A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE ESTADO BRASILEIRO EM 1964

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1 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE ESTADO BRASILEIRO EM 1964 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Juliano dos Santos Bravo Santa Maria, RS, Brasil 2014

2 2 A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE ESTADO BRASILEIRO EM 1964 Juliano dos Santos Bravo Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Relações Internacionais. Orientadora: Prof.ª Danielle Jacon Ayres Pinto Santa Maria, RS, Brasil 2014

3 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS A Comissão Organizadora, abaixo assinada, aprova o Trabalho de Conclusão de Curso A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE ESTADO BRASILEIRO EM 1964 Elaborado por Juliano dos Santos Bravo como requisito parcial para obtenção de grau de Bacharel em Relações Internacionais COMISSÃO EXAMINADORA: Danielle Jacon Ayres Pinto, Doutoranda. (Orientadora) José Renato Ferraz da Silveira, Dr. (UFSM) Riva Sobrado de Freitas, Dra. (UNOESC) Santa Maria, 9 de dezembro de 2014

4 4 AGRADECIMENTOS Agradeço e dedico este trabalho, com amorosa lembrança, aos meus pais Ileane e João, e meu irmão Éverson, pela bela vida e belo amor que me proporcionam desde o início da minha existência. Do mesmo modo, a minha cunhada Amanda, meus lindos e amados sobrinhos João Francisco e Pedro Santiago, assim como, seus avós Margarete e Venor. Ao inexplicável amor das minhas avós Marcolina e Jurema. Ao meu avô Hori, sua razão sempre me guiará, sua lembrança sempre me acalmará. Com grande amor dedico e agradeço, a minha companheira Mariana, pelo carinho e paixão com que dividimos uma biografia, como, também, pela primeira leitura crítica. Aos meus queridos sogros Joilda e Evan, pelo carinho e sentimentos sociais e humanos que compartilhamos. Não poderia deixar de agradecer aos grandes amigos que conquistei e fui conquistado, em Santa Maria, durante anos longe de casa. Amigos para as horas mais duras e as mais alegres. Aos amigos, que na noite mais cinzenta, cá hoje não estão. Meu muito obrigado a minha orientadora, mestra e querida amiga Danielle Jacon Ayres Pinto. Teu profissionalismo e senso humano me inspiram! Um grande agradecimento ao profissional que contribuiu profundamente para o crescimento e reconhecimento do curso de Relações Internacionais de Santa Maria, professor e coordenador José Renato Ferraz da Silveira. Agradeço, com calorosa identificação, ao Partido dos Trabalhadores, a Luiz Inácio Lula da Silva e a Dilma Vana Rousseff, que jovem lutou pela liberdade democrática e por ela sofreu consequências. Bem como, pela profunda mudança, avanço e melhora do ensino superior no Brasil. Um agradecimento especial a aquelas mulheres e homens que combateram e batalharam em favor da democracia que hoje desfrutamos, por ela muitos padeceram e sofreram.

5 5 RESUMO Trabalho de Conclusão de Curso Curso de Relações Internacionais Universidade Federal de Santa Maria A HEGEMONIA DOS ESTADOS UNIDOS E O GOLPE DE ESTADO BRASILEIRO EM 1964 AUTOR: JULIANO DOS SANTOS BRAVO ORIENTADORA: DANIELLE JACON AYRES PINTO Data e Local da Defesa: Santa Maria, 9 de dezembro de A democracia será sempre o bem coletivo mais precioso ao desenvolvimento humano. O presente estudo visa contribuir, de modo salutar, para a análise do relevante episódio contemporâneo de ruptura democrática brasileira, no ano de A partir do escopo das relações internacionais, compreender o modo pelo qual esse momento pode se concretizar e sob quais aspectos foi possível a formação de eventos capazes de desestruturar um Estado de regime democrático. Do mesmo modo, constituir o trabalho de maneira que se depreenda a multicausalidade empregada, segundo a ordem do sistema internacional formado após a Segunda Guerra Mundial. Nesse momento histórico que está inserida a América Latina e, evidentemente, o Brasil. Desnudar o modelo hegemônico empregado pela potência ocidental, os Estados Unidos da América, na condução da imposição da nova ordem mundial e a formação de seus quadros estratégicos. Fazendo uso dos princípios teóricos, entender o padrão paradigmático realista utilizado como meio de hegemonia de poder, bem como tornar clara a política externa brasileira a partir do fim da Segunda Guerra até a derrocada democrática em 1964, assim como, nesse ínterim, conceber as relações entre a política externa dos Estados Unidos e o Brasil. E, igualmente, a aspiração dos anseios golpistas dos protagonistas civis e militares brasileiros ao longo desse período histórico. Assim, chegar ao ponto em que efetivamente agiu o Estado norte-americano, através dos seus homens de Estado, na conspiração objetiva e efetiva para derrubar do poder o presidente João Goulart. A partir de tais perspectivas, realiza-se, então, uma pesquisa capaz de demonstrar concretamente tais intenções científicas e pragmáticas, capazes de tal empreendimento. Palavras-chave: Guerra Fria. Realismo. EUA. América Latina. Brasil. Democracia. Golpe.

