Palavras-chave: juventude; politicas sociais; e governamentalidade transnacional.

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1 Políticas para a juventude e governamentalidade transnacional: sobre as ações da Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil 1 Hildon Oliveira Santiago Carade (UFBA) Resumo: Ao longo das últimas décadas os governos de todo o mundo têm desenvolvido políticas de juventude, abrangendo diversas medidas para resolver os problemas e potencialidades de suas populações mais jovens. Essas políticas não têm surgido de uma maneira independente; em diversos países, dentre eles o Brasil, as organizações de caráter transnacional e discursividades produzidas em âmbito internacional têm desenvolvido um papel deveras relevante nesse processo. Nesta comunicação, usarei os conceitos de Michel Foucault de governamentalidade e biopoder para analisar as políticas sociais para a juventude implementadas pela Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil. Demonstrarei como as políticas para a juventude são, por assim dizer, tecnologias de poder, possibilitando ao Estado o exercício do controle sobre indivíduos e populações, e como tais tecnologias produzem sujeitos individuais que são valiosos para as economias neoliberais. Mais significativamente, investigarei se as políticas de juventude notadamente, cursos de inglês e intercâmbios culturais direcionados aos jovens das classes populares patrocinados pela referida entidade diplomática representam uma forma de governamentalidade transnacional através da qual as agendas do capital global se unem em prol da produção de subjetividades neoliberais para um mercado globalizante. Palavras-chave: juventude; politicas sociais; e governamentalidade transnacional. Introdução Ao longo das últimas décadas os governos ao redor do mundo têm desenvolvido políticas de juventude, englobando diversas medidas dirigidas aos problemas e aos potenciais de suas 1 Trabalho apresentado na 29a Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2014, Natal/RN.! 1

2 populações mais jovens. Até o presente momento, os policy studies têm enfocado as diferenciações e contradições entre objetivos e grupos-alvos inscritos nas diferentes políticas nacionais e o relacionamento entre as políticas de juventude e as agendas políticas nacionais. Entretanto, as políticas de juventude não têm emergido de uma maneira autônoma em diversos países; instituições inter-governamentais e discursividades produzidas em âmbito internacional estão envolvidos nesse processo. Nesta comunicação, irei explorar o valor do conceito foucaultiano de "governamentalidade" para o entendimento da emergência dessas políticas em um contexto mais amplo. As noções de governamentalidade e biopoder iluminam a forma pela qual as políticas performam certas tecnologias do poder, habilitando os estados o exercício do controle sobre suas populações; e as formas pelas quais estas tecnologias produzem subjetividades individuais otimizadas aos prazeres das economias neoliberais. Nesta ordem neoliberal global, tem sido perfeitamente reconhecido o fato de a governamentalidade não ser exercida apenas por Estadosnação, mas de maneira transnacional, via redes entre corporações e atores sociais, agências internacionais e governos locais, saberes nativos e epistemologias estrangeiras. As políticas de juventude são fortemente influenciadas pelas formas pelas quais a juventude é categorizada pelos policy-makers. Onde a juventude é caracterizada como um problema, as políticas passam a enfocar fatores como o desemprego, a falta de moradia, a AIDS, o uso de drogas e a delinquência; onde a juventude é tratada como um recurso, a educação, o treinamento, a participação e o emponderamento passam a ser enfatizados. Mesmo no tocante ao último caso, os jovens são vistos como futuros líderes, os invés de serem tratados como peças atuais das engrenagens sociais. As políticas de juventude se diferenciam no concernente aos seus objetivos. Herrera (2006: 1426) pontuou que as políticas intervém no domínio da moralidade e da vigilância do comportamento juvenil. Wallace e Bendit (2009) sugerem ser o objetivo primário de algumas políticas a promoção de uma vida independente para os jovens; outras enfatizam a participação política e social, enquanto outras procuram integrar os jovens ao mundo adulto. Os conceitos de governamentalidade e biopoder asseveram as maneiras pelas quais os Estados-nação (e outras instituições) exercitam o controle sobre suas populações através de tecnologias de poder baseadas em diferentes racionalidades (Foucault, 2007). O poder soberano - altamente centralizado no exercício da violência, no que diz respeito às grandes potências européias até o século XIX - vem se enfraquecendo continuamente com a emergência dos! 2

