHELIOMA HEPATOIDE OF GLAND IN DOG: A CASE REPORT

EPITELIOMA DE GLÂNDULA HEPATOIDE EM CÃO: RELATO DE CASO EPITHELIOMA HEPATOIDE OF GLAND IN DOG: A CASE REPORT EPITELIOMA DE GLÂNDULA HEPATOIDE EM CÃO: RELATO DE CASO EPITHELIOMA HEPATOIDE OF GLAND IN DOG: A CASE REPORT HENRIQUE, Fernanda Vieira Médica Veterinária, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Medicina

Leia mais

HEMANGIOSSARCOMA CAVITÁRIO EM CÃO RELATO DE CASO

HEMANGIOSSARCOMA CAVITÁRIO EM CÃO RELATO DE CASO 1 HEMANGIOSSARCOMA CAVITÁRIO EM CÃO RELATO DE CASO CYNTHIA PIRIZZOTTO SCARAMUCCI¹, VANESSA YURIKA MURAKAMI¹, ANALY RAMOS MENDES², GISELE FABRÍCIA MARTINS DOS REIS 3, PRISCILLA MACEDO DE SOUZA 4, RAQUEL

Leia mais

MELANOMA AMELANÓTICO COMPLEXO EM CÃO: RELATO DE CASO

MELANOMA AMELANÓTICO COMPLEXO EM CÃO: RELATO DE CASO MELANOMA AMELANÓTICO COMPLEXO EM CÃO: RELATO DE CASO JULIANA BRONDINO 1, LUCIANE DOS REIS MESQUITA 2, LUIS GUILHERME DE FARIA 3, GUILHERME COUTINHO VIEIRA 4, PHILIPI DE SOUZA COUTINHO 5 RESUMO: O melanoma

Leia mais

Frequency of tumors in dogs based on cytological diagnosis: a retrospective study in a veterinary teaching hospital

Frequency of tumors in dogs based on cytological diagnosis: a retrospective study in a veterinary teaching hospital Frequência de neoplasmas em cães diagnosticados por exame citológico: estudo retrospectivo em um hospital-escola Frequency of tumors in dogs based on cytological diagnosis: a retrospective study in a veterinary

Leia mais

Diagnóstico de lesões tumorais em caninos e felinos concordância entre resultados de exames citopatológicos e histopatológicos

Diagnóstico de lesões tumorais em caninos e felinos concordância entre resultados de exames citopatológicos e histopatológicos Diagnóstico de lesões tumorais em caninos e felinos concordância entre resultados de exames citopatológicos e histopatológicos Adrielly Ehlers Anamaria Telles Esmeraldino Luiz Cesar Bello Fallavena RESUMO

Leia mais

SARCOMA HISTIOCÍTICO EM CÃO: RELATO DE CASO RESUMO

SARCOMA HISTIOCÍTICO EM CÃO: RELATO DE CASO RESUMO ISSN 0102-5716 ISSN Eletrônico 2178-3764 Veterinária e Zootecnia 576 SARCOMA HISTIOCÍTICO EM CÃO: RELATO DE CASO RESUMO Ivan F. Charas Santos 1 José Manuel Mota Cardoso 2 Célia Shian 3 Renata Bezerra Marujo

Leia mais

UNIC Universidade de Cuiabá NEOPLASIAS CMF IV

UNIC Universidade de Cuiabá NEOPLASIAS CMF IV UNIC Universidade de Cuiabá NEOPLASIAS CMF IV Aspectos Morfológicos das Neoplasias DEFINIÇÕES Neoplasia Tumor Câncer Inflamação/Neoplasia Termo comum a todos tumores malignos. Derivado do grego Karkinos

Leia mais

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 1 HIPERPLASIA MAMÁRIA FELINA: CASOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DE UBERABA DE 2005 A 1015 DEBORAH VIEIRA DE SOUSA ROSIM 1, ENDRIGO GABELLINI LEONEL ALVES 1, IAN MARTIN 1 ; LARYSSA COSTA REZENDE 1

Leia mais

Gráficos: experimento clássico de Gause, 1934 (Princípio de Gause ou princípio da exclusão competitiva).

