UMA PROPOSTA PARA GERENCIAMENTO DE RISCOS UTILIZANDO O PMBOK E O RUP NO NUCLEO DE PRÁTICAS DE INFORMÁTICA (NPI) DA UNIFIL

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1 UMA PROPOSTA PARA GERENCIAMENTO DE RISCOS UTILIZANDO O PMBOK E O RUP NO NUCLEO DE PRÁTICAS DE INFORMÁTICA (NPI) DA UNIFIL Bruno Henrique Coleto Discente - Centro Universitário Filadélfia UniFil Orientador: Sergio Akio Tanaka - Centro Universitário Filadélfia UniFil RESUMO: Este trabalho apresenta uma proposta de um workflow para gerenciamento de riscos no Núcleo de Práticas em Informática do Centro Universitário Filadélfia (UniFil). Com o workflow foi possível mapear e entender o processo das principais atividades do NPI permitindo organizar e preencher os artefatos para gerenciamento de riscos utilizando o PMBOK 4 edição e o RUP 7.0. Foi possível verificar que tanto o RUP quanto o PMBOK podem ser utilizados em conjunto. Uma análise de ferramentas que suportam o gerenciamento de riscos fora realizado. Um comparativo das ferramentas e dos métodos foram realizados. PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento de Riscos, PMBOK, RUP. O desenvolvimento de software não é comum, envolvendo diversos elementos: pessoas que vão consumir horas estão limitadas a prazo, custo e escopo. Como em qualquer empreendimento, todo projeto precisa conter planejamento, execução e controle. Muitos projetos para o desenvolvimento de software falham devido à falta de planejamento ou ao controle durante a execução dos trabalhos, pois não há gerenciamento de risco e identificação de todas as incertezas relacionadas ao projeto. O PMBOK (2008) define gerenciamento de projetos como uma aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas nas atividades do projeto a fim de atender os requisitos do projeto. Dentro da gerência de projetos se encontra a disciplina de gerenciamento de riscos no qual é o ponto principal do trabalho. De acordo com MARTINS (2007) chama-se gerenciamento de riscos o meio pelo qual estas incertezas, são sistematicamente gerenciadas, permitindo avaliar e enfrentar os riscos, evitando o evitável, controlando o controlável e minimizando a imprevisibilidade.

2 Segundo o PMBOK (2008) o risco em um projeto é sempre futuro. O risco é a potencialidade de um evento ou uma condição incerta que, se ocorrer, tem um efeito em pelo menos um objetivo do projeto. Os objetivos podem incluir escopo, cronograma, custo e qualidade. Um risco pode ter uma ou mais causas, e se ocorrer, pode ter um ou mais impactos sobre o projeto. E a causa pode ser um requisito, uma premissa, uma restrição ou uma condição que crie a possibilidade de resultados negativos ou positivos. O risco negativo é conhecido como ameaças e oportunidades, respectivamente denominado fracasso. O pior risco é o risco não identificado, contudo o objetivo principal é não permitir ser surpreendido. No entanto, já o risco positivo é visto como uma oportunidade, podendo trazer benefícios que acelerem ou incrementem o sucesso do projeto. Ignorar o risco positivo é um grande erro, por isso o gerente de projeto deve adaptar também as principais oportunidades como a mesma voracidade que evita ameaças. Assim como os riscos negativos, os riscos positivos também devem ser passados por processos de gerenciamento de projeto, incluindo listar os riscos, análise de probabilidade e impacto, e um plano de contingencia para cada determinado risco. Na Figura 1 é visto os processos implantados para gerenciar riscos no projeto. FIGURA 1 Estrutura de gerenciamento de riscos A gerência de risco, como todo planejamento de projeto é um processo iterativo, ou seja, tem continuação ao longo do projeto. Os resultados do processo de