6 6 ABSTRACT Senior Thesis International Relations Major Universidade Federal de Santa Maria THE HEGEMONY THE UNITED STATES AND THE COUP IN BRAZIL 1964 AUTHOR: JULIANO DOS SANTOS BRAVO ADVISER: DANIELLE JACON AYRES PINTO Defense Date and Place: Santa Maria, December 9 th, Democracy will always be the most valuable asset to the collective human development. This study aims to contribute to so salutary for the analysis of the relevant episode of Brazilian contemporary democratic breakdown, in the year As the scope of international relations, understand the way in which this moment can happen and under what aspects was possible formation events that disrupt the rule of democracy. Similarly, constitute the work in a way which shows the maid multicausality after the order of the international system formed after the Second World War. In this historical moment that is inserted Latin America and, of course, Brazil. Lay bare the hegemonic model employed by Western power, the United States of America, in conducting the imposition of the new world order and the formation of their strategic frameworks. Making use of the theoretical principles, understand the realist paradigm pattern used as a means of hegemonic power, as well as make clear the Brazilian foreign policy since the end of World War II until the democratic overthrow in 1964, and in the meantime develop relations between the foreign policy of the United States and Brazil. And also the aspiration of scammers concerns of civil and Brazilians during this historical period military protagonists. So get to the point that effectively acted the American State, through its statesmen, in an objective and effective power to overthrow President Joao Goulart conspiracy. From these perspectives, then it performs a search-able to concretely demonstrate such scientific and pragmatic, able intentions of such a venture. Keywords: Cold War. Realism. USA. URSS. Latin America. Brazil. Democracy. Coup.

7 7 A verdade é filha do tempo e não da autoridade. Bertold Brecht Muitos me chamarão de aventureiro e o sou, só que de um tipo diferente: dos que entregam a pele para provar suas verdades. Ernesto Che Guevara de la Serna

8 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO O FIM DA 2ª GUERRA MUNDIAL E O CENÁRIO INTERNACIONAL Os esforços para uma nova ordem mundial pós-guerra As principais conferências entre os Aliados A bipolarização A América Latina na ordem bipolar A TEORIA REALISTA: MODELO DE HEGEMONIA DOS EUA NA AMÉRICA LATINA Realismo Clássico Nicolau Maquiavel Thomas Hobbes Realismo Moderno Edward H. Carr e a crítica ao Idealismo Hans J. Morgenthau e os seis princípios do realismo A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA, AS RELAÇÕES COM OS EUA E O ANSEIO GOLPISTA Eurico Gaspar Dutra ( ) Getúlio Vargas/Café Filho ( ) Juscelino Kubitscheck ( ) Jânio Quadros/João Goulart ( ) WASHINGTON E O GOLPE CIVIL-MILITAR BRASILEIRO de julho de IPÊS e IBAD Vernon A. Walters, Dan Mitrione e Thomas C. Mann O Plano de Contingência 2-61 e a ruptura democrática brasileira CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...96

