Gestão de Projetos Sociais

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1 Gestão de Projetos Sociais COMO FORMAR E ADMINISTRAR UMA ASSOCIAÇÃO, ONG, OU OSCIP 1 O que é o Terceiro Setor Primeiro setor Público (Governo) Segundo setor Privado ( Empresas centradas no lucro) Terceiro setor ONG s (não centradas no lucro) Nota: O terceiro setor, mesmo sendo privado se difere do setor privado por não terem foco no lucro e apesar de estarem voltados para a solução de problemas sociais, que caberia ao Estado, não tem cunho polímco, e sim voluntário se diferenciando deste setor por este aspecto. Assim foram denominadas de ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS. 2 1

2 Contexto Acentuação das desigualdades sociais vivenciadas no modelo capitalista; Os Planos de Governo no Brasil ( no período militar e posteriormente na redemocramzação) acentuam ainda mais as diferenças sociais, pois privilegiam as elites em detrimento dos menos favorecidos; A globalização que favorece o aumento da riqueza enquanto acentua o aumento da pobreza; E o enfraquecimento do papel do Estado como promotor da jusmça social. 3 No Brasil, as ONGs começam a se destacar entre as décadas de 70 e 80, quando, durante e ao término do período de governo militar, os problemas sociais tornam- se mais evidentes. Em resposta, surgem as ONGs que lutam pelos direitos humanos, de organização popular e cidadania. A Organização Internacional do Trabalho - OIT e a Organização das Nações Unidas - ONU contribuíram para que o termo ONG se tornasse globalizado. 4 2

3 Áreas de atuação: Educação; meio ambiente; saúde; direitos humanos; comunidade; cultura; amparo à criança, ao adolescente e à mulher; voluntariado; apoio à pessoa com deficiência; parcerias com o governo, cooperação nacional e internacional; 5 Tipos de ONG s Associação: Conjunto de pessoas, dotada de personalidade jurídica própria, de direito privado, que se unem por uma causa ou objemvos sociais comuns (culturais, sociais, religiosas, recreamvas, etc) sem intuito de distribuição de lucro. É consmtuída por meio de uma Assembleia Geral e regida por um Estatuto Social. Na associação, os parmcipantes iniciais são denominados de membros fundadores e cabe a eles: definição das caracterísmcas da organização (missão, objemvos etc); criação e aprovação do Estatuto e; eleição dos primeiros dirigentes. 6 3

4 Associações podem atuar como: associações de classe ou de representação de categoria profissional ou econômica; insmtuições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos etc; enmdades de benencio mútuo desmnadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados - Ex.: clubes espormvos; centrais de compras; associações de bairro, moradores etc; associações com objemvos sociais que observam o princípio da universalização dos serviços - Ex.: promoção da assistência social; promoção da cultura, patrimônio histórico e arpsmco; promoção gratuita da saúde e educação; preservação e conservação do meio ambiente; promoção dos direitos humanos etc. 7 Fundações: São organizações insmtuídas a parmr de bens livres, desmnados a um determinado fim por pessoa nsica ou jurídica por meio de escritura pública ou testamento. A lei atribui personalidade jurídica a este conjunto de bens, com capacidade para adquirir direitos e obrigações, tudo visando à consecução do fim a que se desmna e em obediência ao estatuto. O insmtuidor da Fundação define como ela será gerida, quem poderá representa- la e como os bens serão administrados, após este ato o insmtuidor deixa de ter poderes sobre o patrimônio. O insmtuidor pode ser tanto uma pessoa nsica quanto jurídica, até mesmo o Estado ou parmdos polímcos. 8 4

5 As Fundações são fiscalizadas pelas Curadorias de Fundações do Ministério Público (art. 26 do código civil), a ele cabe também a aprovação do Estatuto e do recebimento e aprovação da prestação de contas. 9 Coopera?vas Associação autônoma de pessoas com o fim de produzir resultados que serão reparmdos pelos sócios (posimvos ou negamvos) Nota- se que mesmo reparmndo as sobras (os resultados obmdos a parmr de sua amvidade) não possuem fins lucramvos. São consideradas organizações de auxílio mútuo. As cooperamvas baseiam- se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Seus membros acreditam nos valores émcos da honesmdade, transparência, responsabilidade social e 10 preocupação pelo seu semelhante. 5