3 modernos Estados constituídos sob a égide do poder disciplinar, uma forma mais dispersa de poder, exercido através de instituições e práticas sociais via normalização de discursos e a constante ordenação, supervisão e classificação dos corpos individuais (Foucault, 1991). A governamentalidade, pois, está associada com o advento do neoliberalismo, uma doutrina política que postula a preeminência do mercado como agente regulatório da vida em sociedade pari passu à tentativa de diminuição do papel interventor do Estado. Ao estipular a liberdade como algo que não deveria estar ao cargo das barganhas políticas, o neoliberalismo encoraja a governamentalidade como uma forma alternativa de exercício de poder: uma ferramenta para "a condução da condução" (Foucault, 1980: 119), envolvendo o governo do self pelo próprio self. Tanto o poder disciplinar quanto a governamentalidade têm operado em parte através do biopoder; este, por sua vez, se refere ao poder sobre a vida. Enquanto o poder soberano era exercido no perímetro de um dado território, o biopoder tem por prerrogativa o poder regulatório e gerenciador do Estado em relação aos corpos individuais e à população em termos gerais (Foucault, 2008). O biopoder é hoje a forma característica de poder nos estados neoliberais; sua funcionalidade para o mercado capitalista gira em torno da promoção de certos valores tais como o direito de escolha, a autonomia individual, bem como o deslocamento de toda gama de risco que, não mais orbitaria à esfera das organizações estatais, mas o domínio das instituições privadas e dos sujeitos individuais. Sob a égide do biopoder, os sujeitos são concebidos como empreendedores de si mesmos, responsáveis por otimizar o seu capital humano; os riscos sociais são, por sua vez, decodificados como problemas do cuidado-de-si, isto é, um desmazelo, no qual a responsabilidade é transferida da sociedade para o indivíduo (Lemke, 2001). Desta forma, práticas e políticas estatais promovem a produção do auto-gerenciamento de si ao postular o tipo de comportamento que os cidadãos deveriam adotar. Tendo, pois, este horizonte foucaultiano de análise, esta comunicação propõe uma pequena reflexão sobre algumas das políticas sociais para a juventude implementadas pela Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil. Para tanto, baseio-me em uma etnografia realizada na cidade de Salvador, Bahia, no contexto de implantação do programa Up with English, uma espécie de curso de inglês para jovens moradores de comunidades populares. Como dados subsidiários, utilizo algumas anotações a respeito do projeto Jovens Embaixadores, um intercâmbio cultural para os Estados Unidos direcionado à adolescentes provenientes de famílias carentes, bem como o! 3

4 programa Access, outro curso de ingles enderecado a jovens de classe baixa. Veremos, no próximo bloco, como estas políticas estão imersas no bojo de uma "governamentalidade transnacional". Da Missão Diplomática dos Estados Unidos: itinerários e concepções de juventude Em 2009 o senhor Dennis Hearne, então cônsul geral do Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, aportava em terras brasileiras, dando início ao cumprimento de suas funções diplomáticas em nosso pais. Uma visita ao Morro de Santa Marta a primeira comunidade a ser, digamos, pacificada através da ocupação policial implementada pela UPP (Unidade de Policia Pacificadora) foi, pois, um dos primeiros compromissos a constar em sua agenda oficial. Ao chegar ao Morro de Santa Marta e vislumbrar todo o ambiente de paz suscitado pelo desmantelamento das redes de tráfico de drogas, o cônsul teve uma espécie de déjàvu. Explico. Antes de desembarcar em solo carioca, o diplomata havia visitado o Afeganistão, onde teve a oportunidade de acompanhar o cotidiano de reconstrução do Estado afegão, após a guerra iniciada pelos Estados Unidos em 2001 contra o regime talibã, força política de caráter fundamentalista religioso, que há cerca de cinco anos controlava o país. Ao ter presenciado o dia à dia de ocupação policial na comunidade carioca, ocorreu ao senhor Dennis Hearne haver semelhanças entre a política de segurança implementada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro e a chamada contrainsurgência americana, estratégia utilizada por Washington e pelas tropas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para a pacificação de todo o território do Afeganistão. A contrainsurgência foi executada em três etapas: a primeira contemplou a ocupação e o cerco total perpetrado pelas tropas estadunidenses, com o fito de dizimar as últimas centelhas de insurgência talibã (daí o nome contrainsurgência); a segunda objetivou basicamente o controle do poder de Estado; e a terceira, que corresponde ao momento atual do país, visa o seu desenvolvimento social, através da adoção de políticas sociais e cuidadoras, para além do foco na política de segurança. Voltando ao Morro de Santa Marta, do ponto de vista do diplomata, à polícia carioca equivaleria as forças de contrainsurgência americana, enquanto que os traficantes ocupariam o papel de rebeldes talibãs. Tendo havido a ocupação policial e a retomada do controle estatal do território do Morro de Santa Marta, restava ao estado carioca a criação de políticas para o desenvolvimento social da localidade, a partir do lema: ao lado de uma política de segurança, uma política social, o que seria a terceira etapa da contrainsurgência americana em solo afegão.! 4

