SUBSÍDIOS PARA PLANEJAMENTO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM EM TURISMO COMO HABITAÇÃO PARA TERCEIRA IDADE:

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1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro Tecnológico CTC Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo PósARQ Mestrando: Carlos Alberto Barbosa de Souza SUBSÍDIOS PARA PLANEJAMENTO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM EM TURISMO COMO HABITAÇÃO PARA TERCEIRA IDADE: Um Estudo Exploratório em Balneário Camboriú e Florianópolis Linha de pesquisa: Planejamento e Projeto de Arquitetura Orientador: Prof. Roberto de Oliveira, Ph.D Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFSC, para obtenção de aprovação no final do curso de mestrado do referido programa. Florianópolis/SC 2010

2 CARLOS ALBERTO BARBOSA SOUZA SUBSÍDIOS PARA PLANEJAMENTO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM EM TURISMO COMO HABITAÇÃO PARA TERCEIRA IDADE: Um Estudo Exploratório em Balneário Camboriú e Florianópolis Esta dissertação, foi julgada e aprovada para obtenção do grau de Mestre em Arquitetura e Urbanismo no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 28 de maio de 2010 Prof. Fernando Oscar Ruttkay Pereira, Dr. Coordenador do Programa PósArq - UFSC Banca Examinadora Prof. Roberto de Oliveira, Dr. Orientador PósArq - UFSC Profa. Vera Moro Bins Ely, Dra. Avaliadora Interna PósArq - UFSC Prof. Wilson Jesuz da Cunha Silveira, Dr. Avaliador Interno PósArq - UFSC Profa. Sílvia Regina Morel Correa, Dra. Avaliador Externo - UFRGS Carlos Alberto Barbosa de Souza 2

3 A Deus pela vida que me foi dada. A minha mãe Maria José, pelo incentivo, estímulo e revisão do trabalho. A minha irmã Claúdia, pela inspiração de vida. Ao meu amor, pela paciência e companheirismo. Aos idosos, fonte de inspiração deste trabalho. Carlos Alberto Barbosa de Souza 3

4 Agradecimentos A Deus, pela oportunidade de aprender, e poder compartilhar esses conhecimentos, para o bem das pessoas da terceira idade. À minha família, pelo apoio, orações, incentivo e amor demonstrados durante toda a minha vida. Ao Professor Roberto de Oliveira, pelo apoio, incentivo e ensinamentos. Você é parte fundamental desta conquista! Aos demais membros da banca, que aceitaram o convite, e que também têm significativa contribuição neste resultado. Ao PósARQ, que me proporcionou,uma experiência única de aperfeiçoamento profissional e pessoal, pelas palestras,qualificações e defesas que assisti, pela oportunidade de retorno para o programa o que me fez chegar até aqui. À secretária do curso, Ivonete pela boa vontade e paciência nas orientações dos procedimentos administrativos. Aos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Itajaí, que me auxiliaram enormemente na execução dos estudos de caso e da pesquisa qualitativa. Todos os que participaram das entrevistas e visitas, obrigado pela disposição e vontade em contribuir para o desenvolvimento deste trabalho.. Muito obrigado a todos! Carlos Alberto Barbosa de Souza 4

5 RESUMO Os meios de hospedagem, considerados habitação transitória das pessoas de terceira idade, fazem parte dos serviços turísticos, que são caracterizados pela exigência de seus usuários por elevada qualidade. Porém as pesquisas sobre a satisfação do turista ainda são escassas na literatura acadêmica brasileira e pouco existe a respeito da opinião do turista de terceira idade sobre os serviços de turismo e a adequação dos espaços dos meios de hospedagem para este tipo de usuário. Com o objetivo de subsidiar o planejamento e projeto de meios de hospedagem em turismo, foi realizada uma pesquisa exploratória, de caráter descritivo, com uma amostra de 393 turistas, a respeito dos fatores que fazem parte de uma experiência turística, como os meios de hospedagem, a infra-estrutura da cidade, os atrativos turísticos, e os serviços de bares e restaurantes. No tópico dos meios de hospedagem, procurou-se uma abordagem que qualificasse estes meios como moradias temporárias. Os resultados da pesquisa revelaram que o turista percebe algumas inadequações dos parâmetros ambientais para pessoas de terceira idade nos meios de hospedagem, relacionadas à iluminação, conforto térmico e segurança no deslocamento; e mostrou que os turistas consideram que o nível de qualidade de alguns fatores dos serviços turísticos está abaixo do nível de importância que eles atribuem a esses fatores. Estes resultados permitiram propor aperfeiçoamento nos fatores considerados importantes e que receberam baixa avaliação, com a finalidade de propiciar subsídios para o planejamento da estrutura física das cidades e principalmente dos meios de hospedagem para esse segmento de turista. Palavras chaves: planejamento arquitetônico de meios de hospedagem, parâmetros ambientais em meios de hospedagem, parâmetros ambientais para terceira idade, habitação transitória, usuário de terceira idade. Carlos Alberto Barbosa de Souza 5

6 ABSTRACT The lodging facilities are considered transitional housing for the elderly people are part of tourist services, which are characterized by requiring its users with high quality. But research on tourist satisfaction are scarce in the Brazilian academic literature and there is little about the opinion of the tourist seniors on tourism services and the adequacy of the means of accommodation spaces for this type of user. Aiming to analyze the tourist and Balneario Camboriu Florianopolis (SC) in relation to service users of the third age, we conducted an exploratory and descriptive, with a sample of 393 tourists, about the factors that are part of a tourist experience, such as lodging facilities, the infrastructure of the city, tourist attractions, and services for restaurants and bars On the topic of lodging facilities, it was an approach that would classify these resources as temporary housing. The survey results revealed that the tourist perceives some inadequacies of the environmental parameters for the third age in lodging facilities, related to lighting, thermal comfort and safety in displacement, and showed that tourists consider that the quality of some of the factors tourist services is below the level of importance they attach to these factors. These results led to propose improvements in the factors considered important and which received low evaluation with the purpose of providing grants for planning the physical structure of cities and especially of lodging facilities for this segment of tourists. Keywords: architectural planning of means of accommodation, Environmental parameters in media hosting, Environmental parameters for the elderly, transitional housing, elderly user. Carlos Alberto Barbosa de Souza 6

7 Lista de Tabelas Tabela 1 Nível de atividade do Idoso...39 Tabela 2 - Caracterização da Amostra...94 Tabela 3 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis SC, segundo a faixa etária...95 Tabela 4- Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Balneário Camboriú SC, segundo a faixa etária...96 Tabela 5 Fatores de insatisfação em hotéis de Balneário Camboriú e Florianópolis...97 Tabela 6 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores da cidade de Florianópolis SC Tabela 7 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores do Balneário de Camboriú SC Tabela 8 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis e Balneário Camboriú SC, segundo o gênero Tabela 9 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis SC, segundo a faixa etária Tabela 10 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Balneário Camboriú SC, segundo a faixa etária Tabela 11 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis SC, segundo o grau de escolaridade Tabela 12 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Camboriú SC, segundo o grau de escolaridade Tabela 13 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis SC, segundo a renda familiar Tabela 14 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Camboriú SC, segundo a renda familiar Tabela 15 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Florianópolis SC, segundo o motivo da viagem Tabela 16 - Avaliação e Importância dos serviços e fatores de Camboriú SC, segundo o motivo da viagem Tabela 17 - Importância dos serviços e fatores de Florianópolis - SC, segundo a Procedência Tabela 18 - Avaliação dos serviços e fatores de Camboriú - SC, segundo a procedência.126 Carlos Alberto Barbosa de Souza 7

8 Lista de Figuras Figura 1: Simone de Beauvoir Figura 2: Orador Cícero Figura 3: Banner Acessibilidade Figura 4: Desenho Universal Figura 5: Mapa de localização na cidade Figura 6: Planta Baixa perspectivada do térreo do hotel Mercure Camboriú Figura 7: Fachada Hotel Mercure Balneário Camboriú Figura 8: Acesso ao Mercure Balneário Camboriú Figura 9: Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 10: Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 11: Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 12: Mobiliário do Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 13: Mobiliário do Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 14: Mobiliário do Hall do Hotel Mercure Camboriú Figura 15: Escadaria de acesso ao Mezzanino e ao Lobby bar Figura 16: Acesso e área de internet do hall Figura 17: Acesso e área de internet do hall Figura 18: Balcão de recepção do hall do hotel Figura 19: Balcão de recepção do hall do hotel Figura 20: Banheiros adaptados do Hall social do Hotel Figura 21: Banheiros adaptados do Hall social do Hotel Figura 22: Hall de acesso do mezzanino para as unidades habitacionais Figura 23: Hall de acesso principal do saguão do hotel para as Unidades habitacionais Figura 24: Hall de acesso aos elevadores nos pavimentos de Unidades habitacionais Figura 25: Hall de acesso das Unidades habitacionais sinalização de quartos Figura 26: Identificação do número da unidade habitacional Figura 27: Unidade habitacional tipo 1 do hotel Mercure Camboriú Figura 28: Espaçamento entre camas da unidade habitacional tipo Figura 29: Espaço de dormir da unidade habitacional tipo Figura 30: Espaço entre cama e parede unidades habitacionais tipo Figura 31: Armário unidades habitacionais tipo Figura 32: Armário aberto unidades habitacionais tipo Figura 33: Vista da sala suíte para o dormitório Figura 34: Banheiro unidade tipo Carlos Alberto Barbosa de Souza 8

9 Figura 35: Pia do banheiro unidade tipo Figura 36: Banheira e ducha unidade tipo Figura 37: Conjunto sanitário e bidê unidade tipo Figura 38: Suporte de toalhas unidade tipo Figura 39: Hal de entrada ao restaurante do hotel Figura 40: Restaurante do hotel Figura 41: Mobiliário do restaurante do hotel Figura 42: Balcão de Buffet do restaurante do hotel Figura 43: Piscina coberta do hotel Figura 44: Piscina descoberta do hotel Figura 45: Hall de acesso ao centro de estética e saúde Figura 46: Banheira de hidromassagem do centro de estética e saúde Figura 47: Sala de massagem do centro de estética e saúde Figura 48: Sauna úmida do centro de estética e saúde Figura 49: Sauna seca do centro de estética e saúde Figura 50: Hall de entrada das saunas do centro de estética e saúde Figura 51: Hall de entrada das saunas do centro de estética e saúde Figura 52: Foto aproximada do piso de granito utilizado na maioria das áreas sociais do hotel Figura 53: Corrimão e guarda corpo escada hall mezzanino Figura 54: Localização do estaleiro Guest House Figura 55: Foto área de lazer central do estaleiro Guest House Figura 56: Sala de estar da suíte Luxo Guest House Figura 57: Varanda suíte luxo Guest House Figura 58: Dormitório da suíte Luxo Guest House Figura 59: Sala de estar da suíte Luxo Guest House Figura 60: Sala de estar da suíte Luxo Guest House Figura 61: Sala de estar da suíte super Luxo Guest House Figura 62: Banheiro da suíte super Luxo Guest House Figura 63: Varanda da suíte super Luxo Guest House Figura 64: Dormitório da suíte super Luxo Guest House Figura 65: Banheiro da suíte master Guest House Figura 66: Vista externa da suíte master Guest House Figura 67: Dormitório da suíte master 1 Guest House Figura 68: Dormitório da suíte master 2 Guest House Figura 69: Dormitório apartamento luxo 1 Guest House Figura 70: Dormitório apartamento luxo 2 Guest House Figura 71: Dormitório apartamento luxo 3 Guest House Carlos Alberto Barbosa de Souza 9