Gráficos: experimento clássico de Gause, 1934 (Princípio de Gause ou princípio da exclusão competitiva). 1 Gráficos: experimento clássico de Gause, 1934 (Princípio de Gause ou princípio da exclusão competitiva). 2 O câncer surge de uma única célula que sofreu mutação, multiplicou-se por mitoses e suas descendentes

Leia mais

DIAGNÓSTICO DE DERMATOPATIAS EM EQUINOS ATRAVÉS DO MÉTODO DE TRICOGRAMA

DIAGNÓSTICO DE DERMATOPATIAS EM EQUINOS ATRAVÉS DO MÉTODO DE TRICOGRAMA 1 DIAGNÓSTICO DE DERMATOPATIAS EM EQUINOS ATRAVÉS DO MÉTODO DE TRICOGRAMA Victor Fernando Santana LIMA 1 ; Gabriela da Cruz PIEDADE 2 ; Taynar Lima BEZERRA 2 ; Anderson de Jesus SANTOS 2 ; Luana Regina

Leia mais

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual .Leucoplasia: (grego: leuco = branco - plasis = formação) Transformação metaplásica do epitélio escamoso estratificado não ceratinizado consistindo em aumento das camadas de ceratina. Exemplos: mucosa

Leia mais

COORDENAÇÃO ACADÊMICA NÚCLEO DE GESTÃO DE ATIVIDADES DE PESQUISA COORDENAÇÃO ACADÊMICA. Projeto de Pesquisa Registrado Informações Gerais

COORDENAÇÃO ACADÊMICA NÚCLEO DE GESTÃO DE ATIVIDADES DE PESQUISA COORDENAÇÃO ACADÊMICA. Projeto de Pesquisa Registrado Informações Gerais COORDENAÇÃO ACADÊMICA Projeto de Pesquisa Registrado Informações Gerais 1. Coordenador (a): ANA KARINA DA SILVA CAVALCANTE (KARINA@UFRB.EDU.BR) Vice- Coordenador (a): 2. Título do projeto: Ocorrência de

Leia mais

Neoplasmas do sistema urinário em 113 cães 1

Neoplasmas do sistema urinário em 113 cães 1 Neoplasmas do sistema urinário em 113 cães 1 Maria Andréia Inkelmann 2, Glaucia Denise Kommers 3*, Rafael A. Fighera 3, Luiz Francisco Irigoyen 3, Claudio S.L. Barros 3, Isadora P. Silveira 4 e Maria Elisa

Leia mais

13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1

13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE

Leia mais

Neoplasias em canídeos - Um estudo descritivo de 6 anos Dog s neoplasia - A six years descriptive study

Neoplasias em canídeos - Um estudo descritivo de 6 anos Dog s neoplasia - A six years descriptive study R E V I S T A P O R T U G U E S A DE CIÊNCIAS VETERINÁRIAS Neoplasias em canídeos - Um estudo descritivo de 6 anos Dog s neoplasia - A six years descriptive study Maria dos Anjos Pires*, Fernanda Seixas

Leia mais

Gradação Histológica de tumores

Gradação Histológica de tumores Gradação Histológica de tumores A gradação histológica é uma avaliação morfológica da diferenciação celular de cada tumor. Baseada geralmente em 03-04 níveis de acordo com o tecido específico do tumor.

