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1 MAR/ABR 2010

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3 Sindilub Órgão de divulgação do Sindicato Interestadual do Comércio de Lubrificantes SINDILUB Presidente: Laercio dos Santos Kalauskas Vice-Presidente: Lucio Seccato Filho Diretor Secretário: Jaime Teixeira Cordeiro Diretor Tesoureiro: Paulo Roberto Nogueira Carvalho Diretor Social: Antonio da Silva Dourado Diretor Executivo: Ruy Ricci Av. Imperatriz Leopoldina, Cj. 21 V. Leopoldina - São Paulo - SP Fone/Fax: (11) / Coordenadora: Ana Leme - (11) Assistente de Redação: Andrey Sousa Jornalista Responsável: Ana Azevedo - MTB Editoração: ipressnet - Impressão: Van Moorsel Gráfica e Editora - (11) As matérias são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião da revista. Não nos responsabilizamos pelos conteúdos dos anúncios publicados. É proibida a reprodução de qualquer matéria e imagem sem nossa prévia autorização. João Paulo Fernandes A Força do Bem Foi a primeira assembleia da nova gestão do Sindilub, essa que realizamos no mês de abril. Procuramos, desta vez, extravasar os limites impostos pelos assuntos oficiais, de cunho obrigatório para discussão e deliberação, e alçar vôo livre na discussão aberta de temas relevantes para os revendedores que atenderam o chamado. Sem apelar para a metafísica, ouso provocar nossos associados para a reflexão mais profunda quanto a tudo que acontece à nossa volta, relacionado com a atividade que exercemos, para daí tirarmos nossas conclusões, e debatermos essas conclusões. É do resultado dessas discussões que formaremos a opinião, que poderá não ser definitiva, mas sedimentada na experiência que indicará o caminho a seguir. Nada é pior que a falsa informação que chega aos nossos ouvidos, verbalizada ou escrita com elevado grau de certeza. Diante do grau de certeza, temos dois caminhos: acreditar por desconhecimento; ou analisá-la de forma científica, racional. Essa falsa informação muitas das vezes é disparada por pessoas imbuídas de boa-fé e credibilidade, mas que não refletiram o necessário, não debateram o assunto, não escutaram o outro lado. Essas reuniões que o Sindilub organiza é um foro privilegiado para o debate, a reflexão sobre os rumos da atividade, ouvir os representantes que participaram das reuniões nos vários órgãos governamentais de nosso interesse, discutiram o assunto tête-à-tête, trazendo a informação, junto com sua opinião particular, seu ponto de vista. A discussão proporcionará a reflexão, e daí o consenso para buscar o rumo que pretendemos. Esta última assembleia foi um belo exemplo disso tudo, onde foram discutidas algumas frentes que o Sindilub vem trabalhando há algum tempo. Venha, participe, discuta e reflita. Isso ajudará a todos nós. Laercio Kalauskas Presidente Nesta edição:»» Para Petrobras suprimento de básico está estabilizado. 4»» Assembleia fortalece relação da categoria com o sindicato. 6»» Resolução será marco regulatório no gerenciamento das embalagens usadas. 10»» GMP busca atendimento às metas de coleta. 10»» Evolução do fluido de freio aumenta segurança. 12»» A política de resíduos sólidos no estado de São Paulo. 15»» Sindilub e Fecombustíveis em defesa da revenda. 16»» Novo controle eletrônico de ponto. 17»» Ganho de espaço com a verticalização de estoque. 18»» Mobil Super Moto 4T recebe novo rótulo. 19»» Muito mais que um dia. 20»» Provocação. 22

4 Entrevista PARA PETROBRAS SUPRIMENTO DE BÁSICO ESTÁ ESTABILIZADO Apesar do incêndio em uma subestação de energia elétrica na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), a Petrobras afirma que o suprimento já foi estabilizado. No mercado, no entanto, ainda existem reclamações por parte dos produtores, que alegam falta de óleo básico. O incêndio, ocorrido no final de fevereiro, deixou a unidade de refino de petróleo totalmente às escuras, o que provocou a interrupção dos trabalhos. De acordo com a assessoria de imprensa, a operação teve que ser suspensa para a investigação das causas do incêndio, bem como para uma avaliação das condições da subestação. Confira a entrevista com o gerente de Comércio Interno de Lubrificantes e Parafinas da Petrobras, Bernardo Noronha Lemos: Sindilub Press Desde o incêndio que atingiu a Reduc o mercado reclama da falta de óleo básico. Como está a situação do suprimento? Bernardo A situação de suprimento de óleos básicos lubrificantes está sendo contornada com o incremento das importações deste produto pela Petrobras. Houve um impacto inicial no suprimento, porém foram tomadas ações junto ao mercado para evitar uma falta do produto. SP Pode faltar produto ao longo do ano ou a situação já foi estabilizada? Bernardo O suprimento já foi estabilizado. A primeira planta de produção da Reduc retornou em 10/03 e a segunda em 15/04. Além disso, a Petrobras manterá importações regulares ao longo de 2010 para garantir o atendimento do mercado e a recuperação dos estoques na cadeia. SP Essa falta de produto pode provocar elevação nos preços? Existe uma expectativa de percentual de aumento até o final do primeiro semestre? Bernardo Não há perspectiva de aumento dos preços em decorrência desta redução de oferta pontual de óleos básicos. A perspectiva para 2010 é de estabilidade de preços ao longo do ano, dependendo, claro, do comportamento do petróleo no mercado internacional. SP Que outros fatores interferem na produção do básico? Bernardo Não há fatores que influenciam diretamente a produção dos óleos básicos pela Petrobras. O incidente ocorrido na Reduc afetou a produção de todos os Ana Azevedo derivados, porém a Petrobras tomou as medidas necessárias para retorno da produção o mais rápido possível. SP Como está o consumo no Brasil, aumentou ou diminuiu? Em função do que? Bernardo O consumo dos óleos básicos lubrificantes este ano aumentou em comparação com Acredito que o principal fator seja a recuperação da economia após a crise que foi vivenciada em SP Como está o trabalho da Petrobras em relação à distribuição dos básicos Grupos II e III? Bernardo Parte do produto importado pela Petrobras é Grupo II, buscando atender a demanda do mercado brasileiro por este produto. A demanda brasileira pelos óleos básicos Grupo II e Grupo III está aumentando, principalmente devido à maior necessidade de lubrificantes menos viscosos pelo segmento automotivo. Por Ana Azevedo 4 Sindilub

