Refluxo Vesicoureteral em Crianças

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1 Refluxo Vesicoureteral em Crianças Refluxo Vesicoureteral em crianças O RVU (Refluxo vesicoureteral) é uma condição que se apresenta em crianças pequenas. Ao redor do 1% das crianças de todo o mundo tem RVU (Refluxo vesicoureteral) e aproximadamente um terço das crianças com infecções do trato urinário apresentam esta condição. Em condições normais, a urina que se forma no rim passa através de uns condutos chamados ureteres em uma única direção até a bexiga. A conexão entre cada ureter e a bexiga se denomina união vesicoureteral, e é uma "válvula de passagem" unidirecional que evita que a urina retroceda e regresse aos rins. Diz-se que há refluxo vesicoureteral quando ocorre falhas neste mecanismo e a urina retorna aos ureteres e inclusive ao rim, proveniente da bexiga. Se seu filho/a apresenta esta condição, você deve saber que existem alternativas de tratamento para resolver o RVU, que permitirão que a criança recupere sua vida habitual. Nos casos mais leves, esta condição pode ser curada com o tempo. Uma das opções de tratamento é a injeção de Vantris VUR, um gel que se injeta na união do ureter com a bexiga em crianças com RVU. Mediante um procedimento endoscópico muito simples e minimamente invasivo, este gel corrige a anatomia da união ureterovesical, evitando que a urina flua de volta da bexiga para os rins. Diferentemente de outras opções, o Vantris VUR (RVU) resolve de maneira definitiva o RVU. O que é o refluxo vesicoureteral? O refluxo vesicoureteral (RVU) é uma condição em que a urina retorna em sentido contrário indo da bexiga para os rins, podendo afetar a um ou aos dois ureteres. Em muitos casos, as crianças nascem com RVU, causado por uma união anormal entre o ureter e a bexiga, quando esta válvula de passagem é muito curta ou ineficiente. Em algumas crianças, a presença de um padrão de micção não frequente ou constipação relacionada com o anterior, pode também causar o refluxo. Quando a "válvula de passagem" funciona mal e permite que a urina regresse, as bactérias da bexiga podem penetrar facilmente no rim. Uma criança com refluxo tem mais probabilidades de desenvolver uma infecção renal (pielonefrite) que pode por sua vez ocasionar dano renal. Quanto

2 mais grave é o refluxo, maior será o dano que se produz no rim. Quando o fluxo inverso da urina é grande, os ureteres e os rins podem aumentar de tamanho e perder sua forma. Como se mede o refluxo vesicoureteral? O refluxo pode ser medido ou qualificado em graus. O médico de seu filho(a) observará a radiografia do trato urinário para determinar o grau do refluxo que a criança apresenta e assim recomendar-lhe o tratamento mais adequado. O sistema mais comum de graduação do refluxo inclui cinco graus: Grau I (leve): o refluxo de urina alcança apenas o ureter. Grau II: o refluxo de urina compromete o ureter e a pélvis renal, porém não há dilatação (hidronefrose). Grau III: o refluxo de urina compromete o ureter e a pélvis renal, ocasionando hidronefrose leve. Grau IV: o refluxo causa hidronefrose moderada. Grau V (Grave): o refluxo causa uma hidronefrose grave e uma grande tortuosidade do ureter. Os graus I, II e III são refluxos de baixo grau, de bom prognóstico e ao redor de 80 % se curam espontaneamente. Nos refluxos de alto grau, IV e V, a possibilidade de cura espontânea é menor, podendo requerer correcções cirúrgicas. Pacientes que podem ter refluxo vesicoureteral? O refluxo ocorre em aproximadamente 1% das crianças sãs. Normalmente se diagnostica depois de uma infecção do trato urinário e às vezes a partir de identificações pré-natais. A idade média para o diagnóstico é entre dois e três anos, porém pode ser diagnosticado a qualquer idade, inclusive em bebês recém nacidos ou em crianças maiores. Aproximadamente três quartas(melhor colocar em porcentagem) partes das crianças que se tratam por refluxo são meninas. Em muitas crianças o refluxo pode ser hereditário. Aproximadamente um terço dos irmãos de crianças com refluxo também têm esta mesma condição. Além disso, se a mãe recebeu tratamento por refluxo, até mesmo a metade de seus filhos pode vir a padecer do mesmo mau.

