EMERGÊNCIA. Experiência não é o que acontece a você. Éo que você faz com o que acontece a você. EMERGÊNCIAS MÉDICAS EM ODONTOLOGIA

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1 EMERGÊNCIAS MÉDICAS EM ODONTOLOGIA Experiência não é o que acontece a você. Éo que você faz com o que acontece a você. Aldous Huxley EMERGÊNCIA Éuma situação crítica, acontecimento perigoso ou dificuldade súbita que obriga o Cirurgião-Dentista a reconhecer e instituir medidas de pronto atendimento. Nunca perca a calma, mesmo não sabendo o que fazer... Pois, teoricamente você éa pessoa mais capacitada para lidar com esta situação. AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA REVISÃO DOS SISTEMAS CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO DO PACIENTE ANAMNESE EXAME CLÍNICO EXAMES COMPLEMENTARES ESTADO FÍSICO PACIENTE JOLLY, D.E. Evaluation of the medical history. Anesth Prog., v.42, p.84-89,

2 RECOMENDAÇÕES BÁSICAS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA Manter a calma Saber quando e a quem pedir socorro Estar treinado para executar as manobras de suporte básico de vida Saber lidar com equipamentos de emergência ANDRADE, E., RANALI, J. Emergências Médicas em Odontologia. São Paulo: Artes Profa.Dra.Cláudia Médicas, 2003, 163 Jordão p. Silva SUPORTE BÁSICO DE VIDA TEMPO DECORRIDO ENTRE A PC ÊXITO MANOBRAS DE RESSUCITAÇÃO Profa.Dra.Cláudia ( 1 a 4 ) Jordão Silva SEGUIMENTO DOS CUIDADOS AVANÇADOS (8 a 10 ) PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA RESPONDE À ESTIMULAÇÃO NÃO PEDIR AJUDA NO LOCAL SIM RESPIRAÇÃO (+) Desobstrução das vias aéreas Avaliar presença de respiração Avaliar presença de pulso carotídeo PULSO (-) PLANO I Avaliar injúrias PLANO II Posição de recuperação PLANO III Ventilar 10 vezes Continuar ventilando PLANO IV Iniciar RCP PLANO I Responsividade da vítima Investigação de prováveis injúrias Monitorizar sinais vitais: Pressão arterial Freqüência cardíaca Freqüência respiratória Se a vítima estiver inconsciente???? INCONSCIÊNCIA INCONSCIÊNCIA Chamar por socorro: Tão logo se constate a inconsciência Condição ameaçadora à vida do paciente Desobstruir vias aéreas: hiperextensão do pescoço alivia a pressão da base da língua qualquer objeto na boca deve ser removido Roupas apertando o pescoço devem ser removidas ou afrouxadas 2

3 INCONSCIÊNCIA Avaliar presença de respiração: Deve ser ouvida, sentida e observada Avaliação deve deve durar 5 segundos INCONSCIÊNCIA Avaliar a presença de pulso: o melhor pulso é o carotídeo (acessível e regular) artérias carótidas posicionadas lateralmente a laringe colocação dos 2 dedos sobre a proeminência laríngica, deslizando-os lateralmente para o lado do socorrista tempo de avaliação: 5s PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA RESPONDE À ESTIMULAÇÃO NÃO PEDIR AJUDA NO LOCAL SIM RESPIRAÇÃO (+) Desobstrução das vias aéreas Avaliar presença de respiração Avaliar presença de pulso carotídeo PULSO (-) PLANO I Avaliar injúrias PLANO II Posição de recuperação PLANO III Ventilar 10 vezes Continuar ventilando PLANO IV Iniciar RCP PLANO II Presença de pulso e respiração Posição de recuperação: remoção de óculos e objetos volumosos o pescoço de continuar em hiperextensão evita que a língua obstrua a passagem de ar Monitorizaçãoconstante dos sinais vitais Socorro médico PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA RESPONDE À ESTIMULAÇÃO NÃO PEDIR AJUDA NO LOCAL SIM RESPIRAÇÃO (+) Desobstrução das vias aéreas Avaliar presença de respiração Avaliar presença de pulso carotídeo PULSO (-) PLANO I Avaliar injúrias PLANO II Posição de recuperação PLANO III Ventilar 10 vezes Continuar ventilando PLANO IV Iniciar RCP PLANO III Vítima em decúbito dorsal: 10 ventilações (boca a boca) Seqüência de eventos: Hiperextensão do pescoço Comprima as asas do nariz Mantenha os dedos da mão oposta sobre o mento 3