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6 Capa ASSEMBLEIA FORTALECE RELAÇÃO DA CATEGORIA COM O SINDICATO Empresários trocaram informações sobre os principais temas ligados ao dia-a-dia do segmento Mais de 60 pessoas participaram da Assembleia realizada pelo Sindilub no dia 8 de abril. Na análise geral, o evento, mais que uma formalidade administrativa, vem reforçando a oportunidade dos associados e não associados interagirem com o Sindicato e com a própria categoria. Um exemplo disso foi a presença de empresários do interior e até mesmo de outros Estados. Para os que compareceram pela primeira vez a impressão foi bastante positiva. Sou associado há mais de um ano e esta é a primeira vez que participo de uma Assembleia. Achei a reunião válida, pois mostrou que o sindicato está ocupando seu espaço, dando força aos revendedores, destacou o diretor da Settori, de Belo Horizonte, Teodoro Alves. Muitos empresários ressaltaram ainda a necessidade de ampliar as discussões para aspectos éticos e de mercado, assim como o diálogo com os distribuidores, e a realização de reuniões regionais, como forma de agrupar os empresários que estão fora do eixo Rio-São Paulo (confira depoimentos). Para o presidente Laercio Kalauskas é importante ouvir o segmento e entender as dificuldades de cada região. Com essas reuniões temos oportunidade de assimilar melhor os problemas que atingem a categoria. O Brasil é muito grande e cada região tem suas peculiaridades. Dentre os assuntos abordados, destaque para os aspectos ligados ao meio ambiente. Não tinha idéia da amplitude da questão ambiental dentro do Sindilub. Pretendemos estreitar os laços com a entidade, pois se não tivermos conhecimento, não poderemos ajudar, comentou o diretor operacional da Yhalub, Carlos Renato Azevedo Júnior. A questão ambiental foi uma das que mais provocou a participação do público. O consultor jurídico do Sindilub, Edison Gonzales, orientou os presentes sobre como proceder em relação ao cadastramento e o pagamento da taxa imposta à categoria pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), por meio da Instrução Normativa n 31/2010. Um associado levantou a possibilidade de o sindicato questionar judicialmente a cobrança, no entanto, o consul- tor ponderou que o Sindilub teria que impetrar mandado de segurança em Brasília (DF), cuja viabilidade tem de ser avaliada, já que o custo é alto. O diretor executivo, Ruy Ricci, aproveitou para informar que o Ibama se mostrou aberto ao debate. Temos de elaborar propostas e marcar audiência para discutir a questão, avaliou, convidando os presentes para integrar uma comissão a ser criada para debater o assunto. A diretoria aproveitou a oportunidade para mostrar um pouco da participação do Sindilub no Grupo de Monitoramento Permanente da Resolução Conama n 362/05 (GMP), com a exibição do vídeo criado com o propósito de ilustrar o papel de cada um dos agentes da cadeia de lubrificantes. Destinado aos profissionais dos órgãos ambientais estaduais que participam das oficinas regionais de capacitação, a produção contou com o patrocínio de diferentes entidades do setor, entre as quais o Sindilub. Contas e contribuições Como ocorre tradicionalmente, o diretor Lucio Seccato Filho fez a exposição sobre as contas do exercício financeiro da entidade em 2009, e apresentou propostas de reajuste das contribuições confederativa e associativa. Apesar da aprovação das propostas, alguns empresários demonstraram certo desconhecimento sobre o papel de cada contribuição. Coube ao consultor jurídico esclarecer que enquanto a contribuição sindical patronal é compulsória, prevista na CLT, a confederativa, prevista na Constituição Federal, deve ser referendada em assembleia de cada categoria. Quanto à contribuição associativa, seu pagamento é mensal, mediante a aprovação do valor também em assembleia. Achei a reunião muito produtiva, foi bastante relevante podermos explicar sobre as contribuições, pois muitos associados não tinham a percepção da importância do pagamento das contribuições para o papel e o trabalho do sindicato, ressaltou o diretor financeiro Paulo Carvalho. 6 Sindilub

