PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PDI UCB

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1 PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PDI UCB janeiro de

2 ÍNDICE Item Conteúdo Página 1 APRESENTAÇÃO 04 2 A INSTITUIÇÃO MISSÃO E VISÃO PRINCÍPIOS E OBJETIVOS ANTECEDENTES HISTÓRICOS 09 3 DIAGNÓSTICO INSERÇÃO REGIONAL ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ACADÊMICA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA ENSINO DE GRADUAÇÃO ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EXTENSÃO AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 51 4 CORPO SOCIAL CORPO DOCENTE CORPO DISCENTE CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO 58 5 INFRA-ESTRUTURA ÁREA FÍSICA SISTEMAS DE BIBLIOTECAS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LABORATÓRIOS CAMPOS DE ESTÁGIO CLÍNICA ESCOLA, 65 CLÍNICA VETERINÁRIA E NCPJ 6 FORÇAS, OPORTUNIDADES, FRAQUEZAS E AMEAÇAS 66 7 PLANO DE DESENVOLVIMENTO ( ) CENÁRIOS PROSPECTIVOS POLÍTICAS, OBJETIVOS, ESTRATÉGIAS E AÇÕES ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA GRADUAÇÃO 71 2

3 PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EXTENSÃO AVALIAÇÃO 2.3. CORPO SOCIAL CORPO DOCENTE CORPO DISCENTE CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO 2.4. INFRA-ESTRUTURA ÁREA FÍSICA SISTEMAS DE BIBLIOTECAS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO LABORATÓRIOS

4 APRESENTAÇÃO A Universidade Castelo Branco UCB apresenta a atualização de seu Plano de Desenvolvimento Institucional 2012 a 2016, elaborado a partir do segundo semestre de 2011, pautada em uma meta avaliação de desempenho frente as metas preconizadas no PDI anterior e em consonância com as alterações verificadas no panorama sócio político educacional e tecnológico brasileiro. O presente documento reflete o conjunto de propostas apresentadas pela administração da UCB ao longo dos últimos meses. As referidas propostas foram fruto de reuniões que contaram com a participação da Chancelaria, Reitoria, Vice-Reitorias, Pró-Reitoria, Coordenação de Educação a Distância CEaD, Coordenações de Cursos, Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento Pedagógico, Avaliação Institucional e representantes do Corpo Docente e do Segmento Administrativo. Mantém os mecanismos estabelecidos e acompanhamento das metas e os parâmetros determinantes para o êxito da IES no cumprimento de sua missão e visão, nas quais se destacam: a) garantia da qualidade do ensino e desenvolvimento da pesquisa na formação acadêmica e profissional; b) busca da educação continuada; c) ênfase na utilização de novas tecnologias e de múltiplos códigos de linguagem; d) consciência da necessidade de redução das desigualdades sociais e da preservação do meio ambiente. 4

5 I A INSTITUIÇÃO 1. MISSÃO E VISÃO A Universidade Castelo Branco tem como missão contribuir para a construção e o desenvolvimento sustentável de uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidades para todos ao oportunizar, numa perspectiva críticoreconstrutiva, a socialização e a produção do conhecimento científico, formando profissionais para intervir em diferentes áreas de atuação acadêmicoprofissional, tendo como princípios pressupostos humanísticos, da inclusão social e da cidadania emancipada. A esta missão conjuga-se a Visão de ser reconhecida por sua importância para o desenvolvimento sustentável regional e, em especial, da zona oeste do Município do Rio de Janeiro, por meio da oferta qualificada de formação acadêmica e profissional para o mundo do trabalho, da produção crítica e reconstrutiva do conhecimento e da realização de programas/projetos de ação social que tenha como horizonte a inclusão social e a formação cidadã. A UCB busca interagir com seu meio, utilizando conhecimentos por ela produzidos para responder às demandas regionais, objetivando subsidiar as transformações sociais necessárias para uma sociedade mais justa e equânime. Considera, em consonância com os Planos Nacional de Graduação e de Pósgraduação, que a formação graduada e pós-graduada não deve restringir-se à simples profissionalização, estrita e especializada, mas há que propiciar também a aquisição de competências de longo prazo, o domínio de métodos analíticos, de múltiplos códigos e linguagens, de uma mentalidade científica, de uma qualificação intelectual suficientemente ampla e abstrata para constituir, por sua vez, base sólida para a aquisição contínua e eficiente de conhecimentos específicos, numa perspectiva de educação continuada. Como parte de sua missão, e para concretizar seus propósitos torna-se imperioso que a UCB atue com: Competência, demonstrada pela sua capacidade de formar profissionais aptos ao enfrentamento das novas condições impostas pelos crescentes e 5