5 Voluntariosamente, o cônsul teria afirmado: nós podemos colaborar nesta terceira fase. Daí, ele propôs ao IBEU (Instituto Brasil-Estados Unidos) do Rio de Janeiro, um centro binacional de caráter cultural e educacional, o oferecimento de um curso de inglês para os jovens dos territórios pacificados, que estejam na faixa etária entre os 14 e 21 anos de idade. Tendo por objetivo alavancar a carreira dos jovens no mercado de trabalho e, em virtude de as comunidades pacificadas estarem situadas em terrenos elevados, o programa terminou sendo batizado de Up with English. Desta forma, cruzavam-se nesta nomenclatura a disposição geográfica da cidade do Rio de Janeiro e a trajetória ascendente almejada aos jovens a serem beneficiados por esta iniciativa. Curiosamente, por falta de condições estruturais e de parcerias no âmbito do setor privado, o Morro de Santa Marta não foi o lócus escolhido para a implantação do projeto-piloto. Este terminou sendo realizado na comunidade do Cantagalo-Pavão Pavãozinho, muito em virtude da existência do Espaço Criança Esperança, projeto social da Fundação Roberto Marinho. As aulas de inglês foram lotadas na sede do referido projeto e inicialmente teriam a duração de um ano. Porém, após o recebimento do prestimoso apoio da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM-Rio) - outra entidade responsável por promover relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos -, que se ocupou basicamente do pagamento da hora-aula dos professores, o curso foi estendido para mais um ano. Posteriormente, o programa foi levado para as localidades do Morro da Providência, da Cidade de Deus e do Complexo do Alemão (mais três comunidades que foram ocupadas pelas policias pacificadoras). Antes de prosseguir o relato, cabe afirmar que o Up with English não foi oprimeiro projeto de caráter educacional implementado pelas representações diplomaticas americanas em nosso país. No tocante à juventude, posso citar como os mais importantes os programas Access e Jovens Embaixadores. O primeiro foi criado em 2004, tendo por objetivo o oferecimento de bolsas de estudo de inglês com duração de dois anos para alunos da rede pública de ensino entre 14 e 16 anos, incluindo gastos com transporte e material didático. O Access beneficiou mais de 85 países e almejou auxiliar os jovens com bom desempenho escolar que não teriam envergadura financeira para arcar com os custos de uma proficiência na língua inglesa. No Brasil, ele foi implantado no ano de 2008, inicialmente nas cidades de São Paulo e do Recife, tendo sido estendido à Salvador, Porto Alegre, Brasília, Manaus e Belo Horizonte. Por seu turno, o Jovens Embaixadores oferece a oportunidade de um intercâmbio de três semanas aos Estados Unidos para jovens oriundos da rede pública de ensino e com um ótimo desempenho escolar. Para tanto, como critério de seleção, os! 5