7 Nos debates que se sucederam ficou clara a necessidade de expansão da base territorial da entidade, já que há demanda de outros estados. Tanto que o Sindilub possui associados na Bahia, em Minas Gerais e em Goiás, entre outros, ou seja, de fora de seu território de atuação, composto atualmente por quatro estados: São Paulo, onde se concentra a maior parte dos associados, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. A assembleia ainda autorizou a diretoria do Sindilub a representar a categoria nas negociações com sindicatos dos empregados, com o objetivo de celebrar convenções coletivas de trabalho ou participar de dissídios nos estados que possui representação sindical, já que a data base dos trabalhadores é 1º de setembro, conforme informou a advogada trabalhista do sindicato, Cláudia Generoso. Parcerias Além de ser um espaço para transmitir informações sobre o trabalho do sindicato, já se tornou tradição nas assembleias do Sindilub, apresentar novas oportunidades de negócios. O parceiro da vez foi a Radnaq Produtos Automotivos. Ao final do evento, Henrique Cunha e Anderson Conceição realizaram uma rápida apresentação da empresa. Na oportunidade, mostraram lançamentos em aditivos para combustíveis e sua linha tradicional de produtos. Também falaram da parceria formalizada com o Sindilub, para a divulgação da empresa junto aos associados, que envolve a distribuição de brindes pelos revendedores aos seus clientes. Para finalizar a exposição, realizaram sorteio de prêmios entre os presentes. Ao término do evento, os participantes foram convidados para o jantar, servido na Churrascaria Ponteio, o qual foi patrocinado pela Radnaq. Vejo com bons olhos a regulamentação das atividades pela ANP, mas, a meu ver, o órgão fiscalizador deveria ser mais presente, também para orientar os agentes. Não sou contrário à cobrança de contribuições sindicais, desde que todos paguem, já que são beneficiados, e acho que o sindicato deve se aproximar mais de todos os que atuam no mercado e orientá-los. Antonio Paulucci Agecom Diadema SP Achei a reunião válida, foram discutidos assuntos importantes, todos emitiram suas opiniões e ficou clara a necessidade do sindicato se fortalecer para representar bem a categoria. Algumas vezes coisas acontecem e a gente não tem como se defender, como foi o caso do Ibama. Precisamos fortalecer o sindicato para que ele possa defender a categoria. Antonio S. Dourado Toninho Lubrificantes Piracicaba SP Fui um dos pioneiros e sempre apoiei o sindicato. Estive afastado por dois anos, por motivos pessoais, e estou retornando agora. Só tenho a elogiar o trabalho da entidade, que acompanhei à distância; mas se ela não tiver recursos, não pode fazer nada. Acredito que os índices de reajuste das contribuições são adequados. Aproveito para agradecer os patrocinadores, eles estão sempre conosco e essa participação é crucial para a entidade. Valter Razera Lubsol - Piracicaba SP Março/Abril

8 A assembleia foi muito positiva, por tratar de temas ambientais que vão estar no foco das atenções daqui pra frente. Dino Dedini L. Carletti São Paulo SP Acho que o sindicato poderia explorar mais o diálogo com os distribuidores. É importante discutir as questões legais, mas acho que falta o debate dos aspectos éticos e morais da atividade. O sindicato é o instrumento mais forte que temos para provocar a mudança ética do mercado e acredito que essa discussão irá atrair outros revendedores. Outra sugestão é que promova reuniões regionais, para aglutinar maior número de empresários. Luiz Leme Leme Lubrificantes Bauru SP Achei a reunião produtiva. Considerei o reajuste da contribuição Confederativa coerente, no entanto discordo do reajuste da contribuição associativa, aprovada pela maioria. Com relação ao IBAMA, tentei me cadastrar e não consegui, na reunião percebi que 90% dos presentes também não conseguiram. Para mim continua sendo uma incógnita, não quero ficar irregular, mas percebi que a turma vai protelar para discutir lá na frente. Gabriel Abou Rejaili Com. Lubrif. Aces. MGA São Paulo SP Esta é a primeira vez que participo como associado e achei a assembleia muito boa. Considero muito importante o papel do Sindilub na defesa dos interesses dos associados e na preservação da atividade, pois, dependendo dos rumos, a legislação, especialmente com relação às questões ambientais, poderá prejudicar muito nosso negócio. Maurélio Casquet Link Comercial São Paulo SP A assembleia foi um evento espetacular. As discussões projetam boas perspectivas relacionadas ao plano de negócios. A nossa parceria com o Sindilub é proveitosa para todos distribuidores, revendedores e a empresa, que tem ampla gama de produtos. Temos projeto de crescimento de longo prazo, 15 anos. Agora estamos investindo no setor de lubrificantes, um mercado muito forte que também fará a Radnaq crescer. Marco Antonio Ribeiro Radnaq Produtos Automotivos Guarulhos SP 8 Sindilub Por Cristiane Collich Sampaio e Ana Azevedo Fotos: Ana Azevedo

