CFEM FÁCIL Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais

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1 Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Fundação Estadual do Meio Ambiente FÁCIL

2 Fundação Estadual do Meio Ambiente Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Sisema Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Semad Elaboração Eloi Azalini Maximo - Analista Ambiental - Gedam Leandro Vieira da Silva - Analista Ambiental - Gedam Rogério Junqueira Maciel Villela - Analista Ambiental - Gedam Capa e diagramação Daniela Giordano Leite - Ascom/Sisema Colaboração Lahis Ahimê Ramalho Sá - Estagiária - Gedam Luís Henrique Cavalcante Fraga - Estagiário - Gedam F981c Fundação Estadual do Meio Ambiente. Fácil / Gerência de Desenvolvimento e Apoio Técnico às Atividades Minerárias. --- Belo Horizonte: Fundação Estadual do Meio Ambiente, p. : il. 1. Mineração. 2. Tributo. I. Título. CDU: 622: Ficha catalográfica elaborada pelo Núcleo de Documentação Ambiental do Sisema

3 SUMÁRIO O papel da Feam... Objetivo da cartilha... O que é a?... Quem administra a?... O que determina esta contribuição?... Como é calculada a?... Quais são as alíquotas aplicadas?... Quem deve pagar a?... Correlação entre legislação ambiental e legislação minerária... Quando realizar o pagamento?... O que ocorre se o pagamento da for efetuado com atraso ou em valor menor?... Como o empreendedor realiza o pagamento?... Como o gestor municipal deve proceder para acompanhar a arrecadação da?... Qual é o destino da arrecadação da?... Onde a deve ser aplicada?... Recomendações importantes para o gestor municipal... Contatos... Referências

4 O papel da Feam Responsável pela Agenda Marrom, a Feam, através da Gedam - Gerência de Desenvolvimento e Apoio Técnico às Atividades Minerárias, propõe divulgar entre os municípios mineradores a sistemática de arrecadação da por meio da cartilha FÁCIL. Esta ação possibilitará a melhoria da qualidade de vida da população dos municípios mineradores por meio de investimentos em obras de infra-estrutura, urbanização, saúde e meio ambiente. Objetivo da cartilha Disponibilizar aos gestores dos municípios mineradores e aos proprietários de empreendimentos minerários situados no Estado de Minas Gerais as informações relevantes sobre a. O que é? É a. Estabelecida pela Constituição de 1988, em seu Art. 20, 1o, é devida aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios, e aos órgãos da administração da União, como contraprestação pela utilização econômica dos recursos minerais em seus respectivos territórios. Quem administra a? O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é o órgão federal responsável por estabelecer regras e fiscalizar a arrecadação da, segundo a Lei Nº 8.876/94, art. 3º - inciso IX.

5 O que determina esta contribuição? Toda saída por venda do produto mineral das áreas da jazida, mina, salina ou outros depósitos minerais implica no pagamento da. Além disso, a utilização ou tratamento do produto mineral, bem como seu consumo por parte do minerador são igualmente passíveis dessa contribuição. Como é calculada a? A é calculada sobre o valor do faturamento líquido da atividade mineraria obtido com a venda do produto mineral, descontados os tributos ICMS, PIS/PASEP, COFINS, IOF e ISS que incidem na comercialização. Excluem-se também as despesas com transporte e seguro, conforme Instrução Normativa 06/2000 do DNPM. Na hipótese de o titular do direito minerário ser optante e inscrito no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES (Lei nº 9.317, de 05/12/96), o valor a ser deduzido da base de cálculo da será extraído do percentual identificado das exações fiscais (PIS/PASEP, COFINS e ICMS) compreendidas na composição do montante recolhido. Quando a substância mineral for consumida, transformada ou utilizada pelo próprio titular dos direitos minerários, ou remetida a outro estabelecimento do mesmo titular, será considerado faturamento líquido o valor do consumo na ocorrência do fato gerador, definido no art. 15 do Decreto nº 01/91, que trata da regulamentação da.

6 É importante ressaltar que a se aplica até a fase anterior ao processo de transformação industrial, como, por exemplo, processos siderúrgicos e metalúrgicos. A partir desse momento, incide o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como previsto no art. 14, 1º do Decreto 01/91. Quais são as alíquotas aplicadas? As alíquotas são aplicadas sobre o faturamento líquido, para empresas que comercializam o minério, ou sobre a soma das despesas diretas e indiretas, para empresas que consomem o próprio minério. Esta alíquota varia de acordo com a substância mineral explotada (exceto petróleo e gás natural). Alíquota 3% Alíquota 2% minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio Quartzito, Ferro, Fertilizantes e demais substâncias Alíquota 1% Alíquota 0,2% Ouro pedras preciosas, pedras coradas lapidáveis, carbonatos e metais nobres Quem deve pagar a? Todo minerador, qualquer que seja o título minerário do seu empreendimento, deve pagar a após a extração mineral. Exceto nos casos a que se aplica o regime de extração. Os regimes de aproveitamento das substâncias minerais são: concessão, autorização, licenciamento, permissão de lavra garimpeira e extração.