3 gerenciamento de riscos devem ser documentados em um plano de gerenciamento de riscos. Segundo o PMBOK (2008) o gerente de projeto é o profissional responsável por executar as funções de gestão, planejamento de controle do projeto. Em seu perfil deve conter as habilidades de liderança, poder de decisão e estar disposto a riscos, ser comunicativo (pois necessita escrever, falar e ter bons relacionamentos com os departamentos). A guia de conhecimento em gerência de projetos denominado Project Management Body od Knowledge (PMBOK), somado a metodologia para gerenciar projetos de desenvolvimento de software Rational Unified Process (RUP) são complementares para gerenciar projetos. O PMBOK se destina com a gerência de projetos como um todo organizado, possuindo fases dependentes para processo. Já o RUP é especifico para projetos de software, sendo limitada a sua preocupação com aspectos da gerência, possui fases e interações reservadas para o desenvolvimento de sistemas. Ao ponto de vista de aplicabilidade, a disciplina de gerência de projetos dentro do RUP, é um exemplo especifico, já as melhores praticas da gerência de projetos do PMBOK é um exemplo genérico. O Quadro 2 apresenta um comparativo inicial do PMBOK versus o RUP em relação ao gerenciamento de riscos. PMBOK Algum tipo de projeto Somente as praticas de gerenciamento de projetos Abrangência dos aspectos da Gerência de projetos Descritivo Fases e aplicações dependentes RUP Projetos específicos de software Gerência de projetos e outras praticas de desenvolvimento de projetos de software Abrangência de alguns aspectos da gerência de projetos de software Prescrito Fases e iterações especificas do

4 do domínio desenvolvimento de software. QUADRO 2 Comparativo do PMBOK versus RUP Para aplicabilidade do estudo, foi desenvolvido o plano de gerenciamento de riscos para o projeto Sistema de Controle de Estágios (SCE). Por meio do estudo realizado de gerenciamento de riscos utilizando o PMBOK 4 edição e o RUP 7.0, e pelo estudo de caso aplicado, que a junção das ambas aplicabilidades, não existem divergências ou contradições entre os dois métodos, ou seja, nada no RUP contradiz as praticas do PMBOK e nada no PMBOK contradiz as praticidades do RUP. REFERÊNCIAS MARTINS, J. C. C. Gerenciando Projetos de Desenvolvimento de Software com PMI, RUP e UML, 4. ed., Rio de Janeiro: Brasport, PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE PMI. A Guide to the Project Management Body of Knowledge, PMI Publishing Division, Disponível em: <http://www.pmi.org>. Acesso em: 08 de março de IBM. RUP. Rational Unified Process (Software). Versão 7.0. USA: IBM Rational, 2006.

5 DEFINIÇÃO DE UM PADRÃO EM RELAÇÃO AO POTENCIAL ENERGÉTICO NO USO DOS COMPUTADORES Guilherme Razaboni Ângelo - Discente, Centro Universitário Filadélfia UniFil Orientador - Sandro Teixeira Pinto - Centro Universitário Filadélfia UniFil RESUMO: A grande maioria das redes de computadores atuais trabalha com altas taxas de transmissão, agregando equipamentos com grande complexidade de hardware e software. Todos os equipamentos dependem do fornecimento de energia elétrica para funcionarem. A disponibilidade da energia, a qualidade das instalações elétricas, e possíveis fontes de interferência são fatores determinantes para o correto funcionamento da rede como um todo, e sua atual complexidade requer um gerenciamento de qualidade para que seus dispositivos principais não venham a falhar por sobrecarga de energia, erros de instalação e etc. Tem como principio proporcionar estabilidade total e o correto funcionamento da rede, este gerenciamento vai proporcionar identificar e solucionar problemas antes mesmo que eles ocorram. PALAVRAS CHAVE: Oscilações; Potencial; Energia; Redes. Existe uma dificuldade muito grande das empresas com suas instalações de redes elétricas e computadores, é de atingir o máximo que a mesmas podem proporcionar sem risco algum, trazendo segurança e confiabilidade a quem faz uso e gerenciamento. De acordo com Cavalin (2005) a energia elétrica é uma forma de energia que apresenta inúmeros benefícios, e tornou-se no decorrer dos tempos, parte integrante e fundamental das nossas atividades diárias. Tão importante que nossa vida seria praticamente impossível sem sua existência e muitas vezes não damos conta de sua importância, somente no momento de sua falta. Segundo Tanenbaum (2003), o compartilhamento de recursos tem objetivo de manter todos os programas, equipamentos e especialmente dados ao alcance de todas as pessoas na rede, independente da localização física do recurso e do usuário. Porém, talvez mais importante que compartilhar recursos físicos como impressoras, scanners e