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10 Fique por Dentro RESOLUÇÃO SERÁ MARCO REGULATÓRIO NO GERENCIAMENTO DAS EMBALAGENS USADAS O Grupo de Trabalho (GT) que pretende elaborar a Resolução que irá disciplinar a coleta de embalagens usadas de óleos lubrificantes, ganhou um pouco mais de prazo para o encerramento dos trabalhos. De acordo com o coordenador do Grupo, Ricardo Lopes Garcia, o prazo foi ampliado para o dia 17 de novembro de Até o momento já foram realizadas três reuniões do GT. Na primeira, foram estabelecidas as regras e discutidos os procedimentos para a elaboração de Resoluções, o objetivo e a programação do Grupo. Na segunda, dentro da programação aprovada, foi realizado um Seminário com objetivo de nivelar o conhecimento dos participantes e obter subsídios para a elaboração da minuta. Ainda na segunda reunião foi iniciada a discussão da minuta da Resolução, que seguiu em discussão pela terceira reunião. Na avaliação de Garcia, um ponto favorável para o desenvolvimento dos trabalhos é que todos os participantes sejam eles, do governo, do setor industrial/comercial ou das organizações não governamentais, convergem na opinião de que é necessário a elaboração de um marco regulatório para tratar do gerenciamento das embalagens usadas de óleo lubrificante. O coordenador explica que a minuta está sendo construída a cada reunião, contando com a colaboração dos participantes. Portanto, a cada reunião a minuta vai sendo complementada e aprimorada, diz. A parte mais complexa fica por conta das dimensões continentais e diferenças regionais acentuadas do país. Na grande maioria dos casos, decisões tomadas em determinado município, estado ou mesmo regiões do país, não podem ser utilizadas como um modelo nacional. Está marcada para o mês de julho, em João Pessoa (PB), a próxima reunião do GMP (Grupo de Monitoramento Permanente da Resolução Conama 362/05). Na reunião realizada no final de março, no Rio de Janeiro, o destaque ficou para a apresentação da situação cadastral das empresas coletoras e rerrefinadoras ante o Ibama. Ficou definido que a ANP e o Ibama deverão encontrar uma metodologia para formatar esses dados, que devem atender ao que estabelece a Portaria. O objetivo é forçar os inadimplentes à regularidade. Os dois órgãos deverão formar um grupo para elaborar um estudo sobre a realidade das empresas, com base nisto, um plano de ação de fiscalização deverá ser definido. 10 Sindilub Somado a isso destaca-se o grande número de geradores de embalagens usadas dispersos pelos território nacional, e o fato do processo de gerenciamento das embalagens, com raras exceções, ser praticamente inexistente no país. Para Garcia, o desafio do GT é elaborar uma Resolução que atenda aos anseios de todos os Estados da União, ou seja, sem engessar as ações estaduais e municipais. Ela deve trazer para o sistema de gerenciamento o grande número de geradores dispersos; deve se atentar às raras iniciativas em andamento no país, de forma que não sejam inviabilizados investimentos e ações de sucesso, e ainda, iniciar o processo praticamente do zero. Cabe ressaltar, segundo o coordenador que o processo da minuta parte da premissa da responsabilidade compartilhada entre todos os atores do ciclo do produto, ou seja, envolve produtores/importadores/distribuidores/ revendedores de óleo lubrificante, coletores/recicladores de embalagens usadas, geradores e o poder público. O ponto focal e de maior discussão é determinar em que ponto termina a responsabilidade de um e inicia a de outro. Nessa discussão, é claro, estão envolvidos temas relacionados aos custos da implementação, do processo de logística reversa, do sistema de informações, do controle, entre outros. O Sindilub participa do GT na pessoa do seu diretor executivo, Ruy Ricci, que já manifestou a preocupação em proteger o revendedor de mais um custo com o compartilhamento das despesas com a coleta. GMP BUSCA ATENDIMENTO ÀS METAS DE COLETA Por Ana Azevedo O representante do MME, Edmilson Costa, reforçou a necessidade de após as etapas de capacitação da Resolução, em 2008 e 2009, que o GMP se concentre na implementação dos objetivos principais da Resolução. Ele também destacou a necessidade de rever os dados da tabela de coleta do Oluc apresentada pela ANP, salientando que a Portaria Interministerial MMA/MME nº 464/2007 estabelece percentual de coleta de Oluc e não de seu volume ressarcido (lastreado por certificado de coleta). Assim, para 2009, deve-se considerar o volume total efetivamente coletado em cada região para se verificar o atendimento às metas estabelecidas. Por Ana Azevedo

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12 12 Sindilub Espaço Técnico EVOLUÇÃO DO FLUiDO DE FREIO AUMENTA SEGURANÇA Obedecer período de troca é fundamental para que o fluido não perca suas propriedades Ana Azevedo Rogério P. Silva gerente da divisão de fluidos automotivos A única conexão efetiva entre o pé do motorista no pedal e as peças do freio em cada roda é o fluido para freios. A afirmação faz parte do material de treinamento da Tirreno Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda, um dos fabricantes do produto. De acordo com o engenheiro Rogério P. Silva, gerente da Divisão de Fluídos Automotivos da empresa, não adianta ter um veículo dotado de ABS, que é um dispositivo ultrasseguro, se o fluido de freio for de má qualidade. Se o fluido falhar, o ABS não serve para nada, comenta. O primeiro veículo com sistema de freio hidráulico remonta de As tentativas reuniram glicerina, álcool e água, no entanto, tais produtos não cumpriam as exigências de um sistema de freio. Para ser eficiente um fluido precisa de um lubrificante à base de glicóis pesados e poliglicois, que não evaporam facilmente e possuem propriedades de lubrificação superiores, que não atacam as borrachas. Silva explica que todo fluido de freio moderno é sintético, não derivado de petróleo. Até a década de 80, utilizava-se no Brasil o óleo de mamona como lubrificante. Com o advento dos veículos mundiais e a melhora do desempenho dos sistemas de freios, o óleo de mamona não pode ser mais aplicado, pois ele aumenta demais a viscosidade quando a temperatura abaixa. Se você operar com fluidos de óleo de mamona e se aproximar de temperaturas em torno de 5 C, ele tende a congelar. Em função desse uso criou-se no Brasil o conceito de fluido sintético e não sintético, no entanto todos os produtos atuais são sintéticos. Além do lubrificante, outro componente essencial ao fluido de freio é o solvente. Um fluido composto somente por lubrificante não operaria adequadamente em temperaturas baixas, portanto, é necessário diluir o lubrificante e acertar a sua viscosidade. O solvente é responsável por fornecer estabilidade a todos os outros componentes do fluido e conferir alto ponto de ebulição. O engenheiro explica que quando um sistema de freio opera em uma condição razoável, sem muito esforço, nos cilindros de roda a temperatura pode chegar a algo como 140 C. Se o fluido do freio apresentar baixo ponto de ebulição, ele vai ferver, criar bolha de ar e de gás, o que levará à perda de pressão hidráulica. Por outro lado, o solvente utilizado na formulação do produto causa inchamento das borrachas. Para controlar esse inchamento são utilizados agentes modificadores. O sistema de freio é composto de pistões, êmbolos e peças de borracha. Quando o sistema é preenchido pelo líquido ele deve causar um leve inchamento das borrachas, que não pode ser acentuado, pois causará o rompimento e a perda do produto; também não pode encolher em demasia, para que não haja vazamento de fluido e perda da pressão hidráulica. Logo, o solvente incha a borracha, mas controla a viscosidade, para controlar o inchamento é utilizado o modificador, e por último o inibidor de corrosão e oxidação. O sistema de freio é composto de vários componentes metálicos (ferro, alumínio, zinco e cobre), logo, o líquido precisa evitar a corrosão desses metais, explica Silva. Caso o líquido não proteja os metais haverá corrosão na parte interna do sistema, no cilindro mestre localizado junto ao pedal ou no cilindro da roda, que aciona a pinça ou a sapata do freio. Isso leva a extrusão e corrosão da borracha com consequente vazamento e perda da pressão no sistema. É muito comum no Brasil a substituição da gaxeta e do reparo do cilindro de roda (burrinho). Isso ocorre especialmente por não se trocar o fluido de freio no