10 Figura 72: Dormitório apartamento Super luxo 1 Guest House Figura 73: Dormitório apartamento Super luxo 2 Guest House Figura 74: Dormitório apartamento master 1 Guest House Figura 75: Dormitório apartamento master 1 Guest House Figura 76: Vista externa apartamento master 1 Guest House Figura 77: Vista externa da recepção do hotel Guest House Figura 78: Vista interna da recepção do hotel Guest House Figura 79: área externa de uso comum big lounge Figura 80: área externa de uso comum big lounge Figura 81: área externa de uso comum big lounge foto noturna Figura 82: área externa de uso comum piscina Figura 83: área externa de uso comum espaço zen Figura 84: área externa de uso comum espaço zen Figura 85: área externa de uso comum bar de praia Figura 86: área externa de uso comum jardins Figura 87: área externa de uso comum lago nos jardins Figura 88: área interna de uso comum sala de home theater Figura 89: área externa de uso comum gazebos para massagens Figura 90: área externa de uso comum acesso as unidades habitacionais tipo suítes Figura 91: área externa de uso comum acesso as unidades habitacionais tipo suítes Figura 92: área externa de uso comum acesso a praia Figura 93: área externa de uso comum acesso a praia Carlos Alberto Barbosa de Souza 10

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Exposição do assunto Definição dos principais termos 14 2 METODOLOGIA, JUSTIFICATIVA E LIMITES Metodologia O tema escolhido Definição do problema Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa e escolha do tema Limites da dissertação e da pesquisa 21 3 REVISÃO DA LITERATURA Terceira idade: definição e o processo de envelhecimento Habitação Definição e os meios de hospedagem como moradias temporárias Políticas de incentivo ao turismo de terceira idade Espaços preparados para atendimento ao idoso Acessibilidade Espacial e Desenho Universal Acessibilidade Espacial Desenho Universal Princípios e conceitos de acessibilidade e desenho universal Parâmetros ambientais para espaços habitacionais voltados para usuários de terceira idade Caracterização física da pessoa de 3ª idade Atividades mais freqüentes das pessoas de terceira idade Necessidades físicas, visuais e psicosociais Necessidades físicas Necessidades visuais Necessidades Psicosociais Necessidades Bioenergéticas 3.8 Parâmetros Ambientais Parâmetros térmicos 43 Carlos Alberto Barbosa de Souza 11

12 3.8.2 Parâmetros de Iluminação Parâmetros Acústicos 46 4 ESTUDO EXPLORATÓRIO Estudos de caso Hotel Mercure Camboriú Internacional Balneário Camboriú SC Esatleiro Guest House Florianópolis SC 71 5 PROCEDIMENTOS DE PESQUISA DO CONSUMIDOR Natureza da pesquisa Procedimentos de análise Formulários de pesquisa Resultados Alcançados 93 6 SUBSÍDIOS PARA PLANEJAMENTO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM EM TURISMO 99 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERENCIAS CONSULTAS 109 APÊNDICE APÊNDICE APÊNDICE Carlos Alberto Barbosa de Souza 12

13 1 INTRODUÇÃO 1.1 Exposição do assunto A importância do setor de serviços urbanos é crescente, tanto na economia mundial quanto na economia brasileira. Com freqüência as organizações focalizam com maior intensidade os aspectos relacionados aos processos operacionais dos serviços, sem muita preocupação com o nível da qualidade com que são prestados. Nesse setor, a qualidade é caracterizada por diversos fatores, dentre os quais se destaca a arquitetura do ambiente onde os serviços são oferecidos. Os efeitos do ambiente durante o uso de serviços no comportamento do consumidor tem sido foco de análise em diversas áreas. O espaço físico vem sendo estudado além da arquitetura, também pela Psicologia Ambiental (Mehrabian e Russel, 1996) por sua influência na satisfação, e pela Administração de Serviços (Kotler, 2002) por sua relação com a qualidade e a satisfação do cliente. O turismo faz parte do setor econômico de serviços e é uma das atividades que tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Dentro deste setor, uma das atividades que tem crescido acentuadamente é o de serviços de turismo relacionados à terceira idade. Isto ocorre pelo fato da população mundial estar se tornando mais velha com o passar dos anos e particularmente no Brasil onde a expectativa de vida da população é crescente, já superando a marca de 70 anos em O turismo é uma atividade importante para o país e para Santa Catarina. Apenas as cidades de Florianópolis e Balneário Camboriú recebem mais de 80% dos visitantes do estado. Segundo a Secretaria de Turismo do estado de Santa Catarina (Santur), através de seu estudo de demanda turística, em 2008 o movimento de turistas no Estado, nos meses de janeiro a fevereiro foi de, aproximadamente 4,3 milhões de turistas. Estima-se que aproximadamente 20% desta população, seja de turistas da terceira idade (60 anos ou mais). Em virtude da relevância econômica e social da atividade turística em Santa Catarina é necessário pesquisar sobre as razões que motivam o turista a preferir um determinado destino, quais são os fatores do sistema turístico que são por ele valorizados e qual o grau de satisfação com os serviços utilizados, a fim de adequá-los a este público-alvo. Entre os serviços de turismo oferecidos ao público da terceira idade, um dos mais importantes e com maior grau de variáveis, é o de meios de hospedagem em Turismo (MHT). Dentro de uma visão mais ampla, estes meios de hospedagem podem ser observados como uma habitação transitória e por este motivo deveriam ser providos de todos os conceitos de facilitação de uso por este hóspede, que em certos momentos pode ter necessidades especiais transitórias ou permanentes. Carlos Alberto Barbosa de Souza 13

14 Dentro desta perspectiva, é que se faz necessário um estudo mais aprofundado da percepção dos usuários da terceira idade de alguns serviços turísticos que lhe são oferecidos, particularmente nas cidades de Balneário Camboriú e Florianópolis. 1.2 Definição dos principais termos Com a finalidade de facilitar a compreensão do trabalho e de uma aproximação da terminologia utilizada durante a pesquisa, será apresentada a seguir a definição dos principais termos utilizados. Planejamento: diz respeito ao trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiros e métodos determinados. Elaboração, por etapas, com bases técnicas de planos e programas com objetivos definidos. (Holanda, 2006) Meios de Hospedagem em Turismo (MHT): referem-se aos estabelecimentos em que se recebem hóspedes, especialmente mediante remuneração. Estabelecimentos onde se alugam quartos ou apartamentos mobiliados, com refeições ou sem elas. Variam de tipo, podendo ser hotéis, albergues, pousadas, estalagens, campings, flats, etc. (EMBRATUR, 2005). Turismo: Refere-se à viagem ou excursão feita por prazer, a locais que despertam interesse (Ferreira, 1986). O conjunto dos serviços necessários para atrair aqueles que fazem turismo e dispensar-lhes atendimento por meio de provisão de itinerários, guias, acomodações, transporte, etc. (EMBRATUR, 2005). Habitação: Por definição habitação é o lugar ou casa onde se habita, morada, vivenda ou residência (Holanda,2006). Terceira Idade: Segundo a Lei ,da presidência da Republica do Brasil, que trata do estatuto do Idoso, o termo refere-se ao grupo de indivíduos com idade acima de 60 anos. Carlos Alberto Barbosa de Souza 14

15 2 METODOLOGIA, JUSTIFICATIVA E LIMITES Para caracterizar o projeto de dissertação, inicia-se descrevendo-se a organização do documento, esclarece-se o tema escolhido, apresenta-se a definição do problema e a questão de pesquisa e finaliza-se com os objetivos do trabalho. 2.1 Organização do documento Este projeto de dissertação encontra-se organizado em sete capítulos, seguidos das referências usadas no trabalho e respectivos apêndices. No primeiro capítulo, é feita uma exposição preliminar do assunto, seguida da definição dos principais termos empregados no estudo e no segundo capítulo apresenta-se a caracterização do projeto. O Terceiro capítulo contém a justificativa da escolha do tema e os limites da dissertação e da pesquisa. O quarto capítulo, que é resultado da pesquisa de revisão bibliográfica, foi subdividido em temas para que se pudesse abordar os assuntos que fundamentam o trabalho, como a terceira idade, a habitação, considerando-se os meios de hospedagem como moradias temporárias, as políticas de incentivo ao turismo de terceira idade e os parâmetros ambientais construtivos que um meio de hospedagem em turismo deveria ter para se tornar um espaço preparado para atendimento ao idoso. O quinto capítulo contém um estudo exploratório, com estudos de casos e visitas a meios de hospedagem em Balneário Camboriú e Florianópolis com intuito de confirmar ou não alguns aspectos levantados na revisão bibliográfica. O sexto,descreve os procedimentos metodológicos usados e apresenta os resultados alcançados na pesquisa exploratória com uma amostra de turistas da terceira idade. No sétimo capítulo são expostas algumas considerações finais e se elencam alguns subsídios que possam auxiliar o para o planejamento de meios de hospedagem em turismo como habitação para a terceira idade. 2.2 Tema escolhido O turismo, seguindo outros setores da sociedade contemporânea, vem experimentando novos referenciais para se tornar uma atividade rentável e sustentável, desde que convenientemente ordenada. As exigências e a competitividade advindas do atual mercado impõem novos procedimentos mercadológicos, direcionando cada vez mais os seus produtos para a qualidade e a especialização dos serviços prestados. Neste sentido, observou-se que a indústria hoteleira tem visto a segmentação de seus serviços como forma de se reestruturar perante um mercado diversificado. Dentro dessa nova perspectiva, podese constatar que o mercado direcionado para a terceira idade se apresenta, por um lado, como um dos mais exigentes, tendo em vista suas peculiaridades de atendimento e por outro, como um dos mais rentáveis. Carlos Alberto Barbosa de Souza 15