6 acelerados avanços da ciência e da técnica e pelas grandes mudanças verificadas nas relações de trabalho. Pertinência, capaz de permitir a rápida resposta às demandas e necessidades da sociedade, contribuindo efetivamente para a solução de problemas locais, regionais e nacionais e propondo soluções inovadoras e compatíveis com a realidade do país. Eqüidade, capaz de contribuir decisivamente para a igual distribuição de oportunidades a todos os cidadãos brasileiros. 6

7 2. PRINCÍPIOS E OBJETIVOS 2.1-PRINCÍPIOS QUE REGEM A VIDA UNIVERSITÁRIA DA UCB Excelência no ensino, práticas investigativas, pesquisa e extensão; Conduta ética em todos os campos de atividade, com estrita observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade; Compromisso com a construção de uma sociedade justa socialmente, ambientalmente responsável, respeitadora da diversidade e livre de todas as formas de opressão ou discriminação de classe, gênero, etnia ou nacionalidade; Respeito ao pluralismo de idéias e concepções educacionais/pedagógicas; Educação continuada como mecanismo de construção e socialização de conhecimentos, pautando a formação de profissionais com base em princípios humanísticos, éticos e de exercício da cidadania; Valorização da cultura nacional, regional e local; Construção/reconstrução do conhecimento considerando as novas tecnologias que possibilitem a inovação do processo pedagógico; Gestão transparente e participativa; Otimização e racionalização dos recursos humanos, tecnológicos, físicos e financeiros; Unidade de patrimônio e de gestão administrativa e financeira. 2.2-OBJETIVOS Formar cidadãos movidos pela busca do aperfeiçoamento permanente e aptos a contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico, social, econômico, ambiental, histórico e cultural, com pensamento reflexivo e crítico, capazes de participar do mundo do trabalho e da sociedade brasileira; Viabilizar a efetividade das políticas de ensino, pesquisa, extensão e pósgraduação; Contribuir para a inserção social por meio do ensino, da pesquisa, das práticas investigativas e da extensão; Promover uma ampla inserção da educação nos âmbitos regional e nacional por meio de programas de Educação a Distancia; 7

8 Desenvolver intercâmbio com a sociedade civil organizada, assegurando o ingresso e a circulação no interior da Universidade das múltiplas formas de saber e da experiência técnica, bem como da cultura com reconhecimento da relevância dos conhecimentos e experiências desses atores sociais para o aprimoramento acadêmico; Atuar institucionalmente com base na responsabilidade social, considerando especialmente o que se refere à contribuição para a inclusão social, o desenvolvimento econômico e social, a defesa do meio ambiente, da memória e do patrimônio cultural; Tornar efetivos os mecanismos para uma comunicação clara, eficiente e eficaz, entre os membros da comunidade interna e entre a instituição e a comunidade externa; Incentivar o aperfeiçoamento, o desenvolvimento profissional e as condições de trabalho dos colaboradores da UCB; Promover atividades de educação socioambiental junto às partes interessadas (stakeholders) em prol do estabelecimento do conceito de desenvolvimento sustentável; Conduzir a organização e a gestão da UCB, de forma transparente, colaborativa e participativa; Melhorar as condições de infraestrutura da Universidade para atender ao processo administrativo e acadêmico; Efetivar e aprimorar, continuamente, o processo de avaliação institucional; Desenvolver esforços para garantia da sustentabilidade financeira da UCB, objetivando a continuidade dos compromissos na oferta da educação superior atendendo aos padrões de qualidade. 8