13 período correto. Ele perde a propriedade de lubrificação e de proteção, tendo como consequência uma corrosão interna nos cilindros. De acordo com as montadoras, o fluido deve ser trocado a cada dois anos. A Tirreno recomenda a troca anual. O líquido de freio durante o uso absorve água, ele é muito higroscópico. Se ele não absorver toda água que entra no sistema, você terá uma fase água que ferve a 100ºC. Como um cilindro de roda pode chegar a 140ºC, ele ferverá liberando bolhas de vapor e de gás e haverá a perda do freio. O fenômeno da fervura do fluido de freio é chamado de Vapour-Lock, ou seja, o ponto em que o fluido vai falhar. Por esse motivo as normas classificam o fluido com relação a sua segurança em DOT3, DOT4, DOT5.1 e CLASSE 6. O fluido tipo classe 6, é a classe mais nova de fluido que vem sendo adotado pela indústria automobilística, chamado de fluido de baixa viscosidade. As montadoras estão colocando muita coisa eletrônica embarcada nos veículos, e os novos dispositivos de segurança, tais como o ABS de ultima geração requerem um fluido de baixa viscosidade para operar. As classificações DOT (Department of Transportaion dos Estados Unidos) e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 9292 vão sofrendo revisões, mas não deixam de existir, principalmente para o mercado de reposição. Na prática, a evolução dos fluidos aumenta a segurança do usuário do veiculo (ver quadro). Cuidados Especiais De acordo com o engenheiro da Tirreno, a revenda que trabalha com fluido de freio deve estar atenta aos cuidados que o produto requer. O fluido deve ser estocado e armazenado com o menor teor de umidade possível. Se o revendedor estocar o fluido ao tempo, na chuva, vai permitir a entrada de umidade pela embalagem e reduzirá a vida útil do produto, comenta. O especialista diz que foram registrados casos em grandes oficinas, que não apresentavam boas práticas de manuseio, nas quais o líquido armazenado apresentava 1% de umidade, ou seja, perda de 25% da vida útil. Estocado na embalagem original o fluido dura em média de 2 a 3 anos. Outra orientação para quem possui serviço de troca de fluido é quanto ao risco de contaminação do produto por óleo mineral. É comum o funcionário desavisado quando vai completar o óleo da direção hidráulica, colocar o produto no reservatório de fluido de freio. Para evitar o problema, o mercado criou cores para definir cada produto. A cor não é uma especificação, mas uma prática que se recomenda. Normalmente o óleo da direção hidráulica é vermelho e o líquido de freio, DOT 3 é azul e o DOT 4 e 5.1, amarelo palha. Demanda No Brasil só existe um fabricante de matéria-prima (glicóis e éteres de glicóis derivados do eteno) para formulação de fluido de freio (Oxiteno). No caso da Tirreno, ela também compra matéria-prima no mercado externo. Na opinião de Silva, a demanda do produto acabado no país tem crescido. Na década de 90 o consumo passava dos 10 milhões de litros/ano. Na década seguinte houve uma redução, principalmente em função da melhora dos sistemas, que passaram a utilizar o DOT4, com período maior de troca. Atualmente, por conta do crescimento da frota houve um novo aumento. Em 2009 a média foi de 10,5 milhões de litros/ano, cerca de 3 a 3,5% maior que em Para 2010 a expectativa é de um crescimento na ordem de 2%. Embora existam diversas marcas de fluido de freio no mercado, o número de produtores é pequeno. A Tirreno não é a maior produtora, mas é a maior fornecedora para montadoras estabelecidas no Brasil. Tirreno mantém laboratório para testes do produto Vista da unidade de envase e armazenamento Ana Azevedo Linha de envase do fluido de freio Ana Azevedo Março/Abril

14 FLUIDO Para FREIO E EMBREAGENS Tirreno 1. Pedal 2. Bastão Acionador 3. Cilindro Mestre 4. Pistão do Cilindro Mestre 5. Linhas Metálicas 6. Mangueira de Borracha 7. Armação de Metal 8. Freio a Tambor 9. Freio a Disco 10. Cilindro de roda 11. Pistão do Cilindro de roda 12. Reservatório 13. Fecho de Borracha 14. Carcaça de Freio a Disco SISTEMA DE FREIO HIDRÁULICO Funcionamento Tirreno 14 Sindilub Por Ana Azevedo