6 candidatos obrigatoriamente devem ter uma boa fluência na língua inglesa. O Jovens Embaixadores seria a menina dos olhos da Missão Diplomática dos Estados Unidos, isto porque ele coloca em filigrana um dos valores defendidos pela organização, qual seja, o esforço individual. O fato de um jovem de origem humilde ter de alguma forma conseguido desenvolver o conhecimento de uma outra língua - vale lembrar, a proficiência na língua inglesa é um critério de seleção para o projeto - implica no fato de ele ser visto como alguém que quer ser bem sucedido na vida, alguém que tem um espírito empreendedor. Voltando ao Up with English, uma vez considerado bem sucedido em terras cariocas, o programa terminou sendo exportado para os estados da Bahia e do Espírito Santo. Em solo baiano a iniciativa foi implantada na cidade de Salvador e beneficiou a comunidade do Calabar-Alto das Pombas e as agremiações culturais do Olodum e do Ilê Ayê e a sua execução está sendo realizada pelo ACBEU (Associação Cultural Brasil-Estados Unidos), a instituição binacional correspondente ao IBEU carioca (ACBEU, 2012). Deixemos, pois, de lado estes dois últimos núcleos e nos concentremos no primeiro. Tal como no Rio de Janeiro, a comunidade do Calabar-Alto das Pombas foi recentemente ocupada por forças policiais a partir da construção da chamada Base Comunitária de Segurança. O objetivo desta política de segurança do governo baiano é semelhante o da UPP carioca: desarticular o tráfico de drogas em determinadas localidades que sofrem com o cerco imputado pelo comércio de substâncias ilegais. De acordo com o geógrafo James Freeman (2012), a criação da UPP é parte integrante do projeto do Rio de Janeiro para o recebimento de grandes eventos esportivos, a saber, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Posso afirmar o mesmo em relação à criação das Bases Comunitárias de Segurança em Salvador, haja a vista o fato de a capital baiana ter sido escolhida como uma das cidades-sede para a realização do torneio futebolístico. Ainda segundo Freeman (2012), a ocorrência de tal política de segurança pode ser explicada através do que David Harvey chama de acumulação por espoliação, estratégia que coloca como duas faces de uma mesma moeda a conquista militar imputada pelo Estado e a captura de ativos pela força, para criar saídas para expansão do capital privado. Para além deste enfoque na chamada acumulação por espoliação, quero sublinhar as conexões entre o surgimento de projetos sociais atrelados à determinadas políticas públicas (notadamente, as de segurança) e a chamada governança neoliberal, esta última entendida não como um projeto de classe (a burguesia almejando o incremento do seu poder), como parece entender David Harvey (2005), mas como governamentalidade, isto é, como uma tática da razão de Estado, muito embora as instituições! 6

7 envolvidas neste processo transcendam as fronteiras dos Estados-nação (daí a utilização do conceito governamentalidade transnacional ). Vejamos mais de perto a edificação deste conceito. Primeiramente, temos de evitar a noção de o Estado e a sociedade serem entidades separáveis [a primeira vislumbrada como corrupta e repressiva; a segunda, como nobre e libertária] (Nelson apud Paley, 2002). Ademais, Ferguson e Gupta (2002) nos advertem para o fato de a recorrente imagem que sugere a verticalização do Estado - ele como que ocupando o topo; a comunidade, a base; e a sociedade civil, exercendo o papel de mediação -, que, no plano da filosofia política, teve o seu momento inaugural na fenomenologia de Hegel, é, em verdade, uma topografia imaginada. Em seguida, temos de ter em mente o seguinte raciocínio: se a antropologia dessubstancializouo Estado e a própria política, tornou-se míster des-substancializar a democracia [neoliberal]. Ela não possui qualidades [e nem defeitos] intrínsecas. A premissa genérica da democracia liberal reza pela igualdade de todos os cidadãos perante à lei. Entretanto, estudos etnográficos têm mostrado como a 'racialização' e a 'generilização' [genderilization] dos cidadãos terminam engendrando novas assimetrias. No contexto da globalização, a própria cidadania tem de ser vista como que imersa em processos transnacionais. Daí, podemos utilizar o conceito de governamentalidade de Michel Foucault. Nas palavras de Ferguson e Gupta (2002), Foucault sublinhou todos os processos pelos quais a condução da população foi governada: por instituições e corporações, incluindo o Estado; por discursividades; por identidades; e pela autoregulação, isto é, tecnologias para o disciplinamento e o cuidado de si. O filósofo francês, prosseguem eles, estava interessado nos mecanismos de governo que estão dispostos tanto dentro, quanto fora das instituições estatais, mecanismos estes que, de fato, cortam domínios tidos como que insulados: a família, a sociedade civil, o Estado, dentre outros. A governamentalidade, finalizam eles, não significa uma relação negativa de poder, nos marcos da disciplina e da regulação; em verdade, a ênfase está na dimensão produtiva destas relações. Mais recentemente, análises etnográficas centradas na governamentalidade tentaram entender o contexto de colapso do Estado de Bem-estar Social e o triunfo das doutrinas do livre mercado no âmbito das democracias ocidentais. Em contraste com as perspectivas que vinculam o neoliberalismo ao papel reduzido do Estado, estes trabalhos apontaram para como as políticas estatais tentam forjar um certo tipo de cidadão, qual seja: o sujeito de responsabilidade, autonomia e escolha (Paley, 2002). O não governo ou menos governo - maneiras pelas quais o neoliberalismo é ideologicamente tratado - indica uma nova modalidade de governança que opera na criação de mecanismos de transferência dos riscos do! 7