Leia mais

DERMATITE ALÉRGICA A PICADA DE INSETOS EM EQUINO RELATO DE CASO

DERMATITE ALÉRGICA A PICADA DE INSETOS EM EQUINO RELATO DE CASO DERMATITE ALÉRGICA A PICADA DE INSETOS EM EQUINO RELATO DE CASO LUCCHIARI, Gustavo Vendrame MARQUES, Débora Juliana Discente do Curso de Medicina Veterinária FAEF Garça. Rodovia Comandante João Ribeiro

Leia mais

Modelagem Fuzzy para Predizer os Riscos de Recidiva e Progressão de Tumores Superficiais de Bexiga

Modelagem Fuzzy para Predizer os Riscos de Recidiva e Progressão de Tumores Superficiais de Bexiga Biomatemática 2 (2), ISSN 679-365X Uma Publicação do Grupo de Biomatemática IMECC UNICAMP Modelagem Fuzzy para Predizer os Riscos de Recidiva e Progressão de Tumores Superficiais de Bexiga Kenia D. Savergnini,

Leia mais

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal Patologia Bucal Prof. Patrícia Cé No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia,

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE VETERINÁRIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE VETERINÁRIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE VETERINÁRIA NEOPLASIAS CUTÂNEAS EM CÃES Roberta Mazzocchin PORTO ALEGRE 2013/1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE VETERINÁRIA

Leia mais

MASTOCITOMA CUTÂNEO FELINO: RELATO DE CASO FELINE CUTANEOUS MAST CELL TUMORS: CASE REPORT

MASTOCITOMA CUTÂNEO FELINO: RELATO DE CASO FELINE CUTANEOUS MAST CELL TUMORS: CASE REPORT 1 MASTOCITOMA CUTÂNEO FELINO: RELATO DE CASO FELINE CUTANEOUS MAST CELL TUMORS: CASE REPORT Patricia Neves Batina 1 * Sonia Terezinha dos Anjos Lopes 2 Luciano Santos da Fonseca 3 Sandra Bassani Silva

Leia mais

Prevalência de neoplasmas cutâneos em cães da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS: casos ( ) 1

Prevalência de neoplasmas cutâneos em cães da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS: casos ( ) 1 Prevalência de neoplasmas cutâneos em cães da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS: 1.017 casos (2002-2007) 1 Adriana E.W.B. Meirelles 2, Eduardo C. Oliveira 2, Berenice A. Rodrigues 3, Giovana R.

Leia mais

Registro Hospitalar de Câncer: Conceitos, rotinas e instruções de preenchimento

Registro Hospitalar de Câncer: Conceitos, rotinas e instruções de preenchimento Fundação Oncocentro de São Paulo Registro Hospitalar de Câncer: Conceitos, rotinas e instruções de preenchimento 2013 2º edição ÍNDICE APRESENTAÇÃO p. 03 1 ROTINAS E CONCEITOS p. 05 1.1 REGISTRO HOSPITALAR

Leia mais

LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO

LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO 1 LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO IVAN BRAGA RODRIGUES DE SOUZA 1, EDUARDO FERNANDES BONDAN 1,2, SANDRA CASTRO POPPE 1,2 1 Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo (SP), Brasil; 2 Universidade

Leia mais

ASPECTOS CLÍNICOS E FATORES PROGNÓSTICOS DO MELANOMA ORAL DE QUATRO CÃES (Clinical aspects and prognostic factors of the oral melanoma of four dogs)

ASPECTOS CLÍNICOS E FATORES PROGNÓSTICOS DO MELANOMA ORAL DE QUATRO CÃES (Clinical aspects and prognostic factors of the oral melanoma of four dogs) ASPECTOS CLÍNICOS E FATORES PROGNÓSTICOS DO MELANOMA ORAL DE QUATRO CÃES (Clinical aspects and prognostic factors of the oral melanoma of four dogs) Cristina Rauen RIBAS 1* ; Antonia Maria B. PRADO 1 ;

Leia mais

AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS

AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS Melissa Spader 1, Josiane Bonel-Raposo *2, Cristina Gevehr Fernandes 2, Michele

Leia mais

REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA ISSN: Ano IX Número 18 Janeiro de 2012 Periódicos Semestral

REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA ISSN: Ano IX Número 18 Janeiro de 2012 Periódicos Semestral ESTUDO RETROSPECTIVO DA APLICAÇÃO DO DIAGNÓSTICO CITOPATOLÓGICO E AVALIAÇÃO DA SOBREVIDA DAS NEOPLASIAS MAMÁRIAS DE CADELAS ATENDIDAS HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ UENP-CLM

