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1 TerceiroSetor Caracterização e Desafios com Marcos Kisil

2 Objetivos da Palestra: Conhecer o Terceiro Setor: origem, características e papel na sociedade Refletir sobre os desafios atuais do Terceiro Setor Refletir sobre os desafios de organizações investidoras sociais

3 O MUNDO NO SÉCULO XXI Crescimento populacional Urbanização Inovações tecnológicas Globalização Novos padrões de consumo Disseminação de informações em tempo real Prevalência do capitalismo Busca de democracia participativa

4 O MUNDO NO SÉCULO XXI Pressão sobre os recursos naturais Demanda crescente por energia Poluição Mudança climática global Perda de biodiversidade Aumento da pobreza, da exclusão e das desigualdades sociais Nacionalismo / Tribalismo crescente Radicalismo religioso

5 Contexto Social Brasileiro 84º lugar no ranking do IDH, 2011 Concentração de Renda 10% da população mais rica do Brasil detêm 75,4% de todas as riquezas do país (IPEA,2011) 7a. Economia Mundial, ,9 milhões de analfabetos com mais de 15 anos (IBGE, 2011) Negligência com DI 0-3 anos 30,5 analfabetos funcionais (PNAD, 2011) Ensino básico: ranking da Unesco número 74 (2006) número 88 (2011)

6 Contexto Brasileiro Economia Informal Corrupção Violência Descrédito dos políticos Descrédito em instituições

7 Realidade Brasileira 350 mil ONGs 12ª maior economia mundial 42 milhões de voluntários: Fonte: Pesquisa IBGE/IPEA 2011 Perfil das Fundações Privadas e Associações Sem fins de Lucro ISP: 82% área de educação Fonte: Relatório Anual GIFE, 2011

8 Sócios do GIFE: Censo

9 INCLUSÃO SOCIAL NECESSIDADE URGENTE Um reordenamento amplo e profundo no Estado e na sociedade, cujo caminho é o da descentralização e da desconcentração de receitas rendas poder mas sobretudo de Responsabilidades

10 Mas de que Responsabilidade Social estamos falando? Responsabilidade de pagar impostos Responsabilidade com as leis trabalhistas Responsabilidade com leis ambientais Responsabilidade com as leis de defesa do consumidor Responsabilidade com a qualidade do produto Ou Responsabilidade com os recursos naturais Responsabilidade com os direitos humanos Responsabilidade com as comunidades/sociedades onde estão inseridas

11 FATORES Crise do Setor Público Surgimento do Terceiro Setor (Organizações da Sociedade Civil) Prevalência do Mercado Livre iniciativa Empreendedorismo econômico/ social Responsabilidade Social

12 O que é o Terceiro Setor?

13 O que é o Terceiro Setor? Organizações privadas, sem fins lucrativos, cuja atuação é dirigida a finalidades coletivas ou públicas Fischer, R.M (2002)

14 TERCEIRO SETOR: Conjunto de atividades voluntárias desenvolvidas por organizações privadas não-governamentais e sem ânimo de lucro, realizadas em prol da sociedade, independentemente dos demais setores (Estado e mercado), embora deles possa receber investimentos (públicos e privados).

15 O que é o Terceiro Setor? NATUREZA JURÍDICA (i) Administração pública ESTADO MERCADO (ii) Entidades empresariais TERCEIRO SETOR (iii) Entidades sem fins lucrativos ( )

16 Definindo o Terceiro Setor ONG OCB OSC OSCIP ONGG Organização Social Organização Voluntária Entidade Filantrópica Utilidade Pública

17 Um Setor ou Diversos? Organizações Internacionais ONGs Clubes e associações Instituições Religiosas Negócios e Pilantropia Universidades e hospitais privados Para-Estatais Fundações Empresariais Organizações Comunitárias Movimentos Sociais Andres P. Falconer

18 Organizações da Sociedade Civil organizações autônomas estruturadas localizadas fora do aparato formal do Estado não distribuem lucros auferidos com suas atividades autogovernadas envolvendo indivíduos num esforço voluntário

19 Definindo o Terceiro Setor Meios Fins Setor Públicos + Públicos = Privados + Privados = Estado Mercado Privados + Públicos = Terceiro Setor Públicos + Privados = (corrupção) Fernandes, 1994