8 Estado para as empresas ou os indivíduos (tratados como empreendedores) e na responsabilização dos sujeitos no tocante ao disciplinamento de si. Embora considerassem bastante produtiva a extensão do termo foucaultiano governamentalidade para o neoliberalismo, Ferguson e Gupta (2002) ponderaram que tal associação padecia do eurocentrismo clássico centrado na imagem da demarcação territorial dos Estados-nação e da soberania estatal. Assim, alargando o conceito criado por Foucault, eles propuseram o termo governamentalidade transnacional para se referir aos modos de governo que são criados em escala global. Esses modos não apenas criam novas estratégias de disciplina e regulação, mas também estipulam parcerias entre organizações nacionais e internacionais, públicas e/ou privadas. Este parece ser, em primeira análise, o caso do programa Up with English. Assim, numa linha mais foucaultiana de análise, o estudo de políticas sociais pode nos oferecer um acesso ao tipo de subjetividade considerada ideal para a governança neoliberal. No tocante ao tema que por agora nos ocupa, há que se pontuar a existência do Up with English dentro do quadro geral de projetos sociais oferecidos pela Base Comunitária de Segurança do Calabar (Governo do Estado da Bahia, 2011). Na sede da unidade estão sendo oferecidos diversos cursos profissionalizantes e/ou educacionais tais como de corte e costura; de informática; de moda; de construção civil; de carpintaria; de técnico de enfermagem; bem como pré-vestibulares, dentre outros. O público-alvo destas iniciativas é a juventude do eixo Calabar-Alto das Pombas. O gerenciamento do tempo livre dos indivíduos é a faceta mais visível destes programas, na medida em que tudo se passa como se estas atividades estivessem disputando a alma dos sujeitos com o tráfico de drogas. Dentre o conjunto de atividades positivamente avaliadas nas quais os jovens podem se engajar, estar filiado a um determinado projeto social é, digamos, a mais notável. Todavia, mesmo o engajamento em afazeres ou divertimentos tidos como moralmente condenáveis em outros contextos sociais, encontra aqui um ambiente de certa permissividade. Senão, vejamos. Tive a oportunidade de assistir a um desfile de moda no Calabar, intitulado 3ºDesfile: Gueto é Moda. Tratava-se de uma atividade cultural destinada ao congregamento comunitário, onde crianças e adolescentes desfilariam e disputariam a atenção de um júri [composto por moradores da localidade ligados à ocupações artísticas, por policiais que integram o comando da Base Comunitária de Segurança e por jovens universitários, dentre os quais eu fui incluído] responsável pela outorga dos prêmios. Inácio, um famoso dançarino da comunidade, exerceu o papel de apresentador do evento. Abrindo os trabalhos, ele transferiu a palavra para os jurados e! 8