Leia mais

TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) - REVISÃO DE LITERATURA TRANSMISSIBLE VENERAL TUMOR (TVT) REVIEW

TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) - REVISÃO DE LITERATURA TRANSMISSIBLE VENERAL TUMOR (TVT) REVIEW TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) - REVISÃO DE LITERATURA TRANSMISSIBLE VENERAL TUMOR (TVT) REVIEW SANTOS, Mariana Soares Pereira dos Acadêmica do curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Medicina

Leia mais

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM PREPUCIO DE EQUINO RELATO DE CASO SQUAMOUS CELL CARCINOMA IN EQUINE FORESKINS CASE REPORT

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM PREPUCIO DE EQUINO RELATO DE CASO SQUAMOUS CELL CARCINOMA IN EQUINE FORESKINS CASE REPORT CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM PREPUCIO DE EQUINO RELATO DE CASO SQUAMOUS CELL CARCINOMA IN EQUINE FORESKINS CASE REPORT BATAIER, Miguel Neto ALVES, Rafael Massei ZANATTA, Julio Cesar BORALLI, Igor

Leia mais

CARACTERÍSTICAS E PREVALÊNCIA DO CÂNCER DE PÊNIS.

CARACTERÍSTICAS E PREVALÊNCIA DO CÂNCER DE PÊNIS. CARACTERÍSTICAS E PREVALÊNCIA DO CÂNCER DE PÊNIS. Kamylla Sejane Pouso Freitas; Ângela karina da Costa Silva; Arinah Lopes; Núbia Aguiar Marinho; Mônica de Oliveira Santos (mosbio@hotmail.com) FACULDADE

Leia mais

Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística

Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística Walter Bertequini Nagata 1 Sílvia Helena Venturoli Perri 2 Flávia de Rezende Eugênio 3 Maria Gisela Laranjeira

Leia mais

Autópsia-Carcinoma de Reto

Autópsia-Carcinoma de Reto Autópsia-Carcinoma de Reto RESULTADO DE EXAME ANATOMOPATOLÓGICO N.º PG 163 NOME: PCQ RESID.: CIDADE: São Paulo - SP FONE: ( ) SEXO M IDADE 31 COR P PROFISSÃO: PEDIDO pelo Dr Clínica Cirúrgica TEL. ( )

Leia mais

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL Enviado por LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 04-Abr-2016 PQN - O Portal da Comunicação LINK COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - 04/04/2016 Que tal aproveitar o Dia Mundial do Câncer

Leia mais

QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA DE BOLSA ESCROTAL EM BOXER -RELATO DE CASO

QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA DE BOLSA ESCROTAL EM BOXER -RELATO DE CASO REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA ISSN: 1679-7353 QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA DE BOLSA ESCROTAL EM BOXER -RELATO DE CASO SANTOS, Luana Maria ROCHA, Jessé

Leia mais

USO DA TÉCNICA DE MICROARRANJO TECIDUAL NA CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS CANINAS NORMAIS E NEOPLÁSICAS

USO DA TÉCNICA DE MICROARRANJO TECIDUAL NA CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS CANINAS NORMAIS E NEOPLÁSICAS USO DA TÉCNICA DE MICROARRANJO TECIDUAL NA CLASSIFICAÇÃO DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS CANINAS NORMAIS E NEOPLÁSICAS Hugo Henrique FERREIRA, Denise Caroline TOLEDO, Veridiana Maria Brianezi Dignani de MOURA Pós-graduação

Leia mais

DIAGNÓSTICO DE MICOSES EM PEQUENOS ANIMAIS DA CIDADE DE PELOTAS-RS E REGIÃO

DIAGNÓSTICO DE MICOSES EM PEQUENOS ANIMAIS DA CIDADE DE PELOTAS-RS E REGIÃO Autor(es): DIAGNÓSTICO DE MICOSES EM PEQUENOS ANIMAIS DA CIDADE DE PELOTAS-RS E REGIÃO Apresentador: Orientador: Revisor 1: Revisor : Instituição: SANTIN, Rosema; MEINERZ, Ana Raquel Mano; XAVIER, Melissa