9 9 1. INTRODUÇÃO Não há cultura humana sem um elemento constitutivo de memória comum, são as palavras do historiador italiano Massimo Mastrogregori. A concepção de uma cultura política democrática enraizada ainda é um desafio, presente mesmo na contemporaneidade, às nações latino-americanas. Pois, aqui, detemos uma herança história comum parcamente democrática. Desde o colonialismo europeu, ficando cá suas hastes culturais aristocráticas e, posteriormente, sujeitos ao poder hegemônico do grande irmão do norte, o que fez-nos cercear, em certa medida, o desenvolvimento de uma memória e cultura comum democrática e menos autoritária. É a América Latina, a região das veias abertas (GALEANO, 1978, p.14). O objetivo do presente trabalho não é, no entanto, apresentar uma análise históricopolítica culpabilística dos agentes externos, isto não quer dizer que a influência das potências hegemônicas não tivesse relevância. Teve-a, mas numa estreita combinação com os acontecimentos locais (MOREIRA, 2010, p. 8). Os povos, das mais diversas regiões e culturas desse continente, é que são os protagonistas do desenvolvimento de memória comum, de cultura, de inspirações, de realizações e, também, de frustrações. Todavia, a finalidade é desenvolver uma análise conjuntural, através de uma multiplicidade de fatores políticos, do processo histórico e internacional que envolveu o continente latino-americano em um período de tempo em que as relações dos Estados Unidos com esses países se desenvolveram por profunda interação desequilibrada de poder. As relações norte-americanas 1 com a América Latina, sobretudo, com o Brasil, pautará o centro do estudo. Ademais, por meio dessas relações, procurará elaborar e abranger o modo e a amplitude pelo qual o país norte-americano agiu para destituir do poder de um país soberano e até então democrático, um presidente legítimo. No presente ano de 2014, especificadamente no dia 1º de abril (culturalmente dito como dia dos tolos ou da mentira), completou 50 anos do golpe civil-militar de 1964 no Brasil. Esse relevante ano trás a tona, para a compreensão dos valores e conceitos democráticos, de cidadania e de direitos, um episódio importantíssimo da história nacional, como, também, para história das relações internacionais e as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. 1 O presente trabalho utilizará a denominação norte-americana(o) como sinônimo de estadunidense ou referente ao país Estados Unidos da América.

10 10 Abarcar-se-á o entendimento do período histórico pós-segunda Guerra Mundial e a formação da bipolaridade internacional entre as duas principais grandes potências vencedoras do conflito para, então, discernir o enquadramento que foi posto aos países latino-americanos e o papel do continente dentro desse novo cenário internacional. E, desse modo, elucidar o modelo hegemônico pelo qual Washington exerceu todo o seu grau de poder dentro da América Latina, afim de manter o continente sob seus moldes, suas políticas e o seu domínio. Dictadura y democracia son parte de la historia de Latinoamérica (FICO, 2008, p. 11) 2, representa sinteticamente a história do continente sob grande parte do século XX. As disputas nacionais pelo poder, muitas vezes para defender o status quo perpetuadas por oligarquias ou elites nacionais tementes por perder os privilégios historicamente construídos, fizeram com que a democracia não se consolidasse profundamente na memória comum das nações latinas. Não fizeste, ainda, com que se fortalecessem as instituições capazes de preservar e solidificar regimes democráticos aptos a prosperar sociedades menos desiguais, favorecendo o desenvolvimento econômico e social coletivamente, visando o bem comum. Desse modo, e por tal importância, este trabalho pretende desobscurecer a efetiva participação do governo norte-americano, bem como seus principais atores, no processo de desestruturação e queda do presidente João Goulart em Para tanto, pautar-se-á, sem a evidente pretensão, através do conhecimento das relações internacionais e da nova estruturação da ordem mundial a partir de 1945, ou o fim da Segunda Guerra Mundial. Assim, o delineamento do estudo se baseou nas ferramentas teóricas e históricas das relações internacionais e centrou-se na esfera política dos acontecimentos. Com base nisso, distribuiuse o presente trabalho em quatro capítulos: O primeiro, O fim da Segunda Guerra Mundial e o cenário internacional, tem por finalidade buscar uma melhor compreensão acerca do papel desempenhado pelo EUA e pela URSS, bem como pela Inglaterra, na construção de uma nova ordem internacional. Ademais, objetiva possibilitar o entendimento das consequências da Segunda Guerra Mundial na geopolítica e na formulação de conceitos nas relações internacionais, superando, assim, o equilíbrio de poder europeu. A partir do fim do conflito mundial perpetuou-se uma forte opinião pública, pacifista e antifascista, revelando aspectos de fragilidade da política, da economia e da sociedade europeia, que culminaram para o declínio do eurocentrismo e no avanço da bipolaridade mundial, além do papel da América Latina nesse novo cenário internacional. Configurar-se-á, assim, uma nova ordem política, a qual se caracteriza pela 2 Frase contida na introdução do livro Ditadura e Democracia, sob a organização de Carlos Fico, Marieta de Morais Ferreira, Maria Paula Araújo e Samantha Viz Quadrat.