16 Na região costeira de Santa Catarina esta pesquisa percebeu que muitas praias são escolhidas como destino de viagem de grupos de idosos e aposentados. Considerado um dos segmentos mais rentáveis pelo mercado turístico, Santa Catarina tem voltado sua atenções às pessoas acima dos 60 anos. Balneário Camboriú, por exemplo, realiza anualmente em março, abril e maio, os assim chamados Meses da Felicidade, divulgando sua estrutura e oferecendo descontos especiais na hotelaria e nos equipamentos turísticos. Principalmente as cidades de Florianópolis e Balneário Camboriú já perceberam este mercado promissor. Porém, nestes locais os meios de hospedagem são ainda planejados e projetados sem muita preocupação com o conforto deste tipo de usuário específico. Além deste fato, em muitas regiões do país estes meios de hospedagem têm se tornado habitações permanentes desta faixa etária de usuários acrescentando à hospedagem, serviços médicos e de centro de lazer. Em Balneário Camboriú, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo, cerca de 15% do total da unidades habitacionais do meios de hospedagem da cidade já se encontram locadas de forma permanente durante o ano para um único usuário. (SECTURBC, 2009) Pelas projeções do IBGE (2004) no ano de 2025 o Brasil terá um crescimento 15 vezes maior de sua população de idosos, em comparação com a população geral. Isto caracteriza uma demanda em todos os setores para atender esta população. Estes dados influenciam de maneira direta a posição que os governos e a iniciativa privada deverão ter em relação a questões como saúde pública, educação, habitação, aposentadoria e trabalho. Um exemplo desta problemática que se apresenta está na área da Previdência Social. Existe a previsão de um déficit crescente nas contas das aposentadorias pelo envelhecimento contínuo da população brasileira. Segundo dados e projeções do IBGE (2004) a estrutura etária da população brasileira, apesar de recente queda da taxa de natalidade e elevação da expectativa de vida ao nascer, ainda é relativamente jovem. As pessoas com 45 ou mais anos de idade representavam 20,5% da população total do Brasil e as pessoas com 65 ou mais anos apenas 5,1% da população brasileira em Embora a expectativa de vida ao nascer do brasileiro tenha atingido 68 anos no ano de 2000, devese considerar que a esperança da vida das pessoas que completaram 65 anos em 2000 era apenas de 43 anos ao nascerem em 1935 (FIBGE, 1987). No ano de 2000, 8,7 milhões de brasileiros atingiram 65 e mais anos de idade. Hoje este total atinge o número de 14 milhões segundo dados de projeção do censo IBGE Também segundo projeções do IBGE (2000), população brasileira até 45 anos deverá crescer apenas 7% entre 2000 e 2050 e as estimativas apontam um total de 99,9 milhões de pessoas com mais de 45 de idade para 2050, que corresponde a um crescimento de 187% em relação ao ano de Já para a população entre 65 e 74 anos as estimativas apontam um crescimento de 317% entre 2000 e 2050 e para as pessoas com 75 e mais Carlos Alberto Barbosa de Souza 16

17 anos de idade o crescimento estimado é de 528% no mesmo período. Isto revela que o turismo para terceira idade é um mercado promissor. A lei N , de 04 de janeiro de 1994, que foi regulamentada pelo decreto Lei N de 03 de julho de 1996, e que dispõe sobre a política nacional do idoso, diz em seu artigo 3º que a família, a sociedade e o estado têm o dever de assegurar ao idoso os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bemestar e o direito a vida. Esta política nacional para o idoso visa atualizar normas que propiciem às pessoas desta faixa etária garantias de habitação, turismo, lazer e saúde. Também os empreendimentos voltados ao turismo e lazer do idoso estão sujeitos a esta política nacional. Basicamente o espaço de um meio de hospedagem é um espaço de habitar e o meio de hospedagem deve ser considerado como uma habitação embora seja de caráter temporário. Desta forma o espaço do meio de hospedagem se insere na mesma lógica de produção do espaço de habitar. Morar significa viver numa cidade, num bairro, com os elementos daquilo que hoje é considerado qualidade de vida, ou seja, conforme Turner (1970), ter acesso a amenidades, pessoas, ou mais recentemente, de acordo com De Oliveira (1994), acessibilidades em geral, ou acesso a sistemas de água energia e comunicação. Passar um tempo num lugar gozando de férias ou a passeio, também. O sentimento de conforto produzido pelo espaço vai da simples cozinha até o planejamento do espaço. É como se sente o espaço que se habita por longo (casa) ou curto tempo (meios de hospedagem) que vai provocar a menor ou maior aderência da espacialidade, ou seja, das qualidades do espaço, na memória de seus cidadãos (Martins, 2006) Outra consideração a ser feita é sobre o conceito de turismo. A este respeito adota-se a mesma visão do arquiteto urbanista Nestor Goulart dos Reis ao mencionar que, turismo é como casa, temos que arrumá-la para os seus moradores, a partir de então pode-se chamar os visitantes - turistas. Sendo assim, faz-se outra consideração relativa à terceira idade: se uma cidade não tem provido em seus equipamentos e espaços adequações relativas à terceira idade (e portadores de necessidades especiais em geral), como poderão os usuários apropriar-se do espaço? A incorporação vai facilitar o ajuste não só em meios de hospedagem, mas também em outros mobiliários de uso semi-público. Uma pesquisa aprofundada e um estudo exploratório poderiam contribuir para o encaminhamento de políticas de investimentos do meio hoteleiro e para sistematizar processos relativos a projetos de edificação e sistemas construtivos relativos a esse setor. Carlos Alberto Barbosa de Souza 17

18 2.3 Definição do problema Com base nas considerações expostas anteriormente, e tendo em vista que o turismo é uma atividade importante na economia de Santa Catarina; que o segmento da terceira idade, principalmente aquele percentual de maior nível de renda, se constitui em um significativo mercado turístico em crescimento; e levando-se em conta ainda que o adequado planejamento arquitetônico dos espaços internos dos meios de hospedagem, respeitando as restrições sensoriais, psi-cognitivas e físico motoras das pessoas da terceira idade, contribui de forma significativa para a satisfação desse turista, propõe-se a seguinte questão de pesquisa: Como os meios de hospedagem em turismo (MHT) que quiserem focar num público potencialmente crescente e de melhor capacidade financeira precisam ser planejados, projetados e adaptados para as necessidades específicas do usuário da terceira idade? Ainda se levanta a questões: Quais os elementos que um projeto de arquitetura hoteleiro deve apresentar para se tornar acessível aos usuários da terceira idade, tornando seus ambientes adequados à realização de atividades inerentes ao seu uso? A fim de responder a estas questões, foram definidos os objetivos geral e específicos, descritos a seguir. 2.4 Objetivo Geral Elencar subsídios para planejamento e projeto de meios de hospedagem em turismo como habitação para este tipo de consumidor. 2.5 Objetivos específicos 1. Analisar os atuais meios de hospedagem de Florianópolis e Balneário Camboriú, no que se refere ao atendimento a usuários da terceira idade (mais de sessenta anos) 2. Identificar as necessidades específicas e a percepção dos usuários de terceira idade sobre a qualidade dos serviços, espaços e facilidades de uso nos meios de hospedagem 3. Analisar os desempenhos dos meios de hospedagem como edificações tendo em vista as necessidades específicas do usuário de terceira idade. Carlos Alberto Barbosa de Souza 18

19 4. Elaborar um parecer indicativo das ações a serem tomadas por órgãos públicos e iniciativa privada no que se refere a políticas públicas e ações para investimentos em meios de hospedagem voltados para a terceira idade. 2.6 Justificativa da escolha do tema O turismo insere-se no setor econômico de serviços e atualmente faz parte das atividades que mais crescem no mundo. Como em todo o serviço, as atividades turísticas caracterizam-se pela exigência cada vez mais elevada de padrões de qualidade por parte do público consumidor e a qualidade percebida pelo turista constitui-se em fator de vantagem competitiva para as empresas que atuam no setor. (Parasuraman, Berry e Zeithaml, 1994). Embora os serviços de turismo e hotelaria sejam caracterizados pela exigência dos consumidores por elevada qualidade, os estudos sobre a satisfação do turista relativo a turismo e meios de hospedagem são reduzidos na literatura. O estudo de qualquer tema relativo a turismo e meios de hospedagem nos dias de hoje se mostra relevante quando se observa o crescimento da atividade, segundo as estatísticas do setor. O turismo mundial vem apresentando um crescimento constante. Segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), o movimento de chegadas de turistas no mundo passou de 610,8 milhões de turistas em 1997 para 898,0 milhões em 2007 (OMT, 2008). No Brasil, o número de turistas estrangeiros que visitaram o país, que em 1997 era de 2,84 milhões evoluiu para 5,02 milhões em No mesmo período, o turismo doméstico que, conforme a EMBRATUR, é calculado pelo número de desembarque de passageiros nos aeroportos brasileiros, em vôos nacionais, cresceu de 26,5 milhões para 50 milhões. (EMBRATUR, 2008). Convém ressaltar que as viagens realizadas por rodovias, que constitui a maioria do turismo brasileiro (FIPE, 2008) não são ainda incluídas nos relatórios oficiais de turismo. Em Santa Catarina, este crescimento também é constatado. Segundo os dados disponíveis na SANTUR (2003; 2008), o total de turistas nacionais e estrangeiros que visitou o estado em 2002, alcançou 2,159 milhões e em 2008 atingiu 4,303 milhões. Em Florianópolis, este total cresceu de 379 mil para 776 mil no mesmo período e Balbeário Camboriú evoluiu de 487 mil para 685 mil. Tanto o número de turistas quanto o número de leitos, nos mais variados meios de hospedagem (hotéis, resorts, pousadas e spas) têm crescido de forma expressiva, em virtude das facilidades de deslocamento e do barateamento dos custos de viagens. Dentre esta gama de usuários que o turismo apresenta, um em particular cresce no Brasil, que é o indivíduo da terceira idade. Estes usuários têm necessidades específicas, um poder Carlos Alberto Barbosa de Souza 19

20 aquisitivo superior ao da média geral e são um número cada vez maior no país. Além disso, possuem uma rede social muito forte, o que faz com que informações, boas ou não, se espalhem com muita rapidez dentro dos grupos de usuários. Importante salientar que o meio de hospedagem deve ser visualizado como um a moradia não permanente. Portanto, todas as características que envolvem a moradia voltada para o usuário de terceira idade, também têm de estar presentes nos meios de hospedagem temporários. Sendo assim o projeto de pesquisa que se apresenta poderá contribuir de uma forma significativa para melhorar a qualidade de vida do idoso. No envelhecimento o homem torna-se mais dependente, colocando-se em riscos de acidentes freqüentes quando utiliza seu espaço habitacional, permanente ou não. Também a Arquitetura e o Urbanismo precisam estar inseridos nesta realidade como fontes do pensamento do espaço construído e do planejamento urbano e ambiental. Independente da escala de atuação, a Arquitetura e o Urbanismo devem ter a preocupação constante com o aproveitamento das potencialidades, desejos e necessidades da terceira idade. Proporcionar uma melhor ocupação dos espaços dos meios de hospedagem em turismo, hoje existentes, pelos usuários da terceira idade é um dos desafios que se apresenta neste trabalho. 2.7 Limites da dissertação e da pesquisa A revisão bibliográfica da presente dissertação de mestrado voltou-se particularmente para os usuários da terceira idade dos serviços de turismo, principalmente no que se refere aos meios de hospedagem como habitação transitória. Os resultados apresentados neste trabalho, principalmente os relativos a pesquisa de campo com os turistas, referem-se a apenas duas cidades, localizadas no estado de Santa Catarina. Portanto, estes resultados não devem ser generalizados para outras localidades nem para todo o país. Estudos semelhantes devem ser feitos periodicamente, nas mesmas cidades para acompanhamento das mudanças ocorridas, assim como outras pesquisas precisam ser realizadas em diferentes destinos turísticos para que possam ser feitos estudos comparativos sobre as diferentes realidades existentes. Carlos Alberto Barbosa de Souza 20