9 3. ANTECEDENTES HISTÓRICOS A UCB é uma constante oportunidade para a Zona Oeste. É uma Universidade em permanente construção. A Universidade Castelo Branco é uma das mais jovens universidades do Rio de Janeiro e sua trajetória se confunde com a recente história da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Começa em 1963, quando é criada uma pequena escola primária - Colégio de Aplicação Dr Paulo Gissoni - em Realengo, bairro que se resumia a algumas casas e muito mato, mais parecido a uma zona rural do que a um bairro de uma cidade que há poucos anos deixara de ser a capital federal. O crescimento e desenvolvimento do colégio, bem como os positivos resultados da missão educativa empreendida naquela época, deram espaços a sonhos e compromissos maiores, caminhando pelo ensino básico ao ensino superior. Em menos de dez anos foi criado o Centro de Estudos Universitários Paulo Gissoni, fundado em março de 1971, o que justificou a implementação do Centro Educacional Realengo (CER), como entidade mantenedora, instalando-se na Av. Santa Cruz 1.631, Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Os primeiros cursos superiores foram autorizados a funcionar com a criação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras Marechal Castelo Branco, em outubro de 1971, e da Faculdade de Educação Física da Guanabara, em novembro de Em 1976, as duas faculdades passaram a constituir as Faculdades Integradas Castelo Branco (FICAB), com a aprovação do Regimento Unificado pelo parecer CFE n.º 2903/71, de julho de 1975, seguindo-se o reconhecimento em dezembro de 1976 dos cursos que foram instalados inicialmente. Com a implantação das FICAB, começa o processo de ampliação das instalações em Realengo. Nos anos seguintes, até o final da década de 1980, outros cursos, como Matemática, Pedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Administração e Informática juntam-se aos já tradicionais Letras e Educação Física. A meta era ir mais além: oferecer o ensino como empenho universal em sua ampla gama de possibilidades e inteirar-se a respeito das novas demandas 9

10 e especializações. Por isso, na década de 90, iniciou-se o processo formal de transformação das FICAB em uma Universidade, com o acolhimento pelo CFE da carta-consulta para criação da Universidade Castelo Branco, pela via de autorização em 18/2/1991. No ano seguinte, no dia 23/7, foi aprovada a autorização para implementação do Projeto da UCB e, em 30/07, a autorização para funcionamento do curso de Ciências Biológicas. O processo de desenvolvimento da UCB prosseguiu com o reconhecimento, em 1993, dos cursos de Serviço Social, Administração e Tecnologia em Processamento de Dados. Além do ensino, vinha-se empreendendo relevantes ações extensionistas junto à comunidade do seu entorno, bem como a produção de conhecimentos acadêmicos. A criação oficial da Universidade Castelo Branco UCB - ocorreu no dia 4 de janeiro de 1995, baseada na Portaria Ministerial n.º de 29 de dezembro de 1994, com publicação no Diário Oficial da União de 30 de dezembro de 1994, Seção 1, p Esta nova condição traz renovado impulso ao processo de ampliação das instalações da nova Universidade, tendo a inauguração do centro esportivo representado o pioneirismo e o compromisso com a qualidade de ensino. O crescimento e a expansão da Universidade continuaram com a implementação de novos campi e unidades: Penha, em 1996; Recreio, em 2003; Santa Cruz, em 2006; Rocha Miranda, em 2008 (atualmente desativado), Centro, em 2007 e Guadalupe, em Quanto aos novos cursos, em 1995, são criados os Cursos: de Ciências Contábeis e de Comunicação Social, hoje divido em Curso de Jornalismo e Curso de Propaganda e Publicidade. Em 1996, começam os Cursos: Direito, Sistema de Informação; e Habilitação de Português/Espanhol, no Curso de Letras. Em 1997, o Curso de Medicina Veterinária. Em 1998, no Curso de Pedagogia, Habilitação em Magistério na Educação Infantil e nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental e Administração Escolar. Mas a UCB, continua e ainda em 1998, foi criado o Centro Superior de Educação e Aperfeiçoamento Profissional CEDAP, voltado preferencialmente para atender às necessidades e oportunidades do mercado de trabalho característico da Região de inserção da IES, composto por seis núcleos: 10

11 Inovação Tecnológica, Arte e Cultura, Negócios e Empreendimentos, Turismo e Hotelaria, Lazer e Esporte e Formação Profissional na Saúde. Já no novo milênio, mais uma vez atendendo às necessidades da demanda local, são criados os Cursos de Enfermagem, Nutrição, Biomedicina e os Superiores de Tecnologia, estes últimos, em substituição aos sequenciais ofertados pelo CEDAP. Ressalta-se que todos os referidos cursos apresentavam-se em conformidade com o previsto no PDI da UCB. Em 2009 foi instituída a Reforma Curricular agrupando os seus cursos em escolas para melhor desenvolver suas ações e atingir de forma efetiva o preconizado em sua missão educação permanente objetivando o desenvolvimento tecnológico, científico, cultural, social, humano e sustentável de sua área de influência, pautado com princípios humanísticos, éticos e de exercício da cidadania. As quatro Escolas formadas agrupam cursos por área de conhecimento e de atuação, visualizando as oportunidades e necessidades do mercado da região em que se insere. 11