6 gravadores de CDs, sejam mais importantes compartilhar informações de preferência de um modo seguro. Uma rede de computadores consiste em dois ou mais computadores e outros dispositivos interligados entre si de modo a compartilharem recursos físicos e lógicos, estes podem ser do tipo: dados, impressoras, mensagens ( s),entre outros. A Internet é um amplo sistema de comunicação que conecta muitas redes de computadores. Existem várias formas e recursos de vários equipamentos que podem ser interligados e compartilhados, mediante meios de acesso, protocolos e requisitos de segurança. Os meios de comunicação podem ser linhas telefónicas, cabo ou satélite ou comunicação sem fio. O objetivo das redes de computadores é permitir a troca de dados entre computadores e a compartilhar recursos de hardware e software. Na figura 1 é possível ver uma representação de uma de rede de computadores de uso empresarial, que por sua vez tem como objetivo compartilhar dados e recursos e prover o acesso a internet. FIGURA 1 Redes Locais Alguns aparelhos elétricos que fazem parte da rede como switch, hub, entre outros, serão estudados com intuito de identificar os que sofrem mais com anomalias elétricas como a queima de aparelhos devido á sobrecarga de energia.

7 A correta instalação elétrica e rede lógica devem ser levadas em consideração com extrema importância, qualquer perturbação pode ser crucial ao total desempenho, a interferência eletromagnética é fator determinante para acarretar sérios problemas na rede prejudicando seu desempenho, travamento e provocando uma lentidão na sua operação. Interferência Eletromagnética (IEM) é uma degradação no desempenho de um equipamento devido a uma perturbação eletromagnética, como conseqüência da instalação energia eletromagnética entre um equipamento fonte com o equipamento vítima. Este acoplamento ocorre por radiação ou condução (Pinheiro, 2009). A interferência eletromagnética é um dos maiores causadores de falhas em redes de computadores, principalmente quando são utilizadas tubulações, canaletas e cabos sem blindagem que são inadequadas para o transporte da infra-estrutura de cabeamento (Pinheiro, 2004). Um estudo de campo foi realizado, e suas amostras serão apresentadas estatisticamente que nas empresas, os aparelhos representam maior prejuízo devido a defeitos e quanto esse valor representa dentro da instituição. Por meio desta pesquisa foi possível chegar a resultados confiáveis, possibilitando um estudo orientado no desenvolvimento novas possibilidades tais como: estudo antecipado das redes elétricas e de computadores nas empresas evitando assim problemas futuros, e cuidados no desenvolvimento de sua infraestrutura, atendendo todas as normas técnicas exigidas. Como trabalho futuro, está pesquisa pode ser estendida a tipos de infraestruturas adequadas e outros assuntos pertinentes, e até mesmo a outras áreas do conhecimento. REFERÊNCIAS TANENBAUM, Andrew. Redes de Computadores. 4. ed., Rio de Janeiro: Campus 2003.

8 CAVALIN, GERALDO. Instalações Elétricas Prediais. 12. ed., São Paulo: Érica, TANENBAUM, Andrew. Organização Estruturada de Computadores. 2. ed., Prentice Hall, PINHEIRO, José Maurício Santos. Interferência Eletromagnética em Redes de Computadores. Disponível em: < Acesso em: 10 de maio de 2011.

9 IPV6: IMPLANTAÇÃO E ANÁLISE DE IMPACTOS Gustavo Tedesco Centro Universitário Filadélfia - UniFil Orientador Prof. Msc. Moisés F. Lima Centro Universitário Filadélfia - UniFil RESUMO: A necessidade dos usuários comuns, empresas e organizações de trocar informações com velocidade, garantia de entrega e segurança são alguns dos fatores fundamentais para a implantação de uma infra-estrutura de rede em que os serviços sejam confiáveis. Devido a diversas limitações de desempenho e segurança, o Internet Protocol Version 4 (IPv4) utilizado na troca de informações na Internet e redes locais, tornou-se obsoleto e vem sendo substituído por uma nova versão do protocolo, o IPv6. PALAVRAS-CHAVE: IPv4, IPv6, implantação, redes de computadores. O Internet Protocol (IP) foi desenvolvido na década de 70 e é responsável pela conexão entre os computadores e equipamentos em uma rede (MARTINS, 2011). Com isto a versão 4 do IP foi a que conseguiu se instalar melhor com todas as mudanças da internet embora não tenha sido originalmente projetada para dar suporte a uma rede de escala universal ou que permitisse aplicações multimídia. (SILVA, 2005). A facilidade de se obter um equipamento com acesso a rede cresceu muito, com isso a necessidade de se criar alternativas para a solução de problemas como a falta de endereçamento IP, a grande demanda por serviços em tempo real e principalmente a garantia de segurança fizeram com que o protocolo atual, o IPv4, se tornasse obsoleto. Assim, uma nova versão do protocolo IP foi desenvolvida o IPv6, para solucionar os problemas existentes no antigo IPv4. (SILVA, 2005). Com o crescimento da Internet e tecnologias que se conectam a ela, onde a idéia é viabilizar a Internet dos equipamentos, em que geladeiras, torradeiras e microondas podem estar todos conectados na internet. Tal como surgiu à necessidade de um novo protocolo, o IPv6, uma vez que o protocolo IPv4 começou a apresentar limitações para o novo mercado tais como segurança, suporte a serviços em tempo real e principalmente disponibilidade de endereços.