21 3 REVISÃO DA LITERATURA Este capítulo resulta da pesquisa bibliográfica realizada sobre os assuntos que serviram de base para a elaboração desta dissertação. 3.1 Terceira idade: conceituação e processo de envelhecimento O envelhecimento populacional constitui uma tendência demográfica observada, praticamente, em todo mundo, e tal disposição vislumbra a consolidação de uma sociedade e de um mercado consumidor mais empenhados em contemplar os gostos e atender às necessidades da terceira idade. Na concepção de Simone de Beauvoir: Fig. 1 A velhice não é um fato estático; é o resultado e o prolongamento de um processo. Em que consiste esse processo? Em outras palavras, o que é envelhecer? Esta idéia está ligada à idéia de mudança. Mas a vida do embrião, do recém-nascido, da criança é uma mudança contínua. Caberia concluir daí, como fizeram alguns, que nossa experiência é uma morte lenta? É evidente que não. Um tal paradoxo desconhece a essencial verdade da vida; esta é um sistema instável no qual, a cada instante, o equilíbrio se perde e se reconquista: a inércia que é sinônimo de morte. Mudar é a lei da vida. (Beauvoir, 2003, p. 17). A expressão terceira idade surgiu na França, nos anos 70, quando a implantação das Universités du Troisième Âge. Tal convenção acabou sendo mundialmente aceita e adotada em substituição ao termo velhice, conceito bastante desgastado e carregado de idéias depreciativas. Os parâmetros adotados para determinar o ingresso do ser humano na terceira idade foram os de 65 anos, para os países desenvolvidos, e de 60 anos para aqueles em desenvolvimento, tomando por princípio a expectativa de vida de suas populações. No ano de 2000, no entanto, a ONU acabou adotando 60 anos como critério geral para designar a pessoa idosa, objetivando padronizar percentuais estatísticos. A própria ciência médica, hoje, só reconhece como velho aquele indivíduo que perdeu a autonomia, sendo esta compreendida como a capacidade de realizar as atividades do dia-adia, independente do ritmo em que elas são executadas. (Garcia, 2001). Nesse sentido, a Carlos Alberto Barbosa de Souza 21

22 estipulação de uma idade prefixada para determinar o ingresso na velhice não passa de um artifício técnico para fins de pesquisa. Atualmente utiliza-se de outra expressão para determinar indivíduos com idade avançada: a melhor idade. Esta expressão vislumbra as novas possibilidades de um período da vida freqüentemente desqualificado e visto como um desprovido de vantagens. Um período durante o qual o indivíduo pode se permitir o direito de fazer concessões a si mesmo, sem culpas, livre das imposições sociais e das obrigações cotidianas que acabam tolhendo as ações dos homens em sua idade adulta e ativa. Já em 45 a.c, o célebre orador romano Cícero, então como 62 anos, escreveu: Cato maior, sive de senectute, um tratado sobre a velhice, no qual tece considerações sobre o equívoco de se considerar o idoso uma pessoa incapaz e improdutiva. Em sua análise, Cícero pondera: Fig.2 Mais agradável que odioso, diríamos! Assim como os velhos sábios se deleitam com os jovens de boa índole, o que torna mais suave a velhice daqueles que são respeitados e recebem o afeto da juventude; assim os jovens também se regozijam com os conselhos dos velhos, pelos quais são encaminhados à prática da virtude. Tão pouco sinto seja eu menos agradável para vós do que vós para mim. Como vedes, a velhice, longe de ser débil e inerte, é, pelo contrário, laboriosa, sempre empenhada em fazer ou planear coisas novas, segundo a natural propensão de cada um na vida passada. Daqueles que são capazes ainda de aprender alguma coisa, que dizer? (Cícero, 1997) A sociedade medieval, por sua vez, praticamente esqueceu o idoso, relegando-o a um plano secundário e pouco importante. Seja no cotidiano, em face da necessidade e da própria sobrevivência individual, seja nos romances da época, a idéia de envelhecimento era percebida negativamente. As qualidades então valorizadas eram a força física, o vigor, a bravura e o heroísmo, características naturalmente atribuídas aos mais jovens. O próprio Cristianismo, que dominou religiosa e ideologicamente o período, reforçou a imagem de supremacia da juventude, deslocando o centro de sua espiritualidade do Pai para a figura do Cristo, o Filho. (Beauvoir, 2003). Carlos Alberto Barbosa de Souza 22

23 O período renascentista tampouco tratou os idosos com generosidade. Não apenas as artes plásticas exaltavam como nunca a beleza estética do corpo humano, como a poesia e o teatro não raro ridicularizavam a figura do velho. No século XVII, não obstante o poder ainda estar concentrado nas mãos dos indivíduos mais jovens, se esboçava no seio da incipiente burguesia uma nova mentalidade calcada na idealização da família, na qual os mais velhos passaram a ser mais respeitados uma vez que personificavam a permanência, o poder e a unidade familiar. O século XVIII assistiu a um significativo crescimento e rejuvenescimento da população européia em geral, e da inglesa em particular. Tal fenômeno era um reflexo natural da melhoria das condições de higiene e dos progressos tecnológicos proporcionados pela Revolução Industrial, que permitiram também um certo prolongamento da vida ativa (que exigiria menor esforço físico) e uma maior inserção social dos sexagenários. O idoso adquiriu, assim, uma importância particular por representar um elemento aglutinador da família, instituição que começa a ser sacralizada e especialmente estruturada como grupo no interior do qual se acumulam e se transmitem riquezas. No transcorrer do século XIX a Europa também acompanhou um grande impulso demográfico, gerando, dentre outras conseqüências, o aumento do número de idosos. O século XX se caracterizou por um intenso e contundente progresso industrial, tecnológico e cientifico, assim como pela incrível velocidade com que tais avanços se processaram. As novas tecnologias, o aperfeiçoamento industrial das linhas de montagem, o transporte e a comunicação de massa elevaram ao máximo a nova palavra de ordem: produtividade. O caráter sagrado e indissolúvel da família perdeu credibilidade, e o novo paradigma quantitativo produção/consumo fez com que a sociedade se voltasse para novos valores que, mais uma vez, exaltavam qualidades supostamente inerentes aos indivíduos mais jovens, desqualificando novamente os idosos: performance, competitividade, arrojo, vigor, versatilidade. Atualmente, os indivíduos chegam aos 60 anos de idade em condições bastante distintas daquelas de algumas décadas atrás, no que se refere à qualidade de vida. Hoje, os avanços da medicina, as inovações tecnológicas, a melhoria e ampliação dos sistemas de infraestrutura básica e a melhoria das condições de trabalho ao longo da vida ativa, dentre outros fatores, propiciaram aos indivíduos chegarem à aposentadoria em uma situação pessoal e material estável e ainda produtiva. Uma atenta observação da realidade revela um crescente número de pessoas com mais de 60 anos de idade, ainda produtivas. São profissionais liberais, altos executivos, técnicos especializados, entre outras profissões, que pela experiência acumulada, elevada qualificação e competência que possuem, ainda são valorizadas por aqueles que Carlos Alberto Barbosa de Souza 23

24 necessitam de seus conhecimentos, o que os mantêm atuantes no mercado de trabalho, mesmo depois de aposentados. Outros, ainda, voltam a trabalhar para complementar suas aposentadorias, já que possuem habilidades especializadas. Essas pessoas costumam viajar, tanto a trabalho como por lazer, necessitando constantemente utilizar os serviços dos meios de hospedagem. Independentemente do engajamento individual em programas ou entidades, o dado fundamental é que parte dos idosos, hoje, não quer mais ser adjetivada como incapaz ou dependente. Ao contrário, quer dar um prosseguimento natural à sua vida sem sucumbir às rupturas socialmente impostas. Quer exercer plenamente sua liberdade e se recusa a abdicar da direito de fazer planos e renovar projetos. Desde a década de 1950, a população brasileira vem envelhecendo rapidamente em razão de dois fatores fundamentais: a diminuição dos índices de natalidade e o aumento da esperança de vida ao nascer. Segundo estudos da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, a redução do número de nascimentos ainda é o fator que comanda o envelhecimento da população, induzindo o aumento do total relativo de idosos no plano geral. Quanto ao prolongamento da expectativa de vida humana, seu fator determinante é a melhoria das condições gerais de existência, materiais e psíquicas. No Brasil, em menos de uma década ( ), os indivíduos conquistaram 2,84 anos a mais na média de expectativa de vida de quase 69 anos de idade em 2000, contra 66 anos em 1991.(IBGE 2000). Dados mais recentes do IBGE (2004), demonstram que a população brasileira atingiu uma expectativa de vida superior a 70 anos. Respeitando-se as especificidades e guardando-se as proporções, pode-se afirmar que na maior parte dos países do mundo se registra um aumento da população de idosos ou essa tendência desponta para um futuro próximo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde/ONU, em 1900 menos de 1% das pessoas do planeta tinham mais de 65 anos de idade. No inicio da década de 1990, esse segmento já representava 6,2% da população mundial. O crescimento do grupo de terceira idade desponta também como uma tendência inequívoca para os próximos anos, bem como a maior participação desse segmento no mercado consumidor. (Fromer e Vieira, 2003) Dentre as muitas definições de envelhecimento, pode-se citar a utilizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) "...envelhecer é um processo seqüencial, individual, acumulativo, irreversível, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao Carlos Alberto Barbosa de Souza 24

25 estresse do meio ambiente e, portanto aumente sua possibilidade de morte." (OMS, 2005, p.13) Desta definição, ressaltam-se alguns pontos. Em primeiro lugar, o envelhecimento é um processo e, assim sendo, é algo que vai sendo construído no transcorrer da existência humana. Não ficaremos velhos aos 60, 70 ou 80 anos, estamos envelhecendo a cada dia, porém dificilmente isto é aceito pelas pessoas em virtude de mitos e estereótipo socialmente impostos que colocam o velho como uma seção à parte da sociedade para a qual só gera ônus, uma vez que já não faz mais parte do mercado produtivo. Estas imposições sociais são tão expressivas que, na maioria das vezes, as pessoas se referem aos idosos como aqueles que têm pelo menos 15 anos mais que elas, independente da idade que as mesmas possuem. É interessante, no entanto, relembrar que só não ficará idoso ou velho o indivíduo que morrer jovem, o que, sem dúvida, não é anseio nem das pessoas, e tampouco da ciência que há muito vem trabalhando para prolongar os anos de existência do ser humano. Em segundo lugar, envelhecer é um processo fisiológico e natural pelo qual todos os seres vivos passam e é, sem dúvida, a maior fase do desenvolvimento humano. Nascemos, crescemos e amadurecemos; desse momento até a nossa morte, passamos a vida toda envelhecendo. Nesta fase, várias alterações fisiológicas ocorrerão de modo mais ou menos acentuado e com velocidades variáveis entre as diferentes pessoas, geralmente relacionados a variáveis pessoais. Nos final da década de 1990, também a OMS, estabelece uma definição para envelhecimento ativo: envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam velhas (Organização Pan-Americana de Saúde, 2005, p. 13). E mais: a palavra ativo refere-se a participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho (OMS, 2005, p13) Habitação: caracterização dos meios de hospedagem como moradias temporárias Segundo o Grupo de Estudos Avançados de Habitação no Ambiente Urbano (GEHAU), da Universidade Federal de Santa Catarina, a definição de habitação inclui sua parte física (constituída pela casa ou edificação familiar), acrescida das acessibilidades (sistemas de água, energia e comunicação) e da ocupação (taxas para manter a parte física e acessibilidades, como por exemplo, o pagamento do IPTU para a parte física e contas de água/esgoto, luz, telefone, e despesas de locomoção em geral, como tarifa de ônibus e ou Carlos Alberto Barbosa de Souza 25