12 ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO E TECNOLOGIA anel rodoviário - ligará o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em São Gonçalo, ao Porto de Sepetiba, passando pelo Pólo Gás- Químico, nas proximidades da Refinaria Duque de Caxias; Companhia Siderúrgica do Atlântico, recentemente inaugurada, a duplicação da Companhia Siderúrgica Nacional e da COSIGUA; estimativa de que os empreendimentos localizados em Santa Cruz, Campo Grande e Itaguaí ( Porto de Sepetiba), ultrapassem a casa dos cem mil profissionais, cerca de 30% com o diploma de nível superior; Zona Oeste como principal foco de obras de infraestrutura de transportes e de instalações esportivas para a Olimpíada de 2016 ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO MEIO AMBIENTE forte carência e precariedade no atendimento a saúde publica, à demanda de saneamento básico, com apenas 5% da região assistida por rede e tratamento de esgoto; Realengo ocupa o 89º lugar em relação aos Índices de Desenvolvimento Humano IDH (IBGE, 2000); a transição demográfica e epidemiológica vem alterando as necessidades e demandas populacionais por atenção à saúde, indicando a necessidade de articulação entre a formação profissional e a organização do sistema de saúde; PPCs contemplando o arcabouço teórico do SUS, valorizando os postulados éticos, a cidadania, a epidemiologia e o processo saúde/doença/cuidado, para garantir formação contemporânea (referenciais nacionais e internacionais de qualidade). ESCOLA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES formação humanística e compromisso público de aplicar seus estudos à prática social; futuro professor - pensar o ensino em sua totalidade, consciente da necessidade de contínuo aperfeiçoamento, face às constantes mudanças provocadas pelas TICs; melhoria de qualidade do ensino básico e superior; reflexão crítica sobre a prática pedagógica frente às novas demandas. 12

13 ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAIS desenvolvimento de tecnologias sociais que visam a melhoria da qualidade de vida da população; PAC - mediação para minimização dos impactos socioambientais e contribuição para o desenvolvimento local; em 2006, o setor de transporte e comunicação manteve o segundo lugar em empregabilidade na região de Bangu, totalizando 15,5% dos postos de trabalho, e foi ultrapassado por Campo Grande no setor de ensino (12,7%); desenvolvimento cultural, econômico, político, social e sustentável. Pólo industrial, não somente - Complexo Petroquímico de Duque de Caxias, Porto de Itaguaí, Complexo Siderúrgico e Industrial de Santa Cruz,... Cabe ressaltar que há, na UCB, cuidado especial em projetar e consolidar a integração e a articulação das quatro Escolas, de seus campi e unidades tanto na organização acadêmico-administrativa, como nos Projetos Pedagógicos dos Cursos, nos critérios e regras para seleção do corpo docente, na organização e disposição de bibliotecas. O caminho que culminou com a criação da Universidade Castelo Branco foi rápido e denota o impulso de desenvolvimento característico da região onde ela se localiza. A Zona Oeste, como foi dito, constitui-se na direção natural e mais promissora de expansão do Município do Rio de Janeiro. A UCB, em sua breve trajetória no Ensino Superior brasileiro, tem se posicionado de forma pró-ativa quanto ao atendimento das normas da legislação educacional no país e às orientações e diretrizes estipuladas pelo Ministério de Educação. E, vencendo empecilhos naturais do mercado brasileiro e sempre ligada à comunidade, empenha-se em democratizar o ensino, levando-o a áreas, muitas vezes, de acentuado desequilíbrio socioeconômico e também mantendo projetos que incentivam à cidadania, capacitam profissionais e possibilitam a inclusão social. Desde a sua criação, neste sentido, a UCB vem desenvolvendo um trabalho de inserção e intercâmbio com as comunidades em seu entorno por meio de ações de inclusão, diretamente voltadas para o atendimento das demandas regionais e locais, respeitando sempre as especificidades de cada comunidade e procurando contribuir para a compreensão de seus problemas. 13