9 demais autoridades presentes (notadamente membros do corpo policial). Todos demonstraram o quão estavam felizes por participar de um ato festivo responsável por trazer a arte, a cultura e a não violência para o bairro. Suzana, coreógrafa e moradora local, ressaltando a importância da atitude das adolescentes de se disporem a desfilar, afirmou: estas meninas podiam estar fazendo outra coisa, mas estão aqui. Neste mesmo dia, esta frase foi repetida mais algumas vezes, tanto por líderes comunitários, quanto por representantes do poder estatal. Um grupo de dança mirim abriu o desfile. Em cada intervalo para a troca de figurino dos candidatos, o grupo retornava ao palco, de modo a entreter o grande público. As músicas que foram coreografadas eram do gênero pagode baiano, cujas letras invariavelmente se enquadravam em dois eixos temáticos, quais sejam, o da descrição de relações sexuais; e o de brincadeiras maliciosas através de gírias e jogos de linguagem. A audição destas faixas musicais combinada com a performance das dançarinas mirins fez com que Laura, estudante de Psicologia, manifestasse a seguinte indagação: E aí, como tratar essa sexualidade precoce das crianças? Respondi que talvez não deveríamos interpretar o que estávamos vendo a partir desta chave explicativa. Primeiramente, o termo sexualidade precoce diz mais sobre o mundo dos adultos do que propriamente sobre o mundo das crianças. Em segundo, enquanto as meninas dançavam, dava para vislumbrar nos olhos da platéia um orgulho perante aquela exibição. Os olhares de aprovação eram justificados pela seguinte frase: podiam estar fazendo outra coisa. Este podiam estar fazendo outra coisa é uma clara referência a toda a sorte de comportamentos desviantes suscitados pelo envolvimento no mundo do comércio ilegal de entorpecentes, tais como o simples furto, o roubo, ou até mesmo o consumo e o tráfico de drogas. Tudo se passa como se quaisquer outras opções culturais abertas ao horizonte desta população fossem consideradas como que em oposição ao horizonte das substâncias psicoativas. Neste sentido, apreciar músicas de gosto duvidoso, tidas como vulgares, é algo visto com certa permissividade, tendo-se em vista existir outros problemas mais urgentes a serem resolvidos (a própria violência, a falta de saneamento básico, o desemprego etc.). Podiam estar fazendo outra coisa também pode ser encarado como uma alusão ao estigma da vadiagem, pecha acusatória que sempre atinge os jovens das franjas menos favorecidas da sociedade. No tocante à juventude tida como em situação de risco social, a simples existência do tempo livre pode ser interpretado como um estimulante para a vagabundagem. Assim, à pergunta sobre como é ser um adolescente das! 9

10 classes trabalhadoras urbanas pode-se afiançar a seguinte resposta parcial: são indivíduos deveras ocupados. Mas, quais seriam as ocupações disponíveis a estes jovens? Em um workshop realizado pelo ACBEU, os jovens das três turmas do Up with English ouviram o relato de um professor americano, membro do Rotary e do Partners of Americas, cujo tema girava em torno de suas experiências de viagem nos mais diversos países do globo. Ao fim de sua palestra, Humberto, coordenador pedagógico do ACBEU, tomou a palavra, de modo a pontuar algumas considerações finais. De acordo com ele, o que poderíamos aproveitar da narrativa do palestrante é um pouquinho de empreendedorismo, isso de se jogar [ ]. Acho que o inglês é a chave mestra, com o inglês vocês podem se comunicar com qualquer pessoa do mundo porque, assim como ele, eu também já tive experiências de viagem. Viajei para muitos lugares diferentes, mas não tive problema algum porque eu sabia inglês. O inglês pode abrir muitas portas, para conhecimentos, para culturas diferentes, visões de mundo. [...] Quero que isso seja um grande divisor de águas para vocês, porque isso foi para mim: 'minha vida antes e depois do inglês'. Há vinte e poucos anos, eu peguei minha mochila, botei nas costas, não sabia falar nada de inglês, peguei o pouco de dinheiro que eu tinha juntado, eu não tinha nada, mas quando voltei, eu tinha um diferencial. Então arrisquem, se joguem de cabeça e acreditem nas possibilidades, disse ele. Embora as possibilidades pareçam ser extraordinariamente ilimitadas, pelo menos no material didático utilizado pelos adolescentes elas se afiguram como que limitadas ao setor de prestação de serviços. De acordo com Clementine, professora da turma, o livro indicado para o Up with English o Welcome to Brazil, da Oxford University Press, editado em 2011 foi uma imposição do Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Os estudantes normais, aqueles que pagam, aqui do ACBEU não trabalham com esse livro disse ela. A edição é repleta de imagens que retratam o encontro entre o turista e a população nativa, tendo como pano de fundo a Copa do Mundo de Os nativos sempre aparecem como prestadores de serviços, ora dando informações, ora estando em determinadas profissões, tais como carregadores de bagagens, garçons, faxineiros, manobristas, agentes de turismo, dentre outras. Nas palavras de Clementine, o fascículo só teria exemplos restritos ao mundo da hotelaria. Parece até que já estamos na Copa do Mundo completou ela. Por este motivo, ela se viu obrigada a trazer outras fontes bibliográficas porque os jovens precisam saber outros tópicos de conversação. A guisa de conclusão! 10

