A TERMINOLOGIA 1ª COMPANHIA

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1 A TERMINOLOGIA 1ª COMPANHIA 1. Companhia quem escreveu foi Santo Inácio de Loyola que inventou e atribuiu para os jesuítas, o rigor e a disciplina militar. A Companhia de Jesus. 2. Toda a Itália do século XV estava plena de companhias: A )Companhias do Amor Divino b) Companhias dos Brancos c) Companhias de São Jerônimo Portanto os teatinos sempre quiseram ser chamados de companhia. A palavra passou aos filhos de Santo Inácio em uma ocasião solene: o santo regressava de Veneza, onde tinha estado com os teatinos de São Nicolau de Tolentino, quando alguns perguntaram dos seus lhe perguntaram com que nome deveriam de apresentar, o santo respondeu decidi que sois da Companhia de Jesus. No uso corrente podem ser considerados sinônimos de Companhia: religião, Instituto, ordem, Sociedade, Congregação. No antigo direito são chamadas de Ordens apenas as monásticas e as mendicantes que tinha votos solenes. Os Institutos de votos temporários. No novo direito, todos ficam englobados de Institutos de Vida Consagrada, ou Institutos dos Religiosos. 2ª CLÉRIGOS REGULARES A historiografia teatina chama Breve de fundação ao documento e Clemente VII, de 24 de junho de 1524, Exponi Nobis, através do qual o pontífice outorgava aos quatro fundadores sua aprovação ao projeto de vida clerical, em comum, com os votos, e que significava o reconhecimento oficial da nova companhia. Este Breve de Fundação autoriza os quatro companheiros a se reunir sob o nome e denominação de Clérigos Regulares. No breve de fundação nosso nome oficial: Clérigos Regulares. A denominação não é nova na historia da Igreja, mas abre uma nova época para seu significado. Esta denominação será atribuída logo em seguida aos outros Institutos nascidos ao longo do século XVI e XVII.

2 Não se tratava de fundar uma nova ordem de monges ou de frades, ma de instaurar uma nova concepção na historia dos institutos regulares, uma concepção na qual o regular formava a base do clérigo.em termos cronológicos, os sacerdotes reformados guiados por Thiene e Carafa abrem o caminho à frente de uma longa procissão das ordens de Clérigos Regulares.A denominação Clérigos Regulares não era nova nem na Historia, nem na legislação da Igreja. Gramaticamente, Clerigus Regularis significa um clérigo que vive sob uma regra canônica, encontra sua origem nos grupos de Pesbiterais que organizam sua vida em comum sob uma norma. Já existiram nos primeiros séculos do cristianismo. O termo aparece em si pela primeira vez, no ano de 748, nos Excertos do Bispo de York, Santo Egberto: falamos daquelas regras estabelecidas pelos Santos Padres, nas quais está escrito como os canônicos, isto é, os clérigos regulares devem viver A retroatividade até os Santos Padres, que agradara tanto os teatinos. O termo canonici que com um cânon, termo grego que designa a mesma coisa que regra, em latim. Canonici é empregado como sinônimo de regulares: viver de acordo com os sagrados cânones. Antes do século XVI, o direito e o uso aplicam o termo a todos os clérigos religiosos, monges, cônicos regulares, mendicantes em oposição a clérigos seculares. Existem clérigos regulares e clérigos seculares. Desde o texto de Egberto até os teatinos se detecta no termo significado variável e flutuante que se refere aos clérigos que vivem de acordo com os cânones ou com uma regra que ao aproxima muito dos monges. Por volta da metade do século XI, aparece a Ordem dos Cônegos Regulares, segundo a regra de santo Agostinho. Os Premostratenses, fieis as regras e ao espírito monástico, foi deixando na penumbra o caráter clerical da Ordem, ficando confirmada a expressão Cônegos Regulares, enquanto a expressão Clérigos Regulares vai se enfraquecendo. Em 1446 Eugenio IV com bula Cum ad sacratissimum confia aos canônicos regulares do SS. Salvador de Lucca o serviço e o cuidado da Basílica de São João de Latrão. Serão chamados Cônegos Regulares Lateranenses.