11 11 existência de duas potências antagônicas que o processo histórico-político deflagrará no novo e distinto conflito: a Guerra Fria. O segundo, O Realismo: modelo de hegemonia dos EUA na América Latina representa o aporte teórico epistemológico para compreensão das relações internacionais, em especial, as ações do Estado norte-americano com a América Latina e, de modo geral, com a nova estruturação da ordem mundial. Por intermédio do modelo teórico realista, o capítulo buscará, através da compreensão paradigmática de seus principais formuladores clássicos e contemporâneos do período, entender as particularidades e os conceitos dos quais as ações da política externa norte-americana estavam orientadas. Assim, busca-se interpretar e contextualizar com maior precisão as medidas dessa política externa e suas consequências para a América Latina e, sobretudo, o Brasil. O terceiro, A política externa brasileira de 1945 a 1964, as relações com os Estados Unidos e o anseio golpista. Este capítulo tratará, precisamente, sobre o histórico da política externa brasileira dentro do referido período, a partir das gestões presidenciais que comandavam o país. Concomitantemente, as relações entre o Brasil e os EUA nesses dezenove anos antecedentes ao golpe de 1964, aliadas as causas e efeitos produzidos dentro desse panorama que culmina com o anseio golpista de agentes e personagens, como também de setores civis e militares nacional. Nesse ínterim, já são demonstradas as ações do governo norte-americano característicos do período e do modelo de hegemonia assim definidos. O quarto, Washington e o golpe civil-militar brasileiro, abarca os principais episódios e protagonistas civis e militares norte-americanos, em atuação direta nos eventos precedentes e relevantes a queda do presidente João Goulart. Uma profunda conspiração produzida por estes, juntamente com os setores mais conservadores e reacionários do Brasil, para sublevar ilegalmente e inconstitucionalmente um regime democrático que simplesmente demonstrava nacionalismo e pretendia uma maior articulação autônoma para seus interesses de desenvolvimento nacional. Igualmente, assegurar estes principais atores e acontecimentos com aporte de documentos oficiais e secretos do governo dos Estados Unidos que vieram a público com o passar dos anos, capazes de elucidar, através destas fontes primárias, a real participação no golpe de Estado de 1964, que interrompeu por 21 anos a democracia brasileira. O trabalho, assim organizado, pretende contribuir com o debate a respeito dos elementos constituintes necessários para fazer cessar um regime democrático e instaurar uma ditadura. Sob os princípios e fundamentos das relações internacionais imprimirem uma ótica internacional dos acontecimentos capazes de derrubar um presidente e, contudo, quais forças

12 12 específicas tomaram forma para perpetuar esse intento. Dada a relevância de conceitos democráticos e ditatórios/autoritários, ainda existentes no discurso político e na sociedade brasileira em alguns momentos ou setores, o trabalho também se torna contemporâneo, auxiliando, em certa medida, no crescimento do senso crítico e democrático brasileiro.

13 13 2. O FIM DA 2ª GUERRA MUNDIAL E O CENÁRIO INTERNACIONAL. O breve século XX é preponderantemente marcado pelas relações internacionais entre os Estados, sobretudo, por uma política internacional entre as nações. O cenário internacional e o sistema internacional, especialmente até o fim década de 1980, é dominado pela agenda dos interesses de segurança das principais potências. Hedley Bull define sistema internacional (ou sistema de estados) quando dois ou mais estados têm suficiente contato entre si, com suficiente impacto recíproco nas suas decisões, de tal forma que se conduzam, pelo menos até certo ponto, como partes de um todo (BULL, 2002 p, 15). O fim da Segunda Guerra Mundial produz um vácuo geopolítico no continente europeu, o qual inspira a propensão de atuação da Realpolitik 3 em busca da consolidação de influências e, acima de tudo, do poder real entre as duas superpotências vencedoras, os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas salientando o papel coadjuvante da Inglaterra, vencedora da guerra, porém devastada. Assim, ambos os Estados produzirão um novo padrão no sistema internacional; o constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial na chamada Guerra Fria. (HOBSBAWM, 2008, p. 223). A Segunda Guerra Mundial enterrou o já superado equilíbrio de poder europeu, do qual Churchill ainda vai tentar reivindicar como solução para o sistema internacional no pósguerra, bem como suplantou em fracasso a ideia Wilsoniana 4 da Sociedade das Nações. Logo, a Liga das Nações pôs em cheque a segurança coletiva, que Roosevelt buscará se inspirar para gerar a ideia dos Quatro Guardas, segundo Kissinger (2012). Já a frente do comando do estado soviético, Stalin mantém o reflexo da ideologia e da velha política externa da sua nação agindo conforme um mestre da Realpolitik irá tentar 3 Realpolitik é um termo bastante usado por Kissinger (2012) para designar as políticas adotadas pelos Estados e estadistas, em especial por Stalin, nesse período histórico. No entendimento do Dr. em ciências sociais pela Universidade de Bruxelas (1984) e, diplomata de carreira, Paulo Roberto de Almeida (2008) Realpolitik é mais um método do que uma doutrina, completa e acabada. [..] O que ela quer dizer, finalmente? A rigor, trata-se de um simples cálculo utilitário, baseado nos interesses primários de um país, um Estado, um indivíduo. Ela tende a considerar os dados do problema e não se deixa guiar por motivações idealistas, generosas ou humanitárias de tal decisão ou ação, mas apenas e exclusivamente pelo retorno esperado de um determinado curso de ação, que deve corresponder à maior utilidade ou retornos possíveis para o seu proponente ou condutor da ação. Como tal, ela responde a objetivos estritamente pragmáticos e racionais, num sentido estrito, de uma determinada interação humana, social ou estatal. (ALMEIDA, 2008, p. 2). 4 O termo Wilsoniano é geralmente aplicado nas Relações Internacionais para designar uma ideia e também uma vertente de teoria de idealismo moderno. A origem refere-se ao presidente norte-americano Thomas Woodrow Wilson, o qual redigiu uma mensagem contendo os famosos Catorze Pontos, que designa as relações internacionais de modo idealista e contém a primeira concretização de uma organização intergovernamental internacional dedicada à paz idealizada desde Pádua (SARFATI, 2005, p. 83).