7 Entretanto, no regime de permissão de lavra garimpeira, somente o primeiro adquirente do bem mineral está obrigado a recolher a. Os títulos minerários fornecidos por tais regimes são denominados Alvará de Pesquisa, Registro de Licenciamento, Registro de Extração e Portaria de Concessão de Lavra. Alvará de pesquisa - Quando o minerador desejar obter um alvará de pesquisa mineral outorgado pelo DNPM, que é a fase preliminar para obtenção da Portaria de Concessão de Lavra, deverá protocolizar um requerimento de pesquisa no DNPM. Por pesquisa mineral entende-se a execução dos trabalhos necessários à definição do depósito mineral, à sua avaliação e à determinação da exeqüibilidade do seu aproveitamento econômico. Dessa forma, a somente é aplicada quando da lavra experimental, cujo bem mineral extraído é comercializado para custear o processo de pesquisa mineral, autorizado através de guia de utilização, mediante autorização do DNPM (Portaria nº 144 de 3/5/2007). Registro de licenciamento - Permite a extração dos bens minerais de emprego imediato na construção civil (areia, cascalho, argila, saibro e brita) e calcário para corretivo de solo e depende de licença do prefeito municipal e de seu registro no DNPM (Portaria nº 266 de 10/07/08). Registro de extração - Título minerário conferido a órgãos vinculados a união, ao estado ou ao município para a exploração de substâncias

8 minerais de emprego imediato na construção civil (Decreto nº de 02/02/2000). Seu uso é exclusivo em obras públicas, estando isento da. Não é permitida a transferência do título e nem a contratação de terceiros para os trabalhos de extração. Regime de concessão - O pedido de concessão de lavra é formulado em requerimento, dirigido ao Ministro das Minas e Energia, pelo titular da autorização de pesquisa ou seu sucessor e é facultada, única e exclusivamente, a firmas individuais ou a sociedades constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no País. Correlação entre legislação ambiental e legislação minerária Os empreendimentos detentores de títulos autorizativos concedidos pelo DNPM devem contribuir com a após a extração mineral. Salvo as exceções previstas em lei. Ressalta-se que a cada fase do procedimento ambiental é exigido do minerador um título minerário compatível com a respectiva fase do licenciamento. As Deliberações Normativas COPAM 03/1990 e 04/1990 regem esta matéria. Quando realizar o pagamento? O empreendedor deve efetuar o pagamento da mensalmente, até o último dia útil do segundo mês subseqüente ao fato gerador, devidamente corrigido. Pgtº

9 O que ocorre se o pagamento da for efetuado com atraso ou em valor menor? O DNPM prevê a aplicação de correção monetária, acrescida de multa e mora caso a seja paga fora do prazo. O juro de mora é de 1% a partir do mês posterior e a multa é de 20% sobre o valor da (Lei /2009). Entretanto, é oferecido o parcelamento do débito do valor total ou parcial devido em até 60 meses, com valor mínimo de R$300,00 por parcela. Como o empreendedor realiza o pagamento? O empreendedor deve gerar seu boleto bancário acessando o site do DNPM (www.dnpm.gov.br) através dos links e EMISSÃO DE BOLETO.

10 Dados necessários para emissão de boleto Número e ano do processo DNPM CNPJ ou CPF do interessado Substância explorada Como o gestor municipal deve proceder para acompanhar a arrecadação da? O gestor municipal deve acessar o site do DNPM (www.dnpm.gov.br) e seguir através do link PORTAL DAS PREFEITURAS.

11 Qual é o destino da arrecadação da? A Compensação é distribuída aos Estados, Distrito Federal, Municípios e Órgãos da administração da União. É creditada automaticamente em contas correntes específicas, no sexto dia útil que sucede ao recolhimento por parte das empresas de mineração, da seguinte forma: *Caso a extração abranja mais de um município, a CEFEM deverá ser paga separadamente, observando a proporcionalidade da extração de cada um.**fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Onde a deve ser aplicada? O montante recebido deve ser investido em prol da comunidade local, em obras de melhoria de infra-estrutura, urbanização, qualidade de saúde e ambiental.

12 A arrecadação da não pode ser aplicada no pagamento de dívidas e no quadro permanente de funcionários da União, dos Estados e dos Municípios. PARE Recomendações importantes para o gestor municipal Condicionar a emissão/renovação do Alvará de Funcionamento, por meio de lei municipal, a apresentação dos comprovantes da recolhida e da produção de minério, esta última com base no RAL (Relatório Anual de Lavra); Comparar os Alvarás de Funcionamento emitidos no município para a atividade minerária com os empreendimentos mineradores que pagam a ; Fiscalizar o pagamento da realizado pelo minerador por meio do VAF (Valor Adicionado Fiscal), enviado anualmente pela Secretaria de Estado de Fazenda aos municípios, uma vez que através dele pode-se obter informações sobre o faturamento do minerador (diferença entre produtos recebidos e faturamento com vendas); Acompanhar através do site do DNPM as concessões de títulos minerários outorgados a novos empreendimentos situados no município; Acompanhar a evolução da junto a Divisão de Procedimentos Arrecadatórios do DNPM - 3º Distrito/MG;

13 Buscar informações dos cursos ministrados sobre a /VAF junto a AMIG (Associação dos Municípios Mineradores); Habilitar os Secretários Municipais de Fazenda, em parceria com a AMIG, em cursos oferecidos pela Secretaria de Estado de Fazenda; Firmar acordo de cooperação técnica com o DNPM para fiscalização da em seu município. Contatos FEAM - Fundação Estadual do Meio Ambiente (31) Fone DNPM - Departamento Nacional de Produção Mineral (Divisão de Fiscalização - 3º Distrito/MG) (31) AMIG - Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (31) SRE - Subsecretaria da Receita Estadual (31) / 6354

14 Referências DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL. Folder informativo. Brasília: DNPM, p. DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL. Disponível em: <http://www.dnpm.gov.br/conteudo.asp?idsecao=60>. Acesso em: 24 mai DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL. Manual de Procedimentos de Arrecadação e Cobrança da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais -. Disponível em: <http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo.asp?idbancoarquivoarquivo= 3187> Acesso em: 08 jun MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Minas e Energia, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Manual de Orientação Básica ao Pequeno e Médio Minerador. Belo Horizonte: SEME/SEMAD, p.

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