3 Desde 1460 os beneditinos e cônegos regulares estão em litígio por causa de um motivo pouco glorioso, mas de muita aparência: a precedência nas procissões. O litígio era tão fundamental que durou mais de cem anos: até Para poder estar a frente na procissão os beneditinos afirmavam que os cônegos regulares tinham sido fundados depois deles. Representava diante da santa Sé o canonista João Batista Caccialupi. Seus argumentos conhecidos em um memorial que pareceu publicado em Veneza em 1498, avalisados com toda a autoridade das universidades de Bolonha, Ferrara e Pádua. Os cônegos regulares defendiam sua causa com grande ardor, apoiados na autoridade do canonista Celso Maffei. Eles afirmavam que sendo Canônicos e Clérigos Regulares eram sucessores daquelas comunidades de clérigos que viviam e comum já na época apostólica, sendo anteriores aos beneditinos. Deviam encabeçar a procissão. No transcorrer do tempo que diluiu o fato de que os Cônegos Regulares eram também Clérigos Regulares, eram continuadores dos grupos de clérigos vivendo em comum nos tempos apostólicos. Os Cônegos Lateranenses, Clérigos Regulares, o que não aconteceu, ao contrario, com os monges, com os beneditinos. Em 1519, por causa da nomeação episcopal de um vicentino, Zacarias Giglio, que era Cônego Regular, a celeuma foi reavivada. Por ser Cônego Regular, o cerimoniário da catedral negava-lhe o direito de usar as vestimentas episcopais. O litígio foi levado Roma, onde a cauda do novo bispo foi defendida por seu xará Zacarias Ferreri, também bispos e vicentino. Ele continuou a linha anterior: demonstrar que os Cônegos Regulares eram Clérigos Regulares. Leão X em carta primeiro de setembro de 1519 deu razão ao Giglio, permitindo-lhe usar as vestes episcopais. O vicentino Caetano de Thiene tomou conhecimento desta efervescente questão em Pádua. Os nossos fundares o adotaram seu significado estava muito claro: tinha sido comprovada sai procedência do mais vivo das comunidades apostólicas e na dizia a respeito a monges, mas a clérigos. Sucessores dos grupos apostólicos; os teatinos se vangloriarão dizendo que os apóstolos foram nossos pais e verdadeiros pastores, empenhando-se na restauração da vida apostólica. Não monges, mas clérigos que na Exponi Nobis os teatinos vão conseguir todos os privilégios dos Cônegos Lateranenses.

4 Clérigo Regulares correspondia, precisamente, ao projeto de Caetano: um instituto especialmente clerical que tornasse novamente atual a vida dos grupos eclesiais dos Atos dos Apóstolos. Atrás do nome se alojava todo um programa: os teatinos não são monges e são Regulares; são Clérigos, porem são Regulares. Regulares dirigidos por uma regra que são os Atos e os sagrados cânones. Não serão uma nova ordem, uma vez que não têm regra própria. O teor de sua será, portanto, o dos Atos; seu habito o dos clérigos; seu zelo, o mesmo dos Apóstolos. O NOME: OS TEATINOS O documento de nossa de Ordem está dirigido a João Pedro Carafa, epíscopo theatino, quer dizer, Bispo de Chieti. Chieti, em latim, diz-se Theates, seu adjetivo derivado theatinus: teatino. Carafa é, entre os quatro fundadores, pessoa mais notável por ser bispo, por causa do seu prestigio pessoal e por ter sido o primeiro representante porta voz e superior da nova companhia, oficialmente Clérigos Regulares, começou a ser chamado com um nome popular que alcançaria êxito e difusão mundial, os teatinos. O termo Teatino alastrou-se muito além dos teatinos. Foi o povo quem chamou desta forma, ou seja, os responsáveis pelo engrandecimento de seu nome, e difundido por todas as partes. Portanto teatino passou rapidamente a ser sinônimo de clérigo, inclusive de leigo reformado, desenvolvido ao esplendor da forma, nova e esplendorosa, de ser cristão: um teatino modo de ser cristão. Aquele que faz profissão de vida espiritual recebe o nome de teatino. Vestir-se de modo teatino significa a mesma coisa que ater-se ao espírito e aos cânones da modéstia eclesiástica. Fugir do profano na execução do canto litúrgico para se justar às norma da arte musical religiosa, é cantar de modo teatino. Na Alemanha, precisamente, a palavra ia se impondo como sinônimo de homem interior. O jesuíta Pedro Fabro contava,em 1541, que Felix, um sacerdote que tinha feito os Exercícios Espirituais sob sua orientação, era chamado de teatino, por causa da mudança que tinha sido realizada em sua vida. O texto é conhecidíssimo, pois os jesuítas eram chamados de teatinos em todo lugar do mundo, onde existam ruas e praças "Os Teatinos", em lugares onde os teatinos nunca estiveram.

5 Quando o grande arcebispo de Milão São Carlos Borromeu (em 1564) orientou sua vida para um luminoso apostolado, todos diziam que "tinha se tornado teatino". E seu tio, Papa Pio IV (não muito amigo do papa teatino e de sua obra), afirmava da nova vida de seu sobrinho que aquilo eram" coisas de teatinos e fantasias melancólicas". São Carlos teve a sorte de ter como amigos dois excelentes teatinos, Santo Andre Avelino e o beato Paulo Burali, que o ajudaram eficazmente na reforma de sua diocese milanesa e fundaram ali uma casa da ordem. É interessante notar que muitos membros das ordens de Clérigos Regulares fundadas depois da nossa foram chamados de teatinos. O caso dos jesuítas, que foram os primeiros Clérigos Regulares conhecidos na Espanha, e que aqui foram chamados de teatinos, antes mesmo da chegada dos teatinos, e continuaram sendo chamados de teatinos, mesmo depois que estes chegaram a Espanha. Na Espanha, a partir da segunda metade do século XVI, muito antes que os teatinos chegassem aqui era comum chamar de teatino a quem aderisse a reforma. Na Espanha os teatinos foram chamados freqüentemente de Padres Caetanos, uma vez que, depois da beatificação do Fundador, aumentou enormemente a devoção dos fieis. O Capitulo Geral de 1595 insistiu que a denominação que os teatinos deveriam usar e sob a qual deveriam se apresentar era a oficial Clérigos Regulares. O nome que prevaleceu entre os fieis foi o de teatinos. Atualmente, a própria Santa Sé em seus documentos oficiais sempre nos chama de teatinos.

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