Leia mais

CENTRO DE NEGÓCIOS TRANSFRONTEIRICO ELVAS, 25, 26 E 27 DE OUTUBRO DE 2013 PAPERS IN CONFERENCE PROCEEDINGS

CENTRO DE NEGÓCIOS TRANSFRONTEIRICO ELVAS, 25, 26 E 27 DE OUTUBRO DE 2013 PAPERS IN CONFERENCE PROCEEDINGS CENTRO DE NEGÓCIOS TRANSFRONTEIRICO ELVAS, 25, 26 E 27 DE OUTUBRO DE 2013 PAPERS IN CONFERENCE PROCEEDINGS 021. CALCINOSIS CUTIS AND CALCINOSIS CIRCUMSCRIPTA Renato Pina 1, Fernando Esteves 1, Manuel Martins

Leia mais

30/05/2016 DISTORÇÃO ARQUITETURAL DISTORÇÃO ARQUITETURAL. DÚVIDAS DO DIA-A-DIA DISTORÇÃO ARQUITETURAL e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio?

30/05/2016 DISTORÇÃO ARQUITETURAL DISTORÇÃO ARQUITETURAL. DÚVIDAS DO DIA-A-DIA DISTORÇÃO ARQUITETURAL e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio? finas linhas ou espículas irradiando-se de um ponto DÚVIDAS DO DIA-A-DIA e ASSIMETRIAS Como vencer este desafio? retração focal, distorção ou retificação da porção anterior ou posterior do parênquima BI-RADS

Leia mais

Programa Sol Amigo. Diretrizes. Ilustração: Programa Sunwise Environmental Protection Agency - EPA

Programa Sol Amigo. Diretrizes. Ilustração: Programa Sunwise Environmental Protection Agency - EPA Programa Sol Amigo Diretrizes Ilustração: Programa Sunwise Environmental Protection Agency - EPA 2007 CONTEÚDO Coordenador do programa... 3 Introdução... 4 Objetivos... 5 Metodologia... 6 Avaliação do

Leia mais

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo?

Fundamentos de oncologia. Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? BIOLOGIA Cláudio Góes Fundamentos de oncologia 1. Introdução Você sabe o que é o câncer e como ele se desenvolve em nosso corpo? Nesta unidade, você verá que o termo câncer refere-se a uma variedade de

Leia mais

RLN (regional lymphnode linfonodo regional) 53-74%(tamanho não esta alterado). Pacientes com Mandubulectomia e Maxilectomia o MST é acima de um ano.

RLN (regional lymphnode linfonodo regional) 53-74%(tamanho não esta alterado). Pacientes com Mandubulectomia e Maxilectomia o MST é acima de um ano. Cirur.: Cirugia RLN:Regional Lynphonode/ Limfonodo regional Neoplasias Orais MST: Mean survive time/tempo médio de sobrevivência Leonel Rocha, DVM, MV DentalPet@gmail.com Melanoma maligno É o tumor oral

Leia mais

TUMORES OSSEOS EM CABEÇA E PESCOÇO

TUMORES OSSEOS EM CABEÇA E PESCOÇO CABEÇA E PECOÇO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ HOSPITAL WALTER CANTÍDIO Residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço TUMORES OSSEOS EM Geamberg Macêdo Agosto - 2006 TUMORES ÓSSEOS BÊNIGNOS OSTEOMA CONDROMAS

Leia mais

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Abordagens combinadas envolvendo parotidectomia e ressecção do osso temporal as vezes são necessárias como parte de ressecções

Leia mais

Introdução. Graduanda do Curso de Medicina Veterinária UNIVIÇOSA. E-mail: isapvet@hotmail.com. 2