3 Quais são os sintomas de Refluxo vesicoureteral? A seguir serão apresentados aqueles que cosumam ser os sintomas mais comuns de Refluxo vesicoureteral. Contudo, cada criança pode experimentar os sintomas de uma forma diferente. Os sintomas podem incluir os seguintes: Infecção do trato urinário (infecções do trato urinário não são comuns nas crianças menores de 5 anos de idade e não são frequentes em meninos de nenhuma idade a menos que o RVU esteja presente). Os problemas ao urinar podem incluir: Urgência. Gotejamento. Molha as calças. Poderia deter-se uma massa abdominal devido à inflamação dos rins. Pouco aumento de peso. Pressão alta de sangue. Os sintomas de RVU podem se parecer com os de outras condições médicas. Consulte sempre o médico da criança para realizar um diagnóstico preciso. Que relação existe entre as infecções do trato urinário (ITU) com o Refluxo vesicoureteral? Uma infecção do trato urinário (ITU) é uma infecção bacteriana que pode afetar os rins, a bexiga ou a ambos. Uma ITU que afeta os rins se denomina infecção renal ou pielonefrite. Os sintomas típicos incluem febre, dor no abdomem ou na parte inferior das costas e/ou náuseas e vômitos. Se a ITU afeta principalmente a bexiga, denomina-se infecção vesical ou cistite. Os sintomas típicos incluem dor ao urinar, micção frequente e necessidade urgente de urinar; muitas crianças se molham (falta de controle urinário). Os recém nascidos que têm uma ITU não apresentam estes sintomas específicos. Ao contrário, os sinais podem incluir febre, irritabilidade, vômitos, diarréia e pouco aumento de peso. Outras crianças podem ter uma ITU e não apresentar nenhum sintoma evidente. As bactérias que causam a ITU são, em geral, bactérias das próprias fezes da criança. Inclusive com uma excelente higiene, pode ocorrer que as bactérias se acumulem na área dos genitais (sem que haja sinais externos de infecção) e que consigam entrar na uretra e na bexiga. Se a criança tem refluxo, as bactérias podem ser transportadas até um ou a ambos os rins e gerar uma infecção renal. Embora normalmente o refluxo seja diagnosticado após a criança ter sido tratada pela ITU, é importante recordar que o refluxo não causa a ITU nem a ITU causa o refluxo.

4 Quais são os riscos do Refluxo vesicoureteral? Nas crianças com refluxo e ITU pode ocorrer algum dano renal. Quanto maior for o grau do refluxo, maior será o risco de dano renal, o que pode derivar em um mal funcionamento dos rins e pressão alta de sangue em sua vida adulta. Como se descobre e se diagnostica esta condição? Diferentes situações despertam a suspeita da existência de um refluxo: A aparição de infecções urinárias. antecedente de má-formação de via urinária detectada por ecografia pré-natal. A presença de outras má-formações que se associam com frequência com o refluxo. Em outros casos, o diagnóstico costuma ser feito casualmente quando uma criança de menos de 5-6 anos padeceu uma pielonefrite e se estuda, por isso, a posteriori. O refluxo se diagnostica com um estudo chamado cistouretrograma de evacuação (CUGE), que é uma radiografia da vejiga. Para fazer o estudo, insere-se um tubo plástico fino, chamado catéter, dentro da uretra. Depois se injeta um líquido que contém uma substância de contraste radiológica através do tubo até que a vejiga se encha, e depois se pede ao menino que orine. Tomam-se imagens da vejiga para ver se a substância de contraste retrocede para um ou os dois rims. A realização deste estudo normalmente demora entre 15 e 20 minutos. Em alguns casos, o estudo realiza-se com um líquido que contém uma minúscula quantidade de um trazador radioactivo e o monitoreo se faz com uma câmara especial. Numa pequena proporção dos meninos a quem faz-se este estudo apresenta-se uma infecção relacionada com o uso do catéter, pelo que o urólogo pode recomendar o uso de antibióticos dantes e após o procedimento. Os pais devem falar com o médico a respeito das diferentes possibilidades para acalmar a ansiedade e a incomodidad do menino em relação com a inserción do catéter. Alguns meninos põem-se molestos e é necessário sustentá-los durante o estudo. Não é possível realizar o estudo com anestesia geral porque é importante observar se há reflujo quando o menino urina. Se encontra-se reflujo, pode fazer-se uma centellografía renal para controlar como estão a funcionar os rims e definir se existe dano renal. Em alguns casos pode fazer-se uma ecografía da bexiga e os rims para controlar o tamanho dos mesmos. Também pode se suspeitar da possível existência de RVU durante a revisão ecográfica rotinaria de uma grávida. Nestes casos o que o ginecólogista vê é uma dilatación das vias urinarias do feto (dilatación pielocalicial). Ainda que isto pode corresponder a outras muitas causas, desde banales (a dilatación desaparece ao nascer) até casos mais severos (malformaciones do rim, válvulas de uretra posterior, etc.)