26 taxas sobre veículos privados) (DE OLIVEIRA, 2008). Com esta definição, o autor esclarece a função principal da habitação como sendo a base para todas as atividades humanas, pois todos são obrigados a morar em algum lugar, ou seja não se mora nas instituições ligadas ao município, ao estado ou ao governo federal. Estes fatores deveriam ser primordiais nas ações governamentais e do setor privado no que se refere a investimentos em moradia e da mesma forma quando se trata de investimentos em estabelecimentos de turismo, especialmente nos meios de hospedagem. O espaço da habitação (e os meios de hospedagem devem ser entendidos como habitação, embora seja uma estada temporária) se insere na mesma lógica de produção do espaço em geral (Martins, 2006). Habitar quer dizer viver em uma cidade, num bairro, com qualidade de vida. Passar um tempo num lugar desfrutando de férias ou de um passeio, também. O modo pelo qual o usuário sente o conforto produzido pelo espaço vai provocar a menor ou maior aderência da espacialidade, ou seja, das qualidades do espaço, em sua memória. Para que a percepção desta espacialidade seja positiva, é importante que a estrutura física, a acessibilidade e a ocupação sejam harmoniosas no espaço dos meios de hospedagem, principalmente naqueles voltados para indivíduos da terceira idade onde o sentimento de conforto e a memória dos espaços são grandes. 3.3 Políticas de incentivo ao turismo de terceira Idade No ano de 2000, a Associação Brasileira das Agências de Viagem (ABAV) realizou pesquisa segundo a qual 20% da receita gerada pelo turismo brasileiro é proveniente do fluxo dos turistas com mais de 60 anos. Este fenômeno também é mundial. Nos Estados Unidos, 49% dos turistas têm mais de 55 anos. Na Europa, a cada seis turistas, um tem mais de 60 anos. Não é sem motivo que a indústria turística nacional tem demonstrado mais interesse pelos serviços voltados para a terceira idade. O turismo da melhor idade, segundo a ABAV, ainda pode crescer muito. Pela pesquisa realizada por essa associação, este segmento de pessoas tem tempo para viajar e fazer turismo fora dos tradicionais meses de férias escolares. Essa pesquisa também revelou que os turistas com 60 anos ou mais são os responsáveis pelos lucros do mercado no período de baixa estação. Por seu lado, lucram com os preços de equipamentos e custos de serviços mais baixos, nessas épocas do ano. A Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), mantém desde o ano de 1990 um programa voltado para a terceira idade, que propicia a melhoria da qualidade de vida para os brasileiros com mais de 55 anos. Os Clubes da Melhor Idade funcionam como centros de convivência, incluindo atividades artísticas, culturais, de lazer, bem como viagens, preparadas por agências credenciadas pela Embratur, a custos reduzidos. Com filiais Carlos Alberto Barbosa de Souza 26

27 espalhadas por quase todos os estados do Brasil, os Clubes da Melhor idade já contam com mais de associados (dados Embratur 2000). A programação de viagens procura aproveitar a oferta de equipamentos e serviços turísticos nas baixas temporadas. Existe projeto de Lei junto ao Poder Legislativo Nacional que cria o Programa Nacional de Incentivo ao Turismo para o Idoso. Este projeto de lei baseia-se em outro projeto já aprovado no estado do Mato Grosso, que estimula as empresas ligadas ao turismo no estado para operarem com produtos voltados às pessoas com mais de 60 anos. O programa será gerenciado pela Embratur. A participação de empresas privadas será condicionada ao desconto, mínimo, de 25% nas tarifas de programas oferecidos à terceira idade. Também são pré-requisitos o planejamento de atividades adequadas ao idoso e disponibilização de pessoal qualificado ao atendimento desta clientela. A II Conferência Internacional sobre Turismo da terceira Idade, realizada na cidade do Recife em setembro de 1996, firmou posição quanto às políticas de incentivo ao turismo do idoso: o turismo da terceira idade deve ser considerado como fazendo parte integrante do turismo em geral e não como um segmento isolado, porque ele partilha com os outros usuários e consumidores as mesmas redes e os mesmos estabelecimentos. (...) ele requer uma comercialização e distribuição adaptadas e cheias de imaginação, onde os produtos turísticos são conhecidos por responder às necessidades e às características dos diferentes setores. A importância do turismo da terceira idade se baseia no fato de que ele é menos um mercado especial do que uma prefiguração do turismo de massa do futuro (Carta de Recife sobre o Turismo para a terceira Idade, 1996, p.21) Neste mesmo documento, as garantias e produtos/serviços ofertados ao segmento da terceira idade deverão possibilitar: a Interação com a população e com os lugares visitados, as atividades de espetáculos ao ar livre, as instalações para atividades sociais, as experiências educativas e culturais e a dimensão e o ritmo adequados das atividades turísticas. Percebe-se a preocupação com os espaços e a percepção espacial que os destinos turísticos terão de ter para a recepção dos usuários da terceira idade Espaços preparados para atendimento ao idoso O espaço físico habitado costuma manter relações entre todas as coisas e pessoas que o utilizam, podendo incentivar, deprimir, cuidar ou colocar em risco o ser humano que o ocupa. Assim, na medida em que diminui a capacidade sensorial, psico-coginitiva e física das pessoas com a aproximação da velhice, num processo gradual que acaba por ajustar o Carlos Alberto Barbosa de Souza 27

28 indivíduo às inconveniências, a pessoa acaba assumindo que ela é o problema, numa inversão completa dos valores. Na verdade, o espaço que ela habita é que tem problemas, não serve mais às suas necessidades (BARROS, 1999). Quando se pensa em espaços preparados para atendimento ao idoso se está referindo aos espaços projetados segundo encaminhamentos e conceitos do Desenho Universal, que surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos e Europa. Alguns autores definem o Desenho Universal, como simplesmente sendo um bom desenho (NULL, 1998). Espaços e objetos criados dentro deste conceito podem ser usados por pessoas, em todas as idades, com habilidades normais, bem como por pessoas com algum tipo de necessidade especial, momentânea ou permanente. Os idosos constituem um grupo de relevância para análise dentro dos princípios do Desenho Universal, pois devido às modificações decorrentes do processo de envelhecimento, deverão apresentar em algum momento de suas vidas, restrições decorrentes deste processo. No Brasil existe a Lei de Acessibilidade (LEI Nº , de 19 de dezembro de 2000), que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida em qualquer ambiente. Com base nessas perspectivas, os idosos, em sua maioria, possuem algum tipo de necessidade especial nos mais variados estágios. Assim sendo, os espaços de turismo e lazer destinados a esse público ou que, temporariamente, terão este público como usuários, deveriam estar adaptados às suas necessidades. Em especial os meios de hospedagem em turismo devem levar em consideração que os idosos necessitam de espaços onde todos possam desenvolver suas capacidades de iniciar e manter contatos sociais prazerosos, de trabalho e divertimento, que gerem formas de auto-avaliação mais positivas (MARTINS, 2006). Logo, o meio de hospedagem deve oferecer facilidades, tanto maiores quanto maior for a idade e deve oferecer as possibilidades de comunicação e deslocamento para dentro e fora do mesmo através de velhas e novas tecnologias disponíveis, particularmente através dos recursos gerados pela informática e pelos aparelhos eletrônicos de comunicação e segurança. Existe no Brasil desde a década de 90 um manual publicado pela Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), que estabelece padrões e procedimentos relativos a Recepção e acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência a empreendimentos e equipamentos turísticos. Este manual contém sugestões que tornarão o turismo acessível a todos os brasileiros, independentemente da faixa etária ou condição física. São medidas que compreendem normatizações para: a) acesso a locais públicos e pontos turísticos; b) Carlos Alberto Barbosa de Souza 28

29 acesso a prédios; c) circulações internas; d) dormitórios ou quartos; e) banheiros privativos; f) transporte viário; e) transporte aéreo; e f) transporte ferroviário e metrô. Não somente os aspectos de mobilidade e segurança física devem ser levados em consideração, a integração social do idoso é de fundamental importância para sua saúde física e mental (Martins, 2006). Os espaços dos meios de hospedagem devem propiciar a integração social do idoso com seus pares e com usuários de outra faixas etárias para que não se transformem em um hospital ou casa de repouso. No Brasil, contudo, dificuldades econômicas e culturais têm feito com que nossas autoridades públicas e empresários não tenham tido, ainda a sensibilidade necessária para assegurar,em plenitude, condições adequadas de infra-estrutura capazes de possibilitar a recepção e a acessibilidade a portadores de necessidades permanentes ou temporárias (incluindo-se os idosos), em áreas, instalações, equipamentos e serviços turísticos. 3.5 Acessibilidade Espacial e Desenho Universal Para uma análise e entendimento das questões de acessibilidade espacial e desenho universal é importante que se caracterize inicialmente os conceitos de deficiência e restrição. Todos os indivíduos apresentam algum tipo de limitação, seja em suas capacidades físicas, mentais, motoras, psicológicas ou cognitivas (PINTO, 2007). Na maioria das vezes estas limitações são entendidas como desvantagens em uma sociedade onde busca-se constantemente a perfeição. Para Omote: Significa que a deficiência não é algo que emerge com o nascimento de alguém ou com a enfermidade que alguém contrai, mas é produzida e mantida por um grupo social na medida em que interpreta e trata como desvantagens certas diferenças apresentadas por determinadas pessoas (OMOTE,1994, p.68-69). Para o autor não se deve focar as soluções de acessibilidade e desenho nas deficiências dos indivíduos sem se ter uma análise do meio social em que está inserido. Dentro deste pensamento as restrições estão diretamente relacionadas às condições e recursos disponíveis para as pessoas com deficiência. As condições de aceitação e inclusão social, bem como os ambientes livres de barreiras e os recursos tecnológicos, constituirão nos fatores definidores do uso adequado dos espaços. A OMS (Organização mundial da Saúde) apresenta a definição mais recente para deficiência e restrição na ICF International Classification of Functioning, Disability and Health (Classificação Internacional de Funcionamento, Incapacidade e Sáude) de Diferentemente das definições apresentadas pela OMS, 1980 e 1997, esta definição Carlos Alberto Barbosa de Souza 29