Introdução. Graduanda do Curso de Medicina Veterinária UNIVIÇOSA. E-mail: isapvet@hotmail.com. 2 HEMIVÉRTEBRA EM CÃES - REVISÃO Isabella de Paula Valeriano 1, Ronaldo Oliveira Silveira 2, João Paulo Machado 3, Waleska de Melo Ferreira Dantas 4, Paula Piccolo Miatan 5 Resumo: A hemivértebra é uma malformação,

Leia mais

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Nódulos tiroideanos são comuns afetam 4- a 10% da população (EUA) Pesquisas de autópsias: 37

Leia mais

CISTOS DA RETE OVARII EM CADELAS E GATAS SUBMETIDAS A CASTRAÇÃO ELETIVA CYSTS OF RETE OVARII IN DOGS AND CATS UNDERGOING ELECTIVE CASTRATION

CISTOS DA RETE OVARII EM CADELAS E GATAS SUBMETIDAS A CASTRAÇÃO ELETIVA CYSTS OF RETE OVARII IN DOGS AND CATS UNDERGOING ELECTIVE CASTRATION 1 CISTOS DA RETE OVARII EM CADELAS E GATAS SUBMETIDAS A CASTRAÇÃO ELETIVA CYSTS OF RETE OVARII IN DOGS AND CATS UNDERGOING ELECTIVE CASTRATION LUCIEN ROBERTA VALENTE MIRANDA DE AGUIRRA, RENZO BRITO LOBATO,

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

Agentes... Célula Normal. Causa... Divisão Celular. Célula Neoplásica. Divisão Celular. Físicos Químicos Biológicos. Fatores Reguladores.

Agentes... Célula Normal. Causa... Divisão Celular. Célula Neoplásica. Divisão Celular. Físicos Químicos Biológicos. Fatores Reguladores. Célula Normal Ciclo Celular G 0 /G 1 /S/G 2 /M Divisão Celular Neoplasias Fatores Reguladores Controlada Estimuladores Inibidores Homeostase Célula Neoplásica Divisão Celular Ciclo Celular G 0 /G 1 /S/G

Leia mais

Ordem dos Médicos Dentistas Lisboa - Programa de intervenção precoce no cancro oral Avaliação de candidatos

Ordem dos Médicos Dentistas Lisboa - Programa de intervenção precoce no cancro oral Avaliação de candidatos Esta prova tem a duração de 30 minutos. O total das perguntas equivale a 20 valores. Marque com V/F (verdade ou falso) na folha de resposta. As respostas erradas descontam 25% do valor de cada resposta

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA LABORATÓRIO DE PATOLOGIA VETERINÁRIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA LABORATÓRIO DE PATOLOGIA VETERINÁRIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA LABORATÓRIO DE PATOLOGIA VETERINÁRIA PROJETO DE PESQUISA Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária - Doutorado

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA CURSO DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA CURSO DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO INSTITUTO QUALITTAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA CURSO DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA LEVANTAMENTO DE EXAMES CITOLÓGICOS REALIZADOS NA REGIÃO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS,

Leia mais

INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA

INSTITUIÇÃO: ÁREA TEMÁTICA TÍTULO: ANÁLISE DE RASPADOS CUTÂNEOS PARA DIAGNÓSTICO DE DERMATOFITOSES EM ANIMAIS ATENDIDOS PELO HOSPITAL VETERINÁRIO (UFRPE) AUTORES: R. F. C. VIEIRA; L. B. G. SILVA; M. L. FIGUEIREDO; R. A. MOTA; A.

Leia mais

Uso do Prediderm (prednisolona) no tratamento de dermatopatia e uveíte resultantes de alergia alimentar em cão da Raça Akita: relato de caso

Uso do Prediderm (prednisolona) no tratamento de dermatopatia e uveíte resultantes de alergia alimentar em cão da Raça Akita: relato de caso Uso do Prediderm (prednisolona) no tratamento de dermatopatia e uveíte resultantes de alergia alimentar em cão da Raça Akita: relato de caso Júllio da Costa Batista Parente I ; Bruna Pinto Coutinho II