10 O IPv6 torna disponível uma quantidade enorme de endereços, podendo ser capaz de dar a um único usuário a capacidade inteira do protocolo anterior IPv4, na média de 4 bilhões de IPs. Levar o IPv6 para pequenas empresas e, principalmente, para os usuários é um grande desafio que vem sendo feito. Os padrões da tecnologia ainda não estão bem definidos e a muitos modems ADSL vendidos até hoje que não são compatíveis com o IPv6 e sites que tiver apenas em IPv6 não poderá ser acessado pelas pessoas que ainda estão na versão antiga IPv4 e vice-versa. As empresas que estão aderindo o protocolo IPv6 não estão se retirando do IPv4, estão mantendo as duas redes em funcionamento, adicionando mais complexidade à rede e necessitando de equipamentos duplicados, com mais custos de manutenção. Isto é necessário porque a conectividade exclusiva de IPv6 tornaria uma empresa inacessível para usuários ou outras empresas que ainda não estão preparados para esta nova tecnologia. Os Internet service providers (ISPs) e telefônicas vai ser necessário que obtenha endereços IPv6 do Regional Internet Registry (RIR), uma vez obtidos os endereços, os ISPs vão estar em condições de distribuírem o IPv6, onde o mesmo insere os endereços obtidos da Internet de modo nativo. Sendo necessário que o provedor tenha IPv6 implementado e de modo tunelado, onde terá que ser conectados com um provedor de nível superior que for capaz de terminar o túnel e tiver IPv6 nativo. Também distribuir IPv6 na sua própria rede. Os ISPs que tiverem implementado Multi Protocol Label Switching (MPLS) na sua rede será simples a sua transição, apenas distribuindo Dual Stack nos Provider Edge (PE) e depois utilizando IPv6 Provider Edge (6PE). Dessa forma, não precisaram ser modificados os routers. Já ISPs que não tiverem implementado MPLS na sua rede, vai ser necessário Dual Stack em todos os routers que irá passar o tráfego IPv6. Outro problema que devem ser levadas em conta pelos ISPs, além dos problemas técnicos é também principalmente nos aspectos econômicos envolvidos em uma transição desse tipo onde irá impactar nos equipamentos onde precisarão de mais espaço de memória e as organizações, possivelmente, deverão comprar novos