30 apresenta a vida dos indivíduos por sua saúde e não tem mais seu foco nas deficiências e incapacidades. Dentro desta perspectiva o termo deficiência torna-se inadequado, principalmente para indivíduos da terceira idade. Hoje é mais importante conhecer as restrições e limitações e quais soluções projetuais possíveis. Também é importante compreender que estas restrições não estão diretamente ligadas às deficiências individuais. A palavra deficiência está ligada diretamente e se relaciona a fatores fisiológicos. Já a palavra restrição está mais ligada a fatores do meio externo. Um ambiente pode trazer restrição a uma pessoa mesmo que ela não tenha uma deficiência. Segundo Bins Ely e Dischinger (2006), as restrições podem se classificar em quatro categorias conforme a relação entre indivíduos e ambiente: Restrições físico-motoras: referem-se ao impedimento ou dificuldades encontradas em relação ao desenvolvimento de atividades que dependam de força física, coordenação motora, preciso ou mobilidade; Restrições sensoriais: referem-se às dificuldades na percepção das informações do meio ambiente, devido a limitações nos sistemas sensoriais (auditivo, visual, paladar/olfato, háptico e orientação); Restrições psico-cognitivas: referem-se às dificuldades no tratamento das informações recebidas (atividades mentais) ou na sua comunicação através de produção lingüística, devido a limitações no sistema cognitivo; Restrições múltiplas: decorrem da associação de mais de um tipo de restrição de natureza diversa. A população da terceira idade é um grupo de estudo importante, pois sofrem restrições frente a situações e necessitam de cuidados especiais. Devido às alterações inerentes ao processo e envelhecimento poderão enfrentar muitas situações de restrição. A caracterização física da pessoa de 3º Idade é apresentada no item desta dissertação. Carlos Alberto Barbosa de Souza 30

31 3.5.1 Acessibilidade espacial Fig.3 Segundo o dicionário Aurélio (2005) acessibilidade é: qualidade ou caráter de acessível, facilidade de aproximação, no trato ou na obtenção. Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com restrições ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. O Comentário de Oliveira (2006), sobre o texto do decreto federal nº de 2004 (BRASIL,2004), conhecido como Decreto de acessibilidade, segue a tendência mundial de abordagem deste assunto: Neste decreto o termo acessibilidade é definido como a ausência de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de atitude.estas barreiras podem estar nas ruas, nas praças, nos logradouros públicos em geral, nas escolas, nos sistemas educacionais, nos clubes desportivos, sociais e afins, nas edificações de todos os tipos, nos transportes coletivos em todas as suas modalidades, nas instituições bancárias, na telefonia, em sítios de internet, nos mais diferentes sistemas de comunicação e em quaisquer ambientes. Tais barreiras impedem a utilização, com autonomia e segurança, de bens e serviços, por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. (In BRASIL, 2006, p. 141) As barreiras não são apenas físicas, podem ser sociais e culturais, principalmente pelo desconhecimento do problema e das reais capacidades do indivíduo que enfrenta restrições, bem como pela falta de informação, conscientização e conhecimento das leis; barreiras físicas (permanentes e dinâmicas), referentes às dificuldades no acesso, uso e circulação nos espaços abertos e edificados, bem como no deslocamento e uso do transporte; e barreiras de informação, quando não se têm dispositivos que auxiliam o processo de comunicação, orientação, percepção e compreensão dos espaços (Pinto, 2007). Para a elaboração dos subsídios de planejamento e projeto que se referem a acessibilidade à que se propõe esta dissertação é importante observar: Segundo a CORDE Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (1998), a acessibilidade é caracterizada pelas seguintes categorias: Carlos Alberto Barbosa de Souza 31

32 a) O acesso como a capacidade de se chegar a outras pessoas; b) O acesso às atividades humanas; c) O acesso ao meio físico; d) O acesso à autonomia, liberdade e individualidade, e) O acesso ao sistema de transporte; f) O acesso à informação. Resumido por Pinto (2007). Segundo Bins Ely e Dischinger, para o usuário ter acessibilidade aos locais e usufruir do que o mesmo oferece é necessário analisar sua acessibilidade a partir de quatro elementos: a) Orientação e informação; b) Deslocamento; c) Uso; d) Comunicação. Estes elementos facilitam identificar, classificar e avaliar o nível de acessibilidade de um ambiente construído ou não Desenho Universal Fig. 4 O conceito do Desenho Universal se desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura da Universidade da Carolina do Norte - EUA, com objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para ser usado por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência. O projeto universal é um processo de criar os produtos que são acessíveis para todas as pessoas, independente de suas características pessoais, idade ou habilidades. A proposta é que qualquer ambiente ou produto poderá ser alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, sua postura ou mobilidade. O Desenho Universal não é uma tecnologia direcionada apenas aos que dele necessitam: é Carlos Alberto Barbosa de Souza 32

33 desenhado para todas as pessoas. A idéia do Desenho Universal é, justamente, evitar a necessidade de ambientes e produtos especiais para pessoas com deficiência, assegurando que todos possam utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e objetos. Em 1987, o americano Ron Mace, arquiteto que usava cadeira de rodas e um respirador artificial, criou a terminologia Universal Design. Mace acreditava que não se tratava do nascimento de uma nova ciência ou estilo, mas sim de uma percepção de aproximarmos as coisas que projetamos, tornado-as utilizáveis por todas as pessoas. Na década de 90 um grupo de pesquisadores listou os sete princípios do desenho universal. Estes conceitos são mundialmente adotados para qualquer programa de acessibilidade plena. São eles: Igualitário São espaços, objetos e produtos que podem ser utilizados por pessoas com diferentes capacidades, tornando todos os ambientes iguais. Adaptável Design de produtos que atendem pessoas com diferentes habilidades e diversas preferências, sendo adaptáveis a qualquer uso. Óbvio De fácil entedimento para que qualquer pessoa possa compreender, independente de sua experiência, conhecimento, habilidade de linguagem ou nível de concentração. Conhecido Quando a informação necessária é transmitida de forma a atender as necessidades do receptador, seja ela uma pessoa estrangeira, com dificuldade de visão ou audição. Seguro Previsto para minimizar os riscos e possíveis consequências de ações acidentais ou não intencionais Sem esforço Para ser usado eficientemente, com conforto e o mínimo de fadiga. Carlos Alberto Barbosa de Souza 33

34 Abrangente Que estabelece dimensões e espaços apropriados para o acesso, alcance, manipulação e uso, independentemente do tamanho do corpo (obesos, anões etc.), da postura ou mobilidade do usuário (pessoas em cadeira de rodas, com carrinhos de bebê, bengalas etc.). Depois das guerras da Coréia e do Vietnam muitos soldados voltaram para seus países de origem com problemas de restrições aos sentidos básicos (audição e visão) e mutilações de membros que levavam a restrições de deslocamento. Mesmo necessitando de integração com a comunidade, enfrentavam barreiras físicas e sociais. Este motivo aliado com os progressos científicos que aumentaram a espectativa de vida da população de vários países, levou o pensamento científico no caminho do projeto universal, busca criar produtos acessíveis para todas as pessoas, independentemente de suas características pessoais, idade ou habilidades. "A meta é que qualquer ambiente ou produto seja alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, de sua postura ou mobilidade" (Cambiaghi,2005). O desenho universal também valoriza o desenvolvimento do usuário ao longo de sua vida, uma vez que suas características e atividades mudam de acordo com a fase. A criança, por exemplo, de dimensões menores, não consegue alcançar ou manipular uma série de objetos, por não serem seguros, ou porque não foram pensados para elas. Assim como os idosos com menor resistência, mais baixos, com menos audição e outras dificuldades que atrapalham a execução de várias atividades. Além das situações provisórias, como uma fratura, um torcicolo, ou uma gestação; ou a aquisição inesperada de alguma deficiência, seja ela física, psíquica ou sensorial, que podem complicar a rotina das pessoas. "O ser humano normal é precisamente o ser humano diverso, e é isso que nos enriquece como espécie. Portanto, a normalidade é que os usuários sejam muito diferentes e que os projetos propiciem usos distintos"(cambiaghi,2005). Há hoje no Brasil cerca de 27 milhões de deficientes e 19 milhões de idosos. Estima-se que, dentro de dez anos, a população com mais de 60 anos chegará a 30 milhões, criando novos requisitos para a cidade e seus espaços. Os números chamam a atenção para a necessidade do planejamento de espaços cujo acesso seja garantido a qualquer usuário, com autonomia e independência. Da década de 1980 até os dias atuais a palavra acessibilidade, vinculada ao termo desenho universal, começou a se incorporar em nosso vocabulário. Em 1985, foi publicada a NBR 9050, Acessibilidade a edificações, mobiliário, de espaços e equipamentos urbanos, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), revisada pela primeira vez em Em 1988, a Constituição Federal já se referia ao direito à acessibilidade aos portadores de Carlos Alberto Barbosa de Souza 34

35 deficiência sem, no entanto, cobrar o seu cumprimento. Só em 2000, 12 anos depois, o assunto originou as Leis Federais e O grande impulso para a aplicação da lei foi a revisão da NBR 9050 em 2004, que além de considerar as pessoas com deficiência, ampliou a abordagem para quem tem dificuldades de locomoção, idosos, obesos, gestantes etc., e ressaltando o conceito de desenho universal. Em dezembro do mesmo ano, finalmente as leis e foram regulamentadas pelo Decreto 5296 (BRASIL, 2005). Mesmo com parâmetros estipulados na forma de lei, seu cumprimento só se tornou obrigatório e passível de fiscalização quando, em 2005, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasil Acessível, com o intuito de estimular e apoiar os governos municipais e estaduais a assegurarem a circulação. Entre as ações previstas estavam a difusão do desenho universal e a publicação de conteúdos temáticos. Muitas associações e entidades, além do poder público tem se inserido na discussão de se exigir não somente a criação de novas leis, mas principalmente o seu cumprimento. Parece relevante então, a criação de subsídios de planejamento e projeto, que norteiem a prática para criação de ambientes de hospedagem e que tenham como balizadores os princípios e conceitos de acessibilidade e desenho universal. 3.6 Princípios e conceitos de acessibilidade e desenho universal. Os princípios e conceitos de acessibilidade e desenho universal são fundamentais para formulação dos subsídios propostos nesta dissertação. Ron Mace, em 1987, definiu os princípios de desenho universal, já apresentados no item O autor, em seu livro Desenho Universal em moradias (1999), evidencia os principais princípios do desenho universal que devem ser levados em conta para projetos de habitação, destacando-se os meios de hospedagem como habitação transitória, resumidos por Pinto (2004): 1. Incluir o desenho acessível e livre de barreiras; 2. Não ser unicamente uma tecnologia assistiva (dispositivos de auxílio para pessoas com incapacidades.) 3. Evitar imagens clínicas, o uso de equipamentos médicos duráveis e características especiais segregadoras; 4. Incluir algumas características adaptáveis e ajustáveis; 5. Procurar produtos de consumo que sejam fáceis de usar e estejam comumente disponíveis no mercado; 6. Tornar as casas mais fáceis e mais seguras para todos no decorrer de suas vidas; 7. Antecipar necessidades futuras; Carlos Alberto Barbosa de Souza 35