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE PÓS GRADUÇÃO QUALITTAS / UCB CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE PÓS GRADUÇÃO QUALITTAS / UCB CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE PÓS GRADUÇÃO QUALITTAS / UCB CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE PEQUENOS ANIMAIS CELULITE JUVENIL EM UM CANINO DA RAÇA BASSET HOUND - RELATO DE CASO Carolina Oliveira Araujo

Leia mais

TRATAMENTO CONVENCIONAL ASSOCIADO À SUPLEMENTAÇÃO FITOTERÁPICA NA DERMATOFITOSE CANINA RELATO DE CASO CONRADO, N.S. 1

TRATAMENTO CONVENCIONAL ASSOCIADO À SUPLEMENTAÇÃO FITOTERÁPICA NA DERMATOFITOSE CANINA RELATO DE CASO CONRADO, N.S. 1 TRATAMENTO CONVENCIONAL ASSOCIADO À SUPLEMENTAÇÃO FITOTERÁPICA NA DERMATOFITOSE CANINA RELATO DE CASO CONRADO, N.S. 1 1 - Graduanda em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Rio Preto UNIRP

Leia mais

Registo Oncológico Nacional 2008

Registo Oncológico Nacional 2008 Registo Oncológico Nacional 2008 Elaborado pelo Registo Oncológico Regional do Centro Editado pelo Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil EPE 2 Registo Oncológico Nacional 2008 Elaborado

Leia mais

APESP 246 Caso Botucatu. Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2

APESP 246 Caso Botucatu. Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2 APESP 246 Caso Botucatu Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2 História Clínica LP, 55 anos, homem, branco, pedreiro, hipertenso Massa palpável em flanco E TC = massa de 8 cm no pólo superior renal

Leia mais

FARINGE. Rinofaringe. Orofaringe. Hipofaringe. Esôfago. Laringe. Traquéia

FARINGE. Rinofaringe. Orofaringe. Hipofaringe. Esôfago. Laringe. Traquéia OROFARINGE Os tumores de cabeça e de pescoço totalizam 4,5% dos casos de diagnósticos de câncer. Uma importante fração dos tumores malignos da região da cabeça e pescoço se localiza primeiramente na orofaringe.

Leia mais

Tumores Odontogênicos

Tumores Odontogênicos Karla Mayra Rezende Marcelo Bönecker Tumores Odontogênicos Introdução Tumores odontogênicos compreendem grupos de neoplasias que tem como origem os tecidos formadores dos dentes. O clinico tem como responsabilidade

Leia mais

Neoplasias em Canídeos: Um Estudo Descritivo (2008-2010)

Neoplasias em Canídeos: Um Estudo Descritivo (2008-2010) Sara Isabel Costa Santos Neoplasias em Canídeos: Um Estudo Descritivo (2008-2010) Orientador: Professor Doutor Pedro Faísca Co- Orientador: Dr.ª Madalena Monteiro Universidade Lusófona de Humanidades e

Leia mais

COBERTURA DE MAMOGRAFIAS REALIZADAS NO MUNICÍPIO DE SOUSA PARAÍBA COM REGISTRO NO SISMAMA

COBERTURA DE MAMOGRAFIAS REALIZADAS NO MUNICÍPIO DE SOUSA PARAÍBA COM REGISTRO NO SISMAMA COBERTURA DE MAMOGRAFIAS REALIZADAS NO MUNICÍPIO DE SOUSA PARAÍBA COM REGISTRO NO SISMAMA 1 Introdução/ Desenvolvimento Alinne Vieira Alves 1 Ana Claudia Moreira Santaba 2 Ana Janielli de Souza 3 Juliana

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

Casuística de Carcinoma Epidermóide Cutâneo em bovinos do Campus Palotina da UFPR

Casuística de Carcinoma Epidermóide Cutâneo em bovinos do Campus Palotina da UFPR Palotina da UPR. Acta Scientiae Veterinariae. 36(2): 155-159. Acta Scientiae Veterinarie. 36(2): 155-159, 2008. SHORT COMMUNICATION Pub. 779 ISSN 1678-0345 (Print) ISSN 1679-9216 (Online) Casuística de

Leia mais