14 14 tirar proveito da vitória de seu país, ampliando a influência russa na Europa Central. (KISSINGER, 2012, p.354). Ainda sobre o equilíbrio de poder, Martin Wight (2002) o conceitua como: [...]a concepção do equilíbrio de poder pertence especialmente à política internacional, e é nesse sentido que tem sido mais explorada. O equilíbrio de poder é o princípio daquilo que poderia ser chamado de a mecânica da política do poder [...] A política do equilíbrio de poder está fundamentada, como disse Hume, no bom-senso e o raciocínio óbvio ; ela é uma aplicação da lei da autopreservação (WIGHT, 2002, p. 167_168). De acordo com Vizentini (2004), os elementos constituintes dos resultados da Segunda Guerra Mundial são demasiadamente fundamentais para o entendimento e compreensão do desencadeamento de eventos que culminará no embate da Guerra Fria. As variáveis opostas entre EUA e URSS especialmente ideológicas -, mesmo que no conflito tenham se aliado para derrotar o nazi-fascismo, é o marco inicial de um futuro onde não se vislumbrará uma paz duradoura, entretanto, não se deseja uma terceira guerra mundial. Característica peculiar no novo cenário internacional. Ademais A URSS desempenhara um papel decisivo na derrota da Alemanha nazista e gozava de imenso prestígio diplomático e militar (VIZENTINI, 2004, p. 66). Dessa maneira o estado soviético não poupará esforços em praticar a tradicional política externa realista em busca de seus interesses, os quais também regeram a política externa estadunidense. Assim, sob a égide dos EUA, o capitalismo marca seu triunfo. No plano político-ideológico, a derrota do nazi-fascismo significou um violento revés da extrema-direita, do racismo, da barbárie, do obscurantismo, do militarismo, do genocídio, da reação mais torpe e de seus valores opressivos, representando, por contraposição, a afirmação da democracia, das liberdades individuais, sociais e nacionais, bem como um enorme prestígio para o socialismo (VIZENTINI, 2004, p 68). A aliança mundial contra o terror nazifascista durou exatamente o tempo necessário para detê-lo. A natureza ideológica divergente das duas potências vencedoras da 2ª G.M. é o conceito chave na essência da Guerra Fria. A germinação da luta ideológica estava florescendo, ainda que ambos os Estados percebessem o poder oposto de cada um, e, segundo HOBSBAWM (2008), ao contrário da retórica beligerante da Guerra Fria trabalhavam com base na suposição de que a coexistência pacífica entre elas era possível no longo prazo