36 8. Auxiliar a vida independente, o cuidado com a saúde familiar e nas alterações do processo de envelhecimento; 9. Responder ao mercado comum de tendências e às necessidades humanas; 10. Criar um mercado co mais produtos universalmente utilizáveis, ou seja, de fácil uso. Como o tema se refere à habitação, mesmo os meios de hospedagem sendo uma forma transitória, deve-se incorporar aos princípios acima os de flexibilidade e visitabilidade. Para Szücz e Digiacomo (2004) a flexibilidade deve ser uma aliada presente desde o início de um projeto e deve conter estratégias que levem a possibilidade de transformação da habitação em seu uso por seus ocupantes. As mudanças são inevitáveis ao longo da vida, sejam mudanças tecnológicas, culturais ou sociais. Também as mudanças físicas e de habilidade da população ocupante dos espaços deve ser levada em consideração. A população de terceira idade, em sua maioria, já passou ou passa pelas mudanças mencionadas, desta forma os conceitos flexibilidade, acessibilidade e desenho universal devem ser considerados na criação de ambientes que permitam a inclusão, principalmente os habitacionais, mesmo os de forma transitória como os meios de hospedagem. O conceito de visitabilidade é novo e ainda facilmente confundido com acessibilidade. Segundo Flemming (2008), é um conceito que procura buscar com que todas as casas fiquem visitáveis : Eleanor Smith, acometida por pólio como criança, foi quem lançou o conceito de visitabilidade, em Atlanta - EUA, e fundou o "Concrete Change". Essa filosofia baseou-se na crença de que as pessoas com dificuldade de locomoção poderiam ter acesso básico às novas casas construídas de maneira que elas pudessem ser visitáveis ou acessíveis, e diz respeito às casas que foram preparadas não só para a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências visitando casas de nãodeficientes, como também para possíveis necessidades futuras dos não-deficientes. Essas casas permitem às pessoas com limitações visitar amigos, manterem-se na comunidade onde possam criar vínculos e minorar os problemas relacionados ao isolamento. Trata-se de um movimento que pretende alterar as bases da prática construtiva, de maneira que todas as casas novas, projetadas ou não para proprietários com alguma deficiência, ofereçam condições de tornar as casas com fácil acesso para as pessoas que venham a adquirir dificuldades motoras. Podem-se usar várias palavras como: acessibilidade, desenho universal, casas para a vida toda (life-time homes), adaptáveis, visitáveis...essa última é usada para definir as seguintes metas (Visitabilidade, 2008,). Carlos Alberto Barbosa de Souza 36

37 Outro elemento importante, e que deve ser considerado quando do planejamento e projeto dos meios de hospedagem para a terceira idade, são os itens de tecnologia assistiva. Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover vida independente e inclusão. É também definida como "uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas encontrados pelos indivíduos com deficiências" (Cook e Hussey, 1995). O termo Assistive Technology, traduzido no Brasil como Tecnologia Assistiva, foi criado em 1988 como importante elemento jurídico dentro da legislação norte-americana conhecida como Public Law e foi renovado em 1998 como Assistive Technology Act de 1998 (P.L , S.2432). Compõe, com outras leis, o ADA - American with Disabilities Act, que regula os direitos dos cidadãos com deficiência nos EUA, além de prover a base legal dos fundos públicos para compra dos recursos que estes necessitam. A Tecnologia Assistiva se compõe de Recursos e Serviços. Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sobmedida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos. Recursos Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente. Serviços São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, pode-se citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Carlos Alberto Barbosa de Souza 37

38 Fisioterapia Terapia ocupacional Fonoaudiologia Educação Psicologia Enfermagem Medicina Engenharia Arquitetura Design 3.7 Parâmetros ambientais para espaços habitacionais voltados para usuários de terceira idade Ao se discutir os parâmetros ambientais voltados às pessoas da terceira idade, deve-se levar em conta os seguintes aspectos, que serão descritos a seguir: características físicas, atividades mais freqüentes e necessidades físicas, visuais, psicossociais e bioenergéticas das pessoas idosas Caracterização Física da Pessoa de 3º Idade A velhice é um processo pessoal, natural e inevitável, para qualquer ser humano, na evolução da vida. As características principais da velhice são a redução da capacidade de adaptação ambiental, diminuição da velocidade de desempenho e aumento da suscetibilidade a doenças. Não está muito claro para os estudiosos como realmente o corpo humano envelhece. Porém, o processo de envelhecimento difere de pessoa para pessoa. Os seis principais fatores que influenciam no processo de envelhecimento do corpo são: o tempo; a hereditariedade; o meio ambiente; a dieta; o estilo de vida e o nível de atividade física. Segundo a American Geriatrics Society, o nível de atividade do idoso pode ser classificado da seguinte forma: Tabela 1 Nível de atividade do idoso Nível Classificação Características 1 Fisicamente incapaz Não realiza nenhuma AVD e tem total dependência dos outros 2 Fisicamente dependente Realiza alguma ABVD: caminha pouco, banha-se, veste-se, alimenta-se, transfere-se de um lugar para outro; necessita de cuidados de terceiros. 3 Fisicamente frágil Faz tarefas domésticas leves: prepara comida, faz compras leves, pode realizar algumas AIVD e todas as ABVD, pode fazer atividades domésticas 4 Fisicamente independente É capaz de realizar todas as AIVD. Realiza trabalhos físicos leves; é capaz de cuidar da casa e ter hobbies e atividades que demandam baixo consumo de energia. Aqui estão incluídos idosos que vão desde os que mantém um estilo de vida que Carlos Alberto Barbosa de Souza 38

39 demanda muito pouco da condição física até aqueles muito ativos, mas sedentários. 5 Fisicamente apto/ativo Realiza trabalho físico moderado, esportes de resistência e jogos. É capaz de fazer todas as AAVD e a maioria dos hobbies. Tem aparência física mais jovem que seus pares da mesma idade. 6 Atleta Atleta Realiza atividades competitivas, podendo competir em nível internacional e praticar esportes de alto risco AVD Atividade da Vida Diária; ABVD Atividade Básica da Vida Diária; AIVD Atividade Intermediária da Vida Diária;AAVD Atividade Avançada da Vida Diária. Nessa fase ocorrem mudanças biológicas, fisiológicas, psicossociais, econômicas e políticas, que estão associadas ao nível de atividade do idoso e que alteram o cotidiano das pessoas. Dentre essas mudanças, destacam-se as seguintes: Mudanças Físicas graduais e progressivas: aparecimento de rugas e perda da elasticidade e viço da pele; diminuição da força muscular, da agilidade e da mobilidade das articulações; aparição de cabelos brancos e perda dos cabelos entre os indivíduos do sexo masculino; redução da acuidade sensorial, da capacidade auditiva e visual; distúrbios do sistema respiratório, circulatório; alteração da memória e outras. Além disso, há a redução da altura corporal, extremidades ficam mais finas e o tronco mais grosso, diminuição do peso entre 55 e 75 anos devido principalmente a perda de massa muscular, água e massa óssea. Não há indícios de que a função cardíaca decline com a idade, e o desempenho físico pode aumentar como resultado da prática diária de exercícios. Várias das deficiências que normalmente são atribuídas a velhice podem ser causadas pelos efeitos das doenças, muito mais do que pelo envelhecimento. Mudanças Psicossociais: incluem as modificações afetivas e cognitivas, os efeitos fisiológicos do envelhecimento, consciência da aproximação do fim da vida, suspensão da atividade profissional por aposentadoria, sensação de inutilidade; solidão, afastamento de pessoas de outras faixas etárias, segregação familiar; Mudanças Funcionais: necessidade cotidiana de ajuda para desempenhar as atividades básicas. Mudanças Sócio-econômicas: ocorrem quando a pessoa se aposenta e podem incluir dificuldades econômicas, declínio no prestígio social, experiências de valores e outras. Uma geração só vai se preocupar com o envelhecer quando sente que esta nova fase da vida está se aproximando, produzindo sensações de desconforto, ansiedade, temores e medos fantasiosos. Frequentemente essa ansiedade gera a falta de motivação levando o Carlos Alberto Barbosa de Souza 39

40 indivíduo a uma depressão, repercutindo organicamente e acelerando o envelhecimento ou provocando distúrbios e dificuldades de adaptação a um novo contexto social. Estudos recentes comprovam que o avanço da idade não determina a deterioração da inteligência, pois ela está associada à educação, ao padrão de vida, a vitalidade física, mental e emocional. Também é preciso perder o preconceito sobre a idade cronológica das pessoas. Pode-se afirmar que há jovens com 20, 40 ou 90 anos de idade, tudo dependerá da postura e do interesse de cada um Atividades mais freqüentes das pessoas de terceira idade Com o declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do envelhecimento e das doenças, o idoso tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. É importante que o idoso aprenda a lidar com as transformações de seu corpo e tire proveito de sua condição, prevenindo e mantendo em bom nível sua plena autonomia. As atividades físicas devem ser atraentes, diversificadas, com intensidade moderada, de baixo impacto, realizadas de forma gradual, promovendo a aproximação social, sendo desenvolvidos de preferência coletivamente, respeitando as individualidades de cada um, sem estimular atividades competitivas, pois tanto a ansiedade como o esforço aumenta os fatores de risco (DEPS, 1993). A rotina diária deve incluir atividades leves individuais ou coletivas como: caminhadas de baixa intensidade, a utilização de escadas ao invés de elevadores, cuidar do jardim, atividades aquáticas, viagens turísticas a lazer em geral que proporcionam uma melhoria na condição física e psicológica, auxiliando na realização de movimentos do dia-a-dia, tornando esses indivíduos prestativos em seu meio social e conscientes enquanto cidadãos (LACOSTE, 1994). A caracterização das atividades mais freqüentes das pessoas de terceira idade pode ser feita em três níveis: atividades físicas diárias, atividades físicas e esportivas, e atividades sociais. As atividades físicas diárias são atividades básicas e essenciais para a autonomia do indivíduo tais como as relativas ao auto cuidado e higiene como caminhar e movimentar-se pela casa, alimentar-se, banhar-se, usar o toilette, etc. As atividades físicas e esportivas são aquelas que incluem as diversas modalidades de ginástica, caminhadas, musculação, natação, hidroginástica, etc. E as atividades sociais são as atividades gerais e de lazer que podem incluir interação social ou ser individual, tais como: estar, leitura, assistir tv, ouvir música, conversar, contemplar, praticar jogos de mesa, dançar,etc.. Carlos Alberto Barbosa de Souza 40

41 Para a elaboração deste trabalho foram definidas as necessidades físicas para algumas destas atividades e a partir disto estabelecer as características ambientais apropriadas para o adequado desempenho destas atividades. A classificação das mesmas é pertinente, pois assim é possível determinar o tipo de necessidade de cada atividade e então concluir quais parâmetros serão mais importantes Necessidades Físicas, Visuais e Psicosociais Sabe-se que a relação do homem com o meio ambiente se dá através do processo de percepção que difere da simples sensação, que é apenas parte de todo o processo. Entende-se que o processo perceptivo é básico para o projeto de edificações. Sabe-se que este processo ocorre em nível físico, fisiológico e psicológico, que constitui a interpretação dos estímulos recebidos nos dois primeiros níveis. Este processo é diferente de pessoa para pessoa e até para uma mesma pessoa em distintos momentos. Assim é natural que um grupo de usuários tenha distintos tipos necessidades e que possam ser específicas. Essas necessidades serão descritas a seguir Necessidades físicas Para atenuar os efeitos das mudanças descritas no item 4.7.1, as necessidades físicas dos idosos são as seguintes: exercícios físicos para desenvolvimento da resistência e força muscular, treinamento para melhoria de mobilidade articular, alongamento de músculos, aumento de flexibilidade, diminuição de lesões musculares, melhoria de coordenação e de digestão e excreção, bem como melhoria do metabolismo. Portanto, faz-se necessário levar em conta o seguinte aspecto: Segurança Física, para atender à necessidade de deslocamento seguro no ambiente, é preciso prever elementos de apoio e suporte relacionados com as atividades desenvolvidas. Deve-se consultar as normas de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. (Ely e Moraes, 2004). Por exemplo: no planejamento das áreas destinadas ao idoso deve-se prever a inclusão de barras de apoio para se levantar e barras de apoio para aberturas de portas e janelas Necessidades Visuais As necessidades visuais de quantidade de luz aos 60 anos podem ser duas vezes maiores do que aos 20 anos para realizar uma tarefa visual com a mesma precisão e ao mesmo tempo. Os usuários da terceira idade também são mais sensíveis aos níveis de ofuscamento que os mais jovens. (Steffy, 2002). Assim, é preciso criar condições arquitetônicas que possibilitem a adaptação visual e a acomodação visual no idoso: Carlos Alberto Barbosa de Souza 41