20 Terceiro Setor é um bom nome? Terceiro: em contraposição ao Estado: Primeiro Mercado: Segundo Setor: tem limites Primeiro: Constituição Segundo: Leis de Mercado Terceiro:????? Melhor: SOCIEDADE CIVIL

21 Um Estado para a sociedade civil ou uma sociedade civil para o Estado?

22 Terceiro Setor no Brasil NÚMERO DE ONGS NO BRASIL MIL (RECEITA FEDERAL); mil (IBGE) TERCEIRO SETOR ASSUME AS TAREFAS DE ESTADO TERCEIRO SETOR CONTRIBUI PARA A GESTÃO E A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA 55% (CINQUENTA E CINCO) DAS ONGS A PRINCIPAL RECEITA É DE ORIGEM PÚBLICA TRANSFERÊNCIAS DIRETAS DA UNIÃO FEDERAL PARA O TERCEIRO SETOR EM 2009 FORAM DA ORDEM DE 2 BILHÕES E 500 MILHÕES DE REAIS

23 Transferência de Recursos Públicos para TS

24 A Sociedade Civil no Brasil: Breve Histórico Século XVI Irmandades da Misericórdia Século XVIII Associações Laicas e Religiosas Início do Séc XX - Instituições Filantrópicas, Sociedades de Auxílio Mútuo e Sindicatos 30s - Papel do Estado: sociedade de bem estar social 70s e 80s Papel da Sociedade Civil: retomada da Democracia 90s Papel do Empresário e da Empresa: RSC/Sustentabilidade

25 Origens Recentes Sociedade Civil Expansão do sindicalismo (anos 50/60) forte influência populista entidades previdenciárias e corporativas Ditadura (anos 70) - multiplicação das organizações populares com o apoio da Igreja Comunidade Eclesiais de Base Organizações nacionais (anos 80) CONCLAT, ANAMPOS, Movimentos Sociais período de ascenção e legitimidade das ONGs Emergência de Organizações da Sociedade Civil (anos 90) Escândalo da LBA formalização institucional Lei das OSCIPs

26

27

28 Organizações da sociedade civil: Investidores Sociais

29 Situação do Investimento Social no Brasil: Experiência do IDIS Predomínio de doações caritativas (filantrópicas), paternalistas, de baixo impacto em transformar sociedades Doadores não tem informação sobre o destino de suas doações Famílias não consideram a filantropia como parte da sucessão entre gerações Empresas não tem informação de resultado e impacto sobre a filantropia que praticam Comunidades tem pouca informação sobre a filantropia local Relação do doador com a entidade/causa receptora termina no cheque/doação Doações são pulverizadas Falta de foco e prioridades Falta de controle e avaliação Falta de profissionais

30 Motivações para o doador Convicção: decisão é baseada em valores humanos. Conveniência: é bom para para sua presença na sociedade, para o negocio que dirigem, para o prestigio que adquirem. É uma decisão movida pelos resultados que espera conseguir para si. Coerção: Pressão do contexto, de clientes, dos concorrentes, de empregados, da comunidade, de seus amigos. Necessita responder a uma força externa.

31 o desafio é transformar qualquer motivação em compromisso permanente

32 O DESAFIO CONCEITUAL Emergem diversos conceitos nos anos 90: Empresa Solidária Cidadania Empresarial Responsabilidade Social Empresarial Investimento Social Privado

33 DO ASSISTENCIALISMO AO INVESTIMENTO SOCIAL ASSISTENCIALISMO Paternalista Reagir ao presente Centrado no interesse só da empresa Preocupado com problema visível Boas intenções, mas... NÃO MUDA STATUS QUO Aceitar o TBL Passar de uma posição reativa para pró-ativa Capacitar-se Investir além do cumprimento legal INVESTIMENTO SOCIAL Desenvolvimento Projetar o futuro Centrar no receptor final da ação Foco em resultados Alinhamento estratégico

34 INVESTIMENTO SOCIAL entender porque investir saber o que esperar do investimento taxa de retorno por unidade de investimento tempo de maturidade do investimento para obter resultados riscos envolvidos monitoramento permanente

35 UM BOM INVESTIMENTO SOCIAL CATALISADOR: abrevia resultados ALAVANCADOR: atrai novos parceiros INOVADOR: ocupa novo nicho PROVOCADOR DE MUDANÇAS: sustentabilidade e institucionalização

36 Obrigado!

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