5 Como se trata o Refluxo vesicoureteral? A importância do tratamento do Refluxo vesicoureteral radica em evitar infecções no trato urinário e danos nos rins. O tratamento específico para o RVU será determinado pelo médico da criança baseando-se nos seguintes temas: A idade da criança, seu estado geral de saúde e sua história médica. grau de avanço da doença A tolerância da criança a certos medicamentos, procedimentos ou terapias. Suas expetativas para a evolução da condição. Sua opinião ou preferência como pai. O médico poderia designar ao RVU de seu filho um grau na escala (de 1 a 5) para indicar qual deles é o refluxo que sua criança apresenta. O grau mais alto indica o refluxo mais grave. A maioria das crianças que têm RVU de grau 1 a 3, podem não precisar de nenhum tipo de terapia intensa. O refluxo se resolverá por si mesmo com o tempo, geralmente dentro dos cinco anos. Quais são as opções de tratamento do RVU? a) Profilaxe antibiótica A base do tratamento médico é que o refluxo desaparecerá gradualmente. A idade média em que isto ocorre é entre os cinco e os seis anos. O objetivo do tratamento médico é prevenir as ITU e o dano renal enquanto o crescimento e o desenvolvimento permitirem que o refluxo vá desaparecendo. Em muitas crianças o refluxo melhora ou desaparece porque a união entre a bexiga e o ureter se desenvolve e aumenta ao longo do tempo à medida que a criança vai crescendo. Quanto menor for o grau do refluxo, mais provável é que desapareça. O tratamento médico inclui o uso de doses baixas de antibióticos para prevenir o desenvolvimento de infecções, o treinamento da bexiga e, ocasionalmente, outros medicamentos. A criança deve ir ao consultório do médico periodicamente para que sejam realizados exames físicos e se analize a urina em busca de infecções. De vez em quando a criança se submte a exames radiográficos da bexiga e/ou dos rins para verificar o estado do refluxo e o crescimento dos rins. Muitos dos procedimentos envolvidos na profilaxe antibiótica resultam incômodos para as crianças.

6 b) Cirurgia: O objectivo do tratamento quirúrgico é curar o reflujo com uma operação e assim evitar os riscos potenciais do reflujo contínuo. O tipo de cirurgia que normalmente se pratica realiza-se baixo anestesia geral através de uma incisión na parte baixa do abdomen. A operação consiste em corrigir a válvula de passagem que une o uréter com a vejiga para evitar que ocorra o reflujo. Não se utiliza material artificial neste procedimento, e há numerosas técnicas de comprovada eficacia Normalmente usa-se uma sonda para drenar a vejiga durante uns dias depois da operação e o paciente em general permanece no hospital durante vários dias. Depois da operação, realiza-se uma radiografia de seguimiento em vários meses depois para asegurar-se de que a operação teve sucesso. Uma vez que o reflujo foi corrigido com sucesso, é pouco provável que recidive. c) Tratamento endoscópico: Há outro tipo de correcção do RVU que se denomina tratamento endoscópico. O cirujano insere um instrumento chamado cistoscopio na abertura uretral para ver o interior da bexiga. Depois se inyecta uma substância no área onde o uréter entra à bexiga e se trata de consertar o refluxo Esta técnica pode aplicar-se com anestesia regional ou geral e normalmente pode realizarse sem necessidade de que o paciente deva ser internado.

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