14 No ano de 2007 foi criado o Núcleo de Gestão de Programas Sociais (NGPS), com o objetivo de Potencializar e articular Ações de Extensão nos Cursos de Graduação, fortalecendo os vínculos com a população da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. O NGPS atende no térreo do bloco G1 Térreo - no campus Realengo, oportunizando aos alunos a realização de uma vivência profissional, desenvolvendo o sentido da cidadania e a visão crítica necessários a um processo de formação profissional sintonizado com a realidade brasileira e local e suas transformações. Atualmente, existem cerca de 19 (dezenove) Programas e Projetos que atendem a comunidade, abrangendo as áreas da saúde, Educação, Esporte e Meio Ambiente. Na busca pela construção de uma sociedade mais justa e equânime, eliminadora das muitas desigualdades verificadas na sociedade na qual se insere, a UCB manifesta seu comprometimento com o desenvolvimento local e regional, respondendo às demandas sociais identificadas através de interação permanente com seu entorno para o necessário transformar da realidade, assim como no comprometimento em acompanhar as metas traçadas pelo governo do estado e município do Rio de janeiro, no sentido de corroborar para seu alcance. 14

15 II- DIAGNÓSTICO DA ENTIDADE MANTENEDORA Nome: Centro Educacional de Realengo Sigla: CER Endereço: Av. Santa Cruz Bairro: Realengo Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ Telefone: (21) Documento de Criação: Registro n. o Livro C n. o 14 Inscrição no INSS: CNPJ: / Data: 22 de março de 1973 DA UNIVERSIDADE Nome: Universidade Castelo Branco Sigla: UCB Endereço: Av. Santa Cruz Bairro: Realengo Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ Telefone: (21) Fax: (21) Ato de Reconhecimento: Portaria Ministerial n. o Data: 29 de dezembro de 1994 Publicação: DOU de 30/12/94, Seção I, p

16 1. INSERÇÃO REGIONAL INSTALAÇÕES DA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CAMPI ENDEREÇO TELEFONE Realengo Av. Santa Cruz, Realengo RJ (21) Fax (21) Penha Rua Com. Vergueiro da Cruz, 480, Penha (21) RJ Fax (21) UNIDADES ENDEREÇO TELEFONE Centro Rua da Quitanda, 71-6º andar Centro (21) Guadalupe Av. Brasil Guadalupe - Rio de Janeiro/RJ (21) (21) Recreio Av. Salvador Allende, 6700, Recreio RJ (21) Rocha Miranda em extinção Av. dos Italianos, 374, Rocha Miranda (21) A SITUAÇÃO DA UCB NO CONTEXTO LOCAL E NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A Universidade Castelo Branco concentra primordialmente suas atividades em seu campus sede, localizado em Realengo, bairro da Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, onde começou a sua trajetória educacional. A região foi incorporada a partir da década de 1970, como área periférica; ao mesmo tempo, foi afetada tanto por uma ultrajante especulação imobiliária, sob a qual 16

17 se soterrou uma memória regional de peso histórico significativo, quanto pela degradação de sua atividade agrícola responsável pela ocupação regular da região a partir do século XX. A UCB possui outros campi e unidades distribuídos pela Cidade e Estado do Rio de Janeiro, a saber, Unidade Recreio - também na Zona Oeste, Unidade Centro - no Centro da Cidade, Campus Penha e Unidade Guadalupe - ambas na Zona Norte do Município. Realengo, como toda a Zona Oeste, urbanizou-se e conta com amplo comércio, empresas de prestação de serviços e indústrias, tendo como principais vias de acesso a Linha Férrea Supervia, as Avenidas: Brasil, das Américas, Santa Cruz, Cesário de Melo, além das vias intermediárias e será beneficiada com as obras de grandes vias ou corredores do sistema BRT (Bus Rapide Transit) e BRS (Bus Rapid Sistem), como a BRT Transolímpica (liga Magalhães Bastos e Deodoro à Barra da Tijuca e ao Recreio), a BRT Transbrasil (Liga Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont e tem integração com a Transcarioca e a Transolímpica), a Transcarioca ( liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador), A Transoeste (liga Santa Cruz e Campo Grande à Barra da Tijuca), as BRS s 1, 2, 3, 4 e 5, algumas já entregues à população e outras serão completadas até 2016, eliminando as distâncias entre as diferentes zonas no Rio de Janeiro. Tendo a seu favor o desenvolvimento da malha de transportes urbanos e as demandas regionais, atualmente a UCB além de Realengo, possui outros campi e unidades distribuídos pela Cidade do Rio de Janeiro, a saber: Unidade Recreio - também na Zona Oeste; Unidade Centro - no Centro da Cidade; Campus Penha e Unidade Guadalupe - ambas no limite entre as Zonas Oeste e Norte do Município. E, para melhor entender a UCB, é imprescindível que se conheça um pouco da região em que se insere e atua, isto é, do Município do Rio de Janeiro, de sua Zona Oeste, de sua XXXII Região Administrativa e do Bairro Realengo, bem como da Região de Bangu, criada pelo Projeto de Cidades da Cidade, que aglutina as Regiões Administrativas de Bangu (XVII RA) e a de Realengo (XXXIII RA). 17