15 15 (HOBSBAWM, 2008, p. 225). A convivência pacífica nos Estados que sofreriam as influências de EUA e URSS era ainda menos concreta. A partir do momento que estava posto os países vencedores da guerra, esses atores internacionais começaram a lançar mão de suas novas políticas externas, na busca da sua consolidação de sua posição de hegemonia, legitimidade e o papel a atuar no novo cenário. Desse modo, era evidente a situação de certa superioridade dos EUA, pois praticamente não sentira a devastação material em seu território, e saiu com a economia intacta e pujante. O nascer de uma nova ordem internacional estava eclodindo. Apesar da 2ª G. M. ter vencedores, os EUA apresentava uma realidade de hegemonia militar-financeira mundial. O poder militar naval, aéreo e terrestre era absoluto, eis que detinha vantagens nunca alcançadas por outra potência na história, além de possuir exércitos e bases militares e navais em todos os continentes; na conferência de Bretton-Woods (1944), na criação do FMI e do Banco Mundial impõe toda sua superioridade econômica ao mundo capitalista, observa Vizentini (2004). Já a URSS via-se em situação mais delicada, mesmo com o prestígio militar e político de uma vencedora da 2º G. M., e decisiva na derrota de Hitler. Stalin, um mestre da Realpolitik, entendia perfeitamente a situação da nação e agia com sua principal arma, o prestígio do Exército Vermelho. E, assim, entendia que a URSS devia manter suas áreas territoriais conquistadas como pagamento pelas vitórias soviéticas e pelo sofrimento heroico do povo russo (KISSINGER, 2012, p. 382). A Europa encontrava-se como um campo de guerra, totalmente fragilizada. Somente a Inglaterra estava com certa posição de vantagem por fazer parte dos países vencedores da guerra, no entanto, ainda que em situação mais fraca do que Churchill tentava demonstrar e do que Roosevelt acreditava. Nesse momento, a Europa encontrava-se como nunca antes, pois perdera o poder do centro da política mundial e o declínio da diplomacia de equilíbrio de poder ocorria concomitantemente com a formação de um sistema bipolar, centrado nas formações capitalistas e socialistas (VIZENTINI, 2004, p. 68). Enquanto as nações europeias eram relegadas a papeis coadjuvantes, a URSS e os EUA consolidavam a bipolaridade de um novo cenário internacional. A ordem mundial encontrava-se, desta forma, oposta e dividida em seus anseios, ideologias e políticas. A despeito da total oposição dos sistemas sociais entre as duas

16 16 potências hegemônicas, não ocorreu uma terceira guerra mundial, particularmente entre EUA e URSS. Todavia, a realidade na periferia mundial foi outra. A situação em que se encontrava a Europa não era propícia nem possível de manter suas colônias na Ásia e na África, as quais ao passar dos anos entraram em luta por independência. Aonde os impérios coloniais iam sendo derrubados, e muitos insuflados e apoiados de diversas formas por EUA e URSS (ambas as potências viam nesses territórios futuros aliados e parceiros de seus sistemas sociais, político e econômico). O que prejudicou fatalmente os velhos colonialistas foi a prova de que os brancos e seus Estados podiam ser derrotados, total e vergonhosamente, e que as velhas potências coloniais encontravam-se fracas demais, mesmo após uma guerra vitoriosa, para restaurar suas antigas posições (HOBSBAWM, 2008, p. 214). Assim, foi nessa área que as duas superpotências continuaram a competir, por apoio e influência durante toda a Guerra Fria, e por isso a maior zona de atrito entre elas, aquela onde o conflito armado era mais provável, e onde de fato irrompeu (HOBSBAWM, 2008, p. 225). À vista disso, os EUA reservaram um papel especial para a América Latina, pois, desde a Doutrina Monroe 5 a margem de manobra autônoma das políticas nacionais dos Estados da América Latina era historicamente restrita, visto que esse continente sofria fortemente com uma política externa caudatária de Washington. Os EUA não observam a AL com relevância no cenário internacional para uma política externa específica aos diversos países e, assim, buscam uma forma de manter os países da região sob forte influência de modo geral, sem, contudo, necessitar uma atenção e política exclusiva. E de acordo com Vizentini (1997): O problema, para os Estados Unidos, é que existiam fortes tendências nacionalistas nos grandes países da região, geralmente associadas a projetos autônomos de desenvolvimento, como no Brasil de Vargas [e de João Goulart 6 ], no México e na Argentina de Perón, estando esta última ainda fortemente vinculada à Europa. [...] 5 Em 2 de dezembro de 1823, o presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em mensagem ao Congresso norte-americano, avisava que o país consideraria uma ameaça para a sua paz e segurança qualquer tentativa, por parte das potências europeias, de tentar impor o princípio de legitimidade do sistema de Viena a qualquer parte das Américas era uma manifestação política de peso, considerando que o governo de Washington declarava-se previamente hostil a qualquer tentativa de restauração Antônio Carlos Lessa, 2008, p Grifo nosso.