15 Legislação A POLÍTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO ESTADO DE SÃO PAULO Lei abrange filtros e embalagens de óleo lubrificante automotivo Recentemente a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo baixou a Resolução SMA-024, publicada no Diário Oficial de 31 de março último, estabelecendo uma relação de produtos geradores de resíduos classificados como de significativo impacto ambiental. Do elenco desses produtos, encabeça a relação constante do Art. 3º os filtros de óleo lubrificante automotivo, seguido das embalagens de óleo lubrificante automotivo. Esta resolução sob comento é mais uma das iniciativas do Governo do estado de São Paulo no aprimoramento da política de resíduos sólidos, instituída em 16 de março de 2006 pela Lei estadual nº , e que teve inúmeros de seus dispositivos regulamentados pelo Decreto nº , de 5 de agosto de Dispõe o Art. 53 da mencionada Lei : Os fabricantes, distribuidores ou importadores de produtos que, por suas características, exijam ou possam exigir sistemas especiais para acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento ou destinação final, de forma a evitar danos ao meio ambiente e à saúde pública, mesmo após o consumo de seus resíduos desses itens, são responsáveis pelo atendimento de exigências estabelecidas pelo órgão ambiental. Veio o Decreto nº , em 2009, e ao regulamentar o artigo acima transcrito da lei, dispôs em seu Art. 19: Os fabricantes, distribuidores ou importadores de produtos que, por suas características, venham a gerar resíduos sólidos de significativo impacto ambiental, mesmo após o consumo desses produtos, ficam responsáveis, conforme o disposto no artigo 53 da lei nº , de 16 de março de 2006, pelo atendimento das exigências estabelecidas pelos órgãos ambientais e de saúde, especialmente para fins de eliminação, recolhimento, tratamento e disposição final desses resíduos, bem como para a mitigação dos efeitos nocivos que causem ao meio ambiente ou à saúde pública. É obrigação exclusiva dos fabricantes, distribuidores e importadores dos produtos relacionados, cumprir as exigências estabelecidas no Art. 4º da Resolução SMA-024 E o parágrafo único desse artigo, dispõe: A Secretaria do Meio Ambiente publicará, mediante resolução, a relação dos produtos a que se refere o caput deste artigo. A Resolução SMA-024, portanto, relacionou esses produtos que considera geradores de resíduos sólidos de significativo impacto ambiental, mas importante salientar que essa relação não é exaustiva, pois a Comissão Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos poderá atualizá-la a qualquer tempo, incluindo outros produtos. E essa Comissão também é responsável por estabelecer as metas de recolhimento dos resíduos, considerando vários fatores, tais como a implantação de coleta seletiva, capacidade instalada para beneficiamento e transformação dos recicláveis e a legislação aplicável, dentre outros. Finalizando, cumpre assinalar que é obrigação exclusiva dos fabricantes, distribuidores e importadores dos produtos relacionados, cumprir as exigências estabelecidas no Art. 4º da Resolução SMA-024, já em vigor desde a data de sua publicação. Isso, entretanto, não desonera a responsabilidade e a contribuição de todos para a qualidade do meio ambiente. Por Edison Gonzales Jurídico Sindilub Março/Abril

16 Sindilub em Ação SINDILUB E FECOMBUSTÍVEIS EM DEFESA DA REVENDA O Sindilub participou, através do diretor executivo, Ruy Ricci, da Reunião Extraordinária do Conselho da Fecombustíveis, realizada em fevereiro, no Rio de Janeiro. Na abertura do encontro, o presidente Paulo Miranda apresentou o novo diretor da BR Distribuidora, Luis Cláudio Sanches, que fez um breve relato sobre as perspectivas da empresa para 2010; e os novos presidentes dos diversos Sindicatos de Postos, filiados à Federação e que tomaram posse recentemente. Na análise do diretor Ricci, há que se destacar a renovação do quadro de presidentes, o que deverá propiciar o surgimento de novas lideranças regionais, fator sempre positivo para aqueles que participam da vida sindical. Fred Alves O diretor do Sindilub aproveitou a oportunidade para comunicar a criação do Grupo de Trabalho do Conama, que deverá resultar em uma Resolução sobre a coleta de embalagens de óleos lubrificantes, e fazer um resumo de toda a legislação de resíduos sólidos, que tramita há mais de 10 anos no Congresso. O principal alerta feito por Ricci foi quanto a necessidade das entidades de classe defenderem a revenda como um todo, em relação a uma tendência por parte de alguns grupos de produtores de óleos lubrificantes, que desejam impor a idéia de compartilhamento dos custos da coleta, entre os produtores e os revendedores, contrariando o princípio universal do gerador/pagador. O Sindilub já se posicionou contrariamente à posição e defende a responsabilidade da revenda em receber as embalagens, acondicioná-las adequadamente e entregálas aos coletores, a exemplo do que já ocorre com o oluc (óleo lubrificante queimado ou contaminado). Por si só essa responsabilidade, ressalta o diretor, acar- Fred Alves retará ônus para a revenda na adequação de espaço para o recebimento das embalagens usadas, sua decantação e acondicionamento, além da necessidade de fornecimento de EPI (Equipamento de Proteção Individual) para os funcionários. Vale ressaltar, que essas ações se não bem observadas pelos revendedores, trarão como consequência a geração de passivo ambiental sujeitando-o às graves penalidades da Lei de Crimes Ambientais. Depois da explanação, o diretor ressaltou a importância da Federação se posicionar em relação ao assunto, pois essa é uma luta muito grande para o Sindilub atuar sozinho. Nossa proposta foi para que a Federação solicitasse ao Conama uma cadeira junto ao Grupo de Trabalho, indicando um representante para atuar ao lado do Sindilub, explica Ricci. A proposta foi colocada em votação pela Assembléia e aceita por unanimidade, sendo nomeado como representante da Federação o presidente do Sindicato de Brasília, José Carlos Ulhoa Fonseca. Por Ana Azevedo 16 Sindilub