18 O Estado do Rio de Janeiro De acordo com o Plano Estratégico do Governo do Estado do Rio de Janeiro , O Rio de Janeiro é um dos menores estados do Brasil em termos geográficos. Com uma área territorial de 43,7 mil Km², o estado somente não é menor que SE e AL, além do DF. Contudo, a população, estimada em mais 15 milhões de habitantes (Censo 2010), o torna o terceiro mais populoso do país. Cerca de 96% da população do estado reside em áreas urbanas, sendo que a maior parte se concentra nos municípios da RMRJ. Ela engloba, aproximadamente 12 milhões de habitantes, representando 75% de toda a população do estado. É a segunda maior metrópole brasileira e uma das 15 maiores do mundo. Com um PIB de R$ 222 bilhões, a economia fluminense ocupa a segunda posição no ranking nacional (12,6% do PIB brasileiro). Sua estrutura produtiva é dominada pelas cadeias produtivas petrolíferas, metal-mecânica, químico-farmacêutica e serviços. Entretanto, o grande destaque do Rio de Janeiro no cenário econômico se refere ao setor petróleo: o estado responde por mais de 80% da produção nacional e possui a maior reserva do país. Pelo Censo Demográfico de 2010, o Rio de Janeiro pertence ao grupo dos estados com maior quantitativo populacional do Brasil. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná concentram 58,7% da população brasileira. Dado estatísticos do Estado do Rio de Janeiro: (tabela 1) Síntese das Informações sobre o Estado do Rio de Janeiro na Região Sudeste do Brasil Estado do Rio de Janeiro - Capital : Rio Sigla RJ Região - Sudeste de Janeiro População - Censo Pessoas BASE TERRITORIAL Área da ,054 Km 2 Unidade Territorial Densidade Demográfica 366,01 (hab/ km 2 ) Quantidade de Municípios 92 DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS PIB (2003) ,00 Reais Renda Per Capita (2004) ,00 Reais Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,807 (PNUD 2000) Principais atividades Econômicas Indústria, Turismo, Serviços e Extração de Petróleo Analfabetismo % Expectativa de vida ,4 anos 18

19 No relatório de 2010 do SEBRAE/RJ, além de chamar atenção para o potencial turístico natural do Estado por sua diversidade cultural e geográfica, informa que em 2008, o Rio de Janeiro registrou aproximadamente, 493 mil estabelecimentos formais, com as microempresas representando 90,8%, as pequenas empresas 7,6%, média empresas 0,9%, grandes empresas 0,7%, logo as micro e pequenas empresas perfazem os 98,4% do total. Das empresas registradas, o maior percentual ficou com o setor de serviços, seguido do setor do comércio, e o menor, no agronegócio, de acordo com o quadro abaixo. ESTABELECIMENTO POR SETOR ECONÔMICO E POR PORTE 2008 a 2010 Setor Micro Pequena Média Grande Total Setor Econômico Indústria ,3% Comércio ,0%, Serviços ,9% Agronegócios ,8% Total % Porte 90,8% 7,6% 0,9% 0,7% 100% *** Na exportação, os ramos de atividade de destaque entre as microempresas do estado, no primeiro semestre de 2009 foram o comércio e a indústria, que em conjunto, representam 90,7% do total. Ainda no relatório do SEBRAE/2010, dados da JUCERJ - Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, comparados nos período de janeiro a julho de 2009 e de 2010, indicam que houve, em 2010, um acréscimo de 8,04% na constituição de empresas e um decréscimo de 1,23% na extinção do número de empresas no Estado do Rio de Janeiro, como vemos demonstrado abaixo: MOVIMENTAÇÃO DE EMPRESAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 2009/ JUCERJ Constituição de Empresas Extinção de Empresas Mês/Ano Total Mês/Ano Total Janeiro a julho / Janeiro a julho / Janeiro a julho / Janeiro a julho / Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro 19