17 17 Com o fim do suposto perigo nazista-alemão, introduziu-se na mídia e na vida política um discurso maniqueísta que ressaltava a configuração de uma ainda maior ameaça comunista-soviética, como forma de forjar uma nova legitimidade para o alinhamento do continente em torno do protetor norte-americano. (VIZENTINI, 1997, p. 9_10). A Guerra Fria se desenhava por todos os continentes de uma forma ou de outra, adentrando sem escrúpulos ou valores morais filosóficos nas entranhas das nações, mesmo as mais fechadas ou, ainda, na busca por autonomia, inevitavelmente, iriam sentir suas consequências. De certa forma, a Terceira Guerra Mundial era uma realidade cada vez mais presente, mesmo que não fosse à configuração clássica beligerante de guerra. Como observou o grande filósofo Thomas Hobbes, a guerra consiste não só na batalha, ou no ato de lutar: mas num período de tempo em que a vontade de disputar pela batalha é suficientemente conhecida (HOBSBAWM, 2008, p. 224). A trajetória incomum de uma guerra sem batalha entre as principais nações envolvidas salienta inúmeros debates a cerca das políticas externas e de segurança que eram adotadas. Desse modo, a Guerra Fria oferece uma perspectiva exclusiva sobre as relações internacionais e esclarece a dinâmica de duas escolhas de política externa que foram feitas: a escolha de intimidar e a escolha de conter (NYE, 2009, p. 142). O conceito de intimidar na política internacional foi aplicado pelos reinos/impérios/nações ao longo da história, quais sejam, formação de numerosos exércitos, com diferentes táticas e estratégias de guerra intimidadoras, ameaças formais e informais, bem como, ardilosas alianças fomentadoras de intimidação, por exemplo. Os anos que sucederam a 2º G. M. não foram distintos, a intimidação foi utilizada como desencorajamento, especialmente com o advento das armas nucleares. De acordo com Nye, um dos aspectos da Guerra Fria era o método de tentar desequilibrar a margem de poder da potência rival através da intimidação de grandes arsenais nucleares, até mesmo com discursos apocalípticos. O conceito de intimidação estava ligado à política de contenção. Durante a Guerra Fria, a contenção referia-se a uma política americana específica de conter o comunismo soviético assim como de promover uma ordem mundial liberal do ponto de vista econômico e político (NYE, 2009, p. 142). A política de contenção, como a intimidação, não surgiu durante a Guerra Fria, ainda que o termo tenha surgido (NYE, 2009, p. 142). Assim, como a intimidação, pode-se

18 18 verificar através da história as inúmeras vezes que a política de contenção foi aplicada por nações/impérios/reinos em defesa de seus interesses, de modos distintos, como com poder militar, econômico, cultural. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos oscilaram entre uma política expansiva de conter o comunismo e uma política mais limitada de conter a União Soviética (NYE, 2009, p. 143). 2.1 Os esforços para uma nova ordem mundial no pós-guerra de 1945 Os Estados Unidos, a Inglaterra e a União Soviética foram os grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial. A partir de então desejavam preencher um espaço de atuação no novo cenário internacional que estava se formando e, portanto, legitimar a sua margem de poder no sistema internacional conseguindo impor aos seus moldes de política externa a lacuna deixada pelos derrotados, principalmente da Alemanha. Cada vencedor atuou nos termos da experiência histórica de sua nação. Churchill desejava reconstruir o tradicional equilíbrio de poder na Europa. Isso queria dizer a reconstrução da Inglaterra, da França e mesmo da Alemanha derrotada para, juntamente com os Estados Unidos, contrabalançarem o colosso soviético do leste. Roosevelt visualizou uma ordem de pós-guerra que os três vencedores, mais a China, seriam o conselho de administração do mundo, mantendo a paz contra qualquer vilão em potencial, que ele acreditava ser a Alemanha visão que se chamou dos Quatro Guardas. A abordagem de Stalin refletiu sua ideologia comunista, mas também a velha política externa russa. Quis tirar proveito da vitória de seu país, ampliando a influência russa na Europa Central. Sua intenção era fazer, dos países conquistados pelos exércitos soviéticos, zonas de proteção da Rússia contra uma futura agressão alemã (KISSINGER, 2012, p. 353_354). Os princípios Wilsonianos ainda não estavam totalmente superados, no entendimento de Roosevelt. O presidente norte-americano não vislumbrava futuro e nem interesse em restaurar o equilíbrio de poder europeu, pois para manter a paz, no pós-guerra, era necessário um sistema de segurança coletiva dos aliados do período da guerra, em concerto, sustentado pela vigilância e a boa-fé mútuas (KISSINGER, 2012, p. 354). Nesse sentido, Roosevelt não pretendia apoio militar ou econômico à Europa logo após a guerra, eis que assim que o conflito chegasse ao fim traria seu exército para casa. Também desejava que os interesses europeus, militares e econômicos, fossem sanados pela Inglaterra. Estava se dirigindo contrariamente aos interesses de Churchill, pois este detinha total conhecimento da realidade restrita do poder inglês de defender a Europa e ainda