6 De acordo a Lei 5.764/71, que regulamenta as cooperamvas e sua consmtuição, elas têm a seguinte caracterísmca: Celebram contrato de sociedade cooperamva as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma amvidade econômica, de proveito comum, sem objemvo de lucro (Art 3º. ). 11 OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) É uma qualificação, concedida pelo Ministério da JusMça para ONG s que atendem aos requisitos da Lei 9790/99. Basicamente é um reconhecimento legal e oficial do poder público de que aquela ONG presta serviço de relevância social e representam grandes segmentos da sociedade civil e não somente pequenos grupos e que podem firmar Termo de Parceria com o governo para receber recursos públicos, concorrer a editais 12 6

7 O Termo de Parceria é uma forma transparente e democrámca para a realização de projetos e parcerias, desde que a OSCIP esteja regular em seu cadastro e funcionamento, com comprovação de idoneidade. Nota: As fundações e as associações podem qualificar- se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, desde que atendidos os requisitos exigidos para tal. E tenham, no mínimo, um ano de existência. 13 Quadro compara?vo Tipo Natureza Fiscalização Órgão de gestão Associação Fundação OSCIP CooperaMva Reunião de pessoas Dotação de bens (patrimônio) Título dado à associação Sociedade CooperaMva Não é obrigatória, apenas de possuir ptulos públicos Ministério Público e TCU Ministério Público e TCU Ministério Público, TCU e Receita Federal Assembleias, Diretoria e Conselho Fiscal Conselho Curador, Conselhos Adm. e Fiscal Assembleias, Diretoria, Conselhos Adm. e Fiscal Assembleias, 14 Conselhos Adm. e Fiscal 7

8 Iniciando o trabalho... 1º. Passo Ter clareza da situação Já sabe qual o Mpo de ONG pretende iniciar? Fez um diagnósmco na sua região? (existe demanda? Existe outra ONG com o mesmo trabalho? Se não existe, por que não? Já exismu? Por que fechou? Existem outras pessoas do meu circulo de conhecimento que posso chamar para esta causa? Quais recursos são necessários para iniciar o trabalho? O trabalho é viável e alinhado com a necessidade local? Posso ajudar mais sendo um voluntário na ONG já existente? 15 2º. Passo Buscando parceiros Convocar uma reunião inicial com pessoas interessadas, engajadas e momvadas para iniciar o trabalho para discumr a real necessidade de consmtuir uma pessoa jurídica. Não se abre uma ONG sozinho Definir a missão, os objemvos, o nome e o Estatuto (se for requerer o ptulo de OSCIP, o Estatuto já deve ser feito atendendo aos requisitos da lei 9290/99) 16 8

9 3º. Passo - A Assembleia Cons?tu?va Convocar a Assembleia ConsMtuMva através de Carta Convite, e- mail, jornal, redes sociais, edital de convocação e etc. com data, hora, local e pauta da Assembleia nota: os presentes a esta Assembleia serão os membros fundadores; Iniciando a Assembleia compor a mesa de trabalhos e definir quem vai presidir os atos e quem vai secretaria- lo (fazer a Ata de ConsMtuição); Composta a mesa, o presidente procede à leitura da pauta da Assembleia e inicia as deliberações (discussão e votação) de cada item do Estatuto; Estatuto aprovado, passa- se para a eleição da primeira diretoria (em caráter provisório e definimvo); 17 Cada membro eleito devera tomar posse, assinando o termo de posse (com sua qualificação completa, nome, endereço, numero de documentos e etc.) este termo de posse fazer parte integrante da Ata de ConsMtuição. Registrar todos os atos no Livro de Atas; Fazer uma lista de presença com as assinaturas e numero de documento dos presentes; Por fim, encerra- se os trabalhos da Assembleia de ConsMtuição com a lavratura e assinatura da Ata pelo presidente, secretário, pelos dirigentes eleitos e por todos os presentes. Além das assinaturas e necessária a assinatura de um Advogado no Estatuto e na Ata. 18 9