17 Seu Negócio Novo controle eletrônico de ponto Se sua empresa possui mais de 10 empregados e, portanto, tem controle de jornada de trabalho por meio de marcação de ponto, está na hora de providenciar a adequação de seus equipamentos às novas determinações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que entram em vigor no próximo dia 21 de agosto, e são extensivas a todos os ramos de atividade. Conforme esclarece Cláudia Marques Generoso, advogada trabalhista do Sindilub, a Portaria nº do órgão, de 21 de agosto de 2009, estabelece requisitos para o equipamento de registro de ponto que agora é identificado pela sigla REP (Registrador Eletrônico de Ponto), para os programas que farão o tratamento dos dados oriundos do REP e os formatos de relatórios e arquivos digitais desses registros, que o empregador deverá manter e apresentar à fiscalização do trabalho. A portaria também proíbe todo tipo de restrição à marcação de ponto, marcações automáticas e alteração dos dados registrados e torna obrigatória a emissão de comprovante da marcação a cada registro efetuado no REP. As empresas arcarão com custos adicionais, já que terão de comprar, não apenas o novo equipamento, mas também os programas necessários a instalação do sistema. Além disso, segundo a advogada, devem se cercar de cuidados, como adquirir novos equipamentos de marcação de ponto que preencham requisitos, tais como: apresentar número de fabricação do REP exclusivo, que consistirá na junção sequencial do número de cadastro do fabricante no MTE, número de registro do modelo no MTE e número série único do equipamento. A nova medida visa possibilitar controle mais efetivo da jornada dos empregados pelos fiscais do MTE e evitar fraudes por parte das empresas. Entre elas, Cláudia Generoso cita como exemplos, a de não permitir o registro de entrada e saída nos horários cumpridos, de fato, pelos empregados; e trabalhar com dois controles de ponto, um para hora normal e outro para horas-extras (a fim de pagar as horas-extras por fora). Em caso de dúvidas relacionadas a essa portaria, ela recomenda aos revendedores de lubrificantes buscar esclarecimentos junto ao Sindilub. Por Cristiane Collich Sampaio

18 Seu Negócio Ganho de espaço com a verticalização de estoque Com a elevação dos custos dos imóveis, especialmente em áreas urbanas, o melhor aproveitamento do espaço passou a ser um fator de peso na estrutura financeira das empresas, especialmente as que, por força do tipo de atividade, trabalham com estoques volumosos. Nesse contexto, o armazenamento vertical largamente usado em inúmeras atividades aparece como uma opção vantajosa também para as revendas de lubrificantes, conforme avalia Lucio Seccato Filho, sócio da All-Track Comercial, instalada em São Paulo (SP). Depois de uma experiência de cinco anos com o sistema, sua avaliação é bastante positiva. Entre as João Paulo Fernandes vantagens, Seccato, que é vice-presidente do Sindilub, cita melhor aproveitamento do espaço e organização dos estoques e maior capacidade de armazenamento. Ele comenta que os custos de implantação são pequenos em relação ao beneficio e podem ser pagos parceladamente, a critério de cada empresário. Em nosso caso, fizemos a diluição em 36 meses, afirma, lembrando, porém, que para utilizar esse sistema, é preciso adquirir ou alugar uma empilhadeira. Segundo ele, a All-Track opera com um dos sistemas mais simples, com altura equivalente a três tambores de lubrificantes. Contratamos uma empresa e ela desenvolveu o projeto de acordo com nossas necessidades, oferecendo ainda suporte para a montagem das estruturas, realizada por equipe especializada. O treinamento do pessoal é simples, e mais de cunho organizacional, informa. Outras vantagens Adão Molina, gerente de Negócios da Águia Sistemas de Armazenagem, empresa especializada em soluções de armazenagem, explica que o sistema é basicamente composto por estruturas metálicas, elaboradas em aço plano estrutural tratado e pintado, A estocagem vertical permite o uso mais racional do espaço. Divulgação/Águia Sistemas Adão Molina, da Águia Sistemas 18 Sindilub