4 PLANO III PLANO IV Aproxime seu rosto à região da boca e nariz da vítima; Faça uma inspiração profunda; Cole os lábios ao redor da boca socorrido; Insufle o ar durante 2 segundos; Descole os lábios e observe a retração do tórax. Repita esta seqüência até completar 10 movimentos. Parada cardíaca: Assistolia Taquicardia ventricular sem pulso Fibrilação ventricular Interrupção repentina da circulação causa inconsciência em 15 segundos Compressão torácica externa: fará com que o sangue circule artificialmente aumento da pressão intratorácica, transmitida a veia cava inferior, melhorando o aporte de sangue venoso Deslize o dedo médio sobre a margem do gradil das costelas até localizar o ponto onde as costelas se juntam (processo xifóide) Encoste o dedo indicador ao dedo médio. Posicione o punho da outra mão sobre o esterno Coloque a outra mão, interdigitando todos os dedos. Os dedos não devem tocar as costelas evitando que sejam fraturadas. Incline-se sobre a vítima apoiando o peso do corpo sobre ela. Com os braços esticados, pressione verticalmente o esterno com força suficiente para produzir uma depressão de 5 a 6 cm. 4

5 Sem retirar as mãos alivie a pressão sobre o tórax; Repita os movimentos a uma velocidade de 80 compressões/min. Combine ventilação e compressão Depois de 15 compressões, melhore a hiperextensão do pescoço e faça 2 insuflações Se estiver sozinho ou em dupla: 15:2 Após 5 ciclos: Avalie Pulso por 5s LIPOTÍMIA Lipotímia: mal estar passageiro sensação angustiante e eminente de desfalecimento palidez sudorese zumbidos auditivos visão turva raramente há perda total da consciência SÍNCOPE Perda repentina ou momentânea da consciência Súbita diminuição do fluxo sangüíneo e oxigenação cerebral Causas neurológicas ou metabólicas QUANDO PODE OCORRER Incidência: adultos jovens sexo masculino raro em crianças (choro e movimentos constantes) COMO PREVENIR Avaliação do grau de ansiedade do paciente; Parecer médico (antecedentes) Evite estímulos visuais (sangue, seringas, etc) Alimentação prévia a consulta; Protocolo para redução do stress; Anestesia local eficiente 5

6 O QUE FAZER HIPOGLICEMIA PROTOCOLO DE ATENDIMENTO NA LIPOTÍMIA OU SÍNCOPE 1. Interrompa o atendimento e remova todo o material da boca do paciente 2. Avalie o grau de consciência do paciente, estimulando-o 3. Não deixe de conversar ativamente com o paciente 4. Coloque-o na posição supina, com os pés elevados em relação à cabeça 5. Proporcione a passagem de ar, elevando a cabeça para trás 6. Ouça e observe se o paciente está respirando 7. Avalie o pulso carotídeo 8. Na presença dos sinais vitais aguarde 2 a 3 9. Após recuperação dispense o paciente com acompanhante; 10.Se a recuperação não for imediata, solicite socorro médico: 11.Administre oxigênio Profa.Dra.Cláudia (3 a 4l/minuto) e Jordão monitorize Silvasinais vitais Nível anormalmente baixo de glicose sangüínea Aguda ameaçar a vida do paciente Indivíduos diabéticos (+comum) e não diabéticos VN: 70 a 110 mg/dl QUANDO PODE OCORRER HIPOGLICEMIA - ESTÁGIOS Sobredosede insulina Sobredosede hipoglicemiantes orais Ingestão de álcool Pacientes diabéticos em uso de insulina ou hipoglicemiantes orais Interações medicamentosas AAS AINES DICUMAROL Precoce: náuseas sensação de fome diminuição da função cerebral alterações no humor ou temperamento diminuição da espontaneidade POTENCIALIZAR A Profa.Dra.Cláudia AÇÃO DOS Jordão H.O. Silva HIPOGLICEMIA - ESTÁGIOS HIPOGLICEMIA - ESTÁGIOS Avançado: Sudorese Taquicardia Piloereção Aumento da ansiedade Padrão estranho de comportamento Diminuição da espontaneidade Tardio: Inconsciência Convulsões Hipotensão Hipotermia 6

7 DIAGNÓSTICO Análise imediata da glicemia COMO PREVENIR Investigue história de hipoglicemia Em diabéticos: informações sobre o controle da doença parecer médico Em casos de limitação da mastigação: adequação da dieta ajuste das doses (insulina ou H.O) Protocolo para redução do stress Solução açucarada ao alcance HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA Queda brusca e excessiva da pressão arterial; Paciente em posição vertical síncope Segunda causa de perda transitória da consciência Regulação inadequada da PA pelo Sistema Nervoso Autônomo QUANDO PODE OCORRER TRANSITÓRIA DO RETORNO VENOSO LEVANTAMENTO REPENTINO POSIÇÃO ORTOSTÁTICA REPRESAMENTO SANGUE EM MEMBROS INFERIORES PA DÉBITO CARDÍACO QUANDO PODE OCORRER Hipovolemia secundária: Uso abusivo de diuréticos Anti-hipertensivos Agentes a-bloqueadores (prazozina) Antidepressivos Antiparkinsonianos Narcóticos (meperidina) Álcool etílico PROTOCOLO Avalie estado de consciência Estado de inconsciência: paciente em posição supina Este procedimento garante a perfusão sangüínea e conseqüentemente o retorno do paciente a consciência Caso não ocorra a recuperação!!!! 7

8 PROTOCOLO Propicie a passagem de ar Avalie respiração e pulso carotídeo Monitorize sinais vitais Administre oxigênio Após recuperação dispense o paciente com acompanhante 8

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