20 O Estado do Rio de Janeiro, cujo PIB 2009 cresceu 2% enquanto o do país recuou 0,3%, é o segundo menor estado da federação e a segunda maior economia da federação, tem como capital o Município do Rio de Janeiro, cujos dados serão apresentados no próximo item. O Município do Rio de Janeiro Dados estatísticos do Município do Rio de Janeiro: Síntese das Informações sobre o Município do Rio de Janeiro no Estado do Rio de Janeiro ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO e 2011 População Estimada Pessoas População Estimada BASE TERRITORIAL Área da Unidade Territorial 1.200,279 km 2 REPRESENTAÇÃO POLÍTICA Eleitorado Eleitores PRODUTO INTERNO BRUTO dos Municípios PIB ,95 Reais per capita ENSINO-Matrículas, Docentes e Rede Escolar-2009 Matrícula - Ensino Fundamental Matrículas Matrícula - Ensino Médio Docentes - Ensino Fundamental Docentes Docentes - Ensino Médio SERVIÇOS DE SAÚDE Estabelecimentos de Saúde SUS 257 Estabelecime ntos Estatística do Registro Civil - Nascidos vivos Pessoas registrados FINANÇAS PÚBLICAS Receitas orçamentárias realizadas Correntes ,20 Reais Despesas orçamentárias realizadas Correntes ,99 Reais Valor do Fundo de Participação dos Municípios ,10 Reais FPM ESTATÍSTICA DO CADASTRO CENTRAL DE EMPRESAS Número de Unidades locais Unidades Pessoal ocupado total Pessoas 20

21 A Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro A expansão para a zona oeste é clara, é o único vazio da cidade. O resto está muito concentrado... (SIDRA, Censo 2010, IBGE) A Zona Oeste do Rio de Janeiro é a região dos bairros a oeste do Maciço da Tijuca. Ocupa mais da metade do município e é composta pelos bairros de Anil, Bangu, Barra da Tijuca, Barra de Guaratiba, Camorim, Campo Grande, Campo dos Afonsos, Cidade de Deus, Colônia, Cosmos, Curicica, Deodoro, Freguesia de Jacarepaguá, Gardênia Azul, Gericinó, Grumari, Guaratiba, Inhoaíba, Itanhangá, Jacarepaguá, Jardim Sulacap, Joá, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pechincha, Pedra de Guaratiba, Praça Seca, Realengo, Recreio dos Bandeirantes, Rio das Pedras, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena, Vila Militar e Vila Valqueire. Possui principalmente duas vertentes: os bairros a Norte do Maciço da Pedra Branca (as redondezas de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz) e a sul, entre o Maciço e o mar (Baixada de Jacarepaguá - Jacarepaguá, Freguesia, Taquara, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Itanhangá, Vargem Grande, Vargem Pequena, Praça Seca, Realengo). A Zona Oeste é politicamente dividida em nove Regiões Administrativas: RA Região Administrativa Bairros XVI Jacarepaguá Anil, Curicica, Freguesia de Jacarepaguá, Gardênia Azul, Jacarepaguá, Pechincha, Praça Seca, Tanque, Taquara, Vila Valqueire e parte de Rio das Pedras. XVII Bangu Bangu, Padre Miguel, Senador Camará. e parte de Gericinó XVIII Campo Grande Campo Grande, Cosmos, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Inhoaíba XIX Santa Cruz Paciência, Santa Cruz, Sepetiba XXIV Barra da Tijuca Barra da Tijuca, Camorim, Grumari, Itanhangá, Joá, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande, Vargem Pequena e parte de Rio das Pedras. XXVI Guaratiba Barra de Guaratiba, Guaratiba, Pedra de Guaratiba. XXXII Colônia Juliano Moreira Colônia. XXXIII Realengo Campo dos Afonsos; Deodoro; Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Realengo, Vila Militar. XXXIV Cidade de Deus Cidade de Deus. junho de

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