11 roteadores para suportar o aumento dos endereços, das transferências de pacotes de dados e das listas de controle de acesso. Para chegar aos usuários existem varias alternativas as mais usadas são a Dual Stack e Túneis manuais e automáticos. Os impactos gerados na implantação do IPv6 será de forma gradual ao avanço da tecnologia para as empresas e usuários finais. Já os ISPs e telefônicas irão trabalhar de forma que fique os dois protocolos disponíveis e utilizáveis. A implementação do IPv6 implica que IPv4 estará coexistindo com IPv6, sendo as aplicações as responsáveis de decidir qual protocolo vão usar. Os sites populares têm demonstrado que o Ipv6 funciona, aonde chegamos à conclusão onde a maior dificuldade que iremos enfrentar na implementação do IPv6 não é a falta de conteúdo, mas a falta de usuários para visualizá-lo. Sendo assim então os as corporações dizem mostre-me os usuários, e eu vou ligá-lo. REFERÊNCIAS: JAMHOUR, E. IPv6 (Parte 2: Mecanismos de Transição), Disponível em: <http://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/pessoal/especializacao/ano03/tarc/ipv6trans.ppt>. Acesso em: 02 de maio de LOUREIRO, Hélio. Roteamento avançado e controle de banda em Linux. Disponível em: <http://eng.registro.br/gter17/videos/05-roteamento-avancado-linux.pdf>. Acesso em: 06 junho de MARTINS, Ricardo. O IPv6. Disponível em: <http://ricardomartins.com.br/2009/04/10/o-ipv6/>. Acesso em: 10 abril de MIRANDA JÚNIOR, Wilson. IPV6: A nova geração de comunicação. Disponível em: <http://www.pop-ba.rnp.br/ipv6/fundamentosipv6>. Acesso em: 02 de maio de POSTEL, J.B.. Internet Protocol. Disponível em: <http://www.rfceditor.org/rfc/rfc791.txt>. Acesso em: 02 de maio de SANTOS, E.. IPv6 Mecanismos de coexistência e transição, Disponível em: <http://www.vsix.net/other/summit/brazil2004/www.ipv6summit.com.br/en/index.html >. Acesso em: 02 de maio de SILVA, Adailton J. S.; FARIA, Marcel R.. Hierarquia de Endereços IPv6. Disponível em: <http://www.rnp.br/newsgen/0103/end_ipv6.html>. Acesso em: 02 de maio de 2011.

12 SILVA, Sérgio Carneiro Da. O Protocolo IPv6 e sua Transição f. Monografia (Bacharelado) - Curso de Sistemas de Informação, UNIMINAS, Uberlândia, Disponível em: <http://www.si.lopesgazzani.com.br/tfc/monografias/monografiaipv6.pdf>. Acesso em: 02 de maio de 2011.

13 APLICABILIDADE DE CLOUD COMPUTING (COMPUTAÇÃO EM NUVEM) COMO FATOR DE REDUÇÃO DE CUSTOS NAS DIVERSAS ÁREAS DE NEGÓCIOS João Manuel G. Bonin Centro Universitário Filadélfia UniFil Orientador Prof. Ms. Sérgio A. Tanaka Centro Universitário Filadélfia UniFil Co-orientador Prof. Msc. Adail R. Nogueira Centro Universitário Filadélfia UniFil RESUMO: O trabalho teve como objetivo criar um mapeamento das ferramentas que estão mais em alta quando o assunto é computação nas nuvens, isso separando em seus principais modelos de serviços, ou seja, software como um serviço (SaaS), Plataforma como um serviço (PaaS) e Infraestrutura como serviço (IaaS). Foi realizado um panorama de qual a melhor solução que uma empresa pode adotar para diminuir os custos de infraestrutura e de negócios. Um estudo de caso foi utilizado para simulação e benchmark para ajudar na melhor escolha para implantação nos negócios. Tudo isto visando uma real contribuição e a forma de aplicação em empresas com o âmbito focado nos negócios. Os resultados auxiliaram no direcionamento de empresas na decisão pela adoção desta modalidade computacional em seus modelos de negócio. PALAVRAS-CHAVE: Cloud Computing, Serviços, Nuvem. Com o avanço da sociedade humana moderna, serviços básicos e essenciais são entregues a quase todos de uma forma completamente transparente. Serviços de utilidade pública como água, eletricidade, telefone e gás tornaram-se fundamentais para nossa vida diária e são explorados por meio do modelo de pagamento baseado no uso (VECCHIOLA et al., 2009). Esta ideia a princípio parece ser bem simples no ponto de vista cotidiano, ou seja, trata-se apenas de um serviço sob demanda, no qual você paga pelo uso. Mas ao longo dos últimos anos, um novo conceito veio ganhando destaque na computação, esse novo conceito também se utiliza do padrão de você paga conforme usa. Essa nova terminologia tem como nome Cloud Computing, e vem sendo empregada por muitas empresas e abordada por muitos profissionais engajados no ramo da tecnologia da informação (TI).