19 dos tipos: prateleiras porta-paletes, drive-in, dinâmico e push-back, que podem ser instalados em estruturas autoportantes, operadas por empilhadeiras e transelevadores. Conforme a carga e a altura das estruturas, alteramos os perfis e espessuras das chapas, acrescenta. Ao lado das qualidades já destacadas por Lucio Seccato, Molina acrescenta facilidade de montagem, redução de avarias na movimentação e estocagem das mercadorias e custo de manutenção próximo a zero, desde que não hajam batidas nas estruturas. Além disso, por ser um sistema totalmente modular, permite que se agreguem novas unidades à estrutura já montada, tanto na altura quanto no comprimento, segundo a necessidade do cliente, e, ainda, pode ser facilmente desmontado e transferido para outro lugar. Segundo suas informações, os produtos da Águia Sistema são compatíveis com quaisquer tipos de estoques, paletizados ou não, que podem chegar a até 30 m de altura. Porém ele adverte que as cargas não devem ultrapassar 1,2 mil kg, pois as empilhadeiras e os transelevadores perdem sua capacidade residual de carga à medida que vão elevando os paletes. Perspectivas Como a maioria das empresas desse ramo, também a Águia desenvolve o projeto de acordo com a demanda de cada empresa, sem custo, efetuando a instalação do sistema e, quanto a serviços e produtos agregados, como o fornecimento de empilhadeiras, apenas indica parceiros. O gerente da Águia, a qual possui 35 anos de experiência no desenvolvimento de soluções de estocagem para as mais variadas áreas de atividade, diz que no setor de produtos de lubrificantes as estruturas mais utilizadas são prateleiras porta-paletes e drive-in. Ele afirma que este setor ainda verticaliza pouco seus estoques, pois os tambores de lubrificantes podem ser empilhados. O empilhamento tem baixo custo de armazenagem, porém seu custo operacional é alto, declara. Mesmo assim, Molina se mostra bastante otimista, acreditando ser este um grande mercado em potencial. Por Cristiane Collich Sampaio Mobil Super Moto 4T recebe novo rótulo Com design inovador, o produto chega ao mercado com um rótulo diferenciado Produto A Cosan Combustíveis e Lubrificantes, detentora dos direitos do uso da marca Esso e Mobil no Brasil, anuncia a mudança do rótulo da linha Mobil Super Moto 4T. A alteração, além de transmitir modernidade e tecnologia, enfatiza a posição de maior vitorioso no motociclismo, os atributos de alto desempenho e super proteção e a recomendação de quem entende de motos. Referência da categoria motos, a Mobil é a linha de lubrificantes com o maior número de vitórias no motociclismo brasileiro. Além disso, é a patrocinadora de dois grandes campeonatos nacionais: Superliga Brasil de MotoCross e Brasil Nordeste de MotoCross. Pela importância da marca nesse mercado, pela sua representatividade e pela qualidade do Mobil Super Moto 4T, nada mais adequado do que um rótulo moderno. O produto continua o mesmo, com a mesma qualidade e eficácia. O que estamos trazendo para o mercado é uma inovação visual diferenciada, explica Lucio Almeida, coordenador de marketing da Cosan Combustíveis e Lubrificantes. Além da credibilidade da cor da embalagem, o produto não sofrerá alterações em sua formulação. A alteração será apenas do rótulo que, a partir de maio, chega ao mercado com um conceito inovador e diferenciado, com informações de indicação do produto e suas especificações. Mobil Super Moto 4T é o produto líder em tecnologia para motocicletas. O lubrificante é utilizado em mais de 70% das motos que saem de fábrica. A linha Mobil Super Moto pode ser encontrada em todas as revendas autorizadas e na rede de postos Esso, em todo o Brasil. Por Máquina da Notícia Março/Abril

20 Meio Ambiente Muito mais que um dia O Dia Mundial do Meio Ambiente está chegando. Por que não utilizar a data para promover mudanças na cultura da empresa e, com isso, cativar clientes? O marketing ambiental nas empresas é uma ferramenta destinada, primeiramente, à preservação do meio ambiente, e, também, como consequência, por meio da mudança da sua imagem perante o consumidor, à geração de novos negócios. No dia 5 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Órgãos públicos e empresas de diferentes ramos de atividade aproveitam a data para marcar presença, seja por meio do patrocínio de atividades alusivas ao tema seja pela distribuição de brindes, como mudas de plantas, entre outros. E também pode ser o ponto de partida para a adoção de uma nova estratégia empresarial pelos revendedores de lubrificantes. O marketing verde se destina a divulgar e sustentar a imagem da empresa, sua atitude ambientalmente correta, que deve ser trabalhada como um elemento diferencial junto a fornecedores, funcionários, ao mercado e à sociedade como um todo. Ele vai além da mera propaganda, pois se trata de uma política central aplicada em todos os níveis internos e externos. Essa política se estende da administração à deposição correta dos resíduos, passando pelo respeito às legislações vigentes, pelo treinamento dos funcionários e pela adoção de algumas medidas mínimas, que não estão especificadas em leis, voltadas à economia dos recursos naturais e também aos custos da empresa, como o uso racional da energia elétrica e da água. O apelo ambiental cresce. A ISO Verde está aí, para certificar processos e promover a imagem das empresas certificadas, assim como a instituição do Selo Verde, para produtos ambientalmente corretos, com o mesmo fim e visando mercados internacionais, nos quais essa garantia ambiental é condição para a assinatura de contratos de importação. Nas trocas de óleo é possível, por exemplo, inaugurar uma prateleira verde, chamando a atenção do consumidor para lubrificantes e aditivos mais amigáveis em se tratando do meio ambiente. Essa prateleira verde, uma idéia lançada há algum tempo pelo Sindilub, deve exibir itens desenvolvidos com tecnologia capaz de garantir o bom funcionamento de equipamentos e motores, o que contribui para a redução do consumo de combustíveis, da emissão de gases poluentes e para ampliar a vida útil de motores e catalisadores. Além dessa, mostrar ao consumidor que a empresa atende às legislações ambientais também pode estar entre as estratégias de marketing adotadas. A divulgação de cartazes ou a distribuição de folders educativos sobre a atividade e a correta destinação dos resíduos pode contribuir para destacar a imagem do estabelecimento como amigo do meio ambiente. O Guia Básico de Gerenciamento de Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados, disponível para associados no Sindilub, é uma importante fonte de informações; ele pode ser o brinde distribuído na data ou, então, ter parte de seu conteúdo impresso para exposição em cartazes ou em folder a ser distribuído entre os clientes. Vale lembrar que, de acordo com a Resolução Conama 362/2005, informar o cliente sobre os produtos comercializados é obrigação do revendedor, o qual deve ostentar, em local de fácil visualização, cartaz com os seguintes dizeres: O primeiro passo Tudo começa por um trabalho de conscientização, a base para a introdução de práticas e processos ambientalmente mais adequados. E, para quem ainda não desenvolve projetos nesse campo, talvez seja o caso de, no dia 5 de junho, dar o primeiro passo nessa direção, por meio de medidas simples. Além da adesão a eventuais iniciativas propostas pelos fornecedores de produtos, cada revendedor pode efetuar ações próprias, de baixo custo. 20 Sindilub

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