10 Registro Tornar pública a existência da insmtuição através do registo no Cartório de Registros Civis de Pessoas Jurídicas, do município sede. Nota: procure com antecedência o Cartório para saber quais documentos devem ser apresentados, ex.: quanmdade de vias, assinaturas obrigatórias, espécies de documentos a serem apresentados, necessidade de reconhecimento de firmas etc.). 19 Segundo a Lei de Registros Públicos, é preciso apresentar (no mínimo): a) 2 (duas) vias do estatuto social vistadas pelo advogado; b) 2(duas) vias da ata da assembleia geral de consmtuição vistadas pelo advogado, com eleição dos dirigentes e termos de posse; e c) o requerimento de registro assinado pelo representante legal da organização. Com o registro concluído, a organização já é pessoa jurídica legalmente existente

11 Outros registros: Fiscal junto à Receita Federal, permite a inscrição no CNPJ/MF (que possibilita abrir conta em banco e a movimentação financeira da insmtuição); Quanto à regularização trabalhista, a organização, mesmo que não tenha empregados, deve apresentar documentos e informações anuais (RAIS Relação Anual de Informações Sociais e GFIP Guia do Fundo de GaranMa e Informações à Previdência). Se for contratar empregados, deverá (entre outras coisas) registrar- se no INSS InsMtuto Nacional da Seguridade Social. O espaço nsico a ser umlizado como sede da associação também precisa ser regularizado perante a Prefeitura. 21 O ideal é contratar um contador para facilitar todo esse tramite - que poderá ser também um voluntário 22 11

12 Existem também os registros facultamvos, vinculados a certos ptulos e qualificações concedidos pelo poder público como por exemplo: o registro no CNAS Conselho Nacional de Assistência Social; a obtenção das declarações de UMlidade Pública (em âmbito federal, estadual e municipal); a obtenção do CEBAS CerMficado de EnMdade Beneficente de Assistência Social; a qualificação como OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 23 Nota: nenhum desses ptulos e registros modifica a forma jurídica da ONG, que conmnuará a ser uma associação civil ou uma fundação. De qualquer modo, a concessão de um ptulo ou registro normalmente exige que o Estatuto Social contenha algumas disposições específicas, que podem variar de caso para caso

13 Legislação: Assistência Social I. ConsMtuição Federal, armgos 203 e 204: II. Lei Orgânica da Assistência Social: Lei de 7 de dezembro de 1993 III. EnMdades e organizações de assistência social: Decreto de 14 de dezembro de Associações I. Liberdade de Associação ConsMtuição Federal ArMgo 5 II. Código Civil Lei de 10 de janeiro de 2002 armgos 53 a

14 Fundações I. Atribuições do Ministério Público ConsMtuição Federal armgos 127 e 129 II. Lei Orgânica do Ministério Público Lei de 12 de fevereiro de 1993 III. Manual de Atuação Funcional dos Membros do Ministério Público do Estado de São Paulo Ato NormaMvo n. 168/98 - PGJ CGMP IV. Código Civil Fundações Lei de 10 de janeiro de 2002 armgos 62 a 69 V. Código de Processo Civil - Organização e Fiscalização das Fundações Lei de 11 de janeiro de 1973 armgos a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP I. Qualificação de enmdades como OSCIP Lei de 23 de março de 1999 II. Regulamentação da qualificação Decreto de 30 de junho de

15 Licitações I. Normas de licitação e contratos da Administração Pública Lei de 21 de junho 1993 Organizações Sociais I. Qualificação de enmdades como Organizações Sociais Lei, de 15 de maio de Serviço Voluntário I. Serviço Voluntário Lei de 18 de fevereiro de 1998 UOlidade Pública I. Regras para as sociedades declaradas de UMlidade Pública Lei n. 91 de 28 de agosto de 1935 II. Regulamentação da lei n. 91/1935 Decreto n de 2 de maio de

16 Sites interessantes Legislação permnente hzp:// Sobre o terceiro setor hzp:// 31 "Não deixes de fazer bem a quem o merece, estando em tuas mãos a capacidade de fazê- lo. Prov. 3:

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