14 A característica principal do Cloud Computing segundo Lowe (2009, citado por PRADO, 2010) é ter todas estas informações e aplicativos salvos e sendo executados a partir de um lugar na Internet (nuvem). Estes dados serão administrados pela própria empresa junto com o nível de privacidade (perfil) de cada usuário que determinará quem pode acessar o que. No primeiro momento a perspectiva que muitas pessoas têm sobre o Cloud Computing é de que o conceito está restrito apenas a grandes empresas e corporações, o que é errôneo. Na verdade o acesso a Cloud Computing está mais presente em nosso cotidiano do que se imagina. Podem-se citar vários exemplos diários de sua utilização, que vão desde uma simples caixa de , até soluções corporativas avançadas, podendo ter até mesmo um sistema operacional (OS) com todos os seus recursos sendo processados e armazenados em nuvem. Esta pesquisa tratou as diferentes formas de aplicação de Cloud Computing, dividindo-as em modelos de serviços e suas respectivas ferramentas, elencadas de forma mais relevante no cenário atual e das necessidades mais prioritárias de uma empresa, visando sempre colaborar para a redução de custos de infraestrutura, manutenção e licenças de software. Na primeira parte da pesquisa foi abordada à forma contextual do tema, tais como, modelos de negócios, tipagem de nuvens, características essenciais de uma nuvem, segurança e por último uma visão geral nos negócios, assim como foi feito um mapeamento das ferramentas mais evidentes no contexto tecnológico atual. Foi submetido um estudo de caso com objetivo de realizar testes de bechmark nas infraestruturas mais relevantes encontradas no mercado atual e com isso disponibilizar uma tabela com os resultados coletados. Para este CASE foram utilizadas ferramentas de simulação e medição de desempenho como: Visual Trace Route (OUIMET, 2011), Global Provider View (CLOUDSLEUTH, 2011) e Monitor Your Cloud Apllication (CLOUDSLEUTH, 2011b) que visa alcançar resultados na ordem de mais reais possíveis. Lembrando que isso foi feito para auxiliar as empresas na tomada de decisões. Por fim, foram selecionados dois provedores de Infraestrutura, que proporcionem uma plataforma de desenvolvimento para implantação de um sistema de

15 cadastro de clientes em nuvem de uma empresa ficticia. A opção por esse tipo de abordagem foi a de que se fôssemos comparar todas as ferramentas de infraestrutura detalhadamente, seria preciso escrever um trabalho dedicado apenas para está finalidade, e os custos com a contratação de prestadores de serviços de hospedagem seriam fora da realidade para um trabalho acadêmico. Os critérios para adoção das duas infraestruturas que serão comentadas foram basicamente três, são eles: a) disponibilidade e segurança do serviço; b) a infraestrutura fornece um versão free de seus serviços?; c) o provedor de infraestrutura fornece uma plataforma de desenvolvimento Java?. Com os resultados obtidos por meio de testes de benchmark nas duas infraestruturas, foram elaboradas tabelas demostrando qual a melhor solução para se empregar na empresa ficticia criada e qual a real vantagem de sua utilização. Este tipo de abordagem teve como intuito ajudar e demontrar de forma prática os desafios e vantagens da adoção da computação em nuvem em uma empresa que deseja adotar internamente esta nova tecnologia. REFERÊNCIAS CLOUDSLEUTH: Monitor Your Cloud Application. Software. Disponível em: <https://cloudsleuth.net/web/guest/monitor-your-app>. Acesso em: 19 de agosto de CLOUDSLEUTH: Global Provider View. Software. Disponível em: <https://www.cloudsleuth.net/web/guest/global-provider-view>. Acesso em: 19 de agosto de PRADO, Roberto Longhi Rodrigues. A ampliação do valor de uma empresa através da adoção de um novo modelo: o Cloud Computing f. Monografia (Especialista) Puc-SP, São Paulo, Disponível em: <http://www.mbis.pucsp.br/monografias/monografia_-_roberto_prado.pdf>. Acesso em: 9 junho de 2011.

16 VECCHIOLA, Christian; CHU, Xingchen; BUYYA, Rajkumar. Aneka: A Software Platform for.net-based Cloud Computing. Melbourne - Austrália: Department Of Computer Science And Software Engineering, Disponível em: <http://www.buyya.com/gridbus/reports/anekacloudplatform2009.pdf>. Acesso em: 19 de agosto de OUIMET, Kirk. You get Signal: Visual Trace Route Tool. Disponível em: <http://www.yougetsignal.com/tools/visual-tracert/>. Acesso em: 19 agosto de 2011.

fagury.com.br. PMBoK 2004

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