42 Adaptação Visual: os olhos dos idosos tem períodos de adaptação visual mais longos do que os olhos jovens, assim uma trajetória de um exterior muito brilhante a um interior muito sombreado ou vice versa pode levar a desorientação ou tropeços. Esta adaptação pode ser minimizada através de uma série de espaços de transição com a redução de iluminação progressiva. Acomodação Visual: é a capacidade que tem o olho humano de ajustar-se às diferentes distâncias entre os objetos, de forma a obter-se uma imagem nítida. Esta capacidade diminui com a idade, pelo endurecimento do cristalino. As distâncias focais para as os itens ou tarefas visuais mais importantes devem ser as mesmas. Por exemplo, o projetista deve desenvolver uma sala de estar para os usuários da terceira idade com sofás e cadeiras em distâncias constantes uns dos outros Necessidades Psicosociais O equilíbrio do idoso, segundo Cavan, e citado por Vargas (1997) e seu ajustamento ambiental dependem, principalmente dos seguintes fatores: contato social suficiente; uma ocupação social plena de significado; certa segurança social; e um estado de saúde satisfatório. Dentro destas perspectivas, ambientes criteriosamente planejados podem facilitar o encontro social contribuindo para o convívio e contato dos grupos de idosos Necessidades Bioenergéticas O estudo de bioenergias alternativas pode contribuir para ao bem estar do idoso, melhorando as condições físicas do ambiente. A energia orgônica definida e estudada por Wilhelm Reich quando de sua perfeita circulação leva à saúde perfeita e emoções positivas Necessidades físicas podem levar a um nível de tristeza e stress que impedem a circulação natural das energias o que impede a bom desempenho das atividades cotidianas principalmente, das pessoas da terceira idade 3.8 Parâmetros Ambientais Para satisfazer as necessidades descritas anteriormente, nos itens da sessão 3.5.3, são elencados alguns parâmetros ambientais, os quais serão divididos em três grupos: parâmetros térmicos, de iluminação e acústico Parâmetros térmicos O roteiro de definição dos parâmetros de conforto inicia-se pela avaliação bioclimática do local, através das cartas bioclimáticas (Lamberts, 2006) assim se indicam as estratégias ambientais para o projeto. Os parâmetros de conforto térmico, dependendo da região, devem ser avaliados nas situações de verão e de inverno. Embora as estratégias bioclimáticas sejam específicas, existem orientações projetuais básicas tais como: Carlos Alberto Barbosa de Souza 42

43 Buscar a orientação solar adequada para as aberturas A orientação solar mais adequada é aquela que produz o aporte solar agradável e compatível com as atividades que serão realizadas naquele ambiente. Orientações leste e nordeste são as preferidas, com o sol da manhã, e mais frescas no verão, e adequadas para atividades sociais diurnas. Evitam-se aberturas orientadas a oeste que produz calor excessivo no verão para ambientes destinados a atividades físicas. A orientação solar também influi na qualidade da iluminação interior. Neste caso é indicado a iluminação das fachadas norte ou sul, por terem um nível de iluminação mais constante. Entretanto, a orientação sul deve ser evitada para ambientes de permanência prolongada diurnas, pois gera espaços monótonos do ponto de vista visual, sem a vibração e o dinamismo da luz solar. As aberturas orientadas a leste ou oeste apresentam muita variação, pois o sol move-se muito rapidamente, principalmente em latitudes médias e altas, e, de modo geral, está num ângulo de altitude mais baixo, gerando situações de insolação direta, que podem ser desagradáveis. Prever ventilação natural A ventilação natural pode ser obtida através de ventilação cruzada, que é uma estratégia simples e que torna o ambiente mais dinâmico e higiênico pelo movimento do ar. Para tanto, deve-se orientar as aberturas para captar os ventos dominantes ou considerar as diferenças de temperatura do ar, o que normalmente ocorre, quando se trabalha com as aberturas em fachadas opostas. A ventilação natural é requisito para os três tipos de atividades descritos anteriormente. A ventilação excessiva também pode ser desagradável, gerada pela velocidade dos ventos, portanto as aberturas devem apresentar regulagens de controle Parâmetros de Iluminação O conforto visual contribui para suprir as necessidades visuais e também as informativas. O conforto visual depende da atividade visual que está sendo realizada. As necessidades visuais dos usuários de terceira idade podem ser supridas através de iluminação natural, mas esta depende da disponibilidade de luz natural, que pode ser bastante variável durante o dia. Orientações projetuais básicas podem ser estabelecidas a partir deste quadro: Luz solar A luz solar é fator positivo, pois produz dinamismo e alegria no ambiente. Elevados índices de iluminação pela manhã favorecem o ritmo circadiano e o processo de metabolismo. (Steffy, 2002). É preciso levar em conta o tipo de atividade e horário de utilização do Carlos Alberto Barbosa de Souza 43

44 ambiente. Ambientes de permanência prolongada diurna devem prover a incidência de luz solar direta, com adequado elemento de controle. Trajetória lumínica É importante prever níveis de iluminação elevados em ambientes que se conectam com o exterior como halls, salas de estar e varandas, de modo a minimizar as mudanças desde o exterior, criando espaços sucessivos de transição de iluminação (Kalff, 1971). Também é preciso evitar obstáculos em potencial como degraus ou diferenças abruptas de níveis. Níveis de iluminação A partir das necessidades visuais, pode-se estabelecer que os ambientes para a terceira idade devem dispor de níveis de iluminação mais elevados, que os recomendados pela NBR. A fachada norte produz níveis de iluminação mais elevados e mais constantes, que podem ser mais facilmente controlados. Também é a fachada que dispõe de mais horas de sol durante o dia. (CORRÊA, 1997). Atividades diárias básicas de higiene pessoal que utilizam o espelho têm requisitos de iluminação mais restritos como níveis de iluminação mais elevados e iluminação mais difusa no plano da face, sem sombras. Atividades sociais como a leitura, jogos de mesa, como o carteado, também requerem níveis mais elevados, pois são críticas em relação ao foco visual. Tamanho e posição das aberturas O tamanho e a posição das aberturas podem ter tanta ou maior influência no espaço interno que a orientação solar. Aberturas únicas e muito grandes podem causar elevados contrastes no ambiente. Aberturas devem ser posicionadas de modo a permitir a visualização do exterior, mesmo quando a pessoa está sentada. (BINS E RIBAS, 2001). Também é necessário conduzir a luz natural para o plano visual das atividades, ou seja, a cadeira de leitura por exemplo ou a mesa de carteado ou de refeições, no caso das atividades já mencionadas. Ambientes com pé direito mais alto e janelas com vergas mais elevadas produzem iluminação direcionada às áreas mais internas da sala. (CORRÊA, 1997). Distribuição das aberturas A disposição das aberturas no espaço interno pode otimizar a distribuição da luz no ambiente. Assim, a existência de mais de uma janela pode melhorar a distribuição da iluminação, eliminando zonas sombreadas e diminuindo contrastes. Várias janelas menores podem melhorar a distribuição e reduzir o ofuscamento causado por uma grande abertura. Como foi visto anteriormente, os idosos são mais sensíveis ao ofuscamento. Atividades Carlos Alberto Barbosa de Souza 44

45 físicas e esportivas têm elevados requisitos de homogeneidade e contrastes, pois os focos visuais frequentemente estão em movimento. Uso de elementos de controle de iluminação Elementos de controle como brises, marquises, pérgulas ou mesmo a vegetação bem estudada podem melhorar o desempenho da abertura, redirecionando e controlando a luz natural incidente. Do ponto de vista de conforto térmico, o elemento de controle deve ser externo para evitar o aporte de calor no ambiente interno Parâmetros acústicos Os parâmetros acústicos podem ser relativos à proteção acústica, à correção acústica dos locais e à geração de sons. Os dois primeiros aspectos se referem a sons indesejáveis e o terceiro à criação de efeitos sonoros (Serra e Coch, 1995). Como os níveis de percepção declinam com a idade, o ruído também é mais molesto ao idoso. Proteção Sonora A disposição de elementos de absorção sonora e de isolamento de ruídos do exterior deve ser uma preocupação em todas as áreas, mas adquire um caráter mais restrito em áreas de descanso como dormitórios. Existem situações onde o foco de ruído pode ser interno como é o caso das áreas de atividades de lazer ou lúdicas na própria edificação como áreas de serviço ou áreas técnicas exigindo uso de elementos tanto de absorção, como de isolamento sonoro. Efeitos Sonoros A criação de efeitos sonoros também melhora a ambiência do local, de modo a tornar os ambientes mais estimulantes aos usuários. Os jardins podem ser elementos tanto de barreiras sonoras como criador de efeitos sonoros através de sons de água, sons produzidos pela ação do vento na vegetação, canto dos pássaros atraídos pela presença de árvores frutíferas ou com flores. Carlos Alberto Barbosa de Souza 45

46 4 ESTUDO EXPLORATÓRIO O Foco destes estudos de caso são as áreas sociais e de unidades habitacionais de meios de hospedagem. Não serão analisadas as áreas de serviços ou administrativas das edificações hoteleiras. Como o tema do trabalho restringe-se a habitação estas áreas não serão analisadas. 4.1 Estudos de caso Neste trabalho foram visitados e analisados os hotéis Mercure Camboriú Internacional, da rede Accor de hotéis em Balneário Camboriú e o Estaleiro Guest House, hotel particular em Florianópolis, ambos no estado de Santa Catarina. A escolha destes estudos de caso se dá por serem meios de hospedagem dos mais variados tipos (um pertence a uma grande rede mundial de hotéis e outro é de caráter familiar), com datas de início de operações diferentes, localizados nos municípios de estudo deste trabalho. Busca-se informações do meio ambiente construído nestes hotéis que demonstrem ou não a preocupação ou a adaptação existente dos espaços para a ocupação do idoso Hotel Mercure Camboriú Internacional Balneário Camboriú SC Localização - Av. Atlântica, 2010, 0 - Centro - Balneário Camboriu - SC - Brasil O Hotel Mercure Camboriu Internacional fica em frente à Praça Almirante Tamandaré, a principal de Balneário Camboriu. Situado na Avenida Atlântica, em frente ao mar, o hotel está no coração da cidade, próximo ao Shopping Center Atlântico, em uma região com várias opções de comércio, farmácia, principais bares e restaurantes. Dista 37km do aeroporto internacional de Navegantes e 90km do aeroporto internacional Hercílio Luz em Florianópolis. Fig 5 - Mapa de localização na cidade Carlos Alberto Barbosa de Souza 46

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