19 19 restaurá-la economicamente, mesmo que, sagazmente, Churchill tenha auferido uma ilusão ao status de grande potência da Inglaterra. A grande aspiração para o sistema internacional da busca de valores universais, como a paz, por exemplo, era a busca incessante através da segurança coletiva como objetivo perene para uma nova ordem mundial vindoura e duradoura, no desejo wilsoniano de Roosevelt, o intuito era de alcança-la através de uma aliança dos vencedores, preservando alguns conceitos e superando os erros da Liga das Nações, apresentando, assim, a essência dos Quatro Guardiões. De encontro aos ideais pretendidos pelo presidente estadunidense estava uma nação ideologicamente contrária aos EUA e, histórica e culturalmente realista. Stalin preconizava uma política externa rigorosamente as da Realpolitik do Velho Mundo (KISSINGER, 2012, p. 356). Isso porque após a ameaça da Alemanha nazista ser extinta, a URSS pretendia buscar seus interesses ideológicos e políticos, ainda que implicasse contrapor seus antigos aliados, de acordo com Kissinger (2012). Entretanto, no entendimento de Hobsbawm (2008) as declarações públicas e insinuações insufladas na população pelo poder público era uma dissonância com a realidade soviética e, até mesmo, um discurso leviano e o princípio da guerra ideológica. Assim, exemplifica o discurso ocidental sobre a URSS como um cenário de pesadelo da superpotência moscovita pronta para a conquista imediata do globo, e dirigindo uma conspiração comunista mundial ateia sempre disposta a derrubar os reinos da liberdade (HOBSBAWM, 2008, p. 229). Os mesmos meios de influência, discursos de terror, métodos de dualismo entre liberdade/democracia (aos moldes norte-americanos) e autoritarismo/terror soviético do comunismo foram empregados em praticamente toda a América Latina. Os governos que não representassem os interesses liberais do mundo capitalista americano e aspirassem uma tentativa de desenvolvimento autônomo eram automaticamente socialistas, comunistas e contrários ao mundo livre. O expansionismo de Stalin estava restrito aos territórios firmados nas conferências de cúpula entre O Exército Vermelho, sua maior arma militar e honrada vantagem, estava sendo desmobilizada tanto quanto ao exército americano até o fim de 1948, segundo Hobsbawm (2008).

20 20 Em qualquer avaliação racional, a URSS não apresentava perigo imediato para quem estivesse fora do alcance das forças de ocupação do Exército Vermelho. Saíra da guerra em ruínas, exaurida e exausta, com a economia de tempo paz em frangalhos, com o governo desconfiado de uma população que, em grande parte fora da Grande Rússia, mostrara uma nítida e compreensível falta de compromisso com o regime. [...] Precisava de toda a ajuda que conseguisse obter e, portanto, não tinha interesse em antagonizar a única potência que podia dá-la, os EUA (HOBSBAWM, 2008, p. 230). Como o pensamento conjuntural de Stalin era comunista, preconizando uma linha de evolução do capitalismo na direção ao comunismo, inevitavelmente determinista e rígido, estava convicto de que mais cedo ou mais tarde o capitalismo chegaria ao fim e se transformaria no comunismo e, desse modo, a coexistência não seria permanente. Como de fato não foi. Apesar disso, o entendimento soviético era claro, conforme Hobsbawm (2008), de que se encontrava em desvantagem de posição com os EUA. A Inglaterra que, após a queda francesa em 1940, enfrentou sozinha o Eixo por um longo período e encontrava-se totalmente restrita ao pensamento de sobrevivência e de luta, travava um devastador embate contra Hitler, no qual os anseios de vitória estavam mais próximos do Terceiro Reich. Somente após a entrada dos EUA na guerra, Churchill pôde reascender as esperanças de vitória e, sobretudo, de poder pensar não mais na mera sobrevivência, mas no futuro do pós-guerra. A intenção de restaurar o equilíbrio de poder europeu, objetivo tradicional inglês, afastava-se cada vez mais no decorrer da guerra. Churchill compreendia, de certo modo, que a Europa estava em declínio e provavelmente não conseguiria manter uma ordem mundial centralizada no seu continente, à medida que os EUA e a URSS avançavam em conquistas e poder real. Assim estava o pensamento da diplomacia inglesa, entre dois gigantes e uma mínima margem de manobra, pois de um lado a defesa de Roosevelt da autodeterminação mundial punha em perigo o Império Britânico [de outro] 7 o propósito de Stalin projetar a União Soviética para o centro da Europa ameaçava a segurança inglesa (KISSINGER, 2012, p. 358). Churchill compreendia como ninguém a realidade que se passava no seu país, mesmo mantendo uma posição segura de si sobre a nação inglesa e, no seu entendimento, necessitava de uma política que se aproximasse de Washington visto que olhava para Moscou com 7 Grifo nosso.

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