11 Com estes últimos dados chegamos a uma outra dimensão da análise, qual seja: quando o projeto de desenvolvimento individual estipulado para a juventude se encontra com as táticas de acumulação de capital. A estratégia ao lado de uma política de segurança, um projeto social adotada como princípio norteador da ocupação policial dos bairros do Calabar e do Alto das Pombas também é uma solução para a expansão da economia capitalista como bem pontuou Freeman (2012). De acordo com Jurema, líder comunitária do Calabar, após a instalação da Base Comunitária de Segurança, houve um aumento exponencial no consumo de álcool na localidade. Agora as pessoas se sentem mais seguras para sentar num barzinho e tomar sua gelada. Há dias em que falta cerveja por aqui explicou. Entretanto, há um limite para o desenvolvimento do espírito empreendedor, ou melhor, a própria ideia do empreendedorismo não está livre de contradições. Analisando o mercado de produtos pirateados nas praças de São José do Rio Preto e de Campinas, cidades interioranas do estado de São Paulo, o antropólogo Alexander S. Dent (2012) demonstrou que o fenômeno da pirataria coloca em filigrana o seguinte paradoxo da economia neoliberal: se, por um lado, a natureza econômica das relações de mercado implora pela existência de empreendedores eficientes e desbravadores, capazes dos maiores esforços para satisfazer a demanda por produtos, por outro, a figura do camelô o vendedor popular que comercializa a cópia de mercadorias patenteadas seria uma afronta ao mercado, na medida em que ele viola as sagradas leis da propriedade intelectual e dos direitos autorais. De certa forma, o próprio tráfico de drogas pode ser compreendido nos termos de negócio empreendedor. Todavia, trata-se de um empreendedorismo que é tido como que em oposição ao Estado e, por este motivo, precisa ser eliminado. Logo, importa para os projetos sociais endereçados à juventude, o estímulo ao protagonismo e ao empreendedorismo, porém de uma maneira domesticada, tutelada, em correspondência com os interesses do capital. Nós poderíamos estar nas ruas, se não estivéssemos sendo bons homens de negócio aqui, era o que Dent (2012: 40) ouvia todos os dias por parte dos camelôs. Esta afirmação pertence à mesma lógica discursiva do podiam estar fazendo outro coisa apresentado anteriormente. Diferentemente dos jovens das classes populares, os vendedores informais ainda aguardam o desenvolvimento de políticas públicas para melhor lhes tutelar. Referências! 11

12 ACBEU. Up with English, Notícias, Salvador, 30 mar Disponível em: <http:// Acesso em: 09/11/2012. DENT, Alexander S. Piracy, circulatory legitimacy, and neoliberal subjectivity in Brazil, Cultural Anthropology, Durham, v. 27, n. 1, p , FERGUSON, James; GUPTA, Akhil. Spatializing states: toward an ethnography of neoliberalgovernamentality. In: INDA, Jonathan Xavier (Ed.). Anthropologies of modernity: Foucault,governamentality, and life politics. Oxford: Blackwell Publishing, p FOUCAULT, Michel. Power/knowledge. Brighton: Harvester, Discipline and punish: the birth of the prison. London: Penguin, Security, territory, population: lectures at the. Collège de France, Basingstoke: Palgrave Macmillan, O Nascimento da Biopolítica. Curso do Collège de France ( ). SãoPaulo: Martins Fontes, FREEMAN, James. Neoliberal accumulation strategies and the visible hand of Police pacificationin Rio de Janeiro, REU, Sorocaba, v. 38, n. 1, p , jun GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA. Pacto pela vida: um compromisso de todos pela segurança.s a l v a d o r : Governo do Estado da B a h i a, D i s p o n í v e l em: <h t t p : / / Acesso em: 01/11/2012. HARVEY, David. A brief history of neoliberalism. Oxford; New York: Oxford University Press, 2005.! 12

13 HERRERA, Linda. what's new about youth? Development and Change, v. 37, n. 6, p LEMKE, Thomas. The birth of bio-politics: Michel Foucault's lectures at the Collège de France on neo-liberal governmentality, Economy and Society, v. 30, n. 2, p PALEY, Julia. Toward an anthropology of democracy, Annual Review of Anthropology, Palo Alto, v. 31, 2002, p WALLACE, Claire; BENDIT, René. Youth policies in Europe: towards a classification of different tendencies in youth policies in the European Union, Perspectives on European Politics and Society, v. 10, n. 3, p ! 13

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